KAnahory

Uma Bolacha com História!!!

 

Esta é uma história verídica passada há quase 50 anos com as minhas duas Avós.

 

Foi no Carnaval de 1958.

 

A minha Avó materna, Alésia, que teve sempre um espírito muito divertido e jovial, resolveu dar um lanche, para o qual convidou várias pessoas entre elas a minha Avó Gaby (lado paterno), pessoa de feitio mais sério e reservado.

 

Os meus pais estavam casados há pouco tempo e, por isso, o relacionamento entre as minhas duas Avós ainda era bastante cerimonioso.

 

A Avó Alésia, sempre com ideias divertidas, misturou num prato de bolachinhas, uma que era de um material plastificado.

 

O lanche correu muito bem com todos conversando alegremente, enquanto a Avó Alésia esperava ansiosa, que alguém reclamasse da sua bolacha de Carnaval.

 

Mas, o tempo passou e nada…

 

Vendo então que a bolacha tinha desaparecido sem que ninguém tivesse dito alguma coisa, perguntou incrédula:

 

- Mas afinal, qual de vocês comeu a minha bolacha de plástico???

 

A Avó Gaby, tinha achado aquela bolacha esquisita e sensaborona, mas sabendo que a Avó Alésia era um pouco “agarrada”, pensou que a bolacha seria de má qualidade. Por isso mesmo, e apesar do grande esforço que teve de fazer, comeu-a sem nada dizer.

 

Fizera-o, claro, por educação, delicadeza e cerimónia…

 

Foi, por isso que um pouco encavacada, retorquiu:

 

- Fui eu que a comi!!!

 

Claro está que ninguém conseguiu deixar de rir desta partida que foi dupla, e as gargalhadas foram enormes!!!

 

Felizmente que a bolacha de plástico não lhe fez mal nenhum.

 

Mas, e como se costuma dizer, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, pois quem saiu a perder foi a Avó Alésia que ficou sem a sua querida bolacha…de plástico!!!

 

 

O Carnaval, quando festejado com brincadeiras inofensivas até engraçadas, era um período alegre em que todos se divertiam.

 

Infelizmente, hoje em dia, as brincadeiras deixaram de ter qualquer graça e apenas servem para incomodar os outros. Por isso o Carnaval, tornou-se, de um modo geral, sensaborão e aborrecido. Diria mesmo, apenas, comercial…

 

Há, claro, algumas excepções, e espero que seja o caso do vosso Carnaval. Por isso desejo-vos

 


UM CARNAVAL MUITO DIVERTIDO!!!

 


Kiki Anahory Garin

 

 
Publicação: sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007 17:09 por Anahory
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Comentários

 

bhtp1 said:

Olá Tia,

Grande post. Grande história. Grande bolacha. Pobrezita teve um final triste, mas pronto. Era o destinoStick out tongue

O meu carnaval...gosto de mandar balões de água e fazer essas partidas, mas só a amigos que estejam dispostos. Nunca a pessoas desconhecidas.

Ainda hoje me convidaram para participar numa guerra de balões de água, que iria decorrer entre duas escolas, mas eu não fui porque tinha coisas para fazer. Por muita pena minha. A esta hora devem estar todos encharcados, mas isso é que é giro!

Percebo que não gostem, mas até é divertido.

Beijinhos

Fevereiro 16, 2007 17:31
 

bluewater68 said:

Boa tarde Kiki,

obrigado por nos presentares com esta história divertida.

No que respeita ao carnaval, foi coisa que nunca gostei. E não aproveito melhor o fim-de-semana prolongado, porque na maioria dos sítios não podemos andar descansados por causa dos que se lembram de celebrar esta data, de forma nem sempre inocente e algumas vezes com brincadeiras parvas.

Olha, só tenho pena é das meninas descascadas. infelizmente, há quem pense que isto é o Rio e que aqui estão uns 40ºC.

A todos, desejo um bom fim-de-semana prolongado.

Beijinhos

Fevereiro 16, 2007 17:40
 

Annnna said:

Concordo plenamente com o Bluewater, o carnaval para mim também é algo que passava bem sem ele, e apesar de ir fazer ponte, vou ficar sossegadinha em casa para não dar de caras com um corso carnavalesco como me aconteceu há uns anos na Malveira da Serra em que fiquei com o carro cheio de farinha e afins, vendi o carro passado um ano e acho que ainda levava farinha.

A hitoria da bolacha é encantadora, na minha familia passou-se uma semelhante mas foi com a FAVA do bolo Rei.

Um beijo enorme Kiki e bom fim de semana

Annnna

Fevereiro 16, 2007 17:50
 

Anahory said:

Olá Bernardo

Realmente não consigo compreender como vocês se divertem tanto com os balões de água.

Ainda por cima com o frio que está....

Olá BW

Como eu te compreendo. Eu já deixei de gostar do Carnaval há muito tempo, embora por vezes as festas de máscaras (sobretudo a fase de pensar e criar as máscara) sejam engraçadas, mas a última já foi há cerca de 8 anos.

Mas, o Carnaval na rua, com as brincadeiras parvas sempre detestei.

Quanto às meninas descascadas, coitadas, que o tempo está mesmo mau.

Beijos para os dois

Para o Bernardo

Espero que tenhas um carnaval divertido

Para o BW

Espero que descanses.

KIki

Fevereiro 16, 2007 17:55
 

paton said:

Estou a ver a cara das AVÓS...e claro a risota dos  PAÍS.

Essas partidas existiam,e talvez ainda existam,nas Familias,tambem  aconteceram na casa de meus PAIS.

Agora penso que o Carnaval seja uma mistura  de alcool.droga e sexo,praticado de forma animalesca e exibicionista.

Nada tem,portanto a ver com a tua estória que é o perfeito retrato da MORIBUNDA INSTITUIÇÃO FAMILIA,Faz pena!

VINTE VALORES!

DIVER-TE , ainda és muito jovem !  Um beijinho muito grande do

                                       João manuel

Fevereiro 16, 2007 18:40
 

Anahory said:

Obrigada Ana pelo teu comentário

Histórias como esta existem imensas mas são já passado. Hoje em dia o Carnaval é mesmo para se ficar em casa evitando alguma partida que apenas incomoda.

Obrigada Paton

Mas, já não sou propriamente nova e para festejar o Carnaval estou mesmo velha.

Beijos

Kiki

Fevereiro 16, 2007 19:06
 

oserrano said:

Kiki: Olá e obrigado pela interessante história, como andava para aqui a pesquisar, meio sisudo...fez-me bem, fez-rir. Olhe eu não gosto do carnaval, especialmente porque muita gente aproveita para fazer nesses dias, o que não é capaz nos outros, especialmente de mau gosto. mas, já agora uma ideia inofensiva: na chávena da "bica" de uma pessoa da sua confiança, verter, sem ela dar conta, um pouco de sais de fruto. É lindo e hilariante.

A propósito da bolachinha, um dia alguém comeu rissóis recheado... com crolha de cortiça moída. Foi giro

Divirtam-se por favor.

Cumprimentos

Fevereiro 16, 2007 19:16
 

Mendro said:

Cara Kiki:

Uma boa historia de carnaval, só é pena que hoje em dia muita gente estrague uma quadra que se quer festiva com comportamentos sujos.

Concordo com o BW quando ele diz que no carnaval não podemos andar tranquilos por culpa desses "engraçadinhos".

Bom fim de semana.

Fevereiro 16, 2007 19:29
 

bhtp1 said:

Tia, os balões de água são um optimo divertimento, como qualquer outro, desde que sejam aplicados de forma saudavel, e a quem vai lá por isso (como por exemplo nas guerras planeadas, que acontecem todos os anos entre escolas).

Aí é divertido. Também não gosto quando vou a andar na rua e levo com um balão de água. Uma vez levei com um ovo. Em cheio na cabeça.

Todas as brincadeiras utilizadas de forma coerente, são brincadeiras giras.

Beijinhos

Fevereiro 16, 2007 19:47
 

meiadeleite said:

BW, concordo, também fico muito sossegadinha à espera que tudo passe. Mas em casa não! Em casa há direito à coisa que todas as crianças mais gostam: mascaradas!  E olha, kiki, até parece que senti o plástico a passar na garganta. Muito mau! beijos, meiadeleite

Fevereiro 16, 2007 19:49
 

Anahory said:

Ao Serrano

Obrigada teu teu comentário e pelas tuas dicas de partidas de carnaval.

Até pode ser que vá experimentar alguma.... Sempre gostei de partidas inofensivas, claro, e divertidas.

Ao Mendro

Obrigada pelo teu comentário.

Eu também detesto o Carnaval de hoje em dia.

Ao Bernardo

Quanto tiveres a minha idade vais mudar de ideias.

Até lá diverte-te muito com o Carnaval.

À Meia de Leite

Parece mentira que alguém consiga comer uma bolacha de plástico.

Ainda no outro dia perguntei à minha Avó como tinha feito para a engolir, ela respondeu que nem sabe como o conseguiu, mas que a comeu, lá isso comeu.

Eu só posso imaginar que naquele tempo a educação e a cerimónia levassem as pessoas a fazer coisas deste género.

Espero que te divertas muito com as crianças e as máscaras. O Carnaval é um tempo mágico para elas.

Para todos um excelente fim de semana

Beijos

kiki

Fevereiro 16, 2007 20:11
 

Anahory said:

Aos que gostam tanto de estrelas

Ah, parece que alguém veio aqui brincar ao Carnaval e levou umas estrelas....

Ainda não consegui entender o interesse destas estrelas menos ainda a obcecação que alguns têm por elas, ao ponto de não resistirem a roubar estrelas por todo o lado.

Se as desejam assim tanto, bastava pedir....

Mas não, há por aí uns heróis cheios de coragem...

Ou será que pensam que são comestíveis, mas atenção que não tenho chá para vos oferecer e quem ainda não o bebeu...já chegou tarde.

Para os obcecados pelas estrelas, cresçam e apareçam como se costuma dizer

Kiki

Fevereiro 16, 2007 20:15
 

trout said:

Com este post já não estou indignado...... ! ! ! As bolachas são seres sem "alma"....são para comer.

Um beijo

Rui-Trout

Fevereiro 16, 2007 20:38
 

Anahory said:

Olá Rui

Se viesses agora defender que as bolachas tinham ou deveriam ter os mesmos direitos que nós eu além de indignada, mas ficava verdadeiramente preocupada contigo.

Ainda bem que não o fizeste.

E gostei do teu humor!!!

Para comer sim. Mas atenção que estamos no Carnaval e se por acaso comeres uma bolacha que penses que é estranha e sem sabor olha bem para te certificares que não é de plástico.

Um Beijo

Kiki

Fevereiro 16, 2007 20:52
 

Amonium said:

Este post faz-me lembrar uma anedota um tanto ao quanto "hard", que por pudor não a vou contar aqui, mas que me diverte imenso quando a conto.

Fevereiro 16, 2007 20:55
 

trout said:

Amonium  :é a da hóstia ................Corpo de Cristo........e foi-me calhar.......... eh eh eh eh

Fevereiro 16, 2007 21:06
 

Chinezices said:

Anahory:

Que história triste...

Se acha inofensivo uma pessoa comer uma bolacha de plástico vou ali e já venho.

Abraço

Ass: Chinês

Fevereiro 16, 2007 21:17
 

XXI said:

Não aprecio o Carnaval, como festividade. Em tempos, não muito longínquos, a necessidade de clausura, nesta época, era frequente. Nestes dias não nos era permitido atender aos nossos compromissos sem correr o risco de sermos alvos de comestíveis (ovos, farinha, água e outros) que eram uma constante assim que nos atrevíamos a sair à rua.

Maria Romã

Fevereiro 16, 2007 21:30
 

Anahory said:

AO Amonium

Muito obrigada pelo teu comentário.

Ao Chinês

Obrigada pelo seu comentário.

E quanto ao perigo da minha Avó ter comido uma bolacha de plástico, não parece ter existido, visto que ela hoje em dia tem 92 anos e está com uma saúde excelente.

Claro que não recomendo bolachas de plástico, mas tb não é natural que as pessoas as comam, mas será que não consegue ver o lado engraçado de uma história que não teve consequências negativas???

À Maria Romã

Concordo consigo. Mas isso não se passou há muito tempo.

Beijos a todos

Kiki

Fevereiro 16, 2007 22:26
 

Antoniorbtavares said:

Quem dera a muitas centenas de milhões de chineses terem bolachinhas de borracha para enganar o estômago!

Claro que a história é um exemplo de como havia brincadeiras sem maldade, e de como o carnaval era mais um dia de divertimento do que a pornografia brasileira que agora querem trazar para o nosso país, que nada tem a vêr com as nossas tradições! Enfim!

Fevereiro 16, 2007 23:10
 

Blanco said:

Kiki

Este post lembra-me o baile de Carnaval que todos os anos, os meus Pais, Tios, Avós e Amigos , organizavam em casa de um dos meus Tios, tudo mascarado, era muito divertido, também havia uns rissóis com recheio de algodão e uns bombons de plástico,para nós miúdos era uma grande festa.

Hoje o carnaval, pelo menos para mim, não tem piada nenhuma.

Aproveito para descansar, ler um livro ,com mais tempo ouvindo música, vendo um bom filme, mas em casa !

Por isso e para todos um ÓPTIMO FIM DE SEMANA

Beijinhos

Fevereiro 16, 2007 23:50
 

ladoposto said:

O esforco que a avó nao deve ter feito?Deve ter ficado com dor de dentes durante 3 dias,pelo menos?O carnaval para mim?Foi engracado até aos meus 19 anos.Acho que para a maioria,está muito ligado á puberdade.Depois até acho um pouco ridiculo.As pessoas tentando ser alegres á forca?

   Cumprimentos e um bom fim de semana!

Fevereiro 17, 2007 0:01
 

zerozero said:

Olá Kiki

  Este post demonstra que a educação e a cerimónia também têm uma medida certa.

  O carnaval continua a ser divertido, depende de quem o vive.

  Um beijinho para ti.

Zero

Fevereiro 17, 2007 0:10
 

Anahory said:

Ao António, à Blanco e ao Ladoposto

Obrigada pelos vossos comentários.

Ainda bem que esta pequena história vos fez lembrar carnavais de há tempos atrás.

Concordo que o Carnaval tem muito a ver com a infância e com a adolescência, numa época em que as pessoas se sabiam divertir com máscaras, festas e partidas perfeitamente inofensivas.

Hoje em dia as brincadeiras incluem ovos, farinha e balões de água que, claro que o Bernardo com os seus 16 anos acha piada mas para nós não têm sentido nenhum.

Por isso desejo a todos um Bom Fim-de-Semana longe destas confusões do Carnaval.

Beijos

Kiki

Fevereiro 17, 2007 0:10
 

Chinezices said:

Agradece ao amonium um comentário que nada comenta. Poupe-nos por favor. Não limite a minha liberdade de dizer aquilo que sinto. Começo a duvidar se é uma adulta, se o é deve ser muito mimada.

Chinês

Fevereiro 17, 2007 0:36
 

Anahory said:

Ao Chinês

Eu agradeço ao Amonium e não vejo, sem querer ser mal educada, o que isso tem a ver consigo.

Há várias maneiras de dizer o que se sente e quando no meu blog essas maneiras são provocatórias em relação a outros membros ou a mim própria eu tenho o direito de apagar os comentários.

Este seu feito num outro tom, não foi apagado.

Boa Noite

Kiki

Fevereiro 17, 2007 0:45
 

dissidencias said:

Olá kiki,

fartei-me de rir com a tua história. Coitada da avó Gaby... Valeu-lhe a boa educação e o nível...

O Carnaval é um período engraçado, desde que ninguém se aleije... Para evitar males maiores, sou capaz de ir até ao meu planeta natal (RisSol), porque lá nesta altura do ano costumamos divertirmo-nos a fazer corridas de Hermans e de Gatos Fedorentos, em pista coberta, que têm apostas e tudo...

Beijinhos e um Carnaval medianamente divertido, para não se cair em excessos...

dissidencias

Fevereiro 17, 2007 1:09
 

Anahory said:

Ao Dissidências

Obrigada pelo teu comentário.

A boa educação e o nível que, infelizmente, nem todos têm faz uma enorme diferença na vida e na maneira de a vivermos.

Não é preciso nascer-se num berço de oiro para se ser educado ou para se ter nível. Isto pode-se aprender ao longo da vida, mas tem que se querer e há muitos que não o querem e pior ainda fazem gala em não o serem.

Não sei se serão traumas ou ressabiamentos, invejas ou outras sentimentos, mas sejam lá o que forem são sentimentos baixos e mesquinhos.

Não foi assim que fui educada e nunca lidei com pessoas com este tipo de sentimentos, felizmente.

Mas elas existem e por isso mesmo, aprendi a viver, ignorando-as.

Desculpem este desabafo mas todos estes comentários sobre o que era o Carnaval e o que é hoje em dia, fez-me pensar na educação e no nível de cada um.

Não me refiro a ninguém e se alguém se sentir atingido é porque tem as suas razões....

Um bom Carnaval também para ti, Dissidências

Beijos

Kiki

Fevereiro 17, 2007 1:24
 

Oidotsuc said:

Quantas vezes, por delicadeza se ingerem também pequenos sapos que nos enchem a alma até aos limites do imaginável.

Parabéns pelo episódio agradável que me recorda também outros Carnavais mais longínquos, em família e com muita alegria.

Bom Carnaval!

Fevereiro 17, 2007 1:36
 

Anahory said:

Ao Oidotsuc

Obrigada pelo seu comentário.

Tem toda a razão, quantas e quantos vezes por delicadeza ou por educação ingerimos sapos....

Mas, a minha grande satisfação é saber que um dia esses sapos acabarão, pois foram engolidos...

Ainda bem que este post o fez recordar bons momentos passados.

A mim também.

Um bom carnaval

Kiki

Fevereiro 17, 2007 1:43
 

Luana said:

Depois de se admitir a possibilidade dos macacos virem a ter direitos humanos, a tua tia Gaby ainda nos dá mais vontade de rir porque era, de facto, uma pessoa especial. Hoje em dia, já há crianças a atirar bombinhas que podem matar aos pés das pessoas.

Nunca fui muito dada a Carnavais e as bombas metem-me pavor. Sou portanto, muito mais o estilo da tia Gaby. Como perfeitamente a bolacha plástica para ver toda a gente contente.

Beijinhos

Fevereiro 17, 2007 1:58
 

paulavale said:

Kiki

Realmente essa história está o máximo !

Fartei-me de rir.

Manda mais.

Bjs

Paula

Fevereiro 17, 2007 2:09
 

Piquita said:

Boa Noite Kiki,

Esta história é tão carinhosa e natural.

Lembro-me que eu tinha 18 anos nessa época de 1958 e, não tendo conhecido a minha avó paterna (faleceu antes de eu ter nascido), contentava-me com o feitio austero da minha avó materna de seu nome Delmira e sua mãe, minha bisavó Cecília.

A cena das bolachas que se passou com as tuas avós deve ter sido uma cena de grande humor, mas para a tua avó Gaby deve-lhe ter parecido haver comido o pão que o Diabo amassou. No fim, tudo bem, quando acaba em bem.

Recordo-me ainda, nessa época, sempre que ia visitar a minha bisavó, então com oitenta e muitos anos, levava-lhe um presentinho que ela adorava ? uns bolos de que não me recordo o nome. Sentada à mesa, com a sua bengala ao lado, apreciava imenso aquela guloseima acompanhada por um chá de tília.

Mas, a dama de companhia que ela tinha também apreciava tal doçaria e aproveitava sempre para se sentar e tentar usufruir das delícias que o bisneto tinha levado para a "Senhora Dona Cecília" - assim se tratavam as "madames de Lisboa". Mas, a Cecília, atenta, agarrava na bengala e, disfarçadamente, agredia a pobre senhora que por debaixo da mesa, e, aquela, se quisesse lanchar, tinha que ir para a cozinha e deliciar-se com pão e manteiga e, ou chá, ou café com leite.

Com aquela idade, a bisavó Cecília era ?menina? para apanhar o eléctrico e ir passar o dia à Feira Popular (aquela que se situava em frente ao Comando da Região Militar de Lisboa).

Tantas e tantas vezes eu e meus pais quando chegávamos à Feira Popular para jantar, já ela se encontrava acomodada num dos restaurantes com um prato de sardinhas assadas à frente.

Por isso, compreendo-te que ao te lembrares desta história, faz todo o sentido dizer: RECORDAR É VIVER.

Tenho a certeza de que foste muito feliz com essas tuas avozinhas (como elas gostavam que as tratassem). Mas, lembra-te que nessa época não se festejava o Carnaval como agora (apesar de já ter esse nome). Festejava-se o Entrudo. oriundo da Galiza ? o ENTROIDO.

Parabéns pelo artigo tão harmonioso e inebriante.

Um beijinho e, vai lá festejar o Carnaval...

Fevereiro 17, 2007 3:40
 

ifabiao said:

Olá!

Com que então bolachas de plástico, hã?

Tens que me dar a receita.Nunca se sabe se não vou precisar :-)

bjks

Fevereiro 17, 2007 10:11
 

Anahory said:

À Luana

Obrigada pelo teu comentário.

Eu também detesto as bombibas e as brincadeiras estúpidas do Carnaval, como atirar ovos, farinha ou balões de água.

Por isso prefiro ficar sossegada em casa.

À Paula

Obrigada pelo teu simpático comentário.

Ào Piquita

Obrigada pelo teu comentário e ainda bem que esta minha história te fez recordar histórias passadas contigo.

Realmente imagino que a Avó Gaby pensasse que estava a comer o pão que o diabo amassou. Mas, apesar, disso ainda hoje ela se ri com esta lembrança.

À Ibafião

Obrigada pelo teu divertido comentário.

Pois é temos que arranjar uma receita de bolachas de plástico, podem vir a ser úteis.

Para todos um grande beijo

Kiki

Fevereiro 17, 2007 10:30
 

fumanchu said:

Bem Kiki aqui o Fu vai-se retirar uns dias para ir brincar ao carnaval mascarado de mulher que é a sua farda predilecta para esta altura. uma amiga minha já me disse que esta minha fixação em trapos femeninos faz parte daquela maxima em que diz que todos os homens são homesexuais latentes. Sendo ou não assim a mim agrada-me, sobretudo quando entro na WC das mulheres para retocar a maquilhagem, é que normalmente à sempre lá uma mão amiga que me trata desse assunto.

Beijinhos e um Carnaval cheio de natais felizes e se possivel que apanhe tambem uma franja da Pascoa.

Fevereiro 17, 2007 14:33
 

EuniceTavares said:

Olá Kiki,

só agora estou a ler esta estória fantástica. Que bom partilhar algo das suas avós connosco. Adoro estas estórias, são sempre muito engraçadas. E esta da bolacha de plástico está demais! Que grande partida! Wink

beijinhos

Fevereiro 17, 2007 15:19
 

recardenense said:

Olá kiki.

Eu também gosto de bolachas, por isso tenho que ter cautela, quando elas vierem num pires. Essa foi uma boa partida de...entrudo.

ENTRUDO...sim.Carnaval...NÃO.

Eu aqui estou rodeado só de festas carnavalescas. Além da própria cidade, depois é Mealhada, Ovar, Fermentelos. Não se pode sair de casa a dar uma volta, pois podemos ficar numa fila...até que o Corso acabe e ás vezes, este demora mais de uma hora.

Olha, aqui há uns vinte e tal anos, eu a minha mulher e um casal amigo e familiar, resolvemos ir comer uma caldeirada de enguias à Gafanha. No regresso, nem nos lembrávamos que era carnaval. Ficámaos presos no transito. Como o tempo não estava de chuva, resolvemos ir dar um passeio pelo centro de Aveiro. Acabamos por ali fazer um lanche ajanteirado e irmos ao Cinema Avenida ver um filme. Ficámos nas primeiras filas, cá de tráz na plateia. Não é que um ou uns galdérios qualqueres, atiraram lá de cima uma "bombas de mau cheiro". O fedor era tal, que o cinema, foi evacuado. Esperámos meia hora e aquilo ainda era impossivel, por isso viemos embora.

Tem piada, que hoje estou na mira de ir aqui ao cinema ver as "As bandeiras dos nossos pais", de Clint Eastwood. Espero que...

Fevereiro 17, 2007 17:26
 

Anahory said:

Ao Fumanchu

Espero que te divirtas muito mascarado de mulher, mas se, por um lado podes ir à casa de banho das mulheres por outro, podes atrair uns garanhões...

À Eunice

Há brincadeiras de Carnaval que são divertidas. Infelizmente há muitas que não têm piada nenhuma, como os estalinhos ou bombas de mau cheiro.

Ao Humberto

Pois é, todo o cuidado é pouco.

Espero que desta vez o cinema tenha menos odores!!!

Obrigada aos três pelos vossos comentários.

Divirtam-se ou descansem

Beijos

Kiki

Fevereiro 17, 2007 17:50
 

Portugaldosportugueses said:

Não deixa de ser uma pequena brincadeira mas reveladora dos tempos em que as familias ainda se conheciam.

Helder Oliveira, Portugaldosportugueses

Cumprimentos

Fevereiro 17, 2007 18:26
 

Portugaldosportugueses said:

Já agora um bem haja para a leitora mais assídua do meu pequeno Blog.

Helder Oliveira, Portugaldosportugueses

Fevereiro 17, 2007 18:56
 

Anahory said:

Ao Helder

Obrigada pelo seu comentário.

Tem toda a razão os tempos eram outros, mas eu tenho a sorte que ter uma família muito unida e por incrível que possa parecer as minhas duas avós continuam vivas, com 92 e 93 anos.

Quanto a ser a leitora mais assíduo do seu blog, que gosto imenso, pois tem imensas histórias veridicas escritas de uma maneira simples mas que prendem a nossa atenção. Pena tenho de só o ter descoberto há pouco tempo....

Um beijo

Kiki

Fevereiro 17, 2007 19:08
 

ManuelB said:

Querida Kiki,

A sua história é encantadora. Pela simplicidade do divertido que foi -- e de como está contada.

Nesses tempos, por serem mais duros que os de hoje (na cidade descansava-se só aos Domingos, no campo nem sequer isso), as pessoas tiravam maior partido destas oportunidades de 3 dias para descomprimir.

Antes disso, na Idade Média, os senhores das vilas até deixavam que fosse eleito um elemento do povo (normalmente o mais tolinho) para durante essas festividades, ele pudesse fingir que mandava. E era mesmo obedecido. Tudo sem a menor maldade, só pelo divertimento.

Hoje as câmaras municipais convidam uns actores de telenovelas brasileiras. É claro que tem menos graça.

Os corsos e as máscaras-muito-a-sério não têm a chalaça das ?partidas? de Carnaval espontâneo e trapalhão.

Hesito em contar-lhe o que acontecia no nosso Liceu Pedro Nunes e sei que irei arruinar para sempre os eventuais créditos que possa ter acumulado perante si. Mas num espírito carnavalesco como reinava antigamente de ?É Carnaval, ninguém leva a mal? em que se diziam e faziam as maiores enormidades e parvoeiras, vou arriscar:

No Liceu era proibidíssimo alguém levar o que quer que fosse de carnavalesco nas mochilas. Bombas de mau-cheiro, estalinhos, bisnagas eram, quando descobertas, imediatamente confiscadas e seria uma grande sorte que a coisa ficasse por ali, sem mais punição.

Ainda assim, toda a gente arriscava, porque era isso que ?dava a adrenalina? de transgredir. Éramos rapazes e o proibir era a coisa melhor que nos podiam fazer.

A certa altura, alguém terá achado que bisnagar com água era inocente de mais para ser divertido. E a partir de então, quem entrasse na casa-de-banho dos rapazes, via todos a fazer xixi para dentro das bisnagas e lavá-las antes de as fechar e guardar no bolso.

Ainda hoje me arrepio (mas sorrio) com a porcaria que isto era.

Mas imagine o terror, o verdadeiro pavor de podermos ser bisnagados, cruzando as esquinas com mil precauções, fazendo ?pactos de não-agressão? entre os amigos -- e o gozo de apanhar algum incauto (normalmente aqueles mais marrõezinhos, mais xóxinhas, que circulavam desarmados ?porque tinham medo do senhor professor?)

É claro que a Kiki pode (até concordo que deva!) apagar isto do seu ?blog? porque hoje é politicamente incorrectíssimo uma coisa assim. Mas era o Carnaval de então, pelo menos uma parte dele. É claro que os adultos não sabiam disto.

Bom Carnaval para si também!

Manel

PS - Já agora, por curiosidade gostava de entender porque recardenenese diz no seu comentário ?Entrudo sim, Carnaval não?. São duas formas distintas de designar a mesma festa, que a Igreja criou para substituir as festas saturnais romanas.

?Entrudo? é uma corruptela de ?intróito? da Quaresma e ?Carnaval?, creio que procede do baixo latim ?carne+valere (vigor)? porque toda a gente comia carne em força para suportar os 40 de abstinência até à Páscoa, que é a mais importante festa do ano litúrgico (libertação dos Judeus do Egipto no Antigo Testamento e Ressurreição de Cristo no Novo). Mais coisa menos coisa, penso que seja isto.

Fevereiro 17, 2007 20:14
 

camionista said:

Olá kiki:

Prefiro a palavra 'Entrudo'.

Bejos!

Fevereiro 17, 2007 20:16
 

mcardoso said:

Bolacha! Está óptima, esta da bolacha! Faz-me lembrar a da partida da gravata preta que foi oferecida por uns certos netos ao avô e que tinha no verso, junto à etiqueta da seda italiana, pintada uma menina da playboy! O Avô não reparou e, quando foi ao seguinte enterro de família, é claro que levou a nova gravata oferecida pelos netos... que o vento, às vêzes, revirava... e que muita gente notou!...

Fevereiro 17, 2007 20:16
 

Anahory said:

Ao Manel

Que brincadeira horrorosa e nem quero imaginar o cheiro que tinham no fim das aulas.

Mas como diz eram rapazes, jovens e, eu acrescento, com ideias diabólicas.

Afinal vou passar a gostar de balões de água. Ao menos são de água.

Ao Camionista

Embora corra o risco de estar a dizer um grande disparate parece-me que Entrudo é um termo que vem do Galego. Será ?

Ao Mcardoso

Essa da gravata também é óptima.....

Obrigada a todos pelos vossos comentários

Beijos

Kiki

Fevereiro 17, 2007 20:30
 

VICIOSePARANOIAS said:

Esta engraçada história lembrou-me uma que me foi contada por um técnico de mecânica aeronáutica quando prestava serviço nas oficinas de Alverca.

Segundo ele um jovem colega cuja fome parecia nunca ter fim tinha o hábito sempre que podia de apoderar-se da comida de terceiros, era surpreendente a velocidade com que fazia desaparecer o lanchinho de algum incauto.

Certo dia um deles, mais gozão resolveu fazer uma sandwich de pão barrado com massa consistente, Com todos avisados e à espera caminhou com o dito manjar na mão e ao cruzar-se como que inadvertidamente pelo glutão ofereceu-lhe o lanche referindo que se encontrava sem fome. Com espanto de todos a sandwich foi de imediato devorada até ao fim, ao que alguém perguntou:

Então zé a sandes estava boa?

Recebendo como resposta a frase que se tornou memorável:

A manteiga estava um bocadinho rançoso mas até que se comia.

Um cordial abraço para todos e cuidado com as brincadeiras de Carnaval

Fevereiro 17, 2007 20:39
 

Anahory said:

Olá VICIOSePARANOIAS

(que nome estranho...)

Fartei-me de rir com esta sua história. Pelos vistos há quem seja mesmo capaz de comer de tudo!!!!

Bom Carnaval

Kiki

Fevereiro 17, 2007 20:47
 

ManuelB said:

Querida Kiki,

Esqueci-me de "picar" nas estrelas, e como pelos visto alguém anda aqui a ?sonegar? as estrelas, (fez lembrar o Petit Prince, cujo asteróide onde vivia tinha sido descoberto pelo telescópio de um astrónomo turco, que comunicou o facto num congresso internacional, mas porque vinha vestido de turco, ninguém acreditou, até que anos mais tarde, tornou a fazer a mesma apresentação, já de fraque e então todos os colegas aceitaram a descoberta. Dizia o Sait- Exupéry, falando verdade na brincadeira: ?Os adultos são mesmo assim??.

O mesmo dito se aplica palavra por palavra ao seu ?usurpador de estrelas? ) dizia eu que além de vir cá marcar a estrela que me/lhe pertence, lhe quero pedir desculpa da porcaria das minhas pretéritas brincadeiras com 10 ou 12 anos.

Esqueci-me ainda por cima, deselegantemente, de mencionar as encantadoras brincadeiras das meninas, que atiravam serpentinas ou quando muito saquinhos de chita com serradura dentro, em actos de deliciosa feminilidade?

Belos tempos!

1 beijinho (arrependido da audácia carnavalesca) do

Manel

Fevereiro 17, 2007 21:21
 

Anahory said:

Ao Manel

Não tem nada que pedir desculpa.

Eu só fico contente por não ter estado nesse liceu nessa altura.

E olhe que as meninas também tinham brincadeiras mazinhas, mas diferentes...

Beijos

Kiki

Fevereiro 17, 2007 21:24
 

paton said:

 INACREDITAVEL  ! Como é possivel uma Pessoa com 48 anos e com uma vitalidade como a tua considerar-se uma velha?.Não,não foi a KIKI quem escreveu esta heresia .

E eu ?já nem sequer sou fossil,sou um HIDROCARBONETO ou pior ,um AGLOMERADO DE CARBONO CHAMADO  DIAMANTE..  

Beijinho do joão manuel

Fevereiro 17, 2007 22:26
 

Anahory said:

Olá João Manuel

É verdade que ás vezes digo que já não sou nova, mas também não sou velha. Mas a verdade é que já não sou nenhuma miuda.

Mas tu seres um HIDROCARBONETO ou pior ,um AGLOMERADO DE CARBONO CHAMADO  DIAMANTE..  isso nunca!!!!

És um grande amigo e a idade não importa

Um grande Beijo desta tua GRANDE AMIGA

Kiki

Fevereiro 18, 2007 14:42
 

avomilu said:

avomilu

KIKI

Querida amiga como tu contas-te a história das tuas Avós, uma delícia, gostei muito. ama beijoca da  milu

Fevereiro 18, 2007 15:56
 

JorgePaz said:

Gostei! Bons tempos ...

Sabe bem recordar, pois recordar é viver!

Já agora conto numa parecida, passada comigo, também talvez há 50 anos, mas pelo Natal.

Na altura de comer o "bolo-rei", com muitos familiares à volta da mesa, a minha mãe disse: "Ora vamos lá a ver a quem sai a fava, pois para o ano tem que pagar o "bolo-rei"1. Com os meus 6 ou 7 anos, acreditei e ao sentir a dita cuja na boca, com medo, não hesitei, trinquei, trinquei e lá engoli a fava ...

Fevereiro 18, 2007 18:57
 

Reis said:

Olá Kiki

Estou de volta ao Sol e disseram-me que tinhas bolachas. Mas sabes, cá para mim prefiro bolos, ou volos, como já ouvi alguém dizer...

Gosto de brincar, gosto de me divertir. Mas apenas quando me apetece.

Brincar ao Carnaval não é comigo. Convida-me para outras farras, mas nunca nestes dias...

Beijos

Fevereiro 18, 2007 19:40
 

poetacomalma said:

Olá amiguinha!

Olha, o poetinha tem estado ausente e só agora é que pude vir aqui!!

quero dizer-te apenas que adooooro ler coisas assim, que nos fazem lembrar aqueles momentos do passado, mais marcantes, castiços, do antigamente, dos avós...!!!

Gosto pois então!!!

E quando são divertidas melhor ainda...!

Feliz Carnaval...!!!!!

Besitos amigos,

Poetinha

Fevereiro 18, 2007 22:12
 

Anahory said:

À Avó Milú e ao Jorge Paz e ao Poetinha

Que bom é termos recordações engraçadas e divertidas...

Que bom é podermos contar as recordações dos nossos avós. É sinal que os conhecemos.

Um grande beijo para os três

Kiki

Fevereiro 18, 2007 22:21
 

poetacomalma said:

PS:

Kiki, em relação ao Carnaval também sou como o reis, não costumo festejar, prefiro fazer outras coisitas!!

Besitos!

Fevereiro 18, 2007 22:23
 

Anahory said:

Olha, olha o MONSTRO DO REIS apareceu

Mas está enganado!!!!!

Aqui não há bolachas, bolos ou volos (seja lá o que isso for)....

Convidar-te para outras farras??? Logo assim aqui em público???

Olha o que irão dizer as minhas avós????

Mas parece que o Poetinha também quer farras, podem ir os dois.

AHAHAHAH

Beijos para o Poetinha

Para o MONSTRO (ainda continuo naquela mesma fase) só digo ADEUS

Kiki

Fevereiro 19, 2007 0:13
 

MartaAlexandraDuarte said:

Gostava de ter visto. Claro está que, se fosse hoje, lá tinha a tua avó um processo em cima. Ouvi dizer que estão na moda. :P

Bom Carnaval!

Fevereiro 19, 2007 17:14
 

joaocarreira said:

Olá Kiki,

Muito Obrigado pelas palavras, amizade e carinho perante o meu desgosto.

Só hoje voltei ao "Sol", e esta bolacha de plástico alegrou-me e fez-me recordar as brincadeiras do Entrudo da minha infância em família...

Beijinhos e Muito Obrigado,

João

Fevereiro 19, 2007 18:23
 

Anahory said:

À Marta

Olha eu também gostava de ter assistido...

Ao João

Ainda bem que este post te ajudou de algum modo.

Só por isso valeu a pena tê-lo publicado.

Beijos para os dois

Kiki

Fevereiro 19, 2007 18:34
 

recardenense said:

Ó Kiki:

Vê lá tu, que aqui em Águeda é tudo gente muito respeitadora.

Como souberam que eu ia ao cinema, fizeram o favor de deixarem 731, cadeiras vazias, das 739, que há na sala de espectáculos.

Foram muito gentis.

E dos presentes, um casal era de LEON.

Bom ENTRUDO.

Um beijo:

Humberto

Fevereiro 19, 2007 18:54
 

cascais2000 said:

Kredo!!!!!!! As coisas a que a etiqueta obriga os humanos a fazerem. Mas uma coisa é certa, a avó Gaby  devia ter bons dentes.

Não sei o que é pior, bolachas de plástico ou balões de água, ainda ontem a minha filha veio a casa mudar de roupa, depois de ter sido vitima de uma entifada de balões

Fevereiro 19, 2007 23:10
 

AJSM said:

Olá Kiki

Esta história faz-me lembrar das cenas que se passavam antigamente relacionadas com a fava do bolo rei. O importante é que haja respeito pelos outros, quer seja no carnaval, quer não seja carnaval. Um beijinho

Armando

Fevereiro 20, 2007 21:51
 

Anahory said:

AO Humberto, ao Cascais 2000 e ao Armando

Muito obrigada pelos vossos comentários.

Só mesmo em Agueda para te deixarem o cinema só para ti.

Entre as bolachas de plástico (que normalmente não se comem) e os balões eu prefiro sem dúvida alguma os balões.

A avó Gaby além de bons dentes também tinha bom estômago.

Pois, parece que havia muito boa gente que preferia comê-las a ter que pagar um bolo rei.

Claro que o respeito é sempre o principal. Por isso as brincadeiras de Carnaval, como ovos, farinha, bombinhas de mão cheiros e outras assim são uma falta de respeito para com os outros e estragam o Carnaval.

Beijos

Kiki

Fevereiro 20, 2007 21:59
 

arturfranco said:

acabei de ler o apontamento, sobre as avós. Achei a piada relativa, pois a avó Alésia nunca comeu a bolacha, ela limitou-se a colocar a bolacha no bolso, para mais tarde a colocar no lixo. Uma bolacha de plástico era impossível ser comida, nem que a cortássem com uma tesoura, ela para ser simpática apenas disse que a tinha comido. Sobre o Carnaval, até o próprio nome diz tudo, carne em sangue, originário de festas pagãs, são folguedos e por vezes até orgias se fazem.

Um até sempre

do

Artur Franco

Fevereiro 22, 2007 15:02
 

arturfranco said:

queria dizer avó Gaby

Fevereiro 22, 2007 15:06
 

Anahory said:

Olá Artur

Independentemente da história ter ou não piada, garanto-lhe que ela é verdadeira e esta mesma história que tantas e tantos vez ouvi, foi-me confirmada pela minha Avó Gaby há 15 dias pois, felizmente ela está viva com 92 anos mas com uma saúde e memória excelentes.

Que tipo de plástico era isso já não sei explicar, mas que ela a comeu há isso comeu...

Beijos

Kiki

Fevereiro 22, 2007 19:41
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About Anahory

Nasci em Lisboa a 21 de Janeiro de 1959. Com 29 anos e após ter passado um concurso a nível nacional, fui trabalhar na Comissão Europeia, em Bruxelas, como Secretária na Tradução Portuguesa, onde estive cerca de 15 anos. Estou reformada desde Setembro de 2002, pela CE, devido a doença. Tive, por um lado, o azar de ter que me reformar, por outro a sorte de o ter conseguido, o que nem sempre acontece. Sempre gostei de escrever, por isso ao ver a iniciativa do SOL, não resisti a criar o meu próprio blog. Foi uma aventura e um desafio, que se transformou em algo de muito positivo, pois a realização pessoal não tem a ver com grandes feitos, mas sim com fazermos algo de que gostamos. Escolhi o nome KAnahory para o meu blog, pois K é a inicial de Kiki, nome pelo qual sou chamada. Anahory é o meu apelido de origem judaica. Para evitar as confusões habituais explico: O meu bisavô que era judeu de sangue e religião, casou com uma católica. Os seus descendentes foram educados na religião católica. Assim e apesar de ser descendente de um família judia, sou católica. Sinto pelos judeus não só um enorme orgulho como um enorme amor, valores que me foram transmitidos pelo meu Bisavô, Avó e Pai. Defenderei sempre o direito à existência do Estado de Israel na Palestina, assim como tudo farei para impedir que os Judeus sejam aniquilados, não deixando, no entanto, de ser justa, por isso mesmo nem sempre concordo com as medidas dos Governos de Israel. Ao contrário de muitos que atacam Israel, para mim a vida de um palestiniano tem o mesmo valor que a vida de um israelita. Não faço distinções entre vidas humanas. Todas elas são igualmente importantes. Mas distingo terroristas de inocentes. Sou uma pessoa bastante sincera e frontal que defende aquilo em que acredita, por vezes demasiadamente ?apaixonada? mas sempre de forma correcta, respeitando os outros e as suas ideias. Espero dos outros o mesmo respeito. Como, provavelmente, todos os bloguistas do SOL, espero que visitem e comentem o meu blog, possibilitando, deste modo, debates de ideias e opiniões. A todos esses, o meu obrigada. Kiki Anahory Garin

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