SOL
Obama, a Virgem dos Prados, e a nova padroeira da Guerra Global, no Oriente
19 Abril 13 01:45 | Arrebenta | 13 Comentário(s)   

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Paris faz-me sempre bem, apesar de terem demolidos Les Halles, e do Louvre estar encerrado, dia sim, dia não, por causa das crianças carteiristas de Leste. As Ucranianas continuam a deixar cair pseudo anéis de ouro, perto da Ópera Garnier, para sacarem esmolas grandes às chinesinhas idiotas, e, brevemente, está previsto um atentado, para fazer inveja aos Americanos.
Felizmente estamos na Era Hollande, mais uma période vache, senão, ainda mandavam uma carta com rícino à Carla Bruni, e a gaja punha-se a snifar aquilo, pensando que era coca com corante,
todavia,
tudo isto são trocos, perante o almoço com os guias espirituais do Mediterrâneo Oriental, o Patriarca Siríaco de Antioquia, mon ami, Ignace Joseph III, os Bispos Maronitas, e, sobretudo, le très beau Grégoire III, Laham, Patriarca da Igreja Melkita, do Rito Monárquico do Oriente, mais uns nomes que estou inibido de colocar aqui, por óbvias razões.

Como estes encontros não são exatamente os conselhos de ministros extraordinários da sarjeta portuguesa -- para substituir Relvas por relvinhas -- nem decorrem num HLM lisboeta, chamado Presidência do Conselho de Ministros, coisa que envergonharia qualquer povo com dois olhos na cara, que também não confundisse os ganidos da Mariza com canto, e os farrapos do Saramago com leitura, os temas também foram preocupantes, já que suas reverências, os ilustres, os eméritos, as santidades, e os excelentíssimos, bon dieu, quando falam, é mesmo para falar das causas profundas do abismo para que estamos a caminhar. 

As causas são claras, os processos típicos, e o semear dos sinais tão evidente que só não os vê quem não quer. Na América, entregue ao nirvana escarumbista de Obama, também conhecido pelo ópio do povo, a máquina de guerra está em plena organização: já começaram as cartas armadilhadas, os atentados de cozinha, para pôr os varões do Tennessee com vontade de ir perder as duas pernas e um olho, nas muralhas de Diyarbakir, pátria do fabuloso, inimitável, inigualável, altíssimo Leonardo da Vinci do glorioso Islão Medieval, Al Jazari, para depois poderem trazer uma medalha póstuma, para a sua boca da servidão, anafada de burgers-king, e as suas crias, de Q.I. 75.

Como se sabe, a Ultradireita Americana não brinca em serviço, nem qualquer dos seus braços armados europeus, que acabou de enterrar uma das mais pútridas carcaças do último quartel do séc. XX, a criminosa Margaret Thatcher, cujos restos deviam ter sido dados aos porcos, só para ver a repugnância dos focinhos, a afastarem-se dos despojos, mau grado a fama de comerem tudo...

Comerem tudo, realmente, só certos portugueses, entre Cristianos Ronaldos, Mourinhos e Joanas Vasconcelos, o que é altamente conveniente para as fabulosas máquinas de fabrico de armamento, como a Americana e a Inglesa, que já estão a produzir, em força, para avançar para Oriente.

Como é sabido, as decisões de guerra não vão ser convencionais, nem os meios, já que a virulência informática já decidiu os destinos. Importa, todavia, que os estragos civis, e nas infraestruturas,  sejam elevados, como referia Sua Reverência Joseph III, já que, estando a Síria em puro equilíbrio de contas, face ao Banco Mundial, é fundamental que as ruínas sejam de tal dimensão que entrem na escravidão da servidao das empresas euro-americanas de reconstrução, e seus arredores russos e chineses, durante décadas, um pouco como a Troika entre os saloios portugueses, mas com menos devastações patrimoniais. Os Sírios vão agradecer, vão fabricar vários mártires bomba, e vão andar pelas cidades do Ocidente a mutilar velhinhas e caniches, para maior horror, e entretimento, das manhãs da paneleira do Goucha e da histérica da Júlia Pinheira. A Síria, onde Saddam depositou as armas químicas que todas as potências do género lhe venderam, como atestam os recibos, e Carlos Moedas é disso testemunha, já que datam da sua passagem pela escola do crime da Goldman Sachs, vai ser a porta de entrada para todos os horrores, que só cessarão em Teerão. Pelo meio, como suas eminências reverendíssimas atestam, está toda a mistela islâmico-cristã, velha dos Basileus Bizantinos e das Cruzadas Falhadas dos Templários, que vai ser envolvida num arrastão genocida, que quebrará equilíbrios centenários, e os mais recentes, quando a Inglaterra, esse estado pária, decidiu partilhar o Oriente entre os países que tinham reservas de petróleo e os que não tinham. Ficaram com os primeiros, e os últimos, comme d'habitude, sobraram para a França, que prefere semeá-los de Corbusiadas, para a máquina militar inglesa vir depois destruir, e as empresas do Velho Amigo Americano reconstruir. Os milhares de mortos e mutilados são meros efeitos colaterais, como um pouco, por todo o lado, mas quem se importa, com o Chelsea, em ascensão?

É evidente que tudo isto é História, e, como História, traição, já que o Califado não foi reconstruído, tal como prometido à nobilíssima família dos descendentes do Profeta, que governa a Jordânia, mas antes caiu nas mãos da pior máquina fundamentalista e assassina, que são os plebeus da Casa de Saud, que, a partir de Riad, subvencionam todo o terrorismo mundial. Se o Ulrich ganha por minuto um salário mínimo, os assassinos sauditas fabricam, por minuto, um futuro fundamentalista assasssino.

Depois da Síria, e de deitadas as mãos às novas reservas de gás descobertas nas suas costas mediterrâneas, como referiu Monseigneur XXXXX, será a vez de a Argélia, com as suas multidões de jovens desempregados, a meia centena de quilómetros das frágeis fronteiras europeias -- que os obamistas juraram destruir, quer politicamente, quer financeiramente -- com o ataque ao Euro e os desembarques, em massa, de desgraçados, em Lampedusa. As compras mensais de 40 000 000 000 de euros da Reserva Federal Americana não são ingénuas: bastará despejar isso, de uma só vez, nos mercados, e aquelas moedas feias e frouxas passarão a valer... nada, tal como previsto pelos tentáculos da Goldman Sachs, e dos genocidas de Bilderberg.

Fortificada a Turquia, a Europa ficará de joelhos, com um novo Israel no Próximo Oriente, o Estado Curdo, finalmente talhado nos escombros da Síria, do Iraque e do Irão: uma velha nação com novas fronteiras, prestes para desempenhar o papel do estado-cuco, numa região perpetuamente instabilizada. 

O diálogo com o Islão, como referem os altos teólogos das Igrejas do Oriente, não é hoje mais do que uma das fabulosas fraudes intelectuais do Ocidente, a quem Ratzinger, que tinha tanto de inteligente como de facínora, passou a maior de todas as rasteiras, que foi deixar o Titanic nas mãos das mafias cardinalícias, e dizer, roam-lhe agora os ossos, posto que já devoraram a carne... Como é de prever, será um emérito de vida breve, com muito pouco Falla, e o Francisquinho nem dará por isso, com a sua demência própria e o seu andar de ganso coxo, as suas batinas transparentes, para poupar nos tecidos, e os seus vergonhosos sapatos pretos.

Há quantos séculos é que a mafia jesuíta sonhava com sentar-se no Trono de Pedro, hein?... Pois... já se sentou... :-) 

Diz que quer uma Igreja pobre, para ajudar os pobres, como se qualquer igreja que fosse pobre tivesse meios para ajudar na Pobreza, para além dos mitos obsoletos das cadelas de leprosos, como a de Calcutá, cúmplice dos maiores miseráveis instigadores da ultrapobreza, como Woytila, Thatcher e Reagan. Como se sabe, até isso passou de moda, e o que vem aí é demasiado mau para caber nestas linhas: o próximo sinal será a abdicação de Beatriz da Holanda, uma das cabeças da Górgona do Clube de Bilderberg, fundado pelo seu querido e criminoso papá.

O diálogo entre religiões cessou, como dizia o nosso grande amigo de L'Oeuvre d'Orient, desde o momento em que os falsificadores das novas versões do Corão retiraram as suras em que se dizia que o Profeta Jesus morrera na cruz, para salvar os homens, e as subsituiram por aquelas em que a salvação do Mundo viria com a ressureição de Maomé, do qual Cristo não seria senão um reles seguidor. Isto não passaria de mera Teologia, se não entrasse pela contabilidade, já que, sendo o número de suratas e os ayaf equilibrado, foi preciso estender o tipo da caligrafia, para esconder as passagens eliminadas. Quando as religiões chegam a este estado de decadência, para quê os pseudo diálogos?

A conclusão é a Guerra, pelo que este texto não é humorístico. Passa-se nas muralhas bizantinas deste fim de estação, e, lá em baixo, um novo Maomé II se prepara para abater as muralhas do Prefeito Antémio.



(Quarteto patriárquico siríaco melkita, de Antioquia, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers") 
O começo do Relvismo, como encíclica menor, das encíclicas maiores das fraudes académicas generalizadas, em Portugal
11 Abril 13 01:31 | Arrebenta | 13 Comentário(s)   



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É com profundo pesar que recebo a notícia da demissão de Miguel Relvas, por razões que são simples, e estão muito limitadas pelo meu inconsolável romantismo: ao contrário das figuras pardas que enformam as comissão de gestão angolana, que rege o enclave de Cabinda Norte (Portugal), e que não me conseguem despertar o menor sorriso, caso do facínora Carlos Moedas, do boca torta do Miguel Macedo ou do sinistro Nuno Crato, o Relvas era uma anedota, e uma referência.

Num país sem humor, haver um palhaço de que nos pudéssemos rir diariamente, era saudável, ao contrário da sensação que nos percorre, de cada vez que o Gaspar vem comunicar, com voz de boneco de corda, as últimas diretivas da seita para que trabalha, a Goldman Sachs, destinadas a mergulhar os níveis de vida dos nossos concidadãos em padrões piores do que os do Salazarismo.

É péssimo que a licenciatura de Relvas venha a ser anulada, porque isso vai pôr em causa o Reitor da Lusófona, Fernando Santos, corrido da FCT da UNL por uma longuíssima série de semestres de faltas -- tal o "Professor" Cavaco, quando o escroque João de Deus Pinheiro o salvou do processo disciplinar que tinha no lombo, na Nova -- e, é isso que me toca ainda mais profundamente, pode vir a pôr em causa as provas de agregação de equivalências por orgasmos, das Vice Reitora, Clara Pinto-Correia, conhecida pela sua ascensão horizontal, ao contrário de Cristo, que subiu aos Céus, de pé, e de braços abertos.


Desde Aristóteles que estas coisas se chamam "catarse", ou seja, uma forma engenhosa de descomprimir panelas de pressão forçadas muito para além das resistências das suas paredes, só que, como os tempos mudaram, e estávamos, e estamos, em riscos de uma intervenção militar, para recompor a ordem constitucional, esta pequenina catarse não vai servir de nada, porque os seus verdadeiros motivos são nulos: o Relvas sair, ou não sair, é totalmente indiferente, porque, de facto, já não estava lá, o que estava lá era um governo de tal forma decomposto e desacreditado que até permitia ter Relvas no seu seio. Muito mais me preocupam os dividendos que Nuno Crato, uma sinistra figura pós (?) maoísta, com licenciatura típica, possa vir a tirar deste enxovalho público, do seu colega, já que um Nuno Crato, fortalecido pelo linchamento do idiota Relvas, pode ser prejudicial para o país inteiro, posto que o Relvas ter licenciatura, ou não, era-me totalmente indiferente. Já não me é indiferente o destino que o pernicioso Crato tenha para multidões de licenciados deste país, e para jovens em busca de formação, meramente regido por critério de economicismo, que, na lógica de Bilderberg, nos querem voltar a fazer afundar numa nova Idade Média.

Numa frase, tudo o que fortaleça o Crato é muito mau para Portugal.

O resto ameaça ser pior, porque a tal ideia da "remodelação", que se pressupunha vir depois do chumbo do Constitucional, mas que, ao ter começado hoje, deixa pouco espaço para remodelações maiores, tirados os rumores da Opus Dei, através de Paulo Macedo, se ir deslocar da Saúde para a Economia, de onde sairá a anomalia Santos Pereira, e outras baixaria afins. Ou seja, uma vez chumbadas as contas no Constitucional, as tais contas que evitaram pegar o touro pelos cornos, esse touro, que se chama encarar o BPN, os "offshores" e as parcerias público privadas, que deveriam já, há muito, ter conduzido à prisão de Aníbal de Boliqueime e de muitos dos facínoras políticos que estiveram em campo, nas últimas décadas, pouco fica para fazer, exceto o essencial. 

Mais sucintamente, se fosse séria, essa tal remodelação deveria incluir Cavaco Silva, Passos Coelho e afins, ou seja, limpar o Regime, e isso, obviamente, só à força, não com paninhos quentes: tudo o resto é andar a entreter os ingénuos.

Não vamos assistir a nada disto: como o Professor Marcelo, o oráculo das banalidades, já anunciou, parece que querem ir buscar o cadáver do Fernando Nogueira, enfiado até ao pescoço nos interesses de Angola, para substituir o Relvas. Em linguagem cinematográfica, vão trocar um canastrão por outro, mantendo o enredo do filme sem qualquer alteração.

Nisto tudo, uma palavra de carinho para Paulo Portas, que Laura "Bouche", através dos oráculos da "Sheila", já antevê no Palácio de Belém. Terá uma vantagem: pela primeira vez, na História de Portugal, não vamos ter de gramar com a galeria de aberrações da "Primeira Dama", e talvez tenhamos acesso a paisagens renovada de escort-boys, ou atletas em pelota.

Outras remodelações, mais modestas, valem-se de truques velhos como o Mundo, como o célebre "golpe da barriga". Quem se atreverá, no meio da ruína da Agricultura, a pôr na rua a prenhe Assunção Cristas, que, depois de cuspir cá para fora o seu pequeno neanderthal, ainda terá direito a licença pós parto, e seis meses de repouso pagos, como mérito de ter despejado para o Mundo mais um foco de poluição humana?... Com um pouco de sorte, continuará Ministra, depois de todo o Governo ter caído.

Ah, o filho vai-se chamar Coreia Cristas, em honra da guerra próxima.

(Quarteto ad majorem angola gloriam, no empancado "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
Breve fábula do Papa Francisquinho, e das suas sete bancarrotas cipriotas, chumbadas no Constitucional
11 Abril 13 01:23 | Arrebenta | 2 Comentário(s)   

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Imagem do Kaos e dedicado à Kaotica, que anda com o telefone clonado com o da Maria Cavaco Silva



A minha avó, que era uma senhora... quer dizer, tentou..., um pouco como eu..., tinha uma expressão gloriosa, que caiu um desuso, um pouco mais rápido do que os mofos do Saramago, que era... "mexer no gregório".
Ora, mexer no gregório, objetivamente, levava a que o gregório começasse a ficar em pé, e com alguns comportamentos estocásticos, lá para a fase final, soltava umas babas, idênticas às dos perdigotos do Cavaco.
Parece que, biologicamente, até havia quem engravidasse com as babas do gregório, mas, numa época de milagres e aparições, como a nossa, nada me espanta, e nada me excita, e é verdade que há gente capaz de engravidar com qualquer coisinha, como a mãe do filho do Zezé Castel'Branco, ou a Bárbara Guimarães.
Agora, que o séc XXI já vai avançado, houve um "upgrade" do "gregório", e os últimos "gadgets" incluem uma paranóia generalizada, que é "mexer no francisquinho".

O nojo é o mesmo, embora o objeto,
penso eu
de que
divirja.

O Francisquinho foi uma invenção do Espírito Santo, depois de consultados Vladimir Putin, a alma do defunto Marcinkus, Robert Mugabe, a Irmã Lúcia, a Mossad, a CIA, a NSA, os herdeiros de Kadafi, o Bando do Mensalão, Ahmadinejad, e um aneurisma de Hillary Clinton. Obama só chegou, já depois da votação terminada, e o voto acabou por ser incluído nas contagens do Mourinho.

A Comunicação Social, que precisava de mais uma m**** para entreter o pagode, aderiu incondicionalmente, houve freiras a desmaiar, algumas que não tinham quebras de tensão, pelo menos, desde os Beatles, e o homenzinho foi canonizado, ainda antes de existir.

Para mim, que não sou católico, nem tenciono ser, nos séculos mais próximos, o Francisquinho é uma espécie de Justin Bieber, para senis, que o "Intelligent Design" nos forneceu, já na forma de uma mula branca, com garupa, e dar que dar, de mãe negra da Ilha do Sal, e uns defeitos de calçado que já não se viam, pelo menos, desde o Zé das Botas. Está em claro se toma "exctasy", ou se já veio feito mesmo assim, mas inclino-me para a última hipótese, depois de ver aquela irmã que ficou meio favelada, um pouco como a avó do Obama continuou bruxa no Quénia, depois de o neto ir fazer macumbas para a Casa Branca.

Andam todos entretidos com o nome de "Francisco", e toda a gente a "mexer no francisco", o que se avizinha derivar para uma séria franciscofilia, mais uma das parafilias a juntar às muitas dos clubes SM de Berlim.

A parte pior vem que o Francisquinho não tem nada a ver com o Francisco de Assis, que gostava de animais, e não de cardeais, mas de outras paragens, já que Jorge Videla só não se chamou Francisco Videla, porque a mãe estava entretida a fazer contas de cabeça, quando o registou, Jorge Videla, versus Jorge Bergóglio. Para além disso, e indo aos étimos, "Francisco" é mesmo "aquele que nasceu em França", sendo que Francisco I, seguindo esta lógica do "non sense", nas suas disputas com Carlos V, para comprar a eleição do Santo Império Romano Germânico, foi o primeiro grande príncipe europeu a fazer alianças com o Grão Turco, Solimão, o Magnífico, o que deixa prever que o Papa Chico finalmente dê a volta ao travão Ratzinger de entrada da Turquia nos escombros da União Europeia, e passe do "relativismo" ao "pragmatismo," de deixar entrar um caco de Europa e a Ásia Menor, uma potência em ascensão, para consolar as bordas da c*** da Angela Merkel, se não tiver sido já corrida do panorama teutónico. Como diria a Aura Miguel, se os Turcos já invadiram a Alemanha, por que não deixá-los passar a ser agora o motor do resto da Europa.

O périplo é simples, porque o branqueamento de capitais da Mafia Russa, Turca, Moldava, Búlgara e Romena, entre outras geografias que não me apatece teclar aqui, passa de Istambul diretamente para o Dodecaneso, via Dardanelos, os paraísos fiscais das ilhas dos cegos gregos, e Chipre, onde a Europa, com o beneplácito do Papa Francisquinho, que nos quer ensinar "a perdoar", está a ensaiar uma Argentina miniatura, com bancarrota, congelamento de depósitos bancários, e direito a levantar 10 €, por semana, já desvalorizados, após longas horas de espera em filas, e bichas, de bancos falidos.

Se isto não era o sonho de Obama, então onde é que está o sonho de Obama?

O Francisquinho manda rezar, como mandou rezar N vezes, durante a primeira bancarrota argentina, do séc. XXI, e como mandará rezar, durante a segunda, que está aí a vir, e as almas dos crentes, as freiras prenhes de fé, as mal casadas, as crianças que perdoarão a quem lhes estreou os esfíncteres e todos os neo chinesados europeus irão ajoelhar, perante esta enorme páscoa que aí vem, guerra inclusa. Ao pé de Chipre, é evidente que o colapso da branqueadora de capitais do Banco do Vaticano será um  colossal espirro.

Para mim, um cético, começa é a tornar-se preocupante como é que esta tentativa de fecho de lugares de branqueamento poderá ter influência no boneco Cristiano Ronaldo, ou no boneco Mourinho, embora, como se sabe, pelo sistema de vasos comunicantes, sempre que fecha um "offshore", abrem logo dois ou três. Um dia haverá em que os financiamentos da Quinta do Lago se farão na Antártida, debaixo dos severos protestos da Greenpeace, e espero estar vivo, para presenciar essa enorme aurora austral.

Sei que este texto vos poderá deixar inquietos, mas não há razão para isso: deveis perdoar, e esperar que a boa nova venha dos novos pregadores, velhas verdades em novas bocas, ou velhas bocas cheias de velhas mentiras, ou vice versa, ou, nominalmente, esperai que a Palavra brote da boca do Francisquinho, ou do seu sucedâneo da RTP, José Sócrates, ultimamente, muito conhecido das caves de "Le Dêpot", e da Mulher Barbada, Nuno Morais Sarmento, em trânsito, de "Le Macho", a juntar-se à súbita invasão dos ecrãs de televisão de fantasmas recentes da "escroquerie" nacional, decorrentes do chumbo, no Constitucional, da fraude orçamental. Crentes, preparai-vos, porque o Galambismo vem aí, na forma dos jovens turcos, que farão Miguel Relvas parecer um homem decente, tal como Miguel Relvas conseguiu que Sócrates acabasse por se tornar respeitável.

Quantos aos étimos, e voltando à minha avó, que, tal como eu, nunca conseguiu ser uma senhora, se pensarmos bem, a distância entre "mexer no gregório" e "mexer no Bergóglio" talvez não seja assim tão grande...

Para ser franco,  acho, mesmo, que é nula.

(Quarteto, no (avariado) "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e no "The Braganza Mothers")
Da Vida de Ratzinger, seguida da Belle Époque das mumificações em vida, contraditadas pelos casos anómalos de Miguel Relvas e Franquelim Alves
12 Fevereiro 13 01:58 | Arrebenta | 12 Comentário(s)   
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Hoje é daqueles dias em que eu sinto que devia ter escrito este texto, que há um mês tenho na cabeça, um dia antes: poderia ter passado por profeta; assim, contento-me com marcelo rebelizar a coisa.


Para aquelas gajas com cabelo tipo piaça, como a Aura Miguel, fundamentalista lusitana, e opusteísta, que se masturbam com cromos do Santo Padre, a frase é exatamente inversa: Ratzinger começou bem, continuou muito melhor, e acabou exatamente na perfeição.
Perguntem-lhe a ela por quê, porque eu já me masturbei com muita coisa, incluindo páginas dedicadas à pastorícia alpina, da "National Geographic", mas, com Ratzinger, felizmente... não.

Dos inaptos, ignaros, servilientes e espantados do Santo Anúncio -- coisa vinda diretamente do Espírito Santo (sem ter passado pelo Ricardo Salgado, nem pelo vigarista do Álvaro Sobrinho, que faz as missas em angolar) -- o dia foi preenchido com as maiores baboseiras dos Vazes Pintos, do Seabra, que adorava apalpar os rapazinhos da "Católica", e de mais umas vozes da beatitude, que me fizeram lembrar que a televisão tem de estar permanentemente ocupada com um dos Três Éfes, senão, não seríamos a Cauda da Europa. Fartaram-se de falar de Gregório XII, um disparate, quando deveriam ter falado de Celestino V, tal Thomas Mann o celebrizou.
Infelizmente, a Cultura continua a não ser para todos.

Parece que o Ratzinger era um intelectual. Para mim, intelectual, ter um intelectual, como Ratzinger, na forma do inter pares, é uma vergonha, pela simples razão de que a minha intelectualidade se resume a tentar encontrar fórmulas e aforismos, que tornem o meu tempo inteligível, enquanto Ratzinger, na sombra dos seus gabinetes, com mais ou menos pedófilos, com mais ou menos mafiosos, e com mais ou menos criminosos, à sua volta, dedicou toda a sua intelectualidade, não a deixar obra, mas a cometer o pior pecado que qualquer pensador alguma vez poderá cometer: o de, sectariamente, tentar substituir o pensamento dos outros pelas fórmulas e imposições vomitadas pela intransigência e verborreia do seu obsoleto cavername craniano.

Isto, contado às criancinhas, e inserido no tempo lúgubre, que atravessamos, resume-se na seguinte frase: no período fundamentalista dos credos do Livro, Ratzinger, enquanto homem, padre, bispo, teólogo e papa, durante mais de meio século, intoxicou toda a doutrina da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Humana com o que de pior poderia produzir o subproduto das palavras deturpadas do dogma saído do Vaticano I.

Se Pio IX foi um flagelo, em ato, Ratzinger, sempre cobarde, e através das suas interpostas figuras, e, só no fim, com o focinho realmente ao léu, foi o Flagelo do Cristianismo durante uma crucial fase dos séculos XX e XXI.
Para todos os que levantam o dedo para as atrocidades e ortodoxias do ayatolismo, bem bastaria que pusessem a mão na consciência, e vissem que o Trono de Pedro foi ocupado por uma alma, que, de falinhas em falinhas mansas, atirou toda a relação de tolerância entre o Clero e os Povos para o caixote do lixo das prepotências medievais.

Agrada-me que tenha protegido os pedófilos, porque, muito para lá de tudo o que de bom possa ter escrito, a História já lhe agrafou, nas costas, esse letreiro.
Melhor do que qualquer das suas encíclicas, ficarão as fotos do fardamento da Juventude Nazi.
No seu necrotério, como já vem sendo hábito, constará a listagem dos muitos mortos da SIDA, bem mais importante do que os santos de fancaria, que disparou, à pressão.

Para mim, todavia, que sou uma sensibilidade dos pormenores, fica a vergonha suprema, que foi, depois de ter alimentado até à exaustão o seu Golem, o Frankenstein Polaco, o Papa da Sida, Woytila, rude, agreste e primário, a sua obra prima, o fantoche de tiara, que durante décadas, mergulhou a Cristandade no Fundamentalismo e nas Trevas, substituindo a Religião pela Crendice, depois de ter alimentado esse golem, com o combustível de que a cruz do Vigário de Cristo era para carregar até ao fim, e, depois de nos ter forçado à violência e tortura das imagens de um homem em agonia, João Paulo II, e daqueles esgares de que nunca nos esqueceremos, no meio de um sofrimento atroz, quando lhe chegaram as primeiras dores nas cruzes, e as impiedosas picadas das artroses, resolveu arriar a canasta, já que isso do sofrimento é bom, mas só na forma da teoria, como muito bem, melhor do que eu, poderá explicar o Padre Seabra, nos intervalos dos apalpões dos rapazes da Católica, que, suponho, é ele que apalpa, e não o Espírito Santo.

O objetivo deste texto não era, embora tenha sido forçado a ser, qualquer metralhamento da figura hedionda de Ratzinger. Ratzinger, para mim, não tem qualquer densidade, nem sequer autonomia: é, será, tornar-se-á, com o tempo, em mais um daqueles da longa listagem dos castradores do pensamento e dos censores da felicidade alheia. Foi um canalha de outra época, imposto, pela sua vaidade, ao nosso tempo, e bons estragos causou. A sua neterna cobardia não o quis fazerficar associado à III Guerra do Golfo, mas ficará associado, pela ausência.

As nossas contas estão ajustadas, porque se vai embora, e não vai durar muito. Terá longas sessões de playstation com Satanás, mas não estarei lá para ver, porque detesto jogos de consola: sou dos clássicos, estagnei no xadrez, ou, mais propriamente, no xadrez do tempo. E, porque Ratzinger não me interessa de qualquer perspetiva, exceto a de ter consumido vários anos da minha vida a suportar o seu mofo, gostaria de abordar a metacronologia em que ele se insere, e o padrão anómalo, de Fim da História, em que, durante algum tempo perorou, e vamos já ao tema.

Neste tempo demente, viciado pela aporia do Final dos Tempos, assistiu-se a um dos fenómenos mais extraordinários da História Humana: ao contrário do Egito, entre muitas culturas, que praticou a mumificação post mortem, o doentio Ocidente Contemporâneo avançou para uma fórmula ainda mais excêntrica e decadente, a da mumificação em vida.

Num mundo dominado pela permanente mentira, e pela ignorância, aos jatos, que brota dos jornais e televisões, fez-se crer, ao grande público, que estávamos em velocidade de cruzeiro de duas das maiores falácias de sempre: o Mito da Eterna Juventude, e o Mito da Eternidade.


Para quem não perceba do que estou a falar, nunca saberemos se Bin Laden existiu, se terá peregrinado, e e se terá, por fim, sido executado, numa manobra de propaganda, do fantoche Obama. Quem diz Laden tem outros milhares de exemplos: o Fidel, que nunca mais morre, nem a gente almoça; o Chávez, que estar vivo, ou morto, é agora totalmente irrelevante para a retórica dos comentaristas e a histeria das massas; os ditadores da Coreia do Norte, os déspotas Dos Santos e respetivos filhos; os Berlusconis, que já deveriam ter sido varridos da História, a par das perenidades Merkels, e, mais próximo de nós, aqueles dinossauros da corrupção nacional, os autarcas forever and ever, o Alberto João Jardim, o Isaltino, o Valentim, o Pinto da Costa, o Balsemão, esse cancro da Democracia e da Informação, e, ainda abaixo de todos, aquele pavor que pena, em Belém, entre a destruição económica, industrial, agrícola e social, dos anos 80, que agonizou, e protagonizou, e as suas recentes recaídas, no BPN, e na dissolução da identidade nacional, pelas quais enveredou, nos anos 10 do III Milénio, através de si mesmo, da Patrícia, do Montez, do Sócrates e do inenarrável Passos Coelho, e respetivos apêndices, de Angola , da China, e da Goldman Sachs.

Infelizmente, neste desvario da perenidade, do durar para sempre, do insubstituível, do não mexer um músculo, no meio das maiores tempestades éticas, políticas e da própria desvergonha social, podemos encontrar sempre um nível mais baixo, o Relvas, no qual Aristóteles teria encontrado uma epifania do Motor Imóvel, e, mesmo, melhor do que isso, do Motor Inamovível, e esta recente anomalia ético partidária, chamada Franquelim Alves, que é equivalente a ter colocado o Carlos Cruz a dirigir a Casa Pia. Nós gostamos, encolhemos os ombros, e seguimos.

No meio de todo este cortejo, que só me faz lembrar o Baile dos Vampiros, do "Por favor não me mordam o pescoço", de Polansky e da lindíssima Sharon Tate, parece que hoje, finalmente, alguém torceu um pé, o papa nazi e pedófilo Bento XVI.

É pena, porque o cortejo ia muito ajeitadinho, e, de repente, uma das múmias tropeçou, e caiu para o lado. Diz ele que "não aguenta mais". Tem graça, que nós também não, e, agora, que caiu um, esperemos que comecem a cair todos. Se há coisa de que não há falta, no Inferno, consta, é espaço.

Podem ir começando a tirar senha, que a primavera está a chegar, e a Aura Miguel vai ter de encontrar um próximo, talvez mais novo, e preto, para se masturbar.

(Quarteto apostólico, do Ratzinger, nunca devias ter nascido, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers", que execra, mas execra, mesmo, o buldogue do Fundamentalismo Cristão)
Summa Theologica - Questão XXVI: "Se existem razões para retirar o "Zico" da lista de abate, e colocar, no lugar dele, o Carlos Moedas, e da natureza transubstancial dessas mesmas razões"
12 Janeiro 13 01:38 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Uma das formas do multiculturalismo do séc. XXI é o modo  como a boca da servidão emprenha, e as diferentes formas de como essa mesma procriação continua a ser uma forma agravada de poluição do Mundo.
Há o Elton John, que faz a coisa às avessas: enquanto o fecundam a ele, há uma fecundada, paga atrás dele, ou nas suas costas, salvo seja, que fica encarregada de fazer o balão que a ausência de ovários nos intestinos lhe não permite a ele.
Há o Cristiano Ronaldo, que, sempre que sai da autocontemplação dos espelhos da clínica cara, onde a mãe da Infanta Leonor estica as pregas da anorexia, se vira para a barriga de aluguer, e lhe diz "vê lá se despachas isso, seguido de um "*** you", com sotaque provinciano de balneário do Machico", e, finalmente, há Assunção Cristas, que cumpre o ato à maneira tradicional, com um "clap, clap" frontal, entre "ai, jesuses", com conta peso e medida, a dar razão ao saudoso Roland Barthes, que, nas suas "Mitologias" relembrava que, por mais ilustre que a fêmea fosse, não chegava ao limiar da dignidade humana enquanto não cumprisse a vassalagem procriadora.

No meio disto tudo, sem se saber bem como, aparece o "Zico", um cão proveta, daqueles que são enchidos de anfetaminas e estimulantes, e postos a correr, naquelas passadeiras rolantes, para queimar gorduras, e, depois, fechado numa cela, sem luz, nem comida, durante uma semana, para sair de lá, cego de instintos, e comer uma perna à primeira criança que lhe apareça à frente. A criança é qualquer uma, mas poderia ser melhor do que isso, se tivesse sido concebida de uma barriga de aluguer, a 1 000 000 €, do volátil e fútil CR7.

Teve azar, e não era, pelo que o português de Lineu, criado na superescola do Relvas, e nas claques de subúrbio da Lusófona, imediatamente lançou, "online", uma petição para o não abate do Zico (!).
Se a criança viesse da barriga de aluguer do CR7, certamente a petição seria de sinal inverso, e até eu assinaria. Todavia, como defendo que a tolerância é um dos valores da sociedade madura, suponho que a petição síntese, tal Hegel a ensinaria, após uma saudável dialética, seria lançar uma terceira petição, a favor do abate de todos os que assinaram a petição contra o abate do "Zico".

O cão era sereno, e só teve um repente, de repente, ao fim de oito anos. No caso do Renato Seabra, teve de esperar vinte.

Parecendo que não, a questão é metassocial, e algo transcendente, já que nos obriga a repensar o papel do cão nas relações entre raças, e o papel das raças, nas relações entre cães.

No princípio, quando o verbo ainda era verbo, e não aqueles gesticulares neuróticos do Professor Marcelo, o cão surgiu como o aliado das caçadas do humano livre: partilhavam a presa, e a mediação fazia- se pelo afeto. Foram ficando, e criaram uma das mais longas alianças da história da humanidade.


Falha de mais etapas de progresso, essa aliança enveredou agora pela narrativa da desumanidade: assim como os laços humanos se foram convertendo em arenas de genocídio, desprezo de valores e de um vale tudo sem limites, o cão passou de aliado a aliado da agressão do direito de existir do próximo, a chamada lei do cão mais forte, onde o cão que era dono prolongou o seu braço secular nas mesmas fauces com que o seu cão sem fronteiras decidiu erguer cortinas de ferro na proximidade dos afetos humanos.

Fui, durante muito tempo, amigo de um leão da Rodésia, um dos extremos desta perversidade de contacto homem/animal, mas, na verdade, apesar do convívio, ele, aliás, uma ela, nunca passou de leoa da Rodésia, e eu de um nefelibata, paciente da sua presença.

Se há hipóstase da lei da selva, os nossos tempos primitivos espelham-se no modo em como o nosso mais antigo aliado se converteu no mais recente risco para a segurança do nosso semelhante. Como se sabe, tem-se hoje um cão, não para pôr onde faz falta, mas para pôr onde faz vista, ironizando o nosso saudoso Sérgio, e descarta-se depois o bicho com a mesma ligeireza com que as goyescas portuguesas calçam aqueles matacões de 20 cm, para imitarem falsas louras, ou, sendo mais direto, falsas p***s, à pala de uma falha genética do esplendor brasileiro da fêmea. 

Certos cães não existem, hoje, para estar perto de certos donos, mas, para, com a anuência de certos donos, obrigarem certos vizinhos a confinarem-se a fronteiras de mau convívio e quarteirões envenenados.

O fenómeno nada tem de novo, exceto o ter chegado cá com as décadas de atraso do costume. Brevemente, haverá um suplemento pseudo assético, do "Expresso", a tratar do assunto, num tom desgastado de alguma hemeroteca de um jornal de "banlieu" de Chartres, ou Berlim, e a inevitável análise estatística de mais uma manifestação de crescente estupidez humana.

Novidade, novidade, talvez só esta disputa entre o cão e a criança, uma forma fulgurante de mostrar como a impiedade das lotarias, o palco das lutas assassinas, e o despudor das correntes de opinião, que, realmente nos regem, mas, outra vez, hegelianamente, a nossa sociedade contornou o problema, empurrando-o para cima, e colocando, só à laia de exemplo, cães, capazes de fazerem o que o Zico fez à criança, nas bancadas da Assembleia "Nacional", onde pulula todo o crime que a imunidade parlamentar consiga apadrinhar.

Pessoalmente, acho que seria tempo de lançar ainda uma outra petição sobre a anterior, onde o "Zico", os donos do "Zico", os amigos do "Zico", os peticionários pelo "Zico", e os cães de crianças, na forma de parlamentados, travestidos de formas de Não "Zico", fossem todos para abate.

Eventualmente, estarão a perguntar-me onde cola o nome do Carlos Moedas no meio desta verborreia, o que, meus caros watsons, é relativamente elementar: o "Zico" arrancou um bocado de carne à criança; o Carlos Moedas é vultuosamente pago, pela Goldman Sachs e associações criminosas afins, para nos tentar arrancar a carne toda.

Suponho que, para marcar coerência nas suas manifestações de civismo, os apoiantes do "Zico" devessem lançar agora uma petição mais vasta, para impedir que o Carlos Moedas, cuja segurança está seriamente em risco, fosse abatido.

Pode ficar a ideia. É uma ideia. E uma ideia é uma ideia, uma ideia, uma ideia, uma ideia...

(Quarteto do "Zico", devias mas era ter arrancado as carótidas ao traidor da Pátria, Carlos Moedas..., no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal, no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
O medinacarreirismo, como forma generalizada da Casa Lusitana dos Segredos
09 Dezembro 12 12:54 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Fabulosa imagem do Kaos





Há os medinas carreiras que fazem de medinas carreiras, há as carreiras de medina, e os medinas que não são de carreira, mas tanto lhes faz.

a frase não faz sentido, mas também não era para fazer, já que o non sense, desde o solnado, tomou conta das rédeas do estado, e fartou-se de nomear assessores.

o estado, presentemente, é uma forma de estar, de certo modo, medinamente, não estando, já que tudo o que sobra se lhe encavalita às costas e faz carreira, usando nomes de código.

numa segunda taxinomia, de manuel vilarinho, ou de vale e azevedo -- desculpem-me se troquei a autoria, mas sou bastante mau em contas, e, sobretudo, no pensamento filosófico português, contemporâneo -- há os medinacarreiristas, ou que já foram, e os que nunca serão, sendo que as duas primeiras espécies acabarão, mais tarde ou mais cedo, por devorar a última. posta a coisa assim, simplificou-se a grelha organizativa, dividindo a carneirada entre os carreiristas e os carteiristas, o que, para a semântica paleolítica, e a foneologia elementar, nos atira a diferença entre um medina e um carteirista, algures para uma rótica, que, foi por crase, ilibada no bolso de um qualquer "tê". não sendo o problema fonético, mas de justiça, por aquele enorme esforço histórico que as freguesias, ou lá o que é isso, fizeram, por exemplo, para evitar que mértola degenerasse em mérdola, e na sua prima, m****, o vilarinhismo, corrente filosófica só comparável com o saudosismo, é a derradeira fronteira que nos impede de nos tornarmos ladrões uns dos outros.

acontece que o projeto europeu, cujo óscar, ou nóbele, ou lá que m**** é essa, o cherne foi buscar a oslo, possivelmente para o enfiar diretamente em mais uma das suas contas cifradas do dinheiro, monte branco, dos submarinos da ferrostal, foi o abater fronteiras, culminando em schengen, que, ao permitir a livre circulação, nos tornou, de facto, de fato, e de direito em carteiristas uns dos outros, como carreira, em cada medina, que, em árabe, quer dizer "cidade". vai daí que, nos campos, só atacam agora os sobrinhos e os filhos que vão roubar a mãe gagá, e os pedófilos, que montam seminários, para montarem, aos 11 anos, futuros padres, que também serão pedófilos, na tradição inaugurada pelo representante do senhor santo deus na terra, benedito xvi, ratzinger, padroeiro desssa coisa toda.

o que de glorioso teve esta porcaria toda foram duas ou três coisas, qual delas, cada qual, mais divertida do que a anterior: o "sol", que adora essas escandaleiras, porque sabe que, se não são verdadeiras, até podiam ser, escarrapachou logo com a cara da virgem dos azeites, o senhor medina carreira, que foi ministro de um governo que já ninguém se lembra se, sequer existiu, ou está na fila daqueles carros com matrícula anterior ao ano tantos de tal, que já não podem circular no coração da capital, e pôs-lhe o rótulo em baixo de que era "suspeito". ora acontece que, para mim, o homenzinho é suspeito há muito tempo, porque num país que se tornou numa bandeira de conveniência dos tráficos angolanos, chineses, venezuelanos, turcos, chineses, moldavos, colombianos, de gog e magog e todas as nações da terra, não é concebível que mantenha um trono, em permanência, para profetizar a desgraça.

o medina, a falar, faz-me sempre lembrar aquele cordão humano, de afeto, ou lá que porra era essa, que as mães de bigode de cantanhede fizeram, quando o estripador matou, depois de torturar, durante quatro horas, uma célebre bicha do panorama da má língua lusitana. o padre veio, deve ter vindo o vizinho que o "estreou", em criança, vieram os primos e todas as odílias pereirinhas do quintal. enquanto estavam na reza, "consta-se de que" uns malfeitores aproveitaram para assaltar, vilanagem, as casas daqueles cabrestos todos que oravam. só se perderam as casas que não foram pilhadas, como o tempo depois confirmou.

o medina carreira é exatamente a mesma coisa: enquanto as senhoras da classe média baixa o estão avidamente a ouvir dizer que isto está mau -- parece aquele porteiro do sahara a quem o alentejano perguntou "aqui nunca chove, pois não?..." -- o resto dos carteiristas continua em plena atividade, descarregando o ópio da mafia chinesa, a "branca" dos turcos, ou transformando os ruis pedros deste mundo em partes de órgãos valiosos, depois de terem perdido o interesse dos seus 11 anos, para o misterioso silêncio pedófilo do vale do ave. quando as senhoras voltam à realidade, com a transpiração da emoção a molhar-lhes o buço, já "the business" teve um empurrão dos grandes, e portugal plataformou mais umas dígitos de crescimento da paralela.

o ar do medina carreira, a ser entrevistado, era fabuloso. como toda a gente sabe, do que ele gosta é de festas, ele e todos os frequentadores da "pastelaria cister", com exclusão do ricardo salgado, que é muito mais “”low profile” em negócios, e se prefere apartar das escandaleiras do ex ministro de um governo que tanto pode ter, como não ter, existido, e, aqui, entramos já no domínio da pura mecânica quântica.

pelo princípio de Heisenberg, como toda a gente, com um mínimo de cultura teresa guilhermista, não é possível saber, simultaneamente, a posição de um carteirista, nem a velocidade com que ele se esgueira da justiça, a não ser que seja um medina carreirista, ou um miguel judicista, o que lhe dá imediatamente o estatuto de poder ser ele, um nome de código por ele, ou “ambas as duas coisas”, como reza a indeterminação subatómica. vou ser generoso, e acreditar, já que o homenzinho estava com um ar de quem tinha sido realmente apanhado de surpresa, que até fosse o nome de código utilizado por todos aqueles, que ano após ano, nos chamam de palhaços, e devem gozar à brava, de cada vez que o medina vai fazer de virgem indignada, melhor, de cada vez que o medina é pago por eles para ir fazer o papel de virgem indignada nos horários pobres..., perdão, nobres, dos órgãos de intoxicação social. se eu fosse maldoso, iria dizer que ele fez muito bem o seu papel, como o carlos cruz e o dias loureiro e o duarte lima, quando renegaram, cada um, jesus, no seu específico monte das oliveiras, olivasport, sa. melhor do que eles, só as babas de camelo da judite de sousa, de cada vez que o professor marcelo vai, horas atrás de horas, dançar o lago dos cisnes com as suas mãozitas de punheteiro do guincho. os outros, vocês também já conhecem, mas só para chatear, lá os despejo outra vez, a tinhosa pintada de louro, do eixo do sistema, os fedorentos, e todos aqueles que recebem chorudos salários para o idiota de lineu português acreditar que o sistema permitiria ter verdadeiros escapes, em direto, se isso realmente o afetasse.

isso seria, para usar uma imagem que todos compreenderão, o mesmo que ter uma tribuna, na rádio angola, onde um medina carreirista qualquer se entretivesse com contar todos os crimes da quinta dinastia de Portugal, a casa dos santos.

a tese dos nomes de código, todavia, não se esgota aqui, já que abre um espantoso precedente jurídico, para forjar novos alibis e inocências: o pinóquio”, do freeport, afinal, era o nome de código para se referirem a jorge sampaio, amigo do aldrabão da ren, o penedos, que era um homem sério, limpo e honrado, como o armando vara. vale e azevedo é o nome de código que a mafia do futebol usa, para se referir ao patrão, pinto da costa, e, quando diziam “carlos cruz”, era uma maneira de esconder a verdadeira culpada, a sinistra marluce, que adorava esfregar o pessegueiro abaixo dos 10 anos. isaltino de morais é o nome de código daqueles gajos dos colégios particulares, o calvet e família, que, pela típica mãozinha da favela ps, se instalaram, como sucateiros, por toda a parte, num esclavagismo docente, pago pelo erário do contribuinte, e valentim loureiro o nome de código de frank carlucci, naquelas iras de falta de cacete de rapaz lusitano. leonor beleza é o nome de código para quem infetou os hemofílicos, já que a culpada não era ela, mas a mãe, que achava que o plasma era uma coisa demasiado cara para deitar fora, num país que já estava à espera da troika há 20 anos, quando cavaco deu,
007, ordem para roubar,
e paulo portas é o nome de código para o escroque dos submarinos, chamado durão barroso, e, mais grave do que isso tudo, quando vos estão a vender troikas, estais a engolir goldmann sachs, bilderbergs, maçonarias, opus dei, pedofilias, chinas, angolas e cartéis da droga colombianos e venezuelanos.

Como estamos na casa dos segredos, o segredo de cada um deles é que quando aparece o nome dele nunca é ele, mas o vizinho do lado, já que comem, ou comeram, todos da mesma panela.

eu sei que, nesta altura, já deverão estar incomodados, mas como parece que a imaginação os leva a trocar de nomes consoante os casos, o melhor, porque a prudência é virtude cristã, o melhor é mesmo, já que usam os nomes uns dos outros, para se escaparem pelas frestas do regabofe nacional, dar ordem de prisão a todos, no tal dia de que todos estamos ansiosamente à espera.

(quarteto do ai, minha nossa senhora, que era o eurico de melo que estava à porta da casa de elvas, e enganaram-se e deram-lhe o nome de código de dona gertrudes, no “arrebenta-sol”, no “democracia em Portugal”, no “Klandestino” e em “thebraganza mothers”)

Os estivadores do nosso descontentamento
06 Dezembro 12 02:07 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Imagem do Kaos, e dedicado ao Miguel, que já percebeu que a glória dos artistas, por vezes, tem mesmo de sair  à rua




Há um postulado da Política que diz que Aníbal de Boliqueime só abre a boca em quatro circunstâncias: quando vai ao dentista, ver em que estado estão as suas presas algarvias; quando abre as fauces, para dizer ao jornalista que nunca lê jornais, enquanto estiver a morfar bolo rei; quando tem os seus célebres ataques, devido à degenerescência neurológica, ou quando as moscas, cansadas de entrar, o deixam entregue ao disparate.

Vamos ser claros: constitucionalmente, os governos caem na Assembleia da República, por dissidências de maioria, ou por motivos de força maior, que requerem a intervenção do Presidente da República, uma figura que, desde 2005 -- vai para 10 anos, o tempo passa... -- em que Aníbal de Boliqueime sentou as suas ceroulas nojentas em Belém, e, desde então, como se diz em linguagem vaticana, estivemos em situação de sede vacante, ou seja, o cadeirão existe, mas está vazio, ou ocupado pela sombra de um espantalho.

Se, para a História, o período em que Cavaco Silva foi absolutíssimo primeiro ministro de Portugal -- The Great Portuguese Disaster, de 1985 a 1995 -- é hoje fácil de narrar, já que correspondeu a um época em que se governava com a abundância de três orçamentos, o de Estado, o das privatizações e o da inesgotável fonte dos Fundos Estruturais, e em que o aleijão aproveitou para destruir a Agricultura, as Pescas, a Indústria, a solidariedade social, o sistema de ensino, a rede ferroviária, os estaleiros, os portos, e muitas coisas que já se me varreram da memória, já o período de 2005 a 2012 é infinitamente mais penoso, já que se assemelha ao "jamé" de um deserto da Margem Sul.

Durante esse período, o miserável fruto do Poço de Boliqueime teve poderes para desautorizar um mafioso, a soldo da Maçonaria, da Goldman Sachs e do clube do crime de Bilderberg, que dançava, como uma borboleta, sobre as centésimas dos desequilíbrios do Orçamento de Estado. Estamos, tecnicamente, a falar de Vítor Constâncio, o primeiríssimo filho da P*** da minha lista daqueles que teríamos de pendurar pelos pés, para regenerar Portugal. Podia tê-lo posto fora, e não pôs.

O consulado de Sócrates foi penoso: foi uma anomalia do delírio das bichas de fato Armani, que a minha querida Koki insiste em ser um perverso que adorava mulheres dominadoras, mas lhe garanto eu que do que ele gosta é de peitos peludos. A Fava sabe-o, e bem lhe custou o candeeiro com que lhe partiu um braço, quando o apanhou na cama num blowjob for the boy, que, juro, não sei quem foi, mas a listagem era longa. A sexualidade, como se sabe, não é critério de determinação pessoal, bem pelo contrário, pode ser meritória, como no caso do Portas, que continuou a fazer tudo o que sempre fez, apesar dos cargos ministeriais, nem de exclusão política, mas, quando o político mente em tudo, é justo que lhe digamos que também está a mentir na sua sexualidade, e Sócrates sempre esteve: foi uma rapsódia em Câncio, também conhecida por um americano na Defesa, e um venezuelano na cama. Orou-se nos altares de Jeová, e nunca a família foi tão importante, com tanto primo, meio primo, semi primo, tio, semi tio, meio tio, e tio daqueles de pegar de empurrão (Um dos meus textos mais gloriosos, o "Simão das Braguilhas", dedicado à Eva). Metade da família vivia no Héron Castilho, e a outra em "offshores". Foi o império da "Independente", do Vara, da Felgueiras, do Figo, dos transbordos semanais, a 500 €, das bordas da Inês de Medeiros, de Lisboa para Paris, e vice versa, da nacionalização do BPN, da fuga do Constâncio e da invenção da "Troika", entre outras. O Aníbal podia tê-lo posto fora, e não pôs.

Como se sabe, o Aníbal adora vacas, talvez por carência de ter uma beata em casa, e nunca deveria ter deixado essa mundividência, para ir conspurcar os jardins da Presidência, que tão lindas árvores tem -- um dos pinheiros está doente, e juro que essa é um das minhas grandes preocupações do momento, porque se deus levar o Cavaco, nada se perde, mas muito se perderá se aquela árvore fantástica perecer. Rezem por ela. A História, todavia, ou a roda do infortúnio, enfiou-nos lá essa aventesma, para nos assombrar alguns dos anos mais sinistros de Portugal, os do tempo corrente.  Teve os escândalos do Relvas, as empresas fantasmas do Passos, os tumultos de rua, os negócios obscuros dos submarinos, os 23 cm do André Wilson da Luz Viola, os crimes do Dias Loureiro, os assassinatos do Duarte Lima, os estripamentos do seu mandatário para a juventude, Renato Seabra. Podia ter demitido essa escumalha toda, e não o fez.

Exceto as balelas, as banalidades, as redundâncias, os espasmos, os babares de queixada, os discursos vazios, enquanto as mulheres de Portugal gritam que têm fome, as inaugurações paroquiais, as intervenções salazarentas, de um gajo que nunca percebeu que estamos no séc. XXI, Cavaco tem tido, e, felizmente, as goelas fechadas, tirando estes últimos dias, nos quais incluo o de hoje, em que voltou a abrir a gorja, para despejar um chorrilho de disparates.

Todos os que com ele conviveram, referem um ser cobarde, cujas mãos não se podem apertar, dada a permanente transpiração do Medo.
Arrastou-se, coisa de que nem Salazar precisou, numa viatura blindada.
Vive rodeado de seguranças, que são a fonte de afrontamentos da Senhora de Mota Amaral, e uma das raras coisas que ainda a mantém viva.
A Maria, essa nódoa do sexo feminino, no tempo em que fingia que dava aulas no Ano Zero da Católica, tinha a sala sempre cheia de polícias (!), não fosse alguém lembrar-se de agarrar nela, e fazer galinha de cabidela, coitada, que nem um tiro de misericórdia, sequer, merece.

A verdade é que Cavaco recomeçou a falar, por uma razão muito simples: está com MEDO, um MEDO terrível do que aí vem, porque já lhe devem ter assoprado aos ouvidos que a paciência dos povos, não é, como o Mar Oceano, infinita, e que está a dar sinais de que chegou ao fim. Se é certo que há alguns que já têm, antes dele, a senha tirada para a limpeza que se anuncia, caso do Relvas, do agente do Relvas, o Coelho, o Aníbal também está na linha da frente, digamos, entre os dez primeiros lugares do Dia da Limpeza.

Há uns anos, no tempo em que Cavaco destruía Portugal, como primeiro ministro, em Gdansk, os estivadores dos portos, com o valeroso Lech Walesa, tiravam o tapete à decadente ditadura polaca. Foi o pontapé de arranque da queda do corrupto Oriente Europeu.
Em Portugal, consta que são 400.
Acho que é mentira, e mais serão.

400 homens, contudo, dos tatuados, na casa dos 30, já capazes de grandes encavadelas na Clara Pinto Correia -- bons tempos com os Alemães, da Base de Beja, filha, não era?..., agora só Chineses,  picha pequena e tráfico de tudo... -- daquelas de porem as trompas de falópio a ecoar a "Sinfonia Alpina", de Strauss; daqueles capazes de agarrar num dos seguranças do Coelho de Massamá, o inconsolável viuvinho da arrebentada Padinha; daqueles capazes de pegarem na Assunção Esteves, a Suricata da Assembleia "Nacional", e a enfiarem na sanita, de onde nunca deveria ter saído, de agarrarem no Relvas, e o enviarem, na forma de hamburguer, para Luanda, e empandeirarem os criminosos da Goldman Sachs, Borges, Moedas e Gaspar, enfim, a listagem do costume, 400 homens são, como em Roma, o suficiente para assegurar uma Guarda Pretoriana.

Quando o Imperador já não serve, sacam da espada, e separam-lhe a cabeça do corpo.

S.P.Q.R., o Senado e o Povo de Roma vos saúdam, melhor, estão ÁVIDOS da vossa chegada :-)

(Quarteto de Calígula anda por aí, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
O Manifesto anti Santas
01 Dezembro 12 02:52 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Imagem do Kaos

A notícia do dia é, claramente, um sério aviso que a Comissão para a Proteção da Família lança para todos os lares de Portugal: as mães, sérias, limpas e honradas, mesmo debaixo da forte pressão para equilibrarem os periclitantes orçamentos familiares, não devem, doravante, vender o cu dos filhos a bichas velhas, não vá o Novo Mundo renatosseabrá-los num tribunal qualquer, não controlado pelo lava-mais-branco da Cândida Almeida.

Deixo apenas uma saudação à noiva de Rikers Island, com os sinceros desejos de que, doravante, nunca lhe apareçam ovários na cloaca, porque já há gente a mais no Mundo...
Que as salsichas lhe sejam leves.

A segunda notícia do dia já é da véspera, como certos bolos, que refletem o estado de decadência das pastelarias, e atem-se a um certo manifesto, assinado por um certo número de "personalidades", cuja finalidade era pedir ao "Presidente da República", para demitir o Governo.

Quer o manifesto, quer o contexto, pecam por vícios de forma, que, caso não se lembrem, passarei a explicitar.

O primeiro, rançoso, e cansativo, é o de continuar a haver gente, em Portugal, que usa a expressão "Presidente da República", o que é um pleonasmo, para dizerem que há um saloio, das brenhas de Boliqueime, patriarca de uma multidão de crimes de todo o género, que nos arrastaram para o presente estado de declínio, e que não deve ser tratado por "presidente da República", para não ofender o cargo, mas pelo nome próprio: trata-se do cidadão Aníbal Cavaco Silva, um dos maiores canalhas da Democracia Portuguesa, e responsável pela destruição de um povo com quase 900 anos de História, em todas as frentes em que um povo pode ser destruído, pela condenação ao atraso cultural, pela irrelevância no patamar das sociedades suas contemporâneas, pela miséria, pela deserção dos campos, das indústrias e dos serviços, e pela ruína das cidades, pela instalação de um sistema de compadrio, que impede o exercício e a execução das leis do Estado, pelo compadrio, pelos mais espantosos calotes financeiros, pela sucessão de escândalos, pelo medalhar, nominal, de todo o tipo de crimes concebíveis, da escumalha de que se rodeou, ladrões, assassinos, diretos e por negligência, estripadores, caloteiros, escroques e bestas quadradas.

Os homens que fizeram o 1º de dezembro, cujo sabor amargo foi libertar-nos de España, para nos entregar a Portugal, não teriam hesitado em atirar esse tal de Aníbal, mais a pantomineira com que se casou, mais a prole e o Montez, que trafica tudo, nas pluribas formas, pela janela. Os netos ainda poderiam ser entregues a uma instituição de reeducação, já que se avizinha que o pior ainda esteja para vir.

Este é o primeiro vício de forma, e continuarei a repeti-lo, até que o teclado me doa, já que faço parte dos 90% de cidadãos que nunca votaram nesse tal de Aníbal, para essa tal de "Presidência da República", mas vamos ao tal manifesto, que é o que me traz aqui.

Não o li, de maneira que, como sempre, estou à vontade para o arrasar completamente.

Parece que quer que o Governo se vá embora, na forma de abaixo assinado, e isso é uma forma tão válida, como qualquer outra, para que se vá mesmo, conquanto... vá. O problema é que não vai, já que quem o pode pôr fora, excluída a Anomalia de Boliqueime, é a multidão crescente, que, semana após semana, lhe vem dizer que a Maioria está na rua, e está.

Sendo "abaixo assinado", pelo étimo, pressupõe assinaturas, e eu, que não li o texto, tive algum tempo para me deter nas assinaturas.

A primeira é a de Mário Soares, que, por razões sentimentais, não vou arrasar aqui. Limitar-me-ei a dizer que se serviu bem de tudo quanto havia para se servir, com a cláusula de grandeza e salvaguarda que foi o único político português com escala e visibilidade mundial que se produziu, depois do 25 de abril. Bom ou mau, foi o que tivémos, e agora já não dá para corrigir a História, portanto, não choremos sobre leite derramado.
A reboque desta assinatura de Soares vem um enorme cortejo de parasitas, que eu dividiria entre os parasitas de sempre e os parasitas involuntários, aqueles que assinam depois, na forma de incautos, sem antes terem visto as assinaturas que vinham antes da sua, e os que já contam, à cabeça com esses ceguinhos, para os usarem como lastro, nas alianças do costume. É uma certa gente que se alia sempre, quando há um certo tipo de eventos, no qual quer passar por... santa

Usando linguagem de Oceanário, quanto mais velho for o tubarão, maior deve ser o número de rémoras que o acompanha, e assim resumo eu o Dr. Soares.

E agora esperem um bocadinho, que vou buscar o mata moscas, para tratar do resto do assunto...

Bem, vejamos então o que é que a Pilar del Rio, essa rameira de Lanzarote, que viveu de um cadáver vivo, e de fugas de impostos de Portugal para España, e de España para Portugal, ou lá como foi, e agora insiste em viver de um cadáver morto, tem a ver com a demissão de um Governo Português, seja lá ele qual for?... Não tem nada, e bastava saber que havia o rabisco dessa lambisgóia em qualquer papel que o valesse, para qualquer Português decente imediatamente perceber o que aquilo era, e dar de frosques. Ela que pague a luz e se vá embora, que bem nos basta termos o país cheios de chulos machos.

O resto não é melhor: o João Cutileiro, um que viveu pendurado nos dinheiros das autarquias, para semear, como os pombos, em cada rotunda e jardim deste país, cada uma das boas/más bostas que lhe saíam do atelier. Felizmente que os Portugueses são cegos -- nem todos -- e não percebem que aquilo são meros toscos de mármore, a quem o chupista chama "Arte", e põe preço alto, na etiqueta, já que o contribuinte paga tudo. Gostaria de que o senhor Gaspar, o sonâmbulo, que é tão bom em contas, nos apresentasse a fatura global da m**** "escultórica" com que o Cutileiro infestou este país. Acho que cairíamos todos para o lado.

Segue-se a Inês de Medeiros, que os Portugueses, só se tiverem memória curta, já terão esquecido ser uma das gajas mais tacanhas de Portugal, que ainda tentou o golpe do curso, na Universidade Nova, mas saiu de lá carimbada como "estúpida". Custava-nos todas as semanas 500€ de avião, para ir para Paris visitar a "família", coisa que as más línguas, também conhecidas por línguas geralmente bem informadas, traduziam ser 500€ gastos toda as semanas, para ir ter com a gaja que lhe passava a pano de chão a língua pelos grandes lábios. Uma assinatura notável, no Manifesto, e, para não vir sozinha, trouxe a irmã...

Vem o Ferro Rodrigues, uma figura cuja ética é estrutural. Dizem que assina por ele e pelo Pedroso, que o "levou para as vidas", embora os incautos pensem que foi o contrário. Só falta a assinatura do "Gastão", que deve estar demasiado vesgo, para pôr uma patada de tinta, no lugar da cruz, que não é do Carlos, mas mesmo de pata de cão.

O Manuel de dia, Maria, de noite, Carrilho, é um pouco como a Maddie, por onde passa, fica sempre um odor de cadáver, e mais não digo.
Perfumou o manifesto...

Gosto imenso da Inês Pedrosa, que foi uma invenção do Arquiteto Saraiva, por ser uma das herdeiras do Império Feteira, aquele que se resumiu à morte da Dona Rosalina, perpetrada pelo Duarte Lima, com a sua cabeleira de "Giselle". É espantoso como é que, não se escrevendo, se consegue ir ganhando fama crescente de escritora, mas a Lídia Jorge, que chegou ao mesmo patamar, uns anos antes, pela porta de levar porrada de um capitão de abril, deve explicar melhor do que a outra. Às tantas, nenhuma delas sabe como chegou onde chegou, mas eu explico: típicas causas naturais portuguesas.
Devem querer o Governo na rua, por que o Relvas as não lê, mas eu também não leio, e isso deve ser a única coisa que eu tenho em comum com o Relvas...

Do Rosas é melhor eu não falar, porque é vingativo, como o Carrilho. Pronto, juro que não trago para aqui o tema clássico dos informadores da PIDE...

O meu amigo Letria resolveu trazer o filho, mas fica só o simpático recado de que há um momento em que se tem de perceber que as coisas mudaram, e que o Mundo já não é feito dos infinitos pores do sol do Cairo, por mais que a eterna medíocre Clara Ferreira Alves aponha a sua cruz -- é mesmo cruz, no caso dela... -- no final do manifesto.
(Aproveito, embora execre a criatura, para fazer aqui uma ressalva, que vem de fonte fidedigna, do meu caro amigo Leitão Ramos: os célebres textos que circulam na Net, onde ela crucifica o padrinho de Nafarros, Soares, são FALSOS. Ela NUNCA os escreveu, mas são uma vingança de um engraçadinho do senso comum que, já que a mulherzinha é nula a alinhavar linhas, se lhe apoderou das misérias estilísticas, e lhe encheu os chouriços com carne que nunca usaria. Fica aqui esta nota, já que, embora a considere detestável, nula e inenarrável, alguém, com algum peso na escrita, teria de vir fazer este reparo. Repito: os textos não são dela. Fica feito, e acho que fiz o meu dever.)

O António Reis e a Maria Belo trazem a Maçonaria macho e fêmea, o que é bonito, até por que, para não haver discriminação sexual, também temos a Maçonaria bicha e fufa, nuns nomes que estão na lista, mas não vou dizer quem são, para não me acusarem de sexismo...

Faltam, e é uma falha, as assinaturas da Fernanda Câncio, Armando Vara, de Mourinho, Renato Seabra, Pinto da Costa e Dias Loureiro.

O pior é que tenho de dizer que já estou farto da lista: também lá estão o arquiteto do regime, o das casas de banho viradas para fora, o Siza, e o Eduardo Lourenço, das sardinheiras, e até o meu primo Armando, para não variar; a Teresa Pizarro Beleza, que não deve ter nada a ver com o Gang dos Belezas, que embelezou o primeiro Cavaquistão, e vou cessar a enumeração, não sem antes deixar aqui um carinho, muito pessoal, muito cheio de afeto, para o João Galamba, que, se o Seguro chegasse ao Governo -- isola, isola, isola!... -- ia direitinho para Secretário de Estado, num primeiro arranque, e Ministro, num segundo. O seu segredo, para quem não saiba, é um elementar watson: é o protegido doutoral do João Constâncio, filho do filho da P*** do Vítor Constâncio, pelo que, quando ambos procriarem, com a gaja drogada que o acompanha, a ver, desse bater pratos vai sair uma coisa pior do que a semente do Diabo, do Polanski. Depois, não digam que não avisei...
 
É tão só uma farta fatia do Sistema, ansiosamente à espera de apear outra, para ocupar o seu lugar, com uns ingénuos enfiados pelo meio.
 
Chega, não chega?... Então, vamos à sobremesa.

Esta lista é tétrica, mas há uma ainda mais tétrica, que eu eu peço aos meus caros amigos Anonymous e Lulzsec que nos deem, como prenda da Restauração, como o maior segredo do Portugal contemporâneo: a listagem, completa, dos acionistas privados do BPN, também conhecidos pelos filhos da P*** que empurraram o Sócrates para nacionalizar o banquinho, e nós ficarmos a pagar, eternamente, o maior calote da História.

Nunca tinham pensado nisso, pois não, mas pensam agora. como deverão imaginar, nenhum dos signatários do célebre manifesto poderia, em circunstância alguma, pertencer a essa outra lista.

Quando a tiverem, podem pôr no "Casa das Aranhas", do meu caro amigo João, que o João agradece e até já está habituado, desde o escaldão da Maçonaria.

Quanto ao Manifesto, estou completamente de acordo, depois de limpo da assinaturas dos penduras: está na altura de a rua demitir o Governo, melhor, demitir o Sistema, melhor, abolir este cancro, a que chamam "Regime", e é uma dramática transgressão do Estado de Direito.

Nesse dia, prometo, eu assino, e creio que vocês também terão um enorme prazer em assinar.
Antes disso... não.

(Quarteto do estou tão farto disto, virgem maria, tão farto..., no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


A mulher mais poderosa do Mundo
24 Novembro 12 01:17 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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(Fabulosa)iImagem do Kaos

As últimas imagens do "Curiosity", que a NASA anunciou trazerem de Marte uma revelação que vai alterar o curso da História, são triviais: resumem-se a confirmar, lá do alto, que a Teresa Guilherme é a mulher mais poderosa do Mundo.
Se pensarem um pouco, foi inútil enviar tão alto, e caro, um autómato, para sustentar uma coisa que é corrente, desde as barracas do Porto às zonas interditadas à polícia, do Bairro da Belavista. Notável, notável, era terem descoberto, nas terras vermelhas, o manuscrito do bilhetinho do Carlos Cruz, para o "Bibi", a dizer-lhe, "se te perguntarem, diz que não me conheces de lado nenhum...", mais uma fraude paga pela Catalina Pestana, que devia era estar enjaulada com o Vale e Azevedo, o maior criminoso deste país. A verdade é que o "Curiosity" apenas confirmou que este país, que não pára para nada, pára todos os domingos para ver a ascensão do paradigma do subúrbio do subúrbio, que veio substituir o modelo citadino, dos nosso avós.
A coisa não é para todos, mas apenas para quem pode, e quem pode tem o poder de poder, o que é ainda para menos desses poucos.
O segredos da Teresa Guilherme são como a Eneiades de Plotino, e vão por patamares de segredo, até ao segredo final.
O primeiro segredo, que não é segredo nenhum, é que este país estabilizou, entre o coma não induzido e a catalepsia, num bovinismo cultural autocomplacente, que é jorrado, nos horários nobres da TVI, sobre milhões de espectadores. Quando a cultura é fraca, e a iliteracia a varanda do lado, tudo o que passa na televisão se transforma em padrão, e só a mulher mais poderosa do mundo conseguiria que, em escassos meses, todos os garanhões de Portugal passassem a andar com ondas de surf, no alto da testa, e campos de relvado raso, a amparar as orelhas, enquanto as p***s, as para p***s e as pós p***s, enfileirassem todas, numa espécie de andaimes do calcanhar, que, no tempo da minha mamã, indiciariam profissão de esquina, e agora confirmam que a esquina se generalizou como profissão única. Reiterando a tese, só a mulher mais poderosa do mundo conseguiria que o mundo inteiro se convertesse à única profissão da P***, por mimese e osmose, coisa que ela nem se atreveria a perguntar à "Voz", ou lá o que é que é aquilo, já que o nível de sapiência da Voz é atroz, como daquela vez em que ela exemplificou, como metáfora, "falar pelos cotovelos",
penso eu de que.
Só a mulher mais poderosa do mundo conseguiria que os Portugueses mudassem todos de canal, quando o aleijão de Boliqueime decidiu fazer humor, o que teve de levar legendas, porque rir também não é para todos, mas a verdade é que ele é um humorista nato, e pôs a dar gargalhadas de Jaba, da "Guerra das Estrelas", todos os túmulos da necrópole do Vale dos Reis.

Os segredos de nível seguinte, da Teresa Guilherme, indiciam o sonho de um país de rameiras e cadastrados, o que está quase consumado, e espera-se, pelas contas do Carlos Moedas, da Goldman Sachs, se concretize, antes do fim do mundo, de 21 de dezembro, onde já soa que não poderemos comparecer, por falta de fundos. Já temos um preso, Vale e Azevedo, o que representa um colossal esforço para manter cá fora todos os outros que deveriam estar, em vez dele, mas alguém tem de apanhar nos cornos, para servir de exemplo, porque o Gabão, quando nasce, não é para todos.

Quando passamos dos filhos para os pais, percebemos que a mulher é, de facto poderosa, porque não é para todos conseguir descer o nível, quando ele já tinha descido tudo, e estou a pensar naquela aberração de Gaia, que, com um pouco de sorte, ainda lhe vai aos cornos, em pleno espetáculo, depois daquelas horas de longa preparação que ela tem, com os machos a encavá-la, horas e horas a fio, pela frente e por detrás, e que lhe põem aquele brilho único no olhar. Não é para todas, ser prancha de surf dos mancebos da Lusitânia, das raras coisas transacionáveis que ainda produzimos, e arriar na Teresa Guilherme também não é para todos, que o diga a Laura "Bouche", que esteve mesmo para arriar, à pala de quererem o mesmo homem, e, aqui, vamos começar a ajavardar, que é para isso que me estão a ler...

Miguel Macedo, um gajo com ar de alucinado, do III Reich, incarna toda a incapacidade de uma geração para perceber que Portugal passou de um totalitarismo para uma Democracia, mais ou menos perfeita, mas formal, e estruturalmente, satisfatória, para um país que vinha das brenhas mentais e sociais. Nós somos incapazes de perdoar, e este ódio a situações mal resolvidas arrasta-se, num espírito inquisitorial, que nos converteu num dos países mais atrasados da Europa.  Politicamente, estamos, em novembro de 2012, com uns canalhas a tentarem vingar-se dos idos de abril de 74. Quanto ao resto, e exemplificando, somos, idiossincraticamente, apologistas de valorizar o pior que temos e desmerecer o que de melhor produzimos.

Essa ascensão do irrelevante levou, entre milhares de exemplos de balcão, a que colocássemos, nos píncaros, as marés e marés de Ineses Pedrosas que vomitámos, e os toma lá mais umas pilares del rio, agora que cadáver já foi para a sanita.
Na verdade, nunca sairemos disto, e o deficit cultural agravar-se-á de tal modo que levaremos milénios a chegar ao patamar mínimo da autocrítica. Até lá, teremos uns palhaços pendurados nas janelas, enquanto a minha contribuição autárquica e a taxa de esgotos estão a pagar a luz e a água que a Pilar não paga. Parece que se chama a isso "Desassossego", enquanto, para mim, é só mais uma lanterna de inquietação. Na verdade, até estou a empolar o assunto, já que há muito que o resolvi da maneira mais elementar, com um valente chuto na c***, para que ela vá vender as cinzas  dela para as cinzas dos vulcões de Lanzarote. Isto foi o que eu fiz, mas dou a cada um a liberdade de encontrar método melhor para se livrar dessa sanguessuga desassossegada.

Miguel Macedo, encarregado de assegurar a segurança do Reich, deveria lembrar-se do Conde Claus von Stauffenberg, em vez de andar a colecionar DVDs de imagens de peões de escadaria.

Eu sei que isto é muita areia para a camioneta dele, já que estamos no plano das licenciaturas por equivalência, mas, para quem saiba um pouco de História de Roma, quem degolava os Imperadores não eram as multidões, mas as Guardas Pretorianas, que, cansadas da tirania, um dia, sacavam dos gládios para cortar, pelas costas, os pescoços dos infames que lhes pagavam para os proteger.

Ao contrário das anteriores, estas poderosas mulheres não são físicas, mas alegorias. A sua máxima personificação chama-se "Ira", uma coisa que campeia pelas ruas, e é a mulher mais poderosa do mundo, que, quando resolve plantar-se, chega a transformar todas as vinhas do Parlamento em incendiadas escadas da Ira.

(Quarteto soturno da contagem decrescente, porque a ordem já foi dada, meus amigos, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")
O comportamento dos sistemas longe do equilíbrio, d'après Prigogine, com a Assembleia "Nacional" como miserável pano de fundo
16 Novembro 12 02:26 | Arrebenta | 3 Comentário(s)   
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Imagem do Kaos


Hoje, vinha escrever sobre a mulher mais poderosa do Mundo, mas a súbita degradação do clima social português obriga-me a voltar à teoria dos sistemas.

Num patamar eidético, todas as imagens televisivas, com as infindáveis montagens permitidas pelas televisões e outros órgãos de intoxicação social, são sulfurosamente mais poderosas do que o enunciar dos discursos. Algures, num desses canais de paralelização da Realidade, na forma de metadiscurso ideológico, passaram, ontem, imagens de violentas cargas policiais, entremeadas de um Cavaco, senil, e idêntico à imutável caricatura de si mesmo, que cultivou, desde os idos de 80.

No imediato, e no subliminar, a mão organizadora do instrumento visual estava a fazer um apelo à indignação, nas formas extremadas da sublevação.
Há um axioma da Sociologia que diz que, quanto menos forem sofisticadas as sociedades menos terá de ser sofisticado o encriptamento subliminar, e isto é um enunciado trivial, tão trivial que, para espectadores posicionados em patamares infinitamente afastados da base, como é o meu caso e o dos meus leitores, o caráter sistematicamente pouco elaborado dos processos de instigação torna-se inquietante, porque revela que o público alvo, decididamente, deixámos de ser nós, e a "target", neste momento, desceu aos tristes limiares da claque de Futebol-very-lights, dos apreciadores literais da "Casa dos Segredos" e dos tristes rastejantes de Fátima.

Num isomorfismo da Lei de Jakobson, e passe-se a controvérsia que, nos seus fundamentos, a abala, por excessiva simetria, há uma hierarquia do progressivo grau de intoxicação dos enunciados miméticos da Realidade que é inversamente proporcional ao nível crítico dos seus intervenientes.

Posto isto por palavras simples, há que perguntar aos atores dos crescentes combates de rua se têm consciência do que ali estão a fazer, em benefício de quem agem, e qual a real consequência dos seus comportamentos.

Num espaço teórico, comportamental, com N graus de liberdade, o que aproximaria a nossa análise da Utopia, mas simultaneamente lhe confere uma enorme franja de crítica, a quem queira desconstruir este texto, e num espaço de monitorização, com um número propositadamente mais restrito de níveis de variância, que poderei enunciar, para ajudar a acompanhar o raciocínio, o sucessivo crispar dos esgares do Saloio de Boliqueime, o precoce envelhecimento de Passos Coelho, ou o número de vezes que a palavra "filho da P***" é enunciada, por aposição ao nome de qualquer político, nesse espaço teórico de liberdade, como noutro texto referi, há uma aposta no tratamento topológico daquilo que designarei por hipersuperfície do descontentamento social dos Portugueses.

Por razões cartesianas, e aprioris kantianos, esse desenvolver topológico, que está a ser ensaiado através de gradientes ocultos -- para os incautos -- só nos é sensível e visualmente inteligível em cortes de dimensão máxima 3, ou seja, em eventos cuja tridimensionalidade nos seja acessível, embora comporte uma brutal elisão das restantes variáveis em jogo. Na verdade, o aumento de tensões, em níveis muito acima desses 3 graus, está a gerar aquilo que os comentadores de sola de sapato, como o Mister Marques "Magoo" Mendes, o perpétuo indignado Medina Carreira, que, por lapso, por fim -- descaiu-se!... -- se percebeu que papel estava, desde sempre, a desempenhar ali, o de arauto do colapso do Estado Social, uma criação dos governos liberais, para evitar o predomínio das correntes extremistas de teor marxista, como o recentemente desaparecido Hobsbawm bem acentuava, em contraposição com as correntes de "esquerda" de hoje, que já se esqueceram de que não têm dele a paternidade, a não ser na forma do "contra vós foi feito"; ou de outras anomalias, de patamar mais baixo, como aquelas que despacham o noticiário sério, em cinco minutos, para depois poderem estar a perorar meia hora sobre o que realmente interessa, o Futebol, a Seleção e o enxerto de porrada que o filho das barracas, Quaresma, deu no polícia.

As grandes culturas afundaram-se na proliferação dos espetáculos efémeros. Roma multiplicou-se nos combates sanguinolentos, ao ponto de levar à extinção muitas das espécies selvagens da orla afro mediterrânica. Constantinopla foi destruída, durante a revolta de Niké, por causa de lixo, ao nível dos clubes do Pinto da Costa, e daqueles que atiram petardos, naquela aberração arquitetónica -- o "berço" -- que os nossos fundos desviados construíram defronte do Colombo, tão má que conseguiu fazer do Colombo um Guggenheim de sarjeta, e a nossa civilização está-se a afundar nas drogas sintéticas e na iliteracia, que, numa meia dúzia de anos, se chegarmos a ter essa folga, levará a quem nem se perceba o que está escrito num cartaz de protesto.

Os sinais são sinistros. A América, afundada num deficit que faz parecer todos os deficits de todos os países da Europa brincadeiras de crianças, já nem escondeu que só estava à espera da caraça que iria ser eleita, para que a máquina oculta voltasse a pôr-se em marcha. Escolheram o caneco, e logo Tel Aviv foi bombardeada, para mostrar que a urgência era máxima. Se fosse o Romney, era o mesmo, porque a Guerra já está agendada. 
Afundados em fait-divers, como essas brincadeiras dos casamentos gay, entre outras, ou os sucessivos escândalos de pedofilia das hierarquias católicas, levam à enunciação de um aforismo, transponível para todas as sociedades anexas: quanto mais falam em casamentos "de ce genre", maior é o sinal de que estão divorciados da restante sociedade, a qual por extensão, acaba por ser a sociedade inteira, ou seja, o nível de divórcio dos políticos das massas é total e irreversível, já que os paliativos de redução de nível de violência são agora meramente transitórios.

Nas bancadas do derradeiro conforto, os manuéis alegres deste mundo, primeiras damas de honor da eleição e reeleição da Caricatura de Belém, continuam a falar do indivíduo, esquecendo-se de que a unidade mínima sociológica, nesta sociedade minada pelos excessos, pelas sobras e pelos inúteis, a unidade mínima é, hoje, a tribo, e, quanto mais primária, mais facilmente manipulável, nesta dinâmica do extermínio, que estamos a viver.

Já referi, e volto a referir, que os confrontos entre exaltados e barreiras policiais são mero desperdício de energia, já que, como alguns gritavam, "vocês (polícias) estão à frente, mas "eles" estão lá atrás", e isso deveria ser o leit motiv para os operacionais, que tardam a entrar em campo. A estratégia do Sistema é levar a topologia das massas, por extensão, a patamares de insustentabilidade de coesão, com superfícies de colapso de extensão e cronologia indiferenciadas, que levarão a um puro canibalismo dos processos. Estes germes de guerra civil deverão ser um dos mais sibaríticos momentos de contemplação e aplauso de quem, na sombra, está a elevar os patamares de entropia a tais níveis de insustentabilidade. Alguém terá de alertar as tribos que pensam estar a combater o inimigo de que o inimigo está, realmente, lá atrás.

Há uma corrente, pessimista, que diz que isto não é senão o começo, por mais que os anormais dos comentadores televisivos vos queiram fazer crer o contrário. Alguém utilizou a frase fatal de que esta violência era atípica, nos nossos processos sociais, o que é falso: ela costuma estar focalizada nos chamados alvos domésticos, ou semipúblicos, bater na mulher, violar crianças, queimar gatos, abusar de velhotas e animais, ou insultar os árbitros.
Deslocou-se, agora, para chamar "filho da P***" ao Passos Coelho, tratamento que ele nem merece, por estar substancialmente abaixo disso.
Esta violência, todavia, é a morfogénese de um sistema que, na ótica de Prigogine, tem estado demasiado longe dos seus patamares de equilíbrio, e é por isso que somos um povo atípico, já que a nossa normalidade são os patamares de instabilidade dos outros.
O que vem aí, agora que nos estamos a aproximar do desvio anormal da nossa idiossincrasia é... muito mau, e passará por coisas que não me apetece enunciar: citando os pessimistas, nada do que está a acontecer é o que parece, mas, tal como Hitler mandou incendiar o Reichtag, para dizer que tinham sido os Judeus, in extremis, o Parlamento acabará incendiado, antes do final do mês, como prenúncio de um "putsch", de extrema direita, em dominó, por todas as democracias do Ocidente, cujo sinal de arranque foi a reeleição de Obama, tal como poderia ter sido o advento de Romney.


Este é um texto desprovido de humor, pelo que é melhor terminá-lo com um sorriso: nos meus diários relatos da irrealidade quotidiana, para Laura "Bouche", exilada nas suas manilhas do broche algarvias, há sempre um suspiro de esperança: sonha com que os tumultos subam a Rua de S. Bento -- vulgo Rua Laura -- queimem o sacrário daquela que sustentava o Mundo, Amália Rodrigues, e lhe queimem uma das casinhas, mais a velha que mora por debaixo, e está sempre a telefonar aos Sapadores para cortarem a água à "vizinha", não vá a inundação engoli-la. A razão da vontade de ver a casota incendiada é elementar, o seguro cobre, pelo que fica já o convite ao movimento dos indignados: da próxima, em vez de apedrejarem polícias, peguem logo fogo à barraca da brochista!...

(Quarteto do ai-ai-ai, que vão desflorar a Senhora Bosca de Mota Amaral, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
A Maratona do Gaspar, na forma dos ministros que se borravam de medo, a saltar, todos os dias, pelas janelas das traseiras
08 Novembro 12 01:42 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Imagem do Kaos

Há uma avé maria e um glória e meio, pelo Kaos ter voltado ao ativo.

Como dizia o Poeta, "navegar é preciso, viver não é preciso", e que baste quanto baste o que vai de tremendo nesta frase, pelo que volta ele, apesar de assoberbado de trabalho, também volto eu.

Cometi um ilícito, que foi ter julgado que o humor estava esgotado, e, num sentido profundo, está, esquecendo-me de um subsetor importantíssimo que é o ridículo, que, quando não mata, mói, e quando não está a moer, está a governar, pelo que continua a existir uma inexaurível fonte de inspiração.
Suponho que Vítor Gaspar, fosse Raul Solnado vivo, seria imediatamente convidado para uma daquelas coisas do tempo do meu paizinho, que se desenrolavam no Teatro Laura Alves, e a que chamavam Teatro de Revista. Acontece que os tempos mudaram, e passámos aos tempos modernos, do Chaplin, e com aquele rasgo de previsibilidade, e olhar de águia, do gago galholho das Finanças, o homenzinho resolveu economizar na personagem, e passar a fazer diretamente o papel de si próprio, o que é uma coisa de uma tal espantação que só seria possível num país governado por longas dinastias de reis que vão invariavelmente nus.

Para quem não percebe nada de Economia, como é o meu caso, e o caso da maioria dos massacrados pela tara do Gaspar, eu vou explicar em que consiste a tara do Gaspar, já que é um elementar repositório de lineus, e lugares comuns, postos lado a lado, ou em fila, como preferirem, e que toda a gente percebe, se lhes dedicar um parágrafo, que não irei além dele.

Há um princípio elaboradíssimo das Finanças que diz que a melhor maneira de pagar o que se deve é pagar tudo de uma vez, porque, assim, a dívida cessa. Podem ler outra vez, porque foi mesmo o que eu escrevi. O Gaspar pensa assim, mas faseada e lentamente. Ele acha que a melhor maneira de uma pessoa se sentir sentida é com as continhas em dia, e eu estou totalmente de acordo, pelo que não é por aí que vamos divergir, nem cívica, nem politicamente. A consequência de uma pessoa que não tem dívidas já é menos evidente, posto que até os mortos, e não são poucos, têm dívidas. Acontece que, socialmente, quando o morto é dado como morto, na restrição de não ter herdeiros nem fiadores, a dívida vai com ele, o que é equivalente a nunca ter existido, e isto é assustador, porque, para mentes tacanhas como a Merkel, uma gaja pavorosa, ao nível do Hipopótamo da DREN, a Margarida Moreira, bastante rodada numa Alemanha dos pobres, uma favela ideológica, que os Europeus tiveram de engolir, nos idos de 90, a bem do politicamente correto, e que, como o BPN, nunca se soube o que realmente custou, a dívida, se não puder ser imputada ao morto, tem de arranjar uma vítima que alombe com ela. E isso é o que distingue a Merkel do bom senso consuetudinário das sociedades que se libertaram do Calvinismo e das vinganças até ao final do tempos, nas quais o Antigo Testamento era exímio. Acontece que a Merkel, que nunca deveria ter deixado de esfregar escadas no Ocidente, quando a sua/dela Alemanha Oriental faliu, foi, como Durão Barroso e outros canalhas afins, germinados no maoísmo tardio, elevada, pelo Princípio de Peter, aos lugares de mortificação dos cidadãos europeus.

O Muro de Berlim não foi deitado abaixo para que as osgas do lado de lá viessem arrotar postas de arenque fumado no lado de cá. O Muro de Berlim caiu para que milhões de seres humanos pudessem aspirar a níveis de existência e decência de que os amanhãs que cantavam os tinham apartado durante décadas. Ora, se, no meio do processo, a tendência parece começar a querer inverter-se, e a queda do muro de Berlim estar a funcionar como uma espécie de aspirador às avessas, a sugar-nos, a todos, para o lado cinzento da brecha, é sinal de que temos de pôr as patas à parede, agarrar numa moca, dizer BASTA, e desmiolar a Merkel, mais a cambada de cabrões que a acompanham, nos quais o Gaspar também enturma,
e, aqui,
voltamos ao Gaspar.

Há um segundo princípio no Gaspar que eu adoro: não se deve gastar mais do que se tem, e isso é lindo, parece um poema de Cesário Verde, mas recitado pela Ana Gomes, depois de já ter enfrascado três garrafas.
A consequência de eu não gastar mais do que tenho é que vou comprar menos do que devo, e, ao comprar menos do que devo, estou a empobrecer quem queria vender um pouco mais do que estava a produzir.
Quando eu compro menos do que quero, estou a  ficar mais triste do que devia, e, em efeito de espelho, a provocar o mesmo disforismo em quem sonhava com vender-me algo mais.
Sempre que não compro, não devo, mas torno-me num ser triste, e estagno, por dominó, tudo, em meu redor.
Há quem goste do cenário, como o Gaspar, mas eu não gosto, e estou no meu direito de não gostar, e de protestar. O fenómeno, do ponto de vista da Termodinâmica, corresponde a um patamar extremamente estável, que é a ausência total de entropia, o que, no vocabulário elementar da "Servilusa" é equivalente a ter a sala de espera, cheia de clientes, à sua espera, de vez, para o caixão.

Tudo isto já é uma anomalia, mas pode ainda tornar-se mais anómalo, se pensarmos que pode ser coadjuvado por outra aberrância, de teatro de revista, que possa pensar que a Economia de um país assente em pastéis de nata.
Sim, é verdade, pode assentar, tal como a produção de alumínio podia assentar numa filtragem adequada do sangue dos hemodialisados, depois de expostos a uma água imprópria para consumo, por excesso de teor de alumínio, como ficou célebre na boca de mais um dos ministros anedota do Primeiro Cavaquismo. O sistema até nem estava mal visto, e nunca percebi por que demitiram o governante, quando era um, sei lá, um visionário, comparativamente com estas alimárias que nos "governam", e, aqui, vou fazer uma inflexão no discurso: quando pensamos nas habilitações literárias das cavalgaduras que estão à frente dos Ministérios da agonizante III República Portuguesa, nunca tivemos um governo com habilitações tão elevadas, pelo que, por aquele hiperbolismo que nos é típico, vou já avançar com uma daquelas frase para vocês poderem repetir amanhã, e poder começar a aparecer, sem direitos de autor, naquelas mesas das quadraturas das bestas ou dos eixos das p***s, ou nas bancadas parlamentares da esquerda tradicional: nós, Portugueses, estamos a ser liderados pela geração de ministros -- à exceção de Relvas, esse filho da P*** -- mais habilitada de sempre, e essa gestão está a ser deliberadamente ruinosa para o país.

Sei que Álvaro Santos Pereira discordará de mim, dado que, pela primeira vez na sua História, desde os Descobrimentos, Portugal está a exportar um segmento de produtos topo de gama, já que ao ritmo de dezenas de milhar, estamos a enviar para o estrangeiro a nossa geração mais habilitada de sempre, o que, voltando ao Gaspar, quer dizer que, para ele agradecer ao País a generosa educação que dele recebeu, e que tanto lhe custou, sobretudo, nos bancos da Católica, que não se fazia pagar barata, se bem me lembro, está a implicar que o País entregue, de mão beijada, multidões, nos quais investiu oceanos de dinheiro, a barrigas de aluguer de emprego, que se devem estar a rebolar de gozo, de ver um país governado por filhos da P*** de tal calibre a ser despojado, alegre e silenciosamente, dos seus melhores recursos humanos.

E, aqui, tenho de fazer uma pausa, para dizer que a culpa não é do filho da P*** do Gaspar, mas também do filho da P*** do Passos Coelho, e do filho da P*** do Relvas, que acha que um curso é encontrar um universidade de golpistas, que lhe valide e equivalha as golpadas, e do filho da P*** do António Borges, e do filho da P*** do Carlos Moedas, que trabalha para a Goldman Sachs, e que -- também corre por aí -- tem um salário da CIA, tal como o Amaro, o Homem da América, do PS, numa geração sequente à de Jaime Gama, e Mário Soares, que também receberam do mesmo saco.

Aqui, creio que já começam a ficar incomodados, mas eu ainda vou agravar mais os termos da situação, ao dizer que o antepassado desta filha da putagem toda é o Sr. Aníbal, de Boliqueime, outro filho da P***, que depois de ter terminado o mandato, em 5 de outubro, voltou a terreiro, para inaugurar um hotel de luxo (?), que é o nome que, em Portugal, damos ao lixo remediado, e, apesar de ter as câmaras da TV bem em cima, bem focadas, para os Portugeses não perderem nenhum daqueles esgares, nenhuma daquelas expressões de saloiice, de indignidade, de patobravismo, de senilidade, de mediocridade, de bovinocontemplação de boi para palácio, aquele atirar da corcunda da Maria, para trás, como se nunca tivesse visto tetos tão altos, aquelas babas algarvias, a escorrerem pelos cantos da boca, aquelas chitas, mal alinhavadas em casa, aqueles fatos bafientos, dos manequins dos anos 50, da defunta Rua do Fanqueiros, aquelas garras, minadas pela artrose, e aquele repugnante prognatismo, de retroescavadora de entulhos das barracas da Ria Formosa, enfim, eu até podia continuar a vomitar adjetivações negativas e a evocar imagens deprimentes, mas vamos outra vez à Maratona, porque, tanto quanto me lembre, a Maratona é uma celebração épica das Guerras Gregas, onde Filípides foi mandado, por Milcíades, levar a boa nova da vitória a Atenas, onde as mulheres aguardavam, angustiadas, pela nova da frente. Diz-se que morreu, embora não sejam consensuais as versões, mas, uma vez construída a lenda, pouco importa a veracidade do seu fundo.

Ora vir Gaspar, uma criatura do senso comum, ligada a uma teoria monetarista, que falhou por todo o sítio em que foi aplicada, e que é totalmente oposta ao princípio da esperança, que dita exatamente o contrário: que devo, hoje, viver tanto quanto baste além das minhas posses, na esperança de que, amanhã, esse esforço corresponda a um acréscimo de riqueza e bem estar, que, então, me poderá levar a olhar para ontem, como um lugar onde já estava a preparar, na forma de aquém, esse prosperar desejado (em economia, isto chama-se keynesianismo), vir Gaspar, falar de Maratonas... deve haver um equívoco.

O primeiro, que só gastei ponderadamente mais além do que tinha, e não tenho agora de vir pagar faturas monstruosas de alguém que, sem o meu consentimento, nas minhas costas, e subrepticiamente, se apropriou, desbaratou e espoliou, do que poderia ser meu.

O segundo, que, quando a aberração olheirenta, que só num país do terceiro mundo pode passar por competente, me diz que, não só fui "voluntariado", à força, para uma corrida onde não me inscrevi, e, mais, ele dá, como certo (!), que vamos cair, no quilómetro não sei das quantas, eu tenho o direito de o recusar

E vem o terceiro, que não é equívoco, mas deve ser devidamente iluminado: se alguém gastou, se isso nos atirou para uma longa agonizante, e certa, corrida para a morte, temos o dever, e a obrigação, de ir procurar os filhos da P*** que nos lançaram nesse situação, e obrigá-los, a eles, sim, a correr essa corrida da falência, que nos provocaram, e eu digo já alguns, porquanto vocês ainda conhecem outros: vamos pôr, na Maratona, as gorduras do criminoso Ferreira do Amaral, do cabrão do Dias Loureiro, do assassino Duarte Lima, do ladrão Cardoso e Cunha, do palhaço do Catroga, e o patrão deles todos, o Aleijão de Boleiqueime, a correr com a sua Patrícia e a Perpétua e a Maria atrás, e mais os chulos do Mexia, do Zeinal Bava e do Borges... isso, vamos pôr o cancro do Borges a correr, como tanto gostava a Lurdes Rodrigues de fazer, com as suas juntas médicas, vamos pôr a assassina dos hemofílicos, Leonor Beleza, no troque troque, e o Relvas, e o Valentim Loureiro, e o Pinto da Costa, e o Isaltino, e os gajos todos das PPPs, as Cardonas, e os ex ministros que estão a chular os conselhos de administração das empresas públicas, os que têm 70 empregos, e o Proença de Carvalho, e o Paes do Amaral, e o Ulrich, e o pulha do Jardim Gonçalves, vamos, isso, vamos pô-los todos a correr, mais o Sr. Aníbal e a sua corte presidencial, de 500 párias, mais a Laura Diogo, a Fátima Padinha e a Fátima Felgueiras, as fundações do Figo, e a Pilar del Rio a correr, com o seu cadáver nobelizado às costas, mais a vice reitora, completamente bêbeda, e mais os equiparados, por golpadas, da "Lusófona", e o Sócrates, mais o Vara e o Vasco Franco e todos os "licenciados" da "Independente", e mais os pedófilos que nunca foram apanhados pelas malhas do "Casa Pia", e mais o porteiro da "Portucalense", que tinha vídeos de violações de bebés (!), e mais o Carlos Cruz e o Albarrã, e a coca do Balsemão, e a Serenela Andrade, e o Carrilho e a sua união de facto, lésbica, e a Clara Ferreira Alves, e o Rangel e o Miguel Sousa Tavares, e o Professor Marcelo, e vamos pôr essa escumalha toda a correr, a correr, durante 40 quilómetros, e, se cansarem de os ver só a correr, durante tanto tempo, eu vou deixar, aqui, em cima da mesa, alguma caçadeiras de cano cerrado.

As da esquerda disparam balas de borracha, as da direita, são de fogo real.

Fica ao vosso critério escolher.

(Quarteto do isto está para breve, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
Amanhã, soarão esplendores :-)
23 Outubro 12 02:41 | Arrebenta | 21 Comentário(s)   

                   Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Imagem do Kaos

Não vinha com a intenção de escrever um texto técnico, mas há um tempo para tudo, inclusive para o Tempo.

De aqui a 30 anos, passaremos para a data mágica de 1143, altura em que um punhado de gente, com pouca terra, e descendendo de Roberto, o Pio, Rei de França, veio conquistar umas fatias de teritório, naquele no man’s land que separava a Cruz do Crescente.

Gosto de História, mas só por acidente sou historiador, e, perversamente, da Ciência.

A Idade Média Portuguesa é uma pequena e simpática épica local, que se esgotou, no dia em que os fortes cavaleiros descobriram que só lhes faltava cavalgar o Mar. A partir de então, numa estranha sina, que só se poderia comparar com a dos Fenícios, deixámos de ser um país, e passámos a ser um lugar de passagem.

O gene lusitano é estranho, porque está permanentemente marcado pelos índices da Partida.

Somos, por essência, um lugar de despovoamento, com os recém-chegados a sentirem, todos os dias, o “estranhamento” das partes desertas. Talvez por isso, tenhamos dificuldades em criar tradições, sobretudo, naquilo que a mim, enquanto intelectual, toca: cada um de nós é sempre um pilar deserto, que inaugura e finda uma genealogia. Como estátuas da Ilha da Páscoa, nós olhamos, solitariamente, em frente, aguardando que o Tempo, e o Vento e o Mar, nos façam tombar de face.

O problema do discurso intelectual é aquela necessidade, ou, se o quiserem, inevitabilidade, do nefelibata, e da sua teia de ideias, estar vinculado ao corpo de um tempo e de uma vizinhança, ou seja, a necessidade e o dever cívico de cuidar, pela elocução da escrita, daqueles, outros, cuja voz é mais frágil, ou inexistente.

Numa parceria, que derivou do enorme erro, -- The Great Portuguese Disaster -- e, mesmo, cataclismo histórico, que foi a reentrada da maior deformidade da III República, Aníbal Cavaco Silva, no tabuleiro de um jogo que já antes tinha condenado ao despedaçamento, avancei, com o “Kaos” naquilo que o futuro cunhará como uma afortunada osmose entre o pensamento visual e a insurreição do texto.

Enquanto Cavaco assistia, e alimentava, a destruição económica, financeira, agrícola, judicial, moral, ética, cultural e, mesmo, física de um secular trajeto histórico, passaram-nos, pela frente, os desastres sequentes do que foi o seu neosalazarismo, dos anos 80 e 90, já nas figuras de Milénio de Sócrates e de Passos Coelho. Se tivesse havido um Presidente, nesta enorme sede vacante que é a fase crepuscular da III República, nunca Sócrates teria destruído o que destruiu, nem Passos Coelho, um produto de vaudeville, teriam podido alcançar a suicida massa crítica que atingiram.

Enquanto o país se desfazia, Cavaco macho e fêmea, inauguravam presépios atrás de presépio, com os lencinhos do adeus, de Fátima, a dizer, sejam bem-vindos, no vosso horror continuado.

Acabámos a ver o solzinho e a dívida externa, a dançar.

Enquanto a paródia se desenvolvia, ambos satirizámos, com garbo e furor, por imagem e palavra, todo este festival decadente.

Por inerência, o humor, a ironia e o tremendo sarcasmo têm, sempre, por alvo aquilo que consideraríamos um ponto singular no tecido social, ou seja, numa geometria de referenciais convencionados, o alimento do rumor da imagem e da escrita seria sempre a anomalia balizada e incarnada em alvo. No momento em que a plateia de valores se dissolve e a anomalia se generaliza, há uma dramática confusão entre o alvo e o atirador, ou seja, como em Matrix, já não é possível lutar contra uma multidão de Mr. Smith, porque todos se converteram em Smith.

O salto seguinte, para o qual, em vários emails pessoais, adverti os críticos e criadores da Blogosfera, nos quais me incluo, era o risco de, nós mesmo, começarmos a incarnar Mr. Smith.

Num retorno à Poética, de Aristóteles, e à sua catarse, cada vez mais atual, no presente momento de deriva, o empenhamento no perfecionismo da forma visual ou panfletária, das imagens do “Kaos”, ou das “farpas”, ou “breves” do “Arrebenta”, e, ainda mais, na sua potenciação simbiótica, podia, pode, e cumpriu, durante algum tempo, o tempo útil, eventualmente o tempo mítico, de servir de patamar catártico intermédio, impedindo, por uma sublimação e aculturação sociais, que a violência imediata, e no limite, mortal, se diluísse na gargalhada e no vernáculo, que a liberdade da linguagem literária sempre permitiu.


A sociedade portuguesa, num estado de adiantada putrefacção, correlato da decomposição do Ocidente e de todo o sistema mundial de padrões ditado pelo Iluminismo, como Mauro Sampaio resumiu, numa recente e memorável intervenção televisiva, não passa, presentemente, de um cenário de entrecruzamento de sórdidos interesses, regidos por mafias, infiltrados da Maçonaria clássica, novos criminosos da Opus Dei, fundamentalistas, neofascistas e neoestalinistas, braços e agentes de todo o tipo de mafias, portuguesa, italiana, romena, russa, búlgara, turca, chinesa, angolana, e de todos os subprodutos párias da fase terminal do Capitalismo, na sua forma futebolística de circenses sine panem.

Curiosamente, uma comunidade globalizada, não se conseguiu, termodinamicamente, equilibrar num ponto ótimo, mercantilista, antes, muito para lá dos piores pesadelos marxistas, estagnou em monopólios de extorsão locais, regidos por gente abaixo de qualquer sistema de valores.

Este sistema, mantido por constantes fontes de intoxicação social, impede-nos, pelo ruído de fundo, de aceder a qualquer informação de qualidade, antes a substituindo por constantes versões atenuadas, ou, cada vez mais assumidas, de mentira. Ao acaso, e por que o tema me enoja profundamente, poderia tomar como referência o Estripador de Cantanhede, que uma cultura abissalmente gangrenada viu, por cá, tratado em cordões humanos de solidariedade (!), com mães chorosas, e padres a navegarem na apologética do inconcebível, revistas cor-de-rosa a defenderem o indefensável, para, subitamente, debaixo dos holofotes do pragmatismo anglo-saxónico, vermos emergir a verdadeira face daquilo que nos representa, e envergonha, lá fora, uma sociedade alicerçada na falsidade, no oportunismo, no anestético, oscilando entre pulsões pedófilas e gerontófilas, para terminar em vinganças sangrentas de um disforme mental, que, como milhares de portugueses, não suporta a sua estrutura sexual, e envolve o nome de Portugal numa  escabrosa história de estripadores e canibais, que vão beber sangue humano (!) num hotel de luxo de Nova Iorque.

À sua limitada maneira, tal Cavaco Silva, ou Teresa Guilherme, Renato Seabra é um epítome daquele não ser profundo, que, doentiamente, vai assassinando o que de melhor havia nos melhores de nós mesmos.

Nas sociedades em crise, o Humor sempre foi um espaço de distensão. Nas sociedades em agonia, o próprio espaço do humor e da satirização é ocupado por peões do Sistema, que bem sabem o peso crucial desses limiares na manutenção de lençóis sociológicos de não rotura, e aqui chegamos ao ponto crucial, que foi a ocupação dessas fronteiras, reservadas à purga do status quo, por figuras oscilando entre o menor e o minúsculo, servidas em doses industriais, e no tempo mais eficaz, para produzirem um efeito de aculturação e domesticação, que me atreveria a designar por iliteracia do humor, onde a própria gargalhada foi condicionada e restringida a fronteiras e temas minuciosamente estudados, de modo a não provocarem um desmoronamento do edifício.

Um medina carreiramento, para começar pelo topo, até descer a vários exemplos de base. Não sei enumerá-los, porque não os frequento, mas posso dar os exemplos clássicos da mediocridade dos “Gatos Fedorentos” e do chiqueiro dourado da Clara Ferreira Alves, entre tantos.

Ao contrário destes lugares regiamente pagos, para fazerem a extorsão do riso e da sátira, o insuportável de figuras como o “Kaos” e o “Arrebenta”, ficções de sucesso e de transmissão foi o de nunca serem reintegráveis, recicláveis, assimiláveis ou assalariáveis, pelo Sistema.

Apesar de sobressaltos de percurso, nunca houve qualquer intenção de capitalizar, tornar rentáveis, ou a soldo, ou, pior ainda, constituir formas de ocupação, ou substituição, do Poder, ou, ainda mais baixo -- o topo da base de tantos -- de pretender integrar as plataformas de intoxicação social, através de uma capelinha dos reformados, só deus sabe, nalguma coluna de algum pasquim do Sistema, ou num tempo de antena de uma televisão dos grupos correntes de genocídio do pensamento e da expressão.

A História está recheada destes exemplos de não normalização, cujo custo foi sempre a de uma enorme penalização do eu humano do criador.

Entre “Kaos” e “Arrebenta”, parce que la rose est sans pourquoi, a intenção foi sempre, e sistematicamente, a de talhar a mesma frase, o clássico, "olhai, porque o rei vai nu!...", e esperar que o público a repetisse, em uníssono e cada vez mais alto.

Passamos aqui dos sistemas para os meta sistemas, porque, nesta meia década de bombardeamento diário e sistemático, o indivíduo, como Proteu, foi-se metamorfoseando. Um dos derradeiros momentos de glória de profanação dos velhos alvos, foi real, pouco presenciado, mas épico, quando a caríssima Priscila afrontou esse cancro reles da III República, Maria de Lurdes Rodrigues, para lhe arrancar, perante uma plateia estupefacta, que, para esse ogre da Sociologia, só existiam duas profissões, o “Médico” e o “Engenheiro” (!). Talvez quem acabou de ler estas linhas perceba agora a lógica sectária e fundamentalista com que a sociedade portuguesa foi ultimamente tratada, entre esta ciência flácida, e outra, não menos flácida, a Economia, onde um fracassado, que depois de uma ruína académica, decidiu tornar todo um país numa experiência falhada de um momento histórico crucial.

A questão é que ascendendo, ou seja, passando dos referenciais onde estas figuras são, ou foram cimeiras, para os meta referenciais, em que não passam de peões, como nos alerta o terrível texto de Luiz Carvalho -- que lhe dá a autoridade, por ter frequentado os meandros do “Expresso”, com todas as suas maravilhas e horrores -- há uma estratégia de genocídio adotada, e, desculpem-me a tecnicidade do léxico, essa estratégia obedece a uma topologia própria, simultaneamente animada de uma cinemática e de uma dinâmica idiossincráticas, cujo objetivo fulcral é a manutenção das estruturas, e, inclusivamente, das personagens, entendidas como eternas, e o seu cenário como o Fim da História.

Neste sistema dinâmico, cujas pontas estão nas mãos dos tais “muito poderosos”, a variedade social, S, ainda que dinâmica, pretende-se “estruturalmente estável”, ou seja, se para cada área limite, envolvente do tempo e do evento X se conseguir, permanentemente, encontrar um X’, sequente, que assegure um homeomorfismo, h(x), de S sobre si mesma, que transforme todas as trajetórias de X numa trajetória inclusa do tipo (M,X’). Topologicamente, e de uma forma tendencialmente laplaciana, o campo dos diferenciais, entendido como a envolvente global de todos os potenciais identificáveis sobre a variedade social, S, deve, assim, reger-se pelo gradiente grad V, assumindo-se que a função V é monótona crescente. Ora, em forma de crítica, o laplacianismo implícito nesta monotonia crescente deixa imediatamente supor uma meta estrutura monstruosa, cuja entropia fosse deliberadamente potenciada, e determinista, embora, anomalamente “estável”, porque, escatologicamente, os senhores sensores desta aberração socio topológica sabem que, no final do percurso, existe uma singularidade morfológica, que corresponderá ao fim do Fim, na forma de catástrofe, e estamos aqui em pleno Thom, ou, mais simplificadamente, numa máquina de Zeeman, onde o elástico subitamente se distenderá.

Em toda a História, estes momentos chamaram-se Guerra, e levaram a indetermináveis genocídios.

Estes monstros da sombra, imersos no seu “Matrix”, estão a ousar uma coisa que Mandelbrot, ou qualquer teorizador do Caos, desde Lorenz, ou, mesmo, do antepassado, Poincaré, sabem que não é possível, e, se o colapso das bolsas, apesar de suportado por uma modelização insuficiente de, digamos, por alto, um aparato de 36 sistemas simultâneos de equações diferenciais, a tentarem simular, em tempo real, as oscilações de humor dos valores das ações, não funciona, ou funciona pela glória e colapso de atratores locais, o que as volta a remeter para o que sempre se temeu, o caráter aleatório das variações; se o colapso das bolsas não lhes chega, que dizer, então, sobre a bateria de simuladores diferenciais, que fornecesse um modelo adequado aos gradientes e ao devir de uma população imprevisivelmente amordaçada pela ameaça de fome, ruína e desespero de esperança?...

Nessa lógica, o custo da entropia, com evicção de uma morfologia de rotura levará, inevitavelmente, ao colapsar dos elementos mais frágeis, o que, socialmente, corresponderá a um genocídio regulado, ou orientado, em que cada um se tornará no canibal de cada qual, por alimentação de velhas categorias aristotélicas, que o Marxismo elidiu, e pelo qual falhou, já que ninguém defende com mais força senão o que é sua propriedade, e a colisão social está, neste momento, a ser sistematicamente alimentada por aquilo que chamaríamos um gradiente de inveja, por focalização desregulada em pseudo exemplos de evidenciação, elidindo os verdadeiros poderes de sombra, e lançando as bases numa chacina social, sob a forma de uma guerra civil consentida, entre o que nada tem, e aquele que um pouco mais detém, para mais, assimilada como justa e inevitável.

O sinal de que essa hora chegou foi o súbito e brutal dispensar dos agentes que contribuíram para a intoxicação social, atacando indiscriminadamente os veículos jornalísticos, a soldo, ou estrangulados pela impossibilidade de transmitir a verdade.

Num termo que faz furor na Academia, a miscenização, de algum modo entre a imagética do “Kaos”, ou o estilo próprio do “Arrebenta” -- que, aqui, voluntariamente, e ironicamente, quer na forma, quer na extensão do texto, contornei -- passaram a integrar o léxico, a gramática e mesmo a retórica dos movimentos de insurreição, que invadiram as nossas ruas. Se, defronte de Belém, foi divertido, subitamente ver, a emergir, nas televisões, as caras físicas dos eternos insurretos do “Braganza Mothers”, o “Kaos”, a bater na sua panela, a "Kaotica", cheia de panfletos, como uma fúria florestal, a Isabel, como uma pantera, a tentar devorar a câmara, o João, de estandarte na mão, enquanto o meu próprio autor se rebolava de gozo, no meio da multidão, a ver um cartaz, gigante, com o SEU ataque do Cavaco a ser ferozmente esticado para os jardins de Belém, depois de já ter mandado, na Rua da Junqueira, para a outra parte, a concubina do Relvas, uma boca da servidão com metade da idade do seu cobridor, e completamente indignada com aquela interpelação de plateia, meu deus, que glorioso é ver agora, assimiladas pela luta da multidão, imagens, por toda a parte, concebidas “à la manière” do “Kaos”, ou a Assembleia da República, os deputados, os Ministros e os comentadores a integrarem, como o crescente vociferar da turba, tanta da linguagem vernácula do “Arrebenta”, mas, agora, naquele tom fatal, que nunca quisemos, e por isso, nos retiramos para o repouso de uma certa retaguarda.

Não podemos incorrer no risco de fornecer ao inimigo mais armas, para este canibalismo que estiveram a preparar. Deixamos, voluntária, e atempadamente, de ser catárticos, e de servir de patamar de sublimação entre os focos do horror e a crescente vontade de os exterminar.

A luta agora tem o nosso estilo, mas os recursos dessa luta são, hoje, infinitamente mais vastos do que os nossos, que sempre foram criação artística de imagem e afinamento do texto. 

Que maior prazer do que ver os piratas informáticos a invadir esse coio de opressão que é o Patriarcado do Fundamentalismo Cristão, com uma imagem de estilo, a que só faltava a assinatura do “Kaos”, embora dele já não fosse?... Suponho que isso seja a Eternidade, se maior elogio não lhe pudesse fazer...

Todavia, há um tempo para reinar e há um tempo para abdicar.

Os próximos meses serão cruciais, mas a rua já absorveu a lição e a linguagem própria da insurreição. Como já perceberam, para estes autores, e por mim falo, por esta linguagem que estão a estranhar, estou compltamente... noutra. O “Arrebenta” é um divertimento de uma personalidade bem mais vasta, que, neste momento, está entediada de escrever à… “Arrebenta”. Acontece, e aconteceu, tanto a mim, como ao ser humano, que existe por detrás do mítico “Kaos”. Imaginem o quanto me pode interessar uma cavalgadura, como Miguel Relvas, quando estou a olhar para um denário de Juba II, da Mauritânia, o afortunado esposo de Cleópatra Selene, filha de Cleópatra VII e de Marco António...

A hora é, agora, de reflexão, e de silêncio, um silêncio terrível e gritante, que se está a multiplicar por todas as vozes que não mais largarão as ruas.

Esta é uma pausa que durará até que sintamos a vontade de reentrevir.

O “Kaos” já tomou a decisão de repousar, e, com ele, o “Arrebenta” também aqui começa a hibernar, porque é cessado o tempo preparatório das imagens e das palavras.

Neste momento, já passámos para o patamar do Mito. Talvez regressemos, mas a luta, agora, é integralmente vossa, porque é chegada a hora da Ação.

Amanhã, certamente, soarão esplendores. :-)



(Quarteto dos esplendores, como “Gran Finale” do “Kaos” e do “Arrebenta”, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia emPortugal”, no “Klandestino” e no eterno “The Braganza Mothers”)



A Educação de Gaspar
17 Outubro 12 01:39 | Arrebenta | 31 Comentário(s)   
Imagem do Kaos, com uma dedicatória de profundíssima maldade para a  semirâmica Karocha

Quando a identidade nacional se dissolve e as fronteiras do Estado são sabotadas do interior, é bom que se faça um apanhado das poucas coisas seguras que nos restam. Lamento dizer, mas também essas são hoje poucas: a virgindade da Senhora de Mota Amaral, que também podia ter sido transladada para a "virgindade do António Calvário", e nunca se saberá por que escolheram um e não outro, mas a sabedoria popular dirá que um "teve sorte", e o outro "teve azar", embora eu agora até duvide de que o Cardeal Patriarca o seja, porque, naquelas noites de desvario, em que um homem é homem, deva ter papado alguma freira, de hábito arregaçado, no meio de muitos ai jesus e valha-me deus...; o facto de, depois de a irmã Lúcia ter deixado de segurar o Mundo, o fardo ter sucessivamente passado para a Serenela Andradre e acabado, por exaustão, na corcunda da Teresa Guilherme -- um beijo, para ela, que essas coisas da tiróide são terríveis: têm-se em velha e deixam marcas para toda a juventude --; a pele estragada do Cristiano Ronaldo, a inocência do Carlos Cruz, e a culpa perpétua do Vale e Azevedo (que é culpado, porque era "chic", como, repito, jura a Conceição). Temos mais alguns pequenos pilares, como as fotos de Renato Seabra, a beijar as cáries de Carlos Castro, quando ainda pensava que a "Gordurosa" o podia meter na RTP, mas foi depois "desenganado", apesar dos sucessivos avisos de Pedro Granger; a ideia de que o Seguro ainda segura alguma coisa, ou o mito de que  o Vítor Gaspar fala devagar, por ter um QI muito elevado.

Tudo o anterior é irrelevante, exceto Vítor Gaspar, uma anomalia técnica do sistema de referências português, típico de uma época de equivalências "normal", para o anormal do Nuno Crato, que, por analogia, está para o Relvas, como os lindos olhos de Mariano Gago estiveram para o diploma de Sócrates. Para mim, completamente analfabeto nessas coisas académicas, creio que essa seja a diferença entre o "Major" e o "minor": um tinha um diploma a que faltavam umas cadeiras; o outro tem umas cadeiras, a que falta um diploma inteiro, mas tudo bem, já que, para o grau de iliteracia dos gentios nacionais, ter qualquer coisinha faz de qualquer um um qualquer doutor, e, de qualquer um doutor se pode chegar a Primeiro ministro, para, muito mais facilmente, se descender depois a um qualquer ministro, e por aí abaixo, até acabar nos estertores do "Eixo do Mal", ou da "Casa dos Segredos".

O Português, que reage por emoções primárias, quer nos urros do Futebol -- que se confundem com os urros do orgasmo de montar a Maria, a pensar no Mourinho -- é particularmente sensível à "dificuldade", seja a de não perceber uma linha do pós camilismo putrefacto da nonagenária Agustina, ou de achar que o Gaspar fala lento, e arrastado, não pelas carteirinhas estafadas dos antidepressivos, mas pelo lastro de um pensamento. Resumidamente, o que é difícil é bom, e o que não se entende, por extensão, ou, matematicamente falando, por extensão dos limites laterais, em Rn, se não for mesmo inteligível, é excelente. Para mim, ele fala devagar, só porque tem tomates de chumbo, e isso pesa-lhe até à boca.

Um dos problemas do nacional porreirismo do politicamente correto é a incapacidade de gritar que o rei vai nu, porque pode parecer mal, mas o Gaspar é o típico gajo que, a enrolar assim, numa sociedade crítica e com algum humor, imediatamente apanhava, por detrás, com um bolo de creme nas queixadas, e, acreditem, até era capaz de continuar a perorar, com as fuças cheias de chantilly, como a Cavaca Velha, enquanto a Luísa, grita que grita, com a bandeira mal hasteada, marcava, em 5 de outubro, o dia final do fim do Regime. Consequentemente, como ninguém se lembra de afirmar que o gajo está em puro delírio, há hostes e hostes de comentadores de bancada que dizem, já agora, deixa lá ver.., o que se insere no espírito titaniquesco que também ideossincratizou alguns momentos cruciais da nossa identidade. Quando acordarem, já estarão na fase das relíquias, portanto, não contem comigo.

Também não contem comigo para mais: a primeira, na sequência do anterior, para ficar a ver se deixa lá ver..., porque já há muito tirei o retrato ao Gasparito de la Nuit, e já o excluí do baralho, de maneira que se podem entreter com as vossas punhetas de mamas, porque eu já não estou nem aí; a segunda, com a tal história dos portugueses todos unidos para..., porque eu só estarei unido com, e para... pôr esta gente toda na rua, e toda é... sem exceção; a terceira, um tal de "Movimento Branco", que quer voltar a entregar à Múmia de Boliqueime a oportunidade de destruir o que já destruiu, ao longo de 20 anos, e, aqui, chegamos a outro ponto de viragem: a crise constitucional absoluta, que marca o fim do regime, e que corresponde, simultaneamente, à inexistência de um Chefe do Estado, assim como de uma Assembleia da República, que, há muito, não exerce a função para a qual foi constituída, a de LEGISLAR, mas antes serve de rançoso "subwoofer" das gangrenas absolutas que destruíram a tentativa de autonomia democrática da defunta III República.

A cereja do bolo foi a necessidade do Gaspar afirmar que tinha "educação", e eu respeito-o, porque, quando alguém se senta ao lado do Relvas, e depois o incumbe de ir entregar à Suricata da Assembleia "Nacional" a Proposta de Extorsão Orçamental 2012/2013, torna-se suspeito de, também, carecer de, enfim, abandonemos o polissémico "educação", e adotemos o termo mais arcaico de "instrução". Eu, por exemplo, tinha uma lacuna na minha instrução, porque ainda estava naquele engano de alma ledo e cego de ter a acreditado que tinha sido a Laura Diogo a ser rebentada, quando, e de aí a dedicatória, a rebentada tinha sido, pasmem-se, a própria Padinha, a quem rebentaram com a peidinha, e não vou desenvolver mais o tema, porque todas elas se tornam sérias com a idade, e ainda me podiam acusar de estar a insinuar que, depois de termos tido um país governado a partir das sucatas, tínhamos agora uma Confraria das "Doce", na forma de refustedo angolano fora de época, cala-te boca. Axiologicamente, mas apenas como nota de rodapé, não se devem espantar com o facto, porque os portugueses, de facto, não gostam de mulheres, suportam-nas, ou odeiam-nas, já que, desde o nosso imaginário medieval, a boca da servidão se confundiu com a górgona, deita chamas, ou é uma ameaçadora boca de pescada, com dentes aguçados e odor de bacalhau, o que é lindíssimo, enquanto cultura, e deixa entrever uma espécie de "Casa Pia" à escala global, mas isso fica para um próximo texto, já que o que me trouxe aqui foi... a educação do Gaspar.

Indo, como qualquer analfabeto normal, à "Wikipédia", por lá reza que o Vítor Gaspar é primo coirmão do Louçã, cabeça de lista do P.S., nas próximas Legislativas antecipadas, e que começou os estudos tardiamente, ou, mais propriamente, que os estudos lhe nasceram, como Baco, da coxa de Júpiter, já na forma de Eminência Parda de Economia, da Católica, onde o "enorme esforço" das propinas foi para uma privada, para acabar na Nova, num percurso que toda a gente conhece, mas, em nada se compadece com a brutalidade das propinas hoje praticadas, ou, trocando por miúdos, muito deu ao Privado e bastante sacou do Público, pelo que a sua educação deverá ser considerada como uma forma precoce de parceria público-privada.

Para que não digam que quero desfazer o homem, pelo qual nutro um especial carinho, e que, prometo, irei ajudar com um ombro amigo, quando o Portas lhe tirar o tapete -- Relvas, escusas de insistir na história dos sanitários do Piso 2 do Fórum Picoas, porque essa já não pega, e tenta, antes, investigar uns levantamentos apressados nas penumbras do "Cinebolso", embora te garanta que quem se escaldou como vocês o escaldaram já não se escalda com mais coisa nenhuma, e ainda corre o risco de ser levado em ombros, se decidir atirar o "Clube das "Doce" de Angola" para... Angola :-) -- vou fazer uma pequena viagem no tempo, vir mais atrás do Padre António Vieira, e passar pela adolescência, de onde vêm aquelas olheiras profundas, explicadas em qualquer tratado de saúde pública, do positivismo do séc. XIX, como manifesto abuso de onanismo, com 10 000 000 de mirones a ver, e cair na educação primária, aquele colégio, lembras-te, onde já eras embirrento, caprichoso e antissocial  Como Freud diz, esses são os anos mais importantes, e levaram-te a uma carreira de naufrágio, teimoso, obsoleto e suicida, mas é agora que ele se vai vingar das humilhações da infância, lixando os contemporâneos, os filhos, e, até os netos. Para mim, mais pragmático, a educação do Gaspar tinha-se resolvido com um par de estalos, atempadamente aplicado, na primária, no básico, no secundário, na universidade, no doutoramento, estalos atrás de estalos, até apreender que a teimosia não é uma das virtudes sociais. A rua vai-lhe-o ensinar, neste período final da sua educação, e, imagine-se, depois de décadas de enorme esforço financeiro, de uma forma, pasmem, colossalmente... gratuita.

(Quarteto do, ó, Relvas, vai estudar!... e do, ó, Gaspar, deixa-te disso, já não tens idade para pívias!..., no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

Laura Diogo, Margarida Marante, a Opus Dei e as Eleições Presidenciais antecipadas
11 Outubro 12 12:19 | Arrebenta | 10 Comentário(s)   
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Há uma súbita vertigem, nos órgãos de intoxicação social, através dos notáveis comentadores, que, em nada, contribuíram para a destruição de Portugal, numa necessidade de um Governo de "União", onde "todos os Portugueses se reunissem, para salvar Portugal".

Estou totalmente de acordo, com a ressalva de dois pontos, o primeiro é que a expressão "todos os Portugueses" teria de ser reescrita como "todos os Portugueses, exceto os que trouxeram até este ponto de dissolução da identidade nacional", e é uma ressalva entre o ético e a necessidade política. A segunda é muito mais de natureza técnica: constitucionalmente, os Governos da III República necessitam da existência de um Presidente, que lhes dê posse. Acontece que o mandato de Cavaco Silva é dos eventos mais bem balizados de toda a História de Portugal: começou no dia em que teve o "ataque" e acabou ao som dos gritos da Luísa Trindade, em 5 de outubro de 2012, dia no qual, com toda a dignidade com que sempre soube desempenhar o cargo, nem parou, nem mexeu um músculo, enquanto uma só voz gritava por 10 000 000 de conterrâneos.

Ora, é consequência do anterior que, estando o Palácio de Belém desocupado, urge convocar Eleições Presidenciais antecipadas. Para os "troikistas" ortodoxos, o evento, em nada, desestabilizaria os mercados, bem pelo contrário, mostraria que os Portugueses estão atentos, e que têm autonomia suficiente para proporem os necessários reajustamentos políticos, sempre que tal se revele necessário. A alternativa, como se sabe, é os militares virem para a rua, e obrigarem a uma alteração menos suave da Desordem Constitucional, instituída pelos grupos de pressão em campo, Lojas de cariz maçónico-criminoso, Clubes Angolares, Círculos Sino-Indianos, fanáticos do chicote, da Opus Dei, os Amigos de Chávez, as diferentes mafias, sempre em complexos equilíbrios homeostáticos, e o Aurora Dourada dos medicamentos pela porta furada.

Uma vez eleito o Presidente da República, que não poderia provir do eixo Maçonaria-Opus Dei e estar completamente desvinculado de qualquer atividade política anterior, poderia proceder-se ao levantamento das pessoas capazes de constituir esse "Governo de Salvação Nacional", cujo filtro, por exemplo, também poderia incluir a cláusula de nunca terem sido entrevistados pela Margarida Marante.

Como nos concursos-surpresa, ao contrário da "Casa dos Segredos", onde já se sabe que irá ganhar o "Rosso Escort", Cláudio Fernandes, um Renato Seabra bem comportado, estive a entreter-vos com este texto, quando, na realidade, o que me apetece pôr aqui hoje é um outro texto, que está a fazer furor nos emails, sobre o cariz e o carisma da defunta, atrás citada, e passo a transcrevê-lo, tal como o recebi: "A morte [...] da jornalista Margarida Marante, vitima de um ataque cardíaco fulminante, não deixa de suscitar interrogações sobre a hipocrisia desta vida. Traçam-se agora os maiores encómios à atividade passada de Marante, como entrevistadora corajosa, desde que começou a carreira, aos 20 anos, no semanário o ‘Tempo’, e, mais tarde, na RTP, onde se distinguiu nos programas de grande entrevista política, tendo integrado a equipa fundadora da SIC, onde apresentou programas como ‘Sete à Sexta’, ‘Contra Corrente’, ‘Cross Fire’ e ‘Esta Semana’. Mas esquece-se o maior drama da sua vida, que, provavelmente, levou à sua morte precoce! Fala-se dessa carreira emérita mas esquece-se que o esquecimento a que foi votada por muitos amigos e familiares (houve excepções!) a levou a rumar para os caminhos perigosos do consumo de drogas que arruínaram a sua vida profissional e pessoal. Nem a desintoxicação numa clinica em Navarra,paga pelo seu amigo do Opus Dei, Jardim Gonçalves, a levou a deixar esses caminhos torturosos, ela, que tinha tudo para ser feliz: apresentadora temida em programas de TV, presença habitual nas revistas «cor de rosa» onde surgia ao lado do marido, Emídio Rangel, com amigos influentes – entre os quais, o ex-marido, Henrique Granadeiro, pai dos seus três filhos, homem forte da PT, que sempre a acarinhou, mesmo nas horas infelizes - passando por José Sócrates e a ex- namorada deste (?), Fernanda Câncio, habituais frequentadores de sua casa, tendo-se Fernanda Câncio tornado testemunha presencial de cenas dramáticas a que foi sujeita. Inexplicavelmente, ligou-se a Fernando Farinha Simões, um cadastrado com ligações ao Caso Camarate (que denunciou agora através de uma carta as várias implicações deste crime que continua impune), que dizia ter em seu poder vídeos comprometedores para personalidades influentes do meio social e político, a quem fornecia droga, e apanhara em grandes orgias. Os alvos principais foram Margarida Marante e o marido, Emídio Rangel, o jornalista que conhecera quando ainda estava na prisão, onde cumpria pena por tráfico agravado de droga e que o convidara a participar, como informador, num programa na forja da SIC sobre o Caso Camarate. Repudiado na sua relação amorosa com a jornalista, depois de se ter envolvido nove meses com ela, resolveu contactar o jornal «O Crime» para se vingar. O «tiro» havia de lhe sair pela «culatra»: antigo colega nos anos oitenta de Marante no semanário «Tempo», o jornalista que Simões contactara reatou o contacto com a antiga apresentadora. E foi ela quem acabou por lhe revelar todo o seu drama, recebendo-o, em sua casa, com lágrimas nos olhos, aliviada por saber que «o monstro que lhe atormentara a vida estava de novo preso». Fernando Farinha Simões, que deverá sair muito em breve da prisão, era um cadastrado capaz de se dar bem com Deus e o Diabo. Antigo motorista de Sousa Cintra, foi considerado um «chibo» (informador) nas prisões por onde passou. A sua aparente simpatia e inteligência fizeram com que mantivesse relacionamentos surpreendentes, até junto dos mais altos quadros da PJ, onde gozava o «estatuto» de infiltrado junto do DCIT, o órgão de combate ao narcotráfico. Nos finais dos anos noventa, a passagem pelo estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz tornar-se-ia penosa para este personagem: «Estava sempre a levar estaladas por se chibar», confidenciou um seu antigo companheiro de cárcere. Tony, o ex-namorado de Arlinda Mestre, a concorrente da «1ª Companhia», um indivíduo que esteve ligado ao grupo de traficantes do colombiano Pablo Escobar, foi um dos que afogou as suas mágoas na cara de Simões. Aliás, esta faceta de denunciante e de «fura-vidas» também se revelou no decurso dos trabalhos da V Comissão de Inquérito Parlamentar ao caso Camarate, quando Fernando Farinha Simões foi à Assembleia da República, conduzido sob escolta, fazer revelações surpreendentes. Sem pejo, FFS denunciou José Esteves, seu antigo companheiro nas redes bombistas do chamado «Verão Quente de 75», como tendo sido o homem que fabricou a bomba que fez cair o Cessna que transportava o então primeiro-ministro. Mais tarde, numa entrevista à revista «Focus», Esteves confessou ter sido um dos autores do atentado, lançando as culpas da autoria moral para as chefias militares, sobressaltadas com a iminência da revelação de comprometedora documentação na posse Adelino Amaro da Costa envolvendo-as nos desvios dos dinheiros do Fundo de Defesa do Ultramar – uma espécie de «saco azul» destinado a financiar ações ilegais, entre as quais, soubemos, a compra de armas para a guerra Irão/Iraque. Foi com o intuito de procurar tirar dividendos desses seus conhecimentos sobre o mistério Camarate, pensando num atenuação da pena, que Fernando Farinha Simões testemunhou na Comissão de Inquérito na Assembleia da República. Ao mesmo tempo, ofereceu os seus préstimos a Artur Albarran e a Barata Feyo (então responsáveis do programa «Grande Reportagem» da SIC e que preparavam um trabalho sobre a morte de Sá Carneiro). Foi desta forma que conheceu o director de informação daquele canal: «O Rangel soube que o Fernando Simões estava a par de muitas informações sobre o que aconteceu em Camarate. Resolveu contratá-lo como informador para um documentário com 12 episódios sobre o caso. Chegava a mandar o motorista da estação de TV buscá-lo num Mercedes a Pinheiro da Cruz quando ele saía nas precárias. E de informador passou a ser seu companheiro mais chegado, acompanhando-o nas noitadas», referiu Margarida Marante. O tal seriado sobre Camarate terá custado uma pequena fortuna a Pinto Balsemão – Margarida fala em 50 mil contos na moeda antiga (250 mil euros actuais) – mas a mini-série nunca foi para o ar, e apenas um episódio terá sido produzido. O relacionamento de FFS com a jornalista iria perdurar muito para além do seu divórcio atribulado com o ex-diretor da SIC. Marante explicou os motivos pelos quais acedeu relacionar-se intimamente com um indivíduo de passado mais que duvidoso: «Encontrava-me fragilizada depois de anos e anos de um casamento marcado pela violência com o Rangel. Por outro lado, a minha formação católica – sabe, sou do Opus Dei? – levava-me a acreditar na redenção humana. Todo o homem, por mais miserável que seja, deve ter uma segunda oportunidade. Apreciava a forma com ele, amava a sua neta. E pus-me a pensar: será que eu devo duvidar de um homem que tem este comportamento tão humano, que me ampara a mim e aos meus filhos, que se mostra tão dedicado para connosco?». A alma e a carne são frágeis. E Marante, vulnerável, assumiu esse relacionamento que acabou por se tornar demasiado íntimo. Havia também outros interesses em jogo. Atentemos no que escreveu um dos juízes relatores no acórdão da sentença da 2.ª Vara Criminal, que condenou Fernando Farinha Simões a seis anos e meio de prisão pelos crimes cometidos contra Marante, justificando os motivos pelos quais achava que o arguido deveria também ser penalizado por tráfico de droga: «Foi manifesto das suas declarações que a assistente sempre dependeu de outrem para obter cocaína (primeiro, do seu então marido, depois do arguido) não sendo em meu entender líquido que tivesse recursos para procurar outra fonte de abastecimento, antes se deixando entregar às mãos do seu “fornecedor”, pelo menos enquanto o pudesse fazer, como fez, por ter recursos financeiros para tanto». Fernando Farinha Simões acabou por ser condenado por três crimes de sequestro, dois por coação grave, três por violação de domicílio, os quais praticou quando a apresentadora pretendeu acabar com a relação que se ia tornando cada vez mais obsessiva. E aí começou o terror: «Queria mandar em tudo, até na minha conta bancária, nos cartões de crédito, na escolha dos meus amigos… Assumo que foi um erro ter ido para a cama com ele… talvez o tenha feito por me sentir revoltada. Os dias passavam e cada vez me sentia mais angustiada. Queria vê-lo fora de casa, longe dos meus filhos (que deixaram de a frequentar) e ele não me largava. Até que o proibi de ir a minha casa. Mas ele nem assim desarmou: introduzia-se no meu apartamento, passando pela varanda de um andar ao lado, depois de ter subornado o porteiro do prédio. Comecei a viver dias e noites de autêntico terror. Por várias vezes, acordava durante a noite, com ele no meu quarto, aos pontapés à cama. Cheguei a barricar-me no meu quarto, mas ele partiu a porta aos pontapés», contou Margarida Marante. Das «invasões» do domicílio às agressões e ameaças foi um pequeno passo. A antiga apresentadora chegou mesmo a ser intimidada com uma faca, que FFS lhe encostou ao rosto, e, numa outra ocasião, como nos revelou a jornalista, o cadastrado introduziu-lhe o cano de uma arma «Glock» no sexo. Na 21.ª Esquadra da PSP, de Campolide, choveram várias queixas de Margarida. Mas as suas súplicas não eram atendidas. «Provavelmente, pensavam que eu não estava boa da cabeça», sublinhou. O rapto e sequestro para a Figueira da Foz, onde, durante o trajeto, Margarida -- contou ela. numa carta que enviou a amigos, alertando-os para o seu drama -- chegou a ser a amarrada a uma árvore, enquanto FFS lhe encostava uma arma à cabeça, poderá ter «sensibilizado», de forma definitiva, a Polícia a agir. As brigadas Anti-Crime da PSP e a DCCB da PJ entraram em campo, e foi emitido um mandado de detenção contra o ex-presidiário. Este acabou por ser detido em Cascais, mas, aproveitando uma ida à consulta no Hospital de São José, acabou por se evadir. Foi durante este interregno que Fernando Farinha Simões contactou «o Crime» para um encontro num café nas proximidades do jornal, dizendo estar na posse de provas comprometedoras para Margarida Marante e Emídio Rangel. Mas o único documento que acabou por exibir foi, precisamente, o mandado de detenção emitido por um juiz do TIC, para ser conduzido, sob custódia, no âmbito de uma queixa apresentada pela jornalista. Nos dias seguintes, FFS deixou de dar notícias. Havia uma explicação para o facto: é que fora detido na noite de 28 de Janeiro de 2006, à porta do prédio onde reside Margarida Marante, quando se aprestava, uma vez mais, para invadir o seu domicílio. Mais tarde, Margarida Marante haveria de confessar os motivos que a levaram a tornar públicos estes factos (que criaram muitos «estilhaços» nos meios onde se movimentam as nossas vedetas das TV, entre as quais, o consumo de droga era assunto sigiloso) uma atitude pouco comum nas figuras em destaque nos vários quadrantes da sociedade. «Foi por causa das chantagens que o Farinha Simões me fez, ameaçando incriminar amigos próximos, alguns deles bastante influentes na sociedade portuguesa, ameaças que iam desde o fornecimento de droga, a suspeitas sobre a sexualidade. Por outro lado, quis expiar os meus pecados. Quero voltar à vida». Um propósito que está a ser difícil de concretizar: a jornalista nunca mais foi estrela nos ecrãs da TV.  Morreu agora, triste e só, esquecida pelo grande público, longe dos holofotes da fama que ela tanto ansiava voltar a recuperar. Era de facto uma grande jornalista mas escolheu mal as suas companhias que arruinaram a sua vida. Paz à sua alma!" (Lucas Carré)

O texto é interessante, e até poderíamos criar as verões vegetariana e/ou picante, se acrescentássemos à porcaria dos nomes que aí pairam, os restantes, os do costume, as ferreiras alves, os catrogas, os mexias, os bavas e todas as gentes sérias que têm uma opinião e comentam a nossa desgraça, e até a alimentam, o que, de facto, implica uma limpeza geral, antes da formação de qualquer "Governo de Salvação Nacional".
Há que, de facto, reconstruir, primeiro, a "Nacionalidade", definir o que é "salvar", e, só então, já com um Presidente da República digno desse nome, avançar para uma fórmula governamental. Como estão a ver, é quase elementar, embora os Portugueses se pudessem sentir órfãos de não reconhecerem nenhuma das caras da permanente paródia televisiva.

Sei que me estão a fazer sinais, a dizer que me esqueci da Laura Diogo. Não esqueci, não, foi discretamente substituída por uma camada mais jovem, a recibos verdes, e continuam a ser rebentadas, quando não nos estão a rebentar a nós, pelo "Clube de Angola"


(Quarteto da Margarida Marante, fazes cá tanta falta como uma viola num enterro, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

Miguel Relvas, enquanto epígrafe da derradeira "bananização" da República Portuguesa
09 Outubro 12 02:05 | Arrebenta | 3 Comentário(s)   
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Há um postulado da Democracia Portuguesa que diz que tudo o que vem do Cavaco é mau.

Numa análise fina, mais género sofística do Marcelo do que das grosserias do "Paramécias", do Cavaco, veio o mau, o muito mau e o péssimo.

Antes de que a alimária do Crato retire isto do programa de exames, vamos analisar um exemplo em que todas a oitavas deste teclado foram preenchidas, o Clã Beleza: temos Miguel Beleza, que desvalorizou o escudo, quando o Cavaco ainda podia usar esses instrumentos, para arruinar Portugal, e foi mau, como mau foi tudo o que vem do Cavaco, mas foi menos mau, ao fazer um "mea culpa", naqueles sanatórios televisivos do Mário Crespo, quando, depois do dentolas lhe debitar o currículo, ter afirmado que "aquilo não era um currículo, era um cadastro"; muito maus, "ex aequo", eram o irmão, Zezé Beleza e a mãe, o primeiro, ao burlar o Estado em 300 000 € -- trocos, aos valores de hoje... -- a enganar drogados, e a acabar como apresentador de uma televisão de que me não lembro, onde contava como tinha gasto o dinheiro dos Portugueses em viagens do Oriente. Havia um pouco nele de Margarida Marante, com menos Opus Dei, e muito mais coca. A segunda, a rainha mãe das Belezas, a Leonor dos Prazeres (?) Beleza, então, muito interrogada pela filha, para saber se o sangue contaminado com HIV ficava mais caro ser ministrado nos doentes do que deitar fora. Claro que à Secretária Geral do Ministério da Saúde competia poupar, e poupou. Já o neto ingressa na categoria do muito mau, o Miguel Beleza Júnior, traficante no "Caso Party", que convinha abafar, porque metia gente séria, da Política, e o pobre filho da mãe de uma mãe que já tinha sofrido muito. Nesta nobre linhagem, ainda arranjamos lugar para o péssimo, Leonor Beleza, achampalimauzada numa fundação de arrancar olhos aos coelhos, depois de ter arrancado a vida aos hemofílicos. Ganhou uma pátina impressionista, e gere, no seu Curral dos Olhos, Fundação para o "Unknown", o "Darwin's Café", um dos lugares mais caros da Europa. Querem adivinhar quem faz a publicidade?... Costa Freire, outro dos seus cocadastrados, como seria de esperar. Não vos espantará que ambos tenham ganho e depois perdido fortunas, nos colapsos do BPN e do BPP, mas isso já sou eu a delirar.

Duarte Lima arruma-se na categoria do abaixo de horrível, já que a Música, desde o "Fantasma da Ópera", permite que a desculpa de tocar órgão seja a máscara para um infindável dedilhar de crimes. Acabou como a Catherine Deneuve, de Saquarema, a disparar, travestido com uma cabeleira loura, sobre Rosalina Ribeiro, para depois poder negar, olhos nos olhos da câmara, como Carlos Cruz, que não fazia a mínima ideia de quem podia ter morto a amante do velho: era ele, disfarçado, à Polanski, de loura P***, e assassina, a "Gisele" de Saquarema.

Ferreira do Amaral está na categoria dos maus horrores, também conhecido pelas gorduras público privadas da "Lusoponte". A Vasco da gama fez um enorme arco, para não passar por onde fazia falta, mas para acabar onde fazia vista, por acaso, nos terrenos que os Amarais tinham para expropriar, na Margem Sul. O Estado, ou seja, você e eu, pagámos. Merecia o Prémio Sapatinhos de Cimento, na Fundação Salinas do Samouco.

Silva Peneda, uma das referências do Conselho não sei das quantas Social, é, obviamente, contra o Acordo Ortográfico, mas a favor de um bom ensino, ou "escola", casapiano. Também não viu, nem soube de nada. Dizem as más línguas que foi apanhado, na posição do seminarista, a ser comido, no salão oval da Praça de Londres, pelo chefe de gabinete. Está na zona do assim assim, do muito mau, o que virado do avesso, lhe permite, muito bem, continuar a contracenar, na paródia nacional.

Catroga confunde Economia com pintelhos. Grosseiro, e boçal, deixou o país com um "deficit" de 7%, mas a culpa não foi dele, foi dos que se lhe seguiram. Está na carreira dos próximos ministeriáveis, mal ultrapasse a fasquia dos muito maus.

Há um luto nesta lista, que é Eurico de Melo, que só a "rèssurreição" poderá a voltar fazer ocupar a Pasta da Defesa, já que o destino lhe reservou um lugar... horrível, no Hades.

Passos Coelho, obviamente, não pode ser remodelado, embora certas vozes o queiram, dia após dia, associar ao enorme escândalo sexual que foi o Reinaldo rebentar com a Laura Diogo, das "Doce", enquanto, ao lado, o Pedro, tentava fazer o mesmo à colega, Fátima Padinha, já então, com ar de poder ser mãe dele. "Ó, Reinaldo, como é que tu conseguiste abrir um túnel desses?...", e já o futebolista lhe respondia, "um dia, quando fores angolano, eu explico-te". O mistério ficou no mesmo nível da "Comédia", de Aristóteles, até que Miguel Relvas lhe o ensine, por equivalências. Já as ligações difusas, confusas e suspeitas, entre ambos, só agora foram redescobertas pelo "Público", depois de estarem, há meses, a ganhar bolor, no "Democracia em Portugal".

Como já devem ter percebido, estou a escrever à deriva, mas, na verdade, estou, e não estou. O que Louçã, futuro trunfo eleitoral das listas de um PS renovado disse, sobre esta maré criada, de "urgência de remodelação", para enfiar nos buracos do Governo os cadáveres do Primeiro Cavaquistão, não é sem sentido, aliás, faz todo o sentido, já que tudo o que vem do Cavaco é mau, a começar por ele próprio.
Cavaco nunca se conformou com o 25 de abril, e com a interrupção que isso lhe provocou na provinciana carreira pessoal. Também nunca se conformou com não ter tido uma maioria absoluta para sempre, num governo sem primeiro ministro, de iniciativa presidencial, e agora chega o tempo, mas chega tarde, porque o país é governado a partir das ruas. Quanto a Joana Marques Vidal, retomando a linha inicial deste texto, vem do Cavaco, logo, só terá de ser má, apenas aguardando saber-se se será má, muito má, horrível, cavacal, ou nem terá tempo de aquecer o lugar, com o desmoronar da III República.

(Quarteto do mau agouro, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

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