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O furriel Dias (na foto é o
terceiro a contar da esq. dos militares sentados na fila de trás), com a
sua secção, junto a um posto de vigia em Miandica, Niassa, 1967 14
Março 2010 - 00h00
A Minha Guerra
“As
minas eram o nosso pior inimigo”
Estive à beira da loucura após dez
dias praticamente subalimentado. Fomos salvos de um ataque por uma
catarpiler. Na guerra, consolei camaradas.
Em
Abril de 1966 parti no paquete ‘Pátria’ para a guerra. A 30 de Abril,
como me podia esquecer? Tinha 22 anos. Já me achava velho para a guerra.
O resto era rapaziada de 19 ou 20 anos. Tive muito tempo à espera.
Quando cheguei a Moçambique, com 17 dias de mar, fui para a Zambézia. O
tempo da chuva e do calor já se estava a dissipar.
A Companhia de Caçadores 1559, onde eu era o furriel
Dias, foi a primeira unidade militar a fixar-se no Molumbo, tendo
encontrado para alojamento um tosco campo de futebol. Instalámos tendas
de campanha e ali ficámos 15 dias. Depois fomos transferidos para uma
velha prisão, cedida pela administração local. Basicamente passou a ser a
nossa "prisão" – o nosso quartel –, construída no sopé de um majestoso
monte.
A população tratava-nos muito bem. Mas nós
fazíamos por isso. Eles tinham carências de saúde, alimentação,
transportes. Cheguei a dar-lhes parte da minha comida, essencialmente às
crianças, que pareciam enxames à nossa volta.
Custou-me
horrores passar a noite de Natal de 66 no meio da picada com a viatura
atascada, sem poder juntar-me à minha secção. Eu tinha ido ao quartel
buscar alimentos para a Consoada, que acabei por passar à chuva com mais
quatro homens. Foi uma noite muito triste. Demos um abraço e assim se
passou.
Só em Maio de 1967, um ano depois de ter
chegado ao Molumbo, já destacado no chamado "inferno de Miandica", vivi o
primeiro episódio de guerra. A Secção dos Milhinhos, ao regressar ao
destacamento através da pista de aterragem em construção, por isso, em
campo aberto, sofreu um forte ataque. Em simultâneo, o inimigo atacou
também o destacamento onde eu me encontrava. Seguiram-se momentos de
grande angústia e perigo. Salvou-nos uma Catarpiler das obras que estava
estacionada. Ouvíamos os tiros a bater na máquina. Naqueles momentos
não se tem medo – temos que nos proteger. Ali não morreu ninguém nem
houve feridos.
Estive dois meses no ‘ inferno’. Os
praças dormiam em buracos no chão. Nós vivíamos numa casa de tijolo
cheia de parasitas. O reabastecimento fazia-se através da avioneta que
largava as sacas. Partilhávamos a comida com macacos, que nos roubavam.
Passámos dez dias subalimentados. E sem tabaco. Estava prestes a chegar à
loucura.
Mortos das nossas tropas, não quis ver.
No meu batalhão (600 homens), morreram nove. Na minha companhia (160)
tivemos apenas um morto por acidente com arma, o alferes Cartaxo. Mas
senti também o pesar quando me disseram que morreu o cabo Leão, com o
accionamento de uma mina antipessoal. Na guerra, as minas eram o nosso
maior inimigo. Eu estava num local que lhe chamavam "Estado de Minas
Gerais".
Quando saí do "inferno" de Miandica, em
direcção ao Cóbuè, participámos na operação ‘Novo Rumo’ à base do
Mepache. No caminho detectámos um posto avançado da Frelimo e houve um
confronto. Obviamente alertaram logo a base principal. Nós continuámos.
Estava combinado a aviação bombardear o acampamento do Mepache ao
meio-dia. Com todos os percalços, quando lá chegámos já não estava
ninguém. Por azar, um furriel da minha Companhia caiu numa ravina e
abriu um buraco numa perna e ficou imobilizado. Eram três da tarde e a
aviação já não o evacuou. Tivemos que passar a noite perto do
aquartelamento que tínhamos atacado. E, de madrugada, fomos nós
atacados. Ficámos caladinhos. Disparávamos sobre quem? Ao fim de dez
minutos de fogo intenso desistiram. No dia seguinte, o helicóptero levou
o furriel ferido e nós seguimos para Cóbuè.
Recordo-me
que em Miandica fiquei três semanas sem correio. Quando o saco lá
chegou, também atirado pelo ar, tinha 22 cartas. Escrevia sempre à minha
namorada e aos meus irmãos. Para os meus pais, quando andava no mato,
eu tinha um esquema montado para que a cada saída do correio seguisse
sempre uma carta minha. A minha mãe tinha que estar sempre iludida. Para
ela, era como se eu estivesse nas Seicheles ou no paraíso. À minha
namorada, com quem casei depois, só escrevia cartas de amor. Havia
momentos de solidão em que chorei. E outros houve que dei consolo a
muitos camaradas.
Em Fevereiro de 68 voltei ao
Molumbo. A parte final foi pacífica. Eu tinha um rapaz que andava
comigo, era o meu ‘mainato’. O Joaquim. No dia da despedida, ele, com 15
anos, agarrou-se às minhas pernas, chorava e pedia-me para o levar
comigo. Dei-lhe dinheiro, roupa – sempre lhe dei – e lá o deixei
entregue a outro furriel. Nunca soube mais nada dele.
O REGRESSO 36 ANOS DEPOIS
Em 2004 Manuel Pedro Dias tornou realidade o sonho de
regressar a Moçambique, aos locais por onde passou na Guerra do
Ultramar. "Não sei o que nos leva, a nós, ex-combatentes, a querer
voltar ao local onde tanta coisa boa e tanta coisa má se passou". Mas
ir, concretamente ao Molumbo, foi uma experiência única. "Ao olhar para
aquele morro por trás do nosso antigo quartel, senti tanta adrenalina
como aquele alpinista conhecido, o João Garcia, deve sentir ao subir a
qualquer montanha". Manuel (o antigo furriel Dias) encontrou lá pessoas
do tempo da guerra.
PERFIL
Nome: Manuel Pedro Dias
Comissão:
Moçambique (1966/1968)
Actualidade: Aos 65 anos,
vive em Odivelas e é bancário aposentado
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Stress de Guerra: Apoio do Estado não é suficiente
Por Cláudia
Sobral - lcc07045@letras.up.pt
Publicado: 12.01.2010 | 18:26 (GMT)
Associação
Portuguesa de Veteranos de Guerra valoriza a acção do último Governo, apesar do
longo o caminho a percorrer. A pensão para as vítimas de Stress de Guerra
apenas é atribuída a quem sofre de uma incapacidade superior a 30%.
Desde que
está reformado, António Lopes recebe do Estado 150 euros anuais. Trata-se de um
suplemento especial de reforma, que oscila entre os 75 e os 150 euros. Esta
constitui a única ajuda monetária prestada a quem esteve em zonas de risco no
Ultramar, mas não está directamente relacionada com a Perturbação de Stress
Pós-Traumático (PTSD).
No entanto,
acaba por ser o único apoio para muitas pessoas na situação de António, visto
que a pensão criada, especificamente, para ajudar as vítimas da perturbação só
é atribuída quando a doença impossibilita em 30% o trabalho da pessoa, que fica
assim considerada deficiente de guerra.
Como explica
o presidente da Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra (APVG), Augusto
Freitas, o suplemento especial de reforma, aquele que António recebe e que é
atribuído a todos os combatentes que passaram pelo Ultramar, "é uma
miséria". O dirigente critica a falta de sensibilidade de todos os
governos que passaram pelo poder desde o 25 de Abril em relação à questão dos
ex-combatentes. FazFaz
,
porém, a ressalva de que o actual Governo tem cumprido com tudo aquilo que tem
sido acordado.
Ainda assim,
Augusto Freitas afirma ser necessário um apoio estatal mais significativo.
"Nós precisamos de mais dinheiro, de mais alguma coisa do Estado, para que
possamos fazer o nosso trabalho em todas as delegações que temos espalhadas por
Portugal", explica, referindo-se à APVG em particular. E acrescenta:
"As associações fazem aquilo que podem dentro do possível, mas o Estado é
que deveria fazer todo este tipo de trabalho."
"Não é fácil o Hospital Militar diagnosticar a
PTSD"
António,
como muitas outras vítimas de PTSD, não tem direito à pensão atribuída aos
ex-combatentes a quem foi diagnosticado Stress de Guerra, já que a sua
perturbação não o impede em 30% de trabalhar. Esta pensão tem um valor
"bastante mais elevado" que, no entanto, não chega a toda a gente,
salienta a advogada responsável pelo apoio jurídico na Associação de Apoio aos
Ex-combatentes Vítimas de Stress de Guerra (APOIAR), Isabel Estrela.
"Não é
muito fácil o Hospital Militar considerar que o doente tem essa
incapacidade", explica ao JPN, isto apesar de, sublinha, muitas vezes os
médicos dos Centros de Saúde, por exemplo, a diagnosticarem.
Para além
disso, Isabel Estrela diz tratar-se de um processo muito demorado que pode
levar, muitas vezes, oito a dez anos. Existem ainda casos de vítimas que não
recebem ajuda por desconhecimento. "A maior parte deles, e também, muitas
vezes, os próprios postos médicos, ignora que é através do médico de família
que o processo se inicia, quando a doença é detectada", explicita a
advogada.
"Sabe quanto é que eu fui ganhar para lá? 700
paus."
Isabel
Estrela apresenta, porém, outra possibilidade para aqueles que não atingem os
30% de incapacidade. "Podem ser incluídos na rede nacional de apoio, ou
seja, receber assistência médica e medicamentosa", explica. "Os
processos deles podem seguir para a Caixa Geral de Aposentações, podendo vir a
ter uma pensão, não enquanto deficientes das Forças Armadas, mas enquanto
funcionários públicos que, no exercício das suas funções, sofreram uma
incapacidade", remata a advogada que presta apoio a ex-combatentes na
APOIAR.
Por parte de
quem esteve na guerra, as críticas ao Estado multiplicam-se. Jorge Coelho,
ex-combatente vítima de PTSD, dizdiz que esta situação é
"vergonhosa" porque ainda não foram criados mecanismos de apoio
àqueles que ficaram traumatizados, ao contrário do que acontece aos que ficaram
com deficiências físicas. Agora que ficou desempregado, conta, é que tem
sentido mais a falta de apoios por parva do Governo.
Também
António acusa o Governo português de inoperância quanto à questão das vítimas
de PTSD. "O Estado não está a cumprir o papel dele. Devia dar aquilo que
nos compete, que nos pertence a nós", reclama. E continua, com a
frustração de quem foi obrigado a combater numa guerra que não chegou a dar
frutos: "Sabe quanto é que eu fui ganhar para lá? 700 paus. Olhe quanto é
que estes ganham agora, que nem sequer defendem nada nosso."
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Porto
A Perturbação Pós-Stress Traumático de Guerra foi o tema da acção de sensibilização/informação
efectuada no dia 29 de Setembro na cidade da Lixa e que contou com a
participação de associados, antigos combatentes e técnicos envolvidos nesta
problemática.
A iniciativa foi organizada pelo Serviço de Apoio Médico, Psicológico e
Social da Delegação do Porto e enquadrou-se no âmbito do plano de actividades
para o corrente ano.
O presidente da Direcção da Delegação do Porto, Abel Fortuna, abriu a sessão
apresentando um breve historial sobre a forma como a ADFA tem abordado esta
patologia que afecta bastantes milhares de antigos com batentes da Guerra Colonial, sob o ponto de vista do
enquadramento institucional e legislativo.
Fez ainda a apresentação do Serviço de Apoio Médico, Psicológico e Social e
referiu-se à importância do mesmo no apoio e tratamento aos afectados pelo Stress de Guerra.
De seguida, a técnica de Serviço Social, Margarida Marques, deu a conhecer,
de forma sucinta, as finalidades e modo de acesso à Rede Nacional de Apoio, sublinhando
a importância do trabalho em equipa multidisciplinar, já que a doença é encarada
sob o ponto de vista bio-psico-social.
No domínio das respostas terapêuticas que a ADFA disponibiliza, a psicóloga
Graciete Cruz apresentou o funcionamento do pólo do Porto da Rede Nacional de Apoio,
no que respeita à intervenção psicológica, tendo acentuado que esta intervenção
permite contribuir para a definição do diagnóstico e para a elaboração de um projecto
terapêutico.
A psiquiatra, Rosária Fialho, encerrou o conjunto de comunicações com a
abordagem às especificidades do seu serviço, com realce para as consequências
que o stress de guerra provoca no meio familiar, nomeadamente
nas esposas e nos filhos.
Alguns dos participantes apresentaram os seus casos pessoais com relatos de
experiências marcantes e das dificuldades burocráticas que envolvem a
tramitação dos processos.
Esta acção foi apoiada pela Comissão Nacional de Acompanhamento da Rede Nacional
de Apoio ao Stress de Guerra do Ministério da
Defesa Nacional e pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da
Lixa, que disponibilizou o auditório para o efeito.
O vice-presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários da Lixa, Armindo Coelho,
esteve presente e recebeu uma placa alusiva aos 25 anos da Delegação do Porto
como reconhecimento pela colaboração que esta Associação Humanitária tem
dispensado à ADFA, particularmente cedendo o auditório para a realização dereuniões
com os associados e por isso merecedor deste gesto de gratidão.
| Perturbação Pós-Stress Traumático |
 |
Características Diagnósticas
As
características essenciais da Perturbação Pós-Stress Traumático
consistem no desenvolvimento de sintomas típicos no indivíduo após a
exposição a um stressor traumático extremo, envolvendo uma experiência
pessoal directa a um acontecimento real, que envolve morte, ameaça de
morte ou ferimento sério, ou outra ameaça à integridade física; ter
testemunhado ou presenciado um evento que envolve morte, ferimentos ou
ameaça à integridade física de outra pessoa; ou ter conhecimento sobre
morte violenta ou inesperada, ferimento sério ou ameaça de morte ou
ferimento experimentados por um membro da família ou outra pessoa do
círculo íntimo do indivíduo.
A resposta emocional do indivíduo ao evento deve envolver
medo intenso, sentimento de impotência ou horror (em crianças, a
resposta pode envolver comportamento desorganizado ou agitação).
Os sintomas característicos resultantes da exposição a um
trauma extremo incluem uma reexperienciação persistente do evento
traumático, evitamento de estímulos associados com o trauma,
embotamento ou arrefecimento emocional geral e sintomas persistentes de
activação psicofisiológica. Para fazer o diagnóstico quadro sintomático
completo deve estar presente durante mais de um mês e a perturbação
deve causar sofrimento ou prejuízo clinicamente significativo no
funcionamento social, ocupacional ou outras áreas importantes da vida
do indivíduo.
Os acontecimentos traumáticos vivenciados incluem
geralmente, mas não se limitam a, combate militar, agressão pessoal
violenta (ataque sexual, ataque físico, assalto à mão armada, roubo),
sequestro, ser tomado como refém, ataque terrorista, tortura,
encarceramento como prisioneiro de guerra ou em campo de concentração,
desastres naturais ou causados pelo homem, acidentes de viação graves
ou receber o diagnóstico de uma doença implicando ameaça à vida. Nas
crianças, os eventos sexualmente traumáticos podem incluir experiências
sexuais inadequadas em termos do desenvolvimento, sem violência ou
danos físicos reais ou ameaçadores. Os acontecimentos traumáticos observados
incluem, mas não se limitam a, testemunhar ferimentos sérios ou morte
não natural de uma outra pessoa devido a um assalto violento, acidente,
guerra ou desastre, ou deparar-se inesperadamente com um cadáver ou
partes de corpos humanos. Os acontecimentos traumáticos vivenciados por outros,
dos quais o indivíduo toma conhecimento, incluem, mas não se limitam a,
ataque pessoal violento, acidente grave ou ferimentos sérios sofridos
por um membro da família ou amigo íntimo; conhecimento da morte súbita
ou inesperada de um membro da família ou amigo íntimo; conhecimento de
uma doença ameaçadora da vida (num dos filhos por. ex.). A perturbação
pode ser especialmente grave ou duradoura quando o stressor é de
natureza humana (por ex., tortura, violação). A probabilidade do
desenvolvimento desta perturbação aumenta proporcionalmente à
intensidade da agressão e proximidade do stressor.
O
evento traumático pode ser reexperienciado de várias maneiras.
Geralmente, a pessoa tem recordações intrusivas e recorrentes do
evento, ou pesadelos recorrentes, durante os quais o evento é revivido
ou representado de qualquer outra forma. Em casos raros, a pessoa
experimenta estados dissociativos (perda da consciência do que faz ou
diz) que duram de alguns segundos a várias horas, ou mesmo dias,
durante os quais partes do acontecimento traumático são revividos e a
pessoa comporta-se como se o vivenciasse naquele instante. Estes
episódios, designados por flashbacks, comportam intenso
sofrimento psicológico e activação psicofisiológica (taquicardia,
sudorese, agitação) frequentemente ocorrem quando a pessoa é exposta a
eventos activadores que lembram ou simbolizam um aspecto do
acontecimento traumático (por ex., aniversários do evento traumático;
tempo frio ou guardas uniformizados para sobreviventes de campos de
concentração em climas frios; tempo quente e húmido para combatentes em
zonas tropicais; entrar num elevador para uma mulher que foi violada
num elevador).
Os
estímulos associados com o trauma são persistentemente evitados. O
indivíduo em geral faz esforços deliberados no sentido de evitar
pensamentos, sentimentos ou conversas sobre o acontecimento traumático
e procura evitar actividades, situações e pessoas que possam lembrar o
evento. Este evitamento de lembranças pode incluir amnésia para
aspectos importantes do evento traumático. A diminuição da resposta aos
estímulos do mundo externo, conhecida como "torpor psíquico",
“embotamento psíquico” ou "anestesia emocional", geralmente começa logo
após o evento traumático. O indivíduo pode queixar-se de acentuada
diminuição do interesse ou da participação em actividades anteriormente
gratificantes, de se sentir desligado ou afastado de outras pessoas, ou
de ter uma capacidade acentuadamente reduzida de sentir emoções
(especialmente aquelas associadas com intimidade, ternura e
sexualidade). O indivíduo pode ter um sentimento de futuro encurtado
(por ex., não espera ter uma carreira profissional, casamento, ter
filhos ou um tempo normal de vida). O indivíduo tem sintomas
persistentes de ansiedade ou maior activação psicofisiológica que não
estavam presentes antes do trauma. Estes sintomas podem incluir
dificuldades em conciliar ou manter o sono, possivelmente devido a
pesadelos recorrentes durante os quais o evento traumático é revivido,
hipervigilância e resposta de alarme exagerada. Alguns sujeitos podem
relatar irritabilidade ou acessos de cólera ou ainda dificuldades em
concentrar-se ou completar tarefas.
Diferenças Quanto ao Inicio e Duração
Os
especificadores seguintes devem ser tomados em conta para definir o
início e a duração dos sintomas da Perturbação Pós-Stress Traumático: Agudo. Este especificador deve ser usado quando a duração dos sintomas é inferior a 3 meses.
Crónico. Este especificador deve ser usado quando os sintomas duram 3 meses ou mais.
Com Início Dilatado. Este especificador indica que decorreram pelo menos 6 meses entre o evento traumático e o início dos sintomas.
Características Clínicas e Perturbações Associadas
Características Clínicas
Os
indivíduos com Perturbação Pós-Stress Traumático podem descrever
sentimentos de culpa por terem sobrevivido quando outros morreram ou
pelas coisas que tiveram de fazer para sobreviverem. O evitamento
fóbico de situações ou actividades que lembram ou simbolizam o trauma
original pode interferir nos relacionamentos interpessoais e levar a
conflitos conjugais, divórcio ou perda do emprego.
A seguinte constelação de sintomas associados pode
ocorrer, sendo vista com maior frequência em associação com um stressor
interpessoal (por ex., abuso físico ou sexual na infância, maus tratos
em casa, ser tomado como refém, encarceramento como prisioneiro de
guerra ou em campo de concentração, tortura): deterioração na modulação
dos afectos; comportamento impulsivo e autodestrutivo; sintomas
dissociativos; queixas físicas; sentimentos de ineficácia pessoal,
vergonha, desespero ou perda da esperança; sentimento de injustiça
permanente; perda de crenças anteriormente mantidas; hostilidade;
isolamento social; sensação de ameaça constante; dificuldade no
relacionamento com outros; ou uma mudança nas características prévias
de personalidade.
Comorbilidade
Os indivíduos que sofrem de
Perturbação Pós-Stress Traumático podem ter um risco acrescido de
sofrer também de Perturbação de Pânico, Agorafobia, Perturbação
Obsessivo-Compulsiva, Fobia Social, Fobia Específica, Perturbação
Depressiva Major, Perturbação de Somatização e Perturbações
Relacionadas com Abuso e Dependência de Substâncias. Não se sabe até
que ponto essas perturbações precedem ou se seguem ao início da
Perturbação Pós-Stress Traumático.
Dados laboratoriais associados. O aumento da
activação neurofisiológica pode ser medido por estudos do funcionamento
autonómico (por ex., ritmo cardíaco, electromiografia, resistência
galvânica da pele).
Achados ao exame físico e condições médicas gerais associadas. Condições médicas gerais podem ocorrer em consequência do trauma (por ex., traumatismo craniano, queimaduras).
Características Específicas Relacionadas com a Cultura e a Idade
Os
indivíduos que emigraram recentemente de áreas de convulsão social e
conflito civil podem ter taxas elevadas de Perturbação Pós-Stress
Traumático. Essas pessoas podem sentir-se especialmente relutantes em
divulgar experiências de tortura e trauma, devido à sua situação
vulnerável como exilados políticos. Para esses indivíduos são
necessárias avaliações específicas das experiências traumáticas e
sintomas concomitantes.
Em crianças mais jovens, os sonhos aflitivos com o
acontecimento traumático podem, em algumas semanas, mudar para
pesadelos generalizados com monstros, para salvamento de outras pessoas
ou pesadelos carregados de ameaças para si mesmo ou para outros. As
crianças pequenas em geral não têm o sentimento de estarem revivendo o
passado; ao contrário disso, a revivência do trauma pode ocorrer
através de jogos repetitivos (por ex., uma criança que esteve envolvida
num acidente automobilístico grave recria repetidamente desastres de
automóvel com carrinhos de brinquedo). Devido à dificuldade de uma
criança em descrever a diminuição do interesse por actividades
significativas e embotamento afectivo, esses sintomas devem ser
atentamente avaliados pelas descrições feitas pelos pais, professores e
outros próximos que tem possibilidade de observar a criança. Em
crianças, o sentimento de um futuro encurtado pode ser evidenciado pela
crença de que a vida será demasiado curta e não inclui a chegada à
idade adulta. Pode também haver um "presságio catastrófico", isto é, a
crença na capacidade de prever eventos futuros indesejáveis. As
crianças também podem apresentar vários sintomas físicos, tais como
dores abdominais ou de cabeça.
Frequência
Estudos na
comunidade revelam uma prevalência durante a vida da Perturbação
Pós-Stress Traumático variando de 1 a 14%, estando a variabilidade
relacionada aos métodos de determinação e à população estudada. Estudos
na população geral nos EUA encontraram valores de 8% ao longo da vida.
Estudos de indivíduos de risco (por ex., combatentes, vítimas de
erupções vulcânicas, violação, assalto, genocídio) apresentaram taxas
de prevalência variando de 3% a 58%. Um dado indirecto relaciona-se com
o índice de criminalidade, violência ou desastre natural numa região.
Pois a perturbação não existe sem stressor.
| 1993 |
1994 |
1995 |
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
2000 |
2001 |
2002 |
| 2378 |
2274 |
2344 |
2541 |
2761 |
3050 |
2826 |
2654 |
2927 |
2783 |
| 2378 |
-4,4% |
- 1,4% |
6,9% |
16,1% |
28,3% |
18,8% |
11,6% |
23,1% |
17,0% |
Portugal, crime contra as pessoas evolução percentual - 1993 a 2002 (Fonte da Polícia Judiciária)
Evolução
A
Perturbação Pós-Stress Traumático pode ocorrer em qualquer idade,
incluindo a infância. Os sintomas em geral iniciam-se nos primeiros 3
meses após o trauma, embora possa haver um lapso de meses ou mesmo anos
antes do seu aparecimento. Os sintomas da perturbação e o relativo
predomínio da reexperiência, evitamento e sintomas de activação
neurofisiológica podem variar com o tempo. A duração dos sintomas
varia, ocorrendo recuperação completa dentro de 3 meses em
aproximadamente metade dos casos, com muitos outros apresentando
sintomas persistentes durante mais de 12 meses após o trauma.
A gravidade, duração e proximidade da exposição de um
indivíduo ao evento traumático são os factores mais importantes que
determinam a probabilidade de desenvolvimento deste perturbação.
Existem algumas evidências de que as redes de suporte
social, a história familiar, experiências da infância, variáveis da
personalidade e perturbações mentais preexistentes podem influenciar o
desenvolvimento da Perturbação Pós-Stress Traumático. Esta perturbação
pode desenvolver-se em indivíduos sem quaisquer condições
predisponentes, em particular se o stressor for especialmente forte.
Padrão Familiar
Existe
evidência de uma componente familiar na transmissão da vulnerabilidade
à Perturbação Pós-Stress Traumático. Estudos com gémeos avaliando
vários mediadores tem chegado ás mesmas conclusões. Avaliando a
agregação familiar da Perturbação Pós-Stress Traumático por stressor,
verifica-se que se herda provavelmente uma propensão por stressor (por
ex. herda-se para violação ou assalto não para catástrofe natural). Em
vários estudos de gémeos foram encontradas alterações em aspectos
bioquímicos cerebrais relacionados com a dopamina, a serotonina e com a
noradrenalina. Além disso, tem sido referido que a história de
depressão em familiares em primeiro grau está relacionada com o aumento
da vulnerabilidade à Perturbação Pós-Stress Traumático
Diagnóstico Diferencial
Na
Perturbação Pós-Stress Traumático, o stressor deve ser de natureza
extrema (isto é, consiste numa ameaça à vida). Em contrapartida, no Perturbação de Ajustamento,
o stressor pode ter qualquer gravidade. O diagnóstico de Perturbação de
Ajustamento aplica-se a situações nas quais a resposta a um stressor
extremo não satisfaz os critérios para Perturbação Pós-Stress
Traumático (ou para outra perturbação mental específica) e a situações
nas quais o padrão sintomático da Perturbação Pós-Stress Traumático
ocorre em resposta a um stressor não considerado extremo (por ex.,
abandono pelo cônjuge, demissão do emprego).
Nem toda a sintomatologia que ocorre em indivíduos
expostos a um stressor extremo deve necessariamente ser atribuída à
Perturbação Pós-Stress Traumático. Os sintomas de evitamento, anestesia
emocional e maior activação psicofisiológica presentes antes da
exposição ao stressor não preenchem os critérios para o diagnóstico da
Perturbação Pós-Stress Traumático e exigem a consideração de outros
diagnósticos (por ex., Perturbação do Humor ou outra Perturbação de
Ansiedade). Além disso, se o padrão de resposta sintomática a um
stressor extremo satisfaz os critérios para outra perturbação mental
(por ex., Perturbação Psicótica Breve, Perturbação Conversiva,
Perturbação Depressiva Maior), esses diagnósticos devem ser feitos em
vez de, ou em conjunto com Perturbação Pós-Stress Traumático.
O Perturbação de Stress Agudo distingue-se da
Perturbação de Stress Pós-Traumático porque o padrão sintomático da
Perturbação de Stress Agudo deve ocorrer dentro de 4 semanas após o
evento traumático e resolver-se em um período de 4 semanas. Se os
sintomas persistem por mais de 1 mês e satisfazem os critérios para
Perturbação Pós-Stress Traumático, o diagnóstico é mudado de
Perturbação de Stress Agudo para Perturbação Pós-Stress Traumático.
Na Perturbação Obsessivo-Compulsiva existem
pensamentos intrusivos recorrentes, mas estes são experimentados como
inadequados e não têm relação com a vivência de um evento traumático.
Os flashbacks na Perturbação Pós-Stress Traumático devem ser
diferenciados das ilusões, alucinações e outras perturbações da
percepção que podem ocorrer na Esquizofrenia, outras Perturbações Psicóticas, Perturbação do Humor com Sintomas Psicóticos, Delirium, Perturbações Induzidas por Substâncias e Perturbações Psicóticas Devido a uma Condição Médica Geral.
A simulação
deve ser despistada particularmente naquelas situações em que está em
jogo uma remuneração financeira, apreciação para a obtenção de
benefícios, ou em que existam quaisquer sentenças judiciais em
andamento das quais, a situação clínica possa trazer benefícios para o
sujeito
A simulação deve ser descartada naquelas situações em que
entram em jogo uma remuneração financeira, qualificação para benefícios
ou determinações forenses.
Tratamento
O tratamento da
Perturbação Pós-Stress Traumático deverá ser feito considerando vários
aspectos gerais, como seja a existências de comorbilidade física,
psíquica e a idade.
Regra geral, os painéis de especialistas defendem, ou a
psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC) como primeira escolha ou a
(TCC) associada a medicação como segunda opção da primeira escolha
(dependendo da formação dos especialistas).
Farmacoterapia
Utilizam-se independentemente do stressor:
• ISRS (inibidores selectivos da recaptação da serotonina): fluoxetina, sertralina, fluvoxamina e paroxetina.
• Venlafaxina
• Considerar
ainda: antidepressivos tricíclicos, benzodiazepinas (por ex.
clonazepam), buspirona e estabilizadores do humor (por. ex. valproato
de sódio).
Psicoterapia
As técnicas que se enunciam
são aplicadas consoante o tema dominante do quadro clínico. É uma
escolha baseada em critérios clínicos. Quando bem escolhidas e
aplicadas, todas as técnicas parecem demonstrar a mesma eficácia. A
intervenção individual é em geral a preferida pelos especialistas. • Terapia de exposição (ás cenas traumáticas e à rede de
estímulos associados. Recurso a gravação e audição das descrições como
trabalho de casa • Terapia cognitiva (por. ex. nas vítimas de violação Terapia do Processamento Cognitivo)
• Treino de Inoculação ao Stress (relaxamento, treino da respiração, modelagem coberta, dramatização ou roll-playing, paragem do pensamento, reformulação do dialogo interno-diálogo autodirigido-)
Nota:
O texto apresentado é uma adaptação do autor do Diagnostic and
Statistical Manual of Mental Disorders- Fourth Edition, Text Revision
(DSM-TR) da American Psychiatric Association (APA , 2000).
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O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES/UC) e o
Ministério da Defesa assinam hoje um protocolo destinado a viabilizar o
acesso a dados militares, no âmbito de uma investigação científica
sobre as consequências da guerra colonial.
O projecto, intitulado "Os Filhos da Guerra Colonial: Pós-Memória e
Representações", pretende estudar os factores de vulnerabilidade e os
efeitos do distúrbio de stress pós-traumático nas gerações pós-guerra.
"Trata-se de analisar o modo como a experiência da guerra colonial
têm sido partilhada entre gerações, nomeadamente pelos filhos dos
ex-combatentes", disse hoje à agência Lusa Boaventura Sousa Santos,
director do CES/UC.
Acrescentou que as guerras, e concretamente, no caso em apreço, a
guerra colonial, geram distúrbios de stress pós-traumático "cujos
efeitos são pouco conhecidos em Portugal".
"Mas existem, obviamente, entre os ex-combatentes", afirmou.
Boaventura Sousa Santos assinalou o "interesse" manifestado pelo
Ministério da Defesa para que o projecto "possa analisar as
consequências desses distúrbios", consubstanciado, agora, no protocolo,
que classificou de "inédito" entre as duas entidades.
O protocolo vai permitir que os investigadores do CES/UC acedam a
registos "de vária ordem", históricos, demográficos e militares,
nomeadamente os incluídos na Rede Nacional de Apoio a Militares e
Ex-Militares.
Permitirá, por outro lado, que a equipa de investigação receba
"algum apoio" no trabalho de campo em hospitais psiquiátricos e
instalações militares "onde está grande parte da informação" necessária
ao projecto.
"Temos uma relação óptima com o Ministério da Defesa, o protocolo
vem oficializar todo um trabalho que já está no terreno", sustentou
Boaventura Sousa Santos.
O projecto "Filhos da Guerra Colonial" tem um prazo de execução de
três anos e propõe uma abordagem interdisciplinar, combinando áreas
como a crítica literária, os estudos culturais, a psiquiatria, a
sociologia, a história, ou a ciência política.
Inclui, para além do acesso a registos, diversas outras vertentes,
entre as quais entrevistas a filhos de ex-combatentes sobre memórias da
guerra colonial.
Quando concluído, resultará na edição de um livro e na realização de um congresso, entre outras formas de divulgação.
O projecto do Centro de Estudos Sociais da UC é financiado pela
Fundação para a Ciência e Tecnologiaconta, e conta, para além do
Ministério da Defesa, com a colaboração do Hospital Militar de Coimbra
e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
Televisão | |
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Site sobre a Guerra Colonial produzido pela Associação 25 de Abril e a RTP
A Associação 25 de Abril,
fundada por militares que fizeram a guerra e protagonizaram a ruptura
indispensável ao terminar da mesma, sente como sua, a obrigação de
divulgar estes acontecimentos da nossa História.
A colocação de conteúdos na Internet é um passo indispensável para a
divulgação deste tipo de matérias no século XXI, permitindo, assim, o
acesso do público a conteúdos de interesse histórico que se encontravam
dispersos.
Na abertura do site, um pequeno filme, realizado por Luís de Matta Almeida,
evoca o sacrifício de todos os que fizeram a guerra, quer das forças
armadas portuguesas, quer dos movimentos de libertação, quer ainda das
famílias que, de diferentes formas, acompanharam e acompanham as
sequelas de um tão prolongado conflito .
O site é fundamentalmente apoiado em textos de dois dos maiores especialistas no estudo da Guerra Colonial: os coronéis Aniceto Afonso e Carlos Matos Gomes
e em imagens dos Arquivos da RTP, contando inclusivamente com uma
página, alojada no site da RTP, com documentários de época e recentes
sobre a problemática da guerra.
A Informação estatística, os protagonistas, a cronologia dos anos da
guerra, as resoluções da ONU relativas a Portugal, módulos com
fotografias, animações e filmes são também matérias que completam os
textos e estão incluídas no site.
Tudo isto em: www.rtp.pt
Borges Correia
Seis
veteranos de guerra aceitaram ‘voltar’ a África nas memórias relatadas
no documentário realizado por António Borges Correia 10 Fevereiro 2009 - 00h30
Cinema: 'Apoteose’ é o novo filme de António Borges Correia
Documentário revela traumas do Ultramar
'Apoteose’
é o novo documentário de António Borges Correia, realizador mais
habituado à televisão (‘Feitiço de Amor’ e ‘Mundo Meu’, entre outras
telenovelas) mas que nunca deixou desfalecer "o bichinho pelo cinema."
E
é mesmo o cinema documental que encanta o cineasta de 42 anos, que
recentemente filmou também ‘O Lar’, filme que já passou por vários
festivais internacionais e mostra-se agora no México e no Cinema São
Jorge, em Lisboa, no Festival Panorama (a partir de sexta-feira e até
dia 22).
Seguiu-se ‘Apoteose’, documentário autofinanciado (20
mil euros) que, antes de chegar ao circuito DVD, apresentar-se-á também
nos festivais de cinema, estando em curso negociações com potenciais
compradores internacionais.
"É um filme sobre veteranos de guerra
e poderá ser vagamente sobre o stress pós-traumático", contou ao CM o
mentor do projecto. "São as memórias que mantêm vivos estes seis
homens... mas, ao mesmo tempo, são também elas que os destroem."
Moçambique
e Angola são os cenários de guerra agora lembrados pelas palavras
sentidas e emocionadas de seis ex-combatentes, que Borges Correia
visitou durante semanas em Lisboa e arredores.
A média de idade
dos protagonistas (65 anos) é sinónimo de experiência e as memórias não
se apagam ou diluem com o tempo. "Há diferentes abordagens à guerra: há
quem diga que Angola ainda é nossa e quem tenha lucidez e aponte a
estupidez da guerra", diz o cineasta.
11FEV -
Luís Cândido T Paulino procura pelo
ex- Soldado Cozinheiro da
Companhia de Caçadores
2726, que esteve em Cacine
(Guiné 1970/1972)
11FEV -
Silva Torres e Orlando Silva, ex-
Furriéis Mil.ºs, procuram pelos camaradas da
11ª C. Caç. I / RINL
e da
6ª C. Caç. I / RISB
(Angola 1963 / 1965)
11FEV -
António José Lobito procura pelos seus
camaradas do Pelotão de
Morteiros 134, que esteve em
Cabinda e Noqui (Angola), no período
de 1961 a 1963.
11FEV -
A. Moura procura pelos camaradas da
Companhia de Engenharia
9146 que ainda não se "Apresentaram
à Chamada". Os seus nomes estão no sítio
do anúncio. Informação enviada por Mário
Silva
10FEV -
Luís Filipe Gonçalves Pinto procura
pelos camaradas da
Companhia de Fuzileiros n.º 7, que
estiveram em Angola, no período de 1972 a
1974. Enviado pela sua filha Silvia.
10FEV -
José Paulino Silva procura pelos
camaradas da Companhia
de Caçadores 1592 que estiveram em
Mueda, Malapisia e Mecuburi (Moçambique
1966/1968) e que ainda não participaram nos
Almoços Convívios.
10FEV -
António José Góis procura pelos
camaradas do Comando de
Agrupamento 2003/72 que cumpriram a
comissão de serviço em Tete (Moçambique),
nos anos de 1973 e 1974.
10FEV -
Manuel Lúcio Almeida procura pelos
camaradas da Companhia
de Comando e Serviços do Batalhão de Cavalaria
8422 (Moçambique), nomeadamente, o
ex- militar Hermínio Ferreira Resende
09FEV -
Luiz Gonçalves, ex- 1.º Cabo, procura
pelos camaradas da 2.ª
Companhia do Batalhão de Artilharia 6521/72,
que esteve em Golmate, Guiné, de 1972 a
1974
08FEV -
Luís Cândido T. Paulino pretende
localizar o ex- Furriel
Mil.º Moreira, natural da região de
Aguiar da Beira, frequentou o
Curso de Sargentos
Milicianos, nas Caldas da Rainha, no 2.º turno
de 1969, e foi mobilizado para
Moçambique em 1970. Terá nesta data 60 a 61
anos.
08FEV -
Jaime Queiroz Oliveira, o "Viana", Ramiro
Magalhães e Manuel, o "Porto" procuram
por Carlos Oliveira
Ferreira, ex- Condutor Auto,
conhecido por o "Braga", da
Companhia de Caçadores
1677 do Batalhão de Caçadores 1909,
que esteve em Angola, no período de 1967
a 1969
08FEV -
Luís Cândido T. Paulino
procura pelos
ex-
Furriéis Mil.ºs Geraldes
e
Castro, dos arredores
do Porto, que cumpriram o
serviço militar em Cameconde
/ Cacine (Guiné), estavam
integrados num
Pelotão de
Obus, em apoio à
Companhia de Caçadores 2726,
entre 1970 ou 71 e 72 ou 73
08FEV -
António Gonçalves Miranda procura pelos
camaradas que estiveram com ele em
Nacala,
Mueda e
Lourenço Marques
(Moçambique), nos anos de 1974 e 1975. Depois de
terem passado por Braga, Tancos e
Montijo
08FEV -
Félix Dias, ex-
Furriel Mil.º, da CCAV 2539 /
BCAV 2876 procura ex-auxiliar de
serviços religiosos ("sacristão")
Domingos
Francisco do Ó Candeias
para contactar com Avelino
Pereira "Tavira"
(967893113) e
mais: comparecer no convívio em
Regimento de Cavalaria 3, dos
40 anos da (partida) IDA.
07FEV -
Jorge Silva, ex- Rádio Montador procura
todos os independentes
que marcharam para Moçambique, em 1965 / 1967,
para recordar. Ele foi incorporado no BC Ev.
6 / Batalhão de Caçadores 19, em Nova Freixo
(Moçambique)
07FEV -
Artur Barata procura pelos militares que
estiveram na 1.ª
Companhia do Regimento de Infantaria 15 (Tomar),
a tirar a especialidade de
Apontador de Morteiros,
de Abril a Junho de 1973
07FEV -
Manuel João Batista Duarte procura pelos
camaradas da Companhia
de Artilharia 1726 do Batalhão de Artilharia
1922 "Os Magriços", que esteve em
Nóqui (Angola), no período de 1967 a 1969
06FEV -
José Manuel Gomes Pinheiro procura pelo
pessoal da "Escuta"
que esteve em Nampula, Mueda e
Tete (Moçambique), nos anos de 1973 e
1974 - Há indicações
no sítio de nomes que fizeram parte da
"Escuta".
05FEV -
Alberto Bandeira, ex- Furriel Mil.º,
procura pelos camaradas da
2.ª Bateria do Grupo de
Artilharia de Campanha 6 (Comandante
Capitão Gaspar), em Mueda
(Moçambique) no período de 1967 a 1968
05FEV -
José Silva procura pelos camaradas da
Companhia da Polícia
Militar 3428 que esteve em
Moçambique de 1971 a 1973
05FEV -
César Vítor de Jesus Ferreira procura
pelos camaradas da incorporação do
Curso de Sargentos
Milicianos de 1967 da Escola de
Aplicação Militar de Moçambique -
Boane
05FEV -
Alcino Carvalho procura pelos camaradas
do Destacamento de
Intendência 1080, que esteve em
Porto Amélia (Moçambique), nos anos de 1966
a 1968
05FEV -
Abel Vaz Pires procura pelos camaradas
da Companhia de
Artilharia 7258/73, que esteve em
Chipera (Moçambique), no período de
07Mar1974 a 12Mar1975
05FEV -
César Castro Duarte, ex- 1.º Cabo
Clarim, procura pelos camaradas do
Esquadrão de
Reconhecimento de Vila Pery, que
esteve em Chicamba Real (Moçambique), nos
anos de 1963/1965. Era conhecido por "Cristo"
04FEV -
António Falé procura pelos camaradas do
Pelotão de Intendência
2214, que esteve em Mocuba
(Moçambique), no período de 1970 a 1972
03FEV -
José Vitório Silva Martins, ex- 2.º
Sargento Mil.º, do Regimento de Infantaria 20,
Luanda, Benza, Caboledo e
Hospital de Luanda (Angola), período de
1968 a 1971, pretende encontrar antigos
camaradas - Alferes
Mil.º Godinho, os Furriéis Mil.º Pereira e
Ribeiro e todos os outros
03FEV -
João Vilhena procura por alguém que saiba
como contactar um ex-
Furriel MIl.º que esteve em Mueda (Moçambique),
cujo nome é Rocha, provavelmente
António Pereira, é do Algarve (Portimão ?)
02FEV -
Mário Rodrigues Pereira procura por
João Cleto Estrela,
ex- Condutor Auto da Companhia de Caçadores
3396 do Batalhão de Caçadores 3851, que
esteve em Macaloge (Moçambique)
02FEV -
José de Campos Guimarães, ex- 1.º cabo,
procura pelos camaradas que estiveram em
Moçambique, nos anos de 1969 a 1972, nos
Batalhões de Caçadores
16 e 19
02FEV -
Carlos Palheiro, ex- Furriel Mil.º,
procura pelos camaradas da
Companhia de Comando e
Serviços do Batalhão de Caçadores 17,
em Inhambane e Tete, nos anos
1970/1971, e Vila Gouveia e Boane,
no ano de 1972 (Moçambique)
02FEV -
Joaquim Fardilha procura pelos camaradas
da Companhia de
Caçadores 2526 ou de
outras Unidades Militares
que tenham passado em Muxaluando (Angola)
com a finalidade de lhe cederem fotografias ou
informações sobre aquela região.
02FEV -
A N Vaz procura por ex- militares de
várias Unidades Militares que estiveram em
Angola, Guiné e Moçambique
01FEV -
Vítor Correia procura pelos camaradas da
2.ª Companhia do
Batalhão de Caçadores 5016,
Moçambique - 1974, em Namessungo e Guro
Texto do
Protocolo de Colaboração entre a Cruz Vermelha
Portuguesa e a ACUP - Associação Combatentes do
Ultramar Português


Opinião do TCor
Pilav Brandão Ferreira
in Semanário "O
Diabo", de 30DEZ2008, pág. 3







Ofício
da Capelania Mor do Ministério
da Defesa Nacional - D. Januário Torgal Ferreira

ACUP - Associação
Combatentes do Ultramar Português
|
 |
ACUP
Associação Combatentes
do
Ultramar Português |
"Sem-Abrigo
Combatentes"
in "Correio
da Manhã", de 11JAN2009, pág. 25
