SOL

Lobo Malvado

Quem tem medo do
lobo mau???
Lobo mau!!!
Lobo malvado?!?
No limiar da razão


Quem nunca se encontrou no limiar da razão?
Onde uma voz do fundo do peito grita mais alto...
os membros estremecem num louco frenesim,
as palmas das mãos afogam-se nos bolsos,
o coração inicia uma maratona estática...
Fruto, causa efeito de uma mera possibilidade
de a voltar a ver!!! de a voltar a ouvir!!!
De te voltar a abraçar e beijar...

Suaves beijos, de um lobo malvado!!!

STOP TALKING... JUST LISTEN!!!
Quem realmente sou eu...

Quem realmente sou eu??? O que faço eu aqui???
Este que por aqui se desloca, entre vós...
Existirá alguém que me dispa a pele,
me alivie o fardo que carrego? O peso de mim?
Para quem escreverei eu estas frases?
Quem o objecto da minha inspiração???

É sempre para ti!!!
Se a chuva cai, se o sol brilha no meu reino.
é sempre e apenas para ti!!! Para te ver feliz!
Desde o primeiro dia, em que me disseste sim!!!
Foi com um beijo!!! Que nós nos roubámos!!!
E tu ainda ouves os meus gritos? Os meus apelos?
As minhas palavras ainda fazem sentido em ti??
Já estarei eu... longe da ternura do teu coração?
A religião que há muito abandonei... mas procuro...
continuo a rezar... por ti... por mim... por nós!!!
Mas foi ao mais profundo inferno que mergulhei...
O sofrimento que ainda sinto... pelo passado...
e por te desejar num presente, sem futuro!!!
Não te tocar... te abraçar... te beijar... TE AMAR!!!
dói... simplesmente dói... arde... queima!!!
Só quando te vejo passar... e trocamos olhares...
a minha alma fica suspensa... o tempo pára!!!
.............................................
Para logo com um Olá nos separarmos... sem nos tocarmos...
sempre distantes... sem nunca nos tocarmos!!!

Roubas-me distraidamente o meu descanso... a paz!!!
Já não adormeço... despertas-me... voas comigo...
levas-me com o teu sorriso... sempre... estás sempre lá!!!
há muito fugi de mim, deixei de ser quem não era...
Mas quem serei eu agora??? Em quem me tornei???
Não passarei eu de mais uma ovelha tresmalhada?
Ou ao sabor da lua, serei... um lobo malvado!!!

Supremo Tribunal de Justiça reduz pena a pedófilo

Decidi transcrever uma noticia que apareceu na primeira página do Sol.pt:

 No acórdão, o STJ considera demasiado altas as penas geralmente decretadas aos abusadores sexuais e assinala que é preciso ter em conta o grau de desenvolvimento do menor, já que não é «certamente a mesma coisa praticar alguns actos com uma criança de cinco, seis ou sete anos ou com um jovem de 13 anos, que despertou para a puberdade e que é capaz de erecção e de actos ligados à sexualidade que dependem da sua vontade».

Sindicato dos magistrados do MP preocupado com «inserção de opiniões» em acórdãos judiciais

O acórdão hoje citado pelo Correio da Manhã já está a causar polémica nos meios judiciais.  António Cluny, presidente do SMMP, afirmou à Lusa que «começa a ser preocupante a inserção (nos acórdãos) de opiniões de natureza pessoal, quase ideológicas ou morais, que podem pôr em causa a validade jurídica da decisão, principalmente em matérias tão sensíveis».

Ressalvando desconhecer o acórdão na totalidade, Cluny acredita que este tipo de considerações desvia a atenção dos cidadãos do acerto jurídico da decisão e lamenta que, nos últimos tempos, tenham sido estes os aspectos mais evidenciados nas sentenças.

António Cluny defende ainda que os acórdãos devem ser «mais económicos em opiniões».

O indivíduo em causa tinha sido condenado a sete anos e cinco meses em cúmulo jurídico, com o tribunal de primeira instância a justificar a pena com a necessidade de «prevenção geral positiva» e com o facto de a «natureza do crime ser susceptível de alarme social, sobretudo numa época em que os processos de pedofilia têm relevância mediática e a sociedade está mais desperta para este flagelo».

Lusa / SOL

Eu só espero que seja MAIS UM SIMPLES MAL ENTENDIDO, como muitos outros que têm estranhamente ocorrido com noticias publicadas no SOL!!!

As pessoas sensíveis

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão"

Ó vendilhões do templo
Ó construtores
De grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e proveito

Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem


Sophia de Mello Breyner Andresen

Gosto de brincar com o fogo

Apesar de parecer lamechas,
não quis deixar passar em branco...

Hoje comemora-se o Dia Internacional
das Crianças Desaparecidas.
Não vou falar em nomes nem colocar
fotos de caras de todos conhecidas.
Hoje não reencaminhei emails,
não espalhei sofrimentos, nem tristezas!
Mas não quis deixar de vos magoar,
Ver no vosso rosto lágrimas perdidas...
Deixo-vos apenas a letra de uma música,
que muito ou nada tem a haver.
E deixo no ar uma simples pergunta:
Existe alguma coisas nós podemos fazer???
Acredito que sim... desejo que sim...


CRIANÇA MORTA
1944, óleo s/ tela, 180x220 cm
Museu de Arte de São Paulo
Assis Chateaubriand
São Paulo

 

Gosto de brincar com o fogo


Gosto de brincar com o fogo
de jogar com as palavras
adoro coisas perigosas
incómodas e jocosas

Gosto de coisas obscenas
de soltar as fantasias
brincadeiras maliciosas
perversamente gostosas

Nunca peguei numa arma
eu nunca matei um homem
nunca violei mulheres
nunca massacrei crianças

Neste mundo em chamas
neste planeta a arder
neste inferno na terra
temos tudo a perder

Gosto de brincar com o fogo
deitar achas p'rá fogueira
gozar os truques da mente
e confundir toda a gente

Interessa-me a puberdade
excitam-me as pernas das freiras
gosto de provocar danos
nas teias dos puritanos

Mas não se brinca com a fome
nem com a miséria alheia
a vida não vale nada
quando se trafica o sangue

Neste mundo em chamas
neste planeta a arder
neste inferno na terra
temos tudo a perder

Jorge Palma

Negras como a noite
“O Beijo” (26-10-1969), Picasso, Museu Picasso, Paris
“O Beijo” (26-10-1969), Picasso, Museu Picasso, Paris

Com mãos de veludo
Negras como a noite
Tu deste-me tudo
E eu parti

Um homem trabalha
Do outro lado do rio
Com as suas duas mãos
Repara o navio
Está sozinho e triste
Mas tem de aguentar
Já falta tão pouco
Para poder voltar

Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
quando o sol
Se juntar ao mar
E eu te voltar a beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma vez, só mais esta vez

Com adeus começa
Outro dia igual
Ficou a promessa
Escondida no lençol
Negras como a noite
Vindas de outra terra
As mãos de veludo
Estão á sua espera

Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
quando o sol
Se juntar ao mar
E eu te voltar a beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma vez, só mais esta vez

Xutos & Pontapés - Negras como a noite
O poder da vírgula

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, ficaria de joelhos à sua frente.

Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher ficaria de joelhos à sua frente.

FIM

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza…
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro

Mário de Sá Carneiro

Procuro amor perdido...

 

Procuro amor perdido,
algures entre a minha insegurança e a minha estupidez!!!
A ultima vez que foi vista mostrava indiferença,
escondia a tristeza por trás de um sorriso,
esquecendo-se de esconder os seus olhos transparentes.
Se me estiveres a ler... dá-me um sinal de vida,
mostra-me que ainda sentes algo por mim...
diz-me que não morri para ti... para o teu coração!!

Abraço

 

De repente deu vontade de um abraço...
Uma vontade de entrelaço, de proximidade..
de amizade.. sei lá..
Talvez um aconchego que enfatize a vida e
amenize as dores...
Que fale sobre os amores,
que seja teimoso e ao mesmo tempo forte.
Deu vontade de poder rever saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo
e preencha todo espaço
mas que faça lembrar do carinho,
que surge devagarzinho
da magia da união dos corpos, das auras..sei lá..
Lembrar do calor das mãos
acariciando as costas a dizer.. "estou aqui."
Lembrar do trançar dos braços envolventes
e seguros afirmando "estou com você"..
Lembrar da transfusão de forças
com a suavidade do momento ..sei lá..

abraço... abraço... abraço...
abraço... abraço.. abraço...
abraço... abraço... abraço...

O que importa é a magia deste abraço!
A fusão de energia que harmoniza,
integra tudo, e que se traduz
no cosmo, no tempo e no espaço.
Só sei que agora deu vontade desse abraço !!
Que afaste toda e qualquer angústia.
Que desperte a lágrima da alegria,
e acalme o coração..
Que traduza a amizade, o amor e a emoção.
E para um abraço assim só pude pensar em você....
nessa sua energia,
nessa sua sensibilidade
que sabe entender o por quê...
dessa vontade desse abraço.

Vinicius de Moraes

Eu fui um lobo malvado...

Eu fui um lobo malvado
Entrei em casa da avózinha
E instalei-me na caminha
Contigo a meu lado
Depois mostrei-te a cozinha
Fiz-te passar um mau bocado
Com medo de ficar sózinho
Quis fazer de ti o meu capuchinho

Ainda não manejei nenhuma arma que não desse ricochete
E a cicatriz sobrevive sempre
À mais perfeita ligadura
Mas quando quiseres és bem vinda ao meu castelo
Que talvez por ser velho e enrugado
Não precisa de pintura
És bem vinda, amor
Se ainda te apetecer
Tal aventura

Cheguei com falinhas mansas
Quis mostrar-te quem não era
Armei-me em herói de quimera
Todo brilhante
Mais tarde soltei a fera
Mostrei-te o meu corno penetrante
Com ele espetei contigo na rua
Mas antes fiz questão de te deixar nua

Ainda não manejei nenhuma arma que não desse ricochete
E a cicatriz sobrevive sempre
À mais perfeita ligadura
Mas quando quiseres és bem vinda, amor
Ao meu castelo
Que talvez por ser velho e enrugado
Não precisa de pintura
És bem vinda, amor
Se ainda te apetecer
Tal aventura

Eu fui um lobo malvado...

1982 - Fui Um Lobo Malvado - Jorge Palma
A felicidade exige valentia.


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa - 70º aniversário da sua morte
Tudo uma questão de gramática...

Foi-me enviado como tendo sido elaborado por uma aluna de Letras, de nome Fernanda Braga da Cruz, que com esta redacção obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa...
Não sei bem onde termina a ficção e começa a realidade... ou viceversa!
Mas achei que tinha espirito e merecia algum destaque, nem que fosse num dos recantos mais escondidos da net... como este blog!!!

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.

Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.

Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.

Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.

Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.

Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.

Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.

Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.

Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.

Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisto a porta abriu-se repentinamente.

Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.

Que loucura, meu Deus!

Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

Só que, as condições eram estas:

Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

BASTA!!!


Hoje disse BASTA!!!


De tempos em tempos todos nós devemos passar por mudanças nas formas de estar, de pensar e de atitudes, passar por uma metamorfose ao melhor estilo Kafkiano!!!
Estou farto de escrever de forma deprimente em prosa poética de rimas perdidas.
Vou mudar! Alegrar um pouco o ambiente... É isso, a começar por alterar o aspecto do blogue.
Sou um puro Lusitano e como tal prezo o fado, aliás adoro tudo o que de melhor se produz em Portugal…
Vinho do Porto, raparigas (gajas), cerveja, café (este não é produzido cá, mas ninguém pode negar que temos o MELHOR expresso do mundo!!!), a comida típica de norte a sul, as praias, os rios, as serras… E principalmente um pais maravilhoso que nos faz questionar se fazemos parte do elenco de uma comédia, ou estamos simplesmente nos apanhados!!! Lá estou eu!!!!

Se a quem nos dedicamos não nos ouve, nem nos vê... Viramos!!! Viramos apenas de página, não de OrIeNtAçÃo!!!
Viram como é simples!? E aproveitamos para brincar com as palavras.
Porque raio tenho de escrever como se andasse sempre a chorar pelos cantos da casa?


"O Rei morreu! Viva o Rei!!!"


P.S.: Pois é meu amor! Talvez um dia nos encontremos na velha estação!
Até lá… Um beijo do tamanho deste mundo e um feliz dia de aniversário com tudo de bom, porque tu mereces!!!

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