SOL

ACTIVIDADES DO PNL - 5º B e o TEATRO DE FANTOCHES

ACTIVIDADES DO PNL - 5º B, EM COLABORAÇÃO COM A PROFESSORA OLINDA GIL:

O teatro de fantoches que andámos a preparar nos dois últimos períodos finalmente ficou pronto a apresentar.

2º Período

1º tempo

 Leitura e escrita de um texto sobre o romance de D. Pedro e D. Inês.

2º tempo

Preparação de uma peça de teatro de fantoches baseada

nesta história de amor.

Materiais: colheres de pau, caixote de cartão, guaches, pincéis, lãs e tecidos.

Início da construção do castelo - cenário.

3º tempo

Continuação da construção de um castelo medieval.

4º tempo

5º tempo

Leitura de textos sobre a época medieval.

 

3º Período

6º tempo

 Conclusão do castelo/cenário para a peça de teatro de fantoches.

7º tempo

Adaptação da história de Pedro e Inês para texto dramático.

8º tempo

Continuação da escrita do texto dramático sobre o romance de D. Pedro e D. Inês.

9º tempo

Conclusão da história em texto dramático.

10º tempo

Eleição do melhor conto da turma (concurso de contos).

11º tempo

Ensaio da peça de teatro de fantoches.

12º tempo

Escolha de personagens. Ensaio da peça de teatro de fantoches.

13º tempo

Leitura  dramatizada da peça. Apresentação à turma.

Exposição dos trabalhos  na biblioteca da escola.

14º tempo

Entrega de trabalhos dos alunos. Auto e hetero avaliação.

 

Publicado por PaulaRodrigues | 4 Comentário(s)
Arquivado em: ,

Ser poeta no 7ºA

A poesia dos meninos do 7ºA

Ser poeta é…

 

Ser poeta é…

Ser escritor

Ser criador, sonhador…

Fazer de um sonho o esplendor;

Saber escrever a sua dor…

 

                                                                 Beatriz Cortês

 

Saber escrever

                E o que vai na alma dizer.

                É expressar os sentimentos,

                Saber viver os melhores momentos.

 

                Ser poeta é alegria!

                Saber rimar é poesia!

 

                                                                Rodrigo Assunção

 

Expressar os sentimentos

Que nalguns momentos

Nos fazem lembrar

Que os nossos lamentos

São pequenos deslumbramentos

Que nos fazem chorar…

                                                               Andreia Marteniano

Ter sentido de humor,

          Fazer versos.

          É também saber fazer

          Poemas de amor.

                                    

                                                               Ricardo Laranjinha

 

Para ti eu sou poeta

Para mim tu és o luar

És o limite da meta

Que hoje desejo alcançar.

                                                              

           Tatiana Pacheco

 

É ser o infinito,

É lutar pelo que acredito.

É dar ao mundo os sentimentos

Que vivemos em certos momentos.

 

                                                      André Oliveira

Saber exprimir

E o que vai na alma sentir.

É imaginar a história da vida

E pintá-la numa tela colorida.

                                                                              Diogo Ribeiro

Ser verdadeiro

Criar a nossa poesia

É vivê-la como um guerreiro

É ser feliz dia após dia!

                                                                              Jéssica Malveiro

Saber criar

E com isso imaginar

Uma história de encantar

Que nunca vai acabar.

É…                               

Amar!

Voar!

Pintar.

Chorar…

Declamar,

Rimar!

É Poesia!

É pura magia!

                                                               Carla Brito

 

Publicado por PaulaRodrigues | 2 Comentário(s)
Arquivado em:

Teatro de Fantoches - Pedro e Inês

Teatro de Fantoches - 5º B

  • 1ª Parte - Confecção dos fantoches:

Colheres de pau; lãs, botões, cola, canetas de feltro, missangas.

 

Com colheres de pau fazem-se lindos fantoches.

Vejam lá se não fiquei bonita!

Eu sou uma princesa!

Eu também sou bela, sou a bela Inês.

Eu sou o príncipe D. Pedro e fui feito pela Madalena.

Eu sou a D. Constança.

Publicado por PaulaRodrigues | 2 Comentário(s)
Arquivado em:

O Beijo

 

 Aqui fica o Beijo de João de Deus, poema que os meus alunos dramatizaram.

Beijo na face,
Pede-se e dá-se:

Dá?
Que custa um beijo?
Não tenha pejo:
Vá !

Um beijo é culpa,
Que se desculpa:

Dá?

A borboleta
Beija a violeta:

Vá !

Um beijo é graça,
Que a mais não passa:

Dá?
Teme que a tente?
É inocente...
Vá !

Guardo segredo,
Não tenha medo:
Vê?
Dê-me um beijinho,
Dê de mansinho,
Dê !

 (BEIJO...)


Talvez te leve
O vento em breve,
Flor !

A vida foge,
A vida é hoje,
Amor !

Guardo segredo,
Não tenhas medo

Pois !
Um mais na face,
E a mais não passe !

Dois...

Oh ! dois? piedade !

Coisas tão boas...
Vês ?

Quantas pessoas
Tem a Trindade?

Três !


 

Três é a conta
Certinha e justa...

Vês?
E que te custa?
Não sejas tonta !

Três !

Três, sim: não cuides
Que te desgraças:
Vês?

Três são as Graças,
Três as Virtudes;

Três.

As folhas santas
Que o lírio fecham,


Vês?

E não o deixam
Manchar, são... quantas?

Três !

João de Deus
1830-1896

 

Não à Indiferença

 

 

Não à Indiferença

 

 

Podia ser uma história bonita. Mas esta que vos vou contar não é bonita nem animada. É uma história de vida, ou se preferirem, de muitas vidas, conforme…

Bem, então cá vai… querem que conte ou não? …

- Então está bem.

Era Inverno, o segundo de trezentos e sessenta e cinco dos dias de 2009. A água gelada corria lamacenta junto às bermas das estradas, transformando-as em efémeras ribeiras de um castanho terra avermelhado. Pelas persianas das casas escorriam as gotas de um silêncio que a chuva quebrava com o seu som melancólico. E nesta tarde cinzenta, as nuvens espessas descarregavam as lágrimas do seu lamento, que assim confluíam para essas ribeiras lamacentas.

A paisagem campestre interrompe por vezes a argamassa e o betão e ali, nunca se sabe ao certo se é de cidade agrícola que se trata, ou de agricultura citadina.

Foi aqui, neste misto de cidade e campo, que ocorreu esta história.

Os meus pais tinham-se deslocado do seu cantinho, algures na paz e sossego da aldeia alentejana para visitarem nesse dia a sua querida filha e aproveitar estes primeiros dias da azáfama dos saldos. Era sempre bom dar uma voltinha ao Fórum e aproveitar para comprar qualquer coisinha que estivesse a preço.

A chuva era incessante. No percurso para o Fórum íamos observando aqui e além um rebanho de ovelhas, mais acolá uma manada de bois, as cabras, que reflectiam a carência de pastagens, embora por estes dias as chuvas tivessem dado lugar a um ou outro rebento de erva -  apenas aquele que tinha conseguido vencer a adversidade das fortes geadas.

A seguir à ribeira que ladeia a nova ponte (e que abre portas para mais um sinal da forte modernidade deste século em plena evolução – o TGV) lá se encontrava ele – um animal – este especial pela sua singularidade. Já vão saber porquê.

Era branco, um branco imaculado. Mantinha, embora, toda a candura e pureza na sua cor. Escorria-lhe pelo dorso, a água gelada deste dia de Inverno. Em pé, pescoço flectido, olhos mortos, ausentes, fixos no chão, ou quem sabe, em lugar nenhum, abandonava-se ao seu estado de dor e profunda tristeza. A posição dos membros deixava antever a dor da humilhação e do abandono, para lá das outras dores físicas e do cansaço. Junto aos seus quadris fundos, sobressaíam uns ossos cobertos pela alvura do pêlo molhado. Junto ao rosto caíam-lhe duas manchas profundas e escuras, de lágrimas negras que já lhe perfuravam a carne e abriam duas longas feridas.

Ali, abandonado à sua triste sorte e amarrado à corda da indiferença que lhe envolvia o pescoço, rendeu-se, impotente ao destino que o Homem lhe deu. Aguardava, já indiferente, a morte. Enquanto muitos passavam ao seu lado e se surpreendiam com a nova ponte do TGV, eu fui violentamente agredida, apedrejada, ferida na alma por este sofrimento.

Liguei às autoridades e pedi que tomassem conta da ocorrência, visto que o animal já se encontrava ali há bastante tempo, entregue à triste sorte, sem comida, nem agasalho, em pleno século XXI, num país dito desenvolvido, onde a civilização citadina se mistura com o mundo rural. Os senhores das autoridades responderam que iriam tomar conta da ocorrência. Assim fiquei. Inquieta na minha consciência, mas acreditando na responsabilidade do ser humano. Por vezes é preciso acreditar que algo mudou nesta sociedade.  Acreditei nisso e o meu espírito acalmou. Passaram dois dias, e nessa altura passei pelo local anunciado. Lá estava ele – agora caído sobre a sua dor, pendido sobre a sua humilhação, alienado da civilização que o ignorou. Abandonado, envergonhado por não ter tido direito a morrer com dignidade. (não há humilhação maior para um animal do que ser obrigado a morrer à vista de toda a gente e dos seus semelhantes, sem poder esconder a sua mágoa e a sua dor. Nem isso lhe foi concedido!). Foi assim. Foi necessário que tivesse morrido confinado à corda da indiferença que o aprisionou a este mundo de hipocrisia!

Era um animal, de que espécie ainda não sabem, pois não?

Tanto faz, podia ser qualquer um, até um animal humano morre assim, em qualquer canto, do mesmo modo, porque a indiferença, essa, não reconhece raças, nem espécies.

Pois. Este era um burro.

 

                                                                                               

4 de Janeiro de 2009

 

     Paula Rodrigues

 

Publicado por PaulaRodrigues | 0 Comentário(s)
Arquivado em:

Feira do Livro

 

Decorreu na nossa escola a Feira do Livro.

Aqui vos deixo alguns versos que criei, para serem anexados ao painel representativo da cultura popular da região que se encontrava exposto na Feira do Livro.

 

Nas asas da tua aventura

Aprendi a esvoaçar

És o livro que com ternura

Me ensinou o verbo amar.

 

 

Sou habitante de Colos

Gosto muito de ler

Venho à feira do livro                                                       

Que na Escola está a decorrer

 

 

Oiçam lá rapaziada

Venham daí, vamos ler

Gosto de ser presenteada

Com cultura, arte e saber!

 

 

Sou boneca manequim

Mas gosto muito de o ser

E por ser moça instruída

Também cá venho para ler.

 

 

 

Gosto muito da leitura

Sou rapariga de miolos!

O que prova que há cultura

Cá na freguesia de Colos!

 

 

Colos é a terra onde vivo

Onde brinco e jogo à bola

E hoje vou escolher um bom livro

Na feirinha da nossa Escola.

Publicado por PaulaRodrigues | 0 Comentário(s)
Arquivado em:

Amar o mar

Coffee 

 

Água

 

Turva vai correndo

Como sangue nas minhas veias

Fria, cálida, dura

Assim é o meu coração

Corre  e percorre todo o meu ser

Que se arrasta na corrente

Como  verme de água salgada

Que surge da margem parada

Desliza até ao mar

Este mar que me chama

Esta água que canta a canção do meu naufrágio

Enleva-me, engole-me

Suplica-me

E eu aqui a olhar-te

Escorrendo pelos lábios ardentes

A seiva do teu desejo

Mergulho-me e abandono-me no prazer da tua corrente

Como fogo ardente

Deixo-me ficar neste atónito desafio

E tu sacodes-me violentamente

Para a margem do teu rio

Devolves-me à realidade deste amargo acordar.

 

Publicado por PaulaRodrigues | 1 Comentário(s)
Arquivado em:

O Poço de Ryan

Hoje gostaria de partilhar convosco este texto, que pela sua singularidade e beleza, me parece oportuno, tendo em consideração a actual conjectura.

O poço de Ryan

 

O poço de Ryan não é a continuação do filme de guerra "O soldado Ryan"; trata-se de um verdadeiro poço de água natural, de um poço que faz brotar água fresca para apagar a sede.

Ryan Hreljac é um rapaz canadiano de onze anos. Certo dia escutou na escola a descrição da sede que sofrem, as crianças africanas da sua idade. Ficou muito impressionado, bem como todos os seus colegas. Mas Ryan deu um passo mais: da impressão passou à acção. Prestando serviços domésticos conseguiu 70 dólares. Tinha ouvido que com essa quantia se podia abrir um poço. A Water Can de Otava, companhia que recolhe fundos para África, informou-o de que não bastavam 70 dólares para escavar um poço, mas 2.000. Ryan não se deu por vencido, e aceitou o desafio de conseguir 700 dólares para juntar ao que já tinha, e o que faltasse o cobriria a Water Can. O seu empenho tenaz deu fruto e passado pouco tempo um poço de água brotava na aldeia de Angolo, no Uganda do Norte. A notícia divulgou-se por todo o Canadá, e o projecto de Ryan cresceu até se converter na fundação "Poço de Ryan". Já conseguiram 750.000 dólares para ajudar pessoas necessitadas de África.

Poder-se-ia pensar que o poço em Angolo é o sonho realizado de um menino. No entanto, creio que neste caso a realidade é maior, pois o sonho continua e cresce em cada projecto realizado. Ryan vive habitualmente como um bom filho e estudante, mas o seu poço despertou a generosidade de muitas pessoas.

Quando tive notícia do poço e de Ryan lembrei-me imediatamente de Jesus: "E todo aquele que der de beber ainda que seja só um copo de água fresca a um destes pequenos, por ser meu discípulo, asseguro-vos que não perderá a sua recompensa" (Mt. 10, 42). E quantos copos de água fresca terá já dado Ryan!

Agrada-me este exemplo porque volta a gritar-nos bem fundo no coração que fazer bem aos outros  é o melhor projecto para a vida. Uns escavarão poços, outros construirão casas, outros curarão doentes. Um poço nas regiões africanas é uma bênção. O seu olho cristalino volta-se sempre para cima e guarda na sua pupila o reflexo do céu. O poço repara também no rosto que se debruça, para falar com ele. Sorri-lhe em silêncio e memoriza a sua figura com traços trementes. Há um pacto de amizade. O círculo sereno das suas águas só se perturba quando cai desamparado um balde. Não sofre o poço. O eco da água é sorvido com um toque jubiloso de trombeta. Talvez Ryan não o saiba, mas em cada poço, no seu fundo, onde se mistura a luz externa com a sombra da terra, há uma imagem sua. Cada poço traz nas suas águas o rosto de um menino que estendeu a mão ao irmão necessitado.

Desejo a Ryan que persevere no bem que iniciou e que mantenha o seu coração atento e generoso.  Oxalá que este campeão canadiano jamais se contente com o já conseguido. Cada balde de água dos seus poços traz consigo uma gota da sua vida. Desejo-lhe que continue a abrir poços e que o seu amor dê também de beber às pessoas que morrem de sede pelos seu egoísmo.

 Não sei se terei algum dia a oportunidade de beber água de um poço de Ryan. Talvez seja mais fácil estreitar a sua mão e  dizer-lhe:  "Que formoso gesto de amizade. Obrigado, Ryan"!

 

(Álvaro Correa) - Tradução, para A Aldeia, de Eduardo Rocha

Publicado por PaulaRodrigues | 1 Comentário(s)
Arquivado em:

Poema

 

Lágrima de preta

 

 

Encontrei uma preta

que estava a chorar

pedi-lhe uma lágrima

para analisar.

 

Recolhi a lágrima

com todo o cuidado

num tubo de ensaio

bem esterilizado

 

 

olhei-a de um lado,

do outro e de frente:

tinha um ar de gota

muito transparente.

 

Mandei vir os ácidos,

as bases e os sais,

as drogas usadas

em casos que tais.

 

Ensaiei a frio,

Experimentei a lume,

De todas as vezes

Deu-me o que é costume:

 

Nem sinais de negro,

nem vestígios de ódio.

água (quase tudo)

e cloreto de sódio.

 

 

(António Gedeão)

 

Publicado por PaulaRodrigues | 3 Comentário(s)
Arquivado em: