NUMÂNCIA

(In Nomine Dei) Mitemologia racional Estudo comparado da nomenclatura, etimologia & fenomenologia mítica

  • SUASTICA II, SÍMBOLO DA CÓPULA E DA DANÇA,por arturjotaef

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    SUASTICA II, SÍMBOLO DA CÓPULA E DA DANÇA,por arturjotaef

    Na verdade, a suástica pode ter senão exclusivamente uma origem pelo menos uma forte conotação sexual na medida em que o conceito mais profundo deste símbolo reside na noção de movimento presente quase na forma bruta na força vital do acto sexual!

    Figura 1: Ithyphallic Satyr, carrying off protesting nymph. AR-Stater from Islands off Thrace, Thasos. 412-404 An admirable die engraving masterpiece at the apogee of the Greek high Classical artistic period, when Polykleitos of Argos was said to have been unsurpassed in making images of men, as Phidias was of gods. BC Rev.: Quadripartite incuse square.

    Obviamente que o reverso da moeda desta figura senão é de forma explicita uma suástica é como ela um evidente pictograma do “movimento puro” por ser símbolo do movimento de eterno retorno do sol. Ora, tal como a força da gravidade universal já era implicitamente considerada como componente elementar do universo na forma do “Amor Protágono”, que foi Fanes / Pan / Dagon, também a causa motora do pai da escolástica foi muito antes deste postulada pela mitologia como sendo um acto de amor “puro e duro”, ou seja como um “acto sexual divino” que os gregos helenistas já não entendiam como relacionado como o Deus do Amor mas com Pan, um deus arcaico, grotesco e selvagem que por isso exprimiam a sua força bruta, compulsiva e instintiva como se fora já só quase caprina e animalesca senão apenas uma forma rude, rural, e satírica de espiritualidade na variante popular do culto arcaicos de deuses brejeiros e caricatos como eram os sátiros e as ninfas do cortejo de Dionísio!

    Como uma das virtudes da religião é precisamente a de humanizar as leis naturais pela via das artes e dos bons costumes, numa sociedade civilizada já não é possível passar do desejo sexual obsessivo ao acto sexual compulsivo pelo que a ideia do rapto satírico da ninfa da moeda anterior teria que ser expressa em contraponto com a ideia aprazível do namoro em sociedade na forma de dança. No caso da moeda seguinte um par de dançarinos parece desenvolver fazer jus a origem da dança como imitação da mestria do cortejamento das aves pois assim parece ser a estranho dança da perdiz dos antigos cretenses.

    A representação quadrangular do disco solar era um recurso estilístico tipicamente minóico. A sobreposição de semicírculos representando ondas ou cobras de água em cruzeiro deram origem à simbologia quadrada do disco solar e a sobreposição ad infinitum destes ao labirinto iniciático.

    Figura 2: Thraco-Macedonian Region, Siris. Circa 525-480 BC. AR Stater (18mm, 10.02 g). Ithyphallic satyr standing right, grasping hand of nymph fleeing right.

    "On a symbolic level, the Cretan labyrinth with its golden thread portrays the cycle of life, by representing the womb and the umbilical cord. -- Adrian Fisher, Georg Gerster.

     

    Ver: LABIRINTO (***)

     

    Parece que na primavera se bailava a dança erótica da perdiz que era realizada em honra da deusa Lua, em que os dançarinos manquejavam e usavam asas. Na Palestina, de acordo com S. Jerónimo, ainda se realizava em Bete-Hogla (“o Santuário do coxo”) uma cerimónia chamada Pesach (“mancando”), onde os devotos dançaram em espiral. Bete-Hogla é identificado com a “eira de Atad”, onde se fazia o luto do Rei coxo Jacob, cujo nome pode significar Jah Aceb (“o deus do calcanhar). Jeremias advertiu os judeus para não tomarem parte nestes ritos canaaneus orgiásticos, citando: "A perdiz ajunta pintos que ela não deu à luz”. Anaphe, uma ilha situada ao norte de Creta com a qual Minos fez um tratado, era famoso na antiguidade como um lugar de descanso para perdizes migrantórias.[1]

    Jeremias 17:11 João Ferreira de Almeida Atualizada (AA): 11Como a perdiz que ajunta pintainhos que não são do seu ninho, assim é aquele que ajunta riquezas, mas não rectamente; no meio de seus dias as deixará, e no seu fim se mostrará insensato.

    A dança claudicante das perdizes de Creta poderia ter sido executada no labirinto de Creta em Cnossos e seria também executada nas eiras como rito de fertilidade agrícola o que acabaria por ser a causa do significado a eira de Atade mencionado em Génesis, 50: 11. A dança claudicante das Perdiz parece estar relacionada com uma dança aos saltinhos realizada no Carmelo durante a festa da Páscoa, que teria sido um festival de Primavera cananeu que a tribo de José adoptou para a transformar numa comemoração do seu mito fundador da fuga do Egipto... O provérbio citado por Jeremias só faz sentido postulando que o povo judeu da época tinha gosto em participar nos ritos orgiásticos canaanitas que tal como descritos por este profeta seriam variantes dos cultos frenéticos de Mitra e Cibele.

    Area Atad locus trans Iordanem, in quo planxerunt quondam Iacob tertio ab Iericho lapide, duobus milibus ab Iordane, qui nunc vocatur Bethagla, quod interpre-tatur locus gyri, eo quod ibi more plangentium circuierunt in funere Iacob. (Jerome 9:17-20) Eusebius, Onomasticon 8:17-20 (ca. 295 A.D.); Jerome 9:17-20 (ca. 390 A.D.) Alon Atad [the threshing floor of Atad] (Gen 50:10), "beyond the Jordan", where they mourned Jacob, is a place at the third milestone from Jericho, two miles from the Jordan, which today is called Bethagla, meaning "the place of the circle", for there they walked in a circle, as mourners do, at Jacob's funeral.

    BETH-HOGLAR, once (Josh. 156) AV Beth-hogla (…), 104, place of partridge,’ cp HOGLAH), a Benjamite city on the border of Judah (…). Under the form Bethalaga it is, according to Jos. (Ant. xiii. 15), the place to which Jonathan fled before Bacchides, I Macc. 963 (but see BETHBASI). The Onom. erroneously identifies Beth-hoglah with Atad (see ABEL-MIZRAIM, end). The interpretation ‘Belhagla, locus gyri’ of Jer., according to WRS (ReL Sem.PI 191, n. I), may rest upon a local tradition of a ritual procession around some sacred object there (cp Ar. &ala, ‘hobble, hop‘) - similar perhaps to the Ar. ceremonial tawdf (for which see We. Heid(21 IIO). (…). -- Encyclopedia Bíblica.

    Gênesis 50: 7Subiu, pois, José para sepultar a seu pai; e com ele subiram todos os servos de Faraó, os anciãos da sua casa, e todos os anciãos da terra do Egito, 8como também toda a casa de José, e seus irmãos, e a casa de seu pai; somente deixaram na terra de Gósen os seus pequeninos, os seus rebanhos e o seu gado. 9E subiram com ele tanto carros como gente a cavalo; de modo que o concurso foi mui grande. 10Chegando eles à eira de Atade, que está além do Jordão, fizeram ali um grande e forte pranto; assim fez José por seu pai um grande pranto por sete dias. 11Os moradores da terra, os cananeus, vendo o pranto na eira de Atade, disseram: Grande pranto é este dos egípcios; pelo que o lugar foi chamado Abel-Mizraim, o qual está além do Jordão.

    A partir do momento em que a Enciclopédia Bíblica constata que S. Jerónimo e Eusébio de Cesareia confundiram Beth-Hoglah com a eira de Atade, os delírios romanescos de Robert Graves parecem exagerados e mal fundados sobretudo quando comete o erro flagrante de dar à festa do Pesach o significado de “mancando”.

    Pésaj (en hebreo פסח), literalmente «salto», es la festividad judía que conmemora la salida del pueblo hebreo de Egipto, relatada en el libro bíblico del Éxodo. El pueblo hebreo ve en el relato de la salida de Egipto como el hito que marca el nacimiento del pueblo como tal.

    23Quando o Senhor passar pela terra para matar os egípcios, verá o sangue na viga superior e nas laterais da porta e passará sobre aquela porta, e não permitirá que o destruidor entre na casa de vocês para matá-los. Éxodo 12:23, Nova Versão Internacional (NVI-PT).

    Por qualquer motivo a psicanalisar Robert Graves confundiu propositadamente o significado literal da Páscoa Judaica que é “saltar”, passar por cima”, com “coxear, claudicar” o que lhe permitiu de seguida associar esta festa às danças claudicantes palestinas da Primavera.

    Em parte porque parece haver dúvidas razoáveis sobre o verdadeiro significado etimológico da Pascoa!

    Targum Onkelos translates pesach as "he had pity", The English term "Passover" is first known recorded in the English language in William Tyndale's translation of the Bible, later appearing in the King James Version as well.

    Depois porque só de passagem é que a Páscoa terá algo a ver com nenhuma passagem histórica real porque se sabe que significa “passagem”, não necessariamente por ter sido um rito fundacional da passagem do mar vermelho mas…por ser a evolução de muito mais universais e arcaicos “ritos de passagem”, que seriam realizados nas “festas dos rapazes” israelitas.

    Finalmente, porque se é um facto que os coxos e aleijados estão desabilitados para os saltos atléticos a verdade é que andam aos saltinhos.

    A cultura humana temperou-se de vigor realista no fogo da luta entre o Eros do amor à vida e o Tanatos da repulsa pela morte de que a dor e doença é a antecipação temerosa e as Deformidades e os Aleijões a insuportável imagem da nossa humana condição de mortais. Assim sendo, a repugnância estética e a acrimónia moral dos estigmatizados no corpo constitui um handicape d´alma acrescido às limitações objectivas de que certos sinistrados sofrem tanto pela compaixão como pelo ridículo que a deficiência evoca, têm por reverso o sofrimento moral, de que o prejuízo estético é apenas o mais suave dos eufemismos.

    Meninas amai o coxo / Que o coxo também se ama

    Só a gracinha que tem / Ir aos saltinhos para a cama

    E terá sido assim com esta e mais três Graças que Afrodite foi aos saltinhos com Hefesto para os infernos vulcânicos ficando assim psicanalisado o lapso de Robert Graves.

    Ninguém sabe ao certo quando se deu a suposta libertação dos judeus do Egipto mas existem autores que pensam que se algo semelhante aconteceu foi durante a erupção do vulcão de Santorini que levou à derrocada da talassocracia minóica ou seja mais ou menos na mesma época lendária da morte do Minotauro às mãos de Teseu.

    Assume that people such as Simcha Jacobovici and James Cameron are correct and that the Santorini eruption caused all ten Plagues of Egypt. This accounts for one eruption. Since the Bible account relates that all ten plagues did not occur at once, we can assume that at least a month expired between plague #1 and the start of the Exodus We now have one eruption and one month.

    When the Israelites arrived at the Red Sea, a tsunami is alleged to have appeared at precisely the right time even though Santorini had erupted a month earlier. Since we know that the Bible cannot be wrong, we need a second eruption. The count is now two cataclysmic eruptions separated by one month. Moses and the Israelites now follow the Cloud/Fire to Mount Sinai. -- Robert W. McDonald.

    Obviamente que o argumento ad contrario sensu não cabe bem aqui mas ler num fanático teísta que a Pascoa judia não pode ter ocorrido na sequência da catástrofe de Santorini porque “sabemos que a Bíblia não pode estar errada” deixa qualquer um sem argumentos teológicos. Na verdade, a mim não me ocorre melhor exemplo do que esta acrimónia teísta de Robert W. McDonald, sobretudo quando este se atreve, noutro ponto do seu competitivo dogmatismo teológico a aceitar que se tratou de facto arqueológico “indisputável”.

    It is indisputable that there was indeed a catastrophic volcanic eruption in antiquity. The point of contention is when this eruption occurred, with the “best estimates” obtained from geology and archaeology placing that event sometime between 1650 and 1600 BCE. -- Robert W. McDonald.

    No entanto, este facto não está na Bíblia pelo que afinal esta tem que estar errada de algum modo nem que seja por omissão de factos importantes. E quanto à Páscoa judia sobretudo na forma humanamente vergonhosa e teologicamente diabólica como Deus teria intencionalmente matado os primogénitos do povo egípcio só para libertar o povo judeu da fartura de cebolas que estes lhe davam! Assim, podemos concluir ad contraio sensu que estamos perante um relato mítico fundacional imaginário porque de uma época tão tenebrosa e monstruosa como a do Minotauro a quem possivelmente os cretenses sacrificavam também os seus primogénitos em épocas de pragas e calamidades.

    Mas como Deus escreve por linhas tortas e dá sobretudo importância às minudências acaba por ser estranhamente interessante verificar o seguinte:

    Um destes detalhes é a música. Diversos clássicos do cancioneiro judaico estão presentes neste cerimonial, entre eles o magnífico “Dayenu”. Dayenu é uma dessas pérolas da língua hebraica, onde as vezes uma única palavra fala mais que frases inteiras. Neste caso, Dayenu significa algo como “Já teria sido suficiente para nós”.

    Se ELE nos tivesse libertado do Egito,

    sem porém ter-lhes [aos egípcios] feito julgamentos,

    Dayenu! [2]

    Pois bem, o pequeno detalhe que está na letra da música é precisamente Dayenu que poderia ser traduzido em português por Car-ago, Car-amba ou por algum palavrão anda mais vernáculo com o mesmíssimo significado contextual praticamente intraduzível mas que sugere tudo! Ora “tudo” era em grego Pan-ta termo etimologicamente parecido com Dagon que parece ter sido este significado de em acádico e, coisa ainda mais estranha, parece ter sido também este, o significado de algo escrito com uma suástica seguido do pictograma para Wan ou Man em escritas orientais.

    O Budismo foi fundado por um príncipe hindu e as duas formas da suástica são uma herança dessa cultura. O símbolo foi incorporado, desde a Dinastia Liao, nos ideogramas chineses, com o sinal representativo ou (wan, em chinês; man, em japonês; van, em vietnamita), significando algo como "tudo" ou "eternidade", mas o desenho (suástica virada à direita) é raramente usado. A suástica marca as fachadas de muitos templos budistas.

    Em acádico Dayan era a estrela da constelação de Draco que por volta do terceiro milénio antes de Cristo seria a estrela que marcaria o norte aos marinheiros da época pelo que, como Dayenu seria mais do que suficiente porque seria “tudo” como foi Dagon para os marinheiros minóicos e depois fenícios. Também interessante será verificar que os mais ferrenhos destruidores do culto de Dagon foram os judeus macabeus que praticamente o extinguiram tendo apenas ficado um culto remanescente em Gaza mesmo assim oculto sob o nome de Marnas, onde se celebravam as maioumas, grandes festivais da primavera em honra de Maia, que entre os latinos era esposa de Vulcano.

    Figura 3: Mar-ca de Mar-nas.

    O símbolo de Marnas era parecido com uma suástica incompleta.

    E assim se fecha o círculo desta especulação porque Marnas era supostamente Zeus Velchenos em Creta e quem fazia o papel de Vulcano na Grécia era Hefesto que supostamente seria coxo e anão.

    Dal punto di vista storico-archeologico molti studiosi concordano nell’individuare nella moderna Pesach l’unione di due festività preesistenti e distinte. Una era la Pasqua dell’uccisione dell’agnello e l’altra gli Azzimi del pane non fermentato. La natura di passaggio e spostamento della festa di Pesach riporta ad usi pastorali premosaici, mentre gli Azzimi risalirebbe alla religione Cananea. Nella Bibbia si possono trovare tracce di una celebrazione ancora disgiunta delle due feste fin dopo la penetrazione ebraica nella terra di Canaan. – Wikipédia.

    Assim, esta tradição judia seria no mínimo uma assimilação cananeia como a dança claudicante herdada ou partilhada com os minóicos cretenses.

    No entanto, nenhum autor confirma que Beth-Hoglah fosse a “casa do coxo”, que foi Jacob, por ter lutado com um anjo e que foi sepultado junto da eira de Atade.

    The Arabic word for ‘hobble’, which gives its name to Beth Hoglah, is derived from the word for partridge. The inference is that the dance performed there was characterized by a hobbling gait. The partridge is a spring migrant and sacred to the Love Goddess because of its reputation for lasciviousness, according to Aristotle and Pliny. Like the wood ***, it mating dance is performed for an audience of hens. The *** flutters in circles in a hobbling gait, one heel held high to strike whatever rival appears. Partridges become so absorbed in their mating ritual that nothing can deter them. In ancient times a decoy *** was put in a cage at the end of a long brushwood tunnel. Its call attracted not only the hens but other cocks as well. The decoy male was one that had dislocated its leg in attempting to escape a horse hare snare. -- EARLY MYTH AND THE GODDESS IN ANCIENT CHINA, ANCIENT HISTORY and RELIGION TIMELINE

    Que a palavra árabe para «coxo» tenha dado nome a Beth Hoglah parece duvidoso pela precedência que esta localidade tem na Bíblia judaica. Possivelmente terá sido ao contrário, ou seja: o árabe recebeu do aramaico o termo para «coxo» que teria, este sim dado, nome a Beth Hoglah, ou então, derivado deste por razões que se terão prendido com tradições locais relacionadas com a dança claudicante (da perdiz ou do grau) referida por Robert Graves.

    Mas as restantes fontes também não são unânimes porque Jerónimo chama a Beth-Hoglah o “local do círculo” e a Encyclopedia Bíblica, “casa da perdiz”.

    Traduzir terreiro circular de dança da roda por eira de malhadas e desfolhadas parece uma boa figura de estilo mas só se as danças fossem garantidamente claudicantes é que seria legítima a tradução figurativa de Bete-Hogla por “santuário do coxo” que seria a eira de Atade.

    Ora, talvez seja esta insegurança das fontes que salvam in extremis a tese de Robert Graves de que em Beth-Hoglah existiria “a tradição local” não “de uma procissão ritual em torno de algum objecto sagrado” porque seria apenas e tão-somente a “dança da roda”, da perdiz ou outra mas seguramente claudicante, cuja objectividade histórica terá que ser confirmada noutras fontes!

    Infelizmente as fontes directas são praticamente todas de Robert Graves pelo que a teoria da dança claudicante das perdizes da Páscoa judia como modelo arcaico de dança de cortejamento não passará de mera conjectura que, no entanto, deve ser considerada “mui bene trovata” a partir de fontes indirectas.

    Topsell reported that "when fables ruled the world" it was believed that a proud queen of Pygmies named Oenoe or Gerania was turned into a crane by Juno and Diana, because she taught her people to neglect other gods and worship her.

    Gerania thereafter began an irreconcilable war between cranes and Pygmies that has persisted ever since. Much the same story appears in the Iliad of Homer. [3]

    Figura 4: Geranomaquia, batalha dos pigmeus contra as garças. Base do vaso François.

    Os Teucros em batalha, após seus cabos,

    Gritando avançam: tal se eleva às nuvens

    Dos grous o grasno, que em aéreas turmas,

    Da invernada e friagens desertores,

    Contra o povo Pigmeu com ruína e morte,

    O Oceano transvoam. Desejosos

    De entreajudar-se, tácitos os Gregos,

    Força e coragem respirando, marcham. - Homer, Ilíada 3.3. Tradução em verso de Manoel Odorico Mendes (1799-1864)

    Os gregos antigos acreditavam, possivelmente por reminiscências antigas da talassocracia cretense, ou por recentes informações alexandrinas que a região copta etíope era infestada de aves do paraíso a que os gregos chamavam geranos, o que de facto ainda hoje acontece mas não muito longe da Etiópia, na região dos Grandes Lagos.

    From this legend perhaps came the Greek name geranos or gereunos for cranes. Likewise, they were sometimes known as the birds of Palamedes, since, at about the time of the Trojan Wars, the mythic hero Palamedes reputedly invented several Greek letters by watching the convolutions of flying cranes. The avian genus Palamedea, however, was subsequently applied to the South American crane-like birds known as screamers. On the other hand, the Romans called cranes grues, evidently because of their grunting voices. [4]

    Figura 5: The Arusha region is an area famous for its variety of bird species, especially the beautiful lake and its shores Duluti lined with forests.

    O grunhir é a voz do porco mas, muitos outros animais emitem sons semelhantes.

    «Guindaste» < ant. Nórd. windass = Guincho = sistema mecanico de alavancas para grandes pesos = «Grua» < fêmea do grou < Lat. *gruu por grue > «maçarico» = aparelho (com a morfologia do pássaro pernalta do mesmo nome), provido de um tubo, que serve para dirigir, por pressão de ar, a chama sobre um objecto que se pretende aquecer ó (prov.) «Cegonha», Picota ou Burro de tirar água dos poços. > Cegonha (???) = Eng. Crane.

    O labirinto nem sempre assumiu o sentido de prisão na Grécia. Verifica-se, por intermédio de diversos relatos, a presença de uma dança na ilha de Selos. A narrativa mítica nos conta que Teseu, depois de sua vitória sobre o Minotauro, fez uma escala nesta ilha. Após oferecer um sacrifício e consagrar uma estátua a Afrodite, Teseu fez uma dança com os jovens que ele havia libertado da morte. Ao que se sabe, essa dança é, até hoje, conhecida pelos délios. Alguns autores descrevem a dança como sendo formada por uma fileira de jovens que se seguram uns aos outros nos punhos, formando uma corrente. Cada uma das pontas do grupo representa Teseu e Ariadne. As extremidades da corrente desenham movimentos ondulados, formando espirais, em sentidos alternados, para a esquerda e para a direita, para dentro e para fora. No final, as duas pontas se unem, representando a união entre os pares complementares, inicio-fim.

    Segundo pesquisas do historiador das religiões, Mircea Eliade (1988), todas as danças eram, originariamente, sagradas e seu modelo advinha de uma revelação. Devido a essa origem extra-humana e seus movimentos repetitivos as danças promoviam uma reactualização de um tempo sagrado.

    Através dos movimentos reproduzidos, era possível incorporar o homem ao animal. Como exemplo, Eliade (1988:43) cita as danças armadas de Atena e a dança do labirinto de Teseu.

    Esse género de dança também é chamado de dança do grou ou da cegonha. Ave pernalta, migradora, a cegonha passa o Inverno no sul da África e na Índia e o verso na Europa Central.

    Figura 6: Grous sagrados chineses ou aves do paraíso!

    Por isso, diz-se que essa ave atravessa todo o globo terrestre, unindo uma extremidade a outra. Tudo isso só é possível graças à sua habilidade de se orientar no céu. Utilizando-se do recurso de atirar uma pedra para marcar e reconhecer territórios, a cegonha, através do som ouvido com a queda da pedra, pode reconhecer se esta no mar ou na terra. Dessa forma, o grou, na cultura grega, 6 conhecido por sua prudência e cautela. Existe, entre os marinheiros gregos, um provérbio que diz: "Os grous carregam seixos", recomendando às pessoas que estas também, a exemplo da ave, ousem as mais distantes travessias, porem sempre sabendo para onde estão indo, sabendo como se orientar. Nas palavras de Detienne (1991:19): Esses grandes pássaros possuem de maneira exemplar a capacidade de prover, a ponto de parecerem conhecer, de maneira intuitiva, a natureza dos ares, as mudanças das estações. O labirinto da hipermídia, Por Lucia Leão.

    Crane = O. E. cran "ave pernalta de grande porte," comum germânico (cf. O. S. krano, O. H. G. krano, Ger. Kranich, e, com a mudança inexplicável de consoante, trani O. N.), do PIE * Gere (cf. Gk. geranos, L . grus, galês Garan, Lith. garnys "garça, cegonha"), talvez onomatopaico do seu grito.[5]

    A similar myth in India refers to warfare between dwarfs and the fabulous garuda bird (???).

    Garuda the bird of Visnu ó Vamana, the Dwarf Avatar of Vishnu ó Lord Vishnu took his seventeenth incarnation as a Dwarf, when Bali the king of the demons had captured the entire three worlds. Indra and all the other deities were wandering all around after losing the heaven.

                                                        ó Gal. Garan ó Lith. Garnys.

    «Grou» < L. grus < Gk. Geranos < Ker | < Kaur < Kur | -Anu

    > O. H. G. krano > O. E. cran > Engl. crane.

    Claro que o PIE * Gere se ficou pela cultura greco-romana e, quiçá, pela cultura védica onde pode ter dado origem ao nome de Garuda. Isso não quer dizer que a raiz -gere não seja de ter em conta na fixação da fonética greco-romana pela relação «giratória» das majestosas danças nupciais destas aves muito mais do que pela onomatopeia dos seus grunhidos!

    No entanto, não foi possível confirmar uma lenda hindu de uma luta de pigmeus e grous semelhante à grega pelo que a haver uma relação esta terá sido mais arcaica ou lateral, possivelmente por meio dos deuses que tiveram esta ave como animal de transporte…e quase todos os deuses olímpicos tiveram uma para se elevarem até aos cumes do monte Olimpo. O deus mais evidentemente relacionado com uma ave pernalta é, sem dúvida, o deus egípcio, Tote, o deus pelicano da escrita e da sabedoria, esposo de Maat.

    Maat seria uma forma egípcia de Atena e então Tote seria a variante de Hefesto, deus que se nunca foi casado com esta deusa de Atenas, foi pai de Eritónio, o filho unigénito desta eterna e sempre Virgem Mãe.

    (…) Topsell noted that the three most likely letters to have been extracted from the flight of cranes, alpha, lambda, and upsilon, are probably not actually attributable to Palamedes, who was reputed to have invented several new Greek letters from watching the formations of cranes. Yet, M. Martial ( A D 40-104), a Roman epigramist, and Flavius 'Cassiodorus (c. 490-575) both affirmed that the entire Greek alphabet was obtained from the flight of cranes by the god Mercury.

    Aristotle, Homer, and many other early authors believed that the cranes regularly engaged in warfare with Pygmies, or geranomachian. These Pygmies were believed to live in caves and were called Troglodytes, and at times were thought to ride on the backs of various animals. According to Pliny, the Pygmies were driven out of Geranea, their first city, by cranes, and later made warfare with them, attacking with iron weapons and darts or by riding on the backs of rams and holding in their hands a kind of clapper. Devil

    A cultura grega anterior à idade das trevas esteve intimamente ligada à cultura egípcia pela relação que Creta e a talassocracia Egeia tinham com o Delta do Nilo que faria parte desta até a sua derrocada sendo possivelmente mítica a ideia de que as primeiras dinastias do Egipto fizessem parte de um Antigo Egipto unido que mais não seria do que a visão posterior da supremacia cultural do Delta que tinha por capital Mênfis, literalmente terra dos minóicos. Por alguma razão a dinastia dos chamados “chefes estrangeiros” asiáticos de Avaris só efemeramente se sediou em Mênfis e por alguma razão também os egípcios sempre tiveram relações preferenciais com os cretenses e depois com os gregos alexandrinos com quem melhor se identificavam culturalmente possivelmente por com eles terem partilhado um passado comum.

    Figura 7: Tote.

     

    É uma divindade lunar (o deus da Lua) que tem a seu cargo a sabedoria, a escrita, a aprendizagem, a magia, a medição do tempo, entre outros atributos.

    Era frequentemente representado como um escriba com cabeça de íbis (a ave que lhe estava consagrada). Também era representado por um babuíno.

    É óbvio que, implícita a estas crenças greco-romanas relativamente aos, estavam antigos mitos conservados no Egipto em torno do deus Tote.

     

    Ver: HERMES TRIMEGISTO (***)

     

    De facto, não deixa de ser estranho que Tote fosse tanto um Íbis como um babuíno e isso pode ser explicar postulando que este deus resolveu o conflito da luta dos grous com os pigmeus (ou babuínos) identificando-se com ambos.

    Na Grécia os atributos deste Deus parecem ter-se distribuído mais por Hefesto do que por Hermes mas, seguramente que ambos herdaram os atributos que também eram de Enki.

    Se o nome Zehuti parece sugerir o de Zeus a verdade é que o de Zonga sugere o de Dagon, que era uma variante arcaica de Enki.

    Toth, Tot, Tôt, Thoth ou Zonga é o nome em grego de Djehuty (ou Zehuti), um deus pertencente ao panteão egípcio, deus da sabedoria um deus cordato, sábio, assistente e secretário-arquivista dos deuses.

    Nunca poderemos saber em definitivo se o mito ameríndio da serpente emplumada de Quetzalcoatl deriva dos deuses pernaltas de pescoço longo como os das cegonhas ou se todos estes se relacionam em última instância dos cultos do “disco solar alado”.

    Kukulcán era a versão maia do deus asteca Quetzalcóatl, serpente emplumada. Para os maias "kukul" significa sagrado ou divino e "can" significa serpente.

    À primeira vista nem Quetzalcoatl, que aqui é apenas literalmente o pássaro serpente, nem Kukulcan parecem ter algo a ver com os geranos gregos mas é possível que todos estes nomes tenham a ver com o culto das serpentes aladas que eram centrais nos cultos de mistério da deusa Mãe Deméter.

    Gk. Geranos < Ker | < Kaur < Kur | -Anu = (Ka)-Kur-(Ki)-Anu

    > *Sacur-Enkino > Kukulcan ó «Pelicano».

    *Sacur-Enkino era seguramente o pássaros da aurora fosse ele a cotovia ou qualquer outro mais vistoso como o Faisão, o Pavão, a Cegonha, que trás os meninos gerados depois da dança geranos, ou o Grou ou a mítica ave-do-paraíso, a Fénix fenícia ou o pássaro Benu dos egípcios, aves relacionadas com o culto sacarídeo (deuses solares fenícios) da aurora primordial, ou, também e porque não o «pelicano» parreco por ser marreco (= corcovado, sagaz e astuto) como Hefesto.

    (…) Although not noted by Topsell, the dances of cranes have attracted the attention of many cultures. The somewhat circular movements of the crane's dance were associated by ancients with the sun's seasonal movements.

    The appearance of the cranes in the spring thus implied a resurgent sun-god, while their dancing epitomized both fertility and death. According to Plutarch, when Theseus returned to Delos from Crete after slaying the Minotaur, he and his friends danced the geranos or crane dance, going through the convoluted motions of entering and leaving the Cretan labyrinth (Rowland, 1979). Crane dancing has had its counterparts in both eastern and western cultures, for the Oskits of Siberia dressed in crane skins and performed funereal dances, and similar dances were associated with Chinese funerals. In Australia, many of the aboriginal tribes included crane dances in their corroborees. – Cranes of the World: 8. Cranes in Myth and Legend, Paul A. Johnsgard University of Nebraska-Lincoln.

    "he danced with his youths a dance that they say the Delians still perform ... This dance, as Dicaearchus tells us, the Delians call the Crane" [Plutarch, Theseus 21] (My trans.).

    Figura 8: Xoros grego antigo.

    ἐν δὲ χορὸν ποίκιλλε περικλυτὸς ἀμφιγυήεις,

    τῷ ἴκελον οἷόν ποτ᾽ ἐνὶ Κνωσῷ εὐρείῃ

    Δαίδαλος ἤσκησεν καλλιπλοκάμῳ Ἀριάδνῃ.

    Coreia ali gravou, qual na ampla Cnosso

    Fez Dédalo à pulcrícoma Ariadna.

    Moços e virgens palma a palma enlaçam.

    A terra pulsam: tênue linha as veste,

    Veste-os guapo tecido azeitonado;

    Elas flóreas grinaldas, eles trazem

    Áureos alfanjes em talins de prata.

    Com mestra e leve planta, ou já discorrem

    Qual do oleiro tocada ao móbil torno

    Rápida volve a roda, ou já desfilam:

    Deleita-se o tropel que em cerca pasma.

    Dois adiante uma toada rompem,

    A voltear e aos pulos. — Em remate,

    Na orla esculpiu do enorme rijo escudo

    A ingente força do Oceano rio.

    Escudo de Aquiles – Livro XVIII da Ilíada de Homero Tradução de Manoel Odorico Mendes (1799-1864).

    Philostratus the Younger, Imagines 10 (trans. Fairbanks) (Greek rhetorician C3rd A.D.): "[From the description of a painting:] A troup of dancers here, like the chorus which Daidalos is aid to have given to Ariadne, the daughter of Minos. What does the art represent? Young men and maidens with joined hands are dancing."

    Figura 9: O “coro” de Teseu e Ariadne do vaso François.

    Although Plutarch writes in the second century of our era, K. Friis Johansen thinks that the dance is represented on the famous François vase from the second quarter of the sixth century BC (20). The names of Theseus and Ariadne are written on the vase and the boys and girls are undoubtly dancing. The dance may, therefore, have been known in the early sixth century BC, but I think it probably was much older. -- Robert Graves.

    De vestidos, bom leito e quentes banhos.

    Bailai vós, peritíssimos Feaces;

    O hóspede narre aos seus quanto excelemos

    Em navegar, em pés, em dança, em canto.

    Corra alguém, e a Demôdoco da régia

    Depressa traga a cítara sonora.”

    Pontono corre. Os públicios do circo

    Nove eleitos juizes, levantados,

    O lugar aplanando, o espaço alargam.

    O arauto volta; a cítara o poeta

    Recebe, a quem na arena adolescentes

    Cercam destros e airosos, em cadência

    Pulsando o chão divino: absorto Ulisses

    O enredo, o passo, a rapidez contempla.

    Demôdoco depois dedilha e canta

    Como furtiva a coroada Vênus

    Uniu-se a Marte, que o Vulcânio toro

    Maculou com mil dons peitando a esposa. -- Odisséia

    Homero Tradução de Manoel Odorico Mendes (1799-1864).

    Figura 10: Vaso grego com duas fiadas duma dança de roda.

    ὣς ἔφατ᾽ Ἀλκίνοος θεοείκελος, ὦρτο δὲ κῆρυξ

    οἴσων φόρμιγγα γλαφυρὴν δόμου ἐκ βασιλῆος.

    αἰσυμνῆται δὲ κριτοὶ ἐννέα πάντες ἀνέσταν

    δήμιοι, οἳ κατ᾽ ἀγῶνας ἐὺ πρήσσεσκον ἕκαστα,

    λείηναν δὲ χορόν, καλὸν δ᾽ εὔρυναν ἀγῶνα. 260

    κῆρυξ δ᾽ ἐγγύθεν ἦλθε φέρων φόρμιγγα λίγειαν

    Δημοδόκῳ: ὁ δ᾽ ἔπειτα κί᾽ ἐς μέσον: ἀμφὶ δὲ κοῦροι

    πρωθῆβαι ἵσταντο, δαήμονες ὀρχηθμοῖο,

    πέπληγον δὲ χορὸν θεῖον ποσίν. αὐτὰρ Ὀδυσσεὺς

    μαρμαρυγὰς θηεῖτο ποδῶν, θαύμαζε δὲ θυμῷ. 265

    Strictly within epic terms, coros can be both an actual dancing floor, like the one prepared by the Phaiakians (Odyssey 8.260) or the dance or the dance itself, a few lines later (8.264) or, according to the meanings of askew and the χορός or the dance itself, a few lines later (8.264) or, according to the meanings of and the it resembles on the shield, a representation of a dance. Pausanias accepted as the work of Daidalos a marble relief shown to him at Knossos (9.40.3), presumably a Neo-Attic work with dancing figures, while the epic description seems to have suggested a painting to Philostratos and Vergil. For many, the architectural implications of this description have dominated interpretation and encouraged the view of Daidalos as architect.

    This interpretation began in antiquity when scholiasts made χορός a place (topos) complete with columns and statues arranged in a circle. Most recently, circular structures of the Late Minoan pe-riod newly discovered at Knossos have been identified as the χορός of Daidalos, but there is no reason it need be round (the earliest round orchestra in Greece, in the theater at Epidauros, dates from around 300 B.C.), and Daidalos is not necessarily an architect until the late classical period. -- SARAH P. MORRIS. Daidalos and the origins of Greek art.

    Não é o caso mas o dogmatismo com que os doutos catedráticos defendem as teses de que retiram mordomias e ganha-pão são por demasiadas vezes atrasos de vida cultural. Assim, o primeiro comentário a este escólio (ainda longe de ser escolástico) é o de que as palavras são voláteis de mais para se fazer finca-pé nelas como fazem os biblicistas cristãos e quase todos os “escolásticos” académicos modernos que parecem querer ser donos da tradição antiga ou clássica!

    Chorus = 1560s, from L. chorus "a dance in a circle, the persons singing and dancing, the chorus of a tragedy," from Gk. khoros "band of dancers or singers, dance, dancing ground," perhaps from PIE *gher- "to grasp, enclose," if the original sense of the Greek word is "enclosed dancing floor." -- Online Etymological Dictionary.

    De facto, depois de exaustiva procura no melhor do banco de dados linguísticos sobre a antiguidade clássica que é o Perseus Digital Library Project possível encontrar o termo grego antigos χορός com o significado comum de “dança da roda”…e também com o significado de terreiro ou adro para dançar a roda!

    Figura 11: A dança da roda, χορὸς κύκλιος, era possivelmente a mais primitiva, simples e intuitiva forma de rapazes e raparigas se divertirem a dançar.

    A dança de acasalamento das aves era considerada por muitos povos primitivos como uma cerimônia mágica. Por isso a imitavam na crença de que aquela dança favorecia a fertilidade ou trazia chuva. Aliás, a "Dança da Chuva" dos indígenas Hopi, da Califórnia, é inspirada no vôo nupcial das águias; a dos Tahuhumare, no México, imita os perus. Na dança Schuhplatter, dos Alpes, os humanos usam penas de certa ave da região e dançam aos pares como o pássaro faz durante a época de acasalamento. – Autor anónimo.

    I. a round dance, used at banquets and festive occasions, Hom., Hes.:— at Athens, the χορὸς κύκλιος performed round the altar of Dionysus, Hdt., Eur., etc.

    2. from the Dionysiac Chorus arose the Attic Drama, which consisted at first of tales inserted in the intervals of the Dance (ἐπεισόδια), recited by a single actor: this dramatic chorus was either τραγικός consisting usually of 15 persons, or κωμικός of 24. When a Poet wished to bring out a piece, he asked a Chorus from the Archon, and the expenses, being great, were defrayed by some rich citizen (the χορηγός): it was furnished by the Tribe and trained originally by the Poet himself (hence called χοροδιδάσκαλος).

    II. a chorus, choir, i. e. a band of dancers and singers, Hhymn., Pind.

    2. generally, a choir or troop, τέκνων Eur.; also of things, χ. σκευῶν a row of dishes, Xen.; χ. ὀδόντων a row of teeth, whence the joke of οἱ πρόσθιοι χοροί, for the front teeth, Ar.

    III. a place for dancing, λείηναν χορόν Od., etc.

    «Coro» = • (Lat. choru < Gr. chorós), s. m. grupo de pessoas que cantam juntamente; < parte da igreja onde os clérigos cantam em comum os hinos religiosos < dança coral religiosa = L. chorus < Gk. Χορός.

    Χορεία = dance = A. dance, esp. choral dance with music (…) 2. of any circling motion, as of the stars (…) < II. dance-tune (…).

    A tradução que Manoel Odorico Mendes faz do termo homérico χορὸν como sendo Coreia parece pouco acertada com a tradição e com o português actual e deveria então ser reservada para a “dança da roda”. Repetindo, tanto em grego como em português o termo grego pode ser transliterado directamente “mutatis mutandis”. No entanto, o grego teve termo específico para espaço de dança (χορεῖον) e para “dança da roda” (Χορεύω) e para os coralistas bailarinos (Χορευτής / χορευτής). O termo luso actual «corete» = (< coro + eto), s. m. “espécie de palanquete ou coro, construído ao ar livre, para concertos musicais” terá tido origem dentro do português enquanto pequeno coro improvisado em festas e romarias porque se parece com o oposto de *cureião.

    A forma como a palavra chegou ao português tanto semântica como etimologicamente confirma as duas possibilidades de se reportar tanto à “dança da roda”, que na forma mais simples sempre foi coral e “cantada à capela”, como para o espaço ou coro onde o coral canta. No entanto, a lógica evolutiva neste caso parece apontar para que o espaço tenha precedido a tempo da acção ou seja, a dança deve ter começado no antro onde se procedia a iniciação dos *coiretes / curetes cretenses.

    Assim, o «coro» teria começado como «área» > «eira» > «arena» < Proto Latim *haurena < caureana < Kaur-e-ana > Grec. χορεῖον <= Kur-Ania, lit. terra (espaço) do Sr. do Kur que foi Enki, e por isso subterrâneo. Kur ou Ki-ush acabou sendo Zius / Zeus o deus dos curetes e coribantes cretenses.

    O Sr. do Kur seria o próprio Min-o-tauro que deu nome aos «curros» e «corrais» de vacas e outros animais que primitivamente partilhariam o mesmo espaço subterrâneo dos labirintos de iniciação nas cavernas de Creta. Obviamente que numa determinada altura do neolítico os espaços e conceitos separaram-se mas o Minotauro e o labirinto continuaram ligados na memória cultural e acabaram por confundir-se com o dédalo de Ariadne. A afirmação de Sarah P. Morris de que os escólios clássicos defendiam que o “χορός era um lugar (topos) circular repleto de colunas e estátuas reporta-nos para os tolos gregos

    In Greece, the vaulted tholoi are a monumental Late Bronze Age development. Their origin is a matter of considerable debate: were they inspired by the tholoi of Crete which were first used in the Early Minoan period or were they a natural development of tumulus burials dating to the Middle Bronze Age? In concept, they are similar to the much more numerous Mycenaean chamber tombs which seem to have emerged at about the same time. Both have chamber, doorway stomion and entrance passage dromos but tholoi are largely built while chamber tombs are rock-cut.

    Finalmente, tholos designa principalmente a un templo de estilo clásico, generalmente griego, de planta circular rodeado de una columnata. El más conocido es el tholos de Delfos.

    Seguramente que os factos arqueológicos mais as opiniões dos escólios reforçam a ideia de que o Tolos clássico seria uma evolução formalmente diversificada de um espaço arquitectónica que estranhamente teria tido uma enorme tenacidade de nome e na forma circular e que teria estado na origem ligado a cultos de morte e ressurreição solar surgidos a partir das grutas labirínticas cretenses onde haveria sempre um espaço circular para dançar em ritos iniciáticos de passagem (pascais).

    Lo cierto es que el Tholos destaca sobre el resto de construcciones, tanto por su forma peculiar como por su monumentalidad. En realidad es una construcción bastante atípica, aunque durante el Siglo IV a.c. se construyeron en Grecia varios recintos sagrados de planta circular, conocidos con el nombre de Thóloi.

    Figura 12: Reconstrução do Tolos de Delfos.

    Entre ellos son famosos los de Epidauro, Olimpia y Delfos, siendo éste último sin duda el más conocido. Su función no es del todo conocida, en ninguno de los tres casos y parece claro que no se trataba de templos, aunque tenían una función religiosa que algunos relacionan con el culto dedicado a los espíritus del inframundo, los que se conocen como divinidades ctónicas.

    Una explicación más simple lo relacionaría con una construcción de tipo funerario, lo que se relacionaría con la propia forma de tholos, equivalente a la tipología de las tumbas de época micénica, y también a la utilización en la cella del capitel de orden corintio, que en base a la leyenda de su origen, se suele relacionar con cultos funerarios. Recordemos en este sentido que la tradición atribuye el invento del capitel corintio a Calímaco, que había visto como las hojas de acanto envolvían una cesta de ofrendas sobre la tumba de una joven, que se elevaba con la fuerza de la planta.

    Figura 13: Planta do Labirinto de Gortina de 1821.

    É a explicação mais simples neste caso não parece ser a mais óbvia porque para que o tolos clássico fosse uma construção funerária seria de tipo fundacional e logo política pelo que alusões aos heróis ali enterrados teria deixado rasto na vasta literatura clássica nomeadamente nos escólios como ficou célebre o mausoléu de Helicarnasso. A relação passada com mausoléus parece inegável mas começa a ser cada vez mais provável que o uso das construções megalíticas antigas como túmulos individuais ou colectivos seria secundária e quando exclusiva, como, se calhar, as pirâmides egípcias nunca o foram, seria uma mais que provável distorção da sua vocação original polivalente ainda inegável nas estruturas megalíticas de Malta, que incluiriam também e sobretudo locais de parto nas culturas matriarcais mediterrânicas conhecidas desde Malta a Chipre a orientes e da Sicília às Baleares a ocidente. Também começa a ser claro que Creta não tem destas estruturas porque especulativamente todas as estruturas megalíticas seriam mais ou menos derivadas ou inspiradas pelas grutas labirínticas de Creta.

    «Tolos» < Tholos < Taulas baleares > Talos, o deus cretense do sol

     

    Ver: TALOS (***) & TALASSA (***) & TALABRIGA (***)

     

    Assim sendo parece poder concluir-se que os Tolos cálcicos seriam locais de cultos ctónicos relacionados com a iniciação guerreira e…«coros» onde se dançavam a «coreia» labiríntica de que os coretos minhotos seriam uma réplica temporária e em ponto pequeno.

    Nicolas Howarth, an Oxford University geographer, said: ‘Going into the Labyrinthos Caves at Gortyn it’s easy to feel this is a dark and dangerous place where it is easy to get lost. ‘Evans’s hypothesis that the palace of Knossos is also the Labyrinth must be treated skeptically. The fact that this idea prevails so strongly in the popular imagination seems more to do with our romantic yearning to believe in the stories of the past, coupled with the power of Evans’s personality and privileged position.’ -- Maze of underground caves could be the original site of the Labyrinth

    O labirinto de Creta seria possivelmente a gruta de Gortina e não o palácio de Knosos como se tem pesado.

    En el mito celta el laberinto llegó a significar la tumba regia (Diosa Blanca, p. 105); y que así sucedía también entre los griegos primitivos lo indica su definición en el Etymologicum Magnum como «una cueva montañesa» y por Eustacio (Sobre la Odisea de Homero xi p.1688) como «una cueva subterránea». El etrusco Lars Porsena hizo un laberinto para su propia tumba (Varrón, citado por Plinio: Historia natural xxxvi.91-3), y había laberintos en las cuevas «ciclópeas», es decir, pre-helenas, de las cercanías de Nauplia (Estrabón: viii.6.2), en Samos (Plinio: Historia natural xxxiv.83) y en Lemnos (Plinio: Historia natural xxxvi. 90). Salir del laberinto es, por tanto, reencarnarse. -- Robert Graves.

    Dédalo não terá construído nada especificamente como Homero o atesta porque a realidade a que alude seria natural ou seja, um dos espaços das grutas de Gortina que seriam miticamente o Kur como local onde Zeus nasceu enquanto Phanes, a montanha no meio do mar primordial.

    Technically, the Palace is therefore not a labyrinth – though Evans himself was not the one who forced the evidence. The earliest reference to a labyrinth was Egyptian in origin and appears in the 5th century by Herodotus, describing the Egyptian labyrinth. The link between that structure and Crete was done in the following centuries by Diodorus and Pliny, who stated that Daidalos had learned of the labyrinth design in Egypt. Indeed, some researchers posit that the very word “labyrinth” originates from lapi-ro-hun-t, or “Temple on the Mouth of the Sea” – which is Egyptian. -- The quest for the Cretan labyrinth, Philip Coppens.

    Sabendo o quanto discutíveis são as leituras dos hieróglifos egípcios aceita-se perfeitamente como sendo uma das leituras possíveis deste termo o templo (em sentido espacial) do monte do mar o que indicia um espaço de culto a Dagon. Mas a conotação que veio ter na língua lusa não deve ser despicienda enquanto «labor-ioso», intricado meandro iniciático dos “doses (zodiacais) trabalhos de Hércules” ou de Teseu…ou de Fanes / Mitra.

    E assim se começa a entender que as invasões dóricas não tenham mudado quase nada culturalmente nomeadamente em Creta onde com quase tudo se identificaram e tenham sido acreditadas como sendo o regresso dos heráclidas à sua terra de origem.

    «Labirinto» < Lat. labyrintu < Gr. labyrintho < La-Wur-into

    < Ra-Kur < Urash-Kur < Ash-kur-kur

    < Sa-kur-kur, a dupla montanha da Aurora ou as duas colunas de Hércules que suportam o mundo!

     

    Ver: LABIRINTO (***)

     

    In hindsight, it seems that the term labyrinth was applied to two distinct structures. One was a design, unicursal and concentric, while the other was a structure. Both, however, were linked with the spirits of the deceased, and it is likely that some confusion arose over time, leading to the current problems in identifying the “real” Cretan labyrinth. However, if the Palace of Knossos was indeed the residence of the infamous Minotaur, than its cell is still to be discovered, or identified. Until that moment in time, speculation and discussion will continue. -- The quest for the Cretan labyrinth, Philip Coppens.

    Gortina < Gortuna < Kaurtumna < Ker | < Kur| tu- Min.

    A dança que se realizaria nas festividades pascais de Creta seria um facto cultural tão marcante na emergência da história que, a par do esforço pela emergência da escrita pictográfica, o labirinto gráfico que aparece por todo o mundo pré-histórico representará o primeiro registo cor-eográfico da *coreia cretense.

    En un sentido el laberinto del que escaparon Dédalo e Ícaro era el piso de mosaico en el que estaba dibujado y que tenían que seguir en la danza de la perdiz ritual (véase 98.2); pero la huida de Dédalo a Sicilia, Cumas y Cerdeña se refiere, quizás, a la huida de los forjadores de bronce nativos de Creta como consecuencia de sucesivas invasiones helenas. La treta de la concha de tritón, y el entierro de Minos en un templo de Afrodita a la que estaba consagrada esa concha (véase 11.3), indican que Minos, en este contexto, era considerado también como Hefesto, el amante de la diosa del Mar. Su muerte en un baño es un incidente tomado, al parecer, del mito de Niso y Escila (véase 91.b-d); el equivalente celta de Niso, Llew Llaw, moría en un baño mediante una treta; y lo mismo le sucedió a otro rey sagrado, Agamenón de Micenas (véase 112.1). . -- Robert Graves.

    De facto, o que nós encontramos nas fontes documentais são danças diversas, mais ou menos complexas e labirínticas que como muito outras danças do tipo da ópera chinesa seriam formas de teatralização de mitos e lendas arcaicas quase sempre em ritos de passagem e ou em comemoração de mitos fundadores. Parece que esta dança ainda persiste no folclore grego nomeadamente a Maleviziotikos, dança de roda de coros de Creta.

    Maleviziotiko, originally from Crete, is a light and jumpy dance, and extremely cardiovascular. It belongs to the traditional Greek dances. Greek dance is a very old tradition, being referred to by ancient authors such as Plato, Aristotle, Plutarch and Lucian.[7]

    Malevisiot-ikos < Mar-e-| visi-ot < Phisi < Kish => *Mar(e)quixote.

    Que seria este *marquixote suposto fundo étmico do Maleviziotiko? Possivelmente um dragão de Marduque, ou seja uma dança do dragão como de facto parece ser e ainda é no folclore do estremo oriental. Este facto parece invalidar uma relação com a dança da perdiz de Robert Graves. No entanto esta ou não seria a única dança de roda claudicante da ilha de Creta ou seria ambas as coisas e o dragão seria a forma da roda e a alusão às danças de cortejamento das perdizes aos passos de dança claudicantes.

    De facto, são frequentes as danças e os cortejos nupciais com diversas posições de exibição e apaziguamento, característica genérica das aves na época do acasalamento.

    Figura 14:Friso de Perdizes” e poupa no do pavilhão “Caravanserai” em Cnossos.

    A perdiz era uma ave consagrada a Afrodite e segundo Aristóteles a fêmea fecundava só pelo cheiro da proximidade do macho.

    Em conclusão, a única informação de Robert Graves difícil de confirmar com fontes documentais é a relação desta dança com um cultos imitativo da dança claudicante de namoro das perdizes e desta com a pascoa judaica mas obviamente que a relação é bem achada e pode ser inferida pela leitura do belíssimo friso de Perdizes e poupa no do pavilhão “Caravanserai” em Cnossos.

    Outside, in the free air, Daedalus also created a dancing floor for Ariadne, the creature’s half-sister, daughter of Pasiphae and Minos, sister of Phaedra. It was a space where the Cretan delight of ritual movement might be exhibited, in that society where women, as Plutarch says, in his Life of Theseus, took part freely in the games, as at Sparta. Ariadne is one more incarnation of the Great Goddess, her dance a bird-dance perhaps, of the ritualistic mating partridges of Phoenicia, or a maze dance, echoing the labyrinth beneath her feet, or a dance of stars and constellations, or a dance of the bees in front of the hive, signalling the path to their flowered pastures. – A Honeycomb For Aphrodite, A. S. Kline  ©  2003  All Rights Reserved, This work may be freely reproduced, stored, and transmitted, electronically or otherwise, for any non-commercial purpose.

    Homer does not refer specifically to a maze but there are other sources from which it becomes clew that the patterns on the dancing floor of Ariadne laid nut in plan the intricate manoeuvre required of the dancers imitating the mating ceremony of either the sane (the most familiar version) or the partridge. This dance involved a complicated advance towards and withdrawal from the centre by the male, in which he displayed his plumage encircled and was circuitously and gradually drawn towards the female. The ritual function of this dance as practiced by Theseus may originally have been totemic or alternatively, but perhaps less probably, mimesis to ensure success in the hunt. Eustathius of Thessalonica, writing in about 1100 A.D. relates that Theseus learned Ariadne´s dance from Daedalus and danced it "to represent his passage thought the Labyrinth to kill the Minotaur.'

    On the island of Delos the ritual was so long maintained that Eustathius tell us that he knew an old sailor who remembered the steps which suggests a continuing folk tradition of at last two thousand years. -- "Some Notes on the Form of the Arkville Maze" PREPARED BV MICHAEL AYRTON FOR ARMAND G. ERPF.

    Delos, e Paros; à direita viam        335

    As Ilhas de Lebinto, e de Calimne:

    Eis que o Mancebo vendo-se felice

    No seu curso veloz, entra a alegrar-se,

    E a deixar o seu Guia. Cobiçoso

    De escrutinar melhor a Etérea Esfera,        340

    Toma mais alto vôo: as vizinhanças

    Do sol ardente a Cera, ligadura

    Das engenhosas penas, de improviso

    Começa a derreter. Já o infelice

    Os braços nus bate em lugar das asas,       345

    E como eles não eram hábeis remos,

    Que nos ares pudessem sustentá-lo,

    Eis que cai de cabeça, ao Pai chamando,

    Na cerúlea Corrente, à qual dá o nome.

    O Pai aflito (já não pai) os olhos    350

    Solícitos girando, e não o vendo,

    “Ó Ícaro, onde estás? (brada impaciente)

    Onde te hei de buscar, infeliz Filho?”

    E Ícaro repete: mas nas ondas

    Eis vê boiando as asas. A sua arte  355

    Sentido amaldiçoa; ao filho morto

    Ergue sepulcro, e a terra memorável

    Faz c’o nome fatal do Sepultado.

    A gárrula perdiz num azinheiro

    Pousada viu a Dédalo, que dava     360

    Ao filho sepultura, e comprazeu-se,

    Batendo as asas, e soltando Canto.

    Era única perdiz naquele tempo,

    Nas passadas idades ave ignota,

    Mudada pouco havia em tal figura; 365

    Tu, Dédalo, tiveste a culpa toda.

    METAMORFOSES DE OVÍDIO

    TRADUZIDAS POR FRANCISCO JOSÉ FREIRE.

    Os artistas antigos repetiam mitemas como os modernos autores de ficção glosam motes em sequelas uns dos outros em total libertinagem de figuras de estilo simbólicas e metafóricas e analogias. O mito de Ícaro recorda o de Faetonte e permite colocar Dédalo no papel de um deus pai solar que neste caso seria Talos. Mas Talos / Calos era Perdix e seu sobrinho. Ovídio coloca na no funeral do filho de Ovídio a perdiz precisamente para relembrar a morte idêntica e recente do sobrinho de Dédalo.

    Dele a Irmã entregou-lhe um tenro filho,

    Que doze anos contava, desejando,

    Que o Tio lhe ensinasse as subtis artes,

    Pois mostrava par’elas vivo engenho.         370

    Ele foi quem por ver de peixe o dorso

    Espinoso, imitou em ferro a espinha,

    Subtis dentes abrindo-lhe, e da cerra

    Assim foi o Inventor. Deu igualmente

    Às Artes os dois ferros, qu’um nó prende,   375

    A fim de que distando iguais espaços,

    Estando um deles fixo, e o outro em giro

    Um círculo se forme. Inveja teve

    Dédalo dos Inventos, e arrojou-o

    Do Templo de Minerva, publicando            380

    Ter sido acaso queda: mas a Deusa

    Dos engenhos Patrona recebeu-o

    Benéfica nos ares, e cobriu-o

    De leves penas transformado em ave,

    Que de Perdiz o nome inda conserva,         385

    E não menos nos pés, e asas veloces

    Do engenho a natural vivacidade.

    Ave não é, que corte os altos ares,

    Nem que construa em ramos o seu ninho:

    Voa sempre rasteira, e choca em mato,      390

    De alturas temerosa, inda lembrada

    Do seu fatal, antigo precipício. METAMORFOSES DE OVÍDIO TRADUZIDAS POR FRANCISCO JOSÉ FREIRE.

    E é assim que deepois das an-danças em labirintos vamos parar aos meandros de Dédalos.

     

    DÉDALOS

    An extensive family of words in the Homeric poems derives from a root of undetermined meaning, *dal reduplicated as daidal- to produce primarily adjectives (daidaleos, daidaloeis, poludaidalos); less frequently a neuter noun, used only in the plural (daidala), twice a verb in the present participle (daidala), and, last but not least, Daidalos himself. The etymology of its root remains unknown: Indo-European sources (*del-) and Semitic *dal- (as in deltos, "writing tablet") have both been proposed, but neither demonstrates an independent connection with its epic manifestations. 'No ancient usage that does not derive from its original epic context can be attested for any versions of the words. In poetry they describe, represent, or personify objects of intricate and expensive craftsmanship; expressions such as "well crafted," (…) -- Daidalos and the Origins of Greek Art, Por Sarah P. Morris.

    Não há dúvidas de que o nome de dédalos se relaciona com a raiz *dal e, pelos vistos, até os eruditos concordam que desta vês o Indo-Europeu não serve de explicação etimológica e que possivelmente só os semitas tenham herdado alga relação com esta raiz.

    1. del-

    to tell, count, calculate

    2. del-

    to shake, totter

    3. del-, dol-, delə-

    to split, divide

    4. del-

    to rain, dribble

    5. del-

    long

    Indo-European Léxicon Pokorny Master PIE Etyma

    Dédalo < Daidalos < The-Thalos => δάχτυλα.

    No entanto a raiz de *dal tem uma origem mais arcaica relacionada com divindades telúricas como foi Talo, o deus sol quando posto e a raiz Tala-dos falares ibéricos.

    A Hefesto se le describe a veces como hijo de Hera y Talos (véase 12.c) y a Talos como sobrino joven de Dédalo, pero Dédalo era un miembro subalterno de la casa de Erecteo, fundada mucho tiempo después del nacimiento de Hefesto. Estas discrepancias cronológicas son muy usuales en la mitología. Dédalo («inteligente» o «hábilmente forjado»), Talos («sufridor») y Hefesto («el que brilla de día») demuestran por la semejanza de sus atributos que sólo son títulos diferentes del mismo personaje mítico. Ícaro (de io-carios, «dedicado a la diosa Luna Car») puede ser otro de sus títulos. Pues Hefesto, el dios herrero, se casó con Afrodita, a la que estaba consagrada la perdiz; la hermana de Dédalo, el herrero, se llamaba Pérdice («perdiz»); el alma de Talos, el herrero, levantó vuelo como una perdiz; una perdiz apareció en el entierro de Ícaro, el hijo de Dédalo. Además, Hefesto fue arrojado desde el Olimpo, y Talos fue arrojado desde la Acrópolis. Hefesto quedó rengo al caer; uno de los nombres de Talos era Tántalo («cojeando, o tambaleando»); la perdiz macho cojea en su danza amorosa sujetando un talón con el que se dispone a golpear a sus rivales. Además, el dios latino Vulcano renqueaba. Su culto había sido introducido desde Creta, donde se llamaba Velcano y tenía un gallo como emblema, porque el gallo canta al amanecer y era, por tanto, apropiado para un héroe solar. Pero el gallo no llegó a Creta hasta el siglo VI a. de C, y es probable que haya desalojado a la perdiz como ave de Velcano.

     

    Ver: TALABRGA / TALA/TALLA E

    A SEMÂNTICA DE TALÁBRIGA (***)

     

    A mitologia de Dédalos mistura-se de tal modo com a de Hefesto que até aconteceu que “Kedalion era um escravo de Hefesto na sua forja da ilha de Lemnos.”

    Hesiod, The Astronomy Fragment 4 (from Pseudo-Eratosthenes, Catasthenes Fragment 32) (trans. Evelyn-White) (Greek epic C8th or 7th B.C.): "[Oinopion] blinded him [Orion, for raping his daughter] and cast him out of the country. Then he came to Lemnos as a beggar and there met Hephaistos who took pity on him and gave him Kedalion his own servant to guide him. So Orion took Kedalion upon his shoulders and used to carry him about while he pointed out the roads."

    Some stories say that yet another forge existed on the banks of the river Okeanos, next to the place where the sun started his journey every morning on the sky, and one more on Volcanus, an island close to Sicily, where the Cyclopes worked for him.Music

    Do mesmo modo, só é referido por Robert Graves que esta dança das perdizes seria típica dos ferreiros.

    Mas existia também uma dança da perdiz claudicante, que se executava nas orgias eróticas relacionadas com os mistérios da arte da forja. Portanto é igualmente possível que Hefesto, depois de se casar com Afrodite, mancasse apenas uma vez por ano: no Festival da Primavera. -- Robert Graves.

    Uma busca exaustiva das fontes clássicas apenas nos permite saber o seguinte:

    "Kypris [Afrodite], a deusa do desejo, fez o seu rabalho com doçura em seus corações [e casou os Argonautas, de passagem pela ilha, com as viúvas de Lemnos]. Ela queria agradar a Hefesto, o grande artífice, e salvar mais uma vez a sua ilha de Lemnos da repetida falta de homens... A cidade inteira [de Lemnos] fervilhou cheia de vida com danças e banquetes e o cheiro dos holocaustos encheu o ar; e, de todos os imortais, eram o glorioso filho de Hera, Hefesto, e Kypris [Afrodite] a quem suas canções e sacrifícios se dirigiam com mais agrado." [9]

    A metalurgia chegou à Grécia através das ilhas do Egeu. A importação de bronze e ouro da Helade, finamente forjados, talvez explique o mito de que Hefesto foi guardado em uma gruta na ilha de Lemnos por Tetis e Eurinome, títulos da deusa do mar que criou o universo. Os nove anos que ele passou na caverna demonstram sua subordinação à Lua. -- Robert Graves.

    Figura 15: Hefesto supostamente bêbado é levado para o Olimpo por Dionísio num cortejo báquico.

    Infelizmente Robert Graves faz outras conjecturas ousadas e menos “bene trovatas” por ausência de suporte mínimo em fontes documentais e uma demasiada similitude com a fértil imaginação holioodesca.

    El mito de Dédalo y Talos, como su variante, el mito de Dédalo e Ícaro, parece combinar el rito de quemar al sustituto del rey solar, que se había puesto alas de águila (véase 29.1), en la hoguera de la primavera — cuando comenzaba el Nuevo Año palestino— con los ritos de arrojar al pharmacos con alas de perdiz, un sustituto análogo, desde un risco al mar (véase 96.3), y el de punzar al rey en el tobillo con una flecha envenenada (véase 10 abajo). Pero la admiración de los pescadores y labradores al ver volar a Dédalo ha sido deducida, probablemente, de una ilustración que representaba a Perseo o Marduk alados (véase 73.7). -- Robert Graves.

    Sua queda, assim como a queda de Cefalo, Talo (on Alcale), Cirão, Ifito) e outros, era o destino habitual do rei sagrado ao termino de seu reinado, em muitas partes da Grécia. As muletas de ouro talvez tivessem a função de elevar do chão o seu calcanhar sagrado. (???).

    A claudicação do deus ferreiro é uma tradição que se encontra em regiões muito distantes entre si, como a África ocidental e a Escandinávia. Em tempos primitivos, é possível que se aleijassem propositadamente os ferreiros para evitar que eles fugissem e se aliassem as tribos inimigas. (???) -- Robert Graves.

    Figura 16: Retorno de Hefesto.

    Existe uma explicação mítica documentada na suméria bem mais prosaica e, por isso, muito mais plausível para a escolha profissional dos aleijadinhos porque por um lado explica os erros da criação nas deficiência e por outro comprova com a evidência do senso comum “que a necessidade aguça o engenho” que faz com que alguns aleijados sejam mais esforçados e inteligentes do que o comum dos mortais que quando inaptos para a guerra ficam atestadíssimos para as artes de apoio castrense como a engenharia militar que a arte de ferreiro era no seu começo!

    Why does myth connect lameness to commercial circuiting? An explanation in terms of occupational selection is offered in a Sumerian myth concerning a contest between the goddess Ninmah and the god Enki. The goddess formed human beings (from the 'fathering clay, from the Apsu') with various bodily defects to whom the god had to assign a useful place in society. Thus, in Jacobsen's (1987a: 160) translation:

    Third [she molded from it] the 'Hobbled-by-twisting-ankles'. When En[ki] had lo[oked] the `Hobbled-by-twisting-ankles' over, he [taught] (?) it the work of metal casters and silversmiths. -- Taking ancient mythology economically. – bay Morris Silver.

    As interpretações racionalizantes, ora se encontram com as causas ora com as consequências dos fenómenos míticos, ignorando que por definição são a explicação errática e delirante de tudo e de nada de que é feita a cultura humana.

    A aparência feia de Hefesto e seu defeito físico é interpretado por alguns estudiosos como uma representação da arseníase, um efeito decorrente da exposição a pequenas quantidades de arsênio que resultaria na coxeadura e câncer de pele.

    Talo (ou Ácale), o ferreiro, era um herói cretense, filho da irmã de Dedalo, Perdiz, com quem o mitógrafo identifica Hera. Perdizes, consagradas à Grande Deusa, estavam de certo modo presentes nas orgias do equinócio de Primavera no Mediterrâneo oriental, através da apresentação de uma dança claudicante imitando perdigões. As perdizes fêmeas, segundo Aristóteles, Plinio e Eliano, eram capazes de conceber apenas ouvindo a voz do macho. Hefesto e Talo parecem ser o mesmo personagem partenogênico: ambos foram subjugados por rivais furiosos originalmente em honra à sua deusa-mãe. -- Robert Graves.

    E teremos que aceitar com algum reforço de imaginação mítica este golpe de rins acrobático, só possível no campo da mitologia que faz de Talo, um avatar de Hefesto, um filho da divina Perdiz que, se era símbolo dos deuses ferreiros, também era consagrada a Afrodite.

    Figura 17: Triptolemos em carro alado com costas com cabeça de grou mas que normalmente e atrelado a cobras aladas

    Figura 18: Hefesto em atitude de Tote / Hermes Trimegisto.

    Figura 19: Triptolemos e Dionísio num cortejo eleusino.

    O carro de cortejo de transporte individual de idosos barbudo parece ser de origem helenista

    The crane was closely associated with Hephaistos, for the god was said to have dwelt on the shores of the earth-encircling River Okeanos in his early days, the wintering grounds of the migrating crane. His donkey-saddle or chariot was often depicted decorated with crane-heads.

    Sendo assim, seria pela relação da dança labiríntica de Teseu com o labirinto de Creta e deste com um circo de dança claudicante construído por Dédalo que chegamos à “dança dos ferreiros” como sendo também uma dança claudicante e de perdizes, por Talo ter sido Perdix. Confuso mas parece soar bem!

    Figura 20: Xoros dionisíaco onde aparece uma ave que mais parece ou grou ou um ganso.

    Obviamente que foram os navegantes intrépidos do mar Egeu (adoradores de Dagon o poderoso deus do “pote de água” e dos mares) que levaram a suástica por toda a parte. Estes misteriosos missionários navegantes do neolítico usavam a cruz gamada como símbolo do misterioso movimento do disco solar alado que veio a ser a famosa “cobra emplumada” dos ameríndios depois de ter sido Enki na Suméria e, possivelmente muito tempo antes, Dagon na Síria, zona de influência da talassocracia egeia antes da sua derrocada com a explosão de Santorini, e, por fim, Marnas.

    Sabemos que Dagon significou em abstracto na cultura caldeia “assembleia e totalidade” e a mesma semântica permanece no termo grego Pan. Ora, estranheza das estranhezas, esta mesma semântica parece ser a da suástica em chinês onde em mandarim wàn significa tudo e eternidade!

    The paired swastika symbols are included, at least since the Liao Dynasty, as part of the Chinese writing system ( and ) and are variant characters for or (wàn in Mandarin, man in Korean, Cantonese and Japanese, vạn in Vietnamese) meaning "all" or "eternity" (lit. myriad).

    On le trouve dans deux idéogrammes chinois ou plus couramment , signifiant «dix mille» (c'est-à-dire l'éternité) ou «le cœur de Bouddha».

    In Japan, the swastika is called manji. The right-facing manji is often referred to as the gyaku manji (逆卍, lit. "reverse manji") or migi manji (右卍, lit. "right manji") , and can also be called kagi jūji (literally "hook cross").

    Claro que já é arriscar muito insistir no pecado dos falsos cognatos ao forçar a ideia de que a suástica inversa (já de si “cruz torta”) dos japoneses seja foneticamente gyaku manji o que ressoa como “mão esquerda” com patuá francês (main gauche) e ordem gramatical inglesa. No entanto existem linguistas que insistem no ruído de fundo de que a persistência da imagem fonética condiciona a evolução das línguas porque, se nos esquecemos facilmente da letra de uma canção, só muito dificilmente não nos recordamos das músicas preferidas.

    In one of the corridors of the second palace at Knossos “the fallen plaster...showed the remains of an elaborate series of mazes”, based on the motif of the swastika? (…) At Gaza the god Marnas, otherwise called Zeus Kretagenes, had a circular temple surrounded by concentric colonnades, which appears to have borne some resemblance to the Cretan Labyrinth2. If so, it becomes possible that the Phoenician letter mem on autonomous coppers of Gaza (fig. 344) was not merely the initial of Marnas, but also a quasi swastika like the Labyrinth-devices on coins of Knossos.

    (…) But among recent investigators there is something like a consensus in favour of the view that it was a stylised representation of the revolving sun.[10]

    É inegável que a suástica terá sido um símbolo solar significando de forma simples e banal o movimento perpétuo do sol quer na abóbada celeste quer em torno de si mesmo visto a olho nu! Porém, esta analogia não invalida o facto de ser uma simplificação duma mitologia da criação a partir duma ideia de cópula cósmica ou seja do herogamos entre o céu e a terra de que a mitologia de Gaia e Úrano são a mais recente variante mitológica e Ninguizida o deus caldeu mais obviamente responsável pelo cadoceu hermético!

    Ningizzida was a fertility god. Originally depicted as a serpent with a human head, Ningizzida became known as a magical god of healing.

    Nin-guiz-ida = lit. “Senhor deus” Gu | Su(-gaar) < Chu > Zu | -iz

    > Zeus.                                                                    > Basc. Sugaar.

    Ninguizida tem, a este respeito, o mesmo papel da divindade basca Sugaar.

    Dans la mythologie basque, Sugaar est le pendant mâle d'une déité pré-chrétienne basque associée aux orages et à la foudre. Il est en général représenté par un dragon ou un serpent. Contrairement à son épouse Mari, il subsiste hélas peu de légendes à son propos.

    Il est représenté dans une forme similaire au svastika, le lauburu, mot qui signifie littéralement «quatre têtes».

    Figura 21: Sugaar Sugar, Sugoi, Maju.

    Ce symbole remonterait au moins au néolithique, à l'époque pré-indo-européenne.

    Sugar es capaz de cambiar de forma, generalmente toma una forma humana o forma de una serpiente o dragón.

    Sugar tiene moradas terrenales, una localizada en la cueva de Amunda y otra en la cueva de Atarreta.

    Sugar: suge + ar, ‘serpiente macho’ o ‘dragón’; también se sugiere: sua + gar, ‘llama del fuego’.

    Sugaar < suge + ar = su(a) + gar > Sugar < Shu-Kar > Sacar.

    Sacar era um deus fenício da aurora semelhante ao deus Crono e Saturno que informações cruzadas apontam para serem variantes de Dagon.

     

    Ver: DAGON (***)



    [1] It seems that in the spring an erotic partridge dance was performed in honour of the Moon-goddess, and that the male dancers hobbled and wore wings. In Palestine this ceremony, called the Pesach (‘the hobbling’) was, according to Jerome, still performed at Beth-Hoglah (‘the Shrine the Hobbler’), where the devotees danced in a spiral. Beth-Hoglah is identified with ‘the threshing-floor of Atad’, on which mourning was made for the lame King Jacob, whose name may mean Jah Aceb (‘the heel-god’). Jeremiah warns the Jews not to take part in those orgiastic Canaanite rites, quoting: ‘The partridge gathereth young that she have not brought forth.’ Anaphe, an island situated to the north of Crete, with which Minos made a treaty, was famous in antiquity as a resting-place for migrant partridges. -- Robert Graves – The Greek Myths.

    [2] http://noticiasdesiao.wordpress.com/2011/04/19/chag-pessach-sameach/

    [3] Cranes of the World: 8. Cranes in Myth and Legend, Paul A. Johnsgard University of Nebraska-Lincoln.

    [4] Cranes of the World: 8. Cranes in Myth and Legend, Paul A. Johnsgard University of Nebraska-Lincoln.

    [5] crane = O. E. cran "large wading bird," common Germanic (cf. O.S. krano, O. H. G. krano, Ger. Kranich, and, with unexplained change of consonant, O. N. trani), from PIE *gere- (cf. Gk. geranos, L. grus, Welsh garan, Lith. garnys "heron, stork"), perhaps echoic of its cry.

    Devil Cranes of the World: 8. Cranes in Myth and Legend, Paul A. Johnsgard University of Nebraska-Lincoln.

    [7] http://www.youtube.com/watch?v=20xxDETvkZo

    [9] "Kypris [Aphrodite], the goddess of desire, had done her sweet work in their hearts [and mated the visiting Argonauts with the widowed women of Lemnos]. She wished to please Hephaistos, the great Artificer, and save his isle of Lemnos from ever lacking men again...The whole city [of Lemnos] was alive with dance and banquet. The scent of burnt-offerings filled the air; and of all the immortals, it was Hera's glorious son Hephaistos and Kypris [Aphrodite] herself whom their songs and sacrifices were designed to please." -- Apollonius Rhodius, Argonautica.

    [10]Arthur Bernard Cook - Zeus - A Study in Ancient Religion.

  • DAGON I o misterioso deus oculto dos marinheiros neolíticos criadores da civilização, por artur felisberto

    DAGON I
     
    Figura 1: Deus peixe caldeu possivelmente Dagon ou um dos Apkallu.
    The occult indications of the rising of Dagon have been paralleled by the archaeological rediscoveries of the god’s ancient significance, although there is much that yet remains unclear. Most frustratingly of all, no convincingly authentic statue or representation of Dagon seems to have been found, as all the evidence indicates that the familiar fish-god image is not, in fact, that of Dagon.
    (…) At an early period prior to this however, Dagan was one of the few foreign deities to have been included in their own pantheon by the Sumenans, as an attendant of the high god Enlil, the lord of the earth and vegetation, provider of cattle, agricultural implements, and the arts of civilisation. With the Babylonians and Assyrians, Dagon became increasingly identified with Enlil; he was worshipped as a god of the earth and its vegetation, a great, cthonian deity who sat in judgement of the souls of the dead in the underworld.
    (…) Along the coastal areas, Dagons cult persisted well into Hellenic times; his temple at Ashdod was still in use until 147 BC, when it was destroyed by Jonathan Maccabeus. However, although Dagon maintained his function as a god of fertility and lord of the rain, he became confused and merged with other foreign deities. The merman characteristics that are wrongly attributed to Dagon probably stem from this period due to comparisons with the Syrian goddess Atargatis, who was said to have the form of a mermaid. There was a sanctuary of this deity at Ashkelon, and it contained a large pool, full of sacred fishes.
    (…) The god Ea dwelled in the depths of the sweet-water abyss, the Apsu, “in the chamber of fates, the abode of destinies”. It has been suggested that his name means “House of the Water”, but this remains uncertain. He is depicted as a man holding a vase from which issue streams of water, as a merman, or as a goat with a fish’s tail. However, Ea is an earth deity as much as he is a water god; his Sumerian name Enki, means “Lord of the Earth”, or “Lord of the Place”. One hymn speaks of Enki as directing the plough and the yoke, and of making the grain grow; in this aspect especially, he has much in common with Dagon. –
    A aparente inexistência do que quer que seja não prova nada tal como não se pode provar o que quer que seja com base na mera ausência de informação, argumento usado pelos que põem em dúvida a natureza anfíbia de Dagon apenas porque tal parece uma monstruosidade pouco razoável. No entanto, parece que a literatura existente não ajuda muito a desvendar o mistério de Dagon que ora aparece como Enlil mas em quase tudo se assemelha com Enki!
    There is also another label that can be hung on the various numinous beings of the Ancient Near East; we can say that there are 'explained' and 'unexplained' deities. When we refer to the first group, we are indicating any such numen adequately described by the ancient sources. Basically, they are deities who take part actively in myths, legends and epic poems, where they appear with a specific and more or less three-dimensional character, that gives a clear indication of the role that deity in the general framework of his or her pantheon. In this way, modern scholars start from sufficiently 'firm' foundations in order to be able to work on and digest the non-literary documentation which, although it comprises the largest proportion of the material, in fact is very meagre when it comes to making a 'stable' profile of the deity. The cases of An, Enlil, Enki, Inanna, Marduk, Adad or Nergal are good illustrations of examples of 'explained' deities. The other group, the set of 'unexplained' deities comprises a whole series of numina that do not appear in the literary texts and are not described in any ritual, though some of them, at least, seem to be very popular in specific regions of the Ancient Near East. There is no doubt that this 'classification' does not contribute anything to our knowledge of the religions of the Ancient Near East, but corresponds to pure empirical observation of the facts. Even so, it is clear that we are dependent on the possible discovery of new material that illuminates and transforms into 'explained', deities that up till now were not, but in these disciplines who is not dependent on the chance of a new archaeological find? There is no need to say that Dagan belongs to the second group. There is little evidence of him in Babylonia, and the main documentary quarry comes from Syria, the origin and principal focus of his cult.
    Dagan é deus muito pouco conhecido porque é um “deus marginal” do ponto de vista babilônico. Apesar disso, ele é “central” aos olhos de Síria. -- .
    Na verdade, não há uma relação etimológica clara entre Dagan e o que se sabe da língua suméria. Obviamente que já não se estaria à espera de encontrar a etimologia de um teónimo a partir de raízes significantes sumérias por duas principais razão: Primeiro porque já se chegou muitas vezes que não é de boa lógica protocolar derivar a excelsa nomenclatura divina de uma qualquer vulgaridade! Depois porque sendo o sumério a mais antiga língua escrita conhecida não faria sentido saber-se que os seus falantes adoraram Dagon e procurar a sua etimologia em línguas que lhe foram posteriores. Ora, sendo o sumério afinal uma língua primitiva e, logo, em processo de formação de acordo com um lógica aglutinante de economia de meios espantosamente simples e eficazes, seguramente influenciada pela estratégia dos processos ideográficos de escrita pictográfica cuneiforme descobertos por esta altura, natural seria que tivessem sido os sumérios os primeiros a escrever o nome de Dagon de forma decomposta de acordo com os seus componentes linguísticos, se os tivera como são patentes por exemplo no nome de En (< Anu)-Ki que faz jus ao nome de seu pai An(u) e a sua mãe Ki.
    Dagan is a little known god because he is a 'marginal' god from the Babylonian viewpoint. In spite of that, he is 'central' in the eyes of Syria.
    In the light of the evidence we have set out we may conclude that Dagan had a pre-eminent role within the Semitic pantheon of the mid-Euphrates.
    He had the same rank as the principal (father)-gods of the neighbouring pantheons, with an evident fatherhood in respect of the Storm-god, who was to become one of the most popular and most powerful gods after the second half of the second millennium. The centre for all this was basically the region of the mid-Euphrates, so we could consider Dagan as a 'local' god, as 'local' or as 'national' as El in the Mediterranean Levant, the Hurrian Kumarbi, Marduk in Babylon, Assyrian Aššur or the Sumero-Akkadian duo An-Enlil. In this way, the comparative structure of the summit of the divine roll of the various neighbouring pantheons is as follows:
     
    Sumero-Akkadian    Hurrian    Syrian       
            Hinterland 'Semitic'    Coastal 'Semitic'       
    Husband    Wife    Husband    Wife    Husband    Wife    Husband    Wife       
    An        An                           
    Enlil    Ninlil/
    Ninbursag    Kumarbi    Šala/uš    Dagan    Šalaš    El    Atirat       
    Adad    Šala    Tešup    Hebat    Addu-Baal    Hebat    Haddu-
    Baal    Attart / Anat    
    It is clear that there were two 'Semitic' pantheons in Syria: one headed by the couple Dagan and Salas in inner Syria, with main sanctuaries in Tuttul and Terqa, and the other led by El and Atirat on the coast. The first with two pre-eminent sons, the pair of sibling-consorts Addu-Hebat with a seat in Aleppo, who are equivalent to the two couples Haddu/Baal and cAttart/cAnat of the coast. These two traditions merged in Ugarit, where Dagan appears in obliquely in the myths as father of Baal. In this way his role as a god foreign to Ugarit is evident and at the same time his equation with El is stressed. Even so, Dagan had a cult and a presence in the liturgy of Ugarit, which shows that both gods were considered equal but not assimilated, that is to say, they kept their own status and character even though their profile and position in their respective pantheons were practically identical. Dagan, however, was always perceived as a god foreign to Ugarit, as shown by the two references to Dagan of Tuttul in the text corpus of the coastal metropolis. -- .
    Se Dagon era um deus proeminente e possivelmente soberano no interior da Síria parece que seria considerado como estranho na costa fenícia tal como era estrangeiro na Mesopotâmia. Se a situação de Dagon na região da Sumério e da babilónia se explica por este deus nunca ter ali sido gerado, pelo menos linguisticamente, possivelmente porque ali sempre tivera tido outro nome desde os primórdios da civilização suméria, preponderante desde longa data, já a situação da Síria fenícia é mais inexplicável por dar a entender que este deus seria de origem localizada no interior da Síria.
    The main problem lies in deities that have a 'low profile', that is to say, 'unexplained deities', who do not appear in the myths and have no explicit attributes in the texts. In such cases, 'to understand' the name and interpret it correctly becomes one of the main and pressing tasks of experts, even though experience shows that it is not a secure and definitive element in the personality of the god. Dagan belongs to this last set, and his etymology is one of the most delicate and controversial themes in studies concerning him, yet on the other hand, it is crucial, given that it is closely linked with the character and profile that scholars have attributed to him. Dagan belongs to this group of 'unexplained' deities that need a 'discoverer' to illuminate them and make them visible for the other scholars who have tried in vain to obtain a clear image of his profile. This desire, almost an obligation, to find a likely and credible meaning for the name has led some to a 'desperate' search for the light and others to accept and follow ('blindly') some of the proposals. -- .
    É difícil entender como é que uma cultura tão vasta na geografia e no tempo e por isso tão rica em registos históricos como é a caldeia tenha deixado um deus tão poderoso como Dagon na completa ignorância dos seus atributos e funções genéricas de deus criador agora “ocioso”!

    DAGON & ENLIL
    Dagan occurs in the texts as the father and creator god of the pantheon of the Syrian hinterland and was especially worshipped in the mid-Euphrates. He is called 'Father of the great gods', 'Creator of the heavens and the earth' and 'Father begetter of the gods' in a text from Mari (…).This profile is not exclusive to the texts from Mari. Iin the same Old Babylonian period, Dagan is called 'Father of the gods' in an inscription from Aleppo. This profile of father god and creator is strengthened by his identification with the father gods of neighbouring pantheons, such as Enlil, El and Kumarbi. -- .
    A tradição de Enlil como deus criador era típica dos povos de montanha onde este deus era senhor do vento e das tempestades fertilizantes e criadoras. Mas é óbvio que não se pode levar à letra a opinião grandiloquente de textos que, não sendo obras de exegese teológica tinham o manifesto pretexto de confundir e iludir quanto era necessário para os fins a que se destinavam enquanto propaganda política da época! (…)
    After being called 'Powerful god' (…), Dagan is again given the two epithets of creator god: 'Creator of the heavens and the earth' (…) and 'father begetter of the gods' (…), mother goddesses such as Mummu or generator gods such as Anšar, Anum, Enlil or Marduk have similar titles. (…) It is interesting to see how at the end of each of the sections of the various deities, there is a reference to what the various gods have contributed to Zimrî-Lîm's kingship. An and Enlil, as heads of the traditional Sumero-Akkadian pantheon, named him king from the maternal womb. Enki, the god who determines destinies, decrees a good destiny and eternal life.
    (…) Dagan's character is quite clear, he is a supreme god who bestows kingship, who decides who is to be king. If Dagan had had a more 'concrete' or even a different character, this would be reflected in the attribute bestowed on the king. After the Sumerian gods and their consort, who acts as a bridge between the Sumerian triad An-Enlil-Enki and the Semitic deities (…), Dagan is the first god to be mentioned because he is the head of the pantheon, father of the gods and, as such, the one who bestows kingship. This is his principal and probably only characteristic. -- .
    Por isso mesmo se compreende que o autor mais bem documentado sobre Dagon na Síria da idade do bronze, LLUÍS FELIU, consegue demonstrar, com algumas dificuldades, que Dagon deve ser identificado com Enlil apenas pelo papel de chefia do panteão que ele tem e por ser sobretudo uma divindade de culto da soberania.
    MA:T 81 To Mullil, who listens to prayers, who dwells in Tuttul, Yasmab-Addu, son of Šamšī-Addu, when on the bank of the Euphrates [...].·340 Mullil is the name of Enlil in Emesal, 341 in this case written syllabically. This is a 'cult' name of Dagan, due to his equivalence with Enlil.
    (…) The most likely hypothesis is to connect the writing dkur in Emar with one of the epithets common to Dagan and Enlil: kur-ga1 'The Great Mountain' already to be found in the Mari of Zimri-LTm in connection with Dagan.
    (…) The list is headed by 'Dagan, Lord of the offspring', followed by Ninlil who occurs here accompanied by Dagan of the offspring. It is quite clear that here Ninlil is the consort of the god Dagan, by means of the known identification between Dagan and Enlil, attested from the third millennium. Unfortunately we do not know for certain the 'indigenous' reading of the writing Ninlil.
    (…) Dagan's consort in Emar: If we except the hierarchical list EM:T 6 (Emar 378), where Ninlil occurs alongside Dagan lord of the offspring, the texts from Emar and its neighbourhood make no explicit reference to a consort of Dagan. It is quite clear that, in the hierarchical list, Ninlil is attested as Dagan's consort; the equation is very simple since Ninlil is one of the traditional consorts of Enlil, the god with whom Dagan was already identified in the third millennium.
    (…) On the other hand, it is quite clear that the writing kur of Emar must be related to one of Enlil's epithets ('The Great Mountain') and not with one of Dagan's attributes in connection with 'land'.-- .
    Uma resposta detalhada aos argumentos de LLUÍS FELIU iria demonstrar que “a grande montanha” pariu um rato porque esta foi sempre identificada com Ninhusarg que foi sempre esposa de Enki com quem foram sempre deus criadores, pelo menos da humanidade, ao contrario de Enlil que era mais o deus justiceiro e “regulador”, funções típicas dum deus das tempestades e da soberania.
    El país era tan ruidoso como un toro que bramaba.
    Los dioses crecían agitados y sin paz,
    con los disturbios ensordecedores,
    Enlil también tuvo que escuchar el ruido.
    Él se dirigió a los dioses superiores,
    El ruido de humanidad se ha hecho demasiado grande,
    pierdo el sueño con los disturbios.
    Dé la orden que la -surrupu- estalle. (Nota: Surrupu = sarampo e maleitas!)
    La plaga estalla, pero Atrahasis, sabio, apela a su dios Enki para que le ayude. Este le aconseja que haga que la gente deje de rezar a sus dioses personales y comience a rezar y a ofrecer sacrificios al dios de la plaga, Namtar. Namtar se siente tan avergonzado por este espectáculo de atención que él limpia "lejos sus manos" y declara el final de la plaga
    Sendo mais severos com Enlil devíamos dizer que este deus zeloso e irado era sobretudo vingativo e foi destruidor porque responsável pelas pestes, como Apolo, e pelo Dilúvio, acções a que Enki sempre se opôs!
    Aunque las tablillas están rotas y el texto está fragmentado aquí, parece que Enki frustra el plan de “hambre completo” y libera grandes cantidades de pescado para alimentar a la gente hambrienta. Enlil se pone furioso con Enki para la rotura está al mismo nivel del resto de los dioses y el encima yendo contra un plan al cual todos habían estado de acuerdo. Convencido de borrar a la humanidad de la faz de la tierra, Enlil decide dos cosas: Enki creará una inundación para borrarlos y lo forzarán a jurar para no interferir con la destrucción. ¡Enki se opone a la creación de la inundación!
    "¿Por qué debería yo usar mi poder contra mi gente? …
    ¡Esa clase de trabajo es para Enlil!" pero al parecer él finalmente tiene que prestar juramento.

    Ver: DILÚVIO (***)

    A explicação pela qual Dagon foi identificada de forma incorecta com Enlil, à luz do panteão caldeu consensual, só pode ser dada pela mitologia comparada.
    En la mitología de Mesopotamia, Enlil es el dios del cielo, del viento y las tempestades. Fue adorado por sumerios, acadios, babilonios, cananeos, y asirios. Su nombre se encuentra asociado frecuentemente al término kur, que hacía referencia a montaña y a extranjero. Así, su hogar era el é.kur (casa-montaña) y los adjetivos asociados al dios eran kur.gal (gran montaña) y lugal.a.ma.ru (rey de las tormentas). Todos estos términos parecen indicar que Enlil era un dios del clima. En Mesopotamia, el clima no marcaba la bonanza de las cosechas, ya que éstas dependían del curso de los ríos, si no sólo su desgracia y malogro. Esto explica el carácter irascible y temible de Enlil que sólo se manifiesta en hechos negativos como las grandes tormentas, las inundaciones y los cambios de curso de los ríos. (…)
    Sé é verdade que o templo de Enlil era o é.kur, “a casa da montanha” (seca do deserto e como eram todos os zigurates sumérios) e se, por isso mesmo, era o rei das montanhas tempestuosas da Síria também é a verdade que quem foi o Senhor dos abismos do Kur foi Enki que por isso teve templo no E.gur.a, ou seja, na “montanha das águas doces”…porque gur é uma mera e ligeira variante fonética de kur! Obviamente que a respeito do pensamento sumério escrito numa língua e escrita arcaica muitas subtilezas nos podem escapar como a óbvia diferença entre as montanhas tempestuosas que seriam de Enlil e as montanhas vulcânicas, abertas para os infernos das cavernas e dos cursos de aguas subterrâneos de Enki.
    Su origen más posibles son las áreas semitas más montañosas del norte de Mesopotamia y Siria, donde habría tenido un carácter más propio de dios del clima: imprevisible e irascible, pero cruel y bondadoso a partes iguales. Con la llegada a las áreas del sur de Mesopotamia (Enlil) perdió todo rasgo fertilizador y creador — más propios de Enki — y fue definiéndose en la posición dominante del panteón mesopotámico, donde permaneció hasta la popularización del culto a Ninurta, su hijo primogénito según la tradición posterior.
    Sendo os deuses a personalização das forças da natureza, teriam o perfil destas para se acomodarem ao clima e à realidade geográfica dos povos que os adoravam, como única maneira de os deuses fazerem sentido que é afinal a única coisa que os deuses sabem fazer melhor que ninguém!
    Inscrições reais do início do terceiro milênio BCE mencionam "os canaviais de Enki". As canas de Inana / Istar eram um material de construção rural e local importante, usado também no fabrico de cestas e cestos, recolhido fora dos muros da cidade onde se levavam os doentes e enterravam os mortos. Isto une Enki ao Kur ou submundo dos infernos da mitologia Sumeria. O templo principal de enki era o "e-engur-a", rodeado de canaviais como o "Abzu" onde residia.
    Ekur désigne le lieu où résident les démons, qui n'est autre que le monde souterrain.
    L'enfer chez les Hittites avait pour nom Dagan-zipas, "terre sombre" et en hurrite "Turi" terme qui signifie " inférieur": Enna turi-na sont "les dieux infernaux" Hourrites auxquels correspond en hittite Katteres siunes.
    Por isso, segundo Samuel Noah Kramer, Enki teria sido conhecido inicialmente por En-Kur, literalmente o senhor do Kur. Ora, se é interessante saber que uma variante ortográfica do nome de Dagan seria dKur, quase seguramente relacionado com o deus Kura de Ebla e ambos relacionados não se sabe se com Enlil, como o autor em apresso sugere, se com EnKi, de que Dagon seria a variante implícita por ser o senhor dos infernos do Kur, ou seja: En-Kur pai (e esposo incestuoso assumido) de Ninkur.
    Another Babylonian deity, named Dagan, is believed to be identical with Ea. His worship was certainly of great antiquity. "Hammurabi", writes Professor Pinches, "seems to speak of the Euphrates as being 'the boundary of Dagan', whom he calls his creator. In later inscriptions the form Daguna, which approaches nearer to the West Semitic form (Dagon of the Philistines), is found in a few personal names. The Religion of Babylonia and Assyria, T. G. Pinches, pp. 91, 92.

    ENKI & NINHURSAG
    A relação de Dagon com Ninkur é outro dos equívocos de LLUÍS FELIU porque esta deusa era filha de Enki que este estuprou num dos mais belos pemas mitológicos sumérios: “Enki e Ninhursag”.
    Com o tempo Ninsar foi para a beira do rio.
    Enki viu-a no pântano.
    Ele a viu no pântano e foi.
    Ele disse a seu ministro Isimud:
    "Esta linda jovem não será beijada?
    Esta linda Ninsar não será beijada?"
    Seu ministro Isimud respondeu-lhe:
    "Esta linda jovem não será beijada?
    Esta linda Ninsar não será beijada?
    Meu mestre velejará, deixe-me navegar.
    Ele velejará, eu navegarei."
    Primeiro ele colocou os pés no barco,
    depois colocou-os em terra seca.
    Ele abraçou-a contra o peito, beijou-a,
    Enki despejou seu sêmem em sua vagina
    e ela concebeu a semente de Enki.
    Para ela um mês foi um dia,
    para ela dois meses foram dois dias,
    para ela nove meses foram nove dias.
    No mês do nascimento, de Ninsar nasceu Ninkura.
    Com o tempo Ninkura foi para a beira do rio.
    Enki viu-a no pântano.
    Ele a viu no pântano, ele foi.
    Ele disse a seu ministro Isimud:
    "Esta linda jovem não será beijada?
    Esta linda Ninkura não será beijada?"
    Seu ministro Isimud respondeu-lhe:
    "Esta linda jovem não será beijada?
    Esta linda Ninkura não será beijada?
    Meu mestre velejará, deixe-me navegar.
    Ele velejará, eu navegarei."
    Primeiro ele colocou os pés no barco,
    depois colocou-os em terra seca.
    Ele abraçou-a contra o peito, beijou-a,
    Enki despejou seu sêmem em sua vagina
    e ela concebeu a semente de Enki.
    Para ela um mês foi um dia,
    para ela dois meses foram dois dias,
    para ela nove meses foram nove dias.
    No mês do nascimento, de Ninkura nasceu Uttu, a mulher exaltada.
    Este poema é de certa forma uma celebração orgásmica e paroxística no estilo teatral dos paralelismos repetitivos, muito ao jeito das mnemónicas infantis da época da oralidade, da capacidade reprodutora do macho dominante seguramente descoberto por esta altura com a observação atenta da capacidade reprodutiva dos rebanhos e, por isso mesmo, transformada em ideologia fundadora do patriarcado emergente entre os beduínos semitas que rodeavam a suméria. Uma das coisas mais interessantes neste poema é precisamente a retaliação, mais castigadora que vingativa, da grande Deusa Mãe Nintu / Nunhursag que irá fazer aparecer uma série de plantas mágicas, que Enki o poderoso deus criador que tudo sabia da agricultura do neolítico, desconhecia e irá comer e ficar doente mas…com terríveis dores de parto em vários órgãos de que irão nascer vários deuses. Mas como as leis da natureza são inexoráveis mesmo que mal entendidas Ninhursag só iria poder curar seu filho Enki, amante e irmão incorporando-o para poder parir por ele e por isso “Ninhursag fez Enki entrar em sua vagina”.

    NINTI E A COSTELA DE ADÃO
    Ora, entre os muitos deuses que foram assim paridos por Ninhursag a partir das dores de parto de Enki foi precisamente Ninti aquela que os modernos exegetas confundem com Eva, criada a partir da costela de Adão!
    "Meu irmão, aonde te dói?"
    "Doem-me as costelas (ti)!"
    Delas nasceram Ninti.
    Claro que Nin-ti é uma corruptela de Nin-tu porque os nomes dos deuses (…e das coisas) se formaram por dominância especulativa mítica e evolução corruptiva da economia linguística, que para o efeito serviu tanto para gerar mais uma deusa como para dar sentido ao conceito da costela. De facto, o infixo -tu é uma mera variante e corruptela do mais frequente at/et todos formas genitivas de ash/ish que entre os cretenses terá derivado directamente do nome da deusa mãe Ki > Ge > De > Te. Obviamente que estes infixos genitivos carregados de semântica criadora iriam evoluir no sumério para termos relativos à vida e ao nascimento.
    Tu(d), ù-tu(d) to be born, begotten; to give birth, engender, beget; to form, create (statues) (some now read (ù-)dú)
    Como já se começa a entender, as raízes linguísticas são tanto mais invariantes quanto mais se referem a semânticas de grande importância e de interesse universal, ou seja, a conceitos genéricos, à essência das coisas, ou seja, às ideias gerais. Ora, por mais estranho que pareça estas são mais facilmente intuídas pelo senso comum do que expressas em linguagem comum consensual. Para a formação de termos que exprimissem ideias gerais de forma universalmente aceite foram necessários consensos que só vieram a ser possíveis com a ajuda da fé no poder miraculoso do nome dos deuses zeladores pelo escrupuloso cumprimento dos contratos humanos! Assim é que para cada realidade importante da vida humana foi criado espontaneamente um ritual e um deus tutelar que garantiu a sua perenidade na memória social. Assim, a homenagem e veneração de determinado aspecto essencial da vida social foi espontaneamente materializado no culto dum objecto simbólico (totem) a que foram atribuídos poderes mágico ocultos, de forma a torná-lo sagrado (tabu), que acabou por ser tornar em conceito geral imperativo. O estudo da relação entre a linguagem e os primeiros esboços de escrita que marcaram o início da história revelam que a tendência para a pictografia ideográfica são processos espontâneos de ligação da forma ao sentido e da ideia ao objecto que passa sempre pelos processo psíquicos associativos, de ordenamento simbólico ou de classificação metafórica, intermediários entre as ideias gerais inefáveis e os objectos singulares a nomear.
    Ti(l), ti-il v. to live, be alive; to dwell (the plural root is sig7/se12 (Steinkeller, SEL 1, 5ff.; Thomsen, Sumerian Language p. 135); n. life. Ti → te(ĝ) (imperf.), ti (perf.) to approach (cf. Thomsen, Sumerian Language p. 114f.). Uzuti(-Ti) Rib(S). < Uzu flesh, meat; determinative for body parts and meat cuts
    Ir de da Deusa mãe Nintu à génese da vida o caminho é suficientemente sensato para ser intelegível.
    Ti < Ti(l) < Ti-il < Ti | <Ki | -lu reporta-nos para o mito da criação de Awi-lu < Ka-Ki-lu, literalmente “homem de terra vitalizada”!
    Awi-lu pode também ser lido como “caco” de barro, ou seja pedaço, de homem que por qualquer convenção alimentar da época foi confundida com costeleta comestível num ritual antropofágico quiçá porque seria a única parte das carcaças que os pais davam a comer aos filhos e os senhores, aos escravos, dentro da longa tradição do paleolítico em que a espécie foi sobretudo saprófita dos restos de banquetes do grandes carnívoros em competição com as hienas.
    No entanto, o Homo rudolfensis teria um cérebro maior, pernas mais longas e proporções do corpo mais semelhantes às nossas. Ambas as espécies viveram na África Oriental, em ambiente de savana arborizada, e possuíam uma dieta parcialmente baseada em fruta e folhas, complementada com a ingestão de carne de animais mortos. Os primeiros utensílios de pedra que produziram terão servido exactamente para a extracção desta carne e da medula dos ossos das carcaças (deixadas por outros predadores). -- A Arte e os Artistas do Vale do Côa, Luís Luís

    Ver: EDEN (***)

    Assim sendo, será que “ti” significou costela em sumério por causa do mito de Ninti ou foi este inventado propositadamente como uma das mais antigas pseudo etimologias populares para justificar o facto da longa tradição alimentar da espécie humana baseada no aproveitamento da carne e tutano dos ossos, no facto de às crianças ficarem reservadas as costelas que estas acabariam por relacionar com pedaços de vida alimentar e depois de vida em geral?
    Obviamente que é difícil ir mais além na investigação das fontes sem começar a divagar porque a nascente do manancial do conhecimento começa aqui mesmo, nas fontes sumérias da linguagem! No entanto a regra geral de que são os deuses que dão nome às coisas e não a inversa mantêm-se pelo que só podemos suspeitar de que este mito encobre algum mistério que não podemos vislumbrar por nos ser, por hora, inacessível o recurso a níveis de escala, de percepção e conhecimento, mais próximos dos acontecimentos do começo da história.
    Que este mito teria sido popular porque quiçá sugestivo, do tipo de que “ si non é vero, é bene trovato”, prova-o o ter sido rebuscado para fazer parte do mito judaico do Génesis precisamente com o mesmo propósito fundador do matriarcado ou seja, da mulher criada para ser sujeita ao homem.
    “21Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; 22e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. 23Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.” (Livro de Génesis, capítulo 2, versos 21 e 23).
    A razão porque estamos perante um mito genésico é mais do que evidente! Primeiro porque revela uma delirante inversão da ordem natural da realidade de tipo misógino como forma de solução impossível para o mistério de saber se foi o ovo ou a galinha a aparecer primeiro. Segundo porque refere acontecimentos relativos a realidades impossíveis que Deus ex maquina fez questão de não terem testemunhos recorrendo a técnica de xamanismo infantil por regressão e sugestão hipnótica!
    "Meu irmão, aonde te dói?"
    "Doe-me a raiz dos cabelos."
    Dela nasceu Ninsikila.
    Das dores de cabeça de Enki curiosamente não nasceu Atena mas Ninsikila, senhor de Magan nem nenhum deus nasceu da barriga das pernas como Dionísio mas a matriz patriarcal dos estranhos partos de Zeus está implícita neste mito que com alguma investigação mais apurada até conseguiria revelar alguma relação que o tempo e a distancia geográfica terá distorcido.

    DAGON & NINKUR
    (…) The goddess Ninkur seems the best placed candidate to take on the role of Dagan's consort, given the writing dkur of Dagan in the Middle Euphrates region in the Middle Babylonian period. Ninkur already occurs in a text from Mari of the pre-Sargonic period receiving an offering of siki1 breads, inmediately before Lugal Terqa (= Dagan). The texts from Old Babylonian Mari record a goddess called Ba'alta-mâtim connected with Emar, and it is possible that it is the indigenous reading of dnin-kur.
    (…) The case of Ninkur is distinct; she occurs in various ritual texts, in some of which she has a prominent role. The association with Dagan was provided in the first place by writing, given that Dagan is written dkur in Emar and the nighbouring cities. It is logical to conclude that dnin-kur continues to be his wife.
    In the zukru-festival she receives various offerings of food, beverages and animals and she also occurs in various lists of sacrifices. As for the epithets shown by Ninkur in Emar, is the 'Lady of the brook'; 'Lady of the circle'. The epithet 'lady of the quiver' is what connects her more obviously with Dagan, as they share the same epithet and appear together in the zukru-festival. Everything seems to suggest, then, that Ninkur was Dagan's consort in Emar.-- .
    Se Ninkur era a deusa da aljava de setas seria Atena ou Artemisa pelo que não poderiam aparecer como filhas patriarcais de Zeus porque já tinham sido suas filhas e cocumbinas como Inna / Istar. Porém, quem teria sido Anat teria sido a mãe e esposa de Enki, Nintu / Antu o que coloca Zeus na posição inversa, ou pelo menos um pouco subvertida, do mito sumério!
    Claro que Zeus, que tem mais relações com Teshup, não poderia ter o memo papel de Enki que caberia no panteão olímpico ao titã Cronos e a Kumarbi, no Hurrita / Hitita. Mas cada vez se confirma mais que o panteão Olímpico resulta de uma subversão mítica e ideológica ocorrida na época da queda do império Hitita curiosamente na época dos povos do mar completada depois com as invasões dóricas e o longo período na idade das trevas da Grécia antiga.
    The goddess of the same name from Babylonia does not occur very often in the south. In the Sumerian myth of Enki and Ninbursag she occurs as the daughter of Enki and Ninnisiga and the mother of Ninimma or of the spinning goddess Uttu according to the manuscript. Ninkur's role in this myth is as one more step in a series of divine generations that, at the same time, personify various elements and explain the origin of the world as we know it. Here, Ninkur is the personification of the mountains (as her name indicates) and shapes the portrait of the landscape together with the greenness of the mountains (Ninnisiga) and the produce of the pastures, that is to say the web (Uttu).
    A prayer preserved in an Akkadian ritual text from the late period (Enūma Anu ibnu same) describes how Ninkur also belongs to a chain of divine generations, accompanied by various artesan gods associated with jewellery, metal-working and stone carving; this portrait of a 'sculptress' goddess is well defined in one of the cylinders of Sennacherib, where Ninkur made statues with the stones that the king extracted from a district close to Niniveh; these references to the stones are simply due to her main attribute of goddess of the mountain, the principal source for extracting rock. (…)
    In this section the goddess Ninkur is preceded by the god Enkur.-- .
    Por outro lado, o facto de Ninkur aparecer ao lado de Dagon começa a fazer sentido não porque tenha nascido da cabeça de vento de Enlil, que, embora irmão gémeo de Enki, tinha na Caldeia o papel que veio a ser o de Zeus, mas porque os mitos mais claros a definem como filha e amante de Enki e porque foi Enki que também foi chamado de Enkur por ter sido o senhor dos infernos do Kur, sendo por isso também o deus vulcânico dos ferreiros, caldeireiros e arquitectos como Ninkur.
    The end of this section of the god-list has the following explanation: men ama a-a den-1í1-1á-ke4 that in principle should be translated “They are the forty-two lords, mothers and fathers of Enlil”, in spite of the doubts raised by R.L. LITKE (the text may refer not to Enlil's ancestors but to forty-two 'Lords', fathers and mothers, equivalent to Enlil [and Ninlil], or simply to forty-two divine couples that belong to Enlil's family). It is clear that this goddess Ninkur forms part of Enlil's genealogy; in spite of the distance in space and time from the list Kn=Anum,24t it could explain the reference to Ninkur for writing the name of Dagan's consort in Emar, in view of the well-attested equivalence between Dagan and Enlil that has existed since the third millennium. On the other hand, in the same list An=Anum Ninkur occurs as Uttus's 'wife' (dam-bi), adopting to some extent the tradition of the Myth 'Enki and Ninbursag'. There are, then, two references to Ninkur in An-Anum, the first is a godde who belongs to the genealogy of Enlil, essentially based on the etymology of the names of the different divine couples, the second reference corresponds to the goddess of the tradition of the myths. In spite of everything, this difference is of little relevance when we refer to the Ninkur of Emar.
    (…) If that were so, we could consider that in Emar Ninkur is nothing other than a variant of well known Ninhursag of Mari; that would suppose a continuity in the religious tradition of Dagan and his consort in the valley of the Middle Euphrates.-- .
    É difícil seguir o raciocínio dúbio e pouco fundamentado de LLUÍS FELIU na parte relativa à relevância argumentativa de Ninkur fazer parte das 42 famílias de Enlil porque na verdade seria sobrinha deste. Como nunca foi esposa de Enlil, nem nas investigações de LLUÍS FELIU parece ser, o facto de parecer esposa de Dagon só prova que mais facilmente este deveria ser equiparado a Enki do que ao irmão gémeo, alter ego tempestuoso e irascível deste.
    De qualquer modo os mitos sumérios são muitas vezes confusos a respeito das genealogias divina que variavam entre as cidades estado conforme os caprichos e os humores político-religiosos dos seus sacerdotes reais. Enlil foi condenado a descer aos infernos do Kur por ter estuprado Ninlil num mito épico muito semelhante ao de Enki e Ninhusarg onde Enki estupra a própria filha Enkur. Por outro lado, embora etimologicamente El seja mais Enlil, Enki, não apenas por ser seu irmão gémeo mas por ser filho primogénito de Ki e Anu, ou quiçá apenas de Ki, também era tratado como El, sobretudo por ser o criador da humanidade!

    Ver: GÉMEOS / ENKI = ENLIL (***)

    As Ea, Enki had a wide influence outside of Sumer, being equated with El (at Ugarit) and possibly Yah (at Ebla) in the Canaanite 'ilhm pantheon, he is also found in Hurrian and Hittite mythology, as a god of contracts, and is particularly favourable to humankind.
    Na verdade, sempre que Enki aparece apagado sobressai Dagon e a inversa também pode ser verdadeira para a região Síria.
    Samuel Noah Kramer, believes that behind this myth of Enki's confinement of Abzu lies an older one of the struggle between Enki and the Dragon Kur (the underworld).
    El auténtico nombre de Sumer era en su lengua "KI.EN.GI" literalmente "la tierra del señor del cañaveral", quizás un detalle de la importancia de este dios, del que se especifica en un texto muy difundido que estableció su morada entre cañaverales.
    Se a suméria era "KI.EN.GI", a terra do deus dos canaviais é porque estes eram endémicos da beira-rio, porque Enki era o deus mais adorado pelos sumérios e porque o canavial era metaforicamente uma corruptela espontânea da terra! Mas este trocadilho de deslizamento fonético que o sumério era pode levar-nos a suspeitar que Enki era Kingu o dragão de Tiamat que sempre teria sido o Apsu. Enki, enquanto primogénito da Deusa Mãe pode ter sido primeiro o deus menino Anu e depois *Anuki, que se veio a fixar Enki ainda que podendo ter sido En-Gi ou *Anju, o senhor dos «anjos».

    Ver: KINGU (***)

    Ki + Enki = Ki-An-Ki > Ki En.Gi > Ki(e)n-Gu > Kingu.
                                         = Ki-Gi-An > Ti(a)-Gi-An > Thagian > Dagon.
    A simples plausibilidade mítica e a possibilidade linguística aglutinativa do sumério permitem relacionar Enki com Kingu e Dagon. A possibilidade de Dagon ter sido Kingu pode explicar porque razão aparece ausente dos mitos: seria ignorado como deus do Apsu entre os Sírios ou, sendo de origem egeia, nunca terá sido considerado derrotado a ocidente. Porém, por influência da poderosa civilização suméria seria inaceitável contrariar as expectativas da tradição e considerar Dagon como deus supremo sendo ao mesmo tempo identificado explicitamente com o derrotado Kingu. Na verdade, Dagon revela-se como um deus de segunda linha saturnino e crónida o que pode ter sido precisamente por este facto.
    De facto, o baixo perfil Dagon é como o que veio a ser dado a Crono e a Saturno na mitologia Greco-Latina onde esta situação se encontra perfeitamente explicada. Mas tal não parece ser o caso de Dagon tal como transparece no que resta dele da idade do Bronze, apesar de ter sido proeminente na cultura Síria deste período onde figura como El, ou seja, deus pai de Baal Adad!
    The debate among experts has, in general, two main axes: on the one hand the supporters of an Amorite or west Semitic origin, and on the other hand, those who defend a pre-Amorite origin. It is quite clear that the consolidated and widespread presence of Dagan in the territory during the second half of the third millennium, and especially, during the Sargon period, advocates a pre-Amorite origin. The difficulty in ascribing a firm etymology related to Semitic leads us to the conclusion that the origin has to be pre-Semitic, in agreement with the scholars we have just mentioned.
    (…) To close by clinching the matter, it must be noted that neither of the two cities that welcome the main sanctuaries principals of Dagan in the Euphrates has a solid Semitic etymology; it is possible that the founding and development of both cities are intimately linked with the cult of Dagan, which would strengthen this 'pre-Semitic' origin or the 'substrate' element of the god. All the same, it must be recognised that this is a simple hypothesis difficult to contest, the texts prove that most of the followers of Dagan had Semitic names, like most of the population of Syria in the Bronze Age. For this reason we can label Dagan as a 'Semitic' god, if we understand it to mean a god worshipped largely by a Semitic population or one with Semitic proper names; what we have to question is the Semitic origin of Dagan since, etymologically, it is difficult to ascribe a definite linguistic filiation to him. -- .
    De facto, se Dagon não era de criação suméria porque nem sequer fazia parte do panteão comum da mesopotâmia e tudo leva a penar que nem sequer seria de origem amorrita. Por outro lado, uma clara origem Síria parece fora de questão porque apesar de os achados arqueológicos maiores relativos a este deus serem de cidades desta região, o que pode ser apenas uma coincidência relativa a uma particular vulnerabilidade desta região, corredor de passagem de todas as migrações e expansões imperiais antigas, aos azares da história do fim da idade do bronze, a verdade é que mesmo aqui a soberana importância do culto deste deus é irregular, mais próprio de um deus ocioso de baixo perfil e típica de um de um antigo deus estrangeiro mais respeitado do que amado e, por isso, mal conhecido! Se depois de um estudo exaustivo dos autores que trabalharam cientificamente esta matéria pode haver uma certa verdade na afirmação de LLUÍS FELIU de “é muito difícil determinar a filiação específica étnica ou linguística da população original que adorou Dagan”, ainda assim existe um certo exagero na conclusão de que “na realidade, com a evidência que temos hoje à nossa disposição, poderíamos até dizer que isso é impossível”.
    Na verdade podemos de forma indirecta ter mesmo a quase firme convicção de que Dagon é de origem cretense e constitui um verdadeiro marcador geográfico da extensão do império minóico na região da Síria antes da queda deste. Obviamente que parece existe um pequeno obstáculo para esta tese na constatação de que “a região do culto principal de Dagan corresponde basicamente ao Vale do Eufrates médio; isto já é evidente nos textos mais antigos em que o deus Dagan aparece relacionado com a região da Síria”. No entanto é fácil de entender que assim tenha sido. Na região costeira Dagan foi ligeiramente marginalizado precisamente porque aqui se sabia que este tinha sido o deus supremo da todo-poderosa talassocracia minóica de que a Fenícia pretendia a máxima herança. No Vale do Eufrates médio haveria alguma vantagem em esquecer a origem deste deus soberano de uma império vencido mas por outro lado continuar a adora-lo permitia-lhe manter uma certa independência cultural em face do agora todo-poderoso império babilónico ao mesmo tempo que poderia também manter alguma equidistância relativamente às ambições hegemónicas da Fenícia.

    DAGON, DEUS PEIXE, DEUS DO GRÃO OU AMBOS?
    H. Schmökel asserted in 1928Devil that Dagon was never originally a fish-god, but once he became an important god of those maritime Canaanites, the Phoenicians, the folk-etymological connection with dâg would have ineluctably affected his iconography.
    Ora, suspeita-se da existência de uma conjura negativa por razões ocultas de fé duvidosa para não aceitar uma hipótese que no limite poderia fazer remontar a mitra episcopal ao culto de Dagon e no imediato começaria a explicar muitos mistérios construídos em torno de Dagon apenas para fugir à ideia mostruoso e indigna de um deus supremo Sírio do deserto de este ser consorte de Decerto, a deusa sereia.
     
         Figura 2: Dugão / Dugongo
    < (Mal. duyong, m. s.), s. m. cetáceo do Oceano Índico, dotado de forma extravagante e ao qual o vulgo chama homem-peixe.
    É o menor membro da ordem Sirenia, uma ordem de mamíferos marinhos que inclui igualmente o peixe-boi ou vaca marinha.    
    Por mais que se investigue o baixo perfil de Dagon parece, por enquanto, um facto incontornável que impede uma caracterização precisa deste deus para dele inferir alguns aspectos etimológicos que lhe são comummente atribuídos na cultura semita quer relacionado com a etimologia do peixe em acadimo, seja do grão em hebreu e da chuva em árabe.
    In Ugaritic, the root dgn also means grain: in Hebrew dāgān, Samaritan dīgan, is an archaic word for grain.
    Philo of Byblos must be considered the first 'etymologist' of Dagan and as such has also been the most fortunate and the one with the most followers right up to the present day. Philo is cited in the Preparatio evangelica by Eusebius of Caesarea as the translator of a Greek text written in Phoenician by a certain Sanchuniaton, a writer who, according to Philo, lived before the war of Troy. In this work, Philo describes Dagon as the grain, the discoverer of grain and ploughing. In this way Dagan takes on an agrarian character, as a god closely connected with agriculture and, as a result, with the fertility of the land. Even though Philo of Byblos does not make an explicit comment it is quite clear that he relates the name of the god with west Semitic dgn 'grain'. This has been the etymology that most scholars have accepted.
    Chronologically, the next suggestion for an etymological explanation of biblical Dagon dates to the IV-V century CE, when, first Saint Jerome and then certain mediaeval exegetes related the name of the god with Hebrew dāg 'fish', and as a result described Dagon as having the profile of a fish-god. "This proposal has had few followers among modern researchers whoconnect him instead with the Odacon of Berossus. The third etymology that has been proposed is the most modern; in this case it relates Dagan with Arabic dagana 'to be cloudy, rainy'. In this way Dagan acquires the profile of a weather-god, in connection with Addu-Baal, the weather-god par excellence and the son of Dagan. --
    O deus sumério com atributo mais próximos dos peixes, da chuva, da fertilidade agricula expressa no cereal e senhor dos pássaros foi Enki.
     
    Figura 3: Selo sumério onde Enki aparece como Senhor das “águas doces” e dos peixes.
      Da-Ka = peixe > Daga => Português «(d)ar-gana» = espinha de peixe.
      damušen = um pássaro.
    Recently, J.-M. DURAND has proposed a new etymology for Dagan based on certain proper names from Mari.20 According to him, names such as AN-da-gan-ma or daga-am-ma are not to be considered defective spellings for dDagan-ma<lik> but comprise evidence for the divine name being used as a noun. He suggests interpreting the term dagan as a Semitic (Amorite) term that entered the Sumerian vocabulary of the Amorite period with the meaning of 'totality'. While it is quite certain that there is a Sumerian term, morphologically identical with the name of the god in question, with this meaning, it is very questionable that it derives from Semitic, given that there is no Semitic isogloss that proves dgn has this meaning. To claim that this word is the real etymology of the divine name is more than dubious; otherwise, the intuition of the French scholar (and previously, G. DOSSIN) is on the right road in attempting to find — insofar as it is an 'intelligent' etymology — an interpretation of the divine name that fits his category as supreme god, the choice of objective, however, is incorrect. (…). --
     
         
    , Sumer. da-gan "totalidade;
     assembleia; conjunto",
    Akk. kullatu; puhru; riksu.    
    DA-I = "Total"?: HT 12.6 (Schoep 2002, 162); cf. DA-I-PI-TA, ZA 8.5. If DA- (as in DA-DU-MA-TA) indicates in some way a completed action (like a perfect of A-DU), could DA-I be a completed transaction *516 I+[?] (q.v. under Ideograms/Logograms)?
    Ĝanun = armazém = (Índ.) «Bagançal».
    Se o sumeriograma de Dagon significa em acádico “totalidade; assembleia; conjunto”, conceito muito próximo do deus grego Pan, o mais lógico seria ter parado por aqui e ter feito a devida equivalência entre estes dois deuses, dando conta, de passagem, que o deus Pan assim se revela como um dos deuses mais arcaicos do panteão grego, como aliás já se suspeitava.
    Dagon < Tha Con < Ka | Ki-an = Enki | > The(os) Pan > Pã.
    Obviamente que o lado agro pastoril de Pan não levanta dúvidas nem os aspectos de fertilidade agrícola desenfreadas típica dos deuses “manda chuva” mas a verdade é que neste deus grego não encontramos a faceta tonitruante de divindade atmosférica que Pan teve obviamente de ceder em tempos arcaicos e Zeus. Se nada impede que Pã tenha sido em tempos pré olímpicos um deus “manda chuva” parece que Dagon ainda o era entre os sumérios e mais tarde entre os sírios.
    A ambivalência de deus neolítico da agricultura de Dagon versus deus anfíbio permite postural as seguintes variantes do seu nome:
    «Dragão» < D®a-Kon < Dagon > Dag®on > Deus Grano.
    No domínio das meras hipóteses plausíveis podemos aceitar que estamos perante uma semântica que neste caso decorre do deus e não do nome ou nem mesmo duma suposta etimologia. Desde logo por analogia com o deus Pan dos gregos com quem este deus parece, numa primeira aproximação, poder comparar-se mito e etimologicamente. Depois porque, sendo “Dagan pronunciado também dKur nas redondezas de Emar”, seria a analogia da totalidade das cumeadas de rolheiros numa cagada ou de cereal num celeiro que intuitivamente arrastaria por «cúmulo» a semântica da totalidade que…parece existir também no linear A cretense com o nome de kuro.
     
    K-R    KU-RO    "total" HT 9a.6; HT 9b.6; HT 11a.3, 11b.5-6; HT 13.7; HT 25b.2, b.4; HT 27a.7; HT 88.6 (totaling the KI-RO deficits, second list); HT 89.4; HT 94a.3 (totaling the first list), b.4 (totaling the third list); HT 100.3 (totals first list); HT 102.5; HT 104.5; HT 109.3; HT 110a.3; HT 116b.1; HT 117a.6 (totals first list, of deficits); HT 118.5 (totals assessments and deficits); HT 119.5 (in error); HT 122a.8 (totaling the obverse??), b.5 (totalling the reverse?); HT 123a.7-9, b.6; HT 127b.4, b.7; PH(?) 31a.4; ZA 15b.2 (grand total of three lists of VINa)       
    K-R[    KU-RO[    "total" HT 40.3; HT 85a.5.     
    Esta relação semântica entre Dagon e a totalidade pode ser inerente à teologia de Dagon como seria a de deus e “senhor omnipresente” porque é esta a semântica de perseverança suméria em Da-Ga de que, seguramente, derivou o significado mais banal da, da(g) = lado; próximo (cf. Krecher, ASJ 9, 88 n. 39); cf. da-gu = ao meu lado (Or ns 54, 57:18).
    Da-Ga = Perseverante, Omnipresente. => Da-Ra-Es = Sempre.
    Seja como for a verdade é que este aspecto de Dagon pode decorrer também duma relação com Enki que LLUÍS FELIU nem sequer está implícita porque este autor prefere a conotação deste deus com o Gémeo de Enki, Enlil.
    The only mention in context of Dagan in the royal inscriptions of the dynasty of the Sakkanakkū is the statue of Puzur-Istar (2050-2025) dedicated to Enki:
    MA:T3 Tura-Dagan, govern[or] of Mari, Puzur-Ištar, governor of Mari, his son, has dedicated his sta[tue] to [Enki], lord of [the assembly, for his life]. Whoever [er]ases [this inscription], may Istar, Dagan and Enki, lord of the assembly, uproot his foundations and destroy his descendants in order to (make) his writing (disappear) from his land. --
    Mas é precisamente LLUÍS FELIU que, no seu livro aqui largamente comentado, refere que “na estátua de Puzur-Istar (2050-2025) dedicada a Enki” está escrito duas vezes “Enki, senhor da assembleia” o que corrobora de forma isistente duas coisas numa só:
    Primeiro, que Enki era, como já se sabia de outros contextos, o deus que presidia como Zeus às assembleias que Temis abria. Segundo que ou Dagon era um heterónimo de Enki ou este e Enlil eram, pelo menos na prática da confusa ritualidade mitológica caldeia, a mesma entidade.
    Assim, não deixa de ser fascinante dar conta que o conceito teológico e metafísico de totalidade que o termo veio a adoptar na suméria é equivalente do ta Pan-ta grego com uma inevitável referência obvia ao deus arcaico PAN que tinha ainda todas as características divertidas e prazenteiras do endiabrado Enki.
    Na mesopotâmia os mistérios pascais decorriam em torno de Tamuz pelo que seria este o deus equivalente de Mitra que teria a sua forma fonética taurina no nome de Iskur, um deus infernal que terá sido quase seguramente uma variante de Tamuz / Ninguizida, a forma obscuras de Enki! Porém, outros mistérios terão existido entre os povos caldeus que ainda hoje nos escapam!

    DAGON SUMÉRIO
    Qual será então a decomposição silábica de Dagan? Será possível uma etimologia deste deus por mera aglutinação de termos silábicos babilónicos?
    Dagan is well attested in the Eblaite onomasticon. It is the only context where the god('s name) is written out syllabically ( ('d)da-gan — the more common spelling— or da-ga-an). Alongside this there is a fair number of proper names with the element BE that, as we have seen, some scholars identify with Dagan. -- .
    Mas, o facto demonstrado pela arqueologia de Dagan parecer ser um “deus marginal” do ponto de vista babilónico não quer dizer que sempre tenha sido assim nem que não tenha tido poder mítico suficiente para ter influenciado o decurso da semântica de alguns termos sumérios.
    Da-dag v. and adj. (to be) (cultically) puro, (legal) liberto;
    Dag = correr > mudar-se => actuar, demolir, subverter, repelir militarmente.
    Da-ga-an, da-ga-na, daggan (KI. GIŠGAL) bedroom, private room (Krecher, ASJ 9, 88 n. 39; Civil, AV Biggs 18) (dakkannu). (< Dak-kan < dag + gan).
    Da-Gi-um = Quarto de uma cidade. Da-La-Tum = Porta.
    Dah = Somar, Aumentar, Ajudar.
    Dah-Bi-Tu = Capricórnio.
    Gan = stand, rack, support; to bring forth, bear; gán = tract of land, field; cultivation.
    Ganam4, gana4 = ovelha =>Esp. «ganado» > «gado»
    Geš-gan = parafuso de porta > gancho / gancha. => «Engonço» < «Gonzo» = dobradiça < ??? > Fr. ant. gonz < Lat. gomphu < Gr. gomphós, cavilha.
    Quer seja Da-Gan = Da-ga-An, quer outra variante aglutinada a verdade é que é difícil inferir do sumério o significado “etimológico” de Dagan, que alguns dicionários sumérios dão como significando “deus do cereal” por mero apriorismo dos estudiosos, possivelmente, decorrente de outros contextos interpretativos extra-sumérios.
    - dBE Gaga: Unlocated place-name, occurs only once; we do not know whether it has any connection with ga-kamt or whether it is possibly a mistake for Ganana.
    - dBE Ganana('i/um): the reading and location of this place-name has been the subject of fierce debate. G. PETTINATO has always defended the identification with Canaan.115 A. ARCHI proposed identifying the placename with a city close to Gasur in the middle Euphrates valley, or more specifically, close to Emar. D.O. EDZARD locates it in north Syria. We are inclined towards A. ARCHI's interpretation, which seems more prudent. Its location depends on the location of Gasur, which is possibly situated north-west of Mari,1 so that it is possible to consider a location in the Middle Euphrates region. -- .
    115 He reads kà-na-na/um: cf. OA 18 [1979] 103; Atti del I Congresso Internationale di Studi Fenici e Punici, 117-118; Or 54 [1985] 238 n. 24.. Cf. most recently MEE 5 19 rev. iii 3 dingir-kà-na-na 'divino Dingir-kanana'; F. D'AGOSTINO, MEE 7 23 obv. ix 8 A<be > kàna-[na] 'Signore'> di Cana'an'. This identification is very dubious, and is based more on the Greek transcription in the Septuagint (Khanaan) than on the Hebrew vocalization (Kcnacan) and the occurrences in cuneiform from the second millennium that all have the for and the occurrences in cuneiform from the second millennium that all have the form Kinahi, Kinahnum, Kinahha both in Mari and in Alalah, El-cAmarna, Ugarit and Hattuša; cf. HAL 462; Β. GRONEBERG, RGTC 3 139; Κ. NASHEF, RGTC 5.
    120 Cf. M. BONECHI, RGTC 12/1 147. In the light of these facts from Mari in the old Babylonian period we may venture an identification with Uakkulan, cult centre of Dagan, including a temple tentatively located some 25 kilometers north of Emar, on the left bank of the Euphrates, but it would require the change in name of the city to be explained. For this location cf. F. JOANNÈS, MARI 8 (1997) 396. -- .
    dBE Gaga = DaGA?
    dBE of Gan-ana = Tha Gan-ana > Dagan-ana > Dagan?

  • POSEIDON, deus do mar Egeu, por artur felisberto

     
    POSEIDON / DAGON
    La primera ocurrencia conservada del nombre, escrito en lineal B, es Po-se-da-o o Po-se-da-wo-ne, que corresponden a Poseidan y Poseidawonos en griego micénico; en griego homérico aparece como Ποσειδάων (Poseidaōn); en eólico como Ποτειδάων (Poteidaōn); y en dórico como Ποτειδάν (Poteidan), Ποτειδάων (Poteidaōn) y Ποτειδᾶς (Poteidas).
    Los orígenes del nombre «Poseidón» no están claros. Una teoría lo divide en un elemento que significa ‘marido’ o ‘señor’ (Greek πόσις (posis) y otro que significa ‘tierra’ (δᾶ (da), dórico para γῆ (gē)), obteniendo algo como ‘señor o esposo de la Tierra’, lo que lo relacionaría con Deméter, ‘madre de la Tierra’. Walter Burkert considera que «el segundo elemento da- permanece desesperadamente ambiguo» y encuentra la interpretación ‘consorte de la Tierra’ «bastante imposible de demostrar».
    Como o linear-b era grego micénico a informação “Po-se-da-o o Po-se-da-wo-ne, que corresponden a Poseidan y Poseidawonos en griego micénico” é redundante. Seguramente o que se pretende dizer é que a fonética correspondente em grego arcaico pré homérico seria o que se pretende como sendo grego micénico. Como temos pouca informação tanto de uma como de outras escritas até poderemos aceitar que estamos apenas perante variantes do nome de Poseidon em vários dialectos tal em tempos micénicos como depois em tempos clássicos. O facto de existirem tantas formas em dialecto do nome deste deus só comprova a sua antiguidade e universalidade no mundo grego antigo bem como o seu poder bem adaptado a insularidade e à longa e sinuosa linha costeira dos limites do mar Egeu que foi tanto o sustento como a ponte de ligação entre as diversas ilhas e comunidades peninsulares ciosas tanto das suas singularidades como da universalidade do que partilhavam no essencial. O culto pelo deus dos mares faria parte desta ponte de denominador comum entre os diversos povos do mar Egeu.  A forma micénica seria então ainda próxima da cultura minóica e cicládica.
    Micenic. Po-se-da-o < Poseidão(?) < [Po-se]-[da-wo-ne]
    < Pote-| Dakon > DAGON |.
    Assim sendo pode concluir-se que bem enganados têm andado os académicos que queimam as pestanas a estudar o deus Dagon entre os sírios e semitas sem darem conta de que ou ele seria de origem cretense ou também teria chegado à Grécia já que como dizem muitos autores gregos quase todos os deuses antigos vieram da Fenícia ou do Egipto…quando na verdade vieram das cavernas de Creta. Um exagero de humildade, falseada pela ignorância de quem, durante a idade das trevas, se esqueceu do seu próprio passado de gloriosos egeus, creto-anatólicos e micénicos.

    Ver: DAGON (***)

    Dagon seria literalmente o poderoso deus do “pote das chuvas”, Kone, dos cónios que povoaram o sul da Lusitânia e deram nome ao koinê, a língua franca (tal como que já teria sido também a sua antepassada minóica) do helenismo, seguramente a mais arcaica variante do deus Pan-helénico que foi deus dos mares e de todos os povos do mar egeu antes de ter ser relegado para as zonas rudes e rurais do interior da Acádia.
    Khian (1) A Nymphe of the island of Khios (in the Greek Aegean) who bore Poseidon a son, Khios / Khian (2) (…) two sons: Agelos and Melas.
    Khian < Ka-Kian > Tha-Gi-on > Dagon
    Claro que Poseidon não era explicitamente Dagon nem os gregos já disso se recordavam porque a cultura olímpica o ignorou inteiramente. Dagon não seria um deus que os hititas de Tudália IV respeitassem particularmente porque não eram um povo de insulares mas eram senhores dum império continental. Por isso dificilmente iríamos encontrar Sala como uma das suas múltiplas esposas porque afinal, Dagon nasceu no seio de uma sociedade matriarcal de macho dominante. Curiosamente os romanos conservaram dela a recordação como Salacia, deusa do mar salgado e profundo esposa do grande rei e deus dos mares, Neptuno.
    Salácia era uma ninfa, prometida em casamento a grande rei dos mares, Netuno. Antes do ato se concretizar Salácia revoltou-se e escondeu-se no fundo do oceano. Netuno mandou todas as criaturas marinhas do mundo em sua busca. Foi bem sucedido um golfinho que encontrou a ninfa, entregando-a para casamento ao grande rei. Salácia é assim a rainha dos oceanos.
    Halia = A Sea Nymphe (or Goddess) loved by Poseidon who bore him the Daimones Proseoous and, according to some, the Goddess-Nymphe Rhode.
    Salamis = A Naias Nymphe of the Argolis (in Southern Greece) who was carried off by Poseidon to the island of Salamis (in Southern Greece) where she bore him a son named Kykhreus.
                         ó Sala-m-is                          > Her-Wia => Minherva.
    Salácia < Sala-tia < Hali-(t)a < *Ker-Ta > Kera > Hera.
    Conslusão: a esposa de Dagon sobreviveu enquanto Sala na Itália, em alguns cultos insulares egeus com nomes encobertos ( Halia e Salamis) e evolui para Hera e descaradamente deixou de ser a amante do super infiel Poseidon para se dedicar como esposa fiel e ciumenta a Zeus, a quem passou a vigiar e vingar de perto todas as infidelidades.
    Obviamente que Kone nos reporta também para Faon, o deus protágono da luz primordial que nasceu sem pai da Deusa Mãe precisamente no cume do monte Sião, conhecido no Egipto pelo pássaro Benu encarnação de Atum no monte Ben-Ben. Este monte Ki-An é simétrico de An-Ki = Enki, deus das águas doces nos povos continentais da Mesopotâmia mas que seria de todas as águas primordiais em toda a parte do começo da história que teria acontecido nas ilhas do mediterrâneo.
    Quem foi primordialmente “senhor e esposo da Terra mãe foi o mais primordial de todos os deuses, Enki nome que, este sim, significa em sumério, literalmente senhor (= en) da terra (= ki).
    Este deus da sabedoria gnóstica e iniciática, o deus serpente que alguns autores referem ter-se chamado Zu (< Kiu > Zeus) na antiga Suméria, é que era de facto o deus das águas primordiais e logo das profundas águas oceânicas!
    A hipótese de Poseidon / Possidónio ser o “senhor da terra” parece mais uma tradição inerente aos deuses do mar do que uma inferência directa do nome que já mesmo com Enki, que o pareça ser literalmente, é contestável!

    Ver: ENKI E O PODER SEPARADOR DAS ÁGUAS (***)

     
         Figura 1: Poseidon, o tridente e o peixe.
    The festival of Poseidea was a minor festival and it was celebrated close the the winter solstice. This festival showed that Poseidon was once worshiped in every part of Greece. The feast of Poseidon was celebrated on the 8th month of Hermaian. The feast included the sacrifice of bulls in honor of the god. There is said to be little known about what happens during this festival.     
    The month of Poseideon was dedicated to Poseidon and the eighth day was especially sacred to him (as was the seventh to Apollo and the sixth to Artemis). (In general the summer months are assigned to Apollo and the winter months to other Gods, since that is when He is in Hyperborea and Dionysos takes His place at Delphi.) Poseidon's name seems to mean "Lord of the Earth" or "Husband of Earth," which reminds us of Saturn, husband of Rhea. (Doric Poteidon = Potei-Dan = Lord of Earth, as his sometime wife Demeter = De-Meter = Ge-Meter = Earth-Mother). [OCD s.v. Poseidon; PFA 97-8] – Bruma (Winter Solstice, Yule, c. Dec. 21) Gk. Hai Kheimeriai Heliou Tropai.
    Assim, as etimologias míticas do nome de Poseidon decorrem mais da tradição, possivelmente do mesmo tipo obscuro da gnóstica, do que por derivação etimológica pois de facto a afirmação de que a forma dórica Poteidon = Potei-Dan = «Lord of Earth», ressoa a inferência semântica um tanto forçada.
    Sugestivamente, este era também o significado do nome de Enki e, parece, que também era do deus azeteca Tlaloc.
    Embora se reconheça como evidente que o étimo *pot-, que faz parte do termo «poder», seja o mesmo de «déspota» e que Dan seja foneticamente próximo da Dione homérica, mãe de Afrodite, tal como da Diana romana e sobretudo da Irlandesa Dana e de todos os deuses relacionados com a deusa Mãe, não é foneticamente óbvio que Poteidon signifique em grego literalmente “senhor da terra”, porque Dana foi quanto muito a Deusa Mãe, que era a terra por inferência implícita mas nada mais.
    Dana - greatest of the women of the Tuatha de Danaan (from whom they take their name), she was called the Mother of the Gods.

            & POTOS (***) & POTINIJAS (***) & POTNIA TERON (***)

    Dito de outro modo, que o deus (e senhor dos mares) fosse considerado o Sr. da Terra por inerência de funções parecia razoável e de boa tradição. Que isso estivesse sempre implícito no nome parece que só no caso de Enki é que tal é explícito e patente.
    A origem de Posídon é cretense, como atesta seu papel no mito do Minotauro. Na civilização minóica era o deus supremo, senhor do raio, atributo de Zeus no panteão grego, daí o acordo da divisão de poderes entre eles, cabendo o mar ao antigo rei dos deuses minóicos. Si se da crédito a las tablillas en lineal B que se conservan, el nombre po-se-da-wo-ne (Poseidón) aparece con mayor frecuencia que di-u-ja (Zeus).
    Na verdade, Di-u-ja / Diusha seria a forma arcaica e minóica de denominar o “deus menino” “filho da deusa mãe Terra”, A Sr.ª Ki. Assim não seria ainda o nome de Zeus mas seria já imã tentativa de generalização do nome que veio a ser Deus em latim e Theos em grego.
    Zeus deve ter aparecido muito mais tarde por influência das tribos invasoras do norte continental que desconheciam o mar e os seus deuses e que por isso preferiam como “deus das tempestades” um deus serrano e ultramontano quiçá o antigo “deus menino” adorado no monte Olimpo como Zeus.
    Di-u-ja / Diusha < Ki-ush > Dius > Deus > Theos > Zeus.
                                               > Phush > Phi-at > *Pot- > Tot ó Ptá.
    A tradição minóica de Poseidon seria tão intensa que iria ceder muito dificilmente a soberania suprema ao deus dos serranos invasores da idade das trevas pelo que ficou com o melhor quinhão, o da soberania dos mares que os gregos tinham em superabundância costeira, que fazia a sua força e prosperidade. Um caso típico de empate de poder entre Pseidon e Zeus é precisamente Atenas.
    Depois de uma renhida competição entre Poseidon e Atena pela posse do padroado da cidade de Atenas parece que esta venceu, possivelmente por ter conseguido a paz com a talassocracia cretense simbolizada no culto da oliveira.
    Ambos acordaron que cada uno haría un regalo a los atenienses y que éstos elegirían el que prefiriesen. Poseidón golpeó el suelo con su tridente e hizo brotar una fuente, pero su agua era salada y por tanto no muy útil, mientras que Atenea ofreció un olivo. Los atenienses (o mejor dicho su rey, Cécrope) escogieron el olivo y con él a Atenea como patrona, pues el árbol daba madera, aceite y alimento. Tras esto, enfurecido por su derrota, Poseidón envió una monstruosa inundación a la llanura ática, castigando así a los atenienses.
     
    Figura 2: Competição de Poseidon e Atena sob os auspícios de Artemisa.
    Name vase of the Oinomaos Painter: Drawing of side A (left), showing Myrtilos with the chariot, Poseidon, and Athena, and (below) three youths, a sacrificial ram, and Oinomaos at an altar. B: Dionysos and Ariadne, seated, with satyr and maenad and Pelops in the chariot with Hippodameia. Collection: Naples, Museo Archeologico Nazionale.
    E é então que o espanto estala nos nossos olhos: este mito que marca seguramente o fim das rivalidade entre os minóicos e atenienses, da época lendária da mito de Teseu e o Minotauro, encobrem tão bem o relato lendário do fim da Atlântida minóica que nunca até hoje nenhum académico deu conta dele! “A monstruosa inundação das planícies da Ática” descrevem quase de certeza o tsunami que se segui ao desastre do vulcão da ilha de Santorini e que marcou o fim do império minóico e o começo do mito da Atlântida.
    «--- Das nossas duas cidades (Sais, no Egipto, e Atenas), a mais antiga é a vossa, e de mil anos…Desde que esse país é civilizado, ela afundou-se, afirmam as nossas escrituras sagradas, (há?) oito mil anos. (…)
    «--- Revelam as nossas escrituras como a vossa cidade aniquilou outrora uma potência insolente que invadira simultaneamente toda a Europa e toda a Ásia e se atirava contra ela do fundo do Atlântico. (…)
    «--- Mas nos tempos seguintes houve terramotos horríveis, e cataclismos No espaço de um só dia e uma noite terríveis, todo o vosso exército foi engolido, duma só vez, pela terra, e da mesma forma a Atlântida mergulhou nas profundezas do mar e desapareceu. – Crítias de Paltão.
    Mesmo depois da derrota da talassocracia cretense e da súbita supremacia dos micénicos o pendor marítimo de Atenas seria tão forte e tradicional da cidade que em Atenas onde não ficou a mandar nem Zeus nem Poseidon mas a filha espiritual daquele, Atena, enquanto Poseidon, seguramente arcaico filho desta, ficou em segundo lugar, mesmo assim com um culto importante encoberto no do seu avatar, um heróis re-fundador da cidade de Atenas e filho indesejado desta, Ereteu.
     
    The exchange of roles between the Acropolis and Eleusis finds mythical expression in the legend of the war between Erechtheus and Eumolpus, the leader of the Eleusinians and first ancestor of the family of hierophants. Erechtheus died in this war, and yet was victorious.
    (…) But poets and local historians agree that this was the first war that Athens had to win, that the Eleusinians posed a serious threat to the city, and that Erechtheus mysteriously died in battle, rammed into the earth by Poseidon's trident. Pg. 147
    (…) Athena herself resolves the play at the end when she addresses Erechtheus' widow, Praxithea, saying, "and for your husband I command a shrine to be constructed in the middle of the city; he will be known for him who killed him, under the name of 'sacred Poseidon'; but among the citizens, when the sacrificial cattle are slaughtered, he shall also be called 'Erechtheus'. "To you, however, since you have rebuilt the city's foundation" (Praxitheah ad given her assent to the sacrifice of her own daughter before battle), "I grant the duty of bringing in preliminary fire-sacrifices for the city, and to be called my priestess". Thus, the founding of the Erechtheuma nd the institution bf the priestesso f Athena coincide. Pg. 148
    (…) There, the departure from the Acropolis and the journey toward Eleusis repeat Erechtheus, march against the Eleusinians, toward Skiron and death. With the "dissolution" in the last month of the year, there is, mythically speaking, the mysterious yet violent disappearance of the first king - a "king,s death". In ritual, this corresponds to the act of killing, the intense, disquieting sacrifice with its inversions, its peculiar assignment of parts, drawing each - if it can - to his particular place in the circle of participants. Thus, inasmuch as sacrifice is an act of killing, it is propel to speak of a king symbolically killed at the end of the year. Pg. 148
    (…)That Poseidon and Erechtheus were merely two names for a single god, a fact that is stated by Euripides, is also clearly visible in the cult. In the temple itself one altar stands for both; there is only one priest; consecrations and sacrifice are dedicated to, “Poseidon Erechtheus”. An historian would say that a Homeric, pan-Hellenic name has been superimposed on an autochthonous, non-Greek name. The myth distinguishes between the two as victor and the vanquished: Poseidon with his trident, against Erechtheus who sank into the depths. Yet in Euripides' play, the conflict produced a paradoxical identity. The victim assumed the god's name, and destruction became a blessing. Whereas the mythographer made a clear distinction between the god and the hero, the tragedian recognized the unity in the polar tension of sacrifice. Here, again, the higher, unambiguous power is the female divinity, the “city goddess, Athena”.
    (…) That Poseidon and Erechtheus were merely two names for a single god, a fact that is stated by Euripides, is also clearly visible in the cult. In the temple itself one altar stands for both; there is only one priest; consecrations and sacrifice are dedicated to Pposeidon Erechtheus.
    An historian would say that a Homeric, pan-Hellenic name has been superimposed on an autochthonous, non-Greek name. The myth distinguishes between the two as victor and the vanquished: Poseidon with his trident, against Erechtheus who sank into the depths
    Yet in Euripides' play, the conflict produced a paradoxical identity. The victim assumed the god's name, and destruction became a blessing. Whereas the mythographer made a clear distinction between the god and the hero, the Tragedian recognized the unity in the polar tension of sacrifice. Pg. 149
    (…) Erechtheus and Erichthonius are obviously merely variants. Only Erechtheus is used in cult, as it is the original, probablyn non-Greek, name. Erichthonius who is "peculiarly of the earth," is a Hellenizing neologism, perhaps taken up in Attic epic because of the etymology. The myth then differentiates between the two by telling of Erichthonius' birth, but Erechtheus' death. So, too, the genealogies made Erechtheus king after Erichthonius, who, as the "earth-born" child, had to come at the start. In the festival cycle, the mysterious child and the king's sacrificial death confronted each other in the last month of the year. The new king was inaugurated at the subsequent Panathenaia: Erechtheus is dead, long live Erichthonius! What the Arrhephoria, the Skira, and the Buphonia had dissolved, the act that celebrated the polis's birth restored. Pg. 156
    (…) In cult, Poseidon was identified with Erechtheus. The myth turns this into a temporal-causal sequence: in his anger at losing, Poseidon led his son Eumolpus against Athens and killed Erechtheus.  Even here, the correspondence between Poseidon´s defeat and Erechtheus' sinking into the earth was perceived.
    (…) At the city's highest point, atop the Acropolis, there is also that bit of sea that surfaices in the sanctuary. Likewise, the Babylonian temples contained a bit of Apsu, the primordial Ocean, who was murdered by his son Ea so that Ea could build his palace and temple on top of him. Pg. 156 – Homo Necans: The Anthropology of Ancient Greek Sacrificial Ritual and Myth By Walter Burkert.
    Eri-chthonius ou Ere-chtheus seria apenas uma variante destes epítetos de Apolo e terá sido por isso que Erech-theus, literalmente o deus Ere, foi “o re-fundador do polis de Atenas e um sósia de Poseidon, como “Poseidon Ere-ch-theus”.
    Un epíteto común de Poseidón es Γαιήοχος Gaiēochos, 'agitador de la Tierra', epíteto que también se identifica en tablillas en lineal B.
    En el Cnosos micénico Poseidón es también identificado como e-ne-si-da-o-ne (‘agitador de la tierra’), un poderoso atributo (los terremotos habían acompañado al colapso de la cultura palaciega minoica).
    En el período histórico, era frecuente referirse a Poseidón por los epítetos Enosichthon, Seischthon y Ennosigeo, significando todos ‘agitador de la tierra’ y aludiendo a su papel como causante de terremotos.
    En su aspecto benigno, Poseidón se concebía creando nuevas islas y ofreciendo mares en calma. Cuando se enfadaba o era ignorado, hendía el suelo con su tridente y provocaba manantiales caóticos, terremotos, hundimientos y naufragios.

    Ver: ERECTEU (***)

    Na mitologia grega, Poseidon ou *Posseidão, assumiu o estatuto de deus supremo do mar, conhecido pelos romanos como Netuno por origem etrusca a partir de Nethuns, por mera casualidade de um dos epítetos do deus dos mares em voga depois das invasões micénicas, quiçá pela novidade do despotismo patriarcal que estas trouxeram.
     
    Figura 8: Poseidon a cavalo de um Hipocampo. British Museum, London B428.
    The Minoans have no horse until the Postminoan period (1600 BC), when it is imported for the first time. They have asses, which are also used for transport among the urban centres. In these centres, there are summoned agricultural products and timber. Oaks, firs, and cypresses are used for shipbuilding. ---
    Sometime around 2200-1900 BC, the Greek mainland was invaded by nomadic warriors who brought the horse with them, spoke an early form of Greek, and probably worshipped a sky-god like Zeus. At any rate, as Finley Hooper notes, "Wherever the new people settled, phallic figures rivaled the established fertility goddesses" (39-40). Myths of Zeus' many marriages, liaisons, and rapes of various goddesses probably reflect this early forced marriage between a masculine religion of the sky god and a feminine religion of the earth. –
    Until its conquest by the Mycenaeans the Minoan culture was dominant and many aspects of the Minoan culture were probably adopted by the Mycenaeans. This includes many names, crops, crafts, and even religion.  - The Mycenaean World, The Role of Women in the Art of Ancient Greece, Frederick John Kluth
     
     
    Figura 9: the hippocampus. 3 Southern Italy, Puglia With White sakkos.    
    Figura 10: Moeda Fenícia com o Hipocampo alado.    
    Se aceitarmos que o povo, possivelmente um grupo de guerreiros sem herança nem sorte e ávido de troféus ou de tributos, trouxe os cavalos para a Grécia com as invasões micénicas e no peito a fé no culto a um “deus das tempestades” continentais podemos aceitar que terá havido um período histórico durante o qual Poseidón Hipio foi simultaneamente o deus semelhante a Zeus dos micénicos e ambos foram epítetos do mesmo antigo deus dos mares dos cretenses, tendo a adquirido então o poder de montar a cavalo. Como o cavalo era desconhecido do imaginário do “velho homem” do mar dos cretenses foi dado a um animal de meio palmo o nome de hipocampo porque o “cavalo-marinho” tinha o tamanho da sua imaginação criadora dos poetas e das crianças que nunca tinham visto o mar e, por isso a forma dum cavalo misturado com um delfim confundido com um peixe: cabeça de cavalo, guelras de peixe e partas dianteiras de palmípede e metade inferior de golfinho.
    Também por tudo isto é que Poseidon era conhecido como o deus dos terramotos e dos cavalos. Entre outras razões porque os povos que ouviram o tropel da horda de cavaleiros micénicos invasores terão confundido o som vindo do chão com um terramoto.
    Otra teoría interpreta el segundo elemento como relacionado con la palabra *δᾶϜον dawon, ‘agua’ en algunos idiomas indoeuropeos (por ejemplo sánscrito, df'nu:dew); esto haría que Posei-dawo-n fuera el ‘señor de las aguas’..
    Está también la posibilidad de que la palabra tenga un origen pre-griego.
    Claro que se fica muto agradecido em nos ser dada a possibilidade de encarar o nome de Poseidon como pré grego. De facto, seria um grande favor que o PIE *δᾶϜον / dawon derivasse de Poseidon. Só um deslumbrado por epifanias divinas em falsos cognatos cairia no disparate de encontrar uma variante de Enki e Poseidon nas aldeias Potemkin que deram nome ao couraçado de Serguei Eisenstein, realizaria em 1925, um filme sobre a revolta, chamado Bronenosets Potyomkin, que se tornou num marco da história da Sétima Arte.
    La expresión Pueblo Potemkin o Pueblo de o Pueblos Potemkin se debe al mariscal duque Grigori Alexandrovich Potemkin (1739-1791) para designar aldeas, pueblos, villas inexistentes en Crimea. Algo se define como Pueblo de Potemkin cuando se quiere describir una cosa muy bien presentada para disimular su desastroso estado real. A primera vista parece muy bien acabado y deja a todos impresionados, sin embargo le falta la substancia principal.
    Potemkin (Russian: Потёмкин, Potyomkin; or Potyomkina / Potemkina Feminine; Потёмкина) is a Russian surname which derives from the word Потёмка Potyomka meaning "dark".
    Obviamente que uma arcaica deusa eslava Poty-omka ou Potemkina deu aos russos a semântica da escuridão por ser uma variante do nome de uma deusa hitita que seria como a egípcia Nute: deusa da Noite primordial e do pote das aguas da chuva, ou seja, Poti-deia.
    The Indo-European people came down into Greece in two main groups between 2000 and 1300 B.C. The second group, the Achaeans brought the worship of the sky god, called Zeus. (The earlier group called the sky god Dan. Dan had the honorific title Potei; therefore, Potei-Dan - Poseidon.) -- The Olympians by James W. Jackson, 1995.
    Esta teoria romanesca a respeito do nome dos deuses gregos parece pouco credível porque esbarra com verdades fundamentais:
    Primeiro o nome de Poseidon era o de um deus dos mares que dificilmente teria sido mais poderoso do que o equivalente da talassocracia cretense. Segundo porque a tradição atesta que Zeus teria nascido numa gruta particular específica de Creta. Depois porque se suspeita que os povos invasores teriam sido bárbaros sem grande cultura mítica e depois porque, sendo do norte continental, não teriam um deus dos mares. De facto, afirmar que Dan, a cobra de água aparentada com Tunis, era um deus do céu que se transformou em deus dos mares, com o apoio do título Potei, é pouco credível. Dan era um deus cobra mediterrânico muito arcaico que entre outras variantes fonéticas foi Benu, Fauno, Jano, Oanes, Phanes, Pan, Kan, Tan, Van…
    …e Da-gon, que como já se viu é o segundo componente do nome de Poseidon.
    A relação de Poseidon com o étimo -dan de Dionísio e de muitos rios como o Dão português, o centro europeu Danúbio e o eslavo Deniéper, aparece num dos títulos deste deus, Taen-arian, literalmente a “cobra de Arina”, a deusa do sol dos hititas, como Dionísio seria a de Ariadne, porque a cidade de Tenaro na Lacónia tinha uma gruta (cheia de cobras, seguramente) que se pensava ser a porta do infernos.
    Now Cape Matapan; a promontory in Laconia, forming the southerly point of the Peloponnesus, on which stood a celebrated temple of Poseidon, possessing an inviolable asylum. A little to the north of the temple and the harbour of Achilleus was a town also called Taenarum or Taenarus, and at a later time Caenepolis. On the promontory was a cave, through which Heracles is said to have dragged Cerberus to the upper world. Here also was a statue of Arion seated on a dolphin, since he is said to have landed at this spot after his miraculous preservation by a dolphin. -- Perseus: Harry Thurston Peck, Harpers Dictionary of Classical Antiquities (1898).
    En la cultura micénica, fuertemente dependiente del mar, no ha aflorado aún relación alguna entre Poseidón y el mar; entre los olímpicos se decidió tras echarlo a suertes que gobernaría el mar: el dios era anterior a su reino.
    Assim, quando se acrescenta que Poseidon não seria o deus dos mares pela falta de referências explícita a isso numa civilização de marinheiros como era a dos micénicos, acrescentando depois que este deus era anterior à divisão olímpica dos três reinos cosmológicos, esquece-se o nó górdio desta questão que é este: o panteão olímpico deve mais aos artifícios do ordenamento do panteão Hitita feito por Tudália IV e muito menos à ordem natural das coisas que pelo menos no tempo dos micénicos era outra. Na verdade a regra era mesmo a que nos parece inferir-se do nome de Poseidon: que cada cidade estado tinha o seu deus próprio das tempestades que em certa medida não era senão uma variante local do deus supremo. Assim, por exemplo, um dos deuses que parece ter antecedido Poseidon no papel de deus dos mares foi Nereu. Ora, pelo menos foneticamente, este deus deve ter sido o mesmo que foi deus das tempestades da cidade de Nerik da civilização Hitita, ou seja, um mero teónimo do “filho da mãe” dos cretenses que foi primeiro Dema, depois Tiamat ou Damkina e por fim Deméter.
    Me-dousa = One of the three Gorgones who was seduced in the shape of a bird by Poseidon. They had two children - the giatn Khrysaor and the winged horse Pegasos - both of which sprang from her severed neck as she was slain by Perseus.
    Mi-deia = A Nymphe of Boiotia (in Central Greece) who bore Poseidon a son named Aspledon.
    Assim, se a relação etimológica de Poseidon com a terra parece “difícil de demonstrar” a relação deste deus com Deméter e com a sua variante terrífica e arcaica que era a Medusa, é conhecida.
    Pausanias, Description of Greece 8. 25. 5 (trans. Jones) (Greek travelogue C2nd A.D.) :
    "When Demeter was wandering in search of her daughter, she was followed, it is said, by Poseidon, who lusted after her. So she turned, the story runs, into a mare, and grazed with the mares of Ogkios [in Arkadia]; realising that he was outwitted, Poseidon changed into a stallion and enjoyed Demeter. At first, they say, Demeter was angry at what had happened, but later on she laid aside her wrath and wished to bathe in the Ladon...
    Pausanias, Description of Greece 8. 37. 9 - 10 :
    "From Akakesion [in Arkadia] it is four stades to the sanctuary of Despoine...
    This Despoine the Arkadians worship more than any other god, declaring that she is a daughter of Poseidon and Demeter. Despoine is her surname among the many, just as they surname Demeter’s daughter by Zeus Kore...
    Beyond the grove [of the sanctuary] are altars of Hippios (Horse) Poseidon, as being the father of Despoine."
    Pausanias, Description of Greece 8. 42. 1:
    "Mount Elaios [in Arkadia]... has a cave sacred to Demeter surnamed Black. The Phigalians accept the account of the people of Thelpousa about the mating of Poseidon and Demeter, but they assert that Demeter gave birth, not to a horse but to Despoine, as the Arkadians call her. Afterwards, they say, angry with Poseidon and grieved at the rape of Persephone, she put on black apparel and shut herself up in this cavern for a long time. But when the fruits of the earth were perishing, and the human race dying yet more through famine, no god, it seemed, knew where Demeter was hiding, until Pan, they say, visited Arkadia. Roaming from mountain to mountain as he hunted, he came at last to Mount Elaios and spied Demeter, the state she was in and the clothes she wore. So Zeus learnt this from Pan, and sent the Moirai (Fates) to Demeter, who listened to the Moirai and laid aside her wrath, moderating her grief as well."
    Obviamente que este mito que relaciona Poseidon com Deméter é uma reconstrução tardia porque o cavalo não fazia parte do imaginário cretense, como a seu tempo se dá conta! Porém, o fluxo e refluxo de mitos e suas variantes leva a cruzamento por vezes fáceis de identificar. A lenda de Arião referida por Heródoto tem óbvias semelhanças com o filho das relações de Poseidon com Deméter que afinal só por anacronismo foi um cavalo porque só poderia ter sido um golfinho visto que ainda seria cedo para já ser um cavalo-marinho!
    Os símbolos com mais frequência associados a Poseidon eram o tridente, o golfinho…e o hipocampo animal estranho, mágico e poético, que ficou associado a este deus seguramente por ser conhecido como o deus dos terramotos e dos cavalos. Obviamente que nada no senso comum relaciona o mar com terramotos o que reforça a ideia de Poseidon ser mesmo de origem cretense pois só sendo o deus do mar o Senhor da subsistência teria que ser supremo e ter a seu cargo também os terramotos, pela regra geral, porque estes eram particularmente frequentes nesta ilha situada na zona de subducção (onde os sismos atingem magnitudes mais elevadas) do mediterrâneo oriental, e são ainda nesta zona de globo onde a actividade sísmica tem acompanhado e perturbado mais e história humana. Mas nada levaria a pensar num deus do mar para patrono dos cavalos que nem seriam sequer de origem cretense.
    Given Poseidon's connection with horses as well as the sea, and the landlocked situation of the likely Indo-European homeland, Nobuo Komita has proposed that Poseidon was originally an aristocratic Indo-European horse-god who was then assimilated to Near Eastern aquatic deities when the basis of the Greek livelihood shifted from the land to the sea, or a god of fresh waters who was assigned a secondary role as god of the sea, where he overwhelmed the original Aegean sea deities such as Proteus and Nereus.

    Ver: OS DEUSES MARÍTIMOS (***)

    POTIDEA
    Esta forma de encarar o nome de Poseidon deve ter em linha de conta o nome da deusa Poti-deia que nada parece ter de possidónia!
    Potidea (grego Ποτίδαια, Potidaia), foi uma cidade fundada cerca de 625 a. C. por Evágoras, filho de Periandro de Corinto, no istmo de Palene na Calcídica. Poseidón, em Corintio Potēidán era o epónimo de Potidea, e a efígie do deus aparecia em suas moedas.
    Enquanto deusa ou entidade divina Poti-deia não aparece referida em nenhuma fonte directa o que deixa a possibilidade de este nome ser a forma dórica de po-se-de-ia que nunca terá sido um teónimo de grande popularidade mas apenas um epíteto enfático que só era inteligível em micénico e que, por isso, caiu em desuso como tantos outros arcaísmos.
     
         Figura 3: Potideia tal como aparece na «cara» de moedas da cidade greco-macedónia epónima.
    El nombre de Posidón, que a veces se escribía Potidan, puede haber sido tomado del de su diosa madre, del cual recibió el suyo la ciudad de Potidea, «la diosa del agua del Ida»; Ida significaba toda montaña boscosa. -- Robert Graves Los Mitos Griegos I.    
    Os eruditos da numismática identificam esta efígie como mera “cabeça de mulher num quadro” mas é quase certo que esta seria Potidea, a deusa tutelar da cidade na forma de um ícone sagrado de origem arcaico em estilo assombrosamente cretense, ainda que o herói fundador seja de Corinto, que também tinha Poseidon como padroeiro.
    Si se da crédito a las tablillas en lineal B que se conservan, el nombre po-se-da-wo-ne (Poseidón) aparece con mayor frecuencia que di-u-ja (Zeus). También aparece una variante femenina, po-se-de-ia, lo que indica la existencia de una diosa consorte olvidada, de hecho precursora de Anfítrite.
    Las tablillas de Pilos registran mercancías destinadas a sacrificios para «las Dos Reinas y Poseidón» y «las Dos Reinas y el Rey». La identificación más obvia para las «Dos Reinas» es con Deméter y Perséfone o sus precursoras, diosas que no quedaron asociadas con Poseidón en periodos posteriores.
    Los nombres de Deméter y Poseidón están relacionados en una tablilla de Pilos, donde aparecen como po-se-da-wo-ne y da-ma-te, en el contexto sagrado de echar a suertes.
    Assim Potidea tanto pode ser um mero feminino de conveniência para dar à cidade a partir do nome coríntio e dórico de Poseidon como a confirmação de que existiria uma deusa primitiva Potidea, esposa ou mãe ou irmã de Poseidon. Em rigor se tivera mesmo sido assim teria sido pela via de Posidonia do Grego Ποσειδώνιος / Poseidonios, genitivo de "Poseidon" como foi o caso de Pesto (em latim: Paestum, do grego Paiston) que foi uma grande cidade da Magna Grécia, localizada no sul da Itália, na região da Campânia e que foi originalmente chamada de Posidonia.
     
              
    Figura 4: Templo de Poseiodon em Pesto / Posidónia, desenho reconstrutivo. Figura 5: Restauro actual.
    Como se depreende do antigo nome grego da cidade de Possidónia / Pesto, Paiston seria uma arcaica colónia cretense de Festos e, por isso, naturalmente identificada com o antigo deus supremo da talassocracia minóica que seria precisamente *Festo, irmão ou o próprio Hefesto.
    Como a cidade minóica de Festos era em micénico Pa-i-to, Paiston pode ter sido Phaethon que, na longa ignorância da idade das trevas helénicas acabou filho do sol, em vez do deus do fogo, Hefesto.
    Phaethon = A son of the sun-god Helius who attempted to drive his father's chariot. He lost control and after scorching the earth was struck down by the bolta of Zeus.
    «Hefesto» parece haber sido un título del rey sagrado como semidiós solar (…).- ROBERT GRAVES.
    Este facto seria de secundária importância se neste contexto Hefesto fosse mais do que um mero equívoco quando na verdade é central enquanto com Dédalo foi variante helénica do deus oleiro, ferreiro, arquitecto e criador que foi o egípcio Ptá!
    A Hefesto se le describe a veces como hijo de Hera y Talos (. Servio sobre las Églogas de Virgilio: iv.62; Cineton, citado por Pausanias: viii.53.2) y a Talos como sobrino joven de Dédalo, pero Dédalo era un miembro subalterno de la casa de Erecteo, fundada mucho tiempo después del nacimiento de Hefesto. Estas discrepancias cronológicas son muy usuales en la mitología. Dédalo («inteligente» o «hábilmente forjado»), Talos («sufridor») y Hefesto («el que brilla de día») demuestran por la semejanza de sus atributos que sólo son títulos diferentes del mismo personaje mítico. Ícaro (de io-carios, «dedicado a la diosa Luna Car») puede ser otro de sus títulos. Pues Hefesto, el dios herrero, se casó con Afrodita, a la que estaba consagrada la perdiz; la hermana de Dédalo, el herrero, se llamaba Pérdice («perdiz»); el alma de Talos, el herrero, levantó vuelo como una perdiz; una perdiz apareció en el entierro de Ícaro, el hijo de Dédalo. Además, Hefesto fue arrojado desde el Olimpo, y Talos fue arrojado desde la Acrópolis. Hefesto quedó rengo al caer; uno de los nombres de Talos era Tántalo («cojeando, o tambaleando»); la perdiz macho cojea en su danza amorosa sujetando un talón con el que se dispone a golpear a sus rivales. Además, el dios latino Vulcano renqueaba. Su culto había sido introducido desde Creta, donde se llamaba Velcano y tenía un gallo como emblema, porque el gallo canta al amanecer y era, por tanto, apropiado para un héroe solar. Pero el gallo no llegó a Creta hasta el siglo VI a. de C, y es probable que haya desalojado a la perdiz como ave de Velcano. - ROBERT GRAVES, LOS MITOS GRIEGOS.
    Então, podemos começar a imaginar outras expressões derivativas para estes nomes divinos:
    *Posseidão < Mic. Po-se-da-o < Mic. Posedaone   < Po-se-da-wo-ne.
                           Grec. Poseidon < Mic. Posedaone
    < *Posadone < Pos-Atan <=> *Pot Thion < Phiat Kian < Enki/*Kian!
    > Doric. Poteidon > Potidan.
    Doric. Poteidon <= Pote Thion < Phiat Kian.
    <= *Pose-Adone, o Deus Adonai dos judeus que não era senão Adónis dos Cananeus e Sírios, o fogo solar da morte e ressurreição primaveril < Cit. (Artim)-Pasa < *Phasha | -tan, a «cobra cretense do fogo da terra», seguramente um deus vulcânico que protegeria a navegação marítima por funcionar como um poderoso farol natural que de dia aparecia a Moisés como nuvem de fumo e como sarça ardente no horizonte nocturno.
    Dito de outro modo, o nome de Poseidon, deus marítimo por mera relação circunstancial de protector e propiciador da visibilidade marítima enquanto vulcão costeiro, encerra pela sua arcaica origem vulcânica, a verdade mítica de que o fogo da terra era o fogo do céu ou seja, o sol!
    Gr. Poseidon < Doric. Poteidon < Mic. Posedaone <= *Pose-Adone
    < Cit. (Artim)-Pasa < *Phasha | -tan.
    *Pose-Adone, o deus Adonai dos judeus que não era senão Adónis dos Cananeus e Sírios erao fogo solar da morte e ressurreição primaveril, a “cobra cretense do fogo da terra”, seguramente um deus vulcânico que protegeria a navegação marítima por funcionar como um poderoso farol natural que de dia aparecia a Moisés como nuvem de fumo e como sarça ardente no horizonte nocturno.
    ó *Pot-ish-An < Phiat At-an = Ptá / Atum
    < Ki-ish, lit. «o fogo da terra» = Ishan, «o fogo do céu»!
     
    Figura 7: Macedon, Potidaia. Circa 500-480 BC. AR Tetrobol. Poseidon Hippios on horseback right, holding trident; star below / Archaic female head right within linear incuse square.
    Potidea / Posideia seria apenas a deusa do Pote, da água primordial de que saia a chuva, como Nute, e não necessariamente e de forma redundante a “deusa das águas” do monte Ida, o monte da deusa mãe Rea ou Cibele...ou da Noite primordial. Claro que nos parece evidente ter sido o «pote» a ter ficado devedor das divinas funções de potinija, a aguadeira de Potidea, e por isso não faria muito sentido procurar a etimologia desta deusa no nome grego, ou proto grego, para o «pote» que, repete-se, decorre do nome desta. Isto reporta-nos para a mitologia dos deuses das águas doces e do «pote» de barro que antes da civilização moderna era a única forma de ter uma fonte de água em casa.
    Potnia, cujo significado é senhora, dama, ou mulher é o feminino de potis, uma forma masculina de senhor ou marido. Potnia era uma palavra micênica herdada do grego clássico, com o mesmo significado e que encontra um paralelo exato no sânscrito patni.
    Po-ti-ni-a = Potnia (The Great Lady ) Goddess surname Etym. πότις (male) = the master.
    *Po-Tania seria a forma mais antiga de que teria derivado Nepotania / Nepotanio, ou seja, Neptuno, o nome que teria continuado a ser o do rei dos mares nas antigas colónias minóicas depois da queda de Creta. Dito de outro modo, Poseidon não era senão uma variante do culto de Dionísio, que, por sua vez seria apenas um arcaísmo para “deus menino” que tinha sido Zeus quando nasceu em Creta.
    Assim, começa a ser óbvio que o poder de Poseidon (o “Poceirão”, deus do pote de vinho como Dionísio, senhor das aguas doces e rei dos mares) derivaria do facto de ser o deus das poções mágicas, da bebida e do vinho! Poseidon seria uma mera variante de Dionísio numa cultura como a cretense onde seria mais abundante a agua e o mel e, logo, o hidromel do que o vinho mesmo o mais aguado e batizado!
    Poseidon < Pose-dion < Pote-dion, literalmente, “Poceirão”!
    Potei- terá sido uma raiz de origem cretense relacionado com as poças de água, os poços artificiais e o «potes» que em casa as guardavam, tão importante era a agua mediterrânica, de escassa que era nas zona calcárias da beira-mar, daí a importância das potinijas, serventes que as traziam para os templos ou sacerdotisas que se encarregavam de as prover.

    Ver: POTINIJAS (***) & POTOS (***)

    No caso particular de Poseidon esta teve quase seguramente o epíteto de Potideia que na civilização micénica foi Posideia.
    E é assim que começa a entender-se o nome de Poseidon como teónimo construído em redor no nome do deus das tempestades do monte Ida que, assim, seria o verdadeiro deus cretense por detrás do que veio a ser deus dos mares dos gregos.
    A dúvida que resta é saber se Posideia será literalmente o nome da deusa do “pote (das águas) do monte Ida” ou meramente a deusa do «Pote» de água, ou seja se esta deve o nome ao monte Ida ou ao «pote» das áaguas deste monte.
    Mount Ida, known variously as Idha, Ídhi, Idi, Ita and now Psiloritis (Greek: Ψηλορείτης, "high mountain"), is the highest mountain on Crete. Located in the Rethymno Prefecture, it is sacred to the Greek Titaness Rhea, and on its slopes, according to legend, lies the cave, Idaion Andron, in which Zeus was born.
    As variantes do nome do monte Ida em pouco diferem do que parece ter sido o seu nome em cretense, I-DA > I-DA-MI > I-DA-MA-TE.
    Sumério I, I-I (variante de e mudo) = brotar, aproximar-se; elogiar. Grec. ἵ, nom. Reflexo = seu.
    O I micénico   era um y na forma de um tridente de Poseidon!
    Ítaca (Ιθάκη, Ithakē) é uma das numerosas ilhas gregas, situada no mar Jônico. Está localizada na prefeitura de Cefalônia, periferia das Ilhas Jônicas.
    “La leyenda hace derivar su nombre del héroe epónimo Itacos” quando o mais provável é que tenha sido o contrário ficando assim a suspeita de que esta pequena ilha de ameno porto seria a terra de Ida porque de sobrevivência dependente do mar e é então que se pode levantar a suspeita de que esta seria apenas a deusa do tridente, por ser parédro de Neptuno / Poseidon.

  • PTÁ, o Deus Pai que também morreu, por arturjotaef

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    Na Mitologia Egípcia Ptah, Tanen, Ta-tenen, Tathenen ou Peteh é o deus criador e divindade patrona da cidade de Mênfis. É um construtor.

    Ao contrário de Seker, outro deus construtor, Ptah está associado às obras em pedra. Ápis era seu oráculo. Mais tarde, foi combinado com Seker e Osíris para criar Ptah-Seker-Osiris. Ele é marido de Sekhmet e, por vezes, de Bastet. Seus filhos incluem Nefertem, Mihos, Imhotep e Maahes. Em alguns mitos, é o criador de Rá. Nas artes, é representado como um homem mumificado com as mãos segurando um ceptro enfeitado com ankh, was e djed (símbolos da vida, força e estabilidade, respectivamente).

    Ptah, egípcio ptḥ, provavelmente pronunciado como Pitah em egípcio antigo.

    Mais do que a relação significante de símbolos que seriam a segunda leitura de artifícios formais consagrados pela rigidez das modas ancestrais importa saber que resultavam do trabalho artesanal sobre um bastão de idoso com poder de pastor que na origem teria sido um mero ramo rasgado duma árvore, quiçá a mais primitiva defesa do homo erectus.

    As raízes semânticas dos símbolos do bastão de Pta podem parecer estranhas e obscuras para a nossa linguagem mas o ankh reporta-nos para o deus criador sumério Enki, o Was para um dos seus nomes, Bes, esposo da felina Bastet, e o djed, se não revela a raiz de origem pelo menos deixa transparecer a raiz que ficou no verbo português de «jazer» em estabilidade tumular.

    Figura 1: Ptah na roda do oleiro criando o «ovo cósmico primordial de que nasceu o pássaro Benu ou preparando o barro da criação do Homem ou o próprio Rê, o sol!

    Worshipped in Memphis from the earliest dynastic times (c.3000 BC), Ptah was seen as the creator of the universe in the Memphite cosmology. He fashioned the bodies in which dwelt the souls of men in the afterlife. Other versions of the myths state that he worked under Thoth's orders.

    O lado criador de Pta é, obviamente, a variante egípcia do patriarcado emergente.

    Existe portanto uma estreita relação de cumplicidade cosmológica entre Toth e Ptah. A correlação ofídia da deusa mãe com Ptah / Toth pelo étimo tan- pode ser descoberta precisamente na relação étmica do nome de Ptah com o nome da deusa Neith, a verdadeira deusa mãe criadora do neolítico.

    Memphis (Heb. noph, moph, Copt. menphe, memphi, Gr. Memphis). The first capital of united Egypt (c. 3200 B.C.) south of modern Cairo. Legend ascribes the founding of the city to Menes, the traditional first king. The original name of the city was "The White Wall." Later it was called Men-nefer-Pepi, after the name of the pyramid of Pepi I of the Sixth Dynasty; it is from this name that "Memphis" is derived. -- From The Alpha and the Omega - Chapter Four,by Jim A. Cornwell, Copyright © 1995, all rights reserved. "THE REVERSE SIDE OF NARMER’S PALETTE (Fig. seen below), THE UPPER, FIRST, SECOND AND THIRD REGISTERS".

    Figura 2: Ptá  forma com Sekhmet, sua esposa, e Nefcrtun, seu filho, a Tríade Menfita

    In its third meaning, where physical seduction is present, Târâ is a buddhist mantra of the Mahâyana or Vajrayanâ sect. Here the mantra takes the form Om Hrim Strîm Hûm Phat. The sound symbol Phat is very important. It is an explosive sound and symbolizes the piercing of the darkness by light. – [1]

    At the epoch when Ptah and Neith were associated as the Great Divine Pair, Egyptian priests and scribes enjoyed many verbal and written play-on-words. They remembered that another name of Ptah was Ten (who was in fact another old god of the earth, who was also confused with Phah - late Egyptian beliefs became extremely complicated). The name Ten was important, since it was symmetric of Neith (Net): T-N and3 N-T. The scribes of this epoch wrote Ptah's (= Ten's) name with the hieroglyphs of scarab (T) and of vulture (N), and Neith's name with the hieroglyphs of vulture (N) plus scarab (T).[2] (...)

    Ptah was a god of Memphis, the old capital where the pharaohs were crowned. He was originally a god of the earth: ta was the Egyptian word for "earth." Ptah was also a divine craftsman. These two characters enabled him to be attributed with the modeling of man and woman from clay, as the scarab was a modeler of dung. The scarab hieroglyph, in addition to kheper and neter, could also be read ta "earth" or "Ptah." In the Egyptian late period, Ptah was often represented as the older Khepri, wearing on his head the scarab who wrote his name. Hence, the scarab was another representation of Ptah, as was Ptah confused with Osiris- god of the dead during that epoch. [3]

    Atena < Anath > Neit e

    Ptah < Peteh < *Pete-co < Phtako > Ptá < Pitah < Phita ó *Phiat < Phiash

                                                  > Hid. (dyaus) Pitá.

    *Pete-co < Phekeku < Kekiku ó Kikasku < Kiast > *Phiash > *Ki-at.

    Neptuno < Ne-Phi-(A)tu(m)-no ó Ne-Phi |+ ur| -Atum(-no) > Nefertem.

    =>Ptah-nu > Ta-ten + an > Ta-ten-| < Tathen-| en.

                                      > Haten > Aten < Atum(no).

    En la primera religión védica (previa a la religión hinduista) Diaúsh Pitá o Diaúsh Pitrí era el Padre de los Cielos, esposo de Prituí (la Tierra) y padre de Agní (dios del fuego) e Indra (dios del cielo). Los detalles del mito son confusos, pero parece ser que Indra mató a su padre Diaúsh Pitá arrastrándolo por un pie y haciéndolo caer desde el cielo (según el Rig-veda 4.18.12). En este sentido Diaúsh Pitá sería la contraparte del dios griego Crono (asesinado por su hijo Zeus).

    (…) Sus orígenes se pueden trazar desde el dios del cielo Dieus (en la religión protoindoeuropea) quien aparece en el idioma griego como Zeus pater (genitivo diòs, y acusativo día), en latín como Júpiter (IúPiter, que en latín arcaico era Iovis Páter: ‘padre del cielo’), en eslavo como Div, y en la mitología germana y noruega como Tyr, Zir o Ziu.

    Mas qual religião proto indo-europeia qual carapuça! Qualquer que tenha sido a cultura que criou o mito que precedeu o Pitah egípcio e o Pitá védico é mais arcaica que a civilização Egípcia e, por isso, muito para além do que se supõe ser a origem do mito indo-europeu. Obviamente que o mito indo-europeu só subsiste porque a catástrofe da Atlântida e o mito do dilúvio destruíram os elos de ligação que existiram necessariamente entre as religiões arcaicas e as grandes civilizações do crescente fértil porque de uma coisa não há dúvida: a religião, como tudo o que é cultura, só floresce onde existe prosperidade e fartura de meios ou seja, elevado nível de civilização como parece ter sido o da mítica Atlântida mesmo baixando alguns graus o nível de expectativa próprio de uma civilização real face à sua ideia mítica em comparação com as que sobrevieram no crescente fértil! É óbvio que só o preconceito anti-semita não deixa ver que a cultura dita proto indo-europeia não é mais do que uma herança crioula dos povos dos subúrbios das grandes civilizações minóica, do crescente fértil e da civilização do Vale do Hindu. De resto, tanto o paradigma de desenvolvimento como de foco de origem não deixa margem para dúvidas de que os centros de civilização partiram sempre dos impérios e civilizações criados à volta e ou nas ruínas destas civilizações apenas a partir da eterna apetência dos povos limítrofes que, embora menos civilizados, eram por isso mesmo mais ambiciosos e aguerridos como se verificou sempre até à ultima da invasões bárbaras.

    Bom, é mesmo necessário provar que o Pitah egípcio e o Pitá védico ou são a mesma entidade ou têm origem comum?

    Se o Pitah egípcio não era explicitamente o “pais do céu” bem o poderia ter sido porque era na verdade seu sustentáculo enquanto Ax-pt!

     

    Ver: OS DEUSES OFÍDIOS (***)

     

    Tomado en su conjunto, el bajorrelieve se lee Pth-Ptah-. Una forma de escribir este nombre muy corriente entre los juegos de escritura del momento, es esta  que sirve de soporte, reconocible aún, a todos los desarrollos y escenificaciones del bajorrelieve. En esta escritura vemos al dios menfita en la función de Shu como Ax-pt -"que eleva el cielo", rasgo distintivo del dios creador y organizador que fue, ya desde el Imperio Nuevo, asumido por Ptah y generalizado después. El más acertado comentario sobre este criptograma nos dice cómo los signos intentan describirnos la soberanía de Ptah, el dios creador, sobre su creación en la división, siempre tripartita, que de ella hacían los egipcios: aquí, el cielo, (p), el espacio intermedio (H), y la tierra (t), abajo. Todo lo cual es congruente con la hímnica y encuentra un eco en este bajorrelieve, también a tres niveles.(...)

    Consideremos, por ejemplo, algunos versículos del gran Himno a Ptah del Museo de Berlín, nº 3048, de época ramésida, que nos presenta a un Ptah con los rasgos solares que habría de conservar desde el Imperio Nuevo hasta el final de la cultura egipcia. En su función de Shu, , ax-pt, tenemos aquí a la misma figura de nuestro bajorrelieve por cuyos brazos se eleva en el cielo el sol, Ra, al que los círculos menfitas trataron de considerar a toda costa, como a hijo de Ptah:

    "Tú alejas el cielo según su (de Ra) deseo, sin cesar más alto, sin cesar más lejos.

    El se eleva sobre tu cabeza y se pone sobre tus brazos.

    "Tus pies están sobre la tierra, tu cabeza en el cielo superior.

    Tú elevas la obra que has hecho apoyándote solamente sobre tu propia fuerza,

    elevándote a ti mismo por la solidez de tus brazos.

    El cielo está sobre ti y la Duat debajo de ti" [4]

    Se Ptah era Chu, que era Enki/*Kius na Suméria... então,

    Ax-pt = Ash-pit > *Chu-Phita > *Chu-Pite = Te-Shupi > Teshup.

                                        «Áspide» <= Shupite + Ur > Jupiteur > Jupiter.

     

    Ver: CHU (***)

     

    Depois, se Diaúsh Pitá foi morto pelo filho Indra, os registos egípcios não referem explicitamente algo semelhante a respeito de Ptá a verdade no entanto é que os egípcios o representam como deus mumificado ou seja, como, morto como Ósiris.

    Finalmente, se nem Sekhmet nem Bastet se assemelham foneticamente à esposa de Diaúsh Pita, Prituí / Pritiví, a verdade é que existem indícios de semelhanças semânticas e fonéticas estranhas e insuspeitas entre Ptah-Tenen e Prithuí Tattua..

    En el marco del hinduismo, Prituí o Pritiví ou (‘Madre Tierra’) era el nombre de la diosa del planeta Tierra y una diosa madre. Según una tradición es la personificación del planeta Tierra, y según otra es su madre, siendo prithuí tattua, la esencia del elemento tierra. (…)

    Tatenen: (Tathen, Tanen, Tenen, Ten) "Exalted Earth". A primeval Egyptian earth-god who represents the mound (or hill) that arose from the primordial water. He is represented with the horns of a ram and wearing a crown with feathers. At Memphis he was connected to Ptah (Ptah-Tenen) in his aspect as a creator god, and also with Horus. As a vegetation god, he could be portrayed with green skin.

    Mesmo assim, Sekh-Met partilha a ultima raiz com a primeira de Mata-Pri-tiví…e esta possivelmente a ultima com a primeira daquela!!!

    Mata-Pri-tiví < Ma-at > Mut | Phry < | Kur-Kiki > Mut (Kur)-Kiki.

    Sekh | Seshe | < Keke- | Met < Mut | > Keke Mut = Mut (Kur)-Keke.

    Tenham sido as voltas que a fonética tenha dado a verdade é que sendo ta = «terra» então ta-ten-en (redundância enfática de Taten) seria evolução de *Ki-at-An de que acabaria por derivar o nome de Ptah!

    Tanen < Tan-an, lit. “deus das cobras” ou “deus cobra (macho)”.

    Sekh-met < Kiki-Amat.

    Por outro lado, Tanen não faz mais do que relacionar este deus com as deusas felinas das cobras e do primeiro fogo Bast / Bastet e depois Sekh-met, se é que esta não é uma mera variante semântica daquela.

    Obviamente que o lado leonino de Sekh-met, suavizado em felino por uma bebedeira de cerveja, corresponde à tradição da Grande Deusa Mãe guardada pelos dois leões das portas do sol, da tradição neolítica e anatólica.

    Por fim, é óbvia a inderterminação insanável, senão no plano da plenipotensialidade mítica pelo menos no do paralelismo da mitologia indo-europeia, de Iovis Páter / Indra ter morto seu pai Saturno / Diaúsh Pitrí.

    In the nineteenth century Friedrich Creuzer claimed, based on Herodotus, that the Kabiroi were the seven planetary rulers, the sons of Phthas-Zeus, the primordial father: a "one into seven" augmented hebdomad. Against him, F. W. J. Schelling (Brown, ST) argued that they were an ascending series, of which Zeus was the culmination: a "seven into one" augmented hebdomad. "They were thought to be magicians who guided the transcendent world into everyday reality" (Pagel & Winder 1969, 125), much as the Astral Woman does. (There is a passing reference to the Kabiroi in Goethe's alchemically-inspired Faust, Part II, ll. 8071-7.)-- Pythagorean Tarot homepage.

    Pois bem, existe ainda a possibilidade de Pth / Ptah poder ter sido *Phaut ou Pauth > Paut em relação com o étimo grego da água, Pot-. Esta via passaria por Pha-, raiz grega da luz dos faróis e do nome do deus protágono, Pha, seguramente o mesmo que Ptah.

    *Kiat-An => Phiat, Ptah < Phah < Phat < *Phiat

    > Phiot > Thot, a lingua de Ptah > *pot- .

                 > Wiyot

    The Pueblo Indians and the Luiseños turned migrants in imitation of the Twins. They thus attempted to reach the Center of the Earth where their god, Wiyot, had hidden himself after he died. Wiyot was the first of all men to die, and his death taught his people the example. In fact, Wiyot later resurrected as the New Moon, and became immortal. -- Twin Myths from around the world, Rachael Ndi.

    Duma forma quase enternecedora descobrimos, pela análise etimológica comparada das mitologias, que restos de crenças arcaicas podem ter sobrevivido em mitologias recolhidas em tempos recentes muitas vezes reportando-se a crenças anteriores aos panteões mais antigos da idade histórica. Assim, confirmamos que a mitologia Egípcia recolhida nos textos escritos que nos chegaram terá sido intensamente deturpada por um processo de digestão intelectual levada a cabo por sucessivas gerações de hordas de sacerdotes imaginativos que em vão procuravam entender à luz dos tempos do antigo Egipto um passado arcaico importado de origem incerta.

    O facto de Ptah aparecer representado mumificado como Osíris comprova que estes terão sido originalmente o mesmo deus que deu origem ao Wiyot do mito navajo levado para além-mar (com todas as crenças comuns do mediterrâneo oriental, particularmente a mumificação) por marinheiros mediterrânicos, fossem porque perdidos em naufrágios no mar Atlântico, fossem porque ali chegaram premeditadamente, quanto mais não forra em busca do túmulo do sol poente do mesmo deus de morte e ressurreição ou fugido à desgraça da terra natal.

    A correlação de Ptah com Osíris é tão imperativa quanto a do boi Apis com Mnevis, por exemplo.

    Fosse como fosse, o conceito de Pot, se não andou directamente relacionado com Ptah andou relacionado com o «poder» mítico que veio a degenerar no poder comum da tradição latina.

    (Spelled paut in earlier textbooks.) The natur are most often encountered in groups or families, known as Pot, and referred to in translation as the "pantheon or Ennead of gods." Pot is translated, most simply, as "bread," although bread is only the beginning of the meaning of Pot. It is one of the most complex concepts in the ancient world. The Pot is expressed in terms of two groups of natur, known as the "Lesser and Greater Pot." The Greater Pot consists most often of Osiris, Isis, Ra, Thoth, Horus, Sutek, Nepthys, Shu, and Tafnut in various combinations. The group comprising the Lesser Pot varies more in personnel, but the basic premise is that the divine forces of the soul interact and work together within the world. The Greater Pot are the divine metaphors of the living soul within; the Lesser Pot are of the space/time world in which the fleshly garment of the soul lives. (...) These mysterious relationships of bread, clay, and flesh are the basis of the bread metaphor of The Pot, the holy pantheon of The Children of The Sun. The echo remains today in our word for such clay vessels: "pottery."-- WALK LIKE AN EGYPTIAN, A MODERN GUIDE TO EGYPTIAN PHILOSOPHY AND RELIGION by Ramona Louise Wheeler.

    O autor do texto, WALK LIKE AN EGYPTIAN, mantém entanto a sugestão de que o conceito teria andado relacionado com algo que tanto podia ser relativo aos «potes» de barro como com o seu conteúdo aquoso, tal como o sugere a tradição grega. Em qualquer caso, a figura 2 não deixa de ser elucidativa ao referir Ptah como um deu “paneleiro” e criador, ou seja com características que o colocam na esfera de Enki de tal modo que Ptah + Poth º Enki.

    Em capítulo próprio se desenvolverá o conceito do étimo pot- relativo ao nome dos deuses da água com que Ptah andou relacionado, como o revela o nome da estranha divindade compósita Ptah-Nu, , de que derivaria Neptuno!

     

    Ver: NEPTUNO (***)

     

    «Egipto» < Gr. Aigyptos <= *E-ki-Pht-us.

    Na verdade, Egipto significaria *E-ki Phitus, literalmente «terra do santuário de Phiat / Pta. Pois bem, como é possível pressupor que Pitom = Phi Atum < Phiat An, é seguro que estamos perante formas fonéticas do nome do deus cobra solar e campeão da Terra Mãe, criador primordial da cosmologia Heliopolitana.

    Atum Primeval Egyptian god, creator of heaven and earth. Evening aspect of the sun god Re, representing the setting sun. The two were later syncretized as the god Atum-Re. His principal cult center was at Heliopolis. He was represented by the black bull Mnevis, bearing the the sun disk and uraeus (snake) between its horns.

    De resto, como *phi-a-tan (Ki ash an) significa, por sua vez, literalmente fogo «sexual» do céu sobre a terra é obvio que estamos em presença dum deus fálico em cujos símbolos se tropeça por todo o lado no Egipto. Segundo alguns autores este deus fálico seria Ptah.

    Apis - An early deity, probably the best known Egyptian deity represented only as an animal, and never as a human with an animal's head. Apis was most closely linked with Ptah, and his cult center was Memphis. He was primarily a deity of fertility. He was represented as a bull crowned with the solar disk and uraeus-serpent. A sacred Apis bull was kept in Memphis, and there is a great mass burial of Apis bulls, the Serapeum, located there.

    Assim, por intermédio de Apis e Mnevis, Ptah era Osíris que, sendo o Nilo e o Oceano, era Enki e Urano.

    Para os clássicos ele foi identificado com Hefesto por meras razões superficiais de culto, porque sendo um deus “paneleiro” e criador era também arcaico e primitivo como caberia a um deus do fogo. Mas também a fonética o indiciava!

    Hefesto < Ke-phi-| asto < Ash < At | < Ki | Phiat > Pta.

    'This god, they say, puts forth from his mouth an egg, from which is born a god who is called by themselves Phtha, but by the Greeks Hephaestus; and the egg they interpret as the world. -- Praeparatio Evangélica, Eusebius Pamphili of Caesarea.

    Ptah < Phtha < *Phiat ó Pot-

                                           ó *Ki-ast ó Kaka-ish > He-Phaisto > Hefesto.

                                                               > Vesta > Hesta.

     

    Ver: O MITO DO PARAISO PERDIDO (***)

     

    The possible meaning of Ptah’s name comes from a Hebrew word meaning to open (path) – Ptah opened mouths of gods and kings as well as the dead. He is also a sculptor (Hebrew: pittuah – the thing made). However, these verbs appear much later and scholars are divided regarding the etymology of Ptah.

    Obviamente que o nome de Ptá nunca poderia derivar do Hebreu porque neste assunto a ordem cronológica dos eventos é inversa. No entanto é bem possível que os termos hebreus derivem do nome deste deus que possivelmente criaria com a mera acção da palavra ou seja, abrindo a boca. Assim, uma dos nomes perdidos deste deus seria Ftá / do “Fiat Luz” e então seria próximo da «nafta» e de Néftis com quem teria feito parelha em época arcaica como Ísis fez com Osíris explicando-se assim a semelhança de ambos estes deuses mortos e mumificados. Osíris ficaria reduzido ao olhar do sol que cria, guarda e tudo vê enquanto Pta / *Ftá seria o deus lunar da boca que fala e tudo cria!



    [1] http://www.frontiernet.net/~kvenkat/Guruji.

    [2] Beetles as religious symbols by Yves Cambefort, (bibliography) - Paris, France.

    [3] Beetles as religious symbols by Yves Cambefort, (bibliography) - Paris, France.

    [4] EL CIRCULO DE ORO DE URESH-NEFER, por Antonio Hernández Marín - E-mail: her@lander.es

  • OS SENHORES DOS MONTES GALAICOPORTUGUSES, por arturjotaef.

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    O SÃO SALVADOR DO MUNDO É O BOM JESUS DO MONTE.

    por arturjotaef (artur josé felisberto).

    Por coincidência ou nem tanto outros montes importantes foram homenagens a Hermes. O coração da Lusitânia eram nos montes Hermínios (< Hermi anus) que agora podemos seguramente derivar dos cultos megalíticos a Hermes e cujo nome passou para «Serra da Estrela» (porque Hermes enquanto Lúcifer, andava relacionado com o culto das deusas da aurora que era Vénus, a “estrela da manhã”, quem sabe senão terá sido para ocultar a vergonha do abandono dos cultos a este deus da lusa e latina virilidade!).

    No Minho existiu o Ermal a recordar estes antigos cultos de masculinidade já em substituição de cultos ao deus Hércules, que se sabe terem tido importantíssima relevância nos tempos antigos das culturas galaicas da região dos brácaros, cultos estes que seriam uma variante dos cultos megalíticos a Hermes, por provável adaptação helenista.

    Mas, também ao lado dos cultos herméticos e hercúleos se prestava culto à deusa mãe como e o caso do “Bom Jesus do Monte” em Braga que tinha logo ao lado, o alto do Sameiro ainda hoje local de preito Mariano.

    Figura 1: Escadório de Santa Maria Madalena na Serra da Falferra.

    Porém, o conceito teológico mais importante e mais significativo para este tema é, seguramente, o que se refere à “montanha do sol nascente” que em português arcaico e mediterrânico corresponderiam ao espaço metafórico “da Torralta do Alvor” construídos no topo de colinas a que se ascendia por escadarias monumentais.

    Ora, é precisamente nos estertores dos escadórios dos santuários de Braga e de Lamego que a orgia do barroco lusitano alcança um dos seus mais altos e espirituais orgasmos em homenagem à tradição da “Montanha Sagrada” de cumes gémeos da Aurora dos seios férteis e fartos da Deusa Mãe!

    Figura 2: BRAGA -SAMEIRO -ESCADÓRIO DO SANTUÁRIO.

    A teatralidade barroca destas escadarias só realça ainda mais o espectáculo da Natureza que sobe da terra aos céus como a ansiedade dos romeiros.

    O culto dos lugares altos não ficou confinado ao mundo sumério porque esteve presente em todo o mundo arcaico como marca genuína dos cultos à Virgem Mãe primordial e ao seu “deus menino”, o Sol que nascia e morria quotidianamente entre os dois seios das montanhas da Aurora!

    Mas outras escadarias a Sr.ª do monte são e foram por este pais fora muito mais humildes mas nem por isso mesmos longas e fervorosas.

    Porém, o conceito teológico mais importante e mais significativo para este tema é, seguramente, o que se refere à “montanha do sol nascente” que em português arcaico e mediterrânico corresponderiam ao espaço metafórico da “Torralta do Alvor”!

    «Sameiro» < Kima urio < Urkima > Artemis => Cimeira / Cumeira.

    «Sameiro» < Sha-Mer-io < Ka-Mur-(isho) > «Suméria».

                                                                      ó Kurma > Hermes.

    A este respeito a tradição da «montanha sagrada» alcança um dos mais orgiásticos e orgásticos estupores no barroquismo dos santuários lusitanos construídos no topo de colinas a que se ascende por escadarias monumentais como é o caso do Bom Jesus do Monte, em Braga, e a Sr.ª dos Remédios, em Lamego.

    Um pouco por toda a cristandade, mas particularmente em Portugal, os santuários de montanha e as senhoras e senhores do monte multiplica-se por toda a parte.

    Os zigurate tiveram na Lusitânia, e quiçá no ocidente de influência cretense o culto alternativo às grutas com nascentes de agua pura nos cimos dos montes próximos de zonas de habitação e que por isso mesmo se tornaram em locais de romaria por serem locais de fontes santas, de lamas e se senhoras de remédios.

     

    Figura 3: Escadaria monumental do «Bom Jesus de Braga».

    Figura 4: Bela e monumental escadaria de N.ª Sr.ª dos Remédios.

     

             

    Figura 5: Escadas de acesso a ermidas populares portuguesas protótipos dos grandes escadórios barrocos portugueses.

    Os sinuosos carreiros de caminhos pedestres, aqui e ali suavizados com socalcos naturais inspiraram as primeiras escadarias monumentais que se terão começado a fazer desde tempos remotos para facilitar o acesso a estes locais sagrados de cultos de montanha e que foram seguramente a inspiração arquitectónica para as escadarias monumentais dos grandes santuários marianos de todo o mundo, umas verdadeiramente monumentais, quais maravilhas do mundo…

    Figura 6: Beiral Do Lima.

    Figura 7: Escadório de Nossa Srª da Boa Morte – Correlhã.

    Figura 8: Santuário de Nossa Senhora da Peneda.

    Poder-se-ia contrapor que dos caminhos sinuosos aos escadórios barrocos vai um salto arquitectónico que pode nata ter tido a ver com os zigurates caldeus cuja semelhança morfológica será meramente ocasional rematando que casos existem de importantes santuários de montanha que nunca chegaram a ter escadórios, nem mesmo naturais como é, no contexto dos santuários de devoção mariana à Senhora do Monte, o caso de Nossa Senhora do Pilar, na Póvoa de Lanhoso.

    Figura 9: Monte do Pilar, o maior monólito granítico em Portugal.

    A verdade é que nem natureza pétrea e granítica do monte o não permitiria! No entanto, as capelinhas da via-sacra seriam a marca dum percurso de acesso, sagrado e sinuoso.

    HÉRCULES, O BOM SALVADOR DO MUNDO OU JESUS CRISTO

    O culto do Bom Jesus parece ter-se enraizado particularmente na região minhota porque lhe pré-existiria ali um culto arcaico masculino que teria tido por forma anterior a de Hércules lusitano.

    Gerión, rei de Brigantium, era um tirano que obrigava os seus súditos a entregarem a metade dos seus bens, incluindo os seus filhos. Um dia decidiram pedir ajuda a Hércules. Este derrotou o rei, enterrou-o, e levantou, à guisa de túmulo, a Torre de Hércules de Corunha.

    Hércules deixou uma placa votiva no Castelo de Lindoso, mas provavelmente originária da povoação castreja romanizada de Cidadelhe, onde consta a seguinte inscrição: HERCVLE com nexos em HE e VE, não se conseguindo detectar mais texto devido ao desgaste da pedra.

    Na arqueologia de Braga não parece existirem vestígios do culto de Hércules. No entanto se este deus tivesse um nome explícito parecido com o equivalente grego e romano os autores tê-lo-iam referido e não seria agora o mistério que é! Na verdade, a maioria dos autores referem que o Hércules ibérico seria mais antigo que o greco-romano ou seja, o Egípcio ou mais propriamente a variante fenícia que era adorada em Cádis e do qual parecem não haver dúvidas sobre a sua relação com as duplas colunas de Hércules de Gibraltar. Quer dizer que a particularidade da mitologia deste deus seria a de ser filho da aurora, a deusa da montanha dupla! Ora, o nome dos bracaros já aponta neste sentido se não nos perdermos entretanto no apelativo dos bárbaros.

    Existe muita polémica em volta da origem de Braga sobretudo por parte dos puristas que construíram a teoria de que os romanos criaram sempre cidades nos vales para obrigarem os guerreiros indígenas a abandonarem os castros fortificados das montanhas mas é quase seguro que esta teoria como quase todas as regras teve muitas excepções válida sobretudo para o caso dos castros já de si perto de vales como seria o caso do castro da freguesia da Cividade da cidade de Braga que terá sido sempre isso mesmo, o grande centro citadino dos brácaros que os romanos respeitaram e aproveitaram para transformar em cede do poder romano. O mesmo terá acontecido com a cidade de Lamego que tem o seu castro inscrito no centro do castelo da cidade.

    Bracara Augusta situa-se no topo de uma colina, e não à beira rio ou perto de campos férteis condições típicas nas fundações de cidades romanas, essas condições existem a poucos quilómetros na zona ribeirinha do rio Cávado. Os historiadores de opinião contrária criticam esta teoria, pois a colina de Cividade é de relevo suave a Sul, não possuindo grande desnível. O astrónomo e geógrafo grego Claudius Ptolemeu (c. 85 – c. 165), em meados do século II, referiu na sua obra - Geografia (8 v.) -, que a cidade de Bracara Augusta era anterior à dominação romana. Recentemente a descoberta ao acaso de um Balneário pré-romano em Maximinos (freguesia adjacente) relançou a questão. No entanto, esta questão está longe de ser resolvida, dado que o presumível castro situa-se no centro histórico de Braga sob Monumentos Nacionais o que impede a realização de pesquisas arqueológicas profundas. É também de relevo o facto do local ser habitado continuamente há mais de dois mil anos, e palco de grandes guerras e destruições, o que alterou substancialmente o local.

    Ora bem, o nome dos bracaros pode ter derivado da cidade de Braga cujos habitantes teriam sido apenas os Bracai, literalmente os habitantes da cidade ou seja da actual freguesia da Cividade e que deram origem ao nome de Braga.

    Warca é o nome moderno da antiga cidade suméria de Uruk e Varca seria nome genérico de cidade de que resultaram cidade famosas como Warca na Polónia, Varsóvia, Carcóvia senão mesmo Caracas. Quer isto dizer que para os povos montanheses que circundavam a cidade de Braga esta seria simplesmente a cidade…tal como entre os celtas foi o termo burgo e entre os lusitanos briga. De facto de Briga a braga vai um pequeno salto. O facto de o grande general cartaginês Amílcar Barca ter sido derrotado pelos Lusitanos tal não significa que entre estes e os cartagineses não pudesse existir uma antiga e prolongada identidade linguística e cultural desde os tempos dos fenícios e ainda antes desde os tempos minóicos. Na verdade, os povos em volta de Braga seriam da tribo dos Gróvios, supostamente de origem grega…ou mormente cretense. Assim, suspeita-se que o nome de Bracara Augusta tenha sido fabricado pelos latinos com medo de Amílcar Barca corrompendo o nome da cidade que seria apenas Barca como muitas outras que ainda há por esse Portugal fora, de Ponte da Barca, Barcelos e Barca d´Alva… porque ao longo dos tempos houve várias "pontes das barcas" construídas para determinados propósitos, como a rápida deslocação de contingentes militares, mas nunca terão sido suficientemente seguras e duradoiras para substituírem pontes firmes de pedra como as que os romanos sabiam construir com a mestria de supremos sacerdotes porque de outro modo a travessia ente margens se terá feito sempre com recursos a jangadas, barcos, barcas ou barcaças.

    Barcos: Barc. Diz DO-1, p. 218, de Barco(s) ser «topónimo frequente, quase sempre no interior»: e, no entanto, logo afìrma vir «do subst. masc. em referência ao que dava passagem em cursos de água daquelas localidades» (Barco, Barcos) : «difícil, no entanto, de aceitar esta explicação para casos como o de Tabuaço, longe do Douro>>, para o que logo manda ver a GE-38, p. 815.

    Refere-se ao que aí deixei escrito: «Barcos é topónimo de explicação difícil, pois que o lugar está longe do Douro, dele até separado ou oculto pelo alto monte do Vento, e junto dele apenas corre um pequeno ribeiro», o qual «jamais podia sequer chamar à imaginação a ideia de um barco». Nada mais – eu e, por mim, ele. Não se pode – em meu ver – invocar a raiz pré-romana bar(c), bar(g), signifìcativa de altura e depressão: a toponímia é ciência de particularidades – repetidas, mas particularidades sempre, e daí a repetição dos nomes, em si ou suas flexões e derivados: ora a topografia de Barcos em nada se distingue da da região ou nesta se particulariza: não é, pois, na topografia, também, que devemos procurar a solução ou etimologia, a significaçào. Ora reparo que temos em limitações em 911 «ad barca sculta in petra» DC 14 (em LF 19 «ad arca», porém), e em 110' e 1109 «illa barchal» DP-3, n.º- 180 e 33', isto é, o colectivo «barcal», se bem que os marcos não se costumassem em grupos; mas podia suceder este, portanto. Daí em 818 «villa per marcas certas et sinales». Assim, «marca», de origem germânica e signiíìcando extrema ou limite, teria evoluído a «barca» (cp. lat. musculu- > <<bucho», melanca > pop. «belancia», etc.). De «barca», ter-se-ia derivado «barco», nesse sentido: sinal divisório.

    Quanto ao topónimo principal da freguesia, Barco, deve estar relacionado com a passagem por aqui de uma embarcação, em tempos recuados, e que ligava as duas margens do Zêzere. Mais importante esta barca se tornava quando é certo que a maioria dos terrenos aráveis da povoação se localizavam na margem contrária. É a única freguesia do centro e sul do país com este nome. No norte, existem seis "barcos", uma freguesia (em Guimarães) e cinco lugares (nos concelhos de Barcelos, Penafiel, Peso da Régua, Ponte de Lima e Resende).

    Barca é freguesia muito antiga do Concelho da Maia. Há quem defenda que este topónimo deriva de abarca termo que significa veiga, isto é, planície cultivada e fértil. Há ainda quem, como Manuel Gens, autor da terra, creia que em tempos remotos o pequeno Rio Almorode tenha aí tido uma enseada.

    Ponte da Barca, antigamente, apenas se chamava Barca, nome que lhe veio da barca de travessia do rio. Esta obrigou a construir a casa do barqueiro, levantando-se depois outras para os que se dedicavam ao tráfego fluvial e para acolher os transeuntes, sobretudo os peregrinos de Santiago de Compostela.

    A povoação da Barca, topónimo primitivo de Vila Nova da Barquinha, foi fundada em finais do século XVII.

    O lugar de Barca d’Alva foi erguido sobre um “locus” romano. Poderá ter sido um porto de acesso para a cidade romana de Aquae Flaviae. Este topónimo é proveniente de uma antiga barca que fazia a ligação entre as duas margens do Rio Douro, com a vila de Barca d’Alva que existia na margem transmontana.

    O nome da cidade de Valência parece fugir a uma origem arcaica com ressonância locais.

    El nombre propio Valencia viene del latín Valentia . Varias ciudades de fundación romana llevan este nombre. En España principalmente tenemos Valencia, la ciudad situada en el levante a orillas del Mediterráneo, fundada en el 138 a.C. por el cónsul Junio Bruto para asentar en una isla fluvial del río Turia a los soldados veteranos suditálicos, licenciados tras la guerra celtibérica. Pero hay otras en España, hoy municipios de menor tamaño, como Valencia de Don Juan o Valencia de Alcántara. También hay Valença en Portugal y Valence en Francia, y aparte de algunas otras en Europa, el nombre latino fue importado a América, donde hay muchas localidades llamadas Valencia fundadas por gentes de origen hispano, en Venezuela, en Nuevo México, en California, etc.. Incluso hay una en las islas Filipinas. También en Brasil hay varias localidades llamadas Valença. (…)

    Pero a partir de la segunda mitad del S. III a.C., el fuerte contacto con los griegos y en parte la admiración de ciertos sectores intelectuales romanos por la cultura griega, empezó a buscar artificiales vinculaciones lingüísticas entre el latín o los nombres autóctonos con los vocablos griegos, tendencia que nunca dejó de obsesionar a algunos. Es así como muchos empezaron a defender e incluso a escribir, artificial y erróneamente, que "Roma" venía de la palabra griega ρώμη, que significa "fuerza, vigor, robustez física", incluso "valentía".

    Ora bem…pode até acontecer que assim seja mas também pode acontecer que o mesmo vício intelectual dos romanos do sec. III seja o mesmo dos latinistas modernos que tudo tendem a reportar quanto a etimologia a erros romanos, como se os falantes locais não tivessem uma última palavra a dar no uso e abuso que davam aos topónimos mais comuns. Se Valência ficou com nome parecido com termo latino com semântica idêntica à que se supunha para Roma é porque não podia tomar nome de “nova Roma” porque…já teria nome próprio.

    «Velência» = Terra da Velentia ou seja, da deusa *Valena.

    *Valena < Wer-Ana, esposa do Verão < Ker Ano = Mãe Karena > Macarena.

                                      > Verona > Belona = Acadic. Belet-Ili.

    Verona é uma bem conhecida cidade italiana supostamente de origem etrusca…ou gaulesa!

    Belona era uma deus romana da guerra de provável origem celta e por isso a mesma que a minervina Belisama, esposa do deus celta Belano, Belen, Belenus, Belinus, Bellinus Bélénos, Belennos, Belenos, Bel, Bilé.

    A tese de que a Valentia seria um equivalente semântico do nome de Roma em grego parece ser rebuscada em demasia!

    De resto tirando a brasileira Nova Roma do Sul parece que os romanos nunca tiveram a coragem de nomear nenhuma porque Roma há só uma…a capital do império romano e mais nenhuma. Constantinopla só foi Nova Roma eclesiasticamente mas nunca ninguém deu por isso porque era já Bizâncio e acabou por ser Istambul. De parecido com o nome da cidade de Roma os romanos deixaram pelo mundo da pax romanorum apenas a Roménia onde nem a mero propósito existe a sul a grande região da Valáquia que durante século serviu de tampão contra a expansão árabe a na Europa oriente.

    The name Wallachia, generally not used by Romanians themselves (but present in some contexts as Valahia or Vlahia), is derived from the word "walha" used by Germanic peoples to describe non-Germanic speaking "foreigners". In northwest Europe this gave rise to Wales, Cornwall, Wallonia, among others, while in Southeast Europe it evolved into the ethnonym Valach, used to designate Germanic speakers' Romance-speaking neighbours, and subsequently taken over by Slavic-speakers to refer to Romanians, with variants such as Vlach, Blach, Bloc, Bloh, Boloh etc.

    Figura 10: Walhaz (ᚹᚨᛚᚺᚨᛉ) is a reconstructed Proto-Germanic word, meaning "foreigner", "stranger", "Roman", "Romance-speaker", or "Celtic-speaker". The adjective derived from this word can be found in German: welsch, Old High German walhisk, meaning "Romance", in Old English welisc., wælisc., wilisc., meaning "Romano-British" and in Old Norse as valskr, meaning "French". Thus it will be derived from an Proto-Germanic form such as *walhiska- (…).

    The term was used by the ancient Germanic peoples to describe inhabitants of the former Roman Empire, who were largely romanised and spoke Latin or Celtic languages.

    Este facto reporta-nos para a verdade incontornável de que antes e ao lado do latim e das línguas celtas existiram os falares dos povos germânicos que todos supostos indo-europeus teriam inevitavelmente um fundo étmico comum…quase seguramente derivado do império hitita, particularmente da sua variante neo-hitita desenvolvida em torno do lago Van.

    Walh is probably derived from the name of the tribe which was known to the Romans as Volcae (in the writings of Julius Caesar) and to the Greeks as Ouólkai (Strabo and Ptolemy).

    Traditional etymologies have attributed Volcae to a word akin to Welsh golchi 'to wash' and Irish folc 'to bathe' (Proto-Celtic *wolkio-), making this tribe the 'river people' after a rough semantic adjustment. A more likely scenario is that this or a cognate in Pannonian Illyrian was used to name the river Volcos, from which the Volcae took their name.

    C. W. von Glück derived the name from a word related to Old Irish folg 'agile, energetic'.

    Pierre-Yves Lambert donne quelques hypothèses: un équivalent du germanique *folkam (anglais folk, allemand Volk) et signifiant «les peuplades», un équivalent du grec λύκος «loup» ou encore une forme du nom du «faucon» qui serait également l'origine du gallois gwalch 'faucon'.

    Xavier Delamarre ne reprend pas l'idée d'un étymon signifiant «les peuplades» et conteste l'explication par l'indo-européen *ul?k^(w)os 'loup' qui est pour lui impossible, car ne tient pas compte de la phonétique et devrait aboutir à quelquechose comme **ulipos en gaulois. Il évoque par contre l'hypothèse d'une étymologie par le thème indo-européen *g^(w)hel- / *g'huel- '(re)courber', d'où *ghuol-k- / *ghu?l-k- à l'origine du nom du «faucon».

    Les mots volcos, volca désigneraient donc «le faucon» et on les retrouve dans les noms de personnes Catu-volcos, comparable au gallois cadwalch 'héros', 'champion', 'guerrier'; Volcius; Volcenius; Volcinius; Volcacius, etc. Le nom est équivalent du latin falcō, possiblement d'origine germanique, et le mot latin falx 'faux', d'après la forme du bec.

    Les Volcians (latinisé en Volciani) étaient un peuple celte de la péninsule Ibérique. Ils sont mentionnés par Tite-Live dans son Histoire romaine (Livre XXI) et localisés au nord de l’Èbre.

    Les Volsques appartiennent aux anciens peuples italiques. Ils se sont illustrés au premier siècle de l'histoire de la république romaine. Leur territoire était une zone de collines et de marécages au sud du Latium, bordé au sud par celui des Aurunces et des Samnites, à l'est par celui des Herniques; il s'étendait de Norba et Cora au nord jusqu'à Antium au sud.

    Que teria o nome da deusa Belona a ver com os diversos povos de Valões que houve pela pré-história? Possivelmente quase tudo porque valões seriam nem mais nem menos que os “varões assinalados” pelos góticos como estrangeiros porque os vilões da história são sempre os outros! Mas seriam também “varinos” e por isso marinheiros capazes de fundarem cidades costeiras como Valência e Barcelona.

    Como decorre de outros contextos o mitema da “dupla montanha da aurora” relativa à deusa mãe a quem se sacrificavam estrangeiros em locais altos reporta-nos para o conceito prático de povos serranos, longínquos e por isso bárbaros e estrangeiros pelo que o termo gótico walhaz seria equivalente do acádico barbaru o que nos deixa a suspeita de nem sequer derivar do nome das tribos dos valões que mais do que serem causa foram consequência deste mitema.

    Walhaz < *walh(iska-) < Walha < War-la < War-War < Kur-Kur > barbaru.

    Kur-Kur ≡ Kur-Kian > Vul-Kian > Vulcan > Vulcano > «Vulcão»

                                                          > persa Balkhān > «Balcãs» > «Balcão»!

    O mitema da “montanha dupla” não está foneticamente patente no nome de Valência nem no dos Valões embora se possa suspeitar que esteve indirectamente na medida em que uma variante deste mitema pode ter sido o «balcão» que, como é evidente está formalmente patente na mitologia arquitectónica soa escadórios monumentais dos santuários lusitanos e…nos zigurates.

    Supõe-se que o termo «Balcãs» tem origem da palavra turca para montanha que por sua vez derivaria do persa Balkhān que seria o mesmo que montanha ou local alto!

    Claro que o para arranca das teses pró indo europeias impede uma forma alternativa expedita de pensar a etimologia para além deste pequenos passos etimológicos oficiosos com os quais nunca se chega a lado algum perdendo etapas importantes por imperdoável distracção.

    Claro que *wolkio- tem tudo a ver com o deus latino Vulcano nada impedindo que este não tenha tido muito a ver com hidrónimos porque muitos rios de lava nascem perto de vulcões partilhando com estes a mitologia serpentina e draconiana que foi tema e lema da civilização minóica. O Kur dos sumérios, de que deriva o nome de Vulcano, ainda é nome de rio no Cáucaso (por culpa ou não do senhor Kúrosh, Ciro o Grande) e do rio da cidade russa de Kursk.

    O rio Volga é, com os seus 3688 km, o mais longo rio da Europa, e também o maior do continente em caudal e na área de bacia hidrográfica.

    O Varta (polonês: Warta, alemão: Warthe) é um rio no centro-oeste da Polônia, um afluente do rio Oder.

    No entanto não deixa de ser espantoso que na pesquisa da etimologia do nome dos Volcae se deixe de lado o rio Volga com o qual esta tribo nada teria provavelmente a ver e se aponte como possível origem o hidrónimo do desconhecido rio Volcos da Panónia. Obviamente que se fosse pela via dos hidrónimos teríamos também que fazer derivar todos os diversos povos aparentados com os Volcae, o rio Varta fazendo com que afinal tivessem existido valáquios por toda a Europa do Volga à península Ibérica passando pela Itália onde teriam dado nome ao deus supremos dos Etrusco, se a mitologia andasse de facto às arrecuas!!!

    ·  Ulcisus mons, Ulcinium (city), Ulcisia castra; cf. Eng. wolf, Old Alb. ulk, Alb. ujk, Avestan vəhrkō, Persian gurg, Skt. vṛkas, Old Ch. Slav. vlŭkŭ, Russ. volcica, Lith. vil̃kas, Lat. lupus, Gk. lýkos

    ·  Volcos, river name in Pannonia; cf. Old Ir. folc "heavy rain, wet weather", Welsh golchi "to wash", obsolete Eng. welkin "cloud", Old High Germ. welk "moist", Old Ch. Slav. vlaga "moisture, plant juice", vŭlgŭkŭ "wet", Latv val̃gums "wetness", Alb ulmej "to dampen, wet".

    Vulci ou Volci foi uma das mais importantes cidades da antiga Etrúria, localizada cerca de 80 km ao noroeste de Roma, na Itália central. O nome também designava uma das tribos etruscas. É também um importante sítio arqueológico, tendo sido encontrada ali uma grande necrópole e restos de vários edifícios, contendo grande quantidade de objetos e obras de arte.

    Bolsena is a town and comune of Italy, in the province of Viterbo in northern Lazio on the eastern shore of Lake Bolsena.

    While it is fairly certain that the city is the successor to the ancient Roman town of Volsinii (sometimes termed Volsinii Novi – New Volsinii – to distinguish it from the Etruscan city), scholarly opinion is sharply divided as to whether Volsinii was the same as the ancient Etruscan city of Velzna or Velsuna (sometimes termed Volsinii Veteres – Old Volsinii), the other candidate being Orvieto, 20 km (12 mi) NE.

    Volsinii or Vulsinii (Etruscan: Velzna or Velusna; Greek: Οὐολσίνιοι; Οὐολσίνιον), is the name of two ancient cities of Etruria, one situated on the shore of Lacus Volsiniensis (modern Lago di Bolsena), and the other on the Via Clodia, between Clusium (Chiusi) and Forum Cassii (Vetralla). One was Etruscan and was destroyed by the Romans in 264 BC at the conclusion of an attempted revolution by its slaves. The second was founded by the Romans using the remainder of the Etruscan population rescued from the razed city.

    Modern Bolsena, Italy descends from the Roman city. The location of the Etruscan city is debated.

    Na mitologia etrusca, Voltumna ou Veltha era a deidade ctônica para a terra, que se tornou o deus supremo do panteão etrusco, o deus Etruriae princeps, de acordo com Varro. O culto a Voltumna estava centrado em Volsini (atual Orvieto) uma polis da civilização etrusca no norte da Itália.

    A união das vinte populi etruscas era renovada anualmente no grove sagrado do Fanum Voltumnae, o santuário de Voltumnus situado próximo a Volsinii (atual Bolsena), que foi mencionado por Tito Lívio. No Fanum Voltumnae ludi eram celebrados, ainda que a sua natureza exacta, se atlética ou artística, seja desconhecida.

    No fórum romano, próximo ao templo de Castor e Pollux se situava um santuário dedicado a Voltumna na Vicus Tuscus.

    Era o equivalente ao deus romano Vertumnus.

    Vertumno, inicialmente uma divindade etrusca, foi mais tarde também adorada como divindade na mitologia romana. Deus dos jardins e dos pomares, casado com a deusa Pomona, presidia à mudança das estações - particularmente ao Outono. Com Pomona, envelhece e rejuvenesce ao ritmo das estações.

    Ora, Vertumno, o deus latino das estações e das horas reporta-nos para o étimo do deus caldeu Wer que acabou Bel na babilónia, Baal na fenícia e Belenos entre os celtas e teria sido *Kertu no mar Egeu, senhor da cidade como Melkarte, o Hércules fenício.

    El origen del nombre de Barcelona es desconocido y existen diversas teorías y leyendas que intentan explicarlo. Se sabe que había una ciudad ibérica original, de la tribu de los layetanos, conquistada por Cneo Cornelio Escipión,9 que posteriormente se convirtió en una colonia romana, puesta bajo la protección de Cayo Julio César y de Octavio Augusto, que recibió el nombre de Colonia Iulia Augusta Paterna Faventia Barcino.10 

    El nombre evolucionó durante la Edad Media conociéndose la ciudad con los nombres de Barchinona, Barcalona, Barchelona, y Barchenona.

    Una de las leyendas sobre el origen de Barcelona alude a su supuesta refundación por el general cartaginés Amílcar Barca tras conquistar el enclave ibérico después de su desembarco en Hispania, mientras que otra versión se lo atribuye a su hijo Aníbal Barca, pero no existen pruebas documentales de esta vinculación entre los nombres de la familia cartaginesa Barca y la ciudad que sería conocida como Barcelona.

    Hay otras explicaciones para el nombre de la ciudad, como la que sostiene que proviene del período fenicio, teoría sostenida por la inscripción en escritura ibérica Barkeno en escritura íbera encontrada en una moneda.

    Aníbal Barca era el hijo mayor del general Amílcar Barca y de su mujer ibérica.19 20 Aunque «Barca» no era un apellido, sino un apelativo (de barqä, "rayo" en lengua púnica), fue adoptado como tal por sus hijos.21 Los historiadores designan a la familia de Amílcar con el nombre de Bárcidas, a fin de evitar la confusión con otras familias cartaginesas con los mismos nombres (Aníbal, Asdrúbal, Amílcar, Magón, etc.).

    También existe una leyenda que da una explicación mitológica al nombre de la ciudad. Según esta leyenda, Hércules se unió a los argonautas tras acabar con su cuarto trabajo para ayudarles a buscar el Vellocino de Oro, pero al pasar cerca de la actual costa catalana una tormenta dispersó las embarcaciones que formaban la expedición, y al terminar faltaba la novena.

    Quer dizer que muito antes dos persas já existiria o mitema balcânico que já seria Barkeno na Península Ibérica como possível variante do mitema da dupla montanha de Hércules porque as portas do inferno sempre teria sido no “país do ocidentais” fosse em Gibraltar fosse em Compostela…fosse mesmo em *Barkerora.

    Os barcidas cartagineses em vez de terem dado nome a Barcelona teriam derivado o seu apelido desta cidade de onde era a esposa de Aníbal Barca. De resto Barcelona seria denominada nas duas variantes do mitema da montanha dupla da deusa mãe de Hércules, ou seja como Barkeno ou Barkerona, única explicação plausível do nome actual.

    «Barcelona» < *Barkerora < Bar-Kerauna < Kar-Ker < Kur-Kur => Hércules

                                                 > War-Kar > Barcara > Bracara > «Braga».

    Por sua vez, os gróvios em volta da cidade de Braga seriam serranos ou bárbaros e por isso…barbaru / barkaru que os romanos apelidaram de forma estranha como bracari.

    Que estes bracari teriam templo dedicado a Hércules no actual monte Espinho onde fica o bom Jesus é um a tese de fé que apenas tem a seu favor o parecer bem e ser plausível.

    A relação falcónida de *wolkio- com o nome dos valões não estará inteiramente fora do contexto como não o terá estado também o lobo e o vulcão!

    Afinal, Hórus, que deve ter sido o Hércules Egípcio, mais do que o carneiro Hereshefe, era um falcão.

    Herwer also Harwer, Herur, Horus the Elder, Greek Haroeris.

    Herwer was originally a sky-god, later he took on the role of Eye of Heaven, i.e. of the sun. At times it is impossible or at least difficult to distinguish Herwer from other forms of Horus. In the Book of the Dead it is Herwer, the Elder Horus, who fights Seth for the supremacy over Geb's realm, while in the Contendings between Horus and Seth it is Harsiese, the son of Isis and Osiris, competing for his father's inheritance. But the two forms are virtually inseparable in the Osirian myth. Like other Horus deities Herwer was a falcon god, depicted as a human with a falcon head, wearing the Egyptian crown. He was a war god and had cult centres in many places.

    Haroer-is < Harwer < Herwer < Herur

                      > Her-Ker-ish > Hércules.

    Se Harsafes de Heracleópolis Magna teve algo a ver com o mitema de Hércules da poderosa montanha dupla por ser o deus que está sobre o lago primordial com o seu poderoso «carallium» é porque já tinha uma relação com a forma restritiva que vamos desvendar adiante na variante balcânica.

    Harsaphes < Herishef < Harakhte < Harsomtus < Harendotes

    > Harpa-Khruti (Horus the Child) = Harpokrates.

    Harakhte, Hórus dos dois horizontes.

    Harsomtus, «Horus unificador de las Dos Tierras», es un dios creador en la mitología egipcia. Nombre egipcio: Hor-sema-tauy. Nombre griego: Harsomtus. Es la asociación de dos dioses distintos: Horus y Somtus

    Harendotès est un dieu égyptien. Ce nom est la forme grecque de l'égyptien Hor-nedj-itef dont il y a plusieurs traductions possibles ; la plus classique est Horus, protecteur (ou sauveur, ou défenseur) de son père. Mais le mot égyptien nedj contient une connotation de piété filiale, de défense des intérêts paternels. La traduction Horus, curateur de son père reprend donc le terme légal.

    A adaptação imaginativa dos egípcios em relação a mitemas arcaicos não deve ter sido menor que a dos gregos de Ptolomeu no Egipto. A raiz de Harsaphes que pode ter tido suporte no mitema balcânico adiante referido encontra-se em Hars- / Harp- que daria a raiz Balk-.

    Relacionado com o deus hercúleo Harsaphes pode ter estado o deus dos lusitanos do sul Haracui que por outro lado derivaria do deus equivalente galaico Cario-seco.

    Haracui (Haracuo, Aharacui, Aharacuo) - Divindade adorada pelos lusitanos célticos do sul.

    Caro (Carus, Cario, Carieco, Cariense) – Deus guerreiro local Lusitano, equivalente a Marte romano.

    Cario-Ceco (Cariocieco, Cariocecus) – Deus Lusitano da Guerra, da caça, dos animais, dos mistérios e do futuro. Bodes, cavalos e prisioneiros eram muitas vezes sacrificados a este Deus.

    Ma-Cario (Macarius, Magario) – Deus da nutrição e protector da natureza. Está ligado também aos ciclos das estações, principalmente do Verão. Na mitologia Lusitana é também um Deus naturalista da caça, da beleza e da fertilidade; é uma divindade instintiva e ciumenta; o Padroeiro dos casamentos, dos jovens e dos viajantes. Equivalente a Apolo.

    Cario-cecus > Car-Ieco > Cariego > Carago > Carracho > «c******».

                         > Kara-keku < Hara-kuki > Haracui < Harakuti

                                              < Egip. Harakhte > Haracu(l)o ó Hércules.

    Antes de acabar, quero ainda referir que o mito de Hórus continua no nosso mundo. Sabemos que em Edfu, a casa de Hórus, todos os anos se realizavam festivais e recriações das antigas batalhas para celebrar a vitória de Hórus sobre Seth. Já na era romana, vemos uma estátua, que se encontra no British Museum, de Hórus vestido como centurião romano, montado num cavalo e espetando um lança em Seth, o crocodilo. Ainda mais tarde, a batalha de Hórus e Seth, tornou-se na luta de S. Jorge e o Dragão. Há até quem pense que o nome egípcio de Seth, Sutekh, pode ter evoluído para a palavra Satã. -- [1]

    Na mesma página do blog peregrinar um autor anónimo teve a revelação inspirada de relacionar o culto de Hórus hercúleo com o extra canónico de um santo que nunca o foi (como possivelmente S. Jorge), São Longuinhos e que na tradição tradição popular é invocado para encontrar objectos perdidos, o que o coloca no rol de um “deus menino” nas mãos das bruxas!

    Pelo fato de o nome ser derivado do grego e significar "uma lança", é referido como tendo sido o soldado romano que perfurou Jesus com uma lança (Jo 19,34), ou como o centurião que, na crucificação, reconheceu Cristo como "o filho de Deus" (Mt 27,54; Mc 15,39; Lc 23,47).

    E é assim que se acredita que a primitiva ocupação do sítio do Bom Jesus de Braga remonte ao início do século XIV, quando alguém terá erguido uma cruz no alto do monte Espinho, sob a invocação da Santa Vera Cruz.

    E só mesmo os crédulos em mitos fundadores podem fazer fé em lendas independentitas e restauracionistas. É evidente que o Bom Jesus do monte terá sido sempre um local de culto masculino e marcial desde épocas imemoriais.

    Nos tempos anteriores à ocupação romana Braga terá sido a única cidade importante a norte do Douro e por isso ficou sede da província romana da Galécia e depois do reino dos Suevos mantendo arcebispado e a primazia sobre Espanha mesmo durante os visigóticos mas as invasões árabes foram cruéis com as terras lusitanas e particularmente com a sé de braga que

    No ano de 716, os Mouros alcançam a cidade e provocam grande destruição na mesma, dada a sua importância religiosa. Na época, foi também palco de várias guerras, destruições e saques. Mais tarde, foi reconquistada por Afonso III, Rei das Astúrias.

    De facto, o Domínio excêntrico de Braga sobre o norte da Galiza nem sempre terá sido pacífico e o domínio dos Árabes sobre Braga terá permitido aos galegos libertarem-se desta excêntrica suserania com o milagre de Santiago de Compostela que subitamente passou a ter o papel que outrora fora de Braga a quem nunca mais o retribuiu mesmo de pois da reconquista. Pelo contrário tudo fez para retirar a braga os seus antigos troféus religiosos!

    No século XI a cidade é reorganizada, provavelmente com a nova designação de "Braga". É iniciada a construção da muralha citadina e da Sé, por ordem do bispo D. Pedro de Braga, sobre restos de um antigo templo romano dedicado à deusa Ísis, que teria mais tarde sido convertido numa igreja Cristã. A cidade desenvolve-se em torno da Sé, ficando restringida ao perímetro amuralhado.

    (…) Braga foi nessa altura oferecida como dote, por Afonso VI de Leão e Castela, à sua filha D. Teresa, no seu casamento com D. Henrique de Borgonha, Conde de Portugal. Estes últimos foram senhores da cidade entre 1096 a 1112. Em 1112 doam a cidade aos Arcebispos. Com a elevação do bispado bracarense a arcebispado, a cidade readquire uma enorme importância a nível Ibérico. O arcebispo Diego Gelmírez de Santiago de Compostela, com medo da ascensão da Sé de Braga, rouba as relíquias dos santos bracarenses na tentativa de diminuir a importância religiosa da cidade, as relíquias só retornaram a Braga na década de noventa do século XX.

    Obviamente que o título de Primaz das Espanhas que é usado pelo Arcebispo de Braga (enquanto o Arcebispo de Toledo usa actualmente o título de Primaz da Espanha) não reconforta o arcebispado de Braga nem restituiria à sua sede a antiga soberania galaico portuguesa pelo que a independência de Portugal teria que ter sido inspirada de Braga particularmente do monte do Bom Jesus de Braga como única forma de Braga recuperar das feridas das invasões árabes e da reconquista!

    Como quase todas as grandes devoções, a do Bom Jesus do Monte, deve ter principiado por uma singela cruz plantada, como diz Aberto Feio, por uma devota mão num plaino daquela montanha, no dealbar do cristianismo, não caso único em Braga, onde a colocação de uma singular cruz dá origem a uma grande devoção, como por exemplo, a do Sameiro. Possivelmente um popular asceta, cristianizado pelo Apóstolo Santiago, quando das suas pregações de divulgação da fé cristã, pela Península talvez tivesse sido influenciado pelo exemplo apontado de São João, que se isolou no deserto, escolhendo o alto daquele monte e, escavando uma gruta, ali se isolou do mundo, tendo por certo elevado no local a singela cruz, que mais tarde aquando do domínio visigótico a devoção da religião de Cristo, a ela convertidos graças à acção do bispo São Martinho de Dume, fez levantar uma ermida, destruída talvez pelo século oitavo pelos mudéjares, quando da sua invasão da Península. Tudo isto são conjecturas, pois nenhum testemunho há efectivamente que o comprove, só a lenda que abaixo cito é que nos dá uma resposta um tanto ou quando duvidosa. Após a reconquista, iniciada por Pelágio, da Península Ibérica, da terra ocupada pelos desde o século oitavo pelos sarracenos, e possivelmente após o restauro de Braga, levado a efeito pelo Bispo dom Pedro, deve de novo ter continuado a devoção no local da velha ermida ou Vera Cruz, onde, segundo Alberto Feio, “conta a lenda, que um singela cruz, arvorada por mão de desconhecido crente no alto do Monte Espinho, dera nascimento à devoção, que em longo giro de séculos, preparou e ergueu o grandioso Santuário do Bom Jesus do Monte”. – BOM JESUS De BRAGA, Luís Dias da Costa.

    Esta primeira lenda deve reportar-se ao tempo da independência porque com sinais da cruz se deus a vitória de Ourique. A seguinte seria porventura premonição da iminente perda de independência no fim do reinado de D. Fernando.

    (…) Não há dúvida que pelo menos nos começos do século XIV, existia já naquele monte uma ermida dedicada à Santa Cruz, e isso está comprovado pelos estatutos da irmandade da Trindade de Braga, datados de 1373, “onde uma ordinachô determina que os confrades, por exaltamento da Santa Vera Cruz de Jesu Cristo, vão á ermida de Santa Cruz, por dia de São João (evangelista) do mês de Maio” levando tochas e doze círios, assistir a uma missa oficiada. E ainda para confirmar a sua antiguidade, quando da aprovação dos mesmos estatutos, em 1378, era referido que os confrades fariam aquelas obrigações “como as fizeram os seus padres e outros seus devidos e linhagens passava de trinta e cinco anos e chegava a quarenta bons e mais.” Esta referência atira-nos a devoção da primitiva ermida para uma idade muito antiga. No primeiro terço do século XV, estava a ermida de Santa Cruz anexada à igreja paroquial de Tenões, porque se situava dentro dos aros jurisdicionais daquela freguesia. – BOM JESUS De BRAGA, Luís Dias da Costa.

    E finalmente temos o retorno do messianismo bracarense na preparação do fervor religioso e ideológica da restauração de 1640.

    (…) Certo dia, correndo o ano de 1629, numa visita de alguns bracarenses ao local da mui antiga devoção, que a piedade ali juntara, pensou em ressuscitar o antigo brilho do culto. Nasceu então o pensamento da fundação de uma confraria, com o encargo de reacender a devoção quase extinta. Cresceu, avolumou-se e difunde-se. Reunindo esforços e vontades, dentro em pouco está redigido e aprovado pela Cúria Arcebispal o Compromisso da confraria ou irmandade, sob a invocação de Bom Jesus do Monte. A velha designação de Santa Cruz do Monte, Vera Cruz, cedeu o seu nome perdura. Pobre de recursos, a nascente confraria procurou de todos os modos aumentar os seus réditos, aumento o número de confrades, fazendo peditórios pelas aldeias e cidade ao mesmo tempo que fazia a representação de autos e bailados sacros e de cenas bíblicas que atraíam muita gente às festas mais solenes. Entretanto um facto histórico contribuiu, e muito, para que a fama e devoção galgasse as fronteiras do Minho. Tratou-se da Independência de Portugal do jugo castelhano, no glorioso dia 1 de Dezembro de 1640. Todos atribuíram o sucesso à intervenção divina. Havia até quem afirmasse que durante dias um sinal luminoso apareceu sobre o Monte Espinho - um cálice da consagração rodeado de um esplendor que muita gente dizia tinha observado. O povo então ocorreu a agradecer ao Bom Jesus o favor com que tinha distinguido o pequeno reino lusitano. – BOM JESUS De BRAGA, Luís Dias da Costa.

    Ora bem, porque é que não entrou na tradição popular minhota o mito inglês de S. Jorge, em vez do de Longuinhos, para substituição de cultos locais de deuses marciais? Seguramente porque, apesar de tudo, os minhotos ainda eram galaicos que trilhavam e protegiam os caminhos jacobeus, pelo que o culto popular e guerreiro do Minho ainda era o da restauração peninsular, ou seja, de "Sant'Iago!" Por outro lado, Lisboa era ainda mais longínqua que Compostela e D. Afonso VI só teria deixado o grito de guerra galaico por se ter metido em guerras com espanhóis!

    En el escrito apócrifo conocido como Evangelio de Nicodemo, unido a las (también apócrifas) Actas de Pilato, aparece por primera vez el nombre de Longino. La escritora Sabina Baring Gould comenta, a propósito del tema, que “El nombre de Longino no aparece en autores griegos anteriores al Patriarca Germano, en 715”.2 Es casi seguro que el nombre sea una latinización del griego λόγχη (lonkhê ou lonjé), la palabra utilizada por el texto de Juan y apareció por primera vez un manuscrito iluminado de la Crucifixión detrás de un lancero. Dicho manuscrito, una versión siríaca del Evangelio según Juan ilustrada por un tal Rabulas, data del 586 y se conserva en la Biblioteca Laurenciana de Florencia; allí se lee en letras griegas la palabra Longinos escrita tal vez en la misma época en que se realizó la figura.

    The lancea was the Roman auxiliaries' short javelin. According to the OED, the word originally came from the Iberian Language, also cf longche, the Greek term for lance.

    «Lança» < (Lat. lancea???), s. f. arma ofensiva, ou de arremesso, composta de uma haste de madeira terminada por um ferro pontiagudo;

    Longuinhos / Longinus < Lancinus < Lancin- < Uran-Kin >

    < Lat. Lanceia < Grec. Longche ó Iber. Loncha > Lonchinus > Longinus.

    São Longuinhos foi mandado construir por um rico de Braga que não conseguia casar a sua filha. Construiu a estátua e assim a filha arranjou casamento. A partir daí todas as não casadoiras da região iam à estátua de S. Longuinhos dar 3 voltas e fazer promessa para encontrar homem.

    E sabido que a lança de São Longuinhos é símbolo fálico e a trindade representada nas 3 voltas é mais que óbvia e sugestiva.

    "Já na era romana, vemos uma estátua, que se encontra no British Museum, de Hórus vestido como centurião romano, montado num cavalo e espetando um lança em Seth, o crocodilo."

    Figura 11: Estátua de S. Longino no alto do bom Jesus com adereços de Perceu.

    São Longuinhos está aqui representado como centurião Romano. Foi ele que espetou a lança a Jesus quando este estava crucificado e disse depois: "Este é mesmo o filho de Deus" Jesus, como é obvio não é uma serpente. Mas haverá espaço para inversões símbólicas se sabemos que naquela época Jesus era visto pelos Romanos como uma ameaça?

    "Deixem-me só referir outro aspecto: para os egípcios, a primeira luz era Re-Hor-em-akhet, Re que é o Hórus do horizonte, em que Hórus é representado como um falcão, com as suas asas estendidas reflectindo o sol. E Hórus será sempre a primeira luz da manhã, nas nossas noites."

    Porquê colocar na estátua de São Longuinhos tão óbvio e elaborado relógio solar? Coincidência ou prova do percurso iniciático esotérico do Bom Jesus?

    Agradeço muito a referencia a São Longuinhos. Foi uma ajuda inestimável. Nunca me passou pela cabeça relacionar a estátua de S. Longuinhos, possivelmente o último elemento da escadaria iniciática do Bom Jesus, com o primeiro elemento com que começa a segunda parte do escadório e que é, exactamente, o crocodilo, as duas fantásticas fontes dos crocodilos: cada fonte tem quatro cabeças de crocodilos, orientadas segundo os pontos cardeais.

    Em conclusão, de a Sé de Braga foi edificada sobre fundações de um templo de Ísis, no monte Espinho celebravam-se ritos de passagem em honra de seu filho Hórus Harakhte, o Hércules Egípsio, com cultos de mistérios de morte e ressurreição osiríaca de que terão ficado restos arqueológicos indeléveis que marcaram os trilhos de acesso à zona dos santuários que se foram reconstruindo no mesmo local e sobre os quais se fez a restauração do escadório sobe a orientação do arcebispo D. Moura Telles que, afinal, era membro da Ordem de Cristo e, por isso, detentor de alguns segredos iniciáticos ocultos dos antigos templários.

    De qualquer modo a antiguidade do monte Espinho como local de preparação guerreira e iniciática seria muito antigo e teria sido sempre importante no tempo em que braga foi capital provincial da Espanha romana e do reino Suevo. Seria o monte espinho literalmente o que parece?

    «Espinho» < Lat. spinu = excrescência acerada como pua, que sobressai do lenho de certos vegetais ó Lat. spiculu = ponta, cerda rija de alguns animais > porco-espinho < *ish-picu-lu ó «Pico» < (Célt. Pic?), s. m. ponta aguda.

    Obviamente que *ish-picu-lu faz jus a um diminutivo do deus Pico que seria tão espinhoso e picareta como o «pica-pau» e não menos que seu filho Fauno / Pan.

    Pico (del griego antiguo Πἳκος Pikos) era, en la mitología romana, una divinidad profética, descrito como hijo de Saturno o de Sterculus, marido de la ninfa Canente y padre de Fauno. En algunas tradiciones se le consideraba el primer rey del Lacio, pues su hijo Fauno fue padre de Latino, el rey de los laurentinos contra quienes lucharon Eneas y los troyanos, y a quien luego se unieron. Fue un famoso adivino y augur, y, como hacía uso en estos menesteres de un picus ('pájaro carpintero'), recibía también este nombre él mismo. Se le representaba de forma ruda y primitiva como un pilar de madera con un pájaro carpintero sobre él, y más tarde como un hombre joven con un pájaro carpintero sobre la cabeza. Toda la leyenda de Pico está basada en la noción de que el pájaro carpintero es un pájaro profético, consagrado a Marte. Se decía que Pomona estaba enamorada de él, y que cuando el amor de Circe le profesó no fue correspondido, ésta lo transformó en un pájaro carpintero, que sin embargo retuvo los poderes proféticos que había poseído como hombre.

    Pico seria apenas Kiku, Enki na forma de “deus menino”, filho da Deusa Mãe Ki e, por isso, seria, por direito mitológico próprio, Dionísio que por ter fonologia próxima de Ísis acabaria inevitavelmente por ser aparentado com Hórus Carpo-crates…ou com qualquer outra mitologia de Hércules criança domador de cobras iniciáticas!

     

    Ver: O CICLO ÉPICO DE HÉRCULES (***)

     

    Mas se não nos contentarmos com invocar o nome de Picus para entender a etimologia sagrada do Monte Espinho (e do porco espinho ou javali que lhe andaria associado entre os celtas) podemos recorrer ao deus hitita Telepinus que não seria senão uma variante obscura ainda mal conhecida como a cultura que o adorava, do deus que veio a ser entre os gregos Telefo, “deus menino”, filho de Hércules e, de qualquer modo, deus de mitos pascais como Dionísio…e Ísis, Ósiris e Hórus.

    Se o nome de Espinho pouco ou nada tiver a ver com o deus Pico, o que nesta altura das coisas sinceramente se duvida, terá seguramente muito a ver com o deus arcaico e selvagem Pan, também chamado Fauno ou Silvano, ou seja, espiculado como as «silvas».

    Ampilva - Deus dos bosques adorado na Lusitânia.

    Ampilva < An + Philwa < Enkur-ka, lir. “vida de Enkur ou do Sr. do Monte

                                            = Kyr-Wa-Anu = Sylvano > Silvano, o Sr. do Monde.

    É um facto que existem muitos montes e outeiros com nome de espinhos por Portugal e Galiza a dentro, pois são “sinónimos no grupo dos orónimos de baixa altitude, como "Cabeça", "Cabeço", "Cerro", "Espinho", "Lomba", "Monte", "Morro", que formam curiosos pleonasmos entre si[2].

    Figura 12: Palácio da Pena, expressão maneirista do ecléctico e exótico temperamento romântico do rei-consorte Fernando II de Portugal.

    A razão pela qual tal acontece reside precisamente em estes termos se referirem a acidentes geográficos convexos banais recebendo por isso nome próprio das muitas variantes sinónimas dos orónimos de baixa altitude. Já a variedade destes resulta da tanto da riqueza linguística dos diversos povos que passaram por cá como dos vários deuses que tiveram culto no cimo dos montes sendo por exemplo flagrante o facto de o nome do «monte» derivar do nome de Montu, uma variante do deus fálico egípcio Min, que por sinal deu nome ao Minho e a Minde, etc. seguramente por meio da civilização minóica.

    Mas muitos nomes, além de «espinho» (e…obviamente o nome do «pénis») por serem apenas acidentes geográficos elevados cónicos e penianos derivaram precisamente de Pã, como «penha» > «pena» > «peneda > penedia» / «penhasco», «pino» / «pináculo»!

    Lat. pinna, (ant.) penha «Pena».

                     Lat. Penna > «Pena» < Lat. Poena.

     

    Ver: AS ASAS DO VENTO / PLUMAS E PENAS (***)

     

    A confluência de três étimos numa mesma homofonia não é inteiramente gratuita e circunstancial porque só o nome da deusa Poena não decorre da forma ictifálica do deus .

    A mística montanhosa deste mitema reside no monte primordial da aurora que estava também relacionado com a mística da Fén-ix (Phanes, deus da luz primordial e filho de ) por ser no pico deste monte que se supunha residir esta ave do eterno renascimento.

    Na mitologia romana, Poena é a deusa do castigo e a ajudante de Némesis nessa tarefa. 

    Poena significa "primeiro raio do sol". É um nome próprio e seu masculino é Apoena, que também aparece como "aquele que enxerga longe".

    (Lupércio ou Lupercus em Roma) era o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega. Residia em grutas e vagava pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. Era representado com orelhas, chifres e pernas de bode. Amante da música, trazia sempre consigo uma flauta. Era temido por todos aqueles que necessitavam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que eram atribuídos a Pã; daí o nome pânico. Os latinos chamavam-no também de Fauno e Silvano.

    En muchos aspectos, el dios Pan tiene cierta similitud con Dioniso. En la mitología romana se identifica a este dios con Fauno. 

    In the Mystery cults of the highly syncretic Hellenistic era  Pan is made cognate with Phanes / Protogonos, Zeus, Dionysus and Eros.  

    Dans la mythologie grecque, Pan (en grec ancien Πάν / Pán, "tout") est une divinité de la Nature, protecteur des bergers et des troupeaux. Il est souvent identifié à Phanès ou Protogonos. Au cœur de la tradition orphique, il en est le dieu unique.

    Phanès, du grec. Un des aspects de la Triade orphique — Phanès, Chaos et Cronos. C'était également la Trinité des peuples d'Occident au cours de la période pré-chrétienne.

     

    Ver: PAN (***)

     

    Ora bem, se o deus dos grego já pouca relação teria com as leis ancestrais das comunidades rústicas e pastoris do neolítico ainda assim era a causa das crises de pânico que mais não seriam que sobressaltos de má consciência por crimes cometidos, ou seja um resquício fóssil desta arcaica função que ficou ligada a uma deusa seguramente pela relação com o poder matriarcal mafioso dos minóicos que derivava do mitema da deusa mãe do céu, ou simplesmente da “Sr. Mãe” (do todo poderoso macho dominante o seu filho Min), que entre os etruscos era Mean e acabou Mena entre os latinos. Assim sendo Poena era Mean ou pelo menos filha desta, se esta foi a “Sr.ª das leis” que foi Némesis como se pode aceitar etimologicamente, sendo assim esposa de Min…e, por este ter sido Pã irmã gémea destes.

    De facto, est souvent identifié à Phanès ou Protogonos” ou Protogenos Protogenos Faetonte "luz primieva" que por sua vez criou a Terra, o Céu, o Sol e a Lua, e que não era senão o Amor ou Eros, o amoroso primogénito da deusa mãe, como Jesus, Deus do Amor, precisamente gerado no monte da aurora que emergiu do mar cósmico primitivo.

    Protogonos est considéré comme le Dieu primitif, le premier engendré. Conceptuellement, il serait plus issu de la tradition orphique que des croyances populaires des grecs de l'antiquité. Il s'agirait plus de la déification d'une idée, au sens où l'aurait entendu Platon, recherchant ainsi la représentation d'un concept majeur, voire l'identification d'un Dieu unique, qui le fait associer à Pan, le Dieu Tout.

    Phanes relaciona-se com o grego phainò das epifanias divinas por ser de facto o deus da luz primordial. Assim sendo seria foneticamente o mesmo que Faetonte ou Fotão de que Apoena, o suposto esposo de Poena, seria versão foneticamente abstrusa e com o significado estranho de "aquele que vê longe"…como o olho de Deus que era o Sol! Para fazermos a ponte fonética entre Phanes e Pã temos o latino Fauno. Para explicitar a relação deste deus com as leis tribais defendidas por Poena temos Bandua.

    Bandus (Bandi, Bande, Banda, Band) – É uma divindade importante venerada pelas tribos da federação Galaica no norte da Lusitânia. Pelo seu carácter de Deus masculino, é o protector dos territórios e das localidades. Ele é quem ordena e faz cumprir as leis tradicionais estabelecidas. Também teve o nomes de Bandua, Bandue, Banduje.

    Bandoga (Bandonga) - É uma divindade importante no norte da Lusitânia. É o carácter feminino da divindade, é a protectora da tribo e da família, quem ordena e faz as leis.

    Bandoca seria esposo de Ban-dua, equeivalente a Wotan / Odin dos nórdicos e a Dionísio dos Gregos e pai oi filho de Pan. Este deus pode ter chegado até à Lusitânia por via da civilização neo-hitita que se veio a desenvolver em torno do lago Van depois da queda de Hatusha.

    Bandoca < Pan-Durga > «Pandorcas» de Mirandela.

    Assim, o nome dos montes Espinhos pode ter uma razão secreta adicional, a qual nada terá a ver com arbustos espinhosos nem com pinhais nem pinheiros por ser morfologicamente redundante. A pinha e o pinheiro eram símbolos de deuses de morte e ressurreição pascal, entre outras razões, por o pinheiro ser uma árvore de folha perene. Como é sabido a praia de Espinho nada deverá a montes e o pouco que der a pinheiros será aos raquíticos, serpentinos e ondulados pelo vento mas que, pela sua resistência e perenidade, sustentam as dunas.

    "M. Varro informa-nos que (...) o nome "Lusitânia" deriva dos jogos (lusus) do Padre Baco, ou da fúria (lyssa) dos seus acólitos frenéticos, e que Pã era o governador de toda a região. Mas as tradições respeitantes a Hércules e Pirene, bem como Saturno, parecem-me absolutas fábulas." [Naturalis Historia, Plínio, o Velho (eds. John Bostock, M.D., F.R.S., H.T. Riley, Esq., B.A.) (em inglês)]

    Plutarco, segundo o 12.º livro da Iberica do autor espanhol Sóstenes, diz que: «Depois de Baco ter conquistado a Ibéria, deixou a governar como seu representante, que deu o seu nome à região, chamando-a de Pania, que por corruptela se tornou em Hispânia

    Espanha < Hispânia ó *Ish-Pan-ika > Fénix < Fenícia.

    O culto da Fénix faria parte do cortejo de cultos peninsulares a Pan razão que justifica o culto que sempre existiu em Braga a esta ave mitologia a que foram dedicadas duas fontes, uma nos jardins do palácio dos arcebispos e outra numa cascata do alto do escadório do Bom Jesus, como adiante se verá melhor.

    Obviamente que Baco ou Dionísio andou por Espanha particularmente por onde deixou a tradição da vinha que entre o Douro e o Minho não encontrou grande clima, como teve por exemplo no Cartaxo (que se não foi colónia cartaginesa foi cretense e minóica, pelo menos pela sua relação como o vinho de Dionísio, possivelmente o Zeus menino, nascido numa gruta de Creta), razão pela qual acabou por criar a espécie adaptada única do “vinho verde”!

    A presença de Pan e Dionísio não passou despercebida nos escassos rregistos votivos sobreviventes onde teve o nome de Panditi e Bande, literalmente deus ou Ban.

    Panditi - Deus da cultura e da sabedoria venerado pelos Lusitanos.

    Assim, o deus teria sido adorado em tempos arcaicos no monte Espinho do Bom Jesus de Braga (e quiçá de Matosinhos) que pela sua rusticidade tipicamente espânica ou pela generalidade do seu culto fálico e dionisíaco, deu nome à Espanha.

    Como nada sabemos da expressão deste culto tal como teria sido localmente poderemos encontrar alguma sugestão comparativa em Fauno, um deus latino agro pastoril que pela proximidade de culturas mediterrânicas ocidentais não seria muito diferente do que seria adorado na Lusitânia.

    Fauno fue adorado en dos roles diferentes: como el dios de los campos y los pastores, y como una divinidad oracular y profética. Como deidad rústica, era un espíritu bueno del bosque, las llanuras y los campos, y cuando hacía fértil al ganado se le llamaba Inuo (Innuus).

    Inuus, na mitologia romana foi um antigo protector dos rebanhos, um dos di indigetes. Ele foi provavelmente um deus da fertilidade ou das relações sexuais, e alguns autores acreditam que seu nome está associado à palavra latina in-ire = penetrar, copular.

    A linguística tem-nos sugerido que a relação fonética entre palavras muitas vezes pouco mais faz do que reforçar a fixação da natural evolução etimológica das palavras. Inuus ressoaria foneticamente ao particípio in-itus mas não nos parece que tenha algo a ver com este a não ser pela relação que existiria entre este deus e Janus, o deus das entradas e saídas.

    Exclusively a Roman divinity, the origin of Janus is very ancient. For some historians he came from an ancient Arcadic king, for others, even more ancient, Janus came from Thessaly and maybe, of Pelasgic origins, his name comes from the Pelasgic "Inuus". The etymology of Janus, in any case, is clearly of Indo- European origin. It may come from "Ianua", an ancient Latin term which means door, or entryway.[3]

    Jan-us < Xu-an | > Xanu > Jnu | > Inu-us

    D'origine sabine, il est a rapproché du dieu Pan Lycaeus et de Faunus. Il était fété lors des Lupercales en même temps que ceux-ci. On le trouve aussi parfois sous la dénomination de Tutunus ou Mutunus qui le rapprocherait alors de Priape.

    O mesmo Tellus deu ou podia dar Tellonius, i, iis, unde, talvez Tellões e Tenões por Tellões, povoações nossas. --

    INVESTIGAÇÃO DA ETYMOLOGIA OU PROVENIÊNCIA DOS NOMES DAS NOSSAS POVOAÇÕES, POR Pedro Augusto Ferreira, Bacharel formado em Teologia, continuador do Portugal Antigo e Moderno e Abbade de Miragaya, aposentado.

    É evidente que o ilustre abade Pedro Augusto Ferreira não reparou que Tenões tem duas nasais e, como o lh não é nasal, Tellões só tem uma e nunca poderia ser confundido com Tenões que terá derivado de *Ten-Anus que se não se referia aos deuses das cobras que ladeiam a entrada do Santuário do bom Jesus pelos menos seriam referência aos “deuses Anunaki” que seriam cobras como os Titãs.

    Anunaki < Ki-Anuna > Tianuna > *Ten-Anus > Tenões.

    Tutunus < Kitunus, lit. deuses ctónicos e ofídeos como os titãs < Ki-Kanus

    > Ti-Wan > Tivián > Teivães > Tibaens > Tibães.

    Teivães - parece relacionado com "Tibães". será genitivo de Tevila (germânico), que é diminutivo (*)

    Tibães - anteriormente Tibaens. Ver "Teivães", na Galiza: "Tivián".

    Tal como é exagerado derivar tudo o que é português do que é latino também o é derivar tudo o que é galaico do germânico que passou por estas bandas como por vinha vindimada!

    Figura 13: Representação estilizada de Dionísio, Deus da videira e do vinho, numa fonte de acesso aos jardins privados mosteiro de S. Martinho de Tibães.

    *Ti-Wanes eram os deuses que tiveram nomes com raízes em #an- começados por todas as consuantes do alfabeto como Wan- / Ban-/ Van-, Can- / Kan- / San- /, Dan-, Fan- / Phan-, Gan-, Pan-, Tan-, etc. com múltiplas variantes vocálicas ou com ditongos. As registadas são apenas a ponta do icebergue correspondendo às formas fonéticas que ainda estavam em vogam antes da sua extinção com o monoteísmo moderno. Alguns destes nomes tiveram particular importância mítica como os deuses Vanes dos povos pastoris nórdicos eram deuses e deusas da terra, da vegetação, da água e da fertilidade…como Fauno, Pico, Pan, Sil-Vano, etc.

     

    S. GIÃO

    Gan- de Ganimedes, Ganesha e os Gigantes e possivelmente S. Gião, padroeiro dos barqueiros.

    Figura 14: Igreja de S. Gião da Nazaré

    A Igreja de S. Gião da Nazaré constitui um dos mais antigos edifícios de rito cristão antigo existentes em território nacional. É por isso, de enorme valor cultural, tendo em conta a escassez deste tipo de estruturas erguidas "em altura", independentemente do seu estado crítico de conservação. (…)

    A própria evocação do templo - S. Gião / Julião / João - remete para a permanência de cultos solsticiais (ou, melhor solares), e para a permanência trans-secular da identificação de uma divindade única com o "astro-rei", passível de ser interpretada, na mesma zona e num regime de assombrosa continuidade, através de outros vestígios como o célebre mosaico tardo-romano ou paleocristão de Cós (com a figura do Deus mitraico no seu centro...). -- [4]

    Notável que S. Julião tenha sido particularmente venerado a partir do sec. VIII, ou seja quando o cristianismo peninsular quase desapareceu com as invasões árabes. Mais estranho ainda que sejam mencionados trinta e nove santos com este nome no Martiriologio romano, oito dos quais comemorados no mês de Janeiro.

    O mais tardio de todos foi S. Julião de Toledo (falecido em 690), arcebispo daquela cidade (que se tornou Primaz de Espanha e Portugal) e provavelmente o único com existência histórica comprovada. Foi um poderoso chefe da Igreja nos finais do domínio visigótico, sendo o responsável pela reunião de vários concílios e pela revisão da liturgia. Possivelmente foi este que em Portugal veio a ser S. Gião e responsável do caso quase único da coexistência de oragos e topónimos com Gião e Julião sendo os de via popular os mais antigos mas…sobrepondo-se quase seguramente a uma deidade anterior de culto local, possivelmente uma variante fonética em gê, de Pan explicando-se assim que seja considerado padroeiro dos barqueiros (como Caronte) palhaços e trabalhadores de circo, peregrinos, pastores, viajantes e das profissões itinerantes, de uma forma geral. Assim se explica que também seja protector dos hospedeiros, estalajadeiros e donos de hotéis. Enfim, quase que seguramente terá sido este santo que terá animado a fé da reconquista peninsular espalhando ermidas e albergues e barqueiros ao longos dos caminhos de Santiago em parte porque teria sido Primaz da Espanha Visigótica e depois porque tinha nome que foneticamente se confundia com o nome de S. João, irmão de Santiago, e com o deus Ban dos cultos ancestrais das festas de inverno dos rapazes das localidades rurais e pastoris mais remotos da Lusitânia e da Galécia.

     

    O PIÃO

    Kan- é simplesmente Senhor, como Dionísio e Adónis, entre os povos altaicos. San-, raiz de santo e sanidade é possivelmente a raiz mais próxima da origem mítica porque é a forma contrita do mais mítico dos montes, o de Sião.

    Enki = Ki-An > #(i)an- > «Sião»

    ó Gião ó «Pião» (ó «pinha») ó Baião ó (Apolo) Paião, etc.

    < Lat. paean < Gr. paián < «paio», o [deus Apolo ] que fere (como a ponta de lança do pião!) = hino em honra de Apolo na antiga Grécia; • cântico de guerra.

    A primeira intuição por etimologia popular seria a de pensar que pião < Ki-Na, seria literalmente uma grade (an / ão) deusa da terra (Ki), como se os sumérios tivessem tido a premonição por legado extraterrestre de que a terra era redonda e girava como um pião em volta do Sol porque é verdade é que é mais ou menos por associações simplista deste género que se tecem as malhas fantasiosas da mitologia futurista. De fato nem sequer se pode rejeitar que de que Ki-an se tenha gerado a redundância das cinco «quinas vivas», afinal as pontas de «cana» de lança mais à mão de semear de qualquer rural iniciado na caça e na lides guerreiras ou de pastor «apanascado» pronto para tocar a flauta de e dançar a peã (até porque a flauta mais rústica é de fato de cinco canas verdes)!

    E é assim que sem querer e de passagem desmascaramos mais uma lenda nacionalista de oportunidade. Os cinco pontos brancos representados nos cinco escudetes no centro da bandeira portugueses não fazem referência a nenhuma lenda relacionada com o primeiro rei de Portugal porque sempre foram onze pintas até 1485 não se sabendo bem porquê porque a lenda só veio a ser criada no séc. XVI por Bernardo de Brito para estímulo da restauração…como alias se verá que foi também motivo idêntico o da primeira grande restauração do templo do Bom Jesus do Monte.

    Dos escudestes diz o vate lusitano:

    Aqui pinta no branco escudo ufano,

    Que agora esta vitória certifica,

    Cinco escudos azuis esclarecidos

    Em sinal destes cinco Reis vencidos

    Luis de Camões

    O que levou alguém em finais do século XV a transformar as onze pintas que se dizem ser as chagas de Cristo não se sabe, mesmo que tivesse sido para comemorar a chegada de Diogo Cão ao Cabo da Cruz conforme inscrições de 1483 nas pedras de Ielala a 150 km da foz do Rio Zaire.

    Figura 15: inscrições de Ielala.

    Outra explicação aponta ainda para o uso do brazão em escudos; a cruz azul, tiras de couro pintado, seria segurada por pregos brancos. Esta decoração dos escudos sofreria danos com as batalhas e com o tempo, deixando apenas o azul envolto com os pregos, dando a imagem dos actuais escudetes azuis com as (actualmente) 5 quinas em cada um.

    Se inicialmente eram onze e não cinco a tese dos danos estéticos por desgaste técnico apenas permite explicar a passagem da cruz de ramos completos a cruz de escudetes mas não as cinco pintas nos mesmos. Uma tese mais plausível é a de que estes escudetes sempre tenham sido vistos como cinco quinas, uma redundância que fez com que os iluminados renascentitas as tenham transformado mesmo em cinco pintas, ou seja, «quinas» do jogo de dominó!

    «Pião» ou «pinhão», como é chamado em algumas partes do Brasil, em corruptela de pião ou por ser nome alternativo pela relação formal com a forma cónica da pinha que dá os pinhões que volteiam no ar como piões quando expulsos dos pinheiros no êxtase orgásmico da primavera nos pinhais que crescem nos penhascos sagrados de ! O pião fazia parte dos jogos iniciáticos das festas dos rapazes dos tempos da rusticidade de .

    Figura 16: os Titãs atraíram o pequenino Zagreu com brinquedos místicos: ossinhos, pião, carrapeta, "crepundia" e espelho.

    Figura 17: Pinha de Cibel, o que resta do antigo frigiarium que era o Vaticano.

    De posse do filho de Zeus, os enviados de Hera fizeram-no em pedaços; cozinharam-lhe as carnes num caldeirão e as devoraram.

    A origem do pião é incerta ainda que se tenha conhecimento de sua existência desde 4000 a. C., já que foram encontrados alguns exemplares, elaborados com argila, nas margens do rio Eufrates. (…) también se conoce que los romanos y los griegos tenían este elemento como juguete, de igual manera las culturas de oriente, China y Japón, quienes fueron los encargados de introducirlos en occidente.

    Obviamente que o pião não poderia ter vindo da China, que começou a sua história entre 1700 – 1046 a. C, uma vez que já cá estava pelos menos desde o 4º milénios A. C. desde os tempos da suméria? Enfim, chinesices de quem tem a mania de depreciar o engenho indígena!

    Nos tempos pré industriais do nordeste transmontano o pião era feito em madeira de choupo com uma pedoa de cortar mato a partir da ponta de um tronco facetado de maneira a formar um cone pregando-se na ponta uma espécie de ponta de lança de ferro forjado. Este era muito mais robusto que os comprados nos mercados e nas feira que, por isso, e por serem mais arredondados se chamavam «pionas». Este termo tem toda a legitimidade em ser o feminino de pião pois como este terão sido nomes alternativos arcaicos de Pã que enquanto Pião teria a Piona por esposa que veio a ser entre os nórdicos Fiona…obviamente aparentado foneticamente com as xuanas e com os Cónios e respectivos femininos do sul da Lusitânia.

    Assim parece que Plínio estava certo em relação à forte tradição de Pan e Dionísio na Lusitânia. Mas não concordamos com ele refere que “as tradições respeitantes a Hércules e Pirene, bem como Saturno, parecem-me absolutas fábulas.

    Pelo menos Crono, na forma de Corono, era adorado como esposo de Nabia.

    Corono (Coronus) – Deus cornudo coroado nos mundos subterrâneos, está ligado à guerra e à morte. É o esposo da Deusa Navia. Adorado pelos Calaicos.

    Cronisnesi (Croni-Ense) - Uma divindade regional adorada na Lusitânia.

    Carneo (Karneios, Carneu, Carneus) – Deus adorado nas planícies da Lusitânia por povos de origem Celta. => Coaran-Ion-Iceus - Deus dos cavalos e do vento, adorado em Olisipo.

    Saturno ó Krono < Croni(-Ense) < *Kauranu > Corono

       Carneo < Karn(eios) < Karaun <                    > Coaran (Ion-Iceus).

    Quanto a Hércules então, como se verá ao longo deste trabalho, Plínio enganou-se redondamente porque a mitologia e a arqueologia linguística revelam que os Iberos e particularmente os Lusitanos e Galaicos eram essencialmente pastores pelo que a lenda do gado de Gerião roubado por Hércules pode fazer algum sentido enquanto memória mítica de antigas incursões de povos guerreiros orientais em demanda do gado semi selvagem dos campos dos vales dos rios Tartécio (Guadalquivir) e do Tejo.

    (…) A prosperidade do Santuário e a fartura da confraria despertou a cobiça do Deão D. Francisco Pereira da Silva, pessoa de qualidade e de hierarquia veneranda – era da Casa dos Biscainhos - logo pensou em se apoderar dos rendimentos da novel confraria. Alegou o facto de ser alta dignidade da Catedral Bracarense e que todos os direitos lhe pertenciam como sucessor de Dom João da Guarda na abadia de Tenões. Dois anos durou a luta entre o Deão e a Confraria, luta desigual, fez com que os confrades desamparassem o templo, isto em 1710, deixando a sua administração por não suportarem um litígio em que não podiam vencer, embora a justiça estivesse do seu lado. Entregaram às garras do Deão tudo o que pertencia ao Santuário e deste modo perdeu-se todo o arquivo, todas as lembranças da primeira confraria, até os nomes dos instituidores ficaram na obscuridade. O novo senhor absoluto da rica benesse, cuidou apenas de a recolher para seu proveito, desprezando a devoção do templo que entrou em decadência e esquecimento. Foram onze anos, o suficiente para a quase ruína da secular devoção.

    (…) Obtido o deferimento procedeu-se judicialmente à eleição, que resultou como eleito Juiz, Francisco de Sousa e Castro, pessoa de grande respeitabilidade, Fidalgo da Casa Real, talvez a única pessoa que pudesse ombrear com o Deão, intimando-o a fazer a entrega de todos os haveres da confraria. Porém já nada existia, nem sequer havia notícia dos primitivos estatutos e então foi lançado pregão por Campa Tangida para reunião da junta de irmãos onde foi proposto e aprovado novo estatuto em 29 de Dezembro, estatutos que foram confirmados por provisão de 21 de Abril de 1721, pelo arcebispo Primaz, Dom Rodrigo de Moura Telles.

    (…) Como no anterior caderno dissemos, as estátuas do Escadório dos Cinco Sentidos foram devidas ao gesto dos Padres Jesuítas. Eles mesmo é que escolheram o figurado, símbolos e dísticos. Foram buscar à Bíblia e à Mitologia os exemplos, numa promiscuidade que a Mesa Censória, em Edital de 22 de Abril de 1774, julgou indecorosíssima e indecentíssima. Disto resultou, serem caçados os Breves com as grandes indulgências concedidas pelo Papa Clemente XIV, visto terem considerado que essas indulgências como obtidas ob-repetício e como tal proibida sob pesadas sanções. Estes breves tinham sido concedidos graças à acção do arcebispo Dom Gaspar de Bragança e com o auxílio dos banqueiros de letras romanas António da Silva Teixeira e Boaventura Miguel Aranha, o primeiro residia em Roma e o segundo em Braga. Contribuiu esta medida para que de novo a devoção e afluência de romeiros quase desaparecesse e, com a consequente dádiva de esmolas. Para dar satisfação à Mesa Censória, foram mudados os nomes das imagens e os dísticos que tinham sido aproveitados da Mitologia. Assim Argos passou a chamar-se Vir Prudens; Orfeu – Iditihum: Jacinto – Vir Sapiens: Ganimedes – Joseph, e Midas – Salomão. Os letreiros foram também substituídos.

     

    A Fonte da Serpente

    Nesse mesmo pátio circular também vamos encontrar duas extraordinárias fontes, uma de cada lado da escada, comportando na sua base um recipiente para o qual são vertidas as águas. Sobre este encontram-se quatro cabeças de crocodilo dirigidas para os quatro pontos cardeais. Este facto é muito significativo já que o crocodilo, nas mais diversas mitologias, é o Senhor das Águas Primordiais. Trata-se de uma divindade ctoniana que reina no mundo inferior, constituindo assim um símbolo das trevas e da morte, mas também do renascimento. Neste sentido, equivale ao Seth egípcio e ao Tifão grego. Para os Miztecas e os Aztecas, a Terra nasceu de um crocodilo que vivia no Mar Primordial; para os Maias, a Terra era carregada às costas de um crocodilo. É o Senhor dos Mistérios da Vida e da Morte, o grande iniciador.

    Figura 18: Fontes das serpentes ou homenagem ao parafuso sem fim

    (…)Existia antigamente uma fonte de sete castelos (as armas de fé de Dom Rodrigo) chapéu e cordões feita por Dom Rodrigo, com as suas armas deitando água por sete bicas com as letras seguintes: Rodrigo, arcebispo Primaz Espanha, em ano de 1723”). De uma cruz de pedra, embutida ou colocada sobre o brasão, de cinco aberturas, simbolizando as cinco chagas do Senhor, uma torrente de água é recolhida numa concha. Na parte superior do escudo ornamentado, vêem-se os instrumentos utilizados na Paixão. A inscrição que se pode ler diz: “O infame ódio abriu estas purpúreas fontes; aqui agora as converte em cristais”. Ao lado nasce o primeiro lanço do escadório, em cujo pátio esta a fonte da V I S T A Nesta fonte está representado, em meia figura deitando pelos olhos duas correntes de água, é o sentido da vista, tendo por cima o Sol, e por baixo, no pé da taça uma águia alusiva a êste sentido. Primitivamente por cima da fonte tinha a figura do Pastor Argus, com os seus cem olhos, com estes versos dentro da tarja em que o plinto assentava tinha estes dizeres: “Está sobre a iminência deste monte o mais vigilante Argus; serás feliz se ele te tiver diante dos seus olhos”. Diz a fábula que o Pastor Argus, tinha cem olhos, cinquenta dos quais descansavam enquanto os outros velavam. Pelas razões apontadas anteriormente, foi esta uma das estátuas que foi substituída, dando lugar às figura de um varão prudente, dormindo tendo na mão um cajado. Na tarja do pedestal, os dizeres: “Varão prudente. Toma-as por um sonho, e vigiarás”.Eccles.C. 13. – BOM JESUS De BRAGA, Luís Dias da Costa.

    Em rigor não serão sete planetas mas os deuses dos sete dias da semana a que falta a fonte de Vénus que possivelmente será a que foi transferida “de um outro local onde se passava injustamente despercebida para a entrada do parque”, segundo opinião de modernos pedreiros livres (em demasia por não terem compreendido que num santuário votado à exibição da masculinidade a Estrela da Manhã teria mesmo que passar com menor descrição do um rasto de estrela cadente) ou a de Júpiter que segundo o autor em referência “foi retirada e colocado noutro lugar”.

    Figura 19: Pórtico do escadório do bom Jesus de Braga.

    No entanto, se repararmos bem o Sol e a Lua são os primeiros dias da semana e no escadório do bom Jesus estão de facto logo à entrada deste:

     Figura 20: fonte do sol na ombreira do pórtico.

    O povo da cidade rejubilou, ele que nunca tinha visto com bons olhos a administração do Deão da Sé. Logo após a sua posse, como Juiz da Confraria, Dom Rodrigo de Moura Telles (alma grande em corpo pequeno), trata do restauro do futuro Santuário. Chama para dirigir as obras, fazer o risco da nova estância, o seu arquitecto, o Coronel de Engenharia Manuel da Silva Villa-Lobos, pessoas que já tinha dado mostra da sua competência, quando do trabalho da Cadeia da Relação, no Largo de São Francisco e talvez na igreja e convento da Penha de França, na Alameda de Sant’Ana. Delineou os escadórios iniciando-os pelo pórtico acessível por um lanço de escadas em semi-circulo, tendo em cada lado um tanque / fontanário encimado cada um por um arco no qual se destaca no fecho a representação do Sol e da Lua.

     (…) Ladeada por quatro esferas e mais duas nos extremos sobre os pilares. Ainda este arco tem a ornamentá-lo o Brasão de Fé do Arcebispo Moura Telles, o restaurador, como sabemos do Santuário. Na parte interior do pórtico, nota-se o complemento do brasão - um esfera armilar sobre a Cruz da Ordem da Cristo, símbolos da Ordem da qual era membro. – BOM JESUS De BRAGA, Luís Dias da Costa.

    Segundo os eruditos na matéria este pórtico dá acesso à escadaria dos planetas que alguns relacionam com um percurso alquímico templário herdado pela Ordem de Cristo a que o restaurador deste templo, Arcebispo Moura Telles, era membro.

    Subindo as primeiras escadarias, em forma cónica, confrontamo-nos com um umbral que teremos de ultrapassar. Trata-se da porta de acesso que nos recorda que a vida é dual: dia e noite, luz e trevas, masculino e feminino, branco e preto, positivo e negativo, acção e pensamento, ouro e prata, etc. O Sol é o espírito divino e a Lua, que reflecte a luz solar, é a alma. Por isso, num dos pilares laterais encontra-se a Fonte do Sol e no outro a Fonte da Lua, unindo-se ambos através do arco de fecho. Sol e Lua são símbolos da eterna dualidade que possibilita a criação e a vida. [5]

    Figura 21: Fonte de Diana?

    Figura 22: Fonte de Marte.

    Figura 23: Fonte de Mercúrio.

    Figura 24: Fonte de Saturno.

    Figura 25: fonte de Júpiter ou de Vénus?

           

    Por outro lado, o facto de a Fonte de Diana estar presente no início da escadaria é bem interessante, pois um dos sinais que muitas vezes se encontra no princípio da Obra alquímica é precisamente o arco e a flecha, indicando que se está no caminho certo. Ouçamos mais uma vez Fulcanelli sobre o assunto: "O Artista caminhou durante muito tempo: errou pelas vias falsas e pelos caminhos duvidosos; mas a sua alegria explode finalmente! O ribeiro de água viva corre a seus pés; sai aos borbotões do velho carvalho oco. O nosso Adepto atingiu o alvo. E assim, desdenhando o arco e as flechas com que, a exemplo de Cadmo, trespassou o dragão, vê ondular o límpido caudal cuja virtude dissolvente e a essência volátil são confirmados por um pássaro pousado na árvore".Devil

    Supostamente o que se pensa é que:

    Fonte de Diana e referenciada por ter os símbolos da mão com besta e flecha e…a esfera armilar, que nada tem a ver com Diana.

    Passando para o exterior, está representada a Fonte de Marte, com os seus atributos guerreiros. A fantasia do artista que a trabalhou, numa acção de criatividade e imaginação, colocou no centro destas armas um PISTOLÃO DE PEDERNEIRA. (…)

    Fora, como em todos os quadros, e ao lado, está agora a Fonte de Mercúrio, em que as insígnias deste Deus mitológico estão representadas por uma mão pegando no caduceu, vara de louro de oliveira, com duas serpentes enroscadas na ponta, que era atributo de Mercúrio e insígnia dos antigos parlamentares e arautos.

    (…) A poente desta capela está a Fonte de Saturno, sustentando na mão uma fouce.. – BOM JESUS De BRAGA, Luís Dias da Costa.

    Continuando a ascensão da escadaria chegamos ao pátio circular onde se encontrava a fonte de Júpiter (actualmente está no alto, próximo de um hotel). Astrologicamente, Júpiter encarna o princípio do equilíbrio, da autoridade, da ordem, da abundância e da preservação da hierarquia estabelecida. Júpiter é o deus do raio e do trovão, e é precisamente o raio que encontramos na sua fonte..[7]

    Na verdade, diz-se que “logo após a sua posse, como Juiz da Confraria, Dom Rodrigo de Moura Telles (alma grande em corpo pequeno), trata do restauro do futuro Santuário” significando isso que o actual é restauro de algo mais antigo ignorando-se se da época renascentista em que a mitologia estava na moda se de alguma tradição secular ainda presente na arqueologia do local. Porém, à época da sua construção a mitologia já estava fora de moda sobretudo no coração do catolicismo da contra reforma tridentina.

    Na base das taças que recebem a água destas fontes estão os cinco sentidos simbolizados pela aranha, pela águia, pelo símio e o cão e o touro, “imitando o que dizia Santo Isidoro, ao qual se refere o dístico: “NO OUVIR O JAVALI EXCEDE O HOMEM, VÊ MAIS O LINCE, A ARANHA TEM MAIS TACTO, E NOS MONOSO GOSTO É MAIS SUBIDO, E O ABUTRE VORAZ VENCE-O NO OLFACTO” Também cada estátua é uma alusão à fonte a que pertence: tudo gravado em dísticos latinos, com alegorias poéticas que, depois por coisas que houveram se mudaram as epígrafes no ano de 17… (depois da questão levantada pelo Marquês de Pombal) se gravaram outras letras ao Divino e se mudaram as letras da gentilidade em figuras da Escritura e de tudo

    Esta é a primeira parte do Santuário, continuando com Alberto Feio, “legado à posteridade pela magnificência de D. Rodrigo de Moura Telles e pelo fervor dos bracarenses reformado e sustentado. Aqui principia o escadório dos Cinco Sentidos, dividido em vários corpos, formados por duplos lanços, limitados por pequenos pátios, adornados com fontes alegóricas e heráldicas, ornamentados no estilo rocócó (uma adaptação do estilo francês rocaille ao gosto nacional). Esta obra é ainda de Dom Rodrigo, não pode o ilustre restaurador vê-la concluída, visto ter sido surpreendido pela morte em 4 de Setembro de 1728.

    Quem terminou esta parte foi os seus sucessores na confraria com recursos de certa maneira singular. A Companhia de Jesus, estabelecida no Colégio de São Paulo, pretendendo monopolizar o ensino no seu colégio, intentou um litígio contra todas as instituições que ministravam o ensino, particularmente com os Padres da Congregação do Oratório ( Congregados ), dado que até então tinham o monopólio do ensino em Braga. Azedou-se a questão quando numerosos estudantes se manifestaram em ruidosas arruaças contra os Jesuítas. Estes em réplica conseguiram fazer prender alguns e mandá-los em levas para Lisboa, apelidando-os de malfeitores que, com a sua acção, perturbavam o sossego da cidade. Em Lisboa foram soltos e recambiados para Braga, mediante o pagamento de avultadas multas. Mas os padres da Companhia, na tentativa de amenizar o problema, pois a animosidade da população contra o que classificavam de violência inaudita o facto de os estudantes não poderem escolher quem lhes ministrasse a instrução, de não quiseram os Padres de S. Paulo, receber o dinheiro. E assim resolveram entregá-lo à Confraria do Bom Jesus, para a feitura da estuaria em pedra que ornam o escadório, pois sabendo de ante mão que os bracarenses tinham com o Bom Jesus um carinho especial, certamente se conformariam com esta dádivas. (…)

     (…) O ESCADÓRIO DOS CINCO SENTIDOS Como no anterior caderno dissemos, as estátuas do Escadório dos Cinco Sentidos foram devidas ao gesto dos Padres Jesuítas. Eles mesmo é que escolheram o figurado, símbolos e dísticos. Foram buscar à Bíblia e à Mitologia os exemplos, numa promiscuidade que a Mesa Censória, em Edital de 22 de Abril de 1774, julgou indecorosíssima e indecentíssima. Disto resultou, serem caçados os Breves com as grandes indulgências concedidas pelo Papa Clemente XIV, visto terem considerado que essas indulgências como obtidas ob-repetício e como tal proibida sob pesadas sanções. Estes breves tinham sido concedidos graças à acção do arcebispo Dom Gaspar de Bragança e com o auxílio dos banqueiros de letras romanas António da Silva Teixeira e Boaventura Miguel Aranha, o primeiro residia em Roma e o segundo em Braga. Contribuiu esta medida para que de novo a devoção e afluência de romeiros quase desaparecesse e, com a consequente dádiva de esmolas. Para dar satisfação à Mesa Censória, foram mudados os nomes das imagens e os dísticos que tinham sido aproveitados da Mitologia. Assim Argos passou a chamar-se Vir Prudens; Orfeu – Iditihum: Jacinto – Vir Sapiens: Ganimedes – Joseph, e Midas – Salomão. Os letreiros foram também substituídos. Dom Gaspar não desanimou e esperou altura oportuna para de novo pedir as indulgências que atrairiam de novo ao Bom Jesus os romeiros. Morto Dom José sucedeu-lhe Dona Maria 1ª, que afastou o Marquês, um dos maiores opositores ao sucesso do Bom Jesus.

     

    Ora bem, a real mesa sensória não foi senão a Inquisição ao serviço da politica iluminista e absolutista do Marquês de Pombal pelo que a censura contra "actos heréticos" foi substituída pela repressão contra os jesuítas, vistos como uma ameaça ao poder régio, por entre eles se encontrarem muitos pensadores contrários à teoria do direito divino dos reis.

    Como se calcula, a intervenção sensória do Marquês de Pombal terá tido pouco a ver com a catolicidade e quase tudo a ver com o ódio particular que este grande estadista votava aos jesuítas que acusava de serem "ímpios e sediciosos" pela simples razão de que lhe faziam frente porque eram poderosos em Portugal desde a restauração!

    A fonte de Diana faz pouco sentido mitológico enquanto referência a planetas alquímicos porque enquanto Diana Lúcia era deusa lunar e este astro ficou logo à estrada como esposa do sol, como ficou referido já.

    Se o arco e flecha a podem identificar como deusa da caça já a esfera armilar teriam pouco a ver com ela pelo que é bem possível que tenha sido esta a primitiva fonte de Júpiter onde o arco de flechas tipo besta em cabo de pistola simbolizariam os raios das tempestades de Júpiter de que a esfera armilar seriam o símbolo da soberania urbi et orbi! De facto, o Sagitário, signo do zodíaco, na astrologia é considerado “o domicílio do planeta Júpiter”! Os raios são dardos flamejantes com que o deus do céu, Júpiter Tonante, descarrega a sua ira sobre a Terra! O feixe de raios de raios que simboliza Júpiter, Zeus e Indra é “uma espécie de grande fuso de onde saem vários dardos em ziguezague. Às vezes esse fuso pode aparecer em forma de lança pontiaguda, de tridente ou de outro instrumento semelhante” como a besta, por exemplo.

    Aceitando que a atrapalhação com que o arcebispo recebeu a decisão pombalina da mesa sensória fez com que se viessem a baralhar a ordem e significado das fontes podemos aceitar que as cinco fontes dos planetas seriam nem mais nem menos do que os cinco dias da semana que se seguem aos dias do sol e da lua. Na verdade, mesmo aceitando que são mesmo meros nomes de planetas é obvio que a sua ordem não está de acordo com a astronomia clássica, que seria: Lua, Mercúrio, Vénus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno; nem com a do renascimento: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno.

    Solis dies = dia do Sol = prima feria.

    Lunae dies = dia da Lua = secunda feria.

    Martis dies = dia de Marte = tertia feria.

    Mercurii dies = dia de Mercúrio = quarta feria.

    Iovis dies = dia de Júpiter = quinta feria.

    Veneris dies = dia de Vénus = sexta feria.

    Saturni dies = dia de Saturno = septima feria.

    Assim a fonte de Júpiter seria a que se supõe ser de Diana e a de Vénus a que se supões ser de Júpiter. O dia de Júpiter e da de quinta-feira teria passado para primeiro lugar por causa da seta do bom percurso alquímico e a de Vénus, deusa das prostitutas, foi simplesmente deslocada para parte incerta por ser indecoroso mostra-la ao público num santuário dedicado ao Bom Jesus. No entanto, baralhadas por atrapalhação de arquitectos e pedreiros perante a ira pombalina contra os jesuítas ou por astúcia alquímica a verdade é que os deuses dos dias da semana estão lá todos.

    Ora, este facto não pode ser despiciendo nem um indício de saber templário e maçónico do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles porque seguramente que fariam parte de antiquíssima tradição do local que as obras de restauro se terão limitado a manter com escrúpulos de arqueólogo e de garante de continuidade de saber iniciático de arcaicas origens.

    Martinho de Dume é também uma figura de capital importância para a história da cultura e língua portuguesas; de facto, considerando indigno de bons cristãos que se continuasse a chamar os dias da semana pelos nomes latinos pagãos de Lunae dies, Martis dies, Mercurii dies, Jovis dies, Veneris dies, Saturni dies e Solis dies, foi o primeiro a usar a terminologia eclesiástica para os designar (Feria secunda, Feria tertia, Feria quarta, Feria quinta, Feria sexta, Sabbatum, Dominica Dies), donde os modernos dias em língua portuguesa (segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo), caso único entre as línguas novilatinas, dado ter sido a única a substituir inteiramente a terminologia pagã pela terminologia cristã. (…)

    Martinho tentou também substituir os nomes dos planetas, mas aí já não foi tão bem sucedido, pelo que ainda hoje os chamamos pelos seus nomes clássicos pagãos.

    Não ficou nada escrito sobre esta batalha de S. Martinho de Dume pela criação do ritual bracarense e a abolição de elementos linguísticos pagãos nos nomes dos dias da semana mas aceitamos que isso se terá ficado a dever ao facto de o cultos dos deuses destes dias fazer parte, desde tempos imemoriais, do percurso iniciático da subida do monte Espinho de Tenões. Por S. Martinho não ter conseguido eliminar o nome destes deuses da astronomia e por o sol e a lua serem já astros sem culto popular (por já não serem vistos como deuses) é que as capelas dos deuses da semana do parque passaram a fontes de planetas.

    Mas seria bem assim?

    Termina a primeira fase e entramos na segunda, cujo primeiro elemento é o crocodilo e o último a estátua de S. Longuinhos. Incrível, não é?

    Desta vez o umbral tem duas maravilhosas fontes serpentes.

    E damos início, logo após as fontes das imponentes serpentes (de vários metros), ao escadório dos cinco sentidos. Aqui é preciso relevar as estátuas mitológicas antes de lhe terem mudado os nomes, e naturalmente o mito que lhes estava associado a quando da construção da via iniciática, antes do cabido da sé a modificar por a considerar indecentíssima e indecorosíssima:)

    Esta nova etapa começa com a fonte das cinco chagas, e tem uma frase maravilhosa: «PURPUREOS / FONTES ODIUM / RESARAVIT / ADOXUM / NUNC IN CHRISTALLOS HIC TIBI / VERTIR AMOR», o que em tradução de Alberto Feio dá: «Rubras fontes abriu o ódio amargo, para ti agora o amor aqui as converte em cristais».

    Nem vou pegar na símbologia associada ao vermelho e branco, mais tarde vermelho e verde. Porque senão nunca mais saio daqui... passemos para o escadório dos 5 sentidos.

    1ª fonte dos sentidos:

    Fonte da Visão. Símbolos: sol e águia – visão. Mitologia: Argos Panoptes. Latim: «Eu vejo uma vara vigilante», «Aqueles que, feridos, a olhavam, saravam».

    2ª fonte dos sentidos: Fonte da Audição. Símbolos: boi/touro – ouvidos. Mitologia: Orfeu. Latim: «Ao meu ouvido darás gozo e alegria», «Tua voz soe aos meus ouvidos».

    3ª fonte dos sentidos: Fonte do Olfacto. Símbolos: cão – nariz. Mitologia: Jacinto. Latim: «Varão sábio. Dai flores como o lírio e rescendei suave cheiro», «Percebeu o Senhor um suave cheiro», «A tua estatura é semelhante a uma palmeira... e o cheiro da tua boca é como o das maçãs».

    4ª fonte dos sentidos: Fonte do Paladar. Símbolos: macacos – boca. Mitologia: Ganimedes. Latim: «Provei um pouco de mel na ponta duma vara; e eis porque morro...», «Prova o pão, e não nos abandones, como o pastor no meio dos lobos».

    5ª fonte dos sentidos: Fonte do Tacto. Símbolos: aranhas - mulher, cântaro. Mitologia: Midas. Latim: «As minhas entranhas estremeceram ao seu toque», «Tocou a minha boca», «Chega-te a mim, meu filho, para que te toque».

    Mais do que uma via iniciática, quase parece tântrica, não?

    Há ainda a assinalar, relativamente ao escadatório dos cinco sentidos, que em todas as suas fontes encontramos a presença de cinco interessantes castelos ou torreões formados por quatro taludes e uma porta. Fulcanelli diz-nos o seguinte a propósito da representação do Athanor alquímico: "Os fornos estão representados como se fossem torreões com os seus taludes, as suas ameias, as suas seteiras". O Athanor é o seio no qual se juntam os quatro elementos (torreão quadrado com quatro taludes) que são zelosamente vigiados (as ameias) com o objectivo de alcançar a obra (seteiras), permitindo a libertação do quinto elemento (a porta).

    Figura 26: A Fonte do Pelicano, localiza-se no centro da Praça do Município em Braga.

    Figura 27: Cascata da Fénix ou do Pelicano.

    Faltam as outras 3 fontes, não as actuais fontes das virtudes, mas as que deveriam estar lá e foram colocadas noutro sítio...

    A esquecida Fonte do Pelicano.

    A fonte de estilo maneirista-joanina é da autoria do escultor Marceliano de Araújo. Originalmente encontrava-se nos jardins do Paço Arquiepiscopal Bracarense.

    Ao fundo da praça vemos o pelicano a alimentar os filhos numa árvore de três níveis, que já não é fonte.

    Fonte de Hércules, por detrás da igreja que culmina a escadaria, encontramos no bosque aí existente uma magnífica fonte, cujo nome se desconhece: montado sobre um ser bestial, um homem empunha na mão direita uma maça e na esquerda um escudo com um quincôncio gravado.

    E, por último, a fonte da origem. Possivelmente seria para estar no cimo da escadaria... mas, agora, para a encontrar só penetrando mais profundamente no bosque, onde a encontramos num enorme rochedo no cimo do qual um homem crava uma lança na rocha, daí brotando a água original. Infelizmente, já não há lança nem água... mas ainda representa a fonte da origem.

    -- http://peregrinar.blogspot.com/2008/09/o-mito-de-hrus-osris-e-sis.html

    Enfim…como nada sabemos sobre a arqueologia original do parque apenas podemos especular que a actual mitologia do parque do Bom Jesus não terá aparecido por mero acaso.

    Figura 28: fonte de Hércules.             Figura 29: Baldaquino ricamente trabalhado em rococó qual manifestação escondida no bosque do triunfo de Hércules.

    O equivalente gróvio de Melicartes cartaginês seria provavelmente o deus Turiaco na estranha variante gentílica Turolici…ou simplesmeste o mais bem conhecido Cario-ceco.

    Turiaco (Turiacus, Turiago, Cosus Turiacus) – Deus muito poderoso venerado no norte da Lusitânia pela tribo dos Gróvios Calaicos. É o Deus do Poder, é o Senhor da Guerra e o Rei do Povo que o adora.

    Turolici - Divindade adorada pelas tribos Calaicas.

    Turolici < Turolico < Turcaulio > turcolento ó Hércules.

    Ma-Cario (Macarius, Magario) – Deus da nutrição e protector da natureza. Está ligado também aos ciclos das estações, principalmente do Verão como Vertumno. Na mitologia Lusitana é também um Deus naturalista da caça, da beleza e da fertilidade; é uma divindade instintiva e ciumenta; era o Padroeiro dos casamentos, dos jovens e dos viajantes. Equivalente a Himeneu / Hermes / Apolo…ou a Hércules?

    Cario-cecus ou Mars Cario-cecus era o deus da guerra na mitologia lusitana. Era o equivalente lusitano para os deuses romanos Marte e para o grego Ares.

    Os lusitanos praticavam sacrifícios humanos e quando um sacerdote feria um prisioneiro no estômago fazia previsões apenas pela maneira como a vítima caia e pela aparência dos intestinos. Os sacrifícios não estavam limitados a prisioneiros mas também incluiam animais, em especial cavalos e bodes. É o que diz Estrabão, "ofereciam um bode, os prisioneiros e cavalos". Os lusitanos cortavam a mão direita dos prisioneiros e as consagravam a Cariocecus.

    Maran-Dico (Marandicus)– Deus máximo e montanhoso adorado por algumas tribos de Calaicos. => Marão.

    Mir-Obieo (Mirobieus, Mirobico) – Divindade adorada por tribos Lusitanas do centro. < Miro-Brico, deus de Miróbriga e por isso possivelmente e apenas Milober, senhor da cidade como Melicer e Melcartes.

    Figura 30: S. Salvador do Mundo, continuação de santuário rupestre de S. João da Pesqueira.

    Há um aspecto no nome do Bom Jesus que aponta para o facto de estarmos em presença de uma tradição muito antiga e que o facto de Braga se reclamar da primazia sobre as Espanha pode ter a sua razão que o mito de Santiago de Compostela pode ser um mero indício. Por alguma razão que se perdeu no tempo, Santiago, irmão de S. João veio refugiar-se em Braga onde existiria uma comunidade judia possivelmente muito antiga desde o tempo da colonização fenícia e do domínio dos barcaros (e so depois brácaros com os romanos que odiavam os barcas) que se calhar até deram nome a Braga se é que não retiraram dele o gentílico. Na verdade o culto do Bom Jesus e a tradução literal do culto do Bom Salvador do Mundo.

    Jesus | Cristo = Cresto = Bom | = Bom | Jesus = Jeshua = Soter = Salvador.

    A utilização da terminologia popular de Bom Jesus como possível significado original de Jesus Crestos ou de Crestos Savator sugere uma tradição cristã minhota muito primitiva, precisamente do tempo do cristianismo judaico liderado por Tiago de Jerusalém. Esta tradição iria de Matosinhos a Braga ou seja, seria comum ao rito bracarense. Por sua vez, seria correlativa do culto de S. Salvador do Mundo, título estranho que implica uma ideia de Cristo como Santo e não ainda como Deus, como só veio a acontecer depois de Constantino. No Brasil a tradição do Bom Jesus de todas as misericórdias anda sempre associado ao de S. Salvador. O culto do mundo cristão é tão limitado aos povos latinos que se pode quase arriscar que serão todos de origem galaico-portuguesa.

    Figura 31: homenagem se ao Bom Jesus de S. Salvador da Baia.

    Conta-se que Santiago, um dos apóstolos de Cristo teria visitado o noroeste da Península Ibérica em 44 d.C. Uma das suas visitas terá sido à Serra de Rates, no actual concelho da Póvoa de Varzim. Durante esta visita, o apóstolo terá ordenado bispo São Pedro de Rates, tornando-se este último o primeiro bispo de Braga.

    Isto terá sido um mito, dado que está provado que Santiago terá celebrado a Páscoa em Jerusalém nesse mesmo ano.

    Mítico ou não a verdade é que a tradição aceita uma cadeia de bispados sem interrupção desde São Pedro de Rates, quiçá um plagio de S. Pedro de Roma. Segue-se-lhe São Basílio de Braga, de 60 a 95 e Santo Ovídio.

    Segundo as hagiografias do século XVI, era um cidadão romano de origem Sicíliana. A tradição afirma que foi enviado para Braga, Portugal, pelo papa Clemente I, onde foi o terceiro bispo no ano 95. Foi mártir pela sua fé cristã no ano 135.

    No ano de 44 da era de Jesus Cristo, passeava pela praia de Matosinhos um ilustre cavaleiro da Maia, Caio Carpo Palenciano, com a sua mulher Claudina e vários parentes e amigos. Cavalgava o grupo pelo areal quando alguém vislumbrou uma barca que se dirigia para norte. Os cavaleiros e as damas pararam todos para apreciar o ritmo e a beleza da embarcação, quando inexplicavelmente o cavalo de Caio galopou para dentro do mar, apesar de este o tentar evitar, como se fosse obrigado por uma força desconhecida. Cavalo e cavaleiro imergiram no mar e desapareceram para ressurgirem perto da barca, para onde subiram cobertos de vieiras. Quando perguntaram à tripulação o motivo deste fenómeno e qual a razão da sua viagem, estes explicaram que eram discípulos cristãos de um homem chamado Tiago. Tinham fugido de grandes perseguições, levando o corpo do seu Mestre para terras de Espanha, onde Tiago tinha pregado o Evangelho. Segundo estes homens, o fenómeno ocorrido com Caio e o seu cavalo poderia ser explicado pelo facto de ele ser um escolhido de Nosso Senhor. As vieiras eram o sinal de Santiago que queria ver Caio abraçar a lei de Deus. Comovido, Caio foi ali mesmo baptizado com água do mar e, quando voltou para junto dos seus familiares e amigos, a todos converteu com o extraordinário feito de Santiago.

    Figura 32: Bom Jesus de Matosinhos.

    Figura 33: Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Congonhas - Minas Gerais.



    [1] http://peregrinar.blogspot.com/2008/09/o-mito-de-hrus-osris-e-sis.html

    [3] © F. Bianco.

    [4] Fonte: IPPAR, Artur Ledesma

    [5] -- Percurso alquímico na escadaria do Bom Jesus de Braga, José Ramos, Investigador e Director da Nova Acrópole Coimbra.

    Devil Idem.

    [7] Idem.

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  • O SANTO SACRAMENTO DA EUCARISTIA, por arturjotaef

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    1 - DO ÁGAPE AO SANTO SACRAMENTO DA EUCARISTIA

    Eucaristia (do grego εὐχαριστία, cujo significado é "reconhecimento", "acção de graças") é uma celebração em memória da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Também é denominada "comunhão", "ceia do Senhor", "primeira comunhão", "santa ceia", "refeição nocturna do Senhor". (…)

    Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a Eucaristia é "o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até ao seu regresso, confiando assim à sua Igreja o memorial da sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna." (n. 271). A palavra Hóstia, em latim, quer dizer vítima, que entre os hebreus, era o cordeiro, sem culpa, imolado em sacrifício a Deus.

    (…) A passagem do pão e do vinho para o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo (transubstanciação) só é celebrada pela igreja Católica Romana. Na Igreja Ortodoxa é visto como mistério. No luteranismo como consubstanciação. Na tradição Reformada como real presença. Nas outras denominações protestantes de tradição evangélica acontecem apenas uma ceia, na qual o pão e o vinho não deixam de continuar a serem pão e vinho.

    Como a retórica católica é a mais mística e beata de todas as retóricas cristãs e a respeito do seu mistério fundador não podia fugir à regra.

    Etimologicamente a eucaristia seria apenas um "reconhecimento" ou "acção de graças", o que pareceria ser o que se limita a ser a eucaristia para os não católicos enquanto memorial da paixão.

    Χάρις = II. graça ou sentido favor, influencia, quer por parte do Doador ou do Receptor: 1. por parte do Doador, graça, graciosidade, bondade, benemerência, mercês, etc. 2. por parte do Receptor, o sentido de favor recebido, gratidão, agradecimentos, graças. χαρά 1 χαίρω = alegria, felicidade…enviada por algum deus para exaltar o coração.

    De facto, não se entenderia muito bem uma retórica mística na qual os crentes se limitariam a participar diariamente na eucaristia apenas como reconhecimento da morte e ressurreição pascal de Cristo. Para tal bastaria o ritual da consagração da Hóstia que veio a ser a missa de Quinta-feira Santa.

    Ágape, ag'a-pe (Gr. agapt, amor), era, na história eclesiástica, o banquete de amor ou de caridade, em uso entre os cristãos primitivos, quando os ricos faziam contribuições liberais para alimentar os pobres.[1]

    O cristão comum não procurava nos ágapes outra coisa diferente duma “refeição de graça” que a «caridade» dos ricos paleocristãos propiciava.

    Na verdade, uma das coisas do cristianismo primitivo de que os romanos também não gostavam nada era a “comunidade de bens” começada a praticar nos actos com a comunhão dos santos que se mostra não somente com coisas espirituais, mas também com as coisas materiais... como disse Paulo: “mas, não digo isto para que os outros tenham alívio, e vós opressão, mas para igualdade; neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade; como está escrito: O que muito colheu não teve de mais; e o que colheu pouco, não teve de menos” (2ª Coríntios 8:13-15).

    44Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. 45E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. 46E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, 47louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos. (Actos II, 41-45 que se repete por palavras idênticas em IV, 32-34).

    A admissão nas divisões de pão e outros alimentos era um dos meios mais eficazes de propaganda dos apóstolos. Segundo os «Actos», num só dia inscreveram-se uns três mil pobres diabos na distribuição de víveres e de doutrina. Estes aceitavam a doutrina sem a compreenderem, pois resultava ainda imprecisa e confusa mesmo para próprios apóstolos, como o confirma a querela surgida entre S. Paulo e S. Pedro sobre a circuncisão. As massas dos convertidos às novas doutrinas só se impuseram à sua perseverança nelas com a condição de poder encher a barriga.

    (7) Por otra parte, afirmaban que toda su culpa y su error habían consistido en la costumbre de reunirse un día determinado, al amanecer, y cantar alternativamente un himno a Cristo como a un dios (quod essent soliti stato die ante lucem convenire carmenque Christo quasi deo dicere secum invicem) y obligarse con juramento (sacramento), no a perpetrar cualquier delito, sino a no cometer robos o atropellos o adulterios, a no faltar a la palabra dada, ni a negarse, si les invitaban, a efectuar un depósito. Realizados estos ritos, tenían la costumbre de separarse y de reunirse de nuevo para tomar una comida (rursusque coeundi ad capiendum cibum), pero común e inocente. – Plínio el joven.

    À medida em que o movimento cristão se alargava aos gentios onde o direito romano seria mais exigente no que respeita à propriedade comum esta foi sendo substituída pela partilha da refeição comunitária que se passou a chamar a “ceia do amor” ou ágate.

    Figura 1: O ágape é um tema frequente na arte paleocristã, como neste Arcosolium das catacumbas dos Santos Marcellinus e Pedro, Via Labicana, Roma.

    Esquerda: “AGAPE MISCE NOBIS” = O amor mistura-nos.

    MISCE = unir, ter relacionamento carnal, praticar o coito (Cic.)/ misturar / despir / excitar.

    Direita: IRENE·PORGE·CALDA = IRENE, a deusa de paz, PORGE = oferece CALDA = bebida de vinho com água quente.

    CAʹLIDA, or CALDA, the warm drink of the Greeks and Romans, which consisted of warm water mixed with wine, with the addition probably of spices. This was a very favourite kind of drink with the ancients, and could always be procured at certain shops or taverns, called thermopolia (Plaut. Cur. ii.3.13, Trin. iv.3.6, Rud. ii.6.45), which Claudius commanded to be closed at one period of his reign (Dion Cass. lx.6).

    Figura 2: Recipiente de calda para banquetes romanos.

    Because all these word arrangements vary in combination with one another, it appears that the Early Christians where saying that agape love, wine (Bacchanalian orgies), and their mixing of carnal sex are all synonymous for the purpose of bringing peace to the world.

    A teologia católica faz um esforço tremendo para justificar o quanto o sacramento da eucaristia se afastou das suas origens no ágape tanto nas formas substantivas do ritual quanto na sua justificação espiritual. A verdade porém é a de que o ágape não era, em termos substantivos e práticos, mais do que a adaptação à realidade paleocristã dos banquetes e festins romanos que quando envoltos de espiritualidade se aproximavam das saturnálias, das orgias e dos bacanais.

    To pagans, the predawn worship of Christians and their acts of faith were a mystery, which was made no more understandable by the martyred bishop of Lyons, who, when asked who was the Christian god, replied only that "If you are a fit person, you shall know."Attalus, too, said only that the name of his god was not like that of a man. Such secrecy elicited lurid notions of immorality, and there were accusations of "Thyestean banquets [cannibalism] and Oedipean incest, and things we ought never to speak or think about, or even believe that such things ever happened among human beings" (Eusebius, V.1.14).

    Marcus Cornelius Fronto, an orator and rhetorician who was the tutor of Marcus Aurelius and later his correspondent, condemned the Christians in a lost speech, fragments of which are preserved by Minucius Felix in the Octavius, a dialogue between the pagan Caecilius and the Christian Octavius that sought to refute such charges. One was that "They are initiated by the slaughter and the blood of an infant, and in shameless darkness they are all mixed up in an uncertain medley" (IX). Another was "the charge of our entertainments being polluted with incest" (XXXI). Justin, who was martyred during the reign of Marcus Aurelius (the record of the trial, based on an official court report, still survives), also mentions "those fabulous and shameful deeds — the upsetting of the lamp, and promiscuous intercourse, and eating human flesh" (First Apology, I.26), calumnies that inspired fear and hostility.

    IX. « Cependant, comme les mauvaises plantes sont les plus fertiles, et que les vices gagnent tous les jours de plus en plus, cette maudite secte s'augmente aussi tous les jours. C'est pourquoi il faut travailler de bonne heure à extirper cette exécrable société : ils s'entre-connaissent à de certains signes cachés, et s'entr'aiment presque avant que de se connaître. La luxure fait une partie de leur religion : ils s'appellent communément frères et sœurs, pour transformer une débauche ordinaire en inceste ; on dirait que ces malheureux se plaisent aux crimes. Et certes s'il n'en était quelque chose, le bruit n'en serait pas si grand : on dit encore qu'ils adorent une tête d'âne consacrée par je ne sais quelle sotte superstition, religion véritablement digne de leur vie. Ils ont aussi en vénération, à ce qu'on dit, les parties honteuses de leurs prêtres ; vous diriez qu'ils adorent la nature de leurs pères. Je ne sais si ces soupçons sont faux ou véritables, mais véritablement ces cérémonies et ces dévotions cachées et de nuit sont toutes propres à les faire naître. Et celui qui dit qu'ils adorent un homme qui a été pendu pour ses crimes, et que le bois d'une croix fait une partie de leurs cérémonies, celui-là leur attribue des autels dignes de leurs méchancetés et leur fait adorer ce qu'ils méritent. D'ailleurs, les cérémonies qu'ils observent quand ils admettent quelqu'un à leurs mystères, ne sont pas moins publiques qu'horribles. On met devant ce nouveau venu un enfant couvert de pâte, afin de cacher le meurtre qu'on veut faire commettre : c'est là-dedans qu'il donne, par leur commandement, plusieurs coups de couteau; le sang coule de toutes parts, ils le sucent avidement, et ce crime commun est le gage commun du silence et du secret. Mystères pires que tous les sacrilèges!

    On sait aussi quels sont leurs banquets, et l'orateur de Cyrta en fait mention dans sa harangue. Ils s'assemblent tous en un jour solennel, femmes, enfants, frères, sœurs, et enfin de tous âges et de tous sexes, et après avoir bien bu et mangé, lorsque la chaleur du vin et des viandes commence à les échauffer et à les provoquer à la luxure, ils attachent un chien au candélabre et lui jettent un gâteau si loin qu'il n'y peut atteindre, afin qu'en sautant il renverse le flambeau. Ainsi s'étant défaits du témoin de leurs crimes, ils se mêlent au hasard, et par ce moyen sont tous incestueux de volonté s'ils ne le sont tous d'effet, puisque le péché de chacun est le souhait de toute la troupe. – Octavius, Minucius Felix.

    Se os cristãos resistiam muito ou pouco às tentações da carne que a “mistura” de corpos reclinados nas camas dos triclinium que os banquetes dos ágapes de caridade cristã propiciavam a verdade a que teriam pecado muitas e bastas vezes porque os pagãos os acusaram disso.

    Figura 3: Arcosolium da Catacumba de S. Pedro e S. Marcelino, Roma.

    Como algunos se mostrarán remisos a admitir que la embriaguez estuvo al orden del día en los piadosos «ágapes» de los primeros siglos, nos limitaremos a señalarles este comunicado de la Ciudad del Vaticano, con fecha del lunes 26 de octubre de 1970, y reproducido al día siguiente en el periódico France-Soir: «Unas pinturas murales inconvenientes han sido descubiertas este año en las catacumbas de Roma. Muestran a los primeros cristianos bebiendo y festejando durante unos funerales. Al revelar el sábado este descubrimiento, el Osservatore Romano, órgano del Vaticano, subraya que esas pinturas no tienen nada en común con otros frescos cuyo tema es la celebración de la misa por cristianos reunidos alrededor de una mesa. Lo “inconveniente” para el Osservatore Romano es en especial “la abundancia de botellas en pie o tumbadas” representadas en esas escenas de banquete». Evidentemente, nos gustaría saber qué evoca el término «en especial». . -- Robert Ambelain, El hombre que creó a Jesucristo.

    Figura 4: Três casais num triclinium de verão. Pompeia.

    É evidente que os romanos não tinham grande autoridade moral para criticarem a imoralidade dos ágapes cristãos porque a decadência do império romano ficou famosa pela licenciosidade dos seus banquetes que facilmente descambavam em orgias.

    (…) XXX. « Pour ce qui est du banquet incestueux, c'est une calomnie que les démons ont inventée pour souiller la gloire de notre chasteté, et détourner les hommes de notre religion par l'horreur d'un si grand crime. Aussi te qu'en a dit votre orateur, c'est plutôt une injure qu'un témoignage. Et certes! vous êtes coupables d'incestes plutôt que nous. Les Perses épousent leurs mères; en Egypte et dans Athènes on se marie avec ses sœurs : vos histoires et vos tragédies, auxquelles vous prenez tant de plaisir, font gloire des incestes, et les dieux que vous adorez les commettent avec leurs mères, avec leurs filles, avec leurs sœurs. Il ne faut donc pas trouver étrange s'il y en a tant parmi vous, puisque vous avez vos dieux pour exemple. Vous pouvez vous rendre coupables sans le vouloir, en exposant vos enfants de tout sexe et les abandonnant à la pitié publique, ou en ayant commerce avec toutes les femmes que vous fréquentez; car qui empêche que vous ne rencontriez plus tard ces fruits inconnus de vos débauches? Ainsi vous nous accusez de faux incestes, et ne vous souciez point d'en commettre de véritables. Mais les chrétiens ne mettent pas la chasteté en dehors, ils la mettent dans l'esprit, et ils ne s'étudient pas tant à paraître chastes qu'à l'être en effet. Un mariage nous suffit ; nous ne voyons qu'une femme, ou bien nous n'en voyons point. Pour nos banquets, ils ne sont pas seulement chastes, ils sont sobres ; car nous ne nous amusons point à nous charger l'estomac de vin ni de viandes, mais nous tempérons l'allégresse des festins par la gravité de notre entretien. Que si nous sommes chastes dans nos assemblées, nous ne le sommes pas moins ailleurs. – Octavius, Minucius Felix.

    Figura 5: Con el nombre de asároton oikos o asároton oecon encontramos en la sala destinada a los banquetes romanos, triclinium, un tipo de mosaico caracterizado por simular un “suelo sin barrer”, en el que se hallan representados diversos desperdicios de comida que parecen que han sido lanzados al suelo en ese momento. Entre los escombros se suelen mostrar raspas de pescados, moluscos, verduras, etc. Estos restos nos proporcionan una valiosa información sobre la cantidad y variedad de alimentos que se llegaban a servir en una “cena romana”.

    Tamanho era o gosto dos romanos por jantares luxuosos e festas, que costumavam evoluir para orgias, que alguns políticos resolveram a baixar leis para moderar a farra. Uma delas, a Antia Lex do século 1º, limitava os gastos com essas comemorações e instituía que os magistrados só poderiam jantar fora se fosse na casa de determinadas pessoas. Está claro que ninguém obedeceu. Acabou sobrando para o autor, Antius Resto porque, segundo o filósofo Macrobius, como todos continuavam com suas orgias, para não contrariar a própria lei ele nunca mais foi visto jantando fora.

    As críticas dos romanos relativas à licenciosidade dos ágapes bem poderiam lembrar a fábula do lobo que estando a montante acusou um infeliz cordeiro de lhe turvar a água porque, para alguém decidido a ter razão a todo o custo, qualquer argumento serve, ainda que seja uma mentira”.

    - Pois se não foste tu, foi o teu pai! - rosnou o lobo, saltando em cima do pobre inocente.

    Figura 6: Banquete funerário etrusco de que o ágape das catacumbas cristã seria a tradição continuada.

    Se foi o filho de Tarquínio, o Soberbo, quem violou uma patrícia foi o pai quem pagou por isso com o fim da monarquia romana porque ninguém apreciava mais do que os etruscos da licenciosidade de um lauto banquete fúnebre na esteira da boa tradição dos simpósios gregos que em nada desmereciam dos opíparos banquetes sibaritas de Sardanapolos.

    Figura 7: Simpósio grego.

    Mas se nem todos os romanos foram amantes de orgias privadas desde os tempos etruscos foram alguns adeptos de orgias órficas que passaram a tradição dos etruscos para os paleocristãos!

    Enfim, se não foram todos cristãos que se chamaram vulgarmente por irmãos para mais facilmente se conhecerem biblicamente nos ágapes então foram outros paleocristãos também chamados setianos, ofitas, carpocracianos, etc, e que mais não seriam do que variantes judaico-cristãs gnósticas de cultos de mistérios órficos, pitagóricos e dionisíacos, sabásicos, de mistura com muitos outros cultos misteriosos de ritos de passagem e de morte e ressurreição solar egípcios e orientais.

    Figura 8: Novamente, três casais numa cena romana de banquete sexual. Insula della Domus dei Casti Amanti. (Restauro cibernético do autor).

    Even Clemens Alexandrinus (d.c. 220 a.d.) found in the Epistle of Judas a prediction concerning the Karpocratians and related sects ("Stromata" III., 2). He relates, among other things, that among the Karpocratians, men and women, after the common meal, after the lights are extinguished, have sexual commerce with each other.

    Epiphanius xxvi., 5, describes as follows the conduct of the so-called Gnostics:

    Epiphanius described the agape practiced by Ophite Christians, while making it clear that these heretical sexual activities filled him with horror: "Their women they share in common; and when anyone arrives who might be alien to their doctrine, the men and women have a sign by which they make themselves known to each other. When they extend their hands, apparently in greeting, they tickle the other's palm in a certain way and so discover whether the new arrival belongs to their cult. …Husbands separate from their wives, and a man will say to his own spouse, "Arise and celebrate the love feast (agape) with thy brother." And the wretches mingle with each other…after they have consorted together in a passionate debauch…The woman and the man take the man's ejaculation into their hands, stand up…offering to the Father, the Primal Being of All Nature, what is on their hands, with the words, "We bring to Thee this oblation, which is the very Body of Christ." …They consume it, take housel of their shame and say: "This is the Body of Christ, the Paschal Sacrifice through which our bodies suffer and are forced to confess to the sufferings of Christ." And when the woman is in her period, they do likewise with her menstruation. The unclean flow of blood, which they garner, they take up in the same way and eat together. And that, they say, is Christ's Blood. For when they read in Revelation, "I saw the tree of life with its twelve kinds of fruit, yielding its fruit each month" (Rev. 22:2), they interpret this as an allusion to the monthly incidence of the female period."

    The contents of these documents are so revolting that one would be glad to agree with //. Usener, " Das Weihnachtsfest," Bonn, 1889, 110, and others, who contest their credibility. Epiphanius, the chief witness, they say, lived too long after the occurrences (he died, at the age of about 100, in 403 a.d.). But he appeals, xxvi. 17, 18, to the oral information of credible men, to original writings of the Gnostics, and to personal intercourse which, as a quite young man, he had with these "Gnostics". Nevertheless, I hold with R. Seeberg it is very probable that the account of the use of the embryo, which is found only in Epiphanius, should be considered unhistorical.

    After all, Epiphanius was credulous enough to say about even the Montanists, that they employed in their sacrifices the blood of a child, whose body they had pierced with needles, xlviii.

    (…) The partaking of semen virile and sanguis menstruus is ascribed also to the religious party of the Manichaeans, which was allied to the Gnostics, v. Cyrillus of Jerusalem's 6th Catechet. Discourse (348 A.D.), § 33, and Augustine, "De Moribus Manichaeorum," 18, 66, and "De haeresibus," 46.

    The explanation of this action of many Gnostics is probably only partially to be sought in their dualistic conception of the world. The sparks of the higher power of light, which exist in the bodies of human beings, are gathered together by means of semen virile and sanguis menstruus, and brought to the Treasury of Light. In this way men earn reward from the highest good God (from whom the Creator-God has fallen away, with His angels and archons). First steps of the libertine conduct, without which rites like those described could hardly have arisen, are already adverted to in the New Testament: Rev. ii., 6, 15. (the Nikolaites), and the Epistle of Judas, especially vv. 7, 8, 10, 12. -- The Jew and Human Sacrifice: Human Blood and Jewish Ritual, an Historical and Sociological Inquiry (1909), Hermann Leberecht Strack

    Enfim desde os cartagineses aos comunistas que existiu sempre pretexto para a crítica, cada vez menos fundada, de que os piores inimigos se não são todos uns perigosos e invejáveis debochados são pelo menos quase sempre os que “comem criancinhas ao pequeno-almoço”!

    Os gregos não seriam menos amantes que o comum dos mortais mas, por vicissitudes da sua história linguística, feita de sincretismos vários, típica do helenismo, resultante da fusão de dialectos e diferentes línguas que em tempos arcaicos se desenvolveram no isolamento geográfico de ilhas e recantos de várias penínsulas em volta das recortadas costas do mar Egeu, parece que terão criados o gosto pelos requintes das nuances semânticas que os fez descobrir a filosofia. Assim sendo terão diversificados as diversas formas de amor e de afecto em pelo menos quatro termos.

    Los Cuatro Amores es el título en español del libro The Four Loves escrito por C. S. Lewis y publicado por primera vez en 1960 en Londres1 y Nueva York. En este ensayo, Lewis aborda el tema del amor dividiéndolo en cuatro categorías, con la ayuda de los conceptos que toma prestados del idioma griego: Cariño (gr.: Στoργη´), amistad (gr.: Φιλíα), eros (gr.: ´Ερος) y caridad (gr.: Αγα´πη), al que él mismo llama "ese amor que Dios es".

    Obviamente que todas as guerras religiosas começam por os equívocos semânticos que resultam a maior parte das vezes de más traduções muitas vezes impossíveis. A riqueza linguística ibérica permite tantas ou mais cambiantes do «amor» em geral do que a língua grega (como por exemplo: «afecto», «simpatia», «amizade», «ternura, «paixão», etc) mas não contempla seguramente eros como significando outra coisa que o nome mitológico do amor.

    Quanto ao facto de ágape corresponder ao amor cristão, que a igreja apostólica e romana estigmatizou na “caridade, é uma das muitas ficções criadas por dois mil anos de especulação ruminante da teologia cristã de que a de C. S. Lewis seria uma das últimas. Na verdade, o termo grego ágape teria sido pouco usado nos tempos homéricos e na época de Platão seria utilizada para o amor familiar em contraponto com a amizade da camaradagem de armas ou de academia (filia), afectos que os gregos terão muito cedo sabido distinguir da paixão libidinosa e do amor sexual.

    Parece assim que a derivação desviante do ágape terá começado com os judeus alexandrinos que ao traduzirem a Septuaginta usaram intensivamente o ágape para traduzirem o termo hebreu de amor em geral.

    Não é certo por que razão agapao foi escolhido pelos tradutores da Septuaginta mas a semelhança de sons consoantes (aḥava = amor em hebreu) pode ter tido a sua quota-parte de responsabilidade sendo certo que não menor culpa resulta da pobreza linguística do hebreu na descrição distintiva de afectos e relações familiares. Fosse como fora, ἀγάπη θεῶν foi um epíteto de Ísis o que comprova que ágape era um termo comum entre os gregos do Egipto.

    Deste modo os judeus alexandrinos acabaram a desenterrarem um termo grego arcaizante (que por estranho sinal significava também, nas tragédias de Eurípedes, “mostrar afecto por um morto”) que teria tido origem semita comum possivelmente cretense.

    ἀγάπη < Kaka-Wet > Ahavat > Heb. aḥava.

    Assim, o obscuro termo grego ágape pode ter surgido como um mera transliteração de alguma língua semítica. Deste modo, o uso do substantivo ágape parece ser uma inovação dos escritores do Novo Testamento, claramente derivado do uso do verbo agapao na Septuaginta.

    Obviamente que as vias derivativas arcaicas que transparecem nesta transliteração entre o amor hebreu e o ágape grego estão longe de ser óbvias. No entanto os encontros e contratempos culturais acabam por pôr a nu verdadeiros fósseis significantes como é o caso de *Kaka-Wet ser um epíteto plausível Hestia / Vesta, a deusa do fogo eterno dos lares sagrados que teria sido, esposa de Hefesto, por sinal mãe do deus do fogo.

     

    Ver: DEUSES DO FOGO (***)

     

    Pois bem, por conveniências e várias vicissitudes também os mitos andaram seguramente baralhados, e nada obsta a que, como em muitos outros mitos primordiais Hestia e Hefesto fossem a virgem e o deus menino que acabaram também por ser o casal primordial. Como ἀγάπη θεῶν, amor dos deuses (ou, por ser um genitivo feminino plural, das deusas) foi um epíteto de Ísis, suspeita-se que pelo menos esta deusa ainda revelava uma relação entre a virgem mãe e o “deus menino” uma relação com um possível epíteto arcaico de Vesta. Supostamente a esposa de Hefesto era Afrodite mas nunca lhe terá sido muito fiel pelo que alguns dizem que terá tido por esposa Aglaia, “a resplandecente”, “a que brilha”, “a esplendorosa e esplêndida”, seguramente por ser deusa do fogo e que a mais jovem e bela das três Graças que simbolizava a inteligência, o poder criativo e a intuição.

    B. Χάρις, ιτος, , as a mythological pr. n., Charis, wife of Hephaestus, Il.

    2. mostly in pl. Χάριτες, αἱ, the Charites or Graces, Lat. Gratiae, who confer all grace, even the favour of Victory in the games, Pind.:—in Hom. their number is undefined; Hes. first reduced them to three, Aglaia, Euphrosyne, Thalia.

    Aglaia < Hagaraia < Kaka-uria ó *Kaka-Wet = Caca Vesta.

    Enquanto deusa do fogo sexual era uma deusa da fertilidade como Isis e por isso acabou relacionada como as Graças do culto de Vénus / Afrodite.

    E é assim que sem ter que estudar o catecismo católico passamos do amor das deusas deste, que os petulantes cristãos repudiaram por pura misogenia patriarcal machista, para a Caridade.

    A «caridade» paleocristã foi sempre algo mais prático do que o puro amor e platónico cristão.

    No entanto é bem possível que debaixo da poeira retórica dos evangelhos (e sobretudo da tradição) que mascara a vera efígie do cristianismo se esconda uma semântica de significado e eficácia social muito mais profunda.

    Kiddush (em hebraico: קידוש, literalmente, "santificação") é a bênção recitada sobre o vinho ou suco de uva para santificar o Shabat ou uma festa judaica. A Torá se refere a dois requerimentos referentes ao Shabat - "mantê-lo" e "lembrá-lo" (shamor e zachor). A Lei judaica portanto requere que o Shabat seja observado em dois aspectos. Uma pessoa deve "mantê-lo" se abstendo das trinta e nove atividades proibidas, e a pessoa deve "lembrá-lo" fazendo arranjos especiais para o dia, e, especificamente, através da cerimônia de kidush.

    O termo Kiddush também é usado para se referir a refeição cerimonial servida em uma sinagoga após a recitação do kiddush na conclusão dos serviços.

    Nela são servidas bebidas e em muitas vezes bolos, biscoitos, e peixe.

    A eucaristia seria tão-somente a primeira comunhão do cristianismo no sentido de refeição comunitária.

    Ahora, en apoyo de nuestras conclusiones, citaremos dos autoridades de la exégesis liberal: «Las pretendidas palabras de la institución eucarística sólo tienen sentido en la teología de Pablo, que Jesús no había enseñado, y en la economía del “misterio” cristiano, que Jesús no había instituido». (Cf. Abad Alfred Loisy, L'initiation chrétienne, p. 208).

    «Pero entonces, ¿de dónde procede ese rito? ¿De dónde proceden esas palabras? No de Israel. Los judíos no ignoraban la comunión de la mesa, y muchos esperaban con firme esperanza el “festín mesiánico”; se habla de ello en los Sinópticos. Sus sectas, por ejemplo los essénios y los terapeutas, practicaban ágapes sagrados que se parecían mucho a los ágapes de sacrificio. Pero por doquier se trataba tan sólo de un signo de fraternidad; en ninguna parte se percibe rastro alguno de teofagia.» (Cf. Charles Guignebert, Le Christ, III.)

    Escuchemos a Pablo: «Y cuando os reunís, no es para comer la cena del Señor, porque cada uno se adelanta a tomar su propia cena, y mientras uno pasa hambre, otro está ebrio». (Pablo, I Epístola a los Corintios, 11, 20-21.) Y Judas, en su única carta, nos dirá lo mismo: «Estos son los que mancillan vuestros ágapes, cuando con vosotros banquetean sin recato, hombres que se apacientan a sí mismos». (Epístola de san Judas, 12.)

    Verdade oculta ou exagero ocasional inevitável a verdade é que a Igreja veio a proibir o ósculo da paz e o uso de leitos nos banquetes das igrejas o que acabou com os ágapes no concílio de Cartago do ano de 397.

    ÁGAPE (del gr. άγάπη, afecto, amor):Por otra parte los paganos sacaban todo el partido posible de estas comidas en común para combatir á los cristianos y daban torcidas y malévolas interpretaciones al ósculo de paz con que se despedían los asistentes de ambos sexos, suponiendo que tales reuniones eran, más que otra cosa, orgias y bacanales. Hay quien cree que no eran del todo infundadas tales acusaciones; lo cierto es que se dispuso que el ósculo de paz sólo se diera entre personas del mismo sexo y se suprimieran los lechos en los lugares en que se celebraba el ágape. A pesar de estas disposiciones, los abusos persistieron ó la calumnia fué en aumento, puesto que en 397 el concilio de Cartago los prohibió terminantemente. La voz Ágape era sinónima de limosna en el siglo ix. -- Diccionario Enciclopédico: Hispano-Americano de Literatura, Ciencias, Artes, Etc.

    Entretanto, os ágapes vieram a ser substituídos pela Eucaristia quase seguramente porque o pensamento grego dominante da igreja se foi apercebendo de que a etimologia do termo ágape tinha sido um equívoco dos judeus helenistas de Alexandria e que o “verdadeiro amor de caridade” teria que ser a Eucaristia, até porque os ágapes tinham degenerado num amor demasiado literal

    «Eucaristia» = εὐχαριστία = Eu + Kar + ist-ia < Χάριτες.

     

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    Ora bem, suspeita-se agora que o nome dos cristãos tenha tido pouco a ver com o nome de Cristo enquanto messias porque este seria um conceito difícil de entender pelos falantes de tradição grega para os quais o messianismo pouco ou nada dizia. Os basileus gregos não eram ungidos com óleo e a existir um conceito de unção divina deveria procurar-se em Aristeu, deus do mel…e da aristocracia que os deuses apreciavam muito mais do que a realeza.

    A semântica grega do termo Χριστός não tem dignidade suficiente para se reportar a uma forma de soberania divina que estaria subjacente ao termo ungido de Deus que só os judeus entenderiam seja por derivar dos estranhos tabus alimentares judaicos ou fora por uma estranha relação com a unção corporal com óleo, conceito herdado dos cultos egípcios do deus crocodilo, Sobeco!

    Quando o termo relativo ao cristianismo se propagou, possivelmente por especulação messiânica de teólogos paleocristãos judaizantes o resultado desta especulação poderia ser surpreendentemente independente da ideia de Jesus Cristo.

    E sobre vosso riso quando me chamais Cristão, vós nem sabeis o que dizeis. Primeiro, porque isto que é untado é doce e útil, e longe de ser desprezível. Pois, que navio pode ser útil e próprio para o alto-mar, a menos que seja untado primeiro? Ou que castelo ou casa está bonita e útil enquanto não for ungida? E qual o homem que quando entra nesta vida ou no ginásio, não é untado com óleo? E que trabalho tem ornamento ou beleza a menos que seja untado e polido? Então, o ar e tudo o que está debaixo de céu não está, de certa forma, untado por luz e espírito; não estamos nós todos dispostos a ser untados com o óleo de Deus? Portanto nós somos chamados cristãos nesta conta, porque nós somos untados com o óleo de Deus. — Theophilus.[2]

    Obviamente que esta especulação teológica de Teófilo soa a palavreado vazio e delirante completamente afastado de qualquer realidade etimológica! Teófilo demonstra que nada sabia da relação entre o nome dos Cristãos e o de Jesus Cristo e deste com o messianismo judaico o que demonstra que o nome do cristianismo foi um equívoco a partir do termo grego crestos para bondoso retomado por cristãos judaizantes e ignorantes porque, segundo palavras do próprio evangelho, só Deus poderia ser Bom!

    Um conceito do judaísmo, o Messias (em hebraico: משיח, transl. Māšîªħ, Mashíach, Mashíyach, "O Consagrado"; a forma asquenazi é Moshiach, e a aramaica é mesiha) refere-se, principalmente, à profecia da vinda de um humano descendente do Rei David, que irá reconstruir a nação de Israel e restaurar o reino de David, trazendo desta forma a paz ao mundo.

    "Mashiah" < MeSHeH ó Sobecko.

    The English word Christ comes from the Greek Kristos, which is the equivalent of the Hebrew and Aramaic Mashih. The English word Messiah originated also from the Hebrew and Aramic Mashih, which in its form as a verb MeSHeH, means to anoint. This word is of Egyptian origin, where ‘MeSSeH’ ('the holy crocodile') signified the ritual of anointing ancient Egyptian Kings with the fat of crocodiles, as was the tradition with all kings in ancient Egypt since ca. 2700 B.C.

    The term "Christos" is Greek, and is defined as meaning "anointed". Although it is treated as a translation for the Hebrew word "Mashiach", its use in the Greek language is derived from a completely different application. So different, that it would be like associating the English word "bird" with the Hebrew term for woman, ishah. ("Bird" is often used in England to refer to a woman). The term Christos was more of a medical term, because healers in the Greek culture used all manner of tinctures for various ailments; some taken internally, and others used topically. The first two letters in "Christos" are CHI + RHO, and appear as X (CHI) and P (RHO). If you put these together, they form the "R-X" symbol used by the apothecary trade, who mix and weigh dosages of medication for the sick.

    The Greeks' tongue blended sounds in strange ways, producing combinations like "DZ" and others.

    As early as 200 BCE, there were Pagan worshippers of Serapis that called themselves "Christians".

    In the Vatican, one can view an original Pagan relief depicting MITHRAS with the words CHRESTOS MITHRAS, meaning "good Mithras". Mithraism was the main Pagan religion of ancient Rome, and became blended with the Mashiach of Yisrael through the compromises of the Nicaean Council, headed by Constantine and his son Crispus (325-326 CE).

    The Greco-Roman mindset of translators gave preference to the Greek, and played-down the Hebrew terminology, in order to make everything more acceptable to the Pagan culture of the unwashed, uneducated masses.

    The Hebrew term Mashiach was carried over into the Greek letters as "MESSIAH" because the Greek alphabet is unable to transliterate the exact sounds of some letters, such as the sound of "SH" - this became the "SS", because Greek cannot make this sound. The Hebrew meaning of Mashiach is anointed one, and applies to the person that is reigning as KING of Israel.

    A chosen man was "anointed" as the king with oil, as we see the prophet anointed David on his head with oil. It may have been olive oil, but it represents the "Spirit" of Yahuah being placed upon the ruler.

    All kings of Israel were "Mashiachim", or anointed ones. "Mashiachim" may have been the original word used by Luke at Acts 11:26, however translators preferred the Greek flavor, and used the word "Christian" 3 times in the "Renewed Covenant" writings.

    Look at the big picture, and keep an open mind for several options. Knowing there is some relationship with the word cretin, what if the people of Antioch, at first, called the disciples CRETINS (retards, idiots)?

    Don't fall for the excuse, "we speak English, not Hebrew". The word "crestos" (or kristos, chreistos) isn't English, it's Greek. If we follow the redemption plan of our Creator, keeping the Torah of Yahuah, we are counted among the citizenship of Israel; not a "Gentile", foreign nation. In fact, we are no longer Gentiles at all (Eph. 2:11-13), although we were at one time strangers to the covenants.  After our immersion, there is no distinction, and no dividing wall between us and a native-born Israelite. The main idea that people seem to be steered away from when words like "Christian" are examined closely is that the original word (the Hebrew word, MASHIACH) is not being brought to the table, but is typically kept from the discussion. The word "Christianity" is not found in the Scriptures at all, so there is no such thing in reality. Misdirection is used to convince the listener of supposed facts which are not true, and by simply saying the lie often enough, it will become familiar, and therefore comfortable. In this particular case, the premise is that the original word was this Greek word "Christos", since it is emphasized (by those with an agenda to preserve the error of tradition) that the disciples of Yahusha all spoke and wrote in Greek. We are expected to pay no mind that Greek is a foreign language to the people of Israel. It's a promotion of the Jesuits to believe that the Messiah and His students spoke to one another, and wrote everything down, in Greek. The truth is, Greek was a transitional language, or translation, of the original texts originally written in Hebrew (or the dialect of it, Syraic Aramaic). Remember, all the first "protestants" were Catholics, and they had already been indoctrinated with the Jesuit teachings. What is practically unknown is the fact that there were "Christians" on Earth before Yahusha haMashiach was born - and they were Pagans.

    The Greek word "Christos" (kristos) has come to mean anointed, and this corresponds to the Hebrew word Mashiach. What is not commonly known is that Osiris and Mithras were both called "Chreistos", which meant "GOOD". The word was adopted from gnostic Paganism: The inscription "CHRESTOS" can be seen on a Mithras relief in the Vatican.  During the time of Marcion, around 150 CE, Justin Martyr said that "Christians" were "Chrestoi", or "good men". Clement of Alexandria said "all who believe in Christ are called "Chrestoi, that is 'good men'". Rome was the center of Chrestos Mithras worship, so the adaptation or revisionism to the new faith for this title should hardly be a huge mystery; but this information has been intentionally buried. The word "Christian" is only used 3 times in the received Greek texts; and if it were in fact what the disciples called themselves as a "sect", it would have seemed very foreign to not only them, but to everyone involved. Of course, every Israelite (and modern orthodox "Jew") believes in a "Mashiach" that is coming at some point. Many of them - in fact most  - don't currently believe in the Mashiach portrayed by the "Christian" faith in any of its diverse denominations. However, if we had to adopt a Greek word for these practitioners of "Judaism" that related to them as believers in a coming Mashiach, then they too could be labeled "Christians". But, the word "Christian" is a very non-specific label when you consider that it doesn't specify who the Mashiach is. The true sect that followed Yahusha's teachings did use a term for themselves, and it was NATSARIM (Acts 24:5). Even the "Church father" Epiphanius wrote of the Natsarim, whom he called "heretics", because they observed the Commandments of Yahuah and were indistinguishable from "Jews", except that they believed in the Mashiach.

    In relation to the Torah, a Christian might well be considered to be retarded; but the actual word that means "retard" or "idiot" is derived from CHRISTIAN: cretin! PLEASE READ THIS AGAIN:

    The American Heritage Illustrated Encyclopedic Dictionary tells us the etymology for the word CRETIN: cre-tin (kre-tin, kret'n) n. 1. One afflicted with Cretinism. 2. A fool; an idiot. [French, cretin, from Swiss French, crestin, CHRISTIAN, hence human being (an idiot being nonetheless human).]

    Cretinism is dwarfism and or retardation. Cretin is simply the word that is derived from the word CHRISTIAN, crestin. –

    http://www.fossilizedcustoms.com/christian.html

    A lot of people don't know that is an Egiptian word Karast which means ''Anointed'' and a Egiptian word Messeh which means ''oil from a hippoptamus''. I know that sounds crazy however, in Egipt the aninted ceremony was done from the oil of a hippopotamus and not the olive brach. When a god or priest as they called him was anointed with this oil, he became a Messeh. If he was born of a godly line like Jesus the sun of the '' Karast Messeh''.

    In the Egyptian language the word “Christ” denoted one who was "anointed." In ancient times there was a process or ritual known as Horasis. During this rite the male's entire body was regarded as a phallus and anointed accordingly.

    Xρηστός verb. adj. of χράομαι like χρήσιμος = I. useful, good of its kind, serviceable, τινι Hdt., Eur.; of victims and omens, boding good, auspicious, Hdt.; τελευτὴ χρηστή a happy end or issue, id=Hdt.:— τὰ χρηστά, as Subst., good services, benefits, kindnesses, id=Hdt.; χρηστὰ συμβουλεύειν Ar. (…)

    II. of men, good, a good man and true; generally, good, honest, worthy, trusty, Hdt., Soph., etc.;—also like χρήσιμος, of good citizens, useful, deserving, Ar., Thuc., etc. (…)

    4. good, mild, kind, kindly, NTest.:— in bad sense, simple, silly, like εὐήθης, Ar., Plat.; χρηστέ Dem.

    Repondo a verdade em todos os seus sentidos os «cretinos» já existiam muto antes de todos os cristãos, pré e pés judaicos, por ser usado com esta conotação antitética já por Aristóteles e Apolodoro pelo que o francês suíço deve ter sido, a este respeito, pouco inovador.

    Krestos ó Xρηστός = Bom e doce como o mel < Karystos > Aristeu.

    Aristeu, filho de Apolo com Cirene, filha de Hipseu foi, segundo a Mitologia Grega um pastor, tendo ainda os epítetos de "O melhor" ou "Apicultor". Era adorado na Grécia Antiga como o protector dos caçadores, pastores e dos rebanhos; era, também, considerado o pioneiro da apicultura e da plantação de oliveiras. Possuía, ainda, os dons da cura e da profecia, e por estas características era tido como um deus benévolo. A imagem que chegou ao presente deste deus menor é de um jovem “bom pastor” com um cordeiro ou seja, Hermes Crióforo que os primeiros cristão identificaram com o conceito do bom pastor evangélico ou nem tanto!

    "Some authorities give the parentage of four gods called Aristaios, as Bacchylides does: one the son of Karystos [son of Khiron], another the son of Khiron, another the son of Ge (Earth) and Ouranos (Sky), and one the son of Kyrene." Suidas s.v. Aristaios (trans. Suda On Line) (Byzantine Greek Lexicon C10th A.D.): “Aristaios”: One of the Gigantes, who survived... Aristaios, the story goes, was the only Gigante to survive, on the Sikelion (Sicilian) mountain called Aitne (Etna); the fire of heaven did not reach him, and nor did Aitne harm him."

    Na descrição de Baclides parece haver dois Aristaios -- o primeiro e terceiro será o Gigante da Eubeia [i. e. o Astraios de Hesiod], o segundo e o quarto, o deus rústico da Tessália [i .e. o deus normalmente descrito como um filho de Apolo].

    Karystos pode ser identificado com o semi-deus da Euboia Sokos pai dos Koribantes Eubeus (em cujo número se incluiu Melisseus parecido com Aristaios). Também pode ter sido associado com o Titã Krios (literalmente o "Carneiro"), pai do titão parecido com Aristaios. Formas das palavras sokos-karystos-krios eram todo usadas como epítetos de Hermes -- "o forte", " o arauto", "portador do carneiro". Karystos, literalmente "o arauto", poderia ser Hermes da Eubeia.[3]

    Na mitologia grega Aristeu era filho do “bom pastor” da mitologia grega, ou seja Hermes Crióforo, a variante bucólica de Ares que, por ter sido irmão gémeo primordial de Apolo, acabou filho dele.

    Obviamente que a raiz semântica destes nome é o deus Kar, de que derivou Eros e Ares, deuses do amor e da guerra e não assim tão antitéticos quanto isso porque a guerra e paz do amor ódio persegue a humanidade desde sempre. Na reforma do panteão de Tudália IV o sumeriograma Kar catalogava o grupo dos deuses protectores e seria possivelmente a variante egeia do deus dos abismos do Kur que foi Enki-Kur e que acabou no grego clássico como nome da cabeça kabeça rapada e careca enquanto Kar ou apenas cabeça se kara…e quando καρανώ, cabra, símbolo de Enki, em Creta, e em kar-kadon, cuidados pagos pelas almas à responsabilidade de Caronte.

    Kάρα poet. para κεφαλή = 1. a cabeça, Il., etc. 2. a cabeça ou topo de qualquer coisa, tal como de uma montanha, Hes.; a extremidade ou borda de um copo, Soph..

    καρκάδων = A. the fee paid to Charon by the dead, Phot., Suid.:— expld. by some Gramm. as name of a plant.

    Kurios (also at times spelled kyrios, Greek κύριος) is a Greek word that may apply to God, lord, master, or guardian. In ancient Greece, a woman could not enter into a contract herself and arrangements were made by her guardian or Kurios. For an unmarried woman the Kurios would be her father, and if dead, brothers an uncle or relative would be the Kurios.

    Iskur, o deus “manda chuva dos sumérios, ainda que filho do deus Lua pode ser assimilado com Asalluhe, seguramente filho de Enki. No mar Egeu Iskur derivou no deus Karystos, que pode muito bem ter sido uma variante de Hefesto e por isso filho e esposo de Karis…que seriam tanto Hestia / Vesta como Cardeia ou *Ker-et.

    De qualquer modo a semântica da bondade do Crestos grego deriva ou ficou reforçada quase seguramente pela relação com a doçura do mel de Aristeu. Por outro lado sabemos que se existia na cultura grega alguma relação semântica entre a “unção” mística enquanto transmissão de um dom ou poder divino na forma de um ritual de unção corporal era o da unção dos lábios com mel pela qual Apolo concedia a eloquência e a sabedoria…que por sinal era um privilégio de Enki. Assim sendo, a probabilidade de confusão da mitologia dos deuses do mel com a unção em sentido bíblico seria impossível a não ser por um dos típicos abusos de confiança cultural dos cristãos que durante séculos se supuseram detentores da verdade absoluta incluindo neste campo o poder supremo da heurística e da exegese dos textos gregos e judaicos como meio para o controlo total da hermenêutica bíblica.

    Assim tudo aponta para que o nome do cristianismo tenha decorrido não do nome de Jesus Cristo mas de uma filosofia de vida iniciada pelos cristãos relacionada com a caridade cristã, explicitada primeiros nos ágapes e depois na Eucaristia. Literalmente esta filosofia seria aquilo que ainda parece ser: a da bondade cristã, única que de facto terá sido a chave do sucesso do cristianismo enquanto suporte social das populações mais pobres e iletradas da Europa ao longo dos dois mil anos que nos precederam.

    Ora, parece que a arqueologia moderna confirma precisamente este facto de o nome cristão sempre terá sido crestiano até pouco depois de Constantino mais precisamente até Leão I, o papa do cesaropapismo.

    The labels used by both early Christians and modernity to describe these cults and their followers – Pythagorean, Neopythagorean, even Mithras (as opposed to Mithraic Mysteries) as examples – would have been largely and sometimes completely unrecognised in their original settings. As for Christian, we can find no reliable evidence for that, or for Jesus Christ in the first century. We have, on the other hand, a growing file of reliable evidence for Chrest and Chrestians, and this mainly related to magic – and not just any magic, but that associated with Alexandria (Greek magic).[4]

    De resto, a confusão entre a unção corporal com óleos balsâmicos que os gregos conheciam e o nome de Cristo tem pouca dignidade mística para ter servido como melhor tradução do conceito messiânico. Realmente, cristos significaria algo parecido com “esfregar suavemente, ou besuntar os lábios com mel” o que então teria um sentido específico de fazer algo de muito doce e bom em honra e louvor do deus Karystos.

     

    Progressivamente Karystos ter-se-á banalizado no termo cristos quando por extensão passou a significar “esfregar suavemente o corpo para fazer bem (crestos) à pele” com gordura balsâmica para alívio da dor conceito que por ser de natureza íntima deslizou para o acto de esfregar a roupa interior acabando por se referir por extensão popular às lavadeiras de roupa branca!

    A bowl, dating to between the late 2nd century B.C. and the early 1st century A.D., is engraved with what may be the world's first known reference to Christ. The engraving reads, "DIA CHRSTOU O GOISTAIS," which has been interpreted to mean either, "by Christ the magician" or, "the magician by Christ."

    (…) This bowl is engraved with DIA CHRHSTOU OGOISTAIS and in the opinion of Goddio's team, made after baking as the incisions have taken away the slip.

    In the initial rush of speculation, many made without seeing the other side of the bowl, or the lettering close up, all sorts of possibilities were raised, from the artefact being a fake, to the inscription referring to Jesus Christ.

    A recent post here - Archaeology of first-century wizards – discussed magic and magicians of this period in Judea and Egypt, in relation to the Magi of Persia and Zoroastrianism. This is the context for the inscription.

    For the inscription, we must be clear, no form of the name 'Jesus' exists on the bowl.[5]

    Figura 12: Christoph Gerigk / Franck Goddio / Hilti Foundation.

    Notar como mesmo no meio da arqueologia é forte a tentação para interpretar a realidade na perspectiva tradicional ao ponto de se cair na iliteracia por “cegueira histérica” pontual que impede ver o que está na ponta do nariz: em vez de CHRSTOU o que está escrito é XPHCTOY.

    Na verdade, a tradução mais correcta seria: “pelo bom feiticeiro” porque, nem Jesus Cristo é correntemente aceite como um feiticeiro a não ser pelos judeus como não deve ter sido o único a dedicar-se à magia branca naqueles tempos!

    Chrest to Christ An army of divine men and the secret army of Mithras

    Figura 10: Codex Sinaiticus is an Alexandrian text-type manuscript written in the 4th century in uncial letters on parchment. The codex has been altered many thousands of times, making it one of the most corrected manuscripts in existence. These alteration include changing ‘Chrest’ to ‘Christ’.

    Marble inscription, originally from Rome. (CIL VI 24944).

    called Chrestians first in Antioch A new perspective on Classical Antiquity

    Chrest in Vaticanus and Sinaiticus Pliny correspondence with Trajan: Christians or Chrestians?

    There is no 'Christ' in Vaticanus and Sinaiticus, the two oldest codices of the New Testament.

     

    Figura 11: CATACOMBA de DOMITILLA: Cristo Órfico.

    Χρίστης = lavadeira de roupa branca < Χρίω = esfregar suavemente a superfície de um corpo > Χριστός = ser esfregado, usado como unguento.

    χρῖμα, ατος, τό, A. = χρῖσμα, ungüento, óleo.,

    χάρισμα < a grace, favour: a free gift, gift of God's grace

    The Greek word for the oil used to anoint someone is “khrisma”, and the person so anointed is “Khristos” in Greek, “Christus” in Latin, and “Christ” in English.

    Χρησμολογιa (chresmologia): the delivery of an oracle, prophecy, divination, foretelling; interpretation or application of an oracle, as well as that practitioner of this form of divination - the Χρησμολoγος (chresmologos).

    All this is evidence that the terms Christ and Christians, spelt originally Chrest and Chrestians [chrestianoi] were directly borrowed from the Temple terminology of the Pagans, and meant the same thing. The God of the Jews was now substituted for the Oracle and the other gods; the generic designation “Chrestos” became a noun applied to one special personage; and new terms such as Chrestianoi and Chrestodoulos “a follower or servant of Chrestos” — were coined out of the old material. This is shown by Philo Judaeus, a monotheist, assuredly, using already the same term for monotheistic purposes. For he speaks of theochrestos “God-declared,” or one who is declared by god, and of logia theochresta “sayings delivered by God” — which proves that he wrote at a time (between the first century B. C., and the first A. D.) when neither Christians nor Chrestians were yet known under these names, but still called themselves the Nazarenes. The notable difference between the two words [chrao] — “consulting or obtaining response from a god or oracle” (chreo being the Ionic earlier form of it), and chrio “to rub, to anoint” (from which the name Christos), has not prevented the ecclesiastical adoption and coinage from Philo’s expression [Theochrestos] of that other term [Theochristos] “anointed by God.” Thus the quiet substitution of the letter, [i] for [e] for dogmatic purposes, was achieved in the easiest way, as we now see. - The Esoteric Character of the Gospels, Studies in Occultism by H. P. Blavatsky, Theosophical University Press Online Edition.

    As well as the danger of relying on texts which do not exist, there is the massive problem of known texts which have been ‘lost’ (such as the declarations of loyalty to Diocletian from every town and city in the empire) and the enormous quantity of texts which Christian scholars and the Christian Church admit to being forgeries. Between the destruction of important texts and inscriptions, and the admitted dishonesty for Christian texts, a scholar is faced with the unedifying task of investigating a religion which, down to its roots, is riddled with lies and fakery.

    Judaic religious texts are renowned for their integrity and as Christianity likes to claim a Judaic heritage, Christians may imagine that their own texts have the same integrity, but this is demonstrably untrue. One of the two oldest codices of the New Testament is Sinaiticus, which contains some 20,000 alterations, to become one of the most altered texts in existence. We found also how Chrest was altered to read Christ (right). 

    The archaeology we have for Chrest and Jesus Chrest is for a figure of Greek magic, a Jesus Aberamentho with the head of a cockerel. The Jesus Chrest in the earliest gospels is a fully-formed man, more in the traditon of Apollonius of Tyana than a deity to be commanded to perform an exorcism. He is not first or second century, but from the third at the earliest and probably the fourth. That brings us back to the one gospel which is dated reliably: 280 +/- 60 years.

    From whence does the canonical Jesus Chrest derive? That is an easy answer, now we have the period, for there is but one source: from the East, the Jesus Chrestos of Mani (ca 216-276 CE).

    Chrestos in opening of Mani epistle Kellis Mani and Authorship of the Canonical Gospels

    A canonical epistle by Mani, from a Coptic papyrus codex at Kellis, Egypt.

    Figura 13: Jesus Abermentho mosaic at Brading Villa. 4th century.

    I hope and expect that we will be able, by looking within the Parthian Empire, to come to understand the Parthian Jesus Chrest. The magical bowl inscribed with Chrest Magus was made in Syria during the last years of the past era, and both Thrace and Parthia have various historical characters taking the title ‘Servant of Jesus’ in both the past era and the first century of the modern. We will look further, at a future time, at how the Church of Mani became the Christian Church, but in short, it had to have been merged with the Religio Romana, adopting many of its offices and adapting its rituals.

    I will argue that a likely medium to bring this Jesus Chrest to Rome was one of Mani’s converts, Zenobia, who saw the story by Josephus (taken from royal archives) for an angel visiting Monobaz while his sister / wife Helen was pregnant with Izates (Angel), as part of her own heritage.

    The lack of archaeology for Christ and Christianity, in contrast with the reliable archaeology for the Jesus Chrest of Mani, then his conversion of Zenobia, forces us to look to Aurelian and his principle of “one god, one empire”, which was later adopted to a full extent by Constantine I.

    This is a short period, with only a small number of principal characters, including Constantius I and Helen, the forger of Christian archaeology on a grand scale.

    We will have to cast a critical eye at ‘Eusebius’ – of Nicomedia and of Caesarea – and the claims by the latter for Origen (“child of Horus”), who, whatever he was, was not a Christian. (…) Christian tradition exists precisely because it is not history; to pretend otherwise is both foolish and dishonest. -- Devil

    As confusões linguísticas cristãs geradoras de novos conceitos místicos a contento dos teólogos continuaram como no caso dos trocadilhos entre carisma e crisma quando em boa verdade o nome carismático de Jesus messiânico deveria então ter sido Crismado e não Cristo.

    O uso litúrgico repetitivo e massivo do salmo penitencial 51 (50 na versão LXX), usado como começo de uma antiga oração cristã repetida nas liturgias de denominações católicas, luteranas, ortodoxas e anglicanas contribui para reforçar e cimentar a ideia de que Xristos nada deveria etimologicamente a Kurios por ser o nome messiânico de Jesus.

    Figura 14: Sarcófago do triplo “bom pastor” das Catacumbas de St. Pretestato. O contexto retórico deste baixo-relevo é dionisíaco e o resultado final uma celebração triunfal e paradisíaca das vindimas.

    Κύριε ἐλέησον, Χριστὲ ἐλέησον, Κύριε ἐλέησον.

    Kyrie eleison; Christe eleison; Kyrie eleison.

    «Eucaristia» = εὐ + | χαριστία < χαριστικός < Χάριτες

                                                                             ó Karystos > Crestos

    > Cristo

    Seja como tenha sido a verdade é que envolta no conceito da caridade a semântica do cristianismo existia em grego muito para além do messianismo judaico que seguramente muito pouca gente gentia entenderia.

    Por isso é pouco provável que existissem cristãos messiânicos em Antioquia no tempo das primeiras pregações de S. Paulo e se a fama do cristianismo romano era tão grande que espantou o próprio Paulo da epístola aos romanos é porque o cristianismo que por lá andava tinha pouco ou nada a ver com os judeus e era possivelmente um nome dado a alguma seita de adoradores de “deuses bons”, de amor e salvação como Mitras, os cultos órficos e pitagóricos, de Dionísio Sabázio ou outros relativos a deuses menores mas importantes enquanto deuses benévolos como Aristeus e Hermes Psicopompo ou Hermes Crióforo, o “bom pastor”.

    The most ancient dated Christian inscription (Oct. 1, 318 A.D.) runs "The Lord and Saviour Jesus the Good" - Chrestos, not Christos. This was the legend over the door of a Marcionite Church, and the Marcionites were Anti-Jewish Gnostics, and did not confound their Chrestos with the Jewish Christos (Messiah) - Meade (Did Jesus Live 100 BC?).

    "Claudio expulsó de Roma a los judíos convertidos en una causa permanente de desórdenes a impulsos de un tal Crestos! – Suetonio, Acontecimiento que es recordado en los Hechos de los Apóstoles. En el año 52 Pablo encuentra en Corinto a Aquila y Oriscila, recién llegados de Italia: "Por haber decretado Claudio que salieran de Roma todos los judíos" (Hch. 18,2)

    Sintetizando algumas das idéias expostas na obra célebre de Walter Otto, Dionysos, Mircea Eliade mostrou que o filho de Sêmele é realmente o deus da metamórphosis interna e externamente: bem mais que todos os imortais do Olimpo, "Dionisio assombra pela multiplicidade e pela novidade de suas transformações. Ele está sempre em movimento; penetra em todos os lugares, em todas as terras, em todos os povos, em todos os meios religiosos, pronto para associar-se a divindades diversas, até antagônicas (...) Dionísio é certamente o único deus grego que, revelando-se sob diferentes aspectos, deslumbra e atrai tanto os camponeses quanto as elites intelectuais, políticos e contemplativos, ascetas e os que se entregam a orgias.

    Assim sendo o culto de Dionísio acabaria, mesmo contra a vontade dos clérigos cristãos mais puritanos e judaizantes, por penetrar no cristianismo emergente sendo este o principal responsável pela peculiaridade do misticismo cristão em relação com os misóginos, formalistas e circunspectos monoteísmo orientais. Muitos outros cultos e seitas disputavam seguidores dentro do quadro geral de grandes expectativas religiosas do helenismo.

    Figura 15: A verdade é que as mais antigas representações paleocristãs das Catacumbas raramente representam a Jesus dos evangelhos mas um Crestos, o Bom, deus anónimo e mítico que ora é um Dionísio barbudo, ora um bom pastor que tanto se confunde com Orfeu como com Hermes Crióforo.´

    Figura 9: Cristo como Orfeu. Catacumbas de Pedro e Marcelo.

    Entre os movimentos de maior êxito estavam os cultos orientais de mistério, de enorme popularidade, favorecidos pela vinda de escravos do Oriente, adoptados até mesmo por soldados romanos de ocupação. Entre esses, destacam-se o de Ísis e Serápis, do Egito; Cibele e Átis, da Síria, e Mitras, da Pérsia. Essas religiões, ao lado de outras expressões do próprio judaísmo, favoreceram um notável sincretismo que incluiu sínteses de crenças radicalmente opostas. Exemplo disso é a fusão de cultos naturalistas com o deus adorado por Israel (Dioniso Sabázio, da Frígia, e o Kyrios Sabaoth).

    Otro historiador grecorromano, Dion Casio, en su Historia Romana (LX, 6, 6), sitúa en el año 41 otra medida antijudaica de Claudio, que se diferencia de la que relata Suetonio y la Biblia: no se trató de una expulsión de judíos de Roma, sino de una prohibición de sus reuniones, pues hubiera sido difícil expulsarlos de la ciudad sin causar un tumulto. Se calcula que los judíos de Roma, antes del año 70, bordearían los 20,000. Sea como fuese, parece que la expulsión no se debió a una causa grave, por lo que fue sin duda revocada muy pronto, y pudieron regresar a Roma. Cuando Pablo visitó Roma hacia el año 61, existía allí una comunidad judía floreciente.

    O importante é que concluir que a eucaristia foi elevada a sacramento com a evolução da mitologia cristã por ter passado a significar a verdadeira caridade cristã em oposição aos ágapes de tradição dionisíaca que se tinha desacreditado aos olhos do beatos pelo lado festivo e debochada que uma igreja progressivamente acética, assexuada e misógina tinha lentamente tornado moralmente inaceitável. Por outro lado, o termo eucaristia denuncia o reencontro da cultura grega do cristianismo emergente com a verdadeira caridade cristã que já não era de tipo judaico nem pretendia ir até ao comunismo zelota e que começava a ser cada vez mais tão somente e apenas a compaixão esmolar que o equívoco ágape de uma má tradução da Setptuaginta já não traduzia.

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    Assim sendo, Jesus Cristo seria literalmente apenas o Bom Jesus.

    Comemorada no dia 6 de Agosto, a festa do Senhor Bom Jesus remonta os tempos antigos da igreja do oriente. É o dia em que a igreja católica celebra a Transfiguração do Senhor no Monte Tabor, para comemorar a manifestação da Glória Divina, narrada no evangelho de São Mateus (cap. 17). Acredita se que esta festa se originou entre os séculos IV ou V nas igrejas orientais e foi adoptada lentamente pela igreja latina, não sendo mencionada antes de 850 d.C. (Martirológio de Wandelbert, Gavanti. “Thesauros Litug”, II, August). Foi adaptada na liturgia por volta do século X e celebrada principalmente no dia 6 de Agosto. É celebrada em 27 de Julho na Gália e Inglaterra. O papa Calixto III, em 1456, estendeu a festa à igreja do mundo inteiro.

    No Oriente bizantino a festa do 6 de Agosto, Santa Transfiguração de Nosso Senhor Deus e Salvador Jesus Cristo, reveste-se de uma solenidade toda especial. Essa festa é lembrada desde o século IV pelos santos Efrém, o Sírio e João Crisóstomo e, entre os hinos litúrgicos, até hoje ainda em uso entre os bizantinos ortodoxos e/ou católicos, muitos são de autoria de São Cosme de Maiúma e de São João Damasceno. Já no dia anterior à festa se evidencia a importância do evento em que aparecem a beleza primordial da criação e o inteiro plano salvífico:

    Kontákion da vigília (4º tom).

    "Hoje, em tua divina transfiguração, a inteira natureza humana brilha de divino resplendor e exclama com júbilo: O Senhor transfigura-se salvando todos os homens.

    (…) A teologia oriental insiste sobre a graça incriada, participação na luz que envolveu o Cristo no Tabor,

    Debaixo da retórica ortodoxa parece esconderem-se antigas ressonâncias ebionitas que fazem remontar a deificação de Jesus Cristo como folho adoptivo no acto do baptismo confirmado na transfiguração. Do mesmo modo se encontram reminiscências gnósticas na transfiguração enquanto "graça deificante, emanação do Espírito Santo que vem a iluminar a Esposa para torná-la nupcialmente conforme ao Esposo" (…).

    Seja como for existe algo nos textos actuais que escondem mal a verdade. Se a tradição portuguesa galaico duriense consagra a forma do culto do São Salvador do mundo e do Bom Jesus da Paixão é óbvio que isso se deve a uma tradução literal do nome da festa de 6 de Agosto, da “Santa Transfiguração de Nosso Senhor Deus e Salvador Jesus Cristo” porque inicialmente seria de facto a festa nazorena da Transfiguração de Nosso Senhor, O Santo Salvador do mundo, ou seja, o Bom Jesus, ou seja…Jesus Cristo.

     

    Ver: BOM JESUS DO MONTE (***)



    [1] AGAPE, ag'a-pe (Gr. agapt, love), in ecclesiastical history, the love-feast or feast of charity, in use among the primitive Christians, when a liberal contribution was made by the rich to feed the poor. -- Encyclopedia Americana, Volume 1

    [2] And about your laughing at me and calling me Christian, you know not what you are saying. First, because that which is anointed is sweet and serviceable, and far from contemptible. For what ship can be serviceable and seaworthy, unless it be first anointed? Or what castle or house is beautiful and serviceable when it has not been anointed? And what man, when he enters into this life or into the gymnasium, is not anointed with oil? And what work has either ornament or beauty unless it be anointed and burnished? Then the air and all that is under heaven is in a certain sort anointed by light and spirit; and are you unwilling to be anointed with the oil of God? Wherefore we are called Christians on this account, because we are anointed with the oil of God. — Theophilus

    [3] In Bacchylides' description, there appear to be two Aristaioses--the first and third are the Euboian Titan-god [i.e. Hesiod's Astraios], the second and fourth are the Thessalian rustic-god [i.e. the god usually described as a son of Apollon]. 

    Karystos may have been identified with the Euboian demi-god Sokos father of the Euboian Korybantes (whose number included the Aristaios-like Kourete Melisseus). He may also have been associated with the Titan Krios (literally the "Ram"), father of the Aristaios-like Titan Astraios. Forms of the words sokos-karystos-krios were all used as epithets of Hermes--"the strong one," "the herald," "the ram-"bearer. Karystos, literally "the herald", might be the Euboian Hermes.

    [4] An army of divine men and the secret army of Mithras,

    [5] Earliest reference describes Christ as 'magician' Bowl dated between late 2nd century B.C. and the early 1st century A.D

    Devil http://historyhuntersinternational.org/author/Admin/

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  • CÁFORA, A QUE TRANSPORTA O KA DA VIDA, A DEUSA MÃE DOS DEUSES OFÍDIOS, por arturjotaef

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    IN PRINCIPIUM ERAT DOMINA.. 1

    SERPENTES MÍTICAS DA HINDIA.. 10

    CAFRES, AFRICA, ÁFER E AFES. 16

    CAFRES. 18

    SEFIROTH.. 20

    SERPENTES MÍTICAS DO EGIPTO.. 21

    POIA.. 23

     

    IN PRINCIPIUM ERAT DOMINA

    O nome histórico de Deus começou a ser universalmente reconhecido e recordado com a escrita e com tal sucesso e desbunda politeísta que o decálogo se viu obrigado a proibir o uso em vão do nome próprio e oculto de Deus.

    20:7 non adsumes nomen Domini Dei tui in vanum nec enim habebit insontem Dominus eum qui adsumpserit nomen Domini Dei sui frustra — Exudus, vulgata.

    Porém, Deus deverá ter começado a ser nomeado com a linguagem e esta, com a sua primeira expressão consequente ou seja, com a arte rupestre.

    Figura 1: "Venus" of Willendorf" ou Vénus Calipígia paleolítica - c. 24,000-22,000 BCE Oolitic limestone 43/8 inches (11.1 cm) high (Naturhistorisches Museum, Vienna).

    Tal como a escrita alfabética foi precedida duma escrita fonética silábica também a escrita ideográfica, de que a grande escrita hieroglífica egípcia foi a mais artística das expressões caligráficas, foi precedida de tentativas meramente figurativas. Ora, a primeira personificação de Deus foi $i, Ki em sumério, a Grande Deusa Mãe, personificação da Terra Natal e paradigma primordial da Natureza. Dai, que as primeiras representações divinas tenham sido estatuetas maternais de mulheres férteis e bem nutridas.

    Figura 2: Deusa Mãe da Sardenha.

    Figura 3: Deusa Mãe de Creta.

    Ao lado da deusa Mãe a presença de Deus Pai não foi conhecida desde início. De facto, o nome de «matriarcado» é dado a este período cultural pré-histórico durante o qual o homem desconheceu a mais elementar das relações de causa e efeito que é a que existe entre a copulação e a gravidez. Na verdade, apenas com o advento da pastorícia o homem se vê obrigado a aprender, de forma natural e empírica, as leis da fecundidade e, muito depois, da hereditariedade que dariam origem à ideologia patriarcal, aos regimes monárquicos, ao culto das genealogias das castas aristocráticas e só muito recentemente já na época antiga aos sistemas de direito sucessório.

    Como corolário dessa ideologia matriarcal, baseada na ignorância da função reprodutora da sexualidade, somos obrigados a inferir que os machos humanos primitivos seriam encarados como aquilo que de facto são nas proto-sociedades de primatas: objectos de fecundação, seleccionados de forma altamente competitiva, entre os mais aguerridos, para gozarem de maneira solitária as delícias duma grande harém familiar de fêmeas e crianças.

    In the antique tradition there are explicit testimonies of a certain amount of consciousness about the transition which took place under the protection of Athena. The transition from the matriarchal mode of thought (that left fatherhood to incalculable powers) to the patriarchal order, which consecrated specific institutions to conception and thereby concretized fatherhood, was expressed in the language of the saga, that primal mythological history of Athens.

    During the period when the Goddess seized possession of her property on Attic soil, when she struggled for it against Poseidon and single-handedly fortified the Acropolis, there reigned the earth-born, half-serpent primal man Cecrops, the first king of Athens:this is the one "of whom it may be said that he first revealed the two elements of the father and mother" (Plutarch). This remarkable assertion was supposed to explain the epithet for Cecrops, diphues, with a different strand of the saga than the fantastic one that he had a two-fold form, which is what the word actually means.

    Figura 4: Kourotróphos, Deusa Mãe dos arcaicos kouroi gregos. [1]

    This less fantastic, but by no means obvious, explanation was further substantiated by the assumption of general promiscuity in primal times, in which the father had to remain anonymous; to counter this Cecrops would have introduced monogamy. In this pseudo-historical construction of a rationalistic era -- it originates with the historian Klearch -- there thus appears, as an element of the explanation, a tradition of the introduction of the patriarchal order. In agreement is another tradition contained in the form of a saga, according to which women, under the reign of Cecrops, lost the right to name children after their mothers, i.e., metronymically and not patronymically. (…) A prehistoric serpent cult and serpent mythology, which most likely had their early forms in Crete and their analogies in Egypt and in still more southern, snake-infested lands, project themselves into the Attic cult of Athena, not amorphously however, but in the form of archaic mythologems. Over against the mother-son mythologem, which is connected to Crete through the image of Rhea, the patriarchal tone of the Athena religion creates something definitely new; it creates nothing new, however, in relation to the father-daughter mythologem.

         

    Despite this, however, a graduated transition does become evident. -- Athena, Virgin and Mother in Greek Religion (1952), Karl Kerenyi.

    Isto permite inferir, como um segundo corolário, que, in principium erat Domina e *Ururu, o seu filho, guerreiro e campeão! O senhor, Deus, “pai do céu”, veio depois e foi sempre o divino filho da mãe!

    Ora, sendo as unidades sociais primitivas do tipo dum «harém de primatas», não se pode imaginar, como já se tem visto escrito, que um macho único tivesse como função primacial a defesa das suas numerosas fêmeas. Por mais campeão que o macho fora não resistira sozinho durante muito tempo aos numerosos predadores a que o homem primitivo se encontrava exposto. É obvio que a função de defesa externa do grupo cabia também ás fêmeas assim como aos jovens machos independentes que orbitavam em torno do macho preponderante e, quando banidos por perderem desafios em com este, nas imediações do grupo. Assim, se as provas de combatividade a que os machos eram submetidos nos ritos de acasalamento nem sequer teriam por finalidade imediata a selecção dos melhores guerreiros, mas a posse das melhores fêmeas, acabavam de forma indirecta por obedecer a uma estratégia natural que visava a selecção do genes mais aguerridos os quais eram distribuídos tanto pelos machos como pelas fêmeas.

    Por outro lado, uma organização social baseada numa férrea restrição sexual imposta a todos os restantes machos não dominantes, mas em diversas idades férteis, só poderia resultar com uma colaboração tácita, e por isso ritualizada, de todo o grupo, particularmente do grupo feminino. Assim sendo, os tempos primitivos do matriarcado, longe de serem os da época dourada do paraiso perdido, eram tempos tanto de severa precariedade alimentar como de féria castidade masculina e abstinência sexual generalizada, já que não é fácil nem saudável de imaginar um único macho copulando frenética e quotidianamente com todo o seu harém. Talvez tenha sido a recordação desta situação que tenha levado à idealização do mito duma inocência original como condição duma vida social relativamente farta quando em clima tropical e organizada em moldes matriarcais. Claro que as tenções sexuais deste sistema organizativo acabariam por levar a rupturas internas insuportáveis tornando-o socialmente instável e fragmentário, como acontece nas sociedades de gorilas, e por isso inapto para a evolução social alargada.

    Esta instabilidade terá sido superada com o «matriarcado» época durante a qual passou a ser reservado às fêmeas em idade fértil o direito da receptividade a todos os machos guerreiros de modo que a tenção da competitividade sexual se virava para o exterior do grupo dando início à actividade guerreira organizada e à criação das castas guerreiras que, uma vez descoberta a função reprodutora da sexualidade com o início da agro-pastorícia iria desembocar no patriarcado.

    Assim se compreende que em sociedades guerreiras degeneradas pela violência da guerra as fêmeas tenham podido optar pela recusa sistemática da gravidez!

    Por outro lado, assim se compreende que, afinal, as sociedades guerreiras se tenham desenvolvido a partir do matriarcado. Na verdade, Ur ou Uru, o jovem guerreiro, foi, desde início, o campeão favorito da deusa mãe! Porém, enquanto durou o «matriarcado», o primeiro deus da mulher foi então o representante simbólico do macho campeão, o animal totémico de todos os animais, o «guerreiro da deusa Mãe» = Ki + Ur = Kur > Kaur > Kouro.

    "The mysterious dynamism of the snake, its extraordinary vitality and periodic rejuvenation, must have provoked a powerful emotional response in the Neolithic agriculturists, and the snake was consequently mythologized, attributed with a power that can move the entire cosmos.

    Compositions on the shoulders of cult vases reveal pairs of snakes with opposed heads, 'making the world roll' with the energy of their spiraling bodies." - Marija Gimbutas, The Goddesses and Gods of Old Europe.

    Figura 5: Attic White Ground Lekythos.

    A girl seated on a chair with a wreath in her hands; her wool basket is set to the right. The undulating snake, which appears above, is traditionally associated with the dead from the Geometric period on.

    De facto, a representação figurativa mais comuns das decorações cerâmicas pré-históricas eram as ondulações reptilíneas da cobra de que derivaram as gregas e as cercaduras onduladas helicoidais.

    La plus vieille statue d'une femme (probablement une déesse ?) est celle de Brassempouy dans les Landes dont l'âge remonte à -22000 ans de notre ère ou 24000 ans de nos jours.

    A ces figurines, on peut ajouter des statuettes de lunes, de serpents ou de colombes. La Lune est le symbole de la fécondité féminine qui fut souvent associé à cette planète. Discrète et effacée, elle éclaire notre nuit en nous transmettant la douce lumière du soleil disparu. Le serpent représente notre corps qui rampe sur terre et naît un jour enroulé dans le ventre de sa mère, tandis que la colombe symbolise l'innocence, la blanche pureté, l'amour qui roucoule et l'envol de l'esprit après la mort.

    Figura 6: Estatueta minoica cretense que poderia ser uma arcaica Atena Potinija com a sua égide de cobras ao pescoço.

    Sem por em causa o simbolismo óbvio referido não deixa de ser interessante que estamos também em presença duma realidade metafórica típica dos cultos das deusas femininas relativas às deusas triplas em que a lua se referiria a Artemisa, a cobra a Demeter e a pomba a Afrodite. Atena, se verá em capítulo próprio, terá sido sozinha uma tripla deusa Artemisa por virgindade e vocação de caça e propensão à bruxaria gnóstica e lunar, deusa das cobras pela sua aegis e relação equívoca com Medusa, e Afrodisíaca pela sua relação com Atana Potinija = a Nika de todas as «nicas»!

    Na verdade...uma das primeiras expressões do inefável nome de Deus só poderia ter sido a sua Figura mais subtil, sibilina e sub-reptícia, «a Cobra»!

    Sumer. Nu-Sir-Da = Image of the serpent

    Nu-Sir-Da < Sir-Da-nu > «Sardão» ó Dar-kan > «dragão».

                       < Sir-Da-nu < *Kur-Ki-anu > *Kikurano > *Kiphur(ano)|

    Sssi! > $i < Fffi!

    «Sardão» = (talvez de sardo???), s. m. espécie de lagarto escuro; • (prov.) raiz ou ramo torcido de carrasco (árvore).

    Eis o sopro anímico, o chasqueio sibilino e aterrador da cobra! A expressão sonora do insidioso poder mágico da Deusa terra-mãe! Primeiro bio-ideograma, real e vivo do misterioso e sussurrante nome e conceito de Deus, a cobra foi o animal totémico do poder sinuoso e sedutor dos cíclicos segredos lunares das mulheres!

    Figura 7: Espirais do 1º templo de Traxien, Malta.

    Gr. Graphein > Kar Kian < Kaur Ki (An) > Ki Kaur.

    Phikaura, deus ou deusa cobra > «figura».

    O culto das imagens de que a modernidade é o orgásmo mais explosivo, reporta-nos também para o termo Imago < himako < Ki me ka > «quimica»

                                                       < Ki me ka > Makaki > «macaco», «jogo da macaca», «fazer macacos», no sentido de desenho infantil, etc!

    «Ícone»< Hikon < Cicono < Kiki An, a deusa mãe do fogo > Xoanon!

    Sugaar( none ) basque snake-like spirit.

    Sugaar < Zigara? < *Ki-kur > *Kaphura! => «Cobra» ó «Cábra»

    A sua «Figura» reptilínea e sinuosa representada nas paredes das grutas rupestres e nos templos megalíticos das ilhas mediterrânicas transforma-se em símbolo universal da divindade pela sua mística similitude com as ondulações do oceano das águas primordiais de que as cobras d´água terão sido a mais graciosa e intrigante expressão e com o “colo de cisne” de todas as aves do paraiso que povoavam os céus do imaginário mítico.

    Was there once a Universal World Culture? A researcher in Hawaii, Dr. Vomos-Toth Bator thinks there was such a culture. And he has presented over 1,000,000 place names from around the world to prove his point.

    At Borota-Kukula in Hungary, Borota near Lake Chad in Africa, Kukura, Bolivia and Kukula, New Guinea we find Cone-Houses of similar shapes. In addition we find that 6000 year old pottery signs from sites such as Tordos in the Carpathian Basin of Europe, ancient Egypt and Banpo in China all show amazing corre- spondence. --[2]

    A civilização que deus nome aos primeiros deuses terá sido a dos que primeiro os pintaram e gravaram na arte rupestre do paleolítico ou seja, mais provavelmente no seio das culturas rupestres ibéricas e em torno dos Pirinéus e, só mais tarde, nas culturas tuaregues do Sará! Pois bem, o termo Kukura, kukula foi seguramente o nome mais arcaico da *Kafura.

    «Cogula»[3] < Kukula < Kukura < *Ki-Kur > Kiphur > *Kafura

    ó Ka-pher, lit. “a que transporta o Ka da vida eterna”!

    > Kukull(ush) > Kuker-l(us) > Sucellus.

    According to one theory, all primordial serpents of myth are derived from a Sumerian arch-serpent in subterranean waters, whose name was Zu. This old Sumerian serpent-god, whose other name is Ningizzida, is the ultimate archetype of the lord of the watery abyss from which mortal life arises and to which it returns. We might note that among the Celts the underworld serpent, Sucellos, represented the same dark power. Later, we meet the great serpent by the name of Tiamat, also named Papohis [later to be found as the Biblical Leviathan]. In the beginning there were only the mingled waters of Abzu, the abyss of sweet water and Tiamat, the serpent of salt water oceans. Abzu and Tiamat were the parents of the first Babylonian gods, Lahmu and Lahamu, who were the grandparents of the great gods Anu and Ea.

    A ilha de Paphos, dedicada a Afrodite, receberia assim o nome de Tiamat Papohis.

    Como Tiamat teve Tetis e Caos como equivalentes gregos teremos então:

    Tiamat| Papohis < Paphois > Paphos

    < *Kakos > Kahos > Chahos > Caos.

           Hekat < Kaki-at < *Kiki-ish > Thethis > Tetis.

     

    Ver: TETIS (***)

    Na verdade…poucos animais conseguem, ainda hoje, provocar tantos medos ancestrais, indutores de outros tantos mitos e preconceitos, como as cobras.

    Figura 8: Decoração de altar de Malta.

    Figura 9: Grave stele from Mycenae. Funerary stele made of shelly sandstone, bearing the relief representation of a hunting or a fighting scene, including a chariot.

    Dated to the second half of the 16th century B.C. Inv. no. 1428.

    De todos os enfeites arcaicos, os mais carregados de simbolismo mítico são as cercaduras de vasos e tapetes que fecham o universo da composição entre os limites misteriosos do caos infinito do que está para além do que é reconhecido pela representação. Estes limites ou se confundiam com as ondas do mar primordial,

     

    ou com o serpentear reptilíneo das cobras e outros animais vermígeros subterrâneos,

    nas sercaduras labirinticas das típicas cercaduras, ditas «gregas», e nos mais belos festões de palmitos em S

    e contra S dos vasos gregos, ou com as brisas ondulantes das asas das aves do céu.

    Em tornos destes simbolismos de enquadramento formal sedimentam-se outros sinais universais de autentica pontuação estética como eram o caso da cruz, do x, da cruz gamada, do axadrezado e do enrolamento helicoidal, etc.

     

           

     

    Ver: LABIRINTO (***) & HERCULES / CABIRUS (***)

    & TANIT A SENHORA DAS COBRAS (***)

    Snakes are almost always described as larger than they really are. (...) The regularity with which people kill a snake first and ask questions later might lead you to believe that the world is overrun with poisonous snakes. In fact, venomous snakes only make up about 10 percent of snake species worldwide. (...) Folk tales about snakes are handed down from generation to generation and include such things as snakes that charm prey, swallow their young for protection, poison people with their breath, roll like hoops, and suck milk from cows. These folk tales could be just interesting and amusing stories except that many people still believe them."

    Figura 10: Vaso grego arcaico muito prolixo em decorações e sugestões de cobras votivas, de acordo com a ancestral influência cretense.

    Outra variante da *Kaphura teria sido Kiash <= Ki + ash, «poder de fogo da terra» e/ou «o fogo, filho da terra» => Kiat > Phiat, equação que nos reporta para os «deuses do fogo», Hefaisto, Ptah e Toth.

    A variante At-Ki-An levar-nos-ia até Atenas.

    Saule: Divinitée Balte: déesse solaire, qui se promène dans un chariot de cuivre. Elle a un festival, à la mi-hiver qui s'appelle Kaledos. Et à la mi-été, elle a un autre festival qui s'appelle Ligo.

    Kaledos < Kaldeos = Deus Kal = o hit. Caldis.

    Do mesmo modo,

    Lat. colobra < colubra < Kaluphera, a que transporta Kal, o sol!

    ó Ka(l)uphura.           > Kauwra > «cobra»!

    «Áspide», < Asphi thea <= Kiash, variante do nome da víbora, assim como:

    «Serpa» < «Serpente» < Kerpens <= *Kar Phi An.

    Interessante é a relação ofídia do nome inglês do «crocodilo».

    Engl. «Alligator» < (El) Lagarto < lat. Lacerta < (ma) El Kar Theos < Mel kart < Kar Kartio > Kor kothiro > «crocodilo».

    Ora, *Kor-Kau-thilu <= Kar Kaphira, o grande e poderoso ofídio, o mesmo que Melkart ou a cobra totémica de (Mel)Kar. Etc.

     

    Ver: OFIUSSA (***)

     

    SERPENTES MÍTICAS DA ÍNDIA

    In Sanskrit, snakes are known as sarpa, meaning 'any gliding creature', and naga, or cobra. Sanp is the common Hindi word for snake.

    Diz a mitologia hindu que:

    Eight pre-eminent snakes from mythology are: Shesha, Adi-sesha or Sesh(a)-naga, whose name literally means 'residue', is believed to have been born of what was left after the universe and its inhabitants had been created. Revered as the king of the snakes, he has a 1,000 heads ('sahasrashirsha') which form a massive hood. He is believed to be Vishnu's couch, and his hood shelters the god during the periodic deluges. Earth is said to rest on Seshnaga .He is believed to spew venomous fire that destroys all creation at the end of each kalpa, and is worshipped as a manifestation of Vishnu.

    Shesha < Shisha[4] < Ishash < Ish-ash < Ishat, lit. «mulher, filha da (P***)».

    Ishat (fire) The 'bitch of the gods', an enemy of Baal, slain by Anat.

    Ananta, literally 'endless', is a very long snake, encircling all earth and therefore symbolising eternity. Believed to be dark blue in colour, he, too, is regarded as a manifestation of Vishnu.

    Ananta < An-Antu(a) > Nin-Antu > Nintu.

    Vasuki, literally ‘of divine being’, is believed to be the green, seven-headed naga king who was used as a churning rope around Mount Mandara during the samudra manthan. He is of the same royal status as Shesha and Takshaka.

    Vasuki < Washu-Ki < Ki-ash-ki = Ash-kiki > Ash-*Keka.

    Manasadevi, the queen of the snakes, is sister to Vasuki. She is said to possess special powers to counteract snake venom and protects mortals from snakebite during Chaturmasya Takshaka, lord of the nagas, said to be saffron-coloured and have nine hoods. He was almost destroyed by King Janamejaya, a descendant of the Pandavas, but was saved in the nick of time by a young ascetic,

    Manasadevi < Manassa- | Devi | Meanasha

    < Menat, a fértil e lasciva esposa de Min, o deus da fertilidade, variante egípcia do Minotauro.

    Astika, who was half Brahmin and half naga. This story is probably a mythification of Aryan-Dasa conflict and integration.

    Astika, a (fant)ástica filha do fogo < ash-tika < Ash-*Keka[5] (= Animal (alma viva) da terra!) > Ash-at ó Ishat, a prostituta com fogo no rabo, dos deuses canaanitas!

    Kaliya, the five-headed demon serpent, who lived in the depths of the Yamuna, is believed to have troubled Krishna and his friends in their childhood. Finally, Krishna danced on his hood and subdued him, but spared his life at the behest of his wives. Kulika, of whom not much is known, is described as dusky brown, with a half-moon crescent on his head.

    Kaliya < Kalija < Kali-isha > Kali-*Keka, «a deusa da queca quente(J!)»

    > Kalika.

    Padmaka or Padmanabha is the five-hooded, green-coloured snake who guards the south.

    Padmanabha < Pad-| Manaweka > Mana-Keka > Manasha > Manat.

    Em conclusão: Todas estas cobras são variantes da cobra primordial Tiamat/Nintu, avatares de Min/Menat/Hator, deuses da divina sexualidade, e Ishat, a prostituta com fogo no rabo, dos deuses canaanitas! O étimo -*Keka faz jus ao sentido que ainda hoje tem no calão permitindo também inferir que as linguagens reprimidas sobreviventes são as mais arcaicas e devem a persistência à força da sexualidade que lhes anda conotada!

    O interessante nestes mitos é o facto de nele aparecer, de forma mais explícita do que no Génesis, a relação entre o deus da criação, a sexualidade e a «cobra».

     

    Ver: OPS & CERES (***)

     

    ÁFRICA, AFAR & CAFRES

    Afrĭca, ae, f. [the Romans received this name from the Carthaginians as designating their country, and in this sense only the Gr. hê Aphrikê occurs] .

    I. In a restricted sense, designated by the Greeks hê Libuê, Libya, the territory of Carthage: Nilus Africam ab Aethiopi? dispescens (Plin). Regio, quae sequitur a promontorio Metagonio ad aras Philaenorum, proprie nomen Africae usurpat, (Mel. 1, 7 ; cf. Cic. Imp. Pomp. 12, and id. Lig. 7)-

    O Egipto, situado entre a Líbia e o Líbano, se não foi o berço dos deuses foi a cama onde eles se deitaram mais tempo e revela-se, na mitologia, a região privilegiada dos cultos e símbolos ofídios. País tampão do istmo peninsular do continente africano, o Egipto pode conter na sua história a manifestação do peso cultural de velha tradições africanas assim como a raiz embrionária da cultura ocidental.

    A origem da palavra África também não é clara mas só nela e que existem safaris. Os gregos usavam o termo Líbia e os romanos África. Tanto num caso como noutro, referiam-se apenas à área geográfica que corresponde hoje, grosso modo, a Marrocos, à Tunísia, à Argélia e à Líbia, área essa que diferenciavam claramente do Egipto e da Etiópia. Existem numerosas conjecturas sobre a origem do nome.

    1 - Há quem defenda a origem europeia do nome. Uns dizem que vem do grego «aphriké» (sem frio). Não explicam como conciliar isso com o nome Líbia usado pelos gregos, nem com o facto de estes designarem os negros como etíopes «Aithiops» (aspecto queimado). Quanto aos romanos, «Africus» seria o nome de um dos doze ventos mitológicos, neste caso o vento sudoeste, ou ainda o termo latino «Aprica» que significa ‘ensolarado’ que estariam na origem da designação do continente. Certo é que os romanos usavam já o termo Africa.

    2 - Há também a explicação da origem berbere. De facto, no tempo dos romanos a população do norte de África era constituída por 3 grupos principais: as tribos berberes indígenas, os antigos cartagineses de origem fenícia e os colonos romanos. Assim, África seria uma adaptação romana do nome de uma dessas tribos berberes, os «Avringa» ou «Aourigha».

    3 - Também muito difundida, é a teoria da origem árabe. Segundo esta hipótese, África viria do árabe «Afrigii» ou «Afridi» ou ainda «Afira» com o significado de ‘empoeirado’. Quando confrontados com o facto da presença romana anteceder vários séculos a invasão árabe, os defensores desta hipótese argumentam fragilmente que a língua berbere e o árabe têm um tronco comum, explicação esta que repõe novamente nos berberes a origem do nome. O mais provável é que os árabes tenham traduzido o nome romano.

    4 - O pitoresco avoluma-se quando se consideram explicações mais avulsas como por exemplo que África poderia derivar do reino bíblico de Ofir; que poderia vir do fenício «Apikt»; ou do termo também fenício «pharikia» que significa ‘terra dos frutos’.

    No corno de África se situam os Afez onde foram encontrados os fósseis mais antigos dos antepassados homídeos de há mais de 60 milhões de anos. Depois, a paleontologia revela que o continente Africano contem a maioria das antiguidades fósseis da história humana pelo que há que considerar a África como o mais velho dos continentes, ou seja aquele em que se perpetuaram as formas mais arcaicas de vida e de cultura humana. Há quem considere que, tal como os elos fósseis da humanidade, também os velhos deuses, ociosos e esquecidos, deveriam ser procurados nas cinzas da cultura norte africana antes de serem confirmados nas antiguidades Egípcias, onde se terão revelado pela primeira vez. Se pode ser verdade a primeira premissa, não o será tanto a segunda pois que a epifania dos deuses se deve ter dado na arte rupestre da península Ibérica há cerca de 30 mil anos tendo sido apenas no tempos e na terra dos Egípcios que o nome de Deus foi escrito pela primeira vez.

    Figura 11: Divindade alegórica relativa à África Romana.

    Quase como metáfora surrealista moderna esta alegoria mistura de forma subtil e formosa referências à deusa egípsia Selket e à Abundância de cereais que faziam do Egipto uma verdadeira cornucópia do Império Romana. Para os romanos a África era quase somente o Egipto, seguramente a sua mais valiosa conquista!

    A sensata metáfora de Heródoto faz do Egipto um «dom do Nilo»!

    A verdade é que existiram particulares condições de tempo e de logar que fizeram deste país um nicho ecológico sem paralelo no mundo, um verdadeiro oásis à escala duma nação que com o advento das técnicas da agricultura iria alcançar a mais longa e produtiva civilização da história! Esta nação consegui sobreviver longos milénios à cobiça doutras nações e impérios mas acabou por sucumbir às mãos dos industriosos romanos que fizeram dela o celeiro de Roma. Como a principal riqueza do Egipto provinha da exploração judiciosa das potencialidades agrícolas proporcionadas pelas inundações do Nilo resulta claro que às condições de tempo e de logar se sobrepuseram condições organizativas tirânicas expressas na teocracia faraónica e que só a fé na vida para além da morte, garantida por Osíris, permitiam suportar. Uma vez criada esta forma organizativa piramidal que fez do Egipto um celeiro maior e mais antigo do as pirâmides era óbvio que qualquer imperador lhe podia deitar a mão mas se é certo que os Egípcios tendiam a ser à força de paulada os escravos mais dóceis e fieis que a história conheceu o certo é que também eram os que mais depressa sacudiam o peso de impérios injustos! Os historiadores romanos que sobranceiramente visitaram o Egipto descreveram os seus habitantes como os mais miseráveis do mundo. Não conseguindo compreender a sua história nem a sua religião confundiram as suas praticas religiosas animalistas com pura superstição e descreveram-nos como sendo tão impiedosos que chegavam a praticar o canibalismo por desesperada fome. no entanto este retracto só comprova a feroz exploração cultural e económica a que o Egipto acabaria por ficar votado não se estranhando nada que tenha sido a primeira província do império a abraçar o cristianismo e depois o Islão!

    Ppara as costas europeias a África era o continente das terras ultramarinas, o Antarctiko (Gr. anti-arktikós, oposto a árctico). Libia, era o nome grego da Africa.

    Libia < Ur-wia < Ra-ki(a), lit. “terra de Ra, o sol escaldante dos Trópicos”

    < *Urkia < Haur-kiha < Kur-kika.

    Adoradores deste antiquíssimo deus cobra que foi Kaphura podem ter sido os Cafres, povo banto da África meridional, de cuja designação se diz que tem origem da palavra depreciativa árabe Kafir, que significa, nesta língua, «infiel».

    Como desceu este nome até à África do Sul? Nos porões das caravelas quinhentistas portuguesas?

    Porque iriam os Portugueses escolher um nome árabe para classificar uma região geograficamente tão vasta como era a do povo banto da dita Cafraria? Teriam sido os árabes a dar o nome a esta região que, afinal, era, em época anterior aos descobrimentos, desconhecida da cultura ocidental?

    Obviamente que, à falta de certezas, se pode aceitar aquilo que, há época, eram, de facto, os factos históricos! A cultura árabe havia conseguido descer por terra e ao longo da costa Africana até regiões abaixo do equador, a sul das quais viviam povos que, por não terem sido ainda islamizados, eram infiéis à cultura e à língua de Maomé e, por isso, cafires em árabe e, a partir de informações colhidas destes, cafres passaram a ser em português.

    Neste caso, apenas espanta a etimologia do termo árabe ficando apenas a coincidência da existência de um povo sul-africano com fortes suspeitas de ser, à data das descobertas, adorador do deus cobra, Kafura! Nas descrições seiscentistas dos navegadores portugueses sobre as costas africanas os Cafres eram mais perigosos que os naufrágios pela sua particular fama de canibalismo, seguramente mágico-religioso e, por isso mesmo, prática suficientemente arcaica para caber num ritual compatível com o culto dum deus macabro como terá sido o de Kafura.

    L’origine probable du terme serait le mot arabe kafir (kfr) qui signifie "incroyant" ou "infidèle". C'est ainsi que les marchands d'esclaves arabes désignaient les habitants des régions allant du comptoir mozambicain au Cap sud-africain: ces "non-convertis à l'islam" dont la doctrine religieuse permettait seul le commerce. Ce n'est que plus tard que les Européens, au premier rang desquels les Portugais, reprirent le terme jusque dans les formes qu'on lui connaît aujourd'hui en afrikaans (kafer) et en créole réunionnais (caf ou kaf).

    Voltando à etimologia do termo árabe Kafir poderemos aceitar que o árabe herdou este termo como reminiscência dum antigo deus, já de há muito antagónico de Alá.

    Some of the earliest records of European usage of the word can be found in The Principal Navigations, Voyages, Traffiques and Discoveries of the English Nation by Hakluyt, Richard, 1552-1616. In volume 4, Hakluyt writes: calling them Cafars and Gawars, which is, infidels or disbelievers. Volume 9 refers to the slaves (slaves called Cafari) and inhabitants of Ethiopia (and they use to go in small shippes, and trade with the Cafars) by two different but similar names. The word is also used in reference to the coast of Africa (land of Cafraria on the coast of Ethiopia).

    No entanto, ainda que o delírio etimológico pareça ter de parar por aqui a menos que se queira entrar pela etimologia semítica do árabe, as dúvidas, ainda que ténues, podem ainda manter-se ou ir até ao mês de Safar, segundo mês do calendário lunar islâmico.

    Kafir (Arabic: kafir; kuffar) is a term used primary by classical Islamic doctrine to refer to those who "disbelieve" in one God - atheists and polytheists.

    Se o termo Kafir se reportava a quem não acreditava no deus monoteísta que era comum às religiões do livro não poderia ser referido aos etíopes que sempre foram cristãos. Ao ser referido por Hakluyt, Richard, que: “the slaves (slaves called Cafari) and inhabitants of Ethiopia (and they use to go in small shippes, and trade with the Cafars) by two different but similar names”, levanta a possibilidade de os árabes terem encontrado em África um termo indígena que se poderia facilmente confundir com o seu kafir e que seria cafar atribuído aos etíopes.

    Os afares (Qafár af) um grupo étnico que habita o Corno da África, principalmente o Deserto de Danakil, na região (kililoch) de Afar, na Etiópia, assim como partes da Eritreia e do Djibuti.

    Sendo Alá a actualização pós helenista do conceito de El aceita-se facilmente que já vinha de há muito esta antipatia pela infidelidade dos kafir que “encobrem a verdade” e que não seriam senão adoradores dum antigo deus matriarcal de nome Kafura, competitivo com a revolução paternalista da hegemonia do deus El.

    Os autóctones sul-africanos da época das descobertas seriam Cafres porque adoravam ainda a «cobra» da deusa mãe ou porque os árabes chamavam genericamente assim aos politeístas, como era também o caso dos hindus? Só investigações no campo da cultura islâmica poderiam eventualmente esclarecer esta dúvida pertinente mas a verdade é que os politeísmo animistas mais arcaicos se caracterizam pelo lugar sagrado que é reservado aos cultos ofídios, que na Índia, por exemplo, redundariam no fenómeno cultural dos encantadores da cobra tocando flauta ao ritmo da dança do ventre da deusa mãe. O encantamento de serpentes ainda hoje é tradicional em Marrocos porque tradição típica dos berberes e tuaregues.

    Em alternativa os politeísmos clássicos paternalistas começaram a antipatizar com os cultos órficos (< urphi) que relegavam para o submundo dos mistérios infernais. Claro que, sendo os cultos órficos e ofídeos cultos infernais, neles esteve sempre mais ou menos explícito o culto do fogo. Na verdade, é bem provável que o culto da cobra e da *Kafura não fossem mais do que um culto do “sol posto” e, por isso mesmo, é que o fogo vulcânico, a grande Hidra das mil (e uma) cabeças, a gigantesca Piton/Tifon, a grande Lewiatan (< Urphiat-An < *Urki-Atan), seria como que uma epifania teluricamente fulgurante e aterradora da agonia do sol morto e enterrado no seio da Grade Deusa Mãe Terra!

    Os guebres seriam disso mesmo uma das provas históricas.

    The Guebres were Persian fire worshippers.

    Februus = Etruscan god of Purification, Initiation & the dead. Associated with February.

    Guebres < Ku-ebre > Phebure > Febru(us) > febri(m) > Lat. *febre(m)

    > «febre»!

    Se o nome dos «cafres» deriva do conceito de infidelidade árabe ou de termos berberes mais arcaicos e não sabemos mais que isto.

    «Etiópia» < Ītyōṗṗyā < ichthy-ophia, “peixe cobra”, ou filho da deusa cobra!

    «Abissínia» < Habash-at < Ka-Wash-at ó Hawashu > Apzu.

    «Kafraria» <= Afares < Qafár ó Ẓafār.

    Os etíopes devem o seu nome à cobra da aurora e teria por isso o nome alternativo de Abissínia, em memória do primeiro marido de Tiamat, tal como seria também chamada de Kafária, pelo menos enquanto glória (kebra) das costas itíopes. Relacionado com este nome estão os Afares e Zafar, capital do reino homerita do antigo Iemen. No lado opostos ficava a tribo berber dos avalitas.

    E até aqui tudo aceitável porque a etimologia do árabe levar-nos-ia a perdermo-nos na arqueologia linguística do médio oriente semita sem conseguir sair de lá…porque possivelmente não foi lá que os árabes encontraram o seu termo kafir que se parece de forma estranha com o poema grego Kypria, semelhante à Ilíada.

    Cipria (antiguo griego Kypria, latín Cypria) es un poema perdido del ciclo épico griego. Quizá su título signifique "el poema épico compuesto en Chipre".

    Ora o nome Kupria só indirectamente teria a ver com Chipre e poderia ser uma referência arcaica a uma canção das glórias dos marinheiros cretenses fiéis adoradores deusa mãe das cobras cretenses que teria equivalente na deusa suméria Tiamat, a grande cobra marinha que circundava o mundo.

    Sabemos pelos registos caldeus que a misoginia contra o mar salgado só aparece com o império babilónico, ou seja com o poema épico de Enuma Elish, uma espécie de titanomaquia babilónica em que a luta contra a infidelidade, levada a cabo pelo fiel Marduque, aparece na forma inimaginável e herética de uma luta contra a poderosa deusa mãe o que só pode retratar de forma mítica a queda da supremacia da talassocracia cretense com o cataclismo de Santorini no século 16 antes de Cristo. Porém até ai toda a fidelidade era devida a Deusa Mãe e não aos seus filho que vira a ser o deus pai do patriarcado emergente.

    Figura 12: Marduque perseguindo a cobra de agua que era a deusa Tiamat.

    O próprio termo latino fidelis reporta-nos para o culto dum deus que teria sido adorado no solo israelita de Betel (< witel) de nome Phitel (> fidel > «fiel»), cuja pertinência étmica adiante se demonstrará! O apego a uma tradição ou culto levou à sua fidelização pela escrita. Fidäl, significa em linguagens etíopes justamente escrita ou alfabeto com que se realizava a fidelização dos crentes.

    Pela positiva ou pela negativa (já que a etimologia nos dá recorrentes exemplos da ironia da história!) o conceito de fidelidade religiosa, que antecedeu a política que já a era em embrião, decorre possivelmente do nome do primeiro deus da história que foi a Tel(lus), a altíssima deusa Ki, a Terra Mãe!

    Assim sendo, se o nome moderno dos «cafres» parece derivar do termos árabe para infiéis e bem possível que estes termos árabe seja uma recorrência étmica a partir do nome arcaicos dos deuses que deram nomes aos povos da Abissínia. Na verdade, uma das pirâmides de Gizé, Grande Pirâmide de Cafre, era dedicada a um faraó que já tinha tinha nome de «Cafre».

    O faraó Quéfren era filho do faraó Quéops e quarto rei da IV dinastia, ele reinou entre 2520 e 2494 a.C, ordenou que fosse construída a Grande Pirâmide de Cafre ou Quéfren que mede, nos dias de hoje, 143 metros de altura e que hoje é, em tamanho, a segunda maior pirâmide do Antigo Egipto.

    Como apareceu foi acontecer que os árabes foram buscar ao nome de Cafre o seu conceito de infidelidade? Apenas podemos conjecturar que este nome terá aparecido muito antes de Maomé numa pura antipatia de natureza geográfica entre os sabeus do Iemem e os cafres abissínios do lado oposto do mar vermelho. A suspeita de que esta antipatia seria apenas geográfica ressalta da própria etimologia. Se os cafres eram o povo que adorava o Sol, enquanto «cobra» que transporta a vida os Sabeus, do reino de Sabat, seriam uma corruptela e variante do nome da mesma divindade.

    «Cobra» < *Kaphura < + Ka-phur-at > Sab®t > Sabat > Sabá.

    Assim, existe algo no nome do continente Africano que nos reporta para o conceito mitológico virtual mais arcaico de deus, *Kaphura.

    África < Háfrica < Cáfrica, “terra dos cafres”, os que transportam (o sol da) a vida < *Kaphura, a cobra da Deusa Mãe da aurora o que está correcto em termos geograficos já que o Egipto ficava a oriente da Itália! > Auphi Urka < *Ofi-urka, lit. “a cobra lunar” ???

    < *Ki-Kur-Kika > Sakarish, lit. “terra dos filhos de Sacar, o deus da aurora! => Sacara > Sahara > Sará.

    Podem ser meras coincidências fonéticas mas, então, tal seria um acaso espantoso!

     

    Ver: OFIUSSA /O SEIXO; O SEXO E A COBRA (***)

     

    SEFIROTH

    Redaction Two (R2) Early history of the Gaedil Stowe D.5.1 So Nel son of Feinius Farsaid dwelt southward in Egypt. This is the estate which he received, upon the shores of the Red Sea and around Phi-Hahiroth; and he was there till the Sons of Israel escaped from Pharao and from the host of Egypt. Now it fell out that the Sons of Israel, in that flight, came to the estate where Nel was, and his son, Gaedel Glas. The Sons of Israel took camp at Phi-Hahiroth on the border of the Red Sea.

    Um elo desta relação terá sido o deus Khepera (Kepheura < Kaphur), “the ancient Egyptian god of creation who propelled the sun across the sky.” O facto de ter acabado como deus da criação indicia a sua origem primitiva. Por causa disso continuou ligado à caminhada ascendente, matutina, do sol o que permite a suspeita de que, a íntima relação entre os deuses ofídios e o sol manifestada na origem étmica de Apolo se fica a dever à tradição deste antigo deus Egípcio. Claro que Sefirot < Kaphurot, em que -oth costuma ser o sufixo do género feminino entre os Cannaneus. O masculino seria Kaphur-u de que se chegaria facilmente a Sacar o deus cannnaneu da aurora, ou seja o deus que transportava o sol.

    "An important early text used in that study was the Sefer Yezira (Book of Creation), which appeared sometime between the third and sixth centuries AD. In its pages, initiates discovered an expanded theory of the creation of the universe. According to the Sefer Yezira, the spiritual world consisted of ten spheres, the sefiroth. (Sefirot is a term related to the Hebrew word Sappir, loosely translated as 'sapphire' and interpreted as the radiance of God.) Each of the sefirot represented a different force or aspect of God, such as love, power, or understanding. These aspects were said to have emanated, or unfolded from God, and as the sefirot embodied all aspects of creation, generation, and decay, they represented the universe itself unfolding." - Ancient Wisdom and Secret Sects

     

    Ver: SETH (***)

     

    The large star is the ancient symbol of Ishtar/Inanna, the Lady of Heaven, known for her descent to the Underworld, of which her sister Ereshkigal was Queen. She is Venus, the Morning Star, which heralds the new dawn. She was often depicted with a surrounding nimbus of stars, as in my image. She is frequently seen nude, and was identified with Aphrodite and called Goddess of Beauty and Love. (Black & Green s.v. Inana) Parpola (177-8) identifies her with the Sefirah called Tiferet (Beauty) or Rahamim (Compassion, Love). (See XVII.Moon for an explanation of how the Sefirot correspond to last ten trumps.) --- Pythagorean Tarot homepage

    Na tradição avéstica da Pérsia, onde o culto dualista do fogo levou aos conceitos teológicos que viriam a servir de padrão para O «Deus da luz, Luz da luz» das línguas de fogo do divino Espirito Santo do pentecostes, o nome Spenta Mainyu (Spenak Menoi) In ancient Persian mythology, Spenta Mainyu ("holy spirit") is the god of life and the personification of the good and the light.”

    Aditi est la fille d'Art-Rituel (Daksha) de son mariage avec son époux Vision (Kashyapa) sont nés douze enfants " les principes souverains ": Le courage (Shakra) le puissant, l'héroïsme, l'assurance.

    Shakra < Ka kura > Kaphura

    Now, as the raven or woodpecker, in the various myths of schamir, is the dark storm-cloud, so the rock-splitting worm or plant or pebble which the bird carries in its beak and lets fall to the ground is nothing more or less than the flash of lightning carried and dropped by the cloud. "If the cloud was supposed to be a great bird, the lightnings were regarded as writhing worms or serpents in its beak. These fiery serpents, elikiai gram-moeidws feromenoi, are believed in to this day by the Canadian Indians, who call the thunder their hissing."[41]

     

    SERPENTES MÍTICAS DO EGIPTO

     

    Figura 13: Buto

    Buto: (Edjo, Udjo, Wadjet, Wadjit) The snake-goddess of the ancient Egyptian oracle in Buto and tutelary goddess of Lower Egypt (the Delta of the Nile). She is the protector of the Egyptian king, together with the vulture-goddess Nekhbet. She was placed as an uraeus (cobra amulet) on the crown of the king. Her name means 'the papyrus colored', referring to the green color of the cobra. Buto gave nourishment to both children of Isis. She was depicted as a woman, or as a cobra with the crown of Lower Egypt on its head. The Greeks identified her with the goddess Leto. She is also called Uto.

    *Kau-shuto > *Wauthjuthu > Wadjit > Wadjet > Uadjoth => Udjo / Edjo.

    *Kau-shuto => Buto < Wuto < Phi-tu < *Ki-at < Ki-Uto

                                          Phta < *Phiat < *Ki-at > Lat. Puto.

    Figura 14: Nekhbet & Buto.

    Na mitologia do Egipto foram deuses:

    ·    Ki Utu (Terra-Sol) > Khut companheira de Ra.

    ·    An Utu Ki > Anupophi > apophi > Apopi serpente da escuridão nocturna.

    ·    An Ki Utu > AnphitoDevil > Nepto > Edjo ? - “A serpent goddess of the Delta, (...), the counterpart of Nekhbet in Upper Egypt.”

    ·    Anki Kiket | > Hewet > hbet |  - “Upper Egyptian patron goddess, (...), along with her Lower Egyptian counterpart Edjo.”

    ·    Utu = sol na Suméria => a serpente era um animal solar por excelência pelo menos no Egipto.

    ·     Apep < Pepa < Kepha <= Kako > *Akek > Akhekh > Apheph.

    Apep The great snake of darkness, who sometimes rose up, mouth agape, to try to swallow Ra's solar barque in its travel across the heavens; Ra always managed to escape, but each of Apep's failed attempts resulted in fierce storms or solar eclipses.

    ·     Het = Het is the Egyptian serpent goddess who rules fire.

    In Hausa mythology, the Dakaki (< Kakaki) is a serpant spirit which causes the evil eye resulting in stomach ulcers.

     

    Ver: GIGANTOMAQUIA (***)

     

    POIA

    Figura 15: Grande Deusa Mãe da Terra. Traxien, a Poia de Malta.[7]

    «Poia» • (de poio), s. f. pão ou bolo que se deixa ao dono do forno em retribuição da cozedura da fornada; • porção de azeite que se dá ao dono do lagar onde se moeu a azeitona; • (pop.) quantidade de excrementos; • mulher pesadona, que gosta de estar sentada. ó «Poial» = • (de poio), s. m. lugar onde se coloca alguma coisa;• banco fixo de pedra. ó «Poio» = • (Lat. podiu < Gr. pódion, dim. de poús, podós, pé), s. m. poial; • poia; • (ant.) monte;• outeiro.

    «Poita» = «pouta» = • s. f. corpo pesado que as pequenas embarcações de pesca usam, em vez da fateixa, para fundear.

    «P***» = • s. f. (vulg.) prostituta; • rameira; • meretriz.

    «Poja» = • s. f. (Náut.) parte inferior da vela do navio; • corda com que se vira a vela. «Pojo» = • s. m. lugar onde se desembarca; • poial;• (prov.) poejo. «Pouso» = • s. m. lugar onde alguma coisa pousa; • lugar onde é costume encontrar uma pessoa

                                    > pojo > poiso.

    Poia < poya < Poja < poxa > Pha-ush < *Ki-at

                                   > pau-at < pouta > poita > P*** > puto.

    A reforçar o carácter gordo e pesado destas arcaicas deusas mães da abundância e do parto das ilhas mediterrânicas estaria a variante U-poja, de que teria derivado o termo micénico Upojo.

    Assim, a língua micénica reforça a plausibilidade das suas estreitas relações com os falares da península ibérica sendo quase seguramente a mesma língua que se falou em todo o império minóico, que teria a península ibérica como a sua mais próspera e fiel colónia!

    A relação náutica de parte destes termos ainda usados na língua lusa e o seu conteúdo étmico manifestamente arcaico faz conotar estes termos com a cultura minóica que espalhou a revolução neolítica por todo o mundo, razão pela qual vamos encontrar o deus Poia no ultramar ameríndio, seguramente de arcaica origem ibérica.

    In Blackfoot mythology, Poia was the son of the Morning Star and the mortal woman Soatsaki. The Morning Star took Soatsaki to the court of his fatherthe Sun in Heaven, hoping to grant her immortality. But she preferred Earth to Heaven and the Sun, insulted, sent her back to Earth to bear her son, and then let her die. The child was born with a port-wine birthmark- hence his name - and grew up with the Blackfoot people. He asked to marry the chiefs daughter, but was rejected as ' blemished'. He set out to find his grandfather the Sun and ask for help, leaving the land and walking West across the sea on the path made by the Sun's reflection on the water. In Heaven he rescued his father Morning Star from seven birds of darkness, and the Sun rewarded him by removing his birthmark. He hurried down to Earth, along the Milky Way, and took his mortal beloved back into Heaven just ashis father had fetched his mother there long before.

     

    Ver: MANDALA (***)

     

    De entre todos o animais totémico o mais arcaico e relacionado com o matriarcado terá sido uma «cobra», Kaphura = Ki Kaura, literalmente vida animal da deusa Mãe!

    Claro que as tenções sexuais deste sistema organizativo social acabariam por levar a rupturas internas que desembocariam em tabus e nas instituições totémicas do patriarcado.

    Following his discussion of the snake as a household deity, Evans comments on the similarity in the position of the snake raising its head above the hat of the principal "Snake Goddess" (Evans here ignoring the fact that this particular detail of the figurine is his own reconstruction - see Evans' "Snake Goddess") and that of the Egyptian uraeus (rearing cobra snake) on the head of Hathor and other Egyptian goddesses. In particular, Evans tentatively links the "Snake Goddess" with the Egyptian Goddess Wazet (i.e. Wadjyt), the snake goddess of the Nile Delta, but does not pursue the connection. It is clear that the Minoans borrowed much their culture and various cult practices from Egypt. Numerous Egyptian objects of one kind or another were found by Evans at Knossos. The most spectacular discovery was the lower part of diorite statue of a seated Egyptian figure identified from the hieroglyphic inscriptions as a priest of Wadjyt (or Wadjet; written as Wazet by Evans; and as Uatchet, or Uatchit, by Budge).

    A fonética latina mais próxima de Wadjyt deve ter correspondido a outra variante do nome da deusa mãe dos Egípsios que foi Bastet que, por sua vez, deve corresponder a uma evolução fonética de *Kiash-at, feminino semita de *Ki-at > Phiat > Phtah > *Poth.

    Wazet < Wadjyt (de Evans) < Uatchet ou Uatchit (de Budge)

    < Bastet < Bast-at < Wash < *Wat < *Ki-at > Ki-ash > *Phiash > Pasch.

    Tefnut < Ki-phi-Anu-at < Kiki-An-At > At-An-at => Ishat => Atena.

    Ptah: The God of creation and creative arts. Usually the husband of Sekhmet, but sometimes the husband of Bast. Bast is an extremely ancient Goddess, long predating writing. Pasch is recorded in extremely ancient documents as being an older version of Her name. In ancient artwork, Bast is typically shown as a beautiful girl with the head of a cat. Bastet was the goddess of fire, cats, of the home and pregnant women.

    Bastet < Wastet < Ki-at-et ó Hekat.

    Um aspecto interessante relativo à relação do culto destas deusas mães do fogo e das cobras com Afrodite reside na coincidência de um dos nomes de da deusa mãe dos caldeus ser Ishat, quase que seguramente uma contração de Kiash-at ou Ish-ki-at, nomes que noutros pontos se demonstrará como estando relacionados com Anat por mera substituição de Ki por An! Ou seja, nos primórdios da humanidade nem sequer a separação entre o céu e a terram eram ainda muito claros como psicanalitica e metaforicamente o mito da castração de Urano pretendem ilustrar!

    As was noted above, sacred to Wadjyt was the cobra snake which in the form of the uraeus became the distinctive emblem of the Kingdom of Lower Egypt and the Egyptian royal house. Wadjyt was principally the snake goddess of Buto, or Pe, her ancient sanctuary in the Nile Delta. She was also associated with the city known to the Greeks as Aphroditopolis (the city of Aphrodite; the signs of the nome of Aphroditopolis were a snake and a feather), with whom Wadjyt was identified. Like Aphrodite, Wadjyt was a goddess of fertility. Later she was assimilated with Isis. She was also associated with the city known to the Greeks as Aphroditopolis (the city of Aphrodite; the signs of the nome of Aphroditopolis were a snake and a feather), with whom Wadjyt was identified. Like Aphrodite, Wadjyt was a goddess of fertility. Later she was assimilated with Isis.

    Figura 16: Deusa cretense das cobras.

    In her snake form Wadjyt is sometimes identified as Weret-hekau, "Great of Magic", who, as the uraeus, a manifestation of the solar eye, rises from the forehead of Horus (the pharaoh) ["Uatchet, the Lady of Flames, is the Eye of Ra", Papyrus of Ani, Egyptian Book of the Dead, trans. E.A. Wallis Budge]. As the uraeus Wadjyt and Weret-hekau were identified with the eye of Re, and as the Goddesses Tefnut and Bastet were also identified with the eye of Re and were commonly shown lioness-headed, so Wadjyt and Weret-hekau were also sometimes represented with lioness-heads. This has sometimes caused all these goddesses to be identified with the lioness goddess Sekhmet. Music

    Quanto a Weret-Hekau < Kau-Ker-at-Ki < *Ka-kur-ish-ki => *Kaphurisca => Afrodite. Do mesmo modo, o uraeus < Huraheu < *Phura-kiu, a cobra macho da deusa mãe!

     

    A COBRA EMPLUMADA E AS SERPENTES MÍTICAS AMERÍDIAS

     



    [1] Restauro cibernético a partir de cabeça de deusa mãe do museu do Louvre.

    [2] The Tamana Civilization by Clyde Winters.

    [3] Topónimo no nordeste transmontano português!

    [4] > Chicha, prosódico popular de carne < Xiça! < kiasha tal como chouriça < Kaurissa < Kauriasha, que seria literalmente carne queimada senão for a apenas fumada. O sufixo iça deve ser arcaizante tal na série floral dos deuses gregos de iniciação, antes referida.

    [5] Como o vulgo sabe, uma «queca» é uma cópula vulgar em português?

    Devil Aphito > apito = plauta fálica. Aliás, já a «flauta» de Pan apela para Phiel (< phil + aut)

    [7] Reconstrução do autor por sobreposição de estatueta sem cabeça com outra apenas de cabeça!

    Music Women in the AegeanThe Minoan Snake Goddess, Christopher L. C. E. Witcombe.

  • CARDEA, a deusa do bom rumo e da concórdia, por arturjotaef.

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    Figura 1: Deusa caldeia dos quatros pontos cardeais que bem poderia ser Cardea, literalmente a deusa que transporta Kar, o deus do Kur, e que por isso mesmo necessitava de se orientar pelos ventos cardeais.

    It was only in the second century before the Christian era that the worship of Cybele, under that name, was introduced into Rome; but the same goddess, under the name of Cardea, with the "power of the key," was worshipped in Rome, along with Janus, ages before. OVID's Fasti.[1]

    Cardea = Cardea era, en la mitología romana, la diosa de la salud, los umbrales y las bisagras y los pomos de las puertas, también asociada con el viento. Es, junto con Limenatis, Fórculo y Jano uno de los dioses lares (protectores de la casa). Su nombre procede de cardo, que significa «gozne». Protegía a los niños de los vampiros y las brujas, y era también benefactora de los artesanos.

    Era também considerada similar de Artemisa que na Anatólia foi assimilada com Cibele e por isso seria uma variante da deusa mãe, obviamente porque casada com Jano como a sua relação com as dobradiças das portas o indicia. Tinha também o nome de Cardinea e de Cardo.

    A ausência dum epíteto de Jano com o nome de Cardo pode decorrer do facto de este estar atribuída a Cardea. Por isso é que, se a relação dos pontos cardeais com Jano é óbvia sob o ponto de vista semântico,  não o é etimologicamente. Assim, temos que postular que Jano, sendo uma variante de Enki, seria En-kur, Sr. dos infernos que se chamaria também em tempos de latim arcaico ou etrusco Cardeo, variante de Hades, o deus dos infernos, deus outrora mais «cordial» do que hoje. De qualquer modo, a relação é fácil de postular porque sendo os latinos de origem hitita Cardeo seria uma evolução de Cal-Dis ou Dis pater.

    Já a planta do cardo é mais difícil de relacionar com os deuses infernais por mitologia conhecida mas o facto de ser uma erva agressiva colhida no verão pode ter contribuído para a sua relação com o deus dos infernos. De qualquer modo Jano foi também o Capricónio, tinha a cabra por animal de transporte e no Egipto teria o carneiro pelo que natural seria também que acabasse por ficar relacionado com os segredos da fermentação do leite e assim com a erva do cardo. De resto, a lanugem dos caules do cardo e o facto de as sementes desta erva espinhosa aderirem à lã das ovelhas formando «cardas» teria reforçado esta relação dos deuses Carda / Cardeo, da concórdia e da cordialidade, com o cardo.

    Figura 2: «Cardo»

    «Cardo» = • (Lat. carduus ou cardus), s. m. planta espinhosa de “caule lanoso” cujas flores são colhidas quando a planta começa a ficar senescente, nos primeiros meses de Verão, sendo armazenadas em locais secos de forma a serem usadas na coagulação de leite. ; • carda; «Carda» = • s. f. instrumento provido de puas com que se carda; • operação de cardar; • pastas de imundície que se agarram à lã dos animais; • sujidade na pele das pessoas. «Cardo» (< cardus) é também um termo empregue no planeamento urbano do Império Romano referido a uma rua com orientação norte-sul num acampamento militar ou colónia. Esta palavra tem sua origem na linha que traçavam os áugures de norte a sul quando realizavam os auspícios.

    Por sua vez, de Cardo deriva o termo "pontos cardeais" que se utiliza na orientação geográfica. Deste conceito derivou o das dobradiças das portas ou vice-versa a que presidia Jano.

    The reader will now be prepared to understand how it is that the Pope's Grand Council of State, which assists him in the government of the Church, comes to be called the College of Cardinals. The term Cardinal is derived from Cardo, a hinge.

    Que os cardeais tenham derivado o seu nome da dobradiça das portas guardadas pelo deus dos infernos é coisa que não lembraria nem ao diabo.

    O nome Cardo no masculino deve ter as mesmas causas de Tellus e Vénus e corresponder a um genitivo que se transformou em nominativo, possivelmente por pura ignorância popular da cultura latina inicial. Porque alguém reparou nessa ignorância terá aparecido a deusa Carda.

    O poeta Ovídio faz confluir o mito de Carda no de uma outra deusa arcaica nomeada Carna cujo festival era celebrado nas calendas de Junho e para quem ele dá os nomes alternativos de uma ninfa Cranê ou Cranea. Esta fusão de Ovidio pode ter sido uma invenção poético mas como já foi também conjecturado que Carna era uma forma constrita de Cardina, no mínimo Ovidio estava observando que as suas tradições eram congruentes com esta possibilidade.

    A verdade é que os neo mitologistas tendem a ser mais papista do que o papa em termos de infalibilidade e teimam não aceitar a possibilidade desta confusão. Ora, a regra da mitologia antiga é tanto a da fusão sincrética quanto da confusão dispersora de nomes divinos tenham estas ficado ou não registadas ou sejam apenas suspeita. A dispersão diversificante de nomes divinos normalmente acontece na maturidade de uma cultura imperial onde convergiram influências culturais de diversas origens e dialectos. A tendência sincrética é uma inevitabilidade de todas as religiões em final de tradição precisamente por natural tentativa para superar a confusa complexidade dos velhos politeísmos como é notório na hegemonia egípcia do culto de Ísis & Osíris e nos avatares de Vixnu. Neste caso Ovídio tanto pode ter feito confusão inventiva como ter simplesmente confirmado uma antiga tradição que ligava duas divindades que no tempo de Ovídio já seriam aparentemente divergentes.

    The poet Ovid, though he confuses Her with the Goddess Cardea, says that the association of these simple foods with this Goddess proves Her great antiquity. These offerings were made in a sacred grove in which Carna was said to live, down by the Tiber river, and which was dedicated to the otherwise unknown God Alernus (or Helernus).

    Carna had a sanctuary on the Caelian Hill, the most south-eastern of the seven hills, traditionally vowed by L. Junius Brutus, the very first consul (whose surname means "Idiot", by the by) on the 1st of June at the very beginning of the Roman Republic, which is usually said to have been around 510 BCE. This sanctuary or temple may have stood for a good 700 years, as it is mentioned in the writings of Tertullian, a 3rd century Christian who was trained as a lawyer. However, he calls Her a Hinge-Goddess (that is, Cardea), so perhaps he had the wrong Goddess (and wrong shrine) too.

    Carna is still confused with Cardea, the Goddess of Door-hinges, which is Ovid's fault; they are not related at all, merely having similar names. The story I've given under Cardea, where She protects a child from vampires with whitethorn, was told of Carna by Ovid; though he hopelessly mixes Them up, the Goddess in the tale does offer the vital organs of a pig as substitute for those of the child attacked by the vampire, so perhaps Carna was meant after all, as the vital organs are Her subject. -- Obscure Goddess Online Directory.

    Ora bem, nada obsta a que Carda / Carda fosse originalmente uma arcaica deusa mãe paleolítica que acabou ninfa caçadora, virgem como Diana e Artemisa e, por ser assim, irmã de Febo Apolo Carneo.

    Enquanto caçadora, Carna seria carnívora e carniceira como Diana e por isso teria sido possivelmente também *Car-Diana ou *Cardina.

    Carna = Car-Ana < Cardina < Car-Diana.

    According to some the month of June gets its name from Junius Brutus, because in that month, that is on the kalends of June, after the expulsion of Tarquin, he vowed a temple to the goddess, Carna, on the Caelian hill. It is supposed that this goddess protects human vitals....Sacrifice is offered to her in the shape of bean pulse and bacon, because with these foods the bodies of men are made strong. Among the common p99people, also, the kalends of June are called the bean kalends, because during that month full sized beans are used among sacred offerings. -- Saturnalia of Macrobius (1.12.31)

    Macrobius (5º século) diz que o nome que Carna deriva de caro, carnis, carne, comida", e que ela era a guardiã do coração e das partes vitais do corpo humano. Obviamente que seria o nome da carne que derivaria do nome da deusa que a caçava e repartia pelos seus filhos e família. Enquanto guardiã do coração era seria esposa de Cardeo, o deus da cardiologia de que derivou cor, cordis.

    De qualquer modo podemos suspeitar de arcaicos sacrifícios humanos, particularmente de crianças, e de adultos por cardiotomia em que o coração ou a víceras dos sacrificados seria o quinhão predilecto da deusa Carna!

    O poder para evitar ataques a crianças das estriges, aves agoirentas vampirescas do tipo das hárpias que Ovidio atribui ao mitema resultante da fusão entre Cardea e Carna, provavelmente pertenceu a Carna, enquanto os encantos de protecção sobre as portas e janelas seriam uma prenda de casamento de Cardea. Alguns supõem que esta ninfa era filha do deus Alernus ou Helernus, do qual apenas se sabe que lhe era sacrificado um touro preto e possivelmente uma variante arcaica do deus Hércules, enquanto deus dos montes herculanos da aurora, da deusa mãe *Hilaris cujas festividades se chamavam Hilaria.

    I In Ancient Roman religious tradition, the hilaria were festivals celebrated on the vernal equinox to honor Cybele the mother of the gods; The term seems originally to have been a name which was given to any day or season of rejoicing. The hilaria were, therefore, according to Maximus Monachus either private or public. Among the former, he thinks it the day on which a person married, and on which a son was born; among the latter, those days of public rejoicings appointed by a new emperor. Such days were devoted to general rejoicings and public sacrifices, and no one was allowed to show any symptoms of grief or sorrow. But the Romans also celebrated hilaria, as a feria stativa, on the 8th day before the Kalends of April-March 25-in honour of Cybele, the mother of the gods; and it is probably to distinguish these hilaria from those mentioned above, that the Augustan History calls them Hilaria Matris Deûm.

                                       ó *Helerena > Hilare(na) > Hilária.

    Alernus < Helernus < Hel-Her-anus < Kur-Kur-Anu

                                                                  > Her-Kul-anus > Herculano.

    Hill = O.E. hyll, from P.Gmc. *khulnis (cf. M.Du. hille, Low Ger. hull "hill," O.N. hallr "stone," Goth. hallus "rock," O.N. holmr "islet in a bay," O.E. holm "rising land, island"), from PIE base *kel- "to rise, be elevated, to be prominent" (cf. Skt. kutam "top, skull;" L. collis "hill," columna "projecting object," culmen "top, summit," cellere "raise," celsus "high;" Gk. kolonos "hill," kolophon "summit;" Lith. kalnas "mountain," kalnelis "hill," kelti "raise"). Formerly including mountains, now usually confined to heights under 2,000 feet.

    A etimologia dos montes ingleses reporta-nos assim para a Sr.ª dos montes que foi a deusa mãe Cibele, a Kubeleia da Anatólia e dos hititas.

    Cardeia enganava os pretendentes alegando falta de privacidade e enviando-os à frente para dentro de uma caverna, desaparecendo depois. Não consegui enganar Jano porque este podia ver em ambas as direcções e por isso a raptou e fez deusa e sua esposa dando-lhe o poder sobre as dobradiças das portas e janelas.

    Este mito do rapto de Carna faz lembrar o de Proserpina porque de facto estaremos perante uma variante do mito de Corê onde Jano seria Caldis, um deus infernal. Seria neste papel de deusa infernal e por vezes da guerra que transformaria a deusa da Con-córdia na Dis-Cósdia!

    Carda(o) < Cardea < Cardea = Kar | Deia < Theva < Kiwa < Kika |.

    Carna + Cardea = Kar (Kika + An ) => An-Kar-kika > Anfitrite.

    No entanto, como se pode ver pela equação de derivação deste nome, esta deusa latina deveria ser, no plano étmico similar de Afrodite e Anfitrite. Existe ainda a seguinte possibilidade étmica:

    Cardea < Kar-teia < Kar-tuja < «Cartuxa», filha de *Kertu, a deusa mãe das cobras cretenses.

    Cardea, se não era a esposa de Jano era a sua mãe, logo Jano ou *Chuano foi Eros / Horus, o filho primordial da virgem Mãe! A suspeita derivativa de que esta deusa poderia ter sido antepassada de Anfitrite faz sentido na medida em que estamos no domínio de deuses que começaram por tutelar a talassocracia cretense que lhes deu a sua morfologia marinha. Por todos estes motivos Jano teria sido também chamado *Cardo = Car deo.

     

    Ver: JANO (***) & HALDIS (***)

     

    Na verdade o culto de Carna tinha todas as características de ser infernal porque lhe eram dedicadas favas nas Kalendae fabariae, legumes que tiveram grandes propriedades mágico religiosas na Grécia antiga e em Roma por serem os primeiros e mais abundantes vegetais comestíveis do fim do inverno.

    Ovídio apresenta ainda como nomes alternativos desta arcaica Cranaë Cranê ou Cranea

    Cranê < Crane(j)a < Kuraneta, literalmente Kur-et, a Sr.ª do monte

    > Corê a rainha dos infernos.

    De facto, existem três deusas latinas prefixadas em Car- e relacionadas com Jano: Carda, Cardea e Carna, além de Carmenta e as Carmentais.

    Cluerca  or Carda; Home: hinges; Originally a nymph and virgin huntress; fooled would-be suitors by sending them ahead of her into a cave and then disappearing; couldn’t fool Janus who could see in both directions; he made her a goddess. Carna; Underworld; protected internal organs; white magic; protected the exterior of houses; also protected the state; quelled evil or traitorous thoughts; a virgin deified after Janus violated her; festival in June when bacon and beans were consumed

    Belatucadros = The Celtic god of war and of the destruction of enemies. He was worshipped in Britain, primarily in Wales. His name means "fair shining one". The Romans equated him with their god Mars.

    Belatocadros = Bel | < Wer < Ker | -atu |

    + Cadros < Cardos < Kartu-ish, filho de *Kertu.

    Beletocadros seria assim uma redundância enfática do nome do deus cretense *Kertu, o filho da mortífera Deusa mãe das cobras, Ker ou Cardeia.

    Figura 3: Kertu, a Sr.ª do Monte da aurora, guardada pelos leões da Deusa Mãe. Esta altíssima Sr.ª terá sido Alteia.

    En mitología griega, Altea (en griego antiguo Althaia) era la hija del rey de Etolia Testio y su esposa Eurítemis. Se casó con Eneo, rey de Caledonia, con quien fue madre de Toxeo, Tireo, Clímeno, Meleagro, Gorge, Ageleo, Perifas, Eurímede, Melanipe y Deyanira. Apolodoro afirma que, según algunos, Meleagro era considerado fruto de su relación con Ares, y que fue madre de Deyanira con Dioniso. También tuvo a Anceo con Poseidón.

    Cuando Meleagro nació, las Moiras predijeron que sólo viviría hasta que un tizón, que estaba ardiendo en el hogar familiar, fuera consumido por el fuego. Altea ocultó inmediatamente el tizón. Más tarde, Meleagro mató a sus dos tíos maternos en una disputa y Altea colocó el tizón sobre el fuego, matándole. Entonces Altea se mató, según las versiones, ahogándose o clavándose una daga.

    Meleagro, matador do monstro, tinha direito à cabeça e à pele do animal, porém decidiu presentear Atalanta com elas. Os irmãos de Altéia, seus tios, revoltados com o fato de uma simples mulher ficar com os troféus da caçada, quiseram tomá-los à força. Na luta que se seguiu, Meleagro matou os tios e assegurou o direito de Atalanta aos despojos. Numa das versões da história, Altéia, mãe de Meleagro, enfurecida pela morte dos irmãos, lançou ao fogo o tição que escondera e, quando ele se consumiu, Meleagro morreu. Mais tarde, arrependida, enforcou-se, assim como Cleópatra, a esposa de Meleagro.

    Ártemis, em outra versão mais antiga da lenda, provocou uma disputa entre os curetes, povo de Altéia e de seus irmãos, e os etólios, povo de Eneu, logo depois da morte do javali. Durante a luta Meleagro matou os tios e Altéia amaldiçou o filho por isso. Revoltado, ele se retirou da luta e, com isso, os curetes começaram a vencer. Os etólios recuaram cada vez mais e sua cidade foi invadida. Os sacerdotes, o pai, a mãe, os amigos, todos imploraram, em vão, que Meleagro voltasse a lutar. Somente quando o inimigo estava atacando sua casa e o herói viu a esposa, Cleópatra Alcíone, em perigo, retomou as armas e voltou a lutar. Os etólios, graças à sua intervenção, venceram os curetes; Meleagro, porém, morreu no combate.

    Figura 4: Sarcófago romano de mármore de Vicovaro, baixo relevo com a Caça de Caledónia (Palazzo dei Conservatori, Roma).

    O mito de Alteia e de Meleagro são uma das provas em como na antiguidade mitos e lendas se misturavam que por força do contexto retórico e político que por risco da fragilidade da memória como suporte da tradição oral. De facto, supostamente Alteia era irmã de Leto e por isso seria prima de Meleagro que por sua vez acabaria morto pela mãe Alteia por ter morto os irmãos desta e tios do argonauta num enredo tecido pelos zelos vingativos de Artemisa, prima do herói.

    Obviamente que uma mitologia destas nunca faria sentido, mesmo na época em que circulou, se fosse confrontada deste modo e levada muito a sério, sobretudo por ter sido mãe lendária de Deyanira por ter casado com Dionísio, do argonauta Meleagro por ter sido esposa de Ares, o deus da guerra, e de Anceo (possivelmente uma referência a um deus arcaico norte africano Anteu) com Poseidón. Então o que se depreende é que a Alteia lendária teria por mero acaso o nome de uma antiga deusa curativa de um grupo cretense de tridivas de que faria parte Leto e possivelmente *Kertu.

    Meleagro < Mere-| argo < Harku < *Kartu | > Mel-Kartu

    Já Meleagro seria só por si o mesmo que príncipe e marinheiro ou argonauta e por isso filho aguerrido dum filho da deusa mãe como Dionísio e do deus do mar da talassocracia cretense que foi Poseidon.

    Por sua vez Alteia seria uma variante evolutiva de Halia que era uma personificação da salinidade do mar e seguramente uma versão grega da latina Salácia, esposa de Neptuno. Na verdade, tanto Anfitrite quanto Tetis tiveram em homero o epíteto de Halsodyne ou…*Salsadinha ou *Saladina. A relação do sal com a cura pela via da salvação de da putrefacção da carne e incontornável.

    Althaea is the Latin rendering of Greek Ἀλθαία Althaia, which may be related to Greek ἀλθος althos "healing".

    Halsodyne is particularly Homerian and is a name used for both Amphitrite and Thetis. Seems to me it's all about being nourished by the sea.

    Alteia < Alethia < Hal-ia < Kar + Ki-ka < Ker-teia > «Creta».

    Alfito < Alpheia < Halia + Ki > Algea.

    Alethia was the Goddess of Truth. She was born of Zeus and Apollo's nurse.

    Algea, She was the personification of Sorrow and Grief. She was the daughter of Eris. Alpheios: Greek river god. Alphito: Greek goddess of barley flour, destiny, and the moon.

     

    IXION

    Assim, será muito mais interessante aceitar que o termo os cardeais, tal como os pontos cardeais, precederam o catolicismo e derivaram o seu nome do mítico conceito do axis mundi sustentado por Atlas e pelo deus das portas do mundo, ou seja, das chaves dos céus e dos infernos.

    Existe um mito que pode explicar mitologicamente o nome do conceito do eixo, que antes de ter sido do mundo, deve ter sido da roda.

    Now Periphas married his grandmother's niece Astyaguia (daughter of Hypseus), and begat eight sons, the oldest being Antion, who married Perimele and begat Ixion. -- Greek Mythology, by Carlos Parada.

    En la mitología griega Ixión era uno de los lapitas, y rey de Tesalia. Era hijo de Flegias (según Eurípides), de Leonte (Higinio) o de Antión (Esquilo).

    Assim, Ixion era filho de pai incerto e de Perimele.

                                 > Phre-ish > Flekiki = Flégias.

    Peri -mele < Pher-y-Mele < *Kertu-Mer ó Car-Dea.

    A relação de Ixion com o Eixo do mundo deve ter começado na própria mitologia de Cardeia que a transmitiu a seu filho Ixion.

    Le prometió a Deyoneo un valioso regalo si le permitía casarse con su hija Día[2], pero nunca cumplió su promesa, por lo que su suegro, en compensación, le robó sus caballos. Ixión, disimulando su resentimiento, invitó a Deyoneo a una fiesta en Larissa y una vez que lo tuvo en su casa, lo arrojó a un foso lleno de carbones ardiendo. Este crimen que vulneraba las leyes sagradas de la hospitalidad (xenia) horrorizó tanto a los reyes vecinos que ninguno quiso purificarle (catharsis), obligando a Ixión a vivir escondido y huyendo del trato de los demás. Abandonado y aborrecido por todos, imploró perdón al dios Zeus, que se apiadó de él acordándose de que hasta los mismos dioses hacían locuras por amor y, purificándole, le invitó a la mesa de los dioses.

    Esta primeira parte da lenda tresanda a mito micénico pois Deyoneo / Dewoneu ou era o nome genérico de Deus ou o nome de Zeus.

    Pero Ixión, lejos de estar agradecido, intentó seducir a Hera[3], la mujer de Zeus, que indignada se lo contó a su marido. Otra versión afirma que Hera estaba dispuesta a complacer a Ixión para vengarse de las infidelidades de Zeus, que se enteró por otros medios. Para probar si las proposiciones eran ciertas Zeus creó una nube con la forma de su mujer, y la hizo aparecer ante Ixión, que cayó en la trampa. (...)

    Figura 5: Tortura de Ixion no Taretaro, Amphora 330 a. C, Staatliche Museen, Berlin.[4]

    Notar a semelhança pictórica da postura de Ixion na roda de tortura com um cristão crucificado e sobretudo com o cânon de Leonardo da Vinci.

    Pero cuando vio que el ingrato presumía de haber seducido a Hera, le mató con un rayo (la única forma de morir que tenían los que habían probado la ambrosía), y le condenó al Tártaro, donde Hermes le ató con serpientes a una rueda ardiente que daba vueltas sin cesar. Sólo descansó de su tormento el tiempo que Orfeo estuvo en los infiernos, pues su maravilloso canto hizo que se parara la rueda.

    Ixion < Is-Kiaun, lit. “filho de Enki”.

    «Ansião» < Antión < Enki-an, lit. “Grande Sr. Enki.”

    Este deus, filho e esposo de Cardeia, teria sido outrora Cardo na Itália e *Kertu em Creta, Melkart, senhor das chaves da cidade, na Fenícia e Beletocadros entre os celtas.

     



    [1] The Sovereign Pontiff The Two Babylons, Alexander Hislop,

    [2] Dia "is only another name for Hebe, the daughter of Hera, and indeed was probably the name for Hera herself, as 'she who belongs to Zeus' or 'the Heavenly one'" (Kerenyi 1951:159).

    [3] He was already wedded to her double, Dia.

    [4] Desenho manipulado pelo autor.

  • ESFINGE, ou a deusa mãe leonina, por arturjotaef

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    Figura 1: Uma das mais belas representações da misteriosa esfinge grega, Édipo e a Esfinge.

    The derivation of the name "sphinx" is unknown (it is not Greek, or Indo-European at all, although it first appears in Greek in the 5th century BC), and we don't know what the Egyptians called him. [1]

    Engl. Sphinx = early 15c., "monster of Gk. mythology," from L. Sphinx, from Gk. Sphinx, lit. "the strangler, "a back-formation from sphingein "to squeeze, bind".

    Obviamente que estamos a falar da esfinge legada pelos clássicos uma vez que, também em português a semântica esfíngica desta ave mítica está envolta no mistério da sua origem cuja etimologia nos reporte literalmente para o grego!

    «Esfinge» < Lat. Sphinx, ngis < Gr. Σφίγξ

    = Sphinx, ngos > Boeot. phix < Monte Phikion na Boeócia.

    ÉDIPO E A ESFINGE.

    Figura 2: Primeira versão de Édipo e a Esfinge de Ingres, Louvre.

    Figura 3: Oedipus and the Sphinx, Ingres circa 1826-1828, National Gallery.

    Conta-se nas tragédia de Sófocles que uma esfinge devastava o país de Tebas, propondo enigmas aos mortais devorando os que não sabiam resolvê-los. A Édipo, filho de Jocasta, perguntou:

    — Que ser tem quatro pés, dois pés ou três pés, e quantos mais têm mais fraco é?

    Édipo respondeu que era o homem, porque quando criança se arrasta em quatro pés, quando maior anda em dois e na velhice se apoia num bastão. A Esfinge ficou tão humilhada ao ver resolvido o enigma, que se atirou do alto do rochedo e morreu.

    Este episódio da lenda de Édipo corresponde a uma óbvia variante do sonho de Tutmés adaptada ao contexto da cultura grega o que só reforça a ideia de que a mitologia, tanto quanto a ideologia de que a religião e a mitologia são formas particulares, são formas retóricas de interpretar os enigmas da existência pois só seres que perderam os instintos vitais com a erupção do pensamento necessitam de alimento espiritual como de pão para a boca!

    Porém, no caso de Édipo o enigma reporta-se às 3 fases da vida humana e não às 3 fase do ciclo solar diário o que realça a diferença essencial da cultura antropocêntrica clássica em face da antiga cultura teocrática dos semitas.

    Σφίγξ, , gen. Σφιγγός, Boeot. φίξ , Φικός: = Sphinx, Prob. form σφίγγω, the throttler.

    O monte Fiquião na Beócia era considerado local de origem da esfinge e também dos monstros Tifão e Equidna.

    Homer refers briefly to the Oedipus story - he killed his father and married his mother, but carried on ruling in his beloved Thebes, suffering pangs of remorse. His mother/wife, Epicaste, was the one who paid with her life. But there's no mention of any sphinx. The first we hear about her is in Hesiod. He says nothing about what she looks like herself, although she is the daughter of a monster, either the Echidna or the Chimaera depending on how you interpret the Greek. Her father was the dog Orthos, and she was the Nemean Lion's sister - presumably she had something of the lion or dog about her, then. I prefer Chimaera, otherwise her mother conceived her by her son, which sounds unlikely as well as rude.

    Her name is Phix, which is, according to the scholiast, in Hesiod's local Boeotian dialect: elsewhere it would be Sphix. Not Sphinx, which seems to come from a later Greek attempt to connect her with the Greek verb sphingo, I bind, constrict or throttle (as in sphincter). "The Strangler" sounded a plausible name for a monster - although she seems to have favoured eating her victims raw (according to Aeschylus) All Hesiod tells us about her myth is that she was "trouble to the Cadmeans" (ie Thebes).

    So far, then, we have a name, but no real reason to connect the name of this monster with what we later think of as a sphinx, and no mention of Oedipus. But the story is connected to Hesiod's native Boeotia, and "Phix" was trouble!

    There are references to a war between the Thebans and the Minyans of Orchomenos which started on Mt. Phikion. It would not be too hard to imagine a tradition developing after a battle on Sphinx Mountain that a sphinx had somehow been defeated.

    Corinna, the local poetess, believed Oedipus was a sort of poor man's Heracles or Theseus, killing local monsters - besides the sphinx, he also accounted for the Teumesian Fox. Thus he seems to have been an all-purpose hero in Boeotia, rather than a visitor who just happened to come and solve some riddle. Early vase paintings show him doing the deed with a sword or spear - there was no riddle, no suicide. So the sphinx, as local monster, could well have come about from the fancied resemblance of the mountain between Thebes and her old enemy Orchomenos to a sphinx. And Oedipus killed her. -- Oedipus & the Sphinx, The Riddle of the Sphinx, by Andrew Wilson.

    Figura 4: Marduque jupiteriano combatendo o saturnino Kingu.

    Kingu era um deus na mitologia Babilônica a quem Tiamat pretendia colocar como governante dos deuses.

    Quando Enki (Ea) aprisionou Apsu esposo de Tiamat, num eterno sono e roubo a glória de Mummu, Tiamat gerou Kingu e o tornou seu esposo com a intenção de torná-lo rei.

    Tiamat deu a Kingu três Tábuas do Destino, as quais ele colocou em uma armadura, que lhe garantiu imenso poder e posteriormente o colocou no comando do exército de monstros de Tiamat. Porém foi vencido e morto por Nibiru, para o impedir de crescer, e seu sangue foi utilizado para criar a humanidade.

    O mito grego da esfinge comprova a suspeita de que as palavras evoluem por justaposições sucessivas de conotações semânticas por ressonância fonéticas de acordo com regras retórica de livre associação de analogias e conveniências míticas.

    A origem monstruosa da esfinge, filha de Ortos e de Equídna ou da Quimera faz reportar este mito para os tempos arcaicos da titanotomaquia que na zona da cultura egeia era reportada para a época lendária de Minos mas que na Caldeia começa com o mito dos monstros criados por Tiamat na batalha contra dos deuses liderada pelo seu monstro e general Kingú. Ortos dos orquimenos seria então Kingu e por isso um filho da esfinge se é que não era Kingú que era filho da esfinge. Seja como for há que dar conta que Kingú era morfologicamente uma esfinge masculina contrariamente às esfinges gregas que eram sempre femininas, razão que levou Heródoto a espantar-se com o facto de as esfinges egípcias serem sempre masculinas e por isso esmo chamou de andro-esfinges.

    Figura 5: Selo caldeu onde possivelmente Marduque enfrenta as esfinges de Tiamat.

    Ish + Kingú = ishkingu > ishphingu???

    Obviamente também que a esfinge, tanto enquanto monstro de Tiamat quanto a *Fige beócica relacionada com uma lendária batalha no monte Phikion entre os tebanos e os orquimenos e onde o poder esfígico e matriarcal dos minóicos foi derrotado. A esfinge era assim a Deusa mãe leonina símbolo do poder aterrador do matriarcado cretense.

     

    Ver ACTEON (***)

     


    Figura 6: Uma versão do jovem Édipo e a Esfinge.

    A fabulous monster near Thebes that used to propose riddles to travellers, and tear in pieces those who could not solve them; usually represented with the head of a woman and the body of a lion, afterwards also with the wings of a bird; or, also, with the head of a man and the body of a lion. (...) Augustus had the figure of a sphinx upon his seal, as a symbol of silence. -- Lewis & Short Latin Dictionary

    < *Phi-ki-an < Ki-kian < *Atkina

    < *Kiki-ian > *Ishkian, lit. “(ave mítica de rapina) filha do monte.

    Será possível confirmar com algum indício semântico mais sério esta virtualidade aparentemente tão rebuscada?

    When he refuses, she promises to deliver vengence upon him should he ever transgress. Presumably he fails to offer his best kills to the gods. Later he followes a disguised Anat to Qart-Abilim but presumably thwarts her new scheme to aquire his bow and lives there for a time, possibly under the favor of Yarikh. He is left on a mountain and while sitting for a meal is attacked by Anat's attendent Yatpan in the form of an eagle, along with other birds of prey, and is slain. [2]

    A verdade é que vai ser nas terras da fenícia que vamos encontrar o mito de Aqhat, herói que foi estrangulado por uma águia ao serviço da leonina Anat e cujo nome era Yatpan em que se descobre inesperadamente a origem do nome da «esfinge»!

    Yatpan < Jatipan < *Chu-at-Phan < Ish-Phan-at <= *Kiki-Kian-Kiki >

    *Ishkianish > Ishpian > Gr. Sphinx. >

    Kaphian-ish, lit. “filha duma *Saphian, a cobra da sabedoria”?

    Em boa verdade a esfinge era apenas uma de entre várias divindades relacionadas com o culto solar, mais precisamente com os ritos da aurora e com o conceito dos “deuses de transporte” do sol durante a noite e, por analogia mimética, das almas dos mortos!

    Figura 7: Desenho de esfinge caprina da avenida do templo de Karnak!

    Supõe-se que representava a autoridade do rei e custodiava os sepulcros e templos. Outras, nas avenidas de Karnak, têm cabeça de carneiro, o animal sagrado de Amon.

    It may well be the case that word "sphinx" — which has no certain etym in Egyptian — indeed derives from the proto-Dravida ech-pinx, meaning "the ghost (i.e., the double or ka) of the dead" or, yet, "the guardian of the dead". [3]

    Ora bem, porque razão haveria o nome da esfinge derivar do proto dravida e não duma qualquer proto-linguagem de que, tanto esta como outras línguas arcaicas teriam derivado? Se as mais famosas esfinges são do antigo Egipto, de que a de Gizé é praticamente o símbolo nacional do Egipto moderno, então natural seria estudar a etimologia do seu nome a partir desta mesma grande cultura que até tem a egiptologia como uma ciência própria e prestigiada?! De resto, o autor em referência chega mesmo a falar no ka, que é, como se sabe, um conceito típico da mitologia do antigo Egipto! O facto de o nome ocidental da esfinge não parecer ter equivalente na língua do antigo Egipto nada prova!

    O espantoso seria verificar que o conceito da esfinge tenha chegado à índia, se não se soubesse que se trata de uma crença comum da cultura neolítica que foi, seguramente, cultivado pela civilização de Harapa!

    Este conceito mítico de «imagem viva» deve ter sido tão importante para a idolatria como para os cristãos o «vero icone» da Verónica ou a «vera efígie» de todos os locais de aparições, uma espécie de marca cultural da autenticidade do divino envolvido numa crença!

    Figura 8: Uma das muitas esfinges do Egipto seguramente a «vera imagem» do faraó reinante, neste caso Ramsés!

    Esta tradição seria tão arreigada que não terá sido por mero acaso que a tradição da Verónica (< Vero icon) chegou à Via Sacra como anseio de profundo respeito pela autenticidade do rosto de Deus que permaneceu no imaginário cristão como Santo Sudário!

    Ora, é inevitável propor que:

    Effigies < effingo < Ex-fingere < *Ish-phinga > Sphinga

    > Lat. fingere > «fingir» = simular.

    En una de mis conferencias, hablé de la ficción y la ponía en relación con la fe. Coloquialmente ficción quiere decir fantasía, falta de fundamento, mentira. En un mundo tecnificado como el nuestro, fácilmente las palabras han perdido sus raíces. Ficcón viene de un verbo latino que es fingo y que se podría traducir como pintar. En este sentido emplea Hegel la palabra ficción. El que pinta un cuadro re-construye o re-crea una realidad creíble, como quien cree en algo re-construye o crea para sí algo creíble. Creer en el amor, en la justicia, en la ética, en Dios, es finalmente una construcción personal o un convencimiento que no podemos tocar pero por cuyo convencimiento los creyentes son capaces de dar la vida. Nosotros, este convencimiento sólo lo podemos representar simbólicamente, como si para el hombre lo definitivo siempre estuviera en otro lado. Es como si "el hombre pudiera administrar de forma finita lo Infinito" decía Hegel. Nietzsche cambió la dirección del origen del lenguaje. Éste, no proviene dictado desde las cosas sino desde la creación ficcional del hombre: el lenguaje es una creación artística. El mundo de la teoría literaria tiene muy estudiado y trabajado el tema de la ficción que en el mundo de la filosofía es tratado de vergonzante: ningún diccionario de la filosofía lo contempla. Pensadores de la altura de G. Vico en el siglo XVIII y Nietzsche al final del XIX lo trabajan. Pero, parece que después, la filosofía quiere medirse siempre con alguna realidad científica o matemática. Y de ahí han venido muchos equívocos.

    Na verdade, resulta óbvio do semantema da esfinge, que representa o misterioso papel daquilo que não é visível, um medo relativo ao que não existe mais neste mundo, dum sentido que afinal já se esqueceu!

    E é então que a relação entre a esfinge o nome dos ícones aprece por intermédio do nome egípcio da esfinge shesep ankh, o “icon com vida”, e a esfinge.

    Ícone < εἰκών < eu-kon < Eu-| Xon, verdadeira «xoana» < Ishan(on)

    > Kikion > monte Phikion, que teria virtualmente a forma da silhueta de uma deusa leonina.

    Com esta mitologia icónica de arcaicos deuses anicónicos esteve seguramente relacionado o estranho deus latino Agonio.

    Sabemos, pela tradição e por numerosas referências literárias, que as primeiras estátuas de culto dos santuários eram estátuas em madeira de vestir, as xoana, esculpidas a partir de troncos de árvores e geralmente de aspecto anicónico. Os detalhes eram, certamente, bastante primitivos: traços esquemáticos, sumários e pintados; corpo recoberto de vestes e enfeites rituais. Seria posteriormente pintada com cores ocres ou «sépia».

    El color sepia es un color marrón-gris, que coge el nombre del rico pigmento marrón derivado del saco de tinta de la sepia común, molusco marino.

    Los sepíidos (Sepiida) son un orden de moluscos cefalópodos conocidos con el nombre de sepias, jibias o chocos.

    Sepi-ida < Jibidas < Kikikas

                  => Ish-Keph > Shesep.

    Nomes como imagem e figura teriam a mesma origem semântica.

    «Imagem» < Lat. Imago < Hima-ku < *Kima-ku.

    «Figura» < Phi-Kura < Ki-Kura.

    Esfinge (del griego Σφίγξ) es el nombre helenizado de un ser fabuloso que se suele representar, generalmente, como un león recostado con cabeza humana. Las esfinges fueron ideadas por los antiguos egipcios y formaban parte de su compleja mitología; también tuvieron relevancia cultural en la mitología de los antiguos griegos.

    Los antiguos egipcios la denominaron Sheps-anj, que significa «imagen viviente» o «estatua viviente»; después derivó a sefanjes (sephankhes) y posteriormente a esfinge.

    A Sphinx is a being with the head of a human and the body of a lion. In ancient Egypt, the head might assume the face of the reigning pharaoh who, along with the Sphinx, was the earthly representation of the sky-god, Horus. In addition, the lion symbolizes kingship and courage.

    The name of the Sphinx is usually derived from the Greek sphingein, meaning "to strangle". But this may be indeed a corruption of the Greek shesep ankh ("the living image"). This is an epithet often applied to the sphinxes in Egypt. Hence, we see that sphinxes were believed to be the guardians of the dead, just as the Great Sphinx was the guardian of the Great Pyramid, the tomb of Osiris. As her Egyptian name suggests, the Sphinx was the ka (or "double") of Osiris guarding his own tomb against intruders. But a widely accepted theory is that he was called shesep-ankh, which means "living image". [4]

    Effigies [< effingo], an (artistic) copy, imitation of an object -- for syn. cf.: imago, pictura, simulacrum, signum, statua, tabula. Gr. homorruthmos, prokothêlumanês, eidôlomorphos, morphoeidês, pardalôtos).

    Pois bem, pode parecer uma miragem mas é um facto que o nome egípcio Shesepankh proposto para a «esfinge» com o significando “de imagem viva ou verdadeira efígie” vem precisamente ao encontro da linha etimológica em análise pois que:

    Shesep-ankh < eseph-ankh > sephanj > Sphenix > sphinx

                                                                     Sphenix < Ish-Phoen-ish <

    *Kiki-Kian-Kiki

     

    Figura 9: O disco solar transportado por Cafre entre Néf(er)tis e Isis!

    Tal nome sugere uma figura de retórica em que Phian/Pan se encontra entre duas Kiki, deusas do fogo, o que está de acordo com o conceito de Hórus entre duas terras ou dois horizontes! Isis era seguramente uma Kiki (> «SiSi» > Isis)! pode ter sido Nefertis (< *An-kur-Kiki), precisamente por estar relacionada com o transporte solar, sendo então uma das Kikis entre as quais deambulava o sol diurno facto que esta imagem comprova!

    A diferença é que, sendo Néftis esposa de Saturno, um deus ocidental, Néftis era seguramente a deusa das terras do Poente.

     

    Ver NEFER (***) e Ver AURORA (***)

     

    From Egypt, the idea of the Sphinx spread to Syria, Phoenicia, and Greece where the sphinx assumed the head and bust of a woman, and added an eagle's wings and a long serpent's tail. In Greek legend, it was the Sphinx who put forth a riddle to all passersby and devoured those who failed to guess the correct answer. Oedipus solved the riddle and so caused the Sphinx's death. In later Greek literature, the Sphinx became a wise and mysterious woman. [5]

    Figura 10: Esfinges sírias de marfim em estilo egípcio de guarda à árvore da vida.

    Figura 11: Prato grego com uma esfinge sempre feminina em postura egípcia!

    Este tipo de Esfinges era aplicado nos quatro cantos dos templos como sagradas guardiãs da tranquilidade dos deuses. A esfinge dos monumentos egípcios (chamada “andro-esfinge” por Heródoto, para a distinguir da grega) é um leão estirado por terra e com cabeça de homem.

    Claro que era o verbo Sphingo [= «(es) fincar», «espancar» => «esfíncter»] que derivava do nome da Esfinge porque esta tinha a fama de “estranguladora” (e também o proveito, com alguma ajuda devota) de quem desafiasse os seus enigmas precisamente por se tratar de uma quimera mitológico destinada a guardar e defender as portas do Céu e os “locais secretos do leão” ou seja, criado como arma psicológica actuando particularmente pelo temor místico para dissuadir, aliás sem grande eficácia, os ladrões de túmulos! No entanto, mais uma vez, parece que é o verbo grego Sphingo que deriva da mitologia da esfinge e não o contrário.

    Também a «asfixia» < Gr. asphyxía, com todo o seus cortejo de sintomas relativos ao resultado da acção esfingica tais como: «falta de pulso, s. f. suspensão ou supressão da actividade respiratória e da circulação do sangue;• sufocação» não terá derivado dum arcaico *ash-phynx > Sphinx?

    De qualquer modo as suas garras de leão ficariam famosas pelo seu potencial «asfíxico» ao ponto de terem sido quiçá a origem do nome que os ingleses foram buscar para dedos, quem sabe se por herança de uma qualquer tribo de estranguladores.

    Figura 14 e figura 15: A Esfinge grega era sempre feminina e alada.Devil

    A propósito do terror asfíxico que esta quimera provocaria não deixa de ser interessante que seja "Abu el-Hol, "the Father of Terror" o nome moderno em árabe da «Grande Esfinge de Gizé», "who gazes enigmatically across the Nile towards the rising sun with its back towards the three great pyramids![7]"

    Ora, chamar à envelhecida mascote dos modernos Egípcios o “pai do terror” soaria um pouco a falsete se não correspondesse a uma desajeitada actualização, no contexto da cultura Árabe, duma semântica local decorrente da antiga que o nome ainda conservaria da tradição faraónica e que seria mais ou menos idêntica à que foi recebida pelos gregos!

    Ora, e isso agora pode ser discutível por ser coincidência em demasia, Abu el-Hol tem ressonâncias com Apkallu, e por isso com o nome de Apolo. Pelo menos parece claro que este nome Árabe seria uma tradução livre e literal do antigo nome da Grande Esfinge o qual conteria seguramente o nome de Hórus. Se este tivesse sido originalmente Ra-Horakhty = Khty Ra-Hora > Aku La-Hola ? > Abu el-Hol!

    Sendo assim, a origem do termo «esfinge» permanece tão enigmático quanto a figura do seu mito pelo que nada obstaria a aceitar a teoria de que este nome derivaria duma invocação ritual trivocálica do nome do deus Pan/Phian, filho anicónico da deusa mãe, em consequência duma tradição litúrgica ainda presente na missa católica, por exemplo durante o «Kirye e o Agnus Dei»!

    Figura 12 e figura 13: Várias esfinges decorativas em vasos gregos arcaicos. A esfinge grega mais do que uma forma aterradora de guardiã de templos e cemitérios era um motivo decorativo entre outros, como os grifos, as quimeras e as hárpias.

    Então...Phianish => Phiani(sh!... Phianish!... Phianish!...)

    => *Shphianishphianish ??? > Sphinix > Esfinge ou seja, a cobra solar alada que mordia o som da própria cauda!

    Claro que:

    Fenix < Phoenix, lit. «a que brilha como a aurora» => phain-ic > phen-ic =>

    «Fénico» (< Gr. phain < phaînein, brilhar), adj. diz-se de um ácido extraído do alcatrão da hulha, também conhecido por fenol e álcool fénico.

    => Fenc > Feng, e os paciente chineses, que tudo registavam como os laboriosos egípcios, lá saberão porque! =>

    Feng, the Chinese phoenix and the personification of the primordial force of the heavens. Feng has the head and the comb of a pheasant and the tail of a peacock.

    Phing + ish, lit. “o filho da aurora, Hórus”.

    = Ish-Phinga > Esfinge!

    Obviamente que entre outras coisa a esfinge era a Fénix e o pássaro Benu, ou seja a Luz da Aurora primordial e por isso um símbolo da deusa mãe do Parto!

     

    Ver: FENIX (***) &

            O MISTÉRIO DA GRANDE ESFINGE DE GUIZÉ (***)

     

    Obviamente que a esfinge era uma metáfora dos animais que se supunha guardarem as portas das aurora e a sua natureza compósita deve derivar do facto de este mito ter sido tão original quanto o começo do dia entre os seios da “dupla montanha da aurora” ao ponto de terem existido vários animais totémicos a tutelá-la. Na indefinição dos mitos contados e recontados numa miríade de tempos e lugares os animais que guardavam as portas do paraíso acabaram por ter a forma compósita dum sincretismo mítico primordial!

    Paulo Urban fala de “strigae, demónios femininos que sob a forma de pássaro se alimentavam de recém-nascidos. Strega, bruxa em italiano, deriva-se daí, e em português temos igualmente o termo estrige; ambos oriundos da raiz latina strix, a significar coruja, pássaro noturno ou qualquer outra ave de rapina”. – ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA, INSTITUTO ECUMÊNICO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TEOLOGIA REGINA BOSTULIM.

    No caso particular das esfinges que guardavam os túmulos estas estariam relacionadas naturalmente com cultos solares de morte e ressurreição e também com cultos infernais. Enquanto animais de transporte das almas teriam muito cedo sido associadas a aves agoirentas como mochos, corvos e corujas. A relação da coruja com Atena e esta com a deusa mãe das cobras cretenses fecha o círculo da mitologia das esfinges enquanto animais estranguladores e instomentos de morte da deusa mãe, como as harpias gregas e as estriges latinas.

    «Estriga» • (Lat. striga < stringere, apertar), s. f. porção de linho que se põe de cada vez na roca; • madeixa; • (Lat. striga < strige, m. s.), feiticeira; • bruxa. > «Estriga» • (Lat. strige), s. f. coruja; • feiticeira; • vampiro. ó «Estrígidas» < • s. m. pl. família de aves de rapina, nocturnas, que inclui os mochos e as corujas.

     

    Ver: AVES AGIURENTAS (***)

     

    Figura 16: Adade nos infernos com Ereshkigal. De cada lado das portas dos infernos dois deuses sacarídios em cima de duas esfinges aladas, guardiões das portas do céu.

    Há esfinges barbadas e coroadas nos monumentos da Assíria e a imagem é comum nas gemas persas.

    Plínio, no seu catálogo de animais etíopes, inclui as esfinges, das quais não especifica outras características para além do pêlo pardo-avermelhado e os peitos iguais. A esfinge era assim um elemento simbólico universal que correspondia na assíria aos touros alados, os lamachu, e outros génios alados de animais fantásticos com as funções arquitectónicas de proteger as portas dos palácios assírios simbolizando assim a autoridade real e continuando a tradição mítica das quimeras leoninas de guarda às montanhas da aurora às portas do paraíso da “árvore da vida”!

    Figura 17: Esfinges leoninas aladas da Pérsia de guarda à «árvore da vida».

    Figura 18 Touros alados (lamachu) de guarda às portas dos palácios de Assurbanípal em Corsabade.

    Figura 19: Esfinge Persa.

    Na Pérsia pareceria que estes animais seriam sobretudo leões alados e grifos que guardavam a “árvore do paraíso” nos reinos da aurora.

    Mas isso foi o que restou das purgas monoteístas do mazdeismo e, em tudo o caso, em qualquer outra parte do universo cultural apenas sabemos aquilo que por mero e quase sempre feliz acaso os resto da história nos permitem vasculhar com a arqueologia...tanto mais que os mortuários de cada civilização passada varia muito em quantidade e qualidade assim como a resistência dos materiais que foram utilizados como suportes culturais!

     

    ORIGEM DO NOME DO N.º 5

    «Figa» •, s. f. pequeno objecto em forma de mão fechada, com o polegar entre o indicador e o dedo grande, e que se usa supersticiosamente, como esconjurador de malefícios, doenças, etc. (de «figo» < Lat. ficu, s. m. fruto da figueira) => «mano fico».

    «Figa» < Ficu < *Kiku + An => Kikuna > *Un-Kiku > *Ki-Unk, lit. «as garras de Ki» > *Phi-Unka > Lat/Grec. fingo? => *Unkish > ungis > Lat. unguis > ugnia > «unha» (na etimologia oficial < Lat. ungula, diminutivo de unguis? ou antes:

    Lat. Ungula < unkula < Sumer. *U-Antu-la, a que corta a gordura (com as unhas)??? > *Enki-ura, a filha de Enki, Inana / Ishtar > An Kurra => Galla, a rainah dos infernos => «garra» (??? < Gaul, garra ?, parte de perna???) > galra > «guelra» (pela forma de garras que parece ter ... ou pela relação asfixica que teria na morte dos peixes???!!!).

    Lat. pangere = fincar.

    Porém, é bem possível que inicialmente o termo utilizado antes de «mano fico» tenha sido mano *finco, lit. «mão fincada», «em garra fechada».

    Tal como «dedo» (< Lat. digitu = Lat. dece + tu = dicetu, lit. «os dez filho de *Dice»?) tem a ver com os dez dedos de ambas as mãos também o nº. 5 terá a ver com os dedos duma mão. Então, sendo «cinco» os dedos de cada «figa» depressa se teria confundido mano *finco com o nº. 5 < • Lat. *cinque por quinque < *Ki-Unki (+ ka) > *Phi-Unka > Lat / Grec. fingo? A confirmação desta hipótese poderá ser feita por estudos linguísticos comparados foi de facto, Eng. finger (= «dedo») < Old English from GermanicMusic??? quiçá com um pouco da ajuda a partir do étimo do verbo Lat. Sphingo.

     

    Ver: VÉNUS/MANES/MANO FICO (***)

     



    [1] URL http://www.nmia.com/~sphinx/egyptian_sphinx.html

    [2] THE ATLANTEAN SYMBOLISM OF THE EGYPTIAN TEMPLE (PART II), nota 7. Copyright © 1997 Arysio Nunes dos Santos.

    [3]

    [4] URL http://www.nmia.com/~sphinx/egyptian_sphinx.html

    [5] THE SAGA OF THE SPHINX by JC.

    Devil Restauro cibernético do autor.

    [7] THE SAGA OF THE SPHINX by JC.

    Music"finger," Microsoft® Encarta® 99 Encyclopedia. The Concise® Oxford Dictionary,  9th Edition. (c) © Oxford University Press. All rights reserved.

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  • ARTEMISA, A DOMADORA DE FERAS, por arturjotaef

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    POTNIA TERON.. 1

    AMATERASU.. 2

    TABITI 5

    ANAHITA.. 7

    METATRON.. 10

     

    POTNIA TERON = ATENA + ARTEMISA

    Figura 1: The winged goddess flanked by animals is an eastern motif that had been known in Greece during the Bronze Age. It became particularly popular during the Orientalizing period of the seventh century, which was characterized by influence from the east. The pose is called that of the 'Mistress of Animals', because the goddess shows her domination of wild nature by controlling or subduing the animals at each hand. In the Greek world the 'Mistress of Animals' was identified as the goddess Artemis. British Museum. From Rhodes, Aegean Sea, 7th century BCE.

    Figura 2: Pormenor duma das placas douradas do colar da figura anterior. Esta iconografia seria de facto uma cópia de Ashera, como se verá.

    A tradição das deusas domadoras dos animais decorre quase seguramente duma das facetas da deusa mãe das cobras cretenses que teria a seu cargo, nas cerimónias do labirinto, o abate dos touros sacrificiais com o “duplo machado” e que, nestas funções, foi chamada de Senhora dos animais ou Pótnia Teron.

    Potnia Theron ("Mistress of the Animals") is an ancient title of the Minoan Goddess, an aspect of her power that was assumed by Artemis among others in the Olympian hierarchy that was later introduced in mainland Greece. "In particular, it seems as if an ancient Great Goddess, especially qua Mistress of the Animals, has been individualized in Greece in various ways, as Hera, Artemis, Aphrodite, Demeter, and Athena," Walter Burkert allows, but adds "The idea of a Master or Mistress of the Animals who must be won over to the side of the hunters is widespread and very possibly Paleolithic in origin; in the official religion of the Greeks this survives at little more than the level of folklore." (Burkert 1985, p. 154, 172).

    Após a revisão do panteão olímpico as dúvidas a respeito de quem caberia o título de Potnia Teron parece terem sido as mesmas do “julgamento de Paris” que precedeu as guerras do ciclo troiano.

    Figura 3: Neste vaso em que Afrodite acolhe Helena na sua corte celestial podemos vislumbrar uma subtil identificação entre ambas. Pela forma como Helena é representada vestida de amazona podemos suspeitar de que esta é o “alter ego” aguerrido de Afrodite, a prostituta sagrada que na origem seria simultaneamente, esposa, amante e companheira de armas, ou seja a Deusa Mãe (Grec. Deméter) na única forma orientar de Inana/Istar, de que, depois das guerras religiosas decorrentes da revisão do panteão hitita derivaram, derivaram por lógica trifuncional as deusas: esposa Hera, a amante Afrodite, e a companheira de armas, Artemisa na caça e Atena na guerra.

    Afrodite < Hafrodite < Ka-phor-Thite | < *Ki(ma)

    > | Mika Phro-Kiki > *Kartu masha > Artemisa.

    Potinija < potin-isha < Potian-ikia ó Pot-Enki-Ania.

    De facto, é possível uma aproximação étmica entre Artemisa e Afrodite, ficando assim a saber-se que é o radical Aphor-, o componente nuclear do nome destas deusas, se relaciona com a Kafura constituindo a origem taurina e ofídica do nome das deusas do amor venal.

    Potnia Teron poderia ter sido uma potinija taurina, que, à semelhança de todas a deusas taurinas como a Turan etrusca, era deusa da fertilidade e do amor como Afrodite.

    Potnia | Teron < Teraun < Teranu < Tera + Anu < Tara < Kaur

    > Karu > Kalu > Kali.    > Taur-Anu(a) > Turan.

    A este grupo de deidades teriam ainda pertencido Tara e Amaterasu.

    Tara = Tibetan-Goddess. Helps humans to get rid of their desires. "The Star Who Leads Across": A Savior Goddess much loved by the people, Tara protects humans from dangers both physical and spiritual.

    Amaterasu = Her full name is Ama-terasu-o-mi-kami and She is the much-loved, benevolent Goddess of the Sun. She is responsible for sun, family and wisdom.

     

    AMATERASU

    No Japão, Amaterasu, também conhecida como Ama-Terasu-Oho-Mi-Kami, era deusa do sol, ou seja, seria seguramente a esposa, mãe ou ambas as coisas, do deus do sol que era Kar.

    Nasceu do olho esquerdo de Izanagi e domina o panteão xintoista, em que figura um certo número de personificações das forças naturais. É representada empunhando um disco solar.

    Figura 4: O mito de Amatarasu não é senão uma variante do mito de Tiamat, a Deusa Mãe primordial que, como Mut / Nut no Egipto devoravam o pôr-do-sol para parirem a aurora!

    "Amaterasu vivia numa gruta, em companhia de suas criadas, que lhes teciam quotidianamente um quimono da cor do tempo. Todos os dias de manhã, ela saía para iluminar a Terra até o dia em que seu irmão, Susanovo, deus do Oceano, lançou um cavalo esfolado nos teares das criadas tecelãs. Assustadas, elas se atropelaram, e uma delas morreu com seu sexo perfurado por sua própria lançadeira. A deusa Amaterasu não apreciou a brincadeira porque não gostava de cavalo cru. Zangada, recolheu-se no fundo da sua gruta e a luz do sol desapareceu. E o pânico espalhouse pelo mundo e chegou até ao céu, onde viviam os deuses e as deusas, que como os humanos, também não enxergavam nada. Eles se reuniram e estudaram um estratagema. Pediram a Uzume, a mais engraçada das deusas, que os distraísse diante da gruta fechada em que Amaterasu estava amuada. Uzume não usou de meios termos: levantando a saia, pôs-se a dançar provocantemente, exibindo suas partes íntimas com caretas irresistíveis. Estava tão divertida que os deuses desataram à gargalhada... Curiosa, Amaterasu não aguentou: entreabriu a pedra que fechava a gruta, e os deuses lhe estenderam um espelho onde ela viu uma maravilhosa mulher. Surpreendida  avançou e então os deuses agarraram Amaterasu que saiu para sempre de sua gruta. E assim o mundo ficou a salvo das trevas eternas."

    Amaterasu < *Ama-Tarashu < *Kima-Tarish, Lit. «Ishtar, a filha da Deusa Mãe *Kima < Amat- | Arysha < (Ti)amat-Arina > Ariadne => Artemisa.

    Ama | -terasu-| o-mi-kami => Tera-Shu, lit. «filha de Tera»,

    Ou seja, estamos perante a suspeita patente noutros contextos de que o Japão teria sido colonizado, muito antes de descoberto pelos portugueses, por povos neolíticos provenientes do mar Egeu, quem sabe se da ilha de Thera onde se teria dado o cataclismo da Atlântida. Este mesmo confronto étmico reforça outra suspeita: a de que enquanto os latinos teriam tido uma forte ligação cultural com os hititas da Anatólia, de onde teriam surgido depois da suposta queda de Tróia, os Etruscos terão tido origem no própiro mar Egeu!

     

    Ver: THERA (***)

     

    A arqueologia linguística do nome de Afrodite reporta-nos para os deuses do fogo que foram também da água e ambos da esfera de Enki além de nos permitir suspeitar que esta deusa foi afinal, Potnia Teron, um dos epítetos mais arcaicos de Artemísia. Na verdade, este epíteto parece significar literalmente a patrona (= despota < des-potnia > potinija ) dos animais (particularmente dos touros cretenses!).

    Outside the Peloponnese, Artemis' most familiar form was as Mistress of Animals. Poets and artists usually pictured her with the stag or hunting dog, but the cults showed considerable variety. For instance, the Tauropolia festival at Halae Araphenides in Attica honoured Artemis Tauropolos (Bull Goddess), who received a few drops of blood drawn by sword from a man's neck. -- © 1999-2000 Britannica.com Inc.

    Figura 5: Potnia Teron, num anel micénico.

    No entanto, o título deve ter-lhe sido dado por ter sido a deusa mãe dos cretenses, a deusa do fogo das cozinhas onde foram descobertas as bebidas fermentadas como complemento alimentar e que os alvores da agricultura permitiram às mulheres fabricar em larga escala. Enquanto sacerdotisas dedicadas ao seu fabrico e distribuição sagrada eram chamadas nos tempos micénicos por Potinijas < Pho-Tan-hija < Ki-tan-isha, Ki, a domadora de cobras!

    Animals sacred to Artemis are: deer/stags, geese, wild dogs, fish, goats, bees, bears, laurel trees, fir trees

    Figura 6: Potnia Teron.

    Uma delas foi Atana Potinija, aliás funcionalmente muito próxima de Artemísia.

    «Mesopotâmia» deriva de *potamia < Kaki-Ama-hia ou de Pot(a)nia < Potanija?

    O termo do conceito mítico sumério me deriva de Ame < Ama, na medida em que semanticamente a deusa das «leis da natureza»  foi a Deusa Mãe de todas as artes domésticas da civilização.

    Scholar Mark Smith notes that the invocation of `Ashtartu was likewise suitable for use in imprecations, as in the Myths of Ba`al and Aqat (see Choron, below). Astarte's martial power was well-known in Emar especially by way of her title dIsh8-tar ME in Sumerian and Ashtartu takhazi, meaning Athtart of the battle, in Akkadian, as well as in Egypt. She is invoked also in the treaty of Esarhaddon.

    dIsh8-Tar Me > Ish-Kar-me < Kaki-Kar-me > Har Ki-me-Ka => Artemisa.

    Kupharissia = Kuparissia, epith. of Artemis Agrotera, (Lacon.).

    Kupharissia < Kuphar-isha <= Kukurish < Ishkur < Istar.

    Agrotera < Sakuro-Tela.

    Figura 7: Potnia Teron.

    Figura 8: Asherah.

    …On the lid of an ivory pixus from Minet el-Beida (see illustration), Ugarit's sea port, She is depicted in Mycenaeo-Cretan style …

    She is seated on a decorated stool wearing only a full, Cretan-style layered skirt. Her hair is up on top of Her head. She holds a bunch of plants in each hand, with a rampant ibex on each side facing Her.[1]

    Na verdade, e aplicando o paradigma das ciências exactas à etimologia teremos:

    Como Potnia Teron = Atana Potinija e

    Tareja (a mãe de D. Afonso Henriques) era a forma medieval de «Teresa», então teremos:

    Potnia Teron + Atana Potinija

    ó Atana Potinija Teron

    ó At-an Pot-An-ija Ter-An = An (At + Phot-Ter-ija) = Ana (At + Phi-at + Ter-at) = Ana [At (Ki-Ter) ] => *Atena Quitéria. Como corolário teremos também:

    Potnia Teron = Potinija Teron = Pot-An-ija Ter-an

    => Putana Turan-eija > (An) «P***» Teresa.

    Asherah is the Tree of Life, a life-giving goddess of well-being. The palm tree, particularly the female date palm which bears clusters of dates, is the tree of life in the arid Near Eastern desert - having shallow roots, it must grow near a source of water; it provides shelter from the sun; its leaves make thatch for roofs; its trunk can be used for building; its sap can make sugar (like maple syrup) and even be fermented into an alcoholic beverage; and the fruit of the date, both fresh and dried, is a commonly eaten food. was honored as a sacred tree and worshipped in sacred groves, sometimes depicted in a tree of life stance between two animals. Since She is "upright" and "straight," upright posts or living trees represent Her.

     

    TABITI

    ARTEMISA DOS CITAS E OS CULTOS DO FOGO.

    They worship only the following gods, namely, Vesta, whom they reverence beyond all the rest, Jupiter, and Tellus, whom they consider to be the wife of Jupiter; and after these Apollo, Celestial Venus, Hercules, and Mars. These gods are worshipped by the whole nation: the Royal Scythians offer sacrifice likewise to Neptune. In the Scythic tongue Vesta is called Tabiti, Jupiter (very properly, in my judgment) Papaeus, Tellus Apia, Apollo Oetosyrus, Celestial Venus Artimpasa, and Neptune Thamimasadas. -- IV livro, MELPOMENE, DA HISTORIA DE HERODOTO, translated by George Rawlinson.

    Figura 9: Tabiti.

    Segundo Heródoto os citas eram um povo que permanecia na fase arcaica da adoração do fogo na pessoa duma deusa mãe de nome Tabiti, nos arrabaldes da cultura suméria e anatólica.

    Segundo o conteúdo expresso desta figuração Tabiti era uma deusa do fogo muito parecida com a forma de Pótnia Teron / Artemisa. Claro que, de Tabiti se poderia chegar a um virtual feminino de Taur, a deusa egípcia Taweret, que por ser uma deusa hipopótamo seria uma manifestação local do culto da deusa mãe dos animais, caso não fora etmicamente mais plausível o seguinte:

    Tabiti < Thawitu < *Ki-Phiat(u) <= Kephi-A(n)t(u) => *Kakiash > Hekat.

                                                           > Hepatu > Hebat.

    Apia < Haphia < Kakia > Kahia > Gaia.

    Hebat poder telúrico da terra em fogo por altura das grandes queimadas naturais ou de fenómenos de vulcanismo. Com este nome andou relacionado o nome de Hebe e de Kiwel.

    Como Apia está mais próxima de Gaia e da Ophia minoica (de que resultou o estranho nome Op(i)s da deusa mãe latina) do que da Tellus hitita é obvio que estamos perante dúvidas sugeridas ou pela tradução ou pelos sistemas de comparação mítica usados por Hiróduto. Em qualquer dos casos tratar-se-ia duma deusa telúrica muito arcaica que comprova o carácter arcaico da cultura cita, aliás em concordância com o que conhecemos da sua civilização ainda pré-histórica em plena época clássica. Porém, não terá sido apenas pelo facto de os citas terem sido inimigos dos Persas que se tornaram amigos dos gregos segundo o princípio universal da geopolítica de que «os inimigos dos meus inimigos meus amigos são». A ligação dos gregos com os citas deve ter tido raízes e antecedentes tão remotos como a inimizade destes com os Persas.

    Sendo Apia paredro de Papeu (/Júpiter) era também a deusa suprema o que se revela em contradição com o facto de a deusa do fogo Tabiti/Hebat ser a deusa mais reverenciada dos citas. Ora, Apia poderia ser uma variante evolutiva ainda muito próxima de Kaka o que deixa a suspeita de que ou Tabiti era apenas teónimo da rainha dos citas ou era muito simplesmente o nome da Mãe ou da filha desta. A verdade é que Tabiti/Hebat só poderiam ser uma variante fonética muito arcaica de Hekate.

    In the later poems Artemis became associated with another goddess, Hecate, the dark and awful goddess of the lower world. Hecate was the Goddess of the Dark of the Moon, the black nights when the moon is hidden. She was associated with deeds of darkness, the Goddess of the Crossways, which were held to be ghostly places of evil magic and awful divinity.

    Thus she became "the goddess with three forms, "Selene in the sky, Artemis on earth and Hecate in the lower world as well as in the world above, when it is wrapped in darkness. In Artemis is shown most vividly the uncertainty between good and evil which exists in every god. Ironically, this contrast is least apparent in her brother, the God of Light, Apollo. [2] (...)

    Sendo assim, Tabiti seria a Hecate cita, forma arcaica de Hesta/Vesta, e variante étmica antecessora de Artemisa. Na verdade, a deusa cita mais próxima de Artemisa etimologicamente seria Artimpasa. Sendo assim, o trio feminino dos citas formavam uma espécie de «tridiva do fogo», segundo uma tradição de que Hecate seria a expressão mais taxativa, pois também Artimpasa se manifesta relacionada com a etimologia ígnia, quanto mais não fosse por ser esta função implícita doa deusa do amor. De facto, se a «Celestial Vénus ou Artimpasa» não é senão Afrodite Urânia, o que nos interessa reter agora é a relação deste nome com asha com que se alimentam os «deuses do fogo». O então, porque já Tea era Euryphaessa.

    Theia Euryphaessa (Θεία Εὐρυφάεσσα) brings overtones of extent (εὐρύς eurys "wide", root: εὐρυ-/εὐρε-) and brightness (φάος phaos "light", root: φαεσ-).

    Aspalis = West Semitic hunting goddess.

    Apa + asha > Apha-urta > Apha-rta > Aphaisha > Aphaessa.

    Artimpasa = Artim + | phasa < phiasha.

                                  Aspalis < Ashpharis < Ashkar => Istar.

    Em conclusão, o arcaísmo da mitologia dos citas revela os antecedentes dos povos frígios que vieram a invadir a Grécia pela Anatólia o que em parte explica os antecedentes culturais remotos da geopolítica ambivalente e ambígua dos gregos em relação ao mundo Persa, assim como a origem estereotipada da figuração de Artemisa como Pótnia Teron, tão semelhante à Tabiti dos citas quanto a Anakita dos Persas, de que se falará de seguida! Mas, atenção, a Ashera de idêntica figuração semita já era uma evolução de Ishtar / Inana, pelo que seria estulto levantar aqui a questão do génio indo-europeu que a ser invocado apenas comprova o primitivismo e o atraso das raízes indo-europeias em face da cultura peri-mediterrânica.

     

    ANAHITA

    ARTEMISA DOS ARIANOS.

    “The holy one who multiplies flocks … goods … riches … land …

    Who purifies the seed of all men … the womb of all women …

    Who gives them milk when they need it …”. (Yasna 65).

    Figura 10: Anahita.

    Anahita (Anaitis, Ardvi Sur, Aredvi Sura) The ancient Persian water goddess, fertility goddess, and patroness of women, as well as a goddess of war. Her name means "the immaculate one".

    Figura 11: Potnia Teron.

    She is one of the forms of the 'Cosmic Ocean Goddess'. She was Zoroastrian cosmic goddess associated with water, the stars and moon, love and fertility.(…)

    She was also known as Aban Yazad ('the archangel of waters') or Aban Zohra. Aredvi is also a river that flows from the mythical mount Hara.

    Anahita era Aredvi Sura < Kar devi Kura < Kurkur Keki!

    Aredvi Sura Anahita (Ar?dvi- Su-ra- Ana-hita-) is the Avestan language name of an Indo-Iranian cosmological figure, venerated as the divinity of 'the Waters' (Aban) and hence associated with fertility, healing and wisdom. Aredvi Sura Anahita is Ardwisur Anahid or Nahid in Middle- and Modern Persian, Anahit in Armenian.

    Dito de outro modo, os persas ainda se recordavam de Atena / Artemisa ter sido Aruru (= Haurhur < Kur-kur), a deusa da «dupla montanha da aurora» que, obviamente neste contexto da cultura avéstica, era a mítica montanha Hara (< Kaura < Kur), a branca montanha de Ninkursag.

    The Greeks called her Anaitis. The Greeks seem to have equated her with Artemis as «Mater Artemis», though comparisons were also made with Aphrodite (Berosus Fragment 16 of Clement Alexander. prot. 1.5; Herodotus, Historiae, I. 131) and Athena. (…)

    Indeed, Anahita was also called Anaea (Strabo, Geographia, XVI:1:4). Also, Anu is believed by many to be synonymous with the primordial cosmic goddess Danu, and Anahita was also called Tanais (Clement of Alexandria, Propreptikos, 5). This was also the name of the ancient Russian river today known as the Don. She was probably originally the consort of the primordial cosmic god, though demoted to being the daughter of Ahura Mazda in Zoroastrian religion. (…)

    Filha e amante do «deus pai» Enki foi Inana / Afrodite. A relação priviligiada desta Deusa Mãe com a água, deriva ou da confusão com Tiamat enquanto Cosmic Ocean Goddess”, do facto de ser filha desta ou de ser a filha amantíssima de Enki, o pai das fontes das «águas doces» da vida eterna de que deriva a mítica relação com rios cosmológicos como Danúbio (< Dan-Auphio, a cobra macho, filho de Danu), Don, Denieper, Dão em Portugal, etc..

    Assim, Anakita era funcionalmente tal e qual Diana / Atena /Artemisa e também era tal e qual Afrodite. Porém, etimologicamente ela era tal e qual Anat / Atena. Na verdade, entre os caldeus, a Deusa Mãe da 2ª geração era a suméria Inana que não era senão a babilónia Istar e a canaanita Anat.

    Figura 12: Anahita.

    Was very popular and is one of the forms of the 'Great Goddess' which appears in many ancient eastern religions (such as the Syrian/Phoenician goddess Anath). She is associated with rivers and lakes, as the waters of birth. Anahita is sometimes regarded as the consort of Mithra. She possibly is the same as Babylon's Anat. When Persia conquered Babylonia (in the 6th century BC), Anahita began to show some similarities with the goddess Ishtar.

    Since then her cult included also the practice of temple prostitution. (…)

    Alternate forms: Anahid, Anahit, Anta, Anthat, Ardvi, Aredvi Sura Anahita, Tanata, Tanais, Nahunta, and Nanaea.

    Etimologicamente ela era uma do grupo das arcaicas «deusa mãe do céu» como Inana (ó Nanaea), a Sr.ª (esposa do deus do) do Céu / Anat (Lit. filha e esposa do deus do) Céu!

                 Anahid < Anahit < Anahita < Anakiti < Ana-*Keka < Anakiki, «a Sr.ª da montanha dos seios duplos».

    Antu + Enki = *Enki-Unda > Nahunta ó Abunda(ntia).

      Antu ó An-at < *An-ash < Anaea < Ana-Geia < Ana-*Keka

                      Anta ó At-an < Atena.

                                               => Tan-ish > *An(ta)-at > Anthat

                   Tanata < Tan-at ó Tan-ish > Tanais.

                                               ó Tanet > Tanit.

    Seja como for, o nome de Anakita permite reforçar a suspeita da origem de duas realidade linguísticas importantes: do étimo *ish/ash e ainda identificar Artemisa com Atena pois ambas com Afrodite completam a plenitude de poderes da Deusa Mãe primordial!

    Anahita era a deusa Persa da água e do amor.

    She is portrayed as a virgin, dressed in a golden cloak, and wearing a diamond tiara (sometimes also carrying a water pitcher). (…)

    A mitologia Pérsia foi-nos transmitida de forma indirecta e já contaminada de enviusamentos dualistas que se tornam óbvios quando encaramos a relação entre Armaiti e Nanghaithya. Enquanto deusa da fertilidade e da morte Armaiti seria seguramente uma bruxa negra tão lúbrica quanto telúrica e, por tanto, não menos diabólica que qualquer um dos deus mais prováveis arqui-inimigos!

    Les premiers immigrants iraniens semblent s'être établis dans le courant du IIe millénaire au nord du plateau auquel ils devaient donner leur nom. Vraisemblablement nomades, ils se faisaient enterrer dans des cimetières tels que celui qui a été exploré à Marlik, non loin du village d'Amlash.

    Figura 13: Vase aux monstres ailés. Région de Marlik (Iran du Nord) XIVe-XIIIe siècles avant J.-C. Electrum.

    Dépourvus de traditions artistiques, ils s'inspirèrent, pour décorer leur orfèvrerie, de l'art des vieilles civilisations d'Asie occidentale. Ce gobelet en alliage naturel d'or et d'argent (électrum) porte ainsi un décor emprunté au répertoire en honneur dans l'empire mitannien situé dans le Nord mésopotamien: monstres ailés aux serres entrelacées, maîtrisant des animaux. -- cite da internet do Museu do Louvre.

    Como se pode ver com um pouco de espírito aberto à rebeldia do anarquismo intelectual que não aceita outra autoridade que não seja a do bom senso da razão teórica controlado pela razão prática da comprovação objectiva, a história constrói-se com tanto de romanesco quanto de factual pois foi sempre completada pelo romance e pela imaginação da plausibilidade quando faltavam as evidências documentais. Conhecemos as representações do pássaro Anzu sobre leões nas civilizações de influência caldeia mas as quimeras rebuscadas e retorcidas são, senão típicas, pelo menos comum nas culturas saídas do chamado grupo indo-europeu que, pelo facto de corresponderem a civilizações arcaicas na fase da caça teriam que ter particular preferência por temáticas mitológicas com ela relacionada. Ora o tema da Deusa Mãe dos animais prestou-se a variadas interpretações quase toda quiméricas!

    No entanto, esta deusa iraniana da terra mãe seria com mais propriedade etimológica Aramaiti.

    Ara-ma-iti < Har-ma-kiti = Har-ma-kiki < *Kar-Kima-ish

    > Ar-ti-ma-ki < Artemis.

     

    Ver: QUIMERA (***)

     

    De resto se tirarmos a fantasia primordial arcaica de fundo animalista que inspirou o artista da referida peça de ourivesaria ficamos com uma deusa de postura e simetria sopreponível às anteriores representações de Pótnia Teron. Esta seria Artemisa que se tornou posteriormente numa variante ainda mais depurada e sublimada em enquanto Armaiti personificação da santa devoção pela «virgem mãe»!

    Armaiti ("beneficent devotion" is one of the Amesha Spentas. She is the personification of holy devotion, the daughter of the creator and represents righteous obedience. She is associated with the earth and in that capacity she is the goddess of fertility and the dead, who are buried in the earth. The fifth day of every month and the twelfth month are dedicated to her. Her eternal opponent is the archdemon of discontent, Nanghaithya (< *Nana-Gaita < Nana Kaka, o deus lunar e do fogo).

    Ora, este antagonismo metafísico deve ter começado pela mais natural, arcaico, e eterna guerra de sexos que deveria ser também o mais solitário dos conflitos entre marido e mulher em que ninguém deveria meter a colher mas que acaba sempre por ser o pretexto de todos os conflitos finais da humanidade! Armaiti seria tal como Artemisa era uma deusa lunar que normal seria estar casada com um deus do fogo lunar como terá sido etimologicamente Nanghaithya.

     

    METATRON

    ARCANJO TRAVESTIDO DE ARTEMISA.

    Rabinnic tradition insists Metatron is the greatest archangel of all.However, as a Christian angel, he is more of a mystery than all others.Metatron is called: Prince of the Divine Face, Angel of the Covenant, King of Angels, Lesser YHWH (tetragrammaton).

    Metatron is charged with the sustenance of the world.

    In the Talmud and Targum, Metatron is the direct link between God and humanity. - [3]

    Figura 14: Metatron.

    Não podemos deixar de ficar perplexos com o facto de existir um Arcanjo denominado Metatron.

    É inevitável não pensar que o artista que pintou este anjo, na mais travestida das posturas, não estivesse a disfarçar o mesmo desconforto dos católicos perante o obvio mistério do sexo dum anjo com um menino ao colo, ao não poder revelar toda a feminilidade intrínseca deste arcanjo que, no plano da funcionalidade mítica é o menos assexuável deles todos por ter a seu cargo a procriação, o único poder que os patriarcas não puderam subtrair às mulheres.

    Estando logo abaixo de Deus e responsável pela substância do mundo este arcanjo era um óbvio disfarce da Deusa Mãe Natureza! e podemos continuar na senda da tradição referida pelo autor citado:

    «I bring to mankind, from God, the Gift of Procreation, your immortality!» There is a passage in Exodus which refers to Metatron: "Behold I send an angel before thee, to keep thee in the way and bring thee unto the place which I have prepared."

    Figura 15: Sandalfon, o arcanjo da música que ressoa como a de Apolo!

    Evidence indicates that this guiding angel was Metatron, as it is stated that the angel appeared "as a pillar of fire, his face more dazzling than the sun." In the Alphabet of Ben Sira, there is the story of the marriage of God and Earth (Elohim & Edem):God demands from Earth the "loan" of Adam for one thousand years. Upon Earth agreeing to the loan, God writes out a formal receipt, and it is witnessed by Michael and Gabriel. According to the story, the receipt is on deposit to this day in the archives of Metatron, the heavenly scribe.

    In occult writings, Metatron is described as the twin brother, or half brother, of the angel Sandalphon.

    Metatron < Meta- | Teron ó Teron Metis.

                    = Potnia | Teron                           ó Artemis º Atena.

    Claro que o «pilar de fogo» (seguramente uma arcaica, porque tão sugestiva quanto óbvia metáfora dum pico vulcânico) sempre foi um símbolo arcaico da deusa mãe!

    Ma é a relação suspeitada pelos cabalistas entre Metatron e Shekinah que revela toda a verdade oculta!

    There is a mysterious connection between Metatron and the Shekinah.

    Shekinah is the female principle of God in man.

    According to the Zohar, creation of the world was the work of Shekinah.

    The Shekinah was exiled after the Fall of Adam and Eve.

    Rabinnic teachings are that "to lead the Shekinah back to God and to unite Her with Him is the true purpose of the Torah."

    Shekinah < Ishkinah < *Atkina > Atania > Atena.

    É que Shekinah é foneticamente Atena e teve o mesmo destino desta. Foi gerada por deus quando este engoliu Métis gravida! Ora Metatron é etimologicamente Artemisa.

    Como Sandalphon < *Phan- | Delphian < Telepin > Thalphon

    > Haplon > Apolon, então: Apolo = Sandalphon

    Metatron = Atena = Artemis, irmã de Apolo.



    [1] The Temple of the Deities - Room One, The Major Deities in the Myths of Ugarit, ©1990-1997 Lilinah biti-Anat.

    [2] http://www.thanasis.com/artemis.htm

    [3] Copyright 1997, 19998 AngelicArtistry - All Rights Reserved - Do not remove graphics from this page.

  • PERSEFONA OU A DESCIDA DE AFRODITE & ANFITRITE AOS INFERNOS, por arturjotaef.

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    Figura 1: Perséfona & Hades.

    Figura 2: Perséfona & Deméter.

    Quando os sinais da grande beleza e feminilidade de Perséfone começaram a brilhar, em sua adolescência, Todos os deuses masculinos, Hermes, Ares, Apolo e Hefestos todos a cortejaram mas apenas o deus Hades a foi pedir a Zeus em casamento.

    Figura 6: Rapto de Proserpina.

    Este, sem sequer consultar Deméter, aquiesceu ao pedido de seu irmão. Hades, impaciente, emergiu da terra e raptou-a enquanto ela colhia flores com as ninfas, entre elas Leucipe e Ciana, ou segundo os hinos Homéricos, a deusa estava também junto de suas irmãs Atena e Artemis. Hades levou-a para seus domínios, desposando-a e fazendo dela a rainha dos infernos.

    Leucipe e Ciana são quase que seguramente componentes arcaicas do nome de Perséfone. Eram epítetos de Perséfone Ctonica, significa do submundo e Leptynis, significa destruidora.

    Ciana < Quitana < Kitónica ó Ti-Anica > Tanit.

    Leucipe < Lep-| Ki > Ti | + Anu > Lephi-Tunis > Leptunis.

    Leucipe < Reuciphe > Reshef + Kiana => Reshefina / Proserpina.

    Existem variantes do nome de Per-séfone em vários dialectos: Persefassa (Περσεφάσσα), Persefatta (Περσεφάττα), Persefoneia (Περσεφονεία), Pherefafa (Φερέπαφα).

    «Marafona» < Ár. mara haina, (> «taina») ??? = mulher enganadora; • (prov.) mulher desleixada; • prostituta. «Matrafona» < Alent.) mulher desleixada no vestir; • marafona; • boneca de trapos. < Grec. Mêtrophonos < mêtrophthoros  = mãe. «Fona» < • (< Gót. fon, fogo), s. f. centelha que se apaga no ar; => «Fona viva»• azáfama, lufa-lufa. s. m. indivíduo fraco, efeminado, mulherengo.

    Se «marafona» deriva do árabe porque não haveria «matrafona» ter também derivado por esta via por andou Perséfona. Mesmo «fona» poderia ter tido a mesma origem, pelo menos na semântica relacionada com o conceito de «indivíduo fraco, efeminado, mulherengo», seguramente relacionado com o deus Fauno/Pan, o deus das «tainas» e da sexualidade sem freios como viria a ser a «matrafona» dos prostíbulos onde se encontrariam tanto os homens mulherengos de visita, quanto os efeminados de serventia!

    «Matrafona» = Mater- | Fauna < F(i)ona < Ki-Ana.

    As marafonas fazem parte da tradição de Monsanto na Festa das Cruzes, celebrada no dia 3 de Maio se for Domingo, caso contrário, no Domingo seguinte. Durante a festa, as raparigas casadoiras bailam com as marafonas. Depois da festa as bonecas são deixadas em cima da cama onde têm o poder de livrar a casa das tempestades de trovoada, e de maus olhados. No dia do casamento guardam-se debaixo da cama (como não têm olhos nem orelhas nem boca, nada vêem, nada ouvem nem nada podem contar) para trazer fertilidade e felicidade ao casal. As marafonas estão associadas ao culto da fertilidade. A marafona faz parte da tradição na localidade de Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, mais propriamente na festa dos Caretos de Podence, onde a marafona é, também, uma rapariga mascarada que anda com a cara escondida por baixo de uma renda e leva um lenço à cabeça. Estas marafonas são os únicos seres que os caretos respeitam nas suas brincadeiras.

    Claro que a variante alentejana «matrafona» seria um dos arcaicos epítetos no sul da Lusitânia para Proserpina a deusa da venalidade na sua qualidade de «Vaca Mãe» da terra e do céu (= Ki-Ana).

    Que as deusas da venalidade foram deusas do fogo explica que “fona viva” acabasse por significar o ardor da centelha do fogo da paixão que “arde sem se ver” e se apaga no ar dos amores de ocasião!

     

    Leu

    ci

     

    pe

     

    Per

    se

    < ish

    Fassa < Passa < Phasha <

    Ki-asha

    Per

    se

    < ish

    Fatta < Pha-ta < Phi-ata

    Ki-asha

    Pher

    (s)e

    < ish

    Pafa < Phapha => Pafos

    Ka-ka

    Per

    se

    < ish

    Fone < Fiona < Ki-Ana

    Ki-Ana < CIANA

    Per

    se

    < ish

    Fone-ia < Phion- | ija < Isha |

    Ki-Ana > Ciana

     

    Parece assim que os nomes nucleares desta deusa seriam *Pher-ish-kina ou seja *Kuriskona, a Senhora esposa de Ishkur e rainha dos infernos do Kur. Enquanto *Pheriskaka seria a que traz o fogo dos infernos!

    O deusa elamita Napirisca, parédro dum deus do fogo Inshushinak, seguramente um dos Elohim, filhos do deus do fogo do Kur que foi Enki, é ele próprio também um obvio deus do fogo derivado de *Amphurisca e por isso um possível esposo de Anfitrite / Athirat e, logo, epíteto do deus supremo.

    Inshushinak < En Xu-Shi an aki < Enki an Kaka.

    Napirisca < Amphyrish < Ankurkika => Anfitrite.

    Per-pereion < *Kurkurion = Korê.

    Per-sephonê, Pher-sephonê, Pher-sephoneiê,

    Per-sephonê < Pher-Xu-phon < Ker-ish-kaun < Iscur-Kian.

                                                        > Baal Saphon.

    Per-sephassa, Pher-sephassa, Pher-sephatta, Pher-rephatta,

    <= *Pher-ish-Kiash-An = An-Kur-Ish Kiat = Afrodite + Hesta.

    => «Princesa» < Lat. principissa | < Prein < Grec. Pereion | -sephassa.

                                                           ó Lat. princips (< primus-capio???)

    | < Prein < Kurian | + Sheph = An-| *Kur-shef

    => Reshef, literalmente o chefe do Kur.

    => Ker-Shef ó Sher-hif > \Sher"eef\, Sherif \Sher"if\, n. [< Ar. sher[=i]f > Engl. Sheriff!          ó gerfa ó Arb. Sher-hif.

                                             = Engl. shire | clerk < Greek klrikos

    < klros < Ker-(lu)-shus ó Kur-ikus > Kur-Kikus > Kur-Ki-Xu > *Kur-shef

    Sher[=i]f = noble, holy, n., a prince.] A member of an Arab princely family descended from Mohammed through his son-in-law Ali and daughter Fatima. The Grand Shereef is the governor of Mecca.

    Perséfone, lit. *Kur-Shephone, “a princesa” do Inferno, que é o mesmo que dizer a chefona do Kur.

    Ali, seria esposa de Rechefe, ou seja o chefão, rei e chefe, o deus solar Rê, na sua passagem nocturna pelos infernos. Por outro lado, a etimologia do Lat. princips não passará de uma mera conotação por analogia com primus-capio, algo que nunca teria existido no plano linguístico, mesmo que virtualmente pudesse conter a semântica do que apanha e primeiro lugar”. A probabilidade de tal etimologia não é sequer maior do que a proposta pela etimologia oficial para o inglês Sheriff. A verdade é que o Old English scrgerfa seria uma frase, e não um termo, ou seja, um *gerefa de um shire.

    Sheriff < Middle English, the representative of royal authority in a shire, from Old English scrgerfa: scr, shire + gerfa (reeve = king's agent). = shire | clerk < Middle English, clergyman, secretary, from Old English clerc, and Old French clerc, clergyman both from Late Latin clricus, from Greek klrikos, belonging to the clergy, from klros, inheritance, lot.]

    Ser·geant < Middle English sergeaunte, a common soldier, from Old French sergent, from Medieval Latin servins, servient-, servant, soldier, from Late Latin, public official, from Latin, present participle of servre, to serve, from servus, slave.]

    Do mesmo modo se pode suspeitar que «sargento» (< Fr. Sergent) não derivará de servo porque a semântica de um “militar de classe superior à de cabo e inferior à de alferes” o não permite, mas de um termo cretense *Kurkiantu que terá sobrevivido entre os gauleses ou da mesma raiz de Reshef, de que deriva a semântica de chefia relacionada com o poder do Senhor dos infernos do Kur!

    A verdade é que o próprio termo latino “primus” derivaria da sua relação semântica com Korê, a primeira filha da “Deusa Mãe Terra” *Kima! Será sempre bom lembrar que o mito de Korê era também um mito da primavera pelo que *Primavera terá sido um dos nomes virtuais de Perséfone.

    Kur-*Kima > Phor-Hima > «Forma» ó (Afrodite) Morfo.

                         > Phur-hima > Fauhima > Lat. Prima +Wer > «Primavera»!

    Per-sephonê / Proserpina < Perse phone = a que fala persa ou a que tem a prosa duma Hárpia?

    Proserpina < Phro-Sher-| < Kaur-Ker | Phina < Kur-Kur-Kina.

    Obviamente que o nome de Perséfona foi vítima de alteração linguística por uso e abuso duma intensa actividade cultural mítica pois existem todas as razões para suspeitar que o nome latino seria mais fiel ao original e constitui uma corruptela a partir do hitita com remanejamento posterior por ressonância fonético com o mundo oriental representado pelos persas.

    De facto, a variante Perpereion seria um verdadeiro elo fóssil desta evolução, por sinal conservado em muito más condições de integridade linguística.

    Proserpina < Phro-Sher-| < Kaur-Ker | Phina < Kur-Kur-Kina.

                                                 > Phor-jer-phaun > *Phor-phere-jaun >

    Perpereion.

    Um dos nomes latinos desta deusa teria sido Averna, literalmente a deusa das cavernas infernais?

    Averna < Há-Wer-na < Taver | => Taveret | -Ana < Ka-Kur-Ana

    => Sacurana, Lit. a esposa de Sacar / Saturno!

     

    Ver: CAVERNAS (***)

     

    Deméter era mãe de Korê ou Perséfone, um avatar de Afrodite.

    Esta tradição de entregar as filhas à sedução do pai seria uma forma de manter o matriarcado pela manutenção do “macho dominante” na mesma linha de relações matrilineares. Já então se intuiria o quanto os machos eram volúveis e a juventude feminina fugaz, sobretudo quando sobrecarregada por gravidezes precoces e numerosas!

    Sendo assim, Dionísio acabaria por vir a ser o “deus menino” e benjamim na mão de três bruxas, a avó, a mãe e a esposa (J!)!

    Persephone is also called Eubouleia, especially in the Orphic lamellae: Powell, Classical Myth, pp. 314-317.

    Eubouleia = Eu-bol-eia < Kau-phol-eja < Sakar-isha.

                                                                > Apolo (Scotaios?).

    Eleusinian Mysteries, sacred rituals that were the most important of the religious festivals in ancient Greece. Like the Eleusinia, a biennial festival in honour of the Greek divinities Demeter and Persephone, the Eleusinian mysteries derived their name from the town of Eleusis, in Attica, near Athens. Long before the rise of Athens, the people of Eleusis observed the mysteries, which were subsequently adopted by Athens as an official festival. The Eleusinian priesthood was retained in charge. The most important part of the festival, the initiation of the candidates, took place every year for centuries in the Telesterion at Eleusis. This initiation was the climax of a series of rituals that began early in the spring with the celebration of the Lesser Mysteries at Agrae, near Athens. At that time the mystoe, the candidates for the first of four stages in the revelation of the mysteries were told the legend of Demeter and Persephone, the latter of whom was referred to as Kore (Grk., “the maiden” = donzela). Purification rites were also part of the ceremony of the Lesser Mysteries. The autumn ceremonies, called the Greater Mysteries, began with the fetching of sacred objects from Eleusis to Athens by youths known as ephebi. The ceremonies included an address by a priest to the candidates, a cleansing in the sea, a sacrificial rite, and a great procession from Athens to Eleusis, where the initiation occurred in secret ceremonies.[1]

    Figura 3: Idem, Triptolemos Figura

    4: Hefesto num caro alado.

    A verdade é que a tradição antiga tem indícios de assim poderia ter sido pois, pelo menos Hefesto, uma presença constante no cortejo de Dionísio, quiçá por ter sido pai deste, foi representado no carro alado de Deméter, do mesmo modo que Triptolemos.

    Personne ne sait exactement quand fut introduit le culte de la Grande déesse Mère dans l'Histoire humaine, souvent associé avec une maternité virginale. Ce culte matriarcal archaïque est lié à un type de société et de vie en communauté à la période où le mariage n'existait pas.

    Coïncidence frappante, certaines tribus indiennes du Mexique célébraient dès l'époque pré-colombienne le jour de fête de leur reine céleste au... 8 septembre !

    Malgré que nos deux mondes ne communiquaient pas entre eux, l'Eglise de Rome a choisi la même date pour célébrer la naissance de la Vierge Marie. Il y a donc un rapport avec la fête du 8 septembre du calendrier Julien -2000 ans avant notre ère où l'étoile la plus brillante de la Vierge nommée SPICA pénétrait dans les rayons du soleil (naissance héliaque) et en ressortait le 15 Août !... (au coucher héliaque)

    Est-ce un hasard si le signe du lion précède celui de la Vierge et si les habitants d'Asie Mineure représentèrent leur Grande Reine divine Cybèle avec un lion à ses pieds? Ou si le signe des Gémeaux vient neuf mois après celui de la Vierge devenue mère?

    Les sumériens honoraient depuis l'antiquité LA MERE des dieux, des hommes, des animaux et des plantes! A l'époque babylonienne, la sumérienne Inanna devint Ishtar: la mère suprême et la reine des moissons.

    L'étoile la plus brillante de la constellation de la Vierge dans le Zodiaque s'appelait "Spica, l'épi de blé" or on représentait généralement la déesse Ishtar en jeune femme portant dans sa main : un épi de blé!

    "Spica, l'épi de blé" => «Espiga»

    En ce qui concerne l'image de la reine du ciel enfantant un dieu, elle remonte aux origines de la civilisation humaine et il n'est pas rare de trouver dans beaucoup de religions une vierge qui met au monde un enfant divin et le porte ou l'allaite sur ses genoux.

    Sous l'époque d'Alexandre les grecs célébraient également la naissance d'un petit "éon" né d'une vierge le jour du solstice d'hiver (21 décembre). Tandis que la déesse Eos qui personnifiait l'aurore ouvrait toutes grandes les portes du ciel pour laisser passer chaque matin le char de son frère Hélios : le soleil...

    Chez les arabes ce signe de la Vierge représentait la mère nourricière de tous les humains, Etrange également cette inscription datant de l'époque romaine près El Margeb où on a retrouvé gravé sur une pierre en caractères punique cette inscription :

    " Sainte Reine du ciel, sois-nous favorable ! "

    Figura 5: Hera na função de Deméter preside aos cultos dionisíacos, onde costuma aparecer Triptolemos o primeiro homem a semear trigo. Seria este, uma mera variante de Dionísio?

    Les cultes de Marie, d'Isis en Egypte, d'Ashtarté de Phénicie, de Lakshmi en Inde, de Cybèle en Anatolie, de Tanit à Carthage, ou de la déesse atzèque Tetlo-Inau... ont des points communs parce qu'ils nous rappellent que nous étions et restons des enfants fragiles qui avons besoin de l'élément féminin pour être aimé, protégé et consolé.

    La conviction d'avoir au ciel une mère secourable qui veille sur nous et en particulier sur les plus démunis et les situations sans espoirs est un formidable cadeau d'espérance du ciel qui bouleverse toutes les valeurs humaines et fait renaître une étincelle d'espoir à ceux qui sont perdus dans une nuit noire...

    Secret rites were a part of the worship of several Greek deities, such as Hera, queen of the gods, Aphrodite, goddess of love, and Hecate, goddess of the underworld. Many foreign religions adopted by the Greeks and Romans had mysteries connected with the worship of the divinity; these religions included the worship of the Phrygian goddess Cybele, the “great mother” of the gods; the Egyptian Isis, goddess of the moon, nature, and fertility; and the Persian Mithras, god of the sun. The worship of these deities spread throughout the Graeco-Roman world and was extremely popular in the early centuries of the Roman Empire. Isis, who at an early date had been identified with Demeter, was worshipped in Italy as late as the 5th century AD.[2]

     

    Ver: HEROGAMOS (***)

     

    AS VIRGENS NEGRAS

    Como Astoret e Isis, Persefone era uma virgem negra como o carvão que tisnava as deusas do fogo.

    Sendo assim é suspeito de que o nome de Anfitrite derive de uma anterior denominação da Deusa Mãe das cobras infernais dos cretenses que seria An-kur-kiki, nome que afinal parece mais próximo do nome sumério da Senhora da Montanha, Ninkursag, do que do nome da deusa suméria do fogo dos infernos, Ereshkingal, a esposa de Nergal.

    A análise exaustiva da mitologia comparada acaba por confirmar inferências feitas noutras circunstâncias. Já se suspeitava no estudo da mitologia de Hades que este seria a evolução do caldeu Adade. A prontidão com que Zeus concedeu a mão de Proserpina a Hades vem confirmar esta suspeita pois Adade / Iskur eram também os reis dos infernos e senhores das tempestades.

    A história de Ereshkigal é um pouco a de Perséfona mas em posições contrárias. No mito grego o deus dos infernos raptou a filha da Deusa Mãe enquanto no mito caldeu foi Nergal que desceu aos infernos onde foi seduzido por esta. A proximidade temporal duma mentalidade matriarcal era ainda aqui manifesta.

     

    Ver: PIETA (***) & ERESHKIGAL (***)

     

    Figura 7: Seal with Ereshkigal "the Great to give birth" and her lover Erra making love in Underworld and under the bed is Scorpio around 3000 BC.

    These three "persons" are from the Animal Round and Ereshkigal is Water-snake and womb of earth.

    Erra is Bearwatcher and both are the growing season and Scorpio the harvester. In other connections they tell that Erra is the gods' warrior and in the seal of Sargon he is the Archer. Some star in Scorpio could be used as fixstar from around 4000 BC.

    … the two embraced each other

    and went passionately to bed

    they lay there, queen Ereshkigal and Erra

    for a first day and a second day …

    … and the passion lasted for seven days: But there are several versions and in another the lover is Nergal, the moon. In one Inanna myth she makes love to the herd Dumuzi and give her seed to sister Ereshkigal. In the article Inanna myth I use also another myth about Enlil, the stormgod and Ninlil as "the first lovers" to get rational metaphors about the agriculture myths. Inanna with spread legs leaving her seed to Ereshkigal we have on many rock carvings in Scandinavia. -- Idols and Myths[3]

    Porém, a possibilidade de terem existido diversas variações destes mitos de morte e ressurreição solar é grande na medida em que o mito do “decesso de Inana” tem algo a ver com esta mística de morte divina bem como a versão em que Enlilis also banished to the nether world (Kur) for his rape of Ninlil”.

    Nesta versão encontramos a figura legal do rapto, castigado com a condenação aos infernos do Kur, em tudo idêntico ao do rapto de Proserpina. Na verdade, Enlil sendo deus dos ventos sê-lo-ia também das tempestades e, portanto, variante de Ishkur e Nergal.

    Eresh-Ki-kar < Er(ra)-ash-Ki-kur ou seja, a *kiphura, esposa do deus da guerra, Erra???

    Claro que já é foneticamente muito estranho nos falares lusos que o deus da guerra do sumérios tenha sido Erra > Gerra, mas mais estranho é e, neste caso necessariamente muito mais significativo, que a deusa do inferno sumério tivesse sido uma deusa do fogo e da guerra, casada com um deus «Belo» e «Giro».

    Figura 8: Afrodite, com a pomba da Paz, disposta a dar o descanso do guerreiro a Ares.

    Ora bem, deve ter sido por causa da reminiscência desta traição que Afrodite, que sendo deusa dos amores incontroláveis teria por destino atraiçoar vezes sem conta o seu legítimo marido (não estranha coincidência mítica também ele um deus do fogo infernal, ou seja um heterónimo de Enki/Kur), logo havia de cair nas malhas dos ciúmes vulcânicos por andar de amores com Ares, o deus da guerra. O facto de a representante caldeia de Perséfona ter sido esposa de Nergal, equivalente de Ares, explica o facto de as deusas do amor clássicas serem amantes preferenciais dos deuses da guerra e levanta a dúvida de saber se Istar e Ereshkigal não seriam irmãs gémeas porque teriam sido em épocas arcaicas a mesma entidade divina filhas da Deusa Mãe e de Enki, também pai amantíssimo e esposo.

    Afinal, Eresh seria apenas Ares em fonética suméria a meio caminho da etimologia de Eros! Eros, o deus protágono, Fanes da luz da aurora primordial, seria tanto deus do Amor quanto deus da guerra!

    O mito de Perséfona seria afinal a ritualização da tragédia ancestral da violação das filhas pelos pais, muitas vezes com a cumplicidade das mães!

     

    SARPANITO

    A meu ver esta versão mítica, mais do que espelhar a incoerência do princípio nascente de fidelidade sexual paternalista mascarava uma antiga relação incestuosa entre estes dois irmãos belicosos que teriam sido outrora Ishtar & Iscur!

    Desta antiga tradição já só restavam reminiscências no nome dos planetas da astrologia babilónica:

     

    N. Babilónico

    etimologia provável

    N. Sumério

    Planeta

    Delebat

    < Thele Wat < *Pher--Wat < *Kur Kiat

    Lahamu

    Venus

    Salbatanu

    < *Kar-Wat-Anu < *Kur-Phiat-Anu

    Mu-Ud-Na

    Mars

     

    De facto, entre Delebat e Salbatanu existe exactamente a mesma semântica etimológica pois Delebat seria uma deusa astral cujo nome completo ficaria bem sendo An Delebat ou Delbatana que com Salbatanu permitiria um étimo virtual comum de divina e incestuosa irmandade na forma *Kur-Phiat-| (An) |-kur-kitu => Anfitrite / Afrodite. Aliás, as voltas mais prováveis destes nome devem ter passado pelo nome da esposa de Marduque que sendo Sarpanito pode ter tido nome derivado de *Kar-Wanito, do qual teria derivado também o de Vénus.

    Ou seja, a que veio a ser a Hera e deusa suprema dos gregos por ter sido antes esposa do deus supremo dos babilónios, demonstra, sem disso se ter apercebido na mítica clássica, que o seu epíteto de Zarpanitum seria correlativo da «zarabatana», pelo que Marduk, o guerreiro que derrotou a sua avó Tiamat, foi deus da guerra e do planeta Marte também.

    «Zarabatana» • (Ár. zarbatana), s. f. tubo comprido, pelo qual se impelem com o sopro setas ou bolinhas. Zarpanitum (Sarpanitum): (< Kar-Phian-itum) Goddess of pregnancy, spouse of Marduk in Babylon. Also called Erua (> Hera).

    Do mesmo modo

                          > Zarbanitu > *Zarbatina > Ár. Zarbatana > «Zarabatana».

    Zarpanitum = Sar-Wanito > An-kur-kitu => Anfitrite.

                                                  => Sarasvati.

                         > Kur-| Wanitu > Venish| = > Car(a) Vénus, Deusa Mãe dos infernos.                      Sarpanito => Anfitrite = Kur-Vénus = An Delebat.

                                                                      > Kurbana, a missa dos babilónicos.

     

    Ver: VENUS-I (***)

     

    A mitologia romana revela indícios deste crime ou do equívoco resultante do facto de Vulcano e Marte terem sido o mesmo deus (ou Ares e Hefest) no nome duma estranha deusa Nério que virtualmente nunca ninguém chegou a conhecer bem! No entanto a origem semântica deste nome deve ter andar relacionada com Nergal, um dos nomes do deus da guerra sumério, ou pelo menos com An-Ur/Uran/Enki, de que Nergal seria um dos nomes enquanto deus do Kur. De resto, os deuses da guerra raramente encontravam quem honestamente se quisesse meter com eles, a não ser por amor, como no caso das deusas deste nome!...

    Na caldeia, o deus dos infernos era Nergal[4] < An Ur Kar <= Kur (> Taur), que era também, por coincidência funcional, o deus que mais gente para lá mandava, o qual tinha na Grécia o nome de Hades.

     

    Ver HADES (***)

     

    Nerio = A minor Roman goddess, and the consort of Mars.

    ð    Nergal = Gal Nerio

    ð    = «Rei Nerio».

    Neuri -- Slavic. A race of sorcerers who change into wolves for several days once each year.

    Evidentemente que chamar «feiticeiros» a este Neuri eslavos não é mais do que uma forma de nos referirmos numa linguagem preconceituosa de influência cristã a antigos sacerdotes dos deuses lunares que «vestiam a pele de lobo» em festividades idênticas às Lupercais, que, como sabemos, eram também festividades relacionadas com Vénus.

    Relativo a Venus, «venério» < Wen ur (> «Ben-hur» < Uenurio < Eunurio

    < Neurio < An-Ur-yo >) Urano = o macho guerreiro de Venus.

    Ou seja, tudo se ajusta na mitologia para que as deusas do amor tenham sido em tempos deusas infernais e assim se explicam os mitos da passagem pelos infernos de Innana e de Coré.

    Minta (Menta), dizem os homens, era uma donzela do mundo subterrâneo, a Ninfa do Cocito, e ela deitava-se no leito de Aidoneus (Hades); mas quando ele raptou a jovem Perséfone no monte Aitnaian [na Sicília], então ela protestou em voz alta com palavras arrogantes e enlouquecida pelo ciúme estúpido, e Deméter espezinhou-a com os pés, destruindo-a. Pois ela havia dito que era mais nobre de forma e mais excelente em beleza do que a Perséfone de olhos negros, e gabou-se que Aidoneus voltaria para ela e baniria os demais de seus salões: tal paixão caiu sobre sua própria língua. E da terra ramificou-se na frágil erva que leva seu nome.

    Figura 9: Perséfone nos infernos do Kur de seu esposo Hades, afinal, um deus subterrâneo da agricultura.

    Embora Adônis fosse seu amante, o amor que Perséfone sentia por Hades era bem maior. Os dois tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos.

    Perséfone, com Hades, é mãe de Macária, deusa de boa morte.

    Nos cultos órficos, Dionisio era também amante de Persefone, o deus passava intervalos de tempo na casa da rainha dos mortos, e junto com ela era cultuado nos mistérios órficos como símbolo do renascimento. Conta-se, ainda, que Zeus, o pai da Perséfone, teve amor com a própria filha, sob a forma de uma serpente. Preciosas informações retiradas de antigos textos gregos, citam que Perséfone teve um filho e uma filha com Zeus: Sabázio e Melinoe era de uma habilidade notável, e foi quem coseu Baco na coxa de seu pai. Com Heracles, (Algumas versões citam Zeus ou até mesmo Hades) teve Zagreus, que seria a primeira reencarnação de Dionisio.

    Apesar de Perséfone ter vários irmãos por parte de seu pai Zeus, tais como Ares, Hermes, Dionísio, Atena, Hebe, Apolo, entre outros, por parte de sua mãe Deméter, tinha um irmão, Pluto, um deus secundário que presidia às riquezas. É um deus pouco conhecido, e muito confundido como Plutão, o deus romano que corresponde a Hades. Tinha também como irmã, filha de sua mãe, uma deusa chamada Despina (ou Despoina), que foi abandonada pela mãe de ambas ao nascer.

    Perséfone tem muitos Epitetos, entre eles estão:

    Despoina, significa senhora;

    Karpophoros, significa frutífera;

    Ctonica, significa do submundo;

    Leptynis, significa destruidora;

    Megala Thea, significa grande deusa;

    Prôtogonê, significa primogénita;

    Sôteira, significa salvadora;

    Hagne, significa sagrada;

    Daeira, significa sábia;

    Praxidikê, executora da justiça;

    Epaine, significa temível;

    Se a deusa do amor era Turan então, pela regra do paralelismo dos géneros, era esposa dum deus taurino, e por isso uma deusa infernal também. Na Grécia, por força das vicissitudes da mitologia política, limitou-se a ser apenas a amante de Ares. Tal não significa que tenha sido sempre assim e, neste caso, a deusa do amor foi em tempos a que depois foi casta, Atenas. Por alguma razão esta deusa taurina foi a micénica Areja, esposa de Ares, que tinha por apelidos, entre outros, Pallas e Potinija. Mas, as deusas do amor não seriam taurinas apenas por serem deusas das prostitutas que acompanhavam todos os exércitos. Elas foram taurinas por serem deusas mães e depois deusas dos cultos agrícolas da fertilidade que passaram a ter no touro tanto o símbolo da potência viril como do amor fecundo. Idêntica origem terão tido as Harpias e as «carpideiras» e as Walkirias. Ora, próximo destes estava Kaphura, a deusa das cobras.

    Walkirias < Warkerhia(n) < Karkarkian.

    Aphrodite married Hephaestos (Vulcan) who, after being told by Helios of his wife's amorous liaisons with Ares, caught both of the perpetrators in a cunning net of his own design, and brought them before Zeus, demanding punishment.

    Hefaesto, enquanto marido de Afrodite, ainda conserva, de facto, o radical *esto de Ishtar deixando a ligeira suspeita de que teve por nome, ou pelo menos poderia ter tido sem grande escândalo etimológico, a variante virtual *Aphôresto ou *Afrodesto, tal como Afrodite, a variante Afrodesta! Claro que a má fama desta deusa só pode resultar de equívocos étmicos relacionados com os nomes deste deus.

    Afrodite resulta da evolução de Ishtar de tal modo que:

    Ishtar = Afrodite + Artemísia = *Afrodísia, uma variante virtual muito plausível do nome desta deusa. Neste caso, Afrodite seria, como todas as deusas do amor doutros povos, uma deusa guerreira e taurina logo esposa do deus da guerra que, no caso grego, era Ares. De facto, demonstra-se noutras mitologias que os deuses do fogo eram também deuses da guerra, aspecto bem evidente em Melkart.

    Então: Melkart º Hercules + Hermes = Hephaestos + Ares.

    O deus que melhor atesta esta relação é o deus celta Argetlam. De facto, entre o deus etrusco do fogo Sethlans e um dos nomes do deus supremo dos celtas Argetlam existe apenas a diferença menor dum nome a mais que é o de Ares, o deus da guerra.

    Argetlam, meaning: He ofthe Silver Hand, in Celtic mythology, was Nuada a war god of the Gaels equivalent roughly to the Greek Zeus in that he was the supreme god.

     

    Sethlans

    <             Ki + T(au)ran

     

    Se

    Thlans

     

     

    Kaur

    Ki

    T(au)ran

    Argetlam

    < Haur + Ki + T(au)ran

    Ar

    Ge

    Tlam

     

    Ora, se Argetlam era comumente chamado por Nuada < Nuatha <= At + Anu, pelo que se suspeita que este deus foi o consorte de Atena (At-Ana), a mesma que a grande mãe celta Ana.

     

    Ver: APOLO ARGUROTOXO (***)

     

    Figura 10: Korê.

    "In the southwest corner of Annex A was found the headless body of the beautifully decorated female figure known as "The Lady of Phylakopi" (0.45 m. high), probably a Mainland product of the LH IIIA2 period. Next to her was a crudely modelled female figure and nearby the "Lady's head". In the niche referred to above were four wheel made bovine figures and a grotesque female human head with a protruding tongue or chin. Just north of the door opening to the west out of the main room was found a splendid seal of rock crystal decorated with a couchant goat."

    Claro que nestas circunstâncias seria difícil a Afrodite, que ora era a deusa mãe Taurina, ora a lunar e fértil Artemísia ora a casta Atena, ser esposa fiel de esposos que ora eram deuses supremos, ora senhores da guerra ora meros deuses ferreiros aleijadinhos!

    É ainda esta função de arcaica deusa “da água e fogo”, que coloca Afrodite no Inferno como virgem negra e bruxa dos deuses, que nos permite compreender a sobrevivência medieval do nome diabólico de Nosferatu < Neferat, de muito provável proveniência egípcia (< Neferhet?), seguramente uma variante de Lúcifer na forma esférica de deus que transporta o fogo do céu” (< An Pher ash).

    Da Creta minóica pouco ou nada sabemos a não ser que ela seria ai a reconhecida figura da “deusa das cobras”. Um importante local arqueológico de creta relacionado com deuses femininos tem o sugestivo nome de Phyla-kopi. Estranho seria se este nome não fora tão arcaico quanto o local do templo ali descoberto.

    Phylacory é literalmente sinónimo de “amiga dos rapazes”, os celebérrimos Kauroi que povoaram de jovens heróis nus a estatuária da Grécia arcaica, o que seria um sugestivo eufemismo de «prostituta».

    Ora, um das definições funcionais de Afrodite poderia ter sido «prostituta sagrada». De facto:

    (3) Phyla cory < Phila-Kaur > Aphri-thy(ri)a The(ia) => Afrodite. Evidentemente que não se poderia aceitar que Phylacory tivessse a mesma origem étmica de Afrodite mas, têm sufucientes similitudes e pontos de tangência para que não seja de todo em todo diaparatado establecer uma correlação semântica entre estes dois nomes por intermédio de uma muito verosímil correlação histórica e cultural. Por outro lado, em tábuas de linear B da Creta micénica apareceu o nome TU-RU-PTE-RE-JA que se supões ser "thrypteria: aceremony to celebrate the squeezing of the grapes[5]" mas que pode muito bem ser uma pista para o estudo do nome de Afrodite na sua relação com Phylacory e com Potnia Tauron? De facto:

     

    O VINHO NOVO

    E no âmbito das deusas potinijas «taberneiras» se começa a semântica do vinho desde sempre assocoada aos prazeres da boa mesa à qual outrora se estava deitado em leitos onde também se fazia amor.

    4. TU-RU-PTE-(RE-JA) < (Tu-Ru)-Phyte-(Re-Ja) < Tru-phiterya < thrypteria. «A festa do pisar das uvas»?!

    Figura 11: A deusa Augusta, forma de Vesta e Hekate, todas deusas das tochas e do fogo.

    Ora, uma correlação semântica com o grego clássico permitiria mais facilmente chegar a uma festa do «vinho novo» pois que ...

    trupêtêr, êros, ho, pierced vessel.

    ... e é precisamente em meados do Outono que se furavam os pipos da «água pé» em festas do tipo de Samartinho e dos «magustos»!

    No entanto «Mãe Augusta» = Maaugusta = *Magusta > Majesta > Maiesta => as festas de *Magusta eram os «magustos».

    Ora, o «magusto» tem etimologia desconhecida que poucos se atrevem a fazer derivar do lat. ustus = «queimado»!

    Sendo assim, nada obsta a que possa ter derivado de *Ma-ki-ast lit. relativo às «fogueiras de gestas» das festas outonais de Maiesta com se celebrava a Magestade do poder sobre a vida (que ia da Primavera ao Outono) e sobre a morte, (que ia do Outono à Primavera) da Grande Deusa Mãe, Maya (< Maja < Malha < *Macha-ura/Marika > Ma-Kur + Ana =>) Maria (a sempre Virgem) de Macarena.

    Maiesta = The Roman goddess of honor and reverence, and the wife of the god Vulcan. Some sources say that the month of May is named after her. Others say she is the goddess Maia.

    Porém, é suposto que já existia na ilha de Creta, durante a civilização micénica, uma festividade com estas funções com o nome sugestivo, que quase se parece com um falar luso ou ibérico, Me-Tu-Wo Ne-Wo, Feast of the new wine, where the Mater Theia was worshipped (but not Dionysos!).

    5. Me-Tu-Wo Ne-Wo < Mat Upho-Nephio <= *Ama-ash U-Kau Enkiku, lit. «mosto» [< Grec. moustos, ho, = Lat. mustum, new wine, < *measto = «mistela» das culinárias da Deusa Mãe (parecida com uma espécie de «chá de parreira» porque) feita com «uvas» (< Uphas <=? U = sumer. «lenho, árvore» + | Ka > Ba = espírito vital?) | = frutos de «cepas»? (< Kepha < Hepat, deusa hitita equivalente de Hekate > Hebe, a deusa das bebidas espirituosas >)] => «vinho novo» = bebida de «noivo».

    Figura 12: A «pisa» das uvas!

    Sum. Ka-Tab Gestin-Su = «agua pé». (Ka-Tab < Hebat? a deusa das águas quentes que batizava o vinho que Hebe distribuia aos deuses? Seria por iste facto desagradável que os deuses a substituiram por Ganimedes?)

    A terminologia suméria relativa ao vinho não faz mais do que confirmar a relação desta bebida com as deusas do fogo e da terra.

    Sum. Gestin (= «uvas») < Sum. Geshtin (= «Vinho») < *Kiash-tina > *Kakina > Wawina =>

    ð    Lat. uva & vinu

    ð    «vinha, vide, uvas e vinho»!

    Ora, o termo «noiva» (< Lat. *novia, do cruzamento de «nova» e «nupta», recém casada) denota ter origem incerta, mas é a própria tradição a admitir que deve o seu sentido a um estranho cruzamento semântico entre o termo «novo» (= moço, derivado de *nauviu < Enkiku, o «deus menino» e filho de Enki) e o termo latino nupta (= recem-casada).

    Nabia (> «nave» < Ankia < Amphia > Nephtis => «novia > noiva»), divindade feminina lusitana, das águas, montanhas e florestas, e uma das divindades indígenas mais honra das em território nacional, parece ter tido como local de culto a área envolvente da Fonte do Ídolo, onde foi encontrado o único altar conhecido, dedicado por Rufina. O(ptma) V(irgo) Co(nservatrix) et Nim(pha) Danigon Nabia Corona.

    Supõe-se que a «noiva» ser apenas a que está para casar, mesmo quando já vai casando às escondidas das convenções, só deixando de o ser depois da “lua-de-mel” o que permite explicar a confusão terminológica popular “dos noivos casados de fresco”! Sendo assim, o conceito da noiva é um pouco similar ao da “peri-natalidade” ou seja, correspondente a um período curto de tempo que rodeia as festas do casamento reportando-se fundamentalmente à efemeridade da passagem da adolescência à adultícia, ou seja ainda, conceito marcado fundamentalmente pela idade da inocência!

    De qualquer modo, a relação entre "noivos» e “vinho novo” veio até ao conhecido episódio evangélico das bodas de Caná, onde a conotação com a água-pé, enquanto vinho baptizado, é obvia!

    Com um étimo em -pteria e sendo também festivo temos apenas anakaluptéria!

    Ana-kalu-ptêria, ta, festival of unveiling, when the bride first took off her maiden veil, and received presents from the bridegroom.

    Mas, Tu-Ru-Pte-(Re-Ja) poderia ser a hetairideia, a festa das prostitutas...

    Truphêtês, voluptuary.e trupher-ia, tenderness, voluptuousness. Trux, , wine not yet fermented and racked off, must, new, raw wine.

    Tu-Ru-Pte-Re-Ja > trupteria

    Trug-êtêr, one who gathers ripe fruit. Protrug-êtêr, harbinger of the vintage, name of the star. Vindemiatrix.

    Tu-Ru-Pte-Re-Ja < *Taur-Phite-Urila < Kur-Kiki-Uria> Hite-Taururitheia > hetairideia

    Podemos também imaginar que se trataria de uma festa relativa a uma Turu(an) alada como Ishtar pois que

    Pteris, any winged creature, as the Sphinx.

    Trypteria < Tu-Ru-Pte-Re-Ja < Tarupterija < Taruphiterillya < Kur Phitar Hallia < Kur kikur kar(u)ria => *Trypter phorya. Literalmente teria sido a faena do sagrado «touro paterno», o Minotauro das ilhas do mar Egeu! Aceitando que, nesta festa, tenha existido uma «vaca materna» então esta poderia ter sido o nome de Trypteria.

    No entanto, o mais provável será que estejamos perante um nome composto:

    Tu-Ru-Pte-Re-Ja = Tarup Ter Heja- = Tarupiter Heja = Tarup Tereja!

    A verdade é que no repertório que "rassemble les anthoponymes mentionnés dans les documents cunéiformes des archives de Hattusha / Bogazköy" podemos encontrar referências em hitita. O primeiro seria *Tarup- e o último seria *ija-.

    Tarupshija                        (KUB 54.67 Vo 9')

    Taruppashija                    (KUB 52.31 I 17?). Devil

    Estes nomes têm todo o aspecto de serem a forma hitita do nomesde Pótnia Teron, variante arcaica de Artemisa < Artemija < Kar-Themija!

    Fica assim também esclarecida a origem do nome das potinijas micénicas que por analogia com estes e ainda com outros nomes hititas, tais como:

    Pashijara [NH1 952a, 332] (KBo 28.48 Ro 1, 24)

    Patahuli                               (KBo 32.224 Ro 2, 7)

    Patija                                    (HKM 111 Vo 21) [7]

    ... passa a ser a seguinte:

    «P***», a deusa latina da poda das vinhas < «putana» < pautna < Potnia < Potinija, «a taberneira» < Pat An ija <=

    An + | Hit. Patija < Pashija(ra) < Phatilya < Patahuli < Phiat Kali |

    <= Iscur Kia, = Ishtar a deusa do fogo subterrânio e lunar,Music a esposa e filha de Enki e a primeira deusa taberneira a fazer a primeira bebida espirituosa e por isso, a primeira «copeira» dos deuses.

    As suas sacerdotisas eram as que tinham o segredo dos licores e a vende água-ardente!

    Por outro lado, esta conexão hitita permite-nos divagar e imaginar que uma correlação étmica entre estes termos nos levaria ao arcaico nome virtual da esposa de Júpiter que na Grécia poderia ter sido a própria deusa Trypteria. Para tanto bastaria substituir o nome do deus Kur pela sua variante arcaica *Kius na sua forma guerreira Ish(kius) > Xu- > Ju-.

    Então teriamos:

    «Putriqueira» < «Futriqueira» < Putrikas

    <= Phro Quitéria < *Kur-ki-Kuria

    => Trypteria.< TURUPTEREJA < *Tarup(i)ter-ihsa

    <= *Kur Ki Kur Ash. Para Kur ó Xu

    => Shupitereja > Jupiter(iha), lit. filha de Júpiter, o pai Xu ( Gu = Enki)

    => *Sospiteria > Sospit®a, de facto um nome muito próximo de | Juno | Sospita.

    Mas, o mais interessante seria poder confirmar que, na origem, TURUPTEREJA teria sido de facto, uma variante do nome da deusa mãe do amor. Aceitando que este nome seria um composto de dois epitetos poderiamos substituir *turup- por *andros- teriamos:

    Androclea < Androcleia < An thro Kareia => Agrotara < Aphro thareia > *Aphrotéria.

    Uma Phylacory da terra local => Ki Phura Kory i > Tura Phi Tory = Turu Ptere => (3) > Afrodite?

    Mas, Ki Terya [9] é de facto uma variante da Kafura, na medida em que a cobra era o animal da terra deusa mãe. De facto, foi um dos epítetos de Afrodite.

    Choron is a chthonic, underworld god, whose name is possibly connected with the word hor, meaning bottom of a well, a cave. He is mentioned in Ugaritic and other Syrian curses and He is invoked by Ba`al and Keret in their eponymous myths. For example, King Keret curses his power-hungry and neglectful son:

    May Horon smash, O son,

    May Horon smash your head,

    `Athtart, Name of Ba`al, your crown!

    These are the sorts of curses included in treaties and other legal and diplomatic documents to deter those who might break their sworn oaths. The Ugaritic corpus attests to Horon's power in incantations against snake bites, as well as demons (RIH 78/20.8-9). The Magical Papyrus Harris 501 invokes Horan and `Anat in an Egyptian curse against a wolf: Hauron make thy fangs impotent, thy foreleg is cut off by Arsaphes, [probably Reseph] after `Anat has cut thee down.

    Kakuran > *Kauran > Chauron > Choron.

                    > *Hawran > Hauron > Horan > Horan.

    A possibilidade do deus pai Kauran, o Sr. do Kur, pai de Ishkur, ter sido esposo de Perséfone é, não apenas sob o ponto de vista semântico mas mesmo sob o ponto de vista étmico um facto a ponderar. Na verdade, os latinos tiveram uma deusa antiga que veio a cair em desuso e que, pelas características das suas festas seria uma deusa do tipo de Perséfona por ser deusa das colheitas maduras! Por outro lado, a origem étmica do nome desta deusa sugere a sua relação directa com o Kur!

    Furina = Goddess of darkness and of thieves. Furrina = From the earliest known Roman religion she possessed a grove and had a festival on 25 July. She was almost forgotten by the late Republic. She was possibly a goddess of a spring or of springs, though her festival date may suggest a goddess of ripening crops. Like much of the rest of the original Roman religion, she was largely forgotten under the influence of the Oriental cults.

                                                       > Furna < Fornax

    Furrina < Furrina < Phur-na < Kur-Anu > Horon.



    [1]"Eleusinian Mysteries," Microsoft® Encarta® 97 Encyclopedia. © 1993-1996 Microsoft Corporation. All rights reserved.

    [2]"Mysteries," Microsoft® Encarta® 97 Encyclopedia. © 1993-1996 Microsoft Corporation. All rights reserved.

    [3] http://freepages.history.rootsweb.com/~catshaman/13Sumerian/0myths.htm

    [4] In the mythology of Sulawesi Island, Ndara (< Nathar < Na®kal > Nergal) is the god of the underworld.

    [5] MYCENAEAN RELIGION AS EVIDENCED IN THE LINEAR B TEXTS. Texts from Knossos. © Copyright 1996, 1997, Trustees of Dartmouth College.

    Devil Répertoire onomastique, Marie-Claude Trémouille (tremouille@vaxiac.iac.rm.cnr.it), Décembre 1996

    [7] Répertoire onomastique, Marie-Claude Trémouille (tremouille@vaxiac.iac.rm.cnr.it), Décembre 1996

    Music Notal que esta transformação reforça a possibilidade de Enlil ser outrora um epónimo de Enki. Na verdade, se do radical *Nija-, presente no deus nórdico idêntico Njord, pode vir de Anillia < Anikia < Enki, então a inversa também é verdadeira e Enki = Anillia = An Lilia => Enlil.

    [9] de que proveio o nome de conveniência de S. Quitéria

  • PALAS ATENA, FILHA DA DEUSA MÃE DA TALASSOCRASSIA CRETENSE, por arturjotaef.

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    The war goddess of the ancient Greeks was Athena often called Pallas Athena, or simply Pallas. The Romans identified her as Minerva and ranked her third among their gods, after Jupiter and Juno. Athena was also worshiped as the goddess of wisdom and of crafts, especially spinning and weaving.(...)[1]

    Is so familiar a title of the goddess from Homer onwards that this second name seems to acquire more than the quality of an epithet. The one is as much her name as the other .[2]

    Afinal o nome próprio da padroeira de Atenas era Atena ou Palas? Mais adiante se verá a propósito do nome dos deuses do fogo, particularmente em relação ao fogo do céu dos astros nocturnos como a lua, que Atena / Anat foi um dos nomes mais arcaicos e originais da Deusa mãe enquanto deusa do fogo do céu! Sendo assim é mais que provável que Palas tenha sido um dos epítetos desta Virgem Mãe que seria aliás, o correlativo feminino do nome de Apolo reforçando assim a suspeita de que Atena seria uma mera variante Jónica de Artemisa!

    A possibilidade de ter havido um casal original de irmãos gémeos Palas & Palos (= Artemisa & Apolo) obtém o contraponto da mitologia latina no nome dos deuses Pales.

    Figura 1: Palas Atena.

    Pales era uma divindade da mitologia romana relacionada com a vida pastoril. Em algumas fontes, como em Ovídio e em Virgílio, a divindade é apresentada como feminina, enquanto que outras fontes se referem a Pales como uma divindade masculina. Desconhece-se igualmente se Pales seria apenas uma divindade ou duas.

    As ambiguidades dos autores latinos clássicos explicam-se pelo facto de Roma ter sido durante muito tempo uma república que possivelmente terá descurado os cultos tradicionais de tipo aristocrático.

    The major competing tradition regarding Athena's parentage involves some of her more mysterious epithets: Pallas, as in Ancient Greek Παλλάς Άθήνη (also Pallantias) and Tritogeneia (also Trito, Tritonis, Tritoneia, Tritogenes). A separate entity named Pallas is invoked — whether Athena's father, sister, foster-sister, companion, or opponent in battle. In every case, Athena kills Pallas, accidentally, and thereby gains the name for herself. (…) On this topic, Walter Burkert says "she is the Pallas of Athens, Pallas Athenaie, just as Hera of Argos is Here Argeie. For the Athenians, Burkert notes, Athena was simply "the Goddess", he thea, certainly an ancient title.

    No entanto, no caso específico das ambiguidades relativas ao sexo da deusa Pales seriam idênticas às relativas às deusas másculas helenistas, Atena e Artemisa.

    O festival dedicado a Pales decorria no dia 21 de Abril e recebia o nome de Parilia (ou Palilia). Neste dia os pastores faziam fogueiras de restolho e espinhos sobre as quais saltavam. Pediam também perdão pelos seus animais terem penetrado em locais considerados como sagrados. A tradição romana viria a identificar o dia 21 de Abril como o da fundação de Roma por Rómulo. Outro festival dedicado à divindade tinha lugar no dia 7 de Julho; este festival parece ter sido dedicado Pales enquanto duas divindades (Palibus duobus).

    Se alguns autores associam o nome desta divindade ao nome dos falos é porque a fonética parece óbvia como também a mítica pastoril subjacente ao deus Fauno e Pan.

    Negli ultimi anni l'archeologo Andrea Carandini ha avanzato l'ipotesi che Falacer sia la divinità patrona del Cermalus (un'altura del Palatino), insieme alla dea Pales. La coppia divina sarebbe apparsa nel patrimonio mitico locale al tempo della formazione dei primi insediamenti protourbani, all'incirca nella prima età del ferro (intorno al 900 a.C.). Nella corrispondenza tra linea temporale archeologica e saga romana operata da Carandini, il momento corrisponde a quando Numitore genera Rea Silvia.Devil Secondo Carandini, Falacer sarebbe stato semplicemente il corrispettivo maschile della dea Pales, entrambi in origine patroni della palizzata che avrebbe circondato l'insediamento (pagus) sul Cermalus, per difendere il bestiame e gli abitanti dalle minacce esterne (incursioni di lupi e di nemici, rappresentati dal dio Fauno nel complesso mitico della Roma arcaica). Il nome di Falacer sarebbe accostabile alla falisca, un tipo di asta bellica, analogamente ad altri casi (Quirinus alla curis e Pilumnus al pilum), e che forse era un suo attributo.

    Pal-es < Phal-es > Fale + Cer(-malus) => Falacer.

                                                                 < Kermalus > Caramulo ó Hermes.

     

    PELE

    Mais intrigante, interessante também, neste mito é o facto de uma deidade com estas mesmas qualidades, de deusa da terra e do fogo como Vesta, ter chegado aos antípodas do mediterrânico, muito para além do extremo do mundo conhecido pelos antigos onde foi adorada como Pele pelo povo do Havai, ou seja, após uma longuíssima viagem de quase circum-navegação Pale transformou-se em Pele ao aportar às ilhas do paraíso perdido do pacífico!

    Ora, quase seguramente que esta entidade era já a deformação da deusa grega da morte violenta que foi Ker, de que derivou Kali, Cer, Hera, Tellus, Talia, etc.

    Já menos intrigante é verificar que deidades de morte como Ker pudessem ter uma face simpática de deidade pastoril e primaveril uma vez que é próprio das deusas mães primordiais serem simultaneamente divindades do parto da aurora solar e do enterro do sol-posto! Uma prova adicional de que estamos no mesmo campo semântico dos nomes da Deusa Mãe, da vida e da morte, encontramo-la num pequeno mito de aparente importância secundária.

    Pálicos. Seduzida por Zeus, a ninfa Tália logo passou a carregar dois filhos no seio. Temendo os efeitos do ciúme terrível de Hera, ela pediu ao amante que a escondesse nas entranhas da terra. Zeus satisfez-lhe o pedido. Pouco depois, não longe de Palica, dois gémeos saíram do solo da Sicília. Foram logo colocados entre o número dos deuses infernais. Em honra destes Pálicos, os Gregos construíram um templo junto a um pequeno lago vulcânico de iguais sulfurosas e a ferver, que passava por ter servido de berço aos gémeos divinos.

    Figura 2: Interpretação moderna da deusa Pele.

    Este mito sugere o aparecimento de dois montes vulcânicos gémeos, considerados sacrossantos pelos povos arcaicos, de que o lago vulcânico de Palica seria o remanescente geológico. A verdade é que estamos no campo da realidade magmática da Deusa Mãe que foi sugerida na relação de Talos com o vulcanismo de Santorini, com a relação de Kali com o fogo e obviamente dom a realidade vulcânica e telúrica de Pele adorada na cratera Halemaumau do Kilauea, o maior vulcão do Havai.

    Kilauea < Kirão(?)-Eia, lit. «a grande montanha de Eos / Geia» > | Phil > Pele-| Awaia, lit. «Pele do Hawai» ou Palas, a Aqueia (???). O estranhíssimo destas equações virtuais reside no facto de quase se poder demonstrar que o Havai foi outrora colonizado por povos oriundos do mar Egeu, seguramente nos tempos áureos da talassocracia cretense.

    Halemaumau < Hare-(momo forma plural º mesh) > Hermes.

     

    Ver: TALOS (***)

     

    Ainda que seja inegável uma relação arcaica entre a mitologia dos falos e este tipo de deidades a verdade é que o exibicionismo da pujança da sexualidade deixou de ser, entre os gregos, tão juvenil quanto isso e passou a fazer parte do culto do varonil do barbudo Hermes, seguramente um irmão gémeo de Apolo, do mesmo modo que, ainda de forma mais paradoxal, deixou de andar relacionada com a super casta (e quase lésbica!) Artemisa ou mesmo da sempre virgem Atena, precisamente porque passou a fazer parte, quase que exclusivamente, dos cultos da amorosa Afrodite e da devassa Eos!

    Pallax, akos = youth, below the age of an ephêbos: fem. girl-- ·  also pallêx. [3]

    No entanto os exegetas destes assuntos ainda se conseguem espantar com as relações etimológicas pouco limpas entre este virginal epíteto de Atena e a concupiscência de termos congéneres estrangeiros!

    (...) Pallas is generally referred to an ancient Greek word meaning "maiden" or "youth." The Latin word pellex and the Hebrew word pallesh/pillegesh, both meaning "young girl or concubine," would appear to trace to the same root. Since Hebrew seems to have borrowed its term for "concubine" from some other language family (= pileges // < Gr. pallax, > Lat. pellex), the possibility of a congeneric assimilation of the Assyrian term with the term asherah should not altogether be ruled out of court.[4]

    Esta relação de Atena com Ashera vamos encontra-la no epíteto de Athena Zôstêria (= a «Trave» mestra) < Ki-Ashteria, lit. «a árvore das ashas da fogueiras de Ki (> Engl. ash tree???) < Ki-Ish-Tar => Ishtar-ki => tarwe > «Trave», feita do hullupo de Inana, a deusa dos troncos da «árvore da vida»!

    Palla, hê, ball (sphaira ek poikilôn namatôn (fort. nêmatôn) pepoiêmenê Hsch.), read by Dionysodorus for sphaira in Hom. Od. 6.115. -- [5]

    «Bola» < «bala» < Kalla (Kali ou Gala) > Phalla > Palla > «pela»!

     

    ATENA PHILE

    Pallas < Pallias < Pharia < Kaurias > Phorias > Pollias = "Another name for Pallas Atenas".

    Atena era também Phile, quiçá por ser muito amada e adorada, mas sobretudo por ser um nome que é uma nítida reminiscência de Phi-El, variante de Kafura, o arcaico deus ofídio do Sol, do fogo e do amor!

    Atena File, de tanto ser amiga do pai acabou sendo a filha de todas as filhas, pelo menos ao ser trazida para a língua latina.

    De resto, Kur < Kaur > Koré

                                     > Kyre > Phile > Hawaian. Pele.

    «Filho» < Lat. filiu < *File-u

    Por outro lado, de Phile a Pallas e a Pele vai um curto espaço semântico e assim, com um golpe de lógica mítica, de ofídio e pescadinha de rabo na boca, se fecha o círculo de da deusa das cobras cretense que foi Pallas Atena!

    Assim sendo, quando Atenas, cidade já habitada 3.000 anos a. C. e de que a deusa Pallas era patrona, se viu obrigada a defender-se da selvajaria dos dórios não chegou a ter que dar o elmo de guerreira a esta deusa que já o tinha da deusa mãe!

    Se foi associada a uma congénere mais aguerrida e cujo nome derivaria de At kina < At Ki An = deus da terra dos hititas ou deusa do poder da terra foi por mera estratégia geopolítica relacionada coma a guerra de Tróia e com o ascendente das colónias jónicas asiáticas.

     

    Ver: HELIOS SKOTAIOS / HECATEBOLOS

    (**) & HULUPPU DE INANA (***)

     

    Figura 3: Uma Deusa Mãe das cobras cretense.

    Deusa das Serpentes é o nome dado a estatueteas de uma mulher segurando uma serpente em cada mão encontradas nas escavações de sítios arqueológicos minóicos em Creta, de cerca de 1600 a. C., embora não se conheça sua identidade, nem se tenha certeza de que se trata de uma deusa ou de uma sacerdotisa. A primeira, em faiança, foi descoberta pelo arqueólogo britânico Arthur Evans em 1903.

    Supõe-se que a estreita conexão da serpente com a casa minoana indica que essas figuras representam uma deusa doméstica. A função dessas estatuetas não é clara, mas os seios grandes e expostos sugerem que se trata de uma figura ligada à fertilidade. A serpente é frequentemente associada com a renovação da vida por trocar periodicamente de pele. Alguns mitólogos especulam que essa deusa seja Ariadne, pois esse nome significa "a mais sagrada".

    A Ariadne do mito grego seria a deusa reduzida pela lenda a uma heroína folclórica.

    Outras deusas associadas explicitamente a cobras são as deusas serpentes egípcias Renutet (frequentemente representada como uma cascavel), Meretseger e Wadjet, esta associada com o santuário de Buto, no Baixo Egipto.

    Re-nutet < Er-nutet < Ar(i)-Neit ó Ari-Aten

    = Atena Areja < Ari-Aten Ariadne.

    B-uto < Wadj-et < Bés + Anu > Besanu > Vishnu.

    Os autores que especulam que a deusa mãe das cobras cretenses seria Ariadne estão no bom caminho da etimologia porque esta via permite relacionar esta deusa com a equivalente egípcia Renutet. Sendo Ariadne esposa ou mãe de Dionísio aceita-se que esta tenha acabado por ser Ísis. Por outro lado, esta mítica permite compreender que a relação de Dioníso com o Egipto seria por meio de Vishnu, o deus das cobras, filho de Wadjet, que como Meretseger seriam nomes alternativo da deusa mãe das cobras.

     

    Ver: ARIADNE (***)

    A relação entre a «bola» e o disco solar é óbvia e também continua a sê-lo com o disco lunar.

    No entanto a rotundidade da mulher grávida está fora do contexto de Palas Atena o que poderia indiciar que esta conotação estaria totalmente fora do contexto da esfericidade. Porém, sphaira / Ishtar, a rainha do céu e, por isso mesmo, a grande «esfera» celeste que é a “branca lua-cheia” ! Ora bem, no campo da etimologia é inevitável esta constante tentação de cair no preconceito de julgar que antes do grego e do latim não existiram línguas nem culturas suficientemente desenvolvidas e importantes que justificassem a origem etimológica das línguas clássicas quando, afinal, a hegemonia do helenismo não vai além do primeiro século a. de C. e o início da cultura clássica não remonta alem da segunda metade do último milénio a. de C. Se as pileges dos hebreus foram importadas em «fragatas» e transportadas para a casa dos senhores em «pilecas» (< Hebr. pileges???), seguramente que poderiam ter sido vendidas por agentes intermediários «filisteus».

    Sphaira < Saphira < Ashkura ó Ishtar.

    Filisteus < fileshetu < *phileshet + -eu > Egpt. Peleset, com que aliás este nome se aparenta.

    «Pelágios» < Pher-aski < *Kur-ash-Ki, lit. “a terra do *Caraças” (o rei dos infernos do Kur que foi Iscur) => peleshet.

    E então já nem se estranha que durante tanto tempo se tenha ignorado que Golias (< Gr. Kouros) foi um vulgar guerreiro cretense, miticamente transformado em gigante pela lenda depois de ter sido abatido por um jovem semita que era Davide mas que, por causa deste feito, afinal de valor mais simbólico do que real, veio a ser um dos grandes reis de Israel! Ora bem, não eram os gregos da afamada etimologia clássica que pensavam que os antigos e arcaicos habitantes da Grécia tinham sido os «pelágios» / peleshet?

    Ora bem, o importante para a linha relativa à etimologia dos nomes da deusa Atena é verificar que tanto os cretenses como os filisteus tinham na etimologia do seu nome o conceito da Deusa Mãe, *Kaki-Kur, de que deriva o nome de Afrodite.

    Se outra vantagem não existira pelo menos ficávamos deste modo a saber que afinal a deusa do Amor era natural de Creta, e não de África ou da Fenícia como a tradição supõe, e foi de facto uma deusa das cobras adoradas nos palácios labirínticos dos cretenses. Ora, pode ter sido a sensação de desespero e abandono relativo aos trágicos acontecimentos naturais do século XVIII a. C. que terão provocado primeiro as invasões micénicas e depois dóricas, que terá feito com que os filisteus e possivelmente seus irmãos israelitas se tornassem fanáticos paternalistas misóginos!

    De qualquer modo:

    PilegesDevil // Lat. pellex < Gr. pallax < Palla-ash < *Kar-la Kaki, «filha da mulher de Kar, o rei-sol, ou seja, a princesa» > pallakis [a^], idos, hê, = «concubina».

    Pripelaga, a female earth divinity cognate with Themis, Cybele, Rhea and Demeter, and believed to be the Mother of humanity. In the Slavic mythology, the deity is often referred to as too much involved in the sensory pleasures of the Oak Tree.

    Pripelaga < Phry-Pela-Ka < Kur-Kera-ka < *Kurkuraka

                      > Ka-Phry-Pela < *Kaphur-Phera, lit. «a que transporta o deus menino, a cobra solar» º Afrodite.

    Não será isto uma tão foneticamente espantosa quão semiologicamente miraculosa coincidência étmica??? Porém, mais espantosa ainda é a correlação étmica entre Palas Atena e o palladion.

    «Paladino» < Fr. ant. paladin, lit. palatinos ou “cortesãos do palácio”, cada um dos principais cavaleiros que acompanhavam Carlos Magno nas suas campanhas militares < Lat. palatinu < Pala-Thiana > Pale Diana = Palas (Atena) > Pajas > pagens < Puja > (< Giulia > «Julia»).

     

    Seguir para: PALADION (***)



    [1]Excerpted from Compton's Interactive Encyclopedia. Copyright (c) 1994, 1995 Compton's NewMedia, Inc. All Rights Reserved

    [2] THE BAAL (AND THE ASHERAH?) IN SEVENTH-CENTURY JUDAH, Baruch Halpern - York University, Toronto

    [3] Liddell-Scott-Jones Lexicon of Classical Greek.

    [4] THE BAAL (AND THE ASHERAH?) IN SEVENTH-CENTURY JUDAH, Baruch Halpern - York University, Toronto

    [5] Liddell-Scott-Jones Lexicon of Classical Greek.

    Devil => «pileca» = • s. f. cavalgadura pequena, ordinária.

  • ATENA PARTENOS, por arturjotaef

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    "Parthenos" ("Virgin") usually means Athene; but in this case it means either the Tauric Artemis (see 5. 3. 12 and Diod. Sic. 4.44), or (what is more likely) Iphigenia (see Herodotus, 4. 103). In saying "deity," and not "goddess," Strabo seems purposely non-committal as between the two. ---- (Strabo Geography 7.4.2)

    Ora bem, outro epíteto de Atena que corresponde quase que seguramente a este mesmo conceito é o de Atena Partenos. Atena Partenos foi a rainha do céu!

    De facto, o Partenon, o mais belo templo da autoria de Fídeas construído na acrópole de Atenas na época áurea da civilização grega imortaliza este epíteto majestático da deusa das artes civis e da estratégia bélica.

    Figura 1: Maqueta da acrópole de Atenas com o belo Partenon, bem no alto.

    The new temple built for Athena on the acropolis became known as the Parthenon, meaning "the house of the virgin goddess," from the Greek word for a virginal female, parthenos. As the patron godddess of Athens, Athena had long possessed another sanctuary on the acropolis. ---[1]

    At any rate, her temples were usually on an acropolis. In Athens (named after her, or vice versa -- we do not know which) she became the goddess of the whole land.

    E óbvio que foi Atena quem deu o nome à cidade de quem era padroeira e não a inversa porque, se foi assim até há bem pouco tempo, tê-lo-ia sido muito mais propriamente nos tempos áureos da mitologia e da religiosidade humana!

    In Homer, Athena is the protectress of heroes, appearing invisible to others at their side and accounting for their extraordinary success.

    She may originally have been a version of the Mycenaean palace goddess, corresponding to the goddesses. (…)

    As a protectress of heroes she was a warrior herself, and was shown in art with spear and helmet, wearing a breastplate called the aegis (originally a magic goatskin). In classical times she had no consort, but this was probably not always the case. ---[2]

    A mitologia clássica de Atena foi a consequência tardia da “leitura literal” de mitos arcaicos que definiam esta deusa como Virgem Mãe fenómeno que não teria tido mecanismos psicossociais muito diversos dos que viriam a determinar o dogma cristão da Imaculada Conceição da Virgem Maria!

    A este respeito a mitologia cristã criou uma intriga entre o nome do suposto pai biológico e o nome de Atena Partenos.

    Um dos mais notáveis Notzrim foi Yeishu ben Pandeira, também conhecido como Yeishu ha-Notzri. Os estudiosos do Talmude sempre mantiveram que a história de Jesus começou com Yeishu. No Tosefta e no Baraitas, o nome do pai de Yeishu é Pandeira ou Panteiri.

    Os Cristãos foram forçados a enfrentarem a evidência Talmudica, afirmando que o Yeishu Talmudico era uma distorção do "Jesus histórico" e que o nome "Pandeira" era simplesmente uma alteração hebraica da palavra Grega para virgem – "parthenos" propositadamente alterada para os nomes romanos conhecidos como "Pantheras" (encontrado na história de Celso) ou para "pantheros", que significa pantera, e "Pandeira" teria derivado da palavra deliberadamente alterada.

    Figura 2: reconstituição do interior do no Partenon da acrópole de Atenas com Atena Partenos de Fídeas

    A verdade porém é que para os antigos mais antigos haver virgens que davam à luz nada tinha de espantoso porque estas eram apenas as jovens casadoiras quiçá ainda em finais da sua puberdade! De resto o próprio conceito grego Parthenos começou com o sentido de “mulher jovem” cujo estado mais frequente e natural seria então ainda o da virgindade!

    The name Erichthonius (the "very chthonic one"), a playful interpretation of the name Erechtheus, and used in furthe playful interpretations, remained the name of the mysterious child. It would perhaps be incorrect to say that this added the aspect "son" to the earlier aspects of the masculine partner of the Goddess, i.e., "father" and "husband." The reason for this is that in the mother-son mythologem, which preceded the father-daughter mythologem also on the Acropolis of Athens, the "son" became the husband: the father was in no way yet present at the beginning of a divine genealogy that began with the mother. Without father or brother, virginity would have been meaningless, since it is a form of the most intimate connection with either one or the other of them, even when it appears as absolute independence. At some point the third aspect, "father," was added to "son" and "husband," and at this same moment the aspect "maiden" was added to "mother" and "wife." From that moment on Pallas Athena was present. -- Athena, Virgin and Mother in Greek Religion (1952) Karl Kerenyi

    A verdade é que seria apenas com o advento do cristianismo que o conceito de virgindade casta viria a ser definitivamente fixado. Não deixa no entanto de ser estranho que a padroeira dos atenienses tenha sido supostamente a Virgem Mãe dum filho único como a mãe de Jesus. Porém, o dogma da Virgindade da Virgem Maria deriva tão somente do conceito teológico arcaico, tão ingenuamente lógico quanto imaginativamente intuitivo, duma Deusa Mãe primordial que só poderia ter dado à luz a primeira entidade divina por divina partenogéneses ou seja parindo o primeiro “filho de deus” sem contacto prévio com qualquer pai porque por pressuposto mítico cosmológico este ainda não havia sido concebido nem criado.

    As the theme of our further reflections we elect to pursue this established duality of aspects. Its appearance is not an accidental product of history. It is so characteristic of this Goddess that we could hardly even speak of Pallas Athena if only one or the other side stood before us without the tension and polarity of both. This is what differentiates a Goddess who is able to exercise power over human beings, from a mere personification. The duality finds expression in the name of Pallas Athena itself, and at least this much is certain: one of the two names portrays the martial and virginal aspect. The meaning of Pallas (of which the plural is pallades) is handed down to us, as is also its precise differentiation from other words deriving from the same stem: it was once the name for robust maidens and implied the meaning of the masculine word pallas (pallantes in the plural) "robust young man." A distinct masculinity seems to adhere to this word even in its feminine form. It is perhaps best repeated by the Latin virago. In Attica, legend told of a Pallas who was a "teacher of Giants," a hero after whom the land of Pallene was named and most likely himself a Giant. -- Athena, Virgin and Mother in Greek Religion (1952) Karl Kerenyi.

    Pallas > Grec. pallantes > Lat. parentis

    < Phar-An-tis > partenis > parthenus > Parthenos.

    O grego Parthenos reporta-nos na ressonância da língua lusa para o «parto» e então para um conceito de virgindade enquanto ausência de “carûnculas mirtiformes” resultantes da ruptura himenal do pós-parto, ou seja Parthenos = Parth (= «parto»???) + an (=sem)! Porém, a verdade é que só em latim é que partus (< pareo, = lit. «aparecer» no sentido comum de vir à luz do dia) tem este significado e em grego o termo mais próximo deste conceito seria eupatris < eu-partis, lit. “filho de pai legítimo”???

    Os «eupátridas» gregos eram o equivalente dos «patrícios» romanos e em ambos os casos estamos perante conotações linguísticas que nos reportam sobretudo para a relação de parentesco que naturalmente teria que ter estado relacionado com o direito de nascimento de tipo patriarcal.

    Sendo assim, suspeita-se que Atena Partenos seja uma submissão mítica da deusa mãe primordial, das cobras e do matriarcado cretense, ao patriarcado ateniense.

    Porém, a etimologia de Parthenos afigura-se tão arcaica quanto o culto palacial da Virgem Mãe.

    Figura 3: Atena Partenos de Fídias.

    Parthenos, Lacon. parsenos Aristoph. Lys. 1263 (lyr.). hê, maiden, girl;(…) also gunê parthenos (…); p. kora, of the Sphinx, (…) ; of Persephone, (…) opp. gunê, (…) 2. of unmarried women who are not virgins,(…)  3. Parthenos, hê, the Virgin Goddess, as a title of Athena at Athens,(…); of Artemis,(…); of the Tauric Iphigenia, (…); of an unnamed goddess, (….), of the Vestal Virgins, (…) 4. the constellation Virgo, (…) II. as Adj., maiden, chaste. III. as masc., parthenos, ho, unmarried man, Apoc.14.4. ---Liddell-Scott-Jones Lexicon of Classical Greek.

    Eupatris, idos, hê, fem. of foreg., born of a noble sire. [3]

    Em boa verdade Parthenos deve ser um termo arcaico que sempre teria andado associado a virgens mães como se refere ter sido o caso de Atena, Artemisa etc. tudo indiciando que afinal estaremos perante uma flagrante proliferação de deidades que não seriam senão variantes locais da mesma arcaica Virgem Mãe primordial.

    The title of Kerenyi's essay [Athena, Virgin and Mother in Greek Religion, 1952] on Athena naturally leads us to associate this mythologem with a Christian counterpart, the Virgin Mary. The parallels are striking, but the differences are equally important. Both figures are virginal mothers; both are primarily committed to the spirit of the Father; both soften and mediate the spirit of the archaic Father; both are concerned with mercy and justice. Athena, however, is not a theotokos ("God-bearer") in the sense that Mary is, nor does she show the same attitude of unambivalent receptivity to the Father. The tonal quality surrounding Athena is more defensive, more militant, and more supportive of heroic striving. One could speculate that the countries of northern Europe (and of Protestantism) inherited more of the spirit of Pallas Athena, while the countries of southern Europe (and of Catholicism) received and cultivated more the spirit of the Christian Virgin-Mother. The receptive maternal elements in Pallas Athena, while present, are more subdued and hidden in the background, behind her defensive armaments, than is the case with the Virgin Mary. With the Virgin Mary the maternal flame, the glowing womb, is prominent; with Pallas Athena it is concealed. This describes a difference in soul-quality between Protestantism and Catholicism.

    (…) Athena becomes a defender of the patriarchal order and is bound to imitation of the father's spirit, but in this his archaic elements are deflected from his daughter. These aggressive elements can now be directed elsewhere. The father, meanwhile, is seduced into trusting and protecting this daughter who is so much like himself. Her defense, aimed toward fending off the archaic elements of the father and to do this by advancing and supporting his more "spiritual" side, also includes denial: the mysterious child born to Athena is secretly whisked off in the dead of night, so as to preserve (or restore) her pristine virginity and to secure her position as the father's "spiritual" alter-ego.

    There is a dark night among the cultic celebrations of Athena, and there is a passage through affliction. All is not  bright-eyed heroic striving. We come upon the poignancy and  depth in the image when we look carefully into what is being defended. We must face the conundrum that the father's daughter is protecting neither her virginity per se, nor her privileged relationship with the father, which amounts to the same thing. Her closeness to him and her identification with him are themselves defenses against his archaic threats to her womanhood. But because she has used the defense of identification-with-the-aggressor, she has no means left open for full expression of her womanhood. This is the trap of the soul which has chosen the defense of heroic striving against the threat of the persecution of the archaic father. What is being protected by Pallas is expressed in the image of the small flame in the fire-pan, which according to Kerenyi, explains the name Athena. Pallas protects Athena. What she protects, therefore, is a core of womanhood as it finds itself besieged by the archaic spirit of the father. And since all men represent father to her, none can be allowed into her womb. Her womb, while not barren literally, remains inviolate psychologically: hence, she is both mother (literally) and virgin (psychologically). Her literal mothering is performed for the fatherland, while her psychological (soulful) mothering is reserved for the children never born to this world. This is one meaning of Athena's connection to Persephone and to the fertility of the realm of unborn souls. -- Athena, Virgin and Mother in Greek Religion. Translator's Afterthoughts Murray Stein.

    Na verdade o caso de Perséfone é mesmo um instantâneo flagrante da passagem da fase de Virgem Mãe Deméter à de virgem filha Korê!

    Parthenos ó Lacon. Parsenos > Perse-An + Ki

    => Perse-Ki-An => Perséfone.

    Partenos < Phartinus < palathinus > Pallatina => Pallas Atena

    Então, a definição que é dada para Parthenos como correspondendo a «filha» passa assim a ter a sua fundamentação no mito de Deméter.

    De facto é mais do que evidente que Partenos tem uma relação fonética suspeita que faz de Atena Partenos uma redundância Palas Atena = Partenos.

    Atena < At Kina < Ash Ki Ana, literalmente «o fogo da terra e do céu, ou deusa do fogo da terra» | Partenos, lit. «a que foi parida solitariamente pelo Sr.(Zeus)», razão do grande equívoco relativo ou episódio caricato do nascimento de Atena da cabeça de Zeus???

    <= Phar-Ten < *Kar-Ten, lit. «a cobra do Kur = o crescente lunar»

    ð     (Mel) Kart Ana, a Sr.ª do Carque, do concelho de Resende.

    ð     Kartena, a deusa cretina por ter sido Kur-tina, ou seja uma cortesã nos palácios templares de Creta < Kuret > «corte»!

    <= Kar kinos < Kur Ki An, lit. «Nincursague, a deusa da montanha entre a terra e o céu e esposa de Enki

    Outra conclusão que se pode retirar desta heurística é que Creta não passava duma ilha sagrada onde se centralizava o culto religioso templar como entre os judeus era em Jerusalém! A etimologia que permitiu chegar ao nome desta ilha era assim o Kur, a montanha protegida e defendida onde se elevavam os palácios templares e de que derivou o termo peninsular das «cortes régias». Outra análise permite verificar que no núcleo do termo Partenos / Phar-Tumnus (literalmente “a cobra solar” da cornucópia da Furtuna) está o elo etimológico entre a Creta minóica e o Egipto faraónico e a explicação do carácter arcaico da deusa latina da fortuna e da cornucópia.

     

    Ver: CORNUCÓPIA & FORTUNA (***)

     

    According to the Homeric Hymn to Hermes, Pallas, provided there with a father who is otherwise unknown, was the father of the moon Goddess, Selene.Hesiod's Pallas is a son of the Titan Crius, a brother of Astraius, and of the father of the moon Goddess, Hecate, and himself the father of Zelos, Cratus, Bia, and Nike. This last Goddess is also known as Athena Nike, but the remaining siblings -- "Zeal," "Strength," and "Might" -- are also worthy of relationship to the indefatigable battle Goddess. An archaic winged God named Pallas -- with wings attached to the ankles, or winged like the archaic winged Goddesses, among whom Athena herself may be numbered --

    Figura 4: Arcaica Atena alada.

    was according to one tradition the father of Pallas Athena.

    É evidente que o conjunto do nome de Atena Partenos determina que:

    = Ash Ki An + Kar Ki An =>

    ð     Anat & Afrodite, facto que, ou esconde a faceta da Deusa Mãe em Atena ou revela , pelo menos, na semântica redundante do seu nome uma relação arcaica de Afrodite com a filha parida no céu (que era a divina cabeça de Zeus). Tal como Inana, com quem compartilhava os mochos sagrados como animais tutelares das divinas leis, Atena foi também a deusa da esperteza e da sabedoria.

    ð     Anash + An Kar kika => An (At-Kur-at) => Atargat(is).

    This is intriguing, since both Anat and Athtoret were companions of Baal in Ugarit. In fact, the two goddesses are so frequently associated with one another that the names may simply be alternative ways of designating the same individual, Anat (possibly meaning "The Violent One" or "The Lover") being the title of the goddess in her youthful, wargoddess guise. In the Baal Cycle, Tablet II, Column II, when Ball seizes Yamm to slay him, it is Anat/Athtart who stop him: "His right hand Anat seizes, His left hand Athtart seizes" (where the usual pattern of poetic repitition implies that the same event is simply being reitterated using different terms for Athtart. The identification of Anat and Athtart is further supported by the fusion of these two names as the goddess Antit at Beth-Shan, as `Antart in Egypt, Anatanta at Tanis in Egypt during the period of Ramses II, as `Anat-Ashtart in later Syria, and as `Attar`atta (Greek, Atargatis) in Aramaic language. -- An Anthropologist Looks at the Judeo-Christian Scriptures, Background: Religion in the Ancient Semitic World, Middle-Eastern Polytheism [4]

    Anat < Anatu < Ana-Kiki > Ana-titi > Antit > Titan ó Tanit < Tanish > Tanis.             Anatu ó Antu => Anatanta <= Anat Antu < Anat-Anat.

     

    Ver: ATENA (***)

     

    Figura 5: A mitologia etrusca, que revela muitos arcaísmos na sua morfologia, dá-nos na imagem deste espelho uma visão de Minerva que tem tanto de Atena quanto de Medusa, quanto de Istar. Dito de outro modo, não parecem restar dúvidas de que as Hárpias eram apenas a forma tridiva da deusa mãe das cobras cretenses.

    In the war against the Giants a certain Pallas confronted Athena and was killed by her; she even tore off his skin. She did the same thing, however, to her father Pallas, who bad lustfully seduced his own daughter.

    The father-daughter mythologem is thus transmitted both through the masculine and feminine Pallas, not in the form of a serpent wedding but in that of a seduction scene between archaic Deities, probably two winged beings.

    Figura 6: Atena na gigantomaquia ataca o gigante Palas.

    The setting in the form of a war against the Giants is a dilution of this, suited to classical mythology. The saga of Pallas, son of Lycaon and founder of the Arcadian town Pallantion, represents a further dilution. At this level Pallas is seen only as the teacher of Athena, yet also as father of Nike and Chryse, two manifestations of the Goddess herself. At the same level of dilution the incest motif appears again, behind the lightly disguised name of the Goddess, but in the form of a consummated marriage between her and the "teacher." According to the Boeotian saga, from the realm of Athena Alalcomene or Alalcomeneis, the primal man Alalcomeneus reared Pallas Athena. His wife is also mentioned: she was named Athenais. Excepts from Athena, Virgin and Mother in Greek Religion (1952), Karl Kerenyi.

     

    Ver: PALAS ATENA (***)



    [1] Thomas Martin Overview of Archaic and Classical Greek History 9.4.6.

    [2] Thomas Martin Overview of Archaic and Classical Greek History 9.4.6.

    [3] Liddell-Scott-Jones Lexicon of Classical Greek.

    [4] This page last updated on 15 January 1999. Copyright © 1999, Richley H. Crapo.

  • OS DEUSES DO FOGO II, por arturjotaef

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    OS DEUSES DO FOGO DOMÉSTICO E DOS LARES. 1

    ASHERAH.. 3

    FOGO AVESTICO.. 6

    BASTET. 8

    ISHTAR/ASHTARTÉ. 9

    VESTA.. 11

     

    OS DEUSES DO FOGO DOMÉSTICO E DOS LARES

    Hebat (Hurrian name) (Hepit, Hepatu) - The matronly wife of the Storm-god. She is sometimes depicted standing on her sacred animal, the lion. After the Storm-god and Astabis' failed attacks on Ullikummis, the giant forced her out of her temple, causing her to lose communication with the gods. She frets that Ullikummis may have defeated her husband and expresses her concern to her servant Takitis, charging him to convene the assembly of the gods and bring back word of her husband. Presumably she is brought word of his defeat. Tasmisus visits her in the high watchtower, telling her that the Storm-god is consigned to a 'lowly place' for a length of time. She is the mother of Sharruma.

    E com *Kaki-ash / Kaki-at = At-at, arcaica deusa do fogo, deve andar relacionado o nome da deusa Hebat, esposa urrita de de Teshup. De facto,

    He < Ki +

    Wat / tab / tap < *Kaki

    = Hebat

    Tapkina =

    Wat / tab / tap < *Kaki

    + Ki + An.

     

    Hécate = Deusa da escuridão, a filha do Titã Pérses e Astéria. Diferente de Ártemis, que representava o luar e o esplendor da noite, Hécate representava a sua escuridão e seus terrores. Em noites sem luar, acreditava-se que ela vagava pela terra com uma matilha de uivantes lobos fantasmas. Era a deusa da feitiçaria e era especialmente adorada por mágicos e feiticeiras, que sacrificavam cães e cordeiros negros a ela. Como deusa da encruzilhada, acreditava-se que Hécate e seu bando de cães assombravam lugares lúgubres que pareciam sinistros aos viajantes. Na arte, Hécate era freqüentemente representada tanto com três corpos ou três cabeças e com serpentes em torno de seu pescoço.

    With Greek thought, we see the worldview of life becoming cyclical, rather than linear.

     

               

    Hecate (Gr: Hekate), was the Death Goddess, Crone Mother, and known "Queen of Witches" in Christian myth and legend. She descended from the Egyptian Heqit, Heket, or Hekat: a wisewoman, priestess who held the sacred "Mother's Word of Power," the hakau, in trust. Like all other forms of the Triple Goddess, she was associated with the moon: she was associated with Selene (Moon;) Artemis (Huntress, Lady of Wild Beasts;) and Persephone (Queen of the Dead.) Among Greeks she was Queen of Ghosts and the Crossroads, where many midnight rituals took place. She was the destroyer; newborn children and animals were sacrificed to her.[1]Once a fairly benign goddess in early Greek times, Hecate became the dread Greek-Roman Goddess of ghosts, a close confidante of Persephone and a patron of witches.

    The brutally wronged Hecuba of Troy was reincarnated as Her black bitches, who accompanied Her on Her night walks.

    Hecate was worshipped at three-way crossroads at night even by ordinary Greek families and could ward off ghosts if properly propitiated. But Romans also believed She had more sinister worshippers -- the witches and sorceresses who could coerce even the gods to do their will.

    When Persephone was kidnapped by Hades in the later Greek myth, far-seeing Hecate was the only one who witnessed it.

    Kikuka > Hekathu > Hecate >

    => Hekat

    Kikuka > Hekathu > Hewathe >

    => Hepat > Hebatu > Thaweti > Tabiti

    Kikuka > Hekuwa >

    => Hecuba

    The god of magic, Heka (heka is also the Egyptian word for 'magic'), to whom shrines were dedicated in Lower Egypt, was depicted in human form (sometimes with a snake head) holding a snake-shaped wand in each hand. The snake wand, which was also used by magicians, probably represented Weret-hekau.

    Heka / Hekat, esposa de Heka!

    Berecyntia = A Gaulish goddess, probably the same as Brigid (qv).

    Seria interessante se os gauleses tivessem adorado Tabiti como Hera Cyntia ou Vera dos citas.

    É obvio que Vera / Hera, Afrodite, Atena e Artemisa foram em tempos a mesma Deusa Mãe das serpentes cretense, do mar e do fogo. Hera, porque começou como Kaura dos exércitos acabou esposa do deus supremo, Zeus.

    Selene <= Kar An => Hera(n) => Pheronia.

    Feronia (> «felonia») An Etruscan goddess of fire and fertility.

    Artemisia, por ter sido uma deusa lunar e também esposa da forma hermética do deus da guerra e porque era na forma de Grande Deusa das mil mamas e Mãe de todos os animais da natureza, que era adorada em Éfeso. Afrodite por ter sido deusa taurina da fertilidade, esposa do deus da guerra e etmicamente africana.

    Quanto à grande deusa frigia Cibele (< Kiwel < Kiwer) é obvio que estamos diante da Grande Deusa Mãe oriental, enquanto esposa de Mulciber que não era senão o Senhor de Kur, forma infernal de Enki, o mais remoto antepassado semântico de Kiwel, deus mandaeno da luz e antepassado étmico de Zeus e de Deus!

    Na península do Sinai o deus vulcânico chamava-se Yavishtha <= Jaw + isht kia = Jaw (> Yawé), deus Chu, da guerra e do poder do fogo da terra mãe.

    Em Hefesto é ainda Phi o campeão da terra mãe a ter o poder de fogo. Nos deuses jupiterianos e javeista é Chu, um deus dos exércitos próximo do Ishkur caldeu, a deter o poder da sarça-ardente de Jeová.

    Ou seja, todos estes deuses parecem reportar para um núcleo de correlação étmica comum que resultaria dum nome neutro Ki(phi/Shu/Ur)ash de um deus do fogo até agora omisso nas fontes arqueológicas, a menos que Hefesto seja ele próprio.

     

    Ver: OS CITAS E O CULTO DO FOGO (***)

     

    Urtzi (Ortzi, Urcia) basque sky-god

    Urcia < Urtzi > Ortzi < *Ur-xi < Ur-Kaki > Urish > Sumer. Urash.

    Ekhi, Basque personification of the sun.

    Eate, Basque god of fire and storms.

    In the mythology of the Marquesas Islands, Atea is the god of light and husband of Atanua.

    Ekhi < Keku < Kaku > Lat. Cacus, um deus latino do fogo!

    Eate < E-ati? Lit. “casa da mãe”? < Ea-tu = At-ea, filho de Ea / Enki como Nusco?

    «Atear» < (de teia, < Lat. taeda, > teda = tocha), v. tr. avivar (o fogo); • incendiar, inflamar.

    E obvio que se o português derivasse integralmente do latim este termo seria hoje qualquer coisa parecida com *taidar. Possivelmente já existia pela Lusitânia o termo «atear» por herança do fundo linguístico local partilhado com os bascos. Por sua vez, o termo latino teria origem nesta cultura que teria muito em comum com a dos etruscos. O nome da Deusa Mãe etrusca Ati parece ter ressonâncias com Eate. Então:

    Eate-tu > taetue > Lat. taeda, a tocha filha do deus do fogo!

    Ki + Ekhi lit. «sol morto e posto no seio da Mãe Terra = deus dos mortos e das sombras das trevas!» => Kaukeko > Gaueko > Guad- > Eng. God.

    Gaueko, basque lord of darkness.

     

    Ver: GUANCHES / GUAD (***)

     

    Dito de outro modo, se o basco não é a mãe de todas as línguas latinas ocidentais é no entanto uma língua muito arcaica que influenciou seguramente parte da semiologia peri-pirenaica e ibérica (v.g. Guad- | -alqibir, -iana, -alaxara etc.) e, por intermédio desta, a cultura do deus God dos povos nórdicos!

     

    ASHERAH

    Ashera was an ancient Semetic goddess symbolised by the phallus. A bountiful great mother goddess of heaven, the moon and sea. In wisdom, she was the mistress of the Deities

    Athirash, Asherah, Ashtartian - 'the Lady of the Sea', Elat = 'the goddess').

    Se Asherah não era Astarte então as confusões entre deidade semitas seriam mais do que grosseiras porque seriam inevitáveis.

    Istar (Inana) < Ash ta(u)r ti an > Ashtartian > Astarté (an) > Athirat.

    Ashtart-ian < Ashtart + An

    Asherah < Asherath < ash-Her-ash > at-Ker-at > Athirash > Athirat.

                                       > Ashtar-at > Ashtart

    Mas, também não seria um mero tronco de árvore, já que asherah (ash Hera) nos reporta foneticamente para Hera. Então, Asherah era a expressão canaanita do culto da deusa do fogo, talvez um epíteto da Astarte, a mesma a que os fenícios chamavam Tanit (e os citas Tabit) e que, foneticamente, está mais próxima do nome grego de Hera.

    Tanit < Atanit < Atanki < Atkina < Ashkina.

    Asherah < AsHera < A Ki ura < Ash Kaura

    Ora, Hera, que mais tarde veio a casar com Zeus, seria à época do deus supremo dos kaures (> Kar esh > Har es > Ares) a deusa dos exércitos, enquanto sua consorte.

    Dito de outro modo, Asherah era a forma arcaica do nome da deusa do fogo enquanto Ash nomeava o conceito relativo ao seu particular poder neste ignio domínio.

    Se é certo que não temos equivalente nas tradições míticas lusitanas do conceito ash temos ressonâncias étmicas dele em termos como «acha, chispa e chama» da fogueira pelo que podemos desde já suspeitar que o misterioso conceito avéstico de poder de quem tem ash ou seria pouco mais do que ter «chispa, chiste e faísca» ou simplesmente isqueiro para ter inflamabilidade ou o poder de fogo de quem o sabia produzir uma vez que os combustíveis não eram outrora de particular cuidado visto que se reduziam à lenha, então ainda abundante, obtida da madeira que não podia ser aproveitada em marcenaria e ao carvão que dela se obtinha.

    Procurando na etimologia as informações incripticas que nos desvendem os mistérios da origem do «fogo» (< lat. Focu < O-phi Kian > Officium) verificamos que somos reportados para os aspectos da ritualidade ligadas aos ofícios divinos do fogo com que se consumavam os sacrifícios e se produziam os «fumos e defumadouros» dos encantamentos e a «fogaça e o fogacho». Ora, nestes termos do português mantém-se tanto a ressonância étmica quanto a conotação do significante inicial do «fogaréu» com que se ateava o lume quanto a sua relação com o prémio da virgindade feminina, reservatório do poder sagrado do fogo amoroso é, no início do patriarcado, símbolo da inviolabilidade dos lares domésticos com os quais se cose o pão.

    A esta relação entre o fogo do forno que coze o pão e a cultura das virgens vestais andou ligada de passagem a tradição das festas portuguesas das fogaças de mistura com a óbvia e contrastante conotação sexual da forma e simbologia destes bolos.

    «Fogaça», (b. Lat. * focacia < focu, fogo), s. f. espécie de bolo grande; bolo ou presente, que em festas populares se oferece à Igreja, e depois se vende em leilão; rapariga vistosa que conduz esse bolo em tabuleiro ou açafate; bolo dado em prémio ao vencedor de um desafio; (ant.) presente, oferta que se dava em certas festas, como recompensa; antigo imposto chamado também fumagem ou fumádego; (prov.) armações fantasiosas com ramos e fitas garridas que levam as moças nas procissões; mulher que fabrica ou vende fogaças.

    «Fogacho», (de fogo), s. m. labareda pequena; chama súbita; lume; fogaréu; (fig.) calor que assoma ao rosto; repente, assomo, arrebatamento de génio.

    "In Roman mythology, Fornax was the goddess of the mysteries of bread-baking and the embryo's development."

    Fornax < Phuran ash(a) < Sha Kur An <= Kaphura, a deusa das cobras e dos infernos subterrâneos donde nasce o fogo das entranhas da terra

    => Phurnallia = a festa do fogo > «fornalha».

    Se as línguas latinas actuais conservam ainda uma rica etimologia em torno do fonema ash com significantes que correspondem a coisas «à volta da fogueira», seja nos «feixes» de lenha, seja na «acha ou machado»» que corta as «achas», seja no «isqueiro» de pederneira com que se incendeia o «fogacho», seja nas «chispas» do lume com que se «assa as carnes sacrificiais, é fortemente suspeito de o «fogo» ter sido o significado original de «ash»! Quer isto dizer que, por meio do termo avéstico ash, entramos no íntimo das tradições místico-religiosas do culto do fogo sagrado de que a lamparina sempiterna da santíssima trindade católica são a mística ressonância fóssil por reminiscência religiosa! A necessidade de manter o fogo sagrado como sinal físico de vida civilizada decorria da evidência de que, não tendo ainda sido inventados os fósforos nem os isqueiros, não era fácil nem prático produzir fogo, pelo que o expediente duma lareira sagrada comum era simultaneamente símbolo do calor físico que resultava da partilha do fogo sagrado e do calor metafísico da comunhão de sonhos, geradora da tremenda força mística comunitária que as religiões acalentam. O culto romano das virgens vestais era disso ressonância. De resto, muito da cultura romana reflecte a primitiva relação entre a lei civil e a divina e de entre estas a lei do poder do fogo parece ter constituído o mais forte indício da componente indo-europeia na tradição mais arcaica da religiosidade romana. O conceito dos dias «faustos e nefastos», tão típico calendários religiosos romanos antigos só pode conter uma relação com os arcaico cultos do fogo quanto mais não seja porque revelam uma semelhança fonética inesperadamente idêntica ao radical terminal do nome de Hefesto, deus grego do fogo. Claro que com o *festo grego ou com o latino fasto anda relacionado o termo das «festa» portuguesas que pouco ou nada são sem fogo nem foguetes! Na continuação da tradição latina dos dias fastos/nefastos se continuou a chamar aos dias de semana por 2ª feira, 3ª feira etc, na acepção de dias de festa religiosos mas, curiosamente com um étimo mais próximo do forya grego que dos fastos latinos. Parece que o fas- latino correspondia a uma noção muito arcaica de i/licitude divina que teria evoluído para o conceito civilista de jus, termo cuja semelhança com o nome do deus da juventude que era Júpiter nos permite confirmar a sua origem religiosa.

    Muito mais próximo ainda do étimo que estudamos fica o homófono «acha»[2] (lat. *ascla < astla < ast-ula < ass-ula) que em português é um cavaco, pedaço de lenha de madeira, tronco de árvore, ou seja: talvez não seja inteiramente por acaso que conserva a fonética do termo sumério.

    Porém, a mais fascinante das relações da cultura romana com primitivos cultos do fogo reside num conceito exclusivamente religioso que era o fascinus.

    "Por fim, o triunfador era protegido por amuletos colocados sobre a sua pessoa e pendurados no seu carro; o principal era a imagem de um sexo masculino (fascinus), remédio por excelência contra o «mau olhado» (invidia). Era esta imagem que as crianças, até terem idade para usarem a toga viril, traziam ao pescoço, dentro de uma esfera de ouro; era também esta a imagem que se colocava nos pomares para afastar os demónios."- Pierre Grimal em a CIVILIZAÇÃO ROMANA.

    Fascinus < Phiash Anu < Kika Anu => thiwan > divinus > «divino».

    Assim sendo asha seria quiça um madeiro de lenha, «pau de fogo» com as fortes conotações sexuais que o pau fálico ainda contem nas línguas vernáculas. O pau de fogo era no latim um «facho» que contem o étimo latino Fax < Phi ash, literalmente, o poder sexual da cobra, que mais nos reporta para asha e que, tal como nos chegou, tem pouco de sugestivo pelas suas conotações fascista, a não ser para quem saiba etimologia. O inglês ainda conserva no termo fashion o que o português revela no «fascínio» (< lat. fascinus) com que se veste a sedução!

    Ora fascio viria de phi + asha significando tanto o poder do “pau de fogo” ou da simples «facha» de lenha com que se ascendia o fogo sagrado dos lares quanto a magia fecundante da cobra fálica da deusa mãe responsável pelo fogo nas alcovas.[3] Os nossos gramáticos deduzem o termo «facho» do lat. Fasculo < fax-ulo, desinência pouco coerente com o fascio italiano e com o haver um termo transmontano, o do «fachoco de lenha», muito mais próximo desse diminutivo. De facto o acusativo de Fax seria faxem > fache > «facho/a».[4] Porém, o remanescente actual mais provável, na língua portuguesa para o étimo *ash-, será o sufixo -az de tudo o que é capaz!

    Em Gaélico esta capacidade ancestral chegou a corresponder ao Taisch que “was the name given to "second sight", the involuntary ability of seeing the future or distant events.”

    Foneticamente aparentado com o termo ash podemos estar em presença duma relação mítica com a previsão do futuro a partir dos rituais xamânico do fogo, aspecto que vamos encontrar nas religiões ameríndias.

     

    FOGO AVESTICO

    Figura 1: Ormuz, o deus persa do fogo do disco solar alado!

    Ahura-Mazdah = In Persian belief, Ahura Mazdah was the supreme god, he who created the heavens and the Earth. Atar, his son, battled Azhi Dahaka, the great dragon of the sky, and bound it in chains on a high mountain. The dragon was, however, destined to escape and destroy a third of mankind at the final reckoning, before it was slain. Ahura Mazdah was the god of prophetic revelation, and bore both Ahriman (< Akaurim An > thaurim > Mithra) and Ormuzd.

    Selene <= Kar An > Hera < Hara < Shara(n) > Jara.

    “In Hindu mythology, Jara is the goddess of the household, domestic health, happiness and prosperity. The night-eater of corpses.”

    Mais difícil é associar a esta série a deusa védica do fogo Kali que deve ter a mesma origem cultural. De facto, se existem culturas antigas com fortes origens, tradições e obvias analogias comuns são a cultura védica e avéstica. Desde logo pelo nome quase comum de ambas as culturas:

    Ve(s)dic(a) / (A)ve(s)tic(a) <= relativo a Vesta / Hesta, conhecidas deusas do fogo clássico, o que nos permite desconfiar que devem ter tido a mesma origem étmica nos cultos do fogo sagrado! Se na cultura hindu o fogo sagrado é pouco mais patente do que na instituição funérea da cremação já na cultura persa o fogo é quase toda a filosofia do deus da luz que é Ormuz! Ora, se Kali[5] não veio directamente de Kian veio de mais perto ainda ou seja de Ki fosse pela variante El Ki > Kail > Kali fosse enquanto fêmea de Kar.

    Kali < Kar < Ki aur > Kaur

    Ora a religião avéstica do Agni sagrado dos lares tem ralações étmicas com o nome das guardiãs do Ignis sagrado que eram as vestais.

    Este deus indo-europeu foi um dos mais primitivos dos panteões indo-europeus inclusive pela sua arcaica estrutura semântica. O fogo sagrado A/igni (< akin < akian) pode ser originária do «cone/cono» enquanto nome do sexo feminino da deusa mãe tal como a «Cal» e o «Calor» vieram de Kali que é, com estes termos, foneticamente e funcionalmente aparentada!

    O próprio conceito avéstico tem que ter relação com o culto das deusas vestais enquanto a forma ritual mais arcaica de manutenção e reprodução do fogo enquanto o mais antigo dos bens de civilização tanto mais que o mazdeismo é uma religião do culto da luz e do fogo por excelência!

    Ora bem, existem fortes suspeitas de que toda a religião avéstica se tenha manifestado como fortemente ligada aos cultos do fogo não por motivação particular da cultura dos indo-europeu que a invadiram mas porque os cultos do fogo Persas não seriam mais do que o ressurgimento de cultos arcaicos dos deuses do fogo que se encontravam já em decadência nas culturas do crescente fértil e peri-mediterrânicas. Dito de outro modo o que era característico dos indo-europeus era o seu atraso cultural e o facto de adorarem deuses anteriores ao início da revolução neolítica do início da agricultura. Assim sendo, há que concordar que neste aspecto os indo-europeu permitiram a redescoberta de arcaicas tradições em vias de extinção e que acabaram por ficar registadas nas tradições clássicas, avéstica e médicas. Povos caçadores-recolectores cremavam os cadáveres para que o seu deus do fogo os levasse ou deixavam-nos nos montes para os deuses animais e aves de rapina os devorarem e levarem consigo! Claro que em relação ao mazdeismo não estamos a referir-nos às especulações manicaístas tardias mas ao que a descrição destas deixa transparecer em relação a tradições mais antigas nos escritos avéticos e sobretudo no nomes dos novos conceitos elaborados nas cinzas e sobre deturpações de antigos de deuses, para já não falar da particular ênfase nos rituais do fogo e na teologia da luta cósmica entre a luz do fogo (Ormuz) e as trevas da noite (Ahriman).

     (1) Ahura-Mazdah < Hakura-Makethaka < An Kur-Ma |Dahaka < Kakika| ou                               Hakura-Azhi Dahaka | < Thaka |

    < Sakur-Kaki Kaka.

    (2) Ahura-Mazdah < Sakaura | Mash kaki < Kakimash > Shamash! |

    Como se vê, Mazda é uma evolução fonética a partir do nome semita do sol, Shamash, cujo significado de «castiço» se torna agora mais expressivo enquanto derivado do conceito do centro sublime de referência absoluta que era o disco solar alado do mazdaismo!

    The Guebres (< Kuewures < Kawurwa < Kaphures) were Persian fire worshippers.

    Lorsque Brahmâ se concentra pour créer l'Univers Le Dieu primordial se différencia en deux pôles :

    l'un masculin " Sadha Shiva = l'aspect masculin " La lumière qui part du soleil pour chauffer la Terre

    l'autre féminin " l'Adi Shakti = l'énergie primordiale," cette énergie qui créa l'Univers et la Terre

    Sadha Shiva = l'aspect masculin < Kathika Kiwa < kiash kika

    Adi Shakti = l'énergie primordiale < Anthi < Antu Shakaki < Antu Kakiash.

    Como existe a suspeita de que o mazdaismo constituía a manifestação do ressurgimento de arcaicos cultos do fogo é de compreender que estes aspectos se encontrem impressos nos termos da mitologia avéstica.

    Ora bem, como Ankura (> «ancora» sinal náutico de ligação ao deus dos mares) só pode ter sido Enki, Ahura-Mazdah era um epíteto de Enki e como ele um deus do fogo, se bem que já não tanto do fogo subterrâneo dos infernos reservado a Ahriman, mas isso eram já especificidade novas do mazdeismo. O interessante é verificar que a estrutura semântica do nome do deus supremo dos Persas manifesta uma composição de dois nomes, um conhecido e relacionado com Enki e outro relacionado com arcaicos deuses do fogo de que Enki era o representante mais recente.

    Como Agni (< Haukni < Kauki anu) tinha por animal totémico o bode de Enki cuja cria era aparentado com o «cordeiro» do fogo do mazdaismo que se transformou, com a decadência da religião romana, em cordeiro de Deus Mitra e misturou-se com o bode expiatório «que tirava os pecados do mundo» dos mistérios órficos onde o cristianismo foi recolher a mística dos seus ritos. Ainda hoje o grito do “lumen Cristi” da procissão do fogo pascal será uma reminiscência dos cultos do fogo de que as línguas do fogo pentecostais, do Espírito Santo de Enki, são e continuidade!

     

    BASTET

    O Natal é a poderosa alegoria das forças ígnias da Mãe Terra que está presente no conforto comunitário do tronco de natal. No Inverno todos se pacificam em torno da fogueira comum! O lar é o reduto do sagrado feminino e da individualidade pessoal alcançado pela graça calorosa de comunidades pacificadas pelo fogo. Por isso o Natal é também o regresso às origens da vida, tal como é o dos emigrantes à sua terra-natal.

    Cald. Ishat, lit. «filha da filha, a neta < Ki-kiki >                   > Hestia

    Astarte < Ashter > Ki + ashter > Kastra ó *Kiash > Kiasta > Vesta > Bast.

             Grec. Hetera < Hathera  < Kastera < *Kiash > Gi-ish-a > Nip. Geisha.

                                                Pthah < Phiat <             > «Giesta».

     

    Figura 2: Bast ou Bastet. - A cat-goddess, worshiped in the Delta city of Bubastis. A protectress of cats and those who cared for cats. As a result, an important deity in the home (since cats were prized pets) and also important in the iconography (since the serpents which attack the sun god were usually represented in papyri as being killed by cats). She was viewed as the beneficient side of the lioness-goddess Sekhmet. Sakhmet - A lioness-goddess, worshiped in Memphis as the wife of Ptah; created by Ra from the fire of his eyes as a creature of vengeance to punish mankind for his sins; later, became a peaceful protectress of the righteous, closely linked with the benevolent Bast.

    Uma vez que o panteão egípcio era rico em variantes do nome das deusas do fogo primordial e das águas quentes Vesta, teve, entre muitas outras possibilidades, Bast(et) ou Hesat como equivalentes.

    Figura 3: Hesat.

    Otros nomrbes: Heka. Representa: da de comer al rey niño. Se representa por: vaca. Se identifica con las divinidades: Isis, Hator. Su templo de culto: Antinopolis. Su familia: madre de Anubis, Apis, Mnevis. Deusa Vaca celestial, esposa de Mnevis e mãe de Anubis, de Imiut que foi identificado com Anubis durante a período de construção das pirâmides, do touro Apis, e de Mnevis .

    Os Textos de Pirâmide a mencionam Hesat como mãe do touro celestial.

    Da mitologia de Hes-at podemos concluir que era mãe e esposa de Mnevis o que era, por sua vez, o mesmo que Min Apis, ou seja, Min ou Apis ou Anubis ou Imi-ut, «miúdo» «deus menino» da Virgem Mãe, a Vaca primordial!

    Imi-ut < Hi-(< Ki)-Me-An-ut ó Lat. Min-Utu <??> «miúdo».

    Apis < Hapis < Ka-Phis < Ka-ki

         Anubis < Anu-Phis < Anu ó Ka > Apis.

    From a list of title of the goddess collected by Dr. Brugsch, it is clear that Isis was called Usert, in Thebes, Aat, in Heliopolis, Menkh-et, in Memphis, God-Mother, in Coptos, Hert, in Letopolis; and "Hent," i.e., "Queen," in every nome; and another important list tells us that Isis was called Ament, in Thebes, Menh-et, in Heliopolis, Renp-et, In Memphis, Sept, in Abydos, Hetet, in Behutet, Hurt, in Nekhen, Thenen-et, in Hermonthis, Ant, in Dendera, Sesh-eta, in Hermopolis, Heq-et, in Hibiu, Uatchit, in Hipponus, Mersekhen, in Herakleopolis, Renpet, in Crocodilopolis, Neb-tept, in Arsinoe, That, or Tchetut, in Aphroditopolis, and Shet-at, in Bubastis.

    E muitos mais teria se mais tempo e locais tivera havido no antigo egipto para adorar a Virgem Mãe primordial.

    Por sua vez, enquanto Vaca primordial, tanto foi Hator e Isis, como Heka (> Grec. Hekat) e outras como Bastet e Nephtis. Se bem que tenha sido esta última, Neftis a “andar com a casa às costas”, etimologicamente e deusa da casa deveria ter sido Hetet. Néftis seria um mero paredro fonético de Anubis, daí a confusa relação entre Néftis e Isis, e a indefinição do parentesco de Anubis.

    Het (= lit. casa em egípsio)< Hes < Ki-ash, lit. “filha da terra ou do lugar”.

    Het ou Hes, teriam sido deusas locais, ou melhor, do lugar onde as primeiras comunidades se reuniam em torno do mesmo fogo de que as mulheres terão tido o primeiro conhecimento e domínio, sagrado e secreto. O fogo comunitario matriacal que Vesta ainda protegia duma forma fóssil, passou a fogo do lar, ou «lareira» familiar patriarcal mas a casa egípcia continuou a estar sob a protecção de Het ou Hes.

    House = O.E. hus "dwelling, shelter, house," from P.Gmc. *khusan (cf. O.N., O.Fris. hus, Du. huis, Ger. Haus), of unknown origin, perhaps connected to the root of hide (v.).

    O medo ancestral que os nórdicos têm dos semitas impede-os de aceitar que foram colonizados por Gaidelos, um herói lendário versado em línguas aprendidas no Egipto.

    House < Ger. Haus < O.E. hus < Prot. Egipt. Hes > Copt. Het.

    «Casa» < Lat. casa, choupana < Ki-ash-a > Prot. Egipt. Hes.

    O panteão egípcio parece não ter tido explicitamente uma deusa do fogo doméstico, idêntica a Hesta / Vesta.

    For with the exception of Neptune and the Dioscuri, whom I mentioned above, and Juno, Vesta, Themis, the Graces, and the Nereids, the other gods have been known from time immemorial in Egypt.-- Heródoto

    Assim, obviamente que Bastet não era explicitamente a deusa do fogo doméstico. Mas a gata borralheira sempre terá sido um símbolo guardião do fogo doméstico logo, esta deusa gata terá sido deusa da lareira e equivalente de Vesta.

     

    VESTA

    Ora bem, tudo aponta para que, sobre o ponto de vista semântico, estes nomes a um mesmo casal de deuses do fogo primordial Hefaesto filho de Caco ó Kiku e Hesta = Vesta filhas de Ki.

    É Interessante referir que o termo português «gesta» com que se acendia o lume e o forno está etmicamente relacionado com estes termos.

     

    Ki > He

     

    Ash

    tea

    > Haesta > Aesta(s)

    Ki > He

    ...

    Ash

    tea

    > Hesta

    Ki > We

    ...

    Ash

    tea

    > Vesta

    Kaku > He

    > phi

    Ash

    tea

    > Hefesto

    Aes-tas = Roman Goddess of Summer. Festival: 27 June

    Figura 4: Vesta, a Imaculada Virgem Mãe.

    Vesta = was a deity presiding over the public and private hearth. On of the most popular and mysterious goddesses of the Roman pantheon. The ass is Vesta's sacred animal, whose braying supposedly kept the lascivious Priapus away. Vesta is portrayed as a stern woman, wearing a long dress and with her head covered. Her right hand rests against her side and in her left hand she holds a scepter. Goddess of the hearth and home. Her Greek counterpart was Hestia, one of the 12 great Olympians.

    There is not much known of her origin, except that she was at first only worshipped in Roman homes, a personal cult. Households kept a fire burning on the hearth for Vesta (Above the hearth stood a statue of Lares, guard of the fields, and Penates protector of the house).Her cult eventually evolved to a state cult. One myth tells that her service was set up by king Numa Pompilius (715-673 BC). Her festival is the Vestalia, which was observed from June 7 - 15. On the first day of this festival, the 'penus Vestae', the inner sanctum of the Vesta temple which was kept closed the entire year, was opened for women who came to bring offerings bare-footed. The temple was ritually cleansed on the last day. At the start of the new Roman year, March 1, the fire was renewed. The sacred fire burned until 394 AD. Vesta's temple was situated on the Forum Romanum and was built in the third century BC.

    None of her temples, however, contained a statue of the goddess. Rome kept an "eternal" fire burning in the main temple dedicated to Vesta on the Palatine Hill which was maintained by the Vestal Virgins, (Six spotless virgins, who were selected by lot from maidens between the ages of six and ten from prominent Roman families, who were sworn to chastity and served for 30 years before they were allowed to marry, if they wanted. If they lost their virginity before the 30-year term ended, they were buried alive.) As the safety of the city was held to be connected with its conservation, the neglect of the virgins, if they let it go out, was severely punished, and the fire was rekindled from the rays of the sun and was only allowed to be extinguished and rekindled but once a year at the beginning of the new year.

    Vesta é, com Atena e Artemisa uma das virgens eternas do antigo panteão greco-latino, todas a seu modo responsáveis pela mitologia cristã da Virgem Maria. Por seu lado são a e evolução da arcaica deusa da Mãe Tia-mat, similar de Mut egípcia, tanto da Terra como do Mar primordial, incriada e autogerada que pariu o seu primogénito sem a intervenção de um qualquer macho, ou seja, por partenogéneses. Diana Lucina, variante latina de Artemisa é, assim, a expressão duma antiga identificação desta deusa com a deusa do fogo primordial que Atena também foi enquanto variante linguistica de Dione / Diana.

    * Hestia, in Greek, signifies "a house" or "dwelling." This is usually thought to be a secondary meaning of the word, its proper meaning being believed to be "fire." But the statements made in regard to Hestia, show that the name is derived from Hes or Hese, "to cover, to shelter," which is the very idea of a house, which "covers" or "shelters" from the inclemency of the weather. The verb "Hes" also signifies "to protect," to "show mercy," and from this evidently comes the character of Hestia as "the protectress of suppliants." Taking Hestia as derived from Hes, "to cover," or "shelter," the following statement of Smith is easily accounted for: "Hestia was the goddess of domestic life, and the giver of all domestic happiness; as such she was believed to dwell in the inner part of every house, and to have invented the art of building houses." If "fire" be supposed to be the original idea of Hestia, how could "fire" ever have been supposed to be "the builder of houses"! But taking Hestia in the sense of the Habitation or Dwelling-place, though derived from Hes, "to shelter," or "cover," it is easy to see how Hestia would come to be identified with "fire." The goddess who was regarded as the "Habitation of God" was known by the name of Ashta, "The Woman"; while "Ashta" also signified "The fire"; and thus Hestia or Vesta, as the Babylonian system was developed, would easily come to be regarded as "Fire," or "the goddess of fire."

    * TAYLOR'S Orphic Hymns: Hymn to Vesta. Though Vesta is here called the daughter of Saturn, she is also identified in all the Pantheons with Cybele or Rhea, the wife of Saturn.

    Hestia = Hes Teia lit. a deusa egípcia Hes, mãe e esposa do deus da luz protágona, que foi (ou veio a ser conforme as variações espaciotemporais dos panteões) o sol da aurora, Sakar / Saturno.

     

    ISHTAR/ASHTARTÉ

    As «gueichas» não serão propriamente vestais puras e virginais e eram sobretudo parecidas com as heteras gregas. De qualquer modo, partilhavam ambas com as católicas monjas a escravidão do fogo do amor divino e a mesma ancestralidade da prostituição sagrada que estava patente em Astarte!

    De uma antiquíssima kiesta veio também o nome da «giesta», planta que quando seca é altamente inflamável, que deita o fogo à terra em época de queimadas mediterrânicas. Do mesmo modo se poderá entender a origem étmica da «festa»Devil (< hephiesta) que terá andado associada desde início com o fogo sagrado remanescente nas fogueiras de S. João e no foguetório de artifício e presunção! Já a origem das férias e das feiras vem de Phiauria => Allyas (v.g. laurentallya), foryas (v.g. phalleforya) e «folias» várias.

    Também não é de todo em todo despiciendo relacionar o termo com o conceito de deusa enquanto Ishtar/Ashtarté por excelência. De facto, Astarté é já por si ...

    asha de Ishtar > asha + Ishtar < ashistar > Astharté...

    ...o que significa que o étimo original *asha é, apesar de tudo, anterior à deusa Astarte e responsável linguístico pela metamorfose de Istar em Astarté.

    Ou seja, foi a ligação de Istar ao madeiro dos cultos do fogo no corredor Sírio que a transformou em Astarte/Astorete, elo teonómico necessário à produção das vestais.

    Ishat é uma Deusa fenícia de Fogo (o seu nome significa simplesmente Fogo " de meios "), também chamada "a prostituta dos Deuses". Ela é mencionada na Epopéia de Ba'al como um dos seus inimigos e que é destruída por Anat, a deusa Guerreira. Ishat é também apelidada de "afogueada" eventualmente por ser uma Deusa de Fogo e do Calor; como Ba'al é o Deus da Chuva e do Raio (personificados nas Deusas Talaya e Pidraya, respectivamente) que traz vida dando humidade à terra seca, talvez Ishat representa o calor ardente de verão que faz murchar as plantas e morrer a vegetação das estepes dos climas áridos e semi desérticos.

    «Pastor» < Lat. pastore < phiash taur, literalmente = poder taurino de Phiast, o domínio do fogo.

    Figura 5: Istar, ou Lilit, deusas com o fogo no corpo!

    But St. John is also linked to the Winter Solstice, the time of year in the northern hemisphere when the noon sun appears to be farthest south, is the day when there is less actual sunlight than on any other day of the year. The Winter Solstice occurs around December 21st, and marks the beginning of the winter season in the northern hemisphere. (…)By history, custom, tradition and ritualistic requirements, the Craft holds dear the days of St. John the Baptist on June 24th, and St. John the Evangelist on December 27th. Any Lodge that forgets these important Masonic observances forfeits a precious link with the past, and loses an important opportunity for the renewal of allegiance to everything in Freemasonry that is symbolized by our Patron Saints. (…)

    The real explanation of Freemasonry's connection with the Holy Saints John is not to be found in the history of the Craft, but in the dim and remote history of religion. For the festival days of the two Saints John are as old as the ancient systems of worship of fire and sun.[7]

    É etmicamente muito provável que Istar sempre tenha andado ligada aos cultos do fogo conjuntamente com o seu parédro, Iskur.Music

    Se ish for sufixo genitivo então…

    Ish-kur[9] = Deus da montanha, como Jeová e todos os deuses dos lugares altos como era típico dos deuses supremos antigos e, sobretudo deus vulcânico, das tempestades, dos raios e relâmpagos, e dos terramotos! O seu símbolo era o touro. Se aqui ish não significar um advérbio de mera semelhança então talvez possa ser uma corruptela precoce de asha e neste caso estaríamos em presença do deus Touro da montanha de Fogo, ou seja, do vulcão. Istar = Ish ta(u)r < ish ka(u)r, parédro feminino de Ishkur, conhecida como deusa Mãe do Amor, e por isso com todos os seus atributos incluindo o de deusa do fogo telúrico!

    Ainda nesta caso se mantém senão taurina pelo menos felina e guerreira esta deusa do amor.

    De resto «felina» vem de Kauran.

    Phelian < Kelyan < Fer-i-an < Ker-ian < Kaurian![10]

     

    Ver: CIBELE / SHAUSHKA (***)

     

    In Angolan folklore, a Kishi (< Kiash) is an evil spirit. It is a demon with two faces on its head. One face resembles that of a normal man, and the other is the face of a hyena with big strong teeth and powerful jaw muscles.

    In Hausa mythology, Kuri is a black hyena spirit who causes paralysis.

    Em conclusão, a faísca que desencadeou o primeiro fogo dominado pelo homem criou as condições mágicas da mística maravilha duma fogueira acesa na noite dos tempos qual epifania dos deuses do fogo e da luz a iluminarem as trevas do medo e da ignorância enquanto protegia dos animais selvagens, aconchegava do frio e assim permitia que o homem primitivo pudesse adormecer descuidado. E é então ao luar e à luz das estrelas nessa fase tardia do serão em que o delírio do sonho acordado antecede o primeiro sono que o clarão feérico da fogueira apela para a contemplação da luz que ilumina o caos da infinita escuridão. Assim, a primeira especulação mítica crepita como as fagulhas da fogueira entre o delírio do cansaço e os sonhos dum sono profundo que se dá a epifania dos deuses.

    Com a contemplação do fogo deu-se a aparição do primeiro deus do fogo Kiki ou Kika e a criação das primeiras sínteses míticas dicotómicas, os instrumentos teóricas primordiais que desencadeiam a linguagem erudita.

    Um dos núcleos semânticos desta questão deve ter sido o termo sumério áka cujo significado deve ter correspondido a algo que pode ter começado com as actividades escolares do acto de «medir e verificar» enquanto condição elementar do conhecimento operativo e que, por isso mesmo se veio a fixar no conceito não expresso de «ordem e verdade das coisas». É evidente que o saber gera o poder e este é condição da obtenção da verdade e da manutenção da ordem.

    Chantico foi a primeira mulher a não jejuar antes de fazer uma oferenda aos deuses e foi castigada por Tonacatecuhtli, "Senhor dos Mantimentos" que a transformou em um cão. O nome com que aparecia no "Calendário Asteca" era Chiconahui Itzcuintli. Era no seu dia que os bruxos se transformavam em diversos animais e as bruxas, chamadas de mometzcopinqui, exerciam seu maior poder.

    Chantico < sh-An-tic = Ana | Xe-ti-Ki < Xe-Ki-te <= Hekate.

    Chiconahui < Xi-c***-Kui < Ish-Cu(na)-Kui ó Chantico.

    Itzcuintli < Ish-(Ku-ni)-ter => Istar.

     

    Ver: ASHA (***) & ASHERA (***)

     

    Svarog < Ish-War-Oc(o) < Ishkur-Caco.

    Svarog was the Pan-Slavic god of fire. Daxbog, his son, was god of the sun. The Slavs believed in one god, but a god so terrible and so distant that even to pronounce his name was forbidden. Svarog was the last earthly manifestation of this "idle god", who was meds more "present" by the insignificance of the intermediary gods. He was the dispenser of all wealth: a legislator, judge and protector of monogamy. His name means "to weld". As the god of fire, he had the skill of the blacksmith, who used fire to weld metals. He was also both a magician and soothsayer. Svarog was honored in numerous towns. Following military campaigns the standards of the armies were laid down in his temples, and the priests would perform sacrifices of domestic animals and sometimes men.

    Shosshu - The god of blacksmiths and metalworkers among the Abkhaz people who live in the Caucasus. Oaths were sworn and pledges made over the anvil which represented the god.

    Shosshu < Xoxo < Shau-Chu < *Kakisho, «filho de Caco».



    [1] Constance A. Kingsley, Norfolk, Va., 1996 Copyrighted.

    [2] E o machado que faz as achas!

    [3] Do mesmo modo o termo inglês da vergonha reflecte a lei (sum. me) divina do sexo que faz corar (ashame). Machado e outros termos de raiz em *ach- podem ter origem no madeiro de IshtarQuanto a macho, animal masculino, deve ter vindo de maculo < macuro < makaur o que nos deixa a suspeita de que «cu» < culos < veio de kaur como contraponto sexual da «c***» < cono < kian de Ishtar.

    [4] Ora, os fluxos de evolução étmica estão sujeitos a refluxos que podem ser tão interessantes como o que se exemplifica:Phiash > Fax -> ki + a > Fascia > (Ar.) Fa´schia > «fasquia». Quanto ao fiasco, virá da sua correlação com a ejeculacio percocis da cobra cuspideira?

    [5] De kali nasceu o étimo do calor e de tudo o que é cálido!

    Devil lat. festa

    [7] St. John the Evangelist, Patron Saint, Written by: Phillip G. "Phil" Elam, Grand Orator (1999-2000). Grand Lodge of Ancient, Free and Accepted Masons of the State of Missouri.

    Music Ishkur, deus sumério do fogo das entranhas da terra, escondo o a origem étmica do termo português «escaldar» (Ishkur > ishkaur > Escal + idar)!

    [9] Se o «isqueiro» tiver este antepassado etmico será prova espantosa, suspeita noutras relações, do quanto o portugues constitui um refluxo semântico em direcção ao sumério. Neste caso o etimo do fogo teria sido *ishki- de «faisca, de escaldar, etc!». Quanto ao esquife seria interessante ver nele o cadáver cremado e reduzido ao esqueleto do deus Phi!

    [10] É precisamente ao dar contas transformações como estas que me convenço cada vez  mais que o étimo *el veio mais provavelmente de ur > ul > il > El do que de Lil. Aliás Lil veio seguramente de Ur também.

  • ATENA Korê, filha da deusa mãe das cobras cretenses, por arturjotaef

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    Figura 1: The name of Athena [(DEMOS) ATHENAI] on the architrave above the door of the Temple of the Goddess Athena in Priene (4th century BCE).

    Athênê, (Hom. Il. 1.194); Athênaiê, (Hom. Il. 1.221); Att. Athênaia, (Aesch. Eum. 288, Aristoph); earlier Attic Inscrr.: contr. Athêna, or Athênaa: Dor. Athana (this form and Athênaia are the only ones used in Trag.); Athanaia (Theoc. 15.80): Aeol. Athanaa, (Alc.9, Theoc.28).

    Em conclusão o nome de Atena foi Ath-| ênê / ena / ana > anaa / ênaa < ênaia / anaia! O étimo inicial foi invariavelmente Ath seguramente do anatólico At-, que ora significaria, nas suas formas semânticas mais arcaicas, o fogo e mais comummente “pau de fogo”, pau de lenha e logo rebento ou filho, ora mais modernamente sufixo genitivo, diminutivo ou género feminino. Os restantes elemento do nome de Atena são variações fonéticas do sumério Ana o que faz prever que a forma pura teórica do nome desta deusa tenha sido *At-Ana, literalmente “o fogo do senhor ou a filha do céu”!

    Linguists recognize that a number of ostensibly "Greek" names - such as Odysseus, Achilles, Theseus, Athene, Hera, Aphrodite, Hermes, Knossos, Mycenae, for example - are in fact non-Indo-European and belong to a pre-Greek language (or languages) that was spoken in Greece and perhaps throughout the Eastern Mediterranean, including Minoan Crete.

    Le nom, attesté en mycénien, n'a pas d'étymologie certaine. L'origine de son nom, selon certains, vient de la racine indo-européenne ath- signifiant probablement «tête» ou «sommet», car née (selon la légende relatée ci-dessus) de la tête de Zeus.

    Obviamente que a etimologia indo-europeia do nome de Atene é mais do que questionável porque mesmo em indo-ariano o conceito at- / -rta corresponde a um conceito mítico ligado ao poder do fogo que nada tem a ver com a acrópole!

     

    Ver: DEUSES DO FOGO I (***)

     

    Uma variante comum seria Atanaia (e suas variantes em dialecto)

    < Atanahya < *Atana-Ki(a), literalmente “a deusa Mãe do fogo da céu e da terra” > *Atanajia > Atanásia ó Anas-tacia.

    Aparentemente o nome de Atanásia derivaria do de Atena enquanto deusa lunar, dos segredos das infusões mágicas curativas que no limite permitiam a imortalidade.

    Quer isto dizer que o nome de Atenas nos reporta para algo mais arcaico que o seu próprio nome. Na verdade, os puristas da linguagem dirão que a semântica do nome Atanásia resulta apenas da aposição do prefixo grego a (com o significado negativo de ausência ou de sem) a Tanatos, o nome da morte. No entanto, a derivação proposta pelos clássicos é mais do que suspeita porque deveria ter determinado um nome masculino, que aliás existe como Atanásio mas derivado da palavra genérica grega atanásia, e este deveria ser mais próximo do nome grego da morte quando obviamente não o é foneticamente. Como os nomes primitivos eram usados e abusados até à exaustão um dos núcleos do nome de Atena era Tan / Tanit, de que derivou o nome da morte, seguramente filho da nocturna Atena, e o nome corrente entre os semitas para cobra, tan.

    Figura 2: A Tanacetum vulgare, conhecida pelos nomes de catinga-de-mulata, tanaceto, atanásia, erva-de-São-Marcos, entre outros, é uma erva medicinal usada principalmente como vermicida, e também para hemorróidas, pois é tóxica a vermes intestinais. É uma das plantas mais úteis para combater as enxaquecas e os transtornos menstruais; combater problemas como taquicardia e epilepsia; usada para causar aborto espontâneo devido a sua toxicidade em doses excessivas.

     

    Por outro lado o culto da deusa mãe das cobras cretenses parece ter sido herdado por Atena Core, filha da deusa mãe, e com este os cultos feminis e infernais a que os vermicidas estariam relacionados por contingência morfológica e por serem comum nos corpos em decomposição.

    Em Coronéia era uma deusa da paz, da poesia e da vegetação, e seu culto estava ligado ao mundo subterrâneo, adorada juntamente com Hades. Em tempos clássicos em praticamente todas as partes o culto de Atena se caracterizou por ter uma feição civilizada para os padrões da época, sem sinais de traços orgiásticos ou bárbaros, coincidindo com a progressiva purificação do seu mito que fez dela uma deusa perenemente virgem, mas há relatos sobre a sobrevivência de práticas bastante rudes em alguns locais isolados, onde teriam sido realizados sacrifícios humanos destinados a aplacar sua ira, rememorando episódios do mito como quando a deusa furiosa teria jogado as filhas de Cécrops da rocha da acrópole por terem desobedecido suas ordens, ou quando vingou o ultraje de Cassandra. Parece que até o século IV a. C. ainda se faziam sacrifícios humanos num rito que ligava Lócris e Tróia. De Lócris se enviavam duas donzelas por ano para Tróia, usando uma túnica simples, sem sandálias e de cabelos raspados. A primeira enviada era morta pelos troianos, seus ossos eram enterrados em uma sumptuosa cerimónia, e suas cinzas jogadas de uma montanha dentro do mar. A outra donzela era admitida no templo de Atena e se tornava uma sacerdotisa. Porfírio relatou que na Laodicéia em tempos remotos também foram feitos sacrifícios humanos.

    Sendo Atena uma variante de Anat seria esposa de Hades e por isso Corê, deusa infernal de sacrifícios humanos obscuros, tal como Artemisa e Potnia Teron.

    THE KORE: That Athena was intimately associated with early Greek conceptions of the soul is indicated by several lines of evidence. One notes, for example, the ancient tradition that Athena had provided the soul to the men created from clay by Prometheus. 112. Hesiod, similarly, credits Athena with having first breathed "soul" into men. 113.

    The most conclusive evidence bearing on this issue comes upon analysis of the word kore, an archaic epithet applied to Athena. 114. The antiquity of the word seems assured by its appearance in the names of rivers, lakes, and other features of landscape, often in conjunction with the worship of Athena. 115. The same conclusion is supported by the appearance of kore in the nomenclature of Greek rituals. 116.

    Numerous scholars have expressed the opinion that the numen of the kore-however it is to be understood-is fundamental to the mystery of the cult of the great goddess. 117. The most common meaning of kore is "maiden" or "girl", typically understood as signifying the youthful aspect of Athena, in contrast to her maternal aspect, apparent elsewhere. 118. Such an interpretation is no doubt part of the story, being in complete accordance with the image of Athena as the warrior-maiden, the goddess elsewhere being invoked by the epithets Parthenos and Pallas, words of similar meaning. 119. It is possible to penetrate still further into the original significance of the epithet Kore, however.

    An important clue comes from the fact that in modern parlance the word core connotes the "heart" or innermost part of an object, as in the core of an apple or the core of the earth. That this meaning was inherent in the ancient Greek conception of the goddess as kore is made probable upon consideration of several related words. For example, a Homeric term for "heart" is ker.120. The root ker, in turn, is found in the Greek word kardia, which, like the Latin word cor, means "heart". It is from the latter word that the English word core apparently derives. 121.

    That there was in fact a Greek goddess by the name of Ker would seem to prove beyond all doubt that the goddess as a personification of the heart was a religious reality, and renders it likely that the words kore, ker, and cor are related. The goddess Ker, significantly, appears as a harbinger of death and destruction, and is represented as haunting the battlefields while dressed in blood-drenched garb, all of which suggests that the spectre of the war-goddess is once more among us.

    Now it is impossible to dissociate the concept of the goddess as the heart from her relationship to the soul. The Greek word ker preserves both meanings, "heart" and "soul", for example. 122. Nor is the phenomenon whereby one word signifies both heart and soul peculiar to the Greeks, many ancient peoples using the same word to connote the heart as well as the soul. 123. Here Gaster reports: "In many cultures, the heart is believed to be the seat of the 'soul' or vital essence." 124.

    Also relevant here is the word kar, signifying "lock of hair." 125. Locks of hair, as is well-known, formed a common offering in Greek cult in general, and in funereal cults in particular. 126. Athena herself was the recipient of such offerings at Arcadia and Crete, where she was invoked as Koria and Koresia respectively. 127.

    That kar is cognate with ker-"heart", "soul"-is obvious and is reminiscent of the widespread belief whereby a lock of hair signified the soul or vital powers. 128. That similar beliefs existed among the early Greeks may be deduced from several peculiar myths which have survived, more than one of which attributes the murder of a great king to the removal of a lock of hair wherein resided his soul (and/or vital powers).

    The best known example of this motive features the traitress Scylla, who secures the death of Nisus by stealing the purple lock of hair upon which his life and kingdom depended. 129. A similar deed is elsewhere attributed to the goddess Aphrodite-here provided with the epithet Comaetho-who is said to have brought about the demise of Pterelaus by stealing the lock of hair which contained his soul. 130. Vestiges of this motive are discernable in the mythus of Athena as well, witness the Tegean tradition that Athena presented one of their ancient kings with a lock of Medusa's hair which rendered that city impregnable (in the original myth, according to leading scholars, Athena was the Medusa). 131. The talismanic significance here accorded the lock of hair is identical to that accorded the comet-like palladium.

                                        Hesta < Hiast > Wiast > Vesta.

    Bachtan < Wash-| < K(i)ash > Ash > At | -tan > Atana.

                                  > Bast (an) > Egip. Bast

    Bachtan = Divinidad (arabe) pétrea, antecesora de Dzohara, modalidad de Venus. Al principio consistía en una piedra sagrada que los escultores remataban en forma de cabeza. Dzohara: Diosa de la poesía y del amor, equivalente a la Afrodita de los Helenos.

    Etimologicamente Bach-tan seria a cobra lunar, ou a deusa egípcia Bast, senhora do fogo do lar como Hesta e Vesta.

    Esta ideia de «fogo do céu», implícita no nome de Atena, só pode ser uma referência metafórica à Lua e ao luar, o pálido e mortiço fogo da lua a que as deusas da Noite andaram indissociavelmente ligadas.

     

    Ver: NUT, (***) & AFRODITE NOCTURNA / CAOS (***)

     

    Ora, serão precisamente as influências das fases da lua no pensamento mítico primitivo algumas das razões para que a o culto das cobras tenha sido relacionado com as fases da sedução feminina subjacente à psicossociologia do culto da Deusa Mãe das cobras cretenses. Na verdade, as fases da lua são uma manifestação astral de morte e ressurreição mensal que as mulheres mimetisavam de forma mágica com a menstruação. A cobra era um animal que se supunha ressuscitar com as mudanças de pele. As fases em meia-lua côncava têm a forma curva e reptilínea de cobras! Sendo assim, o nome da cobra, particularmente a piton, teria derivado do nome da Deusa Mãe Atena pois, tan < Atana e, mutatis mutandis, *Atana-Ki(a) > Tanati > Tanit!

    Of the many derivations proposed for the name of Athena (or Athene) none is really satisfactory. The Sanskrit vadh (to strike) and adh (hill) have been suggested, as well as the Greek for 'flower' and 'nurse'!(...)

    De novo se tem que repetir a critica à lógica etimológica tradicional de inspiração iconoclasta que pretende derivar os nomes dos deuses de pertenças raízes étmicas relativas ao que quer que seja de pragmático e do senso comum.

     

    O MITO INDO-EUROPEU

    O resultado ou redunda em disparate ou em becos sem saída. Na tradição clássica era de supor que a língua grega seria como que imotivada ou nascida por geração espontânea e, por isso, mãe de todas as línguas eruditas de tradição greco-latina. Depois, com a ascensão das línguas germânicas e eslavas à ribalta cultural, surgiu o mito racista das língua indo-europeias onde o grego acabou por vir a ser incluído. A descoberta do parentesco do sânscrito com o antigo persa e de ambas estas com as línguas clássicas acabaria por vir a criar um sério engulho para o orgulho ocidental (mais para os puristas da cor da pele ariana do que para os linguistas) questão que acabou por ser resolvida com a tese verosímil da invasões do vale do indo por tribos bárbaras de indo-arianos, aliás concomitantes com as invasões micénicas. Deste modo a antiguidade e riqueza cultural do sânscrito deixou de ser uma incómoda evidência da precedência da cultura hindu numa civilização subdesenvolvida para passar a ser uma confirmação da legitimidade dos ocidentais para voltarem a colonizar povos que, afinal, sempre teriam sido colonizados por arianos brancos, de tal modo que, a sua antiguidade cultural decadente não seria mais do que a prova de que sem a presença ocidental tais povos seriam incapazes de progredir materialmente e teriam necessariamente que estagnar e degenerar culturalmente. Esta explicação simplista para o subdesenvolvimento de povos outrora brilhantes é tão cómoda para colonizadores como eivada de erros e mentiras. O povo indiano foi superior em cultura ao acidental já desde o tempo de Alexandre o Grande e uma postura deste género já tinha sido a dos romanos em relação ao Egipto, que foi, seguramente, uma das mais culturas ricas e expressivas da antiguidade!

    Ainda assim, a moda do sânscrito como espécie de língua padrão de tudo o que era suposto indo-europeu fez alguma escola como é o caso do exemplo em preço. A verdade é que entre vadh (to strike) and adh (hill) nem há semelhanças fonéticas nem semânticas. E, mesmo que as houvera, o mais natural seria que fossem mais por derivação e correlação do que por se tratar de radicais teogénicos. Porém, mesmo a haver radicais linguísticos imotivados e geradores de linguagem, estes teriam que funcionar como se de embriões de ideias gerais se tratassem mas somente antes da descoberta das próprias ideias o que, em termos de raciocínio, seria uma forma de “petição de princípios”. Pois bem, o mais sensato seria então concluir que a haver “nomes primeiros” estes seriam ou os de deus ou o logos da “palavra de Deus” e não o nome das coisas. Claro que a tese tradicional não resulta apenas de preconceitos de racionalismo positivista, pois tem apoio no próprio racionalismo clássico com ligações ao nominalismo cristão que, ao recusar a dignidade dos deuses pagãos, recusou também a possibilidade de o seus nomes e cultos diabólicos poderem ter contribuído para a formação da cultura e da linguagem.

    2:19 formatis igitur Dominus Deus de humo cunctis animantibus terrae et universis volatilibus caeli adduxit ea ad Adam ut videret quid vocaret ea omne enim quod vocavit Adam animae viventis ipsum est nomen eius 2:20 appellavitque Adam nominibus suis cuncta animantia et universa volatilia caeli et omnes bestias terrae Adam vero non inveniebatur adiutor similis eius

    Porém, quanto mais se analisa a questão da mitologia mais evidências se acumulam de que quem tem a razão metafórica de toda a linguística é S. João Evangelista quando afirma:

    João 1: 1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus.

    Ora, nem sequer o monoteísmo fundador e fundamentalista deste santo nos incomoda muito pois o evolucionismo etimológico só nos demonstra que, de facto, toda a linguagem se iniciou com meia dúzia de palavras imotivadas relativas à *Divina *Trindade *Virtual composta por An/Anu/Nu, o «Deus pai» do céu, Ur/uru/Ra, o «deus filho» e guerreiro solar, e Ki/Ama/At.

    Atena, a Virgem Mãe dos reinos da natureza;

    Sr.ª das forças telúricas da vida, das convulsões tectónicas e da morte;

    Isis de poderosa magia, criadora dos elementos; terra, fogo, mar e céu!

    Rainha da abóbada celeste nocturna, da lua e das estrelas!

    Mater Genitrix do caos das paixões e dos abismos do mundo;

    Espirito da Santa Sofia pairando sobre o caos primordial!

    Atenea tenía una relación especial con «Atenas», como demuestra la conexión etimológica de los nombres de la diosa y la ciudad, un nombre plural porque aludía al lugar donde presidía su hermandad, las Athenai, en tiempos anteriores: «Micenas era la ciudad donde la diosa era llamada Micena (Mykene), y Micenas es el nombre en plural para la hermandad femenidad que la asistía allí. En Tebas era llamada Teba, y la ciudad es de nuevo un plural. Similarmente, en Atenas era llamada Aten(e)a».

    Atena seria Anat / Antu, que na fenícia esta esposa de Hadade, o deus dos infernos, e de Anu, o deus sumério do céu.

    Seria Mukene micénica, Mechanitis (Mêchanitis), sobrenme de Afrodite, em Megalópolis, e de Atena ou Atena Promachos

    Te-ba, seria a deusa suméria Baba que nos reporta para Eva, Hebe, Hepat, Tabit, etc.

    Em Esparta era Atena Aleia ou seja, Atena Areja, irmã (e eventualmente esposa) de Ares que era também patrona de Tejeia o que faz de Atena a mesma que Te-Geia, a que pariu o filho de Atena com Hefesto, Erictónio.

    Esta disparidade de parentesco original acabou da indeterminação grego que refere varias filiações para esta deusa.

    En Hesíodo la madre de Atenea era la oceánide Metis, la primera esposa de Zeus. Homero llama a Atenea hija de Zeus, sin alusión alguna a su madre o a la forma en la que llegó a existir, mientras la mayoría de las tradiciones posteriores coinciden al afirmar que nació de la cabeza del dios.

    Un segundo grupo de tradiciones considera a Atenea hija de Palas o Palante, el gigante alado a quien más tarde mataría por intentar violar su castidad, usando desde entonces su piel como égida protectora y sujetándose sus alas a sus propios pies.

    Fragmentos atribuidos por Eusebio de Cesarea al semilegendario historiador fenicio Sanconiatón, que Eusebio creía habían sido escritos antes de la Guerra de Troya, hacen a Atenea hija de Crono, un rey de Biblos de quien se decía que había visitado «el mundo inhabitable» y legado el Ática a Atenea. El relato de Sanconiatón haría a Atenea, como a Hera, hermana de Zeus en lugar de su hija.

    Deben señalarse por último una tradición que hacía a Atenea hija de Itonio y hermana de Iodama, a la que mató, y otra según la cual era hija de Hefesto.

    Na verdade Atena seria a sempre virgem mãe por ser a deusa mãe primordial auto gerada como Tiamat.

    In In the Iliad (4.514), the Homeric Hymns, and in Hesiod's Theogony, Athena is given the curious epithet Tritogeneia. The meaning of this term is unclear. It seems to mean "Triton-born", perhaps indicating that the sea-deity was her parent according to some early myths, In Ovid's Metamorphoses Athena is occasionally referred to as "Tritonia." 

    Another possible meaning may be triple-born or third-born, which may refer to a triad or to her status as the third daughter of Zeus or the fact she was born from Metis, Zeus, and herself; various legends list her as being the first child after Artemis and Apollo, though other legends identify her as Zeus' first child. The latter would have to be drawn from Classical myths, however, rather than earlier ones.

    O epíteto de Atena Tritogénia pode ser interpretado de outros modos.

    Una tercera tradición lleva su origen a Libia y considera a Atenea hija de Poseidón y la ninfa Tritonis. Cuenta Heródoto que en una ocasión Atenea se enfadó con su padre y se fue con Zeus, quien la hizo su propia hija. Este pasaje muestra claramente la forma en la que los genuinos mitos helénicos antiguos fueron trasplantados a Libia, donde posteriormente fueron considerados fuentes de los helénicos. Sobre esta Atenea libia se cuenta también que fue educada por el dios-río Tritón, junto con su propia hija Palas.

    La relación de Atenea con Tritón y Tritonis dio origen posteriormente a las diversas tradiciones sobre su lugar de nacimiento, de forma que dondequiera que hubiese un río o fuente con ese nombre, como en Creta, Tesalia, Beocia, Arcadia y Egipto, los habitantes de tales regiones reclamaban que Atenea había nacido en ellos. De estos lugares de nacimiento en un río llamado Tritón parece que fue llamada Tritonis o Tritogenia, aunque debe señalarse que este epíteto también se explica de otros modos.

    Tritão foi pai de Anat por ter sido Poseidon, deus de Creta.

    Tritão < Triton < Tir-ton < Taur-Tan, literalmente touro cobra, cavalo marinho, golfinho ou Poseidon. Existe também a possibilidade de Atena Tritogénia ser uma variante esquecida de Pótnia Teron que assim faria a ligação entre as mesmas deusas másculas, Atena e Artemisa.

    Atenea no tiene etimología griega, y probablemente era ya una diosa en el Egeo antes de la llegada de los griegos, aunque su nombre no aparece en eteocretense. Ha sido comparada con las diosas madre anatolias, siendo su nombre posiblemente de origen lidio (G. Neumann, Kadmos 6, 1967), y su apelativo Palas ha sido comparado con el hitita palahh, una vestimenta divina [1],

    ([1]que pode ser um nome composto em parte a partir do mesmo termo que deu o etrusco “ati”, significando "mãe", e o nome da Deusa “Hurrita” Hanna-hannah abreviada em vários lugares para "Ana".)

    En micénico, A-ta-na-po-ti-ni-ja (‘Señora Atenea’) se refiere al texto V 2 en lineal B de Cnosos y A-ta-no-dju-wa-ja, siendo la parte final la transcripción en lineal B de lo que conocemos en griego antiguo como Diwia (micénico di-u-ja o di-wi-ja), ‘divino’. -- Wikipedia®.

    This name means Sun Goddess - the prefix atano is related to Luwian astanus = sun, and the final part is the Minoan spelling of what we know from Greek as Diwia (Mycenaean di-u-ja or di-wi-ja). The Mycenaeans even kept the Minoan word order at this early time; by the time of Homer, the name was Hellenized further, to Potni = Athenaie. -- Minoan Origins of Athena, By Virginia Hicks

    No seu diálogo Crátilo, Platão dá a etimologia do nome de Atena baseado na visão dos antigos atenienses, [12] de Um-theo-noa ou E-theo-noa significando "a mente de Deus" (Cratylus 407b). Platão, e também Heródoto, notou que os cidadãos egípcios de Sais no Egipto adoraram uma deusa cujo nome egípcio era Neith e que estes identificaram com Atena. (Timaeus 21e), (Histórias 2:170-175).[2]

    Just as it was possible for several "Pallades," "Parthenoi," and "Korai" to be Goddesses, so it seems that several "Athenai", all of them city and fortress Goddesses, ("Poliades"), were worshipped before the great Daughter of Zeus came to be recognized as the only proper one. An acceptable meaning for the word "Athena" is yielded only if one dares to reach for an old forgotten vocabulary, which in several instances has turned out to be the common property of the pre-Greek inhabitants of Greece and the Etruscans of Italy. From the sacred language of the Etruscans such words as althanulus, (holy vessel of the priest), atena, (clay beaker for use in sacrifice), and attana, (pan) have been preserved. (…) The signification of "a kind of vessel, a dish, beaker, or pan" will certainly appear at first glance to be less suited to a Goddess than the meaning of "Pallas." The reason that the possibility of this derivation, which was hypothesized by a great linguist, is being brought under consideration is the well-known close connection of Athena to pottery. A monument to this connection is the potters song in the popular biography of Homer. The extraordinary significance of ceramics for prehistoric and historical Athens must be recognized, even if one is not inclined to label Athena a potters' Goddess on the basis of this etymology. Pottery forms the precondition for metallurgy and thereby for bronze objects. Only in a later period was the festival of Chalkeia -- named such after the material and art of the founders and smiths -- celebrated exclusively by artisans as though it were a festival of Hephaestus. Earlier it belonged among the most important festivals of Athena. The nine-month interval, during which the peplos for the Goddess (begun during Chalkeia) was completed, bound this festival to the festival of Panathenaea. -- [3]

    Ora, pela arqueologia Egeia ficamos a saber que Atena era Atana Potinija entre os micénicos. Como se verá adiante Potinija é apenas um dos epítetos de Atena que aliás já não lhe pertencia nos tempos clássicos por ter sido apropriado por Artemisa, uma sua congénere, sob o nome de Potnia Teron.

    The catastrophic fire which destroyed definitively the palace of Cnossus arround 1375 BCE has burned also seriously the tables of clay from the archives, in such a way that now, after being deciphered, speak to us in the quality of documents of that last period. (...) One of those tables (KN V52=Doc. nº 208) has a simple enumeration: Atanapotinija, Enuwarijo, Pajawone, Poseda(one), All in the dative form, which may be translated as: To the lady of Athena (Atana), to Enyalios, to Paeaon, to Poseidon. This way the Minoan-Mycenean name of the Goddess Athena as been preserved for us. The name of the Goddess may be understood directly from the Greek as the one "who comes"

    O único indício encontrado, para comprovar esta tese, foi anchi-batês (< achni-wat ês,), "one that comes near", <= achnê, < Dor. achna, = "anything that comes off the surface, foam, froth etc" = *Ashna => «acne», doença que «vem à superfície» da pele da adolescência.

    Ashnan = Sumerian goddess of grain.

    Ashnan < Ash-Inana < Nin + | Ash-Ana > *Ashna |, o que significaria que esta deusa seria uma mera variante de Inana na forma invocativa com o sentido de «fogo, ou princípio energético de Inana».

    Nesta conotação, o cereal seria apenas a matéria prima da cerveja, ela sim o fogo de Inana, pelo que, mais interessante do que verificar que Ashnan seria sobretudo a deusa da cerveja dos sumérios será dar conta da relação virtual desta Ceres suméria com a espuma da cerveja.

     

    Ver: CERES (***)

     

    Pois bem, uma mesma relação de contingência semântica deve ter estado na origem da relação do étimo aphro- com a «espuma» do mar e com o nascimento da deusa e do nome de Afrodite. De qualquer modo, este indício serve também para tornar credível a suspeita de que Atena e Afrodite terão sido outrora a mesma entidade relacionada com a antiga Virgem Mãe que foi Inana/Ishtar.

    The poetic epithet Pallas frequently joined to the name Athena comes either from the Greek 'to strike' or more probably from the Greek 'girl'.[4]

    Entre «atacar raparigas» e Palas vai uma encruzilhada de nuanças semânticas por onde dificilmente se iria a algum lado mesmo com grande e louvável esforço! Ora, nisto da etimologia do nome de deuses o mais lógico não seria tanto na procura duma raiz etimológica mas antes em investigar o passado da sua ortografia com vista a uma análise comparativa com nomes idênticos de deuses semelhantes em paragens que se esperaria terem tido proximidade geográfica e alguma correlação cultural. Então, para a história helénica do nome de Atena temos:

    Athênê, < Athênaiê, < Att. Athênaia, < (in some Attic Inscrr.), Athênaa

    < (earlier Attic Inscrr) Athêna, < Dor. Athana < Athanaia < Aeol. Athanaa.

    Assim, o núcleo linguístico do nome de Atena não oferece dúvidas por ter sido invariavelmente Athen ou Athan.

    Atena < At-Ana = Ana-at > Anat

    Depois de correlacionar o óbvio, como é o caso da Atena dos ateniense, com a Ahana védica, haveria que correlacionar o menos aparente como é o caso de Atena com Diana latina < Dione, uma das Deusas Mães dos gregos, por sinal suposta mãe de Afrodite.

    Xena: Warrior Princess is loosely based on Athena/Xenia, sister of Aphrodite, who sprang full grown from the head of Zeus and was known as Pallas Athena and Parthenos - the maiden/virgin. In Rome Minerva was one of the Capitoline triad with Juno and Jupiter); and primary goddess of Greek cities (as Polias: her effigy, Palladium, protected Athens), industry (as Ergane), wisdom, war (with her shield Aegis) and arts, especially agricultural and crafts of women, particularly spinning and weaving. Often associated with birds, especially the owl, she invented the plough, the flute, taming animals, building ships and making shoes, also known as Tritogeneia/Tritonia; Soteira, saviour; Glaukopis, blue-eyed goddess; Hippia, tamer of horses; and Mechanitis, ingenious. She is sometimes depicted as the male god Mentor. The Greeks believed she was one of the Aeons, Sophia (Wisdom) (qv). Associated with Athena is Nike (Roman Victoria) goddess of victory, daughter of Oceanid nymph, Styx. [5]

    Athena < Atania < Ash-An-ija, lit. «filha da Sr.ª Ki > Xenia > Xoana, «as arcaicas deusas gregas de madeira» > «Joana».

    In the past century it was common for scholars to interpret Athena's birth in terms of a nature-allegory. Roscher, for example, compared the epiphany of Athena to a thunderstorm, seeing in the goddess a personification of the lightning. F. M. Muller sought an explanation of Athena's birth in the circumstances attending the daily birth of the sun, identifying Athena with the Vedic goddess Ahana (the Dawn): That Athena or Athana was originally a representative of the light of the morning, then of light and wisdom in general, born from the head of Dyaus [o «éu» < a luz do céu < a luz do fogo < o fogo = Kius < Kakus], and that her name is the same as the Vedic Ahana< Ashana < Kaki-Ana > At-Ana, is as certain as anything can be in comparative mythology. In the Vedic hymns we find Indra, the Sun, born of Dahana (Daphne), the Dawn, whom he afterwards, in the evening twilight, marries.[Devil]

    Figura 2: Nascimento de Atena.

    De facto, Atena < K-ki-Ana º Ki-ana > Diana.

    Dito de outro modo, as correlações greco-latinas entre Diana = Artemisa, Minerva = Atena andam foneticamente trocadas. Tal troca não passa de mera ilusão pois é fortemente suspeito de que estamos perante variantes locais da mesma grade deusa oriental que foi Anat, deusa síria do fogo, com a qual Atena deve ser, de facto, correlacionada em virtude de ser fortemente suspeito de que é esta a mesma Deusa Mãe do céu da bacia do mediterrâneo que cretenses micénicos e atenienses adoraram!

     

    Ver: ANAT (***)

     

    Nash: Pronounced form of Nanshe. Daughter of Ea, cult center Sirara near Lagash.

    Como sabemos Inana foi a equivalente suméria de Istar. Ora, In(ana + Ish)tar => Anish > Anash (> Nash) > Anat! Se Nash não era Inana era *Nanisha ou *Ninasha ou simplesmente Nanshe. Anat, que por sua vez também não era mais do que a deusa Inana enquanto deusa suméria do «fogo do céu» e da aurora, ou seja, literalmente *Ish-An > Ashana, era também a rainha do céu dos Egípcios, Nut.

    De facto, na mitologia do antigo Egipto temos duas deusas que poderiam ser consideradas antepassadas semânticas de Atena: Nut e Neit.

    At one time this religion included and gave form to the whole of life. The possibility that one aspect of its supreme Goddess had to do with the production of one of the most important ancient arts of man must be admitted. An analogy to her name -- if indeed "Athena" originally meant a vessel -- is preserved in Greek as well as in Roman religion. Like Hestia and Vesta, whose names refer to the hearth, Athena could also, according to her name, be associated with the hearth, as eschara, a fire container which in its portable form was a coal pan. The Goddess's sanctuary on the Athenian Acropolis, the Erechtheum, which -- comparable to the aedes Vestae in Rome -- enclosed within itself so many of her mysteries, contained a fixed hearth of this sort. Granted, neither aspect of the Goddess is fully explained in the fire vessel, or in the concept of a fire vessel, as little as the other aspect is explained in the shield. However, an image of motherhood, of a golden core-concealing femininity, can be contained in the name "Athena" if it means the vessel of the sacred fire. -- [7]

    Eschara < Ishaura > Isaura

                      Ishaura < Ishkur => Ishtar.

     

    Ver: NUT & NEIT (***)



    [1] It may be a compound word derived in part from Tyrrhenian "ati", meaning "mother" and the name of the Hurrian Goddess "Hannahannah" shortened in various places to "Ana". From Wikipedia, the free encyclopedia.

    [2] In his dialogue Cratylus, Plato gives the etymology of Athena's name based on the view of the ancient Athenians,[12] from A-theo-noa (A-?e?-??a) or E-theo-noa (H-?e?-??a) meaning "the mind of God" (Cratylus 407b). Plato, and also Herodotus, noted that the Egyptian citizens of Sais in Egypt worshipped a goddess whose Egyptian name was Neith;[13] they identified her with Athena. (Timaeus 21e), (Histories 2:170-175). From Wikipedia, the free encyclopedia.

    [3] Athena, Virgin and Mother in Greek Religion (1952) Karl Kerenyi

    [4] THE TEMPLE OF the Goddess Athena, Copyright ©1998-1999 Roy George

    [5] The worship of women throughout the ages, by lucath.

    Devil Myths and Myth-Makers: Old Tales and Superstitions Interpreted by Comparative Mythology - PART IV, Section I - Light and Darkness, by John Fiske.

    [7] Athena, Virgin and Mother in Greek Religion (1952) Karl Kerenyi

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