SOL

O Lobo Leitor mudou de covil mas continua por aí, a rondar os contos de fadas

 Caros amigos,

O Lobo Leitor, preguiçoso,  ficou uns tempos a descansar mas continua a sua viagem pelas florestas encantadas da Literatura para Crianças e Jovens.

Agora podem mandar as cartas, telegramas, encomendas, porquinhos e capuchinhos vermelhos para

http://oloboleitor.blogspot.com/ 

 Vemo-nos por lá! Wink

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Eh pá, agora não me comas que eu estou a ler!

Ilustração de René Milot

 -Eh pá, agora não, que eu estou a ler! Já estou quase no fim do livro. Depois de eu acabar já me podes comer - Dizia impaciente o porco ao lobo das botas. Que descaramento, incomodar assim o seu momento de leitura...se tinha fome, que esperasse...agora, que ele tinha que saber como acabava a história do bicho-homem tinha!
-Vá, senta-te aí um bocadinho, mas calado! E não salives quando olhares para mim que me sujas o chão!
O lobo sentou-se, infeliz, com a barriga a roncar de vazia:
- Grrrr - arreganhou os dentes.

- Shiiuu! - reprovou o porco sem levantar os olhos do volume encadernado.
- Oh pá, então conta-me a história! - pediu o lobo cabisbaixo, fixando a biqueira das suas botas gastas.


A ilustração é de René Milot. O texto maluco é meu. :)

 

 

FELIZ NATAL A TODOS!!!!! E com livros...

 

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Os livros são óptimas prendas para as crianças! Têm o encanto dos brinquedos e o alimento da descoberta do mundo, dos outros e de nós mesmos através da leitura. 

A ilustração é de Axel Schleffer, que desenha o famoso personagem da literatura infantil, o Grúfalo.

Uma entrevista a este ilustrador ao Telegraph.co.uk aqui.

Muitas mais ilustrações de Natal e Livros aqui.

E FELIZ NATAL A TODOS!!!!!

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Somos iguais na diferença e isso é bom!

 

Desde já agradeço a Sónia Pessoa o convite para o lançamento do seu novo livro Ser Diferente é Bom, publicado agora pela Editora Papiro, com ilustrações de Carla Carvalho e prefácio de Dra. Gabriela Moita.

 

A 6 de Dezembro, pelas 15 horas, o lançamento é na Fnac Alfragide com apresentação a cargo da jornalista Ana Leal  e, para a malta do Norte, a 13 de Dezembro pelas 16 horas, na Fnac Gaiashopping.

 

Acho que é a primeira vez que falo aqui de um livro que ainda não li, mas o texto que Sónia Pessoa  escreveu no e-mail que me enviou encantou-me e despertou-me a vontade de o partilhar com vocês. Então aqui vai:

 

“A minha filha mais velha, a Rita, tinha cerca de um ano de idade, quando, como qualquer família, íamos às compras ao hipermercado. Ao entrar levávamos sempre dois carros de compras… um para as compras e o outro para a Rita. Sentávamo-la lá dentro, logo à entrada passávamos na secção dos livros e enchíamos, quase literalmente, o carro de livros infantis. Enquanto fazíamos as compras, a Rita devorava cada livro e, no fim, à saída, tinha sempre o direito a escolher um para levar…”(esta parece-me uma boa prática que provavelmente vou adoptar) “A Rita desde pequena que adora livros e, nesses primeiros anos de inocência, o que lá estava escrito ou ilustrado era, para ela uma verdade absoluta, como o é aliás para qualquer criança que mergulha na fantasia de uma história infantil. Dizer-lhe que a bela adormecida não acordaria pelo milagre de um beijo, que o nariz do pinóquio não crescia por ele mentir, que o lobo mau nunca conseguiria engolir a avó inteira, quanto mais o caçador abrir-lhe a barriga e ela sair de lá de dentro viva, seria algo impensável, pois para ela e para a maioria das crianças que lêem essas histórias, inclusive nós pais que também já as lemos, são verdades absolutas.


A Rita já não acredita em tudo o que lê, porque cresceu, adquiriu sentido crítico, mas continua a devorar livros da mesma forma, só que agora com objectivos diferentes. Mas muito embora a Rita já não acredite em tudo o que lê, e apesar de agora com 15 anos, não acreditar seguramente na bela adormecida, no Pinóquio ou no lobo mau, houve valores que a Rita aprendeu com essas histórias que nunca mais esqueceu… que o amor quando é verdadeiro vence todas as barreiras, mesmo as raízes que a bruxa má lançou à volta do castelo; que a mentira não compensa, não faz crescer o nariz mas provoca pesos de consciência, e que nunca, mas nunca, devemos falar com desconhecidos, ainda por cima com más intenções como as do lobo mau… é por isso que para mim escrever sobre a Maria que tem dois papás, o Pedro que tem um papá e uma mamã, ou um menino que veio da Roménia para um país que não conhece à procura de um futuro melhor, faz todo o sentido.


“Ser diferente é bom” é a primeira de algumas histórias que escrevi sobre ser diferente. O objectivo destas histórias, para além de encantar (porque não deixam de ser histórias também, de encantar) é ensinar às nossas crianças, e aos pais, que cada vez mais vivemos num mundo onde a diversidade nos enriquece como seres humanos e devemos por isso respeitá-la. Mais importante do que ensinar-lhes que somos todos iguais, é ensinar-lhes que somos todos diferentes e só temos a ganhar com isso. São as diferenças que nos distinguem uns dos outros, e que nos ensinam que o outro não é melhor ou pior que eu, só é diferente e isso é bom.

 

E, no fundo, ensinar estes valores do amor, da verdade, da segurança, ou da diferença, deve ser feito quando eles ainda cabem dentro dos carrinhos de compras, pois é nessa altura que para eles ser branco, preto, amarelo ou vermelho, não faz na verdade diferença nenhuma, desde que sejam amados como têm o direito de o ser.”

 

Não resisti ao acto de sublinhar alguns excertos a negrito…

 

E já agora, e visto que este post já consiste num amplo lençol, lençol por lençol, tenho de citar também um excerto do prefácio deste livro, da autoria da Dra. Gabriela Moita, pela sua relevância na defesa da educação para a diversidade:

 

“Os tempos mudaram: os estilos de vida são cada vez mais diversificados, a imigração é cada vez maior, na escola misturam-se as várias classes sociais, os credos religiosos já não são impostos pelo Estado. As sociedades são, felizmente, cada vez mais democráticas. Esta estrutura não impede que se escolha o estilo de  vida que se quer, pelo contrário, permite, exactamente, que cada família e cada pessoa  faça a sua escolha sem que um só modelo seja imposto. Cada pessoa e cada família pode escolher o que quer para si, com todo o direito de considerar essa escolha a melhor, mas sem o direito de considerar que o melhor para si é também o melhor para outros ou para todos os outros. É nesse sentido, que educar as nossas crianças para a realidade de um mundo composto de diversidade, tal como ele é, e não continuar a escamotear na educação grande parte da realidade ­- ou porque não nos é atraente, ou porque se considera que ocultando se evita que aquela passe a ser uma escolha possível -  se torna um imperativo na promoção do desenvolvimento social e da paz.”

 

Podem ler todo o prefácio assim como ficar a conhecer melhor a Sónia Pessoa no seu blogue Os livros que ninguém quis dar a ler.

 

 

Resta-me só dizer que o facto de a Sónia ter escrito tão bem a apresentação do seu livro, me abriu o apetite para Ser Diferente é Bom. Agora vou ter que o ler!

 

 

Pronto, já vos estendi um lençol de leituras…para que vocês o apanhem (se o desejarem obviamente)…J


 

 

 

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O Síndroma de Pinóquio: mentir na Internet

Pinóquio na Internet

 

 

A Internet trouxe-nos uma proximidade impensável na geração dos nossos pais: podemos contactar em tempo real, no imediato ou em diferido com uma ENORME quantidade de pessoas, a baixo custo, e sem limitações geográficas. Posso estar a conversar com alguém no Brasil, na Austrália, na África do Sul…com aqueles amigos cuja distância espacial ou circunstancial não permite um jantar ou um abraço mas que continuam a inspirar o nosso carinho…os colegas de curso ou de um emprego anterior com quem queremos continuar a partilhar ideias, piadas e marcos da nossa vida.

 

A Internet  desinibe. Ficamos menos tímidos. Facilmente entabulamos conversa com quem não conhecemos pessoalmente. Julgamos, respeitamos e afeiçoamo-nos a pessoas que não conhecemos pessoalmente unicamente pela sua escrita e pelas suas ideias. Sem o “pré-conceito” da primeira impressão visual. (Se bem que também somos o nosso sorriso, o riso, o modo como mexemos no cabelo, as feiçãos, a roupa que vestimos, o jeito de olhar, os gestos das mãos, o tom da voz, o cheiro e o calor).

 

Mas, o que lamento é o facto de muitos se aproveitarem de estar por trás de um ecrã e serem apenas aquilo que escrevem e publicam (podem ser fotos que afirmam ser suas mas não são), muita gente sinta a necessidade de se reinventar. Em suma, de mentir.

 

Friso que não me refiro aqui a ninguém em particular. Este texto não representa uma queixa ou uma mágoa, nunca tive problemas com qualquer internauta, muito menos nesta comunidade.

 

Afirmo apenas que esta não é, nunca foi, a minha postura. O nome que apresento é o meu (se bem que compreendo quem use nicks para salvaguardar a sua privacidade, às vezes é necessário), a fotografia é a minha, os poucos factos da minha vida que apresento são verídicos. Mal estaria eu comigo mesma e com a minha vida se tivesse que me auto-ficcionar.

 

Escrevo este texto após ter lido o texto de um blogue amigo, o Internet para Todos, onde se fala de como Mentir é uma prática comum na Internet, sobretudo através de e-mails e nas redes sociais. Expõe igualmente Mitos e notícias falsas - aldrabices que nos chegam diariamente por e-mail.

 

Recomendo a leitura. É importante sermos internautas esclarecidos e atentos. Não manipuláveis.

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Uma revista fundamental para quem gosta de Literatura Infantil

capa de e-fabulations n.º 2

 

Estou a falar de e-fabulations/ e-fabulações. E-journal of children's literature/ Revista electrónica de literatura infantil, com edição e organização a cargo de Filomena Vasconcelos. Trata-se de uma publicação digital de periodicidade semestral, da Biblioteca Digital da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

 

É uma óptima publicação sobre literatura infantil disponibilizada on-line em formato.pdf. Podem descarregar a publicação na íntegra ou só os artigos que vos interessem especialmente. Encontram já disponíveis os n.º 1 e 2 aqui. Uma nota: os textos estão praticamente todos em língua inglesa.

 

Gratuito, de fácil acesso e de qualidade! Querem melhor?! Vão lá fazer o download…

"eu me espremia...pra brincar de morar em livro" diz Lygia Bojunga


"Pra mim, livro é vida; desde que eu era muito pequena os livros me deram casa e comida.
Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava num outro e fazia telhado.

E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro."

Lygia Bojunga

Belas recordações de infância!

ilustração de Tommy

Lygia Bojunga é uma escritora brasileira que, em 1982, recebeu o Prémio Hans Christian Andersen, o mais importante prémio literário infantil, uma espécie de Prémio Nobel da Literatura Infantil, concedido pela International Board on Books for Young People.


Lygia estará amanhã, dia 1 de Outubro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Algés, para participar no Serão de Contos.

Infoexcluída...sniff, sniff...

Vou estar uns dias assim...

 

...sem internet. Vou ficar a sofrer com os sintomas de abstinência/privação. É que eu sou mesmo "agarrada" à net.

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Cinco citações sobre a Criança


 

"Todas as grandes personagens começaram por ser crianças, mas poucas se recordam disso".

Antoine de Saint-Exupéry

 

"O que é um adulto? Uma criança de idade".

Simone de Beauvoir

 

" A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes".

Óscar Wilde

 

"As crianças têm mais necessidade de modelos do que de críticas".

Joseph Joubert

 

"Para as crianças felizes, só para elas, existe realmente um céu, o céu dos seus primeiros anos".

Mário de Sá Carneiro

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Um chazinho com O Ladrão de Palavras

ilustração de John Gurney

Adoro esta ilustração de John Gurney, com as personagens das histórias infantis em alegre convívio, a beberem chazinho e a comerem queques...

 

A acompanhar este lanchinho deixo a história apetitosa de O Ladrão de Palavras, que encontrei no Contadores de Histórias, "um blogue onde os Contadores d'Estórias colocam histórias que gostam e que querem partilhar". Recomendo.

 

O ladrão de palavras

Há muitos anos, havia um homem que roubava palavras. As nossas melhores palavras. Metia-as, cuidadosamente, num saco de linho e desaparecia. Para ser sincero, na nossa aldeia, que uma sebe de montes abraça, nunca ninguém viu o rosto do homem e ninguém lhe sabia o nome. Mas, pela manhã, as pessoas acordavam pobres. Pobres, sempre mais pobres e tristes.

As palavras, nesse tempo, eram de ouro.

O homem introduzia uma palhinha invisível no nosso silêncio e apartava as palavras. Da mesma arte se servia para desencaminhar palavras dos livros e dos jornais. Não as roubava todas, porque isso daria muito nas vistas. Ele aprisionava as palavras alegres, as mais luminosas, as nossas melhores palavras — e nós sobrevivíamos no meio de palavras sem sabor.

Palavra insípida é como fruto desconhecido do sol.

Cada dia vivido, menos palavras havia para agasalhar a tristeza. Era como se a mãe quisesse fazer um pão-de-ló e não houvesse açúcar; como se nós fôssemos abelhas proibidas de produzir mel.

Impedidos das palavras luminosas, emagrecia a imaginação: e assim seria impossível pedalar até ao fim dos sonhos. O sonho, na nossa aldeia, era veludo que enxugava a melancolia.

Nós conhecíamos o local onde o homem abrigava o saco da alegria. Ficava num bosque cerrado, nem o sol podia furar a copa das árvores. O bosque estava povoado de cogumelos: engordavam de sombra e de humidade. Alguns cogumelos atingiam a grandeza das árvores!

Nenhum de nós podia ir ao bosque. Entre outras palavras, ele roubou-nos a coragem. Também correu a notícia de que os cogumelos seriam venenosos. Todos os cogumelos, os pequenos — do tamanho de guarda-chuva aberto — e os grandes. Bastaria olhá-los e perderíamos a vida!

Com o andar do tempo, a nossa tristeza transformou-se em nuvem. E essa nuvem, de um momento para o outro, rasurou o sol em quase metade da aldeia: essa parte do povoado ficou sombria como o bosque.

Todos os dias, porque o silêncio era tecido de palavras sem sabor, a nuvem estendia o domínio. Temeu-se uma praga venenosa de cogumelos! Para afastar a maldição, pela manhã, queimávamos rama verde de pinheiro em redor das casas.

Os cogumelos, enfim, não levantaram a cabeça. Mas a nuvem, que medrava com o fumo da rama verde, tinha fome, imensa fome de claridade. Grande parte da aldeia, a dada altura, era noite. A calamidade! A calamidade, provocada pelo musgo verde, muito verde deu o primeiro sinal.

«Estranha doença!», disseram os velhos.

No rosto das crianças da aldeia despontou estranha barba, muito verde e húmida.

Testámos todos os xaropes caseiros e outras mezinhas da imaginação do povo Nada. Nada estorvava o avanço do musgo no rosto das crianças. E também de pouco valia ir ao barbeiro. Ele, com a costas da navalha, limpava a nossa cara, mas, na manhã seguinte, a barba irrompia com mais fulgor.

Os velhos disseram: «Ninguém pode ser homem antes do tempo, é contra as leis da natureza!»

Mandaram chamar o médico.

Não escondeu o espanto, o médico que veio de longe. Primeiro, por ver o dia e a noite no mesmo sítio e à mesma hora. Depois a surpresa multiplicou-se à medida que lhe surgiam meninos barbados e tristes. Apenas observou, com minúcia, uma criança, e achou remédio para rebater o mal de todas as outras. Abriu a pasta de couro, retirou um caderno e a caneta. Escreveu rápido. Entregou a receita, não aceitou o dinheiro da consulta. E partiu a toda a velocidade, como se a nossa doença alastrasse por contágio.

O ladrão de palavras estava junto de nós. Ninguém o viu, mas ele esteve sempre no meio de nós. Adivinhámos a sua presença pelas palavras que a palhinha invisível havia sorvido da receita:

«A sombra misturou-se com a tristeza. Só                 um              ,     colher   vezes       dia

               ,             ,  silêncio.»

A nuvem, nesse instante, cresceu largos metros: porque todos nós, velhos e novos, sem saber o que o médico nos havia indicado, ficámos ainda mais tristes. Mas a última palavra da receita (que o Ladrão terá achado de pouco valor para guardar no saco de linho), abria uma pista. Se descobríssemos o verbo que precedia silêncio, seria desvendado o mistério.

O automóvel do médico havia já dobrado o monte, e foi então, de forma inesperada, que se ouviu o grito:

«É preciso prender o ladrão de palavras!»

O grito atravessou a aldeia, acordou os cães do lado onde era noite, assustou as galinhas da parte onde era dia.

Uma mulher ergueu a voz e os braços na direcção da nuvem: afrontou (afrontar, o verbo que procurávamos) o silêncio. De repente, outros habitantes resgataram a coragem, a palavra coragem, adormecida no bosque dos cogumelos!

A nuvem estremeceu, depois, como bicho do monte, fugiu espavorida. Num instante, o céu ficou leve, azul, imensamente azul. E sol, generoso, bebeu a nossa melancolia.

Em grande festa, o povo partiu à descoberta do bosque. Primeira surpresa: não havia cogumelos gigantes, muito menos venenosos. Mas o saco de linho estava lá, ao pé de um velho medronheiro. Abrimos o saco e o saco nada tinha!

Nesse dia luminoso, verdadeiramente luminoso, no saco de linho vazio prendemos o ladrão da alegria. Ele, afinal, era uma palavra — a palavra medo.

Francisco Duarte Mangas
O ladrão de palavras
Lisboa, Editorial Caminho, 2006

 


 

O ciclone Obama

cartoon de Rodrigo

O cartoon de Rodrigo para o Humoral da História do  jornal da concorrência, ...sou malandra!

Ah, e se fosse americana, votaria neste ciclone. 

 

Adoro a capacidade expressiva do cartoon, o carácter imediato (um olhar basta para captar toda uma mensagem complexa), o poder inclusivo através do pormenor... é uma arte simultaneamente crítica e humorística! Love it!
 

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GRANDE, GRANDE NELSON ÉVORA!








 
O "boneco" é de Henrique Monteiro. Podem apreciar o seu talento no blog HenriCartoon onde ele publica regularmente.

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As crianças e os Jogos Olímpicos...

Baby Blues

 

 

“A tira cómica Baby Blues nasceu em 1990. Jerry Scott escreve, Rick Kirkman desenha. Baseava-se, originalmente, no dia-a-dia de Rick Kirkman e da sua família, em particular nas peripécias vividas após o nascimento da segunda filha. O trabalho conceptual funcionava como uma catarse, afirma Rick. Em 1993, Jerry Scott e a mulher deram as boas-vindas à primogénita. E o lema passou a ser: amar, educar e ajudar a produzir as tiras. Um novo alento nasceu então. E a produção não parou de aumentar. A tira foi distinguida como a melhor tira cómica em 1995, pela National Cartoonist Society. E muitos prémios se lhe seguiram.”

Fonte: Webboom

 

Fiquei a conhecer estes cartoons hilariantes quando, depois da minha primeira filha nascer, o meu marido me ter oferecido um livro Baby Blues. Foi verdadeiramente "só rir" ao mesmo tempo que me reconhecia nas situações!

 

Agora recebo diariamente por e-mail uma tira de humor (em inglês)…há que rir, sobretudo de nós próprios.Smile

 

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Partilhem com as crianças o prazer de ilustrar...

 
 
Rébecca Dautremer, uma das minhas ilustradoras preferidas, simplificou a sua arte para as crianças. Em Atelier de Mode/ Dessiner des Motifs, da Djeco, a ilustradora decompôs o seu trabalho em etapas para explicar às crianças (este atelier é recomendado para crianças entre os 9 e os 13 anos, a minha filha tem oito e está a fazer trabalhos lindos) como pinta os padrões riquíssimos das suas ilustrações. As actividades que propõe são simples mas possibilitam a execução prazeirosa e resultados magníficos.


Este conjunto criativo Djeco contém 32 belíssimos retratos de meninas prontas a decorar com padrões, 2 cartões de stencis, 10 canetas de feltro e 16 cartões correspondentes a 16 padrões com a decomposição em 4 etapas do processo de pintura das imagens. Contém ainda um pequeno livrinho de instruções.

Mas atenção, estes exemplos oferecem apenas uma boa referência. Neste atelier, a nossa criatividade é o limite.

Encontrei o meu na FNAC.
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