SOL
Um BPN chamado Boliqueime
02 Maio 12 01:34 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Depois de 500 longos anos de doença crónica, Portugal está em fase terminal. Nada de espantoso, até aqui, não houvesse 10 000 000 de habitantes que tivessem estado a descontar para a História, ao longo de todo este tempo, e se vissem agora na iminência de morrer como cães.


Fomos exemplares na nossa postura, já que nunca nos indignamos, e estamos sempre preparados para transformar tudo em piedosas procissões, como a do Pingo Doce, ou a miserável Fátima, de Miguel Portas.

Podemos dizer que também fomos jeitosos, no nosso experimentalismo político, já que andámos pela Monarquia, que se provou ser uma forma decadente da República; experimentámos a República que era uma forma decadente da Monarquia; passámos pela Ditadura, que era uma forma decadente da Democracia, e acabámos a vegetar numa Democracia, que é uma forma decadente de Ditadura.

Até aqui, ainda tudo bem, porque a Polónia conheceu destinos piores, os Curdos e Palestinianos ainda estão à espera, e de Israel é melhor nem falar.

Focando-nos na agonia, o meu problema não é o fim do fim, mas as enfermeiras, os auxiliares e os médicos que temos em redor.

Se me perguntarem quando é que a coisa começou, talvez, algures, quando D. Manuel começou a gastar muito mais do que o que tinha, e, depois de andar pelo Mundo a viver do que o que o Mundo tinha, expulsou os Judeus, para começar a viver com o que tinham os da própria casa. Este sinal, como é sabido nos bairros problemáticos do País, como o do Cerco, o da Bela Vista, o da Quinta da Marinha e da Beloura, que é o começar a roubar no próprio quarteirão, é sempre sinal de que a coisa está em riscos de implodir, depois de ter andado a explodir.

As formas do fim, ou os fenómenos do fenómeno, como diria o Petitot, podem ser polimorfas ou metastáticas, ou “ambas as duas”, à Portuguesa, e as nossas, são de facto, “ambas as duas”.
A minha memória política é curta, tão curta quanto intensa a minha memória ética, e, já que falámos de Ética, o último ministro que se demitiu, já em pleno pântano, foi o Jorge Coelho, depois de cair uma ponte com uma camioneta cheia de almas simples, que iam ver florir as cerejeiras. Acabaram por não ver, e muitos – paz às suas almas – por não voltarem a ser vistos, enquanto o Coelho, dizem as más línguas, encontrou um excelente pretexto para ir dirigir a teia de crime que a Mota-Engil oculta. A partir de aí, se bem se lembram, ética, não politicamente, todos passaram a ficar hirtos e firmes, sem mexer um músculo, na expectativa de que passasse a memória da baixaria em que chavascavam. Houve um Portas que não se foi embora, nem depois de um Reitor xexé, de uma “Universidade” indecente, ter dito que aquilo não era um lugar de aulas, mas de “coisas horríveis, que metiam mulheres, tráfico de droga e armas”.

Na altura, devem ter pensado que era o nome completa da cadeira de Inglês Técnico de lá, e deslocaram o “staff” todo para os antros seguintes, sei lá, a “Independente”, onde os sicários de Isabel dos Santos vinham buscar o diploma, para passarem diretamente de gorilas de dorso prateado, para “senhores engenheiros” e “doutores”. No embalo, passou um Sapatilhas, que era Secretário de Estado do péssimo ambiente em que vivíamos, e sacou um diploma, cuja validade era tão nula como a de muita gente que perceveja a nossa realidade política, como o Henrique Neto, que é “doutor” em causa própria, o Vasco Franco e o Vara, que aspiram, o primeiro, a mestrados da “Lusófona”, a fraude que se seguiu, e o célebre Miguel Relvas, que parece que chegou a um primeiro ano de Direito, e a partir de aí intuiu os restantes que lhe faltavam para Doutor. É, portanto, o Primeiro Ministro sombra, nesta fase de agonia, e é normal que o seja, porque já se percebeu que não é um diploma, que, em qualquer estado do Espaço Europeu, só pela suspeita de falsificação, faria o passarinho ter de sair do poleiro, aqui provoca reação. O Primeiro não se demitiu, e fecharam a “Independente”. Com o Tribunal Constitucional, os Aventalados e os do Cilíco estão agora a intentar a mesma coisa. Por cá, nada disso interessa, entretidos que estamos com o lugar a que Pinto da Costa chegou, com um número mínimo de investimento nos árbitros. Portanto, lá seguimos em frente e a coisa até melhorou, até se estar agora a afundar na Bancarrota.

Sócrates, apesar de ser um canalha, tinha apenas uma ligeira quota parte da culpa, já que, como aquele dissidente chinês, ceguinho dos olhos e da ideologia, a família Sócrates tinha procriado, como coelhos, contrariamente ao padrão oficial chinês, que defende a máxima “um tio, um off-shore”, e havia tantos parentalhos quantos dinheiros ocultos, mas, como se diz na Bíblia, não podemos culpar o sobrinho por serem todos os tios tão maus, nem os primos de pior teor, mãe incluída, já que, como adoradora de Jeová, apenas conhecia as pragas e preceitos do Livro Velho, desconhecendo todas as benesses do Ingénuo dos Quatro Evangelhos.

Por outro lado, e agora vai o texto adensar-se, um tal de Senhor Aníbal, que representa uma espécie de sopa da pedra, feita com todos os restos dos defeitos de regime atrás expostos, mais umas sobras do vomitado da ementa mediterrânica algarvia, um “estrangeiro”, já que não fazia parte do Reyno, mas dos Algarves, lembrou-se de emergir, pelo meio de uma ligeira fresta de liberdade, que estas pessoas, agora em estado final, gozaram, algures, entre meados dos anos 70 e 80, e veio-nos recordar que a nossa vida era um vale de lágrimas, com as paredes cobertas de misérias estéticas de Foz Coa, e as margens do canal recheadas de presépios, com os porquinhos a obrarem directamente na ribeira.

O homem parece que passara diretamente das sementeiras e das snifadelas da última gota, não do piço, mas da mangueira do saloio do pai, para um permanente êxtase, que o levou a York, onde a Universidade, recém formada, dava doutoramentos aos mendigos do Sul – coitadinhos, também precisam… -- e como este era do Sul do Sul, ainda veio com mais tesão, e uma sapiência que era obsoleta como tudo na vida dele, 50 anos de atraso, intelectuais, teóricos e de emoção. Naquele tempo, ter um doutoramento era tão extraordinário como ver o solzinho a dançar, embora, no caso do Aníbal, eu preferisse que ele tivesse ficado a ver o solzinho a dançar, já que, mal se enfiou na Nova, começou a dar faltas em barda, tal como a fêmea fazia, na Católica, onde ensinava João de Deus, aos meninos da samarra.

Como se sabe, Política e Ensino são incompatíveis, embora a Política seja um enorme escola, e a Escola um enorme convite a NUNCA enveredar pela Política, quando a Opus Dei fez um golpe de estado, através do Partido Alien de Ramalho Eanes – um tal de P.R.D., se não me engano, que era um coio de oportunistas, ressaibiados e pedófilos – já o Sr. Aníbal estava a navegar como Primeiro Ministro, com um valente processo disciplinar em cima, do Reitor, Fraústo da Silva, por nunca pôr as mãos suadas nas aulas da Universidade. Felizmente, Deus e a sua profetisa, a Irmã Lúcia, são grandes, e João de Deus Pinheiro, outra nódoa do regime, ocupava a Pasta da Educação, o que fez com que o processo se evaporasse, o que pôs o Senhor Aníbal em estado de permanente agradecimento, elevando a nódoa Pinheira a Ministro dos Negócios Estrangeiros, onde se dizia que “le Ministre Portugais des Affaires Étrangères est étranger à ses affaires”, a Comissário Europeu, e a uma longa série de cargos vegetativos, que se torna difícil enumerar, já que representam uma espécie de Princípio de Peter, em forma de montanha russa.

Aqui, já vocês devem estar a pensar que me perdi, mas não me perdi, e quero que se centrem no lado de gratidão que o Sr. Aníbal demonstra, para com todos os que o servem, ou serviram, tal como o de vingança, já que, mal se apanhou na sua Maioria Absoluta, tratou de desvincular da Carreira de Juízes a Carreira de Professores Universitários, provocando um choque remuneratório nesse nojento Reitor, que se atrevera a mover-lhe um processo disciplinar.

Como ele próprio diria, se duas vezes voltasse a nascer, duas vezes o faria, e fez, já que, como na Política deve imperar a Ética, exceto nos momentos em que a emergência possa levar a invocar Maquiavel, mal se apanhou, na segunda metade de 80, com a sua primavera salazarista nas garras, tratou de se rodear da pior escória que Portugal já conhecera à sua frente, pelo menos, até à primavera socratista.

É evidente que as pessoas envelhecem, e os anos as tornam sérias. Cavaco Silva é uma P*** cujos anos nunca conseguiram tornar séria, e, quando, com a maior desfaçatez, nega ter alguma vez ter tido alguma coisa com os canalhas que lhe preencheram os alvéolos dos governos que destruíram o aparelho produtivo, tornaram Portugal num canal de circulação de todos os tráficos, e arruinaram la feericamente a Cultura, está a renegar a cama onde todos se esfregavam, o que revela uma ingratidão vaginal, indigna do mais alto útero da Nação.

Claro que todos nós sabemos que o cidadão Cavaco Silva nada teve a ver com o BPN, que provocou o colapso do Estado Português, mas, em contrapartida, o BPN tinha, e tem, tudo a ver com o cidadão Cavaco Silva, já que se trata de uma anomalia financeira, um “Cisne Negro”, na terminologia de Taleb e Mandelbrot , criado pela gentinha e gentalha a quem ele deu a mão, para ascender na escada descendente dos últimos 30 anos da ética política portuguesa, os tais Dias Loureiro, o Oliveira e Costa, o traidor Mira Amaral e o assassino Duarte Lima, entre tantos outros.

Numa Europa civilizada, um Presidente sobre o qual recaísse uma simples suspeita de jogadas financeiras, saltava fora, como aconteceu com o Alemão. Este… não, e para provar que nada tinha a ver com essa gente, nomeou-os para o Conselho de Estado, e nasceu duas vezes, quando os segurou por lá, até depois do impossível.

Alguém teria de explicar a esse homúnculo, cobarde e retorcido, que é a Ética, e não a Política, que, neste momento, o impede, definitivamente, de continuar a manchar o elevado cargo que ocupa.

A agonia de Portugal é, pois, esta: ao pé do BPN, o “Freeport” não passa de uma brincadeira milionária, destinada a alimentar uma família numerosa. Se me perguntassem se gostava de ver Sócrates, ao lado do vende pátrias, Miguel Relvas, na prisão, é evidente que gostaria disso, como qualquer Português dotado de um mínimo de sensibilidade, mas, para este novo Pedro de Boliqueime, que, cobardemente, nega e renega tudo o que, ao logo do seu miserável percurso, fez e promoveu, num permanente papel de possidónio do Monte das Oliveiras, eu, sinceramente, gostaria de um castigo mais refinado, mais à altura, mais ao nível rasteiro em que a sua existência se construiu: a marquise de cobertura, do topo da base.

Aparentemente, estão-lhe a prepará-lo para 12 de maio.

Assim seja.

(Quarteto do tenha vergonha e vá-se embora, seu manequim dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
Noite e madrugada, de 24 para 25 de abril de 2012
25 Abril 12 12:47 | Arrebenta | 1 Comentário(s)   

Dedicado à A. Campas e ao P. Fernandes, para ver se "vão já dentro", e eu não tenho de continuar a descontar, para lhes pagar as reformas douradas...

Dia 24 de abril

23.00 - A TSF passa o tema "A noite é loucura" de Ana Malhoa. É a senha, para toda a zona do Cais Sodré

23.05 - Cais do Sodré. Movida. A palavra de passe é "dá-me mais um shot", e os telemóveis começam a tocar na Rua da Atalaia.

23.10  - P.S.P.- Esquadra das Mercês dá ordem de saída aos agentes, com instruções "sem agenda"

23.15 - Rádio Renascença põe, no ar, o tema "Avé Maria", cantado, em Fátima, por Fafá de Belém

23.20 - Vasco Lourenço, já tocado, é chamado ao telefone do Restaurante da Associação 25 de abril. Após dois minutos de conversa, dirige-se, a cambalear, para o seu telemóvel

23.25 - Vasco Lourenço telefona, em alta voz, para o Luís Montez, e grita, para todos ouvirem, que o negócio da "Herdade do Sardão" fica cancelado, apesar de a Patrícia Cavaco Silva já ter posto todos os pagamentos devidos no "off-shore" do Luxemburgo. Termina com um "a tua mulher é uma P***, e vais ver o que eu vou fazer agora ao teu sogro, meu cabrão!...", bem alto, para ninguém ter dúvidas sobre o que, e quem, estavam a falar

23.30 - A Rádio Renascença volta a passar "Avé Maria", de Fafá de Belém, para o caso de não se ter ouvido, com a batida do Bairro, do Cais Sodré, Docas e Santos

23.35 - Esquadras da Praça do Comércio, Santa Marta e Rato dão ordem de saída aos seus efetivos, "sem agenda", exceto o sinaleiro do cruzamento de S. Mamede, dados os seus jeitos de mãos, e conhecida orientação sexual

23.38 - Aníbal Cavaco Silva, conduzido pelo Chefe da Casa Militar da Presidência, abandona o Palácio de Belém, disfarçado de Teresa Guilherme, e os netos vestidos de Maddie. Dentro de 15 minutos estarão, a salvo, no "bunker" dos Paraquedistas, no Alto de Monsanto

23.40 - Polícia Militar, Corpo de Intervenção e Lanceiros 2 saem da Calçada da Ajuda, e cruzam-se com Maria Cavaco Silva, de bandeira branca na mão, a apresentar uma rendição, na sua qualidade de mulher de centro-esquerda. É o primeiro triunfo dos revoltosos

23.45 - Rádio Renascença volta a passar "Avé Maria", de Fafá de Belém, o que é entendido como sinal de arranque para as guarnições de Coimbra, Aveiro, Gaia e Porto

23.50 - André Wilson da Luz Viola e o Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, são detidos no Palácio da Ajuda, ao abrigo de uma lei do Estado Novo, por se encontrarem, ambos, com "aquilo na mão", "a mão naquilo", "aquilo na boca", e "aquilo" em vias de ir para trás

23.55 - Miguel Relvas recebe um telefonema de Miguel Macedo, sobre rumores de movimentações de forças militares e paramiltares

23.56 - Jantar de muamba de Pedro Passos Coelho é interrompido, por telefonema do chefe de gabinete de Miguel Relvas, seguido de telefonema do S.I.S. A Laura recebe imediata ordem de parar de dançar kizomba, e há troca de telefonemas com as embaixadas de Angola e da Venezuela

25 de abril

00.00 - O golpe está em marcha. Grupo de Ocupas e Anonymous dirige-se para Santa Apolónia, onde procede ao desvio do Alfa Pendular, para o Porto, com ligeiro atraso, devido a inspeção surpresa da ASAE à carruagem bar

00.05 - Telemóvel de Otelo toca, na mesa de cabeceira do colchão de água, redondo, e a segunda legítima levanta-se, tapa os saquinhos descaídos, com o lençol, e pergunta, "já vais ter com a outra?..." Otelo põe um ar solene, veste as Springfield às riscas, e profere uma frase histórica: "Vou mas é fazer a folha à Jeová!..."

00.15 - GNRs de serviço da Assembleia da República selam o edifício, e detêm Dª. Adelaide Pinto de Sousa, que estava a bater à porta da Fundação Mário Soares, para tentar convencer os locatários de que o Fim do Mundo estava aí

00.30 - Operacionais do G.O.E. iniciam a tarefa mais difícil do Golpe: tentar deter todos os primos, semiprimos, tios, semitios e ex chefes de gabinete e assessores de joelhos de José Sócrates

00.45 - A Armada junta-se aos revoltosos, e ocupa o Palácio das Necessidades. O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, é conduzido a casa, e mantido em prisão domiciliária, dado o luto da família. Um núcleo de operacionais encarrega-se de informar as embaixadas estrangeiras de que a Ordem Constitucional, em Portugal, se encontra, provisoriamente, nas mãos de uma Junta Militar

00.50 - Embaixadas e Consulados Portugueses, em Paris, Frankfurt e Sal recebem ordens de detenção sumária do ex primeiro ministro, José Sócrates, do vice presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, e de Dias Loureiro.

1.00 - EDP, PT, Estradas de Portugal, RTP, Estúdios da SIC e da TVI, bem como as rádios com sede em Lisboa são ocupadas pelas unidades operacionais. Judite de Sousa anuncia que, brevemente, Carlos Cruz irá proceder à leitura de uma comunicação, ao País, redigida pelos novos detentores do Poder.

1.05 - Paulo Macedo é detido, na sua cela da Opus Dei, onde estava a proceder ao habitual martírio noturno, com os cilícios de São Balaguer. Tinha as costas numa chaga

1.10 - Fontes próximas do Gabinete 5003, indicam que o ocupante do Gabinete 5001, da Assembleia da República, Senhora de Mota Amaral e respetivo motorista, João Jorge Lopes Gueidão, "se encontram em parte incerta"

1.20 - A informação é desmentida por brigada de trânsito, no posto de Montemor, que registou a passagem, nas portagens, de um BMW, com matrícula 86-GU-77, onde se supõe que o casal esteja a dirigir-se para a fronteira, após breve paragem na área de serviço, para satisfação de necessidade sexuais, dada a tensão

1.25 - António Mexia, Mira Amaral, Faria de Oliveira, Carlos Tavares, Zeinal Bava, Pinto Balsemão, José Miguel Júdice, Proença de Carvalho, Pinto Monteiro, João Lobo Antunes, José Carrapatoso, Braga de Macedo, o Catroga e o Borges, entre outros, dão entrada, sob ordem de prisão, no Forte de São Julião da Barra

1.30 - Atos de vandalismo, de populares, verificam-se, contra o Restaurante "Eleven", havendo notícias de atos isolados de saque, na Quinta da Marinha e na Quinta da Beloura. Américo Amorim, Isaltino de Morais e Armando Vara são declarados vítimas de balas perdidas

1.35 - Leonor Beleza é detida, de roupão, e rolos na cabeça, e entregue a um auto denominado "Comité Hemofílico do 25 de abril"

2.00 - Iate de Isabel dos Santos entra na Barra de Lisboa e tenta negociar saída pacífica de Miguel Relvas, Carlos Moedas e Álvaro Santos Pereira, embora o último continue a declarar nada ter a ver com os restantes

2.30 - Maria Cavaco Silva tenta negociar saída do marido e netos, sem qualquer sucesso. Cães da pradaria, que mantêm a página humorística do "Facebook" de Cavaco Silva, subsituem a imagem pela de Américo Thomaz, com música de fundo do Toy. No Twitter já se podem seguir os acontecimentos em @ganzarevolucao

3.00 - Comando militar do Porto junta-se aos revoltosos, e é dada ordem para o fecho das fronteiras, a norte do Douro

3.30 - Todas as fronteiras terrestres e aéreas estão encerradas, e o tráfico de droga, romenas pedintes, p***s moldavas e ouro fundido das velhinhas, é suspenso, sine diae, em Peniche, Aveiro, Guincho e Costa Algarvia

4.00 - Vasco Lourenço, já mais lúcido, considera que o golpe é um sucesso. Todas as praças das cidades do País se encontram iluminadas, e com um número crescente de populares

4.30 - Comando Regional da Madeira detém Alberto João Jardim, que deverá ser trazido, em avião militar, para Figo Maduro.

5.00 - Hercules C-130 aterra, trazendo, a bordo José Sócrates e Diogo Infante, que são imediatamente conduzidos para os calabouços da Polícia Judiciária de Lisboa

6.00 - Ocupas, saídos de Lisboa, tomam a Escola do Alto da Fontinha, após violenta batalha com forças militarizadas. Rui Rio e Pinto da Costa são detidos, e levados para o Quartel de Gaia. Populares invadem os escritórios do Estádio do Dragão, destruindo toda a documentação e incendiando o edifício

6.30 - Fernanda Câncio apresenta a rendição, após algumas horas de cerco, no "Diário de Notícias"

7.00 - Às primeiras horas da manhã, multidões enfurecidas tomam de assalto, e incendeiam, sedes da Maçonaria e da Opus Dei

7.30 - Manifestações do P.N.R e de Anarquistas chegam a acordo, em Setúbal, e decidem defender a causa constitucional.

8.00 - Chefes militares da revolta são entrevistados nas Manhãs do Goucha, enquanto Carlos Cruz lerá, à Nação, o comunicado da Junta de Restauração da Constituição

9.00 - Na E.D.P., Chineses são agarrados, por populares, em fúria, aos gritos de "vai para a tua terra, meu filho da P***!..."

10.00 - Tribunal Constitucional é tomado de assalto e são presos todos os seus membros com ligações a sociedades secretas. Assunção Esteves, "a Suricata", aceita chefiar um gabinete extraordinário, desde que haja consenso entre operacionais da Maçonaria e Opus Dei, e marca Eleições Parlamentares para o dia 10 de junho

11.00 - Reuniões autónomas da Madeira e Açores declaram formalmente aceitar a nova ordem constitucional

12.00  - Governo provisório da Guiné-Bissau é o primeiro estado a reconhecer a Revolução Portuguesa, e propõe a assinatura imediata de tratados, que garantam a manutenção do fluxo de droga

13.00 - Com a dignidade própria de uma revolução exemplar, Pedro Passos Coelho e Aníbal Cavaco Silva, ainda mascarado de Teresa Guilherme, apanham o voo de Luanda, após negociação de exílio com o estado irmão angolano

14.00 - Troika anuncia retirada de Portugal, e reconhece que assuntos com agência de rating são águas passadas, bem como fim da extorsão coerciva

15.00 - Comissão Europeia reconhece nova ordem portuguesa, e Portugal como estado de pleno direito do Espaço Económico Europeu. Obama não está "zangado",  sindicatos apontam para 13 de maio, em Fátima, o maior 1º de maio jamais visto,e Maria Elisa Domingues fecha, simbolicamente, as pernas 

(Cravos que a Irmã Lúcia assim nos desse este amén, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

Imagem do Kaos


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Arquivado em:
O último Rey da Ibéria
20 Abril 12 02:06 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   

Quando a Goldman Sachs falir, na forma incarnada do seu banco, o Mundo acaba.

Ora, nada disto teria qualquer relevância, se não fosse já para junho, e se nós pudéssemos continuar a assobiar para o ar, com os infortúnios do Fábio Coentrão, que o Real Madrid quer recambiar para a barraca, de onde nunca deveria ter saído.

O Goldman Sachs, enquanto banco, é uma instituição criminosa, que transformou o Dinheiro num holograma onanista, e que está para os Estados Unidos como o BPN está para Portugal, com algumas pequenas ressalvas, que passo a enumerar: aparentemente, tinham o vício de ir buscar os melhores, enquanto o BPN, à portuguesa, se contentava com os piores; os diplomas de ouro tinham sempre nele assento, enquanto as quartas classes da chico espertalhonice profileravam na Sociedade Lusa de Negócios, com exceção de Rui Machete, que já era mau antes de o ser. O outro  "je ne sais pas quoi" é que o BPN era uma saloice à escala dos presépios da Cavaca Velha, enquanto o Goldman Sachs opera à escala global, pelo que, através de uma regra de três simples, mais ou menos manhosa, se o BPN, do Cavaco e do Dias Loureiro foi suficiente para afundar Portugal, a falência, de aqui a dois meses, do Goldman Sachs arrastará o Mundo para a Bancarrota.

Até aqui, nada de mal, dirão as Portuguesas, dos programas da tarde, das generalistas, com os seus célebres, "é assim, temos que nos acostumar...", ou o "eles é que sabem, eles é que mandam, a gente só tem de cumprir".

Todavia, desta vez não vai ser assim, porque, ao colapsar o Sistema Financeiro, a nível mundial, a Globalização, que consistiu no ir explorar chinesinhas e vietnamitas, para vender coisas no Ocidente a preços ligeiramente mais baixos, e com margens de lucro, de intermediários, infinitamente astronómicas, destruindo empregos e toda a estrutura do Estado Social, a Globalização, dizia eu, vai para o c******, e como tudo isto está colado com cuspo, países como o nosso, que se tornou residual, importador bruto, e bandeira de conveniência de drogas, e outras coisas que não servem para a alimentação, um belo dia vai acordar, e, ao contrário do que se pensa, o problema não vai estar em meter o multibanco na ranhura, e não haver notas, mas em ir à prateleira das sucursais da Jerónimo Martins, e nada haver para comer.

É certo que o canibalismo resta, como solução, mas com o conselho -- avisado, diga-se de passagem --, dos sicários de Passos Coelho, para "emigrarmos", o que sucederá será que não vamos poder comer sequer, frango, mas só galinha velha, daquela que se arrasta para Fátima, para ver o solzinho dançar, e eu odeio alimentação fora de prazo, pelo que não me apetece acabar os meus dias a ratar uma artrose de uma crente da Beata Lúcia.

Afora o humor, esta m**** está-se a desintegrar, por algumas razões que são evidentes, posto que algumas medidas previstas pela "Troika", dado o poder de não previsão de quem assinou aquele compromisso, tinham, como efeitos colaterais, a prisão de meia classe política, e ir mexer nos vespeiros que movem, na sombra, a nossa bandeira de conveniência.

Era evidente que não se ia mexer nos salários mais elevados dos gestores, porque isso era ir mexer nos salários dos gajos que tinham ido para esses lugares de gestão, depois de terem fielmente cumprido o papel político de desintegradores da Coisa Pública. Também não se podia mexer nas parcerias público privadas, porque a própria designação é aberrante: uma coisa ou é pública, ou privada, exceto os eventos sexuais de quem nos governa, e, à Portuguesa, resolvemos bem a questão: era tudo pago pelo Estado, só que umas tinham o nome de "Estado" e as outras não tinham. Também não se podia desmantelar o cancro das autarquias, porque as metástases eram famílias inteiras, caciquismo partidário generalizado, a provocar rombos fabulosos nas contas públicas, de maneira que só havia duas saídas: ou se deixava tudo na mesma, como aconteceu, e se preferiu ir para umas medidas cosméticas, para intimidarem os cafres, como roubar nas reformas, e pôr as velhinhas de oitenta anos a calcetar as ruas, ou se tentava meter parceiros duvidosos no baralho, como países onde a prática democrática deixa muito a desejar, como Venezuela, Angola e a China.

Quanto a Angola, é certo que tínhamos, e temos, porque ainda não foi pelos ares, com uma bomba de um anarquista, o célebre Miguel Relvas, que, depois de beijar o cu ao bode, na sua Loja Maçónica, também foi lamber o cu à Isabel dos Santos. Ora quem lambe o cu a um bode e à Isabel dos Santos, depois disso, lambe qualquer cu, em qualquer circunstância e a qualquer preço.

Acontece que o procedimento de Miguel Relvas, por alegoria, se poderia entender como a postura de todo o bando de marginais, que enturmou, com Passos Coelho, sob a designação de "Governo".
Na realidade, não há Governo, há só um grupo de pessoas, aterrorizado, a tentar, de três em três meses, com a chico espertice típica deste povo desolado e desolador, tentar enganar a "Troika", que vem ver, se de facto, estamos a cumprir. É já mais do que claro que não estamos, exceto nos tais pormenores que não custam nada e que mantiveram a população em estado catalético, durante os escassos meses que esta tortura tem durado.

Subitamente, as coisas começaram a parecer estar a mudar, porque, para esta gente, que não reage a nada, começaram a tocar nos árbitros, nas maternidades e na escolinha das suas crias, ou seja, no património intra uterino, que se conjuga entre a homofilia dos estádios e a ditadura das mulheres de bigode.

Para Stephen Hawking, Portugal terá entrado numa singularidade espácio temporal, e, numa terra habituada a queimar gatos e a deitar azeite a ferver nas crianças, deu-se um evento inusitado, que foi a tentativa de um "desperado" se imolar pelo fogo, frente à Câmara Municipal do Porto, onde reside um dos maiores mafiosos de Portugal.

Ora, a onda de choque disto é imprevisível, e vamos ver para que lado encosta, se para os cravos de abril, se para os cravas de maio, ou se para mais uma gigantesca procissão do adeus, em Fátima. Pessoalmente, inclino-me mais para esta última, mas isso faz parte do solipsismo nacional já que, na realidade, por mais horas que passem a fazer grandes planos, televisivos, do focinho da santa com cara de saloia, o que está em cena é uma enorme ampulheta, que já está a escorrer para o lado oposto, sobretudo  em España, onde o último dos Bourbons já está num estado de degenerescência neurológica só comparável com a de Cavaco Silva, já que, todos nós aprendemos, desde pequeninos, que ninguém mata elefantes por equívocos, embora, por equívocos desses, possam cair Monarquias, como já caíram com os brioches da Joana Josefa de Lorena, arquiduquesa de Áustria, e rainha de França, e em outras tantas circunstâncias. Quando a Monarquia cair, a España transforma-se nos Balcãs peninsulares, com a Cataluña e os Bascos centrífugos, e, enfim, malhas que o Império tece, a Galiza a querer "ajuntar-se" ao Norte, para que Lisboa deixe de ser a capital do Porto, e seja finalmente substituída, nessa função, por Vigo.

Já nessa altura terá falido o Goldman Sachs, não haverá comida, e o escarumba que os "soixant- huitardes" tanto aplaudiram, sem perceber que era a mais espantosa ratoeira que a América neo fascista lhes tinha aprontado, não só terá conseguido dar cabo do Euro como terá destruído o Dólar.

Eu sei que tudo isto é uma chatice, mas como é inevitável, aconselho-vos a entreterem-se, nesta trégua de dois meses, antes do Apocalipse, com as vitórias do Sporting, ou como eu, que, metido numa interminável forma de sufoco e tédio, dei hoje comigo, estupefacto, a olhar para as mamas da Joana Amaral Dias.


(Quarteto do Armagedão, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal". no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


Imagem do Kaos


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Isabel Moreira e as suricatas da Assembleia "Nacional"
05 Abril 12 12:31 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   


Imagem encomendada ao Kaos


Este texto é dedicado a Isabel Moreira, pela qualidade humana, e pela coragem, no meio da escumalha que se apoderou do Partido Socialista


Portugal é uma vergonha, e tornou-se num “study case” de Etologia, que daria a obra prima de Attenborough, se ele se dedicasse a estudar as suricatas da Assembleia “Nacional”.

A Assembleia “Nacional”, como já diversas vezes repeti, é um ajuntamento de pessoas, que representam diversos interesses, debaixo das bandeiras de conveniência dos chamados “Partidos Políticos”.

A bandeira de conveniência, que, inicialmente, era uma instituição de navegação, explicava que houvesse tantos navios, com pavilhão panamiano, por exemplo, para descartar responsabilidades, tal como os “off-shores”, que são uma caixa de correio, sem morador atrás, para onde é encaminhada toda a correspondência das trafulhices que os seus detentores praticam, por toda a parte do Universo.

Portugal tem cinco, seis, se contarmos com aquela excrescência dos “Verdes”, que toda a gente sabe ser a casota de arrumações do PCP, bandeiras de conveniência, e, por detrás dessas cinco bandeiras de conveniência, move-se uma realidade turva, que as pessoas não querem, não conseguem, ou não suportam ver.

É difícil imaginar que aquelas vozes cavas e decentes do PSD, nos jantares de fins de semana, se juntem com elementos de Extrema-Direita, e façam a saudação nazi, jurando pela pele a certos adversários políticos. O PS, por mais que o desminta, tinha o Ferro Rodrigues a mamar no pretinho da Casa Pia, que o Pedroso lhe arranjou, e chamam a isso “fação de esquerda”. No meu léxico, confunde-se substancialmente mais com o célebre “ajoelhou/rezou”, mas nem vale a pena insistir nisso, num país onde ainda toda a gente acha que o Marco Paulo é um solteirão cobiçadíssimo, e a Senhora de Mota Amaral uma virgem consagrada, da Opus Dei. No CDS é ainda mais dramático falar da coisa, sobretudo naquele último Conselho Nacional, em que a Senhora de Ribeiro e Castro, a quem alguém encomendou o frete de fazer de “mulher alibi”, resolver votar contra um feriado qualquer, e imediatamente foi condenada por umas caras pavorosas, muito conhecidas dos oratórios de ajoelhamento do Terminal do Rossio e das defuntas plateias do “Olympia”. Houve uma fase em que o Portas os recrutava no “Trumps”, agora, com o declínio do Estado da Arte, recruta-as nas sucatas do “bas-fonds” porno do “Cine Paraíso”, e chamam a isso “Política”. No fundo, até têm razão, porque, dado o estado da coisa política, é normal que as pessoas sejam recrutadas nesses bastiões, já que, ao contrário do que disfarçam, com esses, ao menos, já se sabe com o que se conta: estão no nível da Amélia dos Pentes, mas, um pouco… abaixo. O PCP é uma exceção, porque anda a fazer testes de resistência à coqueluche do Arménio Carlos, uma coisa em quem nem a família acredita, e vai daqui uma saudação para o Cajó, o sobrinho, que, com estes que a terra há de comer, vi eu, ao meu lado, a assinar a folha de presenças, no dia da greve geral de 22 de março, que eu também furei, porque não faço mais fretes a comissários políticos, já que os sindicatos existem para representar as forças produtivas do país, e não as forças produtivas do país, para adubarem o narcisismo da incompetência, em forma de pseudo protesto de rua. Sem querer adiantar mais, com a progressiva dissolução da Ordem Pública, os Sindicatos acabarão a apanhar nos cornos, por cumplicidade, compadrio e negociatas, por debaixo da mesa, com os caciques reinantes: é uma questão de meses, e não muitos, porque isto está a derrapar, e mal España dê ordem de arranque, Portugal transforma-se num caixa de ressonância do estado de insuportabilidade em que isto se tornou.
Acho que me esqueci de falar do Bloco de Esquerda, mas não me apetece, porque não sou perfeito: eles que se autocritiquem, que têm bom corpo para isso.

Vem este texto a pretexto do acontecido com a Isabel Moreira, bem nascida, e filha de um dos homens mais inteligentes de Portugal, da velha escola, em que o pronunciamento só era possível com o conhecimento absoluto de todos os bastidores florentinos da deriva política, e não a ligeireza com que trastes, como os comentadores políticos que, diariamente, nos atentam contra a inteligência, vão aumentando a entropia do estado explosivo da situação portuguesa.

O P.S., no rescaldo de Sócrates, está no mesmo estado de ruína em que ficou o PSD, depois da neoplagia Cavaco Silva: ingovernável durante décadas, até cair, nesta anomalia de Massamá, que devia estar a fazer muamba num musseque de Cabinda, em vez de estar a tornar Portugal numa muamba de Cabinda, em forma de musseque, Miguel Relvas. Não tenho seguido o debate político, pela simples razão de que não há debate político: há uns cavalheiros e umas gajas que se reúnem, depois do almoço, cheios de álcool e de outras substâncias, e entre sms, jogos de consola, telefonemas para combinar a f*** do fim do dia, ou o próximo negócio sujo, do gabinete de advogados que representam, votam, de braço no ar, as próximas leis que vão assegurar a ruína do país.

Parece que a Isabel Moreira votou contra aquela aberração que é o Código do Desemprego, que nos faz abandonar a plataforma da Civilização, para regressar aos cenários dos textos extremados de Marx, e das revoluções pré nihilistas de 1848.

Aparentemente, já não se trata de vender Portugal directamente aos criminosos que governam Angola, a Venezuela e a China, mas de experimentar, em bruto, cá, e à força, o Modelo Chinês.

O Arménio Carlos protesta, mas é tudo na ordem do faz de conta., porque o que lhe interessa é contar cabeças, e tentar perceber quantos parvalhões é que plebiscitavam o seu nome à frente da CGTP, a coberto de “lutas laborais”.
Lutas laborais, o c******, meu amigo: os Portugueses não são objetos de experiência de manobras partidárias, obsoletas desde que a “Nomenklatura” se desmantelou, na defunta União Soviética, e, ou vocês fazem um “aggiornamento” à situação de tumulto para-anarquista que se está a montar nas ruas, ou vão na mesma crista do maremoto, mas isso é um problema que só a vocês diz respeito, já que eu me estou zenitalmente borrifando para que vos aconteça, tal como vocês estão absolutamente desinteressados do que nos possa suceder, nesse vosso vergonhoso conluio com o Poder.

A chave decisória da crise social já se deslocou para o centro das ruas, na forma direta dos-sindicatos-que-se-fodam, porque, o suicídio de um reformado, em Atenas, dizendo que não suportava mais o que estava a presenciar, poderá ter, na forma de onda de choque das sociedades europeias, o mesmo efeito do rapaz que se suicidou, em Tunes, e provou o desmoronar das ditaduras do Magreb. Todos nós somos o suicidado da Praça Syntagma.

Eu sei que tudo isso é uma história mal contada, mas aconteceu, e do que nós mais precisamos, presentemente, é de coisas que realmente aconteçam, não guerras do alecrim e manjerona, com o Arménio Carlos e o seu quintal.
Na Assembleia “Nacional”, cheia de corruptos e da pior escória que esta país produziu, tentaram trucidar a Isabel Moreira, que ainda pensa de luva branca, e tem “pedigrée” suficiente para os enfiar a todos no chinelo, até à terceira geração.
Objetivamente, embora não devamos julgar ninguém pelo seu aspeto físico, António José Seguro, com o seu ar de merceeiro, nunca devia ter passado do balcão de mercearia virtual, no qual se move. É, portanto, excelente, que tenha acontecido o que aconteceu, porque já há vozes que falam aí no regresso do famigerado Sócrates, que, com todos os seus defeitos, era uma máquina de guerra, ao pé destes atrasados mentais, do aventalinho, da pedofilia e dos sacos azuis. Por mim, sobretudo desde que o Diretor das Sciences Po apareceu morto em Nova Iorque, quando descobriu que tinha como aluno o famigerado Vigarista de Vilar de Maçada, aposto tudo na Isabel Moreira: mulher, educação refinada, para pôr na valeta todos os merceeiros, as amostras clínicas, as edites estercos e toda a escumalha, que tornou o PS, num partido infrequentável.
Sim, amigos, gente que desce, como vocês descem, ao nível de tratar a Isabel Moreira por “essa fufa” (!) finalmente dão razão à existência de espaços alegóricos, como o “Braganza Mothers”, que vocês tanto odeiam, porque vos descobre as carecas, através de um léxico igual ao das vossas conversas privadas.

Só que nós fazemos ficção, e andamos: vocês... não: vivem diariamente atascados nessa linguagem e nessa sórdida realidade.

O resto é ainda pior: Um Ministro da Administração Interna que tem pavor dos Indignados e que põe processos disciplinares ao elo mais fraco, os polícias, depois de lhes ter dado ordem para carregarem sobre a multidão; Passos Coelho, o Vigarista de Massamá, fala de um país onde os cidadãos vão ter cortes de subsídios, o que é anticonstitucional, por mais que aquela maria amélia do Jorge Miranda – outra que adora chupetas de rapazinhos… – diga o contrário.

Parece que é para resgatar o País.

Não é, caros concidadãos, é para resgatar o BPN, do filho da P*** do Cavaco e seus amigos.

Como o suicidado da Praça Syntagma, eu recuso-me terminantemente a resgatar o BPN, os salários do Mexia, do Catroga e do filho da P*** do Mira Amaral. Recuso-me a pagar os golpes do Álvaro Sobrinho, no BES-Angola. Não quero pagar o salário do André Wilson da Luz Viola, nem do motorista da paneleira da Senhora de Mota Amaral, através de quem a Opus Dei faz fretes à Maçonaria, nem as dívidas das associações mafiosas de farmacêuticos. Não quero pagar a alimentação do Isaltino de Morais, nem antes, nem depois, de preso. Não quero que a Odília Pereirinha esteja de baixa fraudulenta, em Nova Iorque, com o dinheiro dos meus impostos, a receber salário, para apoiar o estripador do filho, só porque era mandatário da juventude do Cavaco, em Cantanhede. Não quero pagar mais motoristas, mais assessores, mais cartões de crédito de parasitas de empresas públicas falidas. Não quero pagar os salários de famílias inteiras que vivem penduradas em coios autárquicos. Não quero pagar o estrume do Berardo. Não quero pagar as rotundas e as esculturas de m**** de que as rechearam.
Aceito contribuir para o pagamento das dívidas que o País tenha, mas só depois de ver esta gente toda na prisão, e não a receber doutoramentos honoris causa, como a assassina Leonor Beleza. Não quero ver o dinheiro dos meus impostos, a pagar as suricatas da Assembleia “Nacional”, a começar pela Suricata Mor, a Bimba da Assunção Esteves, com os seus penachos louros, à Lady Gaga, que percebe tanto daquilo quanto eu, e que me dá vontade de estrangulá-la, de cada vez que fala , com aquele sotaque de marimba, entalada no palato.


A isto chama-se Direito de Indignação, e quero que se juntem comigo todos que sentem exatemente o que eu sinto, para ver se, ainda este ano, fazemos a limpeza geral.

Contamos convosco, cidadãos, porque a hora é nossa.


(Quatro pontos cardiais, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e em “The Braganza Mothers”)


O homem que ganhava 13 000 salários minimos
30 Março 12 03:10 | Arrebenta | 1 Comentário(s)   
Imagem do Kaos


Portugal é um país surpreendente, dado que raramente estagna, e nunca tem retomas, a não ser em regime de bomba nuclear.
Desta vez, retomou para o “Guiness”, como aquele país onde há um cretino que consegue ganhar 13 000 salários mínimos.
O realizador de esplanada de Cascais, que fez aquela m**** “What the Finns need to know about Portugal”, esqueceu-se de colocar esse fenómeno, não do Entroncamento, mas da EDP, e foi pena, porque se os Finlandeses, na altura de votarem mais dinheiro a fundo perdido para a Cauda da Europa, tivessem sabido que o alguém ganhava, a descoberto, 13 000 salários mínimos, certamente nos teriam, e com muito gosto, emprestado muito mais do que aqueles trocos que enviaram para cá.

Estamos a falar do Mexia, um cancro da Democracia, um indivíduo – e tanto que eu aprendo à mesa de certos restaurantes… -- que já era corrupto no tempo em que servia o corrupto Mira Amaral, no tempo em que ele era Ministro da Economia do corrupto Aníbal Cavaco Silva.

O Mira Amaral era genial, porque, ao mesmo tempo que ia distribuindo pelos amigos do Aníbal os Fundos Estruturais, que vinham para tornar os Portugueses um povo europeu, cuidava da sua vida privada, e nunca é de mais recordar o maravilhoso episódio da rotina diária do Ministério, quando alguém ia colocar serviço no gabinete da esposa, uma pobre demente, para fingir que ela estava apta para trabalhar, já que o divórcio nunca mais avançava, e o Mira Amâghàl, esse cancro da Economia, da Democracia e dos Valores Humanos, tinha medo de que o tribunal lhe o recusasse, já que ficava mal a alguém divorciar-se de uma pobre desgraçada que tinha enlouquecido…

Outras eras, outros valores: serve agora a boceta da mulata, à frente do BIC, e acabará “Honoris Causa”, um dia destes, como a Leonor Beleza, que vai receber o seu, pela Universidade Nova de Lisboa, por muy nobres serviços causados ao serviço do Sangue.


O Mexia, como diria o defunto Viegas, já era corrupto, antes de haver corrupção, posto que, ainda o Mira andava a gamar os fundos, já o Mexia se andava a mexer nas trafulhices das Energias Renováveis, naquilo que poderíamos chamar uma subempreitada da corrupção, mas tão descarada que o Mira Amaral, o Papa da coisa, lhe teve de pôr uns patins, como Luís XIV -- com as devidas distâncias, já que estamos a falar da ralé da ralé... -- pôs ao Intendente Fouquet.
Pelo Princípio de Peter, “alavancado” pelo Cavaquismo, pelo Guterrismo, pelo Barrosismo, pelo Santanismo, pelo Socratismo, e, finalmente, pelo Segundo Cavaquismo, ou Cavaquismo de Alzheimer, de Passos Coelho, o canalha Mexia conseguiu-se mexer ao ponto de se tornar no Senhor que mexe em Treze Mil Salários Mínimos, uma coisa que eu não sei o que seja, porque sou mau em contas de cabeça e, sobretudo, tabuadas da miséria humana, mas posso ir às contas: a acreditar na “Wikipédia”, um salário mínimo, na Cauda da Europa, é de 475 €, o que, multiplicado por 13 000 dá qualquer coisa como 6 175 000 €. A dividirmos isso – e vou ser generoso, e considerar o 2012, como bissexto… – por 366 dias, a soma dá, diariamente, um número de 16 871 €.

Mesmo eu, que sou gastador, teria alguma dificuldade, aliás, sentiria uma estranha forma de tédio, em poder desbaratar, por dia, esse número incómodo, chato, impertinente e desolador.

Coração nas mãos, uma pessoa como eu, que em nada se compara ao Mexia, já que tenho refeições livres, cartões de crédito sem teto, ajudas de custo, deslocações pagas, em executiva, dividendos de coisas estranhas, e mais valias de acções ainda mais estranhas, rendimentos a prazo, a risco e à ordem, “prendas” e dinheiro líquido, convites para jantares com gente interessante e duvidosa, sei lá, tantas coisas em que o Mexia nunca mexeria, nem que pudesse, porque o Mexia teria de se mexer muito para me chegar aos calcanhares, ora, depois disto tudo, que fazer, eu, com, vá lá 16 800 € por dia?...

Como toda a gente sabe, desde a queda do Concorde que não dá para ir almoçar a Nova Iorque e voltar no próprio dia, e os Cartiers enjoam, a partir do centésimo, tal como as écharpes “Hermès”, nem que a benemerência me fizesse distribuir umas quantas por dia, para melhorar o conforto dos sem abrigo do Martim Moniz e da Gare do Oriente, pelo que sou solidário com a presente dor e angústia do Mexia.

Por outro lado, o Bando, perdão, Banco de Portugal, onde ainda impera a célebre Teodora Cardoso, esposa há 1 500 anos do Basileus Justiniano, a tal que tinha o sexo não onde a natureza lhe o tinha colocado, mas na face, anuncia que vamos crescer nada por cento, e que ainda haverá, assim, a jeito de ejaculação precoce, 170 000 novos mil desempregados, já este ano.

Como se sabe, desde que o Vítor Constâncio se refugiou em Frankfurt, para não ser linchado na Fnac do Chiado, onde aparecia, depois do almoço, a cambalear, de bêbedo, não podemos confiar nestes números, porque corremos o risco de ter 170 000,54 desempregados, em vez dos 170 000, dos quais, como é sabido, mais de 40% têm habilitações superiores, ou seja, não estão ao nível dos analfabetos empresariais e políticos que transformaram Portugal no cataclismo em que se encontra.

Eu sei que estão desorientados, mas eu dou-vos uma pista. SIS, Secretas, Serviços de Informação, infiltrados, gente séria, e outros, filhos da P***, apesar de andarem a perder tempo a ler mensagens do “Facebook”, violar emails e sabotar blogues, estão em alerta vermelho, embora só declarem o laranja, por causa das cores do PSD, porque há rumores de que poderão começar a surgir atos anárquicos, descoordenados e imprevisíveis, mal a “Troika” declare, em maio, que entrámos, definitivamente, em derrapagem, e que o País vai acabar, num estado que fará, da Grécia, um conto de fadas. 
Todos os sinais apontam para isso, na forma dos mais variados escândalos, e num país onde o Rei Ghob vai para a prisão 25 anos, enquanto o pedófilo Eurico de Melo jubila entre os amigos mama pilinhas, dos Ferraris do Vale do Ave, e o Carlos Cruz quer uma investigação (?) à investigação do “Casa Pia”, dele, e dos amigos dele. Claro que os órgãos de intoxicação social, o tarado do Medina Carreira e os abrações universitários dos ex ministros das finanças de Cavaco, Guterres, Durão e Sócrates continuam a fingir que não estamos num barril de pólvora a que só falta atear o rastilho.

Acontece que as informações que circulam nos serviços de informação da República, todas, dizem que o rastilho já foi mesmo ateado, e eu, como muitos dos comentadores não pagos para enganar os Portugueses, estamos, de bancada, à espera de que a coisa rebente, e mal, como aconteceu no fim da Monarquia, e daquele permanente enxovalho maçónico, a que chamaram “I República”. 

Como não tenho revólver e não sei fabricar bombas, tenho um conselho que dou à sombra que nos trouxe até este abismo, Cavaco Silva, o incontinente de Boliqueime: dia 10 de junho, agarre em 10 mexias, prenda-os, e pendure-os numa jaula, na Praça do Pelourinho, onde poderão estar expostos aos “carinhos” de uma população vexada, humilhada e extremada. Melhor: junte a sua carcaça neuro degenerada aos 10 mexias, e teremos 13 000 vezes 10 salários mínimos, o que faz 130 000 salários mínimos, a distribuir pelos 170 000 novos desempregados. Se esticarmos as reformas do “Presidente”, mais as calotes dos amiguinhos do BPN, ainda arranjamos salários médios para 1 000 000 de Portugueses. Não acham a ideia boa? Eu acho, Tem, tão só, um senão: é que 10 de junho parece-me uma data muito longínqua para a vida política que os rumores atribuem ao Saloio de Boliqueime, o que é pena, porque até podíamos resolver, assim, a crise do Desemprego, numa só manhãzinha de medalhas, com as artroses da Maria, a desfiarem o terço, filha da P***, ignara como as casas. Bem hajam.


(Quarteto do 12 de maio, Dia do Sapato, o Cavaco vai resignar, no “Arrebenta-Sol”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e no sabotado pelo filho da P*** Miguel Relvas, todas as semanas, “The Braganza Mothers”)


Cavaco Silva: das Presidências Abertas às presidências completamente fechadas
17 Março 12 02:29 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
 
                                              Imagem especialmente encomendada, para o evento, ao Kaos
                                                                                                                                                                                                               
                                                                                                                                                                                                                                                                                                Andante molto cantabile, Allegro sanguineo



Quando Garibaldi teve aquelas pretensões de unificar a Itália, para que Berlusconi, quase século e meio depois,  já a encontrasse unificada, embrutecida e putificada, Sua Santidade Pio IX, um dos papas mais estúpidos, ignorantes e reacionários, de toda a longa história de crimes da ICAR (hoje declarado "Santo" (!) pelo pedófilo nazi, Ratzinger), declarou-se "prisioneiro" do Vaticano, situação de que, para aqueles que gostam de História, só o Tratado de Latrão, assinado entre a Santa Sé e os Papas-Reis dos Estados Pontifícios, os libertou, entregando, doravante, na situação de monarca absoluto, o Vaticano, S. Pedro, uns jardins e sanitários anexos, onde a Guarda Suíça, durante dia e noite, se entrega a atos contra a natureza, e Castel Gandolfo, uma quinta destinada a repousos e retiros pedófilos, como a Casa de Elvas, onde Carlos Cruz nunca esteve, mas só costumava ir.
Toda a gente sabe que os abismos que separam Itália de Portugal, para lá dos milénios de Civilização, e de Neanderthal nunca ter escolhido o ninho de Leonardo, Rafael e Dante, para a sua postura fora de época, são flagrantes, ao ponto de toda a Europa culta sentir alguma vez, a necessidade de fazer a "Viagem a Itália", e, só com o cinto já muito apertado, a viagem a Portugal, exceto em caso de absoluta necessidade, ou para ajustes de contas familiares, como os McCann, que não sabiam onde livrar-se da sua Maddie.
Portugal, curiosamente, tornou-se agora muito Italiano, ou, melhor, mesmo muito pontifício, com um "Presidente" que se encontra tecnicamente prisioneiro dos Jardins do Palácio de Belém, com algumas escapadelas para a Quinta da Coelha, ou idas à campa do Cavaco pai, a Boliqueime, terra que até produziu duas aberrações, uma, na política, e outra, na Língua, a Lídia Jorge, que chegou ao estrelato por não saber escrever, mas levar porrada do Capitão de Abril que lhe pacobandeirava a boca da servidão, mas é melhor eu não me esticar muito sobre isso, não vá a Escandinávia nobélizá-la, para mais uma vergonha nossa.
Voltando ao tema, o Sr. Aníbal, cuja senilidade é uma verdadeira preocupação para os notáveis conselheiros que o cercam, e, sobretudo, a equipa clínica do Doutor Lobo Antunes, que já lhe introduziu um chip no cóccix, para saber, por GPS, com uma aproximação de 1 metro, se Sua Excelência está a conseguir circular regularmente, de sala em sala, sem se borrar pelas pernas (abaixo), apesar daquela casa de banho intermédia, que já teve de ser incrustrada no Palácio, não tenha ele uma daquelas aflições que o poderiam levar ao estádio do fraldário presidenciado avançado.
Ora, dado o estado de penúria da Nação, e o avançado estado de degradação do seu Supremo Magistrado, é sabido que o orçamento da Casa Presidencial dificilmente suportaria a construção de retretes de metro a metro, não fosse o Palácio de Belém começar, penosamente, a assemelhar-se à Fundação Amélia das Marmitas.
 
Decidiram, então, os Doutores que era melhor, mal por mal, pôr a carcaça do Sr. Aníbal a arejar de vez em quando, com o pretexto de a sua Maria, de Centro Esquerda ir inaugurando presépios, ao logo do Portugal dos Pequeninos, sob a tutela do Anísio, ou Anaísio, ou lá como é que o gajo se chama, que, quando não está nisto, anda a apanhar no cu com um ar de compungido, mas isso seria um mero escólio deste texto, e não é para hoje, que o tempo é grave.
O Sr. Cavaco Silva, prisioneiro da sua senilidade, das insustentáveis intervenções públicas, que puseram em causa a magistratura que exerce, ao ponto de os Militares, enquanto garantia da Soberania Nacional, estarem à beira de ter de intervir, e substituir a III pela IV República, pela obscena repetição de um Américo Thomaz, mas incapaz de despertar qualquer humor ou anedota.
Matematicamente, o fenómeno Cavaco Silva, se alguma coisa essas criaturas pardas, que nós pagamos para manterem de pé um cadáver, percebessem de Matemática, já entrou na fase irredutível da Catástrofe da Cúspide, de René Thom, ou, para os apreciadores de Engenharia dos Materiais, de acordo com a Lei de Hook, o Aleijão de Boliqueime já passou da fase elástica para a fase plástica, ou seja, já não é preciso mais nenhum esforço de tensão, para que se deforme e afunde, por si mesmo: basta, agora, sociologicamente falando, que apareça, ou tente aparecer, em público, para imediatamente se desencadearem imprevistas reações sociais, como iremos assistir, nos tempos breves que nos separam do fim da coisa.
Em Democracia é insustentável que exista um Presidente que está impedido de sair à rua, pelo que o colapso da situação, que, a mim, indefetível inimigo da criatura que gangrenou o Regime e destruiu económica e financeiramente Portugal, já tem uma ampulheta a correr, variando as apostas sobre o tempo, mas sendo todas coincidentes na sua iminência, está a dar particular prazer.
Para os que são de memória curta, o gasolineiro filho foi o único primeiro ministro de Portugal que se enfiou dentro de uma viatura blindada, ato de pavor e cobardia, a quem nem Salazar, que muito mais teria, pelas evidências, a temer. A Maria, pelo seu lado, mal o aborto conjugal se tornou primeiro ministro de Portugal, mandou pôr vidro à prova de bala, nas miseráveis salas de aulas que frequentava na Católica, nas raras vezes que lá, nos intervalos das faltas, como se alguém se desse ao trabalho de desperdiçar uma bala, que fosse, com tão patética figura...

Acontece que os tempos mudaram radicalmente. O Portugal do respeitinho ao Sr. Doutor, ao Sr. Engenheiro e ao Sr. Arquiteto, colossalmente estrangulado por um Sistema, que dia após dia, se revela impiedoso com os fracos, e cada vez mais submisso com os fortes; o Portugal da Senhora de Fátima, cobarde por essência, e que prefere violar crianças, espancar mulheres, e esquartejar avós, em vez de se voltar para os carrascos, que estão acima, tem assistido aos sucessivos trambolhões do Sr. Aníbal, um cúmplice de uma das maiores fraudes e assaltos de há memória no Regime, o BPN; que foge de adolescentes, em idade escolar; incapaz de viver com 20 000 € de reforma, e que se dessolidarizou dos problemas reais, de uma população envelhecida e de faca escolaridade, que era a sua base eleitoral de apoio, como o fora, durante décadas, do Vacão de Santa Comba Dão, que nunca se atreveria a humilhar o seu povo, dizendo-lhe que, ao contrário da outra, roesse côdeas, já que o Sr. Aníbal mal tinha dinheiro para meio brioche, desse Senhor Aníbal, cujos poderes constitucionais teriam atempadamente permitido que demitisse o "Engenheiro" Sócrates, quando a sua cáfila estava a dar cabo do que restava da má saúde do país, mas prefere, cobardemente, aparecer a lamentar-se, num prefácio de um livro que nunca ninguém lerá, e que dificilmente ele terá escrito, mas que já lhe serve de epitáfio, pelo grotesco da forma e a prova de insanidade de quem subscreve tal conteúdo, sem, mais grave ainda, se retractar. Cavaco Silva vive imerso num delírio de neurocompensadores, para a sua degenerescência neurológica, coisa que já vem de muito atrás, como refere a raposa Soares, que revela que, o então primeiro ministro, Cavaco Silva "tinha visões (!)" (procurem a entrevista, que hoje não me apetece...), e ainda não percebeu que já resvalou para aquele limiar perigoso, onde o povo português, turvo, sonso, e falso, já não o vê como uma figura "acima", mas alguém que rasteja no patamar dos seres fracos sobre os quais costuma exercer os seus atos de vingança sádica.
Cavaco Silva caiu naquela zona crepuscular dos que incendeiam os gatos, apedrejam os vidros dos comboios, e queimam os caixotes do lixo. É natural que, de um povo turvo, se esperem, pois, perigosas reações turvas, mas os dados já estão irremediavelmente lançados: aparentemente, os conselheiros querem agora fazer um derradeiro esforço, e levar, no seu "Cavacamóvel", o cadáver político a inaugurar, este sábado, mais um presépio..., perdão, um passeio a Mirandela. Com as instabilidades barométricas em curso, pode ser que as secretas, ou um comissário da polícia, mais avisado, se lembre de o fazer recuar, à última hora, como aquando da António Arroio. De qualquer maneira, está irremediavelmente condenado.
É dramático, e pungente, quando um povo perde o respeito pelos seus governantes, mas é totalmente lícito, quando os seus governantes também deixaram de os respeitar.
Sinceramente, não tenho pena nenhuma do Sr. Aníbal, mas, por favor, se se decidirem livrar dele hoje, por favor, evitem imagens chocantes: no estado em que ele está, basta que puxem, silenciosa, e piedosamente, o autoclismo.
Sim, até pode ser em Mirandela, pois pode, aliás, neste momento, qualquer sítio serve, desde que seja eficaz...
(Quadrado do adeus Cavaco, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")

Fracos com os fortes, e fortes com os fracos, seguida de uma urgente necessidade de matança do porco, na forma de Ferreira do Amaral
09 Março 12 02:47 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Imagem do Kaos

Todos os governos têm direito a um certo estado de graça, e a este eu dei-lho, aliás, na forma de prazo de validade, "governo para ano, ano e meio", evitando atacar o Passos Coelho, por causa de algumas relações próximas, e porque uns mesitos de experiência até podem transformar as almas. A verdade é que não transformaram coisa nenhuma, e Passos Coelho, neste preciso momento, não é mais do que um boneco engraçado, com figura relativamente agradável, considerando a média do pançudo e labrego português, herdado de Neanderthal, e da Moda Beirã, de onde vem tudo, ou quase tudo, o que arruinou Portugal.

Passos Coelho é um joguete de toda a porcaria acumulada, ao longo de décadas de "Democracia", e eu vou reconstruir a matrioska em que ele se tornou.

Há uns cavalheiros que gostam de situar a Origem do Mal, no Mário Soares. Pessoalmente, considero o aldrabão Mário Soares a única figura com estatura mundial que esta m****, a que chamam "Democracia", produziu. Começo, portanto as minhas causas da decadência dos povos peninsulares com uma coisa infinitamente pior do que todos os defeitos do trafulha, ladrão, vende pátrias, Mário Soares, e que se chama Aníbal Cavaco Silva, um Salazar de segundas vias, sem o maquiavelismo e a certa finura jesuítica do Vacão de Santa Comba Dão.
Com Salazar, sempre que se escava, encontra-se, por detrás de um crime, ou de uma multidão de imperdoáveis horrores, um determinado lugar em que uma certa alma pátria se revelava inviolável, e eu devo estar completamente drogado, ou tão desiludido, para escrever a linha que escrevi agora, mas já saiu e não a retiro...
Essa coisa de, num determinado momento, após anos de penúria, de vexames, de atrasos, de perseguições, de obscurantismo... essa coisa de se sentir que, no momento capital, o carrasco, afinal, levanta a mão, para nos proteger, e dizer "alto, que esse é dos nossos", é uma sensação transversal a muitos lugares da ética e da política, que Salazar, com tudo o que lhe é imperdoável, de quando em vez sabia fazer. Num caso extremo, não era qualquer um que levava a doutoramento o mais célebre preso político, Álvaro Cunhal, o deixava finalizá-lo, com a melhor nota, e o voltava a despejar na prisão.

Esses gestos seriam impossíveis, nesta multidão de reis ghobs que nos governa.

A corja que nos governa não sabe, e não sabe, mas não é de agora: não sabe, desde o tempo em que o Sr. Aníbal, que sabia tanto da aranha universal salazarista como sabe de postura humana e política, decidiu destruir o tecido produtivo e a coesão nacional do célebre "pobrezinhos, mas honrados". Quando lhe cheirou a dinheiro, ele, um canalha eurocético, que trazia um poço de boliqueime na imaginação, e uma cartilha mais desatualizada do que os neosalazaristas, saltou-lhe a bimbice toda para fora, e resolveu fazer o papel da virgem impoluta, na qual, honra lhe seja feita, Alberto João Jardim se desenvencilha de um modo muito mais brilhante, por detrás da aparente grosseria, ou traduzindo a coisa em lógica, o Alberto é um gebo por fora, e um hábil manipulador, por dentro, enquanto o Cavaco é um gebo por fora, por dentro, e aos lados.

Tudo aquilo de que Cavaco se rodeou era mau: o topo da escumalha, que ele incarnava, e incarna, conseguiu arregimentar uma legião de coisas pavorosas, ainda mais abaixo: ranhosos, como Duarte Lima, o Mister "Magoo", Marques Mendes, uma criação de sarjeta, nascida da coxa pedófila de Eurico de Melo; Dias Loureiro, um cadastrado de todos os crimes, mas ainda sem qualquer cadastro, o que é um dos milagres da fé do atual estado de desintegração do Sistema, e, depois, uns sucedâneos de uma velhas famílias de favores e linhagens, como o clã Beleza, onde uns davam ministros e outros criminosos, e o famigerado gang do Ferreira do Amaral, que vinha de carnificinas de Macau, onde tornou uma antiga gentileza imperial, num imperdoável vexame colonial .

Naturalmente, a linhagem não melhorou, ao ponto de chegarmos ao mais espantoso fundo de desapairação dos Fundos Estruturais, que foram as infraestruturas do Cavaquismo: estradas a fazer de autoestrada, com curvas e declives de morte, com fortes poupanças na camada de desgaste, para o tempo suficiente de fazer vista, e as célebres indmenizações dos IPs, onde os juízes conselheiros de 80 e 90 anos faziam variar o metro quadrado das expropriações entre os 5 tostões e os 5 milhões, consoante a graça dos interesses da corja que os detinha.

Essa forma de crime, uma das que precisava, e vai precisar, de um tribunal marcial, porque, como certos cancros, se desenvolveu, na sombra, subreptícia, mas eficazmente, até minar o país inteiro, ao contrário do título do Cesariny, num enorme Inverno Subjugado das Estradas, tem como focinho o focinho de porco de Ferreira do Amaral.

Dizem as más línguas que a célebre Ponte Vasco da Gama, que não acabava em lugar nenhum, acabava, afinal, nos terrenos por expropriar, da famelga Do Amaral. Os jornalistas que investiguem, porque, ao pé disso, o Freeport, dos Kusturica de Vilar de Maçada, que também deviam estar todos presos, é uma brincadeira de crianças. O Mineiro ficou com o resto, e as ostras receberam as sobras. E, quando eles deviam estar presos, também devia estar preso o presidente que permitiu o desastre do Socratismo, esse cobarde, sempre o mesmo, Cavaco Silva, que se borra com adolescentes da Francisco Arroio, e mais se borrou, ainda, com a Camorra do Aventalinho, o  Superpower da Pedofilia, e todos os "lobbies" a que sempre se vergou.


A sua última vergonha, chama-se Passos Coelho, para um ano, ou ano e meio, e as semelhanças com Américo Thomaz e Marcello Caetano são tão vagas que vai ser entre o tiro misericordioso e puxar do tubinho da eutanásia que a coisa vai findar.

A "Troika", essa epifania do Armagedão, como é sabido, vinha com a cartilha de eliminar o sarro acumulado entre os facínoras de Cavaco e os gangsters de Sócrates, as célebres parcerias público-privadas, onde o caseiro pilhava o Estado, arrogando-se de... privado; as coutadas, das empresas com pior serviço e mais pessoal da Europa civilizada -- talvez excetuada a França, onde fomos buscar todos esses "defeitos maus" -- a RTP, onde a Pedofilia grassava, desde a inocência de Carlos Cruz; a TAP, das p***s e paneleiros, cujas estadias em hotéis de luxo continuamos a pagar, para ter o aeroporto mais inoperacional e corrupto da Europa; as autarquias das rotundas dos mil e uns isaltinos; os institutos dos salários de topo; o BPN, onde um gajo de que nunca se ouviu falar, vai receber metade daquilo que o mafioso do Mira Amaral, um joguete da mulata da Bonnie & Clyde, pago dos nossos bolsos, e mais uns tantos etc., todas essas coisas fortes, o Sr. Passos Coelho não afrontou, não fosse o Sr. Aníbal borrar-se pelo caminho, mas foram ferozes nas reformas das velhinhas, nas taxas moderadoras e no passe social, para o povinho não andar a armar-se em papa luxos.
Foi carinhoso, no motorista do pederasta Mota Amaral, mas decepador nas carreiras do subúrbio; cortou, nos subsídios da Dona Almira, que tinha 600 €, mas manteve as ajudas, nos muitos andrés wilsons da luz viola, que grassam na desgraça dos gabinetes, onde medra o analfabetismo, o compadrio, o apelido e a mediocridade.

O essencial é que a coisa dure, o tal ano, ano e meio, até que o Miguel Relvas consiga passar os restos de Portugal para as mãos criminosas do clã Dos Santos. Tudo o resto, acreditem, é mero entretimento -- medina carreirismo, com dizem alguns... -- para parolos.

Na verdade, não me apetece escrever mais: estou só à espera de que isto caia, e caia mal, e sobre os verdadeiros culpados. Já lhes escarrapachei os nomes aqui. A "Bruxa", do PSD, queria seis meses de suspensão da Democracia. Creio que se enganou na designação, porque nunca chegou, salvo raros suspiros, a haver Democracia. Ela antes queria dizer que era preciso suspender o Sistema durante seis meses. Por mim, era suspenso sine diae, aliás, melhor do que isso, os atores do Sistema deviam ser retirados, a bem ou a mal, o mais rapidamente possível deste palco deprimente, e levados a tribunal marcial. Infelizmente, não tenho armas, a não ser a da Escrita.

Mais uma vez, aqui ficou...

(Trio do rantaplan, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers") 

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
O Capitalismo, na forma da boca da servidão da sua criada de fora, Angela Merkel
02 Março 12 03:00 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Imagem do Kaos




Tenho algumas lacunas na minha cultura, uma das quais é não saber o que quer dizer "capitalismo”, mas, sendo o étimo “capital”, suponho que tenha tido origem nas sedes de governo dos diversos países, onde as gentes honestas traficavam bocados de papel, em troca de favores, diamantes, petróleo, órgãos e muitos caixões de madeira, como dizia o Marx, que, já no tempo dele, enfardava valentes enxertos, na defunta esposa.

Também desconheço o que seja o dinheiro, porque adoro gastar muito mais do que o que tenho, e até não me tenho saído mal, como qualquer comum dos mortais, por uma razão simples que se prende com valores, quase infantis, que nos enformam, e regem, para a vida inteira. Eu explico: contrair um crédito não é um defeito, é um sinal de que estou num momento estável da minha vida terrena, de que estou dignamente inscrito numa estrutura social, onde o meu papel, mais, ou menos, trabalhoso, mais, ou menos, intelectual, é indispensável, e não tem prazo de validade, porque as civilizações – pelo menos, era assim, antigamente – tinham tendência para se tornar mais civilizadas, e não o inverso.

Bizâncio, por exemplo, durou 1000 anos, o que será sempre muito mais do que os gangs da noite, do Pinto da Costa, por mais que se esforcem em multiplicar-se, em adeptos, claques e numerário, e o Egito, apesar de dominado pelos militares, tem pirâmides que já lá estão há mais de 4000 vezes os penosos anos de osteoporose da Maria Cavaca. Portugal, em contrapartida, teve uns altos e baixos, e, agora, por fim, entrou naquilo que eu designaria por “muitíssimo baixo crónico”, ou “má moeda”, com a efígie do Napoleão de Boliqueime.
Aparentemente, Sá Carneiro, que os traficantes de armas do extinto Ultramar grelharam, num avião a cair de podre, onde um dos pilotos – só podia ser… – era meu familiar, sonhava com uma coisa maravilhosa, que era a versão dois da Evolução na Continuidade: "um Presidente, uma Maioria, um Governo”.

Creio que, se fosse vivo, e olhasse para o que isso tem dado, em Portugal, corrigiria a frase, mas agora, é tarde demais, e quem se lixou fomos nós…

O Senhor Aníbal, coitado, está num estado de saúde lastimoso que já não nos engana e não nos deixa quaisquer dúvidas, e conseguiu o que só se costuma conseguir nos finais de Regime: ser tão mau que o seu desempenho pessoal se confunde com a completa decadência do Sistema, ou seja, Aníbal de Boliqueime conseguiu a proeza de desdourar a República ao ponto de sentirmos vontade de enterrar os dois, conjuntamente, mais a deplorável Maria, uma coisa do tempos das cerzideiras de Camilo Castelo Branco. O Governo é um agente de Chineses, Mafias do Pau de Cabinda e cancros venezuelanos, e a Maioria, como se sabe, não existe, já que é uma geometria oscilante de traficantes de escritórios de advogados, apostadores de baixo coturno de interesses, neofascistas de camisa negra, disfarçados de independentes, traficantes de armas, cavalheiros ligados aos negócio dos órgãos, da droga e do plutónio, escroques, “lobbies” do “empurrão” e do Aventalinho, ajoelhados da Opus Dei, e, novidade das novidades, os novos agentes dos agentes colonizadores de Angola, que, passe a errata do texto, querem fazer de cada um de nós um pequeno Gungunhana falido, a ser passeado pelas ruas mal iluminadas das sedes de crime e concelho, mãos e pés atados num pau, como um qualquer javali peninsular.

Mas vamos ao crédito, que é coisa mais vasta: quem contrai um crédito acredita na segurança de hoje, e na esperança de amanhã, ou seja, há uma palavra que resume, e é o substrato granítico do endividar, que é a ideia de “fluxo”, e da sua continuidade. Numa sociedade saudável, podemos falar, sem receio, de coisas como “de aqui a um ano”, ou "de aqui a dez anos”, já que foi com horizontes muito mais vastos que se fizeram as Pirâmides, a Catedral de Milão, ou a Grande Muralha da China... Eis senão quando, como dizia o outro, começaram aos gritos que não havia amanhã, nem estabilidade, e que eram tudo erros de ontem, para pagar já hoje, quando muito, ao fim da tarde, já com juros agravados.

Uma sociedade que entra nesta histeria não está boa da cabeça, ou, como naquele célebre filme da Ingrid Bergman, alguém lhe quer fazer crer que não está boa, embora esteja, e muito mais do que nunca.

Creio que, aqui, começamos a tocar na ferida, que tem a forma da boca da servidão de Angela Merkel, uma Fossa das Marianas, com cheiro a resíduos de Chernobyl. Embora os órgãos de intoxicação social nos tenham amestrado, para fazer esquecer a ideia de "ontem”, exceto quando “ontem” foi mais um jogo da Mafia Russa do oligofrénico Mourinho, a verdade é que ontem, e nos dias que antecederam os dias de ontem, se falava muito da dívida dos países do Terceiro Mundo, uma coisa fabulosa, em dígitos, que traduzia a dinâmica do “Capitalismo”, que era emprestar dinheiro aos cafres, para eles comprarem armas, e se matarem uns aos outros, e terem depois vontade de pedir mais dinheiro emprestado, para poderem matar mais, e ficarem mais ainda endividados. Como se sabe, a dívida -- ao contrário do empréstimo, que está ligado ao otimismo da esperança -- a dívida está ligada ao pessimismo do irresolúvel, e foi nesse maravilhoso cenário que Isabel dos Santos, nata de dois cenários do crime, Angola e a Rússia, nasceu, cresceu e se desenvolveu, em pura forma de iate.

O ciclo seguinte, e já não me lembro como se passou por lá, porque meteu muitas transferências do Cristiano Ronaldo, muitas cuspidelas do Sá Pinto, muitos milhões do Vale e Azevedo e merdunças afins, o ciclo seguinte, dizia eu, começou a falar de dívidas perdoadas, de potências emergentes, e de novos tigres. Não vale a pena pôr-lhes aqui os nomes, porque toda a gente os sabe: Chinas, Brasis, Índias, Áfricas do Sul, Coreias, e outros etc., e o Mundo parecia ir tornar-se maravilhoso, com um deslumbrado com a melanina da sua pele de Senador vazio e vaidoso, do Illinois, o célebre “yes we can”, da P*** que o pariu, mais à mulher, e à avó, que é bruxa no Quénia, mas a verdade é que não se tornou, embora o tenham acreditado aqueles anormais da Academia Escandinava, que lhe deram o Nobel da Paz, e o Nobel da Literatura, ao Saramago, que havia de ser lindo a ser obrigado a transliterar agora a sua peçonha no novo Accordo Ortográphico, mas adiante, porque o centro da questão não é este, nem nenhum dos anteriores.

Ao diminuir a dívida incobrável do Terceiro Mundo, e com o Terceiro Mundo a caminhar para Primeiro, o Sistema de Usura Mundial, tal como Ezra Pound o descreveu -- e, por isso, foi pendurado numa jaula, pelos Americanos -- como não haver dívida implica não haver juros, e não haver juros implica os agiotas morrerem todos à fome, alguém, muito mansamente, assim como quem não quer a coisa, tipo carreira do Mega Ferreira, ou do Sousa Homem, também conhecido por Francisco José Piegas, o Judeu, resolveu deslocar o foco da sangria para o Mundo Civilizado, atirando, em meia dúzia de anos, o Ocidente para um estado tão lastimável como os Burkina Fasos, as Etiópias e as Somálias, de há década e meia, ou seja, descobriram o ovo de colombo de, em vez de andarem a sugar dinheiro a quem não tinha, passarem a sugar dinheiro ao público acima, de quem pensava ter algum… O processo, e disto espero que se lembrem, foi juntar toda a gente, e pôr os órgãos de intoxicação social, os cabrões do “comentário político”, os sousas tavares, os catrogas, as constanças cunhas e sás, os ferreiras do amaral, os medinas carreiras, os moita flores, enfim, todos esses gatos fedorentos, a soldo do Sistema, a dispararem sobre o cidadão incauto, dizendo-lhe que não havia amanhã, que o seu emprego era uma choldra, que se iria desfazer com um empurrão, e que a esperança que associara ao seu crédito e à expectativa de uma melhoria de vida, que lhe tinham andado a vender na véspera, estava totalmente errada, e era já para pagar hoje, com a alternativa de morte, sem reforma. Ora, é evidente que tudo isto só resulta, e durante um tempo limitado, devido ao efeito de choque, porque, depois de se apanhar um empurrão destes e se ir com os cornos ao chão, gente como eu, que é de reações rápidas, e não sou o único, começa a olhar em redor e a perceber que está envolvido numa fenomenal mentira.

Eu estou-me zenitalmente cagando para que se tenha criado uma teia de especulação entre filhos da P***, vendedores de caixões de betão e especuladores bancários, que inflacionaram o ninho, onde a Mafalda ia pôr o ovinho do Martim, com dois lugares de estacionamento na cave, mais o São João de Brito, para o Diogo, que já vinha a caminho, com severo acompanhamento das ecografias do Cuf-Descobertas, dizendo-lhes que podiam pagar em 30 anos, e que ainda havia espaço para depois trocarem por um maior e mais caro, quando a inseminação artificial começasse a levar à célebre conta do casado e pai de três filhos, ou que o Jerónimo, do Laranjeiro, tivesse arranjado um T2 para a sua Tânia Vanessa mais a trissomia-21 da Joana, que ele acha que nem é filha dele, do pittbull e da tv das Finais da Taça, com tração a quatro rodas.

Pessoalmente, não me apetece ser tratado no mesmo regime com que esses cavalheiros, que, há séculos, vivem do juro, tratavam, há uns aninhos poucos, os países que estrangulavam com as suas “dívidas”. As minhas dívidas são uma opção de vida, e correspondem ao amanhã a que eu, e as gerações que me vão suceder, têm absoluto direito. Não me apetece pagar hoje o que me foi prometido poder pagar amanhã, depois de amanhã, e de aqui a cinco anos, e até quero que o meu emprego, onde funciono na qualidade de excelência, não venha a ser destruído por um badochas, que deslocalizou a sua unidade fabril para uma terra de meninos escravos.

Deslocalizou?...

Produz lá fora?...

Quer vender muito caro, cá dentro, o que custou as cabeças dos dedos dos meninos do Vietname e do Cambodja e das Filipinas?...

Pois então, senhor industrial, o seu produto, que foi produzido bem longe das fronteiras ocidentais vai ter de ser taxado de forma muito alta, de modo a garantir o emprego e bem estar dos seus concidadãos. Não quer!???... É acusado de crime de lesa pátria e ergue-se uma forca de corda curta, e o seu sucessor já não incorre no mesmo erro, vos garanto.
Quanto aos senhores banqueiros, tenho demasiados anos de estudo, de cultura e de civilização para que, sequer, vos conceda o direito de me olharem como um desgraçado, que morre de fome, em redor de uma fonte seca. Ao contrário desses seres humanos, que vocês exploraram, mutilaram, e trataram, como lixo anímico, nós, Ocidentais, temos o dom da literacia, e eu, totalmente impermeável ao vosso Futebol, às vossas claras ferreiras alves, aos vossos catrogas, aos vossos gaspares, às vossas Fátimas e aos vossos politicamente corretos, faço aqui a solene jura de vos bombardear com os meus textos, até que as gerações inquietas acordem, vos identifiquem, e vos exterminem. E olhem que esse dia está a chegar… 

(Trio do cafre era o preto que engravidou a rata da tua mãe, meu cabrão, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia em Portugal” e em “The Braganza Mothers”)

 Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Desemprego júnior, ou pluriemprego senior?
26 Fevereiro 12 03:24 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Imagem do Kaos




Há muito tempo que é claro, para toda a gente, que o ministro Miguel Relvas já devia estar preso, aliás, eu até vou recuar um pouco, e refazer a frase: é claro, para toda a gente, que Miguel Relvas, antes de ter tomado posse como ministro, já deveria estar, há muito, preso. A segunda evidência é menos evidente, porque deriva diretamente da pergunta, "então se deviam estar há muito presos, por que vão para ministros?...", e aqui entramos num nível pré tautológico, que se resume na seguinte frase: como ninguém, no seu estado mínimo de decência, ingressa, hoje em dia, naquela plataforma de desclassificação a que se chama "Política", todos para lá vão, atrás de uma compreensível avidez, que é a da imunidade, que o estatuto lhes garante, e é, em política, o equivalente àqueles padres nossos e avés marias que se têm de rezar, em caso de penitências graves, e os casos sucedem-se: Portas não é ministro, por decência, mas tão só porque sabe que, um dia ou outro, apesar de não ter sido ele a empochar o dinheiro dos submarinos, mas Durão Barroso, que já devia estar preso há muito tempo, sempre que o queiram encurralar, lhe podem desenterrar o Processo do Parque, para o manter calado, já que ele dirigiu a "troupe", que, nas gloriosas eras do "Independente", fez cair o primeiro Cavaquistão.

Chegados que estamos ao segundo Cavaquistão, cuja cabeça de lista, Cavaco Silva, já devia estar presa há muito tempo, mas não está, para andar num penoso arrastar por Belém, é natural que todos estejam entalados pelo rabo, uns mais literal, outros, mais metaforicamente, do que os primeiros, como "Nosferata" Nobre Guedes, que já devia estar presa há muito tempo, mas não está, porque o seu ex cônjuge integra o atual governo, para não "ir dentro", por causa do Processo dos Submarinos, cujo dinheiro Durão Barroso, que já devia estar preso há muito tempo, empochou, enquanto ele ficava com a fama, como com a do disparate da Catherine Deneuve, que era o Ministro da Saúde de Durão Barroso, que já devia estar preso há muito tempo, mas não está, e é, por essas e por outras, que os cadastrados vão emergindo, em lugares cada vez mais altos, e com um perfil cada vez mais inimputável, como Leonor Beleza, que já devia ter sido presa há muito tempo, ou Lurdes Rodrigues, que só agora se tornou claro que já devia estar presa há muito tempo, ou o exilado de Paris, cujas faces ocultas já o deveriam ter mandado preso há muito tempo, ou o Dias Loureiro, que, apesar de já dever estar preso há muito tempo, ainda conseguiu ir a Conselheiro de Estado, por ordem do Vacão de Boliqueime, que já devia ter nascido duas vezes, ou já estar preso há muito tempo, desde a época em que o Duarte Lima, que já devia estar preso há muito tempo, lhe dirigia as bancadas parlamentares das maiorias absolutas que destruíram Portugal -- e, aqui, faço uma pausa, para respirarem... -- que, finalmente, mas só de fora -- os Brasileiros -- vão conseguir condenar quem já devia estar preso há muito tempo.

Miguel Relvas, um fácies típico dos gangs de Chicago dos anos 20, com um olhar permanentemente alucinado pelo ódio e pela "vendetta", coisa que, como é voz corrente, desde os célebres jantares dos grupos de benemerência que compravam empresas falidas e, depois, as não pagavam, facto que já o deveria ter posto preso, há muito tempo, Miguel Relvas, um rosto de Lombroso, foi encarregado por aquele desgraçado de Massamá, que já devia ter sido avisado, há muito tempo, da escória que o rodeia, foi encarregado, dizia eu, de organizar uma merdunça qualquer, com um daqueles nomes cheios de esperança, tipo, Jornadas para o Enterro da Juventude, com a promessa de que ia solucionar ter a geração mais qualificada, de sempre, desta vergonha de país, estar quase toda desempregada, a empregada, quando toda a gente sabe que colocar um assunto desses nas mãos de um gajo que já devia estar preso há muito tempo, é idêntico ao Hugo Marçal, que masceu do chão, quando se tratou de arranjar um "advogado" para defender os acusados do "Casa Pia", coisa escusada, já que como no caso do Rui Pedro, nunca nada aconteceu, só uns boatos e rumores de adolescentes, com o esfíncter anal todo rebentado, ou de pretinhos, que ainda hoje relembram, com um doce sorriso, as bocas sapudas de Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso, que os mamavam, embora fosse tudo mentira, porque Portugal é como Bollywood: para os papéis difíceis, há sempre sósias e duplos, que alombam com as difíceis tarefas, e se Carlos Cruz fosse pedófilo, também o Carlos Mota o era, e se Carlos Mota fosse pedófilo, também o Eurico de Melo e o Jaime Gama o seria, e, como não o podem ser, o Afonso Dias ficou inocente, por mais chiliques que a Dona Filomena tenha, que ainda não percebeu que os advogados, apesar de serem como o dinheiro, e não deverem ter cheiro, por vezes, devido aos pântanos que frequentam, às vezes ganham-lhes o fedor, como esse Ricardo Sá Fernandes, da estirpe dos zés que não faziam falta nenhuma, mas estão sempre na linha da frente do branqueamento, uma espécie de sanitários móveis, que fazem, de vara em vara, o mesmo papel de lixiviamento, desempenhado pelo tristemente célebre Tribunal da Relação.

O assunto, todavia, não é este, já que comecei com o Miguel Relvas, que já devia estar preso há muito tempo, mas não está, e foi encarregado de entreter uma geração à rasca, que precisa de ser entretida, não lhe vá passar um solavanco de antónio arroio pelos cornos, e o arrede do Governo, antes de ele fazer os fretes todos que anda a fazer a Angola, para onde quer que enigrem, e depressa, que a legislatura é curta, as gerações motoras do País. Acontece que o desemprego jovem é uma ficção, já que não existe enquanto tal, mas apenas como derivado de um status quo bem mais enraízado, que é o do pluriemprego senior.

Eu sei que estão a pensar no desgraçado do Catroga, que tem de andar a viver de pintelhos, e que, de cada vez que se quer reformar, é empurrado para um conselho qualquer, uma comissão, ou coisa afim, onde vai ganhar muitas dezenas de salários de jovens que nada deles verão, e continuará a ocupar, como uma sombra, os espaços que deveriam, há muito, se os tivessem prendido a tempo, estar hoje a ser moldados pelas gerações mais qualificadas.
Também não falo do Sr. Aníbal, porque as suas célebres reformas estão ao nível de miserabilismo mental que sempre incarnou: a pobreza de um gasolineiro, que juntou alguns tostões, e agora é vexado, por um país inteiro que se remorde na inveja e cobiça dos bens alheios. Por acaso, apetece-me falar da situação de um só, um só, sim, mas há muitos mais como ele, gente boa, que acumula por acumular, como um tal de Paulo Teixeira Pinto, de que já devem ter ouvido falar, que arruinou o Millennium-BCP, à sombra da "Obra", um gang de criminosos ajoelhados, que se intitula Opus Dei, e que começou logo bem, como poderão ver na "Wikipédia", porque andou a fazer o mesmo curso, de Direito, em dois lugares, ao mesmo tempo (!) -- chama-se válvula de segurança, sinal de que alguém ficou sem vaga pelo meio... -- para depois ocupar o lugar de dois professores, simultaneamente, nas duas universidade. Já então a "Obra" achava que era pouco, e elevou-o ao lugar de Secretário geral da Universidade Livre de Lisboa, certamente, não por pertencer à Opus Dei, mas por ser o mais habilitado para cavalgar tudo e todos. A partir de aí, nunca mais parou: entre advogado e consultor jurídico, foi acumulando com as maiorias absolutas de Cavaco Silva -- um gajo que arruinou Portugal, e que deveria estar preso, desde que foi primeiro ministro, durante dez anos de política de terra queimada, em que destruiu agricultura, pescas, siderurgia, indústria do têxtil e do vidro, e se tornou Portugal num casebre de importações e amigalhaços da função pública, ao som de la ferias e de violinos de chopin -- lugares de secretário e porta voz do crime de um governo gerido, na sombra, pelas vinganças da "Obra". A "Obra", como se sabe, vive de vampirismo bancário, e o Sr. Aníbal, que devia estar preso, libertou então os balcões nacionalizados, para que emergisse essa maravilha peninsular, chamada Banco Comercial Português, um antro do crime organizado, com Jardim Gonçalves, que já devia estar preso há muitos anos, e que ele, no meio de muitas acumulações, frequentou. Como nestes camarotes de filhos da P*** há sempre uns que são mais filhos da P*** do que outros, e nenhum conseguiu que o outro fosse imediatamente preso, enredaram-se no canibalismo, e o Teixeira Pinto, uma alma boa, cheia de poesia, virou-se para as "literaturas", assestando o extraordinário património, já então extorquido, para acumular a "Ática", a "Guimarães" (que publica os cagalhões da Agustina), desbundar para a "Babel", cavalgando para a Presidência dos Editores e Livreiros, sempre em acumulações, porque a besta é acima de todas as potencialidades de 10 000 000 de ignorantes. O resto, eu vou copiar literalmente da "Wikipédia", para que os desempregados júniores percebam o que pode gerar o eucaliptismo sénior de um gajo que já devia estar preso há muito: "Presidente do Conselho Fiscal do Novafórum e da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, e vice-presidente da Assembleia-Geral do TagusPark, membro do Conselho Geral do Grupo Lena, consultor jurídico na Abreu Advogados, membro do Conselho de Orientação Estratégica da Universidade Católica Portuguesa e dos Conselhos Consultivos da Universidade de Lisboa e do Plano Tecnológico.

Apoiante da Monarquia, integra o Conselho Privado de D. Duarte Pio de Bragança e preside à Causa Real. Anteriormente foi também presidente Assembleia-Geral da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Publicou livros de âmbito jurídico (Do Direito ao Império em D. Sebastião, em 1985, e Compêndio de Direito Económico e Financeiro, como co-autor, em 1991), de índole política (Um dever chamado futuro, em 2001, e Querer Crer, em 2002), e um livro de poesia (LXXXI - Poema Teorema, em 2008[1]). É comendador da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém. É defensor da liberalização das drogas" única coisa que deve ter em comum com a Geração à Rasca, já que, no restante, com um perfil destes, é um dos cabecilhas pela acumulação de cargos e empregos, e pela destruição do lugar para os outros, e dos mais esperançosos horizontes de fileiras, atrás de fileiras, de gente que quereria ter podido fazer alguma coisa, nesta terra, sem "ter de emigrar", mas não pode, porque o país está cheio de casos como o atrás descrito, e deste devemos ter pena, porque foi reformado (!) milionariamente, por estar com Parkinson (!)
 
Não queria acabar este longo texto sem uma nota positiva: nem todos os que vão para ministros deviam estar presos. Há aqueles, como Vítor Gaspar, que, depois de décadas de andaram a ensinar modelos monetaristas falhados, a alunos que se riem de tais disparates, resolvem levar o país inteiro a exame, para chumbar, e ter de repetir 900 anos de curso. Melhor ainda, há aqueles palhaços que precisam de público, que não teriam noutras circunstâncias, como o anormal da "Economia", a quem encarregaram de arranjar trabalho para os filhos de alguém, já que os "tachos" das crias também estavam a começar a ser afetados pelo endemismo do desemprego dos licenciados, pondo-os a ser "gestores de carreira de desempregados" (!), que é o mesmo que dar lições de natação, no Deserto do Sahara, com a diferença de que o instrutor recebe, para ensinar a nadar, onde não há água, e o instruído fica a olhar para a linha do horizonte, a tentar ver miragens de navios, até morrer, e ser despejado numa viela escura de um parque de Bruxelas.
 
De facto, e terminando com o humor, esta gente devia estar, há muito, presa, mas o que agora me inquieta é que me dá ideia de que já passámos essa linha da justiça justiçada pelas mãos da Justiça normal, e que entrámos naquele limite da justiça feita pelas próprias mãos.
O leitor, por exemplo, que teve paciência de chegar aqui, não se está a ver a pôr mais 300 000 000 € nas mãos do banco do Dias Loureiro, que já devia estar há muito preso, para ele passar para as mãos do Mira Amaral, que já devia estar, há muito, fuzilado?... Eu, por acaso, já decidi que não vou pôr, nem deixar que isso suceda, nem me apetece ser súbdito da Isabel dos Santos. Por tudo isso, só tenho uma pequena dúvida, de caráter histórico: o Sidónio foi, no seu tempo, resolvido como foi, mas como irá agora alguém tratar, cem anos passados, não do Sidónio, mas do nosso miserável Possidónio?...
 
(Trio do "aux armes citoyens", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", e em "The Braganza Mothers")  
 

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Accudam, que mattàram o Câvàco!...
18 Fevereiro 12 03:09 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Imagem do Khaos

Era um gritto que corria tôd'o  Chiado, "que tinham matádo o Câvàco", mas sendo Lisbôa, por tradicção, uma cidade de rummôres, esperava-se que vièsse conffirmação em tod'os jornais da tarde, pel'o que os mais curiòzos, entre passivas de "pochette", "précieuses riddi'cules", drogadas de morphina e ôutros tóxicos, cartheiristas, e os habittuais clientes do boàto e do escândallo, divididos entre a "Brazileira" e os engraxattes da esquina, que nunca fizeram boa coisa, ou melhor, do que tornar ainda mayor aquillo que ainda era symples dúvida, porqü'anto nada se sabia de certo, andavam desorihentados, e é assim, e sempre foi, que uma possível mentira se accentua.

E era ouvi-l'a grittar num soffrimento que lancinava os corações,
"Accudôm, ao Câvàco que mattôm!...,
e não tinha ampàro nem memmória, a não ser que se fizesse hum reccuo aos tempos em que a Senhora Dona Maria Elysa Dommingos gemia, no camarim dos esthudios millionários da RTP, com aquellas dôres que parecem ser próprias do padecimento d'ela, a que os pharmacêuticos e médicos costumam dar o nome de phibromialggia, e parece ser mesmo de muyto soffrer e perder todâs as forças.


Ao certo, sabia-s'e pôuco, porque dos jornais de vèspera só se conseguia lêr que o Chefe de Estado, e Comandante Supremmo das Tropas de Portugal tinha fuggido de uma manifestação de adollescentes, mais virados para o estudos das cousas arthísticas do que propriamente para àctos de revolucção, mas a verdade é que, a bem ou a mal, tinha emprehendido a fuga.

Na "Brazileira", a voz em redor dos cafés era unânime, e só se falava do incomprehendido: de que um Prezidente, que fugia de rapaziadas, que faria, se viesse por um valle, ali fora, um exército inteiro para conquistar Portugal?... Ir-s'ia pôr deffronte de troppas que defendessem a Nação, ou esconder-s'e por dettràs de uma cortina rendàda e anonyma, a tremêr e a suar das mãos, soffrendo e com todos os sinais do soffrimento, com riscos de que o Regimen se desffiasse, por inoperância do homem a quem fôra dado o alto poder de a protegger?... Ou esconder-s'ia num submarino comprado às potências alemmãs, sem cuidar do estado de protecção que se lh'e devia?... Só podia cerrar os olhos a isto quem não quisèsse vêr, poisque a cousa era eviddente.

Saídas as beatas de uma missa na Igrêja dos Itallianos, onde se estivèra numa acção de graças pelo parir das parideiras, e um pedir amarguràdo para que houvèssem mais bôcas num país de população escasseada, e quase tôda desempreggada, mais o rumôr ganhou força, porque o vozear das mulheres sêmpre fôra, em Lisboa, como o viggor das vòzes de Cassândra, e já havia quem dissès'e que, estando o Prezidente reallmente môrto, a Senhora Dona Maria Cavaca tinha sido vista a reffugiar-s'e, incògnita, mas, assim mesmo, reconhecível, pelo trajar exccêntrico, no Quarthel do Carmo, o que era bom, porqu'e era sinal de que estaria a salvo. Socegassem, pois, os entrevàdos, mongolòides e rachíticcos, que continuaria a havêr visitas de estado aos seus asylos próprios, como até então se tinham processado, e o fotógrapho cègo que as registàva continuaria a ter livre carta de proccedimento, para cautella das memórias futturas.

Nos balcões da FNAC, as versões eram mais titillantes e epidemicas: o importante não era saber se o Prezidente estava realmente môrto, mas se a Patrícia ter'ia tido tempo sufficiente para vir de Dentharia e Pharmácia, atravessando as ondas do Tèjo, em escuna rápida, para se coloccar sôb a protecção de Lanceiros 2. E aí diverggiam as vòzes, porque havia quem a desse já na Ericêira, mais o Montêz e o Vascco Lourenço, fazendo as escrituras das quinttas e havêres do Álem-tejo, porque o Festival do Sud'ueste continnuaria, mesmo confirmada a morte do Cadáver de Boliqueime. Era mulher de chorar, nariz empinado, mas coração de dolências, pois, sem habilidade para amar, ante-cançam-nos aquellas palavras que seria preciso dizer para se tornar amado. E, se para o Prezidente, que já era, ainda que não confirmado, caddàver, para ela ainda restaria tempo em que se recômpusèsse e voltàsse às lides, nas quais se tornara exhimia, como as comissões de honra e as festas, em forma de matrôna omni-presente e emplasthro.

Faltava a Perpétua, e o allivio que haveria de se saber que estava proteggida, porque estando o Prezidente môrto, quem zelaria por qu'e o meio quèque continuàsse a ser dado a seus netos, d'elle?... Só quem não viu, effectivamente, ao chegar quasi à esquina, aquela doce visão que se nos colla à pelle, poderia esquecer a Perpétua, a quem nunca o BPN e os typos de acções que lá vendêra, por preços que só um cègo ou uma intelligencia abstracta não perceberia serem um cambalacho que deveria ter levàdo, em devido tempo, todos para a prisão. Mas, como se o vento n'ellas desse, apagaram-se memórias e idéas, como os crimes do Tribunal da Relacção, cinzas de nevoeiros, onde o crime se annula e todas as cellulas do corpo da alma encontram a consollação do "Aventalinho". Se formos naturaes, não haverá angusthia nem suffoco, por que a cousa prescreve por si mesma, como nos sinaes do cu do Paulo Pedrôso, ou na megaburla ultramarina do BES Angolla, que a côrte, a tempo e bom mòdo, branqueou.

Falta aqui a conclusão, porque a dôr humana é infinita: quem agüentou com o texto atráz, mais deve ter percebido a quem eu, escritor, estava a mandar, em quatro frentes, para o c******: a frente literal, que é a vergonha de termos como Prezidente um vendedôr de feiras do Al'garve; o alegórico, que é mandar para a P*** que o pariu o Comissário Vasco Graça Moura, dizendo-lhe que quem dita a Língua sou eu, e outros, escritôres, que elaboramos os melhores textos na ortographia que melhor entendermos, e depois haverá estudiosos -- honra lhes seja feita -- que recolherão todo este permanente escaqueirar de formas e convenções, que só a enormidade da Criação tem poder para ditar, e arduamente balizarão a ortographia de cada tempo, na forma empenhada da estrutura académica, e que bem podem estrebuchar comissários políticos e editores de badanas em papel caro, que de nada lhes serve o ato, porque há muito que o Poder da Escrita mina todo o polvo de regras da miséria mental, e rege, e volta a reger, a sua subversiva atividade, através de uma perpétua, e quotidiana, ação: a de implantar, por escrito, textos inamovíveis e palavras lapidares. Esse é o dom e o caráter de quem escreve. Do lado da moral, e ainda seguindo Dante, e o seu "Banquete", vem também o sentido moral, que é a de uma Cultura de rastos, mas, ainda assim, ensimesmada no seu onanismo bizantino de acreditar estar no "fim da História", porque não está, já que o "Fim da História" sempre foi o capítulo que antecedeu o capítulo seguinte, por mais vazios e vaidades, petições, e "Novas Águias" bafientas, cheias de abutres bolorentos, que deverão rapidamente tentar ir apanhar no cu, enquanto haja quem os encave, porque quem manda na Língua é quem tem pulso para a escrever, coisa, que, consabidamente, nunca foi para todos: é para quem pode, e não para quem quer!... Anagogicamente, porque já vamos muito longos, olhem para cima, e vejam a miséria a que chegámos, não nas pontas dos pés dos reviralhos ortográphicos, mas no vexame que é ainda não termos arredado, de facto, da suprema magistratura da Nação, o cadáver adiado, de fato, coçado, que lá quer insistir em continuar a procriar.
Haja decência, Portugueses, e abram os olhos: outrora, nós fomos Senhores do Mundo...

(Marretada, da forte e fêa, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal" e no "The Braganza Mothers")


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
História da preta, do marialva que andava a montar a preta, e do Pau de Cabinda
14 Fevereiro 12 01:19 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Imagem do Kaos

Não gosto muito de manifestações, porque sou comodista, e as manifestações têm poucos lugares sentados,  mas, quando as manifestações reunem, de pé, 300 000 pessoas, talvez seja a altura de nos levantarmos,  e vencermos o comodismo do estar sentados, ou como o outro queria, passar de "piegas", a gente capaz de impor regras.

Eu, que por razões literárias, sou um apreciador de étimos, e, vício de família, cultor da História, ando empenhadissimamente a perceber como é que as coisas chegaram a este estado, e por acaso, particularmente interessado na história da Linha de Sintra.

A Linha de Sintra, como toda a gente sabe, é uma aberração do nosso continuado Teatro de Revista, de há 500 anos para cá.
Em Inglaterra, e nesses países atrasados, onde as linhas férreas se faziam para ligar as zonas de vigor industrial, com os lugares de exportação e consumo, criando a célebre teia da Revolução Industrial, que levou à primeira leva de escravos, que o Marxismo, que, embora não frequente, tão premonitoriamente tratou, a Linha de Sintra nunca teria lugar, já que foi feita, não para ligar polos de vitalidade comercial, mas sim para que o Rei, quando estava com hemorroidal, mais depressa pudesse chegar ao sopé do Palácio da Pena.
Nessa altura, o comboio só tinha primeira classe, na esperança de que a Família Real comprasse um bilhetinho, de quando em vez, coisa que nunca fez.

Já D. João V, para ridículo de toda a Europa, era assim, e contruía caixões dourados, atrás de caixões dourados, para carregar freiras e bastardos, que ia emprenhando das freiras, tudo isto a custos do ouro do Brasil, enquanto importava tudo, de Inglaterra, França e Holanda, mostrando umas vistas largas, que nunca mais perdemos, nem conseguiremos perder, entre o séc. XVIII e o XXI.

A Linha de Sintra, pois, apesar do seu começo ridículo, acabou por se tornar na espinha dorsal e na metáfora da nossa situação presente: foi criada, como as três autoestradas Lisboa-Porto, para Reis e Princípes, que nunca a usavam, porque andavam de carruagem, e, depois, de automóvel, mas ficou lá, porque era uma espécie de TGV da altura, a ser posta, muito sergianamente, onde podia fazer vista, já que não havia onde fizesse qualquer falta.
Com o tempo, e com a extinção das vacas da Graciosa, dos pastorinhos, que copulavam com as ovelhas, comedores de florinhas amarelas do trevo das amargas, amoras e estevas, e com os homens da gabardine, que abriam a gabardine e mostravam a coisa, sempre que a Rainha Dª. Amélia, antepassada de todas as fufas do séc. XX, seguia, sentada nos seus estofos de couro, para dizer, enjoada, "os homens do campo ainda têm a coisa mais pequena do que tu, Carlos...", coitado, que depois tão injustamente mataram... Para mais, a Amélia de Orleães odiava o comboio, porque os "picas" tinham todos bigode, quando o que ela adorava era buço de varina da Nazaré...
Mas, como eu ia dizendo, com o tempo, a Linha foi-se desenvolvendo, e sempre no sentido errado. Começou por se rechear de casinhas de trabalhadores da CP, que recebiam teto, para arranjarem os materiais enferrujados, e iam procriando, famílias numerosas, entre a trissomia-20 e o raquitismo, que caracterizam uma população ao nível do Biafra, e da Somália. Era um tempo de vivendas, de dentes podres, e de meninas penduradas à janela, à espera de que senhores vestidos de escuro as viessem pedofilizar, nos longínquos paradeiros do Cacém. Recitavam Pessoa, e soltavam peçonha. Por necessidades, criou-se então a segunda classe, para que a Rainha não corresse o risco de ser carteirizada pelos mãozinhas leves de Ranholas, e a Amadora substituiu, gloriosamente, a Porcalhota, tal como Goa se ia afastando da Taprobana.

Como a História não parava, e o país se ia afundando, na longa noite salazarista, começaram os monopólios e o condicionamento industrial, com um dos primeiros isaltinos de morais do nosso horizonte, o defunto J. Pimenta, a construir torres de p***s, na Reboleira, mas como já então havia uma p***s mais pobres do que outras, ao lado iam crescendo os barracos da Brandoa, e criava-se a célebre terceira classe, para quem não tinha bens para viajar nas duas anteriores. (Acho que a cronologia está toda trocada, mas isso é-me totalmente indiferente, nesta escrita automática).

Com o 25 de abril, a Linha de Sintra sofreu um desenvolvimento crucial, já que todos se sentiram J. Pimentas, e no direito de encher esquerda e direita, da Linha, de betão e de monstros atrás de monstros, onde as pessoas se sentiam muito felizes, para poderem perder duas horas para vir trabalhar em Lisboa, mais duas para voltarem para os seus colchões, a cheirar a cão de suburbio e gatos feodrentos. Foi a épica da Damaia, do Cacém, de Rio de Mouro e da Portela de Sintra. Toda a gente era comunista, e vivia em gaiolas comunitárias, e adorava ver fachadas de tinta decadente, como a Ucrânia, depois de Chernobyl, que tinham substituído todos os pinheiros, entre Lisboa e Sintra. Os comboios iam cheios, e era aventura, apanhar a carruagem da frente, ou do fundo, para ter direito a apalpanços, orgasmos de apeadeiro, e apertões de mamas ilegítimas.

O pior, como sempre, estava para vir, quando os Fundos Comunitários começaram a entrar em Portugal, e imediatamente foram desbaratados pelas mãos criminosas de Aníbal Cavaco Silva, Mighâ Amâghàl e Fegueiga do Amâghàl. Foi a era do preto, o novo escravo, que vinha de Cabo Verde, Angola, Moçambique e Guiné, para viver em contentor se servir para construir os monos do regime, o Centro Cultural de Belém, inicialmente destinado à Cultura, mas posteriormente entregue a gerações de "ocupas", como o paneleiro Mega Ferreira, o ladrão Berardo e o traste Vasco Graça Moura, a Expo-98, por onde os dinheiros desapareciam, como num poço de Boliqueime; o Euro 2004 e os seus estádios pedófilos, de Carlos Cruz e do Secretário do Ambiente e Desporto, José Sócrates, e tantas outras maravilhas, em forma de Scuts e vascos da gama.
(Acho que já estou a baralhar tudo, mas isto só para dizer que a Linha de Sintra ia produzindo as suas Quintas da Marinha e da Beloura, na forma de Covas da Moura e afins, com desterrados de segunda e terceira geração, com grandes pilas, e nenhuns patrimónios...)

Nesta crónica do indefensável, Lisboa ia-se despovoando, e começaram a aparecer, pelas gaiolas da Linha de Sintra, cada vez mais gente que não tinha dinheiro para viver na Capital, de maneira que foi como se a Capital fosse esticada, em forma de elástico, e estendida até Sintra, com stôras, bancários e traficantes, mano a mano, a apanhar com uma estranha forma de vida.

No meio disto tudo, o aparecimento de Massamá foi um marco histórico, já que haja quem a considere a Quarta Roma, a Constantinopla de Barcarena, e era, sim, porque começou com um apeadeiro, para depois se estender por 10 cafés, uma roulotte de bifanas, dois centros comerciais, um, com loja para brancas, e outro, para pretas, casas de p***s, sótãos de cadastrados, e uma célebre sex-shop, onde os afrodisíacos eram ligeiramente mais baratos do que na Amadora.

Para as gentes da Linha, o aparecimento de Massamá foi notável, já que podiam ser assaltadas em três momentos do dia: no seu dormitório, logo de manhã, ou ao fim do dia, durante a viagem de comboio, e em Lisboa, nos postos de trabalho, já que o negrão desempregado, que o Cavaco tinha reduzido à miséria, e o Guterres ao subsídio do emprenha-mais-três-que-o-contribuinte-paga, tinha passe social, para vir atacar calmamente, em plena Baixa e Chiado.

Maior glória do que isto, nem Camões cantaria, é evidente, mas como mau nunca nos chega, e sempre ambicionamos pelo péssimo, a coisas ainda se desenvolveu, já que estes ecossistemas, como as Galápagos, entregues ao seu isolamento, foram desenvolvendo espécies endémicas: a P*** de Massamá, que se arraçou de brasileira, o respetivo chulo, que oscilava entre o Linhó e um T2 de renda baratucha, e fabricava crianças, para alimentar o insucesso das escolas de periferia, alegrando traficantes, violadores e pedófilos; o mulato, que comia a chinesinha, do restaurante da esquina, onde já pululavam os ratos, e o paquistanês, que fazia soltar "ai-jesus" à dona da rua de Queluz de Baixo, e ao marido, quando calhava. Com a chegada dos ratos vieram os gatos, para os comer, e os cães, para criar insuportáveis ambientes de poluição sonora, e maior alegria das velhas de 80 anos, com quem "davam o nó", para entupir cronicamente as urgências de infeções vaginais, do Amadora-Sintra, onde trabalhavam médicos de diploma comprado.

Obviamente, num ecossistema com tal riqueza, como qualquer biólogo dos bancos de corais, e de currais, me dará razão, era inevitável que, um dia, aparecesse um governo, e justa e heraldicamente, o "Governo de Massamá", já com preta, marialva, frequentador dos colos do útero e do anal, e muito Pau de Cabinda, que é o mesmo que dizer vender o país a retalho aos criminosos que governam Angola, e que vão provocar a guerra civil deste maio de 2012.

Tudo isto teria muita graça. se não fosse uma hiperrealista descrição do estado presente das coisas, com a Grécia a preparar-se para um governo de extrema-direita, que não vai pagar as contas, e vai lançar os fundamentos da Nova Ordem Europeia, um novo neonazismo, apadrinhado por uma sopeira de Leste, e 300 000 indignados não tivessem vindo relembrar, para a rua, que a gente que está no Poder, em Portugal, NÃO ESTÁ A FAZER NADA,  e o fim da Monarquia, e a agonia da Primeira República, onde, de quando em vez, alguém se passava, e, depois de matar a mãe, a avó, as filhas e as netas, amandava um valente balázio nos cornos dos cavacos, dos miras amarais, dos dias loureiros e dos catrogas desses tempos, por acaso, ah, sim... tão idênticos aos nossos.

(Trio da indisciplina. no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers", forte, fiel e farto)


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
"Portugueses, sejam menos... Viegas"
08 Fevereiro 12 01:30 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Imagem do Kaos

Em poucos meses de governação, em que achei que a boca de  Pedro Passos Coelho só se conseguia abrir para soltar banalidades de apeadeiro da Linha de Sintra, ou as encomendas dos gajos mafiosos que o empurram para a frente do linchamento, Miguel Relvas e Miguel Macedo, entre outros, por fim, consegui ouvir uma frase que me agradou, soou bem, e que acho que sintetiza toda a necessidade de salvação que Portugal sente: com o seu sotaque de Massamá, Pedro Passos Coelho, o magnânimo, disse, "Portugueses, sejam menos piegas..."

Para os ignaros, e somos muitos -- pois quantos de vós detêm um  "despacho" de um CNO, ou uma alta classificação em Inglês Técnico?... -- eu esclareço: assim como em Viseu, o Cavaquistão, se trocam os "Vês" pelos "Bês", e se diz "binho", em vez de "vinho", em Massamá, de onde provem, e onde se vem, sua Excelência o Primeiro Ministro, trocam-se os "Vês" pelos "Pês".

Reposto o sotaque, Passos Coelho quis então dizer aos Portugueses, "Portugueses, sejam menos... Viegas", num clara alusão aos cambalhaços e cunhas que, à pala de "Cultura", motoristas e gabinetes, se fazem.

Já muito queimado vai André Wilson da Luz Viola, e os seus 1800 € de vencimento, e, para todos os que afirmam, a pés juntos, que ele é um excelente motorista... do banco de trás, a verdade é que ele não passa de um traste suplente de uma lista de cunhas à Câmara de Lagos, que uma mão ignota, mas certeira, depois empurrou para um salário razoável, para conduzir outro traste, este não suplente, mas efetivo, de uma coisa que deveria, há muito, estar extinta, e insiste em se chamar Secretaria de Estado da "Cultura".

"Portugueses, sejam menos... viegas", é, pois, a palavra sábia de um homem de letras e ciências, um Pedro Hispano mal compreendido, desta fase terminal da III República, que, polifonicamente, pede a todos os seus concidadãos que utilizem menos a cunha, que não contratem, como Miguel Relvas, motoristas a 2500 €, e que não consolem as ternuras dos 60, com motoristas como o da Senhora Bosca de Mota Amaral.

Humildemente, numa simples frase, Passos Coelho pediu aos Portugueses que fosse menos viegas, que não se fizessem empoleirar em assessorias de gabinete com subsídio de férias e natal, já incluídos, como "suplemento", e, sobretudo, que evitassem megas ferreiras, graças mouras, claras ferreiras alves, e coisas afins, que passam por "Cultura", e que, muito mais mansamente do que em outros casos, já que a estupidez nacional, que, genericamente, é abissalmente acrítica, quando se trata de "Cultura", ainda se consegue tornar mais acrítica. O texto em que se disparou contra esse cancro da vida pública portuguesa, Mega Ferreira, foi fatal ao "Braganza Mothers", já que era tão verista que apanhou imediatamente com o lápis azul da nova Censura por cima...

Mega Ferreira, tal como Graça Moura, é um "viegas", ou seja, um "aquilo" que os Portugueses não devem ser, e eu passo a explicar. No caso de Mega Ferreira, quando se pergunta, "quem é Mega Ferreira?...", imediatamente chovem cascatas sobre os poleiros que ocupou, mas nenhuma resposta sobre "como começou", porque estes "viegas", tal como Aristóteles profetizara, são fruto de geração espontânea, e tudo o resto é percurso, umas vezes ditado por causas naturais, outras, por milagres da fé, e algumas coisas cuja decência impede pôr aqui.
Faça um exercício: vire-se para o seu vizinho, e pergunte: "quem é Dias Loureiro?", e ele imediatamente lhe responderá todos os crimes que Dias Loureiro cometeu, embora nos fique sempre a dúvida primordial sobre a origem da "espécie".

Quanto ao próprio Francisco José Viegas, a resposta a "quem é Francisco José Viegas?..." é redundante: Francisco José Viegas é um "viegas", ou seja, tudo aquilo que os Portugueses nunca deverão ser.
Como Laura "Bouche" diz, o hiperviegas, por antonomásia, é Aníbal Cavaco Silva, que não veio do Pocinho, antes, "soube sair do Poço (de Boliqueime), mas o Poço nunca saiu dele..." (Laura dixit), e essa é, ou deveria ser, uma lição de moral para todos os Portugueses.

Futuramente, como ditam as palavras sábias de Passos Coelho, sejamos menos viegas, e, na "Cultura", por exemplo, produzamos mais Cultura, e menos secretários de estado. Criemos mais obras de arte, e vamos menos à mesa dos outros, mamar subsídios. Estudemos mais, e penduremo-nos menos nas assessorias de gabinete.
Façamos, como a Islândia, e persigamos e levemos a tribunal os banqueiros e políticos que nos arrastaram para este drama nacional.
Preparemos uma resistência, como na Grécia, contra o neonazismo pós-estalinista de Angela Merkel, que nasceu, na Alemanha de "Leste", a conduzir carros poluentes, em forma de caixa de sapato, e quer agora dar lições de soberania aos herdeiros dos construtores da Acrópole.
Sejamos menos viegas, acordemos, agarremos neste gajos, e nós, que num século, cometemos regicídios, matámos dois Presidentes, limpámos o sarampo a dois primeiros ministros, e metralhámos algumas revoluções e golpes de estado, sejamos menos viegas, e agarremos nestes viegas todos e coloquemo-los perante o Tribunal da História, ou, como eu acabei de fazer, sejamos, não viegas, mas Portugueses, daqueles, de 900 anos, e, assim com eu agora fiz, com as palavras, que são a minha arma, que cada um agarre na sua, e preguemos-lhes, pelo menos, um valente tiro nos cornos. Basta um, que servirá de aviso, para evitar os restantes: vão ver que os viegas todos abandonarão, como os ratos, o barquito, num instante.

(Trio do já esteve mais longe,ah, pois já, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers"


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Da Infanta sem rosto, às 20 000 léguas lamparinas, de Maria Cavaco Silva
02 Fevereiro 12 02:56 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   



Imagens retiradas da página oficial da Presidência da "República Potuguesa"
Esta semana foi pródiga em surpresas. Descobriu-se uma grande Portuguesa, Maria Adelaide de Bragança, uma mulher capaz de viver uma vida grandiosa e centenária, com um rosto, quase desconhecido, que foi uma agradável surpresa, para a enorme massa dos Nacionais, e revirou o rumo da farsa histórica que nos estavam a tentar vender, enquanto, concomitantemente, se descobriu um "Presidente", vergonha do Estado, que se estava a dissolver, a conta gotas, numa petição de cidadãos que lhe pediam, simplesmente, que se fosse embora e deixasse de envergonhar a Nação.
O homenzinho nunca perceberá o que lhe está a acontecer, ou então, como algumas más línguas afirmam, percebe bem demais, e está naquele nirvana do bolo rei, em que tudo acabará por passar, e ele lá inscreverá o segundo mandato na sua miserável carreira de gasolineiro de província, criando permanentes conflitos, pondo a circular boatos de atritos com os governos, para, logo a seguir, se refugiar na sua proverbial cobardia, de nunca assumir um gesto que lhe possa colocar a segurança pessoal em risco.
Hoje em dia, Cavaco Silva já não representa ninguém, exceto a decadência do "si mesmo", em que diariamente se afunda.Depois da calamidade que foi, enquanto Primeiro Ministro, em que desbaratou os Fundos Comunitários e arruinou o aparelho produtivo, o Sistema de Ensino, as infraestruturas culturais, e permitiu a imigração dos escravos de todas as raças, que apodreciam em contentores, criando, depois, irremediáveis bolsas de tensão social; em que permitiu que a droga se transformasse num flagelo à escala global, deste pequeno quintal, Cavaco Silva, presentemente, é o rosto da cumplicidade de dois governos cujo principal entretimento foi destruir Portugal.
Com Sócrates, andava preocupado com a sua soberania (!) sobre os Açores, e se as bichas deviam, ou não deviam, casar-se, franja problemática que só interessava aos próprios e nunca deveria ter alcançado foro de assunto de Estado. Entretanto, o País afundava-se num deficit glorioso, enquanto Sua Excelência preparava o segundo mandato, custeado pelos dinheiros sujos do BPN, da SLN e da Opus Dei.
Chegado Passos Coelho e os facínoras que o rodeiam, Miguel Relvas e Miguel Macedo, entre outros, que, de alguma forma, estão a fazer ao Estado Social tudo aquilo que ele, enquanto títere de duas maiorias absolutas, sonhou, mas nunca ousou, finge estar na "Oposição", com medo de que os próximos tumultos populares, a ameaça de insurreição nas Forças Armadas e nas Forças de Segurança, o transformem num segundo Américo Thomáz, embarcado à força, para um exílio de uma situação insuportável.
Pelo meio, o País perdeu a face, e arrisca a sua própria viabilidade, enquanto Nação independente, depois de 900 anos de história.
Cavaco Silva é o cobarde por excelência, e o inimputável, por essência. Tem muitas caras, mas os comportamentos são lineares: sempre que um dos criminosos que o rodeia é apanhado em falso, defende-o até ao fim, chame-se ele Leonor Beleza, Duarte Lima, ou Dias Loureiro. Depois, quando a peça cai, de "per si", mergulha numa profunda amnésia e silêncio, e volta à célebre frase, que será o seu epitáfio: "o não ser a altura própria para se pronunciar sobre o que quer que seja", tirando as vacas da Graciosa.
Dir se ia que isto era o fundo do poço, mas não é: abaixo de Cavaco Silva, ainda existe Maria Cavaco Silva. Ao contrário da Infanta Adelaide, cujas fotos são escassas na Net, a ridícula mulherzinha do Grande Timoneiro de Boliqueime deu se ao luxo de abrir um canteiro na página oficial da República Portuguesa, onde todos os seus penosos passos são seguidos pelo olhar de um fotógrafo, que, já que estamos numa de analogias, é uma espécie de Natália de Andrade do visual, já que, de tantos milhares de fotos, consegue o prodígio de nunca acertar uma que seja.
Até aí, tudo bem, já que o universo da mulherzinha parece ser exclusivamente constituído de presépios de mongolóides, aleijados e atrasados mentais, crê se para que, sendo o cenário muito mau, ela melhor possa sobressair, como exemplo e lição de vida para os que sofrem. Acontece que os que sofrem sofrem mesmo, e não há o direito deste permanente insulto e exposição de quem já é marginalizado, pela sua deficiência, pelo gueto físico ou mental a que foi confinado, com um traste que, saltitante, os vai utilizando como palco e adereço de uma pseudo vida caritativa.
Maria Cavaco Silva, um vergonhoso exemplo de arrogância, impertinência, vaidade e estupidez natural, não tem o direito, nesta fase de acentuado declínio em que se encontra, de utilizar os Portugueses, que sofrem, como figurantes de uma pretensa carreira caritativa. A verdadeira solidariedade, como Adelaide de Portugal ensinou, não anda com um fotógrafo sempre atrás. Indo mais além, sucede que o fotógrafo até nem é mau, é realmente péssimo, e consegue o prodígio de nos fazer rir, ao caricaturar os pontos de vista e as perspetivas com que capta a enorme desgraça das vidas isoladas dos Portugueses, nossos irmãos, a quem a menor fortuna tocou. No meio disto tudo, impante, patética, grotesca, escandalosamente ostensiva, Maria Cavaco Silva é uma reles papa hóstias da miséria alheia, sem perceber que gygas e gygas de imagens acumuladas apenas despertam mais ódio, ira e revolta relativamente a quem não tem pudor em fixar, para a eternidade do ridículo, todas as suas miseráveis pegadinhas.
Eu sei que isto pode parecer a despropósito, mas não é: esse fotógrafo do grotesco da "Dama" Presidencial é pago com os nossos impostos; o espaço de alojamento de milhares de testemunhos do caricato e do mal feito é suportado com o corte dos nossos salários. Mais, ainda, a estupidez dessa mulher é um crescente Museu da Aberração, acrítico e inflacionado, onde os seus goyas de pacotilha insistem em multiplicar uma indecente iconografia, que eu, cidadão português, ao abrigo da Direito de Indignação, penso que deveria ser IMEDIATAMENTE retirada de um espaço oficial de uma República, ainda que agonizante.
Poupe nos, Dona Cavaca, e tente desaparecer, o mais rapidamente possível, a bem da Nação!...
(Trio do crescente, e imparável, descontentamento, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", e em "The Braganza Mothers")
Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Arquivado em:
O aniversário da Infanta Dona Adelaide, vos garanto, não será celebrado em Boliqueime
29 Janeiro 12 02:09 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Há um nó górdio na sociedade portuguesa que se resume na seguinte interrogação: como insuflar e voltar a reintroduzir, agora, no palco quotidiano, um cadáver político, que se chama Aníbal Cavaco Silva?Eu sei que não têm resposta, mas a resposta é um ovo de colombo: dia 31 de janeiro, por acaso, aniversário de uma frustrada implantação da República, e véspera de outro aniversário, esse mais lúgubre, o do Regicídio, que, neste instante, deve ter o Aleijão de Boliqueime completamente borrado, dia 31 de janeiro, dizia eu, é o aniversário, o centésimo, por acaso, da Infanta Adelaide, membro da Casa Real Portuguesa, e uma das mais ilustres portuguesas, ainda vivas.
Neta de Miguel de Portugal, de má memória, a Senhora Dona Adelaide van Uden, nascida Bragança, foi daquelas figuras do infortúnio e da noite, que, quando as cidades da Europa ardiam, debaixo dos terríveis bombardeamentos dos exércitos das Ideologias, nascidos dos cancros do Marxismo e do Nazismo, procurava, entre os escombros, feridos, vozes implorando piedade e salvação, num voluntariado de noites e dores partilhadas. Para mim, que nunca estive numa guerra, a não ser, como muitos, na comodidades dos sofás, que nos fazem sempre parecer demasiado longínquos os horrores, vou hoje fazer o esforço de me colocar ao lado da sombra de uma princesa portuguesa, deslizante e infatigável, em busca de salvar vidas, naquela pavorosa fronteira extrema, do infortúnio e da morte, que dissolve as diferenças e faz emergir as solidariedades, nos limites sem descrição da selvajaria humana. "Era uma jovem destemida e tinha um hábito perigoso: assim que ouvia as sirenes de aviso de novo bombardeamento aliado, subia ao sótão de casa para ver onde estavam a cair as bombas. Depois, esperava que os aviões dispersassem, pegava num candeeiro a petróleo e corria em auxílio dos feridos que se amontoavam nos escombros"
Adelaide não agia apenas pela noite: durante o dia, dialogava com os movimentos de oposição ao Nazismo, e acolhia, por detrás das suas cortinas, os perseguidos pela Gestapo, uma coisa sinistra, que faria a PIDE parecer uma brincadeira de crianças, protegendo-os e escondendo-os, numa Áustria inebriada pela Anschluß, um asco, que nos lançou sempre no equívoco de pensar que o pior austríaco de sempre, Hitler, não teria lá nascido, por mais que o branqueamento, e o empurra, empurra, o tivessem querido fazer alemão.
Hitler não era alemão, mas austríaco, e Adelaide não era nazi, mas uma Portuguesa exilada, que a Áustria dos Habsburgos acolhera, como prima distante, e que se regia pela carta estrita da aristocracia, que impede o convívio com os regimes e as gentes que desprezam os seus próprios povos.
Hitler não gostou de que brincassem com ele, e condenou a cidadã Adelaide à morte, por obstrução à imparável voragem nazi.
Quero supor que Adelaide terá respondido com um olhar fulminante à condenação desse demente da pré Aldeia Global, mas os gestos heróicos pouco contam, quando a Civilização inteira está a caminho do precipício, e lá teremos de conceder aos que veneram Salazar -- nos quais nunca me incluirei -- o mérito de, num gesto de diplomacia extrema, ter conseguido que o Carniceiro de Berlim transformasse a pena capital numa imediata deportação para as terras mornas, e saloias, de Portugal.
A história poderia acabar aqui, mas não acaba, porque as pessoas com infinita dignidade prosseguem sendo infinitamente dignas. A portuguesa Adelaide, nascida Infanta, continuou a sua obra de solidariedade, explorando, como assistente social, as piores misérias que a Trafaria e a Costa de Caparica, desse mesmo Salazar, tinham criado. Van Uden, que ela salvara dos escombros, e por quem se apaixonara, numa tenda da Cruz Vermelha, já acabara os seus estudos, que Portugal não reconheceu, porque ainda não chegara a fase dos "masters" americanos, que davam, e dão, direito a enganar-se, a contar pelos dedos, e a vice reitorias na Lusófona.
Valeu-lhe outro notável exilado, Gulbenkian, que lhe deu oportunidade para criar um daqueles raros nichos de pensamento e investigação, deste enorme deserto da Margem Sul, Norte, Este e Oeste, o Instituto Gulbenkian de Ciência, num tempo em que as instituições para o aprofundamento do Conhecimento ainda não tinham à testa cabecilhas com as mãos manchadas de crimes de sangue, como Leonor Beleza.
Dona Adelaide dissolve-se, a partir de aqui, no Tempo, tão só porque nós preferimos o escândalo às vidas exemplares: fará, como disse, dia 31 de janeiro, 100 anos, data que todos os lusitanos deverão comemorar, como o aniversário de uma das maiores portuguesas de sempre.
Como em tudo, há nisto um senão: alguém se lembrou de "assoprar", à degenerescência que ocupa o Palácio de Belém, que vinha aí um centenário notável. Nada de melhor, pois, do que assinar um despacho, a conceder a Ordem de Mérito a Adelaide de Bragança, ou mais justamente, a Adelaide de Portugal.
É uma boleia como qualquer outra. Para um cadáver político, que, enquanto Adelaide lutava contra o Nazismo, assinava o célebre papel da PIDE, a dizer que se encontrava "integrado no regime político da ditadura", qualquer coisa serve hoje de tábua de salvação. Se ele estava a contar com essa surpresa, para reaparecer como rejuvenescido, recauchutado, e reintegrado, no dia de aniversário de 31 de janeiro, com uma medalhinha de ordens de mérito nas mãos, eu concedo-me o direito de lhe puxar violentamente, já hoje, 29, o tapete de mais uma chico espertice do Carrasco de Boliqueime: há vidas demasiado altas para medalhinhas, e medalhinhas demasiado vis, para certas mãos.Que se f*** Cavaco Silva, cancro mor  da democracia portuguesa, e incontornável vergonha da Nação!...
(Trio de reverência e saudação de Adelaide de Portugal, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers")
Cavaco Silva: as três pancadas de Molière do Fim da III República
27 Janeiro 12 02:19 | Arrebenta | 1 Comentário(s)   


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do Kaos
As sociedades podem, num dado momento, confrontar-se com três tipos de vergonha: a vergonha de ter um Presidente da República como o atual, a de ter uma República que atualmente desceu ao nível de permitir um tal Presidente, e a de se pertencer a um povo que chegou  ao extremo de uma República onde é possível a uma criatura desse calibre ascender a seu Presidente.
A frase soa bem, mas torna-se complexa, se a analisarmos do ponto de vista da operacionalidade: é fácil mudar um Presidente, substancialmente mais difícil revirar uma República, e praticamente impossível alterar um Povo, e o grande problema reside justamente no Povo, que, em janeiro de 2011, na altura exata de afastar da cena política o grande responsável pela destruição do tecido produtivo português, e pela total desacreditação da Classe Política, pelo contrário, o reelegeu, para uma lenta agonia, algures entre a degenerescência neurológica e uma espécie de variante sociopata, na qual o Mundo se parece resumir à celulite da Maria, às crises de protagonismo, em Medicina Dentária da Patrícia, e ao meio queque dos netinhos. O resto chama-se "País", e espera-se que corra depressinha, e bem, para dar tempo a que o segundo mandato possa ser inscrito em mais uma linha de alguém que chegou ao medíocre topo da sua frouxa base.
A petição que corre na Net, e que a esta altura já vai acima dos 37 000 signatários, a pedir a "Demissão do Presidente da República" (!) é qualquer coisa que nem a Kafka lembraria, porque representa o nível mais baixo daquilo que um Povo pode fazer ao seu mais alto magistrado, o que, de alguma forma, nos poderá levar a pronunciar que os povos são iguais, mas há uns mais iguais do que outros, e revejo o que escrevi antes, e tiro o chapéu ao elevado ato de cidadania que correspondeu a ter elaborado tal documento. Cada nova assinatura que nele é aposta representa uma espécie de tortura da gota de água para a verdadeira anomalia democrática que Cavaco Silva representa, na III República Portuguesa. Podem esmifrar-se os porta vozes do Sistema, e os comentadores pagos, para amainar a tempestade, porque esta é das piores, das surdas, que não cai numa bátega de água, mas antes se escoa, em forma de ampulheta invertida, num insuportável desgaste que poderá levar este miserável baralho de cartas de inimputáveis, sociedades secretas, gente sem ética nem vergonha, cuja epígrafe é a caricata figura de Boliqueime, a desmoronar-se.
Em qualquer sociedade civilizada, mal sonhasse que havia uma vaga de cidadania que lhe retirava definitivamente o tapete, qualquer grande figura histórica se demitiria. Este não, mas não nos esqueçamos de que o pai vendia em cobertores de feira, e o filho conseguiu ir ligeiramente acima, num tempo tão decadente, em que ir um bocadinho acima podia coincidir com ocupar o Palácio de Belém.
A questão nem sequer é política ou ética: é uma referência histórica, já que, afinal, o homem que nunca se enganava, e raramente tinha dúvidas, provou que até era capaz de fazer um povo que achava que não tinha autonomia, senão para se enganar, e que décadas de ditadura tinham levado à pior das opressões, o complexo de culpa de estar permanentemente em dúvida..., que, que... até era capaz de fazer esse povo despertar.
A petição da Net, pela sua própria impossibilidade de operacionalidade, é uma espécie de bomba relógio, pela qual toda a gente anseia já a ver convertida numa cifra redonda, a ser pronunciada solenemente, e em sessão plenária da "Assembleia Nacional", o número total dos que assinaram, a rejeitar ser representados pelo Sr. Aníbal, um número redondo, tal os 10 000 € de reforma, mais as migalhas dos negócios escuros do BPN, mais as permutas de casas nas urbanizações saloias do ALLgarve, mais uma infinidade de pequenas manobras de uma mente menor, a que nunca teremos acesso, mas que se insere na célebre dinâmica do chico espertismo de uma certa falta de classe da Lusitânia, predominante ao longo dos séculos.
É totalmente irrelevante ao que a petição venha a conduzir. É um ato cívico assiná-la e dar lhe trela para que role sozinha, até ao momento em que, perante a Câmara que representa soberanamente o Povo, haja uma cifra que dirá que os Portugueses, no ano aziago de 2012, decidiram que tinham uma criatura a representá-los, indignamente, como Mais Alto Magistrado da Nação. Para escritores, como eu, mais uma assinatura é infinitamente mais eficaz do que uma bala: é uma prova de uma maturidade cívica, muito próxima do Sarcasmo, e muito prima das cantigas de escárnio e mal dizer, profundamente enraízadas na nossa forma íntima de ser coletivo, que corresponde a uma enorme gargalhada nacional.
Cidadãos: é totalmente irrelevante que o Cidadão Cavaco Silva se demita do cargo que está a vexar e a enlamear. Ele não precisa de se demitir, ou ser demitido -- a tal impossiblidade constitucional -- da miserável marquise republicana em que se instalou, porque, há muito, que já se demitiu das suas funções. É um cadáver político ligado ao pulmão artificial de um Sistema que dele precisa, para se manter, mas que a História já tratou antecipadamente. Sentemo nos, pois, e assistamos, com a serenidade e o bom senso que são próprios das sociedades civilizadas, às quais, há muitos séculos, pertencemos, a este derradeiro episódio de um Sistema que necessita de uma urgente desinfeção.
(Duo do relance, no "Arrebenta-Sol" e em "The Braganza Mothers"
More Posts Next page »

Pesquisar

ok

Este Blogue

Tags

Arquivo

Syndication