O Berlusca levou na tromba. Foi chato para ele, mas alegrou alguns e deu para outros escreverem umas coisas “profundas”, alertando a malta para os maléficos “fachos” e suas manobras contra a democracia.

Em tempos, quando o Vitalito passou uns momentos mais difíceis, não tive pena nenhuma, pois quem anda á chuva molha-se,…e com o Berlusca, diga-se de passagem que também não verti uma lagrimazita, até porque não encontro grandes diferenças,….ambos desprezam o adversário, ambos o diabolizam e ambos se acham moralmente superiores.

Mas devo dizer que não consegui chegar ao ponto a que chegou o Daniel Oliveira. Deve ser por isso que ele escreve em jornais de referência e eu sou um triste palerma que só escreve nesta tasca miserável.

Vejamos então o que o Daniel escreveu sobre o assunto, no seu blog, http://arrastao.org/

Está lançado o mote

Para quem tenha dúvidas sobre a forma como será usado o lamentável episódio da agressão a Berlusconi, o seu ministro da defesa, Ignazio La Russa, deixou tudo muito claro: “Quando se consente que se odeie e se criminalize uma pessoa, passar das palavras aos actos é apenas um pequeno passo”. Gianni Alemanno, presidente da Câmara de Roma, seguiu a linha: “Foi um efeito provocado pela propaganda lançada contra ele nestes meses. Este episódio deveria ser um aviso para todos contra a demonização de que foi vítima Berlusconi. Porque quando o tom aquece, os criminosos podem passar das palavras aos actos”.

Segundo a comunicação social o atacante terá um histórico de distúrbios mentais. Mas isso são pormenores. A mensagem da direita italiana contra a democracia e o Estado de direito é esta: quem investiga crimes gravíssimos de um primeiro-ministro e quem a ele se opõe está a dar o primeiro passo para uma agressão. A partir daqui, a campanha de vitimização estará montada. E talvez assim Berlusconi se safe de novo.

Claro que a seguir Daniel Oliveira, tenta emendar a mão, embora de forma pouco eficaz:

Transbordar as margens

Já nem comento a cegueira táctica e a boçalidade política de quem se alegrou com a agressão a Berlusconi. Apenas registo a pobreza moral de quem olha para acção política como uma simples forma de descarregar a frustração da derrota. Pouco interessa o que se conquista desde que o nosso inimigo sofra. Olhando para Aminatu Haidar conseguimos experimentar o seu exemplo, a sua força, a sua exigência, a sua resistência e a sua superioridade face ao ocupante marroquino e ao cinismo europeu. Olhando para a agressão a Berlusconi conseguimos apenas sentir o embaraço de ver o agressor transformado em vítima e a vítima transformada em agressor.

Pois,… eu até podia pegar nas palavras do Daniel, no primeiro post e trocar o nome do PM italiano pelo do PM português, direita italiana por partido socialista português e a coisa também batia certo.

E se porventura alguém arreasse no Zé, usava o segundo post, e ficava de consciência tranquila.

Ás tantas estou a virar á esquerda, mas ainda não percebi!...

ahbruto

O Berlusca levou na tromba. Foi chato para ele, mas alegrou alguns e deu para outros escreverem umas coisas “profundas”, alertando a malta para os maléficos “fachos” e suas manobras contra a democracia.

Em tempos, quando o Vitalito passou uns momentos mais difíceis, não tive pena nenhuma, pois quem anda á chuva molha-se,…e com o Berlusca, diga-se de passagem que também não verti uma lagrimazita, até porque não encontro grandes diferenças,….ambos desprezam o adversário, ambos o diabolizam e ambos se acham moralmente superiores.

Mas devo dizer que não consegui chegar ao ponto a que chegou o Daniel Oliveira. Deve ser por isso que ele escreve em jornais de referência e eu sou um triste palerma que só escreve nesta tasca miserável.

Vejamos então o que o Daniel escreveu sobre o assunto, no seu blog, http://arrastao.org/

Está lançado o mote

Para quem tenha dúvidas sobre a forma como será usado o lamentável episódio da agressão a Berlusconi, o seu ministro da defesa, Ignazio La Russa, deixou tudo muito claro: “Quando se consente que se odeie e se criminalize uma pessoa, passar das palavras aos actos é apenas um pequeno passo”. Gianni Alemanno, presidente da Câmara de Roma, seguiu a linha: “Foi um efeito provocado pela propaganda lançada contra ele nestes meses. Este episódio deveria ser um aviso para todos contra a demonização de que foi vítima Berlusconi. Porque quando o tom aquece, os criminosos podem passar das palavras aos actos”.

Segundo a comunicação social o atacante terá um histórico de distúrbios mentais. Mas isso são pormenores. A mensagem da direita italiana contra a democracia e o Estado de direito é esta: quem investiga crimes gravíssimos de um primeiro-ministro e quem a ele se opõe está a dar o primeiro passo para uma agressão. A partir daqui, a campanha de vitimização estará montada. E talvez assim Berlusconi se safe de novo.

Claro que a seguir Daniel Oliveira, tenta emendar a mão, embora de forma pouco eficaz:

Transbordar as margens

Já nem comento a cegueira táctica e a boçalidade política de quem se alegrou com a agressão a Berlusconi. Apenas registo a pobreza moral de quem olha para acção política como uma simples forma de descarregar a frustração da derrota. Pouco interessa o que se conquista desde que o nosso inimigo sofra. Olhando para Aminatu Haidar conseguimos experimentar o seu exemplo, a sua força, a sua exigência, a sua resistência e a sua superioridade face ao ocupante marroquino e ao cinismo europeu. Olhando para a agressão a Berlusconi conseguimos apenas sentir o embaraço de ver o agressor transformado em vítima e a vítima transformada em agressor.

Pois,… eu até podia pegar nas palavras do Daniel, no primeiro post e trocar o nome do PM italiano pelo do PM português, direita italiana por partido socialista português e a coisa também batia certo.

E se porventura alguém arreasse no Zé, usava o segundo post, e ficava de consciência tranquila.

Ás tantas estou a virar á esquerda, mas ainda não percebi!...

ahbruto