SOL

FESTAS FELIZES PARA TODOS VÓS, AMIGOS!!!

 

VENHO DESEJAR A TODOS OS AMIGOS DA BLOGOSFERA SOL

Festas Felizes E UM 2011 COM MUITA SAÚDE

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"Quem dá o que tem mostra o que deseja"

 

 

 

Por estes dias (9/7/10), fui gentilmente convidado a fazer parte de um júri de prova de vinhos, numa zona rural onde, por sinal, não tem havido produção significativa de vinho neste último século embora, segundo testemunho de arquivos, tenha sido uma zona de bom e bastante vinho em séculos passados.

Porém, actualmente, tem se notado um interesse acrescido, por parte dos produtores das pequenas unidades agrícolas, familiares, pelo incremento da plantação de vinha, bem como um cuidado ou pelo menos algum interesse em saber como melhorar a produção deste complemento alimentar, multi-milenário.

Trata-se de uma autarquia também ela interessada em estimular a produção do vinho e de um modo particular motivando para a introdução de cuidados adequados à plantação da videira e ao fabrico, acondicionamento e conservação do vinho.

Certamente, não estamos a falar de processos muito sofisticados que extravasem os processos artesanais mas ainda assim reforçando a ideia de cuidados de higiene a ter com adegas e vasilhame pois, de nada serve preparar terrenos adequar-lhe castas se depois o suco da uva é tratado com menos carinho e atenção no lugar próprio.

Bom! Felicito assim a autarquia por tomar esta iniciativa que, ao que constatei, vai no quarto ano de concursos de vinho do produtor do Concelho.

É uma louvável iniciativa, embora reconheça que há muito trabalho de mentalização e formação vitivinícola a fazer.

De referir e louvar que este ano foi considerável a quantidade de agricultores que se dispuseram a participar com o que tinham de melhor, obviamente, (quem dá o que tem mostra o que deseja), sendo de incentivar e aconselhar, informar e formar mesmo, estes produtores particulares, para que, aquilo que consomem na sua própria casa, seja da melhor qualidade para a sua própria saúde e economia.

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«Figueiró dos Vinhos é uma terra de seduções e de enigmas?»

 

Assim começava O Professor José Hermano Saraiva o seu 1º programa de 2010, sobre Figueiró dos Vinhos, sublinhando alguns dos “enigmas” desta “terra de seduções”, palavras suas, referindo-se, nomeadamente ao facto de, por exemplo, não ser Figueiró dos Vinhos terra de figos nem de vinho.

 

É claro que o Professor tem uma certa razão. E digo certa porque nestes já bastantes séculos de história aquela região sofreu múltiplas mudanças de fisionomia e, necessariamente, de meios de sobrevivência no que à dependência dos produtos da terra respeita. Nada me surpreenderia que, ao tempo em que foi dado o nome a Figueiró dos Vinhos, o fosse pela abundância e qualidade de tais produtos ( figos e vinho).Prometo investigar...)

 

Tendo eu nascido naquele concelho e vivido tempo suficiente para poder analisar a  sua afirmação, gostaria de dizer sobre o assunto aquilo que a minha sensibilidade e memória me apontam sobre tais produtos.

 

Figos, não é uma zona de clima quente o suficiente, para se poder falar de produção significativa de figos e sua secagem. Porém eram abundantes as figueiras em todos os quintais espalhados pelas aldeias e devo dizer que se a chuva não caía na fase de maturação, havia deliciosos figos, de variadas qualidades. Era, todavia, para alimento dos animais, a maior parte da sua produção, pois, como já foi dito, o clima, em regra não era propício à sua secagem e produção suficiente para alimentar uma indústria de tal fruto.

 

Quanto ao vinho, também aqui o clima não lhe era propício dado a forte pluviosidade e o tipo de solo e arborização. Existiam, no entanto, alguns oásis de vinha mais soalheira que produziam uvas, em especial, Fernão pires, e uma tintureira, ou, em menor quantidade a trincadeira. Assim lhe chamavam empiricamente. Lembro-me de o meu pai fazer um excelente vinho branco em anos de Estio, principalmente.

Contudo, actualmente, talvez o enigma relativo ao vinho esteja a ser contrariado, não por alterações climatéricas mas porque as técnicas vitivinícolas, juntamente com castas mais adequadas ao respectivo habitat vinhateiro já lá chegaram.

 

(texto de Irene Borges)

 

Nota: confirmo afirmações produzidas pois, lembro bem de um branco palheto que o meu sogro fazia em certos anos.

Neste Sábado 27, tive oportunidade de provar um tinto que, se o produtor o trasfegar para madeira, daqui a uns tempos poderá ser um “vinhão”!!!

 

Coincidências em vésperas de "Sábado"

Hoje, fazendo caminhada com a minha mulher discutíamos”Colheita tardia", um vinho doce da família dos generosos, muito apreciado, não só pela bizarria do percurso de maturação das uvas, como pelo produto vitivinículo que se obtém resultando um excelente aperitivo ou digestivo, consoante os gostos e oportunidades. Entretanto, deambulando pela Internet, deparo-me com um artigo nada "tardio" mas acabadinho de publicar e de tal detalhe que nada melhor que citá-lo e deixar à vossa consideração. Nós gostámos e desde já felicitamos o seu autor, pela informação e pormenor técnico, sobre o delicioso néctar.Eu não diria melhor!

 

In Sábado

 «Crónicas  

Premium

Edgardo Pacheco

Editor Gourmet


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Colheita tardia

 

Na categoria de vinhos doces portugueses temos o Porto, o Moscatel, o Madeira, o Carcavelos, o Licoroso do Pico e até o Favaios do Douro. Nos últimos anos surgiu por cá, embora timidamente, uma nova categoria de vinho doce: os vinhos de Colheita Tardia. Tal designação vem do inglês late harvest, pelo que significa que as uvas que dão origem ao vinho são colhidas tardiamente, em Outubro.
 

A nível mundial, as categorias mais importantes de late harvest são o Sauternes (o mais afamado e feito em França), o Tokay (o mais antigo e feito na Hungria) e o Ice Wine, experiência recente e curiosa, visto tratar-se de um vinho canadiano e alemão que resulta de uvas colhidas em Janeiro, quando as temperaturas estão a menos 10 graus negativos.
 

O Sauternes e o Tokay (ou o Takaji) têm em comum o facto inusitado de serem feitos com uvas afectadas pelo fungo botrytis cinerea, popularmente conhecido por podridão nobre (por oposição à podridão cinzenta). E o que faz semelhante fungo? Entra pela película da uva, mirra o bago, retira-lhe a água e, em consequência, concentra os açúcares. Assim, uma vez fermentadas, as uvas produzirão vinhos doces, com bons níveis de açúcar, álcool e ácidos, necessários à vivacidade e evolução do vinho no tempo.
 

Porque em França (Sauternes) e na Hungria (Tokay) as manhãs são manhãs frescas e carregadas de neblinas, seguindo-se tardes e noites secas e frias, criam-se as condições ideais para o desenvolvimento da botrytis cinerea. E, agora, tome atenção. Como o fungo afecta os cachos a um ritmo lento e disperso, a apanha das uvas, em processo manual, é feita recolhendo apenas os bagos afectados (não se apanha o cacho). Nas grandes casas de Sauternes há cachos vindimados cinco ou seis vezes, sendo que as primeiras colheitas revelam qualidade acrescida. Por essas e por outras, vinhos Sauternes há que custam pequenas fortunas. Não é coisa rara ver uma garrafinha de chateau D´Yquem por 1500 euros. Aliás, esta é um marca referida nas obras de Proust ou de Dostoievksy. E, mais recentemente, por Hannibal Lecter, esse gourmet requintado.
 

Ora toda esta prosa serve de ponte para falarmos de dois vinhos de Colheita Tardia portugueses. Embora não tenhamos as mesmas condições que os húngaros e os franceses, a botrytis cinerea também aparece por cá em anos climaticamente favoráveis. No mercado haverá meia dúzia de marcas. Hoje falamos de um vinho criado em Trás-os-Montes por Dirk Niepoort (Colheita Tardia 2003) e outro feito por Nuno Cancela de Abreu no Ribatejo (Colheita Tardia, 2006). O primeiro tem um aroma delicado a flores de tília, mel, notas secas de flores e alguma fruta. Na boca entra com alguma vivacidade, revelando depois uma doçura nada enjoativa, muito equilibrado pelos ácidos. Custa 24 euros. O segundo revela mel, casca de laranja madura e notas de cogumelos, com a boca a destacar sabores provenientes da madeira. (Custa 11 euros). Estes vinhos, que devem ser apreciados a 10 graus, servem para acompanhar entradas (o clássico foie gras ou salmão) ou sobremesas com frutos secos. Contudo, estão abertos à imaginação de cada um.»

 


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Celebremos a Primavera!

 

Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.


Pablo Neruda

(in portocego)

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«Vem comigo beber e renunciar»

«Para quê meditar as mil ideias

Dos mil filósofos que tecem teias

 Entre o nada e o nada, se tu, alma,

Num fio ou outro desses do ar te enleias?

Não: renuncia indiferentemente

Sem nenhum gesto demasiado ardente,

Sem nenhuma maneira de pensar;

 Cospe a vontade fora, como a um dente. 

 

Sei só que cessarei sob o céu vão

 E  passará a ser meu céu o chão.

O que isto é sabe-o Deus, ou não o sabe.

E que me importa que ele o saiba ou não?

Anda o mundo a correr para encontrar

Onde  é que é (que ) pode ao certo descansar:

Ah! Descansa onde estás, que o chão é assento!

Vem comigo beber e renunciar»

 

Pessoa, 30.05.1935 (inéditos, canções de beber)

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Em jeito de bem haja ao Eusébio, parabéns, ?Pantera Negra?!

 Quem não se lembra  e até tem saudades de ver ou ouvir falar daqueles golos, quais flechas que saíam dos pés versáteis  do Eusébio e de qualquer ângulo do campo entravam certeiras na baliza do adversário!

Sem desprimor, obviamente, dos prémios mundiais da modalidade, actualmente, mas Eusébio esteve serenamente no topo das estrelas e assim fez brilhar Portugal no Mundo com tal brilho que perdurará.

 

Também por isso, pela sua competência profissional e simplicidade, continuará a ser lembrado pelas pessoas de boa memória.

 

Levanto a minha taça, a um internacional à altura, com um internacional à altura!  Um vinho do Porto Vintage ,  “a coroa de glória do Vinho do Porto”

Parabéns pelo dia de hoje!.

   (fotos do google)                                        hip- hip - hurra!!!!

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" Nasce no pó e na Poeira...."

Enquadramento

Quando observei o rótulo da garrafa do “Pó de Poeira, 2007, Douro Tinto” que hoje faço questão de aqui trazer para reabertura deste espaço, depois de um certo interregno, não pude deixar de lembrar uns dias excepcionais que usufrui por aquelas paragens, com a inestimável guia dos amigos blogers: Oserrano e Aserrana.

Recordei a lenda do “pobre Zende (Zaide)” que segundo a história contada  pela Professora Celeste (Aserrana), terá dado o nome à terra Provesende.

 

Na realidade, Provesende é uma Vila histórica de tradição vitivinícola, com velhos solares, da aristocracia e onde se encontra motivo para uma visita demorada, a quem aprecie estes tesouros da nossa história vitivinícola.

 Estou a lembrar-me da lápide na frontaria do bonito solar, com a descrição: «Dr. Joaquim Pinheiro de Azevedo Leite Pereira, vitivinicultor e cientista que salvou o Douro da FILOXERA»

 

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Esta região de vinhas estende-se do alto de S. Domingos, onde existe um Castro e umas vistas deslumbrantes e vai até ao Pinhão, de socalco em socalco.

Para informação de pormenor, consulte os sites:

(http://www.aldeiasvinhateiras.pt/aldeias/index.php?action=getDetalhe&id=3)

 (http://www.freewebs.com/levandeiras/costadobelezadeandrade.htm)

 

 

 PÓ DE POEIRA 2007, Douro Tinto

 

Ficha técnica:

 

Região:DOC DOURO

Freguesia de Provesende -Sabrosa

Produtor: Jorge Nobre Moreira

Castas: Touriga Nacional, Vinhas Velhas, Sousão

Graduação alcoólica: 14%

Enólogo Jorge Nobre Moreira:

Nota de prova: Cor rubi de boa concentração e nariz cheio de aromas florais acompanhados por uma fruta madura bem fresca, apesar de ainda ser jovem vai evoluindo para finas especiarias que não se sobrepõem à fruta, apenas a complementam, na boca é um vinho generoso e volumoso, mostrando um paladar delicado e perfumado, onde os taninos apesar de firmes estão bem polidos, é um vinho harmonioso, onde os frutos silvestres se integram muito bem com a madeira e um ligeiro tostado, o final é bem persistente e muito saboroso.

 

Acompanha bem um prato condimentado, por exemplo um bife de atum em cebolada.

Eu gostei!

 

 

Ano Novo vida nova!!!!

Espero  poder regressar e manter o meu blogue activo mesmo que não seja com a cadência desejada.

É Bom regressar aqui ao vosso convívio!

 

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Um até Sempre!

 

As minhas condolências à familia do nosso querido Raul Solnado.

O meu pesar juntamente com todo o povo português e não só, por tantos momentos bons que nos proporcionou e, por tudo o que significou, nesta efémera passagem, como pessoa e como profissional, o seu lugar fica cativo em cada um de nós.

Até sempre!

 

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Há um tempo para chegar e um tempo para partir!

Foi um prazer partilhar nesta blogosfera com o que me pareceu ser útil do que faz parte do meu património profissional. Agradeço o que de todos recebi em experiência de saberes diversos e, particularmente, a quem teve a paciência de me visitar e comentar, aqui neste espaço.

Uma forte abraço para todos e felicidades para esta blogosfera e respectivo Semanário Sol, onde esta se encontra instalada e onde fui muito bem recebido e apoiado.

Até sempre,

 António.

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Esta semana: Volta aqui de novo a importância do rolhamento de cortiça.

 

“Breves notas

 
Não vou falar do aspecto económico da cortiça no nosso país, mas da sua utilidade e eficácia no rolhamento do vinho, principalmente, porque começam a aparecer vinhos de qualidade indiscutível, com rolhamento de metal tipo latão, à “americana”, como já lhe chamam, o que, no meu entender, não lhe dá prestígio, bem pelo contrário. As reacções têm sido muito negativas. Desde logo, sendo mal aceite no consumidor mais criterioso, no mínimo, desvalorizando o produto, por melhor que seja.

O uso da cortiça para preservar o vinho é histórico. Usada por Assírios, Egípcios, Gregos e Romanos, é comprovadamente o material mais adequado, pela eficácia para o rolhamento das garrafas do vinho.

 Depois de estar algum tempo em desuso, voltou a reaparecer em finais do século XVII. Dom Pérignom, para melhor preservar o champanhe promoveu a sua reaparição.

Recorde-se que o recurso à rolha de cortiça em conjugação com a garrafa cilíndrica, facilitou a maturação do vinho em vidro e teve origem em Portugal, no Douro, por isso mesmo com especial responsabilidade nesta matéria…

A cortiça é um material vegetal, não tóxico, que não transmite, odor nem sabor. A sua elasticidade provoca o vácuo na garrafa e a aderência sob pressão às paredes de vidro no gargalo.

A sua aderência e impermeabilidade, não só preserva o vinho como facilita a maturação que foi desenvolvida em dois momentos importantes: as fermentações primária e secundária, a que se segue a trasfega para cascos de madeira, onde se dá um lento processo de oxidação, promovida pela passagem de ar pelos poros da madeira, fase indispensável para a produção de vinhos, tintos de qualidade, operação não necessária nos brancos. Engarrafados, estes vinhos, sofrem uma série de reacções químicas, complexas e lentas, em que se dá o processo reversivo da redução química que, os entendidos acham que é responsável pela chamada fragrância do bouquet, de alguma forma confundido com  a influencia odorífica da madeira. Certamente, nada melhor que uma boa rolha de cortiça para facilitar esta fase de desenvolvimento do vinho em que não é indiferente a sua preservação do contacto com a atmosfera, facilitada pela composição orgânica da cortiça (as suas miríadas de células compartimentadas, cada qual estanque com a vizinha, através de cinco membranas separadas: duas celulósicas e elásticas, duas que contêm subarina, espécie de cera impermeável à água e uma última membrana mais fibrosa e mais rígida). Sabemos que a cortiça é extraída da casca do sobreiro (Quercus suber), que abunda no Alentejo e Algarve, que é oriundo da área mediterrânica ocidental, que Portugal está à frente dos países produtores a que se segue Espanha, Argélia, Marrocos, França, Itália e Tunísia, que é colhida, de nove em nove anos, de sobreiros ou chaparros, árvores com 20 a 25 anos, de acordo com legislação protectora dos montados de sobreiros, desde o século XIV.”

 

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Esta Semana: É "Proibido "Pecar"!!!!

Continuando a nossa viagem por terras durienses e transmontanas, estamos ali onde o Douro recebe o Sabor e os barcos turísticos fazem a inversão de marcha continuando a sua "tournée" Douro abaixo.

 

É uma paisagem soberba, agora não de socalcos  mas porque uma das mais importantes zonas agrícolas de primores (hortaliças e leguminosas) de Trás-Os-Montes,  distribuída por amplas  chãs e quintas localizada numa das maiores falhas vulcânicas do nosso país.

 

 

  Além da zona agrícola exuberante foram os rebanhos de ovinos  que ali pastavam, alinhados na margem do rio que chamaram  também a nossa atenção. 

 

Mas, nem só do pão vive o homem!!! Um transmontano também tem humor, e do bom...!!!

Reparem nesta placa  que, se não fosse obra de algum banhista  mais brincalhão diria que eram os valores ancestrais defendidos  em rigor, da nascente até à foz…!!!

 

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Esta Semana: O Pão e o Vinho?Tratado?, directamente do produtor?

 

Os registos visuais e documentais que vamos fazendo pelo nosso Portugal histórico são tantos e tais que dão para fazer tratados a quem tenha tempo e engenho para tanto.

Ainda assim não deixo de partilhar aqui alguns flashes de imagens que fui colhendo e que são testemunho vivo de um passado e uma cultura já distantes mas que através dele se torna sempre presente.

 Provezende, de que já falei no poste anterior, é riquíssimo em arquitectura medieval e em lendas de encantar que outros mais próximos da fonte contarão com mais propriedade e pormenor.

  A imagem que se segue retrata a casa onde se vende o pão de trigo de Provezende.

  Se atentarem bem na sua reconstrução encontrarão nas ombreiras das portas e janelas grandes pedras em semicírculo que são metades de mós de moinhos e de lagares, onde se moía o grão para fazer pão e a azeitona para fazer o azeite, respectivamente.

 

Um pouco mais acima encontra - se uma daquelas “lojas de conveniência”, dos velhos tempos que sobrevive aos grandes espaços actuais e onde se encontra de tudo um pouco.

 

Entrando, verificamos que alguns produtos são para venda outros não, como estas beldades leguminosas! 

 Mas mais importante que a sua venda é a publicidade que fazem pela imagem exótica que nos transmitem.

 

Ali podereis também saborear um agradável vinho tratado e  engarrafado com imaginação bem artesanal e muita, muita simpatia.


 

É um dia bem passado nesta freguesia de Sabrosa.

 As vistas para o Douro ali mesmo em frente à casa do pão de trigo são imperdíveis.

 

ESTA SEMANA, VERDE DOURO

 

 

Estar ali, perto da natureza e assistir em directo ao evoluir do seu ciclo, é algo emocionante e inesquecível.

 

Quando nestes dias me desloquei mais uma vez pelos socalcos do Douro e observava já a florescência das videiras nalguns dos seus sarmentos, não queria acreditar. Na verdade, o tempo passa rápido e quando o clima está de feição nada pára o ciclo vegetativo da vinha. Como dizia o amigo Oserrano, “espera-se que esse ciclo progrida sem interrupções indesejadas, como noutros anos já aconteceu”.

 

O Douro vinhateiro é sempre atractivo e convidativo em qualquer estação do ano.

 

 Nunca tinha tido o prazer de apreciar a paisagem nesta época - O Douro verde - e, confesso, se já não apanhei amendoeiras em plena floração, as cerejeiras e mais árvores de fruto estavam exuberantes no seu branco e rosa como bouquets por aqui e por ali enfeitando os socalcos encaracolados em torno das  famosas quintas solarengas  e das  adegas que se preparam agora para engarrafar e ou trasfegar a última colheita e começar a pensar na  que está em inicio de ciclo.

 

No contexto desta visita foi particularmente gratificante visitar o solar onde vivera o grande lutador contra a filoxera, essa praga que a partir do último quartel do sec. XIX dizimou as vinhas do Douro e em geral a viticultura mundial.

Graças a este cientista foi possível continuar a vocação produtiva daquela histórica região vitivinícola, quando substituiu os pés de vinha contaminada, pelos pés americanos que enfrentavam a praga com mais sucesso e depois iam sendo enxertados nas castas típicas da região.

 Foi graças também aos amigos Oserranos a quem estou grato, que foram, mais uma vez, uns guias excepcionais dando-nos a conhecer ao vivo, localmente, estas referências históricas naquelas paragens durienses, mais propriamente em Provesende, uma aldeia vinhateira cheia de história que vale a pena visitar.

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