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Como um barco flutuante nas ondas gigantes e agitadas da imensão azul, navego calmamente nas tuas doces palavras ... Bebo-as pausadamente, relendo-as para saciar a minha alma do carinho que elas transportam. Balanço-me imaginariamente nelas e deixo transportar-me para um destino desconhecido.
Que bela utopia, onde não existe desilusão, preservando cuidadosamente a minha alma para não submergir em dias de tormenta.
Aventuro-me delicadamente nos salpicos de ternura que cada uma possui, acreditando e deliciando-me com a intensidade que lhes quero atribuir. Procuro-te intensamente nelas, e para te sentir silenciosamente, basta cerrar os meus olhos para te ter ao meu lado, segurando a tua mão esquerda na minha direita, com o teu olhar colado ao meu, e o teu sorriso ser o reflexo da tua bela alma.
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Diga-me quando acreditar naquilo que vejo plenamente?
Não podes confiar apenas na tua visão …
Diga-me quando?
Diga-me quando aceitar naquilo que escuto silenciosamente?
Não podes fiar somente na tua audição…
Diga-me quando?
Diga-me quando confiar naquilo que provo deliciosamente?
Não podes crer só no teu paladar …
Diga-me quando?
Diga-me quando afiançar naquilo que cheiro aromaticamente?
Não podes acreditar logo no teu olfacto …
Diga-me quando?
Diga-me quando acreditar naquilo que toco delicadamente?
Não podes confiar assim no teu tacto …
Diga-me quando?
Quem sois?
Os cinco sentidos que terás de ter sempre em mente …
A. Francis
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Voo para bem afastado onde possa estar contigo, próximos enlaçados, sentindo apenas o calor de duas almas presas por palavras ausentes, autênticas, amargas. Se tu conseguisses encontrar onde eu te deixaria penetrar, por me teres afectado intimamente. A minha voz selada resignada da sonância de cada palavra, silenciar-se-ia, enquanto a tua viagem dentro de mim deleitar-se-ia amorosamente.
Sobrevoo para bem longe onde possa sentir-te, a tua mão na minha, pressagiando os teus desejos recônditos nessa indiferença de quem nunca soube estimar. Como poderei dizer-te o quanto eu sinto-te? A minha voz sigilada paciente da consonância de cada frase, calar-se-ia, fixando o teu olhar claro falar-me-ia docemente.
A minha voz emudecer-se-ia sempre que estivesses perto de mim. Falar-te-ia com o meu olhar. Dialogar-me-ias com os teus beijos. E juntos, abafaríamos o fragor da nossa existência. A minha voz é o coração e a tua é a razão, distintamente.
A. Frrancis
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O teu sussurrar bem pertinho de mim faz palpitar a minha alma, pouco a pouco, se reabre para ti …
Diz-me o que eu quero ouvir …
Não … Nada disso … Reitera aquelas doces palavras silenciosas …
O teu murmurar bem juntinho de mim faz tanger a minha alma, pouco a pouco, volta a amar …
Diz-me o que eu quero sentir …
Não … Nada disso … Repete aquelas lindas palavras sossegadas …
Não chega… Sussurros … Murmúrios … Olha para mim … Fixa-me … Vê nos meus olhos claros da cor do oceano em dia revolto …
Apetecidamente, não quero ouvir-te, desejo sentir-te apenas com o olhar …
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No segredo das palavras, ficamos, tu e eu, silenciosamente, com as sensações que transbordam da alma.
Eu não sei quem tu és.
Tu não sabes quem eu sou.
As palavras não mentem, parcas e inocentes. Pouco a pouco, apressam-se por surgir e serem lidas silenciosamente.
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Cada segundo, os sussurros levam-te para bem longe …
O tempo passa vagarosamente …
Cada minuto, os murmúrios aconchegam-te para um lugar só teu …
Vagarosamente, o tempo decorre …
Cada hora, aquele silêncio de palavras, sorri, numa noite só tua …
O tempo, vagarosamente, corre …
Não deixes que ele passe. Pára-o! Atrasa-o!
Vagarosamente …
As noites são nossas na magia de sossegadas palavras …
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Nos mais imensos segredos de uma alma recôndita, escrevia ao meu imaginário. Vai ser a última vez, porque as palavras são preciosas demais para serem consumidas.
Com as elas, concebo as mais bonitas paisagens, traçadas no espírito, sem as conhecer, desenho-as na perfeição. As cores são perfeitas.
Magicamente, metamorfoseio audaciosamente o que me vagueia na minha essência, nas mais belas palavras omissas por não querem ser lidas.
Vai ser a última vez que escrevo, como diamantes lapidados perfeitos, desejo guardar as palavras que já escrevi. Escrevia ao meu irreal, nos mais profundos silêncios de uma alma perdida.
Magicamente, manipulo descaradamente o que devaneia no meu espírito nas mais puras palavras caladas por não querem ser sussurradas.
Com elas, brinco ao faz-de-conta, imaginando-me no mais lugar, repleto do encanto das miosótis. A simbiose entre o céu e o mar é perfeita.
A. Francis
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Uma história é apenas uma história, mas a minha é a minha. Dou-lhe importância por eu ser protagonista.
Erradamente, cometi cada passo da minha vida contigo.
Erradamente, persisto em momentos que nada significam para mim.
Erradamente, faço perdurar uma sombria história de amor …
Uma história é apenas uma história, mas a minha é a minha. Eu sou protagonista, e se eu pudesse desistir dela como num filme?
A. Francis
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Não há ilusões... A realidade é crua. O que vale chorar? Só faz mal à pele, enrugando-a de amargura.
Timidamente...
A realidade é áspera... Não há fantasias. O que vale lacrimejar? Só faz mal à alma, molhando-a de mágoa.
Timidamente...
A. Francis
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Quantos queixumes de quem escreve, querendo ser reconhecido como alguém que sente ou pense...
Quantos gemidos de quem escreve, desejando ser vedeta por ter o melhor blog da semana ou mês...
Anonimamente, é um blog.
A. Francis
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Naturalmente, a água doce do rio Dão balança no leito, galgando, de tempos em tempos, quando ansioso, as margens.
Baloiço nos teus braços, pulando no teu colo, naturalmente.
A. Francis
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Há quem sinta falta de isto ou aquilo – sentir falta de um ou outro bem material. Há quem sinta apenas falta de um afago apertado e sentido, conversando com o olhar num sossego atroador.
Sentir apenas vontade de te ter ao pé de mim, pegando na minha mão, partilhando assim uma energia que só os nossos corações transmitem um ao outro.
Há quem sinto falta de isto ou aquilo – sentir falta de um ou outro bem material. Há quem sinta apenas falta de um momento imaginário, prologando-se no tempo infinito de uma vida.
Sinto somente desejo de te ter perto de mim, com o teu olhar profundo, ouvindo dizer-te apaixonadamente o quanto me queres.
A. Francis
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A maneira como sorris, embruxa o meu corpo sequioso do teu que exploro na ilusão noctívaga. Erro serenamente com os meus olhos luminosos pelo teu corpo musculoso, emperrando e pregando o meu olhar fugaz e transparente no teu, cor do céu de Verão onde as nuvens não permanecem.
A maneira como falas, fascina a minha alma desejosa da tua que toco na verdade diária. Deambulo serenamente com as minhas pequenas mãos pela tua alma silenciosa, fechando e colando a minha boca pequena e húmida na tua, cor da paixão de Inverno onde a chama fica.
A. Francis
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O teu olhar triste no meu enfeitiça os nossos desígnios. Esse teu olhar azul, profundo, pacífico e puro deixa-me alegremente satisfeita.
A tua boca apetitosa na minha seduz os nossos corpos. Essa tua boca doce, dócil e doida deixa-me alegremente feliz.
A. Francis
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Profundo como as ondas do mar, onde mergulhei há já tanto tempo. Nunca mais fui capaz de emergir...
Intenso como as nuvens do céu, onde afundei há já tanto tempo. Nunca mais fui capaz de surgir...
Perdidamente, no céu do teu olhar...
A. Francis