KAnahory

A história do primeiro desvio de um avião comercial

 

 

A história do primeiro desvio de um avião comercial em todo o mundo, é já conhecida de muitos, tantas vezes já foi objecto de reportagens em jornais ou revistas, tendo mesmo sido contada no programa ZIP-ZIP, mas nunca tinha sido escrita por um familiar de um dos principais protagonistas.

 

 

Esta é a história que tantas vezes ouvi, durante a minha vida, contada pelos meus tios, o Comandante José Sequeira Marcelino e a hospedeira Maria Luísa Infante. Hoje, 45 anos passados, vou aqui contá-la…

 

 

Marrocos, 10 de Novembro de 1961, o Super-Constellation da TAP, Mouzinho de Albuquerque, descola do aeroporto de Casablanca com destino a Lisboa. O seu Comandante, José Marcelino, a tripulação e 13 dos passageiros, não podiam imaginar que iam ficar na história da aviação e na história da luta contra o regime de Salazar.

 

Cerca de 45 m após o início do voo, Hermínio da Palma Inácio, entra no cockpit e aponta um revolver à cabeça do Comandante, explicando que o avião estava a ser assaltado. O objectivo era lançarem sobre Lisboa, Barreiro, Setúbal, Beja e Faro, 100 000 folhetos, denunciando as eleições para a Assembleia Nacional que se iam realizar 2 dias depois e incitando à revolta contra o regime de Salazar, regressando depois a Tânger onde Palma Inácio e os seus 6 companheiros, deviam obter asilo político. Esta operação planeada por Henrique Galvão tinha o nome de “Operação Vagô”.

 

O Comandante Marcelino, mantendo uma calma e uma presença de espírito enormes, ainda tentou impedir esta operação, alegando que o avião não tinha combustível para um voo de ida e volta a Marrocos, e que era impossível abrir as janelas do avião para lançar os folhetos. Mas, Palma Inácio mecânico de aviões, tinha uma licença de piloto de aviões comerciais e não se deixou convencer.

Sendo da sua inteira responsabilidade a vida da tripulação e dos passageiros, bem como o avião, O Comandante José Marcelino não teve outra hipótese senão obedecer.

O voo seguiu sem quaisquer problemas até Lisboa. Ao aproximar-se do aeroporto da Portela, o Comandante pede autorização para aterrar e faz uma simulação de aterragem tão perfeita que Palma Inácio exclama: “Que está a fazer? Se aterra somos todos presos”. Mas, no último momento, acelera os 4 motores do super-constellation, ganha altitude a afasta-se do aeroporto. Ainda tenta explicar à torre de controlo o que se passava a bordo, mas sem sucesso.

 

Estava assim iniciado o histórico voo.

 

Rasando a cidade de Lisboa, voando a cerca de 100 m de altitude (quase rasando na Estátua do Marquês de Pombal), evitando assim os radares e os dois caças Sabre, que entretanto tinham descolado de Monte Real com ordem de interceptar e abater o avião, caso este não aterrasse em solo português (ordem que os pilotos dos caças não cumpriram), o avião segue sempre a baixa altitude passando pelo Barreiro, Setúbal, Beja e Faro, enquanto os companheiros de Palma Inácio, ajudados pelo Comissário Orlof Esteves e pelas Hospedeiras Maria Luísa Infante e Maria del Pilar Blanco, enchiam os céus de Portugal com os 100 000 folhetos.

 

Mas, os sustos ainda não tinham acabado. Já, de regresso a Marrocos, os pilotos avistam 2 navios de guerra portugueses. Só havia uma hipótese de escapar. Era voar a meia dúzia de metros acima da água por entre os dois navios, impedindo-os, assim, de utilizarem a artilharia, pois se o fizessem disparavam um contra o outro. Foi a incrível proeza que o Comandante Marcelino conseguiu.

 

A calma, sempre mantida a bordo deveu-se ao bom ambiente entre “assaltantes”, que nunca mostraram as suas armas aos passageiros, e tripulação que além de ajudar a distribuir os folhetos, manteve os passageiros “entretidos” distribuindo-lhe bebidas.

Foi só quando aterraram em Tânger, no meio dos festejos pelo êxito da operação, que os passageiros, na maioria estrangeiros, perceberam o que se tinha passado.

 

Apesar das pressões do Governo português para que Marrocos extraditasse Palma Inácio e os restantes “Comandos”, eles conseguiram ir para o Brasil.

 

Depois de obter garantias que o avião não estava armadilhado, o Comandante Marcelino regressou a Lisboa, sem que nada tivesse acontecido aos passageiros, à tripulação e ao avião.

Mas, para ele, os problemas iam começar. Considerado suspeito de cumplicidade, pois, a sua escala era o Porto e não Casablanca e, foi a seu pedido que fez o voo de Casablanca/Lisboa, tendo como única razão a vontade de estar perto daquela que viria a ser a sua mulher, a hospedeira Luísa Infante, foi suspenso da TAP durante um mês e interrogado diversas vezes pela PIDE, pois nunca quis dar a conhecer a verdadeira razão para ter feito aquele voo.

 

Ilibado de qualquer envolvimento no desvio do avião continuou como Comandante da TAP até à idade limite para pilotar, tendo atingido 25 000 horas de voo, mantendo?se ao serviço da TAP e da aviação até aos 80 anos de idade.

 

Passaram-se 36 anos até que Palma Inácio e o Comandante Marcelino se voltaram a encontrar, num almoço organizado pela Revista Visão em 1998, com todos os intervenientes naquela extraordinária aventura, cujo êxito se ficou a dever, em grande parte à perícia e experiência daquele que tinha sido um dos principais pilotos de caça da força aérea dos anos 30 e 40 e um “Ás” da aviação.

 

Peço desculpa pela extensão do texto e pelo destaque que dei ao meu Tio, o Comandante Marcelino mas, que espero compreendam, visto tratar-se da primeira vez que esta história é escrita por uma sua sobrinha.

 

Kiki Anahory Garin

 

Publicação: sexta-feira, 10 de Novembro de 2006 22:01 por Anahory
Arquivado em:

Comentários

 

MartaAlexandraDuarte said:

Wow... e eu que ainda penso que tenho uma vida agitada...

Bom fim de semana, Kiki.

Novembro 10, 2006 22:33
 

AJSM said:

Kiki

Estava eu no anterior quando dei pelo novo post.

Mais uma página da história que aqui fica lembrada e explicada. Como tantos outros, eu conhecia-a em traços gerais, mas os pormenores são deliciosos.

Parabéns

Armando

Novembro 10, 2006 22:34
 

HelderFraguas said:

Que maravilha este seu relato, Kiki. Felicito-a imenso por partilhar connosco este seu texto.

É fantástico.

Que honra ser sobrinha desse corajoso Homem com H grande, que se viu numa situação para a qual certamente os pilotos, na altura, não recebiam formação.

Não é líquido que tenha sido o primeiro desvio de um avião comercial.

Entre Macau e Hong Kong, existia uma rota de hidroaviões, em tempos muito anteriores, para transporte de passageiros e mercadorias.

Certa vez, ocorreu um desvio, que originou um acidente.

Há quem se refira a este acto criminoso como o primeiro desvio de um avião comercial no Mundo.

Novembro 10, 2006 22:54
 

Poemas said:

Olá Kiki:-)

Já lá vou ao conteúdo, mas primeiro quero felicitá-la pela forma: senti-me dentro desse avião!! A Kiki é das tais pessoas que escreve romances numa só folha A4. Parabéns!

Agora o Conteúdo:

Já tinha orgulho em pertencer ao mundo da aviação por Humberto Delgado (trabalho na ANA há quase 27 anos) e pelo facto da TAP em todo o seu historial apenas ter tido um acidente com vítimas (logo na minha terra), mas depois desta História ainda ganho mais um motivo.

Aqui fica o verdadeiro Herói dessa pequena rebelião, foi muito mais que um instrumento, foi toda a possibilidade esse seu ilustre tio!

Logo vi que a sua Fibra deveria ter vindo de algum lugar!

Bom Fim de Semana!

Novembro 10, 2006 23:13
 

ascarpa said:

é uma das muitas histórias que nos deliciaram pois contou-nos imensas...de coragem , de medo de terror, houve de tudo.

Quando caiu num bimotor em Espinho durante a Guerra, quando assistiu do ar ao terramoto de Agadir, quando perdeu parte de dois dedos num hobby que mantinha a fazer aviões de madeira...

A minha homenagem a este homem de enorme coragem e dedicação não só ao trabalho , mas também á familia.

Um grande orgulho de poder dizer e chamar-lhe TIO Zé.

Muito obrigado por ser quem é.

Novembro 10, 2006 23:34
 

solicito said:

Kiki,

Graças a si, fiz uma fantástica viagem por Lisboa, Casablanca, tudo a bordo de um avião e ainda imaginei os tempos horríveis da PIDE.

Apenas uma palavra: Obrigado!

Foi bom ter voltado para rever amigos. Prometo voltar a passar por aqui.

Um bj

Novembro 10, 2006 23:43
 

JAMES said:

Querida Kiki,

Gostei....Surpresa total !!!

Conheço bem a história e gostei imenso que a tivesse 'postado' !

Um Grande Abraço ao Sr. Comandate Marcelino!

Que maravilha de sobrinha que ele tem!!!

Um Beijinho,

James

Novembro 11, 2006 0:19
 

dissidencias said:

Kiki,

Foi com muito agrado que devorei teu texto, que vicia o leitor, porque nos conta uma história com pessoas reais e que arriscaram a sua vida para uma campanha contra-hegemónica, com a distribuição dos cem mil folhetos.

Nesses tempos os desvios de aviões comerciais ainda se faziam por uma boa razão, para promover a liberdade de um povo... Hoje em dia, com o desvio de aviões a servir fins terroristas, é bem diferente, ou será que não? Será que quem desvia um avião hoje em dia, não pretende também avisar o mundo de que a nossa liberdade começa também a estar em causa?

Qual a diferança entre o desvio de um avião comercial por terroristas, que pretendem avisar o mundo das dominadoras dissidencias norte-americanas causadoras de enorme sofrimento ao seu povo, e a clandestinidade dos voôs da CIA que transportam prisioneiros sem culpa formada, para Guatanamo e outros centro de detenção imperiais?

Um beijo  

Novembro 11, 2006 0:38
 

Reis said:

Gostava de realçar dois aspectos que me espantaram neste post. Em 1º lugar, o civismo com que decorreu a operação. Em seguida, o modo com a história nos é contada.

Às pessoas que dentro do avião fizeram "História", os meus agradecimentos pela coragem com que actuaram.

Para a escritora que narrou a história, ora, deixo-lhe um beijinho.

Novembro 11, 2006 0:51
 

scscoutinho said:

Querida é sempre uma aprendizagem constante este seu blog...vou sempre com a certeza de ser uma pessoa mais rica em informação...um excelente fim semana...e um grande beijinho

Novembro 11, 2006 1:37
 

jdiogogilman said:

Olá Tia,

obrigado por contar esta história muito engraçada, pois foi a 1ª vez que a "ouvimos".

Bjs,

Luisa e António

Novembro 11, 2006 10:01
 

ascarpa said:

A luisa e o António tem 4 anos  e 1 ano respectivamente, ainda são recentes nesta familia....

Novembro 11, 2006 10:44
 

aroza said:

KiKi,

Fiquei deliciado ao ler a história do grande feito destes nossos heróis a quem endereço o meu respeito e admiração.

Obrigado por nos dar este pedaço da nossa história colectiva.

Novembro 11, 2006 12:17
 

zerozero said:

Olá Kiki

  Já conhecia esta história, embora em traços gerais, sem os pormenores que nos contas, a qual é normalmente relatada como um marco, entre outros, na luta pela liberdade que se viria a concluir em 25 de Abril de 1974. Também confesso que só conhecia o nome de Palma Inácio.

  O teu tio deve agradecer-te a consideração em que o tens a ele.

  Quanto a mim, acho muito, muito pouco provável, mas pode ser que um dia conte no meu blogue as "façanhas" do mais ilustre dos meus antepassados.

  Beijinhos.

  Zero

Novembro 11, 2006 12:52
 

Antoniorbtavares said:

Caríssima Kiki,

Tenho tido uma semana "cheia" que não me dá tempo para os Blogues, por este caminho não sei quando voltarei a escrever Posts, e o mais provável é que me afaste gradualmente um pouco.

Mas é com grande prazer que dedico um pouco à leitura dos seus Posts, que são tão ricos em informação variada para a compreensão do nosso Mundo.

A história do seu tio é uma daquelas que eu mais valorizo relativamente à luta empregue contra o regime de Salazar, pois foi executada com enorme coragem e saber.

Não era tão fácil nesses tempos a pilotagem de aeronaves, exigia muito mais do homem. De qualquer maneira eu valorizo muito esta nobre profissão da pilotagem, pois é nas mãos dos pilotos que está a segurança da aeronave e como consequência de vidas de todos.

Eu sou técnico de manutenção de aeronaves, trabalho em motores na TAP, ao contrário de muitos não vejo a TAP como uma empresa exemplar. Há muita coisa que vai mal. Apesar de reconhecer em homens como o Fernando Pinto que têm feito algo de positivo para a sua sustentabilidade, permita-me que diga que com a mão-de-obra mais barata que se conhece do pessoal técnico já tem uma politica exploratória de pessoal especializado que lhe permite desviar verbas para outras áreas não tão relevantes para a viabilidade técnica e operacional da empresa e que poderá colocar alguma perigosidade na operação das aeronaves. Em suma, temos tido muita sorte!

Quanto aos pilotos, julgo que a TAP, aí sim tem tido uma politica de selecção mais exigente, e ainda bem. Penso que temos excelentes pilotos, assim como o seu tio terá sido. desculpe este pequeno desvio que fiz do tema deste Post. Acabei dar o realce excessivo à TAP contemporânea.

Beijos, até breve.

Novembro 11, 2006 16:47
 

ManuelB said:

Das coisas que mais me diverte na vida é vê-la "trocar-me as voltas", sem que eu nunca aprenda que o futuro chega quase sempre sem se fazer anunciado...

Estive aqui de manhã a dizer-lhe como os seus posts ?polémicos? eram os que eu mais gostava, vi que havia aqui outro, fui almoçar e voltei agora para lê-lo. E afinal descobri que a Cristina é uma consumada contista e este post um dos melhores (difícil escolha!) dos que escreveu.

Tem tudo para nos impressionar: muito, muito interessante, brilhantemente descrito, verídico, movimentado, emocionante, vívido, com ?happy end?, desvendando pormenores históricos mas desconhecidos, a que nem falta a nota comovente (que a vida é tantas vezes feita desses pequenos/importantes episódios) do seu Tio entrar naquela ?aventura? por amor à sua futura Mulher. E de como foi decente e corajoso em não descer a confessá-lo a um qualquer rústico PIDE.

Ainda bem que se passou com ele, porque outro piloto certamente menos experiente e provavelmente mais assustado, poderia ter causado alguma tragédia.

Fico a aguardar, em tranquilo alvoroço, o que mais guardará na sua ?mansarda de recordações??

Novembro 11, 2006 16:59
 

nsampaio said:

Cara e amiga Kiki

Logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, lembro-me de o meu pai contar esse episódio, que foi marcante na história  da oposição ao antigo regime e na história da aviação comercial portuguesa, juntamente com uma assalto a um comboio também protagonizado por Palma Inácio, que fundou a LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária, lembra-se...?) ainda em 74.

Que orgulho que deve ter na sua Família!

Parabéns.Obrigado por partilhar isto connosco!

Beijos

nsampaio

Novembro 11, 2006 17:50
 

Luana said:

Querida KIKI

Gosteui muito do teu post e o afcto de teres elogiado o teu tio só te fica bem. Ele merece. Conhecia a história exactamente como a contas porque já sou velhinha. Além do mais, adoro voar e sempre gsotei de histórias que metessem aviões.

A este propósito conto-te um episódio que me aconteceu e marcou profundamente: há seis anos a Sata teve nos Açores, um acidente sem sobreviventes quando voava de Ponta Delgada para a Horta. Estava nevoeiro e o avião bateu contra um morro da Ilha de S. Jorge e lá ficou com todos os passageiros.

Eu era passageira desse voo até dois dias antes. A pedido de uma amiga decidi vir dois dias antes pela Terceira, fugindo assim, da morte. Não consegues imaginar o que aquele acidente fez dentro de mim para além de me ter roubado uma porção de amigos especiais.

Um beijiho e estarás sempre no oração daqueles que aprenderam a gostar de ti por essa frontalidade, serenidade e qualidade humana que não é preciso ser psicóloga para perceber. Obrigada por também estares aqui.

Novembro 11, 2006 17:58
 

siber said:

mais vale uma boa surpresa que te deixa sem palavras para comentar do que outra qualquer situação que origine demasiada conversa !

tudo fica simples e claro, sobre o tema, para além de estar documentado ao mais ínfimo pormenor, provém da primeira pessoa e assim não falta sequer uma virgula, foi tal e qual !

foi o primeiro caso com conotações políticas e revolucionárias (os outros anteriores que dizem ter  existido antes foram simples assaltos para roubar) e convém sublinhar a bravura e heroicidade de todos os intervenientes.

mais um momento belo da história que ainda não consta no compêndio da mesma mas merecia um filme a propósito, outros há que nunca serão apagados !

? ... a handfull of surprises ... ?

e melhor está para vir de certeza  !

beijo

alvaro palma

Novembro 11, 2006 19:07
 

Amonium said:

Estive cá e já foi tudo dito. Escreves mesmo muito bem!

Novembro 11, 2006 21:33
 

afrancis said:

Boa noite Anahory,

Como é bom alargar os nossos horizontes, conhecendo assim pedaços vivenciais de amigos bloguistas.

Que grande orgulho!

Beijinhos

PS: Bem-haja pelos teus comentários

Novembro 11, 2006 22:11
 

meiadeleite said:

Querida Kiki,

Em primeiro lugar obrigada pelos comentários e elogios, agradeço-te muito.

Gostei muito desta história do teu tio e do recontar de um episódio da reconquista da liberdade no nosso país. Adorei os pormenores com que contas a história, o detalhe desse encontro amoroso, adorei a calma com que todo o episódio foi vivido pelos intervenientes, muito à maneira portuguesa, gostei da iniciativa da revista Visão de juntar os dois personagens principais. Um conto bem contado, um episódio da nossa história.

Gostaria de salientar o facto de ser necessário desviar um avião para distribuir 100.000 folhetos. Que "saudades" que me faz dos tempos presentes, em que qualquer um de nós chega aqui e grita ao vento o que bem entende e pode chegar a muito mais do que 100.000 casas. A liberdade é aquilo que hoje respiramos e que preciosa é ela.

Boa noite Kiki e parabéns por este excelente texto,

meiadeleite

Novembro 12, 2006 0:34
 

Anahory said:

Muito obrigada a todos pelos vossos comentários.

É bem verdade que tenho uma grande admiração e orgulho no meu Tio que como diz uma das minhas irmãs é um homem que viveu para a aviação que sempre adorou e para a família. É um Homem íntegro, honesto, recto, como não há muitos.

Tenho a certeza que tanto ele como a minha Tia vão gostar imenso de ler os vossos comentários.

Hoje tentei recomeçar as minhas visitas e comentários em tantos e tantos blogs (cada vez mais e melhores) desta nossa Comunidade.

Mas outros valores se levantaram e esses chamam-se António e Luísa.

Amanhã, vou estar com a minha avó que tem 93 anos e está num lar e, depois espero conseguir tem tempo.

Eu não tenho uma família muito grande mas felizmente somos muito unidos.

E a minha família é o que de mais importante tenho na vida.

Tudo isto para justificar a minha falta de tempo para vos visitar, nestes últimos dias.

A todos um grande Beijo

Kiki

Novembro 12, 2006 0:38
 

Pcoutinho said:

Cara Anahary

Brilhante!

Obrigado pelo texto, pela história, pela emoção, por...tudo.

Beijo

Pcoutinho

Novembro 12, 2006 3:47
 

crisruas said:

Kiki querida sabes que isto tem sido uma correria, mas PARABÉNS! Amanha pode ser que consiga comentar como tu mereces. Mas, como tua amiga, não queria deixar passar mais um dia sem te mandar um beijinho e dizer que como tens sido uma revelação para todos nós que não te conhecíamos esta faceta. Beijinhos

Novembro 13, 2006 17:05
 

inesvarela said:

Bem Kiki, gostei muito já tinha ouvido a tua irmã contar uma vez esta história á muitos anos....

Mas contada por ti é outra coisa...

Beijos,

Inês varela

Novembro 14, 2006 2:58
 

jmsmp said:

Olá, Amiga KIKI:

Antes de tudo o mais, uma boa tarde de domingo para si.

Veja só para o que me deu hoje! Tanto que pensava e desejava dar mais corpo ao relato nos meus posts, das primeiras novidades e não sei se algumas emoções, que encontrei e vivi ao longo de uma viagem e estadia em Macau, mas, nem eu sei bem porquê, resolvi dar mais uma volta pela sua "casinha" sempre pronta para receber qualquer visita.

E como encontrei a porta aberta, como aliás sempre aconteceu, sem a necessidade de "bater" nem usar  a "campainha", fui entrando e dando conta de quanto encontrei na "Via Sacra" que efectuei.

Seja com for, creia que valeu bem a pena!

Mas vamos ao que importa e começo pelos temas que me chamaram mais a atenção. Não vou reportar-me a todos, porque não sei se lhe diga, ... só sairia daquí na próxima semana!!! V E R D A D E ! ! !

Por isso e sem respeito por qualquer ordem, voltei às suas considerações sobre os maledicentes "da companhia", o Holocausto, as várias situações vividas no 11 de Março, o Julgamento de Nuremberga, os casos tristes e complicados do Nuno e da Sónia (entre tantas outras que a vida nos oferta), os assassinatos de Anna Politkovskaya e do exilado em Londres, Litvinenko, do nascimento de seu sobrinho/neto, e, por último, o "estrondo" do desvio do avião comercial, pilotado pelo seu Tio Marcelino, que teve por finalidade, uma tal distribuição de panfletos oposicionistas a visar a ditadura, sobre as cidades de Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro!!!!!!!!!!!

Só que, tão importante como a missão de que se encarregou o Comando Operacional de Palma Inácio, seguindo "risco" do Capitâo Henrique Galvão, esteve o tão bem conseguido relato que nos trouxe, num "jeitinho" extraordinário a que nos habituou, no contar das mais diversas histórias de factos e situações, como todas aquelas,leves ou tremendas, dos vários tipos e géneros com que povoa o seu Blog.

E a prova do que acabo de referir, encontramo-la à partida nos seus Posts, na frequência das visitas que recebem e no sempre elevado número de comentários que merecem. Também eu me rendo ao seu aturado labor, de mistura com um verdadeiro e bem completo feixe de conhecimentos, indispensáveis no seu todo, aos temas que nos traz.

Ainda que um tanto já fora de tempo, porque idos num passado recente já vão boa parte destes escritos, permita-me que lhe deixe aquí ( que mais vale tarde que nunca), o render de uma tão humilde, quão justa homenagem, que os membros desta Comunidade lhe devem pela sua presença. Esta, a opinião sem peias, de quem entrou nesta bem povoada Comunidade Sol, faz hoje precisamente "dois mesinhos"! Assim e apesar dos meus 81 anos, considero-me um "bébé" nestas andanças, aceitando e agradecendo sem reservas, todos os valiosos apoios que me têm chegado através dos comentários que me visitam de quando em vez. Por todas essas pronúncias de amizade, que têm espevitado o meu ânimo e fraco saber, um grande e muito sincero O-BRI-GA-DO !

Com uma certeza me despeço desta vez.

Ficarei por aquí, até que as mãos me doam e não me deixem bater com elas, as teclas da minha maquineta...

E para si, minha Amiga, um beijo do            

J.Matos Silva

Abril 15, 2007 19:30
 

OlindaGil said:

Olá Kiki

Vim reler as histórias do teu blogue. Tenho muitas saudades dos teus textos e de vez em quando venho ver se já tens tempo para este blogue.

Beijinhos

Junho 20, 2010 16:51
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About Anahory

Nasci em Lisboa a 21 de Janeiro de 1959. Com 29 anos e após ter passado um concurso a nível nacional, fui trabalhar na Comissão Europeia, em Bruxelas, como Secretária na Tradução Portuguesa, onde estive cerca de 15 anos. Estou reformada desde Setembro de 2002, pela CE, devido a doença. Tive, por um lado, o azar de ter que me reformar, por outro a sorte de o ter conseguido, o que nem sempre acontece. Sempre gostei de escrever, por isso ao ver a iniciativa do SOL, não resisti a criar o meu próprio blog. Foi uma aventura e um desafio, que se transformou em algo de muito positivo, pois a realização pessoal não tem a ver com grandes feitos, mas sim com fazermos algo de que gostamos. Escolhi o nome KAnahory para o meu blog, pois K é a inicial de Kiki, nome pelo qual sou chamada. Anahory é o meu apelido de origem judaica. Para evitar as confusões habituais explico: O meu bisavô que era judeu de sangue e religião, casou com uma católica. Os seus descendentes foram educados na religião católica. Assim e apesar de ser descendente de um família judia, sou católica. Sinto pelos judeus não só um enorme orgulho como um enorme amor, valores que me foram transmitidos pelo meu Bisavô, Avó e Pai. Defenderei sempre o direito à existência do Estado de Israel na Palestina, assim como tudo farei para impedir que os Judeus sejam aniquilados, não deixando, no entanto, de ser justa, por isso mesmo nem sempre concordo com as medidas dos Governos de Israel. Ao contrário de muitos que atacam Israel, para mim a vida de um palestiniano tem o mesmo valor que a vida de um israelita. Não faço distinções entre vidas humanas. Todas elas são igualmente importantes. Mas distingo terroristas de inocentes. Sou uma pessoa bastante sincera e frontal que defende aquilo em que acredita, por vezes demasiadamente ?apaixonada? mas sempre de forma correcta, respeitando os outros e as suas ideias. Espero dos outros o mesmo respeito. Como, provavelmente, todos os bloguistas do SOL, espero que visitem e comentem o meu blog, possibilitando, deste modo, debates de ideias e opiniões. A todos esses, o meu obrigada. Kiki Anahory Garin

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