SOL

Charles Dickens nasceu há 200 anos

O bicentenário do nascimento do escritor Charles Dickens cumpriu-se dia 7-02, sendo assinalado em Lisboa com a inauguração de duas exposições e uma palestra.

João Botelho realizou, baseado na obra homónima de Dickens, Hard Times, for these Times (1854), o filme Tempos Difíceis, este tempo (1988), com música de António Pinho Vargas e a participação, entre outros, de Henrique Viana, Julia Britton, Eunice Muñoz, Ruy Furtado e Isabel de Castro.

Charles John Huffam Dickens que experimentou o jornalismo e, para garantir o sustento da família, trabalhou numa fábrica, nasceu em Portsmouth a 7 de Fevereiro de 1812.

Dickens começou a editar em 1833 em fascículos no jornal Monthly Magazine a ficção A Dinner at Poplar’s Walk, que veio a editar depois em livro.

Em Portugal, segundo nota da Biblioteca Nacional, a primeira tradução de uma obra de Dickens, Conto verdadeiro: o estalajadeiro de Andermatt, foi publicado no jornal O Ramalhete, nº 83 de 22 de Agosto de 1839.

Ainda no século XIX são apresentadas «as primeiras traduções de cinco dos seus romances: Oliver Twist (1837-1839), The Life and Adventures of Nicholas Nickleby (1838-1839), A Tale of two Cities (1859), Great Expectations (1860-1861) e The Posthumous Papers of the Pickwick Club (1836-1837)», refere uma nota da Biblioteca Nacional que acrescenta que, em Portugal, o escritor teve maior proliferação editorial nas décadas de 1940 e 1950.

O PRÓXIMO FILME PARA O 6º ANO "OLIVER TWIST"

OLIVER TWIST- A vida de um rapaz do século XIX

Ficha Técnica
Título Original: Oliver Twist
Género: Drama
Tempo de Duração: 130 minutos
Ano de Lançamento (Inglaterra / República Checa / França / Itália): 2005
Site Oficial: www.sonypictures.com/movies/olivertwist
Estúdio: Runteam Ltd. / ETIC Limited / Medusa Produzione / R.P. Productions
Distribuição: Sony Pictures Entertainment / TriStar Pictures
Direcção: Roman Polanski
Roteiro: Ronald Harwood, baseado em livro de Charles Dickens
Produção: Robert Benmussa, Roman Polanski e Alain Sarde
Música: Rachel Portman
Fotografia: Pawel Edelman
Desenho de Produção: Allan Starski
Direcção de Arte: Jindrich Kocí
Figurino: Anna B. Sheppard
Edição: Hervé de Luze
Efeitos Especiais: Motion FX Ltd.

Vê o início do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=Xa6v2ciSz20

Elenco
Ben Kingsley (Fagin)
Barney Clark (Oliver Twist)
Jamie Foreman (Bill Sykes)
Harry Eden (Artful Dodger)
Leanne Rowe (Nancy)
Lewis Chase (Charley Bates)
Edward Hardwicke (Sr. Brownlow)
Jeremy Swift (Sr. Bumble)
Mark Strong (Toby Crackit)
Frances Cuka (Sra. Bedwin)
Chris Overton (Noah Claypoole)
Michael Heath (Sr. Sowerberry)
Gillian Hanna (Sra. Sowerberry)
Alun Armstrong (Sr. Fang)
Paul Brooke (Sr. Grimwig)
Jake Curran (Barney)

Sinopse

Oliver Twist (Barney Clark) é um órfão entre as centenas que sofrem com a fome e o trabalho escravo na Inglaterra vitoriana. Vendido para um coveiro, ele sofre com a crueldade da família deste e acaba por fugir para Londres.

Em Londres ele é recolhido das ruas por Artful Dodger (Harry Eden), um ladrão que o leva até Fagin (Ben Kingsley), um velho que comanda um exército de prostitutas e pequenos marginais.

Nessa altura, Oliver conhece um senhor bondoso a quem vê como um possível pai adoptivo, Fagin teme que ele denuncie seu esquema.

Para evitar isso Fagin planeia um assalto à casa do rico Sr. Brownlow (Edward Hardwicke), o pai desejado por Oliver.

http://www.youtube.com/watch?v=tdRQF1JAQP8&feature=related

Oliver Twist é um romance de Charles Dickens que relata as aventuras e desventuras de um rapaz órfão. É um romance onde o autor trata do fenómeno da delinquência juvenil provocada pelas condições precárias da sociedade inglesa da altura.

Neste filme podes ver como viviam as pessoas no século XIX.

Fontes:

http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=40805

http://comunidade.sol.pt/blogs/olindagil/archive/2009/03/16/O-PR_D300_XIMO-FILME-PARA-O-6_BA00_-ANO-_3F00_-OLIVER-TWIST.aspx

Ama-me, sem me suportares!

Edição: Capa Dura/Luxo, Dezembro de 2011
Autor: Fátima Marinho
Revisão: Fernando Dias Antunes

Sinopse                                                                                                           

"Um livro de poesia é sempre uma ribeira brava, que a todo o momento pode galgar as margens e afogar o que nos sufoca. Nesse sentido, é também uma libertação inconsciente de arquétipos imemoriais. As palavras quando se juntam à roda de uma ideia deixam as ideias à roda até que todas caiam reconciliadas no chão. É assim que a poesia se intromete nos gestos do quotidiano e, transcendendo-os, os transfigura. Este é um livro onde os afectos servem a poesia que deles se serve para ser o que é."

Um livro bom para oferecer no próximo Dia dos Namorados.

Fonte:

http://www.fatimamarinho.com/catalogue.ud121?oid=752&cat0_oid=-11&from_zone=HomePage

Vamos a Braga! Vamos a Braga!
Tu vais comprar um lenço novo,
olhar as montras com enlevo.
Ah!, que as alminhas me confundam,
se o meu enlevo, moça do Minho!,
é diferente do teu enlevo
ao pé das montras da cidade.

Sebastião da Gama

Estão todos convidados para a inauguração da minha exposição de pintura em Braga, dia 18 de Fevereiro de 2012 pelas 18 horas.

A exposição estará patente do Carnaval até à Páscoa na Junta de Freguesia de S. Vicente, em Braga.

A junta de freguesia de S. Vicente está aberta aos dias da semana das 9 às 12 e 30, e das 14 às 17 e 30 h e no fim de semana do Carnaval.

 

Os conservadores do arquivo do Museu do Prado, em Madrid, encontraram há meses uma cópia do quadro mais famoso de Leonardo Da Vinci, a Mona Lisa, ou ‘La Gioconda’, que terá sido pintado por um dos seus pupilos.

A descoberta, que está a ser considerada uma dos mais importantes da História da Arte, foi feita na pinacoteca do museu e confirmada depois de vários meses de análises.

Segundo a imprensa especializada, incluindo o 'The Art Newspaper', e alguma imprensa internacional, a obra terá sido pintada por Andrea Salai – que mais tarde seria amante de Da Vinci – ou por Francesco Melzi. Ambos estavam entre os pupilos favoritos do mestre italiano.

Os especialistas do Prado dedicaram vários meses a estudar, limpar e retirar o verniz escuro que cobria o quadro.

Durante anos a obra foi considerada simplesmente uma simples cópia, mas os especialistas sugerem agora que foi pintada ao mesmo tempo que Da Vinci pintava o original no seu estúdio em Florença.

Henrique Raposo, A Tempo e a Desmodo - O nosso herói do Holocausto

"Ontem, 27 de Janeiro, dia de homenagem às vítimas do Holocausto, devíamos ter recordado o nosso herói do Holocausto: Aristides de Sousa Mendes, um homem que continua a não ter o reconhecimento que merece. Aristides devia ser um dos heróis da nossa mitologia colectiva, mas não é.

Vale a pena consultar esta hagiografia (não é uma biografia) de Miriam Assor. Com provas irrefutáveis, o livro revela a grandeza de Aristides de Sousa Mendes.

Logo em 1939, Salazar emitiu a Circular 14, o documento que impedia os embaixadores portugueses de dar vistos aos judeus ("quer tenham sido expulsos do seu país de origem quer do país de onde são cidadãos").

Colocando em causa a sua carreira e a sua família, Aristides, o cônsul português em Bordéus, desafiou Salazar e deu vistos diplomáticos a milhares de judeus. Luxemburgueses, dinamarqueses, noruegueses, belgas e holandeses invadiram Bordéus à procura do Santo Aristides. Desta forma, Aristides tirou 30 mil vidas da linha de montagem assassina. Enquanto a maioria se refugiou no cumprimento da lei (Circular 14), Aristides assumiu que a lei pode ser imoral, assumiu que legalidade pode não ter legitimidade. A sua heroicidade vem daqui.

Tendo em conta a estatura homérica destes actos, não se compreende o relativo desprezo da cultura portuguesa por Aristides. Não há uma grande biografia. Não há um romance. Não há uma série de TV. Não há um filme. Temos um Schindler e não lhe damos valor. É como se a expressão "herói português" fosse, em si mesma, uma contradição em termos. É como se a expressão "herói português" fosse um incómodo para a nossa visão cínica de Portugal."

Tenho vindo a falar-vos por aqui de Aristides Sousa Mendes com alguma regularidade.

Um homem qe nunca foi reconhecido como devia ser. Há umas duas páginas no manual de 9º ano de História sobre ele e uma ou duas nos manuais de Filosofia do secundário, não chega.



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/o-nosso-heroi-do-holocausto=f701365#ixzz1kkWDsbse

Fontes:

http://aeiou.expresso.pt/o-nosso-heroi-do-holocausto=f701365

http://w3.memoshoa.pt/

http://mvasm.sapo.pt/

Gulbenkian Paris acolhe exposição de Paula Rego

Hoje, no dia do seu aniversário, Paula Rego irá inaugurar a sua primeira exposição em França. A obra, que reune trabalhos entre 1988 e 2009, estará exposta de 26 janeiro a 1 abril no Centre Calouste Gulbenkian, em Paris.

“Mulher cão” (1994)

“Mulher cão” (1994) Paula Rego

A Fundação Calouste Gulbenkian em Paris inaugura, esta quinta-feira, a primeira exposição “representativa” da obra da pintora Paula Rego, em França, com trabalhos desenvolvidos entre 1988 e 2009, de “A família” à “Mulher cão”.

A exposição, composta por cerca de 30 pinturas, gravuras e desenhos, não é retrospectiva e foge à ordem cronológica da criação das obras, disse, à agência Lusa, Helena de Freitas, directora da Fundação Paula Rego/Casa das Histórias, co-organizadora da iniciativa.

“Escolhemos um formato que põe em relevo um período que corresponde a uma grande maturidade do trabalho artístico da Paula Rego e que coincide com o reconhecimento internacional da sua força e originalidade”, afirmou.

 Mulher cão” (1994) Paula Rego

”O Pillowman” (2004) Paula Rego

Os trabalhos vão ficar expostos na nova sede da Fundação, em França, até ao dia 1 de Abril. Helena de Freitas considerou que “esta vai ser uma grande oportunidade para Paris olhar para Paula Rego e compreender a sua obra”: “É uma exposição forte, a que ninguém poderá ficar indiferente. O espaço não é grande e as obras são densas, fortes, bonitas”, disse.

Uma exposição de emoções

O percurso começa com a obra “A família” (1988), que desenha uma mulher, mãe e duas filhas, na tentativa de reanimarem “a todo o custo” o marido, pai. A directora explica que esse trabalho, feito depois de 1986, ano que os críticos apontam como o da “fractura mais evidente” no trabalho da autora, depois da morte do seu marido, Victor Willing, “inicia a alteração da sensação de representação plástica de Paula Rego”.

Essa “mudança radical” é também ilustrada na série “A menina e o cão”, construída a partir dessa data, que, explicou Helena de Freitas, “exprime, de forma alegórica, a fase final da doença do seu marido, transpondo, na representação das duas figuras, a humana e a animal, uma coreografia de gestos quotidianos de dependência física e de violência psicológica”.

“É uma exposição que, de alguma forma, entra no campo das emoções. Todo o potencial emocional está muito presente”, acrescentou.

Um pilar central destes “núcleos temáticos e séries” que compõem a exposição é o “Anjo” (1998), a mulher que segura com uma mão a espada, com a outra uma esponja, “os símbolos da paixão”. Helena de Freitas considera a obra “fundamental” porque “ela transporta os símbolos do sofrimento da paixão” e sublinha a “dualidade, muito importante no trabalho da autora”.

O percurso termina — “ou pode começar” — com a “Mulher cão” (1994), “uma série muito forte, que também tem que ver com a paixão e com relações emocionais e que expõe o lado animal da mulher na relação com o amor”.

Na verdade, a directora encontra antes um fim n’”O Pillowman” (2004), “obra poderosíssima, muito complexa, que incorpora já a questão dos modelos e muitas memórias de Portugal”.

Fonte:

http://p3.publico.pt/cultura/exposicoes/2083/gulbenkian-paris-com-exposicao-de-paula-rego-ate-abril

http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=2265131

Os Muçulmanos na Península Ibérica

No século VIII (711) a Península Ibérica foi de novo invadida, desta vez pelos Muçulmanos vindos do Norte de África.

Quem eram os Muçulmanos?

Os Árabes são originários da Península da Arábia, uma zona desértica da Ásia, situada entre o Mar Vermelho e o Golfo Pérsico. Muito pobres, viviam divididos em tribos, dedicavam-se à pastorícia e ao transporte de mercadorias através do deserto. A sua principal cidade era Meca onde, no século VII, Maomet funda uma nova religião - o Islamismo - a que se converteram todas as tribos.

Os seguidores desta religião são os Muçulmanos.

Por que se expandiram os Muçulmanos?

Após a morte de Maomet, os Muçulmanos iniciaram a sua expansão para a Ásia, o Norte de África e a Península Ibérica.

Pretendiam:

- expandir o Islamismo, procurando converter outros povos à sua religião;

- procurar novas terras e riquezas, para melhorar as suas condições de vida.

Em 711, os Muçulmanos invadem a Península Ibérica, derrotam os Visigodos na batalha de Guadalete e em poucos anos ocupam todo o território, à excepção de uma zona a Norte, as Astúrias.

O período da Reconquista

Os Cristãos, refugiados nas Astúrias, no Norte da Península, organizaram a resistência aos Muçulmanos. Chefiados por Pelágio, têm a sua primeira grande vitória na Batalha de Covadonga, em 722. Forma-se o primeiro reino cristão, o Reino das Astúrias.

Estava iniciada a Reconquista Cristã, isto é, a recuperação de territórios em poder dos Muçulmanos.

Outros reinos se vão formando à medida que a Reconquista avança: Leão, Castela, Navarra, Aragão...

A Reconquista foi lenta, feita de avanços e recuos e durou cerca de oito séculos...

Mas nem sempre cristãos e muçulmanos estavam em guerra.

Houve também períodos de paz onde a convivência entre os dois povos era maior, permitindo a tolerância e o respeito por tradições, costumes, e até pela religião de cada um.

Fontes:

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/5_ano.htm

http://www.libanoshow.com/home/cultura_arabe/iberica.htm

 

À sombra do embondeiro, Olinda Gil

Acredito que a arte - seja ela pintura, literatura, poesia, música ou outra - quando nos toca o coração faz de nós pessoas melhores e mais felizes.

E espalhando estes conhecimentos podemos também fazer os outros mais felizes.

 A Estética que é a ciência da criação artística, do belo, ou filosofia da arte, tem como temas principais a génese da criação artística e da obra poética, a análise da linguagem artística, a conceptualização dos valores estéticos, as relações estre a forma e o conteúdo, a função da arte na vida humana e a influência da técnica na expressão artística.

Por isso vos deixo hoje uma poesia e uma pintura para apreciarem neste domingo frio.

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Fontes:

http://www.estudantedefilosofia.com.br/conceitos/estetica.php

http://www.citador.pt/poemas/a/fernando-pessoa

JOGOS OLÍMPICOS E A POLÍTICA DAS NAÇÕES

Desde 1896, de quatro em quatro anos, as nações do planeta reúnem-se em alguma parte do mundo, para a realização dos jogos olímpicos. São as chamadas olimpíadas de verão, seguidas pelos eventos menores – as olimpíadas de inverno e os jogos para-olímpicos, para deficientes físicos. A confraternização é feita através da disputa entre as nações, representadas pelos seus maiores atletas. Os jogos olímpicos representam hoje, um poderoso prestígio para os países que deles participam e para o país que recebe o evento. A sua realização tomou dimensões políticas profundas através dos tempos, onde todas as ideologias e regimes políticos do planeta, autoritários ou democráticos, neles respingaram e foram refletidos pelos povos da terra.
Originários na Grécia antiga, desde que foram recriados nos tempos atuais, os jogos olímpicos só deixaram de ser realizados em época de guerra: em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial (1914 -1918), e, em 1940 e 1944, durante a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945). Não só as duas guerras mundiais deixaram uma nuvem negra sobre os jogos, como também a Guerra Fria (1946 – 1989) e o terrorismo causaram danos irreversíveis à confraternização. Em tempos da globalização, os Jogos Olímpicos de Pequim, realizados em 2008, foram marcados pelas manifestações contra as repressões e à anexação do Tibet pela China. Mais de 100 anos se passaram desde que os jogos olímpicos da era moderna foram introduzidos no planeta, ruíram regimes e impérios, mas os problemas das nações estão longe de uma solução.

As Olimpíadas Através dos Tempos

Os primeiros jogos olímpicos surgiram na Grécia, por volta de 2700 a.C., como celebração aos deuses, principalmente a Zeus, o senhor do Olimpo. Eram realizados de quatro em quatro anos, reunindo atletas de todas as cidades gregas em Olímpia, cidade do Peloponeso. Os jogos serviam para manter a paz entre as cidades helénicas, servir e homenagear os deuses e, para manter a perfeição do corpo, que era uma das perseguições do ideal grego. No fim das competições, os atletas vitoriosos recebiam uma coroa de louros como prémio. A partir de 775 a.C., o local de realização dos jogos, Olímpia, cedeu o seu nome para o evento, que passou a ser chamado de jogos olímpicos.
Os jogos olímpicos foram realizados na Grécia até ao ano de 394 d.C. Com o surgimento do cristianismo e a conversão do mundo antigo a esta religião, o evento foi tido como resquício das tradições pagãs, os deuses tornaram-se mitos e, naquele ano, o imperador Teodósio II, já convertido ao cristianismo, ordenou o fim das olimpíadas gregas.
Só no fim do século XIX, o francês Pierre de Frédy, o Barão de Coubertin, organizou um congresso internacional em 23 de Junho de 1894, na Sorbonne, em Paris, para criar o Comité Olímpico Internacional (COI). Dois anos depois, em 1896, foram realizados os I Jogos Olímpicos, em Atenas, na Grécia, a pátria das olimpíadas da Antiguidade. Desde então, com exceção dos períodos de guerra, eles acontecem de quatro em quatro anos.

Evolução dos Jogos Atuais

Desde a sua criação, em 1896, os jogos olímpicos da era moderna, sofreram várias transformações, até adquirirem o formato atual.
Criado a princípio, para atletas masculinos, em 1900 passou a contar com a participação de atletas do sexo feminino.
A bandeira olímpica, branca com os cinco anéis entrelaçados, que representam os continentes (azul, Europa; amarelo, Ásia; preto, África; verde, Oceania e vermelho, América). Idealizada pelo Barão de Coubertin, em 1913, foi apresentada no congresso olímpico de 1914, em Alexandria (Grécia). Foi içada pela primeira vez nos jogos olímpicos de Antuérpia, em 1920. A mesma bandeira foi usada até 1984, nos jogos olímpicos de Los Angeles. Nas olimpíadas de Seul foi confeccionada uma nova bandeira. A bandeira deve ficar guardada no corredor da cidade anfitriã até os próximos jogos.
Em 1936, as olimpíadas de Berlim instituíram a chegada da tocha olímpica e o acender de uma pisa como parte da cerimónia de abertura.

As Olimpíadas e a Política das Nações

Os reflexos da política dos regimes instituídos pelas nações, tornaram-se claros nas olimpíadas de Berlim, em 1936. A Alemanha nazi estava no seu auge. Hitler queria provar a superioridade da raça ariana diante do mundo. Ele próprio supervisionou os preparativos dos jogos, o evento foi usado como máquina de propaganda do estado nazi. O mundo viu surgir superatletas alemães, e, com mais surpresa, negros americanos a superar os titãs arianos. James Cleveland, o Jesse Owens, ganhou quatro medalhas de ouro. Hitler recusou-se a entregar, através das suas mãos, as medalhas ao atleta, enviando um representante de hierarquia inferior para fazê-lo. Foram os últimos jogos olímpicos até o fim da Segunda Guerra Mundial, que só retornariam em 1948, em Londres.
Com o fim das guerras mundiais, o surgimento da guerra fria, onde Estados Unidos e União Soviética lutavam pelo poder no mundo, marcou e caracterizou os jogos até às olimpíadas de Seul, em 1988, um ano antes da queda do muro de Berlim.
Os dois países disputaram medalha a medalha, fazendo de cada uma delas a propaganda e símbolo do poder dos regimes que representavam no planeta.
O terrorismo deixou marcas indeléveis nos jogos olímpicos. A maior tragédia aconteceu nos jogos olímpicos de Munique, na então Alemanha Ocidental, em 1972 . Em 5 de setembro, terroristas árabes do Movimento Setembro Negro, invadiram a vila olímpica, mataram dois membros da equipa de Israel e fizeram outros nove de reféns, resultando na morte de 11 israelitas (David Berger, Ze'ev Friedman, Joseph Gottfreund, Eliezer Halfin, Joseph Romano, Andrei Schpitzer, Amitsur Shapira, Kahat Shor, Mark Slavin, Yaakov Springer e Moshe Weinberg). Os jogos olímpicos foram paralisados por 34 horas devido ao "Massacre de Munique".
Nas olimpíadas de Montreal, no Canadá, em 1976 , atletas de Camarões, Egito, Marrocos e Tunísia competiram antes dos seus países se retirarem dos jogos olímpicos, devido ao boicote anti-Apartheid, 28 países (26 países, além de Iraque e Guiana) boicotaram os jogos olímpicos devido à participação da Nova Zelândia. A seleção da Nova Zelândia de rugby union (All Blacks) realizou uma excursão à África do Sul, país banido pela política racial do Apartheid.
Em 1979, a União Soviética invadiu o Afeganistão. As consequências políticas desta invasão vieram nas olimpíadas de Moscovo, ex-União Soviética, em 1980, 70 países liderados pelos Estados Unidos, boicotaram os jogos, em protesto à invasão soviética do Afeganistão.
Atletas da Libéria desfilaram na cerimónia de abertura, mas o país se retirou dos jogos. França, Portugal, Reino Unido e outros países ocidentais, aderiram ao boicote, mas não proibiram os seus atletas de disputar as competições, enviaram delegações menores e competiram sob a Bandeira Olímpica.
Em 1984, nas olimpíadas de Los Angeles, EUA, foi a vez do boicote soviético, que afastou 15 países socialistas das competições. A União Soviética alegou que a autoridades norte-americanas faziam dos jogos uma arena política e que não garantiam a segurança dos seus atletas.
Em 1988, quando a União Soviética e os regimes socialistas europeus entravam no crepúsculo da sua existência, a guerra fria, já agonizante, atingia os jogos olímpicos de Seul, Coréia do Sul: em solidariedade à Coréia do Norte, que se afastou dos jogos por não lhe ser permitindo sediar parte deles, Cuba boicotou o evento. A Nicarágua declinou do convite devido à sua situação política interna. É a ultima olimpíada da União Soviética, que voltaria ainda em 1992, em Barcelona, já desfeita e com o nome de Comunidade de Estados Independentes (CEI).
Mas para quem pensou que os conflitos encerrar-se-iam com o fim da guerra fria, surpreendeu-se quando, em 1996, no aniversário dos 100 anos dos jogos, quando as olimpíadas de Atlanta, Estados Unidos, foram marcadas pela volta do terrorismo, com a explosão de uma bomba no Parque Olímpico, que matou duas pessoas, trazendo a sombra do medo de volta ao cenário olímpico.
Em 2008, nas olimpíadas de Pequim, na China, a tocha olímpica foi impedida de dar a volta aos continentes pacificamente. Em Paris, Londres e São Francisco, violentas manifestações a favor do Tibet, impediram que o tradicional desfile da tocha seguisse tranquilamente a sua volta ao mundo. Mudam-se os tempos, mas o autoritarismo das nações continua a ser a grande mancha negra da confraternização dos jogos olímpicos. Aguardemos as olímpiadas que se realizarão este ano em Londres.

Cronologia das Olimpíadas:

1896 - I Olimpíada - Atenas, Grécia
1900 - II Olimpíada - Paris, França
1904 - III Olimpíada - Saint Louis, Estados Unidos
1908 - IV Olimpíada - Londres, Reino Unido
1912 - V Olimpíada - Estocolmo, Suécia
1916 - VI Olimpíada - Não realizada
1920 - VII Olimpíada - Antuérpia, Bélgica
1924 - VIII Olimpíada - Paris, França
1928 - IX Olimpíada - Amsterdã, Holanda
1932 - X Olimpíada - Los Angeles, Estados Unidos
1936 - XI Olimpíada - Berlim, Alemanha
1940 - XII Olimpíada - Não realizada
1944 - XIII Olimpíada - Não realizada
1948 - XIV Olimpíada - Londres, Reino Unido
1952 - XV Olimpíada - Helsinque, Finlândia
1956 - XVI Olimpíada - Melbourne, Austrália
1960 - XVII Olimpíada - Roma, Itália
1964 - XVIII Olimpíada - Tóquio, Japão
1968 - XIX Olimpíada - Cidade do México, México
1972 - XX Olimpíada - Munique, Alemanha Ocidental
1976 - XXI Olimpíada - Montreal, Canadá
1980 - XXII Olimpíada - Moscou, União Soviética
1984 - XXIII Olimpíada - Los Angeles, Estados Unidos
1988 - XXIV Olimpíada - Seul, Coréia do Sul
1992 - XXV Olimpíada - Barcelona, Espanha
1996 - XXVI Olimpíada - Atlanta, Estados Unidos
2000 - XXVII Olimpíada - Sydney, Austrália
2004 - XXVIII Olimpíada - Atenas, Grécia
2008 - XXIX Olimpíada - Pequim, China
2012 - XXX Olimpíada - Londres, Inglaterra
Quarenta obras de 27 artistas plásticos moçambicanos estão expostas em Maputo para homenagear Malangatana, «um artista do universo» que os promotores da iniciativa consideram «um mestre que dava aulas sem se aperceber que estava a ensinar».

Noel Langa, Samate Mulungo, Ídasse Tembe, João Tinga e Victor de Souza são alguns dos mais conceituados artistas plásticos moçambicanos que expõem as suas obras na Fortaleza de Maputo, capital de Moçambique, desde o início desta semana até 9 de Fevereiro próximo.

A iniciativa, que conta com a participação especial de 12 desenhos de alunos da Escola Municipal Amorim Lima de São Paulo, no Brasil, visa «recordar Malangatana, valorizar e enaltecer a vida e sua obra como pessoa e artista do universo», disse à Lusa João Tinga.

Esta exposição está inserida nas várias actividades que vão marcar 2012 pela passagem do primeiro ano após a morte de Malangatana Valente Ngwenya.

O pintor moçambicano Malangatana morreu há um ano, a 5 de Janeiro de 2011, em Portugal, vítima de doença.

O tributo faz parte das várias actividades que, até ao final do ano, serão levadas a cabo pela família e amigos para recordar aquele que foi poeta, actor, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais, filantropo e até deputado da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência.

«É um gesto que significa o termómetro da consciência do artista perante a causa de Matalana», a povoação onde Malangatana nasceu, no distrito de Marracuene, arredores de Maputo, disse o pintor Ídasse Tembe.

Até ao final do ano, a Fundação Malangatana, recentemente lançada, deverá realizar diversas acções de promoção da obra do artista plástico, nomeadamente a publicação a título póstumo de seus escritos poéticos.

Mas, para João Tinga, «a melhor forma de preservar e valorizar a obra de Malangatana é criar condições para que todo o tipo de criança possa estudar arte de Moçambique».

«Em qualquer parte do mundo vemos o nome de Picasso em museus, lá onde tem tudo escrito e existe documentação clara sobre quem foi quem. No nosso caso também é necessário isso», considerou João Tinga.

De resto, é importante que a nova geração conheça o percurso do «mestre que dava aulas sem se aperceber que estava a ensinar», defendeu, por seu turno, o pintor moçambicano Vitor de Souza, lembrando que, após a morte de Malangatana, «o tempo e a tristeza parou um pouco o movimento artístico em Moçambique».

Vitor de Souza foi um dos alunos de Malanganta e recorda que «estar perto dele, mesmo por um minuto, era como quem estivesse numa aula por uma hora de tempo, era necessário apenas que a gente estivesse atenta».

Durante quase um mês, na Fortaleza de Maputo, fica exposto um conjunto de mensagens, nomeadamente do presidente moçambicano, Armando Guebuza, por ocasião da morte de Malangatana, e um conjunto de recortes de imprensa referentes à situação.

A homenagem conta igualmente com a participação de apenas um artista plástico da nova geração, Nhongwene, para quem a iniciativa representa «uma oportunidade de aprender».

«É uma oportunidade de aprender, porque tanto como eu estou aprender com a obra de Malangatana, tenho a certeza de que muita gente irá aprender, porque servirá de um espelho para vários artistas, os emergentes e os já conceituados», considerou.

Fontes:

http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=38822#.Txk7FaWUESw.facebook

http://opais.sapo.mz/index.php/component/content/article/82-cultura/18492-um-espirito-que-une-31-artistas.html

Hoje vou falar-vos de um homem que tem contribuído há mais de quarenta anos para o desenvolvimento cultural do interior do Alentejo. Chama-se António Feliciano mas é como: “vendedor de sonhos”, que é conhecido há mais de 4 décadas, confundindo-se o seu nome com Felicidade, o sentimento que tem oferecido a milhares de pessoas através do seu cinema ambulante, paixão de uma vida, feita de muitas paragens e milhares de km pelas estradas do pais.  

 António Feliciano, «um dos mais carismáticos projeccionistas ambulantes do país».
«É um homem daqueles que já quase não existe, que anda com uma carrinha pelas aldeias a mostrar cinema», frisa Francisco Antunes, lembrando ainda os tempos em que o Cinema Girassol funcionava ao ar livre.

 Atualmente é dono do Cinema Girasol em Milfontes, nos primeiros tempos começou por ser uma esplanada de exibição de filmes ao ar livre, um pouco na sequência do tradicional cinema ambulante. Com o passar dos anos, a sala foi beneficiando de sequenciais e sistemáticos melhoramentos até ao ponto de excelência em que hoje se encontra.
Hoje a sala comporta o segundo maior ecrã a sul do Tejo, com 60 metros quadrados de área útil.

A sala tem 25 metros de comprimento, 17 metros de largura, e 5,5 metros de altura, sendo a distância da primeira fila ao ecrã de 6 metros, o que permite a bom visionamento à totalidade dos espectadores da sala. A qualidade do som, equiparada à das melhores salas de cinema do país, é providenciada pela tecnologia DolbyTM Stereo Surround.


A supervisão das boas condições da sala é feita todas as noites pelo próprio
gerente (e proprietário) do cinetetro, António Feliciano

Parabéns ao António Feliciano!

Fontes:

http://www.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=21438&e_id=5&c_id=8&dif=tv&hora=21:31&dia=31-07-2011

http://www.milfontes.net/cineteatro/

http://www.tvi24.iol.pt/cinebox/cinema-odemira-alentejo-festival-cinema-digital-iol-cinema/956817-4059.html

http://aeiou.visao.pt/cinema-paraiso-a-portuguesa=f632719

Localizada no sudeste da Europa, junto da Ásia e da África, a Grécia é o berço de nascimento da Democracia, da Filosofia ocidental, dos Jogos Olímpicos, da Literatura ocidental, e da historiografia,  bem como da ciência política e dos mais importantes princípios matemáticos, e também o berço de nascimento do teatro ocidental, incluindo os géneros do drama, da tragédia e da comédia.  
O monte OLIMPO, morada dos Deuses gregos.

Com a cristianização do mundo grego, os seus deuses idealizados, por trazerem características por demais humanas (ódio, cólera, amor, alegria...), deixaram de ser venerados como divindades e tornaram-se mitos. A palavra mitologia (do grego mythos, significando fábula, e logos, tratado), designa o conjunto de fábulas e lendas que determinado povo imaginou e o estudo dos mesmos. Enquanto religião, os deuses gregos conciliavam o homem com a natureza, explicando princípios básicos da vida, como nascer, viver e morrer, sem criar vínculos do homem à divindade, sem codificações da deidade num Livro Sagrado. Os deuses gregos isentam aquele povo dos conceitos do que é sacro e do que é pecado. Os deuses espelham os homens, com todas as suas qualidades e defeitos, tendo apenas na imortalidade a superioridade deles.

As Gerações do Poder dos Deuses

No princípio, do misterioso Caos emanaram todas as formas materiais da vida. Dele emergiu Gaia, a mãe Terra, que sozinha gerou Urano (Céu). Gaia une-se a Urano, que a fecunda constantemente, e deles nascem os Titãs, os Ciclopes, monstros de um só olho, e os Hecatonquiros, gigantes de cem braços e cinquenta cabeças. Urano reina ao lado dos doze filhos titãs, mas não suporta ver a face horrenda dos outros filhos, os ciclopes e os hecatonquiros, aprisionando-os no interior da Terra. Presos sem ver a luz, os filhos de Gaia e de Urano são responsáveis pela força indomável da natureza, causadores das desordens e cataclismos, como os vulcões, os terremotos, as tempestades e os furacões. A primeira geração de deuses governada por Urano e por sua mulher Gaia, personifica a força material da natureza, a sua desordem.
Desde que se unira a Urano, o ventre de Gaia não parou de gerar um único dia. Cronos (Saturno), o deus do tempo, um dos titãs, revolta-se contra o pai, por este fecundar incessantemente à mãe, trazendo-lhe sofrimentos com uma prole indomável e por ver os filhos prisioneiros. Para que Gaia não continue gerando infinitamente, Cronos corta, com uma foice afiada pela própria mãe, os testículos do pai. Sendo a foice o símbolo da morte para os gregos, quem morre não é Urano, visto que é imortal, mas o seu reinado.
Cronos, ao lado da titânia Réia (Cibele), sua esposa e irmã, estabelece o segundo reinado dos deuses sobre a Terra e os homens. Já não é o reinado da desordem criadora, e sim da era pré-consciente da humanidade. Cronos, o tempo, está cego, perdido na evolução da vida e da ordem natural. A vida não explica a si mesma, apenas fervilha.
Com Réia, Cronos gera três filhas, Héstia (Vesta), Deméter (Ceres) e Hera (Juno), e três filhos, Hades (Plutão), Poseidon (Netuno) e Zeus (Júpiter). Alertado pela profecia de um oráculo, que um dos filhos o iria destronar, Cronos devora cada um deles tão logo nascem. Réia salva Zeus de ser devorado, quando este nasce, entrega ao marido uma pedra enrolada em várias tiras de pano, para que ele o devore a pensar tratar-se do filho.
Salvo de ser devorado, Zeus seria criado pelas Ninfas em Creta, longe do pai. Crescido, Zeus destrona o pai, obriga-o a ingerir uma poção que o faz vomitar todos os filhos devorados, que cresceram dentro dele. Ao lado dos irmãos, Zeus trava uma luta de dez anos pelo poder, vencendo os Titãs e os Gigantes. Torna-se o senhor de todos os deuses, dividindo com os irmãos o domínio do mundo: a Zeus coube o reino do céu e da terra, a Poseidon o mar, e a Hades, as profundezas terrestres, chamadas de Érebo ou Infernos.
O terceiro e definitivo reinado dos deuses é feito por Zeus, casado com a sua irmã Hera. Zeus ordena o universo definitivamente, estabelecendo o princípio divino da espiritualidade, é afirmação da ordem sobre a desordem. No reinado de Zeus surgirá a geração dos deuses Olímpicos.
Zeus reina de cima do Monte Olimpo, o ponto mais alto de toda a Grécia. Outros deuses reinarão ao seu lado, formando os doze deuses do Olimpo, seis deusas e seis deuses. Há três listas diferentes referentes aos doze deuses do Olimpo:
1 – Zeus, Poseidon, Apolo, Ares (Marte), Hermes (Mercúrio), Hefestos (Vulcano), Hera, Héstia, Deméter, Afrodite (Vénus), Atena (Minerva) e Artémis (Diana).
Nesta primeira lista Dioniso (Baco), o deus do vinho, não é considerado como um dos doze deuses do Olimpo.
2 – Zeus, Poseidon, Apolo, Ares, Hermes, Hefestos, Dioniso, Hera, Deméter, Afrodite, Atena e Artémis.
Nesta lista, segue a versão de que, ao chegar ao Olimpo, Dioniso expulsou Héstia, a deusa do lar, de seu posto junto a Zeus, ocupando este lugar privilegiado, afirmando-se para sempre como divindade. Aqui há um desequilíbrio em relação ao sexo dos deuses, há 7 deuses e 5 deusas, o que faz da lista a menos reconhecida.
3 – Zeus, Apolo, Ares, Hermes, Hefestos, Dioniso, Hera, Héstia, Deméter, Afrodite, Atena e Artémis.
Nesta lista, Poseidon, senhor dos mares, governa num castelo nas profundezas dos oceanos, não participando do reinado do irmão no Olimpo, apesar de integrar das decisões do conselho Olímpico.
Hades, senhor dos mortos, participa do conselho Olímpico, mas reina sozinho na escuridão do mundo, sobre os mortos, por isto não consta em nenhuma das listas.

Zeus, o Pai dos Deuses

Zeus, o Júpiter da mitologia romana, é o mais jovem dos crónidas (filhos de Cronos). Salvo por Réia de ser devorado por Cronos, cresce em Creta, aos cuidados das Ninfas e dos Curetes, jovens sacerdotes da mãe. Zeus destrona o pai Cronos, obriga-o a ingerir uma poção que o faz vomitar os filhos devorados. Divide o domínio do mundo com os irmãos, cabendo-lhe o céu e a terra.
Como rei absoluto, Zeus comanda o Olimpo e os homens. É considerado o pai dos deuses, dos semideuses, dos heróis e dos homens. Para manter a prole e a paternidade que lhe garantem o poder sobre os deuses, o senhor do Olimpo une-se a um grande número de deusas e de mulheres mortais, desafiando os ciúmes da sua mulher Hera. Todas as grandes cidades da Grécia antiga tinham como patrono um filho de Zeus. O deus tem como arma os raios e os trovões, estabelece a disciplina entre os deuses e os homens, protegendo-os e assegurando-lhes a ordem.

Hera, a Ciumenta Esposa de Zeus

Hera, a Juno da mitologia romana, filha de Cronos e Réia, reina no Olimpo, ao lado do marido Zeus. Temida por seu caráter essencialmente vingativo e ciumento, Hera persegue todas as amantes e filhos do marido. A deusa é a imagem do caráter humano movido pelo ciúme, sendo a mais realista e humana dos mitos gregos. Hera é a personificação do elemento fundamental da família. Seu ciúme reflete o momento pelo qual a cultura grega passava, abandonando de vez a poligamia e adotando a monogamia na família. A deusa era cultuada principalmente pelas mulheres, representava a fidelidade e as boas relações entre os casais. Era a deusa do amor conjugal. Nas artes era representada como uma jovem mulher bela e um pouco severa. Seus poderes sobre o Olimpo e os demais deuses, são iguais aos do marido.

Deméter, a Deusa da Agricultura

Deméter, a Ceres da mitologia romana, uma das filhas de Cronos e Réia, ao nascer, foi devorada pelo pai, mais tarde é salva pelo irmão Zeus. É uma deusa de caráter agrário, responsável pela fertilidade da terra, das colheitas e da civilização. Representa a mulher da civilização helénica, que nos tempos mais remotos da sua história, tinha como costume a dedicação dos homens à caça, à pesca e às armas, enquanto as mulheres cuidavam da casa e do campo. Deméter ajuda os mortais a plantar os grãos e a cultivar a terra. Quando sua filha Core (Prosérpina) é raptada por Hades, o senhor dos infernos, e levada para o seu reino nas trevas, Deméter abandona o mundo à fome. Para que a humanidade não pereça com as trevas nos campos, Zeus interfere, fazendo um acordo entre a deusa da agricultura e o senhor dos mortos: Core ficaria seis meses ao lado de Hades, no mundo das trevas, e seis meses na terra, ao lado da mãe. Assim, quando Core retorna do Érebo, surge a primavera, Deméter volta aos campos e garante uma boa colheita no verão, quando Core retorna para junto do marido, Deméter deixa os campos para chorar a filha, surgindo o outono e o inverno das lágrimas da deusa.

Héstia, a Fria Deusa da Castidade

Héstia, a Vesta da mitologia romana, a primeira filha de Cronos e Réia, foi devorada pelo pai quando nasceu. Bela e fria, Héstia foi cortejada e amada pelos deuses Apolo e Poseidon, mas não sentiu amor ou paixão por nenhum deles, recusando-os e fazendo voto de castidade. Recebeu de Zeus a honra de ser venerada em todos os lares, ser incluída em todos os sacrifícios e permanecer imóvel no seu palácio, cercada pelo respeito dos deuses e dos mortais. É a divindade do fogo que aquece os lares (héstia em grego significa o fogo da lareira), das virgens (as vestais da Roma antiga) e protetora da família, dos lares. Todas as cidades antigas possuíam o fogo de Héstia, mantido aceso nos palácios em que se reuniam os representantes das tribos. Héstia era representada como uma mulher jovem, com um véu sobre a cabeça e os ombros. Uma das lendas diz que Héstia, destronada por Dioniso, deixou de ser uma das doze divindades do Olimpo.

Poseidon, Senhor dos Mares

Poseidon, o Neptuno da mitologia romana, filho de Cronos e Réia, é o deus dos oceanos, dos terremotos e dos maremotos. Grande parte do território grego é constituído por ilhas no Mar Egeu, daí a grande importância do culto a Poseidon pelos helenos. O senhor dos mares habita, segundo a tradição do mito, um palácio nas profundezas do Egeu. Percorre os mares numa carruagem atrelada a velozes cavalos de cascos de bronze e crinas de ouro, trazendo o tridente nas mãos, sendo acompanhado por uma comitiva de Sereias, Nereidas, Ninfas, Centauros marinhos e delfins. É o deus pai de Teseu, o mais célebre dos heróis de Atenas. Também é pai de monstros como a Medusa. É um deus impetuoso, venerado pelos pescadores, navegantes e mercadores dos mares. Apesar da sua grande influência sobre o Olimpo, às vezes não é identificado como um dos doze deuses Olímpicos, tendo o seu reinado sobre as águas dos mares.

Afrodite, a Deusa do Amor

Afrodite, a Vénus da mitologia romana, nasceu da espuma do mar. Quando Cronos cortou os testículos de Urano, atirando-os ao mar, formou-se uma enorme espuma dos órgãos arrancados, da qual surgiu Afrodite, a mais bela de todas as deusas. Afrodite é a deusa do amor, a maior força que conduz o homem. Esta força pode ser a do sentimento mais profundo, como a do desejo sexual insaciável e destrutivo, o amor pode engrandecer o homem, como levá-lo à loucura. É a deusa da força primaveril, que traz o esplendor anual das plantas e a renovação da vida pelo amor, sempre em paralelo com a vida humana e a vegetal, pois a agricultura conduz a força da civilização helénica. Sem a primavera não há a fertilidade, não há a renovação da vida, não há o futuro. Foi obrigada por Zeus a casar-se com Hefestos, o deus feio e coxo dos vulcões. Afrodite trai sem culpa o marido com os mais belos deuses: Ares, Hermes e Dioniso, ou com os mortais Adónis e Anquises.

Ares, o Cruel Deus da Guerra

Ares, o Marte da mitologia romana, filho de Zeus e Hera, é o deus da guerra, inseparável companheiro do Terror e da Discórdia, é a face destrutiva da guerra, representa a crueldade das batalhas, o sangue derramado, a discórdia sem lados, sem vencedores, apenas o ódio cego das batalhas. Os gregos relutavam em cultuar Ares, que não oferecia a sua proteção a cidade alguma, apenas dominava o ódio. O deus jamais foi aceite inteiramente pela sociedade grega, que não admitia a violência e a brutalidade. A origem ao seu culto provinha dos trácios, povo belicoso, considerado desprezível pelos helenos. Ares é o pai dos deuses que personificavam a discórdia: Fobos, Deimos e Éris. Da sua união com Afrodite nasceram Cupido e Harmonia.

Atena, a Deusa da Sabedoria

Atena, a Minerva da mitologia romana, nasceu da cabeça de Zeus. O senhor do Olimpo uniu-se a Métis e fecundou-a, mas o oráculo previu que o próximo filho desta união destronaria Zeus, assim como ele fizera a Cronos. Para evitar que a profecia viesse a se concretizar, engoliu Métis. Tempos depois, despontou da sua cabeça a bela Atena, deusa da guerra estratégica, da luta racional e justa. Ao contrário de Ares, que provocava o horror da guerra, Atena protegia o guerreiro. Protetora e sábia, era ela que conduzia os gregos na defesa dos nobres ideais, na difusão da cultura e na instauração da paz. Atena manteve-se virgem, jamais amou homem algum ou teve filhos. Era a deusa mais cultuada pelos gregos, principalmente na Acrópole, em Atenas, cidade que leva o seu nome.

Hefestos, o Artesão dos Deuses

Hefestos, o Vulcano da mitologia romana, filho de Zeus e Hera, nasceu coxo, envergonhando a mãe diante dos deuses do Olimpo. Para não apresentar o filho imperfeito aos deuses, a esposa de Zeus atirou-o do Olimpo ao mar. Hefestos teria sido salvo pela nereida Tétis e sua amiga Eurínome, que criaram o feio deus como um filho. Hefestos tornou-se um habilidoso artesão dos metais, senhor do fogo e da forja. Deus do fogo e dos vulcões, é a imagem divina do artesão perfeito. Quando adulto, presenteou a mãe Hera com um trono de ouro, ao sentar-se sobre o presente, a deusa ficou aprisionada. Era a vingança à mãe que o rejeitara. Só aceitou libertar Hera daquela prisão, quando Zeus lhe deu como esposa a mais bela das deusas, Afrodite. Hefestos tinha a sua oficina na ilha de Lemnos, onde era auxiliado por divindades menores ligadas ao fogo e à metalurgia. O mito de Hefestos representava a preocupação dos gregos com a genética. Era uma forma de alertar para os perigos dos filhos deformados nascidos da união entre irmãos, como eram Hera e Zeus.

Hermes, o Mensageiro dos Deuses

Hermes, o Mercúrio da mitologia romana, filho de Zeus e Maia, é o esperto deus dos viajantes, dos mercadores e dos ladrões. Corredor infatigável, o deus viaja por todas as partes entre a Terra e o Olimpo, como mensageiro dos deuses. Por esta desenvoltura, era representado pelos gregos como viril, modelo de juventude e ideal de juventude, sua veneração era feita nos estádios e ginásios. Era tido como o deus que inventara o pugilato e as carreiras atléticas, sendo o patrono dos desportistas. Foi o deus que inventou a lira, sendo cultuado pelos poetas e cantores. Traz chapéu e sandálias providos de pequenas asas que o ajudam a correr como o vento. Pai de vários filhos, os mais conhecidos da sua prole são: Pã, fruto da sua união com a ninfa Driopéia, e Hermafrodito, ser de dupla natureza, homem e mulher ao mesmo tempo, da sua união com Afrodite.

Apolo, o Deus Solar

Filho de Zeus e Latona, irmão gémeo da deusa Artémis, Apolo era o cultuado deus da luz, rompendo a escuridão do mundo, iluminando a obscuridade da ignorância e tecendo o brilho do dom da poesia e das artes. O deus tinha muitas faces, múltiplas funções. Era o condutor dos pastores, multiplicador das colheitas, iluminava o caminho dos navegantes, protegia os médicos e a saúde, inspirava os artistas, e adivinhava o futuro dos homens nos seus oráculos. Era visto como deus da perfeição da beleza grega. Apolo era a superioridade do belo sobre o feio, do sublime sobre o vulgar, do ideal de beleza absoluta. É pai de Esculápio, mítica figura de médico. Amou Dafne, ninfa que fizera voto de castidade aos deuses, perseguida pelo deus da luz, implorou a Gaia que a ajudasse, sendo transformada em um loureiro sagrado. Trágico também foi o seu amor pelo belo Jacinto, disputado com Zéfiro. Enciumado, Zéfiro fez com que Apolo atingisse mortalmente o amado quando arremessava um disco. Triste, o deus transformou o sangue do amante numa flor que leva o seu nome. Deus da poesia e da beleza, Apolo é sempre seguido pelas nove Musas e pelas três Graças, nos seus passeios pelos vales do Parnaso ou pelos bosques da Arcádia.

Artémis, a Virginal Deusa da Caça

Artemis, a Diana da mitologia romana, irmã gémea de Apolo, filha de Zeus e da titânia Latona. A lenda dizia que Artemis nascera no sexto mês de gestação e Apolo no sétimo. Era a deusa da Lua e da caça, pediu a Zeus que lhe desse como apanágio a virgindade eterna. Artemis nunca amou nenhum mortal ou deus, nunca teve filhos, era a imagem da altiva rainha da natureza selvagem. Tem como animal símbolo o cervo. De uma beleza rara, a deusa emana o fulgor e vigor das caçadoras dos bosques, trazendo sempre consigo o arco e as setas. Como deusa da Lua, acreditava-se que exercia influência sobre alguns fenómenos naturais. A sua pureza virginal refletia o contacto direto do homem com a natureza, sem destruí-la ou ofendê-la.

Dioniso, o Poderoso Deus do Vinho

Dioniso, o Baco da mitologia romana, filho de Zeus e da mortal Sêmele, uma princesa tebana. Sendo filho de pai divino e mãe mortal, Dioniso não era aceite como deus. A lenda do mito de Dioniso diz que ele descobriu a uva, uma fruta desconhecida, extraindo dela o vinho, bebida de efeitos poderosos. Dioniso utilizou-se dos efeitos do vinho para impor a sua divindade aos homens e aos seres olímpicos. Era o deus do vinho, da alegria, da embriaguez, das festas, da colheita e da fertilidade.O deus era seguido pelas Menades (as Bacantes dos romanos), jovens mulheres que simulavam delírios dionisíacos, celebrando as orgias com gritos e danças desnorteadas. Com o seu cortejo, Dioniso viajava pela Grécia antiga, propiciando aos devotos alegria e felicidade. Através do vinho, as preocupações deixavam os corações humanos e os medos sucumbiam. A coragem crescia, a vida refulgia em seu esplendor. A embriaguez produzia além do prazer e da esperança, a selvageria e a loucura. O culto a Dioniso está ligado às origens do teatro. Com Afrodite, o deus gerou Príapo, famoso por seu vigor fálico. Uniu-se a Ariadne, com quem viveu para sempre.
Fontes:
A última obra de Malangatana foi leiloada por 242.500 dólares (169.923 euros), mas ainda falta apurar se foi atingido o valor de reserva da licitação, para decidir a entrega da peça, informaram hoje os promotores do leilão.

O leilão da obra, uma pintura sobre um Fiat 500, que o artista conclui pouco antes de morrer, em Janeiro último, foi lançado em Abril deste ano e o resultado da venda destina-se à fundação criada pelo pintor.

A primeira licitação pela viatura, baptizada A Italiana, foi feita pelo banco BCI, do grupo português CGD, em Maio, no valor de 103 mil euros, mas o leilão encerrou na noite de quarta-feira, com uma arrematação final de 242.500 dólares.

A Italiana foi licitada online por 242.500 dólares americanos, mais 117.500 dólares (82.336 euros) do valor base de licitação, que era de 125.000 dólares (87.594 euros), refere a nota de imprensa da empresa responsável pela estratégia de comunicação do leilão.

O comunicado diz que, nos próximos dias, o Grupo João Ferreira dos Santos, que ofereceu o automóvel, e a Fundação Malangatana, beneficiária do resultado do leilão, «decidirão se foi atingido o valor de reserva previsto neste tipo de leilões e anunciarão aos moçambicanos e ao mundo o destino final de 'A Italiana'».

Malangatana Valente Ngwenha, falecido aos 74 anos, no Porto, é considerado por muitos o melhor pintor africano.

Lusa/SOL

Fonte:

http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=23659#.TwmKC-TKg7c.facebook

http://comunidade.sol.pt/blogs/olindagil/archive/2011/04/07/Apresento_2D00_vos-a-_FA00_ltima-obra-de-Malangatana_3A00_-_2200_A-Italiana_2200_.aspx

Em 1755 (dia 1 de Novembro), Lisboa sofre um grande terramoto. A cidade ficou destruída e foi o Marquês de Pombal que tomou medidas para "cuidar dos vivos e enterrar os mortos ". Morreram mais de 20 000 pessoas e ficaram em ruínas cerca de 10 000 edifícios.

O próprio Marquês de Pombal acompanhou a reconstrução de Lisboa. Decidiu arrasar a "Baixa" e aí construir uma zona nova - a Lisboa pombalina - com características próprias:

 - ruas largas e perpendiculares, com passeios largos e calcetados;

Estrutura das casas pombalinas.

 - edifícios harmoniosos, todos da mesma altura, com varandas de ferro forjado, e construídas com um sistema anti-sismos;

 - uma grande praça - a Praça do Comércio - construída no local do antigo Terreiro do Paço, onde iam dar as ruas "nobres" da cidade.

 Casas Pombalinas construídas pelos alunos do 6ºA e do 6ºB.

Casas Pombalinas

 

Fontes:

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/11.7.htm

http://www.infopedia.pt/$terramoto-de-1755-e-reconstrucao-pombalina

Elisabete Jacinto é professora de geografia. É também a primeira mulher a conquistar uma prova da Taça do Mundo de todo-o-terreno em camião. O percurso até ao topo não foi desprovido de areias movediças, mas na bagagem traz muitos ensinamentos para partilhar.

Há muitos anos que acompanho a carreira desta Grande Mulher e hoje resolvi fazer-lhe uma homenagem.

África Eco Race 2012

Atenção, abrirá numa nova janela.
tt1Elisabete Jacinto na grande maratona africana

O rosto de quem comanda o camião é feminino, mas a determinação e a garra são semelhantes às de outro piloto qualquer. Elisabete Jacinto vai participar na quarta edição da África Eco Race e ambiciona conquistar um dos lugares do pódio.

O que poderia ter sido apenas uma brincadeira, que começou com a compra de uma moto Cagiva Elefant 125, transformou-se numa paixão pelo todo-o-terreno em versão feminina.
Elisabete Jacinto, professora de geografia, autora de manuais escolares e co-autora da Banda Desenhada (BD) “Os Portugas no Dakar”, já está a postos para participar no rali África Eco Race, que se realiza entre os dias 27 de dezembro e 8 de janeiro. Nos comandos do camião MAN TGS, a piloto portuguesa ambiciona conquistar os lugares de topo da classificação numa prova que será “o grande desafio da temporada”.
temporada”.

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Nova Etapa, empresa de consultoria e formação de recursos humanos, organizou o seminário “Persistência e determinação para vencer” que se realizou dia 29 de Setembro em Lisboa.

No desporto motorizado, como em qualquer área da vida, o importante é definir objectivos e não desistir até cortar a meta. As pedras no caminho não
nos fazem só tropeçar, ajudam a cimentar a estrada. Há que saber transformar os obstáculos em oportunidades
” afirma Elisabete Jacinto.

Apanhe boleia da piloto e venha perceber o que faz de Elisabete Jacinto, uma vencedora em território de homens. Serão focadas, entre outras, técnicas de motivação, trabalho de equipa e gestão de stress. Ensinamentos para aplicar no dia-a-dia, no ambiente de trabalho e até quem sabe, numa corrida.

Diz que continua a correr "pelo gozo da superação", reconhece que o desporto a "tornou uma pessoa mais forte, mais segura, mais capaz e com uma visão mais correcta do Mundo".

A Nova Etapa, fundada em 1993, é líder na consultadoria de formação e recursos humanos. Sedeada em Lisboa, conta com filiais no Porto, Coimbra e Quarteira e parcerias em todo o país. A nível internacional, tem representação directa na Roménia e projectos realizados em Angola. Está acreditada pela DGERT (Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) e foi a primeira empresa nacional a obter a homologação no curso de formação pedagógica de formadores à distância. Conta com mais de 100 formadores externos, tem uma oferta superior a 400 cursos e realiza acções em formato presencial, e-Learning e b-Learning. Ao longo destes 16 anos, já formou mais de 60 mil profissionais num total de 3,5 milhões de horas de formação.

Parabéns à colega Elisabete Jacinto!

Para mais informações consulte a página da Nova Etapa.

Fontes:

http://www.portaldohomem.pt/lazer/cursoseworkshops/3526-Aprenda-vencer-com-Elisabete-Jacinto.html

http://www.viva-porto.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=3876:africa-eco-race-2012&catid=14:reportagem&Itemid=27

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/elisabete-jacinto-as-mulheres-sao-gestoras-mais-frias

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