Isto de não tratar do meu Blog como deve ser tem os seus problemas. Perde-se o ritmo de escrita, falta-nos o assunto e por fim, temos de vencer uma certa inércia que acaba por se instalar. Hoje apeteceu-me escrevinhar qualquer coisa. Mas o quê? Por mais voltas que desse à cabeça, nada parecia fazer sentido. Sentado em frente ao computador, olhando pela janela, reparei que o dia estava tristonho. Feio, mesmo. E de repente fui “transportado” no tempo para uns dias atrás, para uma esplanada onde estive sentado, gozando um solzinho muito agradável e a presença igualmente radiosa duma amiga. Ai, ai, se ela lê isto... Bem, não há-de ser nada, eh eh eh... Conversa puxa conversa, acabei por lhe contar uma história vinda dos meus 15 anos e que agora, por falta de melhor, vou passar para vocês. Há muito, muito tempo, numa galáxia distante... Não, não é nada disto. Recomecemos.... Há muito, muito tempo, tinha eu 15 anos, os meus Pais decidiram dispor de um mês do meu tempo de Férias de Verão e “espetar comigo” num colégio interno para estrangeiros, num país europeu. A ideia era obrigar-me a praticar uma língua estrangeira e dar-me a conhecer outras realidades, longe de casa. Escusado será dizer que, na altura, detestei a ideia... Mas não havia nada a fazer. Fui! Chegado lá e passados que foram apenas 3 ou 4 dias, estava já perfeitamente integrado no meu novo ambiente. Tinha feitos novos amigos. O “meu” novo grupo rapidamente se revelou infernal. Havia um italiano, um espanhol, um australiano e eu, portuguesinho de gema... cada um mais diabólico que o outro... Certo dia, o colégio organizou uma viagem à capital. Durante o trajecto de autocarro, foram-nos dadas explicações. Iríamos ficar “à solta”, em grupos de 4 ou 5 elementos e só teríamos de voltar ao ponto de reunião ao fim do dia. SOLTOS, finalmente!!! Escusado será descrever os sorrisos malandros que apareceram nas nossas caras. Mas o pior estava para vir... O professor encarregado da excursão aproximou-se do nosso grupo e explicou-nos que tínhamos de tomar conta dum aluno turco que por lá andava, coitado... Pois! O turco em questão era um “miudeco” de 10 anos de idade e que apenas se fazia “compreender” em turco! Desgraça!!!! Bem protestámos, mas não havia nada a fazer. Eram ordens do Director. Estávamos feitos...!!! Começámos a passear, levando o totalmente alheado turco bem enquadrado no meio de nós. Claro que não pretendíamos ver Museus, não queríamos saber se os relvados dos jardins públicos também eram verdes... claro, nada disso... Estávamos mais interessados noutro género de diversão. E de repente, lá estava ela, parecia que à nossa espera, eh eh he... Um cinema, com aqueles filmes marcados por vários “XXX” e com os “para maiores de 16 anos” bem visíveis. O problema era o raio do turco e os seus desprezíveis 10 anos de idade. Nunca nos deixariam entrar com ele. Estávamos os 4 desesperados. E o raio do turco continuava a exibir o seu estúpido sorriso, completamente a leste do nosso problema! O espanhol até lhe queria bater, coitado, eh eh eh... Até que tive a Ideia do Ano...!!! A cerca de 30 metros do cinema, havia uma pequena esquadra da Policia. Valia a pena tentar. Revelei o meu plano aos meus amigos, agarrei no turco pela mão e dirigimo-nos para lá... Ao primeiro polícia que nos apareceu pela frente, contei o que pretendíamos. Fomos então levados para um pequeno gabinete, onde repeti a história. Que pretendíamos ir ao cinema da esquina, que o turco não entrava e que estávamos ali para pedir ajuda à Polícia. Deixávamos lá o turco (mais protegido não podia ficar) enquanto durasse o filme e voltaríamos imediatamente para “levantar a encomenda”. O agente não conseguia ocultar um sorriso. Fez-nos sofrer durante um bom bocado, fez-nos jurar que voltaríamos mal acabasse o cinema e ficou com a fotocópia dos nossos Passaporte, com que éramos obrigados a andar em permanência. Tínhamos GANHO!!! Eh, eh ,eh! O turco só percebeu o que lhe ia acontecer quando nos viu sair dali e o obrigaram a sentar-se numa cadeira, com um monte de revistas para ele se entreter. Coitado... Quase tive pena dele! Bem, abreviando. Quando voltámos à esquadra, o desgraçado estava pior que danado. E nós ralados...! Agradecemos aos polícias, agarrámos no turco e desandámos dali para fora, radiantes. Mas o mais engraçado da história aconteceu no final do dia. Quando por fim chegámos ao ponto de encontro, o turco só estava interessado numa única coisa: Fazer queixas de nós ao responsável... Só que... ele só se fazia compreender em Turco, lembram-se? Ou seja, ninguém o entendia. Azar o dele, sorte a nossa. Os 4 Estarolas estavam a salvo de qualquer reprimenda. Suponho que, algures na Turquia, haverá hoje um turco que detesta espanhóis, italianos, australianos e portugueses... Mas pronto. É para lidar com esse tipo de “preconceitos” que existem Diplomatas de carreira. Para aproximar os Povos... Deixemo-los, pois, trabalhar.
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Foi de acordo com uma sugestão e um apelo do bloguista Romanov, que nos lembramos a Kiki e eu, de traduzir esse texto para inglês, visto que se suspeita que o raptor possa ser de nacionalidade inglesa. Here is my appeal/suggestion: Leave the child in a safe place where she doesn’t have fear. After some time call the police, hospital or another service of emergency and tell them where Madeleine is. If you have already took her abroad, say where she is, so the family can, at least, go and take care of her. If you need help, ask for it. There are so many people who want to give money! Do it! In every man’s and every woman’s heart lies a prayer for you to do what’s best for Madeleine… You still have the chance of redeeming your mistake. Do it, and you will feel a great sense of relief, that will last for your entire life… We are all children, we all have or had a mother we loved in our very own way. We all were loved or are loved by our family, in the best way they could, or can… Do not separate somebody that doesn’t want to be separated. This child needs her mother, and this mother needs her child near her. Do it! Do it NOW! Bring back Madeleine or give information about her location. If you do this, you will not be forgotten. All the mothers, sons and daughters of the entire world will stand by your side... And you know? You can also have an happy day. Please, let it hapen… Sugerimos a todos os bloguistas desta Comunidade e àqueles que também têm blogs noutros sites que façam um apelo no sentido do raptor devolver a Madeleine aos pais. Obrigada a todos. Kiki Anahory Garin e Pedro Reis
Ai, Ai...
2ª Feira, 7 de Maio de 2007... Que tarde fabulosa esteve! Eu recordo-vos: Sol brilhante, mar azul luminoso, pouco vento e 26º de temperatura... Com estas condições, a paisagem urbana modifica-se, para melhor. É logo! Para onde quer que olhasse, via esculturas femininas animadas, movimentando-se languidamente por Cascais. Sim. Elas tinham ido aos baús, às arcas, aos armários, às arrecadações, aos sótãos e às caves buscar as roupinhas de Verão. E foi o que se viu... Mini saias de fazer mal à vista e decotes a lembrar o Abismo da MartaAlexandreDuarte. Mas numa versão bem mais mais interessante, desculpa lá Marta, eh eh eh. Adiante. Onde estava eu...??... Sim, já sei, Cascais, uma esplanada, uma Coca Cola bem gelada, com uma rodela de limão... um pratinho de “cajus”... Foi quando me lembrei. Um amigo mandara-me, recentemente, um e-mail. Que abaixo transcrevo... Dizia assim: Olá Reis, Aí vai uma boa do Bocage (dizem que é dele, será para acreditar?) O Bocage chega ao hotel onde está hospedado, engana-se e entra num quarto onde estão duas jovens embrulhadas uma na outra, num amor louco. Acto contínuo solta esta maravilhosa quadra: Meninas que sois tão boas, Porque estais a fazer isso ? Porque comeis pão com pão Se é tão bom pão com chouriço ? Um abraço. Na altura, lembro-me que lhe respondi da seguinte maneira... Olá Amigo,
Não custa a acreditar que seja Bocage no seu melhor...
Lembrou-me uma pequena anedota que já tem barbas, mas que ainda me faz sorrir...
Numa festa particular em casa de uma rapariga, um rapaz dançava com ela muito entusiasmado e mandou-lhe o seguinte piropo:
Uma gota, duas gotas, três gotinhas d'aguardente Dançar com esta menina... Até dá dá calores à gente!
O pai da rapariga - dono da casa - ouviu, dirigiu-se à estereofonia, desligou-a e olhando bem de frente o rapaz, recitou alto e bom som:
Uma gota, duas gotas, três gotinhas de licor... Levas uma cachaporra nos cornos, Passa-te logo o calor...
Ora vejam lá do que me fui lembrar... Mini-saias, ai, ai...
A Eunice Tavares publicou um interessante post sobre cães e sobre raças ditas perigosas. Podem visitar esse post clicando AQUI. Como penso que não é possível colocar imagens no comentário que gostaria de fazer no referido post, deixo as fotos de um dos meus Rafeiros do Alentejo e de dois meus Basset Hound favoritos. 


Confirmo que os Rafeiros do Alentejo são excelentes cães de guarda. Tornam-se efectivamente perigosos quando indevidamente criados e tratados. Se os deixarem soltos, onde eles merecem e gostam de estar - quinta vedada - são animais fabulosos... Os Basset Hound são fantásticos cães de companhia. Uma mansidão... São uns "palhacitos" muito simpáticos, que têm de ser o centro de todas as atenções. Bom fim de semana para todos...
A história que vos trago passou-se comigo fez ontem uma semana. Precisamente no dia em que fui buscar uns móveis velhos que tinha comprado a um particular, numa aldeola ali para os lados de Peniche. Travei conhecimento com o dono dos tais móveis por mero acaso. Um mero acaso chamado “minha filha”. Ela andava mortinha por descobrir uma daquelas banheiras velhas, feitas em ferro e esmaltadas, sim, daquelas que pesam para aí uns 100 quilitos bem pesados... Vai daí, descobriu na Net o anúncio deste tal senhor, dizendo ter para venda um daqueles monstros. Claro que a minha filha me pediu para eu lá ir ver o estado da “coisa”. E foi assim que eu conheci o homem em causa. A banheira não serviu, por ser grande demais. Mas palavra puxa palavra, acabei por descobrir por entre a muita “tralha” que enchia o celeiro da quinta, dois móveis que me interessaram – uma cantareira e uma maceira. Ambos, por sinal, em muito bom estado de conservação... Para os que não saibam, estas velharias tiveram o seu tempo aúreo há bastantes anos e era corrente encontrá-los nas casas de campo, pois nunca foram móveis de cidade. Como os seus nomes indicam, a cantareira tinha um compartimento onde se colocavam os cântaros, normalmente feitos em barro, enquanto a maceira servia para guardar cereais, habitualmente a farinha. Apesar de pequenos, eram pesadíssimos. Assim, combinei com o senhor voltar para buscá-los na semana seguinte, com ajuda braçal suficiente... “e uma pick up” para os transportar. Quanto à ajuda braçal – vulgo, força bruta – recorri aos conhecimentos do nosso caseiro, que prontamente combinou com outros dois homens, habituados aos pesados trabalhos do campo. Homens já duma certa idade, mas rijos e curtidos pelos tempos, como já não se fazem... E assim foi. Lá seguimos todos, no dia aprazado, rumo a Peniche. A minha mulher e eu de carro e os 3 homens na pequena e desconjuntada camioneta de caixa aberta... Para abreviar, uma vez carregados os móveis, feitas as contas e as despedidas, encetámos o caminho de regresso. Como estava um dia quente e à laia de agradecimento, decidi parar num pequeno café à beira da estrada para beber uma imperial. Uma vez sentados os cinco a uma mesa e já com os copos à frente, o mais velho dos homens volta-se para mim e pergunta: - Ó “Sô Dótôr”, o senhor desculpe o meu perguntar, mas então o senhor recebeu dinheiro do homem para o livrar do lixo que ele tem lá em casa, foi...? Ia-me caindo tudo... Fiz um esforço tremendo para não me escangalhar a rir, olhei de soslaio para a minha mulher e vi que ela também não estava melhor... Dominando-me o melhor que pude, comecei a explicar-lhe que aquelas velharias tinham hoje alguma procura e valor. Para desviar rapidamente a conversa de tão “melindroso” assunto, contei-lhe a história da minha filha e da banheira e de como eu tinha travado conhecimento com o tal senhor... E diz-me ele, muito prontamente... - Banheiras dessas tenho eu lá duas na vinha, para apanhar águas das chuvas...!!! A filha do “Dótôr” quer alguma, eu dou... Não havia nada a fazer... Decididamente, aquele não era o meu dia. Nem o da minha filha, que entretanto pagara um pequeno balúrdio por uma banheira que encontrou numas velharias na margem sul do Tejo. Pelo sim pelo não, decidi que aquela conversa morria por ali... Pois! [YouTube:qVeBRYh2BVY]
A passada noite de 6ª Feira foi muito divertida. Passada entre Amigos, despreocupadamente, gozando a presença uns dos outros. De passagem, num rádio, ouvi excertos desta música... e andei com ela no ouvido até hoje. Vale a pena ouvir, vale a pena pensar, vale a pena questionar. Para que a felicidade que hoje gozamos venha, um dia, a ser de todos. Antes que seja tarde. [YouTube:ZcMcIWyKl44]
Nesta Comunidade, há quem tenha ódios de estimação por determinados membros. Tudo bem. É lá com eles. A forma como manifestam esses seus estados de alma é tão imbecil, que acabam geralmente a falar com eles próprios. Mas tudo bem... Na sua obsessão, repetem-se e descredibilizam-se. Mas tudo bem... Mas também ofendem. A partir daqui é que já nada está bem! Os donos de tais ódios de estimação andam por aqui há muito tempo. Não são novos, não... As suas formas de actuação vão-se refinando com o tempo, apesar do seu alvo ser sempre o mesmo. Começaram por ataques directos e claramente ofensivos. Tão directamente ofensivos, que os seus Blogues foram encerrados. Mudando os seus Nicks, voltaram com o mesmo propósito. Agora utilizam formas mais cobardes, desvirtuando textos e intenções, sugerindo mais do que dizendo, aludindo e manipulando títulos e textos, numa clara tentativa de enxovalho público da sua vítima preferida. Julgo que todos sabem a quem me refiro, pelo que me abstenho de aqui escrever os Nicks dos ofensores. Mas não calo o nome da ofendida – Kiki Anahory Garin. De quem me tornei Amigo, nestes últimos meses. E cuja Amizade muito prezo. Este post é em nome dessa Amizade. Kiki, minha Amiga, digo agora aqui em público o que tantas vezes já te disse em privado – O ódio que seres odiosos sentem por nós é a prova da nossa decência. Não só para irritar “os outros”, mas também... Toma lá mais um beijinho. E... Don’t Worry, Be Happy! [YouTube:UQfSfItLQ0Y]
Na..... [YouTube:nG97rs269iM] Annnna ???????
Há uns tempos atrás, alguém revelou aqui no SOL o meu maior e mais bem escondido segredo... Sim, sou daltónico! Mas como aspiro à perfeição, decidi corrigir este meu pequeno defeito de forma autodidata e com recurso a meios audio-visuais do mais moderno que há... Comecei por aqui. [YouTube:RLRLhV9U0kQ]
Estou muito mais contente comigo próprio... mais auto-confiante! Se eu já não andava nada certinho, agora fiquei mesmo muito pior... Não há por aí nenhuma alma caridosa que queira dar-me umas aulitas particulares?
Não procurem imagem neste vídeo... escolhi-o assim: Orchard Road.
[YouTube:HPSkUKrdOTs] Pedi um minuto, poderei tirar-vos um pouquito mais. Paciência. O Princípio vai... mudar. O Princípio não foi o Reis e os seus textos, mais ou menos engraçados. O Princípio foi uma experiência de vida, para mim. Foi convívio, visitas recebidas e visitas retribuidas. Sempre com gosto e prazer. O Princípio foi exigente. Ocupou-me o pensamento. Tomou-me tempo. Mas valeu a pena. Nos próximos meses, terei menos tempo para lhe dedicar. Menos tempo para provocar as vossas tão queridas visitas e sobretudo menos tempo para as retribuir. Portanto, o Princípio vai ter que mudar. Tentarei mantê-lo vivo, embora com menor “actividade”. Vocês julgarão se o Princípio tenderá, afinal, para o FIM. Algumas poucas palavras mais, em jeito de balanço semestral... Para todos, mas mesmo todos vocês que fizeram comigo a “Essência” do Princípio, o meu obrigado. Os meus beijos e os meus abraços. Continuarei a passar em vossas casas, umas vezes “under cover of the night”, outras para falar convosco... Sem desprimor para ninguém, quero aqui destacar alguns Bloguistas. Como verão, os critérios são simples e apenas dois... Para o primeiro que me visitou: – Abraço, Zero! Para os que deram o “salto” do Virtual para o Real e por ordem cronológica: Dissidencias – Foste o primeiro que conheci. Nunca hei-de esquecer a pequena esplanada na Av.da Igreja. Mesmo agora, não te trato aqui pelo teu nome próprio. Isso fica reservado para as mensagens privadas e para os encontros que irão seguir-se. Mas estarei ao teu lado na nova RPG. E para outros projectos... quem sabe! Kiki e Crisruas (Cristina) – Vocês foram as “senhoras que se seguiram”... Beijocas! James e Bernardo – Vocês foram os “senhores que se seguiram”... Abraços! Paton – Chegaste em último, mas foi um prazer. Abraço! Adorei cada café, cada Coca-Cola, cada momento de convívio, cada gargalhada, cada instante.... Por último, um destaque maior para alguém já referido mas que, pela maior constância no convívio, pelas conversas tidas e pela Amizade entretanto cimentada, me merece uma atenção especial: Beijos, Kiki... A propósito, quando vamos almoçar outra vez?
Foi a minha 1ª vez... Na altura era muito novo. Mas nunca mais me esqueci. Foi em Cascais. Era Verão e lembro-me que estava bastante calor. Confesso que não estava preparado para aquilo. Mas desde aquele dia, depois daquela experiência, nunca mais deixei de gostar. E sempre que se me depara uma oportunidade, não resisto... Mas deixem-me contar... Foi no banco traseiro do carro dos meus pais que tudo se passou. Já nem me lembra qual a marca do carro, mas pronto, suponho que esse tipo de pormenor não vos interessa para nada... Lembro-me perfeitamente que eu estava sentado ao meio do assento de cabedal vermelho. Sabem, sempre que me mexia, o cabedal rangia por baixo das minhas pernas...cri...cri... aquilo fazia-me uma certa impressão. E também estava preocupado em não sujar o assento, o meu pai não iria achar piada... Portanto, tive de ter bastantes cuidados. Bem... continuando. Comecei muito devagarinho, quase a medo... um roçar de lábios aqui, outro um pouco mais ao lado, quase como quem sussura... Mas depois aventurei-me... Dentadinha... e outra. Um pouco de língua. Sim, aí sim... Comecei a perceber como era mesmo bom. Parecia que tudo se derretia na minha boca. Parei um pouco... para saborear. Sentia um prazer enorme, apesar de um ligeiro embaraço... os meus dedos estavam húmidos... ligeiramente peganhentos... a minha cara, boca... até o queixo estava peganhento, também... Quase sem me dar conta, recomecei. Mordi, lambi em movimentos lentos, circulares, a minha boca rodopiava, tinha de trincar à volta, abrir caminho se queria chegar ao fim... Reparei com horror que uma pequena mancha branca se estendia, insidiosa, na pele vermelha do assento... entre as minhas pernas... as minhas calças, igualmente manchadas... Comecei a entrar em pânico, o que mais se seguirira? Depois... bem depois, tudo acabou, tão subitamente e sem aviso como começara... O meu primeiro gelado chegara ao fim. Engoli o último bocadinho do cone de bolacha e desde esse dia, sempre que vou a Cascais, páro no Santini... [YouTube:w8BQPMNK99c]
FELIZ NATAL para todos... Deixo-vos este pequeno vídeo alusivo! [YouTube:UeypOvsY91Q] Éh pá, isto hoje está mesmo mal... Tenho andado tão certinho! Devo ter trocado as pastilhas outra vez... Bem, a 2ª Feira já é sagrada. Adeus, até 6ª. Ooops!
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