
Com a cristianização do mundo grego, os seus deuses idealizados, por
trazerem características por demais humanas (ódio, cólera, amor, alegria...),
deixaram de ser venerados como divindades e tornaram-se mitos. A palavra
mitologia (do grego
mythos, significando fábula, e
logos, tratado), designa o conjunto de fábulas e lendas que determinado
povo imaginou e o estudo dos mesmos. Enquanto religião, os deuses gregos
conciliavam o homem com a natureza, explicando princípios básicos da vida, como
nascer, viver e morrer, sem criar vínculos do homem à divindade, sem
codificações da deidade num Livro Sagrado. Os deuses gregos isentam aquele
povo dos conceitos do que é sacro e do que é pecado. Os deuses espelham os
homens, com todas as suas qualidades e defeitos, tendo apenas na imortalidade a
superioridade deles.
As Gerações do
Poder dos Deuses
No
princípio, do misterioso Caos emanaram todas as formas materiais da vida. Dele
emergiu Gaia, a mãe Terra, que sozinha gerou Urano (Céu). Gaia une-se a Urano,
que a fecunda constantemente, e deles nascem os Titãs, os Ciclopes, monstros de
um só olho, e os Hecatonquiros, gigantes de cem braços e cinquenta cabeças.
Urano reina ao lado dos doze filhos titãs, mas não suporta ver a face horrenda
dos outros filhos, os ciclopes e os hecatonquiros, aprisionando-os no interior da
Terra. Presos sem ver a luz, os filhos de Gaia e de Urano são responsáveis pela
força indomável da natureza, causadores das desordens e cataclismos, como os
vulcões, os terremotos, as tempestades e os furacões. A primeira geração de
deuses governada por Urano e por sua mulher Gaia, personifica a força material
da natureza, a sua desordem.
Desde que se unira a Urano, o ventre de
Gaia não parou de gerar um único dia. Cronos (Saturno), o deus do tempo, um dos
titãs, revolta-se contra o pai, por este fecundar incessantemente à mãe,
trazendo-lhe sofrimentos com uma prole indomável e por ver os filhos
prisioneiros. Para que Gaia não continue gerando infinitamente, Cronos corta,
com uma foice afiada pela própria mãe, os testículos do pai. Sendo a foice o
símbolo da morte para os gregos, quem morre não é Urano, visto que é imortal,
mas o seu reinado.
Cronos, ao lado da titânia Réia (Cibele), sua esposa e
irmã, estabelece o segundo reinado dos deuses sobre a Terra e os homens. Já não
é o reinado da desordem criadora, e sim da era pré-consciente da humanidade.
Cronos, o tempo, está cego, perdido na evolução da vida e da ordem natural. A
vida não explica a si mesma, apenas fervilha.
Com Réia, Cronos gera três
filhas, Héstia (Vesta), Deméter (Ceres)

e Hera (Juno), e três filhos, Hades (Plutão), Poseidon (Netuno) e Zeus
(Júpiter). Alertado pela profecia de um oráculo, que um dos filhos o iria
destronar, Cronos devora cada um deles tão logo nascem. Réia salva Zeus de ser
devorado, quando este nasce, entrega ao marido uma pedra enrolada em várias
tiras de pano, para que ele o devore a pensar tratar-se do filho.
Salvo de
ser devorado, Zeus seria criado pelas Ninfas em Creta, longe do pai. Crescido,
Zeus destrona o pai, obriga-o a ingerir uma poção que o faz vomitar todos os
filhos devorados, que cresceram dentro dele. Ao lado dos irmãos, Zeus trava uma
luta de dez anos pelo poder, vencendo os Titãs e os Gigantes. Torna-se o senhor
de todos os deuses, dividindo com os irmãos o domínio do mundo: a Zeus coube o
reino do céu e da terra, a Poseidon o mar, e a Hades, as profundezas terrestres,
chamadas de Érebo ou Infernos.
O terceiro e definitivo reinado dos deuses é
feito por Zeus, casado com a sua irmã Hera. Zeus ordena o universo
definitivamente, estabelecendo o princípio divino da espiritualidade, é
afirmação da ordem sobre a desordem. No reinado de Zeus surgirá a geração dos
deuses Olímpicos.
Zeus reina de cima do Monte Olimpo, o ponto mais alto de
toda a Grécia. Outros deuses reinarão ao seu lado, formando os doze deuses do
Olimpo, seis deusas e seis deuses. Há três listas diferentes referentes aos doze
deuses do Olimpo:
1 –
Zeus, Poseidon, Apolo, Ares (Marte), Hermes
(Mercúrio), Hefestos (Vulcano), Hera, Héstia, Deméter, Afrodite (Vénus), Atena
(Minerva) e Artémis (Diana).
Nesta primeira lista Dioniso (Baco), o deus
do vinho, não é considerado como um dos doze deuses do Olimpo.
2 –
Zeus,
Poseidon, Apolo, Ares, Hermes, Hefestos, Dioniso, Hera, Deméter, Afrodite, Atena
e Artémis.Nesta lista, segue a versão de que, ao chegar ao Olimpo,
Dioniso expulsou Héstia, a deusa do lar, de seu posto junto a Zeus, ocupando
este lugar privilegiado, afirmando-se para sempre como divindade. Aqui há um
desequilíbrio em relação ao sexo dos deuses, há 7 deuses e 5 deusas, o que faz
da lista a menos reconhecida.
3 –
Zeus, Apolo, Ares, Hermes, Hefestos,
Dioniso, Hera, Héstia, Deméter, Afrodite, Atena e Artémis.Nesta lista,
Poseidon, senhor dos mares, governa num castelo nas profundezas dos oceanos,
não participando do reinado do irmão no Olimpo, apesar de integrar das decisões
do conselho Olímpico.
Hades, senhor dos mortos, participa do conselho
Olímpico, mas reina sozinho na escuridão do mundo, sobre os mortos, por isto não
consta em nenhuma das listas.
Zeus,
o Pai dos Deuses

Zeus,
o Júpiter da mitologia romana, é o mais jovem dos crónidas (filhos de Cronos).
Salvo por Réia de ser devorado por Cronos, cresce em Creta, aos cuidados das
Ninfas e dos Curetes, jovens sacerdotes da mãe. Zeus destrona o pai Cronos,
obriga-o a ingerir uma poção que o faz vomitar os filhos devorados. Divide o
domínio do mundo com os irmãos, cabendo-lhe o céu e a terra.
Como rei
absoluto, Zeus comanda o Olimpo e os homens. É considerado o pai dos deuses, dos
semideuses, dos heróis e dos homens. Para manter a prole e a paternidade que lhe
garantem o poder sobre os deuses, o senhor do Olimpo une-se a um grande número
de deusas e de mulheres mortais, desafiando os ciúmes da sua mulher Hera. Todas
as grandes cidades da Grécia antiga tinham como patrono um filho de Zeus. O deus
tem como arma os raios e os trovões, estabelece a disciplina entre os deuses e
os homens, protegendo-os e assegurando-lhes a ordem.
Hera, a Ciumenta Esposa de Zeus 
Hera,
a Juno da mitologia romana, filha de Cronos e Réia, reina no Olimpo, ao lado do
marido Zeus. Temida por seu caráter essencialmente vingativo e ciumento, Hera
persegue todas as amantes e filhos do marido. A deusa é a imagem do caráter
humano movido pelo ciúme, sendo a mais realista e humana dos mitos gregos. Hera
é a personificação do elemento fundamental da família. Seu ciúme reflete o
momento pelo qual a cultura grega passava, abandonando de vez a poligamia e
adotando a monogamia na família. A deusa era cultuada principalmente pelas
mulheres, representava a fidelidade e as boas relações entre os casais. Era a
deusa do amor conjugal. Nas artes era representada como uma jovem mulher bela e
um pouco severa. Seus poderes sobre o Olimpo e os demais deuses, são iguais aos
do marido.
Deméter, a Deusa da
Agricultura

Deméter,
a Ceres da mitologia romana, uma das filhas de Cronos e Réia, ao nascer, foi
devorada pelo pai, mais tarde é salva pelo irmão Zeus. É uma deusa de caráter
agrário, responsável pela fertilidade da terra, das colheitas e da civilização.
Representa a mulher da civilização helénica, que nos tempos mais remotos da sua
história, tinha como costume a dedicação dos homens à caça, à pesca e às armas,
enquanto as mulheres cuidavam da casa e do campo. Deméter ajuda os mortais a
plantar os grãos e a cultivar a terra. Quando sua filha Core (Prosérpina) é
raptada por Hades, o senhor dos infernos, e levada para o seu reino nas trevas,
Deméter abandona o mundo à fome. Para que a humanidade não pereça com as trevas
nos campos, Zeus interfere, fazendo um acordo entre a deusa da agricultura e o
senhor dos mortos: Core ficaria seis meses ao lado de Hades, no mundo das
trevas, e seis meses na terra, ao lado da mãe. Assim, quando Core retorna do
Érebo, surge a primavera, Deméter volta aos campos e garante uma boa colheita no
verão, quando Core retorna para junto do marido, Deméter deixa os campos para
chorar a filha, surgindo o outono e o inverno das lágrimas da
deusa.
Héstia, a Fria Deusa da
Castidade
Héstia,
a Vesta da mitologia romana, a primeira filha de Cronos e Réia, foi devorada
pelo pai quando nasceu. Bela e fria, Héstia foi cortejada e amada pelos deuses
Apolo e Poseidon, mas não sentiu amor ou paixão por nenhum deles, recusando-os e
fazendo voto de castidade. Recebeu de Zeus a honra de ser venerada em todos os
lares, ser incluída em todos os sacrifícios e permanecer imóvel no seu palácio,
cercada pelo respeito dos deuses e dos mortais. É a divindade do fogo que aquece
os lares (
héstia em grego significa o fogo da lareira), das virgens (as
vestais da Roma antiga) e protetora da família, dos lares. Todas as cidades
antigas possuíam o fogo de Héstia, mantido aceso nos palácios em que se reuniam
os representantes das tribos. Héstia era representada como uma mulher jovem, com
um véu sobre a cabeça e os ombros. Uma das lendas diz que Héstia, destronada por
Dioniso, deixou de ser uma das doze divindades do Olimpo.
Poseidon, Senhor dos
MaresPoseidon, o Neptuno da mitologia romana, filho de
Cronos e Réia, é o deus dos oceanos, dos

terremotos
e dos maremotos. Grande parte do território grego é constituído por ilhas no Mar
Egeu, daí a grande importância do culto a Poseidon pelos helenos. O senhor dos
mares habita, segundo a tradição do mito, um palácio nas profundezas do Egeu.
Percorre os mares numa carruagem atrelada a velozes cavalos de cascos de bronze
e crinas de ouro, trazendo o tridente nas mãos, sendo acompanhado por uma
comitiva de Sereias, Nereidas, Ninfas, Centauros marinhos e delfins. É o deus
pai de Teseu, o mais célebre dos heróis de Atenas. Também é pai de monstros como
a Medusa. É um deus impetuoso, venerado pelos pescadores, navegantes e
mercadores dos mares. Apesar da sua grande influência sobre o Olimpo, às vezes
não é identificado como um dos doze deuses Olímpicos, tendo o seu reinado sobre
as águas dos mares.
Afrodite, a
Deusa do Amor

Afrodite,
a Vénus da mitologia romana, nasceu da espuma do mar. Quando Cronos cortou os
testículos de Urano, atirando-os ao mar, formou-se uma enorme espuma dos órgãos
arrancados, da qual surgiu Afrodite, a mais bela de todas as deusas. Afrodite é
a deusa do amor, a maior força que conduz o homem. Esta força pode ser a do
sentimento mais profundo, como a do desejo sexual insaciável e destrutivo, o
amor pode engrandecer o homem, como levá-lo à loucura. É a deusa da força
primaveril, que traz o esplendor anual das plantas e a renovação da vida pelo
amor, sempre em paralelo com a vida humana e a vegetal, pois a agricultura
conduz a força da civilização helénica. Sem a primavera não há a fertilidade,
não há a renovação da vida, não há o futuro. Foi obrigada por Zeus a casar-se
com Hefestos, o deus feio e coxo dos vulcões. Afrodite trai sem culpa o marido
com os mais belos deuses: Ares, Hermes e Dioniso, ou com os mortais Adónis e
Anquises.
Ares, o Cruel Deus da
Guerra
Ares,
o Marte da mitologia romana, filho de Zeus e Hera, é o deus da guerra,
inseparável companheiro do Terror e da Discórdia, é a face destrutiva da guerra,
representa a crueldade das batalhas, o sangue derramado, a discórdia sem lados,
sem vencedores, apenas o ódio cego das batalhas. Os gregos relutavam em cultuar
Ares, que não oferecia a sua proteção a cidade alguma, apenas dominava o ódio. O
deus jamais foi aceite inteiramente pela sociedade grega, que não admitia a
violência e a brutalidade. A origem ao seu culto provinha dos trácios, povo
belicoso, considerado desprezível pelos helenos. Ares é o pai dos deuses que
personificavam a discórdia: Fobos, Deimos e Éris. Da sua união com Afrodite
nasceram Cupido e Harmonia.
Atena, a
Deusa da Sabedoria

Atena,
a Minerva da mitologia romana, nasceu da cabeça de Zeus. O senhor do Olimpo
uniu-se a Métis e fecundou-a, mas o oráculo previu que o próximo filho desta
união destronaria Zeus, assim como ele fizera a Cronos. Para evitar que a
profecia viesse a se concretizar, engoliu Métis. Tempos depois, despontou da sua
cabeça a bela Atena, deusa da guerra estratégica, da luta racional e justa. Ao
contrário de Ares, que provocava o horror da guerra, Atena protegia o guerreiro.
Protetora e sábia, era ela que conduzia os gregos na defesa dos nobres ideais,
na difusão da cultura e na instauração da paz. Atena manteve-se virgem, jamais
amou homem algum ou teve filhos. Era a deusa mais cultuada pelos gregos,
principalmente na Acrópole, em Atenas, cidade que leva o seu
nome.
Hefestos, o Artesão dos
Deuses
Hefestos, o Vulcano da mitologia romana, filho de
Zeus e Hera, nasceu coxo, envergonhando a

mãe diante dos deuses do Olimpo. Para não apresentar o filho imperfeito aos
deuses, a esposa de Zeus atirou-o do Olimpo ao mar. Hefestos teria sido salvo
pela nereida Tétis e sua amiga Eurínome, que criaram o feio deus como um filho.
Hefestos tornou-se um habilidoso artesão dos metais, senhor do fogo e da forja.
Deus do fogo e dos vulcões, é a imagem divina do artesão perfeito. Quando
adulto, presenteou a mãe Hera com um trono de ouro, ao sentar-se sobre o
presente, a deusa ficou aprisionada. Era a vingança à mãe que o rejeitara. Só
aceitou libertar Hera daquela prisão, quando Zeus lhe deu como esposa a mais
bela das deusas, Afrodite. Hefestos tinha a sua oficina na ilha de Lemnos, onde
era auxiliado por divindades menores ligadas ao fogo e à metalurgia. O mito de
Hefestos representava a preocupação dos gregos com a genética. Era uma forma de
alertar para os perigos dos filhos deformados nascidos da união entre irmãos,
como eram Hera e Zeus.
Hermes, o
Mensageiro dos Deuses

Hermes,
o Mercúrio da mitologia romana, filho de Zeus e Maia, é o esperto deus dos
viajantes, dos mercadores e dos ladrões. Corredor infatigável, o deus viaja por
todas as partes entre a Terra e o Olimpo, como mensageiro dos deuses. Por esta
desenvoltura, era representado pelos gregos como viril, modelo de juventude e
ideal de juventude, sua veneração era feita nos estádios e ginásios. Era tido
como o deus que inventara o pugilato e as carreiras atléticas, sendo o patrono
dos desportistas. Foi o deus que inventou a lira, sendo cultuado pelos poetas e
cantores. Traz chapéu e sandálias providos de pequenas asas que o ajudam a
correr como o vento. Pai de vários filhos, os mais conhecidos da sua prole são:
Pã, fruto da sua união com a ninfa Driopéia, e Hermafrodito, ser de dupla
natureza, homem e mulher ao mesmo tempo, da sua união com
Afrodite.
Apolo, o Deus
SolarFilho de Zeus e Latona, irmão gémeo da deusa
Artémis, Apolo era o cultuado deus da luz,

rompendo
a escuridão do mundo, iluminando a obscuridade da ignorância e tecendo o brilho
do dom da poesia e das artes. O deus tinha muitas faces, múltiplas funções. Era
o condutor dos pastores, multiplicador das colheitas, iluminava o caminho dos
navegantes, protegia os médicos e a saúde, inspirava os artistas, e adivinhava o
futuro dos homens nos seus oráculos. Era visto como deus da perfeição da beleza
grega. Apolo era a superioridade do belo sobre o feio, do sublime sobre o
vulgar, do ideal de beleza absoluta. É pai de Esculápio, mítica figura de
médico. Amou Dafne, ninfa que fizera voto de castidade aos deuses, perseguida
pelo deus da luz, implorou a Gaia que a ajudasse, sendo transformada em um
loureiro sagrado. Trágico também foi o seu amor pelo belo Jacinto, disputado com
Zéfiro. Enciumado, Zéfiro fez com que Apolo atingisse mortalmente o amado quando
arremessava um disco. Triste, o deus transformou o sangue do amante numa flor
que leva o seu nome. Deus da poesia e da beleza, Apolo é sempre seguido pelas
nove Musas e pelas três Graças, nos seus passeios pelos vales do Parnaso ou
pelos bosques da Arcádia.
Artémis, a
Virginal Deusa da Caça

Artemis,
a Diana da mitologia romana, irmã gémea de Apolo, filha de Zeus e da titânia
Latona. A lenda dizia que Artemis nascera no sexto mês de gestação e Apolo no
sétimo. Era a deusa da Lua e da caça, pediu a Zeus que lhe desse como apanágio a
virgindade eterna. Artemis nunca amou nenhum mortal ou deus, nunca teve filhos,
era a imagem da altiva rainha da natureza selvagem. Tem como animal símbolo o
cervo. De uma beleza rara, a deusa emana o fulgor e vigor das caçadoras dos
bosques, trazendo sempre consigo o arco e as setas. Como deusa da Lua,
acreditava-se que exercia influência sobre alguns fenómenos naturais. A sua
pureza virginal refletia o contacto direto do homem com a natureza, sem
destruí-la ou ofendê-la.
Dioniso, o
Poderoso Deus do Vinho
Dioniso, o Baco da mitologia
romana, filho de Zeus e da mortal Sêmele, uma princesa tebana.

Sendo
filho de pai divino e mãe mortal, Dioniso não era aceite como deus. A lenda do
mito de Dioniso diz que ele descobriu a uva, uma fruta desconhecida, extraindo
dela o vinho, bebida de efeitos poderosos. Dioniso utilizou-se dos efeitos do
vinho para impor a sua divindade aos homens e aos seres olímpicos. Era o deus do
vinho, da alegria, da embriaguez, das festas, da colheita e da fertilidade.O
deus era seguido pelas Menades (as Bacantes dos romanos), jovens mulheres que
simulavam delírios dionisíacos, celebrando as orgias com gritos e danças
desnorteadas. Com o seu cortejo, Dioniso viajava pela Grécia antiga, propiciando
aos devotos alegria e felicidade. Através do vinho, as preocupações deixavam os
corações humanos e os medos sucumbiam. A coragem crescia, a vida refulgia em seu
esplendor. A embriaguez produzia além do prazer e da esperança, a selvageria e a
loucura. O culto a Dioniso está ligado às origens do teatro. Com Afrodite, o
deus gerou Príapo, famoso por seu vigor fálico. Uniu-se a Ariadne, com quem
viveu para
sempre.