SOL
GANHE DINHEIRO NA NET

 

GANHE DINHEIRO NA NET - http://www.publipt.com/pages/index.php?refid=asampaio

 

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

?As minas eram o nosso pior inimigo?

  O furriel Dias (na foto é o terceiro a contar da esq. dos 
militares sentados na fila de trás), com a sua secção, junto a um posto 
de vigia em Miandica, Niassa, 1967O furriel Dias (na foto é o terceiro a contar da esq. dos militares sentados na fila de trás), com a sua secção, junto a um posto de vigia em Miandica, Niassa, 1967
14 Março 2010 - 00h00

A Minha Guerra

“As minas eram o nosso pior inimigo”

Estive à beira da loucura após dez dias praticamente subalimentado. Fomos salvos de um ataque por uma catarpiler. Na guerra, consolei camaradas.

Em Abril de 1966 parti no paquete ‘Pátria’ para a guerra. A 30 de Abril, como me podia esquecer? Tinha 22 anos. Já me achava velho para a guerra. O resto era rapaziada de 19 ou 20 anos. Tive muito tempo à espera. Quando cheguei a Moçambique, com 17 dias de mar, fui para a Zambézia. O tempo da chuva e do calor já se estava a dissipar.

A Companhia de Caçadores 1559, onde eu era o furriel Dias, foi a primeira unidade militar a fixar-se no Molumbo, tendo encontrado para alojamento um tosco campo de futebol. Instalámos tendas de campanha e ali ficámos 15 dias. Depois fomos transferidos para uma velha prisão, cedida pela administração local. Basicamente passou a ser a nossa "prisão" – o nosso quartel –, construída no sopé de um majestoso monte.

A população tratava-nos muito bem. Mas nós fazíamos por isso. Eles tinham carências de saúde, alimentação, transportes. Cheguei a dar-lhes parte da minha comida, essencialmente às crianças, que pareciam enxames à nossa volta.

Custou-me horrores passar a noite de Natal de 66 no meio da picada com a viatura atascada, sem poder juntar-me à minha secção. Eu tinha ido ao quartel buscar alimentos para a Consoada, que acabei por passar à chuva com mais quatro homens. Foi uma noite muito triste. Demos um abraço e assim se passou.

Só em Maio de 1967, um ano depois de ter chegado ao Molumbo, já destacado no chamado "inferno de Miandica", vivi o primeiro episódio de guerra. A Secção dos Milhinhos, ao regressar ao destacamento através da pista de aterragem em construção, por isso, em campo aberto, sofreu um forte ataque. Em simultâneo, o inimigo atacou também o destacamento onde eu me encontrava. Seguiram-se momentos de grande angústia e perigo. Salvou-nos uma Catarpiler das obras que estava estacionada. Ouvíamos os tiros a bater na máquina. Naqueles momentos não se tem medo – temos que nos proteger. Ali não morreu ninguém nem houve feridos.

Estive dois meses no ‘ inferno’. Os praças dormiam em buracos no chão. Nós vivíamos numa casa de tijolo cheia de parasitas. O reabastecimento fazia-se através da avioneta que largava as sacas. Partilhávamos a comida com macacos, que nos roubavam. Passámos dez dias subalimentados. E sem tabaco. Estava prestes a chegar à loucura.

Mortos das nossas tropas, não quis ver. No meu batalhão (600 homens), morreram nove. Na minha companhia (160) tivemos apenas um morto por acidente com arma, o alferes Cartaxo. Mas senti também o pesar quando me disseram que morreu o cabo Leão, com o accionamento de uma mina antipessoal. Na guerra, as minas eram o nosso maior inimigo. Eu estava num local que lhe chamavam "Estado de Minas Gerais".

Quando saí do "inferno" de Miandica, em direcção ao Cóbuè, participámos na operação ‘Novo Rumo’ à base do Mepache. No caminho detectámos um posto avançado da Frelimo e houve um confronto. Obviamente alertaram logo a base principal. Nós continuámos. Estava combinado a aviação bombardear o acampamento do Mepache ao meio-dia. Com todos os percalços, quando lá chegámos já não estava ninguém. Por azar, um furriel da minha Companhia caiu numa ravina e abriu um buraco numa perna e ficou imobilizado. Eram três da tarde e a aviação já não o evacuou. Tivemos que passar a noite perto do aquartelamento que tínhamos atacado. E, de madrugada, fomos nós atacados. Ficámos caladinhos. Disparávamos sobre quem? Ao fim de dez minutos de fogo intenso desistiram. No dia seguinte, o helicóptero levou o furriel ferido e nós seguimos para Cóbuè.

Recordo-me que em Miandica fiquei três semanas sem correio. Quando o saco lá chegou, também atirado pelo ar, tinha 22 cartas. Escrevia sempre à minha namorada e aos meus irmãos. Para os meus pais, quando andava no mato, eu tinha um esquema montado para que a cada saída do correio seguisse sempre uma carta minha. A minha mãe tinha que estar sempre iludida. Para ela, era como se eu estivesse nas Seicheles ou no paraíso. À minha namorada, com quem casei depois, só escrevia cartas de amor. Havia momentos de solidão em que chorei. E outros houve que dei consolo a muitos camaradas.

Em Fevereiro de 68 voltei ao Molumbo. A parte final foi pacífica. Eu tinha um rapaz que andava comigo, era o meu ‘mainato’. O Joaquim. No dia da despedida, ele, com 15 anos, agarrou-se às minhas pernas, chorava e pedia-me para o levar comigo. Dei-lhe dinheiro, roupa – sempre lhe dei – e lá o deixei entregue a outro furriel. Nunca soube mais nada dele.

O REGRESSO 36 ANOS DEPOIS

Em 2004 Manuel Pedro Dias tornou realidade o sonho de regressar a Moçambique, aos locais por onde passou na Guerra do Ultramar. "Não sei o que nos leva, a nós, ex-combatentes, a querer voltar ao local onde tanta coisa boa e tanta coisa má se passou". Mas ir, concretamente ao Molumbo, foi uma experiência única. "Ao olhar para aquele morro por trás do nosso antigo quartel, senti tanta adrenalina como aquele alpinista conhecido, o João Garcia, deve sentir ao subir a qualquer montanha". Manuel (o antigo furriel Dias) encontrou lá pessoas do tempo da guerra.

PERFIL

Nome: Manuel Pedro Dias

Comissão: Moçambique (1966/1968)

Actualidade: Aos 65 anos, vive em Odivelas e é bancário aposentado

por STRESSdeGUERRA | 1 Comentário(s)

Stress de Guerra: Apoio do Estado não é suficiente
v\:* {behavior:url(#default#VML);} o\:* {behavior:url(#default#VML);} w\:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} Normal 0 false 21 false false false PT X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin-top:0cm; mso-para-margin-right:0cm; mso-para-margin-bottom:10.0pt; mso-para-margin-left:0cm; line-height:115%; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}

Stress de Guerra: Apoio do Estado não é suficiente

Por Cláudia Sobral - lcc07045@letras.up.pt
Publicado: 12.01.2010 | 18:26 (GMT)

Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra valoriza a acção do último Governo, apesar do longo o caminho a percorrer. A pensão para as vítimas de Stress de Guerra apenas é atribuída a quem sofre de uma incapacidade superior a 30%.

Desde que está reformado, António Lopes recebe do Estado 150 euros anuais. Trata-se de um suplemento especial de reforma, que oscila entre os 75 e os 150 euros. Esta constitui a única ajuda monetária prestada a quem esteve em zonas de risco no Ultramar, mas não está directamente relacionada com a Perturbação de Stress Pós-Traumático (PTSD).

No entanto, acaba por ser o único apoio para muitas pessoas na situação de António, visto que a pensão criada, especificamente, para ajudar as vítimas da perturbação só é atribuída quando a doença impossibilita em 30% o trabalho da pessoa, que fica assim considerada deficiente de guerra.

Como explica o presidente da Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra (APVG), Augusto Freitas, o suplemento especial de reforma, aquele que António recebe e que é atribuído a todos os combatentes que passaram pelo Ultramar, "é uma miséria". O dirigente critica a falta de sensibilidade de todos os governos que passaram pelo poder desde o 25 de Abril em relação à questão dos ex-combatentes. FazFaz http://jpn.icicom.up.pt/website/audioplay.gif, porém, a ressalva de que o actual Governo tem cumprido com tudo aquilo que tem sido acordado.

Ainda assim, Augusto Freitas afirma ser necessário um apoio estatal mais significativo. "Nós precisamos de mais dinheiro, de mais alguma coisa do Estado, para que possamos fazer o nosso trabalho em todas as delegações que temos espalhadas por Portugal", explica, referindo-se à APVG em particular. E acrescenta: "As associações fazem aquilo que podem dentro do possível, mas o Estado é que deveria fazer todo este tipo de trabalho."

"Não é fácil o Hospital Militar diagnosticar a PTSD"

António, como muitas outras vítimas de PTSD, não tem direito à pensão atribuída aos ex-combatentes a quem foi diagnosticado Stress de Guerra, já que a sua perturbação não o impede em 30% de trabalhar. Esta pensão tem um valor "bastante mais elevado" que, no entanto, não chega a toda a gente, salienta a advogada responsável pelo apoio jurídico na Associação de Apoio aos Ex-combatentes Vítimas de Stress de Guerra (APOIAR), Isabel Estrela.

"Não é muito fácil o Hospital Militar considerar que o doente tem essa incapacidade", explica ao JPN, isto apesar de, sublinha, muitas vezes os médicos dos Centros de Saúde, por exemplo, a diagnosticarem.

Para além disso, Isabel Estrela diz tratar-se de um processo muito demorado que pode levar, muitas vezes, oito a dez anos. Existem ainda casos de vítimas que não recebem ajuda por desconhecimento. "A maior parte deles, e também, muitas vezes, os próprios postos médicos, ignora que é através do médico de família que o processo se inicia, quando a doença é detectada", explicita a advogada.

"Sabe quanto é que eu fui ganhar para lá? 700 paus."

Isabel Estrela apresenta, porém, outra possibilidade para aqueles que não atingem os 30% de incapacidade. "Podem ser incluídos na rede nacional de apoio, ou seja, receber assistência médica e medicamentosa", explica. "Os processos deles podem seguir para a Caixa Geral de Aposentações, podendo vir a ter uma pensão, não enquanto deficientes das Forças Armadas, mas enquanto funcionários públicos que, no exercício das suas funções, sofreram uma incapacidade", remata a advogada que presta apoio a ex-combatentes na APOIAR.

Por parte de quem esteve na guerra, as críticas ao Estado multiplicam-se. Jorge Coelho, ex-combatente vítima de PTSD, dizdiz que esta situação é "vergonhosa" porque ainda não foram criados mecanismos de apoio àqueles que ficaram traumatizados, ao contrário do que acontece aos que ficaram com deficiências físicas. Agora que ficou desempregado, conta, é que tem sentido mais a falta de apoios por parva do Governo.

Também António acusa o Governo português de inoperância quanto à questão das vítimas de PTSD. "O Estado não está a cumprir o papel dele. Devia dar aquilo que nos compete, que nos pertence a nós", reclama. E continua, com a frustração de quem foi obrigado a combater numa guerra que não chegou a dar frutos: "Sabe quanto é que eu fui ganhar para lá? 700 paus. Olhe quanto é que estes ganham agora, que nem sequer defendem nada nosso."

por STRESSdeGUERRA | 1 Comentário(s)

Perturbação Pós-Stress Traumático de Guerra
Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin-top:0cm; mso-para-margin-right:0cm; mso-para-margin-bottom:10.0pt; mso-para-margin-left:0cm; line-height:115%; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}

Porto

A Perturbação Pós-Stress Traumático de Guerra foi o tema da acção de sensibilização/informação efectuada no dia 29 de Setembro na cidade da Lixa e que contou com a participação de associados, antigos combatentes e técnicos envolvidos nesta problemática.

A iniciativa foi organizada pelo Serviço de Apoio Médico, Psicológico e Social da Delegação do Porto e enquadrou-se no âmbito do plano de actividades para o corrente ano.

O presidente da Direcção da Delegação do Porto, Abel Fortuna, abriu a sessão apresentando um breve historial sobre a forma como a ADFA tem abordado esta patologia que afecta bastantes milhares de antigos com batentes da Guerra Colonial, sob o ponto de vista do enquadramento institucional e legislativo.

Fez ainda a apresentação do Serviço de Apoio Médico, Psicológico e Social e referiu-se à importância do mesmo no apoio e tratamento aos afectados pelo Stress de Guerra.

De seguida, a técnica de Serviço Social, Margarida Marques, deu a conhecer, de forma sucinta, as finalidades e modo de acesso à Rede Nacional de Apoio, sublinhando a importância do trabalho em equipa multidisciplinar, já que a doença é encarada sob o ponto de vista bio-psico-social.

No domínio das respostas terapêuticas que a ADFA disponibiliza, a psicóloga Graciete Cruz apresentou o funcionamento do pólo do Porto da Rede Nacional de Apoio, no que respeita à intervenção psicológica, tendo acentuado que esta intervenção permite contribuir para a definição do diagnóstico e para a elaboração de um projecto terapêutico.

A psiquiatra, Rosária Fialho, encerrou o conjunto de comunicações com a abordagem às especificidades do seu serviço, com realce para as consequências que o stress de guerra provoca no meio familiar, nomeadamente nas esposas e nos filhos.

Alguns dos participantes apresentaram os seus casos pessoais com relatos de experiências marcantes e das dificuldades burocráticas que envolvem a tramitação dos processos.

Esta acção foi apoiada pela Comissão Nacional de Acompanhamento da Rede Nacional de Apoio ao Stress de Guerra do Ministério da Defesa Nacional e pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Lixa, que disponibilizou o auditório para o efeito.

O vice-presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários da Lixa, Armindo Coelho, esteve presente e recebeu uma placa alusiva aos 25 anos da Delegação do Porto como reconhecimento pela colaboração que esta Associação Humanitária tem dispensado à ADFA, particularmente cedendo o auditório para a realização dereuniões com os associados e por isso merecedor deste gesto de gratidão.

 

 

 

 

 

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

Perturbação Pós-Stress Traumático
Perturbação Pós-Stress Traumático

Características Diagnósticas
Diferenças Quanto ao Inicio e Duração
Características Clínicas e Perturbações Associadas
Características Específicas Relacionadas com a Cultura e a Idade
Frequência
Evolução
Padrão Familiar
Diagnóstico Diferencial
Tratamento


Características Diagnósticas
As características essenciais da Perturbação Pós-Stress Traumático consistem no desenvolvimento de sintomas típicos no indivíduo após a exposição a um stressor traumático extremo, envolvendo uma experiência pessoal directa a um acontecimento real, que envolve morte, ameaça de morte ou ferimento sério, ou outra ameaça à integridade física; ter testemunhado ou presenciado um evento que envolve morte, ferimentos ou ameaça à integridade física de outra pessoa; ou ter conhecimento sobre morte violenta ou inesperada, ferimento sério ou ameaça de morte ou ferimento experimentados por um membro da família ou outra pessoa do círculo íntimo do indivíduo.

A resposta emocional do indivíduo ao evento deve envolver medo intenso, sentimento de impotência ou horror (em crianças, a resposta pode envolver comportamento desorganizado ou agitação).

Os sintomas característicos resultantes da exposição a um trauma extremo incluem uma reexperienciação persistente do evento traumático, evitamento de estímulos associados com o trauma, embotamento ou arrefecimento emocional geral e sintomas persistentes de activação psicofisiológica. Para fazer o diagnóstico quadro sintomático completo deve estar presente durante mais de um mês e a perturbação deve causar sofrimento ou prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, ocupacional ou outras áreas importantes da vida do indivíduo.

Os acontecimentos traumáticos vivenciados incluem geralmente, mas não se limitam a, combate militar, agressão pessoal violenta (ataque sexual, ataque físico, assalto à mão armada, roubo), sequestro, ser tomado como refém, ataque terrorista, tortura, encarceramento como prisioneiro de guerra ou em campo de concentração, desastres naturais ou causados pelo homem, acidentes de viação graves ou receber o diagnóstico de uma doença implicando ameaça à vida. Nas crianças, os eventos sexualmente traumáticos podem incluir experiências sexuais inadequadas em termos do desenvolvimento, sem violência ou danos físicos reais ou ameaçadores. Os acontecimentos traumáticos observados incluem, mas não se limitam a, testemunhar ferimentos sérios ou morte não natural de uma outra pessoa devido a um assalto violento, acidente, guerra ou desastre, ou deparar-se inesperadamente com um cadáver ou partes de corpos humanos. Os acontecimentos traumáticos vivenciados por outros, dos quais o indivíduo toma conhecimento, incluem, mas não se limitam a, ataque pessoal violento, acidente grave ou ferimentos sérios sofridos por um membro da família ou amigo íntimo; conhecimento da morte súbita ou inesperada de um membro da família ou amigo íntimo; conhecimento de uma doença ameaçadora da vida (num dos filhos por. ex.). A perturbação pode ser especialmente grave ou duradoura quando o stressor é de natureza humana (por ex., tortura, violação). A probabilidade do desenvolvimento desta perturbação aumenta proporcionalmente à intensidade da agressão e proximidade do stressor.



O evento traumático pode ser reexperienciado de várias maneiras. Geralmente, a pessoa tem recordações intrusivas e recorrentes do evento, ou pesadelos recorrentes, durante os quais o evento é revivido ou representado de qualquer outra forma. Em casos raros, a pessoa experimenta estados dissociativos (perda da consciência do que faz ou diz) que duram de alguns segundos a várias horas, ou mesmo dias, durante os quais partes do acontecimento traumático são revividos e a pessoa comporta-se como se o vivenciasse naquele instante. Estes episódios, designados por flashbacks, comportam intenso sofrimento psicológico e activação psicofisiológica (taquicardia, sudorese, agitação) frequentemente ocorrem quando a pessoa é exposta a eventos activadores que lembram ou simbolizam um aspecto do acontecimento traumático (por ex., aniversários do evento traumático; tempo frio ou guardas uniformizados para sobreviventes de campos de concentração em climas frios; tempo quente e húmido para combatentes em zonas tropicais; entrar num elevador para uma mulher que foi violada num elevador).

Os estímulos associados com o trauma são persistentemente evitados. O indivíduo em geral faz esforços deliberados no sentido de evitar pensamentos, sentimentos ou conversas sobre o acontecimento traumático e procura evitar actividades, situações e pessoas que possam lembrar o evento. Este evitamento de lembranças pode incluir amnésia para aspectos importantes do evento traumático. A diminuição da resposta aos estímulos do mundo externo, conhecida como "torpor psíquico", “embotamento psíquico” ou "anestesia emocional", geralmente começa logo após o evento traumático. O indivíduo pode queixar-se de acentuada diminuição do interesse ou da participação em actividades anteriormente gratificantes, de se sentir desligado ou afastado de outras pessoas, ou de ter uma capacidade acentuadamente reduzida de sentir emoções (especialmente aquelas associadas com intimidade, ternura e sexualidade). O indivíduo pode ter um sentimento de futuro encurtado (por ex., não espera ter uma carreira profissional, casamento, ter filhos ou um tempo normal de vida). O indivíduo tem sintomas persistentes de ansiedade ou maior activação psicofisiológica que não estavam presentes antes do trauma. Estes sintomas podem incluir dificuldades em conciliar ou manter o sono, possivelmente devido a pesadelos recorrentes durante os quais o evento traumático é revivido, hipervigilância e resposta de alarme exagerada. Alguns sujeitos podem relatar irritabilidade ou acessos de cólera ou ainda dificuldades em concentrar-se ou completar tarefas.



Diferenças Quanto ao Inicio e Duração
Os especificadores seguintes devem ser tomados em conta para definir o início e a duração dos sintomas da Perturbação Pós-Stress Traumático:
Agudo. Este especificador deve ser usado quando a duração dos sintomas é inferior a 3 meses.
Crónico. Este especificador deve ser usado quando os sintomas duram 3 meses ou mais.
Com Início Dilatado. Este especificador indica que decorreram pelo menos 6 meses entre o evento traumático e o início dos sintomas.

Características Clínicas e Perturbações Associadas
Características Clínicas
Os indivíduos com Perturbação Pós-Stress Traumático podem descrever sentimentos de culpa por terem sobrevivido quando outros morreram ou pelas coisas que tiveram de fazer para sobreviverem. O evitamento fóbico de situações ou actividades que lembram ou simbolizam o trauma original pode interferir nos relacionamentos interpessoais e levar a conflitos conjugais, divórcio ou perda do emprego.

A seguinte constelação de sintomas associados pode ocorrer, sendo vista com maior frequência em associação com um stressor interpessoal (por ex., abuso físico ou sexual na infância, maus tratos em casa, ser tomado como refém, encarceramento como prisioneiro de guerra ou em campo de concentração, tortura): deterioração na modulação dos afectos; comportamento impulsivo e autodestrutivo; sintomas dissociativos; queixas físicas; sentimentos de ineficácia pessoal, vergonha, desespero ou perda da esperança; sentimento de injustiça permanente; perda de crenças anteriormente mantidas; hostilidade; isolamento social; sensação de ameaça constante; dificuldade no relacionamento com outros; ou uma mudança nas características prévias de personalidade.

Comorbilidade
Os indivíduos que sofrem de Perturbação Pós-Stress Traumático podem ter um risco acrescido de sofrer também de Perturbação de Pânico, Agorafobia, Perturbação Obsessivo-Compulsiva, Fobia Social, Fobia Específica, Perturbação Depressiva Major, Perturbação de Somatização e Perturbações Relacionadas com Abuso e Dependência de Substâncias. Não se sabe até que ponto essas perturbações precedem ou se seguem ao início da Perturbação Pós-Stress Traumático.

Dados laboratoriais associados. O aumento da activação neurofisiológica pode ser medido por estudos do funcionamento autonómico (por ex., ritmo cardíaco, electromiografia, resistência galvânica da pele).

Achados ao exame físico e condições médicas gerais associadas. Condições médicas gerais podem ocorrer em consequência do trauma (por ex., traumatismo craniano, queimaduras).

Características Específicas Relacionadas com a Cultura e a Idade
Os indivíduos que emigraram recentemente de áreas de convulsão social e conflito civil podem ter taxas elevadas de Perturbação Pós-Stress Traumático. Essas pessoas podem sentir-se especialmente relutantes em divulgar experiências de tortura e trauma, devido à sua situação vulnerável como exilados políticos. Para esses indivíduos são necessárias avaliações específicas das experiências traumáticas e sintomas concomitantes.

Em crianças mais jovens, os sonhos aflitivos com o acontecimento traumático podem, em algumas semanas, mudar para pesadelos generalizados com monstros, para salvamento de outras pessoas ou pesadelos carregados de ameaças para si mesmo ou para outros. As crianças pequenas em geral não têm o sentimento de estarem revivendo o passado; ao contrário disso, a revivência do trauma pode ocorrer através de jogos repetitivos (por ex., uma criança que esteve envolvida num acidente automobilístico grave recria repetidamente desastres de automóvel com carrinhos de brinquedo). Devido à dificuldade de uma criança em descrever a diminuição do interesse por actividades significativas e embotamento afectivo, esses sintomas devem ser atentamente avaliados pelas descrições feitas pelos pais, professores e outros próximos que tem possibilidade de observar a criança. Em crianças, o sentimento de um futuro encurtado pode ser evidenciado pela crença de que a vida será demasiado curta e não inclui a chegada à idade adulta. Pode também haver um "presságio catastrófico", isto é, a crença na capacidade de prever eventos futuros indesejáveis. As crianças também podem apresentar vários sintomas físicos, tais como dores abdominais ou de cabeça.

Frequência
Estudos na comunidade revelam uma prevalência durante a vida da Perturbação Pós-Stress Traumático variando de 1 a 14%, estando a variabilidade relacionada aos métodos de determinação e à população estudada. Estudos na população geral nos EUA encontraram valores de 8% ao longo da vida. Estudos de indivíduos de risco (por ex., combatentes, vítimas de erupções vulcânicas, violação, assalto, genocídio) apresentaram taxas de prevalência variando de 3% a 58%. Um dado indirecto relaciona-se com o índice de criminalidade, violência ou desastre natural numa região. Pois a perturbação não existe sem stressor.


1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002
2378 2274 2344 2541 2761 3050 2826 2654 2927 2783
2378 -4,4% - 1,4% 6,9% 16,1% 28,3% 18,8% 11,6% 23,1% 17,0%

Portugal, crime contra as pessoas evolução percentual - 1993 a 2002 (Fonte da Polícia Judiciária)


Evolução
A Perturbação Pós-Stress Traumático pode ocorrer em qualquer idade, incluindo a infância. Os sintomas em geral iniciam-se nos primeiros 3 meses após o trauma, embora possa haver um lapso de meses ou mesmo anos antes do seu aparecimento. Os sintomas da perturbação e o relativo predomínio da reexperiência, evitamento e sintomas de activação neurofisiológica podem variar com o tempo. A duração dos sintomas varia, ocorrendo recuperação completa dentro de 3 meses em aproximadamente metade dos casos, com muitos outros apresentando sintomas persistentes durante mais de 12 meses após o trauma.

A gravidade, duração e proximidade da exposição de um indivíduo ao evento traumático são os factores mais importantes que determinam a probabilidade de desenvolvimento deste perturbação.

Existem algumas evidências de que as redes de suporte social, a história familiar, experiências da infância, variáveis da personalidade e perturbações mentais preexistentes podem influenciar o desenvolvimento da Perturbação Pós-Stress Traumático. Esta perturbação pode desenvolver-se em indivíduos sem quaisquer condições predisponentes, em particular se o stressor for especialmente forte.

Padrão Familiar
Existe evidência de uma componente familiar na transmissão da vulnerabilidade à Perturbação Pós-Stress Traumático. Estudos com gémeos avaliando vários mediadores tem chegado ás mesmas conclusões. Avaliando a agregação familiar da Perturbação Pós-Stress Traumático por stressor, verifica-se que se herda provavelmente uma propensão por stressor (por ex. herda-se para violação ou assalto não para catástrofe natural). Em vários estudos de gémeos foram encontradas alterações em aspectos bioquímicos cerebrais relacionados com a dopamina, a serotonina e com a noradrenalina. Além disso, tem sido referido que a história de depressão em familiares em primeiro grau está relacionada com o aumento da vulnerabilidade à Perturbação Pós-Stress Traumático

Diagnóstico Diferencial
Na Perturbação Pós-Stress Traumático, o stressor deve ser de natureza extrema (isto é, consiste numa ameaça à vida). Em contrapartida, no Perturbação de Ajustamento, o stressor pode ter qualquer gravidade. O diagnóstico de Perturbação de Ajustamento aplica-se a situações nas quais a resposta a um stressor extremo não satisfaz os critérios para Perturbação Pós-Stress Traumático (ou para outra perturbação mental específica) e a situações nas quais o padrão sintomático da Perturbação Pós-Stress Traumático ocorre em resposta a um stressor não considerado extremo (por ex., abandono pelo cônjuge, demissão do emprego).

Nem toda a sintomatologia que ocorre em indivíduos expostos a um stressor extremo deve necessariamente ser atribuída à Perturbação Pós-Stress Traumático. Os sintomas de evitamento, anestesia emocional e maior activação psicofisiológica presentes antes da exposição ao stressor não preenchem os critérios para o diagnóstico da Perturbação Pós-Stress Traumático e exigem a consideração de outros diagnósticos (por ex., Perturbação do Humor ou outra Perturbação de Ansiedade). Além disso, se o padrão de resposta sintomática a um stressor extremo satisfaz os critérios para outra perturbação mental (por ex., Perturbação Psicótica Breve, Perturbação Conversiva, Perturbação Depressiva Maior), esses diagnósticos devem ser feitos em vez de, ou em conjunto com Perturbação Pós-Stress Traumático.

O Perturbação de Stress Agudo distingue-se da Perturbação de Stress Pós-Traumático porque o padrão sintomático da Perturbação de Stress Agudo deve ocorrer dentro de 4 semanas após o evento traumático e resolver-se em um período de 4 semanas. Se os sintomas persistem por mais de 1 mês e satisfazem os critérios para Perturbação Pós-Stress Traumático, o diagnóstico é mudado de Perturbação de Stress Agudo para Perturbação Pós-Stress Traumático.

Na Perturbação Obsessivo-Compulsiva existem pensamentos intrusivos recorrentes, mas estes são experimentados como inadequados e não têm relação com a vivência de um evento traumático. Os flashbacks na Perturbação Pós-Stress Traumático devem ser diferenciados das ilusões, alucinações e outras perturbações da percepção que podem ocorrer na Esquizofrenia, outras Perturbações Psicóticas, Perturbação do Humor com Sintomas Psicóticos, Delirium, Perturbações Induzidas por Substâncias e Perturbações Psicóticas Devido a uma Condição Médica Geral.

A simulação deve ser despistada particularmente naquelas situações em que está em jogo uma remuneração financeira, apreciação para a obtenção de benefícios, ou em que existam quaisquer sentenças judiciais em andamento das quais, a situação clínica possa trazer benefícios para o sujeito

A simulação deve ser descartada naquelas situações em que entram em jogo uma remuneração financeira, qualificação para benefícios ou determinações forenses.

Tratamento
O tratamento da Perturbação Pós-Stress Traumático deverá ser feito considerando vários aspectos gerais, como seja a existências de comorbilidade física, psíquica e a idade.

Regra geral, os painéis de especialistas defendem, ou a psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC) como primeira escolha ou a (TCC) associada a medicação como segunda opção da primeira escolha (dependendo da formação dos especialistas).

Farmacoterapia
Utilizam-se independentemente do stressor:
 • ISRS (inibidores selectivos da recaptação da serotonina): fluoxetina, sertralina, fluvoxamina e paroxetina.
 • Venlafaxina
 • Considerar ainda: antidepressivos tricíclicos, benzodiazepinas (por ex. clonazepam), buspirona e estabilizadores do humor (por. ex. valproato de sódio).

Psicoterapia
As técnicas que se enunciam são aplicadas consoante o tema dominante do quadro clínico. É uma escolha baseada em critérios clínicos. Quando bem escolhidas e aplicadas, todas as técnicas parecem demonstrar a mesma eficácia. A intervenção individual é em geral a preferida pelos especialistas.
 • Terapia de exposição (ás cenas traumáticas e à rede de estímulos associados. Recurso a gravação e audição das descrições como trabalho de casa
 • Terapia cognitiva (por. ex. nas vítimas de violação Terapia do Processamento Cognitivo)
 • Treino de Inoculação ao Stress (relaxamento, treino da respiração, modelagem coberta, dramatização ou roll-playing, paragem do pensamento, reformulação do dialogo interno-diálogo autodirigido-)

Nota: O texto apresentado é uma adaptação do autor do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders- Fourth Edition, Text Revision (DSM-TR) da American Psychiatric Association (APA , 2000).

por STRESSdeGUERRA | 1 Comentário(s)

ALMOÇO CONVIVIO
HTML clipboard

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

Ministério associa-se a projecto Universidade de Coimbra sobre consequências da guerra colonial

 .

.

.

O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES/UC) e o Ministério da Defesa assinam hoje um protocolo destinado a viabilizar o acesso a dados militares, no âmbito de uma investigação científica sobre as consequências da guerra colonial.

O projecto, intitulado "Os Filhos da Guerra Colonial: Pós-Memória e Representações", pretende estudar os factores de vulnerabilidade e os efeitos do distúrbio de stress pós-traumático nas gerações pós-guerra.

"Trata-se de analisar o modo como a experiência da guerra colonial têm sido partilhada entre gerações, nomeadamente pelos filhos dos ex-combatentes", disse hoje à agência Lusa Boaventura Sousa Santos, director do CES/UC.

Acrescentou que as guerras, e concretamente, no caso em apreço, a guerra colonial, geram distúrbios de stress pós-traumático "cujos efeitos são pouco conhecidos em Portugal".

"Mas existem, obviamente, entre os ex-combatentes", afirmou.

Boaventura Sousa Santos assinalou o "interesse" manifestado pelo Ministério da Defesa para que o projecto "possa analisar as consequências desses distúrbios", consubstanciado, agora, no protocolo, que classificou de "inédito" entre as duas entidades.

O protocolo vai permitir que os investigadores do CES/UC acedam a registos "de vária ordem", históricos, demográficos e militares, nomeadamente os incluídos na Rede Nacional de Apoio a Militares e Ex-Militares.

Permitirá, por outro lado, que a equipa de investigação receba "algum apoio" no trabalho de campo em hospitais psiquiátricos e instalações militares "onde está grande parte da informação" necessária ao projecto.

"Temos uma relação óptima com o Ministério da Defesa, o protocolo vem oficializar todo um trabalho que já está no terreno", sustentou Boaventura Sousa Santos.

O projecto "Filhos da Guerra Colonial" tem um prazo de execução de três anos e propõe uma abordagem interdisciplinar, combinando áreas como a crítica literária, os estudos culturais, a psiquiatria, a sociologia, a história, ou a ciência política.

Inclui, para além do acesso a registos, diversas outras vertentes, entre as quais entrevistas a filhos de ex-combatentes sobre memórias da guerra colonial.

Quando concluído, resultará na edição de um livro e na realização de um congresso, entre outras formas de divulgação.

O projecto do Centro de Estudos Sociais da UC é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologiaconta, e conta, para além do Ministério da Defesa, com a colaboração do Hospital Militar de Coimbra e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

 

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

Site sobre a Guerra Colonial produzido pela Associação 25 de Abril e a RTP

 

 

Televisão

Site sobre a Guerra Colonial produzido pela Associação 25 de Abril e a RTP

A Associação 25 de Abril, fundada por militares que fizeram a guerra e protagonizaram a ruptura indispensável ao terminar da mesma, sente como sua, a obrigação de divulgar estes acontecimentos da nossa História.

A colocação de conteúdos na Internet é um passo indispensável para a divulgação deste tipo de matérias no século XXI, permitindo, assim, o acesso do público a conteúdos de interesse histórico que se encontravam dispersos.

Na abertura do site, um pequeno filme, realizado por Luís de Matta Almeida, evoca o sacrifício de todos os que fizeram a guerra, quer das forças armadas portuguesas, quer dos movimentos de libertação, quer ainda das famílias que, de diferentes formas, acompanharam e acompanham as sequelas de um tão prolongado conflito .

O site é fundamentalmente apoiado em textos de dois dos maiores especialistas no estudo da Guerra Colonial: os coronéis Aniceto Afonso e Carlos Matos Gomes e em imagens dos Arquivos da RTP, contando inclusivamente com uma página, alojada no site da RTP, com documentários de época e recentes sobre a problemática da guerra.

A Informação estatística, os protagonistas, a cronologia dos anos da guerra, as resoluções da ONU relativas a Portugal, módulos com fotografias, animações e filmes são também matérias que completam os textos e estão incluídas no site.
Tudo isto em: www.rtp.pt

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

Documentário revela traumas do Ultramar

Borges Correia  Seis veteranos de guerra aceitaram ‘voltar’ a África nas memórias relatadas no documentário realizado por António Borges Correia Seis veteranos de guerra aceitaram ‘voltar’ a África nas memórias relatadas no documentário realizado por António Borges Correia
10 Fevereiro 2009 - 00h30

Cinema: 'Apoteose’ é o novo filme de António Borges Correia

Documentário revela traumas do Ultramar

'Apoteose’ é o novo documentário de António Borges Correia, realizador mais habituado à televisão (‘Feitiço de Amor’ e ‘Mundo Meu’, entre outras telenovelas) mas que nunca deixou desfalecer "o bichinho pelo cinema."

E é mesmo o cinema documental que encanta o cineasta de 42 anos, que recentemente filmou também ‘O Lar’, filme que já passou por vários festivais internacionais e mostra-se agora no México e no Cinema São Jorge, em Lisboa, no Festival Panorama (a partir de sexta-feira e até dia 22).

Seguiu-se ‘Apoteose’, documentário autofinanciado (20 mil euros) que, antes de chegar ao circuito DVD, apresentar-se-á também nos festivais de cinema, estando em curso negociações com potenciais compradores internacionais.

"É um filme sobre veteranos de guerra e poderá ser vagamente sobre o stress pós-traumático", contou ao CM o mentor do projecto. "São as memórias que mantêm vivos estes seis homens... mas, ao mesmo tempo, são também elas que os destroem."

Moçambique e Angola são os cenários de guerra agora lembrados pelas palavras sentidas e emocionadas de seis ex-combatentes, que Borges Correia visitou durante semanas em Lisboa e arredores.

A média de idade dos protagonistas (65 anos) é sinónimo de experiência e as memórias não se apagam ou diluem com o tempo. "Há diferentes abordagens à guerra: há quem diga que Angola ainda é nossa e quem tenha lucidez e aponte a estupidez da guerra", diz o cineasta.

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

Mensagens de Fevereiro de 2009


 

 

11FEV - Luís Cândido T Paulino procura pelo ex- Soldado Cozinheiro da Companhia de Caçadores 2726, que esteve em Cacine (Guiné 1970/1972)

11FEV - Silva Torres e Orlando Silva, ex- Furriéis Mil.ºs, procuram pelos camaradas da 11ª C. Caç. I / RINL e da 6ª C. Caç. I / RISB  (Angola 1963 / 1965)

11FEV - António José Lobito procura pelos seus camaradas do Pelotão de Morteiros 134, que esteve em Cabinda e Noqui (Angola), no período de 1961 a 1963.

11FEV - A. Moura procura pelos camaradas da Companhia de Engenharia 9146 que ainda não se "Apresentaram à Chamada". Os seus nomes estão no sítio do anúncio. Informação enviada por Mário Silva

10FEV - Luís Filipe Gonçalves Pinto procura pelos camaradas da Companhia de Fuzileiros n.º 7, que estiveram em Angola, no período de 1972 a 1974. Enviado pela sua filha Silvia.

10FEV - José Paulino Silva procura pelos camaradas da Companhia de Caçadores 1592 que estiveram em Mueda, Malapisia e Mecuburi (Moçambique 1966/1968) e que ainda não participaram nos Almoços Convívios.

10FEV - António José Góis procura pelos camaradas do Comando de Agrupamento 2003/72 que cumpriram a comissão de serviço em Tete (Moçambique), nos anos de 1973 e 1974.

10FEV - Manuel Lúcio Almeida procura pelos camaradas da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Cavalaria 8422 (Moçambique), nomeadamente, o ex- militar Hermínio Ferreira Resende

09FEV - Luiz Gonçalves, ex- 1.º Cabo, procura pelos camaradas da 2.ª Companhia do Batalhão de Artilharia 6521/72, que esteve em Golmate, Guiné, de 1972 a 1974

08FEV - Luís Cândido T. Paulino pretende localizar o ex- Furriel Mil.º Moreira, natural da região de Aguiar da Beira, frequentou o Curso de Sargentos Milicianos, nas Caldas da Rainha, no 2.º turno de 1969, e foi mobilizado para Moçambique em 1970. Terá nesta data 60 a 61 anos.

08FEV - Jaime Queiroz Oliveira, o "Viana", Ramiro Magalhães e Manuel, o "Porto" procuram por Carlos Oliveira Ferreira, ex- Condutor Auto, conhecido por o "Braga", da Companhia de Caçadores 1677 do Batalhão de Caçadores 1909, que esteve em Angola, no período de 1967 a 1969

08FEV - Luís Cândido T. Paulino procura pelos ex- Furriéis Mil.ºs Geraldes e Castro, dos arredores do Porto, que cumpriram o serviço militar em Cameconde / Cacine (Guiné), estavam integrados num Pelotão de Obus, em apoio à Companhia de Caçadores 2726, entre 1970 ou 71 e 72 ou 73

08FEV - António Gonçalves Miranda procura pelos camaradas que estiveram com ele em Nacala, Mueda e Lourenço Marques (Moçambique), nos anos de 1974 e 1975. Depois de terem passado por Braga, Tancos e Montijo

08FEV - Félix Dias, ex- Furriel Mil.º, da CCAV 2539 / BCAV 2876 procura ex-auxiliar de serviços religiosos ("sacristão") Domingos Francisco do Ó Candeias para contactar com Avelino Pereira "Tavira" (967893113) e mais: comparecer no convívio em Regimento de Cavalaria 3, dos 40 anos da (partida) IDA.

07FEV - Jorge Silva, ex- Rádio Montador procura todos os independentes que marcharam para Moçambique, em 1965 / 1967, para recordar. Ele foi incorporado no BC Ev. 6 / Batalhão de Caçadores 19, em Nova Freixo (Moçambique)

07FEV - Artur Barata procura pelos militares que estiveram na 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria 15 (Tomar), a tirar a especialidade de Apontador de Morteiros, de Abril a Junho de 1973

07FEV - Manuel João Batista Duarte procura pelos camaradas da Companhia de Artilharia 1726 do Batalhão de Artilharia 1922 "Os Magriços", que esteve em Nóqui (Angola), no período de 1967 a 1969

06FEV - José Manuel Gomes Pinheiro procura pelo pessoal da "Escuta" que esteve em Nampula, Mueda e Tete (Moçambique), nos anos de 1973 e 1974 - Há indicações no sítio de nomes que fizeram parte da "Escuta".

05FEV - Alberto Bandeira, ex- Furriel Mil.º, procura pelos camaradas da 2.ª Bateria do Grupo de Artilharia de Campanha 6 (Comandante Capitão Gaspar), em Mueda (Moçambique) no período de 1967 a 1968

05FEV - José Silva procura pelos camaradas da Companhia da Polícia Militar 3428 que esteve em Moçambique de 1971 a 1973

05FEV - César Vítor de Jesus Ferreira procura pelos camaradas da incorporação do Curso de Sargentos Milicianos de 1967 da Escola de Aplicação Militar de Moçambique - Boane

05FEV - Alcino Carvalho procura pelos camaradas do Destacamento de Intendência 1080, que esteve em Porto Amélia (Moçambique), nos anos de 1966 a 1968

05FEV - Abel Vaz Pires procura pelos camaradas da Companhia de Artilharia 7258/73, que esteve em Chipera (Moçambique), no período de 07Mar1974 a 12Mar1975

05FEV - César Castro Duarte, ex- 1.º Cabo Clarim, procura pelos camaradas do Esquadrão de Reconhecimento de Vila Pery, que esteve em Chicamba Real (Moçambique), nos anos de 1963/1965. Era conhecido por "Cristo"

04FEV - António Falé procura pelos camaradas do Pelotão de Intendência 2214, que esteve em Mocuba (Moçambique), no período de 1970 a 1972

03FEV - José Vitório Silva Martins, ex- 2.º Sargento Mil.º, do Regimento de Infantaria 20, Luanda, Benza, Caboledo e Hospital de Luanda (Angola), período de 1968 a 1971, pretende encontrar antigos camaradas - Alferes Mil.º Godinho, os Furriéis Mil.º Pereira e Ribeiro e todos os outros

03FEV - João Vilhena procura por alguém que saiba como contactar um ex- Furriel MIl.º que esteve em Mueda (Moçambique), cujo nome é Rocha, provavelmente António Pereira, é do Algarve (Portimão ?)

02FEV - Mário Rodrigues Pereira procura por João Cleto Estrela, ex- Condutor Auto da Companhia de Caçadores 3396 do Batalhão de Caçadores 3851, que esteve em Macaloge (Moçambique)

02FEV - José de Campos Guimarães, ex- 1.º cabo, procura pelos camaradas que estiveram em Moçambique, nos anos de 1969 a 1972, nos Batalhões de Caçadores 16 e 19

02FEV - Carlos Palheiro, ex- Furriel Mil.º, procura pelos camaradas da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores 17, em Inhambane e Tete, nos anos 1970/1971, e Vila Gouveia e Boane, no ano de 1972 (Moçambique)

02FEV - Joaquim Fardilha procura pelos camaradas da Companhia de Caçadores 2526 ou de outras Unidades Militares que tenham passado em Muxaluando (Angola) com a finalidade de lhe cederem fotografias ou informações sobre aquela região.

02FEV - A N Vaz procura por ex- militares de várias Unidades Militares que estiveram em Angola, Guiné e Moçambique

01FEV - Vítor Correia procura pelos camaradas da 2.ª Companhia do Batalhão de Caçadores 5016, Moçambique - 1974, em Namessungo e Guro

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

Protocolo

 

 

 

 

Texto do Protocolo de Colaboração entre a Cruz Vermelha Portuguesa e a ACUP - Associação Combatentes do Ultramar Português

 

 

 

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

Opinião - "O Ultramar e a guerra. Ainda!"

 

 

 

 

 

 


 

Opinião do TCor Pilav Brandão Ferreira

in Semanário "O Diabo", de 30DEZ2008, pág. 3

 

 

 

      

 

 

 

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

Notícia da cerimónia publicada no jornal "Correio da Manhã", de 18JAN2009

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

Capelania Mor do Ministério da Defesa Nacional

 

 

 

 

 

 

Ofício da Capelania Mor do Ministério da Defesa Nacional - D. Januário Torgal Ferreira

 

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

há combatentes sem abrigo? que Portugal temos?

ACUP - Associação Combatentes do Ultramar Português

 

ACUP

Associação Combatentes

do

Ultramar Português

 

"Sem-Abrigo Combatentes"

in "Correio da Manhã", de 11JAN2009, pág. 25

 

 

 

por STRESSdeGUERRA | 0 Comentário(s)

More Posts Next page »