Assegurou durante uma década a direcção editorial/formal/conceptual efectiva da revista Arquitectura & Construção. publicação bimestral do grupo Impresa. Editor-Chefe desde 1998 na revista Arquitectura &Construção.
Jornais
Cronista/Colunista (desde 1986)
A Capital — (coluna “Anos de Imagem”)
Sete — (coluna “Realce” e crítica de discos)
Blitz — (coluna “Clip”, crítica de clips)
O Independente — colaborou, desde o primeiro número até 1996, neste semanário, onde assinou as rubricas “Clip” (crítica de clips) e “Spot” (crítica de spots publicitários).
Assegurou ainda, no caderno VIDA, a coluna “Consolo Remoto” (crítica de TV), na companhia de articulistas como Miguel Esteves Cardoso, Vasco Pulido Palente, Manuel Graça Dias, João Bénard da Costa, Maria Filomena Mónica, Agustina Bessa Luís, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, M.S, Lourenço, Leonardo Ferraz de Carvalho, Pedro Ayres Magalhães, Rui Vieira Nery, Carlos Quevedo, Nuno Miguel Guedes, Paulo Nogueira, Sérgio Coimbra, Domingos Amaral, Inês Pedrosa, Paulo Portas, Rui Henriques Coimbra, Pedro Rolo Duarte, Manuel Falcão, Mónica Bello, Nuno Saraiva, Rui Zink, Inês Serra Lopes, Luísa Jacobetty ou Edgar Pera.
Teve igualmente a cargo as recensões críticas “Banda Desenhada” e “High-Tech” (CD-ROM e Videojogos)
Rádio
Autor/redactor na 3ª série do programa de rádio, em parceria com Carlos Cruz, Mário Zambujal, Clara Pinto Correia ou José Duarte.
Pão com Manteiga (Rádio Comercial)
Revistas
News-letter da Expo 98 (1994)
Elle (1994)
Marie Claire (1994/95)
Rotas e Destinos (em 1995 e 1997)
Arquitectura & Construção(Edimpresa, desde 1998)
Actividade como Redactor/Editor
Editor-Chefe na Divisão Jovem da Editora Abril Controljornal, desempenhou funções de redactor nas revistas:
Revistas
BarbieMickey
Pato Donald
Tio Patinhas
Hiper Disney
Disney Especial, etc.
Revista Heróis
Editor-Chefe da revista Heróis (1996)
Audio-Livros
Responsável pela edição de audio-livros, assegurou a edição das cassetes audio Casper, Barbie (4 títulos), Sony Wonder
(4 títulos)
Outros cargos exercido
Exerceu a actividade de jornalista nas revistas “Bar Magazine” e “ARESP” das Edições Técnicas e económicas da Editora Impala
Experiência Profissional - Tradução Banda Desenhada Colaborou com a editora ASA, na execução de traduções de Banda Desenhada.
Colabora com a editora Lexicultural na tradução da colecção “Mediateca Século XX”
Colaborou com a editora Meribérica-Liber, na execução de press-releases, revisões e traduções de Banda Desenhada.
Colaborou com a editora Lexicultural na tradução da colecção “Mediateca Século XX”
Inglês/Português
Casper (3 títulos, Marvel Comics/Abril)
Pocahontas(Marvel Comics/Abril)
O Corcunda de Notre Dame (Marvel Comics/Abril)
Looney Tunes (Warner/Abril)
A Pequena Sereia (Disney/Abril)
Classic Star Wars: A New Hope (Dark Horse/Abril)
Star Wars/Dark Empire (Dark Horse/Abril)
Star Wars- The End of the Empire(Dark Horse/Abril)
Star Wars/Splinter in the Mind’s Eye(Dark Horse/Abril)
Stratos (Miguelanxo Prado/ Meribérica Liber)
Manga-Jutsu (François Boucq – Meribérica Liber)
Major Alvega (Meribérica-Liber)
Xenozoic (Meribérica-Liber)
O Decálogo (10 volumes/Asa)
Corações Sangrentos (Bilal/Meribérica)
O Sarcófago (Bilal/Christin/Meribérica)
As Mulheres de Milo Manara (Meribérica)
O Pintor e a Modelo (Milo Manara/Asa)
Viagem a Tulum (Milo Manara/Asa)
A Conspiração Voronov (Blake & Mortimer/Meribérica)
Lá, em África (Tronchet/Asa)
O Lama Branco (Jodorowsky/Asa)
Bouncer (Boucq /Asa)
Blacksad (Guardino/Asa)
...
Livros Infantis
Francês/Português
Barbie (4 títulos)
Inglês/Português
Batman Forever
Contos Encantados Sony Wonder (6 títulos)
Trilogia Star Wars
Fascículos
Espanhol/Português
Grandes Compositores (RBA Editores, 2 fascículos)
História da Literatura (RBA Editores, 2 fascículos)
Lexicoteca (Círculo de Leitores, 2 fascículos)
Enciclopédia Artel(1 fascículo, volume de Geografia)
Revistas
Inglês/ Português
Inspirações
Livros Inglês/ Português
Série “Goosebumps”, de R.L.Stine, ed. Scholastic/Abril
“Welcome to Dead House”
“Stay Out of the Basement” “Welcome to Camp Nightmare”
“The Werewolf of Fever Swamp”
“The Cuckoo Clock of the Doom”
“The Phanthom of the Auditorium”
“Why I’m Afraid of Bees”
“Return of the Mummy”
“A Night in Terror Tower”
“Let’s Get Invisible”
“Night of The Living Dummy II”
Série “Give Yourself Goosebumps”, de R.L.Stine, ed. Scholastic/Abril
“Night in Werewolf Woods”
“Beware of the Purple Peanut Butter”
Série “Cosmopolitan”/Abril Controljornal
“Is He The Right Man For You?”
Série “The Hardy Boys”/ AbrilControljornal
“Shield of Fear”
Série How to Make/Soluções Ideais-
Conran Octopus/Casa Cláudia-Abril/Controljornal Soluções Ideais para Quartos
Série Quick’n Easy/Abril Controljornal
Moa Beckett Publishers/Abril Controljornal
Quick’n Easy – Desserts
Quick’n Easy – Salads
Quick’n Easy - Chicken
Quick’n Easy - Youghurt
Série True Stories
Scholastic/Abril Controljornal Histórias Verdadeiras sobre Desporto - Tim Lardner Histórias Verdadeiras sobre Espiões - Terry Deary
Fora de série: Scholastic/Abril Controljornal
Backstreet Boys: An Unauthorized Biography
Michael-Anne Johns Pocket Books/Abril Controljornal
Leonardo DiCaprio: A Biography – Nancy Krulik Dell Magazines/Meribérica-Liber
Dell Horoscope – Aries (Meribérica-Liber)
Dell Horoscope – Virgo (Meribérica-Liber)
Tradução - diversos
Tradução de Biografias CD-ROM’’s da colecção “Mediateca Século XX” da editora Lexicultural
Experiência Profissional Comunicação
Copywriter/Criativo na Agência Publicitária Massa Cinzenta, 1990/1991
Copywriter/Criativo na Agência J&L e na produtora Filmes Paraíso, de 1992 a 1993
Copywriter no Departamento de Arte/ Mailing de EDICLUBE, 1996/1997
Outras Actividades Tem publicado o livro As Coisas (colecção Asa Juvenil), Prémio Inasset de Literatura Infantil/1987
Colecção:ASA Juvenil - Série Azul Nº págs.: 48 Galardoado em 1987 com o prémio INASSET para o melhor inédito de literatura infantil, é um livro que revela o excelente poder criativo de João Miguel Figueiredo Silva, transportando o leitor para o país das histórias onde tudo está constantemente a ser desmontado e a mudar de lugar. Imagine só a confusão dos seus habitantes que nunca sabem onde está a sua casa ou carro e o espanto de um rei que, admirador do azul do mar, acorda um dia voltado para o vermelho do carro dos bombeiros. E as próprias histórias também se aborrecem ao esperarem por meninas que são as personagens principais mas que demoram muito tempo a lanchar. Muitas peripécias que certamente encantam os miúdos e os adultos mais imaginativo
Figura na antologia de prosa DN Jovem, edição Diário de Notícias, 1990
Em 1989 integrou o júri do “Prémio Banda Desenhada/Navegadores Portugueses”, promovido pelo Centro Nacional de Cultura e Instituto da Juventude
Em 1991 apresentou no colóquio “O Olhar- Do Fotão à sedução”, promovido no Porto pela Casa de Serralves, a comunicação Tele-Visões
Em 1994 foi Prémio Simão da Crítica, referente a 1993 (Banda Desenhada) [ Editar esta seção ]Experiência profissional1998 - Presente Assegurou durante uma década
a direcção editorial/formal/conceptual efectiva da revista Arquitectura & Construção. publicação bimestral do grupo Impresa Formação acadêmica
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COMENTÁRIOS | | | | |
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Museu da Melancolia | | 8:00 | Segunda-feira, 8 de Dez de 2008 | |
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| | O Pavilhão de Portugal é a imagem que melhor define o país contemporâneo: bonito por fora, vazio por dentro. O ex-líbris arquitectónico da Expo-98 tornou-se, terminada a exposição, uma espécie de alma de fachada - impressionante de um ponto de vista fotográfico, mas inexistente. Sem interior. Não se sabe para que serve; isto é, em princípio, uma obra daquela envergadura não pode servir só para banquetes e baptizados. Mas na realidade pode. A prova é que passaram dez anos sobre a Expo e o pavilhão permanece por destinar, encarquilhando por falta de uso. Portugal é isto: construção e abandono. Projectos grandiosos atirados para o armazém do esquecimento. Vastos investimentos a fundo perdido. Os turistas chegam, fotografam a pala do Siza e vão-se embora. Um desperdício. Portugal sempre foi assim, um toca e foge de vaidades efémeras. Não se arranja uma ideia que dê sentido, força e carne àquele pavilhão? Arranjava-se, se alguém estivesse interessado. Mas não se encontra sequer quem oiça. Somos grandes no sonho e pequeníssimos na realidade - e assim vivemos em crise há pelo menos quinhentos anos. Não acreditamos na energia das ideias, apenas na ostentação das empreitadas. Rentabilizar o que construímos nunca nos interessou; o ouro das colónias, delapidámo-lo em luxos. Só respeitamos o luxo - os bólides, os "chauffers", as viagens e as mordomias. Temos prisões especiais para vedetas e banqueiros, mais confortáveis do que muitos hotéis. Espoliamos os remediados para pagar as falências fraudulentas dos ricos. Somos rápidos a julgar e a condenar um ladrão de mercearia ou um vigarista de esquina e lentíssimos a julgar os ladrões do erário público e os violadores da inocência do país, respaldados por advogados especialistas em fazer durar os processos até ao paraíso da prescrição. Sugiro que se faça do Pavilhão de Portugal o Museu-Instalação da Iniciativa Portuguesa: branco sobre branco, paredes nuas - se possível, com as fissuras bem iluminadas, uma sucessão de salas vazias simbolizando a Justiça, o investimento cultural, a capacidade distributiva da nossa economia. Uma espécie de Museu do Silêncio, da Resignação e da Melancolia. Não custa nada, é só abrir as portas. Podia vender-se à entrada uma colecção de santinhos nacionais, do Santo António ao São Fernando Pessoa, esse que, como disse há dias Eduardo Lourenço, se tornou "uma espécie de moinho de rezar da cultura portuguesa". Não, é melhor que não se venda nada - seria contraditório com a filosofia sismológica deste museu, destinado a arrasar não só as ideias-feitas como mesmo aquelas ainda por fazer. Há que rejeitar a cultura do fragmento e da desconstrução como quinquilharia arqueológica do fim do século XX e assumir, de uma vez por todas, o Imenso Vazio. Pode ser que esta ideia, tão económica nos seus meios quanto ambiciosa nos seus fins, faça o seu caminho. Tratando-se exactamente de uma não-ideia, talvez seja mais fácil. Porque qualquer ideia apontada para uma transformação existencial profunda do país, qualquer ideia que tenha por objectivo fazer de Portugal mais do que uma costa marítima bem equipada de praias e computadores só causará perturbação. E a perturbação é o contrário do sismo cultural em que a pátria gosta de viver - de trepidação em trepidação, cantando e rindo até à amnésia final. O sismo cultural é a metáfora-em-espelho invertido do sismo autêntico, que provoca choro, ranger de dentes e morte. Portugal está cansado de ideias e de intelectuais, farto de fingir, como fez durante curtos períodos, que gosta deles. São demasiado imprevisíveis e sobretudo demasiado críticos. Fazem pouco de tudo, nunca se satisfazem com nada. Querem que os governos gastem rios de dinheiro a proteger livros e papéis e símbolos patrimoniais, sem compreenderem que o Estado não pode gastar com o passado o dinheiro que tanto escasseia para construir as Grandes Obras (estádios de futebol, estradas, comboios e aeroportos para fugir do país mais depressa) e pagar aos imperadores do presente, que são os banqueiros e o seu séquito de homens de negócios. Acresce que os intelectuais têm a mania de retirar dignidade às crises actuais, através da comparação. Comparam tudo e trazem sempre no bolso um sortido de mortos incomparáveis, prontos para amesquinhar qualquer vivo. Têm a doença da memória, a deles e a dos que antes deles escreveram e pensaram. E têm, sobretudo, a doença de mudar o futuro, a doença de dar consistência e sentido às coisas e de arrancar a Portugal o seu velhíssimo rótulo de país de fachada. | | | | |
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Palavra de ministro? | | 8:00 | Segunda-feira, 10 de Nov de 2008 | |
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| | Depois de tantos anos a pedirmos a Deus que os bancos não nos levem em juros e comissões tudo aquilo que produzimos - para pagarem lucros chorudos aos accionistas e vencimentos milionários aos administradores - temos agora de rezar com mais força ainda para que não nos levem, em falências e avales, tudo o que pagamos em impostos. É neste ponto de incerteza que nos encontramos: o de saber ao certo qual a força e a amplitude do 'buraco negro', que ameaça sorver toda a riqueza à sua volta. Ora parece que está tudo bem e até nos sentimos gratos aos nossos banqueiros por não estarmos a viver o pesadelo dos islandeses ora o Governo reúne de emergência para tomar conta de um banco falido. O Banco Português de Negócios era um caso especial, cujos "problemas", segundo ministros e deputados - curiosa esta reverência quando as vigarices são praticadas por gente de colarinho branco e pose de Estado - eram anteriores à crise e conhecidos há muito. Pode-se mesmo dizer que, com excepção do governador do Banco de Portugal, toda a gente sabia e tinha ideias claras sobre o que fazer, se repararmos bem no que se disse nas televisões e na rádio, ou no que se escreveu nos jornais por estes dias. Pena que, a par das notícias esparsas e logo esquecidas que foram publicadas nos últimos anos, este clamor de denúncia não se tenha feito ouvir a tempo de produzir efeito e de evitar que o Estado tivesse de enterrar tantos milhões no BPN. Agora é tarde. Os importantes do banco nos seus tempos de 'glória' remetem-se a um prudente silêncio e, se falam, não sabem de nada, obviamente, nem lhes passa pela cabeça que tenha sido cometida alguma irregularidade. Muito provavelmente, até já puseram as suas contas a recato noutro banco mais confiável. Ou nem se deram a esse trabalho, tal a segurança de que o Governo, sem alternativa melhor, acabaria por cobrir os seus interesses com o nosso dinheiro. Na verdade, o que a situação actual tem de mais perverso é isso mesmo: o Estado tornou-se refém dos banqueiros e, em particular, dos banqueiros sem vergonha. O próprio ministro das Finanças o admite, ao dizer agora que conhecia perfeitamente os "problemas" do BPN quando, há poucas semanas, deu a sua palavra de que nenhum banco português tinha... "problemas". Quer dizer, Teixeira dos Santos reconhece que mentiu para evitar que se gerasse o caos no sistema, acabando-se com o que resta de confiança nele. E voltou a empenhar agora a sua palavra, assegurando que não há mais nenhum banco com "problemas". Isto quer dizer que, se outro BPN vier a declarar-se, será o próprio ministro a ter "problemas". Até porque a sua palavra deixará de ter valor como garante de confiança para clientes e depositantes. É que não são só os falsos banqueiros que estão em xeque no caso BPN. Se estes não forem exemplarmente punidos, os políticos aparecerão sempre como seus cúmplices. Pelo que não fizeram para evitar o desastre e pelo que estão a fazer para lhe reduzir os danos. Reinventar a América Desde Bill Clinton que a Europa sofria com as presidenciais norte-americanas, esperando ansiosamente pela vitória do 'seu' candidato. Gore falhou, Kerry também. Desta vez, Obama venceu e o 'velho continente' pôde associar-se à festa. "Para muitos europeus, a reinvenção da América é a última esperança da Europa", escreveu Dominique Moisi, do Instituto Francês de Relações Internacionais, num artigo que o 'Público' reproduziu esta semana. E para reinventar a América ninguém melhor do que um Presidente que chega à Casa Branca em estado de virgindade absoluta, depois de ter ganho a simpatia do mundo inteiro e de ter derrubado dois mitos que pareciam inultrapassáveis: o mito da barreira racial e o da decrepitude sem remédio da democracia norte-americana. Dificilmente alguma das democracias europeias seria capaz de fazer prova da pujança e do poder de mobilização evidenciados pela democracia americana nesta eleição. E o mérito dessa demonstração pertence essencialmente ao Presidente eleito, até pela sua condição de candidato muito especial à luz da tradição e da História. Esta semana, milhões de europeus reconciliaram-se com a América e muitos outros milhões, em todo o planeta, passaram a olhá-la de modo diferente. Este é um capital precioso que importa valorizar, mesmo sabendo-se que o novo Presidente dos EUA é apenas um homem e que o seu maior adversário é a enorme expectativa gerada pela sua eleição. Barack Hussein Obama, nome improvável para um Presidente dos EUA, carrega sobre os ombros a esperança do mundo. Para não decepcionar tem de reinventar a América a partir de uma caricatura dela, que é a sua herança de George W. Bush. Madeira e Felgueiras Do parlamento da Madeira e do tribunal de Felgueiras vêm imagens e sinais diferentes, mas que coincidem no essencial: são o triunfo da sordidez na política e contribuem para o apodrecimento do regime. Um deputado sem tacto e uma maioria parlamentar composta por tiranetes iguais ou piores do que o seu chefe dão, na Madeira, um espectáculo degradante para o qual o país tem até vergonha de olhar. Uma autarca descarada e sem escrúpulos, que achincalhou a Justiça e se serviu do voto dos eleitores para 'lavar' a sua imagem, sai do tribunal de Felgueiras a rir-se como no dia em que chegou ao aeroporto da Portela, qual vedeta de telenovelas brasileiras. Como podem o regime e as instituições ser respeitados se não se dão ao respeito? Fernando Madrinha | | | | |
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EM TESTAMENTO CONFIO O A&C ÀS RECLUSAS DE TIRES SÓ PORQUE QUANDO FURTAM NÃO FURTAM PELA CALADA
AOS 45 ANOS FUI DESPEDIDO PELA IMPRESA. PORQUÊ? (joaomiguelfs, 1 ponto , 19:55 | Sábado, 16 de Ago de 2008) Esta é uma história que tem o fim como preâmbulo. Fui compulsivamente afastado, ao cabo de um esforçado decénio em que tudo dei em prol de uma revista que tenho ainda como baluarte de qualidade gráfica e editorial. Arrisquei, como ora se constata o próprio percurso profissional - na defesa acérrima, reiterada e veemente da integridade editorial, formal, conceptual e até comercial de um título, Arquitectura & Construção, que, assim entendia e assim entendo, comporta potencial bastante para se constituir enquanto título charneira da Edimpresa. Para tanto e por tanto não hesitei em enfrentar até quem, de todo alheado do título e das preocupações que lhe seriam inerentes, se aplicou apenas, firmado num movediço deserto de ideias, em extemporâneos e descabidos acenos de puro acinte e desnecessária afirmação do almofadado topo da pirâmide hierárquica. Se a pirâmides, a leituras hieroglíficas, à contemplação de anos idos assim se apela, respeite-se então o presente relato enquanto pedra de Roseta e antes que a lapidação se consume contraponha-se já o que desde já se impõe contrapor. Depois de colaborar nos números iniciais de Arquitectura & Construção e de passar a integrar, há uma década, o quadro da Edimpresa, fui ensaiando a aproximação ao único produto editorial com que me identificava e que me assomava como coerente face à prática jornalística que já carreara até então (crítico de cinema no vespertino Capital, colunista/cronista nos semanários Blitz, Sete e O Independente, Editor-chefe da revista Heróis). Assumindo-me enquanto "jornalista cultural", termo em voga na década de 80 para classificar quem exercia em suportes como o JL, a revista do Expresso ou o Caderno III do Independente (onde colaborei desde o número 1 e assegurei coluna fixa ao longo de vários anos à semelhança de Manuel Graça Dias, João Bénard da Costa, Miguel Esteves Cardoso ou Vasco Pulido Valente), depois do cinema, da música ou da banda desenhada tidos enquanto objectos de análise e convites formais aos exercícios de escrita que me importava ensaiar, a Arquitectura, Bela Arte, configurava assim um corolário natural para o percurso jornalístico que desde 1986 vinha trilhando. Assim sucedeu. Com a saída da editora Dóris Graça Dias, a partir do nº12 de Arquitectura & Construção assumo naturalmente, com a anuência da Directora responsável, a responsabilidade pela orientação e coordenação editorial do título. Consumada, anos volvidos, a saída da Directora, fico responsável único por uma revista, informalmente autónoma, sem outra Direcção que não a que na prática me cabia, função profissionalmente gratificante que, saliente-se, exerci com dedicação absoluta e sacrifício pessoal, função que não raro me obrigou a interpelar directamente os putativos responsáveis pela publicação quando não o próprio Director-Geral arriscando, como ora se verifica, possíveis gestos de incompreensão, função que se saldou, ainda assim, por resultados relevantes nos diversos registos passíveis de aferição - audiências, vendas em banca, publicidade contratada e angariação de assinaturas - e permitiu impor em banca aquela que constituiu, a meu ver, uma dos mais conseguidas publicações no segmento específico e exigente das revistas de Arquitectura. Nunca, escusado seria dizê-lo, em dez anos de exercício profissional, foi minha intenção desrespeitar hierarquias ou desobedecer a chefias directas porquanto, muito simplesmente, nunca fui confrontado, orientado, dirigido ou de alguma forma comandado, nas funções que desempenhei, por hierarquias e chefias directas. Afigura-se-me impossível ser obediente ao inexistente. JOÃO MIGUEL FIGUEIREDO SILVA João Miguel Figueiredo Silva Jornalista/Editor CV joaomiguelfs@gmail.com

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| Assegurou durante uma década a direcção editorial/formal/conceptual efectiva da revista Arquitectura & Construção. publicação bimestral do grupo Impresa
 
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Jornais | Cronista/Colunista (desde 1986) A Capital — (coluna “Anos de Imagem”) Sete — (coluna “Realce” e crítica de discos) Blitz — (coluna “Clip”, crítica de clips) O Independente — colaborou, desde o primeiro número até 1996, neste semanário, onde assinou as rubricas “Clip” (crítica de clips) e “Spot” (crítica de spots publicitários). Assegurou ainda, no caderno VIDA, a coluna “Consolo Remoto” (crítica de TV), na companhia de articulistas como Miguel Esteves Cardoso, Vasco Pulido Palente, Manuel Graça Dias, João Bénard da Costa, Maria Filomena Mónica, Agustina Bessa Luís, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, M.S, Lourenço, Leonardo Ferraz de Carvalho, Pedro Ayres Magalhães, Rui Vieira Nery, Carlos Quevedo, Nuno Miguel Guedes, Paulo Nogueira, Sérgio Coimbra, Domingos Amaral, Inês Pedrosa, Paulo Portas, Rui Henriques Coimbra, Pedro Rolo Duarte, Manuel Falcão, Mónica Bello, Nuno Saraiva, Rui Zink, Inês Serra Lopes, Luísa Jacobetty ou Edgar Pera. Teve igualmente a cargo as recensões críticas “Banda Desenhada” e “High-Tech” (CD-ROM e Videojogos) |
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Actividade como Redactor/Editor | Editor-Chefe na Divisão Jovem da Editora Abril Controljornal, desempenhou funções de redactor nas revistas: |
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| Colaborou com a editora ASA, na execução de traduções de Banda Desenhada. Colabora com a editora Lexicultural na tradução da colecção “Mediateca Século XX” Colaborou com a editora Meribérica-Liber, na execução de press-releases, revisões e traduções de Banda Desenhada. Colaborou com a editora Lexicultural na tradução da colecção “Mediateca Século XX” Inglês/Português Casper (3 títulos, Marvel Comics/Abril) Pocahontas(Marvel Comics/Abril) O Corcunda de Notre Dame (Marvel Comics/Abril) Looney Tunes (Warner/Abril) A Pequena Sereia (Disney/Abril) Classic Star Wars: A New Hope (Dark Horse/Abril) Star Wars/Dark Empire (Dark Horse/Abril) Star Wars- The End of the Empire(Dark Horse/Abril) Star Wars/Splinter in the Mind’s Eye(Dark Horse/Abril) Stratos (Miguelanxo Prado/ Meribérica Liber) Manga-Jutsu (François Boucq – Meribérica Liber) Major Alvega (Meribérica-Liber) Xenozoic (Meribérica-Liber) O Decálogo (10 volumes/Asa) Corações Sangrentos (Bilal/Meribérica) O Sarcófago (Bilal/Christin/Meribérica) As Mulheres de Milo Manara (Meribérica) O Pintor e a Modelo (Milo Manara/Asa) Viagem a Tulum (Milo Manara/Asa) A Conspiração Voronov (Blake & Mortimer/Meribérica) Lá, em África (Tronchet/Asa) O Lama Branco (Jodorowsky/Asa) Bouncer (Boucq /Asa) Blacksad (Guardino/Asa) ... | | Francês/Português Barbie (4 títulos) Inglês/Português Batman Forever Contos Encantados Sony Wonder (6 títulos) Trilogia Star Wars | | Espanhol/Português Grandes Compositores (RBA Editores, 2 fascículos) História da Literatura (RBA Editores, 2 fascículos) Lexicoteca (Círculo de Leitores, 2 fascículos) Enciclopédia Artel(1 fascículo, volume de Geografia) | | Inglês/ Português Inspirações | Livros


| Inglês/ Português Série “Goosebumps”, de R.L.Stine, ed. Scholastic/Abril “Welcome to Dead House” “Stay Out of the Basement” “Welcome to Camp Nightmare”“The Werewolf of Fever Swamp” “The Cuckoo Clock of the Doom” “The Phanthom of the Auditorium” “Why I’m Afraid of Bees” “Return of the Mummy” “A Night in Terror Tower” “Let’s Get Invisible” “Night of The Living Dummy II”
Série “Give Yourself Goosebumps”, de R.L.Stine, ed. Scholastic/Abril “Night in Werewolf Woods” “Beware of the Purple Peanut Butter” Série “Cosmopolitan”/Abril Controljornal “Is He The Right Man For You?” Série “The Hardy Boys”/ AbrilControljornal “Shield of Fear” Série How to Make/Soluções Ideais- Conran Octopus/Casa Cláudia-Abril/Controljornal Soluções Ideais para QuartosSérie Quick’n Easy/Abril Controljornal Moa Beckett Publishers/Abril Controljornal Quick’n Easy – Desserts Quick’n Easy – Salads Quick’n Easy - Chicken Quick’n Easy - Youghurt Série True Stories Scholastic/Abril Controljornal Histórias Verdadeiras sobre Desporto - Tim LardnerHistórias Verdadeiras sobre Espiões - Terry DearyFora de série: Scholastic/Abril ControljornalBackstreet Boys: An Unauthorized Biography Michael-Anne Johns Pocket Books/Abril ControljornalLeonardo DiCaprio: A Biography – Nancy Krulik Dell Magazines/Meribérica-LiberDell Horoscope – Aries (Meribérica-Liber) Dell Horoscope – Virgo (Meribérica-Liber) |
| Tradução de Biografias CD-ROM’’s da colecção “Mediateca Século XX” da editora Lexicultural | Experiência Profissional Comunicação
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Outras Actividades

| Tem publicado o livro As Coisas (colecção Asa Juvenil), Prémio Inasset de Literatura Infantil/1987 Colecção:ASA Juvenil - Série Azul Nº págs.: 48 ISBN: 972-41-2173-9 Preço: 8,50 €(com IVA 5%)
|  | | | | Galardoado em 1987 com o prémio INASSET para o melhor inédito de literatura infantil, é um livro que revela o excelente poder criativo de João Miguel Figueiredo Silva, transportando o leitor para o país das histórias onde tudo está constantemente a ser desmontado e a mudar de lugar. Imagine só a confusão dos seus habitantes que nunca sabem onde está a sua casa ou carro e o espanto de um rei que, admirador do azul do mar, acorda um dia voltado para o vermelho do carro dos bombeiros. E as próprias histórias também se aborrecem ao esperarem por meninas que são as personagens principais mas que demoram muito tempo a lanchar. Muitas peripécias que certamente encantam os miúdos e os adultos mais imaginativo |
Figura na antologia de prosa DN Jovem, edição Diário de Notícias, 1990 Em 1989 integrou o júri do “Prémio Banda Desenhada/Navegadores Portugueses”, promovido pelo Centro Nacional de Cultura e Instituto da Juventude Em 1991 apresentou no colóquio “O Olhar- Do Fotão à sedução”, promovido no Porto pela Casa de Serralves, a comunicação Tele-Visões Em 1994 foi Prémio Simão da Crítica, referente a 1993 (Banda Desenhada)
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YouTube - 1993 - Luís Cília "Dia não" No Palau de Sant Jordi, Barcelona, 1993, Luís Cília canta em homenagem a Raimon, a sua canção de 1964, "Dia Não" com poema de José Saramago.
NO PASSARAN Calar uma injustiça, ceder, emudecer, ou, como ontem lembrava a João Pereira Coutinho, ceder à Lei de Roger Vailland e, conformado, se 'portugalizer', por mais que tenha sido prática arreigada, é algo a que não me disponho sequer ante quem põe e dispõe. É algo até que me indispõe. Que não entendo. Que 48 anos de palas e grilhetas deixaram ir sendo. Que fizeram de Portugal este mar flat e amochado, sem queixume, sem um ai, feito ama, feito cama, feito dócil mansa saia toda feita para se deixar fenecer na praia. Com tal não contem. Mesmo que só comigo conte sou vertical. Sou homem para tal. Tenho a verdade pelo meu lado. Nada receio. E não calo. Vou continuar a ser até vencer. JOAO MIGUEL FIGUEIREDO SILVA
Palavra de ministro? | | 8:00 | Segunda-feira, 10 de Nov de 2008 | |
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| | Depois de tantos anos a pedirmos a Deus que os bancos não nos levem em juros e comissões tudo aquilo que produzimos - para pagarem lucros chorudos aos accionistas e vencimentos milionários aos administradores - temos agora de rezar com mais força ainda para que não nos levem, em falências e avales, tudo o que pagamos em impostos. É neste ponto de incerteza que nos encontramos: o de saber ao certo qual a força e a amplitude do 'buraco negro', que ameaça sorver toda a riqueza à sua volta. Ora parece que está tudo bem e até nos sentimos gratos aos nossos banqueiros por não estarmos a viver o pesadelo dos islandeses ora o Governo reúne de emergência para tomar conta de um banco falido. O Banco Português de Negócios era um caso especial, cujos "problemas", segundo ministros e deputados - curiosa esta reverência quando as vigarices são praticadas por gente de colarinho branco e pose de Estado - eram anteriores à crise e conhecidos há muito. Pode-se mesmo dizer que, com excepção do governador do Banco de Portugal, toda a gente sabia e tinha ideias claras sobre o que fazer, se repararmos bem no que se disse nas televisões e na rádio, ou no que se escreveu nos jornais por estes dias. Pena que, a par das notícias esparsas e logo esquecidas que foram publicadas nos últimos anos, este clamor de denúncia não se tenha feito ouvir a tempo de produzir efeito e de evitar que o Estado tivesse de enterrar tantos milhões no BPN. Agora é tarde. Os importantes do banco nos seus tempos de 'glória' remetem-se a um prudente silêncio e, se falam, não sabem de nada, obviamente, nem lhes passa pela cabeça que tenha sido cometida alguma irregularidade. Muito provavelmente, até já puseram as suas contas a recato noutro banco mais confiável. Ou nem se deram a esse trabalho, tal a segurança de que o Governo, sem alternativa melhor, acabaria por cobrir os seus interesses com o nosso dinheiro. Na verdade, o que a situação actual tem de mais perverso é isso mesmo: o Estado tornou-se refém dos banqueiros e, em particular, dos banqueiros sem vergonha. O próprio ministro das Finanças o admite, ao dizer agora que conhecia perfeitamente os "problemas" do BPN quando, há poucas semanas, deu a sua palavra de que nenhum banco português tinha... "problemas". Quer dizer, Teixeira dos Santos reconhece que mentiu para evitar que se gerasse o caos no sistema, acabando-se com o que resta de confiança nele. E voltou a empenhar agora a sua palavra, assegurando que não há mais nenhum banco com "problemas". Isto quer dizer que, se outro BPN vier a declarar-se, será o próprio ministro a ter "problemas". Até porque a sua palavra deixará de ter valor como garante de confiança para clientes e depositantes. É que não são só os falsos banqueiros que estão em xeque no caso BPN. Se estes não forem exemplarmente punidos, os políticos aparecerão sempre como seus cúmplices. Pelo que não fizeram para evitar o desastre e pelo que estão a fazer para lhe reduzir os danos. Reinventar a América Desde Bill Clinton que a Europa sofria com as presidenciais norte-americanas, esperando ansiosamente pela vitória do 'seu' candidato. Gore falhou, Kerry também. Desta vez, Obama venceu e o 'velho continente' pôde associar-se à festa. "Para muitos europeus, a reinvenção da América é a última esperança da Europa", escreveu Dominique Moisi, do Instituto Francês de Relações Internacionais, num artigo que o 'Público' reproduziu esta semana. E para reinventar a América ninguém melhor do que um Presidente que chega à Casa Branca em estado de virgindade absoluta, depois de ter ganho a simpatia do mundo inteiro e de ter derrubado dois mitos que pareciam inultrapassáveis: o mito da barreira racial e o da decrepitude sem remédio da democracia norte-americana. Dificilmente alguma das democracias europeias seria capaz de fazer prova da pujança e do poder de mobilização evidenciados pela democracia americana nesta eleição. E o mérito dessa demonstração pertence essencialmente ao Presidente eleito, até pela sua condição de candidato muito especial à luz da tradição e da História. Esta semana, milhões de europeus reconciliaram-se com a América e muitos outros milhões, em todo o planeta, passaram a olhá-la de modo diferente. Este é um capital precioso que importa valorizar, mesmo sabendo-se que o novo Presidente dos EUA é apenas um homem e que o seu maior adversário é a enorme expectativa gerada pela sua eleição. Barack Hussein Obama, nome improvável para um Presidente dos EUA, carrega sobre os ombros a esperança do mundo. Para não decepcionar tem de reinventar a América a partir de uma caricatura dela, que é a sua herança de George W. Bush. Madeira e Felgueiras Do parlamento da Madeira e do tribunal de Felgueiras vêm imagens e sinais diferentes, mas que coincidem no essencial: são o triunfo da sordidez na política e contribuem para o apodrecimento do regime. Um deputado sem tacto e uma maioria parlamentar composta por tiranetes iguais ou piores do que o seu chefe dão, na Madeira, um espectáculo degradante para o qual o país tem até vergonha de olhar. Uma autarca descarada e sem escrúpulos, que achincalhou a Justiça e se serviu do voto dos eleitores para 'lavar' a sua imagem, sai do tribunal de Felgueiras a rir-se como no dia em que chegou ao aeroporto da Portela, qual vedeta de telenovelas brasileiras. Como podem o regime e as instituições ser respeitados se não se dão ao respeito? Fernando Madrinha | | | | |
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joao miguel figueiredo silva YES WE WILL Terça-feira, 11 de Novembro de 2008 18:24
Caro Pedo Camacho, a vitória de Obama é tão-só a vitória da Empresa - tida enquanto missão e virtude - sobre a impresa - tida enquanto referência, já nem valor sequer, em crise inevitável. Também votei Obama. Também ganhei. Também sei que vou ganhar. Também sei como e quanto podemos. Si, podemos. Tal como os injustiçados da América pré-Obama, fui vítima das circunstâncias. Fui compulsivamente, abusivamente, Bushmente afastado, ao cabo de um esforçado decénio em que tudo dei em prol de uma revista que tenho ainda como baluarte de qualidade gráfica e editorial. Arrisquei, como ora se constata o próprio percurso profissional - na defesa acérrima, reiterada e veemente da integridade editorial, formal, conceptual e até comercial de um título, Arquitectura & Construção, que, assim entendia e assim entendo, comporta potencial bastante para se constituir enquanto título charneira da Edimpresa. Para tanto e por tanto não hesitei em enfrentar até quem, de todo alheado do título e das preocupações que lhe seriam inerentes, se aplicou apenas, firmado num movediço deserto de ideias, em extemporâneos e descabidos acenos de puro acinte e desnecessária afirmação do almofadado topo da pirâmide hierárquica. Se a pirâmides, a leituras hieroglíficas, à contemplação de anos idos assim se apela, respeite-se então o presente relato enquanto pedra de Roseta e antes que a lapidação se consume contraponha-se já o que desde já se impõe contrapor. Depois de colaborar nos números iniciais de Arquitectura & Construção e de passar a integrar, há uma década, o quadro da Edimpresa, fui ensaiando a aproximação ao único produto editorial com que me identificava e que me assomava como coerente face à prática jornalística que já carreara até então (crítico de cinema no vespertino Capital, colunista/cronista nos semanários Blitz, Sete e O Independente, Editor-chefe da revista Heróis). Assumindo-me enquanto "jornalista cultural", termo em voga na década de 80 para classificar quem exercia em suportes como o JL, a revista do Expresso ou o Caderno III do Independente (onde colaborei desde o número 1 e assegurei coluna fixa ao longo de vários anos à semelhança de Manuel Graça Dias, João Bénard da Costa, Miguel Esteves Cardoso ou Vasco Pulido Valente), depois do cinema, da música ou da banda desenhada tidos enquanto objectos de análise e convites formais aos exercícios de escrita que me importava ensaiar, a Arquitectura, Bela Arte, configurava assim um corolário natural para o percurso jornalístico que desde 1986 vinha trilhando. Assim sucedeu. Com a saída da editora Dóris Graça Dias, a partir do nº12 de Arquitectura & Construção assumo naturalmente, com a anuência da Directora responsável, a responsabilidade pela orientação e coordenação editorial do título. Consumada, anos volvidos, a saída da Directora, fico responsável único por uma revista, informalmente autónoma, sem outra Direcção que não a que na prática me cabia, função profissionalmente gratificante que, saliente-se, exerci com dedicação absoluta e sacrifício pessoal, função que não raro me obrigou a interpelar directamente os putativos responsáveis pela publicação quando não o próprio Director-Geral arriscando, como ora se verifica, possíveis gestos de incompreensão, função que se saldou, ainda assim, por resultados relevantes nos diversos registos passíveis de aferição - audiências, vendas em banca, publicidade contratada e angariação de assinaturas - e permitiu impor em banca aquela que constituiu, a meu ver, uma dos mais conseguidas publicações no segmento específico e exigente das revistas de Arquitectura. Nunca, escusado seria dizê-lo, em dez anos de exercício profissional, foi minha intenção desrespeitar hierarquias ou desobedecer a chefias directas porquanto, muito simplesmente, nunca fui confrontado, orientado, dirigido ou de alguma forma comandado, nas funções que desempenhei, por hierarquias e chefias directas. Afigura-se-me impossível ser obediente ao inexistente. E sim, é. Sim, assiste-me toda a razão. Yes We Will. JOÃO MIGUEL FIGUEIREDO SILVA
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