SOL

NOVO ENDEREÇO DO BLOGUE

 

Devido a problemas

técnicos, o blogue passou,

temporariamente, para:

http://solpaz.blogs.sapo.pt/

 

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PAULO ROBERTO LABEGALINI - O NATAL CONTINUA

 

 

                  

 

 

Recebi Centenas de opiniões a respeito do 'Natal sem UNIFEI Campus 2009 "em sua 5 ª edição. Graças a Deus correu tudo bem eo resultado foi maravilhoso, muito abençoado, mas, mesmo assim, não agradamos a todos. Quando lidamos com muita gente Critérios e precisamos ter bem Definidos na organização, alguns se chateiam com detalhes que não pensamos ou não pudemos cuidar.

O trabalho de sete para realizar shows e um almoço para Centenas de pessoas, recebendo mais de 20 mil visitantes numa semana é monstruoso. Soma-se a isso uma Necessidade de Manter o Campus aceso todas as noites e Executar o trabalho de rotina na Pró-Reitoria de Cultura e Extensão. Já sabíamos que viria o cansaço e não nos deixamos abater pelas dificuldades, afinal, a cidade de Itajubá precisava continuar festejando o aniversário de Jesus Cristo na sua Universidade Federal.

Aprendi que calar sobre sua própria pessoa é humildade, Calar sobre os defeitos dos outros é caridade, Calar quando a gente está sofrendo é heroísmo, mas calar diante do sofrimento alheio se torna covardia. Calar diante da injustiça é fraqueza, Calar quando o outro espera uma palavra é omissão, mas calar e não falar palavras inúteis é Penitência.

Calar quando não há Necessidade de falar é prudência, Calar quando Deus nos fala e silêncio, e calar diante do mistério que não entendemos é sabedoria. Quando na escuridão da noite chamamos pelo Senhor e não O encontramos E porque não O procuramos em nossos corações. Ele jamais abandona seus filhos e não me abandonou durante meses de trabalho no Natal no Campus.

Aprendi O valor também de algumas amizades. Não falo somente do meu fiel amigo na coordenação dos eventos, Amaury Vieira, mas de muitas outras pessoas. Tentarei explicar meu sentimento de gratidão nesta história contada por um advogado:

"Um dia me fizeram uma pergunta: 'O que você já fez de mais importante na sua vida?". Uma resposta assim surgiu das profundezas das minhas recordações,:

O mais importante que já fiz na vida ocorreu em 8 de outubro de 1990. Comecei o dia jogando golfe com um amigo e, entre uma jogada e outra, ele me contou que sua esposa acabava de ter um bebê.

Logo chegou seu pai e, consternado, lhe disse que seu bebê foi Levado para o hospital com urgência. No mesmo instante, meu amigo subiu no carro do pai e se foi. Por um momento fiquei parado, mas logo tratei de pensar que não fazer Deveria.

Seguir meu amigo ao hospital? Minha presença não serviria de nada, pois a criança certamente estava sob cuidados médicos. Oferecer meu apoio moral? Talvez, mas, sem dúvida, estariam rodeados de amigos que lhes ofereceriam apoio e conforto Necessários. A única coisa que eu faria indo até lá atrapalhar seria, pensei.

Decidi ir para casa, mas quando fui dar a partida no carro, percebi que o meu amigo havia deixado o seu carro aberto e com as chaves na ignição. Resolvi, então, fechá-lo e ir até o hospital entregar-lhe as chaves.

Como imaginei, a sala de espera estava repleta de familiares. Entrei sem fazer ruído e fiquei junto à porta pensando o que fazer deveria. Surgiu um médico que se aproximou do casal e, em voz baixa, comunicou o falecimento do bebê.

Durante os instantes seguintes, todos ficaram naquele silêncio de dor. Ao me ver ali, aquela mãe me abraçou e começou a chorar. Estar aqui Também meu amigo se refugiou em meus braços e me disse: 'Muito obrigado, querido companheiro, por'.

Passei o resto da manhã sentado na sala do hospital, vendo meu amigo e sua esposa segurar nos braços o bebê, despedindo-se dele. Isso foi a coisa mais importante que já fiz na vida, sem precisar dizer uma só palavra! E aquela experiência me deixou duas lições:

Primeira: a coisa mais importante que fiz ocorreu quando não havia absolutamente nada que eu pudesse fazer. Nada Daquilo que aprendi na universidade, nem nos anos em que exerci a minha profissão, nem todo o racional que utilizei para Analisar uma situação e Decidir Deveria fazer o que me serviu para aquela circunstância. A única coisa que eu poderia ter feito era estar lá.

Segunda: aprendi que a vida pode mudar num instante. Fazemos nossos planos e imaginamos nosso futuro tão real como se não houvesse espaços para outras ocorrências. Ao acordarmos de manhã, esquecemos que perder o emprego, sofrer uma doença, cruzar com um motorista embriagado e outras mil coisas pueden alterar esse futuro num piscar de olhos. "

Pois é, minha gente, para alguns É Necessário viver uma tragédia para recolocar as coisas em ordem. No Natal no Campus, busquei um equilíbrio entre o trabalho ea minha vida. Aprendi que nenhum emprego, por mais gratificante que seja, compensa perder amigos. Também aprendi que o mais importante da vida não é ascender socialmente, nem Receber honras, mas caminhar com Deus no coração. Um Participaram que todos, obrigado por estarem ao meu lado.

E quem viu o almoço solidário na UNIFEI, dia 20, sabe que Natal é todo dia! Na semana que vem comentarei mais sobre essa grande partilha.

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI- Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI

E-mail: labega@unifei.edu.br

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PAULO JORGE SOUSA - QUEREM COMPRAR O S. JOÃO ?

 

Está feito. Já é público o que há muito (quase) todos sabiam: Lisboa quer "roubar" o Red Bull às margens do Douro. Três anos de sucesso do Air Race serviram para colocar em funcionamento mais um lóbi da capital (leia-se regional), onde o Estado aparece novamente como o palanque certo para tal acontecer. Directamente a partir dele, pelo Turismo de Portugal, ou por entrepostas empresas com capitais públicos, como EDP ou Galp, o que importa é centralizar o investimento e a notoriedade.

Tome-se como exemplo o último Tratado de Lisboa: nova oportunidade perdida para divulgar internacionalmente outra cidade nacional, como o fez a Holanda (Maastricht) ou a França (Nice). E este é nada mais que o terceiro tratado com o nome desta cidade associado: assim aconteceu em 1668 (acordo assinado entre o príncipe D. Pedro e Mariana de Áustria, que pôs termo à guerra da Restauração - 1640-1668) e assim se passou em 1864 (pacto firmado para delimitar as fronteiras entre Portugal e Espanha). São estes os regozijos regionais que carecem de um fim, pelo menos quando em causa está o nome de todos os portugueses, pois sempre surgem como timbre nacional.

Mas a capital não tem culpa disto. Não tem culpa deste centralismo. Não tem culpa que as personagens que representam o Estado só vejam Portugal quando olham para Lisboa. Não tem culpa dos "provincianos" que para lá se transferem e que tudo fazem para mostrar que sempre foram de lá, agradando ao colectivo associativo - mais ou menos secreto - que por lá vai habitando e gerindo os destinos do país.

Pode organizar-se o que se quiser, pode baptizar-se o que se entender, pode comprar-se o que se deseja, mas há uma coisa que não está à venda: o sonho. E enquanto assisto a esta realidade, tenho tido alguns… Para não falar de outros, talvez mais radicais, coloco apenas no mercado e à consideração apenas um: a regionalização.

Se não seguirmos este caminho, qualquer dia (todas as madrugadas de 24 de Junho) vemos Lisboa com uma réplica da ponte D. Luiz I, vendedores de martelos e alho-porro pelas ruas, espectáculo pirotécnico anexo, manjeri-cos com quadras sanjoaninas nas janelas das habitações e barcos rabelos com vivas ao S. João.

 

 

PAULO JORGE SOUSA   -  Director do jornal "Notícias de Gaia ". Portugal

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EUCLIDES CAVACO - SEMPRE NATAL

 

 

Olá amigos
Com as minhas saudações Natalícias aqui vos deixo mais este poema
SEMPRE NATAL , para relembrar que o Natal pode mesmo ser todos os
dias que o queiramos acender nas nossas vidas.
Disponível em poema da semana ou aqui neste link:
Boas Festas para si e quantos têm morada no seu coração.
Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - MILAGRES DE NATAL

 

                          

 

 

            Infelizmente muita gente deixa para o Natal como reflexões sobre seus erros e acertos, sobre aquilo que poderia ter Sido e não foi, sobre o carinho que não se deu, sobre o amor que não se achou tempo para ser. A maior parte de, entre nós Os Quais não tenho sequer uma audácia de me excluir, vive ocupada com os assuntos corriqueiros, com os problemas que afetam nosso modo de viver, sobre as dores tão humanas padecemos das quais. Assim, vamos negligenciando outros tantos sentimentos, reféns do tempo que parece arrastar nos e nos alienar.

            Devo confessar, como, aliás, já o fiz tantas outras vezes, que não sou lá uma pessoa extremamente religiosa. Tenho várias dificuldades nessa área, tais como perguntas como Quais não encontro respostas, sentimentos que não posso Evitar e outras tantas coisas nas Quais não consigo crer. Por outro lado, instituições religiosas à parte, sempre acreditei nenhum Deus Criador de todas as coisas e em todos os seres. Talvez porque eu também seja pequena demais, costumo vislumbrá-Lo muito mais nas pequenas coisas desse mundo. Ainda que eu me esqueça de rezar, não consigo deixar de me maravilhar, todos os dias, quando olho meus animais de estimação, quando descubro uma flor que desabrochou sem que eu conhecesse um botão, como se estivesse brincando de esconde-esconde.

            Na proximidade das festas de fim de ano quando,, no fim das contas, damos graças por estarmos ainda do lado de cá, é compreensível que também façamos uma análise de mais um período que vai se findando. Muitas vezes eu penso que somos como uma casa. Na correria das horas, ficamos sempre adiando o momento de ajeitar um armário, separar o que não nos servem mais, até um dia que as coisas começam a nós sobre cair assim que Tentamos abrir uma porta ou como gavetas começam um não mais se fechar, que estão entulhadas.

            Dia desses passei por uma situação bem desagradável, uma relativa questões profissionais. Cansada, não fui forte o suficiente para não desanimar. Ainda que eu me Considere uma pessoa batalhadora forte, era minha vontade de baixar minhas armas, de entregar os meus pontos.  Seguia eu com meus demônios pessoais quando ao passar pela cozinha olhei para um dos quatro aquários que mantenho e notei Netuno, meu peixinho Beta, movimentando-se freneticamente, esperando por comida. Mês Menos de um ano atrás, eu estava prestes dá-lo como um morto.  Acometido de uma síndrome Levará já que seu antecessor, Nemo, ele estava com sua habitual cor azul se transformando em marrom opaco, inchado, com as escamas eriçadas e, segundo minhas pesquisas, com os órgãos internos em processo de paralisação. Seu sofrimento era visível e eu me peguei pensando se não poupa Deveria-lo de uma morte lenta e triste.

            Como não costumo desistir de tudo que amo, Sejam pessoas, animais, plantas ou ideais, fui até uma loja especializada e ouvi que não havia o que fazer. Com certeza, nesse estágio, em pouco tempo ele morreria.  Desolada, Lancei-me a buscar na internet e vi algumas dicas. Resolvi tentar. Fosse como fosse, estaríamos juntos até o final. Para minha alegria, em uma semana ele já era o Netuno de antigamente. Comilão, reluzindo de tão azul, inesperadamente ele estava curado. Para mim, um milagre ele simboliza. O milagre da Esperança. 

             Em meio a tristeza que se instalará em mim, ao olhar para aquele aquário, ao ver meu pequeno milagre, eu fui obrigada a desentulhar minhas gavetas. Havia coisa demais sobrando, sem Importância coisas. Talvez eu preciso rever as minhas prioridades, meus Ajustar espaços. Ter mais e esperança, assim como fiz com o Netuno, também não desistir e não me esquecer do que faz realmente uma vida valer a pena.  Estou certa, agora, que, em pouco tempo, também estarei azul novamente. Feliz Natal a todos! Que a Esperança POSSA visitar os espíritos de todos renovando, como Forças para os dias que virão ...

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA --Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo

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JOSÉ RENATO NALINI - QUANTA INDECÊNCIA

 

Haverá outra palavra de etiqueta para a conduta dos que são filmados, fotografados e gravados em Teimam e práticas ilícitas na recusa à evidência? Onde foi parar o mínimo de compostura que legitima o mandato popular? Instaurou-se a mais absoluta falta de vergonha nesta terra onde ela nem sempre foi prestigiada, mas que ainda mantinha um pouco de pudor?

 

Fica difícil ensinar às crianças que elas Devem mentir não, quando uma mentira é prestigiada e fortalecida por aparato oficial. Torna-se ridículo falar em ética, no momento em que se bajula o poder, sob qualquer de suas formas e ninguém se constrange em Obter Vantagens para adular. Até mesmo uma oração é utilizada para agradecer fruto de crime. Não estará o Criador com nojo de Sua criação?

O Desserviço que essa ralé imoral presta ao desenvolvimento do Brasil é imensurável. O único patrimônio que merece zelo permanente - uma honra, uma hombridade, o caráter retilíneo e inquebrantável - foi jogado ao lixo. Não se vislumbra perspectiva de correção de rumos. O mal prevalece, o bem é ridicularizado. A esperteza ganha projeção e medalhas, enquanto uma seriedade é confundida com Imbecilidade. Como pretender que a infância ea juventude Disponham se ao sacrifício, se preponderam os atalhos, os jeitinhos, os apadrinhamentos ea Lei do Mínimo Esforço? Parece não haver restado Território incólume à podridão.

Às vezes ela está disfarçada em aparência de higidez. Mas, no fundo, lá está o corruptor impregnar um verme como condutas ea sugerir que interessa é vencer. O sucesso a qualquer preço. Nunca houve tamanha liquidação de almas e por tão pouco se conseguiu jogar um lama o que um dia teve valor algum e se chamou reputação.

Desapareceu uma distinção entre uma honra subjetiva ea honra objetiva. É óbvio que um autoescusa encontra respostas para o que um dia foi chamado de falta de caráter. O pior é que uma assistência vibra com essa perversão da Vitória e ridiculariza quem ouse divergir dos Novos Critérios de sobrevivência na selva obscura do "vale tudo".

Triste humanidade, em derrocada paralela à destruição do Planeta, da insensatez Igualmente cansado desta espécie que ainda Pretende ser a única provida de outro bem de raridade evidente: a extinta ora e outrora chamada razão.

JOSÉ RENATO NALINI --   Desembargador é da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de "Ética Ambiental" Millennium Editora,. E-mail:jrenatonalini@uol.com.br.

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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - NOSSOS VOTOS NATALINOS: QUE OS DIREITOS FUNDAMENTAIS ALCANCEM INDISCRIMINADAMENTE TODOS OS SERES HUMANOS !

 

                         

 

 

 

 

 

A humildade de um Deus que, Através de seu filho, solidariza-se com a humanidade e assumir a sua dor para ESTABELECER conosco uma nova aliança, apontando o caminho da comunhão, da doação e da solidariedade como um ideal de vida Possível, é revelado na Celebração do Natal. Assim, os votos sinceros de que a humanidade Assuma uma vida fraterna e que todos, indiscriminadamente, POSSAM ter seus anseios e direitos Fundamentais Devidamente atendidos.

 

 

            Na próxima quinta-feira é Natal e mais uma vez com ele, nos é oferecido um momento especial para refletir sobre o significado desta data e renovar o compromisso de guiar nossas vidas como tendão lume uma solidariedade ao próximo, circunstância tão afastada de nossos dias e essencial para alcançarmos a Realização de Aspirações básicas dos seres humanos.

            É inegável que, ao longo do tempo, os apelos comerciais Têm conseguido muitas vezes deturpar o verdadeiro significado desta Celebração. Preocupações como para alguns se resumem em perambular pelas lojas à procura de presentes ou em se esmerar na organização de almoços fartas ceias e natalinos. É preciso, contudo, alertar para o fato de que tais Preocupações periféricas Deveriam ser, deixando-se no centro desta comemoração, uma reflexão, íntima e familiar, a respeito das mensagens de amor, humildade e esperança Expressas não nascimento de Jesus Cristo.

Efetivamente, num sistema capitalista, ele é festejado de modo diferente do seu conteúdo original. No Esforço para recuperar o seu verdadeiro espírito, é importante preparar-se para comemora-la Através do Advento e descobrir seu significado mais profundo. É certo que num país como o Brasil - um aprisionado uma gama de fatores que vai da concentração fundiária e péssima distribuição de renda até o mau uso do dinheiro público ea corrupção desenfreada, uma reversão do quadro de seus problemas implica em mudanças estruturais profundas.

Tais transformações, no entanto, não ocorrerão em curto prazo. Mais que isso: não acontecerão se a sociedade brasileira não conseguir superar os grupos encastelados, alguns deles há séculos no poder e que não Desejam sem qualquer modificação "status quo". O que fazer, então, até conseguir vencer as resistências desse modelo de desenvolvimento que produziu um estado de miséria e vergonhoso para o País abrir uma perspectiva de um futuro mais digno?

A Celebração natalina nos chama a uma meditação profunda para tentarmos modificar, Através de ações fraternas, Consistentes e participativas, este triste quadro atual, apresentando-se como uma importante etapa dessa luta que DEVE ser permanente e persistente. Já se proclamou que somente quando nos desprendemos de nosso Acúmulo de posse, de poder, de prazer, inclusive no nível espiritual, é que podemos nos ajoelhar, na noite de Natal, diante do presépio, celebrar e, de fato, o nascimento do senhor Jesus.

São Gregório, Bispo de Nazianzo no século 4 º, dizia às comunidades era pastor das quais: "celebrem o Natal de um modo divino! Não à maneira do mundo, mas de uma maneira diferente da do mundo! Não como a nossa festa, mas como uma festa que é nosso mestre! "

No mundo de hoje, manchado por tantas formas de ódio, violência e discriminação, o Aparecimento de Jesus e toda sua caminhada sobre a Terra Devem servir como sinais de que perdão, fraternidade e doação não são palavras fúteis, mas possíveis de Serem exercitadas em nosso cotidiano, para que os direitos Fundamentais alcancem indiscriminadamente todos os seres humanos.

 

                        SETE MOTIVOS

               PARA REFLEXÃO

 

A título de meditação à época natalina, vale destacar que no túmulo de Gandhi, Estão escritos os sete pecados da humanidade moderna: Princípios política 1) sem juros, 2) Riqueza sem trabalho, 3) Prazer sem consciência, 4) Conhecimento sem caráter, 5) economia sem ética, 6) Ciência sem humanidade e 7) religião sem sacrifício. Por outro lado, o saudoso Papa João Paulo II, em jornada ecuménica, apontou sete Condições para o Restabelecimento da Paz: 1) Educação e Consciência Ecológica; 2) o respeito pela vida desde o útero materno até o seu fim natural; 3) a dignidade da pessoa humana que supõe um Igualdade de dignidade de todos, 4) o zelo pelos direitos humanos, uma 5) nova ordem econômica, 6) a ética na política e 7) Diálogo inter-religioso em favor da unidade.

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI  --   é advogado, jornalista, escritor e professor universitário

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Cfd. ALUIZIO DA MATA - CADA RELIGIÃO NA SUA

 

                        

 

A Igreja Católica é constantemente criticada por outras religiões e
seitas que não aceitam que ela tenha imagens em seus altares e que
recorra à Maria Santíssima ou aos Santos pedindo sua intercessão junto
a Deus.
Não quero abrir polêmica e nem estou me dirigindo especialmente a
alguém ou a alguma religião ou seita, e nem espero resposta
explicativa se estou certo ou errado. Escrevo apenas para mim mesmo e
para os católicos que me acompanham nesta coluna.
O fato de termos imagens em nossos altares já está mais do que
explicado. Elas nos lembram pessoas que nos são queridas, como nos
lembram os retratos que temos de nossos parentes e amigos. Quando olho
para a fotografia de minha mãe ou de meu pai ou ainda de meu irmão ou
de algum amigo que já morreram, não estou adorando a fotografia, mas
estou venerando a imagem de quem eu gosto muito e de quem tenho
saudade. Agora mesmo, em uma prateleira que fica perto de onde
escrevo, olho as fotos dos meus netos e me lembro deles. A fotografia
me ajuda a manter viva a lembrança de cada um. Quando rezo diante de
uma imagem, rezo diante de um objeto que me lembra as feições de quem
não pudemos tirar fotografias, ou mesmo para facilitar o culto.
Poderia citar trechos da Bíblia onde o povo de Deus era orientado por
Ele através dos profetas para fazer imagens, mas não interessa no
momento. Quem não se lembra do nascimento de Jesus, olhando um
presépio?
A intercessão de Nossa Senhora ou de algum santo é uma realidade para
quem tem fé em Deus e, só não vê quem não quer. Quantas e quantas
vezes, nas nossas dificuldades e nas nossas aflições recorremos a eles
e Deus prontamente nos atende... Deus não é ciumento e entende que
pedimos a ajuda de seus amigos, por que não somos dignos de chegar à
sua presença. Maria, não, ela é digna e está junto da Trindade. E os
santos também. Se eles não merecessem amizade de Deus, lá não
estariam. Ela mesma disse que é a intercessora de todas as graças
junto de seu Filho Jesus. A Santíssima Trindade concede os favores,
mas nada impede que tenha sido por intercessão de alguém.
O certo é que a intercessão existe e é atendida em muitos casos. E
Deus gosta tanto dessas intercessões que até autoriza Maria vir à
terra, em aparições, onde ela ensina que devemos pedir a Jesus por
meio dela.
Outra coisa que não entendo é como outras religiões e seitas procuram
colocar na cabeça dos seus fiéis uma atitude ostensivamente contrária
ao Papa, dizendo até que ele é a encarnação do demônio. Se o demônio
fosse igual a mais de uma centena de Papas, por exemplo, ele seria
muito bom, o que não condiz com sua característica, que é de ter ódio
de Deus e de disseminar a discórdia entre o ser humano.
Também fico pensando: como pode a Igreja Católica estar errada em seus
ritos? Será que TODOS os homens mais cultos da nossa religião, de
outrora e de agora, pessoas reconhecidamente sábias tenham se enganado
no que se refere à intercessão dos santos (e Maria é santa), ou na
veneração de suas imagens?
Interessante notar que se juntarmos todas as outras religiões e seitas
que combatem o Catolicismo, não encontraremos nelas muitas pessoas que
possam ter a força moral e de conhecimentos para combater as os
estudiosos da Igreja Católica.
O Papa é legítimo sucessor de Pedro.
De quem são sucessores os que se arvoram em combater a Igreja Católica
em seus ritos, sua doutrina e em seus ensinamentos?
Que nomes têm conhecidos mundialmente que possa ser citados como
luminares de suas doutrinas? Se citarem apenas o seu fundador, não
vale, pois estarão endeusando quem propriamente se endeusou.

O melhor seria que cada religião ficasse na sua, isto é, praticando os
seus cultos dentro do que acha correto e não ficar procurando defeito
nas outras religiões. Até parece que elas dependem de destruir a
Igreja Católica para poder sobreviver. Pena que não se lembrem do
trecho do Evangelho onde Jesus diz a Pedro: “Tu és pedra e sobre esta
pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela”.
Um dos trechos mais bonitos da Bíblia é o episódio em que Pedro se
relaciona com Cornélio, um pagão de coração puro. Vale muito refletir
sobre esse trecho onde Deus mostra a Pedro que o que manda é a
sinceridade de coração.
Tenho pensado muito sobre o fato de a nossa Igreja procurar o
ecumenismo, no que ela faz muito bem, pois atende à ordem de Cristo
que disse: “que todos sejam um só rebanho e tenham um só pastor”. Vejo
o Papa fazendo um esforço tremendo em abrir as portas da Igreja
Católica para os outros credos, mas não me parece que todos levam a
sério esse esforço, pois vemos algumas religiões e seitas se
aproveitarem da nossa boa vontade. O ecumenismo serve para elas
enquanto serve aos seus interesses. O ecumenismo tem servido até para
que elas enganem os católicos menos esclarecidos, pois dizem para eles
que todas as religiões são iguais. Prova disto são os convites que
ouvimos: “convidamos a todos, católicos, espíritas, evangélicos,livres
pensadores, para vir receber o óleo santo consagrado em Jerusalém na
sexta-feira da paixão”. Se fossem iguais, Jesus teria edificado muitas
igrejas, mas Ele se referiu apenas a uma, e ainda alertou: “muitos
virão como lobos em pele de cordeiro. Não os seguis”

Pobres católicos que lá vão. Mas Deus deverá perdoar-lhes a
ingenuidade, o que tenho dúvidas que fará a quem deliberadamente induz
o fiel a agir de maneira contrária aos princípios da nossa doutrina.
Por isso, o título deste artigo.


ALUIZIO DA MATA- Vicentino, Sete Lagoas, Brasil

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HUMBERTO PINHO DA SILVA - O QUE É SER MÃE ?

 

                          

                         

 

Em "La Prefecta Casada" - clássico da literatura castelhana, - Frei Luís de Leão, narra o episódio ocorrido na antiga Roma com Mancebo da famosa e rica família de Graco.

A história é singela, mas óptima para ilustrar a diferença entre uma mãe que gera ea que cria.

Gera A que traz o filho, nas entranhas, nove meses. É mãe biológica, mas quantas vezes não se comporta como tal.

Assim como vejo repudiar uma criança em clínicas abortivas, tornando-as mais cruéis que as feras do sertão.

A que se pode chamar verdadeiramente Mãe, com "H maiúsculo", é a que cuida e acompanha desde uma concepção, com dor e alegria, o crescer da criança.

Mas voltemos à cena curiosa narrada por Frei Luís de Leão:

Regressava do campo de batalha, alquebrado, mas eufórico, jovem família da Graco, com valioso despojo, em oiro, prata e gemas.

Ao tomarem conhecimento do regresso, apressaram-se a mãe recebe um ea ama-lo No Limiar do portão da residência.

Sem tardança, o moço, rebusca na bolsa que trazia sob uma vestimenta, duas belas jóias e entrega precioso anel de prata à mãe e trabalhado e valioso colar de oiro à ama.

Estranhou a mãe e uma atitude singular lamentar Entrou-se fazer um gesto impensado do filho, dando uma ama e serva, Jóia de valor tanto.

Ao que o jovem argumentou sagacidade com:

- Por minha mãe que se lamenta,!? Vós trouxestes-me nove meses no ventre, mais não; esta, alimentou-me dois anos, ao peito, não menos!

Belíssima lição para que os que entregam filhos ao cuidado de amas, empregadas e professores, para poderem-se recrearem despreocupadamente, pagando uma estranhos que eram seus deveres.

HUMBERTO PINHO DA SILVA- Porto, Portugal

Humbertopinhosilva@sapo.pt

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JORGE VICENTE - FELIZ NATAL

                               

                                                

Mais uma quadra festiva

Que se aproxima afinal

Aquela que mais cativa

Sempre foi a do Natal

 

 

Que o Natal seja vivido

Com muita fraternidade

Com paz e compreendido

Por toda a humanidade.

 

 

Feliz Natal para todos

Novos velhos e crianças

Que seja para os meninos

Uma festa de esp'ranças.

 

 

Que não haja distinções

Entre os Povos EM GERAL

Que entre nos corações

Para ter sentido o Natal! ..

.

Jorge Vicente- Fribourg (Suiça)

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FRANCISCO DA SILVA GOUVEIA - RAPAZ,BARQUEIROS,1925

                   

 

                    



 

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EUCLIDES CAVACO - ABRAÇO DE NATAL

 

Saudações Natalícias para todos vós

 

 

No poema desta semana deixo expresso o convite para darmos de
presente um ABRAÇO DE NATAL aos nossos semelhantes que pelas
mais diversas circunstâncias o passam em desventura.
Veja e ouça ABRAÇO DE NATAL em poema da semana ou aqui neste link:

 

 

http://www.euclidescavaco.com/Recitas/Abraco_de_Natal/Index.htm

 

 

Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca

 

 

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PAULO ROBERTO LABEGALINI - DO OURO AO LIXO

 

 

 

                               

 

Conta-se um jovem rico que se acidentou de carro longe de casa. Um fazendeiro ouviu os gritos do moço e foi socorre-lo, mas, espantou-se ao vê-lo no alto do penhasco, olhando para baixo e gritando:

- Minha BMW! Perdi minha BMW!

Percebendo que a mão esquerda do rapaz estava dilacerada, o fazendeiro alertou:

- Cara, você está tão desolado pela perda do carro nem reparou que no Ferimento da sua mão! Olha o estrago que o acidente lhe causou!

Ao ver a mão ensangüentada, pos novamente o jovem gritar-se a:

- Meu Rolex! Perdi meu relógio Rolex!

Isto pode Parecer piada, mas coisas assim acontecem os dias todos. O Ser Humano é Capaz de se preocupar mais com os bens materiais do que com a própria alma. Quanta gente pensa que saúde tendão e dinheiro não lhe falta nada! São pobres de espírito, muito diferentes dos Pobres em Espírito que Jesus valorizou.

Amar como Cristo amou parece utopia no mundo atual, onde não existem "santos" como antigamente. E uma vida sem traços de santidade pode significar uma exclusão do Reino do Céu, porque um pouco de humildade e caridade no coração nas ações são fundamentais no julgamento final.

Mesmo com defeitos e pecados, devemos servir um Deus com humildade e responsabilidade. No meu caso, como vêem Recompensas na medida certa: paz, saúde e fé, além de relativo conforto boas amizades e. Porém, não posso descuidar da alma, se não Estiver bem alimentada com oração, como tentações diferentes do mundo começam a me assombrar. Tudo fica mais fácil com uma recitação do Terço, uma reflexão da Palavra, uma participação nos Sacramentos ea Adoração ao Santíssimo. Quem não cuida da alma, nas Provações PADECE.

E na sobrevivência do corpo, enquanto uns se apegam ao ouro, outros correm atrás do lixo - já virou emprego de carteira assinada catar resíduos sólidos para viver! Com a experiência que adquirimos trabalhando na Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UNIFEI - Intecoop -, fomos um Pouso Alegre na semana passada para uma reunião na Prefeitura. Graças a Deus, o imundo lixão estará parcialmente resolvido em noventa dias, mesmo sabendo que surgirão outros problemas sociais.

Peço a Deus que esta passagem bíblica toque em muitos corações dourados, insensíveis às aflições de seus vizinhos do lixo: "Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos. Tomai sobre sós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave eo meu fardo é leve "(Mt 11, 28-30).

Mas também há muita gente boa no mundo. Eis o artigo de um juiz, Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, que causou emoção nas pessoas:

", Indaga-me como se pueden sentenças ter alma e paixão. Como devolver, por exemplo, a liberdade uma uma mulher grávida, presa porque trazia consigo algumas gramas de maconha, sem penetrar na sensibilidade, na sua condição de pessoa humana sua? Foi o que tentei fazer ao libertar Edna, uma pobre mulher que estava presa há oito meses, prestes a dar à luz, com o despacho que a seguir transcrevo:

A acusada é multiplicadamente marginalizada: por ser mulher, numa sociedade machista; por ser pobre, Cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta; por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo, por não ter saúde, por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si.

Mulher diante da qual este juiz Deveria se ajoelhar numa homenagem à maternidade, porém, que na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia. É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho:

Liberdade para Edna e liberdade para o filho que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor eo amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo com Forças para lutar, sofrer e sobreviver.

Quando tanta gente foge da maternidade, quando Pílulas anticoncepcionais pagas por Instituições estrangeiras são distribuídas de graça e sem qualquer critério ao povo brasileiro, quando Milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento são esterilizadas, quando se DEVE afirmar ao mundo que os seres Têm direito A vida, que é preciso Distribuir melhor os bens da terra e não Reduzir os comensais, quando por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum com o feto que traz dentro de si.

Este juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus Princípios, trairia a memória de sua mãe se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão. Saia livre, saia abençoada por Deus. Saia com seu filho, traga seu filho à luz, porque cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro e cristão algum dia. Expeça-se incontinenti o Alvará de Soltura ".

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI- Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI

 

 

 

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Cfd. ALUIZIO DA MATA - PRESENTE DE NATAL: " COMIDA"

 

 

 

 

                                 

 

 

Em uma reportagem de televisão entrevistaram uma das cinco mil famílias mineiras cadastradas para Receber uma cesta da Campanha "NATAL SEM FOME". Era uma família onde mulher e marido, desempregados, compartilhavam um barracão de dois cômodos com seus quatro filhos. Todos dormindo no mesmo quarto.

Por coincidência, logo após a mostrar câmera como vasilhas de Mantimentos todas vazias, um repórter perguntou a filha de 13 anos o que ela gostaria de ganhar no Natal que se aproximava. Ela respondeu com lágrimas nos olhos: "Gostaria de ganhar de comida".
Em Belo Horizonte, onde se passou o fato, como em Sete Lagoas ou qualquer outra cidade do Brasil, existem Centenas, talvez Milhares de famílias na mesma situação.
E me dói o coração ver que existem Centenas de pessoas también que fazer alguma coisa e ficam de braços cruzados.
Há que se louvar o Esforço que algumas Autoridades, empresas e até algumas pessoas fazem para que muitas famílias passem o Natal sem fome. Alguns jornais, programas de rádio, os internautas também fazem campanhas, mas a pobreza é muito grande e merecia um planejamento para que nos anos vindouros que não passassem familias como dificuldades mesmas.

A Sociedade de São Vicente de Paulo é uma das associações que pensam mais na dificuldade dos pobres. Mas ela não pensa apenas no Natal.
Se a SSVP fosse se valer de "Slogans", por certo o mais correto seria: "TODOS OS ANOS, O ANO TODO SEM FOME". E seria certo, TENDO em vista o trabalho vicentino que é realizado o ano todo, há mais de 170 anos.
O Governo, com essa campanha toda, mesmmo apoiado pela mídia, não consegue Atingir o seu objetivo, que é o de ver todas as pessoas passarem o Natal sem fome. Muitas e muitas famílias ficam à margem desse benefício. Já a SSVP, caladinha, atinge, com certeza, Centenas De Milhares de famílias. E, não sei se posso dizer, o melhor ou o pior é que esta ajuda se estende pelo ano inteiro.
E vocês viram o nome da SSVP aparecer em uma única reportagem durante este ano? Viram algum vicentino ser entrevistado nas TVs? Viram registros de alguma Conferência entregando as cestas? Claro que não, e damos graças a Deus. Não fazemos o nosso trabalho em apenas Ocasiões especiais e muito menos com o intuito de aparecer na mídia.
Vale a pena meditar e continuar um agir. Deus não desvia seus olhos dos Vicentinos e nem das pessoas que são caridosas o ano inteiro.
*
Fiquemos com uma Santíssima Trindade e com Maria Santíssima, Aquela que socorreu e socorre muitas famílias

 

ALUIZIO DA MATA   --  Vicentino, Sete Lagoas, Brasil

 

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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - BELINHA

 

 

                               

 

 

 

         Minha casa, ultimamente, anda parecendo um zoológico. Na verdade, não ultimamente, para ser franca. Nem tenho minhas lembranças antes de gostar de animais. Se eu pudesse, com certeza, estaria cercada de muitos mais deles. Por morar em uma cidade grande e ter limitações de espaço, apenas mantenho Aqueles aos Quais posso dar Condições de vida saudáveis.    

         Fui começando aos poucos. Além dos meus dois Fiéis Escudeiros, Peteco e Floquinho, assim que me mudei de Araras para São Paulo e tratei de arrumar um aquário. Comecei com um peixinho, depois montei um aquário maior, mais um com peixes dourados e coisa acabou saindo do controle. Claro que nada disso é minha culpa, mas sim de um casal de peixinhos vermelhos, Platis, muito do animado, que levou bem a sério o multiplicar e crescer. O saldo de filhotes, pelas minhas contas, anda em torno de dezessete novos moradores. Por ora enguias se encontram na "maternidade", como chamo um aquário menor, no qual eles estão isolados com uma Finalidade de não se transformarem em alimento Próprios dos pais, inclusive. Só para registrar, ainda não tenho a menor idéia do que eles fazer com depois, quando crescerem ...

         Um belo dia, uns amigos me fizeram uma proposta indecente: que tal se eu desse abrigo para um casal de periquitos que nascera na casa deles? Eles não sabiam o que fazer vários com os filhotes que iam deixando o ninho. Soltar Não era uma Possibilidade ecologicamente correta ou desejável, eis que os mesmos não são da fauna brasileira e isso poderia causar problemas ambientais, fora o fato de que, ambientados em gaiola, sobreviveriam sozinhos Dificilmente. Eu não gosto de pássaros em gaiolas, mas, tá, se o motivo era nobre, eu aceitei e, dias depois, já eram mais dois a fazer parte patas da minha estranha família de pés, penas e guelras.

         Para meu desespero, notei que os dois verdinhos Estavam de muito namorico. Nem foi preciso muito esforço mental para ligar as coisas. Ou seja, um jovem casal, a primavera no ar e eu, com certeza iria dançar,. Dito e feito. Já estão com dois ovinhos no ninho e só Deus sabe o que virá. Em breve serei eu a começar a procurar um lar para os meus, digamos, netos. Aliás, se alguém se habilitar ...

         Por causa das sementes que acabam caindo da gaiola, além da ração dos cachorros, que comum e muitos outros pássaros apareçam no quintal de casa, Certos de conseguir alimentar Reforço um, uma variação na dieta. Assim, pardais, rolinhas, bem-te-vis, sabiás e maritacas, vira e mexe, dão o ar da graça. Alguns, mais ousados, invadem até mesmo a cozinha, em busca, creio, de guloseimas proibidas. As rolinhas, no entanto, como são mais imprudentes. Elas se aproximam e circulam sem se darem ao trabalho de reparar que o perigo que ronda.  Insensatas, várias já foram parar na boca do Peteco, meu e cruel baratas intrépido caçador de ratos, lagartixas e, para minha tristeza, pássaros.

         Dia desses, antes que ele pudesse ver, eu encontrei, em um cantinho, escondida perto das plantas, uma rolinha. Logo vi que se Tratava de um filhote ea retirei dali antes que fosse tarde demais. Por certo que haveria caído de algum ninho E que seus pais Deveriam estar por perto.  Ajustei-a dentro de uma gaiola ea coloquei onde ela pudesse ser vista por eles, mas dois dias se passaram sem que nada acontecesse. Coloquei comida e água, como Quais ela se arriscou a comer. Extremamente mansa, ficava sobre os dedos de quem uma gaiola da retirasse, tal como se fosse ensinada. Ganhou o nome de Belinha. Fizemos planos para ela. Se não fosse resgata pelos pais, como não conseguimos enxergar nenhum no ninho qual pudéssemos recolocá-la, então um e alimentaríamos, pudesse voar assim que, que deixaríamos ela ganhasse o mundo. Quem sabe, afeiçoada a nós, até ela aparecesse por ali ou outra vez, rever para nós.

         No dia seguinte, ao chegarmos da rua, encontramos Peteco com a boca repleta de penas. Com o coração aos sobressaltos, descobri que ele abatera o que penso, era um irmão da Belinha. O que fazer diante de um cãozinho que se achava cumpridor de seu dever de vigilância e guarda e um pobre passarinho mastigado? Mesmo triste, nada mais pude fazer.

         E mais um dia, outra morte. Seria o pai ou a mãe da Belinha? Meu Deus, o Peteco não passa fome e deixo bem claro isso, mas seu instinto de caçador fala mais alto e eu, racionalmente, não posso castigá-lo. Três dias se passaram e, de manhãzinha, encontrei um Belinha praticamente morta. Talvez o golpe de ver quase toda sua família sendo dizimada tenho Sido fatal. Talvez ela tenha morrido de saudades ou talvez estivesse doente. Fizemos o que estava ao nosso alcance, mas eu ainda não conseguia me Livrar da sensação de inutilidade dos nossos Esforços. No fim, nada mesmo dera certo. Não haveria filhotes da Belinha na próxima estação e, se dependesse do Peteco, nem talvez mais rolinhas na face da Terra. Quis, contudo, dar um sentido à vida dela. Queria que conhecessem como era mansa, doce, como Convém às criaturas de Deus. Em minha insignificância, sentei e escrevi essa crônica ...

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA --Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo

 

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