-

que eu juro não te levo a mal.
-

@rden McRoyal DeLuXe, famoso Arqueólogo da Natureza Humana, desapareceu no início do ano, quando se encontrava numa Missão Exploratória, no traiçoeiro deserto da Margem sul. Relembramos que tal Missão, tinha por objectivo, confirmar a presença de Humanos e Portugueses nesse inóspito território.
Acabou por ser resgatado ontem ao cair da noite, por um grupo de Engenheiros, quando já nem o próprio tinha esperança de se encontrar.
O Resgate aconteceu por puro acaso, quando os Engenheiros avistaram um homem, na Duna ao lado da qual estavam a efectuar um estudo para a implantação de um Aeroporto.
Estranhamente, @rden McRoyal DeLuXe, dispensou qualquer visita a uma unidade hospitalar (Até porque ficava a dois dias de caminho) e pediu apenas que o deixassem num Restaurante das redondezas, onde servem um magnífico Foie Gras.
Os assessores de imprensa de Sir @rden McRoyal de Luxe, já vieram a terreiro (ainda que passo a passo) desmentir qualquer ligação entre o regresso do famoso Arqueólogo e as recentes alterações ao Código de Processo Penal e confirmaram ainda, que logo após um breve período de descanso, Sir McRoyal de Luxe (Para os amigos, @rden), voltará para o seio desta comunidade.
-

A ignorância alastrou-se de tal forma, que ele, mesmo sendo advogado, não sabia o que era um causídico.
-

"Eng. º Belmiro de Azevedo, o número que marcou, está Blindado, por favor tente mais tarde"
-

... agora não te posso atender. Não vês que estou a tentar desblindar a PT
-

Ainda bem que me avisaram, é que eu já me preparava para me dobrar e pressionar o pedal com as mãos (que talvez por ser pedal se encontrava no chão).
Só faltou mesmo avisar: “ Use o manípulo da porta com as mãos e a cabeça para pensar porque é que ainda lê avisos destes.”
Claro, umas instruçõezinhas no Rolo do Papel Higiénico, também vinham a calhar.
-

Justifica-se uma justificação ( Falo da minha ausência nos últimos dias). Bem sei que ninguém deu por isso, mas eu justifico-me na mesma, mesmo não se justificando que me justifique.
Tudo começou com um Pão. Trinquei, senti algo duro, indaguei ( o que eu gosto de indagar, a minha mulher que o diga ) e lá fui indagando, até chegar à conclusão que o "algo duro", era um pedaço de um dente, que por coincidência, era meu.
Dias depois, estava eu no Chimarrão, e voltei a sentir um objecto estranho na cavidade bucal ( a minha, claro ). Voltei a indagar, tendo chegado desta vez, rapidamente à conclusão, de que se tratava de mais um pedaço de um dente, que por coincidência, era também meu.
Sem dar por isso, dei por mim sentado na cadeira de um dentista, uma vez ( não duas, nem três, mas apenas uma vez ) que as dores já não me deixavam indagar nada de jeito.
Tenho de confessar que fiquei a admirar profundamente estes profissionais da dentição. A mim, não me apanhavam com as mãos dentro da boca de um gajo, que a qualquer momento, pode decidir dar uso aos dentes saudáveis que lhe restam.
Esta coisa moderna do Direito à informação é que não ajuda. Explicar ao paciente, todas as actividades que estão a ser desenvolvidas dentro da sua cavidade bucal, não me parece uma boa estratégia, até porque, em determinado momento, é difícil acreditar que seja possível montar tamanho estaleiro, dentro de um espaço tão exíguo.
Por falar em estaleiros, é interessante analisar os paralelismos entre a actividade de Medicina Dentária e a Construção Civil. Raramente nos dão um Orçamento, a obra é feita por etapas e corremos sempre o risco, de o dente ou a parede, sofrerem uma derrocada a qualquer momento.
-
É a Democracia, Estúpido !
Não é todos os dias que assistimos ao Nascimento de um Mito. Falo-vos desse mito, nascido na passada Semana, segundo o qual, qualquer cidadão que subscreva uma Petição de Habeas Corpus, terá de pagar um balúrdio de custas judiciais.
Quando um Juiz fala assim, o povo acredita. Bem podem agora dizer que não, que não paga nada, que paga pouco, que é de borla, que é só 0,003 €, pois o que resistirá na cabeça do cidadão, é o facto de que assinar petições, pode importar no pagamento de quantias mais ou menos avultadas. O Português indigna-se, o Português revolta-se, o Português preocupa-se que um seu compatriota, possa estar preso sem fundamento legal, desde que isso não lhe vá ao bolso. Porque se para se revoltar, para se indignar, para se preocupar, o Português tiver de pagar, o caso muda logo de figura, o cidadão até não está assim tão preso, provavelmente devia era ter entregue a miúda ao Pai, que afinal sempre a concebeu, mesmo que esporadicamente. O mesmo Português que nem sequer pensou duas vezes, ao assinar a Petição de Habeas Corpus, vai de agora em diante, recusar-se a assinar o que quer que seja, uma vez que pode existir a possibilidade remota de ser condenado em custas. O Português vai ter pena, vai ficar preocupado, mas assinar, isso é que não.
O autor deste novo Mito, aconselhado pelos anos, bem soube o que fazer, para acabar com estas leviandades do Povo. É assim que pouco a pouco, a Democracia vai morrendo às mãos de todos os poderes que criou e que ingenuamente procurou separar. Um Estado de Direito Democrático, deve permitir e incentivar que os seus cidadãos participem activamente no exercício dos diversos poderes. Mas claro, em Portugal, interessa que a Democracia, seja mais ou menos votar, de tantos em tantos anos, no autor do Melhor Outdoor. Uma Espécie de Óscares do Povo, para a categoria de Melhor Argumento, Melhor Realizador e Melhor Actor Principal. Isto sim, é a Democracia, Estúpido !
-
Ontem à Noite, enquanto pintava uma Parede da Sala, dei por mim a pensar, o que leva uma pessoa que não percebe nada de pintura, a pintar uma Parede. Cheguei à conclusão, que é um problema transversal da sociedade portuguesa. (um problema, para ganhar dignidade, tem de ser transversal, não me perguntem porquê, mas tem de ser e ponto final).
O Português quando está doente vai ao médico? Claro que sim, mas só depois de esgotar o stock de medicamentos que tem em casa, convencido que está, de que os seus conhecimentos de medicina lhe permitem diagnosticar a doença e optar pelo fármaco mais adequado.
O Português quando tem uma avaria no carro, chama a assistência em viagem? Claro que sim, mas só depois de olhar para o motor do carro durante uma hora, para tentar perceber qual é o problema, uma vez que qualquer Português que se preze, é licenciado em Engenharia Mecânica.
O Português quando tem um problema na canalização da casa, chama um canalizador? Claro que sim, mas só depois de arrancar os canos e inundar a casa.
Os Portugueses acreditam que dominam todos os assuntos.
Resta saber o que faz um Português, quando quer pintar uma parede da Sala. Contrata um Pintor? Claro que sim, mas só depois de gastar dois litros de tinta a borrar uma parede.
-

Um Palhaço de Papel
colado ao aço do Portão
à força de cola e Pincel.
O puto olha-o nos olhos
e logo se distraí com o nariz
estranho Palhaço este
que o fez rir com o seu ar infeliz.
Todos os dias o puto passa
e o Papel a enrugar
diz-lhe com toda a firmeza
que ainda vai ter de esperar.
Mas o dia chegará
em que o Puto ao passar
dará de caras com um novo Palhaço
que outro puto lá foi colar.
A mãe não vai deixar
mas o Puto vai-se escapar.
Estranha esta ambição
que a Mãe tenta evitar.
Sonha para o filho uma farda
como a do marido ou igual
que tão bem lhe assentava
até no dia do Funeral.
Sonha uma Mãe com um filho
envergando uma farda hirto
e o sacana do raio do Puto
quer ser Palhaço de Circo.
@rden
-
Para que o Juiz nasça, é necessário que o Homem morra?
-

Há quase vinte anos que guardo este pedaço de História. Mais do que um pedaço da História do Mundo, é também um pedaço da minha História pessoal. Gosto de o ter perto de mim, para me recordar do tempo em que acreditava que tudo seria possível.
Para quem, tal como eu, foi educado no Mundo Ocidental (Do qual, julgo eu, Portugal faça ainda parte), a queda do Muro de Berlim significou a vitória da Liberdade, que abriria caminho para todos os sonhos.
Pouco depois percebi, que aquela tinha sido apenas mais uma Batalha e não o fim da Guerra. Mais tarde assisti à construção de novos muros. Apercebi-me então, que não há Martelo capaz de derrubar o Muro da Estupidez e não há vontade capaz de derrubar o Muro da Ignorância.
É por isso que gosto de sentir este pedaço de Muro nas minhas mãos. É o sonho que me resta, uma vez que nunca poderei ter nas mãos um pedaço de ignorância, nem tão pouco um fragmento de estupidez.
-

-

Ele olha,
ele vê.
Ele sente,
ele transpira.
Observa, absorve...
e a realidade cai-lhe no estômago... depressa demais.
-
* @rden
Depois não digam que eu não avisei.