Uma das técnicas marxistas é a da deturpação histórica. É uma prática nos países dominados pelo comunismo. Leva mesmo, se necessário, ao investimento caro em “obras” de pseudo-informação, uma esforçada ficção para que na Opinião Pública fique uma imagem diferente do que é a realidade. Isto passou-se, por exemplo, nos países que, na Europa, estiveram ocupados pelo imperialismo comunista soviético, e na própria Rússia. Após a queda do Muro de Berlim e com a abertura dos arquivos dos regimes depostos, hoje é abundante a literatura sobre estes lôgros que os comunistas procuraram impingir às gerações seguintes e à Humanidade. O ridículo ia ao ponto de republicar fotografias oficiais onde, em relação às mesmas anteriormente publicadas, retoques suprimiam ou encaixavam pessoas, conforme os interesses de ocasião nesses regimes comunistas. E são regimes ditatoriais e assassinos como estes, que também aqui, na nossa terra, há gente que no-los querem impingir, enquanto os incautos vão encolhendo os ombros, vão dizendo “não faz mal”, ou até existe quem lhes seja reles colaboracionista. Essas mentiras oficializadas, deturpação da Verdade intelectual e histórica, levantam uma outra questão. Como é possível que alguém que preze a honestidade, se preste a fazer, pagar, incentivar ou colaborar em coisas destas? Obviamente que, primeiro, por razões político-ideológicas. Quem observar os que na nossa sociedade lutam por um regime totalitário, de “direita” ou de “esquerda”, facilmente detecta-lhes que os fins criminosos, anti-democráticos, a que se devotam, na consciência deles justifica-lhes o recurso a qualquer meio. Esta ausência de respeito pela Ética e pelo primado da Pessoa Humana, foi sempre a marca dos regimes fascistas, fossem estes comunistas ou de extrema-direita. Segundo, há os mercenários. Na nossa sociedade há sempre gente disposta a tudo, desde que lhes paguem. E aqueles que sem escrúpulos, sabendo-o, obviamente que não hesitam em utilizar gente desta, até num cálculo errado sobre os seus próprios interesses. Terceiro, temos o caso das patologias psíquicas individuais que, por sua iniciativa ou a mando de outros, não hesitam em desenvolver tais métodos reles como o da desonestidade intelectual, só para dar vazão aos seus ódios, às suas frustrações, aos seus complexos acumulados, etc., por aí fora na sua carga de anómalos. Perguntar-me-ão, então a Democracia é para isto?!... Então a sociedade indevidamente feita culpada por responsabilidade e problemas que são única e exclusivamente pertença dos titulares desses comportamentos, é obrigada a aturar tudo isso, prejudicando-se?!... É o preço da Democracia. A dignidade da Pessoa Humana não prescinde de um regime em que estejam assegurados os Direitos, Liberdades e Garantias de cada um, pelo que a Ética do regime democrático não pode recorrer a métodos repressivos que o ponham em causa, sob pena de também sucumbir às tentações totalitárias ou camuflados abusos de poder. Por ser o regime menos mau, conhecido na História, a sua sobrevivência não é fácil. Tem de pactuar com inconvenientes notórios, a sua fragilidade estrutural tem de ser compensada por leis justas e por governação prestigiantemente eficaz que estabeleçam uma solidez apta a secundarizar e a retirar força aos inimigos da Democracia e aos incapazes de se Lhe adaptar. Por isso, os legisladores têm de ser aptos para definir as fronteiras do bom-senso e da Ética, a partir das quais existam mecanismos que neutralizem tudo o que fundamentalmente ponha em causa sobrevivência do regime democrático e dos Direitos, Liberdades e Garantias dos Cidadãos que escolheram nele viver. Bem como nenhum Poder de Estado, na sua actuação, pode ser deixado subverter o regime democrático. E sempre tendo presente que, uma coisa é regime democrático, outra coisa um mero sistema político-constitucional. Este está sujeito ao aperfeiçoamento obrigatório daquele. Ora, a “euroesclerose” existe, precisamente porque o indevidamente chamado de “pós-modernismo” vem destruindo os Valores e Princípios que dão solidez à civilização democrática, ao ponto de hostilizar outros como se fossem “bárbaros”, desrespeitando-os, por exemplo, com guerras e outros processos políticos destinados ao insucesso. 7
As «vuvuzelas» locais
Post-Scriptum: A RTP e a RDP locais, hoje pelo facciosismo que delas se apoderou, organizações absolutamente inúteis, dispensáveis, que felizmente não custam dinheiro à Região Autónoma – ainda não pagaram o terreno onde está a RTP – mas que é o Estado central a pagar e a mandar, lá saberá o porquê desta «despesa», tais «estações» também promovem as ruidosas e incivilizadas «vuvuzelas». Todos os dias, o telejornal e restantes noticiários são um ruído de «vuvuzelas», uma sequência de «tempos de antena» dos Partidos, fora do que a lei estabelece, para favorecer a Oposição e em termos de critérios propositadamente diferentes do Continente e dos Açores. Trata-se de «vuvuzelas», não só pela quantidade e exagero de frequência, como não passam de mero ruído que, por ser sempre a mesma coisa, o mesmo disparate, só incomoda a população, farta, levando a passar a outro canal, comprovando a inutilidade dessas «estações» sob «poder popular». Agora venham dizer que a «vuvuzela» é só na África do Sul....
|