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O SÃO SALVADOR
DO MUNDO É O BOM JESUS DO MONTE.
por arturjotaef (artur josé felisberto).
Por coincidência ou nem tanto outros montes importantes
foram homenagens a Hermes. O coração da Lusitânia eram nos montes Hermínios (< Hermi anus) que agora
podemos seguramente derivar dos cultos megalíticos a Hermes e cujo nome passou para «Serra da Estrela» (porque Hermes enquanto Lúcifer, andava relacionado com o culto das deusas da aurora que
era Vénus, a “estrela da manhã”, quem sabe senão terá sido para ocultar a
vergonha do abandono dos cultos a este deus da lusa e latina virilidade!).
No Minho existiu o Ermal
a recordar estes antigos cultos de masculinidade já em substituição de cultos
ao deus Hércules, que se sabe terem tido importantíssima relevância nos
tempos antigos das culturas galaicas da região dos brácaros, cultos estes que
seriam uma variante dos cultos megalíticos a Hermes, por provável
adaptação helenista.
Mas, também ao lado dos cultos herméticos e hercúleos se
prestava culto à deusa mãe como e o caso do “Bom Jesus do Monte” em Braga que
tinha logo ao lado, o alto do Sameiro ainda hoje local de preito
Mariano.
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Figura 1: Escadório de Santa Maria Madalena
na Serra da Falferra.
Porém, o conceito teológico mais importante e mais
significativo para este tema é, seguramente, o que se refere à “montanha do sol
nascente” que em português arcaico e mediterrânico corresponderiam ao espaço
metafórico “da Torralta do Alvor” construídos no topo de colinas a que se
ascendia por escadarias monumentais.
Ora, é precisamente nos estertores dos escadórios dos
santuários de Braga e de Lamego que a orgia do barroco lusitano alcança um dos
seus mais altos e espirituais orgasmos em homenagem à tradição da “Montanha
Sagrada” de cumes gémeos da Aurora dos seios férteis e fartos da Deusa Mãe!
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Figura 2: BRAGA -SAMEIRO -ESCADÓRIO DO
SANTUÁRIO.
A teatralidade
barroca destas escadarias só realça ainda mais o espectáculo da Natureza que
sobe da terra aos céus como a ansiedade dos romeiros.
O culto dos lugares altos não ficou confinado ao mundo
sumério porque esteve presente em todo o mundo arcaico como marca genuína dos
cultos à Virgem Mãe primordial e ao seu “deus menino”, o Sol que nascia e
morria quotidianamente entre os dois seios das montanhas da Aurora!
Mas outras escadarias a Sr.ª do monte são e foram por este
pais fora muito mais humildes mas nem por isso mesmos longas e fervorosas.
Porém, o conceito
teológico mais importante e mais significativo para este tema é, seguramente, o
que se refere à “montanha do sol nascente” que em português arcaico e
mediterrânico corresponderiam ao espaço metafórico da “Torralta do Alvor”!
«Sameiro» < Kima
urio < Urkima > Artemis => Cimeira / Cumeira.
«Sameiro» < Sha-Mer-io
< Ka-Mur-(isho) > «Suméria».
ó
Kurma > Hermes.
A este respeito a
tradição da «montanha sagrada» alcança um dos mais orgiásticos e orgásticos
estupores no barroquismo dos santuários lusitanos construídos no topo de
colinas a que se ascende por escadarias monumentais como é o caso do Bom Jesus do Monte, em Braga, e a Sr.ª dos Remédios, em
Lamego.
Um pouco por toda a cristandade, mas particularmente em
Portugal, os santuários de montanha e as senhoras e senhores do monte
multiplica-se por toda a parte.
Os zigurate tiveram na Lusitânia, e quiçá no ocidente de
influência cretense o culto alternativo às grutas com nascentes de agua pura
nos cimos dos montes próximos de zonas de habitação e que por isso mesmo se
tornaram em locais de romaria por serem locais de fontes santas, de lamas e se
senhoras de remédios.
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Figura 3: Escadaria monumental do «Bom Jesus de Braga».
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Figura 4: Bela e monumental escadaria
de N.ª Sr.ª dos Remédios.
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Figura 5: Escadas de acesso a ermidas
populares portuguesas protótipos dos grandes escadórios barrocos portugueses.
Os sinuosos carreiros de caminhos pedestres, aqui e ali
suavizados com socalcos naturais inspiraram as primeiras escadarias monumentais
que se terão começado a fazer desde tempos remotos para facilitar o acesso a
estes locais sagrados de cultos de montanha e que foram seguramente a
inspiração arquitectónica para as escadarias monumentais dos grandes santuários
marianos de todo o mundo, umas verdadeiramente monumentais, quais maravilhas do
mundo…
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Figura
6: Beiral Do Lima.
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Figura 7: Escadório de Nossa
Srª da Boa Morte – Correlhã.
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Figura
8: Santuário de Nossa
Senhora da Peneda.
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Poder-se-ia contrapor que dos caminhos sinuosos aos
escadórios barrocos vai um salto arquitectónico que pode nata ter tido a ver
com os zigurates caldeus cuja semelhança morfológica será meramente ocasional
rematando que casos existem de importantes santuários de montanha que nunca
chegaram a ter escadórios, nem mesmo naturais como é, no contexto dos
santuários de devoção mariana à Senhora do Monte, o caso de Nossa Senhora do
Pilar, na Póvoa de Lanhoso.
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Figura 9: Monte do Pilar, o maior monólito
granítico em Portugal.
A verdade é que nem natureza pétrea e granítica do monte o
não permitiria! No entanto, as capelinhas da via-sacra seriam a marca dum
percurso de acesso, sagrado e sinuoso.
HÉRCULES, O BOM
SALVADOR DO MUNDO OU JESUS CRISTO
O culto do Bom Jesus parece ter-se enraizado particularmente
na região minhota porque lhe pré-existiria ali um culto arcaico masculino que
teria tido por forma anterior a de Hércules lusitano.
Gerión, rei de Brigantium, era um tirano que obrigava os seus
súditos a entregarem a metade dos seus bens, incluindo os seus filhos. Um dia
decidiram pedir ajuda a Hércules. Este derrotou o rei, enterrou-o, e levantou,
à guisa de túmulo, a Torre de Hércules de Corunha.
Hércules deixou uma placa votiva no Castelo de Lindoso, mas
provavelmente originária da povoação castreja romanizada de Cidadelhe, onde
consta a seguinte inscrição: HERCVLE com nexos em HE e VE, não se conseguindo
detectar mais texto devido ao desgaste da pedra.
Na arqueologia de Braga não parece existirem vestígios do
culto de Hércules. No entanto se este deus tivesse um nome explícito parecido
com o equivalente grego e romano os autores tê-lo-iam referido e não seria
agora o mistério que é! Na verdade, a maioria dos autores referem que o
Hércules ibérico seria mais antigo que o greco-romano ou seja, o Egípcio ou
mais propriamente a variante fenícia que era adorada em Cádis e do qual parecem
não haver dúvidas sobre a sua relação com as duplas colunas de Hércules de
Gibraltar. Quer dizer que a particularidade da mitologia deste deus seria a de
ser filho da aurora, a deusa da montanha dupla! Ora, o nome dos bracaros já
aponta neste sentido se não nos perdermos entretanto no apelativo dos bárbaros.
Existe muita polémica em volta da origem de Braga sobretudo
por parte dos puristas que construíram a teoria de que os romanos criaram
sempre cidades nos vales para obrigarem os guerreiros indígenas a abandonarem
os castros fortificados das montanhas mas é quase seguro que esta teoria como
quase todas as regras teve muitas excepções válida sobretudo para o caso dos
castros já de si perto de vales como seria o caso do castro da freguesia da
Cividade da cidade de Braga que terá sido sempre isso mesmo, o grande centro
citadino dos brácaros que os romanos respeitaram e aproveitaram para
transformar em cede do poder romano. O mesmo terá acontecido com a cidade de
Lamego que tem o seu castro inscrito no centro do castelo da cidade.
Bracara Augusta situa-se no topo de uma colina, e não à beira
rio ou perto de campos férteis condições típicas nas fundações de cidades
romanas, essas condições existem a poucos quilómetros na zona ribeirinha do rio
Cávado. Os historiadores de opinião contrária criticam esta teoria, pois a
colina de Cividade é de relevo suave a Sul, não possuindo grande desnível. O
astrónomo e geógrafo grego Claudius Ptolemeu (c. 85 – c. 165), em meados do
século II, referiu na sua obra - Geografia (8 v.) -, que a cidade de Bracara
Augusta era anterior à dominação romana. Recentemente a descoberta ao acaso
de um Balneário pré-romano em Maximinos (freguesia adjacente) relançou a
questão. No entanto, esta questão está longe de ser resolvida, dado que o
presumível castro situa-se no centro histórico de Braga sob Monumentos
Nacionais o que impede a realização de pesquisas arqueológicas profundas. É
também de relevo o facto do local ser habitado continuamente há mais de dois
mil anos, e palco de grandes guerras e destruições, o que alterou
substancialmente o local.
Ora bem, o nome dos bracaros pode ter derivado da cidade de
Braga cujos habitantes teriam sido apenas os Bracai, literalmente os
habitantes da cidade ou seja da actual freguesia da Cividade e que deram origem
ao nome de Braga.
Warca é o nome moderno da antiga cidade suméria de Uruk e
Varca seria nome genérico de cidade de que resultaram cidade famosas como Warca
na Polónia, Varsóvia, Carcóvia senão mesmo Caracas. Quer isto dizer que para os
povos montanheses que circundavam a cidade de Braga esta seria simplesmente a
cidade…tal como entre os celtas foi o termo burgo e entre os lusitanos briga.
De facto de Briga a braga vai um pequeno salto. O facto de o grande general
cartaginês Amílcar Barca ter sido
derrotado pelos Lusitanos tal não significa que entre estes e os
cartagineses não pudesse existir uma antiga e prolongada identidade linguística
e cultural desde os tempos dos fenícios e ainda antes desde os tempos minóicos.
Na verdade, os povos em volta de Braga seriam da tribo dos Gróvios,
supostamente de origem grega…ou mormente cretense. Assim, suspeita-se que o
nome de Bracara Augusta tenha sido fabricado pelos latinos com medo de Amílcar
Barca corrompendo o nome da cidade que seria apenas Barca como muitas outras
que ainda há por esse Portugal fora, de Ponte da Barca, Barcelos e Barca d´Alva…
porque ao longo dos tempos houve várias "pontes das barcas"
construídas para determinados propósitos, como a rápida deslocação de
contingentes militares, mas nunca terão sido suficientemente seguras e
duradoiras para substituírem pontes firmes de pedra como as que os romanos
sabiam construir com a mestria de supremos sacerdotes porque de outro modo a
travessia ente margens se terá feito sempre com recursos a jangadas, barcos,
barcas ou barcaças.
Barcos: Barc. Diz
DO-1, p. 218, de Barco(s) ser «topónimo frequente, quase sempre no interior»:
e, no entanto, logo afìrma vir «do subst. masc. em referência ao que dava
passagem em cursos de água daquelas localidades»
(Barco, Barcos) : «difícil, no entanto, de aceitar esta explicação para casos
como o de Tabuaço, longe do Douro>>, para o que logo manda ver a GE-38,
p. 815.
Refere-se ao que aí deixei escrito: «Barcos é topónimo de
explicação difícil, pois que o lugar está longe do Douro, dele até separado ou
oculto pelo alto monte do Vento, e junto dele apenas corre um pequeno ribeiro»,
o qual «jamais podia sequer chamar à imaginação a ideia de um barco». Nada mais
– eu e, por mim, ele. Não se pode – em meu ver – invocar a raiz pré-romana bar(c), bar(g), signifìcativa de altura
e depressão: a toponímia é ciência de particularidades – repetidas, mas
particularidades sempre, e daí a repetição dos nomes, em si ou suas flexões e
derivados: ora a topografia de Barcos em nada se distingue da da região ou
nesta se particulariza: não é, pois, na topografia, também, que devemos
procurar a solução ou etimologia, a significaçào. Ora reparo que temos em
limitações em 911 «ad barca sculta
in petra» DC 14 (em LF 19 «ad arca», porém), e em 110' e 1109 «illa barchal» DP-3, n.º- 180 e 33', isto
é, o colectivo «barcal», se bem que os marcos não se costumassem em grupos; mas
podia suceder este, portanto. Daí em 818 «villa per marcas certas et sinales». Assim, «marca», de origem germânica e
signiíìcando extrema ou limite, teria evoluído a «barca» (cp. lat. musculu- > <<bucho», melanca > pop. «belancia», etc.). De
«barca», ter-se-ia derivado «barco», nesse sentido: sinal divisório.
Quanto ao topónimo principal da freguesia, Barco, deve estar
relacionado com a passagem por aqui de uma embarcação, em tempos recuados, e
que ligava as duas margens do Zêzere. Mais importante esta barca se tornava
quando é certo que a maioria dos terrenos aráveis da povoação se localizavam na
margem contrária. É a única freguesia do centro e sul do país com este nome. No
norte, existem seis "barcos", uma freguesia (em Guimarães) e cinco
lugares (nos concelhos de Barcelos, Penafiel, Peso da Régua, Ponte de Lima e
Resende).
Barca é freguesia muito antiga do Concelho da Maia. Há quem
defenda que este topónimo deriva de abarca termo que significa veiga, isto é,
planície cultivada e fértil. Há ainda quem, como Manuel Gens, autor da terra,
creia que em tempos remotos o pequeno Rio Almorode tenha aí tido uma enseada.
Ponte da Barca, antigamente, apenas se chamava Barca, nome que
lhe veio da barca de travessia do rio. Esta obrigou a construir a casa do
barqueiro, levantando-se depois outras para os que se dedicavam ao tráfego
fluvial e para acolher os transeuntes, sobretudo os peregrinos de Santiago de
Compostela.
A povoação da Barca, topónimo primitivo de Vila Nova da
Barquinha, foi fundada em finais do século XVII.
O lugar de Barca d’Alva foi erguido sobre um “locus” romano.
Poderá ter sido um porto de acesso para a cidade romana de Aquae Flaviae. Este
topónimo é proveniente de uma antiga barca que fazia a ligação entre as duas
margens do Rio Douro, com a vila de Barca d’Alva que existia na margem
transmontana.
O nome da cidade de
Valência parece fugir a uma origem arcaica com ressonância locais.
El nombre propio Valencia viene del latín Valentia .
Varias ciudades de fundación romana llevan este nombre. En España
principalmente tenemos Valencia, la ciudad situada en el levante a orillas del
Mediterráneo, fundada en el 138
a.C. por el cónsul Junio Bruto para asentar en una isla
fluvial del río Turia a los soldados veteranos suditálicos, licenciados tras la
guerra celtibérica. Pero hay otras en España, hoy municipios de menor tamaño,
como Valencia de Don Juan o Valencia de Alcántara. También hay Valença en
Portugal y Valence en Francia, y aparte de algunas otras en Europa, el nombre
latino fue importado a América, donde hay muchas localidades llamadas Valencia fundadas
por gentes de origen hispano, en Venezuela, en Nuevo México, en California,
etc.. Incluso hay una en las islas Filipinas. También en Brasil hay varias
localidades llamadas Valença. (…)
Pero a partir de la segunda mitad del S. III a.C.,
el fuerte contacto con los griegos y en parte la admiración de ciertos sectores
intelectuales romanos por la cultura griega, empezó a buscar artificiales
vinculaciones lingüísticas entre el latín o los nombres autóctonos con los
vocablos griegos, tendencia que nunca dejó de obsesionar a algunos. Es así como
muchos empezaron a defender e incluso a escribir, artificial y erróneamente,
que "Roma" venía de la palabra griega ρώμη, que significa "fuerza, vigor, robustez física", incluso
"valentía".
Ora bem…pode até
acontecer que assim seja mas também pode acontecer que o mesmo vício
intelectual dos romanos do sec. III seja o mesmo dos latinistas modernos que
tudo tendem a reportar quanto a etimologia a erros romanos, como se os falantes
locais não tivessem uma última palavra a dar no uso e abuso que davam aos
topónimos mais comuns. Se Valência ficou com nome parecido com termo latino com
semântica idêntica à que se supunha para Roma é porque não podia tomar nome de “nova
Roma” porque…já teria nome próprio.
«Velência» = Terra da Velentia ou seja, da deusa *Valena.
*Valena < Wer-Ana, esposa do Verão < Ker Ano = Mãe Karena > Macarena.
> Verona > Belona = Acadic.
Belet-Ili.
Verona é uma bem conhecida cidade italiana supostamente de origem etrusca…ou
gaulesa!
Belona era uma deus romana da guerra de provável origem celta e por isso a
mesma que a minervina Belisama, esposa
do deus celta Belano, Belen, Belenus,
Belinus, Bellinus Bélénos, Belennos, Belenos, Bel, Bilé.
A tese de que a Valentia
seria um equivalente semântico do nome de Roma em grego parece ser rebuscada em
demasia!
De resto tirando a
brasileira Nova Roma do Sul parece que os romanos nunca tiveram a coragem de
nomear nenhuma porque Roma há só uma…a capital do império romano e mais
nenhuma. Constantinopla só foi Nova Roma eclesiasticamente mas nunca ninguém
deu por isso porque era já Bizâncio e acabou por ser Istambul. De parecido com
o nome da cidade de Roma os romanos deixaram pelo mundo da pax romanorum apenas
a Roménia onde nem a mero propósito existe a sul a grande região da Valáquia
que durante século serviu de tampão contra a expansão árabe a na Europa
oriente.
The name Wallachia,
generally not used by Romanians themselves (but present in some contexts as
Valahia or Vlahia), is derived from the word "walha" used by Germanic
peoples to describe non-Germanic speaking "foreigners". In northwest
Europe this gave rise to Wales,
Cornwall, Wallonia, among others, while in Southeast Europe it evolved into the ethnonym Valach,
used to designate Germanic speakers' Romance-speaking neighbours, and
subsequently taken over by Slavic-speakers to refer to Romanians, with variants
such as Vlach, Blach, Bloc, Bloh, Boloh etc.
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Figura 10: Walhaz
(ᚹᚨᛚᚺᚨᛉ) is a reconstructed Proto-Germanic word,
meaning "foreigner", "stranger", "Roman",
"Romance-speaker", or "Celtic-speaker". The adjective
derived from this word can be found in German: welsch, Old High German walhisk,
meaning "Romance", in Old English welisc., wælisc., wilisc., meaning "Romano-British" and
in Old Norse as valskr, meaning
"French". Thus it will be derived from an Proto-Germanic form such
as *walhiska- (…).
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The term was
used by the ancient Germanic peoples to describe inhabitants of the former Roman Empire, who were largely romanised and spoke Latin
or Celtic languages.
Este facto reporta-nos para a verdade incontornável de que
antes e ao lado do latim e das línguas celtas existiram os falares dos povos
germânicos que todos supostos indo-europeus teriam inevitavelmente um fundo
étmico comum…quase seguramente derivado do império hitita, particularmente da
sua variante neo-hitita desenvolvida em torno do lago Van.
Walh is probably
derived from the name of the tribe which was known to the Romans as Volcae (in the writings of Julius
Caesar) and to the Greeks as Ouólkai
(Strabo and Ptolemy).
Traditional
etymologies have attributed Volcae to a word akin to Welsh golchi 'to wash' and
Irish folc 'to bathe' (Proto-Celtic *wolkio-), making this tribe the 'river
people' after a rough semantic adjustment. A more likely scenario is that this
or a cognate in Pannonian Illyrian was used to name the river Volcos, from
which the Volcae took their name.
C. W. von
Glück derived the name from a word related to Old Irish folg 'agile, energetic'.
Pierre-Yves Lambert
donne quelques hypothèses: un équivalent du germanique *folkam (anglais folk,
allemand Volk) et signifiant «les peuplades», un équivalent du grec λύκος «loup» ou encore une forme du nom du
«faucon» qui serait également l'origine du gallois gwalch 'faucon'.
Xavier Delamarre ne
reprend pas l'idée d'un étymon signifiant «les peuplades» et conteste
l'explication par l'indo-européen *ul?k^(w)os 'loup' qui est pour lui
impossible, car ne tient pas compte de la phonétique et devrait aboutir à
quelquechose comme **ulipos en gaulois. Il évoque par contre l'hypothèse d'une
étymologie par le thème indo-européen *g^(w)hel- / *g'huel- '(re)courber', d'où
*ghuol-k- / *ghu?l-k- à l'origine du nom du «faucon».
Les mots volcos, volca désigneraient donc «le faucon» et on les retrouve dans les noms de
personnes Catu-volcos,
comparable au gallois cadwalch 'héros', 'champion', 'guerrier';
Volcius; Volcenius; Volcinius; Volcacius, etc. Le nom est équivalent du latin falcō, possiblement d'origine germanique, et le
mot latin falx 'faux', d'après
la forme du bec.
Les Volcians
(latinisé en Volciani) étaient un peuple celte de la péninsule Ibérique. Ils sont mentionnés par Tite-Live dans
son Histoire romaine (Livre XXI) et localisés au nord de l’Èbre.
Les Volsques
appartiennent aux anciens peuples italiques. Ils se sont illustrés au premier siècle de
l'histoire de la république romaine. Leur territoire était une zone de collines
et de marécages au sud du Latium, bordé au sud par celui des Aurunces et des
Samnites, à l'est par celui des Herniques; il s'étendait de Norba et Cora au
nord jusqu'à Antium au sud.
Que teria o nome da
deusa Belona a ver com os diversos povos de Valões que houve pela pré-história?
Possivelmente quase tudo porque valões seriam nem mais nem menos que os “varões
assinalados” pelos góticos como estrangeiros porque os vilões da história são
sempre os outros! Mas seriam também “varinos” e por isso marinheiros capazes de
fundarem cidades costeiras como Valência e Barcelona.
Como decorre de
outros contextos o mitema da “dupla montanha da aurora” relativa à deusa mãe a
quem se sacrificavam estrangeiros em locais altos reporta-nos para o conceito
prático de povos serranos, longínquos e por isso bárbaros e estrangeiros pelo
que o termo gótico walhaz seria
equivalente do acádico barbaru o que
nos deixa a suspeita de nem sequer derivar do nome das tribos dos valões que
mais do que serem causa foram consequência deste mitema.
Walhaz <
*walh(iska-) <
Walha < War-la < War-War < Kur-Kur > barbaru.
Kur-Kur ≡ Kur-Kian > Vul-Kian > Vulcan
> Vulcano > «Vulcão»
> persa Balkhān
> «Balcãs» > «Balcão»!
O mitema da
“montanha dupla” não está foneticamente patente no nome de Valência nem no dos
Valões embora se possa suspeitar que esteve indirectamente na medida em que uma
variante deste mitema pode ter sido o «balcão» que, como é evidente está
formalmente patente na mitologia arquitectónica soa escadórios monumentais dos
santuários lusitanos e…nos zigurates.
Supõe-se que o termo «Balcãs» tem origem da palavra turca
para montanha que por sua vez derivaria do persa Balkhān que seria o mesmo que
montanha ou local alto!
Claro que o para arranca
das teses pró indo europeias impede uma forma alternativa expedita de pensar a
etimologia para além deste pequenos passos etimológicos oficiosos com os quais nunca
se chega a lado algum perdendo etapas importantes por imperdoável distracção.
Claro que *wolkio- tem tudo a ver com o deus
latino Vulcano nada impedindo que este não tenha tido muito a ver com
hidrónimos porque muitos rios de lava nascem perto de vulcões partilhando com
estes a mitologia serpentina e draconiana que foi tema e lema da civilização
minóica. O Kur dos sumérios, de que deriva o nome de Vulcano, ainda é nome de
rio no Cáucaso (por culpa ou não do senhor Kúrosh, Ciro o Grande) e do rio da cidade russa de
Kursk.
O rio Volga é, com os seus 3688 km, o mais longo rio
da Europa, e também o maior do continente em caudal e na área de bacia
hidrográfica.
O Varta (polonês:
Warta, alemão: Warthe) é um rio no centro-oeste da Polônia, um afluente do rio
Oder.
No entanto não deixa
de ser espantoso que na pesquisa da etimologia do nome dos Volcae se deixe de lado o rio Volga
com o qual esta tribo nada teria provavelmente a ver e se aponte como possível
origem o hidrónimo do desconhecido rio Volcos da Panónia. Obviamente que
se fosse pela via dos hidrónimos teríamos também que fazer derivar todos os
diversos povos aparentados com os Volcae,
o rio Varta fazendo com que afinal tivessem existido valáquios por toda a
Europa do Volga à península Ibérica passando pela Itália onde teriam dado nome
ao deus supremos dos Etrusco, se a mitologia andasse de facto às arrecuas!!!
· Ulcisus
mons, Ulcinium (city), Ulcisia castra; cf. Eng. wolf, Old Alb. ulk, Alb. ujk, Avestan vəhrkō,
Persian gurg, Skt. vṛkas, Old Ch. Slav. vlŭkŭ, Russ. volcica, Lith. vil̃kas,
Lat. lupus, Gk. lýkos
· Volcos,
river name in Pannonia; cf. Old Ir. folc
"heavy rain, wet weather", Welsh golchi "to wash", obsolete Eng. welkin "cloud", Old High
Germ. welk "moist",
Old Ch. Slav. vlaga
"moisture, plant juice", vŭlgŭkŭ
"wet", Latv val̃gums
"wetness", Alb ulmej
"to dampen, wet".
Vulci ou Volci foi uma
das mais importantes cidades da antiga Etrúria, localizada cerca de 80 km ao noroeste de Roma, na
Itália central. O nome também designava uma das tribos etruscas.
É também um importante sítio arqueológico, tendo sido encontrada ali uma grande
necrópole e restos de vários edifícios, contendo grande quantidade de objetos e
obras de arte.
Bolsena is a town and comune of Italy, in the province
of Viterbo in northern Lazio on the
eastern shore of Lake Bolsena.
While it is fairly certain that the city is the successor to the ancient
Roman town of Volsinii (sometimes termed Volsinii Novi – New Volsinii – to
distinguish it from the Etruscan city), scholarly opinion is sharply divided as
to whether Volsinii was the same as the ancient Etruscan city of Velzna or
Velsuna (sometimes termed Volsinii Veteres – Old Volsinii), the other candidate
being Orvieto, 20 km
(12 mi)
NE.
Volsinii or Vulsinii (Etruscan: Velzna or Velusna; Greek: Οὐολσίνιοι; Οὐολσίνιον), is the name of two
ancient cities of Etruria,
one situated on the shore
of Lacus Volsiniensis
(modern Lago di Bolsena), and the other on the Via Clodia, between Clusium
(Chiusi) and Forum Cassii (Vetralla). One was Etruscan and was destroyed by the
Romans in 264 BC at the conclusion of an attempted revolution by its slaves.
The second was founded by the Romans using the remainder of the Etruscan
population rescued from the razed city.
Modern Bolsena, Italy descends from the Roman city.
The location of the Etruscan city is debated.
Na mitologia etrusca,
Voltumna ou Veltha era a deidade ctônica para a terra, que se tornou o deus
supremo do panteão etrusco, o deus Etruriae princeps, de acordo com Varro. O
culto a Voltumna estava centrado em Volsini (atual Orvieto) uma polis da
civilização etrusca no norte da Itália.
A união das vinte populi etruscas era renovada anualmente no
grove sagrado do Fanum Voltumnae, o santuário de Voltumnus situado próximo a
Volsinii (atual Bolsena), que foi mencionado por Tito Lívio. No Fanum Voltumnae
ludi eram celebrados, ainda que a sua natureza exacta, se atlética ou
artística, seja desconhecida.
No fórum romano, próximo ao templo de Castor e Pollux se
situava um santuário dedicado a Voltumna na Vicus Tuscus.
Era o equivalente ao deus romano Vertumnus.
Vertumno, inicialmente
uma divindade etrusca, foi mais tarde também adorada como divindade na
mitologia romana. Deus dos jardins e dos pomares, casado com a deusa Pomona,
presidia à mudança das estações - particularmente ao Outono. Com Pomona,
envelhece e rejuvenesce ao ritmo das estações.
Ora, Vertumno,
o deus latino das estações e das horas reporta-nos para o étimo do deus caldeu Wer
que acabou Bel na babilónia, Baal na fenícia e Belenos
entre os celtas e teria sido *Kertu
no mar Egeu, senhor da cidade como Melkarte, o Hércules fenício.
El origen
del nombre de Barcelona es desconocido y existen diversas teorías y leyendas
que intentan explicarlo. Se sabe que había una ciudad ibérica original, de la
tribu de los layetanos, conquistada por Cneo Cornelio Escipión,9 que
posteriormente se convirtió en una colonia romana, puesta bajo la protección de
Cayo Julio César y de Octavio Augusto, que recibió el nombre de Colonia Iulia
Augusta Paterna Faventia Barcino.10
El nombre
evolucionó durante la Edad
Media conociéndose la ciudad con los nombres de Barchinona,
Barcalona, Barchelona, y Barchenona.
Una de las leyendas sobre el origen de
Barcelona alude a su supuesta refundación por el general cartaginés Amílcar
Barca tras conquistar el enclave ibérico después de su desembarco en Hispania,
mientras que otra versión se lo atribuye a su hijo Aníbal Barca, pero no
existen pruebas documentales de esta vinculación entre los nombres de la
familia cartaginesa Barca y la ciudad que sería conocida como Barcelona.
Hay otras
explicaciones para el nombre de la ciudad, como la que sostiene que proviene
del período fenicio, teoría sostenida por la inscripción en escritura ibérica Barkeno en escritura íbera encontrada
en una moneda.
Aníbal
Barca era el hijo mayor del general Amílcar Barca y de su mujer ibérica.19 20
Aunque «Barca» no era un apellido, sino un apelativo (de barqä,
"rayo" en lengua púnica), fue adoptado como tal por sus hijos.21 Los
historiadores designan a la familia de Amílcar con el nombre de Bárcidas, a fin
de evitar la confusión con otras familias cartaginesas con los mismos nombres
(Aníbal, Asdrúbal, Amílcar, Magón, etc.).
También
existe una leyenda que da una explicación mitológica al nombre de la ciudad.
Según esta leyenda, Hércules se unió a los argonautas tras acabar con su cuarto
trabajo para ayudarles a buscar el Vellocino de Oro, pero al pasar cerca de la
actual costa catalana una tormenta dispersó las embarcaciones que formaban la
expedición, y al terminar faltaba la novena.
Quer
dizer que muito antes dos persas já existiria o mitema balcânico que já seria Barkeno na Península Ibérica como possível variante
do mitema da dupla montanha de Hércules
porque as portas do inferno sempre teria sido no “país do ocidentais” fosse em
Gibraltar fosse em Compostela…fosse mesmo em *Barkerora.
Os
barcidas cartagineses em vez de terem dado nome a Barcelona teriam derivado o
seu apelido desta cidade de onde era a esposa de Aníbal Barca. De resto
Barcelona seria denominada nas duas variantes do mitema da montanha dupla da
deusa mãe de Hércules, ou seja como Barkeno ou Barkerona, única explicação
plausível do nome actual.
«Barcelona» < *Barkerora
< Bar-Kerauna < Kar-Ker <
Kur-Kur => Hércules
> War-Kar > Barcara > Bracara >
«Braga».
Por sua vez, os
gróvios em volta da cidade de Braga seriam serranos ou bárbaros e por isso…barbaru / barkaru que os romanos apelidaram de forma
estranha como bracari.
Que estes bracari teriam templo dedicado a
Hércules no actual monte Espinho onde fica o bom Jesus é um a
tese de fé que apenas tem a seu favor o parecer bem e ser plausível.
A relação falcónida
de *wolkio- com o nome dos
valões não estará inteiramente fora do contexto como não o terá estado também o
lobo e o vulcão!
Afinal, Hórus,
que deve ter sido o Hércules Egípcio, mais do que o carneiro Hereshefe,
era um falcão.
Herwer also Harwer, Herur, Horus the Elder, Greek Haroeris.
Herwer was
originally a sky-god, later he took on the role of Eye of Heaven, i.e. of the
sun. At times it is impossible or at least difficult to distinguish Herwer from
other forms of Horus. In the Book of the Dead it is Herwer, the Elder Horus,
who fights Seth for the supremacy over Geb's realm, while in the Contendings
between Horus and Seth it is Harsiese, the son of Isis and Osiris, competing
for his father's inheritance. But the two forms are virtually inseparable in
the Osirian myth. Like other Horus deities Herwer was a falcon god, depicted as
a human with a falcon head, wearing the Egyptian crown. He was a war god and
had cult centres in many places.
Haroer-is < Harwer < Herwer < Herur
> Her-Ker-ish > Hércules.
Se Harsafes de
Heracleópolis Magna teve algo a ver com o mitema de Hércules da poderosa
montanha dupla por ser o deus que está sobre o lago primordial com o seu
poderoso «carallium» é porque já tinha uma relação com a forma restritiva que
vamos desvendar adiante na variante balcânica.
Harsaphes < Herishef < Harakhte <
Harsomtus < Harendotes
> Harpa-Khruti (Horus the Child) = Harpokrates.
Harakhte, Hórus dos
dois horizontes.
Harsomtus, «Horus unificador de las Dos Tierras», es
un dios creador en la mitología egipcia. Nombre egipcio: Hor-sema-tauy. Nombre
griego: Harsomtus. Es la asociación de dos dioses distintos: Horus y Somtus
Harendotès est un dieu égyptien. Ce nom est la forme grecque
de l'égyptien Hor-nedj-itef dont il y a plusieurs traductions possibles ; la
plus classique est Horus, protecteur (ou sauveur, ou défenseur) de son père.
Mais le mot égyptien nedj contient une connotation de piété filiale, de défense
des intérêts paternels. La traduction Horus, curateur de son père reprend donc
le terme légal.
A adaptação
imaginativa dos egípcios em relação a mitemas arcaicos não deve ter sido menor
que a dos gregos de Ptolomeu no Egipto. A raiz de Harsaphes que pode ter
tido suporte no mitema balcânico adiante referido encontra-se em Hars- / Harp-
que daria a raiz Balk-.
Relacionado com o deus hercúleo Harsaphes pode ter estado o deus dos lusitanos do sul Haracui que por outro lado derivaria do
deus equivalente galaico Cario-seco.
Haracui (Haracuo, Aharacui, Aharacuo) - Divindade adorada pelos
lusitanos célticos do sul.
Caro (Carus, Cario, Carieco, Cariense) – Deus guerreiro local
Lusitano, equivalente a Marte romano.
Cario-Ceco (Cariocieco, Cariocecus) – Deus Lusitano da Guerra,
da caça, dos animais, dos mistérios e do futuro. Bodes, cavalos e prisioneiros
eram muitas vezes sacrificados a este Deus.
Ma-Cario (Macarius, Magario) – Deus da nutrição e protector
da natureza. Está ligado também aos ciclos das estações, principalmente do
Verão. Na mitologia Lusitana é também um Deus naturalista da caça, da beleza e
da fertilidade; é uma divindade instintiva e ciumenta; o Padroeiro dos
casamentos, dos jovens e dos viajantes. Equivalente a Apolo.
Cario-cecus > Car-Ieco >
Cariego > Carago > Carracho > «c******».
>
Kara-keku < Hara-kuki > Haracui < Harakuti
<
Egip.
Harakhte > Haracu(l)o ó
Hércules.
Antes de
acabar, quero ainda referir que o mito de Hórus continua no nosso mundo.
Sabemos que em Edfu, a casa de Hórus, todos os anos se realizavam festivais e
recriações das antigas batalhas para celebrar a vitória de Hórus sobre Seth. Já
na era romana, vemos uma estátua, que se encontra no British Museum, de Hórus
vestido como centurião romano, montado num cavalo e espetando um lança em Seth,
o crocodilo. Ainda mais tarde, a batalha de Hórus e Seth, tornou-se na luta de
S. Jorge e o Dragão. Há até quem pense que o nome egípcio de Seth, Sutekh, pode
ter evoluído para a palavra Satã. --
Na mesma página do
blog peregrinar um autor anónimo teve a revelação inspirada de
relacionar o culto de Hórus hercúleo com o extra canónico de um santo que nunca
o foi (como possivelmente S. Jorge), São Longuinhos e que na tradição tradição
popular é invocado para encontrar objectos perdidos, o que o coloca no rol de
um “deus menino” nas mãos das bruxas!
Pelo fato de o nome ser derivado do grego e significar
"uma lança", é referido como tendo sido o soldado romano que perfurou
Jesus com uma lança (Jo 19,34), ou como o centurião que, na crucificação,
reconheceu Cristo como "o filho de Deus" (Mt 27,54; Mc 15,39; Lc
23,47).
E é assim que se acredita que a primitiva ocupação do sítio
do Bom Jesus de Braga remonte ao início do século XIV, quando alguém terá
erguido uma cruz no alto do monte Espinho, sob a invocação da Santa Vera Cruz.
E só mesmo os crédulos em mitos fundadores podem fazer fé em
lendas independentitas e restauracionistas. É evidente que o Bom Jesus do monte
terá sido sempre um local de culto masculino e marcial desde épocas imemoriais.
Nos tempos anteriores à ocupação romana Braga terá sido a
única cidade importante a norte do Douro e por isso ficou sede da província romana
da Galécia e depois do reino dos Suevos mantendo arcebispado e a primazia sobre
Espanha mesmo durante os visigóticos mas as invasões árabes foram cruéis com as
terras lusitanas e particularmente com a sé de braga que
No ano de 716, os Mouros alcançam a cidade e provocam grande
destruição na mesma, dada a sua importância religiosa. Na época, foi também
palco de várias guerras, destruições e saques. Mais tarde, foi reconquistada
por Afonso III, Rei das Astúrias.
De facto, o Domínio excêntrico de Braga sobre o norte da
Galiza nem sempre terá sido pacífico e o domínio dos Árabes sobre Braga terá
permitido aos galegos libertarem-se desta excêntrica suserania com o milagre de
Santiago de Compostela que subitamente passou a ter o papel que outrora fora de
Braga a quem nunca mais o retribuiu mesmo de pois da reconquista. Pelo
contrário tudo fez para retirar a braga os seus antigos troféus religiosos!
No século XI a cidade é reorganizada, provavelmente com a nova
designação de "Braga". É iniciada a construção da muralha citadina e
da Sé, por ordem do bispo D. Pedro de Braga, sobre restos de um antigo templo
romano dedicado à deusa Ísis, que teria mais tarde sido convertido numa igreja
Cristã. A cidade desenvolve-se em torno da Sé, ficando restringida ao perímetro
amuralhado.
(…) Braga foi nessa altura oferecida como dote, por Afonso VI
de Leão e Castela, à sua filha D. Teresa, no seu casamento com D. Henrique de
Borgonha, Conde de Portugal. Estes últimos foram senhores da cidade entre 1096 a 1112. Em 1112 doam a cidade
aos Arcebispos. Com a elevação do bispado bracarense a arcebispado, a cidade
readquire uma enorme importância a nível Ibérico. O arcebispo Diego Gelmírez de
Santiago de Compostela, com medo da ascensão da Sé de Braga, rouba as relíquias
dos santos bracarenses na tentativa de diminuir a importância religiosa da
cidade, as relíquias só retornaram a Braga na década de noventa do século XX.
Obviamente que o título de Primaz das Espanhas que é usado
pelo Arcebispo de Braga (enquanto o Arcebispo de Toledo usa actualmente o
título de Primaz da Espanha) não reconforta o arcebispado de Braga nem
restituiria à sua sede a antiga soberania galaico portuguesa pelo que a
independência de Portugal teria que ter sido inspirada de Braga particularmente
do monte do Bom Jesus de Braga como única forma de Braga recuperar das feridas
das invasões árabes e da reconquista!
Como quase todas as grandes devoções, a do Bom Jesus do Monte, deve ter
principiado por uma singela cruz plantada, como diz Aberto Feio, por uma devota
mão num plaino daquela montanha, no dealbar do cristianismo, não caso único em
Braga, onde a colocação de uma singular cruz dá origem a uma grande devoção,
como por exemplo, a do Sameiro. Possivelmente um popular asceta, cristianizado
pelo Apóstolo Santiago, quando das suas pregações de divulgação da fé cristã,
pela Península talvez tivesse sido influenciado pelo exemplo apontado de São
João, que se isolou no deserto, escolhendo o alto daquele monte e, escavando
uma gruta, ali se isolou do mundo, tendo por certo elevado no local a singela
cruz, que mais tarde aquando do domínio visigótico a devoção da religião de
Cristo, a ela convertidos graças à acção do bispo São Martinho de Dume, fez
levantar uma ermida, destruída talvez pelo século oitavo pelos mudéjares,
quando da sua invasão da Península. Tudo
isto são conjecturas, pois nenhum testemunho há efectivamente que o comprove,
só a lenda que abaixo cito é que nos dá uma resposta um tanto ou quando
duvidosa. Após a reconquista, iniciada por Pelágio, da Península Ibérica,
da terra ocupada pelos desde o século oitavo pelos sarracenos, e possivelmente
após o restauro de Braga, levado a efeito pelo Bispo dom Pedro, deve de novo
ter continuado a devoção no local da velha ermida ou Vera Cruz, onde, segundo
Alberto Feio, “conta a lenda, que um
singela cruz, arvorada por mão de desconhecido crente no alto do Monte Espinho,
dera nascimento à devoção, que em longo giro de séculos, preparou e ergueu o
grandioso Santuário do Bom Jesus do Monte”. – BOM JESUS De BRAGA, Luís Dias
da Costa.
Esta primeira lenda deve reportar-se ao tempo da
independência porque com sinais da cruz se deus a vitória de Ourique. A
seguinte seria porventura premonição da iminente perda de independência no fim
do reinado de D. Fernando.
(…) Não há dúvida que pelo menos nos começos do século XIV, existia já
naquele monte uma ermida dedicada à Santa Cruz, e isso está comprovado pelos
estatutos da irmandade da Trindade de Braga, datados de 1373, “onde uma ordinachô determina que os
confrades, por exaltamento da Santa Vera Cruz de Jesu Cristo, vão á ermida de
Santa Cruz, por dia de São João (evangelista) do mês de Maio” levando
tochas e doze círios, assistir a uma missa oficiada. E ainda para confirmar a
sua antiguidade, quando da aprovação dos mesmos estatutos, em 1378, era
referido que os confrades fariam aquelas obrigações “como as fizeram os seus padres e outros seus devidos e linhagens
passava de trinta e cinco anos e chegava a quarenta bons e mais.” Esta referência atira-nos a
devoção da primitiva ermida para uma idade muito antiga. No primeiro terço do
século XV, estava a ermida de Santa Cruz anexada à igreja paroquial de Tenões,
porque se situava dentro dos aros jurisdicionais daquela freguesia. – BOM JESUS
De BRAGA, Luís Dias da Costa.
E finalmente temos o retorno do messianismo bracarense na
preparação do fervor religioso e ideológica da restauração de 1640.
(…) Certo dia, correndo o ano de 1629, numa visita de alguns bracarenses ao
local da mui antiga devoção, que a piedade ali juntara, pensou em ressuscitar o
antigo brilho do culto. Nasceu então o pensamento da fundação de uma confraria,
com o encargo de reacender a devoção quase extinta. Cresceu, avolumou-se e
difunde-se. Reunindo esforços e vontades, dentro em pouco está redigido e
aprovado pela Cúria Arcebispal o Compromisso da confraria ou irmandade, sob a
invocação de Bom Jesus do Monte. A velha designação de Santa Cruz do Monte,
Vera Cruz, cedeu o seu nome perdura. Pobre de recursos, a nascente confraria
procurou de todos os modos aumentar os seus réditos, aumento o número de
confrades, fazendo peditórios pelas aldeias e cidade ao mesmo tempo que fazia a
representação de autos e bailados sacros e de cenas bíblicas que atraíam muita
gente às festas mais solenes. Entretanto um facto histórico contribuiu, e
muito, para que a fama e devoção galgasse as fronteiras do Minho. Tratou-se da Independência de Portugal do
jugo castelhano, no glorioso dia 1 de Dezembro de 1640. Todos atribuíram o
sucesso à intervenção divina. Havia até quem afirmasse que durante dias um
sinal luminoso apareceu sobre o Monte Espinho - um cálice da consagração
rodeado de um esplendor que muita gente dizia tinha observado. O povo então
ocorreu a agradecer ao Bom Jesus o favor com que tinha distinguido o pequeno
reino lusitano. – BOM JESUS De BRAGA, Luís Dias da Costa.
Ora bem, porque é
que não entrou na tradição popular minhota o mito inglês de S. Jorge, em vez do
de Longuinhos, para substituição de cultos locais de deuses marciais?
Seguramente porque, apesar de tudo, os minhotos ainda eram galaicos que
trilhavam e protegiam os caminhos jacobeus, pelo que o culto popular e guerreiro do Minho ainda era o da
restauração peninsular, ou seja, de "Sant'Iago!" Por
outro lado, Lisboa era ainda mais longínqua que Compostela e D. Afonso VI só teria
deixado o grito de guerra galaico por se ter metido em guerras com espanhóis!
En el
escrito apócrifo conocido como Evangelio de Nicodemo, unido a las (también
apócrifas) Actas de Pilato, aparece por primera vez el nombre de Longino. La
escritora Sabina Baring Gould comenta, a propósito del tema, que “El nombre de
Longino no aparece en autores griegos anteriores al Patriarca Germano, en 715”.2 Es casi seguro que el
nombre sea una latinización del griego λόγχη (lonkhê ou lonjé), la palabra utilizada
por el texto de Juan y apareció por primera vez un manuscrito iluminado de la Crucifixión detrás de
un lancero. Dicho manuscrito, una versión siríaca del Evangelio según Juan
ilustrada por un tal Rabulas, data del 586 y se conserva en la Biblioteca Laurenciana
de Florencia; allí se lee en letras griegas la palabra Longinos escrita tal vez
en la misma época en que se realizó la figura.
The lancea
was the Roman auxiliaries' short javelin. According to the OED, the word
originally came from the Iberian Language, also cf longche, the Greek term
for lance.
«Lança» < (Lat. lancea???), s. f. arma ofensiva, ou de
arremesso, composta de uma haste de madeira terminada por um ferro pontiagudo;
Longuinhos / Longinus < Lancinus <
Lancin- < Uran-Kin >
< Lat. Lanceia <
Grec. Longche ó
Iber. Loncha > Lonchinus > Longinus.
São Longuinhos foi mandado construir por um rico de Braga que não conseguia
casar a sua filha. Construiu a estátua e assim a filha arranjou casamento. A
partir daí todas as não casadoiras da região iam à estátua de S. Longuinhos dar
3 voltas e fazer promessa para encontrar homem.
E sabido que a lança de São Longuinhos é símbolo fálico e a trindade
representada nas 3 voltas é mais que óbvia e sugestiva.
"Já na era romana, vemos uma estátua, que se encontra no British
Museum, de Hórus vestido como centurião romano, montado num cavalo e espetando
um lança em Seth, o crocodilo."
![]()
Figura 11: Estátua de S. Longino no alto do
bom Jesus com adereços de Perceu.
São Longuinhos está aqui representado como centurião Romano. Foi ele que
espetou a lança a Jesus quando este estava crucificado e disse depois:
"Este é mesmo o filho de Deus" Jesus, como é obvio não é uma
serpente. Mas haverá espaço para inversões símbólicas se sabemos que naquela
época Jesus era visto pelos Romanos como uma ameaça?
"Deixem-me só referir outro aspecto: para os egípcios, a primeira luz
era Re-Hor-em-akhet, Re que é o Hórus do horizonte, em que Hórus é representado
como um falcão, com as suas asas estendidas reflectindo o sol. E Hórus será
sempre a primeira luz da manhã, nas nossas noites."
Porquê colocar na estátua de São Longuinhos tão óbvio e elaborado relógio
solar? Coincidência ou prova do percurso iniciático esotérico do Bom Jesus?
Agradeço muito a referencia a São Longuinhos. Foi uma ajuda inestimável.
Nunca me passou pela cabeça relacionar a estátua de S. Longuinhos,
possivelmente o último elemento da escadaria iniciática do Bom Jesus, com o
primeiro elemento com que começa a segunda parte do escadório e que é,
exactamente, o crocodilo, as duas fantásticas fontes dos crocodilos: cada fonte
tem quatro cabeças de crocodilos, orientadas segundo os pontos cardeais.
Em conclusão, de a Sé de Braga foi edificada sobre fundações
de um templo de Ísis, no monte Espinho celebravam-se ritos de passagem em honra
de seu filho Hórus Harakhte, o Hércules Egípsio, com cultos de
mistérios de morte e ressurreição osiríaca de que terão ficado restos
arqueológicos indeléveis que marcaram os trilhos de acesso à zona dos
santuários que se foram reconstruindo no mesmo local e sobre os quais se fez a
restauração do escadório sobe a orientação do arcebispo D. Moura Telles que,
afinal, era membro da Ordem de Cristo e, por isso, detentor de alguns segredos
iniciáticos ocultos dos antigos templários.
De qualquer modo a antiguidade do monte Espinho como local
de preparação guerreira e iniciática seria muito antigo e teria sido sempre
importante no tempo em que braga foi capital provincial da Espanha romana e do
reino Suevo. Seria o monte espinho literalmente o que parece?
«Espinho» < Lat. spinu
= excrescência acerada como pua, que sobressai do lenho de certos vegetais ó
Lat. spiculu = ponta, cerda rija de
alguns animais > porco-espinho < *ish-picu-lu ó «Pico» < (Célt.
Pic?), s. m. ponta aguda.
Obviamente que *ish-picu-lu faz jus a um diminutivo
do deus Pico que seria tão espinhoso
e picareta como o «pica-pau» e não menos que seu filho Fauno / Pan.
Pico (del griego antiguo Πἳκος Pikos) era, en la mitología romana, una divinidad
profética, descrito como hijo de Saturno o de Sterculus, marido de la ninfa
Canente y padre de Fauno. En algunas tradiciones se le consideraba el primer
rey del Lacio, pues su hijo Fauno fue padre de Latino, el rey de los laurentinos
contra quienes lucharon Eneas y los troyanos, y a quien luego se unieron. Fue
un famoso adivino y augur, y, como hacía uso en estos menesteres de un picus
('pájaro carpintero'), recibía también este nombre él mismo. Se le representaba de forma ruda y primitiva
como un pilar de madera con un pájaro carpintero sobre él, y más tarde como un
hombre joven con un pájaro carpintero sobre la cabeza. Toda la leyenda
de Pico está basada en la noción de que el pájaro carpintero es un pájaro
profético, consagrado a Marte. Se decía que Pomona estaba enamorada de él, y
que cuando el amor de Circe le profesó no fue correspondido, ésta lo transformó
en un pájaro carpintero, que sin embargo retuvo los poderes proféticos que
había poseído como hombre.
Pico seria apenas
Kiku, Enki na forma de “deus
menino”, filho da Deusa Mãe Ki e,
por isso, seria, por direito mitológico próprio, Dionísio que por ter fonologia próxima de Ísis acabaria inevitavelmente por ser aparentado com Hórus Carpo-crates…ou com qualquer
outra mitologia de Hércules criança
domador de cobras iniciáticas!
Ver: O CICLO ÉPICO DE
HÉRCULES (***)
Mas se não nos contentarmos com invocar o nome de Picus para entender a etimologia
sagrada do Monte Espinho (e do porco espinho ou javali que lhe andaria
associado entre os celtas) podemos recorrer ao deus hitita Telepinus que não seria senão uma variante obscura ainda mal
conhecida como a cultura que o adorava, do deus que veio a ser entre os gregos Telefo, “deus menino”, filho de Hércules e, de qualquer modo, deus de
mitos pascais como Dionísio…e Ísis,
Ósiris e Hórus.
Se o nome de Espinho pouco ou nada tiver a ver com o deus Pico, o que nesta altura das coisas
sinceramente se duvida, terá seguramente muito a ver com o deus arcaico e
selvagem Pan, também chamado Fauno ou Silvano, ou seja, espiculado
como as «silvas».
Ampilva - Deus dos bosques adorado na Lusitânia.
Ampilva < An
+ Philwa < Enkur-ka, lir. “vida de Enkur ou do Sr. do Monte”
= Kyr-Wa-Anu = Sylvano > Silvano,
o Sr. do Monde.
É um facto que existem muitos montes e outeiros com nome de
espinhos por Portugal e Galiza a dentro, pois são “sinónimos no grupo dos orónimos de baixa altitude, como
"Cabeça", "Cabeço", "Cerro", "Espinho",
"Lomba", "Monte", "Morro", que formam curiosos
pleonasmos entre si.
![]()
Figura 12: Palácio da Pena, expressão
maneirista do ecléctico e exótico temperamento romântico do rei-consorte Fernando
II de Portugal.
A razão pela qual tal acontece reside precisamente em estes
termos se referirem a acidentes geográficos convexos banais recebendo por isso nome próprio das muitas variantes sinónimas dos orónimos de baixa altitude. Já a
variedade destes resulta da tanto da riqueza linguística dos diversos povos que
passaram por cá como dos vários deuses que tiveram culto no cimo dos montes
sendo por exemplo flagrante o facto de o nome do «monte» derivar do nome de Montu, uma variante do deus fálico
egípcio Min, que por sinal deu nome
ao Minho e a Minde, etc. seguramente por meio da civilização minóica.
Mas muitos nomes, além de «espinho» (e…obviamente o nome do
«pénis») por serem apenas acidentes geográficos elevados cónicos e penianos derivaram
precisamente de Pã, como «penha» >
«pena» > «peneda > penedia» / «penhasco», «pino» / «pináculo»!
Lat. pinna, (ant.) penha
«Pena».
Lat. Penna > «Pena» < Lat. Poena.
Ver: AS ASAS DO VENTO / PLUMAS E PENAS (***)
A confluência de três étimos numa mesma homofonia não é
inteiramente gratuita e circunstancial porque só o nome da deusa Poena não decorre da forma ictifálica
do deus Pã.
A mística montanhosa deste mitema reside no monte primordial
da aurora que estava também relacionado com a mística da Fén-ix (Phanes, deus
da luz primordial e filho de Pã) por
ser no pico deste monte que se supunha residir esta ave do eterno renascimento.
Na mitologia romana,
Poena é a deusa do castigo e a ajudante de Némesis nessa tarefa.
Poena significa
"primeiro raio do sol". É um nome próprio e seu masculino é Apoena,
que também aparece como "aquele que enxerga longe".
Pã (Lupércio ou Lupercus em Roma) era o
deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega.
Residia em grutas e vagava pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando
com as ninfas. Era representado com orelhas, chifres e pernas de bode. Amante
da música, trazia sempre consigo uma flauta. Era temido por todos aqueles que
necessitavam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da
travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa
aparente e que eram atribuídos a Pã; daí o nome pânico. Os latinos chamavam-no também de Fauno e Silvano.
En
muchos aspectos, el dios Pan tiene cierta similitud con Dioniso. En la
mitología romana se identifica a este dios con Fauno.
In the
Mystery cults of the highly syncretic Hellenistic era Pan is made cognate with Phanes / Protogonos,
Zeus, Dionysus and Eros.
Dans la mythologie
grecque, Pan (en grec ancien Πάν / Pán, "tout") est
une divinité de la Nature,
protecteur des bergers et des troupeaux. Il est souvent identifié à Phanès ou
Protogonos. Au cœur de la tradition orphique, il en est le dieu unique.
Phanès, du grec. Un
des aspects de la Triade
orphique — Phanès, Chaos et Cronos. C'était également la Trinité des peuples
d'Occident au cours de la période pré-chrétienne.
Ver: PAN (***)
Ora bem, se o deus Pã
dos grego já pouca relação teria com as leis ancestrais das comunidades
rústicas e pastoris do neolítico ainda assim era a causa das crises de pânico
que mais não seriam que sobressaltos de má consciência por crimes cometidos, ou
seja um resquício fóssil desta arcaica função que ficou ligada a uma deusa
seguramente pela relação com o poder matriarcal mafioso dos minóicos que
derivava do mitema da deusa mãe do céu, ou simplesmente da “Sr. Mãe” (do todo
poderoso macho dominante o seu filho Min),
que entre os etruscos era Mean e
acabou Mena entre os latinos. Assim
sendo Poena era Mean ou pelo menos
filha desta, se esta foi a “Sr.ª das leis” que foi Némesis como se pode aceitar etimologicamente, sendo assim esposa
de Min…e, por este ter sido Pã irmã gémea destes.
De facto, Pã ”est souvent identifié à Phanès ou Protogonos” ou Protogenos Protogenos
Faetonte "luz primieva" que por sua vez criou a Terra, o Céu, o Sol e
a Lua, e que não era senão o Amor ou
Eros, o amoroso primogénito da deusa
mãe, como Jesus, Deus do Amor,
precisamente gerado no monte da aurora que emergiu do mar cósmico primitivo.
Protogonos est considéré comme le Dieu primitif, le premier
engendré. Conceptuellement, il serait plus issu de la tradition orphique que
des croyances populaires des grecs de l'antiquité. Il s'agirait plus de la
déification d'une idée, au sens où l'aurait entendu Platon, recherchant ainsi
la représentation d'un concept majeur, voire l'identification d'un Dieu unique,
qui le fait associer à Pan, le Dieu Tout.
Phanes relaciona-se
com o grego phainò das epifanias divinas por ser de facto o deus da luz
primordial. Assim sendo seria foneticamente o mesmo que Faetonte ou Fotão de que Apoena, o suposto esposo de Poena, seria
versão foneticamente abstrusa e com o significado estranho de "aquele que vê
longe"…como o olho de Deus que era o Sol! Para fazermos a ponte fonética
entre Phanes e Pã temos o latino Fauno. Para explicitar a relação deste
deus com as leis tribais defendidas por
Poena temos Bandua.
Bandus (Bandi, Bande, Banda, Band) – É uma divindade importante
venerada pelas tribos da federação Galaica no norte da Lusitânia. Pelo seu
carácter de Deus masculino, é o protector dos territórios e das localidades.
Ele é quem ordena e faz cumprir as leis tradicionais estabelecidas. Também teve
o nomes de Bandua, Bandue, Banduje.
Bandoga (Bandonga) - É uma divindade importante
no norte da Lusitânia. É o carácter feminino da divindade, é a protectora da
tribo e da família, quem ordena e faz as leis.
Bandoca
seria esposo de Ban-dua,
equeivalente a Wotan / Odin dos
nórdicos e a Dionísio dos Gregos e pai oi filho de Pan. Este deus pode ter chegado
até à Lusitânia por via da civilização neo-hitita que se veio a desenvolver em
torno do lago Van depois da queda de Hatusha.
Bandoca < Pan-Durga > «Pandorcas» de Mirandela.
Assim, o nome dos montes Espinhos pode ter uma razão secreta
adicional, a qual nada terá a ver com arbustos espinhosos nem com pinhais nem
pinheiros por ser morfologicamente redundante. A pinha e o pinheiro eram
símbolos de deuses de morte e ressurreição pascal, entre outras razões, por o
pinheiro ser uma árvore de folha perene. Como é sabido a praia de Espinho nada
deverá a montes e o pouco que der a pinheiros será aos raquíticos, serpentinos
e ondulados pelo vento mas que, pela sua resistência e perenidade, sustentam as
dunas.
"M. Varro informa-nos que (...) o nome
"Lusitânia" deriva dos jogos (lusus) do Padre Baco, ou da fúria
(lyssa) dos seus acólitos frenéticos, e que Pã era o governador de toda a
região. Mas as tradições respeitantes a Hércules e Pirene, bem como Saturno,
parecem-me absolutas fábulas." [Naturalis Historia, Plínio, o Velho (eds.
John Bostock, M.D., F.R.S., H.T. Riley, Esq., B.A.) (em inglês)]
Plutarco, segundo o 12.º livro da Iberica do autor espanhol
Sóstenes, diz que: «Depois de Baco ter conquistado a Ibéria, deixou Pã a governar como
seu representante, que deu o seu nome à região, chamando-a de Pania, que por
corruptela se tornou em Hispânia.»
Espanha < Hispânia ó *Ish-Pan-ika
> Fénix < Fenícia.
O culto da Fénix faria parte do cortejo de cultos
peninsulares a Pan razão que
justifica o culto que sempre existiu em Braga a esta ave mitologia a que foram
dedicadas duas fontes, uma nos jardins do palácio dos arcebispos e outra numa
cascata do alto do escadório do Bom Jesus, como adiante se verá melhor.
Obviamente que Baco ou
Dionísio andou por Espanha
particularmente por onde deixou a tradição da vinha que entre o Douro e o Minho
não encontrou grande clima, como teve por exemplo no Cartaxo (que se não foi
colónia cartaginesa foi cretense e minóica, pelo menos pela sua relação como o
vinho de Dionísio, possivelmente o Zeus menino, nascido numa gruta de
Creta), razão pela qual acabou por criar a espécie adaptada única do “vinho
verde”!
A presença de Pan
e Dionísio não passou despercebida
nos escassos rregistos votivos sobreviventes onde teve o nome de Panditi e Bande, literalmente deus Pã
ou Ban.
Panditi - Deus da cultura e da sabedoria venerado pelos
Lusitanos.
Assim, o deus Pã teria
sido adorado em tempos arcaicos no monte Espinho do Bom Jesus de Braga (e quiçá
de Matosinhos) que pela sua rusticidade tipicamente espânica ou pela
generalidade do seu culto fálico e dionisíaco, deu nome à Espanha.
Como nada sabemos da expressão deste culto tal como teria
sido localmente poderemos encontrar alguma sugestão comparativa em Fauno, um deus latino agro pastoril que
pela proximidade de culturas mediterrânicas ocidentais não seria muito
diferente do que seria adorado na Lusitânia.
Fauno fue adorado en dos roles diferentes: como el
dios de los campos y los pastores, y como una divinidad oracular y profética.
Como deidad rústica, era un espíritu bueno del bosque, las llanuras y los
campos, y cuando hacía fértil al ganado se le llamaba Inuo (Innuus).
Inuus, na mitologia
romana foi um antigo protector dos rebanhos, um dos di indigetes. Ele foi
provavelmente um deus da fertilidade ou das relações sexuais, e alguns autores
acreditam que seu nome está associado à palavra latina in-ire = penetrar, copular.
A linguística tem-nos sugerido que a relação fonética entre
palavras muitas vezes pouco mais faz do que reforçar a fixação da natural evolução
etimológica das palavras. Inuus
ressoaria foneticamente ao particípio in-itus mas não nos parece que tenha algo
a ver com este a não ser pela relação que existiria entre este deus e Janus, o deus das entradas e saídas.
Exclusively a
Roman divinity, the origin of Janus is very ancient. For some historians he
came from an ancient Arcadic king, for others, even more ancient, Janus came
from Thessaly and maybe, of Pelasgic origins,
his name comes from the Pelasgic "Inuus". The etymology of Janus, in
any case, is clearly of Indo- European origin. It may come from
"Ianua", an ancient Latin term which means door, or entryway.
Jan-us < Xu-an | > Xanu > Jnu
| > Inu-us
D'origine sabine, il est a rapproché du dieu Pan Lycaeus et de Faunus.
Il était fété lors des Lupercales en même temps que ceux-ci. On le trouve aussi
parfois sous la dénomination de Tutunus
ou Mutunus qui le rapprocherait
alors de Priape.
O mesmo Tellus deu ou podia
dar Tellonius, i, iis, unde, talvez Tellões e Tenões por Tellões, povoações
nossas. --
INVESTIGAÇÃO DA ETYMOLOGIA OU
PROVENIÊNCIA DOS NOMES DAS NOSSAS POVOAÇÕES, POR Pedro Augusto Ferreira,
Bacharel formado em Teologia, continuador do Portugal Antigo e Moderno e Abbade
de Miragaya, aposentado.
É evidente que o
ilustre abade Pedro Augusto Ferreira não reparou que Tenões tem duas
nasais e, como o lh não é nasal, Tellões só tem uma e nunca poderia ser
confundido com Tenões que terá derivado de *Ten-Anus que se não se referia aos
deuses das cobras que ladeiam a entrada do Santuário do bom Jesus pelos menos
seriam referência aos “deuses Anunaki” que seriam cobras como os Titãs.
Anunaki < Ki-Anuna > Tianuna > *Ten-Anus > Tenões.
Tutunus < Kitunus, lit.
deuses ctónicos e ofídeos como os titãs < Ki-Kanus
> Ti-Wan >
Tivián > Teivães > Tibaens > Tibães.
Teivães - parece relacionado com "Tibães". será
genitivo de Tevila (germânico), que é diminutivo (*)
Tibães - anteriormente Tibaens. Ver "Teivães", na
Galiza: "Tivián".
Tal como é exagerado
derivar tudo o que é português do que é latino também o é derivar tudo o que é
galaico do germânico que passou por estas bandas como por vinha vindimada!
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Figura 13: Representação estilizada de
Dionísio, Deus da videira e do vinho, numa fonte de acesso aos jardins privados
mosteiro de S. Martinho de Tibães.
*Ti-Wanes eram os deuses
que tiveram nomes com raízes em
#an- começados por todas as
consuantes do alfabeto como Wan- / Ban-/ Van-, Can- / Kan- / San- /, Dan-,
Fan- / Phan-, Gan-, Pan-, Tan-, etc. com múltiplas variantes vocálicas
ou com ditongos. As registadas são apenas a ponta do icebergue correspondendo
às formas fonéticas que ainda estavam em vogam antes da sua extinção com o
monoteísmo moderno. Alguns destes nomes tiveram particular importância mítica
como os deuses Vanes dos povos pastoris nórdicos eram deuses e deusas da terra, da
vegetação, da água e da fertilidade…como Fauno,
Pico, Pan, Sil-Vano, etc.
S.
GIÃO
Gan- de Ganimedes, Ganesha e os
Gigantes e possivelmente S. Gião, padroeiro dos barqueiros.
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Figura 14: Igreja de S. Gião da Nazaré
A Igreja de S. Gião
da Nazaré constitui um dos mais antigos edifícios de rito cristão antigo
existentes em território nacional. É por isso, de enorme valor cultural,
tendo em conta a escassez deste tipo de estruturas erguidas "em
altura", independentemente do seu estado crítico de conservação. (…)
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A própria
evocação do templo - S. Gião / Julião / João - remete para a permanência de
cultos solsticiais (ou, melhor solares), e para a permanência trans-secular da
identificação de uma divindade única com o "astro-rei", passível de
ser interpretada, na mesma zona e num regime de assombrosa continuidade,
através de outros vestígios como o célebre mosaico tardo-romano ou paleocristão
de Cós (com a figura do Deus mitraico no seu centro...). --
Notável que S. Julião tenha sido
particularmente venerado a partir do sec. VIII, ou seja quando o cristianismo
peninsular quase desapareceu com as invasões árabes. Mais estranho ainda que
sejam mencionados trinta e nove santos com este nome no Martiriologio romano,
oito dos quais comemorados no mês de Janeiro.
O mais tardio de todos foi S. Julião de Toledo (falecido em
690), arcebispo daquela cidade (que se tornou Primaz de Espanha e Portugal) e
provavelmente o único com existência histórica comprovada. Foi um poderoso
chefe da Igreja nos finais do domínio visigótico, sendo o responsável pela
reunião de vários concílios e pela revisão da liturgia. Possivelmente foi este que em Portugal veio a ser S. Gião e responsável do caso quase único da coexistência de oragos e topónimos com Gião e
Julião sendo os de via popular os mais antigos mas…sobrepondo-se quase
seguramente a uma deidade anterior de culto local, possivelmente uma variante
fonética em gê, de Pan explicando-se assim que seja considerado
padroeiro dos barqueiros (como Caronte) palhaços e trabalhadores de
circo, peregrinos, pastores, viajantes e das profissões itinerantes, de uma
forma geral. Assim se explica que também seja protector dos hospedeiros,
estalajadeiros e donos de hotéis. Enfim, quase que seguramente terá sido este
santo que terá animado a fé da reconquista peninsular espalhando ermidas e
albergues e barqueiros ao longos dos caminhos de Santiago em parte porque teria
sido Primaz da Espanha Visigótica e depois porque tinha nome que foneticamente
se confundia com o nome de S. João, irmão de Santiago, e com o deus Ban dos
cultos ancestrais das festas de inverno dos rapazes das localidades rurais e
pastoris mais remotos da Lusitânia e da Galécia.
O PIÃO
Kan-
é simplesmente Senhor, como Dionísio e Adónis, entre os povos altaicos. San-,
raiz de santo e sanidade é possivelmente a raiz mais próxima
da origem mítica porque é a forma contrita do mais mítico dos montes, o de Sião.
Enki = Ki-An > #(i)an- > «Sião»
ó Gião ó
«Pião» (ó
«pinha») ó
Baião ó
(Apolo) Paião, etc.
< Lat. paean < Gr. paián < «paio», o
[deus Apolo ] que fere (como a ponta
de lança do pião!) = hino em honra
de Apolo na antiga Grécia; • cântico de guerra.
A primeira intuição por etimologia popular seria a de pensar
que pião < Ki-Na, seria literalmente uma grade (an / ão) deusa da terra
(Ki), como se os sumérios tivessem tido a premonição por legado extraterrestre
de que a terra era redonda e girava como um pião em volta do Sol porque é
verdade é que é mais ou menos por associações simplista deste género que se
tecem as malhas fantasiosas da mitologia futurista. De fato nem sequer se pode
rejeitar que de que Ki-an se tenha gerado a redundância das cinco «quinas
vivas», afinal as pontas de «cana» de lança mais à mão de semear de qualquer
rural iniciado na caça e na lides guerreiras ou de pastor «apanascado» pronto
para tocar a flauta de Pã e dançar a
peã (até porque a flauta mais rústica é de fato de cinco canas verdes)!
E é assim que sem querer e de passagem desmascaramos mais
uma lenda nacionalista de oportunidade. Os cinco pontos brancos representados
nos cinco escudetes no centro da bandeira portugueses não fazem referência a
nenhuma lenda relacionada com o primeiro rei de Portugal porque sempre foram
onze pintas até 1485 não se sabendo bem porquê porque a lenda só veio a ser
criada no séc. XVI por Bernardo de Brito para estímulo da restauração…como
alias se verá que foi também motivo idêntico o da primeira grande restauração
do templo do Bom Jesus do Monte.
Dos escudestes diz o vate lusitano:
“Aqui pinta no branco escudo ufano,
Que agora esta vitória certifica,
Cinco escudos azuis esclarecidos
Em sinal destes cinco Reis vencidos”
— Luis
de Camões
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O que levou alguém em finais do século XV a transformar as
onze pintas que se dizem ser as chagas de Cristo não se sabe, mesmo que
tivesse sido para comemorar a chegada de Diogo Cão ao Cabo da Cruz conforme inscrições
de 1483 nas pedras de Ielala a 150
km da foz do Rio Zaire.
Figura 15: inscrições de Ielala.
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Outra explicação aponta ainda para o uso do brazão em escudos;
a cruz azul, tiras de couro pintado, seria segurada por pregos brancos. Esta
decoração dos escudos sofreria danos com as batalhas e com o tempo, deixando
apenas o azul envolto com os pregos, dando a imagem dos actuais escudetes azuis
com as (actualmente) 5 quinas em cada um.
Se inicialmente eram onze e não cinco a tese dos danos
estéticos por desgaste técnico apenas permite explicar a passagem da cruz de
ramos completos a cruz de escudetes mas não as cinco pintas nos mesmos. Uma
tese mais plausível é a de que estes escudetes sempre tenham sido vistos como
cinco quinas, uma redundância que fez com que os iluminados renascentitas as
tenham transformado mesmo em cinco pintas, ou seja, «quinas» do jogo de dominó!
«Pião» ou «pinhão», como é chamado em algumas partes do
Brasil, em corruptela de pião ou por ser nome alternativo pela relação formal
com a forma cónica da pinha que dá os pinhões que volteiam no ar como piões
quando expulsos dos pinheiros no êxtase orgásmico da primavera nos pinhais que
crescem nos penhascos sagrados de Pã!
O pião fazia parte dos jogos iniciáticos das festas dos rapazes dos tempos da
rusticidade de Pã.
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Figura 16: os Titãs atraíram o pequenino Zagreu com brinquedos místicos: ossinhos,
pião, carrapeta, "crepundia" e espelho.
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Figura 17: Pinha de Cibel, o que
resta do antigo frigiarium que era o Vaticano.
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De
posse do filho de Zeus, os enviados de Hera fizeram-no em pedaços;
cozinharam-lhe as carnes num caldeirão e as devoraram.
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A origem do pião é incerta ainda que se tenha conhecimento de
sua existência desde 4000 a.
C., já que foram encontrados alguns exemplares, elaborados com argila, nas
margens do rio Eufrates. (…)
también se conoce que los romanos y los griegos tenían este elemento como
juguete, de igual manera las culturas de oriente, China y Japón, quienes fueron
los encargados de introducirlos en occidente.
Obviamente que o pião não poderia ter vindo da China, que
começou a sua história entre 1700 – 1046 a. C, uma vez que já cá estava pelos menos
desde o 4º milénios A. C. desde os tempos da suméria? Enfim, chinesices de quem
tem a mania de depreciar o engenho indígena!
Nos tempos pré industriais do nordeste transmontano o pião
era feito em madeira de choupo com uma pedoa de cortar mato a partir da ponta
de um tronco facetado de maneira a formar um cone pregando-se na ponta uma
espécie de ponta de lança de ferro forjado. Este era muito mais robusto que os
comprados nos mercados e nas feira que, por isso, e por serem mais arredondados
se chamavam «pionas». Este termo tem toda a legitimidade em ser o feminino de
pião pois como este terão sido nomes alternativos arcaicos de Pã que enquanto
Pião teria a Piona por esposa que veio a ser entre os nórdicos Fiona…obviamente
aparentado foneticamente com as xuanas e com os Cónios e respectivos femininos
do sul da Lusitânia.
Assim parece que Plínio estava certo em relação à forte
tradição de Pan e Dionísio na Lusitânia. Mas não
concordamos com ele refere que “as tradições respeitantes a Hércules e Pirene,
bem como Saturno, parecem-me absolutas fábulas.
Pelo menos Crono,
na forma de Corono, era adorado como
esposo de Nabia.
Corono (Coronus) – Deus cornudo coroado nos mundos subterrâneos, está ligado à guerra e à
morte. É o esposo da Deusa Navia. Adorado pelos Calaicos.
Cronisnesi (Croni-Ense) - Uma divindade regional
adorada na Lusitânia.
Carneo (Karneios, Carneu, Carneus) – Deus adorado nas planícies
da Lusitânia por povos de origem Celta. => Coaran-Ion-Iceus - Deus dos cavalos e do
vento, adorado em Olisipo.
Saturno ó Krono < Croni(-Ense) < *Kauranu > Corono
Carneo < Karn(eios) < Karaun
< > Coaran
(Ion-Iceus).
Quanto a Hércules então, como se verá ao longo deste
trabalho, Plínio enganou-se redondamente porque a mitologia e a arqueologia
linguística revelam que os Iberos e particularmente os Lusitanos e Galaicos
eram essencialmente pastores pelo que a lenda do gado de Gerião roubado por
Hércules pode fazer algum sentido enquanto memória mítica de antigas incursões
de povos guerreiros orientais em demanda do gado semi selvagem dos campos dos
vales dos rios Tartécio (Guadalquivir) e do Tejo.
(…) A prosperidade do Santuário e a
fartura da confraria despertou a cobiça do Deão D. Francisco Pereira da Silva,
pessoa de qualidade e de hierarquia veneranda – era da Casa dos Biscainhos -
logo pensou em se apoderar dos rendimentos da novel confraria. Alegou o facto
de ser alta dignidade da Catedral Bracarense e que todos os direitos lhe
pertenciam como sucessor de Dom João da Guarda na abadia de Tenões. Dois anos
durou a luta entre o Deão e a Confraria, luta desigual, fez com que os
confrades desamparassem o templo, isto em 1710, deixando a sua administração
por não suportarem um litígio em que não podiam vencer, embora a justiça
estivesse do seu lado. Entregaram às garras do Deão tudo o que pertencia ao
Santuário e deste modo perdeu-se todo o arquivo, todas as lembranças da
primeira confraria, até os nomes dos instituidores ficaram na obscuridade. O
novo senhor absoluto da rica benesse, cuidou apenas de a recolher para seu
proveito, desprezando a devoção do templo que entrou em decadência e
esquecimento. Foram onze anos, o suficiente para a quase ruína da secular devoção.
(…) Obtido o deferimento procedeu-se judicialmente à eleição, que resultou
como eleito Juiz, Francisco de Sousa e Castro, pessoa de grande
respeitabilidade, Fidalgo da Casa Real, talvez a única pessoa que pudesse
ombrear com o Deão, intimando-o a fazer a entrega de todos os haveres da
confraria. Porém já nada existia, nem sequer havia notícia dos primitivos
estatutos e então foi lançado pregão por Campa Tangida para reunião da junta de
irmãos onde foi proposto e aprovado novo estatuto em 29 de Dezembro, estatutos
que foram confirmados por provisão de 21 de Abril de 1721, pelo arcebispo
Primaz, Dom Rodrigo de Moura Telles.
(…) Como no anterior caderno dissemos, as estátuas do Escadório dos Cinco
Sentidos foram devidas ao gesto dos Padres Jesuítas. Eles mesmo é que
escolheram o figurado, símbolos e dísticos. Foram buscar à Bíblia e à Mitologia
os exemplos, numa promiscuidade que a Mesa Censória, em Edital de 22 de Abril
de 1774, julgou indecorosíssima e indecentíssima. Disto resultou, serem caçados
os Breves com as grandes indulgências concedidas pelo Papa Clemente XIV, visto
terem considerado que essas indulgências como obtidas ob-repetício e como tal
proibida sob pesadas sanções. Estes breves tinham sido concedidos graças à
acção do arcebispo Dom Gaspar de Bragança e com o auxílio dos banqueiros de
letras romanas António da Silva Teixeira e Boaventura Miguel Aranha, o primeiro
residia em Roma e o segundo em Braga. Contribuiu esta medida para que de novo a
devoção e afluência de romeiros quase desaparecesse e, com a consequente dádiva
de esmolas. Para dar satisfação à Mesa Censória, foram mudados os nomes das
imagens e os dísticos que tinham sido aproveitados da Mitologia. Assim Argos
passou a chamar-se Vir Prudens; Orfeu – Iditihum: Jacinto – Vir Sapiens: Ganimedes
– Joseph, e Midas – Salomão. Os letreiros foram também substituídos.
A Fonte da Serpente
Nesse mesmo pátio circular
também vamos encontrar duas extraordinárias fontes, uma de cada lado da escada,
comportando na sua base um recipiente para o qual são vertidas as águas. Sobre
este encontram-se quatro cabeças de crocodilo dirigidas para os quatro pontos
cardeais. Este facto é muito significativo já que o crocodilo, nas mais
diversas mitologias, é o Senhor das Águas Primordiais. Trata-se de uma divindade
ctoniana que reina no mundo inferior, constituindo assim um símbolo das trevas
e da morte, mas também do renascimento. Neste sentido, equivale ao Seth egípcio
e ao Tifão grego. Para os Miztecas e os Aztecas, a Terra nasceu de um crocodilo
que vivia no Mar Primordial; para os Maias, a Terra era carregada às costas de
um crocodilo. É o Senhor dos Mistérios da Vida e da Morte, o grande iniciador.
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Figura 18: Fontes das
serpentes ou homenagem ao parafuso sem fim
(…)Existia antigamente uma fonte de sete
castelos (as armas de fé de Dom Rodrigo) chapéu e cordões feita por Dom
Rodrigo, com as suas armas deitando água por sete bicas com as letras
seguintes: Rodrigo, arcebispo Primaz Espanha, em ano de 1723”). De uma cruz de pedra,
embutida ou colocada sobre o brasão, de cinco aberturas, simbolizando as cinco
chagas do Senhor, uma torrente de água é recolhida numa concha. Na parte
superior do escudo ornamentado, vêem-se os instrumentos utilizados na Paixão. A
inscrição que se pode ler diz: “O infame ódio abriu estas purpúreas fontes;
aqui agora as converte em cristais”. Ao lado nasce o primeiro lanço do
escadório, em cujo pátio esta a fonte da V I S T A Nesta fonte está
representado, em meia figura deitando pelos olhos duas correntes de água, é o
sentido da vista, tendo por cima o Sol, e por baixo, no pé da taça uma águia
alusiva a êste sentido. Primitivamente por cima da fonte tinha a figura do
Pastor Argus, com os seus cem olhos, com estes versos dentro da tarja em que o
plinto assentava tinha estes dizeres: “Está sobre a iminência deste monte o
mais vigilante Argus; serás feliz se ele te tiver diante dos seus olhos”. Diz a
fábula que o Pastor Argus, tinha cem olhos, cinquenta dos quais descansavam
enquanto os outros velavam. Pelas razões apontadas anteriormente, foi esta uma
das estátuas que foi substituída, dando lugar às figura de um varão prudente,
dormindo tendo na mão um cajado. Na tarja do pedestal, os dizeres: “Varão
prudente. Toma-as por um sonho, e vigiarás”.Eccles.C. 13. – BOM JESUS De BRAGA,
Luís Dias da Costa.
Em rigor não serão sete planetas mas os deuses dos sete dias
da semana a que falta a fonte de Vénus que possivelmente será a que foi
transferida “de um outro local onde se passava injustamente despercebida para a
entrada do parque”, segundo opinião de modernos pedreiros livres (em demasia
por não terem compreendido que num santuário votado à exibição da masculinidade
a Estrela da Manhã teria mesmo que passar com menor descrição do um rasto de
estrela cadente) ou a de Júpiter que segundo o autor em referência “foi retirada e colocado noutro lugar”.
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Figura 19: Pórtico do escadório do bom Jesus
de Braga.
No entanto, se repararmos bem o Sol e a Lua são os primeiros
dias da semana e no escadório do bom Jesus estão de facto logo à entrada deste:
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Figura 20: fonte do sol na ombreira do
pórtico.
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O povo da cidade rejubilou, ele que nunca tinha visto com bons olhos a
administração do Deão da Sé. Logo após a sua posse, como Juiz da Confraria,
Dom Rodrigo de Moura Telles (alma grande em corpo pequeno), trata do restauro
do futuro Santuário. Chama para dirigir as obras, fazer o risco da nova
estância, o seu arquitecto, o Coronel de Engenharia Manuel da Silva
Villa-Lobos, pessoas que já tinha dado mostra da sua competência, quando do
trabalho da Cadeia da Relação, no Largo de São Francisco e talvez na igreja e
convento da Penha de França, na Alameda de Sant’Ana. Delineou os escadórios
iniciando-os pelo pórtico acessível por um lanço de escadas em semi-circulo,
tendo em cada lado um tanque / fontanário encimado cada um por um arco no qual se destaca no fecho a
representação do Sol e da Lua.
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(…) Ladeada por quatro esferas e
mais duas nos extremos sobre os pilares. Ainda este arco tem a ornamentá-lo o
Brasão de Fé do Arcebispo Moura Telles, o restaurador, como sabemos do
Santuário. Na parte interior do pórtico, nota-se o complemento do brasão - um
esfera armilar sobre a Cruz da Ordem da Cristo, símbolos da Ordem da qual era
membro. – BOM JESUS De BRAGA, Luís Dias da Costa.
Segundo os eruditos na matéria
este pórtico dá acesso à escadaria dos planetas que alguns relacionam com um
percurso alquímico templário herdado pela Ordem de Cristo a que o restaurador
deste templo, Arcebispo Moura Telles, era membro.
Subindo as primeiras escadarias, em
forma cónica, confrontamo-nos com um umbral que teremos de ultrapassar. Trata-se
da porta de acesso que nos recorda que a vida é dual: dia e noite, luz e
trevas, masculino e feminino, branco e preto, positivo e negativo, acção e
pensamento, ouro e prata, etc. O Sol é o espírito divino e a Lua, que reflecte
a luz solar, é a alma. Por isso, num dos pilares laterais encontra-se a Fonte
do Sol e no outro a Fonte da Lua, unindo-se ambos através do arco de fecho. Sol
e Lua são símbolos da eterna dualidade que possibilita a criação e a vida.
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Figura 21: Fonte de Diana?
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Figura 22: Fonte de Marte.
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Figura 23: Fonte de Mercúrio.
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Figura 24: Fonte de Saturno.
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Figura
25: fonte de Júpiter ou
de Vénus?
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Por outro
lado, o facto de a Fonte de Diana estar presente no início da escadaria é bem
interessante, pois um dos sinais que muitas vezes se encontra no princípio da
Obra alquímica é precisamente o arco e a flecha, indicando que se está no
caminho certo. Ouçamos mais uma vez Fulcanelli sobre o assunto: "O Artista
caminhou durante muito tempo: errou pelas vias falsas e pelos caminhos duvidosos;
mas a sua alegria explode finalmente! O ribeiro de água viva corre a seus pés;
sai aos borbotões do velho carvalho oco. O nosso Adepto atingiu o alvo. E
assim, desdenhando o arco e as flechas com que, a exemplo de Cadmo, trespassou
o dragão, vê ondular o límpido caudal cuja virtude dissolvente e a essência
volátil são confirmados por um pássaro pousado na árvore".
Supostamente o que se pensa é que:
Fonte de Diana e referenciada por ter os símbolos da mão com
besta e flecha e…a esfera armilar, que nada tem a ver com Diana.
Passando para
o exterior, está representada a Fonte de Marte, com os seus atributos
guerreiros. A fantasia do artista que a trabalhou, numa acção de criatividade e
imaginação, colocou no centro destas armas um PISTOLÃO DE PEDERNEIRA. (…)
Fora, como em todos os quadros, e ao lado, está
agora a Fonte de Mercúrio, em que as insígnias deste Deus mitológico estão
representadas por uma mão pegando no caduceu, vara de louro de oliveira, com
duas serpentes enroscadas na ponta, que era atributo de Mercúrio e insígnia dos
antigos parlamentares e arautos.
(…) A poente desta capela está a Fonte de
Saturno, sustentando na mão uma fouce.. – BOM JESUS De BRAGA, Luís Dias da
Costa.
Continuando a ascensão da escadaria
chegamos ao pátio circular onde se encontrava a fonte de Júpiter
(actualmente está no alto, próximo de um hotel). Astrologicamente, Júpiter
encarna o princípio
do equilíbrio, da autoridade, da ordem, da abundância e da preservação da hierarquia
estabelecida. Júpiter é o
deus do raio e do trovão, e é precisamente o raio que encontramos na sua fonte..
Na verdade, diz-se que “logo após a sua posse, como Juiz da
Confraria, Dom Rodrigo de Moura Telles (alma grande em corpo pequeno), trata do
restauro do futuro Santuário” significando isso que o actual é restauro de algo
mais antigo ignorando-se se da época renascentista em que a mitologia estava na
moda se de alguma tradição secular ainda presente na arqueologia do local.
Porém, à época da sua construção a mitologia já estava fora de moda sobretudo
no coração do catolicismo da contra reforma tridentina.
Na base das taças que recebem a água
destas fontes estão os cinco sentidos simbolizados pela aranha, pela águia,
pelo símio e o cão e o touro, “imitando o que dizia Santo Isidoro, ao qual se
refere o dístico: “NO OUVIR O JAVALI EXCEDE O HOMEM, VÊ MAIS O LINCE, A ARANHA
TEM MAIS TACTO, E NOS MONOSO GOSTO É MAIS SUBIDO, E O ABUTRE VORAZ VENCE-O NO
OLFACTO” Também cada estátua é uma alusão à fonte a que pertence: tudo gravado
em dísticos latinos, com alegorias poéticas que, depois por coisas que houveram
se mudaram as epígrafes no ano de 17… (depois
da questão levantada pelo Marquês de Pombal) se gravaram outras letras ao
Divino e se mudaram as letras da gentilidade em figuras da Escritura e de tudo
Esta é a primeira parte do Santuário, continuando com Alberto Feio, “legado
à posteridade pela magnificência de D. Rodrigo de Moura Telles e pelo fervor
dos bracarenses reformado e sustentado. Aqui principia o escadório dos Cinco
Sentidos, dividido em vários corpos, formados por duplos lanços, limitados por
pequenos pátios, adornados com fontes alegóricas e heráldicas, ornamentados no
estilo rocócó (uma adaptação do estilo francês rocaille ao gosto nacional).
Esta obra é ainda de Dom Rodrigo, não pode o ilustre restaurador vê-la
concluída, visto ter sido surpreendido pela morte em 4 de Setembro de 1728.
Quem terminou esta parte foi os seus sucessores na confraria com recursos
de certa maneira singular. A Companhia de Jesus, estabelecida no Colégio de São
Paulo, pretendendo monopolizar o ensino no seu colégio, intentou um litígio
contra todas as instituições que ministravam o ensino, particularmente com os
Padres da Congregação do Oratório ( Congregados ), dado que até então tinham o
monopólio do ensino em
Braga. Azedou-se a questão quando numerosos estudantes se
manifestaram em ruidosas arruaças contra os Jesuítas. Estes em réplica
conseguiram fazer prender alguns e mandá-los em levas para Lisboa,
apelidando-os de malfeitores que, com a sua acção, perturbavam o sossego da
cidade. Em Lisboa foram soltos e recambiados para Braga, mediante o pagamento
de avultadas multas. Mas os padres da Companhia, na tentativa de amenizar o
problema, pois a animosidade da população contra o que classificavam de
violência inaudita o facto de os estudantes não poderem escolher quem lhes
ministrasse a instrução, de não quiseram os Padres de S. Paulo, receber o
dinheiro. E assim resolveram entregá-lo à Confraria do Bom Jesus, para a
feitura da estuaria em pedra que ornam o escadório, pois sabendo de ante mão
que os bracarenses tinham com o Bom Jesus um carinho especial, certamente se
conformariam com esta dádivas. (…)
(…) O ESCADÓRIO DOS CINCO SENTIDOS
Como no anterior caderno dissemos, as estátuas do Escadório dos Cinco Sentidos
foram devidas ao gesto dos Padres Jesuítas. Eles mesmo é que escolheram o
figurado, símbolos e dísticos. Foram buscar à Bíblia e à Mitologia os exemplos,
numa promiscuidade que a Mesa
Censória, em Edital de 22 de Abril de 1774, julgou indecorosíssima e indecentíssima.
Disto resultou, serem caçados os Breves com as grandes indulgências concedidas
pelo Papa Clemente XIV, visto terem considerado que essas indulgências como
obtidas ob-repetício e como tal proibida sob pesadas sanções. Estes breves
tinham sido concedidos graças à acção do arcebispo Dom Gaspar de Bragança e com
o auxílio dos banqueiros de letras romanas António da Silva Teixeira e
Boaventura Miguel Aranha, o primeiro residia em Roma e o segundo em Braga. Contribuiu
esta medida para que de novo a devoção e afluência de romeiros quase
desaparecesse e, com a consequente dádiva de esmolas. Para dar satisfação à Mesa Censória, foram mudados os nomes das imagens
e os dísticos que tinham sido aproveitados da Mitologia. Assim Argos passou
a chamar-se Vir Prudens; Orfeu – Iditihum: Jacinto – Vir Sapiens: Ganimedes –
Joseph, e Midas – Salomão. Os letreiros foram também substituídos. Dom Gaspar
não desanimou e esperou altura oportuna para de novo pedir as indulgências que
atrairiam de novo ao Bom Jesus os romeiros. Morto Dom José sucedeu-lhe Dona
Maria 1ª, que afastou o Marquês, um dos maiores opositores ao sucesso do Bom
Jesus.
Ora bem, a real mesa sensória não foi senão a Inquisição ao
serviço da politica iluminista e absolutista do Marquês de Pombal pelo que a
censura contra "actos heréticos" foi substituída pela repressão
contra os jesuítas,
vistos como uma ameaça ao poder régio, por entre eles se encontrarem muitos
pensadores contrários à teoria do direito divino
dos reis.
Como se calcula, a intervenção sensória do Marquês de Pombal
terá tido pouco a ver com a catolicidade e quase tudo a ver com o ódio
particular que este grande estadista votava aos jesuítas que acusava de serem
"ímpios e sediciosos" pela simples razão de que lhe faziam
frente porque eram poderosos em Portugal desde a restauração!
A fonte de Diana faz pouco sentido mitológico enquanto
referência a planetas alquímicos porque enquanto Diana Lúcia era deusa lunar e
este astro ficou logo à estrada como esposa do sol, como ficou referido já.
Se o arco e flecha a podem identificar como deusa da caça já
a esfera armilar teriam pouco a ver com ela pelo que é bem possível que tenha
sido esta a primitiva fonte de Júpiter onde o arco de flechas tipo besta em
cabo de pistola simbolizariam os raios das tempestades de Júpiter de que a
esfera armilar seriam o símbolo da soberania urbi et orbi! De facto, o
Sagitário, signo do zodíaco, na astrologia é considerado “o domicílio do
planeta Júpiter”! Os raios são dardos flamejantes com que o deus do céu,
Júpiter Tonante, descarrega a sua ira sobre a Terra! O feixe de raios de raios
que simboliza Júpiter, Zeus e Indra é “uma espécie de grande fuso de onde saem
vários dardos em ziguezague. Às vezes esse fuso pode aparecer em forma de lança
pontiaguda, de tridente ou de outro instrumento semelhante” como a besta, por
exemplo.
Aceitando que a atrapalhação com que o arcebispo recebeu a decisão
pombalina da mesa sensória fez com que se viessem a baralhar a ordem e
significado das fontes podemos aceitar que as cinco fontes dos planetas seriam
nem mais nem menos do que os cinco dias da semana que se seguem aos dias do sol
e da lua. Na verdade, mesmo aceitando que são mesmo meros nomes de planetas é
obvio que a sua ordem não está de acordo com a astronomia clássica, que seria: Lua,
Mercúrio, Vénus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno; nem com a do renascimento:
Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno.
Solis dies = dia do Sol = prima
feria.
Lunae dies = dia da Lua = secunda
feria.
Martis dies = dia de Marte = tertia
feria.
Mercurii dies = dia de Mercúrio =
quarta feria.
Iovis dies = dia de Júpiter = quinta
feria.
Veneris dies = dia de Vénus = sexta
feria.
Saturni dies = dia de Saturno =
septima feria.
Assim a fonte de Júpiter seria a que se supõe ser de Diana e
a de Vénus a que se supões ser de Júpiter. O dia de Júpiter e da de quinta-feira
teria passado para primeiro lugar por causa da seta do bom percurso alquímico e
a de Vénus, deusa das prostitutas, foi simplesmente deslocada para parte
incerta por ser indecoroso mostra-la ao público num santuário dedicado ao Bom
Jesus. No entanto, baralhadas por atrapalhação de arquitectos e pedreiros
perante a ira pombalina contra os jesuítas ou por astúcia alquímica a verdade é
que os deuses dos dias da semana estão lá todos.
Ora, este facto não pode ser despiciendo nem um indício de
saber templário e maçónico do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles porque
seguramente que fariam parte de antiquíssima tradição do local que as obras de
restauro se terão limitado a manter com escrúpulos de arqueólogo e de garante
de continuidade de saber iniciático de arcaicas origens.
Martinho de Dume é também uma figura de capital importância
para a história da cultura e língua portuguesas; de facto, considerando indigno
de bons cristãos que se continuasse a chamar os dias da semana pelos nomes
latinos pagãos de Lunae dies, Martis dies, Mercurii dies, Jovis dies, Veneris
dies, Saturni dies e Solis dies, foi o primeiro a usar a terminologia
eclesiástica para os designar (Feria secunda, Feria tertia, Feria quarta, Feria
quinta, Feria sexta, Sabbatum, Dominica Dies), donde os modernos dias em língua
portuguesa (segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira,
sexta-feira, sábado e domingo), caso único entre as línguas novilatinas, dado
ter sido a única a substituir inteiramente a terminologia pagã pela
terminologia cristã. (…)
Martinho tentou também substituir os nomes dos planetas, mas
aí já não foi tão bem sucedido, pelo que ainda hoje os chamamos pelos seus
nomes clássicos pagãos.
Não ficou nada escrito sobre esta batalha de S. Martinho de
Dume pela criação do ritual bracarense e a abolição de elementos linguísticos
pagãos nos nomes dos dias da semana mas aceitamos que isso se terá ficado a
dever ao facto de o cultos dos deuses destes dias fazer parte, desde tempos
imemoriais, do percurso iniciático da subida do monte Espinho de Tenões. Por S.
Martinho não ter conseguido eliminar o nome destes deuses da astronomia e por o
sol e a lua serem já astros sem culto popular (por já não serem vistos como
deuses) é que as capelas dos deuses da semana do parque passaram a fontes de
planetas.
Mas seria bem assim?
Termina a primeira fase e entramos na segunda, cujo primeiro elemento é o
crocodilo e o último a estátua de S. Longuinhos. Incrível, não é?
Desta vez o umbral tem duas maravilhosas fontes serpentes.
E damos início, logo após as fontes das imponentes serpentes (de vários
metros), ao escadório dos cinco sentidos. Aqui é preciso relevar as estátuas
mitológicas antes de lhe terem mudado os nomes, e naturalmente o mito que lhes
estava associado a quando da construção da via iniciática, antes do cabido da
sé a modificar por a considerar indecentíssima e indecorosíssima:)
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Esta nova etapa começa com a fonte das cinco chagas, e tem uma frase
maravilhosa: «PURPUREOS / FONTES ODIUM / RESARAVIT / ADOXUM / NUNC IN
CHRISTALLOS HIC TIBI / VERTIR AMOR», o que em tradução de Alberto Feio dá:
«Rubras fontes abriu o ódio amargo, para ti agora o amor aqui as converte em
cristais».
Nem vou pegar na símbologia associada ao vermelho e branco, mais tarde
vermelho e verde. Porque senão nunca mais saio daqui... passemos para o
escadório dos 5 sentidos.
1ª fonte dos sentidos:
Fonte da Visão. Símbolos: sol e águia – visão. Mitologia: Argos Panoptes.
Latim: «Eu vejo uma vara vigilante», «Aqueles que, feridos, a olhavam,
saravam».
2ª fonte dos sentidos: Fonte da Audição. Símbolos: boi/touro – ouvidos.
Mitologia: Orfeu. Latim: «Ao meu ouvido darás gozo e alegria», «Tua voz soe aos
meus ouvidos».
3ª fonte dos sentidos: Fonte do Olfacto. Símbolos: cão – nariz. Mitologia:
Jacinto. Latim: «Varão sábio. Dai flores como o lírio e rescendei suave
cheiro», «Percebeu o Senhor um suave cheiro», «A tua estatura é semelhante a
uma palmeira... e o cheiro da tua boca é como o das maçãs».
4ª fonte dos sentidos: Fonte do Paladar. Símbolos: macacos – boca.
Mitologia: Ganimedes. Latim: «Provei um pouco de mel na ponta duma vara; e eis
porque morro...», «Prova o pão, e não nos abandones, como o pastor no meio dos
lobos».
5ª fonte dos sentidos: Fonte do Tacto. Símbolos: aranhas - mulher, cântaro.
Mitologia: Midas. Latim: «As minhas entranhas estremeceram ao seu toque»,
«Tocou a minha boca», «Chega-te a mim, meu filho, para que te toque».
Mais do que uma via iniciática, quase parece tântrica, não?
Há ainda a assinalar, relativamente ao escadatório dos cinco sentidos, que
em todas as suas fontes encontramos a presença de cinco interessantes castelos
ou torreões formados por quatro taludes e uma porta. Fulcanelli diz-nos o
seguinte a propósito da representação do Athanor alquímico: "Os fornos
estão representados como se fossem torreões com os seus taludes, as suas
ameias, as suas seteiras". O Athanor é o seio no qual se juntam os quatro
elementos (torreão quadrado com quatro taludes) que são zelosamente vigiados
(as ameias) com o objectivo de alcançar a obra (seteiras), permitindo a
libertação do quinto elemento (a porta).
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Figura 26: A Fonte do Pelicano, localiza-se no centro da Praça do
Município em Braga.
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Figura 27: Cascata
da Fénix ou do Pelicano.
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Faltam as outras 3 fontes, não as actuais fontes das virtudes, mas as que
deveriam estar lá e foram colocadas noutro sítio...
A esquecida Fonte do Pelicano.
A fonte de estilo maneirista-joanina é da autoria do escultor Marceliano de Araújo. Originalmente encontrava-se nos jardins do Paço Arquiepiscopal Bracarense.
Ao fundo da praça vemos o pelicano a alimentar os filhos numa árvore de
três níveis, que já não é fonte.
Fonte de
Hércules, por detrás da igreja que culmina a escadaria, encontramos no bosque
aí existente uma magnífica fonte, cujo nome se desconhece: montado sobre um ser
bestial, um homem empunha na mão direita uma maça e na esquerda um escudo com
um quincôncio gravado.
E, por
último, a fonte da origem. Possivelmente seria para estar no cimo da
escadaria... mas, agora, para a encontrar só penetrando mais profundamente no
bosque, onde a encontramos num enorme rochedo no cimo do qual um homem crava
uma lança na rocha, daí brotando a água original. Infelizmente, já não há lança
nem água... mas ainda representa a fonte da origem.
--
http://peregrinar.blogspot.com/2008/09/o-mito-de-hrus-osris-e-sis.html
Enfim…como nada sabemos sobre a arqueologia original do
parque apenas podemos especular que a actual mitologia do parque do Bom Jesus
não terá aparecido por mero acaso.
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Figura 28: fonte de Hércules. Figura 29:
Baldaquino ricamente trabalhado em rococó qual manifestação escondida no
bosque do triunfo de Hércules.
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O equivalente gróvio de Melicartes cartaginês seria
provavelmente o deus Turiaco na estranha variante gentílica Turolici…ou simplesmeste
o mais bem conhecido Cario-ceco.
Turiaco (Turiacus, Turiago,
Cosus Turiacus) – Deus muito poderoso venerado no norte da Lusitânia pela tribo dos Gróvios
Calaicos. É o Deus do Poder, é o Senhor da Guerra e o Rei do Povo que o adora.
Turolici - Divindade adorada pelas
tribos Calaicas.
Turolici < Turolico < Turcaulio >
turcolento ó Hércules.
Ma-Cario (Macarius, Magario)
– Deus
da nutrição e protector da natureza. Está ligado também aos ciclos das
estações, principalmente do Verão como Vertumno. Na mitologia Lusitana é também
um Deus naturalista da caça, da beleza e da fertilidade; é uma divindade
instintiva e ciumenta; era o Padroeiro dos casamentos, dos jovens e dos
viajantes. Equivalente a Himeneu / Hermes / Apolo…ou a Hércules?
Cario-cecus
ou Mars Cario-cecus era o deus da guerra na mitologia lusitana. Era o
equivalente lusitano para os deuses romanos Marte e para o grego Ares.
Os lusitanos praticavam sacrifícios
humanos e quando um sacerdote feria um prisioneiro no estômago fazia previsões
apenas pela maneira como a vítima caia e pela aparência dos intestinos. Os
sacrifícios não estavam limitados a prisioneiros mas também incluiam animais,
em especial cavalos e bodes. É o que diz Estrabão, "ofereciam um bode, os
prisioneiros e cavalos". Os lusitanos cortavam a mão direita dos
prisioneiros e as consagravam a Cariocecus.
Maran-Dico (Marandicus)– Deus máximo e montanhoso
adorado por algumas tribos de Calaicos. => Marão.
Mir-Obieo (Mirobieus,
Mirobico) – Divindade adorada por tribos Lusitanas do centro. < Miro-Brico,
deus de Miróbriga e por isso possivelmente e apenas Milober,
senhor da cidade como Melicer e Melcartes.
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Figura 30: S. Salvador do Mundo, continuação
de santuário rupestre de S. João da Pesqueira.
Há um aspecto no nome do Bom Jesus que aponta para o facto
de estarmos em presença de uma tradição muito antiga e que o facto de Braga se
reclamar da primazia sobre as Espanha pode ter a sua razão que o mito de
Santiago de Compostela pode ser um mero indício. Por alguma razão que se perdeu
no tempo, Santiago, irmão de S. João veio refugiar-se em Braga onde existiria
uma comunidade judia possivelmente muito antiga desde o tempo da colonização
fenícia e do domínio dos barcaros (e so depois brácaros com os romanos que
odiavam os barcas) que se calhar até deram nome a Braga se é que não retiraram
dele o gentílico. Na verdade o culto do Bom Jesus e a tradução literal do culto
do Bom Salvador do Mundo.
Jesus | Cristo = Cresto = Bom | = Bom | Jesus = Jeshua = Soter = Salvador.
A utilização da terminologia popular de Bom Jesus como
possível significado original de Jesus Crestos ou de Crestos Savator sugere uma
tradição cristã minhota muito primitiva, precisamente do tempo do cristianismo
judaico liderado por Tiago de Jerusalém. Esta tradição iria de Matosinhos a
Braga ou seja, seria comum ao rito bracarense. Por sua vez, seria correlativa
do culto de S. Salvador do Mundo, título estranho que implica uma ideia de
Cristo como Santo e não ainda como Deus, como só veio a acontecer depois de
Constantino. No Brasil a tradição do Bom Jesus de todas as misericórdias anda
sempre associado ao de S. Salvador. O culto do mundo cristão é tão limitado aos
povos latinos que se pode quase arriscar que serão todos de origem galaico-portuguesa.
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Figura 31: homenagem se ao Bom Jesus de S. Salvador da Baia.
Conta-se que Santiago, um dos apóstolos de Cristo teria
visitado o noroeste da Península Ibérica em 44 d.C. Uma das suas visitas terá
sido à Serra de Rates, no actual concelho da Póvoa de Varzim. Durante esta
visita, o apóstolo terá ordenado bispo São
Pedro de Rates, tornando-se este último o primeiro bispo de Braga.
Isto terá sido um mito, dado que está provado que Santiago
terá celebrado a Páscoa em Jerusalém nesse mesmo ano.
Mítico ou não a verdade
é que a tradição aceita uma cadeia de bispados sem interrupção desde São Pedro de Rates, quiçá um plagio de S. Pedro de Roma. Segue-se-lhe São Basílio de Braga, de 60 a 95 e Santo Ovídio.
Segundo as hagiografias do século XVI, era um cidadão romano
de origem Sicíliana. A tradição afirma que foi enviado para Braga, Portugal,
pelo papa Clemente I, onde foi o terceiro bispo no ano 95. Foi mártir pela sua
fé cristã no ano 135.
No ano de 44 da era de Jesus Cristo,
passeava pela praia de Matosinhos um ilustre cavaleiro da Maia, Caio Carpo
Palenciano, com a sua mulher Claudina e vários parentes e amigos. Cavalgava o
grupo pelo areal quando alguém vislumbrou uma barca que se dirigia para norte.
Os cavaleiros e as damas pararam todos para apreciar o ritmo e a beleza da
embarcação, quando inexplicavelmente o cavalo de Caio galopou para dentro do
mar, apesar de este o tentar evitar, como se fosse obrigado por uma força
desconhecida. Cavalo e cavaleiro imergiram no mar e desapareceram para
ressurgirem perto da barca, para onde subiram cobertos de vieiras. Quando
perguntaram à tripulação o motivo deste fenómeno e qual a razão da sua viagem,
estes explicaram que eram discípulos cristãos de um homem chamado Tiago. Tinham
fugido de grandes perseguições, levando o corpo do seu Mestre para terras de
Espanha, onde Tiago tinha pregado o Evangelho. Segundo estes homens, o fenómeno
ocorrido com Caio e o seu cavalo poderia ser explicado pelo facto de ele ser um
escolhido de Nosso Senhor. As vieiras eram o sinal de Santiago que queria ver
Caio abraçar a lei de Deus. Comovido, Caio foi ali mesmo baptizado com água do
mar e, quando voltou para junto dos seus familiares e amigos, a todos converteu
com o extraordinário feito de Santiago.
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Figura 32: Bom Jesus de Matosinhos.
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Figura 33: Basílica do Senhor Bom Jesus de
Matosinhos. Congonhas - Minas Gerais.
http://peregrinar.blogspot.com/2008/09/o-mito-de-hrus-osris-e-sis.html
Fonte: IPPAR, Artur Ledesma
-- Percurso alquímico na escadaria do Bom Jesus de
Braga, José Ramos, Investigador e Director da Nova
Acrópole Coimbra.
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