SOL
O comportamento dos sistemas longe do equilíbrio, d'après Prigogine, com a Assembleia "Nacional" como miserável pano de fundo
16 Novembro 12 02:26 | Arrebenta | 3 Comentário(s)   
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Hoje, vinha escrever sobre a mulher mais poderosa do Mundo, mas a súbita degradação do clima social português obriga-me a voltar à teoria dos sistemas.

Num patamar eidético, todas as imagens televisivas, com as infindáveis montagens permitidas pelas televisões e outros órgãos de intoxicação social, são sulfurosamente mais poderosas do que o enunciar dos discursos. Algures, num desses canais de paralelização da Realidade, na forma de metadiscurso ideológico, passaram, ontem, imagens de violentas cargas policiais, entremeadas de um Cavaco, senil, e idêntico à imutável caricatura de si mesmo, que cultivou, desde os idos de 80.

No imediato, e no subliminar, a mão organizadora do instrumento visual estava a fazer um apelo à indignação, nas formas extremadas da sublevação.
Há um axioma da Sociologia que diz que, quanto menos forem sofisticadas as sociedades menos terá de ser sofisticado o encriptamento subliminar, e isto é um enunciado trivial, tão trivial que, para espectadores posicionados em patamares infinitamente afastados da base, como é o meu caso e o dos meus leitores, o caráter sistematicamente pouco elaborado dos processos de instigação torna-se inquietante, porque revela que o público alvo, decididamente, deixámos de ser nós, e a "target", neste momento, desceu aos tristes limiares da claque de Futebol-very-lights, dos apreciadores literais da "Casa dos Segredos" e dos tristes rastejantes de Fátima.

Num isomorfismo da Lei de Jakobson, e passe-se a controvérsia que, nos seus fundamentos, a abala, por excessiva simetria, há uma hierarquia do progressivo grau de intoxicação dos enunciados miméticos da Realidade que é inversamente proporcional ao nível crítico dos seus intervenientes.

Posto isto por palavras simples, há que perguntar aos atores dos crescentes combates de rua se têm consciência do que ali estão a fazer, em benefício de quem agem, e qual a real consequência dos seus comportamentos.

Num espaço teórico, comportamental, com N graus de liberdade, o que aproximaria a nossa análise da Utopia, mas simultaneamente lhe confere uma enorme franja de crítica, a quem queira desconstruir este texto, e num espaço de monitorização, com um número propositadamente mais restrito de níveis de variância, que poderei enunciar, para ajudar a acompanhar o raciocínio, o sucessivo crispar dos esgares do Saloio de Boliqueime, o precoce envelhecimento de Passos Coelho, ou o número de vezes que a palavra "filho da P***" é enunciada, por aposição ao nome de qualquer político, nesse espaço teórico de liberdade, como noutro texto referi, há uma aposta no tratamento topológico daquilo que designarei por hipersuperfície do descontentamento social dos Portugueses.

Por razões cartesianas, e aprioris kantianos, esse desenvolver topológico, que está a ser ensaiado através de gradientes ocultos -- para os incautos -- só nos é sensível e visualmente inteligível em cortes de dimensão máxima 3, ou seja, em eventos cuja tridimensionalidade nos seja acessível, embora comporte uma brutal elisão das restantes variáveis em jogo. Na verdade, o aumento de tensões, em níveis muito acima desses 3 graus, está a gerar aquilo que os comentadores de sola de sapato, como o Mister Marques "Magoo" Mendes, o perpétuo indignado Medina Carreira, que, por lapso, por fim -- descaiu-se!... -- se percebeu que papel estava, desde sempre, a desempenhar ali, o de arauto do colapso do Estado Social, uma criação dos governos liberais, para evitar o predomínio das correntes extremistas de teor marxista, como o recentemente desaparecido Hobsbawm bem acentuava, em contraposição com as correntes de "esquerda" de hoje, que já se esqueceram de que não têm dele a paternidade, a não ser na forma do "contra vós foi feito"; ou de outras anomalias, de patamar mais baixo, como aquelas que despacham o noticiário sério, em cinco minutos, para depois poderem estar a perorar meia hora sobre o que realmente interessa, o Futebol, a Seleção e o enxerto de porrada que o filho das barracas, Quaresma, deu no polícia.

As grandes culturas afundaram-se na proliferação dos espetáculos efémeros. Roma multiplicou-se nos combates sanguinolentos, ao ponto de levar à extinção muitas das espécies selvagens da orla afro mediterrânica. Constantinopla foi destruída, durante a revolta de Niké, por causa de lixo, ao nível dos clubes do Pinto da Costa, e daqueles que atiram petardos, naquela aberração arquitetónica -- o "berço" -- que os nossos fundos desviados construíram defronte do Colombo, tão má que conseguiu fazer do Colombo um Guggenheim de sarjeta, e a nossa civilização está-se a afundar nas drogas sintéticas e na iliteracia, que, numa meia dúzia de anos, se chegarmos a ter essa folga, levará a quem nem se perceba o que está escrito num cartaz de protesto.

Os sinais são sinistros. A América, afundada num deficit que faz parecer todos os deficits de todos os países da Europa brincadeiras de crianças, já nem escondeu que só estava à espera da caraça que iria ser eleita, para que a máquina oculta voltasse a pôr-se em marcha. Escolheram o caneco, e logo Tel Aviv foi bombardeada, para mostrar que a urgência era máxima. Se fosse o Romney, era o mesmo, porque a Guerra já está agendada. 
Afundados em fait-divers, como essas brincadeiras dos casamentos gay, entre outras, ou os sucessivos escândalos de pedofilia das hierarquias católicas, levam à enunciação de um aforismo, transponível para todas as sociedades anexas: quanto mais falam em casamentos "de ce genre", maior é o sinal de que estão divorciados da restante sociedade, a qual por extensão, acaba por ser a sociedade inteira, ou seja, o nível de divórcio dos políticos das massas é total e irreversível, já que os paliativos de redução de nível de violência são agora meramente transitórios.

Nas bancadas do derradeiro conforto, os manuéis alegres deste mundo, primeiras damas de honor da eleição e reeleição da Caricatura de Belém, continuam a falar do indivíduo, esquecendo-se de que a unidade mínima sociológica, nesta sociedade minada pelos excessos, pelas sobras e pelos inúteis, a unidade mínima é, hoje, a tribo, e, quanto mais primária, mais facilmente manipulável, nesta dinâmica do extermínio, que estamos a viver.

Já referi, e volto a referir, que os confrontos entre exaltados e barreiras policiais são mero desperdício de energia, já que, como alguns gritavam, "vocês (polícias) estão à frente, mas "eles" estão lá atrás", e isso deveria ser o leit motiv para os operacionais, que tardam a entrar em campo. A estratégia do Sistema é levar a topologia das massas, por extensão, a patamares de insustentabilidade de coesão, com superfícies de colapso de extensão e cronologia indiferenciadas, que levarão a um puro canibalismo dos processos. Estes germes de guerra civil deverão ser um dos mais sibaríticos momentos de contemplação e aplauso de quem, na sombra, está a elevar os patamares de entropia a tais níveis de insustentabilidade. Alguém terá de alertar as tribos que pensam estar a combater o inimigo de que o inimigo está, realmente, lá atrás.

Há uma corrente, pessimista, que diz que isto não é senão o começo, por mais que os anormais dos comentadores televisivos vos queiram fazer crer o contrário. Alguém utilizou a frase fatal de que esta violência era atípica, nos nossos processos sociais, o que é falso: ela costuma estar focalizada nos chamados alvos domésticos, ou semipúblicos, bater na mulher, violar crianças, queimar gatos, abusar de velhotas e animais, ou insultar os árbitros.
Deslocou-se, agora, para chamar "filho da P***" ao Passos Coelho, tratamento que ele nem merece, por estar substancialmente abaixo disso.
Esta violência, todavia, é a morfogénese de um sistema que, na ótica de Prigogine, tem estado demasiado longe dos seus patamares de equilíbrio, e é por isso que somos um povo atípico, já que a nossa normalidade são os patamares de instabilidade dos outros.
O que vem aí, agora que nos estamos a aproximar do desvio anormal da nossa idiossincrasia é... muito mau, e passará por coisas que não me apetece enunciar: citando os pessimistas, nada do que está a acontecer é o que parece, mas, tal como Hitler mandou incendiar o Reichtag, para dizer que tinham sido os Judeus, in extremis, o Parlamento acabará incendiado, antes do final do mês, como prenúncio de um "putsch", de extrema direita, em dominó, por todas as democracias do Ocidente, cujo sinal de arranque foi a reeleição de Obama, tal como poderia ter sido o advento de Romney.


Este é um texto desprovido de humor, pelo que é melhor terminá-lo com um sorriso: nos meus diários relatos da irrealidade quotidiana, para Laura "Bouche", exilada nas suas manilhas do broche algarvias, há sempre um suspiro de esperança: sonha com que os tumultos subam a Rua de S. Bento -- vulgo Rua Laura -- queimem o sacrário daquela que sustentava o Mundo, Amália Rodrigues, e lhe queimem uma das casinhas, mais a velha que mora por debaixo, e está sempre a telefonar aos Sapadores para cortarem a água à "vizinha", não vá a inundação engoli-la. A razão da vontade de ver a casota incendiada é elementar, o seguro cobre, pelo que fica já o convite ao movimento dos indignados: da próxima, em vez de apedrejarem polícias, peguem logo fogo à barraca da brochista!...

(Quarteto do ai-ai-ai, que vão desflorar a Senhora Bosca de Mota Amaral, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
A Maratona do Gaspar, na forma dos ministros que se borravam de medo, a saltar, todos os dias, pelas janelas das traseiras
08 Novembro 12 01:42 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Há uma avé maria e um glória e meio, pelo Kaos ter voltado ao ativo.

Como dizia o Poeta, "navegar é preciso, viver não é preciso", e que baste quanto baste o que vai de tremendo nesta frase, pelo que volta ele, apesar de assoberbado de trabalho, também volto eu.

Cometi um ilícito, que foi ter julgado que o humor estava esgotado, e, num sentido profundo, está, esquecendo-me de um subsetor importantíssimo que é o ridículo, que, quando não mata, mói, e quando não está a moer, está a governar, pelo que continua a existir uma inexaurível fonte de inspiração.
Suponho que Vítor Gaspar, fosse Raul Solnado vivo, seria imediatamente convidado para uma daquelas coisas do tempo do meu paizinho, que se desenrolavam no Teatro Laura Alves, e a que chamavam Teatro de Revista. Acontece que os tempos mudaram, e passámos aos tempos modernos, do Chaplin, e com aquele rasgo de previsibilidade, e olhar de águia, do gago galholho das Finanças, o homenzinho resolveu economizar na personagem, e passar a fazer diretamente o papel de si próprio, o que é uma coisa de uma tal espantação que só seria possível num país governado por longas dinastias de reis que vão invariavelmente nus.

Para quem não percebe nada de Economia, como é o meu caso, e o caso da maioria dos massacrados pela tara do Gaspar, eu vou explicar em que consiste a tara do Gaspar, já que é um elementar repositório de lineus, e lugares comuns, postos lado a lado, ou em fila, como preferirem, e que toda a gente percebe, se lhes dedicar um parágrafo, que não irei além dele.

Há um princípio elaboradíssimo das Finanças que diz que a melhor maneira de pagar o que se deve é pagar tudo de uma vez, porque, assim, a dívida cessa. Podem ler outra vez, porque foi mesmo o que eu escrevi. O Gaspar pensa assim, mas faseada e lentamente. Ele acha que a melhor maneira de uma pessoa se sentir sentida é com as continhas em dia, e eu estou totalmente de acordo, pelo que não é por aí que vamos divergir, nem cívica, nem politicamente. A consequência de uma pessoa que não tem dívidas já é menos evidente, posto que até os mortos, e não são poucos, têm dívidas. Acontece que, socialmente, quando o morto é dado como morto, na restrição de não ter herdeiros nem fiadores, a dívida vai com ele, o que é equivalente a nunca ter existido, e isto é assustador, porque, para mentes tacanhas como a Merkel, uma gaja pavorosa, ao nível do Hipopótamo da DREN, a Margarida Moreira, bastante rodada numa Alemanha dos pobres, uma favela ideológica, que os Europeus tiveram de engolir, nos idos de 90, a bem do politicamente correto, e que, como o BPN, nunca se soube o que realmente custou, a dívida, se não puder ser imputada ao morto, tem de arranjar uma vítima que alombe com ela. E isso é o que distingue a Merkel do bom senso consuetudinário das sociedades que se libertaram do Calvinismo e das vinganças até ao final do tempos, nas quais o Antigo Testamento era exímio. Acontece que a Merkel, que nunca deveria ter deixado de esfregar escadas no Ocidente, quando a sua/dela Alemanha Oriental faliu, foi, como Durão Barroso e outros canalhas afins, germinados no maoísmo tardio, elevada, pelo Princípio de Peter, aos lugares de mortificação dos cidadãos europeus.

O Muro de Berlim não foi deitado abaixo para que as osgas do lado de lá viessem arrotar postas de arenque fumado no lado de cá. O Muro de Berlim caiu para que milhões de seres humanos pudessem aspirar a níveis de existência e decência de que os amanhãs que cantavam os tinham apartado durante décadas. Ora, se, no meio do processo, a tendência parece começar a querer inverter-se, e a queda do muro de Berlim estar a funcionar como uma espécie de aspirador às avessas, a sugar-nos, a todos, para o lado cinzento da brecha, é sinal de que temos de pôr as patas à parede, agarrar numa moca, dizer BASTA, e desmiolar a Merkel, mais a cambada de cabrões que a acompanham, nos quais o Gaspar também enturma,
e, aqui,
voltamos ao Gaspar.

Há um segundo princípio no Gaspar que eu adoro: não se deve gastar mais do que se tem, e isso é lindo, parece um poema de Cesário Verde, mas recitado pela Ana Gomes, depois de já ter enfrascado três garrafas.
A consequência de eu não gastar mais do que tenho é que vou comprar menos do que devo, e, ao comprar menos do que devo, estou a empobrecer quem queria vender um pouco mais do que estava a produzir.
Quando eu compro menos do que quero, estou a  ficar mais triste do que devia, e, em efeito de espelho, a provocar o mesmo disforismo em quem sonhava com vender-me algo mais.
Sempre que não compro, não devo, mas torno-me num ser triste, e estagno, por dominó, tudo, em meu redor.
Há quem goste do cenário, como o Gaspar, mas eu não gosto, e estou no meu direito de não gostar, e de protestar. O fenómeno, do ponto de vista da Termodinâmica, corresponde a um patamar extremamente estável, que é a ausência total de entropia, o que, no vocabulário elementar da "Servilusa" é equivalente a ter a sala de espera, cheia de clientes, à sua espera, de vez, para o caixão.

Tudo isto já é uma anomalia, mas pode ainda tornar-se mais anómalo, se pensarmos que pode ser coadjuvado por outra aberrância, de teatro de revista, que possa pensar que a Economia de um país assente em pastéis de nata.
Sim, é verdade, pode assentar, tal como a produção de alumínio podia assentar numa filtragem adequada do sangue dos hemodialisados, depois de expostos a uma água imprópria para consumo, por excesso de teor de alumínio, como ficou célebre na boca de mais um dos ministros anedota do Primeiro Cavaquismo. O sistema até nem estava mal visto, e nunca percebi por que demitiram o governante, quando era um, sei lá, um visionário, comparativamente com estas alimárias que nos "governam", e, aqui, vou fazer uma inflexão no discurso: quando pensamos nas habilitações literárias das cavalgaduras que estão à frente dos Ministérios da agonizante III República Portuguesa, nunca tivemos um governo com habilitações tão elevadas, pelo que, por aquele hiperbolismo que nos é típico, vou já avançar com uma daquelas frase para vocês poderem repetir amanhã, e poder começar a aparecer, sem direitos de autor, naquelas mesas das quadraturas das bestas ou dos eixos das p***s, ou nas bancadas parlamentares da esquerda tradicional: nós, Portugueses, estamos a ser liderados pela geração de ministros -- à exceção de Relvas, esse filho da P*** -- mais habilitada de sempre, e essa gestão está a ser deliberadamente ruinosa para o país.

Sei que Álvaro Santos Pereira discordará de mim, dado que, pela primeira vez na sua História, desde os Descobrimentos, Portugal está a exportar um segmento de produtos topo de gama, já que ao ritmo de dezenas de milhar, estamos a enviar para o estrangeiro a nossa geração mais habilitada de sempre, o que, voltando ao Gaspar, quer dizer que, para ele agradecer ao País a generosa educação que dele recebeu, e que tanto lhe custou, sobretudo, nos bancos da Católica, que não se fazia pagar barata, se bem me lembro, está a implicar que o País entregue, de mão beijada, multidões, nos quais investiu oceanos de dinheiro, a barrigas de aluguer de emprego, que se devem estar a rebolar de gozo, de ver um país governado por filhos da P*** de tal calibre a ser despojado, alegre e silenciosamente, dos seus melhores recursos humanos.

E, aqui, tenho de fazer uma pausa, para dizer que a culpa não é do filho da P*** do Gaspar, mas também do filho da P*** do Passos Coelho, e do filho da P*** do Relvas, que acha que um curso é encontrar um universidade de golpistas, que lhe valide e equivalha as golpadas, e do filho da P*** do António Borges, e do filho da P*** do Carlos Moedas, que trabalha para a Goldman Sachs, e que -- também corre por aí -- tem um salário da CIA, tal como o Amaro, o Homem da América, do PS, numa geração sequente à de Jaime Gama, e Mário Soares, que também receberam do mesmo saco.

Aqui, creio que já começam a ficar incomodados, mas eu ainda vou agravar mais os termos da situação, ao dizer que o antepassado desta filha da putagem toda é o Sr. Aníbal, de Boliqueime, outro filho da P***, que depois de ter terminado o mandato, em 5 de outubro, voltou a terreiro, para inaugurar um hotel de luxo (?), que é o nome que, em Portugal, damos ao lixo remediado, e, apesar de ter as câmaras da TV bem em cima, bem focadas, para os Portugeses não perderem nenhum daqueles esgares, nenhuma daquelas expressões de saloiice, de indignidade, de patobravismo, de senilidade, de mediocridade, de bovinocontemplação de boi para palácio, aquele atirar da corcunda da Maria, para trás, como se nunca tivesse visto tetos tão altos, aquelas babas algarvias, a escorrerem pelos cantos da boca, aquelas chitas, mal alinhavadas em casa, aqueles fatos bafientos, dos manequins dos anos 50, da defunta Rua do Fanqueiros, aquelas garras, minadas pela artrose, e aquele repugnante prognatismo, de retroescavadora de entulhos das barracas da Ria Formosa, enfim, eu até podia continuar a vomitar adjetivações negativas e a evocar imagens deprimentes, mas vamos outra vez à Maratona, porque, tanto quanto me lembre, a Maratona é uma celebração épica das Guerras Gregas, onde Filípides foi mandado, por Milcíades, levar a boa nova da vitória a Atenas, onde as mulheres aguardavam, angustiadas, pela nova da frente. Diz-se que morreu, embora não sejam consensuais as versões, mas, uma vez construída a lenda, pouco importa a veracidade do seu fundo.

Ora vir Gaspar, uma criatura do senso comum, ligada a uma teoria monetarista, que falhou por todo o sítio em que foi aplicada, e que é totalmente oposta ao princípio da esperança, que dita exatamente o contrário: que devo, hoje, viver tanto quanto baste além das minhas posses, na esperança de que, amanhã, esse esforço corresponda a um acréscimo de riqueza e bem estar, que, então, me poderá levar a olhar para ontem, como um lugar onde já estava a preparar, na forma de aquém, esse prosperar desejado (em economia, isto chama-se keynesianismo), vir Gaspar, falar de Maratonas... deve haver um equívoco.

O primeiro, que só gastei ponderadamente mais além do que tinha, e não tenho agora de vir pagar faturas monstruosas de alguém que, sem o meu consentimento, nas minhas costas, e subrepticiamente, se apropriou, desbaratou e espoliou, do que poderia ser meu.

O segundo, que, quando a aberração olheirenta, que só num país do terceiro mundo pode passar por competente, me diz que, não só fui "voluntariado", à força, para uma corrida onde não me inscrevi, e, mais, ele dá, como certo (!), que vamos cair, no quilómetro não sei das quantas, eu tenho o direito de o recusar

E vem o terceiro, que não é equívoco, mas deve ser devidamente iluminado: se alguém gastou, se isso nos atirou para uma longa agonizante, e certa, corrida para a morte, temos o dever, e a obrigação, de ir procurar os filhos da P*** que nos lançaram nesse situação, e obrigá-los, a eles, sim, a correr essa corrida da falência, que nos provocaram, e eu digo já alguns, porquanto vocês ainda conhecem outros: vamos pôr, na Maratona, as gorduras do criminoso Ferreira do Amaral, do cabrão do Dias Loureiro, do assassino Duarte Lima, do ladrão Cardoso e Cunha, do palhaço do Catroga, e o patrão deles todos, o Aleijão de Boleiqueime, a correr com a sua Patrícia e a Perpétua e a Maria atrás, e mais os chulos do Mexia, do Zeinal Bava e do Borges... isso, vamos pôr o cancro do Borges a correr, como tanto gostava a Lurdes Rodrigues de fazer, com as suas juntas médicas, vamos pôr a assassina dos hemofílicos, Leonor Beleza, no troque troque, e o Relvas, e o Valentim Loureiro, e o Pinto da Costa, e o Isaltino, e os gajos todos das PPPs, as Cardonas, e os ex ministros que estão a chular os conselhos de administração das empresas públicas, os que têm 70 empregos, e o Proença de Carvalho, e o Paes do Amaral, e o Ulrich, e o pulha do Jardim Gonçalves, vamos, isso, vamos pô-los todos a correr, mais o Sr. Aníbal e a sua corte presidencial, de 500 párias, mais a Laura Diogo, a Fátima Padinha e a Fátima Felgueiras, as fundações do Figo, e a Pilar del Rio a correr, com o seu cadáver nobelizado às costas, mais a vice reitora, completamente bêbeda, e mais os equiparados, por golpadas, da "Lusófona", e o Sócrates, mais o Vara e o Vasco Franco e todos os "licenciados" da "Independente", e mais os pedófilos que nunca foram apanhados pelas malhas do "Casa Pia", e mais o porteiro da "Portucalense", que tinha vídeos de violações de bebés (!), e mais o Carlos Cruz e o Albarrã, e a coca do Balsemão, e a Serenela Andrade, e o Carrilho e a sua união de facto, lésbica, e a Clara Ferreira Alves, e o Rangel e o Miguel Sousa Tavares, e o Professor Marcelo, e vamos pôr essa escumalha toda a correr, a correr, durante 40 quilómetros, e, se cansarem de os ver só a correr, durante tanto tempo, eu vou deixar, aqui, em cima da mesa, alguma caçadeiras de cano cerrado.

As da esquerda disparam balas de borracha, as da direita, são de fogo real.

Fica ao vosso critério escolher.

(Quarteto do isto está para breve, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
Amanhã, soarão esplendores :-)
23 Outubro 12 02:41 | Arrebenta | 21 Comentário(s)   

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Não vinha com a intenção de escrever um texto técnico, mas há um tempo para tudo, inclusive para o Tempo.

De aqui a 30 anos, passaremos para a data mágica de 1143, altura em que um punhado de gente, com pouca terra, e descendendo de Roberto, o Pio, Rei de França, veio conquistar umas fatias de teritório, naquele no man’s land que separava a Cruz do Crescente.

Gosto de História, mas só por acidente sou historiador, e, perversamente, da Ciência.

A Idade Média Portuguesa é uma pequena e simpática épica local, que se esgotou, no dia em que os fortes cavaleiros descobriram que só lhes faltava cavalgar o Mar. A partir de então, numa estranha sina, que só se poderia comparar com a dos Fenícios, deixámos de ser um país, e passámos a ser um lugar de passagem.

O gene lusitano é estranho, porque está permanentemente marcado pelos índices da Partida.

Somos, por essência, um lugar de despovoamento, com os recém-chegados a sentirem, todos os dias, o “estranhamento” das partes desertas. Talvez por isso, tenhamos dificuldades em criar tradições, sobretudo, naquilo que a mim, enquanto intelectual, toca: cada um de nós é sempre um pilar deserto, que inaugura e finda uma genealogia. Como estátuas da Ilha da Páscoa, nós olhamos, solitariamente, em frente, aguardando que o Tempo, e o Vento e o Mar, nos façam tombar de face.

O problema do discurso intelectual é aquela necessidade, ou, se o quiserem, inevitabilidade, do nefelibata, e da sua teia de ideias, estar vinculado ao corpo de um tempo e de uma vizinhança, ou seja, a necessidade e o dever cívico de cuidar, pela elocução da escrita, daqueles, outros, cuja voz é mais frágil, ou inexistente.

Numa parceria, que derivou do enorme erro, -- The Great Portuguese Disaster -- e, mesmo, cataclismo histórico, que foi a reentrada da maior deformidade da III República, Aníbal Cavaco Silva, no tabuleiro de um jogo que já antes tinha condenado ao despedaçamento, avancei, com o “Kaos” naquilo que o futuro cunhará como uma afortunada osmose entre o pensamento visual e a insurreição do texto.

Enquanto Cavaco assistia, e alimentava, a destruição económica, financeira, agrícola, judicial, moral, ética, cultural e, mesmo, física de um secular trajeto histórico, passaram-nos, pela frente, os desastres sequentes do que foi o seu neosalazarismo, dos anos 80 e 90, já nas figuras de Milénio de Sócrates e de Passos Coelho. Se tivesse havido um Presidente, nesta enorme sede vacante que é a fase crepuscular da III República, nunca Sócrates teria destruído o que destruiu, nem Passos Coelho, um produto de vaudeville, teriam podido alcançar a suicida massa crítica que atingiram.

Enquanto o país se desfazia, Cavaco macho e fêmea, inauguravam presépios atrás de presépio, com os lencinhos do adeus, de Fátima, a dizer, sejam bem-vindos, no vosso horror continuado.

Acabámos a ver o solzinho e a dívida externa, a dançar.

Enquanto a paródia se desenvolvia, ambos satirizámos, com garbo e furor, por imagem e palavra, todo este festival decadente.

Por inerência, o humor, a ironia e o tremendo sarcasmo têm, sempre, por alvo aquilo que consideraríamos um ponto singular no tecido social, ou seja, numa geometria de referenciais convencionados, o alimento do rumor da imagem e da escrita seria sempre a anomalia balizada e incarnada em alvo. No momento em que a plateia de valores se dissolve e a anomalia se generaliza, há uma dramática confusão entre o alvo e o atirador, ou seja, como em Matrix, já não é possível lutar contra uma multidão de Mr. Smith, porque todos se converteram em Smith.

O salto seguinte, para o qual, em vários emails pessoais, adverti os críticos e criadores da Blogosfera, nos quais me incluo, era o risco de, nós mesmo, começarmos a incarnar Mr. Smith.

Num retorno à Poética, de Aristóteles, e à sua catarse, cada vez mais atual, no presente momento de deriva, o empenhamento no perfecionismo da forma visual ou panfletária, das imagens do “Kaos”, ou das “farpas”, ou “breves” do “Arrebenta”, e, ainda mais, na sua potenciação simbiótica, podia, pode, e cumpriu, durante algum tempo, o tempo útil, eventualmente o tempo mítico, de servir de patamar catártico intermédio, impedindo, por uma sublimação e aculturação sociais, que a violência imediata, e no limite, mortal, se diluísse na gargalhada e no vernáculo, que a liberdade da linguagem literária sempre permitiu.


A sociedade portuguesa, num estado de adiantada putrefacção, correlato da decomposição do Ocidente e de todo o sistema mundial de padrões ditado pelo Iluminismo, como Mauro Sampaio resumiu, numa recente e memorável intervenção televisiva, não passa, presentemente, de um cenário de entrecruzamento de sórdidos interesses, regidos por mafias, infiltrados da Maçonaria clássica, novos criminosos da Opus Dei, fundamentalistas, neofascistas e neoestalinistas, braços e agentes de todo o tipo de mafias, portuguesa, italiana, romena, russa, búlgara, turca, chinesa, angolana, e de todos os subprodutos párias da fase terminal do Capitalismo, na sua forma futebolística de circenses sine panem.

Curiosamente, uma comunidade globalizada, não se conseguiu, termodinamicamente, equilibrar num ponto ótimo, mercantilista, antes, muito para lá dos piores pesadelos marxistas, estagnou em monopólios de extorsão locais, regidos por gente abaixo de qualquer sistema de valores.

Este sistema, mantido por constantes fontes de intoxicação social, impede-nos, pelo ruído de fundo, de aceder a qualquer informação de qualidade, antes a substituindo por constantes versões atenuadas, ou, cada vez mais assumidas, de mentira. Ao acaso, e por que o tema me enoja profundamente, poderia tomar como referência o Estripador de Cantanhede, que uma cultura abissalmente gangrenada viu, por cá, tratado em cordões humanos de solidariedade (!), com mães chorosas, e padres a navegarem na apologética do inconcebível, revistas cor-de-rosa a defenderem o indefensável, para, subitamente, debaixo dos holofotes do pragmatismo anglo-saxónico, vermos emergir a verdadeira face daquilo que nos representa, e envergonha, lá fora, uma sociedade alicerçada na falsidade, no oportunismo, no anestético, oscilando entre pulsões pedófilas e gerontófilas, para terminar em vinganças sangrentas de um disforme mental, que, como milhares de portugueses, não suporta a sua estrutura sexual, e envolve o nome de Portugal numa  escabrosa história de estripadores e canibais, que vão beber sangue humano (!) num hotel de luxo de Nova Iorque.

À sua limitada maneira, tal Cavaco Silva, ou Teresa Guilherme, Renato Seabra é um epítome daquele não ser profundo, que, doentiamente, vai assassinando o que de melhor havia nos melhores de nós mesmos.

Nas sociedades em crise, o Humor sempre foi um espaço de distensão. Nas sociedades em agonia, o próprio espaço do humor e da satirização é ocupado por peões do Sistema, que bem sabem o peso crucial desses limiares na manutenção de lençóis sociológicos de não rotura, e aqui chegamos ao ponto crucial, que foi a ocupação dessas fronteiras, reservadas à purga do status quo, por figuras oscilando entre o menor e o minúsculo, servidas em doses industriais, e no tempo mais eficaz, para produzirem um efeito de aculturação e domesticação, que me atreveria a designar por iliteracia do humor, onde a própria gargalhada foi condicionada e restringida a fronteiras e temas minuciosamente estudados, de modo a não provocarem um desmoronamento do edifício.

Um medina carreiramento, para começar pelo topo, até descer a vários exemplos de base. Não sei enumerá-los, porque não os frequento, mas posso dar os exemplos clássicos da mediocridade dos “Gatos Fedorentos” e do chiqueiro dourado da Clara Ferreira Alves, entre tantos.

Ao contrário destes lugares regiamente pagos, para fazerem a extorsão do riso e da sátira, o insuportável de figuras como o “Kaos” e o “Arrebenta”, ficções de sucesso e de transmissão foi o de nunca serem reintegráveis, recicláveis, assimiláveis ou assalariáveis, pelo Sistema.

Apesar de sobressaltos de percurso, nunca houve qualquer intenção de capitalizar, tornar rentáveis, ou a soldo, ou, pior ainda, constituir formas de ocupação, ou substituição, do Poder, ou, ainda mais baixo -- o topo da base de tantos -- de pretender integrar as plataformas de intoxicação social, através de uma capelinha dos reformados, só deus sabe, nalguma coluna de algum pasquim do Sistema, ou num tempo de antena de uma televisão dos grupos correntes de genocídio do pensamento e da expressão.

A História está recheada destes exemplos de não normalização, cujo custo foi sempre a de uma enorme penalização do eu humano do criador.

Entre “Kaos” e “Arrebenta”, parce que la rose est sans pourquoi, a intenção foi sempre, e sistematicamente, a de talhar a mesma frase, o clássico, "olhai, porque o rei vai nu!...", e esperar que o público a repetisse, em uníssono e cada vez mais alto.

Passamos aqui dos sistemas para os meta sistemas, porque, nesta meia década de bombardeamento diário e sistemático, o indivíduo, como Proteu, foi-se metamorfoseando. Um dos derradeiros momentos de glória de profanação dos velhos alvos, foi real, pouco presenciado, mas épico, quando a caríssima Priscila afrontou esse cancro reles da III República, Maria de Lurdes Rodrigues, para lhe arrancar, perante uma plateia estupefacta, que, para esse ogre da Sociologia, só existiam duas profissões, o “Médico” e o “Engenheiro” (!). Talvez quem acabou de ler estas linhas perceba agora a lógica sectária e fundamentalista com que a sociedade portuguesa foi ultimamente tratada, entre esta ciência flácida, e outra, não menos flácida, a Economia, onde um fracassado, que depois de uma ruína académica, decidiu tornar todo um país numa experiência falhada de um momento histórico crucial.

A questão é que ascendendo, ou seja, passando dos referenciais onde estas figuras são, ou foram cimeiras, para os meta referenciais, em que não passam de peões, como nos alerta o terrível texto de Luiz Carvalho -- que lhe dá a autoridade, por ter frequentado os meandros do “Expresso”, com todas as suas maravilhas e horrores -- há uma estratégia de genocídio adotada, e, desculpem-me a tecnicidade do léxico, essa estratégia obedece a uma topologia própria, simultaneamente animada de uma cinemática e de uma dinâmica idiossincráticas, cujo objetivo fulcral é a manutenção das estruturas, e, inclusivamente, das personagens, entendidas como eternas, e o seu cenário como o Fim da História.

Neste sistema dinâmico, cujas pontas estão nas mãos dos tais “muito poderosos”, a variedade social, S, ainda que dinâmica, pretende-se “estruturalmente estável”, ou seja, se para cada área limite, envolvente do tempo e do evento X se conseguir, permanentemente, encontrar um X’, sequente, que assegure um homeomorfismo, h(x), de S sobre si mesma, que transforme todas as trajetórias de X numa trajetória inclusa do tipo (M,X’). Topologicamente, e de uma forma tendencialmente laplaciana, o campo dos diferenciais, entendido como a envolvente global de todos os potenciais identificáveis sobre a variedade social, S, deve, assim, reger-se pelo gradiente grad V, assumindo-se que a função V é monótona crescente. Ora, em forma de crítica, o laplacianismo implícito nesta monotonia crescente deixa imediatamente supor uma meta estrutura monstruosa, cuja entropia fosse deliberadamente potenciada, e determinista, embora, anomalamente “estável”, porque, escatologicamente, os senhores sensores desta aberração socio topológica sabem que, no final do percurso, existe uma singularidade morfológica, que corresponderá ao fim do Fim, na forma de catástrofe, e estamos aqui em pleno Thom, ou, mais simplificadamente, numa máquina de Zeeman, onde o elástico subitamente se distenderá.

Em toda a História, estes momentos chamaram-se Guerra, e levaram a indetermináveis genocídios.

Estes monstros da sombra, imersos no seu “Matrix”, estão a ousar uma coisa que Mandelbrot, ou qualquer teorizador do Caos, desde Lorenz, ou, mesmo, do antepassado, Poincaré, sabem que não é possível, e, se o colapso das bolsas, apesar de suportado por uma modelização insuficiente de, digamos, por alto, um aparato de 36 sistemas simultâneos de equações diferenciais, a tentarem simular, em tempo real, as oscilações de humor dos valores das ações, não funciona, ou funciona pela glória e colapso de atratores locais, o que as volta a remeter para o que sempre se temeu, o caráter aleatório das variações; se o colapso das bolsas não lhes chega, que dizer, então, sobre a bateria de simuladores diferenciais, que fornecesse um modelo adequado aos gradientes e ao devir de uma população imprevisivelmente amordaçada pela ameaça de fome, ruína e desespero de esperança?...

Nessa lógica, o custo da entropia, com evicção de uma morfologia de rotura levará, inevitavelmente, ao colapsar dos elementos mais frágeis, o que, socialmente, corresponderá a um genocídio regulado, ou orientado, em que cada um se tornará no canibal de cada qual, por alimentação de velhas categorias aristotélicas, que o Marxismo elidiu, e pelo qual falhou, já que ninguém defende com mais força senão o que é sua propriedade, e a colisão social está, neste momento, a ser sistematicamente alimentada por aquilo que chamaríamos um gradiente de inveja, por focalização desregulada em pseudo exemplos de evidenciação, elidindo os verdadeiros poderes de sombra, e lançando as bases numa chacina social, sob a forma de uma guerra civil consentida, entre o que nada tem, e aquele que um pouco mais detém, para mais, assimilada como justa e inevitável.

O sinal de que essa hora chegou foi o súbito e brutal dispensar dos agentes que contribuíram para a intoxicação social, atacando indiscriminadamente os veículos jornalísticos, a soldo, ou estrangulados pela impossibilidade de transmitir a verdade.

Num termo que faz furor na Academia, a miscenização, de algum modo entre a imagética do “Kaos”, ou o estilo próprio do “Arrebenta” -- que, aqui, voluntariamente, e ironicamente, quer na forma, quer na extensão do texto, contornei -- passaram a integrar o léxico, a gramática e mesmo a retórica dos movimentos de insurreição, que invadiram as nossas ruas. Se, defronte de Belém, foi divertido, subitamente ver, a emergir, nas televisões, as caras físicas dos eternos insurretos do “Braganza Mothers”, o “Kaos”, a bater na sua panela, a "Kaotica", cheia de panfletos, como uma fúria florestal, a Isabel, como uma pantera, a tentar devorar a câmara, o João, de estandarte na mão, enquanto o meu próprio autor se rebolava de gozo, no meio da multidão, a ver um cartaz, gigante, com o SEU ataque do Cavaco a ser ferozmente esticado para os jardins de Belém, depois de já ter mandado, na Rua da Junqueira, para a outra parte, a concubina do Relvas, uma boca da servidão com metade da idade do seu cobridor, e completamente indignada com aquela interpelação de plateia, meu deus, que glorioso é ver agora, assimiladas pela luta da multidão, imagens, por toda a parte, concebidas “à la manière” do “Kaos”, ou a Assembleia da República, os deputados, os Ministros e os comentadores a integrarem, como o crescente vociferar da turba, tanta da linguagem vernácula do “Arrebenta”, mas, agora, naquele tom fatal, que nunca quisemos, e por isso, nos retiramos para o repouso de uma certa retaguarda.

Não podemos incorrer no risco de fornecer ao inimigo mais armas, para este canibalismo que estiveram a preparar. Deixamos, voluntária, e atempadamente, de ser catárticos, e de servir de patamar de sublimação entre os focos do horror e a crescente vontade de os exterminar.

A luta agora tem o nosso estilo, mas os recursos dessa luta são, hoje, infinitamente mais vastos do que os nossos, que sempre foram criação artística de imagem e afinamento do texto. 

Que maior prazer do que ver os piratas informáticos a invadir esse coio de opressão que é o Patriarcado do Fundamentalismo Cristão, com uma imagem de estilo, a que só faltava a assinatura do “Kaos”, embora dele já não fosse?... Suponho que isso seja a Eternidade, se maior elogio não lhe pudesse fazer...

Todavia, há um tempo para reinar e há um tempo para abdicar.

Os próximos meses serão cruciais, mas a rua já absorveu a lição e a linguagem própria da insurreição. Como já perceberam, para estes autores, e por mim falo, por esta linguagem que estão a estranhar, estou compltamente... noutra. O “Arrebenta” é um divertimento de uma personalidade bem mais vasta, que, neste momento, está entediada de escrever à… “Arrebenta”. Acontece, e aconteceu, tanto a mim, como ao ser humano, que existe por detrás do mítico “Kaos”. Imaginem o quanto me pode interessar uma cavalgadura, como Miguel Relvas, quando estou a olhar para um denário de Juba II, da Mauritânia, o afortunado esposo de Cleópatra Selene, filha de Cleópatra VII e de Marco António...

A hora é, agora, de reflexão, e de silêncio, um silêncio terrível e gritante, que se está a multiplicar por todas as vozes que não mais largarão as ruas.

Esta é uma pausa que durará até que sintamos a vontade de reentrevir.

O “Kaos” já tomou a decisão de repousar, e, com ele, o “Arrebenta” também aqui começa a hibernar, porque é cessado o tempo preparatório das imagens e das palavras.

Neste momento, já passámos para o patamar do Mito. Talvez regressemos, mas a luta, agora, é integralmente vossa, porque é chegada a hora da Ação.

Amanhã, certamente, soarão esplendores. :-)



(Quarteto dos esplendores, como “Gran Finale” do “Kaos” e do “Arrebenta”, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia emPortugal”, no “Klandestino” e no eterno “The Braganza Mothers”)



A Educação de Gaspar
17 Outubro 12 01:39 | Arrebenta | 31 Comentário(s)   
Imagem do Kaos, com uma dedicatória de profundíssima maldade para a  semirâmica Karocha

Quando a identidade nacional se dissolve e as fronteiras do Estado são sabotadas do interior, é bom que se faça um apanhado das poucas coisas seguras que nos restam. Lamento dizer, mas também essas são hoje poucas: a virgindade da Senhora de Mota Amaral, que também podia ter sido transladada para a "virgindade do António Calvário", e nunca se saberá por que escolheram um e não outro, mas a sabedoria popular dirá que um "teve sorte", e o outro "teve azar", embora eu agora até duvide de que o Cardeal Patriarca o seja, porque, naquelas noites de desvario, em que um homem é homem, deva ter papado alguma freira, de hábito arregaçado, no meio de muitos ai jesus e valha-me deus...; o facto de, depois de a irmã Lúcia ter deixado de segurar o Mundo, o fardo ter sucessivamente passado para a Serenela Andradre e acabado, por exaustão, na corcunda da Teresa Guilherme -- um beijo, para ela, que essas coisas da tiróide são terríveis: têm-se em velha e deixam marcas para toda a juventude --; a pele estragada do Cristiano Ronaldo, a inocência do Carlos Cruz, e a culpa perpétua do Vale e Azevedo (que é culpado, porque era "chic", como, repito, jura a Conceição). Temos mais alguns pequenos pilares, como as fotos de Renato Seabra, a beijar as cáries de Carlos Castro, quando ainda pensava que a "Gordurosa" o podia meter na RTP, mas foi depois "desenganado", apesar dos sucessivos avisos de Pedro Granger; a ideia de que o Seguro ainda segura alguma coisa, ou o mito de que  o Vítor Gaspar fala devagar, por ter um QI muito elevado.

Tudo o anterior é irrelevante, exceto Vítor Gaspar, uma anomalia técnica do sistema de referências português, típico de uma época de equivalências "normal", para o anormal do Nuno Crato, que, por analogia, está para o Relvas, como os lindos olhos de Mariano Gago estiveram para o diploma de Sócrates. Para mim, completamente analfabeto nessas coisas académicas, creio que essa seja a diferença entre o "Major" e o "minor": um tinha um diploma a que faltavam umas cadeiras; o outro tem umas cadeiras, a que falta um diploma inteiro, mas tudo bem, já que, para o grau de iliteracia dos gentios nacionais, ter qualquer coisinha faz de qualquer um um qualquer doutor, e, de qualquer um doutor se pode chegar a Primeiro ministro, para, muito mais facilmente, se descender depois a um qualquer ministro, e por aí abaixo, até acabar nos estertores do "Eixo do Mal", ou da "Casa dos Segredos".

O Português, que reage por emoções primárias, quer nos urros do Futebol -- que se confundem com os urros do orgasmo de montar a Maria, a pensar no Mourinho -- é particularmente sensível à "dificuldade", seja a de não perceber uma linha do pós camilismo putrefacto da nonagenária Agustina, ou de achar que o Gaspar fala lento, e arrastado, não pelas carteirinhas estafadas dos antidepressivos, mas pelo lastro de um pensamento. Resumidamente, o que é difícil é bom, e o que não se entende, por extensão, ou, matematicamente falando, por extensão dos limites laterais, em Rn, se não for mesmo inteligível, é excelente. Para mim, ele fala devagar, só porque tem tomates de chumbo, e isso pesa-lhe até à boca.

Um dos problemas do nacional porreirismo do politicamente correto é a incapacidade de gritar que o rei vai nu, porque pode parecer mal, mas o Gaspar é o típico gajo que, a enrolar assim, numa sociedade crítica e com algum humor, imediatamente apanhava, por detrás, com um bolo de creme nas queixadas, e, acreditem, até era capaz de continuar a perorar, com as fuças cheias de chantilly, como a Cavaca Velha, enquanto a Luísa, grita que grita, com a bandeira mal hasteada, marcava, em 5 de outubro, o dia final do fim do Regime. Consequentemente, como ninguém se lembra de afirmar que o gajo está em puro delírio, há hostes e hostes de comentadores de bancada que dizem, já agora, deixa lá ver.., o que se insere no espírito titaniquesco que também ideossincratizou alguns momentos cruciais da nossa identidade. Quando acordarem, já estarão na fase das relíquias, portanto, não contem comigo.

Também não contem comigo para mais: a primeira, na sequência do anterior, para ficar a ver se deixa lá ver..., porque já há muito tirei o retrato ao Gasparito de la Nuit, e já o excluí do baralho, de maneira que se podem entreter com as vossas punhetas de mamas, porque eu já não estou nem aí; a segunda, com a tal história dos portugueses todos unidos para..., porque eu só estarei unido com, e para... pôr esta gente toda na rua, e toda é... sem exceção; a terceira, um tal de "Movimento Branco", que quer voltar a entregar à Múmia de Boliqueime a oportunidade de destruir o que já destruiu, ao longo de 20 anos, e, aqui, chegamos a outro ponto de viragem: a crise constitucional absoluta, que marca o fim do regime, e que corresponde, simultaneamente, à inexistência de um Chefe do Estado, assim como de uma Assembleia da República, que, há muito, não exerce a função para a qual foi constituída, a de LEGISLAR, mas antes serve de rançoso "subwoofer" das gangrenas absolutas que destruíram a tentativa de autonomia democrática da defunta III República.

A cereja do bolo foi a necessidade do Gaspar afirmar que tinha "educação", e eu respeito-o, porque, quando alguém se senta ao lado do Relvas, e depois o incumbe de ir entregar à Suricata da Assembleia "Nacional" a Proposta de Extorsão Orçamental 2012/2013, torna-se suspeito de, também, carecer de, enfim, abandonemos o polissémico "educação", e adotemos o termo mais arcaico de "instrução". Eu, por exemplo, tinha uma lacuna na minha instrução, porque ainda estava naquele engano de alma ledo e cego de ter a acreditado que tinha sido a Laura Diogo a ser rebentada, quando, e de aí a dedicatória, a rebentada tinha sido, pasmem-se, a própria Padinha, a quem rebentaram com a peidinha, e não vou desenvolver mais o tema, porque todas elas se tornam sérias com a idade, e ainda me podiam acusar de estar a insinuar que, depois de termos tido um país governado a partir das sucatas, tínhamos agora uma Confraria das "Doce", na forma de refustedo angolano fora de época, cala-te boca. Axiologicamente, mas apenas como nota de rodapé, não se devem espantar com o facto, porque os portugueses, de facto, não gostam de mulheres, suportam-nas, ou odeiam-nas, já que, desde o nosso imaginário medieval, a boca da servidão se confundiu com a górgona, deita chamas, ou é uma ameaçadora boca de pescada, com dentes aguçados e odor de bacalhau, o que é lindíssimo, enquanto cultura, e deixa entrever uma espécie de "Casa Pia" à escala global, mas isso fica para um próximo texto, já que o que me trouxe aqui foi... a educação do Gaspar.

Indo, como qualquer analfabeto normal, à "Wikipédia", por lá reza que o Vítor Gaspar é primo coirmão do Louçã, cabeça de lista do P.S., nas próximas Legislativas antecipadas, e que começou os estudos tardiamente, ou, mais propriamente, que os estudos lhe nasceram, como Baco, da coxa de Júpiter, já na forma de Eminência Parda de Economia, da Católica, onde o "enorme esforço" das propinas foi para uma privada, para acabar na Nova, num percurso que toda a gente conhece, mas, em nada se compadece com a brutalidade das propinas hoje praticadas, ou, trocando por miúdos, muito deu ao Privado e bastante sacou do Público, pelo que a sua educação deverá ser considerada como uma forma precoce de parceria público-privada.

Para que não digam que quero desfazer o homem, pelo qual nutro um especial carinho, e que, prometo, irei ajudar com um ombro amigo, quando o Portas lhe tirar o tapete -- Relvas, escusas de insistir na história dos sanitários do Piso 2 do Fórum Picoas, porque essa já não pega, e tenta, antes, investigar uns levantamentos apressados nas penumbras do "Cinebolso", embora te garanta que quem se escaldou como vocês o escaldaram já não se escalda com mais coisa nenhuma, e ainda corre o risco de ser levado em ombros, se decidir atirar o "Clube das "Doce" de Angola" para... Angola :-) -- vou fazer uma pequena viagem no tempo, vir mais atrás do Padre António Vieira, e passar pela adolescência, de onde vêm aquelas olheiras profundas, explicadas em qualquer tratado de saúde pública, do positivismo do séc. XIX, como manifesto abuso de onanismo, com 10 000 000 de mirones a ver, e cair na educação primária, aquele colégio, lembras-te, onde já eras embirrento, caprichoso e antissocial  Como Freud diz, esses são os anos mais importantes, e levaram-te a uma carreira de naufrágio, teimoso, obsoleto e suicida, mas é agora que ele se vai vingar das humilhações da infância, lixando os contemporâneos, os filhos, e, até os netos. Para mim, mais pragmático, a educação do Gaspar tinha-se resolvido com um par de estalos, atempadamente aplicado, na primária, no básico, no secundário, na universidade, no doutoramento, estalos atrás de estalos, até apreender que a teimosia não é uma das virtudes sociais. A rua vai-lhe-o ensinar, neste período final da sua educação, e, imagine-se, depois de décadas de enorme esforço financeiro, de uma forma, pasmem, colossalmente... gratuita.

(Quarteto do, ó, Relvas, vai estudar!... e do, ó, Gaspar, deixa-te disso, já não tens idade para pívias!..., no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

Laura Diogo, Margarida Marante, a Opus Dei e as Eleições Presidenciais antecipadas
11 Outubro 12 12:19 | Arrebenta | 10 Comentário(s)   
Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do Kaos


Há uma súbita vertigem, nos órgãos de intoxicação social, através dos notáveis comentadores, que, em nada, contribuíram para a destruição de Portugal, numa necessidade de um Governo de "União", onde "todos os Portugueses se reunissem, para salvar Portugal".

Estou totalmente de acordo, com a ressalva de dois pontos, o primeiro é que a expressão "todos os Portugueses" teria de ser reescrita como "todos os Portugueses, exceto os que trouxeram até este ponto de dissolução da identidade nacional", e é uma ressalva entre o ético e a necessidade política. A segunda é muito mais de natureza técnica: constitucionalmente, os Governos da III República necessitam da existência de um Presidente, que lhes dê posse. Acontece que o mandato de Cavaco Silva é dos eventos mais bem balizados de toda a História de Portugal: começou no dia em que teve o "ataque" e acabou ao som dos gritos da Luísa Trindade, em 5 de outubro de 2012, dia no qual, com toda a dignidade com que sempre soube desempenhar o cargo, nem parou, nem mexeu um músculo, enquanto uma só voz gritava por 10 000 000 de conterrâneos.

Ora, é consequência do anterior que, estando o Palácio de Belém desocupado, urge convocar Eleições Presidenciais antecipadas. Para os "troikistas" ortodoxos, o evento, em nada, desestabilizaria os mercados, bem pelo contrário, mostraria que os Portugueses estão atentos, e que têm autonomia suficiente para proporem os necessários reajustamentos políticos, sempre que tal se revele necessário. A alternativa, como se sabe, é os militares virem para a rua, e obrigarem a uma alteração menos suave da Desordem Constitucional, instituída pelos grupos de pressão em campo, Lojas de cariz maçónico-criminoso, Clubes Angolares, Círculos Sino-Indianos, fanáticos do chicote, da Opus Dei, os Amigos de Chávez, as diferentes mafias, sempre em complexos equilíbrios homeostáticos, e o Aurora Dourada dos medicamentos pela porta furada.

Uma vez eleito o Presidente da República, que não poderia provir do eixo Maçonaria-Opus Dei e estar completamente desvinculado de qualquer atividade política anterior, poderia proceder-se ao levantamento das pessoas capazes de constituir esse "Governo de Salvação Nacional", cujo filtro, por exemplo, também poderia incluir a cláusula de nunca terem sido entrevistados pela Margarida Marante.

Como nos concursos-surpresa, ao contrário da "Casa dos Segredos", onde já se sabe que irá ganhar o "Rosso Escort", Cláudio Fernandes, um Renato Seabra bem comportado, estive a entreter-vos com este texto, quando, na realidade, o que me apetece pôr aqui hoje é um outro texto, que está a fazer furor nos emails, sobre o cariz e o carisma da defunta, atrás citada, e passo a transcrevê-lo, tal como o recebi: "A morte [...] da jornalista Margarida Marante, vitima de um ataque cardíaco fulminante, não deixa de suscitar interrogações sobre a hipocrisia desta vida. Traçam-se agora os maiores encómios à atividade passada de Marante, como entrevistadora corajosa, desde que começou a carreira, aos 20 anos, no semanário o ‘Tempo’, e, mais tarde, na RTP, onde se distinguiu nos programas de grande entrevista política, tendo integrado a equipa fundadora da SIC, onde apresentou programas como ‘Sete à Sexta’, ‘Contra Corrente’, ‘Cross Fire’ e ‘Esta Semana’. Mas esquece-se o maior drama da sua vida, que, provavelmente, levou à sua morte precoce! Fala-se dessa carreira emérita mas esquece-se que o esquecimento a que foi votada por muitos amigos e familiares (houve excepções!) a levou a rumar para os caminhos perigosos do consumo de drogas que arruínaram a sua vida profissional e pessoal. Nem a desintoxicação numa clinica em Navarra,paga pelo seu amigo do Opus Dei, Jardim Gonçalves, a levou a deixar esses caminhos torturosos, ela, que tinha tudo para ser feliz: apresentadora temida em programas de TV, presença habitual nas revistas «cor de rosa» onde surgia ao lado do marido, Emídio Rangel, com amigos influentes – entre os quais, o ex-marido, Henrique Granadeiro, pai dos seus três filhos, homem forte da PT, que sempre a acarinhou, mesmo nas horas infelizes - passando por José Sócrates e a ex- namorada deste (?), Fernanda Câncio, habituais frequentadores de sua casa, tendo-se Fernanda Câncio tornado testemunha presencial de cenas dramáticas a que foi sujeita. Inexplicavelmente, ligou-se a Fernando Farinha Simões, um cadastrado com ligações ao Caso Camarate (que denunciou agora através de uma carta as várias implicações deste crime que continua impune), que dizia ter em seu poder vídeos comprometedores para personalidades influentes do meio social e político, a quem fornecia droga, e apanhara em grandes orgias. Os alvos principais foram Margarida Marante e o marido, Emídio Rangel, o jornalista que conhecera quando ainda estava na prisão, onde cumpria pena por tráfico agravado de droga e que o convidara a participar, como informador, num programa na forja da SIC sobre o Caso Camarate. Repudiado na sua relação amorosa com a jornalista, depois de se ter envolvido nove meses com ela, resolveu contactar o jornal «O Crime» para se vingar. O «tiro» havia de lhe sair pela «culatra»: antigo colega nos anos oitenta de Marante no semanário «Tempo», o jornalista que Simões contactara reatou o contacto com a antiga apresentadora. E foi ela quem acabou por lhe revelar todo o seu drama, recebendo-o, em sua casa, com lágrimas nos olhos, aliviada por saber que «o monstro que lhe atormentara a vida estava de novo preso». Fernando Farinha Simões, que deverá sair muito em breve da prisão, era um cadastrado capaz de se dar bem com Deus e o Diabo. Antigo motorista de Sousa Cintra, foi considerado um «chibo» (informador) nas prisões por onde passou. A sua aparente simpatia e inteligência fizeram com que mantivesse relacionamentos surpreendentes, até junto dos mais altos quadros da PJ, onde gozava o «estatuto» de infiltrado junto do DCIT, o órgão de combate ao narcotráfico. Nos finais dos anos noventa, a passagem pelo estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz tornar-se-ia penosa para este personagem: «Estava sempre a levar estaladas por se chibar», confidenciou um seu antigo companheiro de cárcere. Tony, o ex-namorado de Arlinda Mestre, a concorrente da «1ª Companhia», um indivíduo que esteve ligado ao grupo de traficantes do colombiano Pablo Escobar, foi um dos que afogou as suas mágoas na cara de Simões. Aliás, esta faceta de denunciante e de «fura-vidas» também se revelou no decurso dos trabalhos da V Comissão de Inquérito Parlamentar ao caso Camarate, quando Fernando Farinha Simões foi à Assembleia da República, conduzido sob escolta, fazer revelações surpreendentes. Sem pejo, FFS denunciou José Esteves, seu antigo companheiro nas redes bombistas do chamado «Verão Quente de 75», como tendo sido o homem que fabricou a bomba que fez cair o Cessna que transportava o então primeiro-ministro. Mais tarde, numa entrevista à revista «Focus», Esteves confessou ter sido um dos autores do atentado, lançando as culpas da autoria moral para as chefias militares, sobressaltadas com a iminência da revelação de comprometedora documentação na posse Adelino Amaro da Costa envolvendo-as nos desvios dos dinheiros do Fundo de Defesa do Ultramar – uma espécie de «saco azul» destinado a financiar ações ilegais, entre as quais, soubemos, a compra de armas para a guerra Irão/Iraque. Foi com o intuito de procurar tirar dividendos desses seus conhecimentos sobre o mistério Camarate, pensando num atenuação da pena, que Fernando Farinha Simões testemunhou na Comissão de Inquérito na Assembleia da República. Ao mesmo tempo, ofereceu os seus préstimos a Artur Albarran e a Barata Feyo (então responsáveis do programa «Grande Reportagem» da SIC e que preparavam um trabalho sobre a morte de Sá Carneiro). Foi desta forma que conheceu o director de informação daquele canal: «O Rangel soube que o Fernando Simões estava a par de muitas informações sobre o que aconteceu em Camarate. Resolveu contratá-lo como informador para um documentário com 12 episódios sobre o caso. Chegava a mandar o motorista da estação de TV buscá-lo num Mercedes a Pinheiro da Cruz quando ele saía nas precárias. E de informador passou a ser seu companheiro mais chegado, acompanhando-o nas noitadas», referiu Margarida Marante. O tal seriado sobre Camarate terá custado uma pequena fortuna a Pinto Balsemão – Margarida fala em 50 mil contos na moeda antiga (250 mil euros actuais) – mas a mini-série nunca foi para o ar, e apenas um episódio terá sido produzido. O relacionamento de FFS com a jornalista iria perdurar muito para além do seu divórcio atribulado com o ex-diretor da SIC. Marante explicou os motivos pelos quais acedeu relacionar-se intimamente com um indivíduo de passado mais que duvidoso: «Encontrava-me fragilizada depois de anos e anos de um casamento marcado pela violência com o Rangel. Por outro lado, a minha formação católica – sabe, sou do Opus Dei? – levava-me a acreditar na redenção humana. Todo o homem, por mais miserável que seja, deve ter uma segunda oportunidade. Apreciava a forma com ele, amava a sua neta. E pus-me a pensar: será que eu devo duvidar de um homem que tem este comportamento tão humano, que me ampara a mim e aos meus filhos, que se mostra tão dedicado para connosco?». A alma e a carne são frágeis. E Marante, vulnerável, assumiu esse relacionamento que acabou por se tornar demasiado íntimo. Havia também outros interesses em jogo. Atentemos no que escreveu um dos juízes relatores no acórdão da sentença da 2.ª Vara Criminal, que condenou Fernando Farinha Simões a seis anos e meio de prisão pelos crimes cometidos contra Marante, justificando os motivos pelos quais achava que o arguido deveria também ser penalizado por tráfico de droga: «Foi manifesto das suas declarações que a assistente sempre dependeu de outrem para obter cocaína (primeiro, do seu então marido, depois do arguido) não sendo em meu entender líquido que tivesse recursos para procurar outra fonte de abastecimento, antes se deixando entregar às mãos do seu “fornecedor”, pelo menos enquanto o pudesse fazer, como fez, por ter recursos financeiros para tanto». Fernando Farinha Simões acabou por ser condenado por três crimes de sequestro, dois por coação grave, três por violação de domicílio, os quais praticou quando a apresentadora pretendeu acabar com a relação que se ia tornando cada vez mais obsessiva. E aí começou o terror: «Queria mandar em tudo, até na minha conta bancária, nos cartões de crédito, na escolha dos meus amigos… Assumo que foi um erro ter ido para a cama com ele… talvez o tenha feito por me sentir revoltada. Os dias passavam e cada vez me sentia mais angustiada. Queria vê-lo fora de casa, longe dos meus filhos (que deixaram de a frequentar) e ele não me largava. Até que o proibi de ir a minha casa. Mas ele nem assim desarmou: introduzia-se no meu apartamento, passando pela varanda de um andar ao lado, depois de ter subornado o porteiro do prédio. Comecei a viver dias e noites de autêntico terror. Por várias vezes, acordava durante a noite, com ele no meu quarto, aos pontapés à cama. Cheguei a barricar-me no meu quarto, mas ele partiu a porta aos pontapés», contou Margarida Marante. Das «invasões» do domicílio às agressões e ameaças foi um pequeno passo. A antiga apresentadora chegou mesmo a ser intimidada com uma faca, que FFS lhe encostou ao rosto, e, numa outra ocasião, como nos revelou a jornalista, o cadastrado introduziu-lhe o cano de uma arma «Glock» no sexo. Na 21.ª Esquadra da PSP, de Campolide, choveram várias queixas de Margarida. Mas as suas súplicas não eram atendidas. «Provavelmente, pensavam que eu não estava boa da cabeça», sublinhou. O rapto e sequestro para a Figueira da Foz, onde, durante o trajeto, Margarida -- contou ela. numa carta que enviou a amigos, alertando-os para o seu drama -- chegou a ser a amarrada a uma árvore, enquanto FFS lhe encostava uma arma à cabeça, poderá ter «sensibilizado», de forma definitiva, a Polícia a agir. As brigadas Anti-Crime da PSP e a DCCB da PJ entraram em campo, e foi emitido um mandado de detenção contra o ex-presidiário. Este acabou por ser detido em Cascais, mas, aproveitando uma ida à consulta no Hospital de São José, acabou por se evadir. Foi durante este interregno que Fernando Farinha Simões contactou «o Crime» para um encontro num café nas proximidades do jornal, dizendo estar na posse de provas comprometedoras para Margarida Marante e Emídio Rangel. Mas o único documento que acabou por exibir foi, precisamente, o mandado de detenção emitido por um juiz do TIC, para ser conduzido, sob custódia, no âmbito de uma queixa apresentada pela jornalista. Nos dias seguintes, FFS deixou de dar notícias. Havia uma explicação para o facto: é que fora detido na noite de 28 de Janeiro de 2006, à porta do prédio onde reside Margarida Marante, quando se aprestava, uma vez mais, para invadir o seu domicílio. Mais tarde, Margarida Marante haveria de confessar os motivos que a levaram a tornar públicos estes factos (que criaram muitos «estilhaços» nos meios onde se movimentam as nossas vedetas das TV, entre as quais, o consumo de droga era assunto sigiloso) uma atitude pouco comum nas figuras em destaque nos vários quadrantes da sociedade. «Foi por causa das chantagens que o Farinha Simões me fez, ameaçando incriminar amigos próximos, alguns deles bastante influentes na sociedade portuguesa, ameaças que iam desde o fornecimento de droga, a suspeitas sobre a sexualidade. Por outro lado, quis expiar os meus pecados. Quero voltar à vida». Um propósito que está a ser difícil de concretizar: a jornalista nunca mais foi estrela nos ecrãs da TV.  Morreu agora, triste e só, esquecida pelo grande público, longe dos holofotes da fama que ela tanto ansiava voltar a recuperar. Era de facto uma grande jornalista mas escolheu mal as suas companhias que arruinaram a sua vida. Paz à sua alma!" (Lucas Carré)

O texto é interessante, e até poderíamos criar as verões vegetariana e/ou picante, se acrescentássemos à porcaria dos nomes que aí pairam, os restantes, os do costume, as ferreiras alves, os catrogas, os mexias, os bavas e todas as gentes sérias que têm uma opinião e comentam a nossa desgraça, e até a alimentam, o que, de facto, implica uma limpeza geral, antes da formação de qualquer "Governo de Salvação Nacional".
Há que, de facto, reconstruir, primeiro, a "Nacionalidade", definir o que é "salvar", e, só então, já com um Presidente da República digno desse nome, avançar para uma fórmula governamental. Como estão a ver, é quase elementar, embora os Portugueses se pudessem sentir órfãos de não reconhecerem nenhuma das caras da permanente paródia televisiva.

Sei que me estão a fazer sinais, a dizer que me esqueci da Laura Diogo. Não esqueci, não, foi discretamente substituída por uma camada mais jovem, a recibos verdes, e continuam a ser rebentadas, quando não nos estão a rebentar a nós, pelo "Clube de Angola"


(Quarteto da Margarida Marante, fazes cá tanta falta como uma viola num enterro, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

Miguel Relvas, enquanto epígrafe da derradeira "bananização" da República Portuguesa
09 Outubro 12 02:05 | Arrebenta | 3 Comentário(s)   
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Há um postulado da Democracia Portuguesa que diz que tudo o que vem do Cavaco é mau.

Numa análise fina, mais género sofística do Marcelo do que das grosserias do "Paramécias", do Cavaco, veio o mau, o muito mau e o péssimo.

Antes de que a alimária do Crato retire isto do programa de exames, vamos analisar um exemplo em que todas a oitavas deste teclado foram preenchidas, o Clã Beleza: temos Miguel Beleza, que desvalorizou o escudo, quando o Cavaco ainda podia usar esses instrumentos, para arruinar Portugal, e foi mau, como mau foi tudo o que vem do Cavaco, mas foi menos mau, ao fazer um "mea culpa", naqueles sanatórios televisivos do Mário Crespo, quando, depois do dentolas lhe debitar o currículo, ter afirmado que "aquilo não era um currículo, era um cadastro"; muito maus, "ex aequo", eram o irmão, Zezé Beleza e a mãe, o primeiro, ao burlar o Estado em 300 000 € -- trocos, aos valores de hoje... -- a enganar drogados, e a acabar como apresentador de uma televisão de que me não lembro, onde contava como tinha gasto o dinheiro dos Portugueses em viagens do Oriente. Havia um pouco nele de Margarida Marante, com menos Opus Dei, e muito mais coca. A segunda, a rainha mãe das Belezas, a Leonor dos Prazeres (?) Beleza, então, muito interrogada pela filha, para saber se o sangue contaminado com HIV ficava mais caro ser ministrado nos doentes do que deitar fora. Claro que à Secretária Geral do Ministério da Saúde competia poupar, e poupou. Já o neto ingressa na categoria do muito mau, o Miguel Beleza Júnior, traficante no "Caso Party", que convinha abafar, porque metia gente séria, da Política, e o pobre filho da mãe de uma mãe que já tinha sofrido muito. Nesta nobre linhagem, ainda arranjamos lugar para o péssimo, Leonor Beleza, achampalimauzada numa fundação de arrancar olhos aos coelhos, depois de ter arrancado a vida aos hemofílicos. Ganhou uma pátina impressionista, e gere, no seu Curral dos Olhos, Fundação para o "Unknown", o "Darwin's Café", um dos lugares mais caros da Europa. Querem adivinhar quem faz a publicidade?... Costa Freire, outro dos seus cocadastrados, como seria de esperar. Não vos espantará que ambos tenham ganho e depois perdido fortunas, nos colapsos do BPN e do BPP, mas isso já sou eu a delirar.

Duarte Lima arruma-se na categoria do abaixo de horrível, já que a Música, desde o "Fantasma da Ópera", permite que a desculpa de tocar órgão seja a máscara para um infindável dedilhar de crimes. Acabou como a Catherine Deneuve, de Saquarema, a disparar, travestido com uma cabeleira loura, sobre Rosalina Ribeiro, para depois poder negar, olhos nos olhos da câmara, como Carlos Cruz, que não fazia a mínima ideia de quem podia ter morto a amante do velho: era ele, disfarçado, à Polanski, de loura P***, e assassina, a "Gisele" de Saquarema.

Ferreira do Amaral está na categoria dos maus horrores, também conhecido pelas gorduras público privadas da "Lusoponte". A Vasco da gama fez um enorme arco, para não passar por onde fazia falta, mas para acabar onde fazia vista, por acaso, nos terrenos que os Amarais tinham para expropriar, na Margem Sul. O Estado, ou seja, você e eu, pagámos. Merecia o Prémio Sapatinhos de Cimento, na Fundação Salinas do Samouco.

Silva Peneda, uma das referências do Conselho não sei das quantas Social, é, obviamente, contra o Acordo Ortográfico, mas a favor de um bom ensino, ou "escola", casapiano. Também não viu, nem soube de nada. Dizem as más línguas que foi apanhado, na posição do seminarista, a ser comido, no salão oval da Praça de Londres, pelo chefe de gabinete. Está na zona do assim assim, do muito mau, o que virado do avesso, lhe permite, muito bem, continuar a contracenar, na paródia nacional.

Catroga confunde Economia com pintelhos. Grosseiro, e boçal, deixou o país com um "deficit" de 7%, mas a culpa não foi dele, foi dos que se lhe seguiram. Está na carreira dos próximos ministeriáveis, mal ultrapasse a fasquia dos muito maus.

Há um luto nesta lista, que é Eurico de Melo, que só a "rèssurreição" poderá a voltar fazer ocupar a Pasta da Defesa, já que o destino lhe reservou um lugar... horrível, no Hades.

Passos Coelho, obviamente, não pode ser remodelado, embora certas vozes o queiram, dia após dia, associar ao enorme escândalo sexual que foi o Reinaldo rebentar com a Laura Diogo, das "Doce", enquanto, ao lado, o Pedro, tentava fazer o mesmo à colega, Fátima Padinha, já então, com ar de poder ser mãe dele. "Ó, Reinaldo, como é que tu conseguiste abrir um túnel desses?...", e já o futebolista lhe respondia, "um dia, quando fores angolano, eu explico-te". O mistério ficou no mesmo nível da "Comédia", de Aristóteles, até que Miguel Relvas lhe o ensine, por equivalências. Já as ligações difusas, confusas e suspeitas, entre ambos, só agora foram redescobertas pelo "Público", depois de estarem, há meses, a ganhar bolor, no "Democracia em Portugal".

Como já devem ter percebido, estou a escrever à deriva, mas, na verdade, estou, e não estou. O que Louçã, futuro trunfo eleitoral das listas de um PS renovado disse, sobre esta maré criada, de "urgência de remodelação", para enfiar nos buracos do Governo os cadáveres do Primeiro Cavaquistão, não é sem sentido, aliás, faz todo o sentido, já que tudo o que vem do Cavaco é mau, a começar por ele próprio.
Cavaco nunca se conformou com o 25 de abril, e com a interrupção que isso lhe provocou na provinciana carreira pessoal. Também nunca se conformou com não ter tido uma maioria absoluta para sempre, num governo sem primeiro ministro, de iniciativa presidencial, e agora chega o tempo, mas chega tarde, porque o país é governado a partir das ruas. Quanto a Joana Marques Vidal, retomando a linha inicial deste texto, vem do Cavaco, logo, só terá de ser má, apenas aguardando saber-se se será má, muito má, horrível, cavacal, ou nem terá tempo de aquecer o lugar, com o desmoronar da III República.

(Quarteto do mau agouro, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
Canções sem palavras
06 Outubro 12 12:56 | Arrebenta | 97 Comentário(s)   




 
(Quarteto do agora, temos pena, mas acabou mesmo, no "arrebenta-sol", no "democracia em portugal", no "klandestino" e em "the braganza mothers") 
 
O último 5 de outubro da III República
05 Outubro 12 01:25 | Arrebenta | 4 Comentário(s)   
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Francisco José Viegas passará para a História como o tutor do ultimo estado de degradação cultural da Lusitânia... sim... pronto..., eu sei que não estavam à espera de que eu começasse esta farpa desta forma, mas já vão perceber por quê.

O estado de aculturação português, é presentemente o mais baixo possível, embora não haja nenhuma agência internacional capaz de lhe cortar o "rating", porque ele é uma espécie de relva geneticamente modificada, que se autofagia, a si própria, e, portanto, dispensa cortes, por impossibilidade de vir mais abaixo.

para o viegas, a cultura é sempre mais uma lombada, de preferência vazia, e a adjetivação de vazio é essencial durante esta era cavacal.

somos um imensa casa dos degredos, onde cada anormal político, cada anomalia "cultural", cada desvario público tem um segredo, que é tão pouco secreto que basta deitar o nariz de fora da janela, para o descobrir.
o relvas, por exemplo, entrou para o retângulo lusitano, com a sua "valise de carto(o)n" com um segredo que toda a gente julga que sabe, mas não sabe: não é só um curso que ele não tem, é todo um analfabetismo, que o levou a não saber ler nem escrever, passe a redundância. como diria a minha empregada, porque está num nirvana cultural que só lhe permite "ver os bonecos", e, às vezes, nem isso.

borges está a morrer, de maneira que o seu segredo é acordar, de manhã, todos os dias, fazer um risco com a navalha, na mesa de cabeceira, e dizer para a boca da servidão dele, "este já cá canta, este já ninguém me o tira!...", esquecendo-se de que um conselho de ministros extraordinário até pode cortar nas horas do dia, e ele acabar por morrer a meio da tarde, embora não se deva desejar a morte a ninguém, sempre há uns que até sabe bem.

o segredo de vítor gaspar é o da empregabilidade: todas as suas teorias estão erradas, mas como crato, o cancro da educação -- agora, posto em causa, com o seu novo método do gera desemprego "ad libitum" pelo "tira e põe", com a centenária marquês de pombal, obra gloriosa da "grande loja da razão triunfante", "et pour cause", como exemplo, porque, cala-te boca, para cabrão, cabrão e meio... -- lá deverá haver uns daqueles que encornam não importa o quê, para os exames, que haverão de ter saído com brutas notas das asneiradas do gaspar. Numa grelha sociológica de análise de inserção social, devia-se fazer uma correlação entre aqueles que saíram com brutas notas da cátedra do pantomineiro das finanças e o seu sucesso no mercado de trabalho, seguido de uma correlação, em forma de corolário, de como a sua inserção no mercado de trabalho levou ao rápido colapso da entidade empregadora.

o segredo de paulo portas é aquela célebre tarde em que foi apanhado pelos seguranças do fórum picoas, depois de ter "aviado" nos sanitários do segundo piso, e é um segredo que está a render, tanto que miguel relvas já lhe sussurrou que, se isso não servir, tem os testemunhos todos dos arrumadores do "cinebolso", versão 1.0, com reformas miseráveis, mas excelente memória dos factos à meia-luz.

álvaro santos pereira tem um segredo muito mais evidente: é a cristas canadiana, com toda a sua capacidade de se manter num cargo e área de intervenção inexistentes, o que faz lembrar certos institutos, ou, mesmo, o dogma da virgindade da senhora de fátima.

poderíamos ir por aí adiante, mas vamos diretos ao cerne da questão, passos coelho, que pensa que a república é uma coisa onde se empilham os estudantes vindos de fora, para alta pielas e cenas de droga, de preferência, com o canudo garantido no fim, por meios equivalentes, sendo que a referida "república" só se considera completa com a associação de um número relevante de c***s de pretas.  

(aproveito para fazer uma pequena consideração, porque, por espaços que estão completamente a leste do que é a utilização da linguagem literária, e a milhões de quilómetros da sátira dos espaços com tradição de verbalização da opinião pública, pensam que estão a ler uma croniqueta do ricardo araújo não sei das quantas, na "visão", e, então "c*** de preta" é uma expressão racista. à laia de palinódia, reconheço que têm toda a razão, porque a expressão correta é "vaginas africanas", ou "vaginas afrolusitanas", ou "vaginas-palops", mas, sendo estas breves tirado polo natural, resolvi citar o vernáculo do futuro primeiro-ministro, que era menos contido, e já então dizia, nas célebres noites em que era arrastado dos bares das "docas" , pelo pessoal das, hoje, "produções fictícias", em estado de pré coma alcoólico, sempre com as mesmas palavras na boca, "que gaja tão boa, comia-lhe aquela c*** toda, preta do c******, que deus te fez tão boa, queria-te toda para mim...", e a função de cronista, do escritor, é, portanto, tentar envolver, no manto diáfano da fantasia, este reles decorrer da realidade, e assim se fez, e assim semore será).

sendo então uma "república" um antro de "estudantes", fedorentos de álcool e charros, rodeados de c***s de preta por todos os lados, é natural que o aprendiz de feiticeiro, elevado à categoria de algoz da nação, se achasse com poderes plenipotenciários par extinguir um feriado, no qual nem o maior português de sempre se atreveu a tocar.

a resposta do feriado, obviamente, é extingui-lo a ele,

o que já o pôs, em 5 de outubro, a anos luz de lisboa, capital para ir chafurdar em bratislava, onde o tarentino rodou os "hostel", deixando o petisco para um tal de senhor aníbal, de boliqueime, que é o padrinho, no sentido parental e espiritual, de toda a camorra que conduziu o país para o estado em que está.

para o ano, já não estará cá.

nos últimos textos, tenho arrasado, e arrastado, pelas ruas da amargura, os muitos protagonistas desse sinistro período, que foi o primeiro cavaquismo, mas estava a esquecer-me de um, um tal de silva peneda, ministro do "trabalho", que também tinha o seu segredo, o de ter sido apanhado, no gabinete, da praça de londres, a ser cavalgado pelo chefe de gabinete.
outras eras: hoje é um distinto "conselheiro" da demência presidencial, a"loucura do rei george", versão cobertores de boliqueime.

aparentemente, e dados os altos riscos que hoje comporta qualquer saída presidencial, o aleijão de poço de boliqueime foi arrastado da praça do município para o "pátio da galé", que não sei o que seja, e também não saberei amanhã o que é, porque adoro as vaias televisonadas, já que os jornalistas conseguem transformar em espetáculo fino a elementar decadência de um pobre desgraçado, cujo único sonho era ter enterrado Portugal, sem que se desse conta disso, ao longo de quatro infindáveis mandatos.
acontece que o Povo acordou, e pede-lhe a cabeça com urgência.
brevemente, não será tão só o Povo, mas também a célebre troika, que, de cada vez que cá vem, vê que os quistos estão na mesma, e o país progressivamente mais arruinado.
"então, já dissolveram as parccerias publico-privadas, com invocação do dever de salvação nacional?..."
pois,
claro que não.

evidentemente que para os tarados que nos governam, essa realidade é inexistente, mais c***, menos c***, de preta, tanto faz. corre, mesmo, uma teoria que diz que, já que ninguém os demite, por inexistência de presidente da república, eles estão a arranjar maneira de se autoporem na rua, o que seria um exercício político com alguma graça, não estivesse ávido de protagonismo um tal de seguro, que tem cara de quem nem uma mercearia seja capaz de segurar.

tudo isto parecem trocos, mas, para a História, esta factualidade, cega e negligente, não é irrelevante: está a escrever-se, com indelével areia, na forma de manchas monumentais, umas vezes, manchas de tinta, outras, de sangue, como em muitos momentos da nossa epopeia coletiva, embora, com certos animais, e que, para bom entendedor esta meia palavra baste, até o tiro de misericórdia seja, por vezes, um... desperdício.

(quarteto do vão-se embora, ou têm de ser corridos à pedrada, seus gatunos?..., no "arrebenta-sol", no "democracia em portugal", no "klandestino" e em "the braganza mothers")
Balsemão, um cancro português
02 Outubro 12 12:30 | Arrebenta | 6 Comentário(s)   
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Imagem do  Kaos, com corteia do "Desenvolturas e Desacatos"

O texto é tão extraordinário que dispensa escólios: sai pelo "Jornal do Crime", mas devia ser um suplemento do "Expresso". Digamos que é uma gota de água do irreal quotidiano deste desastre nacional, que nos aconteceu. À justa altura e medida da Cauda da Europa, que precisa urgentemente de se refundar democraticamente, e acabar com este lixo.




"PINTO BALSEMÃO - A COCAÍNA E A TRAIÇÃO DA EX-MULHER COM CARLOS CRUZ

 por Carlos Tomás

O relatório apreendido pelas autoridades ao “ex-espião” Jorge Silva Carvalho contém pormenores sórdidos sobre o patrão da SIC. “1970 – 1ª mulher inicia relação com Carlos Cruz.” Este é o título de mais um capítulo do relatório apreendido pelas autoridades ao ex-responsável do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Jorge Silva Carvalho, no âmbito do processo das secretas, cuja acusação foi deduzida recentemente, e onde são feitas considerações sórdidas sobre a vida privada do patrão da SIC. “A 1ª mulher, Maria Isabel Silva (Belixa) Lacerda Rebelo Pinto da Costa Lobo inicia uma relação com o apresentador Carlos Cruz (não é claro se a mesma tinha começado antes ou depois de Belixa se separar de Balsemão). De assinalar que, durante o depoimento do processo Casa Pia sobre esse período, Carlos Cruz tem o cuidado de nunca referir nem o nome de Maria Isabel, nem de Balsemão, nem dos filhos de ambos. A relação entre Balsemão e Cruz não era a melhor, dada a vontade deste em levar a Mónica e Henrique para Nova Iorque, ideia a que Balsemão se opôs”, escreveu o espião Paulo Félix, a quem Jorge Silva Carvalho ordenou que fizesse o relatório. Segue-se uma nota feita pelo próprio Paulo Félix, a que ele denominou “coincidências”: “Circula na internet uma mensagem com o título ‘coincidências’. Refere que a SIC foi a única estação que esteve no Parlamento quando o juiz Rui Teixeira ali entregou o pedido de levantamento de imunidade a Paulo Pedroso. Refere depois uma série de relações pessoais ou profissionais de pessoas da SIC: Daniel Cruzeiro, chefe de redacção, é filho do advogado de Paulo Pedroso e é casado com Rita Ferro Rodrigues, também ela da SIC e filha do secretário-geral do PS; Sofia Pinto Coelho, jornalista, é casada com Ricardo Sá Fernandes, da defesa de Carlos Cruz; Ricardo Costa, editor de política, é irmão de António Costa, dirigente do PS. A que se somam estes factos: Cruz era apresentador da SIC até à eclosão do caso Casa Pia; Marta Cruz, filha do apresentador, era presença constante num programa da SIC; Herman José, arguido no mesmo caso, era apresentador de um programa da SIC.” E o espião cita outras fontes para continuar com as “coincidências”: O dono da SIC, onde Carlos Cruz trabalhava é Pinto Balsemão; o dono do semanário Expresso, que denunciou o caso, é Pinto Balsemão. O primeiro-ministro em 1982, altura em que a secretária de Estado da Família, Teresa Costa Macedo, teve acesso ao relatório da Casa Pia com o nome de Carlos Cruz, era Pinto Balsemão. Balsemão é amigo e visita da Casa Redonda de André Gonçalves Pereira, que era o ministro dos Negócios Estrangeiros naquele mesmo ano de 1982 em que foram descobertas crianças na casa do embaixador Jorge Ritto. André Pereira é sócio de Balsemão.” Outro episódio referido no relatório “secreto” prende-se com o nascimento de um filho de Isabel Supico Pinto, de nome Francisco Maria: “A criança só foi reconhecida pelo pai (Balsemão) após ordem do tribunal”, lê-se no documento elaborado por Paulo Félix, que relata depois a criação, em 1973, do semanário Expresso, e as perseguições da PIDE a Balsemão e ao falecido Sá Carneiro. “Balsemão usou o Expresso para defender as suas ideias políticas, usando uma perspectiva puramente instrumental e utilitária de um órgão de Comunicação Social.” O relatório analisa ainda a suposta má relação de Balsemão com Vasco Pulido Valente, que apelidou o patrão da SIC como “Francisquinho, o medíocre mensageiro”, passa pela fundação do PSD, pela admiração de Balsemão por Mao Tse-Tung e pela visão pessimista da entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia (CEE). É igualmente abordada uma possível ligação de Balsemão e de jornalistas do Expresso à KGB, a secreta da ex-URSS, em 1980 e a sua nomeação para primeiro-ministro. A TV da Igreja Uma parte extensa do relatório elaborado para Jorge Silva Carvalho prende-se com a promessa de Pinto Balsemão, em Janeiro de 1982, de uma televisão para a Igreja: “Quando foi primeiro-ministro, Francisco Pinto Balsemão prometeu um canal de televisão à Igreja, mas mudou de ideias quando regressou ao seu grupo de comunicação, admitindo apenas a concessão do canal 2 da RT, uma vez que tinha então interesse na criação do seu próprio canal. Atualmente, o presidente da Impresa está contra a criação de mais TV’s, por temer os efeitos de mais concorrentes em sinal aberto.” Pinto Balsemão, assegura o relatório, terá mesmo impedido que Cavaco Silva cumprisse a promessa que ele próprio terá feito à Igreja. “Já em 2009 Pinto Balsemão afirmou, perante deputados na Assembleia da República, ter fortes dúvidas sobre a existência de mercado publicitário para todos os canais em sinal aberto. Hoje, é um dos maiores opositores à privatização da RTP, que vê como séria ameaça à sobrevivência da SIC, mergulhada em dificuldades financeiras”, acrescenta o relatório agora na posse das autoridades. A espionagem feita a Balsemão fala igualmente da sua desavença com Marcelo Rebelo de Sousa, tudo porque o professor terá tratado Balsemão por Francisco e este exigido a Marcelo que o chamasse primeiro-ministro. Apesar disso, lê-se no documento, Balsemão entregou o Expresso a Marcelo e este acabou por se revelar um crítico feroz do Governo. “Talvez para afastar Marcelo do Expresso, talvez por querer aproveitar o seu talento nas negociações parlamentares, talvez pelas duas coisas, Balsemão chamou-o ao Governo. Não demorou a arrepender-se. Na semana das autárquicas de 1982, decisivas para o futuro do moribundo Governo, Marcelo comunicou ao seu amigo Francisco que iria demitir-se do Governo. O primeiro-ministro não gostou de ver o seu protegido abandonar o barco que se estava a afundar, mas este prometeu manter a boca fechada. Dois dias depois a notícia estava escarrapachada na capa do DN. Balsemão chamou-o logo a S. Bento e deu-lhe um violento raspanete.” Grupo Bilderberg O grupo de Bilderberg é outro assunto tratado no relatório de espionagem ao dono da Impresa: “Balsemão tem-se revelado, ao longo dos anos, como um agente de influência, sabe-se lá ao serviço de quê e controlado por quem. A sua participação em encontros de Bilderberg é disso exemplo. Trata-se de uma organização nada transparente e que, por isso mesmo, muitos rumores e teorias da conspiração tem suscitado, mas que, independentemente dos objetivos específicos, é um concentrado de gente com claras ambições de controlo de tudo o que de importante se passa no globo, sem que se conheçam as suas motivações, nem objetivos, sabendo-se apenas que são os seus objetivos particulares que os movem. Aos encontros de Bilderberg, Balsemão, que funciona como porteiro português do grupo, tem levado inúmeras personalidades portuguesas. Ele escolhe o convidados do grupo desde 1988.” O diferendo com Emídio Rangel é igualmente abordado no relatório, ficando a saber-se que Balsemão considerava o então diretor da estação de Carnaxide “um gastador”. As críticas a Rangel terão motivado uma cisão na SIC, que culminou com o afastamento do diretor. O consumo de cocaína As referências pouco abonatórias no relatório mandado elaborar por Jorge Silva Carvalho sobre Pinto Balsemão surgem ainda referências sobre os hábitos do empresário. Uma delas prende-se com o alegado consumo de cocaína: “É pública a história de que, depois de um voo de 12 horas, vindo de Macau, Balsemão foi jogar golfe. Em 2001, ao Expresso, justificou a proeza com a sua resistência física. Resistência que ainda hoje é provada pelas horas que passa a trabalhar. Facto atribuível, segundo fontes bem informadas, a uma operação de Relações Públicas. Outras fontes ligam esta resistência física ao consumo de cocaína.” E o relatório vai mesmo mais longe: “Associado ao caso Casa Pia surgem rumores do consumo por Balsemão de cocaína.” E Paulo Félix cita um documento do GOVD – Grupo Operacional de Vigilância Democrática: “As testemunhas são falsas, mentirosas, treinadas e pagas com o dinheiro da droga, as duas moedas que também pagam Felícia Cabrita. Ela é, como é público, alcoólica e cocainómana em adiantado estado de dependência. Daí as suas intimidades com Pinto Balsemão de quem também é fornecedora”. Outra nota da espionagem vai para um alegado negócio de gestão danosa de Balsemão e que teve alegadamente a ver, em 2009, com o facto da Impresa ter perdido 5,8 milhões de euros com a alienação da Iplay por um euro: “Este é um negócio que configura, no mínimo, uma situação de gestão danosa por parte de Balsemão. 5,8 milhões de euros foi quanto custou à Impresa a alienação da editora discográfica Iplay (…). O valor resultou de perdas de imparidade de 1,7 milhões e prejuízos de exercício de 4,1 milhões, montante que foi registado em atividades descontinuadas nas contas referentes a 31 de Dezembro de 2008 da Impresa”. A Iplay acabou por ser alienada à Fantasy Land e à Lemon por um euro. A empresa tem, segundo o espião, uma situação positiva, conforme revelaram os novos donos. O relatório elaborado por ordem de Jorge Silva Carvalho termina com um perfil de Belmiro Azevedo, onde se descrevem todos os cargos por ele ocupados ao longo da vida, os seus dados pessoais, as suas raízes beirãs, as suas características pessoais, onde se inclui o gosto pelo golfe e por tocar bateria. E destaca-se uma frase do próprio Pinto Balsemão: “Se obtive êxito como empresário, foi pelo facto de me sentir acima de tudo jornalista.” *O jornal "o CRIME" desta semana revela todo o dossier secreto e aquilo que os restantes órgãos de Comunicação Social divulgaram de forma fraccionada e dissimulada, apesar de a maioria ter todo o documento mandado fazer pelo ex-diretor do SIEDM nas mãos. E se no Expresso, SIC e VISÃO isso se percebe, por estar em causa o PATRÃO, já nos restantes órgãos a forma tímida como deram a notícia foi confrangedora."


(Quarteto do e isto é só uma pontinha da Realidade, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
Dos lambe botas aos lambe golas
29 Setembro 12 02:02 | Arrebenta | 4 Comentário(s)   
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Há os que servem, os que gostam de servir, e os que nem sabem o que estão a fazer.
À segunda categoria, o vernáculo português sempre chapou com o carimbo de "lambe botas", o que, muitas vezes, era uma ofensa ao respeitável calçado, vários furos acima do miserável recheio.
Estimado leitor, se olhar em seu redor, imediatamente poderá fazer uma considerável contabilidade de lambe botas, já que a pirâmide social, ou, mais propriamente, a Mediocracia, é visualmente constituída por uma pirâmide de línguas, que se estende para cima, e mais para cima, patamar após patamar, até chegar às botas do Asco Supremo. Como Deus, o lambe botas está em toda a parte, desde a Loja do Cidadão até ao mero cidadão da Loja, sobretudo na fase em que ainda se encontra no estádio do cinturão aventalado branco.

O lambe botas pode chegar alto, como Manuel (de dia) Maria (de noite) Carrilho, que agora lançou a sua biolambedografia, de como conseguiu ascender na Universidade, de uma média de 10, a sucessivas nomeações em Diário da República, que o levaram à Cátedra. Com se diria, no Direito Canónico, foi uma arrelvação antes da arrelvada, e chegou a Ministro das casas de banho, o topo da base de todos estes pingentes. Brevemente a sua carreira meteórica também inspirará Joana Vasconcelos, que incluirá no Jubileu Carrilho o célebre episódio da telefonista da UNL, que desinfetava as mãos, sempre que ele era chamado ao PBX, "ai, senhor doutor, nunca se sabe se se pode apanhar alguma doença aqui..."

Juro que o álcool não era pago pelo Conselho Nacional de Ética.

Tudo isto é parodiado, porque, como se sabe, em Portugal a tendência é para as coisas encontrarem sempre uma subcave de si mesmas, de que são epifania Teresa Guilherme, as prosas de Clara Ferreira Alves, ou os "romances" de Miguel Sousa Tavares, pelo que, esgotado o lambe botas, o Portugal Profundo resolveu dedicar-se ao Inteligent Design do... lambe golas.

Para que não haja dúvidas sobre de o que estamos a falar, quando falamos de "lambe golas", devemos soletrar "lambe golas", como lambe
go
las,
categoria que, quando os Estados tinham a dignidade, que, sucessivamente, lhes foi retirada por Putines, Barrosos, Sócrates, Sarkozys, Berlusconis, Merkels, Rajoys, Chávez, Dos Santos e escroques afins, era geralmente taxada de "vende pátria", ou "traidores da pátria", uma categoria muito baixa, na hierarquia social, e, sobretudo na história moral dos povos, quando a havia.

Em Roma, eram levados à Rocha Tarpeia, enquanto Lisboa agora se contenta com enfiá-los no Conselho de Estado.

Um lambe golas é um indivíduo, ou respetiva fêmea, que, estando em Portugal, está ao serviço,  mais ou menos descaradamente, de interesses estrangeiros.

O Darwinismo português, desde que Portas não se demitiu com o escândalo da "Moderna" -- o primeiro de todos os políticos portugueses a nunca mais se demitirem, sempre que um escândalo os colocava, na lógica do bom senso, imediatamente fora do tabuleiro da credibilidade -- leva a que os lambe golas cada vez trafiquem, mais às claras, com as potências a que servem.
Evidentemente, não trabalham para o Canadá, exceto Álvaro dos Santos Pereira, que foi tão boa porteira, lá, que resolveram empossá-lo na mesma categoria, cá. Ouvi-o, no outro dia falar inglês, e notou-se que deve ter dito "good morning, sir" e "good evening, mistress" a várias gerações de gente civilizada, a quem fechava a porta do ascensor, assim absorvendo polidez e alguma cultura palatina.
Há os lambe golas, da variante lambe selas, quando traficavam (josés) "magalhães" com o ditador oligofrénico, de Caracas, das Venezuelas, e depois passaram a tentar traficar tudo, TAP incluída, na forma de lambe lombas, ou lômbias, das Colômbias. Havia, e há, o Luís Amado, que lambe de lado, e está ao serviço da América, como é universalmente sabido, mas a pior categoria, é definitivamente, a dos lambe golas, que têm o cromossoma neandertalês típico do lusitano, mas a alma, o coração e a conta, com vista para os musseques.
Dividem-se entre os evidentes, os escandalosos e os que já estão tão metidos naquilo que nem se dão conta.

Miguel Relvas, uma anomalia espaciotemporal, que se consegue estender, dos delírios de Hawking, à mais perfeita das teses quânticas, a do Príncipe de Broglie, é o paradigma do lambe... go...las profundamente escandaloso. Supomos que seja devido à fratura da placa australiana, que o tenha levado a uma deslocação forçada, no tempo e no espaço, porque, a ser-se justo com a era que inaugurou, deveria ter sido colega de Sócrates nos bancos da "Independente", para ter obtido o canudo da catinga, no tempo das licenciaturas gordas. Teve azar, e sobrou para a Universidade dos Orgasmos, onde lhe deram equivalências magras em tudo o que tinha de fraudes, crimes económicos e de lesa pátria, e até saiu barato, porque parece que pagou a propina mínima em kwanza, para que a mulata soltasse uma lagriminha, que nem António Gedeão, com as suas transmutações poéticas, hoje conseguiria converter, de lágrima de sangue, em choro de água chilra.

O lambe golas criminoso, uma subvariante do escandaloso, nesta taxonomia do declínio, é o evidente Migâ Amâghâl, a quem a Glória de Matos, se não estivesse já jubilada, deveria dar aulas de contenção de perdigotos, como deu ao Professor Aníbal, nos tempos em que arruinava Portugal, a partir de uma passeata pela Figueira. Resta-lhe o "personal trainer" de Miguel Esteves Cardoso, que lhe terá de ensinar a aparar as babas dos cantos da boca com a extremidade da língua, sempre que vier defender que, depois do BPN, vendido por uma cortesia, a mulata sonha agora com a Caixa Geral de Depósitos, mas na versão integral.

Sonhar não custa, desde que isso não provoque pesadelos nos alheios, e a situação já passou a fronteira do suportável. Dia 29, os lambe go...las vão ser todos remodelados na rua, se não lhes acontecer algo de pior, porque o Povo já entrou na fase do "Ça Ira!...", por mais que a Maria Cavaca os mande comer pastéis de Belém, já que pão não tem. Sábado será um dia de surpresas, até para Arménio Carlos, que, subtilmente, sonha com pôr os Indignados a reboque dos açaimos da sindicalização.

Já se passou essa era, e quem vai ser rebocado será o politicamente correto, das bandeiras sindicais, por uma maré única de gente, em forma indiferenciada de protesto.

Os lambe go...las vão rememorar uma terrível lição da História, que, no tempo dos nossos pais, e avós, foi ter de, justa ou injustamente, ir defender uma fronteira, nos confins de África, e muitas em Angola, dos lambe... golas, incluídas. Se muitas vozes então se ergueram contra a forma apressada com que os lambe tudo deixaram as fronteiras do último dos Impérios, nem os lambe golas sonhem hoje com uma colonização inversa: se não forem os militares, serão uma coisa bem pior, os populares, a passearem-lhes a cabeça na ponta de chuços, com a autoridade moral do peso de dezenas de milhar de mortos e mutilados, que coletivamente herdámos, desse lúgubre, e indelével, momento.

(Quarteto de abate imediato dos lambe golas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
A extinção da Fundação BPN, como contrapartida para a manutenção dos presépios de Maria Cavaco Silva
26 Setembro 12 12:23 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Como já Salazar dizia, extinguir uma fundação dá de comer a um milhão de portugueses. Ora, como Salazar já passou, e estamos numa era de políticos infinitamente mais consistentes, persistentes e subservientes, há certas fundações que dão de comer milhares de milhões a um punhado de escroques cada vez menos escrutinados.

Para mim, criado no  bom gosto de uma Fundação Gulbenkian, percebo perfeitamente que, na deriva do país degradado, existam coisas como a Fundação Sousa Cintra, a ver-se intocada, sinal de que o Conde Caria, tinha uma visão de futuro, de cada vez que parava o ascensor entre dois pisos, para aviar de boca o então "lifter", que acabou como fundador da Fundação. Todavia, tudo isto são trocos, já que o leitor, como eu também, já terá recebido, por email, aquela célebre descrição da maior fundação de todas, ou pessoanamente, a Fundação-todas-as-Fundações, também conhecida por BPN.

Dizem as más línguas que dava para fazer não sei quantas pontes, dar a volta à Europa em TGV, pagar subsídios até ao séc. XXII, e até fazer o impossível, como fazer o Cavaco nascer duas vezes, ou devolver a virgindade à Teresa Guilherme, mas vamos ao que interessa: o Governo, num ato de inusitada coragem, que revela a altíssima craveira da nata que nos governa, extinguiu hoje a Fundação BPN, assim retirando, dos ombros dos contribuintes, o mais pesado dos fardos com que arcava.

A decisão é politicamente dura, corajosa, e tem imediatas consequências, posto que, como é sabido, os seus quadros sempre se esmeraram em integrar tudo o que eram os resíduos sólidos do Primeiro Cavaquismo, e, mesmo, as entradas, canapés e aperitivos, do Segundo.
Mas tenhamos calma, e não nos assustemos: Mira Amaral, um criminoso, que pilhou o Estado dos fundos próprios e dos Fundos Estruturais, no meio daquelas babas com que se borra todo de boca, nas televisões, já garantiu um pensionato próprio, assegurado pela bielo-russa ou cazaquistaneza, ou lá de que m**** é, Isabel dos Santos, uma empresária de sucesso, dos salões da Nova Desordem Mundial, embora haja muitos que vão ficar de fora, ou a engrossar as fileiras dos fundos de Desemprego.
Sabe-se que a decisão não foi consensual, já que os barões do PSD, depois de queimarem Passos Coelho, dificilmente encontrarão um idiota da mesma estirpe, para representar pacificamente os interesses que nos governam, e a coisa tem de aguentar-se mais uns mesitos, perdão, mais umas semanitas, sei lá, uns dias, até que se ponham a salvo alguns capitais, que o filtro de Cabo Verde -- aquilo é territorialmente pequeno -- ainda tarda em escoar.

Decisivo, foi o telefonema de Belém, em que Cavaco Silva, o padroeiro da "Coisa" disse que já tinha desistido de acabar com decência o mandato, e já se contentava com acabá-lo "de qualquer forma".

Aqui, já o tema começa a tornar-se interessante, posto que o "de qualquer forma" já está na rua, e cada vez mais atento: as caras, as expressões, o movimentar, a adrenalina, o acumular do ódio, o derrubar de todas as barreiras, representam o despertar de um Portugal Profundo, atávico, e assustador, porque imprevisível, que, ao longo da História, atirou, do alto da Torre da Sé, o Bispo de Lisboa, em 1383-85, correu com uma P***, que andava a estender os falópios a um castelhano, e foi por aí fora, defenestrou, maria da fontinhou, regicideu, e até sidonizou.

O país está agora coberto de padeiras de aljubarrota e de alas dos namorados, e, de cada vez que um escroque ministerial tenta sorrir, e pôr a penca de fora, logo tem de engolir uma vaia monumental.

Já não há assessores de imagem que consigam corrigir o incorrigível, e, por mais cosméticas que as televisões sejam pagas para fazer, neste tempo de Penélope, tudo o que eles urdem, durante o dia, é imediatamente despedaçado, pela calada da noite, por uma antiga maneira de estar, muito Portuguesa, a da rebeldia e rebelião.

Nas ruas, as "gorduras" do Estado já não são engolir incolumemente os cortes nas pensões de 300 € da Dona Alzira, mas querer ver, por exemplo, o Ferreira do Amaral, esse suíno, espetado naqueles grelhadores da Pita Shawarma, a limparem-lhe os sebos, com um cortador.


Os não alinhados, os que nada têm a perder, os que não estão em pleno emprego, nem em semi, nem em nenhum, por não serem das seitas, dos conúbios, das promiscuidades, decidiram trazer o esboço da Nova Ordem para a rua, por mais que isso chateie os comentadores do "Expresso", as Claras Ferreiras Alves deste... perdão, desse Mundo, e o lambe solas António Barreto, mais os seus números encomendados.

Eles estão desempregados, e sem futuro, e isso é perigoso, porque têm todo o tempo do Mundo, para virem fundar, pelas praças, a Nova Democracia.

Eles são as formigas que querem os postos de trabalho que as cigarras extinguiram, para poderem continuar a cantar o seu autista fado antigo.

Como Mandelbrot previu, nós estamos perante um "Cisne Negro", uma coisa nunca vista, muito menos, para os comentadores do politicamente correto, e as danças de mãos dos sete véus do sofista Marcelo, e das velhinhas ternurentas, que ainda o escutam, enquanto adormecem.

Não se assustem, todavia, os Portugueses. Continua a haver valores seguros, como a virgindade (com mulheres) da Senhora de Mota Amaral, o sacar de bolas da Santa Casa da Misericórdia, da Serenela Andrade, as mamas descaídas até aos joelhos, da Teresa Guilherme e dos seus cobridores de aluguer, dos "Rosso Escort", de só haver um único condenado do Futebol, Vale e Azevedo -- que a Conceição diz que todos eles odeiam, "porque é chique", e é capaz de ter razão... --, as visitas de Dias Loureiro à casa do criminoso agente de Angola, o não diplomado Miguel Relvas (e faço aqui um parêntesis: quando é que a Associação de Agentes da P.S.P. se digna proteger este seu membro, sempre a guardar a porta, que, ao ver entrar, pela garagem, um ladrão, procurado por todos os cantos do mundo, e, sem logo poder sofrer represálias, imediatamente deveria informar a esquadra, de Belém, de que Dias Loureiro estava ali, e para ir a conselho, com Miguel Relvas, para que a boa nova, a seguir, chegasse ao Palácio Cavacal, onde o inconsolável Aníbal já não pode receber o seu protetor do Garrafão da Ponte, de onde mandava disparar sobre a multidão?...) e dia 13 de outubro, se lá chegarmos, a Santa com Cara de Saloia vai voltar a passear-se, no seu andor, com aquele descair de cabeça sobre o ombro, que lhe é tão característico, e representa quase 100 anos de atraso mental dos Portugueses, pura oligofrenia coletiva, sem que um "snipper" lhe faça pontaria à porcelana, e a transforme numa poeira sentimental, isso era bom demais, e não vale a pena sonhar tão alto.

Olhemos, antes, para o calendário, e vejamos o correr dos dias: cada dia é hoje uma efeméride, e, cada efeméride, uma multidão, e tantas haverão de sair para a rua que esta canalha acabará por cair, a bem ou a mal, redonda, no chão.

(Quarteto do Madrid é uma festa, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")
21 de setembro: o maior Conselho de Estado, de sempre, da República Portuguesa
20 Setembro 12 11:59 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Num país civilizado, uma instituição, que se intitulasse "Conselho de Estado", despertaria, ou deveria despertar, a imediata distância do respeito. Depois, vêm os patamares, por que uma afirmação, como a anterior, requereria a definição de "país civilizado", o que nos poderia levar à listagem de princípios, que, nos dias presentes, Portugal, ou não respeita, ou respeita muito abaixo do decente.

O Conselho de Estado de Portugal, como país em acelerada desagregação, só tem, neste preciso instante, uma virtude: a de, tal a "Casa dos Segredos", ser uma minuciosa amostra do estado a que o Estado chegou.

Um pouco na perspetiva relativista, do centenário Einstein, nunca saberemos se fomos nós que nos afundámos, se foi a envolvente que nos foi engolindo. À maneira de Leibniz, até aceitaríamos um meio termo, e diríamos que este foi o melhor dos naufrágios possíveis, o que sabe a pouco, depois de vermos a Adriana, uma algarvia desesperada, a tentar procriar com um corpo de intervenção, em pleno protesto cívico. Ela dava o corpo, e ele assegurava a intervenção, se isto fosse um conto de fod..., perdão, fadas, mas não é, e Leibniz também aqui está errado, já que o estado de decomposição das coisas entra muita mais na deriva hegeliana, em que, de cada vez que um leva nos cornos à esquerda, haverá um outro a ter de levar nos cornos à direita, o que gerará a síntese, de o seguinte ter de ir aos cornos ao Centrão.

O Conselho de Estado vai reunir-se, amanhã, no Palácio de Belém, mas, a corrigir o anacronismo e a evitar a deriva exótica, pragmaticamente, ele deveria estar reunido em Chicago, nos anos 20, dado o carisma, o percurso e os interesses representados pelas personagens.

Numa simplificação epictetiana, há aquelas que são fruto do Cavaco, e aquelas que não são fruto do Cavaco.

Fruto do Cavaco, há a Leonor Beleza, cujos méritos a aproximam de Valentim Loureiro e Isaltino de Morais, por exemplo. O seu perfil é a inimputabilidade, já que singrou em crimes de sangue, sempre com o mesmo sorriso, para acabar agora a arrancar olhos, a coelhos cobaias, que, não se assustem, não são o Passos, e dado o nosso estado de cobaias, sem olhos, impede que ingressemos nas jaulas de tortura da Fundação Champalimaud. Obviamente, devia estar presa.

Vem o Vitor Bento, um careca, que ninguém percebe o que está a fazer lá, mas, quando se descobre que é, ou foi, Presidente da Unicre, imediatamente ingressa nos nomeados pelos milagres da fé, neste caso, dos milagres do juro, das taags e taegs, ou lá como é que se diz essa m****, que são uma forma, vitorconstaciana, de às centésimas, a maré da usura ire fodendo a alegria de viver dos Portugueses. Obviamente, devia ser corrido.

Marques Mendes, o "Mister Magoo", é uma obra e graça da defunta reserva pedófila do PSD, Eurico de Melo, que, por sua vez, foi quem empurrou, por causas naturais, o canastrão mor, Aníbal de Boliqueime, para a célebre rodagem do Citroen, na Figueira, que tão nefasta foi para a jovem democracia portuguesa. Obviamente, deve estar lá, já que representa a sombra dos criminosos  "d'époque", entretanto, desaparecidos em combate, Duarte Lima, Dias Loureiro e Oliveira e Costa.

Passando dos putos para as p***s, temos Luís Filipe Menezes, um "médico" dos anos dos cursos do "apto" e "não apto", que adora cirurgias não intrusivas, no corpo de brasileiras, estónias e ucranianas. Por razões evidentes, também deve estar lá, porque representa o matrimónio entre as casas de alterna, os árbitros e a construção civil. (Numa nota, que insiro aqui, embora devesse estar em rodapé, estar ele ali, ou o Pinto da Costa, era totalmente indiferente). Preferiram o Menezes, veio o Menezes, deixá-lo estar.

Dos que não dependem do patrão da Camorra, temos os Presidentes dos Governos Regionais, que dispensam quaisquer comentários, pela sua evidência; o Presidente do Constitucional, que tem  tudo chapado na cara, e um que, com certeza, foi apanhado, por acaso, e a reboque, que é o Provedor de Justiça, que exerce a ingrata tarefa de tentar ali vender areia no deserto.

Os ex Presidentes da República são "study cases", por razões diversas, as quais sintetizo: entre a Maçonaria e a Opus Dei, a Maçonaria é ali maioritária, e mais não digo. Devem lá estar, já que ambas as instituições regem tudo o que há de determinante na podridão do sistema português.

Há, depois os que deviam ter optado entre estar ali, e estar em todo o lado, como o Professor Marcelo, que, do meu ponto de vista, e das incompatibilidades, devia ter escolhido entre andar a fazer bailado de mãos pelas televisões, e não assumir uma postura grave de... Conselheiro de Estado. Estar ele ali, ou a Santa da Ladeira, é o mesmo.

Depois, Bagão Felix, um caráter lúgubre, dado o atual nível de entenebrecimento do país, até parece uma voz radiosa, num pântano de gente triste.

Assunção Esteves, a síntese alquímica entre a Maçonaria e a Opus Dei, também conhecida pela Suricata da "Assembleia Nacional", está, lá, naturalmente posicionada, já que, enquanto estiver ali a espraiar tudo o que tem de ignaro, pelo menos, não anda a chatear toda a gente com vender os seus trapinhos em segunda mão. Quer dizer, "penso eu de que", já que os Conselhos de Estado são caixas negras de onde não se sabe, nunca, o que acontece, e até pode acontecer que saia de lá  bem consolada, depois de vender uns números mais largos, de lingerie, à Presidenta do Arranca Olhos...

Passamos agora aos erros de "casting", António José Seguro, que não devia estar ali, nem em lugar nenhum, e Manuel Alegre, que, mais uma vez, depois de dizer "NÃO", foi forçado a sentar-se no Conselho de Estado. Corrido à vassourada, e com o mesmo ímpeto com que se arreia nos cães, quando "dão o nó" com as mucosas das fêmeas.

O terceiro erro de "casting" é Passos Coelho, já que o lugar devia estar ocupado por Miguel Relvas, em representação da Metrópole Angolana, mas fica para o próximo.

Peça chave, porque "low profile", é o Professor Lobo Antunes, cujos comprimidos têm evitado que o estado de degenerescência neurológica do Saloio de Boliqueime o faça cair, ou desmaiar, como já aconteceu, no meio de alguma cerimónia pública.

Por fim, "the last, and the least", vem a sombra, e verdadeiro poder absoluto do Conselho de Estado, Pinto Balsemão, que governa Portugal, em regime de protetorado, do Clube de Bilderberg, na figura de Imperador Palpatine. Como é a pessoa que realmente detem, ali dentro, o poder de liquidar Portugal, no dia seguinte, ou de cometer um genocídio lusitano, em grande escala, não me vou meter com ele, até por que, consta, a Coca está a cumprir bem o seu papel de erosão.

Se os leitores se reviram nalguma das personagens atrás descritas, salvo aquelas que lá estão por engano, é por que, então, têm exatamente o país que merecem, e acredito que sim, porque não há eleições grátis, e muitos destes figurões já passaram pelas urnas, antes de seren remetidos a este sinistro limbo, pretensamente arcadiano.

Acontece que este grupo, que já era mau, vai amanhã receber o primo, acho, de Francisco Louçã, o próximo trunfo eleitoral do P.S., se esta m**** se aguentar mais meio ano, coisa na qual não acredito, mas tudo isso são trocos, porque, cá fora, é que estará reunido o verdadeiro Conselho de Estado, os Portugueses, na forma de Democracia Direta, que, no seu Althing do "parvis" de Belém, vêm dizer à Caricatura, que preside ao Estado, que a Nova Maioria já está na rua, e não no Parlamento, onde apenas se reúnem fantoches representativos dos mais sombrios interesses, que nos arrastaram para esta situação.

A deliberação do Conselho de Estado, antevejo, vai ser curta e incisiva: resignação imediata da figura que mais tempo esteve à frente de Portugal, e sempre a destruí-lo, e a traí-lo, o cidadão Aníbal Cavaco Silva, culpado de um inumerável rol de crimes lesa pátria, assim o impedindo de tomar qualquer decisão que aponte no sentido de um governo de "Salvação Nacional", dado que o caráter sinistro do perfil, prontamente o transformaria numa paródia de iniciativa... cavacal.
Arresto -- e esta ideia é roubada a Laura "Bouche" -- de todos os bens, móveis e imóveis, de todos os políticos, familiares e correlatos, da III República, que, direta, ou indiretamente, tenham estado ligados a processos de desvio de dinheiros públicos, quer de origem nacional, quer comunitária, sendo os mesmo imediatamente negociados, com a "Troika", como meio de liquidação de uma dívida, em nada contraída pelos Portugueses, mas pelos referidos governantes.
Cessado o processo sumário de equilíbrio das contas, proceder-se-á, num período máximo de seis meses, a um julgamento sumário dos citados políticos, findo o qual, serão convocadas eleições livres, a que apenas se poderão candidatar cidadãos com declaração prévia de pertencerem a seitas, ou sociedades secretas, ou de qualquer tipo de favorecimento, de interesses, de filiação sexual ou lesiva da coisa pública.

Esta deliberação é assinada pelos cidadãos que vão estar perante a sede da Presidência da República Portuguesa, a partir das 17 horas de 21 de setembro, e sem fim previsto, até que o texto seja validado pelas personalidades convocadas, pela última vez.



(Quarteto do "Há hêga, pá, não enterres mais, que não há cu que aguente, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" em em "The Braganza Mothers")


Portugal, o país da bandeira de croché, de Maria Cavaco Silva
14 Setembro 12 11:45 | Arrebenta | 2 Comentário(s)   
 
 (Quarteto do Fim, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")
Região separatista do Algarve, em forma de ovo nos cornos da Assunção Cristas
13 Setembro 12 02:10 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Para quem frequente o meio universitário, Assunção Cristas é um "study case", que na escala de 0 a 5, estaria no nível 4, se tomarmos como bitola a "tristeza" (dos impostos e da impotência) de Cristiano Ronaldo, como um justo evento de nível 5.



Assunção Cristas, do lado estético, é o "missing link" entre os desgraçados criadores dos gatafunhos de Foz Coa, e os desgraçados apreciadores dos mesmos, nossos contemporâneos.
Têm, como corolário, virem, de lá, para costumarem roncar nos filmes do Manoel de Oliveira, que finalmente, apanhou com uma chaparrada de um gajo espanhol, com olhos, que o decidiu trompetear com o que toda a gente já dizia, em surdina.
Parabéns para ambos, já que o segundo acertou, "na mouche", e o primeiro tem, agora, como Passos Coelho em tempos anunciou, uma excelente oportunidade de se dedicar a outra área, que não seja, claro, o Cinema.
Como diria Matusalém, é aos 100 anos que a vida começa, e desejamos-lhe mais cem... longe do sorvedouro dos nossos impostos que aquela porcaria custa.

Assunção Cristas, como já o dissémos, num daqueles textos memoráveis, dos dias, em que, como hoje, estou numa de avacalhar, talvez fizesse bem em encaminhar Manoel de Oliveira para a Agricultura, e ela própria, detentora de uma pasta, que como a Economia, já corresponde a uma área fantasma, reciprocamente, para fora do palco, deste filme.
Sabemos que a sua vida foi um calvário, desde que, obrigada a nascer em Luanda, em 1974, para hoje poder pertencer ao "Clube de Angola", que governa Portugal, conhecido nas ruas do Mussulo, como "Cabinda Norte", para imediatamente ir a Hadar, para ser iniciada, com a Mafia Leakey, como membro honorário da Confraria dos pré hominídeos, com receção dos sinais da Ordem, testa baixa, quase inexistente, toro supraorbital proeminente, abertura nasal ampla, com meio da face projetado para a a frente, através de protuberâncias ósseas em redor da fossa nasal. A partir de aí, deu em crente, e ajoelha perante a Santa com Cara de Saloia, de onde se prova, que, em 1917, até a Aparição estava atrasadíssima, porque já havia fãs dela, pré Cro-Magnon.

O estilo parece que faz muito sucesso, sobretudo na zona do Benelux, onde as campónias, desde Rubens, e Rembrandt, têm traços semelhantes, o que terá nuns meses passados, levado Bruxelas a pensar que Portugal tinha finalmente enveredado pelo gosto flamengo, no que estavam profundamente erradosA última vez em que o género fez sucesso foi com a Vénus de Milo, mas já na forma da balzakiana sem braços, porque o envelhecimento é impiedoso, sobretudo no que respeita às mãos. Connosco, o atraso era tipicamente local, idiossincrático, e representava, de facto, aquele momento da Antropologia, que entrou para a longa história da Humanidade, em que o primeiro Cro-Magnon, da futura Margem Sul, olhou, para uma chimpanza peluda, de Neanderthal, que já devia estar extinta, mas ainda andava a fazer pela vida, e disse, "que gaja tão boa, comia-te toda..."
E comeu, à Portuguesa, sobretudo se ela tivesse 13 anos, e ar de três vezes repetente, do Básico. O resto já não é Antropologia, é História de Portugal, e culminou no casal mais perfeito de que há memória, Aníbal, o Mudo, e Maria, modesta e modista, de Boliqueime.

Para que não se diga que só sou má língua, e já que se falou de Boliqueime, vamos refletir um pouco sobre um segmento no qual estamos na vanguarda das dinâmicas europeias, o separatismo, centrífugo e veloz, que tornou o Algarve na primeira região, de facto, apartada da unidade territorial portuguesa.
O fenómeno começou na Quinta do Lago, e em Vilamoura, onde a Mafia Russa instalou os seus primeiros aquartelamentos, e os declarou território livre. Depois desses Suevos, vieram os Visigodos, de tez mais escura, com os esquadrões de Isabel dos Santos, que mandou comprar vastos terrenos, de modo a criar aquilo que, depois do seu iate de sangue, deverá vir a ser o novo padrão Versalhes da casota neocolonial inversa, do futuro que espera as regiões separadas, da Europa. Queimada a Serra Algarvia, os engenheiros florestais estão em intensas experiências de implantações de imbondeiros, de modo a que a moça se sinta em casa. A fronteira, é por agora, a Radial Algarvia, embora já haja alguns condados anexos, como o do Sr. Dom Luís Montez, que, à pala de traficar terrenos com ex militares de abril, irá consumar o separatismo da Costa Alentejana. A sua capital deverá chamar-se Sudoeste, e assegurar, como Roma de Caracala, festividades o ano inteiro, para manter os drogados e alcoólicos desempregados, numa ocupação a tempo permanente. Outro condado, mal a Serra Algarvia seja aterrada, de modo a que Isabel dos Santos estenda o seu condomínio até ao Alqueva, falido, transformando-o no grande espelho de água do seu Versalhes algarvio: o Condado de Alqueva, "manifestis probatum est", constituirá mais um enclave, no retalho de Portugal, supondo-se que a constituição de um Baronato, em Beja -- onde a Clara Pinto Correia aviava os militares alemães, em missão de a cobrirem -- também já esteja na mão de conquistadores chineses, para lhe tornarem a pista na porta de entrada dos seus subprodutos.
Para os negativistas, Portugal, está portanto, a beneficiar deste separatismo, e a renascer.

Fosse vivo Sancho, o Povoador, e gostaria de ver chegar as marés de clandestinos, marroquinos, que a polícia espanhola, que não é de brincadeiras, como os pançudos da Esquadra do Rato, já empurrou do Guadiana para cá, para "povoarem"o litoral algarvio. As romenas, de um estrato etnológico inferior a tudo o que a Europa subproduziu, chegam, aos magotes, à Gare do Oriente, para imediatamente se dirigirem para o novo Estado Europeu, a mais nova nação do Mundo, o Algarve independente, e se entregarem a todo o tipo de atividades marginais.

Enquanto, em Lisboa, e naqueles arrebaldes miseráveis do Norte, que o autarca das p***s quer agora açambarcar, como candidato a Vigo, perdão, Porto, como Presidente da Câmara Municipal, e onde a miséria já chegou ao ponto de se andarem a trocar livros escolares por comida (!), na República Livre do Algarve, passa-se o tempo em festas, e, mal cai a noite, todas as janelas das mansões do crime, da economia paralela e dos tráficos cintilam, como a Chicago dos Anos 20.

Enquanto Portugal definha, o Algarve entrou nos seus Anos Loucos: o Jordan fatura que nem um doido, apesar do buraco monumental de Monterrey, que acabará nas mãos de alguma mafia mais discreta, como a Turca, que só se vê de passagem, porque a coca tem de entrar, na Península, e imediatamente ramificar pelo Continente. O negócio está seguro, e devíamos ter um Ministro da Coca, em vez de um Oligofrénico da Economia.
O Algarve, como região separatista, está completamente fora dos devaneios autistas do demente Gaspar, e é hoje a menina dos olhos do último algarvio que ainda foi Português, Aníbal de Boleiqueime, Patriarca deste ciclo final de encerramento da Pátria.

Laura "Bouche", fonte inesgotável destas informações, já que a sua perpétua nudez nas dunas da Praia do Cavalo Preto lhe permite, como a um cão da pradaria, sempre descacada, e sempre com a picha (tromba?), em exibição gratuita nas dunas, ir observando todas estas orchestral manoeuvres in the light, fez o levantamento do povoamento da Ria Formosa, que é notável, para uma área protegida. A tipologia habitacional do novo estado divide-se em dois patamares, as barracas dos "pescadores", e as mansões dos autarcas. Ambas têm em comum uma coisa: as primeiras, serem licenciadas com luvas, em paisagem protegida, pelos autarcas corruptos da Marca de Loulé, que, depois da fuga do labrego de Faro, se tornou na segunda capital do novo estado; as segundas, serem construídas com os dinheiros das "luvas" -- há gavetas e gavetas de câmaras e freguesias, cheias de notas de 100, 200 e até 500 € --, e terem adquirido níveis de mercado consideráveis, já que, enquanto os capitais são branqueados na Quinta do Lago, na ordem dos milhões, uma barraca T2, na área protegida da Ria Formosa, Condomínio da Favela, vale 400 000 €, o que é bom investimento, para a Função Pública, e todos os que apanharam com a ripada do corte de 7% da Segurança Social.

Nestes, os cobardes Passos Coelho, o demente Gaspar e os seus acólitos não tocam, porque este pessoal, quando não mata, manda matar, como diariamente as televisões anunciam, já que, a par de ser um novo país, melhor, uma potência emergente, o Algarve está ao nível das periferias de Caracas, de México e de São Paulo.

O "Gigi", onde a Carolina do Mónaco vinha aos "jaquinzinhos", e depois aos sardões mais grossos, também foi visitado por Laura "Bouche", aliás, os chichis do "Gigi", que são uns dos seus refeitórios, onde se cruza com a pior escumalha que Portugal produz, tirando as graçola com o Professor Marcello, que sempre vem de outra casta. Este mês, foi Vasco Graça Moura que vinha a sair, e apanhou com os insultos nos quais "Laura" nunca é avara, e foi justamente tratado de "filho da P***" para baixo, enquanto, cá fora, uma frota de altas cilindradas anunciava que a Suricata da Assembleia Nacional, Assunção Esteves, tinha estado a desbaratar o dinheiro dos nossos impostos na manjedoura mais cara da República do Algarve, para depois ir a banhos, e vender os trapinhos usados às incautas da praia, exceto a "Laura", que está sempre nua. Fechado o "Sudueste", garante-nos que vai protagonizar o próximo evento do género, que é tentar devolver as quarenta camisas, que comprou nos primeiros saldos da "Zara", para as voltar a comprar, no dia seguinte, por... metade do preço.
Uma alma BPN, em suma, o que é essencial, para poder sobreviver nestes estados amigos e vizinhos, Portugal e Algarve.

Terminemos com Assunção Cristas, que inspirou este texto. Se Portas cancelou a sua presença no "honoris causa" do Fernando Henriques Cardoso, porque o devem ter avisado de que podia ter apanhado com uma coisa mais pesada do que o ovo da Assunção das Cristas de Neanderthal, e podia, aliás, a coisa está a caminhar para aí, como muito bem o mostra o ter sido, finalmente, patenteado, por um russo, o célebre "canhão de m****", e, ou o Portas salta do barco, antes do Orçamento, ou... enfim... problema dele... Mais próxima, está a data de 5 de outubro, simbólica, em que o moribundo de Boliqueime vai ter de vir dar a cara, ou a caricatura dela, e poderá apanhar com uma coisa bem mais severa do que um ovo.

Eu sou mais modesto: atiro-lhes, dia após dia... palavras mortais, não é?...

Quanto a Assunção Cristas, e porque estamos em Portugal, onde a iliteracia é um processo incentivado pelo inapto Nuno Crato, houve um anacronismo, por parte de quem lançou o ovo: sendo a Ministra de Neanderthal, o ovo deveria ter sido de dinossauro, e eles estão caríssimos, garanto-vos, até no eBay, onde eu me costumo abastecer, sempre que me apetece uma boa omelete de... calhau :-)

(Quarteto do, finalmente ovos podres, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")
Rádio Televisão da Grande Loja das Cervejas do Huambo
06 Setembro 12 02:05 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Imagem do Kaos

Há um axioma da Política que diz que é uma questão de tempo até Paulo Portas se tornar Primeiro ministro de Portugal.

Isso tem duas consequências, que é a inevitável pergunta "quanto tempo?...", que, desde logo, encaixa na seguinte, que é, simultaneamente, pergunta e afirmação, "e em que circustâncias?..."

As circunstâncias para qualquer cidadão comum, que não viva na economia paralela, e tenha de comer, de pagar água, luz, empréstimos, filhos para sustentar e todas essas pequenas incomodidades, que nos separam do interior do Ghana, apontam para que, já ontem, este governo se devia ter ido embora.

Quando o tempo de Portas chegar, se quiserem um pouco de reflexão, será por duas razões, a primeira, porque a Política desceu mais um degrau, e isso é corolário de outro axioma da Política Portuguesa, a de que podemos sempre descer mais um degrau; a segunda que, embora não praticante, tenha havido um reacender de a necessidade de um certo padrão ético renascer na Sociedade Portuguesa, coisa que o Centrão desconhece, o PC acha que pratica, e até pratica, na sua maneira obsoleta, e o Bloco Desfazente gostaria de  poder fazer, mas acaba sempre na forma, ou de alcoólicos, ou de brochistas de grilos.

Até Sócrates, o último boneco de plástico com resistência suficiente para não se desintegrar, sob permanente chuva de granizo, os Interesses tinham tido o cuidado de escolher figurantes com um tempo de vida suficientemente amplo e discreto, para se manterem no seu papel de fantoches, até que pudesse vir a fornada seguinte, deixando a coisa evoluir, suavemente, na continuidade. Desta vez, e a começar por Passos, os erros de "casting" são de tal modo evidentes que me levam a recear pela próprio estado de saúde do Sistema, e eu exemplifico: Passos Coelho, o jotinha das "Docas", que só, à força, nesse tempo, repito, os amigos conseguiam levar para casa -- obrigado pela informação, Laura "Bouche"... --, por causa daquele magnetismo do "deixa-me-lá-tentar-mais-uma-c***-de-preta, por favor, não sejam mauzinhos, só mais uma...", ciclo hipnótico que podia chegar à alvorada, Passos Coelho, dizia eu, começou por envelhecer uma década, e, agora, já vai na segunda. Dada a proximidade fisionómica, corre o risco de, lá para outubro, até já estar parecido com o criminoso António Borges, agente a soldo da "Goldman Sachs", para assassinar as sobras da Economia Portuguesa, e se ver, numa noitada de sofreguidão do sundo negro, abordado por um dos "mr. smith", que estão encarregados de dinamitar esta porra toda, e lhe passar, por engano, as instruções para o passo seguinte do desmantelamento de Portugal.

Se calhar, até já lhe passou, e ele nem se apercebeu...

Como as coisas, agora, são rápidas, eu arriscaria dizer que, os estimados leitores, se conseguirem não se afogar nas semanas mais próximas, vão ter algumas... surpresas.

A última surpresa, de relativo mau gosto, mas que se insere na típica maneira barroca de expor as coisas, foi aquele lapso da divulgação da lista (?) dos aventalados de um determinado patamar. Quem fez a coisa fez para fazer estrago, mas mal feita, ou seja, mais uma vez, barroca, e à Portuguesa: dando razão a Salazar, que foi o Maior Português de Sempre, a coisa mete não recenseados, não aventalados, e até os mortos ali usam avental, de modo a que produza o efeito ambíguo de ficarmos sem saber qual a intenção e de que cabeça(s) saiu. Também já discuti com o João que a intenção inicial não era atacar o "Casa das Aranhas", excelente blogue, mantido por um intelectual insurreto -- desculpem... cometi um pleonasmo... -- mas chapar com o lençol num espaço de visibilidade e histórico mais alicerçado, e estou-me a referir ao "Democracia em Portugal" e ao "Braganza Mothers", já mais do que habituado a pagar com as faturas todas dos jantares dos outros...
Infelizmente, e circunstancialmente, os autores do ato tiveram azar, dado as caixas de comentários de ambos se encontrarem, temporariamente, encerradas, mercê de diversas investigações em curso, algumas sérias, porque de âmbito judicial.
Pessoalmente, e esta vai direta para os autores da brincadeira, a lista, para surtir efeito, devia era ter sido publicada nas caixas de comentários do blogue da Laurinda Alves, onde as rendas, os bordados e a estupidez natural imperam, embora, bom, mas mesmo bom, era chaparem com a coisa no "Abrupto", para o ex maoista se borrar todo pelas pernas abaixo.

Adiante, porque já estamos naquela fase do hipotético e falacioso de "o que teria sido a História, se não tivesse ocorrido o facto tal?..." O facto já ocorreu, está aí, e vamos ver que consequências terá neste chiqueiro em que estamos imersos até ao pescoço. Aparentemente, a caixa de comentários tornou-se em mais um lugar para que testemunhemos o que é o Português reles, no seu pior, vingativo, cobarde, interesseiro, e aproveitando-se da oportunidade de ver o adversário caído no chão, para ainda o pontapear mais...
Fica o conselho para quem o fez: da próxima, não despejem listas telefónicas -- até já há uma versão completa, que vai até ao "V" --, façam uma coisa bem feita, tipo organigrama, com três entrada, "fulano de tal, da Loja tal, ocupa o cargo tal, para onde foi levado pela mão de cicrano de tal".

É mais difícil, mas entraria no campo da boa política e do jornalismo a sério, não no enxovalhamento por igual, porque pertencer à Maçonaria não é um crime, crime é haver setores da Maçonaria que se direcionaram, pura e exclusivamente, para as atividades criminosas, e é isso que está a destruir a nação, e, de aqui, como podem imaginar, já vamos diretamente para Miguel Relvas.

Faço um pequeno parêntesis para acrescentar um dado que revela bem o povo asqueroso em que estamos obrigados a permanecer: num estado regido pela ética, o cidadão normal exerceria o seu direito, e dever, de indignação, afastando-se de uma instituição, como a dos orgasmos de Clara Pinto Correia -- para os curiosos, ela está ausente, não por mais uma cura de desintoxicação alcoólica, mas porque teve um esgotamento nervoso, queira lá isso dizer o que quiser --. Os Portugueses, em contrapartida, quando a "Lusófona" começou a libertar o seu odor natural, numa maré completamente desvairada, ficam a saber, entraram numa corrida às candidaturas, o que potenciou ainda mais o que já era o que era.
Nós somos assim, e foi este assim sempre ser que nos conduziu à fossa em que estamos. Aquando do "Freeport", também o espaço suspeito, em vez de ser mal visto, passou a ser ostensivamente invadido pelo típico descerebrado cabeça rapada da margem sul, com o saco dos ovários pela mão, e a tralha no carrinho de bebé: parecia época de saldos, e aqui fica mais um alerta para os brincalhões da "Lista" Maçónica: com o que fizeram, arriscam-se a que Portugal tenha uma feroz retoma, na forma de... "Lojas"...

A R.T.P., que durante anos andou a fazer concorrência ao pior esterco da SIC e da TVI, numa daquelas melhoras da morte, de repente, decidiu que ia fazer serviço público, o que é uma chatice, porque a pessoa, que já tem a vida tão ocupada, subitamente, começa a ver passar documentários na "Dois", como já não via, desde o tempo em que a Maria Elisa Domingues era virgem, e filmes, que nos obrigam a ficar sentados, impedindo-nos de exercer o nosso dever, de serviço público, de trazer a Verdade para os blogues. Deu-lhes agora para isso.

A nomeação de... deixa-me lá ir ver o nome, porque não me interessa nada... ora... sim... Alberto da Ponte, que, tendo entrado pela mão do criminoso maçónico Miguel Relvas, e estando pública uma lista de maçons alfabéticos, e estando o "A", de Alberto da Ponte incluído nessa ordem alfabética, a tentação era de ir ver imediatamente, naquela correnteza, que só os parolos se darão ao trabalho de ler, de que Loja vinha Alberto da Ponte, sendo de supor que, ou era da "Loja Mozart", desculpem... "Universalis", ou era uma cooptação, ou um jeitinho, já que ninguém vem prestar serviço público de cervejas a um país de tradição alcoólica...
Pessoalmente, penso, e, como sabem, adoro semear falsas pistas... pessoalmente, acho que Alberto da Ponte vem da Grande Loja das Cervejas do Huambo, e que a sua nomeação esteve minuciosamente à espera de que o bando de criminosos que governa Angola, contra o seu povo, fosse revalidado para mais 30 anos, tempo suficiente para os Chineses, os Russos, os Americanos, os Brasileiros, Cubanos, Venezuelanos e castas afins, pilhem aquela m****, completamente, e remetam o preto de Lineu para a cubata, de onde a História, maquiavelicamente, insiste em não o deixar sair.
Para que a coisa não tenha um tom poético, parece-me estar a ouvir, e ver, Isabel dos Santos, na esplanada do seu iate, coberta de diamantes de sangue, a espreitar para terra, por uns binóculos Balenciaga, e a perguntar ao pai, "pai, aquilo que eu estou a ver com estes binóculos é um... pobre?... Um pobre... preto!?... Em Luanda?... Pensava que os pobres eram todos brancos, e já os tínhamos arrumado em Portugal..."

Com Portas comecei, com Portas terminarei: aparentemente, não há rasto do nome de Portas no "Caso dos Submarinos", como muito atempadamente revelou a Procuradora Geral da República, que, aliás, ao longo do seu meritório trabalho, em prol do Sistema, nunca encontrou rasto de coisas nenhuma, onde quer que fosse, de onde a sua meteórica ascensão política. Damos-lhe já os parabéns, dado que tem sido exemplar. Portas, também, coitado, tem passado as passas do Algarve num país onde só há um político paneleiro. Teve azar, e coube-lhe a sorte a ele. Quando isto se degradar mais, será Primeiro ministro, e talvez revele as contas da Suíça, onde o dinheiro dos submarinos foi avençado a Durão Barroso. Nessa altura, a Procuradora Geral, Cândida Almeida, coberta de rimel e baton -- uma espécie de Amália, versão 2.0 -- exercerá fortes pressões, e, como já não chegará a chantagem de desenterrar o "Processo do Parque", talvez vá buscar aquela célebre tarde de escândalo, em que o Diretor do "Independente", mais uma quantas "manas", teve de ser corrido dos wcs do 2º andar do então "Fórum Picoas", onde muito boa gente decente de Lisboa ajoelhava, até que a organização se chateasse, já que aquilo, como se sabe, estava destinado à apoteose do aleijão Zenal Bava, e não a fazer broches...

Outros tempos, outras eras: nessa altura, ainda era a Irmã Lúcia que sustentava o Mundo. Hoje em dia, e mesmo depois da colonização angolana, podemos dar-nos por felizes, porque acho..., acho..., que quem agora o sustenta deva ser a... Serenela Andrade.

(Quarteto do, se os militares não põem ordem nisto, não sei como vamos acabar..., em edição simultânea no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


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