Carta da Vegetação
A vegetação que maiores regiões parecem ocupar é de Savanas e matas de panda, que ocorrem em grande parte do Planalto Antigo, em especial a sul deste, como nas regiões mais interiores até ao Zambeze, onde é interrompido pela Anhara das Cameias, também se expande por regiões de Malanje, a este do Uíge e a Ocidente das Lundas, interrompido a nordeste de Malanje pela Baixa de Cassange por Savanas distintas. Uma outra ocorrência importante é de Matas e Savanas húmidas nas regiões das Montanhas Marginais, direccionando-se para o interior planáltico na região centro deste. As florestas húmidas parecem circunscrever-se a pequenas regiões do Norte nas faixas de transição de altitudes para a região interior de Luanda e daí para Norte ao Ocidente do Uíge. Na faixa litoral de Norte a Sul encontra-se estepes e savanas secas, sendo de deserto absoluto no litoral da província do Namibe. O quadro de estepes secas continua deste para o interior sul em direcção ao Cubango-Lubango.(Mapa da vegewtação não publicado, requerer ao autor: antonio.rbt@sapo.pt ).
Geomorfologia de Angola
A componente de altitude abrange grande parte do território angolano, é o marco mais relevante, e que, mais influi na distribuição de condições de temperatura, humidade e precipitação. Cerca de 73% do território angolano encontra-se acima dos 1000m de altitude.
A temperatura no território angolano no contexto tropical é assim, influenciada por dois factores mais determinantes, a corrente fria de Benguela e o relevo de altitude.
O relevo de Angola é caracterizado segundo alguns autores pelas seis grandes unidades geomorfológicas, a Faixa litoral, a Zona de transição (Superfícies Intermédias), a Cadeia Marginal de Montanhas, o Planalto Antigo, a Bacia do Zaire e as Bacias do Zambeze e Cubango. (Carta Generalizada dos Solos de Angola, CEPT, 1968).
A Faixa Litoral, talhada em formações sedimentares e rochas do maciço antigo que poucas vezes passa os 200m de altitude está na sua grande parte sobre maior influência do clima seco proporcionado pela corrente fria de Benguela.
A Zona de Transição, onde duas escarpas vincam de forma imponente a mudança de altitudes, poderá ser fenómeno de flexura continental, tal parece coincidir com a antecedência de alguns rios. Uma das escarpas ergue-se entre o rio Cuanza e Lucira com orientação SSW-NNE, outra para o interior, desde o Cassongue até ao Cunene a sul. (Fonte;Carta Generalizada dos Solos de Angola, CEPT, 1968).
A Cadeia Marginal de Montanhas ergue-se em concordância com a escarpa interior da Zona de Transição, consolidando o relevo desta. Constitui um relevo acidentado e com pontos de altitude muito elevados a atingir os 2600m, faz a divisória do contraste entre as altitudes médias com rejuvenescimento do relevo e o planalto central de superfícies de erosão aplanadas.
O Planalto Antigo, com altitudes desde os 1200m no sul (Baixo Cunene) até 1850m em Cutato e Também em Capeio (Centro ocidental do planalto) e a norte do planalto 1650-1750m no Congolo.
Bacia do Zaire, região a norte do território, desde a Zona de Transição a noroeste de Malange até ao nordeste da província da Lunda, compreende ainda extensa rede hidrográfica que tem origem no Planalto Antigo. Há ainda a destacar nesta unidade morfológica a Baixa de Cassange, uma depressão com vertentes de escarpa a nordeste de Malange e o curso do alto Cuanza que sulca as vertentes voltadas para a grande depressão congolesa onde a região morfológica da Bacia do Zaire está incluída.
Bacias do Zambeze e Cubango constituem a drenagem desde o planalto central para Este, e para Sul do território angolano. A Este a drenagem do Cassai, mais a sul Lungué-Bungo, Cuando e Cuíto estes três últimos afluentes do Zambeze. A ocidente deste último situa-se a bacia endorreica do Cubango.

Fig.4 As Unidades Geomorfológicas de Angola,Fonte; (Carta Generalizada dos Solos de Angola, Centro de Estudos de Pedologia Tropical, Lisboa 1968).
As Grandes Unidades Geomorfológicas
1- Faixa Litoral
2- Zona de Transição
3- Cadeia Marginal de Montanhas
4- Planalto Antigo
5- Bacia do Zaire
6- Bacias do Zambeze e do Cubango
Faixa Litoral
Esta unidade de relevo corresponde a uma extensão territorial ao longo da costa desde o ponto mais setentrional em Cabinda até ao mais meridional no extremo Sudeste do deserto do Namibe, cujo prolongamento para o interior varia de algumas dezenas de quilómetros no sudeste, com faixa mínima em Lucira (a Norte de Namibe), até às duas centenas de quilómetros na Bacia do Cuanza.
Composta por formações mesocenozóicas em grande parte das regiões mais litorânias que transitam para rochas do Rochas do Maciço Antigo para ao interior. O seu relevo mais significativo é marcado por plataformas de abrasão marinha, entre as quais se destaca as plataformas truncadas nos relevos cársicos a Este de Sumbe (Novo Redondo), que intercalam ao longo do litoral com praias levantadas, observadas até os 135 metros de altitude.
Nas regiões de formações mesozóicas, encontram-se também relevos acidentados no litoral como no Dondo, Capolo, Porto Amboim e Quicombo, onde os vales são fechados, escavados pelos cursos de água nas rochas duras.
A sudeste do território nesta faixa estreita litoral, encontram-se relevos bem distintos que correspondem ao clima seco do deserto do Namibe (Moçâmedes), com dunas móveis, por vezes em extensas áreas que são interrompidas por relevos rochosos de formas acutilantes provocadas pela erosão eólica, como também, pela fragmentação mecânica provocadas pelas grandes amplitudes térmicas diurnas.
Zona de Transição
Esta zona de altitudes intermédias, intercala, de Norte a Sul do território entre Faixa Litoral e as cadeias montanhosas. Nesta zona situam-se as duas grandes escarpas, uma a ocidente, desde o Rio Cuanza até Lucira com sentido NWE-SSW e outra mais no interior desde Cassongue ao Cunene
Ao que se julga, segundo Feio, estas altitudes intermédias derivam da flexura continental que se deu a partir do Cretácico Superior. Para esta teoria, contribuíram os estudos feitos por este, sobre provas de antecedência de alguns rios nas duas grandes escarpas.
Cadeia Marginal de Montanhas
Corresponde ao à margem mais ocidental do Planalto Antigo desde o Rio Queve até Humpata, respectivamente de Norte para Sul. Nesta margem do planalto as montanhas atingem altitudes acima dos 2000m. Situam-se aí, os relevos mais acidentados do território de Angola, onde as escarpas têm declives muito acentuados que na Serra de Chela o desnível supera os 1000m de forma abrupta.
Planalto Antigo
Esta zona estende-se desde o Sul do Rio Cuanza até à fronteira com a Namíbia no Sul, entre a escarpa a ocidente e o Rio Cunene a Leste. Toda esta região planáltica se situa desde os 1200 metros no Sul, passando pelas altitudes de 1800-1850 metros em Cutato e Capeio até de mais de 1400 metros na Sanga no Norte desta, ao Sul e Oeste do Rio Cuanza. Constitui relevo de aplanação, uma extensíssima peneplanície, de onde em onde surgem relevos residuais.
Bacia do Zaire
É uma região a Norte do território, encorpada pelas regiões do Uíge, Malanje, Lunda-Norte, Lunda-Sul e um troço desde Luena penetrando para SW no Planalto Antigo até SE do Kuíto. Nestas regiões, há a destacar de relevos mais proeminentes a escarpa para a Baixa de Cassange talhada em Formações do Karroo, cuja estrutura terá tido origem em falhas em actividade tectónica e a região de drenagem do Rio Cuanza.
Bacias do Zambeze e do Cubango
Esta unidade corresponde a um vasto território homogéneo desde o Sul do Rio Cassai para Sul e para Sudeste até ao final do curso do Rio Cunene, a Leste deste. Esta região, embora relativamente homogénea, tem algumas distinções morfológicas relevantes em que se destaca à latitude de 12º no extremo fronteiriço a Leste do curso do Rio Zambeze uma sub-região que corresponde a um Maciço Montanhoso referido como o Alto Zambeze limitado pela escarpa de sentido NE-SW, na qual no extremo SW o Rio Zambeze encaixa.
Para além deste relevo bem distinto, ainda é referido mais três regiões geomorfológicas. Uma, a Sul do Cassai, onde uma grande área de planura com vales largos constitui a chamada Anhara da Cameia (região assim chamada devido à vegetação escassa e terreno arenoso).
Outra região desde o Rio Cuito ao Rio Lungué-Bungo onde as vertentes são mais declivosas e recortadas por imensos vales de fundo largo.
Ainda nesta unidade encontra-se uma outra sub-região que corresponde à depressão do Zambeze, entre o Rio Cubango e o Rio Lungué-Bungo que se estende além da fronteira em relação à bacia do Zambeze.
Autor: António Tavares
Para mais informação contactar: antónio.rbt@sapo.pt
1- Faixa Litoral
2- Zona de Transição
3- Cadeia Marginal de Montanhas
4- Planalto Antigo
5- Bacia do Zaire
6- Bacias do Zambeze e do Cubango
Faixa Litoral
Esta unidade de relevo corresponde a uma extensão territorial ao longo da costa desde o ponto mais setentrional em Cabinda até ao mais meridional no extremo Sudeste do deserto do Namibe, cujo prolongamento para o interior varia de algumas dezenas de quilómetros no sudeste, com faixa mínima em Lucira (a Norte de Namibe), até às duas centenas de quilómetros na Bacia do Cuanza.
Composta por formações mesocenozóicas em grande parte das regiões mais litorânias que transitam para rochas do Rochas do Maciço Antigo para ao interior. O seu relevo mais significativo é marcado por plataformas de abrasão marinha, entre as quais se destaca as plataformas truncadas nos relevos cársicos a Este de Sumbe (Novo Redondo), que intercalam ao longo do litoral com praias levantadas, observadas até os 135 metros de altitude.
Nas regiões de formações mesozóicas, encontram-se também relevos acidentados no litoral como no Dondo, Capolo, Porto Amboim e Quicombo, onde os vales são fechados, escavados pelos cursos de água nas rochas duras.
A sudeste do território nesta faixa estreita litoral, encontram-se relevos bem distintos que correspondem ao clima seco do deserto do Namibe (Moçâmedes), com dunas móveis, por vezes em extensas áreas que são interrompidas por relevos rochosos de formas acutilantes provocadas pela erosão eólica, como também, pela fragmentação mecânica provocadas pelas grandes amplitudes térmicas diurnas.
Zona de Transição
Esta zona de altitudes intermédias, intercala, de Norte a Sul do território entre Faixa Litoral e as cadeias montanhosas. Nesta zona situam-se as duas grandes escarpas, uma a ocidente, desde o Rio Cuanza até Lucira com sentido NWE-SSW e outra mais no interior desde Cassongue ao Cunene
Ao que se julga, segundo Feio, estas altitudes intermédias derivam da flexura continental que se deu a partir do Cretácico Superior. Para esta teoria, contribuíram os estudos feitos por este, sobre provas de antecedência de alguns rios nas duas grandes escarpas.
Cadeia Marginal de Montanhas
Corresponde ao à margem mais ocidental do Planalto Antigo desde o Rio Queve até Humpata, respectivamente de Norte para Sul. Nesta margem do planalto as montanhas atingem altitudes acima dos 2000m. Situam-se aí, os relevos mais acidentados do território de Angola, onde as escarpas têm declives muito acentuados que na Serra de Chela o desnível supera os 1000m de forma abrupta.
Planalto Antigo
Esta zona estende-se desde o Sul do Rio Cuanza até à fronteira com a Namíbia no Sul, entre a escarpa a ocidente e o Rio Cunene a Leste. Toda esta região planáltica se situa desde os 1200 metros no Sul, passando pelas altitudes de 1800-1850 metros em Cutato e Capeio até de mais de 1400 metros na Sanga no Norte desta, ao Sul e Oeste do Rio Cuanza. Constitui relevo de aplanação, uma extensíssima peneplanície, de onde em onde surgem relevos residuais.
Bacia do Zaire
É uma região a Norte do território, encorpada pelas regiões do Uíge, Malanje, Lunda-Norte, Lunda-Sul e um troço desde Luena penetrando para SW no Planalto Antigo até SE do Kuíto. Nestas regiões, há a destacar de relevos mais proeminentes a escarpa para a Baixa de Cassange talhada em Formações do Karroo, cuja estrutura terá tido origem em falhas em actividade tectónica e a região de drenagem do Rio Cuanza.
Bacias do Zambeze e do Cubango
Esta unidade corresponde a um vasto território homogéneo desde o Sul do Rio Cassai para Sul e para Sudeste até ao final do curso do Rio Cunene, a Leste deste. Esta região, embora relativamente homogénea, tem algumas distinções morfológicas relevantes em que se destaca à latitude de 12º no extremo fronteiriço a Leste do curso do Rio Zambeze uma sub-região que corresponde a um Maciço Montanhoso referido como o Alto Zambeze limitado pela escarpa de sentido NE-SW, na qual no extremo SW o Rio Zambeze encaixa.
Para além deste relevo bem distinto, ainda é referido mais três regiões geomorfológicas. Uma, a Sul do Cassai, onde uma grande área de planura com vales largos constitui a chamada Anhara da Cameia (região assim chamada devido à vegetação escassa e terreno arenoso).
Outra região desde o Rio Cuito ao Rio Lungué-Bungo onde as vertentes são mais declivosas e recortadas por imensos vales de fundo largo.
Ainda nesta unidade encontra-se uma outra sub-região que corresponde à depressão do Zambeze, entre o Rio Cubango e o Rio Lungué-Bungo que se estende além da fronteira em relação à bacia do Zambeze.
Autor: António Tavares
Para mais informação contactar: antónio.rbt@sapo.pt
1- Faixa Litoral
2- Zona de Transição
3- Cadeia Marginal de Montanhas
4- Planalto Antigo
5- Bacia do Zaire
6- Bacias do Zambeze e do Cubango
Faixa Litoral
Esta unidade de relevo corresponde a uma extensão territorial ao longo da costa desde o ponto mais setentrional em Cabinda até ao mais meridional no extremo Sudeste do deserto do Namibe, cujo prolongamento para o interior varia de algumas dezenas de quilómetros no sudeste, com faixa mínima em Lucira (a Norte de Namibe), até às duas centenas de quilómetros na Bacia do Cuanza.
Composta por formações mesocenozóicas em grande parte das regiões mais litorânias que transitam para rochas do Rochas do Maciço Antigo para ao interior. O seu relevo mais significativo é marcado por plataformas de abrasão marinha, entre as quais se destaca as plataformas truncadas nos relevos cársicos a Este de Sumbe (Novo Redondo), que intercalam ao longo do litoral com praias levantadas, observadas até os 135 metros de altitude.
Nas regiões de formações mesozóicas, encontram-se também relevos acidentados no litoral como no Dondo, Capolo, Porto Amboim e Quicombo, onde os vales são fechados, escavados pelos cursos de água nas rochas duras.
A sudeste do território nesta faixa estreita litoral, encontram-se relevos bem distintos que correspondem ao clima seco do deserto do Namibe (Moçâmedes), com dunas móveis, por vezes em extensas áreas que são interrompidas por relevos rochosos de formas acutilantes provocadas pela erosão eólica, como também, pela fragmentação mecânica provocadas pelas grandes amplitudes térmicas diurnas.
Zona de Transição
Esta zona de altitudes intermédias, intercala, de Norte a Sul do território entre Faixa Litoral e as cadeias montanhosas. Nesta zona situam-se as duas grandes escarpas, uma a ocidente, desde o Rio Cuanza até Lucira com sentido NWE-SSW e outra mais no interior desde Cassongue ao Cunene
Ao que se julga, segundo Feio, estas altitudes intermédias derivam da flexura continental que se deu a partir do Cretácico Superior. Para esta teoria, contribuíram os estudos feitos por este, sobre provas de antecedência de alguns rios nas duas grandes escarpas.
Cadeia Marginal de Montanhas
Corresponde ao à margem mais ocidental do Planalto Antigo desde o Rio Queve até Humpata, respectivamente de Norte para Sul. Nesta margem do planalto as montanhas atingem altitudes acima dos 2000m. Situam-se aí, os relevos mais acidentados do território de Angola, onde as escarpas têm declives muito acentuados que na Serra de Chela o desnível supera os 1000m de forma abrupta.
Planalto Antigo
Esta zona estende-se desde o Sul do Rio Cuanza até à fronteira com a Namíbia no Sul, entre a escarpa a ocidente e o Rio Cunene a Leste. Toda esta região planáltica se situa desde os 1200 metros no Sul, passando pelas altitudes de 1800-1850 metros em Cutato e Capeio até de mais de 1400 metros na Sanga no Norte desta, ao Sul e Oeste do Rio Cuanza. Constitui relevo de aplanação, uma extensíssima peneplanície, de onde em onde surgem relevos residuais.
Bacia do Zaire
É uma região a Norte do território, encorpada pelas regiões do Uíge, Malanje, Lunda-Norte, Lunda-Sul e um troço desde Luena penetrando para SW no Planalto Antigo até SE do Kuíto. Nestas regiões, há a destacar de relevos mais proeminentes a escarpa para a Baixa de Cassange talhada em Formações do Karroo, cuja estrutura terá tido origem em falhas em actividade tectónica e a região de drenagem do Rio Cuanza.
Bacias do Zambeze e do Cubango
Esta unidade corresponde a um vasto território homogéneo desde o Sul do Rio Cassai para Sul e para Sudeste até ao final do curso do Rio Cunene, a Leste deste. Esta região, embora relativamente homogénea, tem algumas distinções morfológicas relevantes em que se destaca à latitude de 12º no extremo fronteiriço a Leste do curso do Rio Zambeze uma sub-região que corresponde a um Maciço Montanhoso referido como o Alto Zambeze limitado pela escarpa de sentido NE-SW, na qual no extremo SW o Rio Zambeze encaixa.
Para além deste relevo bem distinto, ainda é referido mais três regiões geomorfológicas. Uma, a Sul do Cassai, onde uma grande área de planura com vales largos constitui a chamada Anhara da Cameia (região assim chamada devido à vegetação escassa e terreno arenoso).
Outra região desde o Rio Cuito ao Rio Lungué-Bungo onde as vertentes são mais declivosas e recortadas por imensos vales de fundo largo.
Ainda nesta unidade encontra-se uma outra sub-região que corresponde à depressão do Zambeze, entre o Rio Cubango e o Rio Lungué-Bungo que se estende além da fronteira em relação à bacia do Zambeze.
Autor: António Tavares
Para mais informação contactar: antónio.rbt@sapo.pt
1- Faixa Litoral
2- Zona de Transição
3- Cadeia Marginal de Montanhas
4- Planalto Antigo
5- Bacia do Zaire
6- Bacias do Zambeze e do Cubango
Faixa Litoral
Esta unidade de relevo corresponde a uma extensão territorial ao longo da costa desde o ponto mais setentrional em Cabinda até ao mais meridional no extremo Sudeste do deserto do Namibe, cujo prolongamento para o interior varia de algumas dezenas de quilómetros no sudeste, com faixa mínima em Lucira (a Norte de Namibe), até às duas centenas de quilómetros na Bacia do Cuanza.
Composta por formações mesocenozóicas em grande parte das regiões mais litorânias que transitam para rochas do Rochas do Maciço Antigo para ao interior. O seu relevo mais significativo é marcado por plataformas de abrasão marinha, entre as quais se destaca as plataformas truncadas nos relevos cársicos a Este de Sumbe (Novo Redondo), que intercalam ao longo do litoral com praias levantadas, observadas até os 135 metros de altitude.
Nas regiões de formações mesozóicas, encontram-se também relevos acidentados no litoral como no Dondo, Capolo, Porto Amboim e Quicombo, onde os vales são fechados, escavados pelos cursos de água nas rochas duras.
A sudeste do território nesta faixa estreita litoral, encontram-se relevos bem distintos que correspondem ao clima seco do deserto do Namibe (Moçâmedes), com dunas móveis, por vezes em extensas áreas que são interrompidas por relevos rochosos de formas acutilantes provocadas pela erosão eólica, como também, pela fragmentação mecânica provocadas pelas grandes amplitudes térmicas diurnas.
Zona de Transição
Esta zona de altitudes intermédias, intercala, de Norte a Sul do território entre Faixa Litoral e as cadeias montanhosas. Nesta zona situam-se as duas grandes escarpas, uma a ocidente, desde o Rio Cuanza até Lucira com sentido NWE-SSW e outra mais no interior desde Cassongue ao Cunene
Ao que se julga, segundo Feio, estas altitudes intermédias derivam da flexura continental que se deu a partir do Cretácico Superior. Para esta teoria, contribuíram os estudos feitos por este, sobre provas de antecedência de alguns rios nas duas grandes escarpas.
Cadeia Marginal de Montanhas
Corresponde ao à margem mais ocidental do Planalto Antigo desde o Rio Queve até Humpata, respectivamente de Norte para Sul. Nesta margem do planalto as montanhas atingem altitudes acima dos 2000m. Situam-se aí, os relevos mais acidentados do território de Angola, onde as escarpas têm declives muito acentuados que na Serra de Chela o desnível supera os 1000m de forma abrupta.
Planalto Antigo
Esta zona estende-se desde o Sul do Rio Cuanza até à fronteira com a Namíbia no Sul, entre a escarpa a ocidente e o Rio Cunene a Leste. Toda esta região planáltica se situa desde os 1200 metros no Sul, passando pelas altitudes de 1800-1850 metros em Cutato e Capeio até de mais de 1400 metros na Sanga no Norte desta, ao Sul e Oeste do Rio Cuanza. Constitui relevo de aplanação, uma extensíssima peneplanície, de onde em onde surgem relevos residuais.
Bacia do Zaire
É uma região a Norte do território, encorpada pelas regiões do Uíge, Malanje, Lunda-Norte, Lunda-Sul e um troço desde Luena penetrando para SW no Planalto Antigo até SE do Kuíto. Nestas regiões, há a destacar de relevos mais proeminentes a escarpa para a Baixa de Cassange talhada em Formações do Karroo, cuja estrutura terá tido origem em falhas em actividade tectónica e a região de drenagem do Rio Cuanza.
Bacias do Zambeze e do Cubango
Esta unidade corresponde a um vasto território homogéneo desde o Sul do Rio Cassai para Sul e para Sudeste até ao final do curso do Rio Cunene, a Leste deste. Esta região, embora relativamente homogénea, tem algumas distinções morfológicas relevantes em que se destaca à latitude de 12º no extremo fronteiriço a Leste do curso do Rio Zambeze uma sub-região que corresponde a um Maciço Montanhoso referido como o Alto Zambeze limitado pela escarpa de sentido NE-SW, na qual no extremo SW o Rio Zambeze encaixa.
Para além deste relevo bem distinto, ainda é referido mais três regiões geomorfológicas. Uma, a Sul do Cassai, onde uma grande área de planura com vales largos constitui a chamada Anhara da Cameia (região assim chamada devido à vegetação escassa e terreno arenoso).
Outra região desde o Rio Cuito ao Rio Lungué-Bungo onde as vertentes são mais declivosas e recortadas por imensos vales de fundo largo.
Ainda nesta unidade encontra-se uma outra sub-região que corresponde à depressão do Zambeze, entre o Rio Cubango e o Rio Lungué-Bungo que se estende além da fronteira em relação à bacia do Zambeze.
Autor: António Tavares
Para mais informação contactar: antónio.rbt@sapo.pt
1- Faixa Litoral
2- Zona de Transição
3- Cadeia Marginal de Montanhas
4- Planalto Antigo
5- Bacia do Zaire
6- Bacias do Zambeze e do Cubango
Faixa Litoral
Esta unidade de relevo corresponde a uma extensão territorial ao longo da costa desde o ponto mais setentrional em Cabinda até ao mais meridional no extremo Sudeste do deserto do Namibe, cujo prolongamento para o interior varia de algumas dezenas de quilómetros no sudeste, com faixa mínima em Lucira (a Norte de Namibe), até às duas centenas de quilómetros na Bacia do Cuanza.
Composta por formações mesocenozóicas em grande parte das regiões mais litorânias que transitam para rochas do Rochas do Maciço Antigo para ao interior. O seu relevo mais significativo é marcado por plataformas de abrasão marinha, entre as quais se destaca as plataformas truncadas nos relevos cársicos a Este de Sumbe (Novo Redondo), que intercalam ao longo do litoral com praias levantadas, observadas até os 135 metros de altitude.
Nas regiões de formações mesozóicas, encontram-se também relevos acidentados no litoral como no Dondo, Capolo, Porto Amboim e Quicombo, onde os vales são fechados, escavados pelos cursos de água nas rochas duras.
A sudeste do território nesta faixa estreita litoral, encontram-se relevos bem distintos que correspondem ao clima seco do deserto do Namibe (Moçâmedes), com dunas móveis, por vezes em extensas áreas que são interrompidas por relevos rochosos de formas acutilantes provocadas pela erosão eólica, como também, pela fragmentação mecânica provocadas pelas grandes amplitudes térmicas diurnas.
Zona de Transição
Esta zona de altitudes intermédias, intercala, de Norte a Sul do território entre Faixa Litoral e as cadeias montanhosas. Nesta zona situam-se as duas grandes escarpas, uma a ocidente, desde o Rio Cuanza até Lucira com sentido NWE-SSW e outra mais no interior desde Cassongue ao Cunene
Ao que se julga, segundo Feio, estas altitudes intermédias derivam da flexura continental que se deu a partir do Cretácico Superior. Para esta teoria, contribuíram os estudos feitos por este, sobre provas de antecedência de alguns rios nas duas grandes escarpas.
Cadeia Marginal de Montanhas
Corresponde ao à margem mais ocidental do Planalto Antigo desde o Rio Queve até Humpata, respectivamente de Norte para Sul. Nesta margem do planalto as montanhas atingem altitudes acima dos 2000m. Situam-se aí, os relevos mais acidentados do território de Angola, onde as escarpas têm declives muito acentuados que na Serra de Chela o desnível supera os 1000m de forma abrupta.
Planalto Antigo
Esta zona estende-se desde o Sul do Rio Cuanza até à fronteira com a Namíbia no Sul, entre a escarpa a ocidente e o Rio Cunene a Leste. Toda esta região planáltica se situa desde os 1200 metros no Sul, passando pelas altitudes de 1800-1850 metros em Cutato e Capeio até de mais de 1400 metros na Sanga no Norte desta, ao Sul e Oeste do Rio Cuanza. Constitui relevo de aplanação, uma extensíssima peneplanície, de onde em onde surgem relevos residuais.
Bacia do Zaire
É uma região a Norte do território, encorpada pelas regiões do Uíge, Malanje, Lunda-Norte, Lunda-Sul e um troço desde Luena penetrando para SW no Planalto Antigo até SE do Kuíto. Nestas regiões, há a destacar de relevos mais proeminentes a escarpa para a Baixa de Cassange talhada em Formações do Karroo, cuja estrutura terá tido origem em falhas em actividade tectónica e a região de drenagem do Rio Cuanza.
Bacias do Zambeze e do Cubango
Esta unidade corresponde a um vasto território homogéneo desde o Sul do Rio Cassai para Sul e para Sudeste até ao final do curso do Rio Cunene, a Leste deste. Esta região, embora relativamente homogénea, tem algumas distinções morfológicas relevantes em que se destaca à latitude de 12º no extremo fronteiriço a Leste do curso do Rio Zambeze uma sub-região que corresponde a um Maciço Montanhoso referido como o Alto Zambeze limitado pela escarpa de sentido NE-SW, na qual no extremo SW o Rio Zambeze encaixa.
Para além deste relevo bem distinto, ainda é referido mais três regiões geomorfológicas. Uma, a Sul do Cassai, onde uma grande área de planura com vales largos constitui a chamada Anhara da Cameia (região assim chamada devido à vegetação escassa e terreno arenoso).
Outra região desde o Rio Cuito ao Rio Lungué-Bungo onde as vertentes são mais declivosas e recortadas por imensos vales de fundo largo.
Ainda nesta unidade encontra-se uma outra sub-região que corresponde à depressão do Zambeze, entre o Rio Cubango e o Rio Lungué-Bungo que se estende além da fronteira em relação à bacia do Zambeze.
Autor: António Tavares
Para mais informação contactar: antónio.rbt@sapo.pt
1- Faixa Litoral
2- Zona de Transição
3- Cadeia Marginal de Montanhas
4- Planalto Antigo
5- Bacia do Zaire
6- Bacias do Zambeze e do Cubango
Faixa Litoral
Esta unidade de relevo corresponde a uma extensão territorial ao longo da costa desde o ponto mais setentrional em Cabinda até ao mais meridional no extremo Sudeste do deserto do Namibe, cujo prolongamento para o interior varia de algumas dezenas de quilómetros no sudeste, com faixa mínima em Lucira (a Norte de Namibe), até às duas centenas de quilómetros na Bacia do Cuanza.
Composta por formações mesocenozóicas em grande parte das regiões mais litorânias que transitam para rochas do Rochas do Maciço Antigo para ao interior. O seu relevo mais significativo é marcado por plataformas de abrasão marinha, entre as quais se destaca as plataformas truncadas nos relevos cársicos a Este de Sumbe (Novo Redondo), que intercalam ao longo do litoral com praias levantadas, observadas até os 135 metros de altitude.
Nas regiões de formações mesozóicas, encontram-se também relevos acidentados no litoral como no Dondo, Capolo, Porto Amboim e Quicombo, onde os vales são fechados, escavados pelos cursos de água nas rochas duras.
A sudeste do território nesta faixa estreita litoral, encontram-se relevos bem distintos que correspondem ao clima seco do deserto do Namibe (Moçâmedes), com dunas móveis, por vezes em extensas áreas que são interrompidas por relevos rochosos de formas acutilantes provocadas pela erosão eólica, como também, pela fragmentação mecânica provocadas pelas grandes amplitudes térmicas diurnas.
Zona de Transição
Esta zona de altitudes intermédias, intercala, de Norte a Sul do território entre Faixa Litoral e as cadeias montanhosas. Nesta zona situam-se as duas grandes escarpas, uma a ocidente, desde o Rio Cuanza até Lucira com sentido NWE-SSW e outra mais no interior desde Cassongue ao Cunene
Ao que se julga, segundo Feio, estas altitudes intermédias derivam da flexura continental que se deu a partir do Cretácico Superior. Para esta teoria, contribuíram os estudos feitos por este, sobre provas de antecedência de alguns rios nas duas grandes escarpas.
Cadeia Marginal de Montanhas
Corresponde ao à margem mais ocidental do Planalto Antigo desde o Rio Queve até Humpata, respectivamente de Norte para Sul. Nesta margem do planalto as montanhas atingem altitudes acima dos 2000m. Situam-se aí, os relevos mais acidentados do território de Angola, onde as escarpas têm declives muito acentuados que na Serra de Chela o desnível supera os 1000m de forma abrupta.
Planalto Antigo
Esta zona estende-se desde o Sul do Rio Cuanza até à fronteira com a Namíbia no Sul, entre a escarpa a ocidente e o Rio Cunene a Leste. Toda esta região planáltica se situa desde os 1200 metros no Sul, passando pelas altitudes de 1800-1850 metros em Cutato e Capeio até de mais de 1400 metros na Sanga no Norte desta, ao Sul e Oeste do Rio Cuanza. Constitui relevo de aplanação, uma extensíssima peneplanície, de onde em onde surgem relevos residuais.
Bacia do Zaire
É uma região a Norte do território, encorpada pelas regiões do Uíge, Malanje, Lunda-Norte, Lunda-Sul e um troço desde Luena penetrando para SW no Planalto Antigo até SE do Kuíto. Nestas regiões, há a destacar de relevos mais proeminentes a escarpa para a Baixa de Cassange talhada em Formações do Karroo, cuja estrutura terá tido origem em falhas em actividade tectónica e a região de drenagem do Rio Cuanza.
Bacias do Zambeze e do Cubango
Esta unidade corresponde a um vasto território homogéneo desde o Sul do Rio Cassai para Sul e para Sudeste até ao final do curso do Rio Cunene, a Leste deste. Esta região, embora relativamente homogénea, tem algumas distinções morfológicas relevantes em que se destaca à latitude de 12º no extremo fronteiriço a Leste do curso do Rio Zambeze uma sub-região que corresponde a um Maciço Montanhoso referido como o Alto Zambeze limitado pela escarpa de sentido NE-SW, na qual no extremo SW o Rio Zambeze encaixa.
Para além deste relevo bem distinto, ainda é referido mais três regiões geomorfológicas. Uma, a Sul do Cassai, onde uma grande área de planura com vales largos constitui a chamada Anhara da Cameia (região assim chamada devido à vegetação escassa e terreno arenoso).
Outra região desde o Rio Cuito ao Rio Lungué-Bungo onde as vertentes são mais declivosas e recortadas por imensos vales de fundo largo.
Ainda nesta unidade encontra-se uma outra sub-região que corresponde à depressão do Zambeze, entre o Rio Cubango e o Rio Lungué-Bungo que se estende além da fronteira em relação à bacia do Zambeze.
Autor: António Tavares
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