SOL

Zeus a Pregar no Deserto

Falar de verdades incómodas em Portugal é o mesmo que pregar no Deserto. Mas como são necessários muitos pregadores para melhorar o País, vale a pena o sacrifício.
As Preocupações de Cavaco Silva com o afastamento dos jovens da política.

Na cerimónia de comemoração dos 34 anos do 25  de Abril Cavaco Silva mostrou-se preocupado com o afastamento dos jovens da política. É muito estranho que só ao fim de mais de 30 anos na vida política ocupando cargos de grande relevo Cavaco Silva tenha manifestado esta preocupação. É que este fenómeno tem mais de 30 anos. Mas enfim, mais vale tarde do que nunca.

Todos sabemos que em 34 anos de “democracia”, a grande maioria dos jovens esteve sempre afastada da vida política, tal como está hoje. De resto, não são apenas os jovens que estão afastados da vida política. Os Portugueses de um modo geral, de todas as origens e idades estão afastados da vida política. E isto não acontece por mero acaso. Acontece porque uma casta de cidadãos que se julgam iluminados se reserva o direito de manter a grande maioria dos Portugueses afastados da política. Para mal dos Portugueses, é essa mesma casta que tem gerido a política Portuguesa desde Abril de 1974 como se de um assunto da COSA NOSTRA se tratasse. E essa COSA NOSTRA existe em todos os partidos políticos Portugueses sem excepção.

A saudosa Helena Sanches Osório teve um dia a coragem de dizer o que pensava sobre a política em Portugal. Disse ela que os partidos políticos em Portugal são escolas de crime. Infelizmente a prática política de todos os partidos políticos em Portugal tem confirmado inteiramente o pensamento de Helena Sanches Osório. Desde logo a adesão a qualquer partido político Português exige que o aderente tenha de ter a assinatura de 2 militantes (uma espécie de Padrinhos) do partido a que pretende aderir. Ou seja, só adere quem fôr proposto pela COSA NOSTRA, não vá o diabo tecê-las.   

Um dos problemas é que o percurso normal dos poucos jovens que participam na política em Portugal é feito através de associações de estudantes. Os poucos estudantes que têm disponibilidade para participar nas associações de estudantes são os oriundos de famílias mais abonadas. Os estudantes oriundos de famílias menos abonadas (que são a maioria) têm de estudar porque não se podem dar ao luxo de repetir anos. Os partidos políticos usam os estudantes universitários como testas de ferro das listas afectas a esses partidos para controlar as associações de estudantes. Acenam-lhes com promessas de cargos e de carreira política. Esses jovens quando entram nos partidos já estão comprados pelos partidos de modo a não contestarem a organização interna desses partidos, o tal aparelho partidário (ou COSA NOSTRA). Muitos deles interrompem ou abandonam os cursos para se dedicarem ao partido. Toranam-se ainda mais dependentes dos partidos, pois não têm profissão.

Outra originalidade Portuguesa que impede o funcinamento democrático dos partidos são as juventudes partidárias. Aparentemente, as juventudes partidárias são apresentadas como algo de positivo para ajudar os jovens a participarem na vida partidária. Mas, na verdade, só contribuem para afastar os jovens da política. As juventudes partidárias são um atestado de incompetência aos jovens. Visam únicamente impedir os jovens de participarem mais activamente e de renovarem os partidos.  As direcções dos partidos metem 1 ou 2 jovens (o presidente e o vice-presidente das Jotas) em lugares elegíveis e eles comprometem-se a manter os militantes das Jotas calados a colar cartazes.

É fundamental proibir a existência de juventudes partidárias. As juventudes partidárias são uma forma de segregar os jovens dentro dos partidos. São uma forma de impedir a renovação dos partidos. Por isso é que as listas de deputados dos partidos variam muito pouco ao longo de decadas. As cumplicidades estabelecem-se entre os deputados dinossauros e a partir daí limitam-se a governar as suas vidinhas. É tambem fundamental criar um limite ao número de mandatos de todos os cargos políticos/públicos incuíndo os de deputados. Dois mandatos (num máximo de 8 anos) é mais do que suficiente para qualquer cidadão dar o seu contributo ao País.

Outro problema gravíssimo é a perpetuação dos memos políticos dinossauros no poder. Se analisarmos bem, em 34 anos de democracia, os principais protagonistas políticos da vida Portugesa são quase todos os mesmos, a começar pelo senhor Presidente da República. De facto, Cavaco Silva, foi Secretário de Estado num governo de Sá Carneiro. Depois foi Primeiro Ministro em 3 governos e agora é Presidente da República. Como se não existisse mais ninguem em Portugal capaz de desempenhar esses cargos melhor do que Cavaco Silva desempenhou. O pior é que Cavaco não é caso único, pelo contrário. Nos últimos 34 anos os deputados e os membros dos sucessivos governos foram quase sempre os mesmos. Os cargos passam de pais para filhos despudoradamente como se vivessemos numa monarquia. O filho do ex-deputado do PSD Montalvão Machado, é deputado do PSD. O filho do ex-deputado do PS Carlos Candal, Afonso Candal,  é deputado do PS. E não são casos únicos. Olhando para as listas de deputados de todos os partidos, fácilmente constatamos que mudaram muito pouco nas últimas decadas.

Para mudar este estado de coisas é fundamental mudar a lei. É imperioso:

1.- Limitar os mandatos de todo e qualquer cargo político/público incluíndo os dos líderes partidários a 2 mandatos (ou um máximo de 8 anos).

2.- Exigir a exclusividade absoluta para todo e qualquer cargo político/público. Qualquer cargo político/público, se levado a sério, é suficientemente absorvente para poder ser acumulado com qualquer outra actividade. Não é aceitável que cargos políticos/públicos possam ser acumulados com qualquer actividade.

3.- É fundamental proíbir que ex-políticos possam ser Presidentes da República. O Presidente da República deve ser uma personalidade respeitada da sociedade civil sem quaisquer cumplicidades políticas. Caso contrário ficamos condenados à mesma meia dúzia de protagonistas políticos com o consequente afastamento da maioria dos cidadãos Portugueses.

4.- É tambem fundamental impedir que a Assembleia da República possa ser constituída maioritáriamente por gente do Direito. A maioria esmagadora dos políticos, deputados, governantes, etc. são gente do Direito que acumula com outras actividades, nomeadamente escritórios de advogados. Tal como disse o bastonário da ordem dos advogados, isto tem de ser proíbido porque gera uma promiscuidade inaceitável entre os legisladores e os escritórios de advogados. Por outro lado, afasta a maioria dos cidadãos de outras profissões da vida política.

Se o senhor Presidente da República está a falar a sério quando diz estar preocupado com o afastamento dos jovens da política, o senhor Presidente da República deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para acolher as sugestões que dei acima e torná-las em lei. Se isso acontecer, garanto-lhe que a maioria dos cidadãos se aproximará mais da política e participará na resolução dos problemas do país.

Se tudo continuar como está, ou optarem por tomar medidas de fachada (como habitualmente) o divórcio entre os cidadãos e a política será cada vez maior. No limite, tal conduzirá inevitávelmente a uma nova revolução em Portugal. Infelizmente, tudo leva tambem a querer que a exisitir uma nova revolução em Portugal, ela será muito sangrenta. É que o 25 de Abril de 1974 foi uma revolução pacífica sem derramamento de sangue e o resultado foi o que se viu. Os políticos Portugueses estão a empurrar o país para uma revolução sangrenta, da qual eles serão inevitávelmente as principais vítimas.

Portugal Adiado - A Nova Vaga do betão e do Alcatrão

Erro Histórico - A Nova Vaga do betão e do Alcatrão

Foi com enorme preocupação que tomei conhecimento de uma nova vaga de betão e alcatrão que se prepara para Portugal. Primeiro o novo aeroporto de Lisboa, depois a terceira travessia do Tejo e o TGV. Agora, fala-se tambem de investimentos de mais de 400 milhões de Euros na zona Ribeirinha.

Se o novo aeroporto de Lisboa é uma obra indispensável, todas as outras são perfeitamente dispensáveis. Todos os estudos de viabilidade economica do TGV mostram que não haverá clientes em número suficiente para tornar o projecto rentável. Se o governo avançar com o TGV, estará a criar mais um elefante branco que terá de ser pago pelos impostos dos Portugueses. Será mais uma empresa pública a dar tachos multimilionários a administradores do regime e milhões de Euros de prejuízo por ano.

Todas as restantes grandes obras públicas visam criar postos de trabalho e tentar fomentar a economia. Essas obras poderão criar umas dezenas de milhares de postos de trabalho. Mas serão postos de trabalho para trabalhadores não qualificados. Ou seja, novas vagas de imigração que irão engrossar as fileiras da criminalidade e da marginalidade quando as obras terminarem e ficarem desempregados. O efeito que essas obras terão na economia serão necessáriamente muito limitados.

Este modelo de desenvolvimento terceiro-mundista já foi usado até à exaustão por Cavaco Silva e os seus governos. Quem não se lembra que Cavaco Silva esbanjou os fundos comunitários em várias vagas de betão e alcatrão? Grandes obras públicas que invariávelmente derrapavam 500% e mais. Foi assim com o centro cultural de belem, com as autoestradas, com a nova sede da CGD, com a Expo 98, a Ponte Vasco da Gama, etc.. Os resultados dessas vagas de betão e alcatrão serviram apenas para enriquecer ilícitamente as empresas de construção do regime e alguns políticos corruptos.

A título de comparação, a Irlanda quando aderiu à então CEE, era um país mais pobre e menos desenvolvido do que Portugal. Em vez de esbanjar os fundos comunitários em obras de regime, a Irlanda investiu os fundos comunitários na qualificação do seu Povo.  Em poucas decadas a Irlanda venceu o seu atraso. A Irlanda tem hoje uma das economias mais fortes e que mais crescem da UE. Tem dos slários mais elevados da UE e das populações mais qualificadas. A Irlanda, com uma população de pouco mais de 4 milhões de habitantes, tem uma rede de autoestradas com cerca de 100 Kms. Não tem estádios de fútebol novos. O PIB per capita da Irlanda em 1007 foi de $45600. O crescimento do PIB foi de 5,3% em 2007. A taxa de desemprego da Irlanda em 2007 foi de 5%. A Iralnda tinha7% da população a viver abaixo da linha de pobreza em 2005. Hoje tem menos. A Iralnda tem uma dívida pública de 21,1% do PIB.

Em contraste, Portugal, com uma população de cerca de 10 milhões de habitantes, tem uma rede de autoestradas com mais de 1000kms (e continua a crescer). Tem tambem 10 estádios de fútebol novos, alguns dos quais raramente são utilizados. Como se isto não bastasse, prepara-se para novos  esbanjamentos de dinheiros públicos em novas vagas de betão e alcatrão de que o país não necessita para nada. Portugal tem uma das economias mais fracas e que menos crescem da UE. Os Portugueses têm dos salários mais baixos da UE.  O PIB per capita de Portugal em 2007 foi de $21800 (menos de metade da Irlanda). O crescimento do PIB Português foi de 1,9% (cerca de 1/3 do Irlandês). A taxa de desemprego em Portugal foi de 8% em 2007. Portugal tinha18% da população a viver abaixo da linha de pobreza em 2006. Hoje tem mais. Portugal tem uma dívida pública de 68,8% do PIB (mais do triplo do Iralndês).

Todos os modelos de desenvolvimento do primeiro mundo assentam na qualificação dos recursos humanos e não em obras públicas de regime. Infelizmente, em Portugal tem sido denunciado que as grandes obras públicas têm servido para os partidos políticos se financiarem ilegalmente. O esquema assenta na promiscuidade entre o poder e as empresas de construção. Os orçamentos das obras públicas em Portugal  derrapam quase sempre de forma grosseira e até escandalosa. O Centro Cultural de Belem derrapou mais de 500%. A Expo 98 outro tanto. A ponte Vasco da Gama tambem. As inúmeras autoestradas tambem. O metro do Porto e a casa da Música tambem. Aparentemente, essas derrapagens são programadas. Não é difícil perceber porquê. Ainda recentemente o PSD e a Somague foram condenados por financiamento ilegal. O CDS-PP apresentou donativos em nome de pessoas que não existem (Jacinto Leite Capelo Rego). No entanto, os Portugueses estão convencidos de que estes financiamentos ilegais são comuns e abrangem outros partidos.

Os governos Portugueses têm de abandonar políticas terceiro-mundistas baseados em grandes obras públicas e regime e apostar em modelos de desenvolvimento do primeiro mundo que assentam na qualificação da população e nas novas tecnologias.

Os sucessivos governos têm investido muito timidamente na qualificação de recursos humanos. O actual governo fez tambem protocolos com o MIT, CMU e UT, mas isso é muito pouco. Há muitos anos que as vagas nas Universidades Portuguesas estão congeladas. Há muitos Portugueses muito qualificados a viver no estrangeiro e que gostariam de regressar a Portugal, mas não podem porque não há vagas. Não basta investir na qualificação dos recursos humanos. É necessário permitir que os quadros em cuja formação o Estado investiu possam regressar a Portugal para darem o seu contributo para o desenvolvimento do país. Não adianta o Estado investir na qualificação de recursos humanos para eles depois serem forçados a emigrar indo contribuir para o desenvolvimento de outros países. Os mais de 400 milhões de Euros que vão ser esbanjados na requalificação da zona Ribeirinha seriam muito melhor investidos se fossem usados para criar vagas nas Universidades para os Portugueses altamente qualificados que estão emigrados à força e querem regressar a Portugal.

Carjacking.

Até quando é que as incompetentes polícias Portuguesas e os incompetentes ministros que as tutelam irão permitir que esta pouca vergonha do carjacking continue em Portugal?

Os Portugueses viram a semana passada na RTP uma reporter entrevistar um carjacker que lhe contou em detalhe a sua actividade.

A pergunta óbvia que se impõe é saber como é possível uma repórter sem quaisquer meios conseguir chegar ao contacto e entrevistar um carjacker e as várias polícias Portuguesas com todos os meios que têm não conseguirem sequer chegar ao contacto com um carjacker?

Que mais é que as Polícias querem para desmantelar estas redes? Estão à espera de quê?

Têm todos os meios de que necessitam.

Têm toda a informação de que necessitam. Sabem os locais de actuação dos carjackers. Sabem que a maioria dos carros de alta cilindrada vão para os PALOP através dos portos Portugueses (nomeadamente o de Lisboa) ou até por terra via Marrocos.

Do que é que a Polícia está à espera para actuar? Que morram mais cidadãos inocentes?

Será assim tão fifícil controlar todos os carros que saiem dos Portos Portugueses?

Será assim tão difícil meter todos os trabalhadores chave dos Portos Portugueses sob escuta?

Se uma simples repórter sem meios consegue uma entrevista com um carjacker as polícias não conseguem? Perguntem à repórter como é que conseguiu chegar ao contacto com o carjacker.

E andam os Portugueses a sustentar estes bandos de meliantes a que chamamos polícias. Para quê?

Valia mais o Estado despedir os polícias e contratar repórteres para os substituir.

 

Musicalidades

Pavarotti - Nessun Dorma (http://www.youtube.com/v/ONUCPKdGcrk&hl=en)

Pavarotti - Ave Maria – Schubert (http://www.youtube.com/v/2uYrmYXsujI&hl=en)

Joan Sutherland Luciano Pavarotti Brindisi Verdi La Traviata        (http://www.youtube.com/v/YsMj3VqXwZw&hl=en)

Luciano Pavarotti sings "Caruso" from Caruso the Movie (http://www.youtube.com/v/TvLtEHONp3Y&hl=en)

O Sole Mio (http://www.youtube.com/v/99kjFdLFjH4&hl=en)

Simon and Garfunkel "Sound of Silence" in Central Park (http://www.youtube.com/v/8Kd8xp86reY&hl=en)

Simon and Garfunkel "Sound of Silence" in Central Park (http://www.youtube.com/v/8Kd8xp86reY&hl=en)

Pavarotti - Ave Maria – Schubert (http://www.youtube.com/v/2uYrmYXsujI&hl=en)

Joan Sutherland Luciano Pavarotti Brindisi Verdi La Traviata        (http://www.youtube.com/v/YsMj3VqXwZw&hl=en)

Luciano Pavarotti sings "Caruso" from Caruso the Movie (http://www.youtube.com/v/TvLtEHONp3Y&hl=en)

O Sole Mio (http://www.youtube.com/v/99kjFdLFjH4&hl=en)

Simon and Garfunkel "Sound of Silence" in Central Park (http://www.youtube.com/v/8Kd8xp86reY&hl=en)

Simon and Garfunkel "Sound of Silence" in Central Park (http://www.youtube.com/v/8Kd8xp86reY&hl=en)

Pavarotti - Ave Maria – Schubert (http://www.youtube.com/v/2uYrmYXsujI&hl=en)

Joan Sutherland Luciano Pavarotti Brindisi Verdi La Traviata        (http://www.youtube.com/v/YsMj3VqXwZw&hl=en)

Simon and Garfunkel "Sound of Silence" in Central Park (http://www.youtube.com/v/8Kd8xp86reY&hl=en)

Simon & Garfunkel - Mrs. Robinson (http://www.youtube.com/v/bE1dz6_u2JI&hl=en)

Simon & Garfunkel - Bridge over troubled water (http://www.youtube.com/v/sbFEnoITiWE&hl=en)

Simon & Garfunkel - Bridge over troubled water (http://www.youtube.com/v/qFruKvAq8PQ&hl=en)

Simon and Garfunkel- America (http://www.youtube.com/v/vCbOEZ8c8dM&hl=en)

Reo Speedwagon - Can't Fight This Feeling (http://www.youtube.com/v/67Fb8XbpWMM&hl=en)

Reo Speedwagon - Can't Fight This Feeling (http://www.youtube.com/v/67Fb8XbpWMM&hl=en)

Chicago - If You Leave me Now (http://www.youtube.com/v/Y0TEa-Aa4sU&hl=en)

Eagles - Hotel California (http://www.youtube.com/watch?v=IBJTNx5qrVU

                                     http://www.youtube.com/v/yLP1Jsk-B3w&hl=en)

Foreigner - I Wanna Know What Love Is (http://www.youtube.com/v/z9OGfBGOCpk&hl=en)

Rolling Stones – Angie (http://www.youtube.com/v/-21QK9F1NWc&hl=en)

Crowded House - Don't Dream It's Over (http://www.youtube.com/v/dZZfuCJ970w&hl=en)

Simple Minds - Don't You Forget About Me (http://www.youtube.com/v/QRrU-tG9uZw&hl=en)

Duffy – (http://www.youtube.com/watch?v=KE2orthS3TQ&feature=related)

Eurythmics - Sweet Dreams are Made of This (http://www.youtube.com/watch?v=QQHrspjw4aA)

Eurythmics-There Must Be An Angel (Playing With My Heart)                                                                                                                                    (http://www.youtube.com/watch?v=VeI9c9Uvlrs)

Beatles – When I’m Sixty-Four (http://www.youtube.com/v/4y42ydpLipg&hl=en

                                                                http://www.youtube.com/watch?v=HWbFaO_S59U&feature=related)

Marillion – Kayleigh (http://www.youtube.com/v/cwNVfNc1IQM&hl=en)

Duran Duran – Perfect Day (http://www.youtube.com/v/NTNJO9AG0XA&hl=en)

Lou Reed - Perfect Day (http://www.youtube.com/v/q_WEvqxxQiU&hl=en)

Lou Reed and Luciano Pavarotti Perfect Day 2001 (http://www.youtube.com/v/kXgbN81zNG8&hl=en)

Bob Marley - Hotel California(Reggaemix)                                                                                                                                      (http://www.youtube.com/watch?v=LEMz3PdqcCg&feature=related)

Bob Marley - Is This Love (http://www.youtube.com/v/UyyAf45bCRE&hl=en)

Bob Marley - No Woman no Cry (http://www.youtube.com/v/hg2n039txnk&hl=en)

Pavarotti & Barry White - My first, my last, my everything   (http://www.youtube.com/v/kL0WFcygdWY&hl=en)

Barry White - My Everything (http://www.youtube.com/v/aS2Fve72AZg&hl=en)

Acordo Ortográfico ? Um Erro Histórico

À revelia dos académicos e especialistas nacionais da língua Portuguesa, um governo do PSD, liderado por Cavaco Silva, aprovou em 1986/88/91 um acordo ortográfico imposto pelos interesses das grandes editoras Brasileiras. Isto apesar de todos os académicos Portugueses se terem oposto. Outro governo do PSD, liderado por Santana Lopes, aprovou um protocolo para a entrada em vigor do mesmo acordo ortográfico. Com estes gestos, o PSD provou que não está à altura de defender o interesse nacional. Revelou que os Portugueses não podem confiar no PSD.

Neste acordo ortográfico, a única cedência do Brasil foi o uso do trema. Todas as outras alterações (e são muitas) foram cedências dos dois governos do PSD acima referidos. A ex-potência colonial capitulou perante os interesses de meia dúzia de editoras da sua ex-colónia.

Este acordo ortográfico, tal como qualquer outro, só vai prejudicar a língua Portuguesa. A harmonização da ortografia, que era o principal objectivo deste acordo, não é conseguida com este acordo. E mesmo que fosse, não traria qualquer vantagem. Mas pior, qualquer acordo ortográfico irá contribuir para criar mais confusão e pôr em risco a frágil implantação do Português nas ex-colónias.

As únicas duas línguas globais, o Inglês e o Castelhano, não têm qualquer acordo ortográfico. Tanto o Reino Unido como a Espanha jamais aceitariam discutir qualquer acordo ortográfico. Os Americanos têm uma ortografia diferente da dos Britânicos. Tal nunca impediu o Inglês de se tornar a língua internacional mais falada no Mundo. Muito pelo contrário. Foi justamente a liberdade de ortografia que permitiu a expansão do Inglês.

O anterior acordo ortográfico de 1945 nunca foi respeitado pelo Brasil. Portugal não deve respeitar este acordo. O governo Português deve exigir uma moratória de 10 anos e deixar cair por completo este ou qualquer outro acordo ortográfico. É a única posição que salvaguarda os interesses de Portugal e da língua Portuguesa. Todas as ex-colónias Portuguesas, à excepção do Brasil, seguem o Português do Brasil. E assim deve continuar a ser.

São cerca de 40 milhões os falantes do Português de Portugal e cerca de 180 milhões de Brasileiros a falar o Português do Brasil. As projecções de população das Nações Unidas revelam que o número de falantes de Português irá crescer para 300 milhões no ano 2050. O Português é uma das poucas línguas Ocidentais que irão crescer. Por exemplo, o número de falantes de Francês, Alemão, Italiano, bem como a maioria das línguas Ocidentais irão decrescer. Apenas o Inglês e o Castelhano irão continuar a crescer. No caso do Português o crescimento será feito essencialmente à custa do crescimento das populações de Angola e Moçambique.

Este acordo ortográfico é um velho sonho de meia dúzia de editores Brasileiros. Tal permitir-lhe-ía conquistar os mercados de Portugal e de todas as ex-colónias Portuguesas sem terem de investir um cêntimo. Em contraste, Portugal não só perderia esses mercados (as exportações de livros de Portugal para as ex-colónias representam 1/6 das exportações de Portugal), como ainda os Portugueses seriam obrigados a escrever à Brasileira. Tal seria o maior insulto que se poderia fazer a história de Portugal e aos Portugueses. Seria a capitualação da ex-potência colonial perante uma sua ex-colónia. Tal vergonha não tem paralelo no Mundo. Nenhuma potência colonial Europeia jamais aceitou qualquer acordo ortográfico com as suas ex-colónias. Portugal não deve ser a excepção. Tal seria um rude golpe na já frágil auto-estima dos Portugueses.

Que Cavaco Silva, Santana Lopes não respeitem os seus concidadãos e traiam a Pátria e a língua Portuguesa e queiram falar e escrever à Brasileira é com eles. Eu nunca falarei nem escreverei à Brasileira, nem com uma arma apontada à cabeça. Aconselho todos os Portugueses a recusarem-se a aderir a qualquer acordo ortográfico. Vamos exigir do governo e dos nossos representantes o fim de todo e qualquer acordo ortográfico. Há um escritor de língua Portuguesa (José Eduardo Águalusa) que tem apoiado este acordo. É fundamental deixar claro que isso só acontece porque esse escritor tem uma editora Brasileira. Básicamente este escritor é um mercenário ao serviço da sua editora, que por acaso é Brasileira. Os Portugueses não devem comprar livros de escritores que têm tão pouco respeito pela língua Portuguesa e pelos Portugueses.

Vasco Graça Moura (curiosamente um Cavaquista ferrenho que Cavaco devia ouvir) referiu numa entrevista recente ao diga lá excelência (http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=21750), que aconselho vivamente, disse que há no Parlamento Europeu intérpretes Brasileiros. Ora as instituições Europeias só podem contratar cidadãos nacionais dos seus Estados membros. Se há cidadãos Brasileiros como intérpretes a trabalhar no Parlamento Europeu, tal é ilegal. Com a agravante de que estão a tirar o lugar a intérpretes nacionais de Portugal. As vagas nas instituições Europeias são preenchidas por quotas para cada país. O governo Português deve exigir ao Parlamento Europeu (bem como a todas as intituições Europeias) a contratação de cidadãos Brasileiros.

Nada tenho contra o Brasil e acho que Portugal deve manter excelentes relações com o Brasil. O que é preciso os governantes perceberem é que Portugal ao pôr-se de cócoras perante o Brasil não está a ter boas relações com o Brasil. Está a ter relações subservientes. Portugal ganha em ter boas relações com o Brasil. Mas não tenhamos ilusões, ao contrário do que muita gente mal informada pensa e diz, o Brasil precisa muito mais de Portugal (sobretudo para ter acesso priveligiado ao mercado da UE), do que Portugal precisa do Brasil.

Parabens! Que sejas bem vindo!

Bem vindo Sol!

 

Esperemos que continues a renascer por muitos e bons anos. A avaliar pelo leque de excelentes profissionais que colaboram com o Sol, não é dificil augurar o seu sucesso.

 

Há muito que fazia falta um novo projecto jornalístico desta natureza em Portugal. Observador atento do panorama político/jornalistíco Português a partir da longíqua LA (“the ertertainment capital of the World”), saúdo esta lufada de “ar fresco” no meio do “ar poluído” da imprensa nacional. Faço votos para que o Sol, pela sua natureza purificadora e antiséptica, não se deixe poluir pelos germes/vícios da imprensa do “establishment”.    

 

Zeus