NUMÂNCIA

(In Nomine Dei) Mitemologia racional Estudo comparado da nomenclatura, etimologia & fenomenologia mítica

ACTEIÃO, o "deus menino" vítima dos ciúmes de Artemisa, por arturjotaef

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Figura  SEQ Figura \* ARABIC 1: Artemisa matando Acteion. Based on drawing of Reichhold (artist) 1909 in FR pl from Bell krater of Pan Painter.  Collection: Museum of Fine Arts, Boston (Vase Catalog Number: Boston 10.185)~

Acteião era filho de Aristeu e de Autônoa e, portanto, neto de Apolo e sobrinho-neto de Artemisa. Exímio caçador, fora criado pelo Centauro Quíron. Ao caçar na floresta, Acteião viu acidentalmente Artemisa acompanhada de Ninfas, banhando-se num lago (ou numa nascente). Famosa por sua castidade, Artemisa ficou indignada, molhou as mãos e aspergiu água no caçador, transformando-o num veado e atiçou os seus próprios cães contra ele. Os animais, incapazes de reconhecerem o dono, atacaram e devoraram o azarado caçador.

"But the Actaeon myth is strange. The goddess - seemingly a grown woman, but paradoxically one destined never to reach menarche (the "eternal teenager") - is observed (probably accidentally) by a young huntsman as she bathes naked in a stream. He stares in fascination and awe at "the most beautiful vision ever beheld by man" (...). But his harmless voyeurism leads to tragedy; Diana sees him, and fears he will boast of what he's seen. And so she turns him instantly into a stag - which his own 50 hounds then tear apart. This is one of many myths which unmasks the Greek male's fear of women (Medea and Atalanta are two others) - female beauty is not just there for his enjoyment - it has a power to trap and then destroy." -- Diana and Actaeon, Classics Pages written and designed by Andrew Wilson.

Sob o ponto de vista étmico, Acteião é correlativo do nome da nereida Actaia que, enquanto «ninfa»[1] era esposa de Enki o deus dos mares e literalmente a Potinija de Poseidon! Por isso se diz que, por definição, Acteião habitava na praia o que seria mais próprio de pescador do que de um caçador!

Nikê < Niquete < Enki-et, a filha de Enki, um obvio epíteto de Istar

Niceia < Nesaie < Neceje < Enkesha > Enki-et > Nike-et > Nikê.

                           ó Nash < Anish < Nanshe < Ninisha ó Inana.

Urano [< Anurio < Nério (> «Nero > Nelo») ]

Ora, nem de propósito, Acteia era irmã de Niceia, nome foneticamente próximo de Nikê /?), uma das filha de Enki, o deus das águas do céu Úrano e do Nilo, que deu nome às nereidas.

Aktaee - "One of the Nereides, nymphs of the sea; Aktaee represented the imperious rush of billows on island shores, together with her sister, Nesaie"

Nash: Pronounced form of Nanshe. Daughter of Ea, cult center Sirara near Lagash.

Quer tudo isto dizer que este mito grego ficou mal contado ou era uma deturpação dum mito muito mais antigo em que Acteião era o consorte duma deusa marinha, possivelmente Acteia, no qual vemos a deusa mãe primordial matar o filho amante por uma qualquer razão de poder matriarcal. Pensar que os mitos antigos só poderiam ter um único figurino seria o mesmo que supor uma humanidade de ideias limitadas e vistas curtas! Os mitos antigos eram de facto uma forma de as comunidades exorcizarem os seus medos e pecados e deve ter havido muitas tragédias em que matriarcas matavam filhos e maridos por razões fúteis. As relações dramáticas das matriarcas primitivas com filhos e filhas deve ter sido multifacetada mas inevitável e recorrente dai os vários mitos de morte e ressurreição em torno da Deusa Mãe, senhora da vida e da morte e também das dores de parto, de mulher menstruada, de mãe e de esposa, enfim todo um cortejo de realidades relacionadas com o lado trágico da condição humana expresso em mitos que começaram com a teogonia e acabaram na mística católica da N.ª Sr.ª das Dores, das Angústias e da Piedade!

 

Ver: PIETA (***)

 

O mito de Acteião faz lembrar o de Átis com o qual se assemelha foneticamente.

Acteião = Aki-te-(on) < Act-| hahe < kake >| ish > Actis > Attis > Átis.

                                                                                > Aki-kat > Aqhiat > Aqhat.

Ora, a relação fonética deste nome pode estender-se ao deus cananita Aqhat.

 

AQHAT

O mito mais parecido com o de Acteion é o do herói canaanita Aqhat. Arriscaria até que ambos correspondem a idêntico mito em versões culturalmente diferentes. No Grego Anat não é Atena mas Artemisa o que vai dar ao mesmo pois estas derradeiras deusas são seguramente a mesma entidade, como se pode demonstrar noutros pontos destes estudos. De resto, Aqhat faz lembrar foneticamente Hecate, uma deusa em quase tudo semelhante a Artemisa. De facto, Hecate é que deveria ser o parédro fonético de todas estas entidades míticas.

Em ambos os casos estaremos perante variantes deturpadas dum ciclo de velhos cultos de "morte e ressurreição".

Assim, na fenícia Aqhat seria uma variante do mito do frígio de Attis que também morreu num acidente de caça mordido por um javali! Ora, também Adónis e todos os deuses dos "ciclos agrários de morte e ressurreição" seriam variantes astrais de "deuses paradoxais" porque aparentemente agonizantes e mortais, anualmente como o sol e mensalmente como a lua, ou quotidianamente sujeitos à fragilidade do sono nocturno em que a vida fica suspensa e exposta ao risco de "morte súbita", ocasionalmente passíveis de serem ofendidos por eclipses ou condenados a caírem na desgraça dos humores caprichosos dos deuses das tempestades e dos longos períodos de intempérie sazonal!

La leyenda de Dan-El o Aqhat es una antigua epopeya semítica occidental que narra la infructuosidad de la tierra durante los meses sin lluvia de verano, de la cual sólo se conocen fragmentos de tres placas que se encontraron en una excavación hecha al norte de Siria y que datan del siglo XIV a. C. 

Es el registro del nacimiento de un príncipe llamado Dan-El, que siendo joven heredó un arco que era ambicionado por la diosa Anat y al tratar de robárselo, asesinó a Dan-El. Su muerte trajo hambruna y su padre y hermana salieron a vengarlo, pero en esa parte de la historia es donde se corta el texto, quedando incompleta la narración.

O mito de Aqhat faz parte da lenda do rei Daniel (< Dan´il), um caso particular do ciclo de lendas de reis envolvidos em mistérios e cultos de fertilidade, a primeira das quais começou precisamente com o mítico rei Keret (= Krt)!

 

KERET

Obviamente que de Keret a Melkart se vai facilmente:

Melkart < Mer-Keret < *Ama-Ur-Kar-at, «o guerreiro de sua mãe e Sr. da cidade»!

No mito de Keret sugere-se a tragédia do rei que adoece gravemente por causa dum voto não cumprido à deusa Atirath. Na verdade a doença de Keret seria uma forma mitigada da morte sazonal de Baal. O filho herdeiro Jarib pretende substitui-lo no trono para que a maldição da doença do pai não caia sobre o povo. Porém, os seus receios seriam motivados mais por uma ambição desmedida do que pela prudência e acabam por lhe ser fatais. Keret sobrevive miraculosamente por intervenção de El, o seu pai celeste! Tratando-se de um mito solar, Keret seria "o sol alado" que preside à imagem do deus da fertilidade da imagem anterior.

Keret < Kerat < *At-Kur > Iskur > Ashur.

Keret < Pher-et + An > Pher-At-An > Phar-Eton > Faeton

 

Ver: LUCIFER (***)

 

Jarib < Shariwu < *Karisho, filho de Kar, o altíssimo sol! < Ishkur.

=> *Ka-Phuro (=> Eosphorus = Hesperus = Phosphorus).

=> Faeton, o filho de Hélio (= ou de Kefalo = ou de Apolo).

A epopéia mais conhecida do Canaanites, porém, é A Lenda de Keret, c escrito. 1500 BCE. Pouco é conhecido de rei Keret where que ele regeu, como ou se ele fosse relacionado com os reis que guiam a epopéia na ocasião estava composto. O reino dele, ou seu capital, foi chamado Hubur.

Figura  SEQ Figura \* ARABIC 2: Painel de marfim do palacio de Salmanasar[2]. Gilgamesh ou Daniel?

Tratando-se de um trabalho em marfim tipicamente fenício, que desenha o rei com a pinha sagrada nas suas inerentes funções sacerdotais de "fertilizador da árvore da vida", o artista teria por inspiração o rei mítico Daniel, pai de Aqhat, conhecido precisamente pelo título mítico mtrp´i (< Me-ther-ophi, lit. "o que tem a posse dos me da medicina ofídia") nome que costuma pode ser traduzido pela metáfora complexa de "curandeiro, fertilizador e manda-chuva".

"Of greater significance is the association with King Keret.... it is presumed by many (e.g. Cyrus H. Gordon Notes on the Legend of Keret) that the combined name for the king and his capital in fact identified the island of Crete. There, according to Cretan and Greek legends.... the god Zeus saw Europa, the beautiful daughter of a king of Phoenicia.... and taking the form of a bull, abducted her.... he had three sons by her, among them Minos.... He (Minos) appealed to Poseidon, god of the seas, to bestow upon him a sign of divine favor.... Poseidon made a Divine Bull.... Minos vowed to offer the beautiful bull as a sacrifice to the god.... but instead he kept it to himself.... the god made the king's wife fall in love and mate with the bull.... the legendary Minotaur was the offspring....

Minos then commissioned the divine craftsman Daedalus to build in the Cretan capital Knossos an underground maze from which the bull-man would be unable to escape. The maze was called the Labyrinth.

Keret - Keret was a king (of Khubur?) and possibly the son of El (this may be an expression for a fortunate person) who lost his estate and his sucsessive eight wives to death, disease, and accident before any one of them could produce an heir. Having fallen asleep in tears, he is visited by El in a dream and offered kingship and riches to assuage his sorrow. This is ineffective as Keret only desires sons and heirs. El directs him to make an animal and wine sacrifice to El and Baal on the tower and then muster an army to lay siege to the city of Udm. There, Keret is to refuse offers from the Udm's king Pabil and demand his daughter, the fair Huray. Keret does as instructed, vowing to himself to give Huray an enormous sum of wealth upon his success.

Returning to his estate with Huray, Keret is blessed by El at Baal's behest and is promised eight sons, the first of which, Yassib, shall have Athirat and Anat as nursemaids. In addition, Huray will bear eight daughters all of whom as blessed as a first-born child. Athirat calls attention to Keret's promise of wealth to Huray which he has yet to fulfil.

Later, Keret and Huray prepare a great feast for the lords of Khubur. Later still Keret has become deathly ill and Huray entreats guests at a feast to morn for him and make sacrifices on his behalf.

The household is tense and Keret's son Elhu, despondently visits his father. Keret tells him not to sorrow, but to send for his sympathetic sister, Keret's daughter Thitmanat ('the eighth one'). Her sympathy, heighted Keret expects from her surprise at his state will evoke the attention of the gods during a sacrifice he intends to perform. Indeed she weeps readily when the truth is revealed. Meanwhile, the rains have ceased with Keret's illness, but return after a ceremony on Mt. Zephon. El convenes an assembly of the gods and dispatches the demoness Sha'taqat who cures Keret. Keret's son and heir Yassib, unaware of his father's cure entreats him to surrender his throne as he has been remiss in his duties, but Yassib is rebuffed and cursed.

Keret / Fa®-et-on que, por ter pretendido tomar as "rédeas do poder" dos "cavalos do carro do sol" sem ter ainda a devida destreza, por mérito próprio ou por direito sucessório, não iria conseguir dirigir esse poder nem manter-se no precário e difícil equilíbrio do mando vindo a cair em desgraça política acabando por cair do alto do trono sendo relegado para os calabouços da prisão e para os infernos da morte. Esta bela metáfora da inépcia política pode, no caso do mito de Keret, ter encoberto uma situação bem mais trágica e bem mais grave que seria a sacrifício do próprio filho primogénito para remissão dos pecados dum voto não cumprido ou, no pior dos casos de magia negra, para ganhar mais alguns anos de vida, num macabro rito de morte ressurreição e rejuvenescimento!

Que Horon quebre, ó filho

Que Horon quebre a tua cabeça

E também o teu cérebro seja desfeito por Baal Athtarat!

Assim, Keret mata o próprio filho num sacrifício humano de "morte e ressurreição" solar para seu próprio proveito sob o pretexto de que o filho supostamente pretendeu usurpar-lhe o trono durante a doença! Mas, enfim esta seria a mais macabra e indemonstrada das teses!

Já no mito de Daniel, encontramos a ironia muito comum nas contradições ideológicas dum rei supostamente "curandeiro, fertilizador e manda-chuva" ser, apesar disso tudo paradoxalmente impotente ou estéril.

Daniel - 'He of Harnan', a devotee of Rapiu (Baal) and a patriarchal king. Like Keret, Daniel is in mourning because unlike his brothers he had no sons. So, for several days he sacrificed food and drink to the gods. On the seventh day, Baal takes notice and successfully petitions El to allow Daniel and his wife, Danatay, to have a child, citing, among other reasons, that the child will be able to continue the contributions and sacrifices to their temples. El informs Daniel of his impending change of fortune. He rejoyces and slaughters an ox for the Kotharat, pouring sacrifices to them for six days and watching them depart on the seventh. During some missing columns, Danatay gives birth to Aqhat.

Daniel and Danatay hold a feast, inviting the god, and Daniel presents Aqhat with the bow reminding him to sacrifice the choices game to the gods. Later, Kothar-u-Khasis arrives with a specially crafted bow and arrows set for Aqhat.

The much anticipated child of Daniel and Danatay, Aqhat is presented with a bow and arrows set made by Kothar-and-Khasis early in his life by his father at a feast.

Aqhat - Daniel reminds him to take the best of his kills to the temple for the gods.

At the feast Anat offers Aqhat riches and eternal life if he would give her the bow.

Como sói acontecer a todos os temerários, que, porque educados com supre protecção, não temem nem deuses nem homens, pelo que, nem de si próprios se acautelam, viria de facto a morrer mais cedo do que dele se esperava mas às mãos vingativas da sua "divina mãe"!

Figura  SEQ Figura \* ARABIC 3: Anat amamentando os príncipes num dos painéis de marfim do leito real proveniente do palácio real de Ras Shamra ( c. 1300 a. C.)

A verdade é que o mito talvez tenha esquecido de referir o quanto de ingratidão existia na displicência deste principezinho mimado que havia sido amamentado pela própria Anat.

Mas, Aqht não lhe faz a vontade. Então a deusa insiste e oferece-lhe a imortalidade. Príncipe herdeiro ansiosamente esperado teria que comportar-se como criança mimada que era: egoísta, vaidoso, soberbo e convencido, respondendo do seguinte modo:

Não finjas ó virgem;

Para um herói as tuas histórias são treta!

Que lucra um mortal com o fim adiado?

Mesmo contando com o brilho da minha mente

E a capacidade do meu espírito

Morrerei como todos os homens!

Sim, certamente que um dia hei-de morrer.

When he refuses, she promises to deliver vengence upon him should he ever transgress. Presumably he fails to offer his best kills to the gods. Later he followes a disguised Anat to Qart-Abilim but presumably thwarts her new scheme to aquire his bow and lives there for a time, possibly under the favor of Yarikh. He is left on a mountain and while sitting for a meal is attacked by Anat's attendent Yatpan in the form of an eagle, along with other birds of prey, and is slain. Following his death, the land is poisoned and there is a period of famine and drought. Daniel recovers his son's remains from the eagle S,umul.

Later, Daniel visits the underworld, probably in hopes of recovering Aqhat, and there encounters the Rephaim.

Pughat - When Aqhat is slain, Daniel's daughter Pughat notices the eagles and the drought and becomes upset. Daniel prays that Baal might return the rains and travels among the fields coaxing the few living plants to grow and wishing that Aqhat were there to help harvest them. Pughat encounters Aqhat's servents and learns of his demise. After seven years of Daniel's court mourning, Daniel dismisses the mourners and burns incense in sacrifice to the gods. Pughat informs him of Aqhat's demise. Daniel then swears vengence upon his son's slayer. In succession he spies some eagles, Hirgab, and Sumul. He calls upon Baal to break their wings and breast-bones, then he searches their insides for Aqhat's remains. Initially not finding them, he asks Baal to restore the eagles and Hirgab. Finding Aqhat's remains within Sumul, he buries him and calls upon Baal to break the bones of any eagle that my disturb them and curses the lands near which his son was slain. His court goes into mourning for seven years, at which time Daniel dismisses the mourners and burns incense in sacrifice to the gods. Pughat prays to the gods to bless her in her venture and disguises herself as Anat, intending to wreck vengence upon those who slew Aqhat. She arrives and meets Yatpan, accepting his wine, and the rest is missing.

O que é interessante no mito de Kerete é o assédio de uma cidade distante por causa de uma mulher, o tema central ao Ilíada Homero e o Ramayana de Valmiki.

Pensamentos místicos perpassam destes de versos fragmentados:

Grandes são os planos de deuses e dos homens, 

Mas quando o dia acaba -

Ossos se espalharam amplamente ao sol,

Para a *Moira irónica a rixa ganharam. 

E nada permanece para a posteridade de Apollo,

Mas cantar o elogio dela,

-      Em agonia cómica.          -

[* Destino, ou o testamento dos deuses]

Em uma tablete de barro, alguém expressa a sua angústia nestes palavras evocativas:

Meus irmãos nadam em sangue como homens loucos. 

Eu comi minha pedra como pão.

E para bebida, Eu bebi o meu sangue.

Minhas lágrimas substituíram a minha comida.

Outro fragmento é de uma carta às autoridades.

Nisto lamenta o escritor,

O pobre ficou rico.

O sensato está em desespero.

Roubaram-nos as colheitas.

A vinha está por tratar.

E nossa cidade foi destruída.

Ou seja, supunha-se que os príncipes herdeiros se considerassem filhos de leite da divina Anat. Então, se mesmo assim Anat seduz o herói é porque estamos numa clara reminiscência de cultos de iniciação sexual incestuosa! Se este lhe responde com o mesmo desprezo por "amores oferecidos" que já Gilgamesh, manifestara (ai então por motivações que poderão não passar de uma forma inconfessada de contornar preferências homosexuais latentes e frequentes entre homens de caserna habituados a longos convívios em comum e, outrora, desde as fases críticas da puberdade!) e numa linguagem e postura típica da que viria a ser a do puritanismo paternalista semita então estamos perante uma afrontosa recusa da iniciação sexual feminina, ou seja numa clara manifestação de rejeição da arcaica forma de gerir o poder da sexualidade matriarcal.

Tábua VI

Tendo chegado triunfalmente ao palácio, o rei "lavou suas armas, penteou seus cabelos, tirou as roupas sujas de sangue, vestiu uma roupa limpa e o manto real, e pôs em sua cabeça a coroa".

Vendo-o em todo o seu esplendor, a deusa Istar "ardendo de desejo", propõe-lhe tomar-se sua amante, prometendo-lhe em troca riqueza e poder sem limites.

Mas Guilgamech a desdenha: "Desprezo o teu corpo cheio de fascínio, recuso o teu pão (...); as tuas artes são quentes, mas o teu coração é gelado. Onde está o amante que amarias para sempre? Ao teu jovem amante Tamuz (Dumuzi), deus da Primavera, só reservaste o pranto, ano após ano; depois, arranjaste um jovem pastor, quebraste-lhe as asas e agora ele vagueia em lágrimas pelos bosques (...) Passaste a um outro pastor e, com o bastão, fizeste-o num lobo. Hoje, os outros pastores o ameaçam e seus próprios cães o mordem".

 

Ver DAMUZ (***)

 

Amaste um homem de rebanhos, pastor e chefe de pastores

Que estava sempre a preparar-te brasas ardentes,

Para nelas cozinhares diariamente os teus cordeiros.

Mas bateste-lhe com o bastão e transformaste-o num lobo,

E os seus próprios jovens pastores o procuram caçar

E os cachorros dele rasgam lhe as coxas.

Recorda-lhe enfim a fracassada tentativa com um certo Uchalanu que Istar convidou um dia para "comer a comida dos deuses". Mas Uchalanu respondeu: "Que queres de mim? Minha mãe me preparou a comida, e eu a comi; por que queres que eu experimente manjares que me levariam à ruína e que se transformariam em cardos e bolotas?" A deusa, furiosa, o transformara num animal da lama. "Ora - conclui Guilgamech -, queres meu amor para reservar-me o mesmo tratamento."

Ichtar, acometida de ira, sai pelos céus e pede vingança por este ultraje ao deus Anu, o qual deve admitir que Guilgamech exagerou um pouquinho, pelo que a deusa lhe pede que crie "um enorme touro que aterrorize Guilgamech". E se não for atendida, ameaça "golpear o deus Anu com terrores e assombros", e para tanto descerá aos infernos, abrirá todas as suas portas, "até que todos os demónios e mortos saiam e venham à terra; e os mortos já são muito mais numeroso do que os vivos!" Anu, depois de tê-la advertido que este tipo de vingança acarretará sete anos de carestia, pergunta-lhe: "Há trigo suficiente nos celeiros? Há feno suficiente para o gado?"

Istar garante que tudo está em seu lugar. Anu então faz surgir "da montanha dos deuses um touro imenso e o envia a Uruk", onde devasta os campos e arrasta algumas centenas de homens; até que Enquidu consegue agarrá-lo firmemente pela cauda e Guilgamech afunda a sua espada no peito do touro que cai, estertorando". Enquidu se congratula com o amigo: "Amigo, demos nova glória aos nossos: nomes, agora que matamos o touro do céu!" Cumprida a empresa, os dois heróisse prosternam perante Chamach; repousam nos muros da cidade, do alto dos quais Istar, fora de si, lança as piores maldições contra Guilgamech.

Enquidu então arranca uma coxa do touro e lança-a ao rosto da deusa, gritando: "Ah, pudesse eu tê-la entre as mãos! Faria contigo o que fiz com o touro e a enrolaria em suas tripas!" Logo depois, os dois foram lavar as armas no Eufrates e esta nova aventura termina com grandes festejos.

O resto da história reflecte apenas a mesma lógica da dinâmica reactiva típica da gestão feminina dos conflitos que se relacionam com a essência do seu poder, a força instintiva da sexualidade de que resulta a importantíssima arma política da reprodutibilidade social, a vingança e a intriga mortíferas já conhecidas na história de José & Putifar.

Com a franca vitória da ideologia paternalista na cultura grega é Artemisa a sempiterna Virgem Mãe que se desculpa com o paradoxo dum inédito pudor relacionado com uma virgindade maternal primordial que acaba no helenismo a encobrir uma espécie de lesbianismo sagrado epifenoménico e que, depois disto de tanto se ter glosado o mote do mito de Acteon, ficou implícito na mitologia clássica das deusas da caça!

Na caldeia, a expressão mais típica deste tipo de semideuses teria sido Adapa,

Ora, sabemos que Adapa foi um dos Apkallu fazendo portanto e também parte do ciclo de deuses solares de que seria originário Apolo.

Claro que este semi-deus, filho do "deus pai" Enki, era um pescador e não um caçador pelo que não seria tão apolíneo como Aqhat que ficou a dever a sua «má estrela» precisamente á sua mestria no manejo do arco cujas frechadas sensuais Anat invejava! Mas já de Acteião se suspeitou que seria mais pescador que caçador! Mas, também é quase claro que, nesta história, a variante semanticamente mais provável de Apolo poderia ser Yarikh, hipótese foneticamente sugerida no nome do pássaro Yatpan em que inesperadamente se descobre a origem do nome da «esfinge»!

Yarikh < Jarikiki < Jarish < Kurish < Ishkur.

Yatpan < Jatipan < Ishpian.

 

Ver. PROMETEU /ADAPA (***) & FENIX (***)

 

E quem era Aqhat? Sabendo nós dos riscos de prejuízo fonético que podem resultar da leitura literal de termos que foram escritos, dentro da tradição herdada dos Egípcios, numa língua sem vogais, podemos suspeitar que, sendo Aqhat foneticamente proximo de Hécate e de Acteion, se podem inferir ou postolar as seguintes equações fonéticas:

Aqhat = *Akki-at < *Kaphi-at <= *Kiki-at > Ishat, a prostituta dos deuses que na cladeia não seria outra senão uma variante lunar e infernal de Ishtar, antepassada de Hécate?

Aqhat < *Akik-at < Kakiat < *At-Kaka => Adapa!

Ac-tei-on < *Akik-at-An < *Kaphiat-An < Adaphian => Adonis > etc.

Em conclusão, Aqhat e Acteion são a mesma entidade etimologicamente deduzida a partir de *Kaphiat, quanto a mim uma das mais antigas formas de designar o conceito de «filho de deus pai» Ptah, um dos deuses mais tipicamente «criadores» como Enki, neste caso de acordo com um sotaque que o fonema Phi denuncia como tendo surgido nas ilhas do mediterrânico! Assim, tanto o mito de Acteion como o do fenício Aquiat são só já meras reminiscências de mitos muito mais arcaicos remontando aos primórdios do matriarcado nos quais a deusa mãe das terríficas magias lunares seria responsável pela morte do sol posto, o seu próprio filho e marido! Os velhos mitos da morte solar às mãos da própria mãe que o comia para o parir no dia seguinte não são explícitos em nenhuma mitologia clássica mas costumam ser inferido a partir da suspeita de que os ritos antropofágicos entorno de «sacrifícios humanos», que eram na época clássica ainda queridos a Tanit, seriam uma manifestação desta tradição alicerçada numa universal guerra de sexos, tão velha como a humanidade, e que o mito da descida de Inana aos infernos permite suspeitar.

 

Ver: SACRIFÍCIOS HUMANOS (***)

 

While the mythological roles of other prominent Olympians evolved in the works of the poets, the lore of Artemis developed primarily from cult. Dances of maidens representing tree nymphs (dryads) were especially common in Artemis' worship as goddess of the tree cult, a role especially popular in the Peloponnese. Throughout the Peloponnese, bearing such epithets as Limnaea and Limnatis (Lady of the Lake), Artemis supervised waters and lush wild growth, attended by nymphs of wells and springs (naiads). In parts of the peninsula her dances were wild and lascivious.

Artemisa é funcionalmente parecida com Atena que têm ambas muitas semelhanças com as funções de engenharia do fogo de Hefesto (=> Efeso, cidade de Artemisa?) com quem, afinal, era Afrodite quem estava casada! Ou seja, pelo menos estas três deusas deveriam corresponder a variantes da mesma entidade mítica de deidades arcaicas do fogo. No meio destas deidades lunares e nocturnas relativas aos cultos cretenses das deusas mães das cobras cabe logar para Hécate, uma deusa dos mortos seguramente relacionada com as hecatombes, as grandes carnificinas sacrificiais.

Hecatombe < Lat. hecatombe < Gr. ékatómbe < hekatón, = cem + boûs, boi = sacrifício de cem bois???

Até prova em contrário acho provável que tenha sido o termo heka = 100 a derivar da tradição das hecatombes, literalmente abate sacrificial duma manada de (sempre cem?) bois em honra de Hecate, possivelmente variante da arte de caça por perseguição e precipitação em precipício!

 

 

Figura  SEQ Figura \* ARABIC 4: Altar found near the ancient city of Arycanda in Lycia represents Artemis Tharsenike, a local form of Artemis. (Finike, Çaldirköy Roman Period, 2nd century A.D. Limestone. Istanbul Archaeological Museums.) [3]

Esta Artemis Tarsenica poderia ser uma variante morfológica duma tridiva em que a 3ª face seria suposta atrás e a meio das duas explícitas anteriores.

Figura  SEQ Figura \* ARABIC 5: Hecate, a goddess who takes no part in the mythological stories involving the Olympian deities, was closely related to Artemis and Anatolia. (West Anatolia. Roman. Marble. Istanbul Archaeological Museums.)

\s

A verdade é que Artemis Tarsenica (< Tar-kenika < *Tarsi-Nikê, ou Nikê de Tarso?) é a única situação conhecida de uma deusa de dupla face como se fora esposa de Jano.

Tarsenica (< Tar-kenika < *Terish-Nikê, ou Nikê de Tarso? É possível que tenha etimologicamente algo a ver com a cidade onde Paulo de Tarso foi oportunamente precedido por um discípulo denominado Apolo, estranhamente (e muitas e estranhas são as coincidências semânticas entre a mitologia clássica e a nomenclatura cristã!) o nome do deus que foi irmão de Artemisa. Porém, o mais interessante é verificar que à data da cultura clássica já o nome da cidade onde o altar foi encontrado tinha por nome Arycanda  que um análise atenta permite relacional com o epíteto referido. De facto, Arycanda < Karki Ki-Enki = Karki Enki-Ki => *Tarsi-Nikê! Mas como as etimologia é como as cerejas não deixa de ser interessante reparar que o nome da cidade de Arycanda sugere também um dos nomes malditos da deusa mãe dos indus, Chan-di .

Chan-di  < Ki-Antu > Tiantu > Tanitu > Tan-it.

Como Hécate é quase Acteia, então, «no mito da morte de Actéon», Artemis seria esta Acteia, um nome adequado para esposa, ou mãe, de Actaeon. Pelo menos assim pareceu ser na inspiração de licaon no seu vaso sobre a morte de Acteion em que Artemis tem toda a postura de Hécate!

Figura  SEQ Figura \* ARABIC 6: Zeus & Lyssa, Acteion & Artemis num vaso de Licaon.

 

LOUCOS E LUNÁTICOS

A analogia ou o paralelismo entre Artemisa e Hécate torna-se ainda mais evidente pela relação destas deusas da caça com os cães em noites de luar e com os lobos uivantes como fantasmas ao disco argentino da lua nova!

Hécate = Deusa da escuridão, a filha do Titã Pérses e Astéria. Diferente de Ártemis, que representava o luar e o esplendor da noite, Hécate representava a sua escuridão e seus terrores. Em noites sem luar, acreditava-se que ela vagava pela terra com uma matilha de uivantes lobos fantasmas. Era a deusa da feitiçaria e era especialmente adorada por mágicos e feiticeiras, que sacrificavam cães e cordeiros negros a ela.

Ora, os lobos fantasmas e a licantropia devem ter tido uma qualquer relação com certas formas de epilepcia com que, em parte, seria confundida com a sintomatologia inicial da «raiva», e então, ambas apelidadas de loucura divina!!!

Laepus, deus ibérico ó Lat. Lupus < Laebo < Raewo > «raiva» < Raika < *Urkika.

Lida < Leda < Retha < Rehya < *Urkika: Diosa de la caza; protectora de la vida salvaje. > Etrusc. Lyssa.

Lyssa, deusa silvestre do luar < Lussa, a deusa da loucura > Lusha, lit. «filho da lua» > Lusa, deus da «raiva» dos cães considerada como «loucura divina» lançada sobre os cães que se transformavam em lobos (licantropia) pelo, sobe a nefasta influência da Lua Nova?!

Aphrattos:Hekatê (Tarent.), Hsch.

Uma das pistas para esta história pode resultar de Aphrattos, um estranho epíteto tarentino de Hecate, a louca. O caminho mais provável é a partir de phrên e, neste caso, Hecate seria apenas a oligofrénica sem «freios» nos seus intentos.

aphrast-us , Ion. < for aphradia, = folly, thoughtlessness. < aphroneô < Aphrôn, ( < [phrên = the midriff or muscle which parts < heart < will> mind]) senseless, crazed, frantic, etc.

Ora bem, a origem deste termo pode estar na relação entre a salivação dos cães raivosos e sintomas vagais idênticos de certos envenenamentos por mordeduras de cobras e de certas formas de ataques de loucura raivosa ou de epilepsia!

Aphreô,( [aphros] ) foam.

Neste caso, a analogia fonética entre espumados (aphreô) desaforos por loucuras de paixão afrodisíaca e disparatadas reacções esquizofrénicas (aphradias) por licantropia sob os auspícios de Hecate teria sido a causa do epíteto Aphrattos.

Quanto à loucura pode não ter tido a etimologia que se supõe! «Louco» < Lat. Glaucus, n, pr. Gr. Glaûkos ? Por ter sido Glauco o «deus menino» morto como Dionísio, e por isso mesmo verde como era suposto serem todos os cadáveres, como seria o caso dos deuses dos «mortos» Ptah & Osíris? A verdade é que esta relação significante não era conhecida dos clássicos! A única relação mítica com a loucura aparece no termo Lat. Learchus, i, m., = Learchos, the son of Athamas and Ino, whom Athamas, in a fit of madness, killed. Mas, Ainda que assim fora por ser um facto que se pode ficar tão louco como «verde de raiva» existe pouca convicção nesta linha semiológica uma vez que o mito de Glaucos nos reporta sobretudo para a questão dos «antídotos» para a mordedura de cobras.

 

Ver: LOXIAS (***) & APOLO LICEU (***)

& LUPERCALLES/LOBISOMENS (***)

 

E que é muito mais simples e mais dentro da lógica antes referida deduzir que a loucura sempre foi considerada como uma doença divina própria de lunáticos e então:

«Raiva» Lat. * rabia, por rabies < rauwies < Urki-ish, lit. «o mal da lua» => Raca[4] > aurki> rauk > Gr. lytta, ae, f., = lutta, a worm under a dog's tongue, said to cause madness, < lutta < lu(na)t(i)tu < Lat. lunaticus < *Lu-an-at > a(n)luado > «aluado»

                                              > Luatico > Lau(h)ico > «louco»!!!

Quer dizer que nos fica a suspeita de pelo menos duas coisa em simultâneo:

1º Que a raiva, por ser uma doença de cães e de lobos, era considerada como uma forma de «loucura lunar», quiçá porque se tratava de animais sagrados desta deusa, na medida em que existe a crença generalizada de que estes animais uivam à lua nova!

2º Que esta «loucura lunar» estaria relacionada com a licantropia na medida em que já existiria a intuição de que a raiva se transmitia ao homem a partir dos seus próprios cães e tinha uma sintomatologia que facilmente poderia ser confundido com uma forma a loucura divina da epilepcia e ser fantasiada como uma espécie de esboço de transformação em lobisomem!

Pois bem, ousando ir ainda mais longe na divagação étmica teríamos que, se Actaeon < Aktaeon = *Ash Theon, (para *Ash/at- => pot- > *posi-, teríamos:) => Posideon > Poseidon. Claro que se suspeita, pela análise funcional dos mitos, que Artemisa seria uma variante anatólica mais arcaica de Atena, e, então, também esta foi filha e esposa do deus dos mares, Poseidon entre os gregos clássicos, com o qual teria tido querelas e conflitos conjugais e mesmo graves divergências de política internacional.

No mito de Atenas temos mesmo a certeza de que a cidade de Atenas foi causa de uma disputa entre minóicos e micénicos que colocou Poseidon em pé de guerra com a sua amada filha Atena.

In the days of King Cecrops a dispute had arisen between her and Poseidon for the possession of Attica. To affirm his rights Poseidon struck the rock of the Acropolis with his trident and a salt water spring gushed forth. According to another tradition it was a horse which appeared under Poseidon's trident. Athena, in her turn, caused an olive tree to sprout on the Acropolis, a tree which could be seen in the time of Pericles, still alive in spite of having been burned by the Persians during the invasion of Xerxes. Asked to settle the dispute the Gods, on the evidence of Cecrops, pronounced in favor of Athena.

Então, é possível que o mito encubra uma arcaica e sanguinária versão em que as deusas mães matavam os machos dominantes quando estes se começavam a intrometer nas suas vidas privadas, ou seja, no início do patriarcado! Será isto que as estranhas e aterradoras imagens de Kali manifestam? O corpo morto sobre o qual Kali saliva de gula seria Kar, o próprio filho e marido, morto pelas suas próprias mãos? De qualquer modo, "o mito da morte de Acteion" seria uma espécie de lapso psicanalitico no qual Artemisa denegaria o sacrifício do filho ou do marido, disfarçando mal o sacrifício de Telepinus num rito primaveril de morte e ressurreição como evolução de outros mitos solares muito mais arcaicos onde haveria «sacrifícios humanos». A morte sacrificial do consorte real duma matriarca seria para alguns a explicação destes mitos de morte e ressurreição solar anual.

Seja como for este mito seria apenas uma versão macabra de tempos muito arcaicos em que Tiamat provocou a gigantomaquia, a primeira grande guerra entre os deuses. A versão mais humana e compungida viria a ser revelada nas variantes dos mitos das "dores de parto de Eos" e da cristianíssima Pieta.

 

Ver CANIBAL (***) & Ver: ATENA (***)

 



[1] [< Lat. nympha < Gr. nýmphe, < Nin-Ki, literalmente a Sr.ª Ki, mais conhecida como Ninhursag (lit. a senhora «cursaca»?!) < Nin-kur-kaki < Nin-kur-kiki, lit. «a deusa mãe com mamas em dupla-montanha ou do monte dos duplos seios»]

[2] 8th century B.C.; Neo-Assyrian period; Syrian style. Excavated at Fort Shalmaneser, Nimrud (ancient Kalhu), Mesopotamia. Rogers Fund, 1961 (59.107.6) The Metropolitan Museum of Art - The Collection: Ancient Near Eastern Art.

[3] APPEARANCE OF WOMEN OF ANATOLIAN CIVILIZATIONS, Graphic design and HTML authoring copyright © Türknet

[4] Ver nos evangelhos a função terapêutica do nome mágico «raca» pronunciado por J. Cristo num dos seus milagres, suponho que no da cura do cego!

Publicação: sexta-feira, 20 de Novembro de 2009 3:16 por ajotaef

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About ajotaef

Filho de Sabino Felisberto e de Clotilde Amélia Ribeiro, natural do Alto Douro, nascido a 24 de Setembro de 1951 na freguesia de Seixas do concelho de Vila Nova de Foz-Côa do Distrito da Guarda. Casado e pai de três filhos. Fez a instrução primária na Escola Primária de Seixas. Ingressando de seguida no Seminário Menor da Ordem dos Padres Missionários do Espíritos Santo, fez os estudos secundários em Godim-Régua, onde conclui o 2º.ano e concluiu o 5º.ano liceal em Fraião-Braga. No mesmo estabelecimento, frequentou o 3º.ciclo onde conclui o 6º.da secção de Humanidades Clássicas. No ano de 1968 matriculou-se no Liceu Nacional de Lamego, na secção de Ciências Fisico-Naturais, vindo a concluir o 7º.ano a 7 de Julho de 1970. Matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1970. De 24 de Outubro de 1973 leccionou Ciências Naturais e Higiene na Escola Secundária da Marinha Grande, serviço que abandonou 4 anos depois em 30 de Setembro de 1977. Licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1978 e é titular da Cédula Profissional nº 23853/C-5134 da Ordem dos Médicos da zona Sul. Tem Curso superior de Climatologia e Hidrologia, da Faculdade de Medicina de Coimbra, de 30 de Outubro de 1979. Tem Curso superior de Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública, concluído a 22 de Novembro de 1985 Possui o Grau de Assistente de Saúde Pública desde 22 de Novembro de 1985, ocupando o lugar de Subdelegado de Saúde e Autoridade Sanitária no Concelho de Marinha Grande. Tem o Curso Superior de Medicina Legal, do Instituto de Medicina Legal de Coimbra, de 1990. Tem Curso superior no I Curso de Pós-Graduação Sobre Peritagem Médico-Legal no Âmbito da Reparação Civil do Dano Pós-Traumático, do Instituto de Medicina Legal de Coimbra, de 11 de Outubro de 1991 De entre outras das suas actuais funções, são de salientar as de: Perito Médico do Tribunal da Comarca da Marinha Grande e Leiria. Presidente de Comissão do Serviço de Verificação de Incapacidades Permanentes da Delegação Regional de Segurança Social de Leiria. Especialista em medicina do trabalho pela ordem dos médicos desde 2001.