Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas A de dia 23 foi termos regredido, com a Maria Cavaca, à Idade Média.
Hoje, todavia, ainda aconteceu melhor, que foi o "Bibi" ter vindo dizer que esteve drogado durante dez anos, e que todos os culpados do "Casa Pia" eram inocentes. Neste momento, suponho, suspiram, o "Gastão", do Ferro Rodrigues, a bengalinha de Barbosa de Melo, as castanholas da "Lola", de Valente de Oliveira, e Felícia Cabrita, que desviou as atenções dos verdadeiros culpados para aquele punhado de marretas que escondia a floresta.
Balsemão's coca oblige.
Eu hoje vinha escrever sobre Carlos Castro e Renato Seabra, e como uma regressão medieval em Portugal, como a que aconteceu no dia 23, já tinha sido anunciada pelo evento do "Intercontinental" de New York.
Psicoticou, de um momento para o outro e deu no que deu.
Sociologicamente, a coisa é explicável: a bicha mais velha teve uma regressão aos seus tempos gloriosos de juventude, em que se pagava um broche a um magala "heterossexual" por 20 escudos, e ninguém ficava a saber -- como muito bem retrata o Luiz Pacheco no seu "Libertino passeia por Braga, etc...", e eu tenho, nos últimos dias, tentado tirar a farda às riscas e as algemas, com que o outro anda agora por Bellevue, e enfiar-lhe aquelas fardas saloias dos praças que vnham vender a picha nos jardins de Belém, a cavalheiros idosos e respeitáveis, e o tipo é exatamente o mesmo: cara de "xanxo", uma expressão bovina, um olho mais acima do que o outro, e uma fronha que parece que parece um ferro de engomar, daqueles antigos, a carvão, que já nem na Feira da Ladra se encontram.
O Carlos Castro olhou para a coisa, para aquele corpinho (de)formado por gerações de raquitismo e picha pequena, e pensou ter entrado numa máquina do tempo, que lhe tirasse quarenta anos de cima.
Não, tirou, mas tirou a vida.
O outro, a bicha nova, em contrapartida, deve ter ouvido uns rumores, por Cantanhede, de que havia um senhores que pagavam tudo, em troca de umas... coisas, e lá foi, esquecido de que estávamos no séc. XXI, e já não se faziam broches por 20 escudos, mas negociavam-se outras coisas, iPhones, Dolces & Gabbanas, e entradas na RTP. Quando, uma bela noite, descobriram que se tinham, ambos, equivocado, houve uma colisão terrível, e um cometa que desabou em Nova Iorque, extinguindo, ao mesmo tempo, os dois dinossauros. Consta, mas isto já é ficção minha, que as cinco horas em que o "modelo" esteve fechado com o cadáver mutilado -- e é preciso uma estrutura psíquica totalmente enfronhada numa psicose, para suportar estar esse tempo todo, ao lado de um castrado, de olhos furados, banhado em sangue -- deve ter continuado a falar com ele, coisas finas, ao estilo de Cantanhede, do género, "então. gostaste?...", "pensavas que eu não era capaz de me ir a ti?..., "vá, é agora que me metes na RTP?...", "olha lá, por que é não me respondes?... Pensas que eu não sei que estás a fingir que estás morto?...", "a minha mãe depois fala contigo, meu cota de m****!...", "eu disse-te que não era paneleiro, e que isto só ía durar até me arranjares aquelas cenas, e tu não acreditaste, mas já acreditas agora?...",
e a bicha morta,
e,
rezam as especialistas, após cinco horas de silêncio, ainda dominado pela Síndroma de Estocolmo, e vexado pelo cadáver não responder ao seu "glamouroso" físico de ginásio de província, e cara de saloio geneticamente marcada, resolveu apanhar o elevador, e atirar com a porta, "vais ver o que o professor Cavaco te vai fazer, quando for reeleito, e souber que me andaste a enganar, e fica a saber, não me respondes, mas também já te acabei com os demónios e os vírus, ok, meu?...",
e,
já a meio do corredor,
ainda gritou para a poça de sangue,
"e olha... toma, e embrulha: já não sou gay, ouviste, ó cota de m****!..."
O resto já vocês sabem, e creio que isto cose com muitas coisas acontecidas em Portugal: se as Mães da Figueira tivessem feito um cordão humano, em favor de Leonor Cipriano, e jurado que aquela mãe, uma mãe, e todos nós podíamos ser mães -- até eu, se tivesse c***... isola, isola, isola... -- nunca Leonor Cipriano teria sido espancada, nem o seu o nome manchado, para sempre, por ter esquartejado a filha e a ter atirado aos porcos. Alguma vez alguma mãe, em Portugal, esquarteja uma filha e a atira aos porcos?...
A minha resposta, como a de Maria Cavaco Silva, é NÃO, com N grande.
Depois disto, e depois de Bibi ter reconhecido que andou a mentir dez anos em tribunal, peço, como cidadão português, que as irmãs de Carlos Castro reconsiderem, e garantam que o corpo encontrado desfigurado, já que estava desfigurado, até podia nem ser o do malogrado jornalista, mas de alguém, outra pessoa, que, maliciosamente, ali o tivesse despejado, para estragar a carreira do mandatário para a juventude do Sr. Aníbal, porque a maldade das pessoas é muita, muita, muita, e, hoje em dia, capaz de tudo.
Quanto ao "Casa Pia" parece que vai entrar na sua fase BPN, na Síndroma do "Freeport" e dos "Ballets Rose", nos quais Adriano Moreira e Sophia de Mello Breyner Andresen nunca andaram metidos. A Maria Barroso é testemunha disso, e o Carlos Cruz não tem sinais na picha, nem o Paulo Pedroso mandou tirar as manchas do cu, nem os rapazes utilizam fraldas de incontinência, por lhes terem rebentado o esfíncter anal, nem o Dias Loureiro é um facínora, e nem a Leonor Beleza quis poupar em lotes de sangue contaminado, nem nada, nunca, jamais, aconteceu em Portugal.
Este é o Ano Zero da nossa História e vamos vivê-lo com o coração cheio de esperança: a Senhora de Fátima fez mais um dos seus milagres, e deixámos de ter uma mau passado, para poder embarcar, em Belém, com a roupinha lavada, e a nossa boa estrela cavaca, a caminho do nosso mau, muito mau, fim, que já aí vem, muito, muito, breve, e em forma de assim, como diria o defunto O'Neill.