POSEIDON / DAGON
La primera ocurrencia conservada del nombre, escrito en lineal B, es Po-se-da-o o Po-se-da-wo-ne, que corresponden a Poseidan y Poseidawonos en griego micénico; en griego homérico aparece como Ποσειδάων (Poseidaōn); en eólico como Ποτειδάων (Poteidaōn); y en dórico como Ποτειδάν (Poteidan), Ποτειδάων (Poteidaōn) y Ποτειδᾶς (Poteidas).
Los orígenes del nombre «Poseidón» no están claros. Una teoría lo divide en un elemento que significa ‘marido’ o ‘señor’ (Greek πόσις (posis) y otro que significa ‘tierra’ (δᾶ (da), dórico para γῆ (gē)), obteniendo algo como ‘señor o esposo de la Tierra’, lo que lo relacionaría con Deméter, ‘madre de la Tierra’. Walter Burkert considera que «el segundo elemento da- permanece desesperadamente ambiguo» y encuentra la interpretación ‘consorte de la Tierra’ «bastante imposible de demostrar».
Como o linear-b era grego micénico a informação “Po-se-da-o o Po-se-da-wo-ne, que corresponden a Poseidan y Poseidawonos en griego micénico” é redundante. Seguramente o que se pretende dizer é que a fonética correspondente em grego arcaico pré homérico seria o que se pretende como sendo grego micénico. Como temos pouca informação tanto de uma como de outras escritas até poderemos aceitar que estamos apenas perante variantes do nome de Poseidon em vários dialectos tal em tempos micénicos como depois em tempos clássicos. O facto de existirem tantas formas em dialecto do nome deste deus só comprova a sua antiguidade e universalidade no mundo grego antigo bem como o seu poder bem adaptado a insularidade e à longa e sinuosa linha costeira dos limites do mar Egeu que foi tanto o sustento como a ponte de ligação entre as diversas ilhas e comunidades peninsulares ciosas tanto das suas singularidades como da universalidade do que partilhavam no essencial. O culto pelo deus dos mares faria parte desta ponte de denominador comum entre os diversos povos do mar Egeu. A forma micénica seria então ainda próxima da cultura minóica e cicládica.
Micenic. Po-se-da-o < Poseidão(?) < [Po-se]-[da-wo-ne]
< Pote-| Dakon > DAGON |.
Assim sendo pode concluir-se que bem enganados têm andado os académicos que queimam as pestanas a estudar o deus Dagon entre os sírios e semitas sem darem conta de que ou ele seria de origem cretense ou também teria chegado à Grécia já que como dizem muitos autores gregos quase todos os deuses antigos vieram da Fenícia ou do Egipto…quando na verdade vieram das cavernas de Creta. Um exagero de humildade, falseada pela ignorância de quem, durante a idade das trevas, se esqueceu do seu próprio passado de gloriosos egeus, creto-anatólicos e micénicos.
Ver: DAGON (***)
Dagon seria literalmente o poderoso deus do “pote das chuvas”, Kone, dos cónios que povoaram o sul da Lusitânia e deram nome ao koinê, a língua franca (tal como que já teria sido também a sua antepassada minóica) do helenismo, seguramente a mais arcaica variante do deus Pan-helénico que foi deus dos mares e de todos os povos do mar egeu antes de ter ser relegado para as zonas rudes e rurais do interior da Acádia.
Khian (1) A Nymphe of the island of Khios (in the Greek Aegean) who bore Poseidon a son, Khios / Khian (2) (…) two sons: Agelos and Melas.
Khian < Ka-Kian > Tha-Gi-on > Dagon
Claro que Poseidon não era explicitamente Dagon nem os gregos já disso se recordavam porque a cultura olímpica o ignorou inteiramente. Dagon não seria um deus que os hititas de Tudália IV respeitassem particularmente porque não eram um povo de insulares mas eram senhores dum império continental. Por isso dificilmente iríamos encontrar Sala como uma das suas múltiplas esposas porque afinal, Dagon nasceu no seio de uma sociedade matriarcal de macho dominante. Curiosamente os romanos conservaram dela a recordação como Salacia, deusa do mar salgado e profundo esposa do grande rei e deus dos mares, Neptuno.
Salácia era uma ninfa, prometida em casamento a grande rei dos mares, Netuno. Antes do ato se concretizar Salácia revoltou-se e escondeu-se no fundo do oceano. Netuno mandou todas as criaturas marinhas do mundo em sua busca. Foi bem sucedido um golfinho que encontrou a ninfa, entregando-a para casamento ao grande rei. Salácia é assim a rainha dos oceanos.
Halia = A Sea Nymphe (or Goddess) loved by Poseidon who bore him the Daimones Proseoous and, according to some, the Goddess-Nymphe Rhode.
Salamis = A Naias Nymphe of the Argolis (in Southern Greece) who was carried off by Poseidon to the island of Salamis (in Southern Greece) where she bore him a son named Kykhreus.
ó Sala-m-is > Her-Wia => Minherva.
Salácia < Sala-tia < Hali-(t)a < *Ker-Ta > Kera > Hera.
Conslusão: a esposa de Dagon sobreviveu enquanto Sala na Itália, em alguns cultos insulares egeus com nomes encobertos ( Halia e Salamis) e evolui para Hera e descaradamente deixou de ser a amante do super infiel Poseidon para se dedicar como esposa fiel e ciumenta a Zeus, a quem passou a vigiar e vingar de perto todas as infidelidades.
Obviamente que Kone nos reporta também para Faon, o deus protágono da luz primordial que nasceu sem pai da Deusa Mãe precisamente no cume do monte Sião, conhecido no Egipto pelo pássaro Benu encarnação de Atum no monte Ben-Ben. Este monte Ki-An é simétrico de An-Ki = Enki, deus das águas doces nos povos continentais da Mesopotâmia mas que seria de todas as águas primordiais em toda a parte do começo da história que teria acontecido nas ilhas do mediterrâneo.
Quem foi primordialmente “senhor e esposo da Terra mãe foi o mais primordial de todos os deuses, Enki nome que, este sim, significa em sumério, literalmente senhor (= en) da terra (= ki).
Este deus da sabedoria gnóstica e iniciática, o deus serpente que alguns autores referem ter-se chamado Zu (< Kiu > Zeus) na antiga Suméria, é que era de facto o deus das águas primordiais e logo das profundas águas oceânicas!
A hipótese de Poseidon / Possidónio ser o “senhor da terra” parece mais uma tradição inerente aos deuses do mar do que uma inferência directa do nome que já mesmo com Enki, que o pareça ser literalmente, é contestável!
Ver: ENKI E O PODER SEPARADOR DAS ÁGUAS (***)
Figura 1: Poseidon, o tridente e o peixe.
The festival of Poseidea was a minor festival and it was celebrated close the the winter solstice. This festival showed that Poseidon was once worshiped in every part of Greece. The feast of Poseidon was celebrated on the 8th month of Hermaian. The feast included the sacrifice of bulls in honor of the god. There is said to be little known about what happens during this festival.
The month of Poseideon was dedicated to Poseidon and the eighth day was especially sacred to him (as was the seventh to Apollo and the sixth to Artemis). (In general the summer months are assigned to Apollo and the winter months to other Gods, since that is when He is in Hyperborea and Dionysos takes His place at Delphi.) Poseidon's name seems to mean "Lord of the Earth" or "Husband of Earth," which reminds us of Saturn, husband of Rhea. (Doric Poteidon = Potei-Dan = Lord of Earth, as his sometime wife Demeter = De-Meter = Ge-Meter = Earth-Mother). [OCD s.v. Poseidon; PFA 97-8] – Bruma (Winter Solstice, Yule, c. Dec. 21) Gk. Hai Kheimeriai Heliou Tropai.
Assim, as etimologias míticas do nome de Poseidon decorrem mais da tradição, possivelmente do mesmo tipo obscuro da gnóstica, do que por derivação etimológica pois de facto a afirmação de que a forma dórica Poteidon = Potei-Dan = «Lord of Earth», ressoa a inferência semântica um tanto forçada.
Sugestivamente, este era também o significado do nome de Enki e, parece, que também era do deus azeteca Tlaloc.
Embora se reconheça como evidente que o étimo *pot-, que faz parte do termo «poder», seja o mesmo de «déspota» e que Dan seja foneticamente próximo da Dione homérica, mãe de Afrodite, tal como da Diana romana e sobretudo da Irlandesa Dana e de todos os deuses relacionados com a deusa Mãe, não é foneticamente óbvio que Poteidon signifique em grego literalmente “senhor da terra”, porque Dana foi quanto muito a Deusa Mãe, que era a terra por inferência implícita mas nada mais.
Dana - greatest of the women of the Tuatha de Danaan (from whom they take their name), she was called the Mother of the Gods.
& POTOS (***) & POTINIJAS (***) & POTNIA TERON (***)
Dito de outro modo, que o deus (e senhor dos mares) fosse considerado o Sr. da Terra por inerência de funções parecia razoável e de boa tradição. Que isso estivesse sempre implícito no nome parece que só no caso de Enki é que tal é explícito e patente.
A origem de Posídon é cretense, como atesta seu papel no mito do Minotauro. Na civilização minóica era o deus supremo, senhor do raio, atributo de Zeus no panteão grego, daí o acordo da divisão de poderes entre eles, cabendo o mar ao antigo rei dos deuses minóicos. Si se da crédito a las tablillas en lineal B que se conservan, el nombre po-se-da-wo-ne (Poseidón) aparece con mayor frecuencia que di-u-ja (Zeus).
Na verdade, Di-u-ja / Diusha seria a forma arcaica e minóica de denominar o “deus menino” “filho da deusa mãe Terra”, A Sr.ª Ki. Assim não seria ainda o nome de Zeus mas seria já imã tentativa de generalização do nome que veio a ser Deus em latim e Theos em grego.
Zeus deve ter aparecido muito mais tarde por influência das tribos invasoras do norte continental que desconheciam o mar e os seus deuses e que por isso preferiam como “deus das tempestades” um deus serrano e ultramontano quiçá o antigo “deus menino” adorado no monte Olimpo como Zeus.
Di-u-ja / Diusha < Ki-ush > Dius > Deus > Theos > Zeus.
> Phush > Phi-at > *Pot- > Tot ó Ptá.
A tradição minóica de Poseidon seria tão intensa que iria ceder muito dificilmente a soberania suprema ao deus dos serranos invasores da idade das trevas pelo que ficou com o melhor quinhão, o da soberania dos mares que os gregos tinham em superabundância costeira, que fazia a sua força e prosperidade. Um caso típico de empate de poder entre Pseidon e Zeus é precisamente Atenas.
Depois de uma renhida competição entre Poseidon e Atena pela posse do padroado da cidade de Atenas parece que esta venceu, possivelmente por ter conseguido a paz com a talassocracia cretense simbolizada no culto da oliveira.
Ambos acordaron que cada uno haría un regalo a los atenienses y que éstos elegirían el que prefiriesen. Poseidón golpeó el suelo con su tridente e hizo brotar una fuente, pero su agua era salada y por tanto no muy útil, mientras que Atenea ofreció un olivo. Los atenienses (o mejor dicho su rey, Cécrope) escogieron el olivo y con él a Atenea como patrona, pues el árbol daba madera, aceite y alimento. Tras esto, enfurecido por su derrota, Poseidón envió una monstruosa inundación a la llanura ática, castigando así a los atenienses.
Figura 2: Competição de Poseidon e Atena sob os auspícios de Artemisa.
Name vase of the Oinomaos Painter: Drawing of side A (left), showing Myrtilos with the chariot, Poseidon, and Athena, and (below) three youths, a sacrificial ram, and Oinomaos at an altar. B: Dionysos and Ariadne, seated, with satyr and maenad and Pelops in the chariot with Hippodameia. Collection: Naples, Museo Archeologico Nazionale.
E é então que o espanto estala nos nossos olhos: este mito que marca seguramente o fim das rivalidade entre os minóicos e atenienses, da época lendária da mito de Teseu e o Minotauro, encobrem tão bem o relato lendário do fim da Atlântida minóica que nunca até hoje nenhum académico deu conta dele! “A monstruosa inundação das planícies da Ática” descrevem quase de certeza o tsunami que se segui ao desastre do vulcão da ilha de Santorini e que marcou o fim do império minóico e o começo do mito da Atlântida.
«--- Das nossas duas cidades (Sais, no Egipto, e Atenas), a mais antiga é a vossa, e de mil anos…Desde que esse país é civilizado, ela afundou-se, afirmam as nossas escrituras sagradas, (há?) oito mil anos. (…)
«--- Revelam as nossas escrituras como a vossa cidade aniquilou outrora uma potência insolente que invadira simultaneamente toda a Europa e toda a Ásia e se atirava contra ela do fundo do Atlântico. (…)
«--- Mas nos tempos seguintes houve terramotos horríveis, e cataclismos No espaço de um só dia e uma noite terríveis, todo o vosso exército foi engolido, duma só vez, pela terra, e da mesma forma a Atlântida mergulhou nas profundezas do mar e desapareceu. – Crítias de Paltão.
Mesmo depois da derrota da talassocracia cretense e da súbita supremacia dos micénicos o pendor marítimo de Atenas seria tão forte e tradicional da cidade que em Atenas onde não ficou a mandar nem Zeus nem Poseidon mas a filha espiritual daquele, Atena, enquanto Poseidon, seguramente arcaico filho desta, ficou em segundo lugar, mesmo assim com um culto importante encoberto no do seu avatar, um heróis re-fundador da cidade de Atenas e filho indesejado desta, Ereteu.
The exchange of roles between the Acropolis and Eleusis finds mythical expression in the legend of the war between Erechtheus and Eumolpus, the leader of the Eleusinians and first ancestor of the family of hierophants. Erechtheus died in this war, and yet was victorious.
(…) But poets and local historians agree that this was the first war that Athens had to win, that the Eleusinians posed a serious threat to the city, and that Erechtheus mysteriously died in battle, rammed into the earth by Poseidon's trident. Pg. 147
(…) Athena herself resolves the play at the end when she addresses Erechtheus' widow, Praxithea, saying, "and for your husband I command a shrine to be constructed in the middle of the city; he will be known for him who killed him, under the name of 'sacred Poseidon'; but among the citizens, when the sacrificial cattle are slaughtered, he shall also be called 'Erechtheus'. "To you, however, since you have rebuilt the city's foundation" (Praxitheah ad given her assent to the sacrifice of her own daughter before battle), "I grant the duty of bringing in preliminary fire-sacrifices for the city, and to be called my priestess". Thus, the founding of the Erechtheuma nd the institution bf the priestesso f Athena coincide. Pg. 148
(…) There, the departure from the Acropolis and the journey toward Eleusis repeat Erechtheus, march against the Eleusinians, toward Skiron and death. With the "dissolution" in the last month of the year, there is, mythically speaking, the mysterious yet violent disappearance of the first king - a "king,s death". In ritual, this corresponds to the act of killing, the intense, disquieting sacrifice with its inversions, its peculiar assignment of parts, drawing each - if it can - to his particular place in the circle of participants. Thus, inasmuch as sacrifice is an act of killing, it is propel to speak of a king symbolically killed at the end of the year. Pg. 148
(…)That Poseidon and Erechtheus were merely two names for a single god, a fact that is stated by Euripides, is also clearly visible in the cult. In the temple itself one altar stands for both; there is only one priest; consecrations and sacrifice are dedicated to, “Poseidon Erechtheus”. An historian would say that a Homeric, pan-Hellenic name has been superimposed on an autochthonous, non-Greek name. The myth distinguishes between the two as victor and the vanquished: Poseidon with his trident, against Erechtheus who sank into the depths. Yet in Euripides' play, the conflict produced a paradoxical identity. The victim assumed the god's name, and destruction became a blessing. Whereas the mythographer made a clear distinction between the god and the hero, the tragedian recognized the unity in the polar tension of sacrifice. Here, again, the higher, unambiguous power is the female divinity, the “city goddess, Athena”.
(…) That Poseidon and Erechtheus were merely two names for a single god, a fact that is stated by Euripides, is also clearly visible in the cult. In the temple itself one altar stands for both; there is only one priest; consecrations and sacrifice are dedicated to Pposeidon Erechtheus.
An historian would say that a Homeric, pan-Hellenic name has been superimposed on an autochthonous, non-Greek name. The myth distinguishes between the two as victor and the vanquished: Poseidon with his trident, against Erechtheus who sank into the depths
Yet in Euripides' play, the conflict produced a paradoxical identity. The victim assumed the god's name, and destruction became a blessing. Whereas the mythographer made a clear distinction between the god and the hero, the Tragedian recognized the unity in the polar tension of sacrifice. Pg. 149
(…) Erechtheus and Erichthonius are obviously merely variants. Only Erechtheus is used in cult, as it is the original, probablyn non-Greek, name. Erichthonius who is "peculiarly of the earth," is a Hellenizing neologism, perhaps taken up in Attic epic because of the etymology. The myth then differentiates between the two by telling of Erichthonius' birth, but Erechtheus' death. So, too, the genealogies made Erechtheus king after Erichthonius, who, as the "earth-born" child, had to come at the start. In the festival cycle, the mysterious child and the king's sacrificial death confronted each other in the last month of the year. The new king was inaugurated at the subsequent Panathenaia: Erechtheus is dead, long live Erichthonius! What the Arrhephoria, the Skira, and the Buphonia had dissolved, the act that celebrated the polis's birth restored. Pg. 156
(…) In cult, Poseidon was identified with Erechtheus. The myth turns this into a temporal-causal sequence: in his anger at losing, Poseidon led his son Eumolpus against Athens and killed Erechtheus. Even here, the correspondence between Poseidon´s defeat and Erechtheus' sinking into the earth was perceived.
(…) At the city's highest point, atop the Acropolis, there is also that bit of sea that surfaices in the sanctuary. Likewise, the Babylonian temples contained a bit of Apsu, the primordial Ocean, who was murdered by his son Ea so that Ea could build his palace and temple on top of him. Pg. 156 – Homo Necans: The Anthropology of Ancient Greek Sacrificial Ritual and Myth By Walter Burkert.
Eri-chthonius ou Ere-chtheus seria apenas uma variante destes epítetos de Apolo e terá sido por isso que Erech-theus, literalmente o deus Ere, foi “o re-fundador do polis de Atenas e um sósia de Poseidon, como “Poseidon Ere-ch-theus”.
Un epíteto común de Poseidón es Γαιήοχος Gaiēochos, 'agitador de la Tierra', epíteto que también se identifica en tablillas en lineal B.
En el Cnosos micénico Poseidón es también identificado como e-ne-si-da-o-ne (‘agitador de la tierra’), un poderoso atributo (los terremotos habían acompañado al colapso de la cultura palaciega minoica).
En el período histórico, era frecuente referirse a Poseidón por los epítetos Enosichthon, Seischthon y Ennosigeo, significando todos ‘agitador de la tierra’ y aludiendo a su papel como causante de terremotos.
En su aspecto benigno, Poseidón se concebía creando nuevas islas y ofreciendo mares en calma. Cuando se enfadaba o era ignorado, hendía el suelo con su tridente y provocaba manantiales caóticos, terremotos, hundimientos y naufragios.
Ver: ERECTEU (***)
Na mitologia grega, Poseidon ou *Posseidão, assumiu o estatuto de deus supremo do mar, conhecido pelos romanos como Netuno por origem etrusca a partir de Nethuns, por mera casualidade de um dos epítetos do deus dos mares em voga depois das invasões micénicas, quiçá pela novidade do despotismo patriarcal que estas trouxeram.
Figura 8: Poseidon a cavalo de um Hipocampo. British Museum, London B428.
The Minoans have no horse until the Postminoan period (1600 BC), when it is imported for the first time. They have asses, which are also used for transport among the urban centres. In these centres, there are summoned agricultural products and timber. Oaks, firs, and cypresses are used for shipbuilding. ---
Sometime around 2200-1900 BC, the Greek mainland was invaded by nomadic warriors who brought the horse with them, spoke an early form of Greek, and probably worshipped a sky-god like Zeus. At any rate, as Finley Hooper notes, "Wherever the new people settled, phallic figures rivaled the established fertility goddesses" (39-40). Myths of Zeus' many marriages, liaisons, and rapes of various goddesses probably reflect this early forced marriage between a masculine religion of the sky god and a feminine religion of the earth. –
Until its conquest by the Mycenaeans the Minoan culture was dominant and many aspects of the Minoan culture were probably adopted by the Mycenaeans. This includes many names, crops, crafts, and even religion. - The Mycenaean World, The Role of Women in the Art of Ancient Greece, Frederick John Kluth
Figura 9: the hippocampus. 3 Southern Italy, Puglia With White sakkos.
Figura 10: Moeda Fenícia com o Hipocampo alado.
Se aceitarmos que o povo, possivelmente um grupo de guerreiros sem herança nem sorte e ávido de troféus ou de tributos, trouxe os cavalos para a Grécia com as invasões micénicas e no peito a fé no culto a um “deus das tempestades” continentais podemos aceitar que terá havido um período histórico durante o qual Poseidón Hipio foi simultaneamente o deus semelhante a Zeus dos micénicos e ambos foram epítetos do mesmo antigo deus dos mares dos cretenses, tendo a adquirido então o poder de montar a cavalo. Como o cavalo era desconhecido do imaginário do “velho homem” do mar dos cretenses foi dado a um animal de meio palmo o nome de hipocampo porque o “cavalo-marinho” tinha o tamanho da sua imaginação criadora dos poetas e das crianças que nunca tinham visto o mar e, por isso a forma dum cavalo misturado com um delfim confundido com um peixe: cabeça de cavalo, guelras de peixe e partas dianteiras de palmípede e metade inferior de golfinho.
Também por tudo isto é que Poseidon era conhecido como o deus dos terramotos e dos cavalos. Entre outras razões porque os povos que ouviram o tropel da horda de cavaleiros micénicos invasores terão confundido o som vindo do chão com um terramoto.
Otra teoría interpreta el segundo elemento como relacionado con la palabra *δᾶϜον dawon, ‘agua’ en algunos idiomas indoeuropeos (por ejemplo sánscrito, df'nu:dew); esto haría que Posei-dawo-n fuera el ‘señor de las aguas’..
Está también la posibilidad de que la palabra tenga un origen pre-griego.
Claro que se fica muto agradecido em nos ser dada a possibilidade de encarar o nome de Poseidon como pré grego. De facto, seria um grande favor que o PIE *δᾶϜον / dawon derivasse de Poseidon. Só um deslumbrado por epifanias divinas em falsos cognatos cairia no disparate de encontrar uma variante de Enki e Poseidon nas aldeias Potemkin que deram nome ao couraçado de Serguei Eisenstein, realizaria em 1925, um filme sobre a revolta, chamado Bronenosets Potyomkin, que se tornou num marco da história da Sétima Arte.
La expresión Pueblo Potemkin o Pueblo de o Pueblos Potemkin se debe al mariscal duque Grigori Alexandrovich Potemkin (1739-1791) para designar aldeas, pueblos, villas inexistentes en Crimea. Algo se define como Pueblo de Potemkin cuando se quiere describir una cosa muy bien presentada para disimular su desastroso estado real. A primera vista parece muy bien acabado y deja a todos impresionados, sin embargo le falta la substancia principal.
Potemkin (Russian: Потёмкин, Potyomkin; or Potyomkina / Potemkina Feminine; Потёмкина) is a Russian surname which derives from the word Потёмка Potyomka meaning "dark".
Obviamente que uma arcaica deusa eslava Poty-omka ou Potemkina deu aos russos a semântica da escuridão por ser uma variante do nome de uma deusa hitita que seria como a egípcia Nute: deusa da Noite primordial e do pote das aguas da chuva, ou seja, Poti-deia.
The Indo-European people came down into Greece in two main groups between 2000 and 1300 B.C. The second group, the Achaeans brought the worship of the sky god, called Zeus. (The earlier group called the sky god Dan. Dan had the honorific title Potei; therefore, Potei-Dan - Poseidon.) -- The Olympians by James W. Jackson, 1995.
Esta teoria romanesca a respeito do nome dos deuses gregos parece pouco credível porque esbarra com verdades fundamentais:
Primeiro o nome de Poseidon era o de um deus dos mares que dificilmente teria sido mais poderoso do que o equivalente da talassocracia cretense. Segundo porque a tradição atesta que Zeus teria nascido numa gruta particular específica de Creta. Depois porque se suspeita que os povos invasores teriam sido bárbaros sem grande cultura mítica e depois porque, sendo do norte continental, não teriam um deus dos mares. De facto, afirmar que Dan, a cobra de água aparentada com Tunis, era um deus do céu que se transformou em deus dos mares, com o apoio do título Potei, é pouco credível. Dan era um deus cobra mediterrânico muito arcaico que entre outras variantes fonéticas foi Benu, Fauno, Jano, Oanes, Phanes, Pan, Kan, Tan, Van…
…e Da-gon, que como já se viu é o segundo componente do nome de Poseidon.
A relação de Poseidon com o étimo -dan de Dionísio e de muitos rios como o Dão português, o centro europeu Danúbio e o eslavo Deniéper, aparece num dos títulos deste deus, Taen-arian, literalmente a “cobra de Arina”, a deusa do sol dos hititas, como Dionísio seria a de Ariadne, porque a cidade de Tenaro na Lacónia tinha uma gruta (cheia de cobras, seguramente) que se pensava ser a porta do infernos.
Now Cape Matapan; a promontory in Laconia, forming the southerly point of the Peloponnesus, on which stood a celebrated temple of Poseidon, possessing an inviolable asylum. A little to the north of the temple and the harbour of Achilleus was a town also called Taenarum or Taenarus, and at a later time Caenepolis. On the promontory was a cave, through which Heracles is said to have dragged Cerberus to the upper world. Here also was a statue of Arion seated on a dolphin, since he is said to have landed at this spot after his miraculous preservation by a dolphin. -- Perseus: Harry Thurston Peck, Harpers Dictionary of Classical Antiquities (1898).
En la cultura micénica, fuertemente dependiente del mar, no ha aflorado aún relación alguna entre Poseidón y el mar; entre los olímpicos se decidió tras echarlo a suertes que gobernaría el mar: el dios era anterior a su reino.
Assim, quando se acrescenta que Poseidon não seria o deus dos mares pela falta de referências explícita a isso numa civilização de marinheiros como era a dos micénicos, acrescentando depois que este deus era anterior à divisão olímpica dos três reinos cosmológicos, esquece-se o nó górdio desta questão que é este: o panteão olímpico deve mais aos artifícios do ordenamento do panteão Hitita feito por Tudália IV e muito menos à ordem natural das coisas que pelo menos no tempo dos micénicos era outra. Na verdade a regra era mesmo a que nos parece inferir-se do nome de Poseidon: que cada cidade estado tinha o seu deus próprio das tempestades que em certa medida não era senão uma variante local do deus supremo. Assim, por exemplo, um dos deuses que parece ter antecedido Poseidon no papel de deus dos mares foi Nereu. Ora, pelo menos foneticamente, este deus deve ter sido o mesmo que foi deus das tempestades da cidade de Nerik da civilização Hitita, ou seja, um mero teónimo do “filho da mãe” dos cretenses que foi primeiro Dema, depois Tiamat ou Damkina e por fim Deméter.
Me-dousa = One of the three Gorgones who was seduced in the shape of a bird by Poseidon. They had two children - the giatn Khrysaor and the winged horse Pegasos - both of which sprang from her severed neck as she was slain by Perseus.
Mi-deia = A Nymphe of Boiotia (in Central Greece) who bore Poseidon a son named Aspledon.
Assim, se a relação etimológica de Poseidon com a terra parece “difícil de demonstrar” a relação deste deus com Deméter e com a sua variante terrífica e arcaica que era a Medusa, é conhecida.
Pausanias, Description of Greece 8. 25. 5 (trans. Jones) (Greek travelogue C2nd A.D.) :
"When Demeter was wandering in search of her daughter, she was followed, it is said, by Poseidon, who lusted after her. So she turned, the story runs, into a mare, and grazed with the mares of Ogkios [in Arkadia]; realising that he was outwitted, Poseidon changed into a stallion and enjoyed Demeter. At first, they say, Demeter was angry at what had happened, but later on she laid aside her wrath and wished to bathe in the Ladon...
Pausanias, Description of Greece 8. 37. 9 - 10 :
"From Akakesion [in Arkadia] it is four stades to the sanctuary of Despoine...
This Despoine the Arkadians worship more than any other god, declaring that she is a daughter of Poseidon and Demeter. Despoine is her surname among the many, just as they surname Demeter’s daughter by Zeus Kore...
Beyond the grove [of the sanctuary] are altars of Hippios (Horse) Poseidon, as being the father of Despoine."
Pausanias, Description of Greece 8. 42. 1:
"Mount Elaios [in Arkadia]... has a cave sacred to Demeter surnamed Black. The Phigalians accept the account of the people of Thelpousa about the mating of Poseidon and Demeter, but they assert that Demeter gave birth, not to a horse but to Despoine, as the Arkadians call her. Afterwards, they say, angry with Poseidon and grieved at the rape of Persephone, she put on black apparel and shut herself up in this cavern for a long time. But when the fruits of the earth were perishing, and the human race dying yet more through famine, no god, it seemed, knew where Demeter was hiding, until Pan, they say, visited Arkadia. Roaming from mountain to mountain as he hunted, he came at last to Mount Elaios and spied Demeter, the state she was in and the clothes she wore. So Zeus learnt this from Pan, and sent the Moirai (Fates) to Demeter, who listened to the Moirai and laid aside her wrath, moderating her grief as well."
Obviamente que este mito que relaciona Poseidon com Deméter é uma reconstrução tardia porque o cavalo não fazia parte do imaginário cretense, como a seu tempo se dá conta! Porém, o fluxo e refluxo de mitos e suas variantes leva a cruzamento por vezes fáceis de identificar. A lenda de Arião referida por Heródoto tem óbvias semelhanças com o filho das relações de Poseidon com Deméter que afinal só por anacronismo foi um cavalo porque só poderia ter sido um golfinho visto que ainda seria cedo para já ser um cavalo-marinho!
Os símbolos com mais frequência associados a Poseidon eram o tridente, o golfinho…e o hipocampo animal estranho, mágico e poético, que ficou associado a este deus seguramente por ser conhecido como o deus dos terramotos e dos cavalos. Obviamente que nada no senso comum relaciona o mar com terramotos o que reforça a ideia de Poseidon ser mesmo de origem cretense pois só sendo o deus do mar o Senhor da subsistência teria que ser supremo e ter a seu cargo também os terramotos, pela regra geral, porque estes eram particularmente frequentes nesta ilha situada na zona de subducção (onde os sismos atingem magnitudes mais elevadas) do mediterrâneo oriental, e são ainda nesta zona de globo onde a actividade sísmica tem acompanhado e perturbado mais e história humana. Mas nada levaria a pensar num deus do mar para patrono dos cavalos que nem seriam sequer de origem cretense.
Given Poseidon's connection with horses as well as the sea, and the landlocked situation of the likely Indo-European homeland, Nobuo Komita has proposed that Poseidon was originally an aristocratic Indo-European horse-god who was then assimilated to Near Eastern aquatic deities when the basis of the Greek livelihood shifted from the land to the sea, or a god of fresh waters who was assigned a secondary role as god of the sea, where he overwhelmed the original Aegean sea deities such as Proteus and Nereus.
Ver: OS DEUSES MARÍTIMOS (***)
POTIDEA
Esta forma de encarar o nome de Poseidon deve ter em linha de conta o nome da deusa Poti-deia que nada parece ter de possidónia!
Potidea (grego Ποτίδαια, Potidaia), foi uma cidade fundada cerca de 625 a. C. por Evágoras, filho de Periandro de Corinto, no istmo de Palene na Calcídica. Poseidón, em Corintio Potēidán era o epónimo de Potidea, e a efígie do deus aparecia em suas moedas.
Enquanto deusa ou entidade divina Poti-deia não aparece referida em nenhuma fonte directa o que deixa a possibilidade de este nome ser a forma dórica de po-se-de-ia que nunca terá sido um teónimo de grande popularidade mas apenas um epíteto enfático que só era inteligível em micénico e que, por isso, caiu em desuso como tantos outros arcaísmos.
Figura 3: Potideia tal como aparece na «cara» de moedas da cidade greco-macedónia epónima.
El nombre de Posidón, que a veces se escribía Potidan, puede haber sido tomado del de su diosa madre, del cual recibió el suyo la ciudad de Potidea, «la diosa del agua del Ida»; Ida significaba toda montaña boscosa. -- Robert Graves Los Mitos Griegos I.
Os eruditos da numismática identificam esta efígie como mera “cabeça de mulher num quadro” mas é quase certo que esta seria Potidea, a deusa tutelar da cidade na forma de um ícone sagrado de origem arcaico em estilo assombrosamente cretense, ainda que o herói fundador seja de Corinto, que também tinha Poseidon como padroeiro.
Si se da crédito a las tablillas en lineal B que se conservan, el nombre po-se-da-wo-ne (Poseidón) aparece con mayor frecuencia que di-u-ja (Zeus). También aparece una variante femenina, po-se-de-ia, lo que indica la existencia de una diosa consorte olvidada, de hecho precursora de Anfítrite.
Las tablillas de Pilos registran mercancías destinadas a sacrificios para «las Dos Reinas y Poseidón» y «las Dos Reinas y el Rey». La identificación más obvia para las «Dos Reinas» es con Deméter y Perséfone o sus precursoras, diosas que no quedaron asociadas con Poseidón en periodos posteriores.
Los nombres de Deméter y Poseidón están relacionados en una tablilla de Pilos, donde aparecen como po-se-da-wo-ne y da-ma-te, en el contexto sagrado de echar a suertes.
Assim Potidea tanto pode ser um mero feminino de conveniência para dar à cidade a partir do nome coríntio e dórico de Poseidon como a confirmação de que existiria uma deusa primitiva Potidea, esposa ou mãe ou irmã de Poseidon. Em rigor se tivera mesmo sido assim teria sido pela via de Posidonia do Grego Ποσειδώνιος / Poseidonios, genitivo de "Poseidon" como foi o caso de Pesto (em latim: Paestum, do grego Paiston) que foi uma grande cidade da Magna Grécia, localizada no sul da Itália, na região da Campânia e que foi originalmente chamada de Posidonia.
Figura 4: Templo de Poseiodon em Pesto / Posidónia, desenho reconstrutivo. Figura 5: Restauro actual.
Como se depreende do antigo nome grego da cidade de Possidónia / Pesto, Paiston seria uma arcaica colónia cretense de Festos e, por isso, naturalmente identificada com o antigo deus supremo da talassocracia minóica que seria precisamente *Festo, irmão ou o próprio Hefesto.
Como a cidade minóica de Festos era em micénico Pa-i-to, Paiston pode ter sido Phaethon que, na longa ignorância da idade das trevas helénicas acabou filho do sol, em vez do deus do fogo, Hefesto.
Phaethon = A son of the sun-god Helius who attempted to drive his father's chariot. He lost control and after scorching the earth was struck down by the bolta of Zeus.
«Hefesto» parece haber sido un título del rey sagrado como semidiós solar (…).- ROBERT GRAVES.
Este facto seria de secundária importância se neste contexto Hefesto fosse mais do que um mero equívoco quando na verdade é central enquanto com Dédalo foi variante helénica do deus oleiro, ferreiro, arquitecto e criador que foi o egípcio Ptá!
A Hefesto se le describe a veces como hijo de Hera y Talos (. Servio sobre las Églogas de Virgilio: iv.62; Cineton, citado por Pausanias: viii.53.2) y a Talos como sobrino joven de Dédalo, pero Dédalo era un miembro subalterno de la casa de Erecteo, fundada mucho tiempo después del nacimiento de Hefesto. Estas discrepancias cronológicas son muy usuales en la mitología. Dédalo («inteligente» o «hábilmente forjado»), Talos («sufridor») y Hefesto («el que brilla de día») demuestran por la semejanza de sus atributos que sólo son títulos diferentes del mismo personaje mítico. Ícaro (de io-carios, «dedicado a la diosa Luna Car») puede ser otro de sus títulos. Pues Hefesto, el dios herrero, se casó con Afrodita, a la que estaba consagrada la perdiz; la hermana de Dédalo, el herrero, se llamaba Pérdice («perdiz»); el alma de Talos, el herrero, levantó vuelo como una perdiz; una perdiz apareció en el entierro de Ícaro, el hijo de Dédalo. Además, Hefesto fue arrojado desde el Olimpo, y Talos fue arrojado desde la Acrópolis. Hefesto quedó rengo al caer; uno de los nombres de Talos era Tántalo («cojeando, o tambaleando»); la perdiz macho cojea en su danza amorosa sujetando un talón con el que se dispone a golpear a sus rivales. Además, el dios latino Vulcano renqueaba. Su culto había sido introducido desde Creta, donde se llamaba Velcano y tenía un gallo como emblema, porque el gallo canta al amanecer y era, por tanto, apropiado para un héroe solar. Pero el gallo no llegó a Creta hasta el siglo VI a. de C, y es probable que haya desalojado a la perdiz como ave de Velcano. - ROBERT GRAVES, LOS MITOS GRIEGOS.
Então, podemos começar a imaginar outras expressões derivativas para estes nomes divinos:
*Posseidão < Mic. Po-se-da-o < Mic. Posedaone < Po-se-da-wo-ne.
Grec. Poseidon < Mic. Posedaone
< *Posadone < Pos-Atan <=> *Pot Thion < Phiat Kian < Enki/*Kian!
> Doric. Poteidon > Potidan.
Doric. Poteidon <= Pote Thion < Phiat Kian.
<= *Pose-Adone, o Deus Adonai dos judeus que não era senão Adónis dos Cananeus e Sírios, o fogo solar da morte e ressurreição primaveril < Cit. (Artim)-Pasa < *Phasha | -tan, a «cobra cretense do fogo da terra», seguramente um deus vulcânico que protegeria a navegação marítima por funcionar como um poderoso farol natural que de dia aparecia a Moisés como nuvem de fumo e como sarça ardente no horizonte nocturno.
Dito de outro modo, o nome de Poseidon, deus marítimo por mera relação circunstancial de protector e propiciador da visibilidade marítima enquanto vulcão costeiro, encerra pela sua arcaica origem vulcânica, a verdade mítica de que o fogo da terra era o fogo do céu ou seja, o sol!
Gr. Poseidon < Doric. Poteidon < Mic. Posedaone <= *Pose-Adone
< Cit. (Artim)-Pasa < *Phasha | -tan.
*Pose-Adone, o deus Adonai dos judeus que não era senão Adónis dos Cananeus e Sírios erao fogo solar da morte e ressurreição primaveril, a “cobra cretense do fogo da terra”, seguramente um deus vulcânico que protegeria a navegação marítima por funcionar como um poderoso farol natural que de dia aparecia a Moisés como nuvem de fumo e como sarça ardente no horizonte nocturno.
ó *Pot-ish-An < Phiat At-an = Ptá / Atum
< Ki-ish, lit. «o fogo da terra» = Ishan, «o fogo do céu»!
Figura 7: Macedon, Potidaia. Circa 500-480 BC. AR Tetrobol. Poseidon Hippios on horseback right, holding trident; star below / Archaic female head right within linear incuse square.
Potidea / Posideia seria apenas a deusa do Pote, da água primordial de que saia a chuva, como Nute, e não necessariamente e de forma redundante a “deusa das águas” do monte Ida, o monte da deusa mãe Rea ou Cibele...ou da Noite primordial. Claro que nos parece evidente ter sido o «pote» a ter ficado devedor das divinas funções de potinija, a aguadeira de Potidea, e por isso não faria muito sentido procurar a etimologia desta deusa no nome grego, ou proto grego, para o «pote» que, repete-se, decorre do nome desta. Isto reporta-nos para a mitologia dos deuses das águas doces e do «pote» de barro que antes da civilização moderna era a única forma de ter uma fonte de água em casa.
Potnia, cujo significado é senhora, dama, ou mulher é o feminino de potis, uma forma masculina de senhor ou marido. Potnia era uma palavra micênica herdada do grego clássico, com o mesmo significado e que encontra um paralelo exato no sânscrito patni.
Po-ti-ni-a = Potnia (The Great Lady ) Goddess surname Etym. πότις (male) = the master.
*Po-Tania seria a forma mais antiga de que teria derivado Nepotania / Nepotanio, ou seja, Neptuno, o nome que teria continuado a ser o do rei dos mares nas antigas colónias minóicas depois da queda de Creta. Dito de outro modo, Poseidon não era senão uma variante do culto de Dionísio, que, por sua vez seria apenas um arcaísmo para “deus menino” que tinha sido Zeus quando nasceu em Creta.
Assim, começa a ser óbvio que o poder de Poseidon (o “Poceirão”, deus do pote de vinho como Dionísio, senhor das aguas doces e rei dos mares) derivaria do facto de ser o deus das poções mágicas, da bebida e do vinho! Poseidon seria uma mera variante de Dionísio numa cultura como a cretense onde seria mais abundante a agua e o mel e, logo, o hidromel do que o vinho mesmo o mais aguado e batizado!
Poseidon < Pose-dion < Pote-dion, literalmente, “Poceirão”!
Potei- terá sido uma raiz de origem cretense relacionado com as poças de água, os poços artificiais e o «potes» que em casa as guardavam, tão importante era a agua mediterrânica, de escassa que era nas zona calcárias da beira-mar, daí a importância das potinijas, serventes que as traziam para os templos ou sacerdotisas que se encarregavam de as prover.
Ver: POTINIJAS (***) & POTOS (***)
No caso particular de Poseidon esta teve quase seguramente o epíteto de Potideia que na civilização micénica foi Posideia.
E é assim que começa a entender-se o nome de Poseidon como teónimo construído em redor no nome do deus das tempestades do monte Ida que, assim, seria o verdadeiro deus cretense por detrás do que veio a ser deus dos mares dos gregos.
A dúvida que resta é saber se Posideia será literalmente o nome da deusa do “pote (das águas) do monte Ida” ou meramente a deusa do «Pote» de água, ou seja se esta deve o nome ao monte Ida ou ao «pote» das áaguas deste monte.
Mount Ida, known variously as Idha, Ídhi, Idi, Ita and now Psiloritis (Greek: Ψηλορείτης, "high mountain"), is the highest mountain on Crete. Located in the Rethymno Prefecture, it is sacred to the Greek Titaness Rhea, and on its slopes, according to legend, lies the cave, Idaion Andron, in which Zeus was born.
As variantes do nome do monte Ida em pouco diferem do que parece ter sido o seu nome em cretense, I-DA > I-DA-MI > I-DA-MA-TE.
Sumério I, I-I (variante de e mudo) = brotar, aproximar-se; elogiar. Grec. ἵ, nom. Reflexo = seu.
O I micénico era um y na forma de um tridente de Poseidon!
Ítaca (Ιθάκη, Ithakē) é uma das numerosas ilhas gregas, situada no mar Jônico. Está localizada na prefeitura de Cefalônia, periferia das Ilhas Jônicas.
“La leyenda hace derivar su nombre del héroe epónimo Itacos” quando o mais provável é que tenha sido o contrário ficando assim a suspeita de que esta pequena ilha de ameno porto seria a terra de Ida porque de sobrevivência dependente do mar e é então que se pode levantar a suspeita de que esta seria apenas a deusa do tridente, por ser parédro de Neptuno / Poseidon.
Filho de Sabino Felisberto e de Clotilde Amélia Ribeiro, natural do Alto Douro, nascido a 24 de Setembro de 1951 na freguesia de Seixas do concelho de Vila Nova de Foz-Côa do Distrito da Guarda. Casado e pai de três filhos. Fez a instrução primária na Escola Primária de Seixas.
Ingressando de seguida no Seminário Menor da Ordem dos Padres Missionários do Espíritos Santo, fez os estudos secundários em Godim-Régua, onde conclui o 2º.ano e concluiu o 5º.ano liceal em Fraião-Braga. No mesmo estabelecimento, frequentou o 3º.ciclo onde conclui o 6º.da secção de Humanidades Clássicas.
No ano de 1968 matriculou-se no Liceu Nacional de Lamego, na secção de Ciências Fisico-Naturais, vindo a concluir o 7º.ano a 7 de Julho de 1970.
Matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1970.
De 24 de Outubro de 1973 leccionou Ciências Naturais e Higiene na Escola Secundária da Marinha Grande, serviço que abandonou 4 anos depois em 30 de Setembro de 1977.
Licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1978 e é titular da Cédula Profissional nº 23853/C-5134 da Ordem dos Médicos da zona Sul.
Tem Curso superior de Climatologia e Hidrologia, da Faculdade de Medicina de Coimbra, de 30 de Outubro de 1979.
Tem Curso superior de Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública, concluído a 22 de Novembro de 1985
Possui o Grau de Assistente de Saúde Pública desde 22 de Novembro de 1985, ocupando o lugar de Subdelegado de Saúde e Autoridade Sanitária no Concelho de Marinha Grande.
Tem o Curso Superior de Medicina Legal, do Instituto de Medicina Legal de Coimbra, de 1990.
Tem Curso superior no I Curso de Pós-Graduação Sobre Peritagem Médico-Legal no Âmbito da Reparação Civil do Dano Pós-Traumático, do Instituto de Medicina Legal de Coimbra, de 11 de Outubro de 1991
De entre outras das suas actuais funções, são de salientar as de:
Perito Médico do Tribunal da Comarca da Marinha Grande e Leiria.
Presidente de Comissão do Serviço de Verificação de Incapacidades Permanentes da Delegação Regional de Segurança Social de Leiria.
Especialista em medicina do trabalho pela ordem dos médicos desde 2001.