
As voltas e reviravoltas como
“maletilla” pelos campos, a pé, numa vaga perspectiva de algum ganadero lhe
conceder a lide de uma vaca; as incursões nas largadas de Vila Franca, Alenquer
e outras localidades do seu Ribatejo; o deslumbre de ver os cartazes de toiros;
o encanto de ver os lidadores se dirigirem para a “Palha Blanco", toureiros de
"luces", reluzentes e com capotes de passeio deslumbrantes; o silêncio e a
atenção e respeito de os ver tourear…
Depois, já de toureiro de prata a
bandarilhar nas maiores praças do mundo com saídas em ombros ao lado dos
matadores e as invejas de alguns; a decisão de se tornar matador de toiros e
voltar a sair pelas portas grandes já bordado a oiro, por mérito agora
conseguido não só pelas bandarilhas mas também com a muleta, com troféus, ao
lado de todas as figuras do seu tempo; o ter pisado as arenas de todas as
principais praças de toiros da Ibéria, de França, das Américas, ouvindo o
arrepiante OLÉ! no início dos “paseillos” na Monumental de México, esse OLÉ que
gela os corações, que interioriza na alma dos toureiros e que os faz pensar na
única hipótese para que ali estão: triunfar…
Foram memórias de uma vida profissional
de 40 anos e recordações de Mário Coelho – o convidado de honra da Tertúlia
Tauromáquica Eborense – desvendadas no jantar que se realizou na Pousada dos Loios em Évora, nesta segunda-feira 7
de Maio de 2012.
Olé Mário Coelho! 

Dos jornais:
Municípios de norte a sul do País
declaram tauromaquia Património Cultural e Imaterial
O Município de Pombal é um dos sete
municípios portugueses que já declararam a tauromaquia como Património Cultural
e Imaterial de Interesse Municipal, medida que promete ser seguida por outras
autarquias de norte a sul do País.
No caso de Pombal, o executivo
decidiu aceitar a sugestão da Associação Nacional dos Municípios Portugueses
(Secção de Municípios com Actividade Taurina), reconhecendo e declarando a
tauromaquia como Património Cultural e Imaterial do Município.
Tanto a Câmara como a Assembleia
Municipal já aprovaram essa declaração considerando que a tauromaquia integra
um conjunto de “tradições e expressões orais, de artes do espectáculo e de
rituais e eventos festivos”, entre outros argumentos, desde há alguns séculos. Os
dois órgãos autárquicos reconhecem, ainda, que esta arte contribui para o
desenvolvimento turístico da região pombalense, difundindo a sua cultura e
promovendo valores, tradições e costumes.
A freguesia de Abiúl, no concelho de
Pombal, tem aquela que é considerada a “mais antiga praça de touros do País”,
remontando ao tempo dos Duques de Aveiro. Os espectáculos tauromáquicos em
Abiúl decorrem, todos os anos, nos primeiros dias de Agosto, por altura das
Festas do Bodo em honra de Nossa Senhora das Neves.
O primeiro concelho a tomar a
decisão de aderir a este movimento foi o de Vila Franca de Xira, seguindo-se os
de Sabugal (Guarda), Barrancos (Beja), Pombal, Alter do Chão, Monforte e
Fronteira (Portalegre). O próximo a aderir deverá ser o de Alcochete (Setúbal),
segundo a agência Lusa.
A secção de municípios com actividade taurina foi criada em Setembro de
2001 e congrega 40 municípios de norte a sul do País.

No jornal Olé! de 18 de Abril de 2012, Joaquim Tapada aborda
um assunto relacionado com a postura dos nossos cavaleiros que, não obstante de
ser muito pertinente, parece não ser tomado muito em conta pela crítica
taurina.
Penso que os comentadores taurinos em Portugal, além dos
aspectos técnicos das lides propriamente ditas, também se devem pronunciar
quando os intervenientes têm atitudes dignas de reparo. Por exemplo, a boa chamada
de atenção de Joaquim Tapada no seu artigo intitulado “Senhores Cavaleiros,
Porquê? E para quê?”:
[…]
nos nossos dias há uma forma de lidar muito “agressiva” de vários cavaleiros
que parece que se “zangam” com o público. Vão com velocidade até às tábuas após
cravarem os ferros, movimentam o braço direito como se estivessem a chicotear
ou levam o dedo indicador em riste a solicitar “mais um ferro”.
Não é bonito, não
senhor. Talvez seja uma moda, porque são vários a fazer o mesmo. Não direi que
são todos e, para citar só um exemplo, nunca vi Manuel Telles Bastos fazer
isso.
É uma questão de
saber estar.
Pega de João Vasco Lucas (fotografo João Silva)
Tem actualmente a tauromaquia em Portugal e no
forcado amador um dos principais suportes, sendo provavelmente a pega o grande
atractivo do público nas praças de toiros.
Tempos houve em que o toureio a cavalo terá sido o
grande motivo de encanto da aficion com Simão da Veiga / João Núncio; Mestre
Batista / José João Zoio, nomes suficientes para colocar a placa de “Não há
bilhetes”.
No toureio a pé – e não apeado, como alguns o chamam
– é de elementar justiça não esquecer a dupla Diamantino Vizeu / Manuel dos
Santos, que provocavam enormes filas para a compra de bilhetes uns dias antes
das datas das corridas.
Claro que nesses tempos também havia o interesse do
público no grupo de forcados anunciado, mas com o decorrer dos tempos passou a
haver uma maior motivação pela pega e hoje são várias centenas de jovens que já
vestiram a jaqueta e gostam de assistir à corrida à portuguesa.
É assim em variadíssimas praças de toiros do país e
muito no Campo Pequeno.
A última corrida, de inauguração da temporada em
Lisboa, teve a vantagem de ser transmitida pela RTP e portanto a possibilidade
de milhões de espectadores terem visto a importante apresentação de um curro de
toiros da afamadíssima ganadaria Palha para os cavaleiros João Moura, Luís
Rouxinol e Rui Fernandes. Toiros que cumpriram e bem, com excepção do 4º da
ordem.
Grande a expectativa do público para ver os Forcados
Amadores de Santarém e de Lisboa, grupos que no antanho não actuavam juntos e
que na noite de 12 de Abril de 2012 estiveram valorosos frente aos duríssimos e
imponentes toiros da ganadaria Palha
Foi interessante a corrida com imagens que ficarão
certamente na memória de muitos espectadores, tais como as daqueles forcados de
Santarém e de Lisboa que se colocaram em frente dos Palhas e à tauromaquia
portuguesa deram mais um contributo do que é a arte de pegar toiros.
Os toiros não se devem pegar todos de caras de igual
forma e é certamente um motivo de conforto para qualquer cabo de um grupo ter
um forcado como João Vasco Lucas que resolveu e bem a situação que se
apresentou aos Amadores de Lisboa quando o toiro que encerrou praça derrotou
violentamente Pedro Gil na sua 2ª. valorosa tentativa.
Pelos assobios que se fizeram ouvir na Monumental do
Campo Pequeno, nem todo o público entendeu que, numa situação assim, o forcado
que vai emendar um companheiro, já na 3ª. tentativa do grupo e perante um toiro
com muitíssimo poder, deve não complicar mas sim resolver com eficiência. Por
isso, João Vasco Lucas não deu vantagem ao toiro abreviando o cite.
Se, por absurdo, a emenda fosse tentada em mais
algumas demoradas tentativas e mesmo assim consumada a pega, dir-se-ia que o
forcado foi eficaz. Assim, direi que foi eficiente.
E há diferença entre eficácia e eficiência. A
eficiência é mais inteligente.
Um olé, para a eficiência de João Vasco Lucas!

Foi o
Grupo de Forcados Amadores de Santarém fundado em 1915, sendo actualmente o Grupo mais
antigo, pois tem tido actuações sequenciais e regulares durante todos os anos.
Assim, é
natural que muito da cultura e ética do forcado amador tenham sido valorizadas
dentro deste Grupo e transmitidas estas tradições também para outros Grupos,
provavelmente por alguns elementos terem sido, mais tarde, cabos de outros
forcados amadores como por exemplo Simão Malta e Joaquim José Capoulas
(Montemor-o-Novo) e João Nunes Patinhas (Évora)
Assim,
quem conhecer um pouco o historial da pega de caras saberá que se atribui a
Fernando Falcão de Vasconcelos o cite de largo, dando vantagem ao toiro, executado pela primeira vez nas
arenas de Portugal por esse forcado dos Amadores de Santarém, não obstante do
grande divulgador deste aspecto da pega ter sido de D. Fernando de
Mascarenhas.
Desde
aí, passaram os aficionados a ter a possibilidade de apreciar a pega de caras
com alguns momentos do toureio, nomeadamente quando durante o cite o forcado
consegue “parar”, “mandar” e “templar”. A pega de caras deixou assim de ser só
uma manifestação de valentia e destreza para passar a ser também uma arte e
assim, cada vez mais, executada por um maior número de forcados.
Desses,
surgiu um nos anos 60 do século passado - também ele nos Amadores de Santarém –
que imprimia no cite um aspecto muito peculiar, pisando os terrenos com postura
toureira, num passo gingão muito próprio e que causava sempre em todos os sectores da praça uma forte
ovação mesmo antes da pega ser consumada. Esse antigo e valoroso forcado chama-se
José Manuel Sousa Dias e foi ele o convidado de honra da Tertúlia Tauromáquica
Eborense, no jantar que se realizou em Évora na Pousada dos Lóios, na noite de
2 de Abril de 2012.
Jantar
muito agradável de convívio taurino com memórias bem interessantes não só do homenageado
mas também de alguns amigos que recordaram esses tempos.
Antiga Praça de Toiros do Campo de Sant'Ana
Nos finais
do século XIX, no ano de 1880 e durante o reinado de D. Luís I, na Praça de
Toiros do Campo de Sant’Ana, em Lisboa, registou-se a morte, quase
sucessivamente dos moços de forcado “Coradinho”, Joaquim Escuma e José Luís
Pereira, tendo o Governador Civil de Lisboa proibido a prática da pega nas
arenas da capital do reino, o que deu lugar aos mais vivos e emocionantes
protestos.
O público em
geral e os aficionados em particular insurgiram-se contra esta interdição, tendo
Ramalho Ortigão publicado diversos artigos na defesa do forcado e da pega nas
suas “Farpas”, onde escreveu: “não havia
no mundo espectáculo mais nobremente sugestivo, mais virilmente belo, mais
legitimamente português”
A pega
voltou novamente a ser autorizada em Lisboa no ano de 1882. José Duarte Ramalho Ortigão

Elena María Isabel Dominica de Silos de Bourbon y Grécia - Duquesa de Lugo A infanta Elena, duquesa de Lugo,
aquando do casamento da princesa Victória da Suécia com Daniel Westling,
apresentou-se com um lindo vestido, com aplicações goyescas e que simulava um
capote de toureio. Vestido desenhado pelo estilista espanhol Lorenzo Caprile y
Lucientes. A foto foi publicada nas mais
diversas revistas e jornais desse mês de Junho de 2010, onde se fez referência
à oportunidade da filha mais velha do rei de Espanha divulgar, tão bem, a sua
defesa à tradição e cultura tauromáquica do seu país. 
Aficion certamente herdada de sua avó María de
las Mercedes de Bourbon dos Secilias y Orleans, condessa de Barcelona.

ESPANHA – Associações Ganaderas Depois de terminar a Guerra Civil
e a vitória de Francisco Franco e até 1945, os assuntos relacionados com as
ganadarias estavam no âmbito do Sindicato do Espectáculo. Nesse período
realizou-se um inquérito oficial tendente a ser constituído um registo ganadero
da raça brava (Clasificación Registral Ganadera). Nessa classificação foram criadas
diversas categorias, sendo que na primeira foram reunidas 101 ganadarias que foram
reconhecidas como as que dispunham as melhores castas. De notar que nessa classificação
foram admitidas as seguintes ganadarias portuguesas: --
Assunção Coimbra --
Faustino da Gama --
Emílio Infante da Câmara --
José Infante da Câmara --
Palha Blanco --
Duque de Palmela --
Pinto Barreiros
Em 15 de Setembro de 1945 foi
criado pelo governo de Espanha o “Sindicato
Vertical de la Ganadería”, onde estava incluído o sub-grupo de “Criadores de Toros de Lídia”, tendo as ganadarias
portuguesas continuado na 1ª. categoria.
Pablo Hermoso de Mendoza
Na sua última edição da revista "Novo Burladero" deste corrente
mês de Março, David Leandro faz uma excelente apreciação a um editorial de João
Queiroz, onde em remate do artigo se pode ler:
[…] “estando
a salvaguarda da “Arte de Marialva”, ao que parece, entregue a Pablo Hermoso de
Mendoza, não há motivo de preocupação, pois está, com certeza, muito bem
entregue. A este propósito e porque não me consta que tenha aparecido alguém,
leia-se cavaleiro tauromáquico português, que se tenha proposto tomar em mãos
essa tarefa, julgo perceber que toda a gente está cómoda e conscientemente de
acordo.”
Concordo em geral com os escritos de
David Leandro, que leio regular e mensalmente há vários anos. Neste “Eu, pessimista, me declaro”, que
recomendo aos meus amigos, só considero que o articulista poderia ter “carregado
a sorte” e ter feito ligeira referência à recente moda dos cavaleiros
portugueses irem a terras espanholas receber ou confirmar a alternativa, cheios
de razão certamente porque a “Arte de Marialva” dentro de pouco tempo talvez
passe a ser conhecida pela “Arte de Cañero”. 
Na noite de 5 de Março
realizou-se na Pousada dos Lóios em Évora o jantar mensal da Tertúlia
Tauromáquica Eborense, tendo recebido como convidados de honra dois açorianos
aficionadíssimos: o ganadero José Baldaya e o presidente da direcção da
Tertúlia Tauromáquica Terceirense Arlindo Teles.
Foram momentos
interessantes, com explicações detalhadas do actual momento da ganadaria
Baldaya – que em 2011 enviou um excelente curro para a Praça Monumental do
Campo Pequeno – tendo sido o ganhador dos prémios de bravura dessa temporada.
Também foi abordado o tema relacionado com a enorme aficion do povo da Ilha Terceira,
das suas Festas Sanjoaninas; da necessidade de se promover mais toureio a pé em
Portugal e reflexão sobre a “sorte de varas” ser ou não indispensável nas
arenas portuguesas.
Além dos elementos
habituais, também estiveram presentes e como convidados da Tertúlia Eborense os
aficionados Simão Comenda e Marco Gomes que deram um bom contributo nestas
conversas taurinas.
Adelino de Carvalho
No 1º. quartel do século XX, na maioria das corridas
actuavam grupos de forcados profissionais, com realce para um grupo de Vila
Franca que foi comandado por um valentíssimo forcado que se chamou Manuel
Burrico.
Anteriormente,
no final do século XIX, aquando das inaugurações das Praças do Campo Pequeno e
de Évora, foram os Forcados Profissionais dos Riachos que pegaram os toiros.
Antes
dos grupos de amadores, do Ribatejo e de Santarém, destacou-se o Grupo de
Forcados Amadores do Real Club Tauromáquico Português com Carlos d’Avellar Pereira que se
notabilizou como um dos cabos, onde o próprio Jayme Godinho se iniciou e mais
tarde foi comandar os Amadores do Ribatejo. Nesse Grupo do Real Club,
destacaram-se também alguns elementos, nomeadamente Leopoldo Finzi. Pedro d’Abreu,
Eugénio Nunes Monteiro, João Perestrello de Vasconcellos, Mariano Ribeiro,
Arnaldo Futcher, Vasco da Câmara, Filipe Lamas, João Nascimento e Raul Cohen,
entre outros.
Como
é do conhecimento geral o Grupo dos Amadores do Ribatejo desfez-se e deu origem
em 1915 ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém, comandado por António Gomes
de Abreu – que tinha só 19 anos de idade – mas nos primeiros tempos este Grupo
teve poucas actuações e só em 1923 é que se apresentou pela primeira vez na
Praça de Santarém, numa corrida que repartiu cartel com um Grupo de Forcados
Amadores do Porto.
Os
forcados profissionais mantiveram-se ainda por muitos anos e é de elementar
justiça realçar o nome de Edmundo de Oliveira que nas décadas de 30 e 40 divulgou
com honra e brio o Grupo do Vale de Santarém, de que foi cabo.
Nos
meados da década de 40 surgiu outra glória dos forcados profissionais, este de
Alcochete, que se chamou Artur Garrett.
Por
fim e durante muitas épocas os Profissionais de Lisboa, onde se destacaram como
cabos os forcados António Matias “Leiteiro”, João Raiva, Alberto Vieira e Adelino
de Carvalho.

De
toiros são muito poucos os que entendem.
Por
vezes há pessoas que nunca viveram em ambiente próximo dos locais onde há
touradas e, porque nunca viram, pensam que não gostam.
Claro
que nem todos os espectadores são aficionados e nas praças de toiros estão
sempre alguns turistas e outras pessoas que assistem à corrida como o poderiam
fazer num outro espectáculo qualquer.
Aficionados
são os que gostam e vão, com mais ou menos regularidade, às touradas.
Contudo,
ser aficionado não quer dizer que seja entendido e que saiba tudo de toiros.
O que
sabe tudo da tauromaquia ainda não apareceu. Continuamos à espera que esse tal
apareça. Aguardamos!

Com a devida vénia aqui se reproduz uma parte da coluna CORREIO DO PARLAMENTO, que o semanário "Correio do Ribatejo" iniciou nesta semana. Esta coluna é da autoria da deputada eleita por Santarém, Margarida Neto, que oportunamente aqui voltou a bordar o tema que foi discutido no Plenário da Assembleia da República na passada semana: (…) E já que falamos em direitos
e em liberdade, convém lembrar que os aficionados e todos aqueles que vivem em
torno das corridas de toiros não são insensíveis e respeitam os animais, não
são nenhuns assassinos, medrosos, cobardes, sádicos, ignorantes… epítetos vulgarmente
atribuídos por aqueles que não respeitam o direito que cada um tem de acolher a
arte, a cultura e a tradição.
(…) Aqueles que não aceitam, não
toleram nem respeitam a liberdade dos outros, entendem que as corridas de
toiros são ética e moralmente inaceitáveis. Eu também acho que a forma como
tentam condicionar a liberdade de cada um, recorrendo ao insulto e à difamação,
uma prática moral e eticamente duvidosa, mas é a minha opinião e temos todos o
direito a ter opiniões diferentes. Podemos não concordar, mas não podemos
impedir nem condicionar. Em Democracia é assim! Ora aqui esta uma senhora deputada "sem receio de não estar politicamente correta e à moda de Bruxelas".

De 17 a 19 de Janeiro de 2012
realizou-se em Tlaxcala – República de México – o Colóquio Internacional A
Festa de Toiros onde intervenientes de diversos países destacaram a necessidade
de salvaguardar a tauromaquia.
Neste Colóquio, que foi
organizado pelo Instituto Tlaxcalteca de
Desarrollo Taurino pretendeu-se defender que a UNESCO reconheça a
Tauromaquia como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
As conclusões do Colóquio serão
enviadas ao Instituto Nacional de Antropologia e História, que depois a remeterá
à UNESCO.

De México, uma pintura de Hugo Morales e um poema de María Isabel Galván Rocha:
Banderillero; Banderillero...
Vuelas sobre arena y
nunca casual,
brazos en despliegue
como alas de ave,
sobre el tiempo de tu
espacio; ofrenda
vuelve en espíritu de
corazón taurino.
Y frente al movimiento, casi a galope,
astas hirientes contra tu propio viento,
ensayas diestro ímpetu de ansia bailarina
sobre lomo de bestia; la colorida percusión.
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