SOL
"Portugueses, sejam menos... Viegas"
08 Fevereiro 12 01:30 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Em poucos meses de governação, em que achei que a boca de  Pedro Passos Coelho só se conseguia abrir para soltar banalidades de apeadeiro da Linha de Sintra, ou as encomendas dos gajos mafiosos que o empurram para a frente do linchamento, Miguel Relvas e Miguel Macedo, entre outros, por fim, consegui ouvir uma frase que me agradou, soou bem, e que acho que sintetiza toda a necessidade de salvação que Portugal sente: com o seu sotaque de Massamá, Pedro Passos Coelho, o magnânimo, disse, "Portugueses, sejam menos piegas..."

Para os ignaros, e somos muitos -- pois quantos de vós detêm um  "despacho" de um CNO, ou uma alta classificação em Inglês Técnico?... -- eu esclareço: assim como em Viseu, o Cavaquistão, se trocam os "Vês" pelos "Bês", e se diz "binho", em vez de "vinho", em Massamá, de onde provem, e onde se vem, sua Excelência o Primeiro Ministro, trocam-se os "Vês" pelos "Pês".

Reposto o sotaque, Passos Coelho quis então dizer aos Portugueses, "Portugueses, sejam menos... Viegas", num clara alusão aos cambalhaços e cunhas que, à pala de "Cultura", motoristas e gabinetes, se fazem.

Já muito queimado vai André Wilson da Luz Viola, e os seus 1800 € de vencimento, e, para todos os que afirmam, a pés juntos, que ele é um excelente motorista... do banco de trás, a verdade é que ele não passa de um traste suplente de uma lista de cunhas à Câmara de Lagos, que uma mão ignota, mas certeira, depois empurrou para um salário razoável, para conduzir outro traste, este não suplente, mas efetivo, de uma coisa que deveria, há muito, estar extinta, e insiste em se chamar Secretaria de Estado da "Cultura".

"Portugueses, sejam menos... viegas", é, pois, a palavra sábia de um homem de letras e ciências, um Pedro Hispano mal compreendido, desta fase terminal da III República, que, polifonicamente, pede a todos os seus concidadãos que utilizem menos a cunha, que não contratem, como Miguel Relvas, motoristas a 2500 €, e que não consolem as ternuras dos 60, com motoristas como o da Senhora Bosca de Mota Amaral.

Humildemente, numa simples frase, Passos Coelho pediu aos Portugueses que fosse menos viegas, que não se fizessem empoleirar em assessorias de gabinete com subsídio de férias e natal, já incluídos, como "suplemento", e, sobretudo, que evitassem megas ferreiras, graças mouras, claras ferreiras alves, e coisas afins, que passam por "Cultura", e que, muito mais mansamente do que em outros casos, já que a estupidez nacional, que, genericamente, é abissalmente acrítica, quando se trata de "Cultura", ainda se consegue tornar mais acrítica. O texto em que se disparou contra esse cancro da vida pública portuguesa, Mega Ferreira, foi fatal ao "Braganza Mothers", já que era tão verista que apanhou imediatamente com o lápis azul da nova Censura por cima...

Mega Ferreira, tal como Graça Moura, é um "viegas", ou seja, um "aquilo" que os Portugueses não devem ser, e eu passo a explicar. No caso de Mega Ferreira, quando se pergunta, "quem é Mega Ferreira?...", imediatamente chovem cascatas sobre os poleiros que ocupou, mas nenhuma resposta sobre "como começou", porque estes "viegas", tal como Aristóteles profetizara, são fruto de geração espontânea, e tudo o resto é percurso, umas vezes ditado por causas naturais, outras, por milagres da fé, e algumas coisas cuja decência impede pôr aqui.
Faça um exercício: vire-se para o seu vizinho, e pergunte: "quem é Dias Loureiro?", e ele imediatamente lhe responderá todos os crimes que Dias Loureiro cometeu, embora nos fique sempre a dúvida primordial sobre a origem da "espécie".

Quanto ao próprio Francisco José Viegas, a resposta a "quem é Francisco José Viegas?..." é redundante: Francisco José Viegas é um "viegas", ou seja, tudo aquilo que os Portugueses nunca deverão ser.
Como Laura "Bouche" diz, o hiperviegas, por antonomásia, é Aníbal Cavaco Silva, que não veio do Pocinho, antes, "soube sair do Poço (de Boliqueime), mas o Poço nunca saiu dele..." (Laura dixit), e essa é, ou deveria ser, uma lição de moral para todos os Portugueses.

Futuramente, como ditam as palavras sábias de Passos Coelho, sejamos menos viegas, e, na "Cultura", por exemplo, produzamos mais Cultura, e menos secretários de estado. Criemos mais obras de arte, e vamos menos à mesa dos outros, mamar subsídios. Estudemos mais, e penduremo-nos menos nas assessorias de gabinete.
Façamos, como a Islândia, e persigamos e levemos a tribunal os banqueiros e políticos que nos arrastaram para este drama nacional.
Preparemos uma resistência, como na Grécia, contra o neonazismo pós-estalinista de Angela Merkel, que nasceu, na Alemanha de "Leste", a conduzir carros poluentes, em forma de caixa de sapato, e quer agora dar lições de soberania aos herdeiros dos construtores da Acrópole.
Sejamos menos viegas, acordemos, agarremos neste gajos, e nós, que num século, cometemos regicídios, matámos dois Presidentes, limpámos o sarampo a dois primeiros ministros, e metralhámos algumas revoluções e golpes de estado, sejamos menos viegas, e agarremos nestes viegas todos e coloquemo-los perante o Tribunal da História, ou, como eu acabei de fazer, sejamos, não viegas, mas Portugueses, daqueles, de 900 anos, e, assim com eu agora fiz, com as palavras, que são a minha arma, que cada um agarre na sua, e preguemos-lhes, pelo menos, um valente tiro nos cornos. Basta um, que servirá de aviso, para evitar os restantes: vão ver que os viegas todos abandonarão, como os ratos, o barquito, num instante.

(Trio do já esteve mais longe,ah, pois já, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers"


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Da Infanta sem rosto, às 20 000 léguas lamparinas, de Maria Cavaco Silva
02 Fevereiro 12 02:56 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   



Imagens retiradas da página oficial da Presidência da "República Potuguesa"
Esta semana foi pródiga em surpresas. Descobriu-se uma grande Portuguesa, Maria Adelaide de Bragança, uma mulher capaz de viver uma vida grandiosa e centenária, com um rosto, quase desconhecido, que foi uma agradável surpresa, para a enorme massa dos Nacionais, e revirou o rumo da farsa histórica que nos estavam a tentar vender, enquanto, concomitantemente, se descobriu um "Presidente", vergonha do Estado, que se estava a dissolver, a conta gotas, numa petição de cidadãos que lhe pediam, simplesmente, que se fosse embora e deixasse de envergonhar a Nação.
O homenzinho nunca perceberá o que lhe está a acontecer, ou então, como algumas más línguas afirmam, percebe bem demais, e está naquele nirvana do bolo rei, em que tudo acabará por passar, e ele lá inscreverá o segundo mandato na sua miserável carreira de gasolineiro de província, criando permanentes conflitos, pondo a circular boatos de atritos com os governos, para, logo a seguir, se refugiar na sua proverbial cobardia, de nunca assumir um gesto que lhe possa colocar a segurança pessoal em risco.
Hoje em dia, Cavaco Silva já não representa ninguém, exceto a decadência do "si mesmo", em que diariamente se afunda.Depois da calamidade que foi, enquanto Primeiro Ministro, em que desbaratou os Fundos Comunitários e arruinou o aparelho produtivo, o Sistema de Ensino, as infraestruturas culturais, e permitiu a imigração dos escravos de todas as raças, que apodreciam em contentores, criando, depois, irremediáveis bolsas de tensão social; em que permitiu que a droga se transformasse num flagelo à escala global, deste pequeno quintal, Cavaco Silva, presentemente, é o rosto da cumplicidade de dois governos cujo principal entretimento foi destruir Portugal.
Com Sócrates, andava preocupado com a sua soberania (!) sobre os Açores, e se as bichas deviam, ou não deviam, casar-se, franja problemática que só interessava aos próprios e nunca deveria ter alcançado foro de assunto de Estado. Entretanto, o País afundava-se num deficit glorioso, enquanto Sua Excelência preparava o segundo mandato, custeado pelos dinheiros sujos do BPN, da SLN e da Opus Dei.
Chegado Passos Coelho e os facínoras que o rodeiam, Miguel Relvas e Miguel Macedo, entre outros, que, de alguma forma, estão a fazer ao Estado Social tudo aquilo que ele, enquanto títere de duas maiorias absolutas, sonhou, mas nunca ousou, finge estar na "Oposição", com medo de que os próximos tumultos populares, a ameaça de insurreição nas Forças Armadas e nas Forças de Segurança, o transformem num segundo Américo Thomáz, embarcado à força, para um exílio de uma situação insuportável.
Pelo meio, o País perdeu a face, e arrisca a sua própria viabilidade, enquanto Nação independente, depois de 900 anos de história.
Cavaco Silva é o cobarde por excelência, e o inimputável, por essência. Tem muitas caras, mas os comportamentos são lineares: sempre que um dos criminosos que o rodeia é apanhado em falso, defende-o até ao fim, chame-se ele Leonor Beleza, Duarte Lima, ou Dias Loureiro. Depois, quando a peça cai, de "per si", mergulha numa profunda amnésia e silêncio, e volta à célebre frase, que será o seu epitáfio: "o não ser a altura própria para se pronunciar sobre o que quer que seja", tirando as vacas da Graciosa.
Dir se ia que isto era o fundo do poço, mas não é: abaixo de Cavaco Silva, ainda existe Maria Cavaco Silva. Ao contrário da Infanta Adelaide, cujas fotos são escassas na Net, a ridícula mulherzinha do Grande Timoneiro de Boliqueime deu se ao luxo de abrir um canteiro na página oficial da República Portuguesa, onde todos os seus penosos passos são seguidos pelo olhar de um fotógrafo, que, já que estamos numa de analogias, é uma espécie de Natália de Andrade do visual, já que, de tantos milhares de fotos, consegue o prodígio de nunca acertar uma que seja.
Até aí, tudo bem, já que o universo da mulherzinha parece ser exclusivamente constituído de presépios de mongolóides, aleijados e atrasados mentais, crê se para que, sendo o cenário muito mau, ela melhor possa sobressair, como exemplo e lição de vida para os que sofrem. Acontece que os que sofrem sofrem mesmo, e não há o direito deste permanente insulto e exposição de quem já é marginalizado, pela sua deficiência, pelo gueto físico ou mental a que foi confinado, com um traste que, saltitante, os vai utilizando como palco e adereço de uma pseudo vida caritativa.
Maria Cavaco Silva, um vergonhoso exemplo de arrogância, impertinência, vaidade e estupidez natural, não tem o direito, nesta fase de acentuado declínio em que se encontra, de utilizar os Portugueses, que sofrem, como figurantes de uma pretensa carreira caritativa. A verdadeira solidariedade, como Adelaide de Portugal ensinou, não anda com um fotógrafo sempre atrás. Indo mais além, sucede que o fotógrafo até nem é mau, é realmente péssimo, e consegue o prodígio de nos fazer rir, ao caricaturar os pontos de vista e as perspetivas com que capta a enorme desgraça das vidas isoladas dos Portugueses, nossos irmãos, a quem a menor fortuna tocou. No meio disto tudo, impante, patética, grotesca, escandalosamente ostensiva, Maria Cavaco Silva é uma reles papa hóstias da miséria alheia, sem perceber que gygas e gygas de imagens acumuladas apenas despertam mais ódio, ira e revolta relativamente a quem não tem pudor em fixar, para a eternidade do ridículo, todas as suas miseráveis pegadinhas.
Eu sei que isto pode parecer a despropósito, mas não é: esse fotógrafo do grotesco da "Dama" Presidencial é pago com os nossos impostos; o espaço de alojamento de milhares de testemunhos do caricato e do mal feito é suportado com o corte dos nossos salários. Mais, ainda, a estupidez dessa mulher é um crescente Museu da Aberração, acrítico e inflacionado, onde os seus goyas de pacotilha insistem em multiplicar uma indecente iconografia, que eu, cidadão português, ao abrigo da Direito de Indignação, penso que deveria ser IMEDIATAMENTE retirada de um espaço oficial de uma República, ainda que agonizante.
Poupe nos, Dona Cavaca, e tente desaparecer, o mais rapidamente possível, a bem da Nação!...
(Trio do crescente, e imparável, descontentamento, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", e em "The Braganza Mothers")
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O aniversário da Infanta Dona Adelaide, vos garanto, não será celebrado em Boliqueime
29 Janeiro 12 02:09 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   


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Há um nó górdio na sociedade portuguesa que se resume na seguinte interrogação: como insuflar e voltar a reintroduzir, agora, no palco quotidiano, um cadáver político, que se chama Aníbal Cavaco Silva?Eu sei que não têm resposta, mas a resposta é um ovo de colombo: dia 31 de janeiro, por acaso, aniversário de uma frustrada implantação da República, e véspera de outro aniversário, esse mais lúgubre, o do Regicídio, que, neste instante, deve ter o Aleijão de Boliqueime completamente borrado, dia 31 de janeiro, dizia eu, é o aniversário, o centésimo, por acaso, da Infanta Adelaide, membro da Casa Real Portuguesa, e uma das mais ilustres portuguesas, ainda vivas.
Neta de Miguel de Portugal, de má memória, a Senhora Dona Adelaide van Uden, nascida Bragança, foi daquelas figuras do infortúnio e da noite, que, quando as cidades da Europa ardiam, debaixo dos terríveis bombardeamentos dos exércitos das Ideologias, nascidos dos cancros do Marxismo e do Nazismo, procurava, entre os escombros, feridos, vozes implorando piedade e salvação, num voluntariado de noites e dores partilhadas. Para mim, que nunca estive numa guerra, a não ser, como muitos, na comodidades dos sofás, que nos fazem sempre parecer demasiado longínquos os horrores, vou hoje fazer o esforço de me colocar ao lado da sombra de uma princesa portuguesa, deslizante e infatigável, em busca de salvar vidas, naquela pavorosa fronteira extrema, do infortúnio e da morte, que dissolve as diferenças e faz emergir as solidariedades, nos limites sem descrição da selvajaria humana. "Era uma jovem destemida e tinha um hábito perigoso: assim que ouvia as sirenes de aviso de novo bombardeamento aliado, subia ao sótão de casa para ver onde estavam a cair as bombas. Depois, esperava que os aviões dispersassem, pegava num candeeiro a petróleo e corria em auxílio dos feridos que se amontoavam nos escombros"
Adelaide não agia apenas pela noite: durante o dia, dialogava com os movimentos de oposição ao Nazismo, e acolhia, por detrás das suas cortinas, os perseguidos pela Gestapo, uma coisa sinistra, que faria a PIDE parecer uma brincadeira de crianças, protegendo-os e escondendo-os, numa Áustria inebriada pela Anschluß, um asco, que nos lançou sempre no equívoco de pensar que o pior austríaco de sempre, Hitler, não teria lá nascido, por mais que o branqueamento, e o empurra, empurra, o tivessem querido fazer alemão.
Hitler não era alemão, mas austríaco, e Adelaide não era nazi, mas uma Portuguesa exilada, que a Áustria dos Habsburgos acolhera, como prima distante, e que se regia pela carta estrita da aristocracia, que impede o convívio com os regimes e as gentes que desprezam os seus próprios povos.
Hitler não gostou de que brincassem com ele, e condenou a cidadã Adelaide à morte, por obstrução à imparável voragem nazi.
Quero supor que Adelaide terá respondido com um olhar fulminante à condenação desse demente da pré Aldeia Global, mas os gestos heróicos pouco contam, quando a Civilização inteira está a caminho do precipício, e lá teremos de conceder aos que veneram Salazar -- nos quais nunca me incluirei -- o mérito de, num gesto de diplomacia extrema, ter conseguido que o Carniceiro de Berlim transformasse a pena capital numa imediata deportação para as terras mornas, e saloias, de Portugal.
A história poderia acabar aqui, mas não acaba, porque as pessoas com infinita dignidade prosseguem sendo infinitamente dignas. A portuguesa Adelaide, nascida Infanta, continuou a sua obra de solidariedade, explorando, como assistente social, as piores misérias que a Trafaria e a Costa de Caparica, desse mesmo Salazar, tinham criado. Van Uden, que ela salvara dos escombros, e por quem se apaixonara, numa tenda da Cruz Vermelha, já acabara os seus estudos, que Portugal não reconheceu, porque ainda não chegara a fase dos "masters" americanos, que davam, e dão, direito a enganar-se, a contar pelos dedos, e a vice reitorias na Lusófona.
Valeu-lhe outro notável exilado, Gulbenkian, que lhe deu oportunidade para criar um daqueles raros nichos de pensamento e investigação, deste enorme deserto da Margem Sul, Norte, Este e Oeste, o Instituto Gulbenkian de Ciência, num tempo em que as instituições para o aprofundamento do Conhecimento ainda não tinham à testa cabecilhas com as mãos manchadas de crimes de sangue, como Leonor Beleza.
Dona Adelaide dissolve-se, a partir de aqui, no Tempo, tão só porque nós preferimos o escândalo às vidas exemplares: fará, como disse, dia 31 de janeiro, 100 anos, data que todos os lusitanos deverão comemorar, como o aniversário de uma das maiores portuguesas de sempre.
Como em tudo, há nisto um senão: alguém se lembrou de "assoprar", à degenerescência que ocupa o Palácio de Belém, que vinha aí um centenário notável. Nada de melhor, pois, do que assinar um despacho, a conceder a Ordem de Mérito a Adelaide de Bragança, ou mais justamente, a Adelaide de Portugal.
É uma boleia como qualquer outra. Para um cadáver político, que, enquanto Adelaide lutava contra o Nazismo, assinava o célebre papel da PIDE, a dizer que se encontrava "integrado no regime político da ditadura", qualquer coisa serve hoje de tábua de salvação. Se ele estava a contar com essa surpresa, para reaparecer como rejuvenescido, recauchutado, e reintegrado, no dia de aniversário de 31 de janeiro, com uma medalhinha de ordens de mérito nas mãos, eu concedo-me o direito de lhe puxar violentamente, já hoje, 29, o tapete de mais uma chico espertice do Carrasco de Boliqueime: há vidas demasiado altas para medalhinhas, e medalhinhas demasiado vis, para certas mãos.Que se f*** Cavaco Silva, cancro mor  da democracia portuguesa, e incontornável vergonha da Nação!...
(Trio de reverência e saudação de Adelaide de Portugal, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers")
Cavaco Silva: as três pancadas de Molière do Fim da III República
27 Janeiro 12 02:19 | Arrebenta | 1 Comentário(s)   


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As sociedades podem, num dado momento, confrontar-se com três tipos de vergonha: a vergonha de ter um Presidente da República como o atual, a de ter uma República que atualmente desceu ao nível de permitir um tal Presidente, e a de se pertencer a um povo que chegou  ao extremo de uma República onde é possível a uma criatura desse calibre ascender a seu Presidente.
A frase soa bem, mas torna-se complexa, se a analisarmos do ponto de vista da operacionalidade: é fácil mudar um Presidente, substancialmente mais difícil revirar uma República, e praticamente impossível alterar um Povo, e o grande problema reside justamente no Povo, que, em janeiro de 2011, na altura exata de afastar da cena política o grande responsável pela destruição do tecido produtivo português, e pela total desacreditação da Classe Política, pelo contrário, o reelegeu, para uma lenta agonia, algures entre a degenerescência neurológica e uma espécie de variante sociopata, na qual o Mundo se parece resumir à celulite da Maria, às crises de protagonismo, em Medicina Dentária da Patrícia, e ao meio queque dos netinhos. O resto chama-se "País", e espera-se que corra depressinha, e bem, para dar tempo a que o segundo mandato possa ser inscrito em mais uma linha de alguém que chegou ao medíocre topo da sua frouxa base.
A petição que corre na Net, e que a esta altura já vai acima dos 37 000 signatários, a pedir a "Demissão do Presidente da República" (!) é qualquer coisa que nem a Kafka lembraria, porque representa o nível mais baixo daquilo que um Povo pode fazer ao seu mais alto magistrado, o que, de alguma forma, nos poderá levar a pronunciar que os povos são iguais, mas há uns mais iguais do que outros, e revejo o que escrevi antes, e tiro o chapéu ao elevado ato de cidadania que correspondeu a ter elaborado tal documento. Cada nova assinatura que nele é aposta representa uma espécie de tortura da gota de água para a verdadeira anomalia democrática que Cavaco Silva representa, na III República Portuguesa. Podem esmifrar-se os porta vozes do Sistema, e os comentadores pagos, para amainar a tempestade, porque esta é das piores, das surdas, que não cai numa bátega de água, mas antes se escoa, em forma de ampulheta invertida, num insuportável desgaste que poderá levar este miserável baralho de cartas de inimputáveis, sociedades secretas, gente sem ética nem vergonha, cuja epígrafe é a caricata figura de Boliqueime, a desmoronar-se.
Em qualquer sociedade civilizada, mal sonhasse que havia uma vaga de cidadania que lhe retirava definitivamente o tapete, qualquer grande figura histórica se demitiria. Este não, mas não nos esqueçamos de que o pai vendia em cobertores de feira, e o filho conseguiu ir ligeiramente acima, num tempo tão decadente, em que ir um bocadinho acima podia coincidir com ocupar o Palácio de Belém.
A questão nem sequer é política ou ética: é uma referência histórica, já que, afinal, o homem que nunca se enganava, e raramente tinha dúvidas, provou que até era capaz de fazer um povo que achava que não tinha autonomia, senão para se enganar, e que décadas de ditadura tinham levado à pior das opressões, o complexo de culpa de estar permanentemente em dúvida..., que, que... até era capaz de fazer esse povo despertar.
A petição da Net, pela sua própria impossibilidade de operacionalidade, é uma espécie de bomba relógio, pela qual toda a gente anseia já a ver convertida numa cifra redonda, a ser pronunciada solenemente, e em sessão plenária da "Assembleia Nacional", o número total dos que assinaram, a rejeitar ser representados pelo Sr. Aníbal, um número redondo, tal os 10 000 € de reforma, mais as migalhas dos negócios escuros do BPN, mais as permutas de casas nas urbanizações saloias do ALLgarve, mais uma infinidade de pequenas manobras de uma mente menor, a que nunca teremos acesso, mas que se insere na célebre dinâmica do chico espertismo de uma certa falta de classe da Lusitânia, predominante ao longo dos séculos.
É totalmente irrelevante ao que a petição venha a conduzir. É um ato cívico assiná-la e dar lhe trela para que role sozinha, até ao momento em que, perante a Câmara que representa soberanamente o Povo, haja uma cifra que dirá que os Portugueses, no ano aziago de 2012, decidiram que tinham uma criatura a representá-los, indignamente, como Mais Alto Magistrado da Nação. Para escritores, como eu, mais uma assinatura é infinitamente mais eficaz do que uma bala: é uma prova de uma maturidade cívica, muito próxima do Sarcasmo, e muito prima das cantigas de escárnio e mal dizer, profundamente enraízadas na nossa forma íntima de ser coletivo, que corresponde a uma enorme gargalhada nacional.
Cidadãos: é totalmente irrelevante que o Cidadão Cavaco Silva se demita do cargo que está a vexar e a enlamear. Ele não precisa de se demitir, ou ser demitido -- a tal impossiblidade constitucional -- da miserável marquise republicana em que se instalou, porque, há muito, que já se demitiu das suas funções. É um cadáver político ligado ao pulmão artificial de um Sistema que dele precisa, para se manter, mas que a História já tratou antecipadamente. Sentemo nos, pois, e assistamos, com a serenidade e o bom senso que são próprios das sociedades civilizadas, às quais, há muitos séculos, pertencemos, a este derradeiro episódio de um Sistema que necessita de uma urgente desinfeção.
(Duo do relance, no "Arrebenta-Sol" e em "The Braganza Mothers"
As miseráveis reformas do Cabrão de Boliqueime, analisadas pela medíocre pena de António Sousa Bicha, perdão, Sousa Homem
21 Janeiro 12 02:50 | Arrebenta | 1 Comentário(s)   
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Desde que o "Concorde" voou pela última vez que estou limitado à oferta dos transportes públicos banais.
Ora, coisa que é heráldica nos transportes públicos banais é o exercício da coprofilia física e mental dos sanitários anexos.
Português que se preza deixa suja a casinha, para o que se lhe segue, senão, não é macho, e isso de ser macho é coisa que anda a rarefazer-se, tal como a qualidade da democracia nacional. Todos nós, conhecemos, pois, aquele angustiante momento da aflição, em que temos MESMO de esvaziar o intestino, e começamos a saltar de reservado em reservado, em busca daquele que ofereça melhores condições de não sairmos de lá com uma infetocontagiosa de estirpe resistente.
Bergson estudou esta qualidade psicológica do Tempo, e Proust explorou-a depois, e só nos vêm estas referências culturais, quando, depois de percorrermos tudo, achamos mais saudável procurar uma moita, que se apreste a receber a fase terminal do nosso almoço caro...
Como devem perceber, já estou a falar da substituição de Mega Ferreira por Vasco Graça Moura, na gestão daquela retrete de calcário caro que o Sr. Aníbal mandou prantar em Belém, e conseguiu, já na altura, o prodígio de custar, incompleta, quase o dobro do genial Guggenheim de Bilbao, mas nós cá só sabemos fazer coisas em grande, lapidares, CARAS, para deixarem, não rasto, mas dívidas, para a Eternidade.
Mega Ferreira, uma espécie de Carrilho dos postos "culturais", fez uma carreira que ninguém percebe onde começou, mas sabe por onde passou e que teve os apoios da poia do costume.
Para mim, sibarita e nefelibata, o momento mais alto do percurso do traste foi, quando, casado oportunisticamente com a célebre Vice Reitora e pró copofónica Clara Pinto Correia, ela um dia veio, à praça pública, estúpida, sem saber que já havia antes um juiz e os rapazinhos todos do "Bric à Bar" -- os tais do memorável apartamento de Santos -- dizer que andava a ser encornada com um célebre trapezista e médico dos "bas fond gay". A crise tinha se dado em Atenas, muito antes da bancarrota, quando numa briga de bichas, o trapezista Risério saiu do carro, e deixou a Mega sozinha e parada, num engarrafamento de uma das cidades mais poluídas e corruptas do mundo... O carmo e a trindade não caíram, porque, em Portugal, nada cai, nada se desmancha, tudo se integra, e ficou a pairar sempre aquela dúvida da má língua, que, ciclicamente, recai sobre figuras impolutas como Marco Paulo, Zezé Castel Branco, Cláudio Ramos e Ribeiro e Castro.
É claro que o Mega não... "era", e a coisa passou em claro, sobretudo, quando ele começou a abastecer-se no mercado "low price" de Cuba, com os nossos dinheiros da Parque Expo: os machos vinham, faziam o que tinham a fazer, e regressavam aos arquipélagos que Colombo confundiu com as Índias Orientais, de onde veio o topónimo "Gare do Oriente", onde Mega simulava longos orgasmos, sobretudo depois da colostomia a que foi sujeito, e que, de vez, lhe limpou o nome da infâmia com que o cobriam, de ter feito a carreira toda "de empurrão".
A verdade é que, ao longo de uma carreira realmente toda feita "de empurrão", entre outros empurrões, foi conhecendo trastes afins, como Francisco José Viegas, o futuro breve rombo, costa concordiano, deste governo: fizeram "parties" no "Expresso", na "Ler", no "Círculo de Leitores" (de lombadas), e, assim como o Viegas nunca parou muito tempo nos mesmos sítios, o Mega tinha uma estaca enterrada no cu, que o ia alçando a postos cada vez mais altos, e mais de acordo com o Princípio de Peter.
Mal se viram em situação de se traírem, mutuamente, sabendo cada um o NADA que valia cada qual, um demitiu o outro, e, ao demiti-lo cavou a sua sepultura, pois nunca se deve pedir a quem pediu, nem servir o Pocinho de quem serviu...
Acontece que, ao contrário dos Alpes, dos Pirenéus, do Atlas e dos Himalaias, Portugal só tem uma coisa rasteirinha, a Serra da Estrela, que as saloias costumam considerar ser uma das sete maravilhas naturais do mundo, sobretudo, depois de virem de lá com as crias a deitar ranho pelo nariz, naqueles dias de névoa e nevão, pelo que, a hierarquia dos poleiros nunca consegue alcançar grandes elevações, neste país desgraçado. À maneira de Cavaco Silva, que conseguiu alcançar o seu topo da base no Palácio de Belém, Mega Ferreira teve os seus quinze minutos de glória enxovalhada nos penicos da Expo e do CCB, embora toda a gente soubesse que, para criatura de tal estatura, seria necessário ressuscitar Frederico e Catarina, a Grande, para o convidarem para Potsdam e São Petersburgo, para ouvir o que a luminária teria para lhes ensinar.
O complexo disto tudo é que o enxovalhamento que acabei de fazer de Mega (micro) Ferreira se adapta, quase ponto por ponto, ao traste que o foi substituir, no CCB.
De Vasco Graça Moura, exceto a má catadura que tem, poderíamos ressalvar ser, como Mega, um comissário político, que frequenta a "Cultura", tal como o Mega frequentava os célebres sanitários defronte da Maternidade Alfredo da Costa, onde me chegou a assediar, mostrando uma coisinha que, deus meu, já na altura parecia um prodígio da nanotecnologia... Vasco Graça Moura, pelo contrário, é mais daquelas gajas que se recobrem de leopardos e andam com a defunta "Franco Maria Ricci" debaixo do braço, embora não percebessem peva de italiano, mas só para mostrar que gostavam de comprar dourado impresso em negro.
As anomalias feitas por ambos os trastes valeram sempre milhões, e regeram-se, sempre, por usar os dinheiros públicos, e até estavam num equilíbrio estático dinâmico, um pouco à maneira dos movimentos brownianos, um bocado para cima, um bocado para o lado, um bocado para a frente, mas, mas, mas... nunca, nunca, nunca, para baixo, porque as lojas não deixavam, até aparecer um tubarão ainda mais medíocre, esse tal de Viegas, do Pocinho, uma Clara Ferreira Alves de calças, que, por aparecer muito na televisão, a falar de papel estragado com obras inexistentes, levou a preta de Massamá a dizer ao Passos Coelho, "querido, já temos o nosso homem na Cultura...", e tinham, um homem que frequentara tudo o que eram águas mornas das letras do Sistema, com graves omissões de passagem pelo "Correio da Manhã", como poderão confirmar na "Wikipédia", por três razões principais, e o que eu vou escrever não sou eu que sei, foi um passarinho que me contou: a de Francisco José Viegas fazer parte da terceira escolha, como Otávio Ribeiro, para a direção da choldra, em sede vacante, depois da saída de António Marcelino e de Leonor Pinhão, da "Mafia do Record" -- a mesma do Carlos Abreu Amorim, cujas "Blasfémias" não passaram de um mero pretexto e trampolim para a bancada do Sistema, versão PSD -- e de Paula Teixeira da Cruz, incurável viuvinha do homem mais sinistro de Portugal, Paulo Teixeira Pinto, do poema "Tão"; e, por fim, a de ter abocanhado a secção "Imperdível", da Revista de Domingo, com o pseudónimo de António Sousa Homem, onde se prova que um gajo que tem a alma vendida tantas vezes até consegue estar na posição de fazer "crítica" a si mesmo.
O "judaísmo" de Francisco José Viegas, esse Secretário da "Cultura" a curto prazo não é judaísmo, é oportunismo, puro fariseísmo, e a epítome do rés do chão do estado de coisas a que chegámos. Adoraríamos saber quanto recebe por continuar a fazer "cut & past" de lugares de cultura onde nunca foi, e recomendações literárias de coisas que nunca viu, não conhece, nem verá.
Está-lhe no sangue, e à altura da "Cultura" nacional, cujo última epifania é aquele entubamento, ligado à máquina, de "Guimarães 2012", uma coisa que se intitula "portuguesa", e estreia com os "Fura dels Baus" (!), que devem ter custado uma fortuna, e um incêndio na Sede do PSD, que, disse-me também um passarinho... não foi "inocente" :-)
Toda a gente sabe que esta m**** está por um fio, para estoirar: pode ser que estoire, desta vez, de uma forma diferente..., culturalmente..., sei lá, pela minha pena, ou de um outro qualquer..., sei lá, de alguém que, como eu, que não escrevo nem com um décimo da qualidade do António Sousa Bicha, perdão, Homem, nem tenho os 23 cms de André Wilson da Luz Viola para me consolarem, finalmente se decida a pôr a boca no trombone.
(Quadril(h)ateramente, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
A agonia de Francisco José Viegas e restantes Megas
15 Janeiro 12 03:09 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Tenho, como regra, avaliar um Governo pelos trastes que coloca na Cultura e na Educação.
Paciência, cada um tem os seus barómetros, o meu barómetro é esse, e até vai mais longe: Portugal é um país onde qualquer coisa serve, para ocupar ambas as pastas. Já tivémos Ferreiras Leites, Coelhos, Lurdes Rodrigues, um que foi Ministro da Cultura por engano, Santanas Lopes, Carrilhos, e agora, bom, agora, parece que batemos mesmo no fundo.
Desde junho, quando percebi que este era um governo para ano e meio, quando muito, comecei por tentar perceber por onde é que se iria começar a desfiar. Aparentemente, a anomalia mais evidente era aquele permanente sorriso de merceeiro do "Ministro" da Economia, que conseguia ser "Ministro" de um país que trocara toda a Economia por BPNs, no tempo do segundo maior português de sempre, Aníbal de Boliqueime, também conhecido pelo Manequim dos Anos 50 da Rua dos Fanqueiros.
Engano de alma ledo e cedo, que a Fortuna não iria deixar durar muito, já que a verdade estava tão à frente dos olhos que não se conseguia focar bem.
Francisco José Viegas, a "coisa" do Pocinho, sofre daquele mal atávico de que sofrem todos os provenientes de buracos, covas, poças e cavidades da nossa geologia: o problema de nascerem abaixo da linha de água tende para que, por mero tropismo, leve a que todos os seus atos futuros sejam uma fatal atração por afundar tudo em seu redor. Salazar, que vinha de Santa Comba Dão, um lugarejo frequentado por morcegos, conseguiu arrastar-nos para 48 anos de trevas. Cavaco vinha do Poço de Boliqueime, e transformou-nos, em 10 anos, num poço sem fundo. Guterres saiu do Fundão, e deixou-nos, de raspão, no estado de afundados. A Cova da Piedade, do "Cherne", empurrou-nos para uma impiedosa sarjeta, que, com o desastre do vigarista de Vilar de Maçada, nos atirou do... do... má para Massamá, e cremos, que, a partir de aqui, só a Fossa das Marianas, mas com bilhete de ida, e sem volta.
A Cultura é uma assunto demasiado subtil, idiossincrático e lapidar, para que se compadeça com aves de voo raso, já que deve ser das poucas coisas sobre as quais ninguém tem mãos, nem burocracias, nem orientações, nem decretos lei, nem sugestões, intenções ou contenções. Transborda por onde calha, a arrasta consigo o que quer e espalha, por mais freios, censuras e desmoralizações rasteiradas, que lhe ponham.
Passos Coelho, com a sua visão das falésias de Massamá, infinitamente mais curta do que a do Infante, quando, em Sagres, contemplava o mar sem fim, sentado no seu sofá Moviflor, com a monstra, que, entre o anal e o Pau de Cabinda, o vai aconselhando, e dizendo, "olha, aquele deve ser bom para o Governo, porque aparece muitas vezes na televisão!", uma espécie de Maria Cavaca, remediada, mas com as membranas do mete mete ainda no ativo, chegou a brilhantes conclusões: o Crato, que vinha rosnar sobre ensino mnemónico, e percebe tanto de Educação como percebia a maçónica Alçada, e o Viegas, uma espécie de Professor Marcelo, em pobre, muito pobre, já que se achava sempre na crista da onda, sobre tudo o que era publicado. Sofria, e sofre, de uma doença grave, que é confundir livro com tudo o que é editado, e, mais grave ainda, Literatura com edição, o que é irrelevante, já que a matéria do prelo, em Portugal desceu aos seus níveis mínimos, com as culinárias do Sousa Tavares, as paixões da retrognata Inês Pedrosa e uns gajos que agora disparam muito, mas deve ser para dar saída à pasta de papel do excesso de eucaliptos, que empobreceu o nosso solo e a nossa Literatura.
Quando morreu a "Capital", um jornal de referência, lembro-me de ter aí um recorte, onde o Coitado do Pocinho dizia que ansiava avidamente pela chegada da edição de Lisboa, para poder devorar tudo, desde as letras, capitais, ao necrotério, e a chegada era longa e lenta, já que, naquelas paragens de Foz Coa, onde a pobreza artística nacional ainda continuava a rabiscar comboios a vapor, depois de ter raspado, milénios, aquela monótona vaca, nos xistos, num atraso de 35 000 anos, comparativamente a Chauvet, por exemplo, que alguns Portugueses só agora descobriram, embora valha mais tarde do que nunca, a arte era nula. Do Pocinho, reza a biografia, saltou para Chaves, a quem chamam a Nova Iorque de Trás os Montes, e, a partir de aí, terra fria, onde os homens copulam com as ovelhas, começou a rastejar na direção da maior aldeia de Portugal, que tem a típica patologia de atrair estas... coisas, que nunca deveriam abandonar o seu ecosistema.
Nada tenho contra a imigração, sobretudo interna, já que, assim, não vão, lá para fora, desgraçar, ainda mais, a nossa imagem, e, enquanto se deslumbram com as avenidas degradadas de Lisboa, pelo menos não vão assassinar bichas velhas, em Manhattan, como fez o Estripador de Cantanhede, ou herdeiras ricas, como o chefe da bancada parlamentar do Cavaquismo, mas volto a lembrar que, enquanto os outros povos buscam as grandes cidades para ficarem em estupefação pela sua grandeza, esta raça rasteira dos pocinhos, das covas e das buracas, mal chega aos sítios, imediatamente acampa, e tenta transformá-los em coisas parecidas com as dimensões físicas e mentais dos fojos de onde (nunca) saíram.
A mediocridade de Francisco José Viegas, que pelo Princípio de Peter, agora ficou, finalmente, debaixo dos holofotes, vai ser, aliás, já começou a ser, motivo das próximas, muitas, conversas, cujo tom se irá agravar, ao ponto de cumprir a minha profecia de ser ele o primeiro rato a ser chutado pela borda fora deste desastre político a que alguns ainda chamam Governo, mas deixo essa tarefa para outros, já que, neste preciso instante, ando fascinado com a numismática dos Ptolomeus, entre Paphos, Cirene e Alexandria, portanto, podem imaginar o quando o Francisco José Viegas está, e estará, na minha rota de interesses...
Poderão, e estão no vosso direito, de me perguntar por que fui, então, buscar essa anomalia, para a dissecar aqui, mas refugio-me no princípio da alegoria, já que, finalmente, conseguiram alguém que incarnasse o presente estado das coisas "culturais", em Portugal. Durante muito tempo, Carrilho com a célebre história das retretes do Palácio da Ajuda, epifania de quando ele se dedicava ao uranismo, nos sanitários defronte da Alfredo da Costa, e Santana Lopes, com as suas obras inéditas de Fryderyk Chopin, representaram o nível mais baixo que a "Cultura", aliás, os rostos que o Poder colocava na "Cultura", podiam alcançar. A diferença é que os outros ainda nos faziam soltar gargalhadas, este é, simplesmente... patético, e deixa-nos pensar que, no estado em que estamos, se calhar a tal Secretaria de Estado, que veio substituir o Ministério, antes devia ter sido convertida numa Direção Geral, tutelada pelas Finanças, ou, mais pragmaticamente, extinta, de vez.
Francisco José Viegas, como os próximos tempos, antes da sua demissão, irão mostrar, consegue estar ainda abaixo disso tudo, já que incarna uma vírgula entre dois vazios, o de uma página em branco, e o de uma cavidade completamente oca, exatamente à altura daquilo a que chegámos, mas isso faz-nos falta, para que percebamos por que é que as agências internacionais de todo o género mensalmente nos vão classificando de lixo atrás de lixo.
A nota positiva, já que agora se fala tanto de sociedades secretas, vai para o único talento que esse tal de Viegas demonstrou, qual infiltração, em ir-se insinuando por tudo o que era fresta. Para uns, ficou o estigma da Loja, esta semana, tão em moda; para outros, a pertença à "Obra"; para outros, ainda, mais modestos, o cartão partidário, ou o clássico "opening the legs". Francisco José Viegas conseguiu o cúmulo disso tudo, já que, como bem anunciava a sua miserável "Morte no Estádio", o importante não era o jogo, mas a angustiada psicanálise do homem casado, que espera, ansiosamente, nos sanitários do estádio, que a adrenalina das bestas de bancada dele faça, durante alguns momentos esmolados de sexo, a mulher frustrada que arrasta dentro de si. Essa foi a sua primeira porta, a da paneleirice, já que frequentava os balneários dos seniores, "Ler", "Jornal de Letras", "Expresso", entre outros, por onde pairava a sombra patriarcal dos Senhor dos Anais, Mega Ferreira. Do Avental, não reza a história, por ser demasiado óbvia, mas prefiro que investiguem vocês, que eu sou mais de literatura de rumores, mas a verdade é que andou muito pelo Futebol, já que balneários e suburbanos transpirados sempre deram boa literatura. A pérola do percurso, realmente, por que estas coisas só podem lembrar a uma mente de um calculismo absoluto, o que, à falta de talento, devo eu considerar como sendo de um rasgo talentoso, foi a conversão ao Judaísmo, coisa que não lembraria nem ao Diabo, mas, tão só, a um oportunista de carreira.
Nota negativa, como daria o Professor Marcelo, e que competirá às Finanças investigar é se as medíocres crónicas que, sob pseudónimo, continua a publicar, no "Correio da Manhã", são alvo de tributação, e passíveis de compatibilidade, com uma fraude que ocupa tão miserável lugar político.
(Quarteto do só por desfastio, que a criatura, já por si, está arrumada, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")
Um sangue chamado PSD
13 Janeiro 12 01:28 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Às vezes, os partidos surpreendem-nos, como é o caso do PSD, que adoraria ser laranja, mas cada vez mais se confunde com o vermelho da cor do sangue. Eu explico, porque se trata apenas de fazer uma breve arqueologia do crime e do mau gosto: começa com um rosto do homicídio, Leonor Beleza, uma poupadinha, que, enquanto Ministra da Saúde do Cavaquismo, achou que devia poupar uns dinheirinhos, injetando sangue contaminado de HIV, nos pobres hemofílicos, que precisavam de um determinado derivado do plasma sanguíneo; passa, depois, por outro anormal do Cavaquismo, Carlos Borrego, que comentou que, dado o excesso de alumínio nas águas de Évora, em vez de ir às minas, se deviam reciclar os hemodialisados (!), e culmina agora na "bruxa", das escutas do "Face Oculta", que, ao lado daquela enormidade, que insiste em se pré candidatar à Presidência da República, o cancro António Barreto, que já só engana os idiotas que se deixam enganar, achou que, depois de certa idade, 70, suponho, quem precisava de hemodiálise devia pagar (!)...
Acontece que eu até estou de acordo com ela, já que Portugal está cheio de velhas ricas, que vão comer torradas, e encher os bancos de deficientes do autocarro 728, quando já deviam era estar todas enterradas, e ceder o banco ao operariado, que diariamente tem de ir trabalhar, ou ir buscar a senha, à porta do Centro de Desemprego, ou ir catrogar, na casa dos 54 000 €/mês, como diz o outro, para voltar às suas funções originais de gestor. Aliás, eles voltam sempre, e é este voltar sempre, e nunca mais ceder o lugar à geração abaixo, nem à geração abaixo da geração abaixo, que gera este insuportável pântano de inatividade e podridão, em que se tornou a sociedade portuguesa. Como sabem, a explicação é simples, porque, como todos ascenderam por Lojas, por Obras, por Lobbies, por vácuos pós revolucionários, por compadrios, nepotismos, atos de prostituição física e mental, no dia em que deixarem de escorar  a Grande Loja do Polvo Português, a coisa cai em forma de baralho de cartas, e desgraçam-se as 300 famílias que têm o monopólio desta m****, e mantêm o país refém, em todas as suas vertentes,
mas,
voltemos ao sangue, porque isto é um tempo que está a caminho de ver correr sangue, e a velha talvez tenha razão, ao voltar a trazer o vermelho, da guerra, para o terreno da batalha: até eu, que sou ingénuo, e ligeiramente totó, de quando em vez, ainda pensei, durante um breve segundo de CERN, o tal que vai ver o Bosão de Higgs, que Passos Coelho fosse um mero manequim, para agradar aos olhos de quem se tinha habituado aos travestismos de fato e gravata de José Sócrates, o tal que, brevemente, vai deixar de ser "engenheiro", na barra dos tribunais. Infelizmente, no segundo seguinte, já eu estava na mais pura desilusão, ao ouvir dizer que Sua Excelência o Primeiro Ministro deste antro, se aconselhava com o cadastrado Dias Loureiro, e coisas afins. O resto já vocês sabem, pois se converteu na maior torrente de atrocidades de direitos e cidadania a que este país já assistiu, desde o Maior Português de Sempre e os seus lídimos sucessores, Aníbal, de Boliqueime, e o Vigarista de Vilar de Maçada.
Os rumores que enchem todas as redes sociais, as correntes de emails, os textos inflamados da Blogosfera, as expressões de desespero dos comentadores do Sistema, dia após dia, a tentarem esconder o Sol com a peneira, mostram que qualquer coisa está para breve, e o que mais me inquieta é que está para breve, não só cá dentro, como nos nossos arredores mais próximos e apartados, e poderia passar a enunciar: a guerra civil em que mergulhará Angola, de aqui a 4 meses, por ter havido, ou não ter, uma gigantesca fraude eleitoral, que levará, como em Pyongyang, ao fim apocalíptico da Dinastia "Dos Santos"; a guerra suja, cuja ampulheta iraniana já está muito avançada, na contagem decrescente iraniana, e deverá vir para Março, que é quando eles costumam lançar a coleção Primavera/Verão dos canecos Nobel da Paz e os colapsos regionais, que se vão colar à crise da queda da Grande Loja dos Snifadores de Coca, Sarkozy, e das Aventaladas de Leste, Merkel.
Deve haver um monte de coisas de que me estou a esquecer, mas elas virão, "de soi", e sem qualquer "soie", abruptamente, reles, ásperas e chocantes, uma espécie de Rei Ghob mundial, a ter os holofotes disparadamente em cima.
Para que o texto não pareça apenas profetizar desgraça. lembremos as coisas boas que 2012 nos reserva: o desligar do sinal analógico de televisão irá ser acompanhado pelo regresso ao canal imobiliário de uma cara que nos afável e desperta muito carinho, Carlos Cruz, o homem que trouxe o Euro-2004 para Portugal, com a promessa, para os velhos babosos, que regem, na sombra essas coisas, de que havia cá cu barato de puto órfão, em barda, na Lusitânia. Aliás, aquela coisa inconcebível, a quem chamam "Ministro da Economia", parece que também quer relançar esse setor, o dos "Pastéis de Belém", instituição, que, como o Galo de Barcelos, tinha associada uma conotação, uma alegoria, e um sentido anagógico, já que, no primeiro andar da casa, o rapazinho tenro era conhecido por "pastel", e vendia bem, para líbidos em pleno crepúsculo, como bem se lembra o nosso querido Carlos Cruz, quando pedia ao dono da "Adega de Belém", ali, bem ao lado, para ter sempre chupa chupas na gaveta... Faz bem em apostar no comércio tradicional, já que com o empobrecimento geral da população, é natural que, tal como na Grécia, os pais tenham de começar a entregar os filhos a tutelas alheias.
Nisso, suponho que todos concordarão: se os filhos têm de sair das famílias que já não os podem sustentar, para pagar os 45 000 € do Catroga, o pai dos deficits monstruosos do Cavaquismo, é melhor que vão para mãos de apreciadores, do que de desconhecidos.
Lamento dizer, mas esta ideia não é original: Francisco José Viegas, essa aberração do Pocinho,  que já devia ter levado um bom par de patins, parece que vai publicar, no pseudónimo que agora usa, para continuar a escrever, no "Correio da Manhã", uma crónica sobre o mesmo tema.
É natural, porque isso, dos rapazinhos, é como a Maçonaria, parece continuar a ser das raras coisas que apresenta produtividade, e se expande, em Portugal.
Acontece, e recomenda-se, ainda que mal disfarçada de pastel de nata...
(Quarteto do quando é que limpamos isto mesmo a sério, hein?..., no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")
Boys for the... "Shops"
08 Janeiro 12 02:00 | Arrebenta | 1 Comentário(s)   
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Se fosse dado a crendices, diria que esta semana foi, para Portugal, apenas comparável àquela em que a santa pastorinha, Lúcia, viu o solzinho a dançar, mas como não sou crente, nem crendista, prefiro abordar a coisa do ponto de vista económico, que é muito mais "fashion", e diria que o país profundo finalmente respondeu ao apelo do Saloio de Boliqueime, e, subitamente, "suddenly", se cobriu de "Lojas", do comércio tradicional. Até aqui tudo seria bom, não fosse a inquietante palavra "tradicional", ou seja, indo ao étimo, costume de longa prática, consuetudinário, e enraizado na natureza das coisas, como tão bem soube ver o acólito desses balcões, o venal Francisco José Viegas. Baixando à terra, o que me espanta não é ver as pessoas espantadas com descobrirem que vivem num país permanentemente manipulado por sociedades secretas, umas mais obscuras do que outras, mas o só se terem espantado agora, já que a coisa, como "tradicional", se perde na noite dos usos e costumes desta terra desgraçada.
Fernando Nobre, um traste, lamentava que a Maçonaria, tão penalizada pelas ditaduras, estivesse, agora, em vias de ser novamente ostracizada. Como diz o ditado popular, quem boa cama fizer, nela se deitará, e parece que, desta, o sono vai ser grande e ortopédico, mas, já que estamos, a conselho do Aleijão de Boliqueime, a enveredar pelo "tradicional", também há outro ditado que nos diz que, quando a esmola é grande, deve o pobre desconfiar.
Convem, pois, que abandonemos o barco desta súbita euforia, e nos foquemos no que por detrás dela está. Como se sabe, em situações de crise extrema, o ser humano vai buscar forças inusitadas, para sobreviver, e, se o ser humano o faz, o que dizer, então, das empresas em crise, no extremo do desumano?
Quando as empresas se chamam "Impresa", e têm como patrão a sombra de Bilderberg, Balsemão, que toda a gente sabe estar com a corda na garganta, por diversas razões, porque perdeu dinheiro no BPP, e em lados que é melhor nem sabermos, porque já toda a gente descobriu que a SIC é um repositório de vendas nos olhos, porque já toda a gente se fartou do Búfalo da Coca, e a Blogosfera naturalmente venceu a venal e limitada Clara Ferreira Alves, que nos chegou a tratar, como já deverão ter-se esquecido, nos seguintes termos: "A blogosfera é um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações. Mas, sem querer estar aqui a analisar a blogosfera e as suas implicações, nem a evidente vantagem dessa existência e da qualidade e liberdade que revela por vezes, destituindo do seu posto informativo os jornais e televisões aprisionados em formatos e vícios, o resíduo principal de tudo isto é que os jornais mudaram, e muito, e mudaram muito rapidamente. Parafraseando Pessoa na hora da morte, We know not what tomorrow will bring". Aparentemente, estava a fazer um seu autoretrato, poupadinho na parte do célebre por do sol no Cairo, e foi então levada a Bilderberg, já de maca, com propósitos que só deus saberá, mas que, se juntarmos os cordelinhos todos não será difícil descortinar. A verdade é que este bombardear das lojas maçónicas não é ingénuo. Como atrás se disse, sempre as houve, e chegaram a ser respeitáveis e frequentadas por gente notável, o que faz parte da História, e, depois, de um certo historicismo decadente, e sem fulgor. Hoje em dia, aqueles aparatos, à Lady Gaga, e aquelas palhaçadas, misto Cirque du Soleil com os Fura del Baus, de venda nos olhos e na boca, só devem fazer sorrir, quem gosta de jeans, bom sol e de um cocktail de frutas, ao pé do mar, mas a verdade é que, como os nódulos da tiróide da Cristina Krischner, essas coisas obrigam-nos diariamente a tropeçar nelas, provocam-nos dificuldades respiratórias, e problemas de deglutição. Num nível mais grave, e é nesse que as devemos atacar, provocam um determinismo da atribuição dos bons lugares, e barreiras invisíveis de progresso, pelo lado do talento, que nem o pior Calvinismo se atreveria a propor. Resumidamente, para aqueles que se riram do funeral do palhaço da Coreia do Norte, nós também temos, nos bastidores, uma "nomenklatura" de aventalinho, que se move imovelmente, e impede, pantanosamente, que os melhores alcancem os melhores lugares. A longo prazo, e não há prazo maior do que a "tradição", este lastro leva os países ao fundo, como levou Portugal. A verdade é que, e ainda voltando ao Sr. Balsemão, para ele se dar ao luxo de usar as armas químicas de atacar uma sociedade secreta com todos os seus méritos e vergonhas, é que já está mesmo desesperado, e aquilo a que assistimos não é, afinal, interesse nenhum em repor qualquer tipo de verdade, mas uma guerra fratricida, entre piranhas, lacraus e víboras, que mistura "Ongoings", secretas, "Impresas", RTPs, "Expressos", SIC, a coca do costume e prejuízos colossais. É verdade que ele levou a égua para Bilderberg-2011, mas isso não chega, porque tudo o que aqui diariamente escrevemos, todas as correntes de emails que diariamente recebemos, todas as correntes de "Facebook", as sms, os brilhantes textos de atiradores anónimos e menos anónimos, enfim, tudo isso fez entrar em agonia o Monopólio da Mentira, em que o Sr. Balsemão e a sua pécora durante várias décadas tão bem se deram. Como dizia o outro, aconteceu-lhes o mau, o muito mau e o péssimo, já que, realmente, se pode enganar um pouco de gente todo o tempo, e também se pode enganar toda a gente durante algum, mas é literalmente impossível, sobretudo, nesta turbulenta segunda década do séc. XXI, enganar todos, para sempre, e, com o advento do peixe congelado, o chumbo de papel inútil do "Expresso" já nem para embrulhar peixe fresco hoje serve. Vamos, todavia, ao centro deste texto, que é muito mais importante do que andarmos a contar cabeças de lojistas, na Assembleia da República, já que toda a gente deveria saber que, entre tantos debates de Parlamento, e debates televisivos, alguma coisa deveria andar a correr mal, porque a enormidade de tempo neles dispendida e a desproporção das conclusões obtidas só se poderia justificar por a conversa já ter sido tida, e orquestrada, nas vésperas e nos desfechos, em salas de rituais, em capelas  da "Obra", ou em saunas de apanhar no cu, ou, em resumo, o que parece espontâneo e legal não é mais do que uma permanente encenação, para o público crente e parolo, de hierarquias do Polvo, que fingem digladiar-se, em praça pública, para manterem, na verdade, o Sistema ferreamente intacto. O importante deste texto não é andarem políticos travestidos de varinas da Nazaré, ou de carregadoras de tabuleiros de Tomar, ou a beijarem o cu a um bode, que, depois se converteu, alegoricamente, em incluírem os putos da Casa Pia nos seus decrépitos rituais pedófilos, o grave deste estado de coisas é o Poder Judicial estar exatamente nas mesmas mãos de luva maçónica, ou de cilício, e isso afetar, em cheio, o coração do Estado de Direito, já que a garantia da Democracia é a garantia da igualdade do cidadão perante a Lei. Se tantas vezes se questionou por que é que não há políticos presos, a resposta é agora evidente: é porque aqueles que os poderiam prender também frequentam os mesmos colos, sejam esses colos chamados Maçonaria, Opus Dei, Opus Gay, ou Opus não-Gay. Não vou prolongar-me no retrato: o resto do trabalho fica ao vosso critério, com um pequeno carinho para o Sr. Balsemão e a sua corja: que ele nunca se esqueça de que a não investigação da vertente feminina do "Casa Pia" foi um milagre que o salvou uma vez, mas pode ser que o não salve duas, porque a Blogosfera, onde nós praticamos o nosso "onanismo literário", pode ser que se lembre de desenterrar esse esqueleto do armário, velho do tempo em que Carlos Cruz -- de quem o "Expresso", "la voix de son maître", agora publicita, prefaciado pelo obsceno Miguel Esteves Cardoso, o livro da vergonha -- cobria a Tita Balsemão, e a Marluce se deliciava com a carne fresca, aquém e além mar. Sim, pode, como corno manso, tentar relançar Carlos Cruz, o seu amigo de há muito, a reboque da medíocre Clarinha, mas como sabe, ou, se não sabe, aprenda, já não estamos nos Anos 70 e 80, e a Opinião Pública, com isso atirado para cima da mesa, pode começar a ter reações menos, enfim..., próprias, e a perceber que o problema das proliferação das "Lojas" pode acabar por se tornar irrelevante, perante sombras e teias sinistras, a tecerem-se, bem nessa sombra, em que o Senhor e os seus acólitos sempre tão bem se moveram. Talvez fosse altura de se reformar, e levar consigo esses espetros, que a Sociedade Portuguesa, que pensa, tão bem dispensa.
(Afinal o quarteto era de "Lojas", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
A "Loja Mozart", na forma de aventais e aventalinhos, ávidos de fuzilamento sumário
06 Janeiro 12 02:33 | Arrebenta | 4 Comentário(s)   
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Salazar, o Maior Português de Sempre, como toda a gente sabe, ou passou a saber, desde que teve direito aos seus tais andywarollianos 15 minutos de fama, num dos recentes programas de sarjeta da televisão nacional, pré monopólio claraferreiralvista, era um homem clarividente: viu o solzinho a dançar; seguiu a luz, durante 48 anos de trevas, mais os 20 do seu sucedâneo, o Cavaquismo; manteve-nos, hirtos e firmes, na cauda da Europa, mas... mas... tinha uma virtude, aliás, duas. A primeira, tão evidente, que não se vê, que é a de ser a quinta-essência do Ser Português, coisa que nenhum daqueles livros de m**** do Eduardo Lourenço, ou da bichona do José Gil, conseguiu captar, mas se resume em poucas palavras: um misto de sonso, olhos colocados na nuca, sotaque de falar azszszsim, à Albino Almeida, muito contido nos gastos, doença típica do meio-queque, de Boliqueime, visão curta, sem quaisquer faróis de nevoeiro, cornos exatamente à altura das portas baixas, uma c*** rançosa ao lado, para lhe passagear as meias, e uma mãozinha de madeira, para coçar as costas, e uma ética da subcave, que serviu décadas de blindagem a um corpete de medíocres, que se abasteciam na parca manjedoura, que, apesar de curta, tendo poucas queixadas a afiambrarem-se nela, lhes parecia vasta. Era o tempo das 100 famílias, que, quando era preciso, mandavam matar, e matavam mesmo.
A segunda virtude, quanto a essa, sim, premente, foi a de achar que o Português não precisava de mais do que um Partido, eleito por mortos, moribundos e cadáveres adiados, que procriavam, e, assim sendo, proibiu solenemente que coisas, como a Opus Dei, uma aberração do fundamentalismo dos bancos, com crucifixo na porta, Maçonarias, Integralismos Lusitanos, e outros quintais afins, saíssem à luz do sol.
Nunca chegou a ser Franco, nem Hitler, nem Mussolini, e poupou bastante em câmaras de gás, sendo um percursor das energias renováveis, ao utilizar os fornos solares do Tarrafal, para grelhar quem, não estando com ele, contra ele se encontrava. O Tarrafal adorou, e opus postumamente, agora que já está na ternura da pedofilia crepuscular, agraciou o Sr. Adriano Moreira com um doutoramento honoris não sei do quê, a provar que, com o tempo, "elas" se tornam todas sérias.
Houve, depois, aquele sobressalto dos Cravos e o imediato desabrochar dos cravas, que se baseou numa petição de princípio que era a de que tudo o que Salazar proibira deveria agora ser permitido. Objetivamente, isso era uma boceta de Pandora, porque sendo Salazar o Maior Português de sempre, bem sabia o que convinha aos menores portugueses que ele incarnava.
Vem este relambório todo a propósito de uma associação musical, a "Loja Mozart", especializada na venda de aventalinhos e tráfico de influências, que os novatos agora descobriram.
A novidade é uma coisa boa, mas, como já Platão dizia, a novidade não é senão o redespertar de uma coisa já vivida, pelo que não se espantem com esta descoberta, já que era só uma amnésia local, de quem não tem acompanhado o processo...
Suponho que, depois da declaração do Fado, Futebol e Fátima como patrimónios imateriais da Humanidade, venha agora a vez de consagrar estas lojas de música, a Loja Mozart, a Loja Beethoven, a Loja Haydn, a Loja Debussy, e, por que não, a Loja Toy, a Loja Quim Barreiros e a Loja Marisa, como patrimónios materiais da matéria fecal atual.
Já algures escrevi que cada deputado devia ter uma etiqueta... melhor, sempre que entrasse para uma sociedade secreta, devia ser marcado, com um ferro em brasa, no meio da testa, para que, sempre que pensássemos estar a assistir a um debate parlamentar, imediatamente pudéssemos identificar, pela marca do ferrete, que pseudo diálogo de Lojas se estava ali a desenrolar, já que sendo essas lojas crentes profundas no Ser Supremo, de um ateísmo das igrejas às avessas, estaríamos perante um diálogo de diferentes credos, que, como toda a gente sabe, são filogeneticamente mais importantes do que filiações partidárias, já que, como com as crenças, primeiro vem se é cristão, judeu ou muçulmano, e, só depois, monárquico, ou republicano, e, lá para o fim, democrata cristão, social democrata, socialista, comunista, trotskista e outros etc. Deriva de aqui, que o que deveria aparecer, naquelas farsas que são os atos eleitorais, não deveria ser o símbolo do partido, mas sim, entre outras, o triângulo maçónico, o cilício da Obra, ou o triângulo rosa, da paneleirice, em vez de punhos fechados, rosas, setinhas e outras sinaléticas do engana tolos.
Quando Salazar proibiu a Maçonaria, sabia, com ostinato rigore, o que estava a fazer, e eu vou passar a descrever o juramento que essa gente faz, para que o comum dos cidadãos saiba onde vota, da próxima, que talvez seja a última, vez que irá às urnas, quando se tratar de substituir esta agonia do Cavaquismo, antes do que aí vem. Jura-se, então, assim, nessas... Lojas: "Eu prometo, e obrigo-me, perante o Grande Arquiteto do Universo (em Portugal, provavelmente, o Taveira) e esta honorável confraria, de jamais revelar os segredos dos maçons e da maçonaria, e de nunca ser causa direta ou indireta de que o dito segredo seja revelado, gravado ou impresso em quaisquer línguas ou carateres que o valham. E prometo tudo isto, sob pena de ter a garganta cortada, a língua arrancada, o coração desventrado; sob pena de ser enterrado nos mais profundos abismos do mar, o meu corpo queimado, e reduzido a cinzas, e lançado ao vento, de modo que mais nenhuma memória minha permaneça, entre os homens e os maçons".
Eu sei que ler uma coisa destas põe qualquer pessoa imediatamente úmida, mas a mim enterneceu-me, e tornou-me mais próximo do Miguel Relvas, e fez-me bem compreender aquele dorido olhar do Zorrinho, em forma de varandas em risco de aluimento, ao dizer que gostava de viver numa cidadania transparente. O Cunhal também gostava, quando escreveu "O Partido das Paredes de Vidro", cuja transparência deixava ver 30 000 000 de mortos do Estalinismo, e até levava o Saramago a defender, até ao fim, as virtudes da longa aberração cubana.
Acho que não preciso de dizer mais nada: por definição, a Democracia é a prevalência do Estado de Direito, que se resume à existência de uma legalidade, vigente e zeladora, que coloca todos os cidadãos em regime de paridade.
Em Portugal, nós detestamos a Democracia, preferimos a cunha, o compadrio e a Loja, sendo que há umas Lojas mais tenebrosas do que outras.
A Crise fez com que todas se tornassem sinistras, e este rebentar das entranhas do Polvo, mais uma vez, mostra que o Regime entrou em agonia. Como dizia o Otelo, cujas conceções democráticas desconheço, as Forças Armadas eram a derradeira defesa de uma Democracia em risco. Acontece que nós já passámos a zona do risco: o risco está agora já bem atrás das nossas costas. O que aqui se descreveu não é uma Democracia, é um cenário anárquico de puros jogos de interesses de sociedades secretas, que regem e agravam a miséria nacional. Curiosamente, até o tempo das garantias militares passou: não sendo já isto uma Democracia, mas um palco da coprofilia, chegou a altura dos cidadãos se entrincheirarem, e defenderem, contra esta aberração. A alternativa suponho que não suporta quaisquer descrições.
Música fúnebre franco-maçónica K.477, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers"
Teresa Guilherme, ou o Retrato de Fanny, enquanto velha
18 Dezembro 11 06:46 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Imagem do Kaos e dedicado ao aniversário da minha prima Isabelinha, em memória dos tempos de rir até  fazer chichi pelas pernas abaixo :-)
No tempo em que havia Ensino, ou seja, antes da Lurdes Rodrigues, da Alçada e do Crato, e de todos os seus antecessores, até D. Maria II, aprendia-se que o corpo se dividia em cabeça, tronco e membros. Uma pessoa saía de ali como que reconfortada, e passava as mãos pela pele, a ver se tudo estava no seu lugar e era... normal. Depois, vieram as modernidades, e passaram a incluir-se acessórios, como o pescoço, o botox, o rimel, as pontes dentárias, a lipoaspirações, o rabo, a rata, a pena grossa, a celulite, o clítoris, que as Africanas, por exemplo, acham que é um erro do "Intelligent Design", e cortam logo à nascença, as varizes, as estrias os joanetes, e a célebre doença dos pézinhos.
É natural que o Português comum, pouco dado à Cultura, e que só leu o "Equador", do Miguel Sousa Tavares, o Livro do Jardel e metade das Memórias da Carolina Salgado, esteja, hoje, em dia, baralhado, e fique com o seu conhecimento geral profundamente afetado, ao ponto de achar que África é um país da América do Sul, ou, Portugal, uma província da Mafia Angolana, ou que o Hulk faz parte do Conselho de Estado.
Resumidamente, regra geral, o Português da rua olha em seu redor e tem enorme dificuldade em encontrar, hoje em dia, corpos que sejam só cabeça, tronco e membros.
A novidade, e suponho que isto faça parte da reforma do Ensino, do sinistro ministro Nuno Crato, é que, em tempos de crise, todos pensemos que poucos são todos os esforços, e que é necessário deitar mãos a todas as ajudas possíveis.
Teresa Guilherme, um fóssil vivo, tal como o Celacanto, é, de facto, ainda constituída por cabeça, tronco e membros: a cabeça -- e nisto consultámos o Dr. Pinto da Costa, irmão do outro, e especialista em medicina legística, também conhecida por medicina do pós pés para a cova -- de Teresa Guilherme distingue-se por uma testa alta, o que analisando os crâneos, desde a célebre "Lucy" e o "Homo Sinensis", passando pelos Neanderthalensis, os que vão de joelhos a Fátima, os Cro-Magnons e o Stephen Hawking, no estado em que está, leva a crer um aumento substancial dos lobos frontais, ou do raciocínio, aqueles que o primeiro "Nòbèle" Português mandava retirar, para não pensarmos muito, porque éramos mais modestos, e o segundo também achou que era dispensável, já que Área de Broca se situava no livro de cheques da Pilar del Rio, da P*** que a pariu.
Ora, um aumento da área dos frontais corresponde a um aumento da inteligência, o que é financeiramente comprovável, já que a Teresa Guilherme tem muitos defeitos, menos o de ser estúpida, e sabe que a melhor maneira de faturar é com a estupidez dos outros, e assim fez e assim sempre foi.
Descendo o "scanner" deparam-se três sorrisos, o da boca, larga como uma fenda, salvo seja, que faz uma curva, para baixo, enquanto os olhos, marotos, sorriem para cima, em curva inversa. Dizem os conhecedores que a boca da servidão também está em permanente sorriso, ou que ela tem uma Santa Teresa de Ávila entre as pernas, mas nunca por lá passei, nem tenho raios X neste teclado, em que a estou humildemente a glorificar.
Descendo mais um pouco, entramos na zona dos aterros e da construção civil, já que aquela queixada faz lembrar as enormes retro escavadoras que agora estão a preparar o terreno do Bairro do Aleixo, para o filho do Duarte Lima finalmente poder implantar o condomínio de luxo que estava bloqueado na Câmara, e a quem Rui Rio deu agora o empurrãozito que faltava. Há, portanto, nela, um traço fisionómico do dinheiro que vai pagar a fuga, para a Costa Rica, do pobre coitado.
Começam agora as austeridades que anunciam a magnífica reforma de Nuno Crato, porque cumprida a cabeça, a Teresa Guilherme une diretamente ao tronco, através de uma discreta papada, que, por mais que as plásticas a atirem para os baldes de recolha das cirurgias plásticas, teima em reaparecer, tal como a Cultura, que é tudo aquilo que fica, depois de nós termos tentado tirar os excessos. Sendo a Teresa Guilherme um produto completamente natural, só me vêm à cabeça os pelicanos, depois de uma gaitada de cardume de sardinhas, os perus de Natal, ou a Margarida Moreira, da DREN, nos tempos em que fazia de hipopótamo, para as rábulas do La Feria.
Aqui, como podem imaginar, já deslizámos, discretamente, do domínio da Fisiologia para o dos "Freaks", ou seja, vamos na direção certa.
Percorrida, como uma SCUT sem portagem, a cabeça para o tronco, depara-se-nos uma tabuleta a dizer "Mamas", ou "Tietas", consoante estejamos a ler a placa do lado de Portugal ou España, e, aí, o relevo é miserável, porque não haveria injeções na Economia que conseguissem alavancar aquilo para cima, por mais que se diga que ela fica com os bicos rijinhos, sempre que o João farfalha umas bojardas por aquela boca fora.
Como se sabe, os homens querem-se de boca fechada, e, tal como elas, só para cumprir a... função, desde que a... função não inclua a boca, e isto é um axioma que o Nuno Crato deve incluir na sua Reforma do Ensino.
Passadas las tietas, começamos a entrar no domínio da pura desgraça, o que só faz lembrar os relatórios do Tribunal de Contas sobre a situação na Madeira, e acho que devo poupar os estimados leitores a essas imagens chocantes, porque pregas, reentrâncias, refegos e "fiords" são mais para a Noruega do que para o corpo de uma mulher que pagou uma fortuna para ser intervencionada e... ficar na mesma. Há nela, como em qualquer mulher bichona, uma Maria Elisa Domingues por fora e um Zezé Castel Branco por dentro, mas, aparentemente, os armários de montar adoram aquilo, suponho que seja como a montanha russa, e aquela sensação vertiginosa, quando se vem lá do topo, de que se pode, MESMO, cair no buraco, mas graças à Santa com cara de saloia, eles acho que nem vêem, nem sentem nada, porque faz parte do contrato de cobrição poderem levar um espelho de corpo inteiro com eles, de maneira que, durante o sobe e desce, eles têm a sensação de estar a montar um musculado de ginásio com um Grande Canyon entre as pernas, o que, para não perdermos o fio à meada, nos leva do tronco para os membros.
Aqui, confesso, Deus, ou o autor daquela obra prima da Natureza, foi substancialmente feliz e cumpriu a palavra de Leibniz, ao dizer que estávamos no melhor dos mundos possíveis, e estávamos, porque os membros inferiores da Teresa Guilherme são siameses com os da Fanny, e fazem lembrar o velho conselho que Cézanne dava aos pintores, "tratem toda a Natureza, como se de cilindros, esferas e cones se tratasse": a Fanny Guilherme, da boca da servidão para baixo, tem dois cilindros, aliás, substancialmente poupados, porque o tempo é de crise, e descambam em dois pézinhos de porco, que, quando a fome apertar, ainda acabam nalguma feijoada pobre, de um sem abrigo de 2012 em diante.
Creio ter descrito não uma beleza, mas a Beleza em si, no sentido platónico, do "Symposium", mas ao contrário, já que não houve qualquer ascensão, mas um mergulho na realidade da sensorialiedade visual.
Nesta altura, estará já o leitor a perguntar como é que, sendo consubstancial a Fanny com a Teresa Guilherme, e estando ambas presentes no comungar de domingo da TVI, não bastava uma, e tinha de haver duas, mas a verdade é que uma é a alegoria da outra, e enquanto a Teresa está cá fora, de microfone na mão, a outra está lá dentro, em terríveis esforços de meter o microfone na boca, coisa bastante difícil, com oligofrénicos, que, ou são virgens, ou passam o tempo a fazer flexões, para se excitarem entre eles, deixando aquele barrilzinho, que se parece com aquelas trotinetes dos seguranças gordos do "Colombo", a saltar de colo em colo, à espera de entrever o padeiro.
A Fanny tenta, lá dentro, exercitar o que a "voyeur" Teresa Guilherme está, ávida, de começar a praticar.... cá fora.
Como nada acontece, é aqui que entra a Cultura, e que o Ministro Nuno Crato percebeu que deveria observar o fenómeno, e tentar capitalizá-lo o mais possível: das duas uma, ou o País tinha realmente chegado àquele estado, depois de décadas de exposição aos presépios da Maria Cavaca e aos "derbies" do Pinto da Costa e aos "Eixos do Mal", da Clarinha de Bilderberg, ou a Teresa Guilherme, aka, Fanny, era uma intelectual, revolucionária, que tinha tentado criar ali um alegoria sem caverna, ou dos homens das cavernas, como queiram, para despertar o país profundo para o estado de decadência cultural a que tinha chegado.
Para mim, que sou otimista, inclino-me mais para a segunda hipótese, e acho que há dentro dela um novo Rousseau, e que ela está a declinar, audio visualmente, um novo "Émile", ou, mesmo, a escrever uma "Ética a Nicómaco", que fará dos novos expulsos da "Casa dos Segredos", Reitores, Filósofos e Políticos de primeira água, como tanta falta nos fazem.
Que fique Nuno Crato atento ao fenómeno, porque tem ali um braço de ferro, aliás, voltando aos membros, da cabeça, tronco e membros, já que falámos dos inferiores, deixámos para o fim os superiores, e que Nuno Crato veja, ali, não mãos estendidas para punhetas babadas, mas braços direitos para uma reforma profunda da Cultura e do Ensino nacionais, rapidamente convidando, para os mais altos cargos, os intervenientes no novo processo de aculturação. Sendo justos, Teresa Guilherme daria uma excelente Ministra da Cultura, e Fanny poderia ser a sua sucessora na pasta da Educação.
A versão literal é menos otimista: tudo o que está a acontecer ali é mesmo verdade, a Teresa Guilherme, sem pescoço, é a mesma que decidiu fazer frente às megaprodutoras do pedófilo monopolista Carlos Cruz, e do Nicolau Breyner, que tanto gosta de mijinhas de meninas de seis anos, e só está a sacar o máximo possível, para poder ir para São Paulo, onde os homens ainda são baratos, e não continuará a ser chateada com os pedidos de ajuda do chavalo a quem deu a mota, e que acabou em Alcoitão, depois do acidente, e que ela nem se dignou ir ver, trocando-o por um substituto, aliás, por vários, como é do conhecimento público. A alternativa seria tornar-se no braço direito de Clara Ferreira Alves, à frente da RTP privatizada, de modo a poderem imbecilizar, durante 500 anos, a população nacional. Todavia a acreditar no cenário mais negro, que é a decomposição da Ordem Pública, de aqui a poucos meses, já a vejo, e, agora, os que têm estado a achar que falhei no essencial, vão ver que não, ela embarcará, com a Maria Cavaca, disfarçada de muçulmana, no aeroporto de Beja, e levada pela trela, na forma de caniche, com a massa mamária repartida, numa última plástica, por seis tetas de cadela salsicha, e a cara tapada por aquela cabeleira loira indescritível e inencontrável, exceto nos salões de peluqueria de Ceuta, Damasco e Istambul. Safará, assim, o coirão, cabeça, tronco e membros, com a Fanny, bloqueada num país em revolução, a posar para o busto da IV República, uma coisa igual à anterior, mas com todos os defeitos constitucionalizados, como "regras de ouro".
(Para rir, sem taxas moderadoras, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
O Estripador de Lulzsec
08 Dezembro 11 02:38 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Imagem do Kaos
Há um princípio das panelas de pressão, que todas as sopeiras, incluindo Maria Cavaco Silva, conhecem, e que se resume no seguinte: se a panela de pressão -- e sendo mais erudito, chama-se a isso Lei de Boyle -- se a panela de pressão não tiver válvula de segurança... explode.
Ora, Portugal, uma paródia, nacionalmente vexada, dominada por sociedades secretas, mafias de todas as proveniências, pedófilos, proxenetas, traficantes, p***s, escroques, ladrões, assassinos, cadastrados, traidores, apóstatas, clubistas de lesa-pátria, galambas, macedos, limas, pedrosos, loureiros, aníbais, e produtos autoclismicos afins, é o terror de qualquer dona de casa, exceto de Maria Cavaco Silva, que decidiu apostar, mais uma vez, nos presépios e na árvore de Natal, cortando nas prendas das criancinhas da Presidência: fez bem, e só lhe fica bem, porque as criancinhas ranhosas não brilham, como as árvores de Natal, e a vaquinha sempre lhe faz lembrar a Perpétua, o jumento, o legítimo esposo, os reis magos, Dias Loureiro, Duarte Lima e Vítor Constâncio, e as ovelhinhas... todos nós. O menino Jesus, com todo o devido respeito para a família, que continua a sofrer, por causa de uma teia infame, na qual ainda não percebeu que foi apanhada, desde os "amigos" ao "advogado", poderia ser o Rui Pedro, antes de ter ido prestar juramento de (pau) de bandeira, ao pedófilo Eurico de Melo.
Deixemo-nos de alegorias e vamos ao factos: esta m****, com Boyle, ou sem Boyle, com troika, ou sem troika, com pedófilos, ou sem pedófilos, está para estoirar, e o que se ouve nos cafés, nos corredores, nas ruas, nos transpores públicos, nos táxis, em qualquer lugar onde se entra, é abaixo, ou acima, como queiram, do "mata, mata, mata", e isso é preocupante, posto que sendo a ordem e segurança das ruas uma das coisas que distingue as sociedades avançadas, com aquelas exceções de países de terceiro mundo, como a Finlândia, em que as aulas são dadas de metralhadora em punho, ou a Noruega, onde os comícios da juventude acabam em banhos de sangue de fundamentalistas "arianos" da operação plástica, Portugal encontra-se em risco de se assemelhar a uma Colômbia da Cauda da Europa.
Soa que somos brandos, mas a verdade é que, quando a História aperta, as padeiras de aljubarrota, as marias da fonte, os Conjurados, os heróis de Fernão Lopes, os espingardeadores do Sidonismo e coisas quejandas, subitamente emergem. Aparentemente, com o envelhecimento populacional, esta multidão de ovelhas, do Presépio da Ti Maria Cavaca, ou está em coma, ou anquilosada, ou em estado de choque, tal como se pretendia.
A grande novidade, óbvia, e evidente, é o fenómeno Lulzsec, que, muito mais eficaz do que sindicalistas coxos na rua, militares da terceira idade, ou galdérias do PCP, aos gritos, mostra que um teclado de computador, imerso numa semiobscuridade de um quarto de Miratejo, pode ser infinitamente mais eficaz do que pregar com um justíssimo tiro nos cornos do Dias Loureiro.
Não sou, nunca fui, e suponho que escaparia às minhas capacidades ser pirata informático. Modéstia à parte, a minha arte é a Escrita, entre outras, e é com essa que assassino, e com o maior gosto, o que, enquanto cidadão de uma nação em agonia, não me impede de estar igualmente atento ao fenómeno de ALGUÉM estar a conseguir pôr esta corja toda borrada de medo, até aos calcanhares. O método é elementar: enquanto os outros dizem a que horas vão, ao que vão, e por onde passam, estes não avisam, atacam onde menos se espera, e põem à vista toda a vergonha em que este Estado, todo colado com cuspo, se tornou.
O Estripador de Lulzsec talvez seja o evento mais interessante do tempo corrente: ele vai ao sítio certo, o tal dos zunzuns de indignação de café, enfia-lhe a faca no bucho, e tira-lhe as vísceras cá para fora. Ao contrário do Estripador de Lisboa, esse frisson onanista da Felícia Cabrita, a quem já nada satisfaz, a não ser o gume de um faca de zircónio, não gosta de levar as tripas para casa, antes prefere deixá-las expostas, bem à vista, para que as pessoas tenham a certeza de que os rumores que circulam por todo o lado não são rumores, mas FACTOS, matéria escabrosa e objetiva, que uma sociedade profundamente doente procurou esconder por todos os meios, a vergonhosa Cândida Almeida, O Procurador-Geral do Abafa-o-Casa-Pia, os recursos, as ameaças à juíza Carla Cardador, a lenga-lenga do maçónico Moita Flores e amigos, as explicações apocalípticas do Medina Carreira, que devia mas era ir apanhar no cu, o aventalado do Supremo Tribunal de Justiça, que mandou queimar escutas, ou a bichona sonsa de Mota Amaral, que achou que as escutas eram... irrelevantes, já sem falar naquela patética Sónia Sanfona, que, enquanto vendia rifas, esteve a presidir a uma Comissão Parlamentar, que concluiu que nada havia de irregular no BPN (!)
Ora isto não é, de facto, irregular, é já de um país que não regula bem, e, se não regula bem, é melhor que venha o Estripador Lulzsec atacar onde deve, e pôr esta m**** toda a nu, dia após dia, rasgando as camadas de betão que colocaram sobre a Verdade, atalhando os "segredos de justiça", escarrapachando com a matéria objetiva dos "desmentidos", mostrando a que seitas pertencem quem "comenta" a "salvação nacional", e por aí fora. Como não é imaginação que me falta, até ficam algumas pistas: publicar a lista dos cartões do pedófilos que acederam aos sites pornográficos, e que o FBI nos enviou para, imeditamente... abafarmos: entrar nos sistemas informáticos das portagens das SCUT e foder aquela m**** toda, ou pôr a debitar as portagens nas contas do Dias Loureiro, do Proença de Carvalho ou do José Miguel Júdice; ir ao Millennium-BCP e declarar que todas as contas de empréstimo para compra de casa já estão... saldadas; ir aos "off-shores" dos canalhas que arruinaram Portugal, sacar o dinheiro todo, e redistribuí-lo pelas contas dos pensionistas de 350 €, que estão a ser taxados pelo tarado do "zombie" das Finanças, enfim, um lote de coisas magníficas, que nos voltariam a devolver o brio de Nação com tomates, que parece termos, cataleticamente, perdido.
O Estripador de Lulzsec, é, pois um fenómeno da impertinência absoluta, que devemos acompanhar, como linha da frente da luta contra o Polvo, e vamos, com certeza, acompanhar, mas, como gosto de terminar os meus textos incluindo sempre um bónus, posso afirmar que há uma coisa ainda melhor do que o Estripador de Lulzsec, que é... o filho do Estripador de Lulzsec.
O filho do Estripador de Lulzsec é um subproduto da decadência da decadência, e faz-nos descer ao nível da Teresa Guilherme, pessoa que muito estimo, porque não se insere naquela categoria de mulheres que gosta de homens por dinheiro: não, ela é suficientemente diferenciada para descobrir que uma coisa são homens, e outra é dinheiro, e é por isso que mantém aquele picadeiro da "Casa dos Segredos", ao nível da Grande Marcha e da Revolução Cultural preconizada pela camarada Mao Tse Cavaco Silva, e onde ela recruta os armários que, em presunção, a irão depois "cobrir". É aqui que o colapso civilizacional me começa a inquietar, porque uma geração que passa o tempo a tomar esteróides, anabolisantes e a olhar para o espelho, não fode, nem sai de cima, como um anormal que lá anda, que diz que é virgem aos 27 anos, tal com a Irmã Lúcia se conseguiu manter até aos 80 e muitos, e a Santa com Cara de Saloia, ainda mais, apesar de todas as demoníacas tentações, para que participasse nas orgias violentas do Castel Branco. Graças a deus que a Santa não se deixou corromper, tanto mais que, tratando-se da "Tatiana Romanoff", tudo é, inatamente, violento, sendo muito mais difícil que consiga alcançar o patamar elevado de uma orgia, que não é coisa para todos, muitos menos para aqueles dois cangalhos, que são uma epígrafe da decadência de Portugal.
O filho do estripador, em contrapartida, achou que todo o sistema de valores estava subvertido, e que era "giro", "fashion" e "curtido" dizer, como mitómano que era, que o mitómano do pai tinha andado a desventrar p***s de viaduto, coisa que agradou a outra mitómana, a Felícia, e se tornou num facto relevante, um colossal desvio da realidade, numa sociedade ávida e mitómana, que, mais uma vez, nos provou que os órgãos de comunicação social ou não servem para nada, ou só servem para ser hackeados, na boa, pelo Estripador de Lulzsec.
Como já devem ter percebido, este é um encómio de duas figuras notáveis da nossa miserável contemporaneidade: os guerrilheiros da Net, e da eterna adversária de Laura "Bouche", a nossa enciclopédia do "bas-fonds" nacional, a única bicha que se pode gabar de ter andado à estalada com a Teresa Guilherme, por estarem a disputar, na Fonte da Telha, um mesmo homem. Reza a lenda que a Teresa, dessa vez, ganhou, como lhe ganha, na intensidade dos gritos da cópula, porque tinha mais buracos, e mais fundos, ou, como diriam os nossos astrofísicos, a Síndroma da Cova do Vapor, ou a vertigem do Buraco Negro, eventual novo livro de Stephen Hawking, onde estudará o limiar dos grandes lábios da dita cuja, a partir dos quais já não é possível sair, mas há uma radiação remaniscente, a lembrar que muita coisa foi absorvida por ali, uma espécie de cemitério de elefantes, mas na escala dos mamutes de tromba rija.
Agora, falando a sério: o Estripador de Lulzsec ameaça tornar-se no Governo Sombra de um país que não tem Governo, nem Presidente da República. Quantos aos filhos, pedimos encarecidamente à imaginosa Teresa Guilherme que abra uma "Casa dos Segredos III", e que convide as crias do Duarte Lima, do Vítor Constâncio, do Júdice, do Pinto da Costa, do Isaltino, do Proença de Carvalho, do Dias Loureiro, do Sócrates, do Mega Ferreira... não este não dá, porque é um útero macho..., do Oliveira e Costa, do Miguel Relvas, da "Nosferata" Nobre Guedes, de todos aqueles que se lembrarem, para concorrer ao novo concurso: contam a história toda do pai, e nós ficamos, com a ajuda dos Lulzsec, a saber, de viva voz, que é verdade tudo aquilo que por aí corre, à boca cheia.
Ficaremos eternamente agradecidos, acreditem, acreditem, mesmo.
(Quarteto dos Lulzsec, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers") 
A Nação vexada
01 Dezembro 11 03:19 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Imagem do Kaos
Aviso os estômagos fracos de que, dadas as circunstâncias, este será um texto particularmente violento. Ressalvo ainda que, ao longo da nossa longa parceria, a imagem do Kaos, que irá ilustrar este bombardeio, é, pela primeira vez, uma imagem com a qual discordo, já que o defenestrado não deveria ser Passos Coelho, mas um outro, que brevemente trarei para a ribalta.
Recordo as palavras amargas de, se não me engano, Pinheiro Chagas, a referir-se ao Sr. D. Manuel, dizendo-lhe que "tinha nascido demasiado novo, num mundo demasiado velho".
No que a Passos Coelho se reporta, ficariam as minhas palavras, fundamentalmente análogas às anteriores: Passos Coelho surgiu, demasiado tarde, num cenário irremediavelmente condenado.
Hoje, dia 1 de dezembro, celebra-se, e costumava ser com tédio, uma vetusta data, em que Portugal, fruto das atrapalhações casamenteiras de casas dinásticas com declarados problemas de incesto e reprodução, foi parar nas mãos dos Habsburgos de Madrid, e por lá andou umas quantas décadas, atrelando o seu próprio declínio ao declínio dos Áustrias. Para quem não se lembre, uns ousados Portugueses, como aqueles que hoje se reuniram debaixo da varanda da Vergonha Republicana de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, decidiu um dia que, morte por morte, mais valia que morrêssemos a nossa sozinha, e atirou pela janela Miguel de Vasconcelos, antepassado da minha querida amiga Maria de Assis de Luna, a quem, "et pour cause", dedico este parágrafo.
Até aqui, a coisa cheirava àqueles arrojos de peitos cabeludos, capazes de cuspir no chão, e bater na mãe, mas tem a vertente bem mais patética de uma tal Luísa de Gusmão, que a anedota fez proferir uma duvidosa frase de "mais vale ser rainha um dia do que duquesa toda a vida", um mal nacional que depois se estendeu até Vitor Constâncio, Durão Barroso e à cadela ciosa Clara Ferreira Alves, entre muitos outros maus exemplos.
Entre sobressaltos, ao ponto de ser apagada do nosso calendário, a data foi-se esvaindo de sentido, até porque España é um bom amigo, que, aqui ao lado, nos tem dito, ao longo do processo de integração europeia, como é fácil partir ao mesmo tempo, e chegar miseravelmente tão distantes, e aqui vai outra saudação para um notável chefe de estado, o Sr. D. Juan Carlos de Bourbon, que mete num chinelo todas as ruínas humanas que foram assombrando o Palácio de Belém, com uma honrosa exceção, que já referirei.
Quando os franquistas tentaram, num derradeiro sobressalto de ombros, abolir a jovem democracia espanhola, o Rey dirigiu-se à Nação, aliás, às várias nações do seu Estado, e disse que condenava firmemente qualquer ação militar que colocasse em causa o novo regime. Toda a Ibéria lhe ficará, para sempre, grata pela nobreza e coragem desse gesto, e aqui vamos entrar na nossa "twilight zone", porque decorridas algumas décadas sobre esse feito notável, dia 30 de novembro, como em várias ocasiões dos tempos correntes, bem ao lado de España, um saloio, que nunca devia ter saído das vendas de cobertor, nos interiores algarvios, cobarde, medíocre e indigno do cargo que ocupa, não recebeu os militares silenciosos que, em massa, lhe vinham dizer que a Nação estava descontente, e foi para o Alentejo falar de abóboras (!), depois das vacas da Graciosa e do prazer da ordenha das tetas das ditas cujas, em atos anteriores.
Nada tenho contra as vacas. bem pelo contrário, acho que o cidadão Aníbal Cavaco Silva, num estado livre, deve invocar o exemplo da sua família e prole, para que, com tão augustas alegorias, o ignaro povo português se "induque". É a sua costela Teresa Guilherme, e até lhe fica bem, embora haja quem já esteja profundamente desagradado com a permanente ostentação da ordenha, como sucedeu na Escola Egas Moniz, onde a Patrícia, a mesma da Praia da Patrícia, na Zambujeira, e a da venda  das ações do BPN, teve de ser corrida, porque não havia evento nenhum académico onde a vitela não tivesse, de obrigatoriamente, ser incluída na comissão de honra, de onde se depreende que sai à vaca da mãe, no gene do protagonismo de sarjeta...
Tudo iria bem, até aqui, já que realmente não nos diz respeito que o Sr. Aníbal promova a felicidade dos seus quadrúpedes familiares, não fossem as tetas dos mesmos descarados implantes que o seu sistema de corrupção, vigente desde 1986 -- o tal que ainda, f***-se, queria nascer duas vezes, porra, c******, P*** que te pariu, mais a c*** da tua mãe!... -- se incrustou, como gangrena, nas contas do Estado, ou seja, naquilo que nós, hoje, cidadãos de uma República em agonia, passámos oficialmente a pagar. Resumidamente, alimentar, com os cortes dos nossos salários, ataques aos subsídios, aumentos de IVA e o que ainda está para vir, e é MUITO pior, um bando de homicidas (Leonor Beleza), escroques (Mira Amaral), traficantes de armas (Dias Loureiro), ladrões (Cardoso e Cunha), pedófilos (Eurico de Melo), facínoras (Oliveira e Costa), grunhos (João de Deus Pinheiro), inimputáveis (Isaltino de Morais) e assassinos (Duarte Lima), entre tantos outros.
Vamos agora para a parte alegórica, onde tanto se encaixa o ternurento episódio das abóboras. Acontece que, em períodos de enorme turbulência, a evocação da abóbora é sempre prenúncio de tempestade próxima: com Bordallo Pinheiro, era a representação canónica do Rei Carlos, que acabou, algo injusta, e cobardemente, mal; "Cabeça de Abóbora", por seu lado, era a alcunha oficial de um paraoligofrénico, que fazia o mesmo papel do Cavaco, no Estado Novo: era reeleito, para fingir que estava lá, e a única prova de inteligência do corta-fitas, a de, consta, se rir imenso das anedotas que corriam sobre si, esgotava-se aí, sendo uma forma de tédio e do nível de indecoro a que chegara o mais alto cargo da hierarquia republicana.
Em redor de Américo Thomaz, e vou ter de ir consultar a Wikipédia... ah, sim, era casado com a "Dona Gertrudes", a Maria Cavaca dele, e procriado na Natália, dois nomes que, como a Patrícia e a Perpétua, nos afastam ostensivamente do séc. XXI, e nos atiram para os tempos empoeirados da Madame Bettancourt, do Largo da Misericórdia.
Começa-se a perceber por que rejeitei a figura do defenestrado, do Kaos.
O defenestrado a defenestrar é o descrito atrás, uma "coisa", em estado pré-catalético, que pensou que ser Presidente da República era mais uma simples linha a acrescentar ao seu currículo mediano, de quem chegou ao topo da base, e a mais não aspirava.
Acontece que, por inerência, essa Presidência da República, que continua a vexar, igualmente vexa o posto de Comandante Supremo das Forças Armadas, coisa de que se esqueceu, na sua miserável contabilidade de locatário da Quinta da Coelha, e ao vexar os militares, a quem, hoje, mais uma vez, cobardemente, virou as costas, para ir falar de abóboras, no Alentejo, vexa todo o Povo Português, e a Nação em que, para o bem e para o mal, se constituiu, no séc. XIII, e foi restaurado, no dia 1 de dezembro de 1640.
O que devem fazer as tropas, a um comandante que cobardemente lhes vira as costas?...
Para que o texto não seja sombrio, e haja um pouco de ciência, e de Matemática, a mãe de todos os conhecimentos, nestas graves linhas de acusação, basta ir ao bem organizado espaço da Comissão Nacional de Eleições, e fazer, como eu fiz, as contas: entre eleitores, com direito a voto, brancos, nulos, e naqueles que o rejeitaram liminarmente, votando no que quer que fosse, para recordar a "Sua Excelência", que ocupa a residência de Belém, que só lá está por vontade expressa de 10% (!) de Portugueses, contra o ódio, o asco e a saturação de 90% dos restantes.
Se estes números não lhe dizem nada, dizem a mim, que odeio contas, mas ainda percebo o sentido axiológico de certos números. Sr. Aníbal, neste momento, o senhor já não representa nada, nem a si mesmo, mas tão só um lúgubre episódio da sua biografia degenerada.
Sabemos que gosta pouco de se pronunciar, aliás, nunca se pronuncia sobre nada, a não ser vacas, anonas e abóboras. Gostaria de que se pronunciasse sobre ter um país inteiro a mandá-lo à m****, mas suponho que ande mais preocupado com os seus presépios deste mês.
Quer um conselho?
Saia, antes de que seja forçado a sair: as tropas que comanda têm o dever de salvaguardar o que ainda reste de dignidade nacional, e não estão aqui para garantir que os milhares de milhões que os seus amigos têm nos "off-shores" , que nos desgraçaram, estejam fora das novas fronteiras que a Corrupção criou neste país. Nem isso são fronteiras, nem a instituição militar deve colaborar nessa desautorização de 900 anos de História.
Que os próximos tempos lhe sejam ferozmente aziagos, é o meu mais sincero desejo, e olhe que é sincero, porque o desprezo que por si nutro dura desde o primeiro dia em ouvi pronunciar o seu nome.
É ódio antigo, e daqueles que cresce na proporção exata da vingança que se quer servida em prato frio.
(Quarteto da Restauração, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e no "The Braganza Mothers")
Indignação Geral
24 Novembro 11 03:17 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Há momentos em que compete aos escritores tornarem-se nos porta vozes da História. O meu cansaço, para poder ser sincero, é idêntico ao da maioria dos Portugueses e, sem qualquer exagero, dos povos que ficaram subitamente reféns de um sistema do qual em nada usufruiriam, e para o qual se anuncia agora a ameaça do Armagedão, de tudo terem de pagar.
Idiossincraticamente, são diversos os paladares do que está a ser servido nas múltiplas mesas da Aldeia Global. Enquanto Ocidental, Europeu, e, por acidente, Português, irei fazer o relato, do geral para o particular.
Reza a História que a coisa estoirou na América, com a falta de requinte da Senhora Dona Branca, em Portugal, onde se prova que a pose imperial da Primeira Democracia do Ocidente tem muito da sabujice espertalhona do canteirinho da Europa, e a coisa é simples e elementar, com dois polos de criminalidade, em conluio, e uma consequência existencial a gerar o trucidar de uma geração inteira.
Por formação, e pelo asco que o processo sempre me desencadeia, a lenda resume-se assim: as pessoas, desde que são pessoas, precisam de ter onde morar. Isso é coisa que varia imensamente, de cultura para cultura, mas passa sempre por um teto, um chão e uma cama, mais Sony, menos Sony, e a teia montou-se assim: o construtor civil, por essência, uma das formas mais corruptas de estar em sociedade, conluiava-se com os bancos, que avaliavam a bela obra, ou bela m****, que lhe saía das mãos, e tratava de chapar com 30, 40, ou 50 anos de servidão de juros, por cima do comprador. Todos beneficiavam, o comprador, porque pensava que tinha casa, o construtor, porque via o seu lixo ser avalizado muito acima do preço de custo, e o usurário, que, ao longo de décadas mantinha refém, manso e cumpridor, o seu pagador de juros.
Como se sabe, e como acontece em todos os processos afins, a entropia é crescente, ou seja, começa por ser quase ingénua, até se tornar absolutamente aberrante.
A América, megalómana, decidiu, um belo dia, que ia assumir o lado "rocaille" do tema, e a bolha estoirou, porque nesta jigajoga de dinheiros inexistentes, de proventos futuros da usura dos juros e da presença crescente de almas cada vez mais negras no processo, emergiram aqueles que viviam do virtual do virtual, como o célebre Madoff, uma espécie de híbrido de Dias Loureiro com Vítor Constâncio, que fez colapsar o sistema financeiro americano, e apanhou com 150 anos de prisão, enquanto cá o maçónico era promovido a vice presidente do Banco Central Europeu e o protopedófilo, traficante de armas e facínora era condenado a férias bronzeadas, em Cabo Verde, e em Cascais.
O Sr. Obama, um caneco, portanto, um gajo cuja cor de pele, sendo mista, não sabe a que matriz obedecer, e, pelo sim, pelo não, trai ambas, estúpido, como é tradicional na linhagem dos piores ocupantes da Casa Branca, achou que isto tudo se resolvia com um "Yes we can", e uma preta que gostava de férias, amantes e vestidos caros. A Europa, imbecil, e sempre viciada nas suas nostalgias de Maio de 68, lá engoliu o anzol, e baixou as defesas, embarcando na mais espantosa fraude do início do séc. XXI, que era ter um pseudoamigo a destruir a recém construída moeda única.
O cenário europeu é desastroso: o célebre Clube de Bilderberg, que coloca os mais incapazes nos mais altos postos de decisão chegou ao cúmulo de semear o Velho Continente de palhaços descarados, cujos nomes vos são familiares, Berlusconi, Sarkozy, Sócrates, Blair, Merkel, Rajoy e mais uns quantos que vocês vão enumerar, porque a mim não me apetece mesmo nada, agora, por questões de vómito.
A curiosidade histórica, todavia, talvez nunca tenha sido enunciada, tal como eu a vou fazer hoje: o célebre eixo Franco-Alemão, que chegou a ser aristocrático e estruturante, está, neste momento, nas mãos de uma mulher que alguém já classificou como das mais perigosas da contemporaneidade, uma mulher a dias, que, quando a Europa séria se estava a construir, lá vivia num miserável quintal, chamado Alemanha de Leste, onde os amanhãs cantavam, tal como o solzinho dançava em Fátima. Suponho que essa criatura, provinda de onde veio, tenha tido uma infância, uma adolescência e uma idade madura miseráveis, uma espécie de Maria de Lurdes Rodrigues a falar língua de cavalo, e que rapidamente se esqueceu de que toda a Europa civilizada se cotizou, para acolher a porcaria geográfica e política de onde ela vinha, apoiando uma coisa que ainda cheirava a Iluminismo, que foi a reunificação da Alemanha, um ajuste de contas da História consigo mesma. Como se sabe, a essência de uma mulher a dias é inalterável, desde o motor imóvel, de Aristóteles, portanto, a criaturinha nunca consegui ver mais acima do lado cinzento do Muro de Berlim, onde não se grafitava, exceto com o sangue dos que queriam fugir para o lado de cá.
No que a Sarkozy, um cocainómano descarado, se reporta, a história não deve ter sido diferente, já que, por muito sangue azul que queira invocar, como o Nuno Crato -- esta vão confirmar: "primo-sobrinho-trineto em 2º grau do 1º Barão e 1º Visconde de Nossa Senhora da Luz", porque revela todo um caráter -- a verdade é que se a Hungria era tão boa, não se percebe porque saiu de lá, de onde se intui que foi mais uma espécie de retornado de um "comunismo" em agonia.
Deriva do anterior que Europa Ocidental está, neste preciso instante, na mão de dois trastes justamente provindos daquele erro histórico -- a Cortina de Ferro -- contra a qual a sofisticada Europa Ocidental se ergueu. Isto é tão espantoso quanto verdadeiro, que é o facto dos cabecilhas do nosso espaço cultural, ideológico e civilizacional nos terem empurrado para cair nas garras de tudo aquilo que o pós guerra passou o tempo a combater.
Se nunca tinham pensado nisto, pensem agora, porque é tarde demais.
Se me é permitido um juízo pessoal, agarrava na Merkel e no Sarkozy, e dava-lhes o mesmo tratamento que os Romenos deram ao Ceausescu e respetiva boca da servidão, aquando da queda do Muro de Berlim, mas esqueçam o que eu escrevi: foi uma coisa que se me escapou...
Curiosamente, ao assumir as taras das economias planificadas, o Capitalismo, que já estava transformado na lepra da usura, tornou-se, subitamente... marxista, com umas bestas nomenklaturadas a arrotarem postas de pescada, e a exigirem que a liberdade e maleabilidade dos fluxos económicos e financeiros se escravizassem aos programas estalinistas desses tarados de uma Europa Oriental, que tinha caído de podre.
Para evitar que isto se alongue, muito, até porque há muito que escrever, nestes dias breves que vão anteceder os levantamentos militares, em Portugal, eu vou fazer uma breve análise do estado da Nação, no dia 24 de novembro de 2011, dia de uma memorável indignação geral, como nunca se viu.
A cabeça do Estado não existe: é um saloio, vindo do interior algarvio, com graves problemas do foro neurológico. A segunda figura é uma provinciana, com sotaque de criada de fora, ou lavadeira, como queiram, ignara, até à quinta casa, de tudo, a começar pelo Regulamento da Assembleia da República, e que, estúpida, como todas as ladies gagas do seu género, resolveu confessar que tanto servia para a Opus Dei, como para a Maçonaria, o que explica a ligeireza com que foi eleita para o cargo, e agora vem o pior, porque, supondo nós que o Parlamento é o espaço da democracia representativa, onde nós colocamos os nossos eleitos, de acordo com as nossas preferências políticas, a verdade é substancialmente outra, porque o que acontece não é termos lá grupos parlamentares do PSD, do PS, do PCP, do BE, ou do CDS, entre outros, mas sim grupos sombra, que se chamam Maçonaria, Opus Dei, Opus Gay, Opus Fufa, Hammerskins, Traficantes de Armas, Traficantes de Droga, Traficantes de Corpos, Pedófilos, Traficantes de Plutónio, entre outros, numa geometria variável, para a qual, involuntariamente, contribuímos, quando votamos. Sendo mais explícito: ao pensar eleger um democrata cristão, poderei estar, sem saber, a acrescentar mais um deputado ao Grupo Parlamentar das Bichas, assim como votando num certo PSD, estarei a votar num membro de um bando de assassinos, de velhas ricas do Brasil, e por aí fora. Há os casos sintomáticos e patológicos, em que, "suddenly", convergem várias seitas, caso da pálida e insípida senhora de Mota Amaral, conhecida como alto membro da Opus Dei, que, ao mesmo tempo, ao fazer à Maçonaria o favor de declarar inválidas as escutas do "Face Oculta", e vindo do tempero Gay associado à subsecção da Pedofilia de Rabo de Peixe, do "Farfalha", cumpre um cúmulo de pertencer a quatro grupos parlamentares-sombra, ao mesmo tempo. De aí, um motorista, gabinete, secretária e BMW.
Um autêntico estudo de caso.
Objetivamente, quando se chega a este estado, a democracia representativa está morta e enterrada, e é necessário abater, pela força, o Sistema.
Judicialmente, e aqui vamos ao mais grave da questão, terminou a separação de poderes, no momento em que vemos um Procurador-Geral da República a pedir inquéritos urgentes sobre fugas de informação de crimes graves, em vez de pedir a aceleração das sentenças dos referidos crimes. O lado felliniano da coisa, é isso ir sempre parar às mesmas mãos, uma tal de Cândida Almeida, que, em termos de maquilhagem, parece a Amália, na fase terminal.
Honra lhe seja feita, é o melhor detergente do mercado...
Queria deixar uma palavra de estima para Carla Cardador, uma juíza que se atreveu a prender um cadastrado maçónico, Isaltino de Morais, que o Supremo Aventalinho imediatamente pôs na rua. Com um pouco de sorte, ficará bloqueada, para sempre, na carreira, como o célebre Rui Teixeira, que foi prender o pedófilo Paulo Pedroso, e nunca mais progredirá no qu quer que seja.
Um país destes só pode estar bom para Pintos da Costa, Claras Ferreiras Alves e Dias Loureiros.
Esta gente devia estar toda presa.
Suponho que será por estas e por outras coisas que amanhã se dá o primeiro passo para o dia em que uma multidão de silenciosos militares irá proceder, em silêncio, 30 de novembro, defronte do Palácio da Vergonha da República, a uma pacífica transição de regime
(Quatro castelos de brio militar no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
O declínio da Democracia, enquanto agricultura criminosa de continuadas trocas de robalos, alheiras e pão de ló
11 Novembro 11 02:34 | Arrebenta | 4 Comentário(s)   
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11 do 11 do 11, para os adeptos da Numerologia, vai ser uma data especial.
Se Vítor Constâncio, essa aberração maçónica, fosse vivo, diria mais, 11,00 do 11,00 de 11,00, mas já não está, e o roteiro do golpe de estado em preparação prevê, mal o Ministério dos Negócios Estrangeiros esteja numa mão musculada e fardada, que o consulado português, em Frankfurt, desencadeie os meios imediatos de execução de um mandato internacional de captura, contra esse facínora.
Os mandatos de captura, aliás, no dia seguinte ao despoletar da coisa, vão dividir-se em duas tipologias: os internos e os de caráter internacional.
Como diz Otelo, e é estranho que tenhamos, no início do séc. XXI, de repescar uma figura que já deveria estar inertemente incrustada na nossa história recente, bastam 600 homens armados, para fazer a limpeza do estado miserável a que chegou a mais antiga Nação europeia. Suponho que, com a formação de milícias populares, que apenas estão à espera de uma mão bem direcionada para se organizarem, talvez nem precisemos de tantos militares.
As pessoas andam fartas, e qualquer coisa que acontecesse, por exemplo, entre as trocas de robalos, pãos de ló, e farinheiras dos sucateiros do Socratismo, alguém se lembrasse de apanhar um deles e trocar um tiro nos cornos por todos esses bens alimentares, o movimento se despoletasse.
Noronha do Nascimento, outra das figuras saídas dos painéis de Bosch, o tal que mandou queimar as escutas do Vigarista de Vilar de Maçada, diz agora que o Isaltino já devia estar preso, e eu acrescento que devia estar preso o Isaltino e o Noronha de Nascimento, por destruição de provas, e conivência com crime de lesa-estado continuado, mas isso competirá aos militares cumprir, não a mim, que sou mero cronista destes finais dos tempos. Um golpe militar, aliás, a ser certeiro, para lá da necessária ocupação dos canais de televisão pública e privada deveria passar por coisas muito bem assestadas, como o imediato encerramento dos epicentros de burla, que são, entre outros, os escritórios de José Miguel Júdice e Proença de Carvalho. O de Duarte Lima já fechou, por "causas naturais"... Por estranho que pareça, uma ocupação do "Eleven", em dia de almoço de traficantes de armas, droga e corpos, constituiria outro alvo estratégico, bem como o cerco militar a bairros problemáticos, como a Cova da Moura, a Quinta do Lago, o Bairro da Bela Vista e as Quintas da Marinha e da Beloura, entre outros, onde a polícia não consegue entrar, com imediata identificação, um a um, dos seus locatários, profissão, fonte de rendimentos, e elaboração de cadastro adequado.
Depois, há o simbolismo, dentro da ótica da estratégia, e a RTP, e só exemplificativamente, deveria ter a emissão a sair do ar, naquele elevado momento cultural em que a Serenela Andrade tira as bolas da roleta, por 50 000 €/mês.
Ela que vá mexer nas bolas do paizinho.
Como se costuma dizer, e esta é da Laura "Bouche", todas as revoluções começam com canções, e acabam com cantigas, o que é de uma profundidade que impressiona, pelo que, desta vez, deveria começar com cantigas, e tentar fixar canções. Se procuram músicas que sejam palavras de ordem, comecem com a banda sonora do genérico dos "Morangos com Açúcar", o que porá em estado de alerta os Comandos da Amadora, e passem depois a introdução da "Casa dos Segredos", para o GOE sair à rua e ocupar a Presidência do Conselho de Ministros.
Para a coisa ser à antiga portuguesa, os dois submarinos da Catherine Deneuve deveriam ancorar defronte do Palácio de Belém, com os mísseis apontados à residência oficial da Vergonha da República, e disparar duas, ou três salvas, as suficientes para desentocarem de lá o filho do vendedor de feiras do ALLgarve, mais o seu cangalho mariano, e as excrescências da Patrícia e da Perpétua. Caso a Patrícia estivesse a tentar regonociar a sua entrada, como estrela "VIP" do sanitário nacional, na Medicina Dentária, era só virar as baterias para a Margem Sul, e bombardear a Egas Moniz, onde o cio familiar cavaquista se instalou.
Seria magnífico voltar a ver a Família Cavaco, como faziam o Américo Thomaz e o Caetano, a fugir para as criptas dos Paraquedistas de Monsanto, todos disfarçados de irmãzinhas beatas claras do menino jesus. Depois, como ma Monarquia, embarque, sem regresso, na Ericeira.
Os tribunais, cuja independência, relativamente ao Poder Político, salvo honrosas exceções, são uma contraprova da separação de poderes, seriam substituídos por tribunais marciais, com prazo de um mês para resolução de todos os escandalosos processos pendentes.
Uma revolução, todavia, não deveria passar só por estes fogos de artifício, que de fogaças e efeitos especiais já nós andamos fartos, mas passar para coisas práticas, como ocupar todas as empresas que se dedicam a criar "off-shores", com cativação imediata dos ficheiros dos seus clientes, e listagem dos dinheiros fugidos ao Fisco da Nação. Prisão domiciliária para os detentores dos bens, até que decidissem declarar onde estavam, com a finalidade de imediato arresto, para constituição de um Fundo Financeiro de Financiamento Nacional.
O Ministro da Economia devia ser informado de que o Dia de Finados já passou, e que é escusado andar a visitar o necrotério da Indústria Nacional, destruída desde a hecatombe cavaquista, e antes ser solto, num barco sem remos, naquelas zona do Mar da Palha, onde se apanha aquela amêijoa tóxica, e proibida.
O Sr. Vítor Gaspar, porque as revoluções também devem ser pedagógicas, devia ser internado no Hospital da Luz, e obrigado a uma cura de sono de um mês, para acordar, como o outro, e descobrir que o Monetarismo é uma teoria obsoleta, pelo menos, há cem anos, e dedicar-se ao cultivo das batatas, já que não percebeu que o Erário Público deve encontrar as suas fontes, por identificação dos canais do que por lá nunca passou, e não pela sobrecarga daqueles que já não têm caudal. Citando o "Kaos", e, decerto, reproduzindo um daqueles emails terríveis que circulam por toda a Net, poderia cortar-se nas seguintes "gorduras" do Estado, que passo a enumerar, supondo que isto são trocos, perante a gigantesca maré oculta que criou o barril de pólvora em que vivemos:
1.Nome:João Montenegro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi vice-presidente da Comissão Política Nacional da JSD
Vencimento: 3.287,08 euros
2. Nome:Paulo Pinheiro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi adjunto do gabinete de Durão Barroso
Vencimento: 3.653,81 euros
3.Nome: Carlos Sá Carneiro
Cargo: Assessor do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi adjunto de Pedro Passos Coelho na São Caetano à Lapa
Vencimento: 3.653,81 euros
4.Nome: Marta Sousa
Cargo: Assessora do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Responsável por deslocações e imagem de Passos Coelho enquanto líder do PSD
Vencimento: 3.653,81 euros
5.Nome: Inês Araújo
Cargo: Secretária do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi secretária do Governo PSD chefiado por Pedro Santana Lopes
Vencimento: 1.882,76 euros
6.Nome: Joaquim Monteiro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi deputado do PSD entre 1983 e 1985
Vencimento: 3.287,08 euros
7.Nome: Raquel Pereira
Cargo: Adjunta do ministro das Finanças
Ligação ao PSD: Foi adjunta no gabinete do Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Miguel Frasquilho e chefe de gabinete da secretária de Estado Maria do Rosário Águas.
Vencimento: 3.069,33 euros
8.Nome: Rodrigo Guimarães
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Ligação ao PSD: Foi chefe de gabinete de Morais Leitão no Governo Santana
Vencimento: 4.791 euros
9.Nome: Gonçalo Sampaio
Cargo: Adjunto do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Ex-candidato a deputado pelo PSD e presidente da secção B do PSD Lisboa
Vencimento: 3.183,63 euros
10.Nome: Cláudio Sarmento da Silva
Cargo: Assessor do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Eleito membro da Assembleia da freguesia da Costa da Caparica pelo PSD
Vencimento: 3.356,34 euros
11.Nome: Paulo Cutileiro Correia
Cargo: Adjunto do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Ex-vereador da Câmara Municipal do Porto
Vencimento: 3.183,63 euros
12.Nome: Ana Santos
Cargo: Assessora do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Fez parte da equipa, que, no Instituto Francisco Sá Carneiro, elaborou o programa do PSD para as últimas eleições Legislativas; Ex-dirigente da Universidade de Verão.
Vencimento: 3.356,34 euros
13.Nome: Nuno Maia
Cargo: Adjunto de imprensa do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Foi assessor no grupo parlamentar do PSD quando Aguiar Branco era líder
Vencimento: 3.183,63 euros
14.Nome: Marta Santos
Cargo: Adjunta do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional
Ligação ao PSD: Foi assessora de António Prôa, vereador do PSD na Câmara Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.183,63 euros
15.Nome: João Pedro Saldanha Serra
Cargo: Chefe de gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional
Ligação ao PSD: Ex-líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.892,54 euros
16.Nome: João Miguel Annes
Cargo: Adjunto do gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional
Ligação ao PSD: Presidente da JSD Algés/Carnaxide . Faz parte do Conselho Nacional do PSD.
Vencimento: 3.183,63 euros
17.Nome: Rita Lima
Cargo: Chefe de gabinete do ministro da Administração Interna
Ligação ao PSD:Foi chefe de gabinete de Regina Bastos, secretária deEstado da Saúde no Governo de Santana Lopes
Vencimento: 3.892,53 euros
18.Nome: Jorge Garcez
Cargo: Assessor do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna
Ligação ao PSD:Secretário-Geral Adjunto da Comissão Política Nacional da JSD
Vencimento: 3.069,33 euros
19.Nome: António Valle
Cargo: Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Assessor de comunicação de Passos Coelho na São Caetano à Lapa
Vencimento: 3.069,33 euros
20.Nome: Ricardo Sousa
Cargo: Adjunto do Sec. de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Delegado ao Congresso do PSD pela JSD
Vencimento: 3.069,33 euros
21.Nome: Nuno Correia
Cargo: Chefe de gabinete do Sec. de Est. Adj. do Ministro Adj. dos Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Ex-candidato do PSD à Câmara Municipal de Castanheira de Pêra
Vencimento: 4.542.00 euros
22.Nome: Ademar Marques
Cargo: Adjunto do Sec. de Est. Adj. do Ministro Adj. dos Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Presidente do PSD/Peniche
Vencimento: 3.069,33 euros
23.Nome: Marina Resende
Cargo: Chefe de gabinete da Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade
Ligação ao PSD: Ex-assessora do Grupo Parlamentar do PSD (Junho)
Vencimento: 3.892.53 euros
24.Nome: Ricardo Carvalho
Cargo: Adjunto do Secretário de Estado da Administração Local e Reforma
Ligação ao PSD: Secretário da Junta de Freguesia Prazeres, eleito pelas listas do PSD
Vencimento: 3069,33 euros
25.Nome: João Belo
Cargo: Adjunto do secretário de Estado da Administração Local e Reforma
Ligação ao PSD: PSD/Coimbra
Vencimento: 3069,33 euros
26.Nome: André Pardal
Cargo: Especialista do gabinete
Ligação ao PSD: Vice-presidente da JSD; Delegado no último Congresso do PSD (XXXII)
Vencimento: 3069,33 euros
27.Nome: Diogo Guia
Cargo: Chefe de gabinete do Secretário de Estado do Desporto e Juventude
Ligação ao PSD: Membro da Assembleia Municipal Torres Vedras pelo PSD
Vencimento: 3.892.53 euros
28.Nome: Sónia Ferreira
Cargo: Especialista do gabinete do Secretário de Estado do Desporto e Juventude
Ligação ao PSD: Candidata a deputada pelo PSD nas últimas eleições Legislativas
Vencimento: 3.069,33 euros
29.Nome: Manuel Martins
Cargo: Adjunto do Ministro da Economia e do Emprego
Ligação ao PSD: Integrou as listas do PSD à junta de freguesia de Santa Isabel; Delegado ao Congresso do PSD
Vencimento: 3.069,34 euros
30.Nome: Álvaro Reis Santos
Cargo: Chefe de gabinete do sec. de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional
Ligação ao PSD: Ex-vereador do PSD na Câmara Municipal de Ovar
Vencimento: 3.892,53 euros
31.Nome: Quirino Mealha
Cargo: Adjunto do secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento RegionalLigação ao PSD: Colaborou com o Instituto Sá Carneiro
Vencimento: 3.463,49 euros
32.Nome: Jaime Bernardino Alves
Cargo: Adjunto do secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional
Ligação ao PSD: Ex-presidente da Comissão Política do PSD/Resende
Vencimento: 3.069,34 euros
33.Nome: Rui Trindade
Cargo: Especialista do gabinete do sec.de Estado Adj.da Economia e do Desenv. Regional
Ligação ao PSD: Deputado na Assembleia de freguesia de Mafamude pelo PSD
Vencimento: 3.069,34 euros
34.Nome: Isabel Nico
Cargo: Adjunta do Secretário de Estado do Emprego
Ligação ao PSD Foi adjunta do sec. de Estado das Obras Públicas, Jorge Costa, num Governo PSD
Vencimento: 3.069,34 euros
35.Nome: Amélia Santos
Cargo: Chefe de gabinete do Secretário de Estado do Emprego
Ligação ao PSD:Foi chefe do Gabinete do Secretário de Estado das Obras Públicas, José Castro, no Governo de Durão Barroso
Vencimento: 3.892,53 euros
36.Nome: Carla Mendes Sequeira
Cargo: Especialista no gab. do sec. de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação
Ligação ao PSD: Em 2006 era membro do Conselho Nacional do PSD
Vencimento: 4.297,75 euros
37.Nome: Margarida Benevides
Cargo: Especialista no gabinete do sec. de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Foi delegada ao XIX Congresso Nacional da JSD em 2007
Vencimento:3.069,34 euros
38.Nome: Carlos Nunes Lopes
Cargo: Chefe do gabinete do Sec. de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Presidente do PSD/Mangualde
Vencimento:3.892,53 euros
39.Nome: Marcelo Rebanda
Cargo: Chefe do gabinete do Sec. de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Foi adjunto da secretária de Estado do Turismo
Vencimento:3.069,34 euros
40.Nome: Eduardo Diniz
Cargo: Chefe do gabinete do Secretário de Estado da Agricultura 
Ligação ao PSD: Foi assessor do gabinete do Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Fernando Bianchi de Aguiar num anterior Governo PSD
Vencimento:3.892,53 euros
41.Nome: Joana Novo
Cargo: Chefe do gabinete do Secretário de Estado da Agricultura
Ligação ao PSD: Candidata a deputada municipal de Viana do Castelo nas autárquicas de 2009 na coligação PSD/CDS
Vencimento:3.069,33 euros
42.Nome: Ana Berenguer
Cargo: Adjunta do Secretário de Estado do Mar
Ligação ao PSD: Foi adjunta do secretário de Estado Adjunto e das Pescas, Luís Filipe Gomes, no Governo de Durão Barroso
Vencimento:3.069,33 euros
43.Nome: Paulo Assunção
Cargo: Especialista do gabinete do Secretário de Estado do Mar
Ligação ao PSD: Foi adjunto do secretário de Estado Adjunto do Ministro da Presidência, Feliciano José Barreiras, no Governo de Santana Lopes
Vencimento:2.167,56 euros
44.Nome: Tiago Cartaxo
Cargo: Especialista no gabinete do Sec. de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Conselheiro Nacional da JSD; candidato derrotado à liderança da JSD
Vencimento: 3.069,33 euros
Cargo: Especialista no gabinete do Sec. de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Presidente do Gabinete de Estudos do PSD/Cascais
Vencimento: 3.069,33 euros
46.Nome: Nuno Botelho
Cargo: Apoio técnico ao gabinete do Sec. de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Vereador do PSD na Câmara Municipal de Loures
Vencimento: 1930 euros
47.Nome: Paulo Nunes Coelho
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Foi chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração Local de Miguel Relvas, no Governo Durão
Vencimento: 3.892,53 euros
48.Nome: António Lopes
Cargo: Adjunto do gabinete do Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Foi candidato à Câmara Municipal da Azambuja pelo PSD
Vencimento: 3.069,33 euros
49.Nome: Ricardo Morgado
Cargo: Especialista/Assessor do Secretário de Estado do Ensino Superior Ligação ao PSD: JSD
Vencimento: 2505,47 euros
50.Nome: Francisco José Martins
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Ligação ao PSD: Ex- chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do PSD
Vencimento: 3.892,53 euros
51.Nome: Francisco Azevedo e Silva
Cargo: Adjunto do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Ligação ao PSD: Ex- chefe de Gabinete de Manuela Ferreira Leite
Vencimento: 3.069,33 euros
52.Nome: José Martins
Cargo: Adjunto do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Ligação ao PSD: Adjunto do Secretário de Estado da PCM, Domingos Jerónimo no Governo de Santana Lopes
Vencimento: 3.069,33 euros
53.Nome: Ana Cardo
Cargo: Especialista jurídica no gabinete do secretário de Estado da Cultura
Ligação ao PSD: Adjunta do gabinete de Teresa Caeiro (CDS), no Governo Santana Lopes
Vencimento: 3.069,33 euros
54.Nome: Luís Newton Parreira
Cargo: Especialista no gabinete do secretário de Estado da Cultura
Ligação ao PSD: Presidente da secção D do PSD Lisboa
Vencimento: 3.163,27 euros
55.Nome: João Villalobos
Cargo: Assessor no gabinete do secretário de Estado da Cultura
Ligação ao PSD: Prestação de serviços de assessoria em Comunicação Social e New Media, junto Gabinete dos Vereadores PPD/PSD na Câmara Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.163,27 euros
56.Nome: Inês Rodrigues
Cargo: Adjunta da secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário
Ligação ao PSD: Adjunta do gabinete da secretária de Estado da Educação, Mariana Cascais, no Governo de Durão Barroso
Vencimento: 3.069,33 euros
57.Nome: Marta Neves
Cargo: Chefe de gabinete do ministro da Economia
Ligação ao PSD: Adjunta do ministro as Actividades Económicas e do Trabalho, Álvaro Barreto, no Governo de Santana Lopes
Vencimento: 5.821,30 euros
58.Nome: Fernando Faria de Oliveira
Cargo: Chairman da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Ex-secretário de Estado do PSD
59.Nome: António Nogueira Leite
Cargo: Vice-presidente da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Conselheiro económico do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho
60.Nome: Norberto Rosa
Cargo: Vice-presidente da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Ex-secretário de Estado em Governos PSD (Cavaco Silva e Durão Barroso)
61.Nome: Nuno Fernandes Thomaz
Cargo: Vogal da Comissão Executiva da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Ex-secretário de Estado de Santana Lopes
62.Nome: Manuel Lopes Porto
Cargo: Presidente da Mesa da Assembleia-geral da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, eleito nas listas do PSD
63.Nome: Rui Machete
Cargo: vice-pesidente da Mesa da Assembleia-geral da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD Ex-presidente do PSD
64. Nome: Joana Machado
Cargo: Assessora do secretário de Estado da Administração Interna
Ligação ao CDS: Integrou as listas do CDS-PP para a Assembleia Municipal de Lisboa nas autárquicas de 2001
Vencimento: 2.364,50 euros
65. Nome: André Barbosa
Cargo: Assessor do secretário de Estado da Administração Interna
Ligação ao CDS: Ex-assessor do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Vencimento: 2.364,50 euros
66. Nome: Tiago Leite
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração Interna
Ligação ao CDS: Candidato do CDS a Presidente da Câmara de Santarém nas autárquicas de 2009 e nº3 na lista de deputados à Assembleia da República nas últimas eleições Legislativas.
Vencimento: 3.892,53 euros
67. Nome: José Amaral
Cargo: Chefe de gabinete da Secretária de Estado do Turismo
Ligação ao CDS: Candidato nas Europeias como suplente, nas listas do CDS.
Vencimento: 3.892,53 euros
68. Nome: Antero Silva
Cargo: Adjunto da ministra da Agricultura
Ligação ao CDS: Líder do grupo municipal do CDS/PP na assembleia municipal de Vila Nova de Famalicão e membro da JP
Vencimento: 3.069,33 euros
69. Nome: Carolina Seco
Cargo: Adjunta Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural
Ligação ao CDS: Era a nº3 da lista à Assembleia da República pelo CDS no distrito de Viana do Castelo
Vencimento: 3.069,33 euros
70. Nome: Tiago Pessoa
Cargo: Chefe do gabinete ministro da Solidariedade e Segurança Social
Ligação ao CDS: Presidente do Conselho Nacional de Fiscalização do CDS
Vencimento: Vencimento de origem (HS-Consultores de Gestão, SA)
71. Nome: João Condeixa
Cargo: Adjunto do gabinete ministro da Solidariedade e Segurança Social
Ligação ao CDS: Candidato pelo CDS em Lisboa nas últimas Legislativas
Vencimento: 3069,33 euros
72. Nome: Diogo Henriques
Cargo: Adjunta do gabinete ministro da Solidariedade e Segurança Social
Ligação ao CDS: Chefe de gabinete da presidência do CDS-PP.
Vencimento: 3069,33 euros
73. Nome: Arlindo Henrique Lobo Borges
Cargo: Assessor do Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar
Ligação ao CDS: Deputado municipal pelo CDS em Braga
Vencimento: 3069,33 euros.
TOTAL: 3.056.829,58 Euros por ano.
Como podem, perceber, depois de ler isto, não me apetece escrever mais, embora esta crónica vá ser mantida, até que o Polvo, a bem ou a mal seja desmantelado.
Acreditamos que hoje, dia 11, comecem a ser escavadas as primeiras trincheiras.
(Quarteto do limpar armas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
La Bella Italia
10 Novembro 11 02:22 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do Kaos
A Itália é um país muito bonito, mas  como não há almoços grátis, assim como a Grécia foi o berço da Democracia, já a Itália, ou os selvagens que a habitavam, antes do período terminal das p***s de Berlusconi, se pode afirmar, sem grande erro, ter sido o berço das... imparidades.
Eu sei que há muita gente carente de cultura, e não é preciso estar na "Casa dos Segredos", onde a Teresa Guilherme enfarda, com processos condenados por todas as ligas protetoras dos animais, do mundo inteiro, o "fois gras" que, depois, a vai montar, para se saber que o Português comum desconhece, por exemplo, quem foi Quasimodo, não o de Nôtre Dame, mas uns dos "Nòbele" da Literatura de Itália, tão inútil para a História da Literatura como Saramago o será, dentro de 20 anos, entre nós. E, assim, havendo gente carente de cultura, talvez seja bom recordar que a Itália, ou os cafres que antes a habitavam, foram acumulando dívidas, sei lá, eventualmente, desde os Etruscos, que foram os últimos que tiveram as contas em dia, depois do regabofe que foi a Grande Grécia, onde os inventores do Número de Ouro e da Filsosofia iam fazer todas as porcalhonices que não podiam fazer nas terras deles.
Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento financeiro e cultura clássica sabe que Júlio César vivia crivado de dívidas, que Augusto, para deixar uma cidade de mármore onde havia uns barracos de tijolo, fez tudo a crédito, que Calígula nunca pagou as suas orgias, nem Nero chegou a cumprir o seu empréstimo a 50 anos, para construir a Casa Áurea, que Vespasiano e Tito nunca saldaram o Coliseu, que Trajano falsificou moeda para pagar o Fórum, tal como Caracala deixou as Termas penhoradas, que Heliogábalo, e as suas p***s de família, sempre viveram muito acima das suas posses, que os saques dos Bárbaros nunca permitiram a reestruturação e requalificação do enorme Intendente em que aquilo tudo se tinha tornado, e que toda a Idade Média foi penosamente assim, até os juros atingirem patamares astronómicos, quando Alexandre VI teve de pôr a filha a render, e a sacar dinheiro aos gajos com quem se ia casando, e São Pedro foi paga com as indulgências, que eram tão indulgentes que até davam direito a ilibar de pecado quem tivesse sonhado estar a comer a Virgem Maria, em direto, e outros mimos, que nunca passaram pela cabeça do séquito de pedófilos e sodomitas que Benedito XVI protege, e, por aí fora, passando pela Roma de Mussolini, os calotes do Partido Democrata Cristão, a falência do Banco do Vaticano, até culminarem neste novo Tibério, um palhaço que entretinha Bettys Grafsteins em cruzeiros de luxo duvidoso, e acabou, num percurso misto de Armando Vara com Pinto da Costa, por ficar a imperar na Itália mais corrupta de sempre.
Tudo isto para dizer que o FMI, que agora lá chegou, quando começar a levantar o lençol de milhares de anos de dívidas, vai achar que a Grécia é um pequeno conto de Hans Christian Andersen, ao pé da pesada herança de Berlusconi.
Quando me dizem que o porcalhão se vai embora, a coisa deve estar deveras negra, porque ele sabe que, mal perca a imunidade parlamentar lhe vai acontecer uma kadafização em feio, porque os Italianos não são cornos mansos, como os Portugueses, e, há milénios que matam, e por muito menos.
Em síntese, o Caneco Americano, que o reles e indecente Cavaco Silva, uma das almas mais cobardes que se atreveu a chefiar a ruína lusitana -- o tal que andava em viatura blindada, coisa que Salazar, que tinha muito mais que temer, nunca fez~... -- agora se decidiu ir visitar, conseguiu... enfim, não conseguiu nada, porque o nível de estupidez desse só é comparável com o do Bush filho, enfim, as sombras que estão por detrás dele, finalmente estão a conseguir duas coisas, a primeira, fazer tremer a moeda que estava a fazer tremer o dólar, e, segundo, agora que a América se prepara para mergulhar no seu Fascismo, querer levar atrás o único sonho iluminista do séc. XX, a Europa.
A esta hora, o Aníbal de Boliqueime está a brincar aos martelinhos, na ONU, enquanto a sua boca da servidão deve estar a assistir a um dos espetáculos da Broadway, possivelmente, na mesma poltrona onde o Renato Seabra sentou, pela última vez, o cuzinho molhado dos vírus da minhoca invertebrada do defunto Carlos Castro, que o Demo tenha.
Aparentemente, tudo isto é cultura, mas a verdade não é essa, a verdade é que tudo isto, os robalos, o pão de ló, a paz podre, as vacas da Graciosa, as sucessivas prescrições, os sorrisos de gozo e impunidade de todos os facínoras que passam na televisão, os esgares do isaltino, os banqueiros sem pátria, os bragas de macedo, os penedos, os "habeas corpus" dos duartes limas, os filhos da P*** dos comentadores, que põem aquelas poses de sapiência à henrique santana, e nos vêm dizer que é normal que o país esteja destruído, por trinta e tal anos de pilhagem sistemática, feita por eles próprios, cheiram, mas muito, àquela efémera alegria e calorzinho de conversas em família que anunciou ou derradeiros dias de Marcelo Caetano.
Cavaco Silva, um cobarde, repito, que transpira das mãos execravelmente, e tem pavor das multidões, sobretudo das multidões armadas com chuços, e mandou os capangas do Dias Loureiro disparar sobre os populares da Ponte, já se pirou para Nova Iorque, e de lá irá para a Califórnia, para a Maria poder satisfazer um dos seus caprichos, que é apalpar as musculações flácidas de Schwarzenegger, que outrora fizeram glória nos ginásios gay, onde os Judeus que gostavam da fruta o tiraram da indústria pornográfica austríaca, para incluir na indústria pornográfica de Hollywood, tal como o James Dean, o "cinzeiro humano", e, depois, levar ainda a uma pornografia extrema, que é a de ser governador da sexta maior economia falida do Mundo, uma imparidade só comparável com a Itália, mas com "mármeres" falsos. A Maria quer apalpá-lo, para ver se aquele grelinho mirrado ainda é capaz de sofrer uma derradeira descarga de adrenalina, embora ela o vá apalpar com a mesma fé com que agitou, no Estádio Nacional, o lencinho à Beata Maria Clara do Menino Jesus, que também gostava, e bem, deles grandes e grossos.
Oh, yes!...
O problema pode estar, e está, em que essa pretensa visita de Estado, que não é mais do que uma das suas permanentes formas de ainda envergonhar mais Portugal no estrangeiro, vai coincidir com o fim de semana em que os militares, o garante da dignidade nacional, fartos, como o resto da população, deste permanente vexame diário, nos obriguem a levar a sério as palavras de Otelo Saraiva de Carvalho, cujas culpas no cartório são mais do que muitas, pois são, mas não deve estar nada, mas mesmo nada, como tantos da geração dele, para engolir um cagalhão, com a dimensão que o sistema de corrupção atual alcançou.
A "visita de Estado" à América, é, portanto, mais uma vez o Supremo Chefe das Forças Armadas que, cobardemente, não estará no País, para receber aqueles que querem, disciplinada, mas friamente, perguntar-lhe o que pensa disto tudo.
Lá longe, na Califórnia, suponho que lhes dissesse, como é costume, que não era a altura certa para se pronunciar, o que, esperemos, os leve a que eles, já que o patrão não fala, se vejam obrigados a falar por ele.
10 000 000 de Portugueses, sinceramente, agradeciam...
(Quarteto da calmaria que sempre antecede a tempestade, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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