NUMÂNCIA

(In Nomine Dei) Mitemologia racional Estudo comparado da nomenclatura, etimologia & fenomenologia mítica

SIMÃO, O LEPROSO, por arturjotaef

Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 st2\:*{behavior:url(#ieooui) }st1\:*{behavior:url(#ieooui) } /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}

SIMÃO, O LEPROSO

Existiu uma personagem nos evangelhos de Lucas, Zaqueu, que tem todas as características para ter estado relacionado tanto com o “homem / jovem rico”, como Marcos e Lázaro e com Levi ou Mateus.

Claro que os puristas a respeito da literalidade das sagradas escrituras irão argumentar de forma protestativa que seria absurdo pensar que estes dois episódios de Lucas são uma mera redundância, afinal natural em alguém que não relatava nada que tivesse presenciado pessoalmente. Obviamente que não é necessário postular que Zaqueu e Levi seriam a mesma pessoa pois bastaria que se tratasse de pai e filho. Estranho é pensar que só Lucas se tenha lembrado de relatar esta história! Porém, tal estranheza é precisamente um dos reforços da tese que se elabora a respeito de conspiração à volta da “ressurreição de Lázaro”!

Lucas 19:1 E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando 2 E eis que havia ali um homem, chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos e era rico 3 E procurava ver quem era Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura 4 E, correndo adiante, subiu a um sicómoro para o ver, porque havia de passar por ali 5 E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa 6 E, apressando-se, desceu e recebeu-o com júbilo 7 E, vendo todos isso, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador 8 E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se em alguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado 9 E disse-lhe Jesus: Hoje, veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

Este Zaqueu seria um personagem já idosa, muito mais velha do que Jesus, possivelmente o seu antigo mestre-escola.

XLVIII Jesus e o Professor: Havia, em Jerusalém, um homem, chamado Zaqueu, que instruía os jovens Ele disse a José:

— José, por que não me envias Jesus para que ele aprenda as letras?

José concordou e também Maria Levaram, pois, a criança para o professor e assim que ele o viu, escreveu o alfabeto e pediu-lhe que pronunciasse Aleph Quando ele o fez, pediu-lhe para dizer Beth O Senhor Jesus disse-lhe:

— Diz-me primeiro o que significa Aleph e aí então eu pronunciarei Beth.O professor preparava-se para chicoteá-lo, mas o Senhor Jesus pôs-se a explicar o significado das letras Aleph e Beth, quais as letras de linhas rectas, quais as oblíquas, as que tinhas desenho duplo, as que tinham pontos, aquelas que não tinham e porque tal letra vinha antes da outra, enfim, ele disse muitas coisas que o professor jamais ouvira e que não havia lido em livro algum O Senhor Jesus disse ao professor:

— Presta atenção ao que vou te dizer! E pôs-se a recitar clara e distintamente Aleph, Beth, Ghimel, Daleth, até o fim do alfabeto O mestre ficou admirado e disse:

— Creio que esta criança nasceu antes de Noé. Virando-se para José, acrescentou:

— Tu o conduziste para que eu o instruísse, mas esta criança sabe mais que todos os doutores. Depois, disse a Maria:

— Teu filho não precisa de ensinamentos.

À primeira vista Alfeu e Zaqueu apenas partilham a rima e então, a confusão nunca poderia ter sido do próprio Marcos, como é óbvio, mas de copistas e redactores posteriores à morte do evangelista.

O único evangelista a falar em Zaqueu é Lucas seguramente porque foi o único a não saber que Marcos e Mateus evitavam nomear nomes relativos à sua própria família por pudor ou por precaução contra a política de perseguição a que os primeiros cristão estavam sujeitos por parte das autoridades oficiais judaicas, precisamente por causa do episódio da “ressurreição de Lázaro”!

Ioan 12: 10 Cogitaverunt autem principes sacerdotum, ut et Lazarum interficerent.

De facto, a ressurreição de Lazaro foi um dos crimes, neste caso de inaceitável de bruxaria tão detestada por judeus quanto romanos, que pesou na condenação de Jesus, facto de cujo eco ainda algo se ouvia entre os crentes cristãos que inspiraram a beata novela bizantina do apócrifo Acta Pilati.

EL EVANGELIO DE NICODEMO, Hechos de Pilatos (Acta Pilati) - 2. Y otros dijeron a Pilatos: Ha resucitado a Lázaro, que llevaba cuatro días muerto, y lo ha sacado del sepulcro. 3. Al oír esto, el gobernador quedó aterrado, y dijo a los judíos: ¿De qué nos servirá verter sangre inocente?

Como se referiu já, Marcos e Mateus evitavam nomear nomes relativos à sua própria família que, como se suspeita já, eram da alta casta sacerdotal e que se dedicariam a negócios pouco límpidos de cobradores de impostos. Assim, a acusação de que Jesus partilhava a mesa dos publicanos, levantada durante a chamada de Mateus para o apostolado, decorre do facto de Jesus ter frequentado a rica casa do seu chefe que foi, em Lucas, Zaqueu. E isto reporta-nos para o equivalente, nos restantes evangelhos, do anfitrião da cena da unção de Betânia que ora era nem mais nem menos do que Simão, o Leproso nos sinópticos.

Mar. 14, 3 E, estando ele em Betânia assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.

Mat 26, 6 E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, 7 aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa

João: 12 1 Foi, pois, Jesus seis dias antes da Páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera e a quem ressuscitara dos mortos. 2 Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.

O evangelho segundo S. João, onde estava Lázaro, não diz expressamente quem foram os que fizeram a ceia mas o plural denota ter sido obra da família de Lázaro, onde Marta servia como anfitriã, o que nos permite começar a descortinar quem era o chefe da rica família onde Jesus viria a fazer a sua última ceia e onde os discípulos terão tido estadia depois da morte e ressurreição de Jesus.

Simon, a resident at Bethany, distinguished as "the leper." It is not improbable that he had been miraculously cured by Jesus. In his house Mary anointed Jesus preparatory to his death and burial (Matthew 26:6) etc.; Mark 14:3 etc.; John 12:1 etc -- Smith's Bible Dictionary.

In most of the Muslim writings Jesus is referred to as Yuz Asaf The meaning and derivation of the name is uncertain "Yuz" is thought by some to mean either "Jesus" or "leader," and "Asaf" to refer to those he cured of leprosy. Thus one interpretation is that Yuz Asaf means "leader of those he cured of leprosy."

Za-ke'-us (Zakchaios, from zakkay, "pure"):

Se este sobrenome teve o significado de “puro” é porque deriva da mesma raiz de sacher, o nome das leis da pureza ritual judia e do sacer latino.

Za-ke'-us < zakkay < *Za-Ker > sacher > Sakar, o deus da pureza matutina de parto da Aurora

 

Ver: SACHER (***) & LAZARO (***)

 

Assim sendo, seria uma forma constritiva de Zacareu, nome afinal muito comum entre os judeus. Este sobrenome de “o Puro” seria uma espécie de antítese da alcunha “o Leproso”, ou seja, “aquele que foi tornado puro” por Jesus.

Alphos , ho, A. dull-white leprosy, esp. on the face, Hes.Fr.29, Thphr. Char.19.2, LXXLe.13.39, etc.: pl. in Hp.Aph.3.20, Pl.Ti.85a. (Cf. Lat. albus.). alphôdês, es, A. leprous.

E então começamos a entender aquilo que parece ser uma confusão e profusão de Alfeus nos evangelhos. É que, se alphos significava uma forma de lepra facial os tradutores gregos dos evangelhos deveriam ter lido Simão, o da “face leprosa” e terão traduzido de forma liberal e literal por Alfeu e dai para diante este passou a ser o nome de Simão, ora Leproso, ora Alfeu, ora, depois de curado, Zacareu ou Zaqueu.

De facto, se Zaqueu fosse um leproso autêntico dificilmente teria sido curado por Jesus pois a cura verdadeira é ainda hoje difícil mesmo a moderna antibioterapia. Esta não e uma doença que se cures apenas com fé nem jejuns ou orações! No entanto, ainda assim não se pode concluir que tenha sido grande o milagre de Jesus porque parece que Moisés acreditava em lepras que podiam ser curadas. A Doença designada na Bíblia pelo termo hebraico tsa-rá-?ath é traduzida pela palavra grega lé-pra.Nas Escrituras, “lepra” não se restringe à doença conhecida hoje por esse nome, pois ela podia atingir não só os humanos, mas também roupas e casas. (Le 14:55). Quer isto dizer que a lepra bíblica se referia a todas as dermatoses crónicas da pele particularmente as que se manifestassem no rosto por formas descamativas esbranquiçadas o que poderia envolver tanto a verdadeira lepra como as empingens micóticas, a psoríase e algumas forma de eczema. A relação das manifestações da lepra facial com a lesões micóticas esbranquiçadas da tinha de pele deve ter sido a principal razão da confusão com a lepra dos tecidos e casas.

A lepra também podia atingir roupas de lã ou de linho, ou um artigo de pele. A praga talvez desaparecesse com a lavagem, e havia arranjos para se isolar tal artigo. Mas, nos casos em que persistisse esta praga verde-amarelada ou avermelhada, a lepra maligna se fazia presente, e o artigo devia ser queimado. (Le 13:47-59) Se, na parede duma casa, surgissem depressões verde-amareladas ou avermelhadas, o sacerdote impunha uma quarentena à casa. Talvez fosse preciso remover as pedras atingidas e mandar que se raspasse o interior da casa, as pedras e a argamassa raspada sendo então lançadas num lugar impuro, fora da cidade. Se a praga retornasse, a casa era declarada impura e era derrubada, e seus materiais eram lançados num local impuro. Mas, para a casa que fosse declarada pura (limpa) havia um arranjo de purificação. (Le 14:33-57) Tem-se sugerido que a lepra que atingia roupas ou casas era um tipo de bolor ou fungo; no entanto, existe incerteza quanto a isto.

Sendo assim, conseguir curar leprosos seria um grande feito em face do terror da condenação ao isolamento e ostracismo social que a lepra incurável implicava.

Hansenomas = eritematosa na face (sobrelevados, pouco definidos, que lembram um tumor) Ex.: face, orelha, punho, cotovelo, joelho. Face leonina(grave): Rosto inchado, perda de pelo e cabelo (madarose), faces de "máscaras" pela perda dos nervos (não externa sentimentos) do rosto.

Ora, sendo as formas iniciais de lepra pouco parecidas com empingens esbranquiçadas … o mito de que quando a lepra se tinha espalhado pelo corpo inteiro seria porque, tendo ficado esbranquiçado e sem carne viva à mostra, isso a fase crítica da doença já passara e que apenas restavam as suas marcas. Uma das funções dos levitas era então declarar que a vítima estava limpa e que o mal já não representava perigo. — Le 13:12-17. Assim, no contexto do levirato judaico curar leprosos não era nada de extraordinário ficando assim excluído a necessidade de os milagres de Jesus no campo da lepra necessitarem de sair do próprio âmbito das previsões da lei mosaica.

 

SIMÃO MATIAS

 

Seria seguramente o mesmo que Simão de Cirene, um levita que mesmo entre os judeus pode ter aparecido como Matias, um sumo sacerdote de que fala Josefo numa estranha situação de impureza, que alguns, na cadeia das deturpações orais, terão confundido com lepra, e que mais não teria sido que uma polução nocturna de cuja culpabilidade Jesus o terá corado.

[165] Sous le pontificat de ce Matthias il arriva qu’un autre grand pontife installé pour un seul jour, celui où les Juifs jeûnent. [166] Voici pourquoi : Matthias, pendant qu’il exerçait ses fonctions, dans la nuit qui précédait le jour du jeûne, crut en rêve avoir commerce avec une femme, et comme, à cause de cela, il ne pouvait officier, on lui adjoignit comme coadjuteur Josèphe, fils d’Ellémos, son parent. [167] Ainsi Hérode destitua Matthias du grand pontificat; quant à l’autre Matthias, le promoteur de la sédition, et certains de ses compagnons, il les fit brûler vifs. Cette même nuit il y eut éclipse de lune  (La date de cette éclipse a été fixée du 12 au 13 mars, 4 av. J.-C. (Ginzel, Specieller Kanon etc., p. 195)

Este José, filho de Elemos assemelha-se demasiado a Elimas Barjesus dos Actos o que, ressalvadas as possíveis trapalhices de Lucas poderia indiciar a presença de José de Arimateia. Este acontecimento, de cerca do ano 4 antes de Cristo, teria acontecido quando Jesus teria cerca de 14 anos o que não deixa de ser também estranho por corresponder ao aparecimento de Jesus no templo entre os doutores que então seriam o seu mestre Simão Matias e seu pai adoptivo José, filho de Ellemos, ou de Helli. Quer dizer que Elimas teria sido o nome de avô de Jesus, o que seria mais do que natural pois estas relações de escolha de nomes para os recém nascidos obedecem a regras de relações de sentimentais de todos os tempos e lugares. No mesmo relato Flábio Josefo refere algo muito estranho sobre uma acção levada a cabo perto da morte de Herodes por um tal Matias e Judas.

[149] 2[73]. C’étaient Judas, fils de Sariphaios, et Matthias, fils de Margalothos [Dans Guerre les noms des pères sont Sepphoraios et Margalos], les plus savants des Juifs et ceux qui interprétaient le mieux les lois des ancêtres, chers aussi au peuple parce qu’ils instruisaient la jeunesse : chaque jour, tous ceux qui se souciaient d’acquérir de la vertu passaient leur temps avec eux. [150] Les hommes donc, ayant appris que la maladie du roi était incurable, excitèrent la jeunesse à détruire tout ce qu’il avait fait contre les coutumes des ancêtres et à mener la lutte sainte au nom des lois : c’était à cause de l’audace avec laquelle Hérode avait enfreint la loi qu’étaient arrivés au roi non seulement tant de malheurs, inconnus au commun des mortels, qui avaient rempli sa vie, mais encore sa maladie elle-même. [151] En effet, Hérode avait commis certaines infractions à la loi, que lui reprochait le groupe de Judas et de Matthias. Ainsi, au-dessus de la grande porte du temple, le roi avait placé une offrande très coûteuse, un grand aigle d’or, alors que la loi défend d’ériger des images et de consacrer des formes d’êtres vivants à qui veut mener une vie conforme à ses prescriptions. Aussi ces sophistes ordonnèrent-ils d’abattre l’aigle: (…) 3. Voilà le genre de propos avec lesquels ils excitaient la jeunesse. D’autre part, le bruit leur parvint que le roi était mort, ce qui fut d’un grand secours aux sophistes. A l’heure de midi ils montèrent au temple, abattirent et démolirent à coups de hache l’aigle, alors, qu’une grande foule s’y trouvait réunie. (…) Parmi les jeunes gens, non moins de quarante qui l’attendaient de pied ferme, alors que le reste de la multitude s’était dispersé, furent arrêtés (…), ainsi que les instigateurs de cet acte audacieux Judas et Matthias, qui avaient jugé honteux de lui céder la place; il les amena au roi. [158] Celui-ci, quand ils furent en sa présence, leur demanda pourquoi[75] ils avaient osé jeter à bas son ex-voto. «Nos résolutions et nos actes, dirent-ils, ont été inspirés par la vertu digne d’hommes de cœur. Car nous avons eu souci des choses consacrées à la majesté de Dieu et des enseignements que nous avons reçus de la loi. [159] Il n’est pas étonnant que nous ayons jugé tes décrets moins respectables que les lois que Moïse nous a laissées, écrites sous la dictée et selon les instructions de Dieu. C’est avec joie que nous affronterons la mort ou tous les châtiments que tu pourras nous infliger, car ce n’est pas pour des actions injustes, mais par amour de la religion que nous allons connaître tout ce qui accompagne la mort». [160] Tous disaient de même, témoignant dans leurs discours d’une audace égale à celle qui les avait décidés sans hésitation à un tel acte. [161] Le roi les ayant fait charger de chaînes, les envoya à Jéricho et y convoqua les principaux magistrats juifs. (…) En échange il avait espéré laisser un souvenir et un nom illustre même après sa mort. Alors il se mit à hurler que, même de son vivant, ils ne s’étaient pas abstenus de l’outrager et que, en plein jour, à la vue de la foule, ils avaient eu l’audace de porter la main sur ses offrandes et de les enlever, commettant en apparence une offense contre la majesté royale, mais en réalité, à bien examiner le fait, un sacrilège. -- ANTIQUITES JUDAÏQUES, livre 17

A causa da confusão entre Mateus e Matias pode afinal ser bem simples.

Judas e Matias teriam sido não discípulos de Jesus mas seus condiscípulo quando ambos eram alunos de Simão Matias. Na verdade, não é apenas nos escritos cristãos que encontramos confusões de identificação e proliferações de identidades homónimas. Por exemplo, Lázaro ora é filho de Sameias ora de Simão:

A cette occasion se fit remarquer un Juif digne d'attention et de souvenir. nommé Eléazar, fils de Saméas, natif de Gaba en Galilée.

Quant à Eléazar, fils de Simon, quoiqu'il se fût approprié le butin des Romains, l'argent pris à Cestius et une grande partie du trésor public, ils ne voulurent cependant pas alors lui remettre les affaires, parce qu'ils devinaient son naturel tyrannique et que les zélateurs soumis à ses ordres se conduisaient comme des satellites.

Só um cego que não quer ver não descobre que este cenáculo se parece demasiado com o palácio da Mãe de Marcos que, por isso mesmo seria esposa de Simão Zaqueu.

Actos, 1: 13 E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelota, e Judas, filho de Tiago. 14 Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos. 15 E, naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas), disse: 16 Varões irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de David, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus; 17 porque foi contado connosco e alcançou sorte neste ministério. (...) 23 E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias. 24 E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, 25 para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar. 26 E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E, por voto comum, foi contado com os onze apóstolos.

Independentemente de parecer que se está perante uma das primeiras provas de que a justiça divina nem sempre escreve direito por linhas tortas importa referir que esta cena se terá passado na casa de Simão Zaqueu, como o contexto posterior o dirá e muitas opinião da tradição aceitam como sendo a casa da mãe de Marcos e outros de Lázaro e todos deveriam suspeitar ser a casa deste rico príncipe de publicanos. Mas, quiçá, a injustiça não tenha sido assim tanta porque o eleito teria sido o próprio dono da casa.

Cet apôtre est souvent désigné par d'autres noms: la version syriaque d’Eusèbe l’appelle «Tolmai» (c'est-à-dire Barthélemy, sans confusion cependant avec l'apôtre Barthélemy); Matthias est souvent identifié avec Nathanaël de l’Évangile selon Jean; Clément d’Alexandrie indique que certains l'identifient à Zacchaeus; les Apocryphes clémentins l'identifient à Barnabé. Hilgenfeld pense qu'il est Nathanaël.

Assim Zaqueu a quem eles chamam Matias, o chefe dos cobradores de impostos, quando ele tinha ouvido que o Senhor o tinha o estimado muito por ter frequentado bastante a sua casa, disse, " Veja, a metade de minhas posses actuais eu dou como esmola, e Senhor, se eu tiver extorquido qualquer forma dinheiro a alguém, eu devolvo o quádruplo". A este o salvador disse, "Verdadeiramente, quando o filho de homem veio hoje, encontrou o que andava perdido". Clemente de Alexandria, em Stromata 4.6.35.2:

Possivelmente a única identificação espúria é entre Bar-tolomeu / Nataniel. Bastaria assim admitir o óbvio. Que Bar-Tolomeu não era nome próprio mas um gentílico e que Nataniel seria irmão de Simão Jairo Bartolomeu. Barnabé seria primo destes pela parte da mãe, já que José Bar-Nabé não tem obviamente o mesmo gentílico dos primos.

A confusão em que sempre terá andado o nome de Matias deve-se precisamente ao facto de em hebraico este nome ser o mesmo que Mateus.

A única questão que se levanta é a de Simão dito Zaqueu ter dois nome hebraicos, Simão e Matias o que só pode ter uma explicação, a de estarmos perante um dos primeiros fenómenos da história de alguém que por razões de clandestinidade política se teve que defender como certos espiões modernos com múltiplas identidades. Afinal este individuo que terá um dos maiores papeis tanto no início da história do cristianismo como na primeira guerra judaica terá sido um elemento essénio infiltrado no seio da alta aristocracia judaica de próprio Simão Jairo Bar Ptolomeu e com pseudónimos cristãos, Matias / Mateus, Levi, Alfeu e Zaqueu, Simão de Cirene, conforme estes iam sendo descobertos ou a conveniência de quem o identificava no grupo da comunidade primitiva dos cristãos de Jerusalém, ou seja o anfitrião dos apóstolos e possivelmente parente próximo de Barnabé pelo lado da mãe.

[225] Il emmenât avec, lui sa mère et le frère de Nicolas (de Damas), Ptolémée, familier très honoré d’Hérode et qui lui était dévoué. ANTIQUITES JUDAÏQUES, LIVRE XVII.

Quem lhe teria posto o nome de Zaqueu, “o purificado”, teria sido Jesus, por o ter curado da doença de pele que lhe dava também a alcunha de Simão o Leproso de que Alfeu seria mero erro de tradução grega. Não sendo possível contrariar este facto e sendo quase seguro que Simão Zaqueu era o pai do jovem rico e um príncipe, segundo algumas fontes canónicas é forçoso concluir que, o seria por ser filho do mesmo Ptolomeu que era familiar de Herodes. Como príncipe teria possessões diversas e nada obsta a que tivesse casa e quintas em Cirene razão que teria levado Marcos apelida-lo de Simão de Cirene para que não fosse facilmente identificado embora ao referir que era pai de Rufo e Alexandre estaria a por em causa tal segredo familiar, o que aponta para uma revelação posterior feita na edição final depois possivelmente de o pai já ter morrido.

 

Ver: MADALENA / UNÇÃO DE BETÂNIA (***)

 

A tese até aqui defendida pressupõe uma identidade de personagens entre Mateus e Matias.

Ora, a verdade é que mesmo etimologicamente isto é possível.

Matthew the apostle and evangelist is mentioned in the 4 catalogues of the apostles in Matthew 10:3; Mark 3:18; Luke 6:15; Acts 1:13, though his place is not constant in this list, varying between the 7th and the 8th places and thus exchanging positions with Thomas The name occurring in the two forms Matthaios, and Maththaios, is a Greek reproduction of the Aramaic Mattathyah, i.e "gift of Yahweh," and equivalent to Theodore Before his call to the apostolic office, according to Matthew 9:9, his name was Levi The identity of Matthew and Levi is practically beyond all doubt, as is evident from the predicate in Matthew 10:3; and from a comparison of Mark 2:14; Luke 5:27 with Matthew 9:9 The name Matthew is derived from the Hebrew Mattija, being shortened to Mattai in post-Biblical Hebrew In Greek it is sometimes spelled Maththaios, B D, and sometimes Matthaios, CEKL, but grammarians do not agree as to which of the two spellings is the original -- The Catholic Encyclopedia, Volume X

Mattath- Yahweh > Mattath-yah > Mathth-aios > Matthaios.

The Greek Matthias (or, in some manuscripts, Maththias), is a name derived from Mattathias, Heb Mattithiah, signifying "gift of Yahweh."

Matthias was one of the seventy disciples of Jesus, and had been with Him from His baptism by John to the Ascension (Acts i, 21, 22) It is related (Acts, i, 15-26) that in the days following the Ascension, Peter proposed to the assembled brethren, who numbered one hundred and twenty, that they choose one to fill the place of the traitor Judas in the Apostolate Two disciples, Joseph, called Barsabas, and Matthias were selected, and lots were drawn, with the result in favour of Matthias, who thus became associated with the eleven Apostles. Zeller has declared this narrative unhistoric, on the plea that the Apostles were in Galilee after the death of Jesus. As a matter of fact they did return to Galilee, but the Acts of the Apostles clearly state that about the feast of Pentecost they went back to Jerusalem.

(…) Moreover, it should be remembered that, in the apocryphal writings, Matthew and Matthias have sometimes been confounded.

Numa ocasião quando Jesus nos levou ao Monte das Oliveiras ele falou connosco numa língua desconhecida que ele nos revelou, enquanto ia dizendo: Anetharath (ou Atharath Thaurath). Os céus foram abertos e todos nós subimos para o sétimo céu (Segundo London MS: na cópia de Paris só Jesus subiu, e os apóstolos contemplaram através dele). Ele pediu o Pai para nos abençoar.

O Pai, com o Filho e o Espírito Santo, puseram as mãos na cabeça de Pedro (e fez dele o arcebispo do mundo: Paris B). Tudo o que ele atar ou desatar na terra será assim no céu; Nada que não seja ordenado por ele será aceite. Cada um dos apóstolos foi separadamente santificado (há omissões de únicos nomes em um ou outro dos três textos). André, Tiago, João, Filipe (a cruz o precederá onde quer que ele vá), Thomas, Bartolomeu (ele será o depositário dos mistérios do Filho), Mateus (a sombra dele curará o doente) o Tiago filho de Alfeu, Simão Zelota, Judas de Tiago, Tadeu, Matias, que era rico e deixou tudo para seguir a Jesus). -- GOSPEL OF BARTHOLOMEW.

Mateus

Matias

St Irenæus tells us that Matthew preached the Gospel among the Hebrews, St Clement of Alexandria claiming that he did this for fifteen years, and Eusebius maintains that, before going into other countries, he gave them his Gospel in the mother tongue Ancient writers are not as one as to the countries evangelized by Matthew, but almost all mention Ethiopia to the south of the Caspian Sea (not Ethiopia in Africa), and some Persia and the kingdom of the Parthians, Macedonia, and Syria (…) The Roman Martyrology simply says: "S Matthæi, qui in Æthiopia prædicans martyrium passus est" Various writings that are now considered apocryphal, have been attributed to St Matthew.

According to Nicephorus (Hist eccl., 2, 40), he first preached the Gospel in Judea, (Bollandus (Acta SS., May, III) doubts if the relics that are in Rome are not rather those of the St Matthias who was Bishop of Jerusalem about the year 120, and whose history would seem to have been confounded with that of the Apostle.) then in Ethiopia (that is to say, Colchis) and was crucified The Synopsis of Dorotheus contains this tradition: Matthias in interiore AEthiopia, ubi Hyssus maris portus et Phasis fluvius est, hominibus barbaris et carnivoris praedicavit Evangelium Mortuus est autem in Sebastopoli, ibique prope templum Solis sepultus (Matthias preached the Gospel to barbarians and cannibals in the interior of Ethiopia, at the harbour of the sea of Hyssus, at the mouth of the river Phasis He died at Sebastopolis, and was buried there, near the Temple of the Sun).

Por outro lado tanto a história quanto a lenda parecem atribuir a ambos as personagens percursos idênticos. Ambos começaram o apostolado na Palestina entre os Hebreus ou judeus e acabaram ambos na Etiópia depois de terem ambos andado pelas bandas do mar Cáspio. As diferenças de pormenor entre as duas figuras são tão pequenas que não chegam para por em causa a possibilidade de se tratar duma mera duplicação de personagens típica dos tempos de incerteza informativa do início da cristandade.

Sendo assim, a informação colhida por Clemente de Alexandria a respeito da tradição de Matias, pode e deve ser atribuída a Mateus.

Por alguma razão ainda hoje Matias é considerado um mistério, obviamente porque nunca terá existido de modo independente em relação a Mateus, resultando em parte do facto deste discípulo ter, como seu filho Marcos, vivido na clandestinidade, por ter sido um dos principais mentores económicos da vida política de Jesus e, por meio de sua esposa, Maria a mãe de Marcos, da igreja cristã primitiva. Na verdade, se as autoridades judaicas da época da morte de Jesus tinham alguém a considerar como culpado pelo fenómeno incontrolável do messianismo cristão estes seriam Jesus e os seus poderosos amigos mais próximos, Nicodemos, José de Arimateia e Simão Zaqueu.

So Zaccheus whom they call Matthias, the chief tax collector, when he had heard that the Lord had esteemed him highly enough to be with him, said, "Behold, half of my present possessions I give as alms, and Lord, if I ever extorted money from anyone in any way, I return it fourfold." At this the savior said, "When the son of man came today, he found that which was lost."-- Clement of Alexandria, Stromata 4.6.35.2

This disciple remains a mystery He was not one of the original twelve but he was chosen later to replace Judas Iscariot His election is not documented and the absence of comment in the Scriptures on his eventual Ministry does not help to clear the matter (…) Clement of Alexandria identified Matthias with Zaccheus but this too is difficult to believe as Zaccheus did not meet the conditions required to be an Apostles.-- G C H Nullens.

Não se entende bem quais deveriam ser as condições que faltavam a Zaqueu para ser um apóstolo na medida em que era em tudo semelhante a Mateus, um rico e letrado chefe de publicanos se é que Mateus e Matias não seriam a mesma pessoa. E depois, se Clemente o disse como facto documentado com texto que aparece quase literalmente no evangelho de Lucas que autoridade maior poderá alguém posterior afirmar o contrário sem argumento documental de maior valor na base de meros critérios requeridos para o apostolado que nem Jesus nunca os referiu. Em que critérios entraria Judas Iscariotes então? Pelo contrário…

Now when all the peop]le and tax-collectors heard they acknowledged God's justice, confessing their own sins. The Pharisees, however, were not baptized by John. Instead, they rejected the will of God and the commandment of God. Likewise, God rejected them. -- Papyrus Merton 51.

When the scribes and Pharisees and priests saw him, they were angry that he was reclining in the midst of sinners. But when Jesus heard, he said, "Those who are healthy have no need of a physician. -- Papyrus Oxyrhnchus 1224.

É óbvio que a identificação de Matias com Mateus levanta a questão de, estando Mateus presente no capítulo primeiros dos actos, não ter sido eleito novamente como discípulo. No entanto, a história do cristianismo primitivo está cheio de meias verdades e de revisionismos históricos. Quase de certeza que Mateus / Matias foi chamado a ser “um-dos-dose” mas, como era um dos homens ricos dos evangelhos, seguramente o mais velho pois o outro seria João Marcos e mas só o terá sido convictamente numa fase tardia como terá sido o caso dos irmãos de Jesus.

 

Ver: O JOVEM RICO (***)

 

MATEUS

Mark calls him "the son of Alpheus" (Mark 2:14), although this cannot have been the Alpheus who was the father of James the Less; for if this James and Matthew had been brothers this fact would doubtless have been mentioned, as is the case with Peter and Andrew, and also with the sons of Zebedee. -- International Standard Bible Encyclopedia.

Em princípio assim deveria ter sido mas há que contar que no campo de análise em que nos colocamos as excepções passam a vida a confirmar as regras. O facto de Mateus ter tido por nome próprio Levi não constitui qualquer tipo de problema.

Assim, ou havia mais do que um Alfeu ou, tal facto lança a primeira grande dúvida sobre a tese agora desenvolvida.

Seria também Mateus irmão de Jesus e Marcos sobrinho de Jesus? A verdade é que na lista dos discípulos de Jesus falta José, um dos seus irmãos! Seria o primeiro nome de Mateus, José? Quase seguramente que, se assim tivesse sido, nada de tão grave e importante teria passado despercebido aos primeiros testemunhos da história cristã!

Sendo Barnabé, tio de Marcos, um levita, é-nos permitido suspeitar que outros elementos das ricas famílias que cercavam Jesus também o seriam e, então, sendo o levirato hereditário e familiar, se Marcos fosse filho de Mateus fica explicado o nome de Levi dado a Mateus, por ser levita e o pai deste teria deixado de o ser por ser leproso, como adiante se verá.

Mark was probably a Levite, because we know that his kinsman Barnabas was one (Acts 4:36), and perhaps a minor minister in the synagogue He accompanied Paul and Barnabas to Antioch is AD 44 (Acts 12:25), then to Salamis in Cyprus, and with Barnabas was on Paul's first missionary journey (Acts 13:5), but left Paul at Perga in Pamphylia and returned alone to Jerusalem (Acts 13:13) For some reason he evidently offended Paul, who did not take him on his second missionary journey to Cilicia and Asia Minor, which was the occasion of the disagreement and separation of Paul and Barnabas (Acts 15:36-40) -- St Patrick's Church.

 

Ver: MARCOS (***)

 

Mateus passa assim a ser um candidato a pai ou irmão mais velho de Marcos / Lázaro, por sinal também levita e possivelmente um sacerdote menor.

Marcos: 2: 14 E, passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na alfândega e disse-lhe: Segue-me E, levantando-se, o seguiu 15 E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores, porque eram muitos e o tinham seguido 16 E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores? 17 E Jesus, tendo ouvido isso, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores.

Mateus: 9: 9 E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na alfândega um homem chamado Mateus e disse-lhe: Segue-me E ele, levantando-se, o seguiu 10 E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos 11 E os fariseus, vendo isso, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? 12 Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes 13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento

27 E, depois disso, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado no telónio, e disse-lhe: Segue-me 28 E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu 29 E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa 30 E os escribas deles e os fariseus murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? 31 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos 32 Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento.

De resto, sendo chefe de publicanos, homem rico e idoso, seria uma espécie de discípulo oculto como Nicodemos, que só terá assumido o estatuto de Apóstolo precisamente no dia da nomeação de Matias. Ora, o facto de as clementinas identificarem Matias com Barnabé sugere afinal que o Espírito Santo fez mais justiça dos que os revisionistas da história cristã poderiam aceitar e este trabalhador incansável do apostolado cristão dos primeiros dias porque foi o eleito precisamente porque Simão Zaqueu de cognome Mateus, já o era e portanto estamos perante um erro crasso de informação de Lucas, que, por ser gentio, pouco terá entendido da história mais ou menos secreta e obscura desta rica família mentora do cristianismo primitivo.

De resto, é suspeito que esta substituição de Judas tenha ocorrido porque Judas Iscariotes seria ainda vivo, teria passado para a clandestinidade e Simão Zaqueu saberia muito bem a razão disso! A única coisa estranha é que, sendo assim, Simão Zaqueu terá sido o apóstolo com um maior número de nomes, alcunhas e pseudónimos o que facilmente se entende dada a eminência social desta entidade que já seria rica por nome próprio mas que os cristãos primitivos enriqueceram ainda mais por fosse por adulação fosse para o encobrirem das represálias do poder judaico diluindo-o nas águas da confusão de identidades. Resumindo, as confusões do cristianismo primitivo tiveram causas naturais óbvias mas foram causas imprevisíveis de mistérios e lendas que acabaram por fazer as delícias dos beatos bizantinos e foram a fonte de todos os equívocos que levaram a deificação de Jesus. A virgem Maria nunca alcançou tal estatuto por uma razão afinal muito simples. Porque este papel já estava preenchido pela terceira pessoa da Santíssima Trindade, verdadeira mãe espiritual e divina de Jesus Cristo. Os cristãos gentios que consagraram o seu triunfo na terra na basílica de Santa Sofia, nunca se aperceberam disto porque nunca chegaram a saber que o Espírito Santo judeu era feminino!

Orígenes (+ 253-254) -- 5. Y si alguien acepta el Evangelio de los Hebreos, donde el Salvador en persona dice: Poco ha me tomó mi madre, el Espíritu Santo, por uno de mis cabellos y me llevó al monte sublime del Tabor, se quedará perplejo al considerar cómo puede ser madre de Cristo el Espíritu Santo, engendrado por el Verbo. Pero tampoco esto le es a éste difícil de explicar. (In Io. 2,6).

Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 st2\:*{behavior:url(#ieooui) }st1\:*{behavior:url(#ieooui) } /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}
Publicação: domingo, 8 de Novembro de 2009 23:28 por ajotaef

Comentários

Sem Comentários
Para comentar necessita de estar registado

About ajotaef

Filho de Sabino Felisberto e de Clotilde Amélia Ribeiro, natural do Alto Douro, nascido a 24 de Setembro de 1951 na freguesia de Seixas do concelho de Vila Nova de Foz-Côa do Distrito da Guarda. Casado e pai de três filhos. Fez a instrução primária na Escola Primária de Seixas. Ingressando de seguida no Seminário Menor da Ordem dos Padres Missionários do Espíritos Santo, fez os estudos secundários em Godim-Régua, onde conclui o 2º.ano e concluiu o 5º.ano liceal em Fraião-Braga. No mesmo estabelecimento, frequentou o 3º.ciclo onde conclui o 6º.da secção de Humanidades Clássicas. No ano de 1968 matriculou-se no Liceu Nacional de Lamego, na secção de Ciências Fisico-Naturais, vindo a concluir o 7º.ano a 7 de Julho de 1970. Matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1970. De 24 de Outubro de 1973 leccionou Ciências Naturais e Higiene na Escola Secundária da Marinha Grande, serviço que abandonou 4 anos depois em 30 de Setembro de 1977. Licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1978 e é titular da Cédula Profissional nº 23853/C-5134 da Ordem dos Médicos da zona Sul. Tem Curso superior de Climatologia e Hidrologia, da Faculdade de Medicina de Coimbra, de 30 de Outubro de 1979. Tem Curso superior de Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública, concluído a 22 de Novembro de 1985 Possui o Grau de Assistente de Saúde Pública desde 22 de Novembro de 1985, ocupando o lugar de Subdelegado de Saúde e Autoridade Sanitária no Concelho de Marinha Grande. Tem o Curso Superior de Medicina Legal, do Instituto de Medicina Legal de Coimbra, de 1990. Tem Curso superior no I Curso de Pós-Graduação Sobre Peritagem Médico-Legal no Âmbito da Reparação Civil do Dano Pós-Traumático, do Instituto de Medicina Legal de Coimbra, de 11 de Outubro de 1991 De entre outras das suas actuais funções, são de salientar as de: Perito Médico do Tribunal da Comarca da Marinha Grande e Leiria. Presidente de Comissão do Serviço de Verificação de Incapacidades Permanentes da Delegação Regional de Segurança Social de Leiria. Especialista em medicina do trabalho pela ordem dos médicos desde 2001.