NUMÂNCIA

(In Nomine Dei) Mitemologia racional Estudo comparado da nomenclatura, etimologia & fenomenologia mítica

PTÁ, o Deus Pai que também morreu, por arturjotaef

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Na Mitologia Egípcia Ptah, Tanen, Ta-tenen, Tathenen ou Peteh é o deus criador e divindade patrona da cidade de Mênfis. É um construtor.

Ao contrário de Seker, outro deus construtor, Ptah está associado às obras em pedra. Ápis era seu oráculo. Mais tarde, foi combinado com Seker e Osíris para criar Ptah-Seker-Osiris. Ele é marido de Sekhmet e, por vezes, de Bastet. Seus filhos incluem Nefertem, Mihos, Imhotep e Maahes. Em alguns mitos, é o criador de Rá. Nas artes, é representado como um homem mumificado com as mãos segurando um ceptro enfeitado com ankh, was e djed (símbolos da vida, força e estabilidade, respectivamente).

Ptah, egípcio ptḥ, provavelmente pronunciado como Pitah em egípcio antigo.

Mais do que a relação significante de símbolos que seriam a segunda leitura de artifícios formais consagrados pela rigidez das modas ancestrais importa saber que resultavam do trabalho artesanal sobre um bastão de idoso com poder de pastor que na origem teria sido um mero ramo rasgado duma árvore, quiçá a mais primitiva defesa do homo erectus.

As raízes semânticas dos símbolos do bastão de Pta podem parecer estranhas e obscuras para a nossa linguagem mas o ankh reporta-nos para o deus criador sumério Enki, o Was para um dos seus nomes, Bes, esposo da felina Bastet, e o djed, se não revela a raiz de origem pelo menos deixa transparecer a raiz que ficou no verbo português de «jazer» em estabilidade tumular.

Figura 1: Ptah na roda do oleiro criando o «ovo cósmico primordial de que nasceu o pássaro Benu ou preparando o barro da criação do Homem ou o próprio Rê, o sol!

Worshipped in Memphis from the earliest dynastic times (c.3000 BC), Ptah was seen as the creator of the universe in the Memphite cosmology. He fashioned the bodies in which dwelt the souls of men in the afterlife. Other versions of the myths state that he worked under Thoth's orders.

O lado criador de Pta é, obviamente, a variante egípcia do patriarcado emergente.

Existe portanto uma estreita relação de cumplicidade cosmológica entre Toth e Ptah. A correlação ofídia da deusa mãe com Ptah / Toth pelo étimo tan- pode ser descoberta precisamente na relação étmica do nome de Ptah com o nome da deusa Neith, a verdadeira deusa mãe criadora do neolítico.

Memphis (Heb. noph, moph, Copt. menphe, memphi, Gr. Memphis). The first capital of united Egypt (c. 3200 B.C.) south of modern Cairo. Legend ascribes the founding of the city to Menes, the traditional first king. The original name of the city was "The White Wall." Later it was called Men-nefer-Pepi, after the name of the pyramid of Pepi I of the Sixth Dynasty; it is from this name that "Memphis" is derived. -- From The Alpha and the Omega - Chapter Four,by Jim A. Cornwell, Copyright © 1995, all rights reserved. "THE REVERSE SIDE OF NARMER’S PALETTE (Fig. seen below), THE UPPER, FIRST, SECOND AND THIRD REGISTERS".

Figura 2: Ptá  forma com Sekhmet, sua esposa, e Nefcrtun, seu filho, a Tríade Menfita

In its third meaning, where physical seduction is present, Târâ is a buddhist mantra of the Mahâyana or Vajrayanâ sect. Here the mantra takes the form Om Hrim Strîm Hûm Phat. The sound symbol Phat is very important. It is an explosive sound and symbolizes the piercing of the darkness by light. – [1]

At the epoch when Ptah and Neith were associated as the Great Divine Pair, Egyptian priests and scribes enjoyed many verbal and written play-on-words. They remembered that another name of Ptah was Ten (who was in fact another old god of the earth, who was also confused with Phah - late Egyptian beliefs became extremely complicated). The name Ten was important, since it was symmetric of Neith (Net): T-N and3 N-T. The scribes of this epoch wrote Ptah's (= Ten's) name with the hieroglyphs of scarab (T) and of vulture (N), and Neith's name with the hieroglyphs of vulture (N) plus scarab (T).[2] (...)

Ptah was a god of Memphis, the old capital where the pharaohs were crowned. He was originally a god of the earth: ta was the Egyptian word for "earth." Ptah was also a divine craftsman. These two characters enabled him to be attributed with the modeling of man and woman from clay, as the scarab was a modeler of dung. The scarab hieroglyph, in addition to kheper and neter, could also be read ta "earth" or "Ptah." In the Egyptian late period, Ptah was often represented as the older Khepri, wearing on his head the scarab who wrote his name. Hence, the scarab was another representation of Ptah, as was Ptah confused with Osiris- god of the dead during that epoch. [3]

Atena < Anath > Neit e

Ptah < Peteh < *Pete-co < Phtako > Ptá < Pitah < Phita ó *Phiat < Phiash

                                              > Hid. (dyaus) Pitá.

*Pete-co < Phekeku < Kekiku ó Kikasku < Kiast > *Phiash > *Ki-at.

Neptuno < Ne-Phi-(A)tu(m)-no ó Ne-Phi |+ ur| -Atum(-no) > Nefertem.

=>Ptah-nu > Ta-ten + an > Ta-ten-| < Tathen-| en.

                                  > Haten > Aten < Atum(no).

En la primera religión védica (previa a la religión hinduista) Diaúsh Pitá o Diaúsh Pitrí era el Padre de los Cielos, esposo de Prituí (la Tierra) y padre de Agní (dios del fuego) e Indra (dios del cielo). Los detalles del mito son confusos, pero parece ser que Indra mató a su padre Diaúsh Pitá arrastrándolo por un pie y haciéndolo caer desde el cielo (según el Rig-veda 4.18.12). En este sentido Diaúsh Pitá sería la contraparte del dios griego Crono (asesinado por su hijo Zeus).

(…) Sus orígenes se pueden trazar desde el dios del cielo Dieus (en la religión protoindoeuropea) quien aparece en el idioma griego como Zeus pater (genitivo diòs, y acusativo día), en latín como Júpiter (IúPiter, que en latín arcaico era Iovis Páter: ‘padre del cielo’), en eslavo como Div, y en la mitología germana y noruega como Tyr, Zir o Ziu.

Mas qual religião proto indo-europeia qual carapuça! Qualquer que tenha sido a cultura que criou o mito que precedeu o Pitah egípcio e o Pitá védico é mais arcaica que a civilização Egípcia e, por isso, muito para além do que se supõe ser a origem do mito indo-europeu. Obviamente que o mito indo-europeu só subsiste porque a catástrofe da Atlântida e o mito do dilúvio destruíram os elos de ligação que existiram necessariamente entre as religiões arcaicas e as grandes civilizações do crescente fértil porque de uma coisa não há dúvida: a religião, como tudo o que é cultura, só floresce onde existe prosperidade e fartura de meios ou seja, elevado nível de civilização como parece ter sido o da mítica Atlântida mesmo baixando alguns graus o nível de expectativa próprio de uma civilização real face à sua ideia mítica em comparação com as que sobrevieram no crescente fértil! É óbvio que só o preconceito anti-semita não deixa ver que a cultura dita proto indo-europeia não é mais do que uma herança crioula dos povos dos subúrbios das grandes civilizações minóica, do crescente fértil e da civilização do Vale do Hindu. De resto, tanto o paradigma de desenvolvimento como de foco de origem não deixa margem para dúvidas de que os centros de civilização partiram sempre dos impérios e civilizações criados à volta e ou nas ruínas destas civilizações apenas a partir da eterna apetência dos povos limítrofes que, embora menos civilizados, eram por isso mesmo mais ambiciosos e aguerridos como se verificou sempre até à ultima da invasões bárbaras.

Bom, é mesmo necessário provar que o Pitah egípcio e o Pitá védico ou são a mesma entidade ou têm origem comum?

Se o Pitah egípcio não era explicitamente o “pais do céu” bem o poderia ter sido porque era na verdade seu sustentáculo enquanto Ax-pt!

 

Ver: OS DEUSES OFÍDIOS (***)

 

Tomado en su conjunto, el bajorrelieve se lee Pth-Ptah-. Una forma de escribir este nombre muy corriente entre los juegos de escritura del momento, es esta  que sirve de soporte, reconocible aún, a todos los desarrollos y escenificaciones del bajorrelieve. En esta escritura vemos al dios menfita en la función de Shu como Ax-pt -"que eleva el cielo", rasgo distintivo del dios creador y organizador que fue, ya desde el Imperio Nuevo, asumido por Ptah y generalizado después. El más acertado comentario sobre este criptograma nos dice cómo los signos intentan describirnos la soberanía de Ptah, el dios creador, sobre su creación en la división, siempre tripartita, que de ella hacían los egipcios: aquí, el cielo, (p), el espacio intermedio (H), y la tierra (t), abajo. Todo lo cual es congruente con la hímnica y encuentra un eco en este bajorrelieve, también a tres niveles.(...)

Consideremos, por ejemplo, algunos versículos del gran Himno a Ptah del Museo de Berlín, nº 3048, de época ramésida, que nos presenta a un Ptah con los rasgos solares que habría de conservar desde el Imperio Nuevo hasta el final de la cultura egipcia. En su función de Shu, , ax-pt, tenemos aquí a la misma figura de nuestro bajorrelieve por cuyos brazos se eleva en el cielo el sol, Ra, al que los círculos menfitas trataron de considerar a toda costa, como a hijo de Ptah:

"Tú alejas el cielo según su (de Ra) deseo, sin cesar más alto, sin cesar más lejos.

El se eleva sobre tu cabeza y se pone sobre tus brazos.

"Tus pies están sobre la tierra, tu cabeza en el cielo superior.

Tú elevas la obra que has hecho apoyándote solamente sobre tu propia fuerza,

elevándote a ti mismo por la solidez de tus brazos.

El cielo está sobre ti y la Duat debajo de ti" [4]

Se Ptah era Chu, que era Enki/*Kius na Suméria... então,

Ax-pt = Ash-pit > *Chu-Phita > *Chu-Pite = Te-Shupi > Teshup.

                                    «Áspide» <= Shupite + Ur > Jupiteur > Jupiter.

 

Ver: CHU (***)

 

Depois, se Diaúsh Pitá foi morto pelo filho Indra, os registos egípcios não referem explicitamente algo semelhante a respeito de Ptá a verdade no entanto é que os egípcios o representam como deus mumificado ou seja, como, morto como Ósiris.

Finalmente, se nem Sekhmet nem Bastet se assemelham foneticamente à esposa de Diaúsh Pita, Prituí / Pritiví, a verdade é que existem indícios de semelhanças semânticas e fonéticas estranhas e insuspeitas entre Ptah-Tenen e Prithuí Tattua..

En el marco del hinduismo, Prituí o Pritiví ou (‘Madre Tierra’) era el nombre de la diosa del planeta Tierra y una diosa madre. Según una tradición es la personificación del planeta Tierra, y según otra es su madre, siendo prithuí tattua, la esencia del elemento tierra. (…)

Tatenen: (Tathen, Tanen, Tenen, Ten) "Exalted Earth". A primeval Egyptian earth-god who represents the mound (or hill) that arose from the primordial water. He is represented with the horns of a ram and wearing a crown with feathers. At Memphis he was connected to Ptah (Ptah-Tenen) in his aspect as a creator god, and also with Horus. As a vegetation god, he could be portrayed with green skin.

Mesmo assim, Sekh-Met partilha a ultima raiz com a primeira de Mata-Pri-tiví…e esta possivelmente a ultima com a primeira daquela!!!

Mata-Pri-tiví < Ma-at > Mut | Phry < | Kur-Kiki > Mut (Kur)-Kiki.

Sekh | Seshe | < Keke- | Met < Mut | > Keke Mut = Mut (Kur)-Keke.

Tenham sido as voltas que a fonética tenha dado a verdade é que sendo ta = «terra» então ta-ten-en (redundância enfática de Taten) seria evolução de *Ki-at-An de que acabaria por derivar o nome de Ptah!

Tanen < Tan-an, lit. “deus das cobras” ou “deus cobra (macho)”.

Sekh-met < Kiki-Amat.

Por outro lado, Tanen não faz mais do que relacionar este deus com as deusas felinas das cobras e do primeiro fogo Bast / Bastet e depois Sekh-met, se é que esta não é uma mera variante semântica daquela.

Obviamente que o lado leonino de Sekh-met, suavizado em felino por uma bebedeira de cerveja, corresponde à tradição da Grande Deusa Mãe guardada pelos dois leões das portas do sol, da tradição neolítica e anatólica.

Por fim, é óbvia a inderterminação insanável, senão no plano da plenipotensialidade mítica pelo menos no do paralelismo da mitologia indo-europeia, de Iovis Páter / Indra ter morto seu pai Saturno / Diaúsh Pitrí.

In the nineteenth century Friedrich Creuzer claimed, based on Herodotus, that the Kabiroi were the seven planetary rulers, the sons of Phthas-Zeus, the primordial father: a "one into seven" augmented hebdomad. Against him, F. W. J. Schelling (Brown, ST) argued that they were an ascending series, of which Zeus was the culmination: a "seven into one" augmented hebdomad. "They were thought to be magicians who guided the transcendent world into everyday reality" (Pagel & Winder 1969, 125), much as the Astral Woman does. (There is a passing reference to the Kabiroi in Goethe's alchemically-inspired Faust, Part II, ll. 8071-7.)-- Pythagorean Tarot homepage.

Pois bem, existe ainda a possibilidade de Pth / Ptah poder ter sido *Phaut ou Pauth > Paut em relação com o étimo grego da água, Pot-. Esta via passaria por Pha-, raiz grega da luz dos faróis e do nome do deus protágono, Pha, seguramente o mesmo que Ptah.

*Kiat-An => Phiat, Ptah < Phah < Phat < *Phiat

> Phiot > Thot, a lingua de Ptah > *pot- .

             > Wiyot

The Pueblo Indians and the Luiseños turned migrants in imitation of the Twins. They thus attempted to reach the Center of the Earth where their god, Wiyot, had hidden himself after he died. Wiyot was the first of all men to die, and his death taught his people the example. In fact, Wiyot later resurrected as the New Moon, and became immortal. -- Twin Myths from around the world, Rachael Ndi.

Duma forma quase enternecedora descobrimos, pela análise etimológica comparada das mitologias, que restos de crenças arcaicas podem ter sobrevivido em mitologias recolhidas em tempos recentes muitas vezes reportando-se a crenças anteriores aos panteões mais antigos da idade histórica. Assim, confirmamos que a mitologia Egípcia recolhida nos textos escritos que nos chegaram terá sido intensamente deturpada por um processo de digestão intelectual levada a cabo por sucessivas gerações de hordas de sacerdotes imaginativos que em vão procuravam entender à luz dos tempos do antigo Egipto um passado arcaico importado de origem incerta.

O facto de Ptah aparecer representado mumificado como Osíris comprova que estes terão sido originalmente o mesmo deus que deu origem ao Wiyot do mito navajo levado para além-mar (com todas as crenças comuns do mediterrâneo oriental, particularmente a mumificação) por marinheiros mediterrânicos, fossem porque perdidos em naufrágios no mar Atlântico, fossem porque ali chegaram premeditadamente, quanto mais não forra em busca do túmulo do sol poente do mesmo deus de morte e ressurreição ou fugido à desgraça da terra natal.

A correlação de Ptah com Osíris é tão imperativa quanto a do boi Apis com Mnevis, por exemplo.

Fosse como fosse, o conceito de Pot, se não andou directamente relacionado com Ptah andou relacionado com o «poder» mítico que veio a degenerar no poder comum da tradição latina.

(Spelled paut in earlier textbooks.) The natur are most often encountered in groups or families, known as Pot, and referred to in translation as the "pantheon or Ennead of gods." Pot is translated, most simply, as "bread," although bread is only the beginning of the meaning of Pot. It is one of the most complex concepts in the ancient world. The Pot is expressed in terms of two groups of natur, known as the "Lesser and Greater Pot." The Greater Pot consists most often of Osiris, Isis, Ra, Thoth, Horus, Sutek, Nepthys, Shu, and Tafnut in various combinations. The group comprising the Lesser Pot varies more in personnel, but the basic premise is that the divine forces of the soul interact and work together within the world. The Greater Pot are the divine metaphors of the living soul within; the Lesser Pot are of the space/time world in which the fleshly garment of the soul lives. (...) These mysterious relationships of bread, clay, and flesh are the basis of the bread metaphor of The Pot, the holy pantheon of The Children of The Sun. The echo remains today in our word for such clay vessels: "pottery."-- WALK LIKE AN EGYPTIAN, A MODERN GUIDE TO EGYPTIAN PHILOSOPHY AND RELIGION by Ramona Louise Wheeler.

O autor do texto, WALK LIKE AN EGYPTIAN, mantém entanto a sugestão de que o conceito teria andado relacionado com algo que tanto podia ser relativo aos «potes» de barro como com o seu conteúdo aquoso, tal como o sugere a tradição grega. Em qualquer caso, a figura 2 não deixa de ser elucidativa ao referir Ptah como um deu “paneleiro” e criador, ou seja com características que o colocam na esfera de Enki de tal modo que Ptah + Poth º Enki.

Em capítulo próprio se desenvolverá o conceito do étimo pot- relativo ao nome dos deuses da água com que Ptah andou relacionado, como o revela o nome da estranha divindade compósita Ptah-Nu, , de que derivaria Neptuno!

 

Ver: NEPTUNO (***)

 

«Egipto» < Gr. Aigyptos <= *E-ki-Pht-us.

Na verdade, Egipto significaria *E-ki Phitus, literalmente «terra do santuário de Phiat / Pta. Pois bem, como é possível pressupor que Pitom = Phi Atum < Phiat An, é seguro que estamos perante formas fonéticas do nome do deus cobra solar e campeão da Terra Mãe, criador primordial da cosmologia Heliopolitana.

Atum Primeval Egyptian god, creator of heaven and earth. Evening aspect of the sun god Re, representing the setting sun. The two were later syncretized as the god Atum-Re. His principal cult center was at Heliopolis. He was represented by the black bull Mnevis, bearing the the sun disk and uraeus (snake) between its horns.

De resto, como *phi-a-tan (Ki ash an) significa, por sua vez, literalmente fogo «sexual» do céu sobre a terra é obvio que estamos em presença dum deus fálico em cujos símbolos se tropeça por todo o lado no Egipto. Segundo alguns autores este deus fálico seria Ptah.

Apis - An early deity, probably the best known Egyptian deity represented only as an animal, and never as a human with an animal's head. Apis was most closely linked with Ptah, and his cult center was Memphis. He was primarily a deity of fertility. He was represented as a bull crowned with the solar disk and uraeus-serpent. A sacred Apis bull was kept in Memphis, and there is a great mass burial of Apis bulls, the Serapeum, located there.

Assim, por intermédio de Apis e Mnevis, Ptah era Osíris que, sendo o Nilo e o Oceano, era Enki e Urano.

Para os clássicos ele foi identificado com Hefesto por meras razões superficiais de culto, porque sendo um deus “paneleiro” e criador era também arcaico e primitivo como caberia a um deus do fogo. Mas também a fonética o indiciava!

Hefesto < Ke-phi-| asto < Ash < At | < Ki | Phiat > Pta.

'This god, they say, puts forth from his mouth an egg, from which is born a god who is called by themselves Phtha, but by the Greeks Hephaestus; and the egg they interpret as the world. -- Praeparatio Evangélica, Eusebius Pamphili of Caesarea.

Ptah < Phtha < *Phiat ó Pot-

                                       ó *Ki-ast ó Kaka-ish > He-Phaisto > Hefesto.

                                                           > Vesta > Hesta.

 

Ver: O MITO DO PARAISO PERDIDO (***)

 

The possible meaning of Ptah’s name comes from a Hebrew word meaning to open (path) – Ptah opened mouths of gods and kings as well as the dead. He is also a sculptor (Hebrew: pittuah – the thing made). However, these verbs appear much later and scholars are divided regarding the etymology of Ptah.

Obviamente que o nome de Ptá nunca poderia derivar do Hebreu porque neste assunto a ordem cronológica dos eventos é inversa. No entanto é bem possível que os termos hebreus derivem do nome deste deus que possivelmente criaria com a mera acção da palavra ou seja, abrindo a boca. Assim, uma dos nomes perdidos deste deus seria Ftá / do “Fiat Luz” e então seria próximo da «nafta» e de Néftis com quem teria feito parelha em época arcaica como Ísis fez com Osíris explicando-se assim a semelhança de ambos estes deuses mortos e mumificados. Osíris ficaria reduzido ao olhar do sol que cria, guarda e tudo vê enquanto Pta / *Ftá seria o deus lunar da boca que fala e tudo cria!



[1] http://www.frontiernet.net/~kvenkat/Guruji.

[2] Beetles as religious symbols by Yves Cambefort, (bibliography) - Paris, France.

[3] Beetles as religious symbols by Yves Cambefort, (bibliography) - Paris, France.

[4] EL CIRCULO DE ORO DE URESH-NEFER, por Antonio Hernández Marín - E-mail: her@lander.es

Publicação: segunda-feira, 7 de Novembro de 2011 23:37 por ajotaef

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About ajotaef

Filho de Sabino Felisberto e de Clotilde Amélia Ribeiro, natural do Alto Douro, nascido a 24 de Setembro de 1951 na freguesia de Seixas do concelho de Vila Nova de Foz-Côa do Distrito da Guarda. Casado e pai de três filhos. Fez a instrução primária na Escola Primária de Seixas. Ingressando de seguida no Seminário Menor da Ordem dos Padres Missionários do Espíritos Santo, fez os estudos secundários em Godim-Régua, onde conclui o 2º.ano e concluiu o 5º.ano liceal em Fraião-Braga. No mesmo estabelecimento, frequentou o 3º.ciclo onde conclui o 6º.da secção de Humanidades Clássicas. No ano de 1968 matriculou-se no Liceu Nacional de Lamego, na secção de Ciências Fisico-Naturais, vindo a concluir o 7º.ano a 7 de Julho de 1970. Matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1970. De 24 de Outubro de 1973 leccionou Ciências Naturais e Higiene na Escola Secundária da Marinha Grande, serviço que abandonou 4 anos depois em 30 de Setembro de 1977. Licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1978 e é titular da Cédula Profissional nº 23853/C-5134 da Ordem dos Médicos da zona Sul. Tem Curso superior de Climatologia e Hidrologia, da Faculdade de Medicina de Coimbra, de 30 de Outubro de 1979. Tem Curso superior de Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública, concluído a 22 de Novembro de 1985 Possui o Grau de Assistente de Saúde Pública desde 22 de Novembro de 1985, ocupando o lugar de Subdelegado de Saúde e Autoridade Sanitária no Concelho de Marinha Grande. Tem o Curso Superior de Medicina Legal, do Instituto de Medicina Legal de Coimbra, de 1990. Tem Curso superior no I Curso de Pós-Graduação Sobre Peritagem Médico-Legal no Âmbito da Reparação Civil do Dano Pós-Traumático, do Instituto de Medicina Legal de Coimbra, de 11 de Outubro de 1991 De entre outras das suas actuais funções, são de salientar as de: Perito Médico do Tribunal da Comarca da Marinha Grande e Leiria. Presidente de Comissão do Serviço de Verificação de Incapacidades Permanentes da Delegação Regional de Segurança Social de Leiria. Especialista em medicina do trabalho pela ordem dos médicos desde 2001.