SOL
Das lacunas académicas da fêmea de Nuno Crato, e da insegurança que tal gera num país à beira da desintegração social e cultural
17 Janeiro 14 12:29 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   

 
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Eu gosto muito de Nuno Crato, como é sabido, aliás, gosto de tudo o que antecedeu Nuno Crato e atrever me ia a dizer que ainda vou gostar mais do que vai suceder a Nuno Crato, embora Nuno Crato seja para mim especial, por que é primo-sobrinho-trineto em 2º grau (?) do 1.º Barão e 1.º Visconde de Nossa Senhora da Luz -- como rezava na "Wikipédia", mas já tiveram o bom senso de apagar.

Eu acho que não é para qualquer um ser primo-sobrinho-trineto, em 2º grau do 1º Barão e 1º Visconde de Nossa Senhora da Luz, a não ser que depois nos prometam uma Bota de Ouro qualquer, ou um lugar no Panteão, com a voz da Marisa, a ganir, como mobiliário sonoro, e, por isso, sou adepto, mas mesmo daqueles de cachecol, "very-light", suástica tatuada, e tudo, das claques do Sporting Clube do Cratismo, um clube da última divisão, como convém a quem tutela o Sistema de Ensino. Entretanto, para que não pensem que me deu alguma travadinha e que, eu, que odeio Futebol e tudo o que com isso se relaciona, me tenha agora tornado, fã, adepto, e evangelista desse branqueamento de capitais.

Não.

Venho mesmo falar do Cratismo, e como o casamento é para casar e procriar, como defendia Manuela Ferreira Leite, e o Papa Francisquinho, venho, mais especificamente, falar da sua boca da servidão, a qual, muito discretamente, como tudo o que é cunha, nepotismo e corrupção, nesta Cauda da Europa, foi, como atempadamente noticiado, nomeada para integrar o Conselho Científico da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Ouviram bem: Conselho Científico da Fundação para a Ciência e Tecnologia, uma coisinha pouca, que se dá ao luxo de dar e tirar mundos e fundos para projetos de índole de investigação, interdisciplinaridade alargada, bolsas de aprofundamento de estudos, doutoramentos e pós-doutoramentos. Um lugar, portanto, que pode ser ocupado por qualquer um, como a Presidência da Liga, a Secretaria de Estado da Cultura, ou a Câmara de Gondomar.

Depois do ato, que foi pacífico -- o povo é sereno -- e anda intoxicado com o bater das botas do Eusébio e do madeirense, a coisa seguiu, com o tal episódio em que o Crato achou que os professores deviam fazer uma prova não sei do quê, para justificar que estavam aptos para o Ensino, posto que o Sr. Crato duvidava das Escolas Superiores de Educação, por algumas razões em que eu até lhe poderia dar razão, porque conheço particularmente bem o "meio", mas só não vou por aí, porque o meu alvo é justamente a Madame com quem ele se casou e diretamente trampolinou para uma alta patente académica. O argumento de base, evidentemente, nunca poderia ser o ataque dos formados pelas Escolas Superiores de Educação, mas que fosse feita uma triagem de quem por lá anda, e do que por lá se faz. Não é validar uma habilitação, primeiro, para logo a seguir pôr em causa a instituição que a validou. Esse é um procedimento à Portuguesa, ou, melhor, à Albanesa, dados os antecedentes do Sr. Crato, pelo que ainda vou ser mais radical. Para acabar com a "coisa", fechava esses antros todos, e arranjava um Ministro da Educação à altura do cargo, mas eu sou sempre muito direto, e radical, por motivos que só depois se compreendem, e já estou como o outro, raramente me engano, e quase sempre tenho razão.

Adiante.

Acontece que, como sei que a fêmea do Ministro vem, justamente, desses antros "superiores" de "educação", e que, como já foi parodiado -- confirmem AQUI... --, há uma larguíssima fatia de gente, na vida política e académica, que tem graves deficiências de percurso, dado ter havido uma revolução pelo meio, e dado que, sabendo que tem defeitos profundos de formação, "socratismos", e"relvismos" de toda a ordem, se tornaram em lapas, que nunca mais largaram o poiso, obrigando a geração mais qualificada de sempre, a estar desempregada, ou a ter de emigrar.

O próprio Sr. Crato, como reza o seu panegírico oficial, também foi uma licenciatura tardia (a data também foi apagada...), mas, do que me lembro, já foi tirada perto dos trinta anos, dado que, até lá, nos anos 80, Sua Excelência andava a tentar convencer os cafres do paraíso que era a Albânia, uma coisa parecida com a Coreia do Norte, ou pior. Depois lá fez aquele célebre percurso de branqueamento americano, e apareceu como luminária de Matemática, quando a sua formação é em Gestão, ou seja, muito pouco de Epistemologia e de Axiomática, e muito mais de cortes cegos.

Quanto a Luísa Borges de Carvalho, a coisa, como dizem os Franceses, ainda está mais bemolizada, posto que a senhora, num currículo formal, com estrutura e ordenamento de acordo com a norma europeia (parabéns), tem mais fragilidades do que o gajo que está, com voz melosa e ar de lêndea, a destruir o Sistema de Ensino. Como escreve, e podem confirmar, posto que é o seu currículo público, exposto na página oficial da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a dona trabalha numa "Institution of Higher Education" -- traduzido para Português, a língua dela e de todos nós--, "Escola Superior de Educação", por acaso, o Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC) -- mais um... -- e é formada... ah, atenção, aqui começam os problemas... a acreditar no tal currículo oficial da Fundação para a Ciência e Tecnologia, começou como "Elementary School Teacher", o que, em língua de Camões, quer dizer "Professora Primária" -- com todo o respeito pelas gloriosas, mas mesmo gloriosas, que tive, no colégio que frequentei -- depois, tirou um "Bachelor's of Science in Education", vulgo BACHARELATO em Ciências da Educação (1989-1990, quando o macho também andava a fazer o seu curso tardio...), e depois... depois... depois... há um hiato, onde cremos que a defunta Lúcia tenha tido um papel decisivo, e aparece, por obra e graça, em 1994-1995, um "Post-graduate Certificate in Teaching English as a Seconde Language" (O Cambridge e o Bristish passavam disso, assim com eu tenho um da Universidade de Toulouse, com as mesmas aptidões para o Francês), ora a P*** que a pariu, e, então, sem que em parte alguma venha o grau de LICENCIADA, arrelva-se, subitamente, um "Doctor of Philosophy in Education" (1995-2000), o que me daria imensa tesão, se já não me tivessem brochado hoje duas vezes hoje, dois valentes queixos com barba...

Seguem-se as linhas de topo, já mais complexas, que é ser Professora Associada (2003-2009), um grau relativamente elevado, da carreira universitária, com coordenações de Mestrados (!), até ao presente, e a célebre integração do Conselho Científico da Fundação para a Ciência e Tecnologia, devida ao empurrãozito, suave, de quem lhe o pode dar. Creio que muito disto explique por que estão desempregados tantos licenciados, e tantos outros tiveram de emigrar.

Não vou adiantar mais, já que este texto não é propriamento para os seguidores do "Eixo do Mal", nem dos que acham muita graça ao fedor dos "Gatos Fedorentos", mas deixo no ar uma pergunta, querida, elementar, cândida e afetuosa: assim, no meio de tanto cargo, tanta cunha, tanto empurrão, tanta tralha, traduzida para Inglês, ó, Luísa, afinal, tu és licenciada em quê?...


(Quarteto do grande relvado Português, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
Glória e esplendor de Pedro Miguel Cruz, enquanto utente dos serviços mínimos da fase terminal da Cauda da Europa
10 Janeiro 14 12:54 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   

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Com dedicatória para o "Kladestino", que lançou esta maravilha, na Blogosfera




Portugal é uma fronteira europeia, extremamente permeável a tudo o que é mau, e especialista em consultorias externas, geralmente, se forem caras, inúteis e tiverem um amigo, intermediário, que irá receber umas notas, pelo meio. No fim, como é sabido, fica tudo na mesma, e o Erário Público ainda mais delapidado.

Contrariamente a esta consuetudinalidade estrutural, que já vem de Dona Urraca, Pedro Miguel Cruz, um brilhante talento do Instituto Superior Técnico, de Lisboa, e agora pelas terras onde se fala a pronúncia oficial da língua lusitana, resolveu fazer a sua própria consultoria interna, chegando às fantásticas conclusões que apresenta no seu "Eco-Sistema", muito justamente contemplado, pelo seu trabalho de investigação, com o "Prémio Pessoa 2013", da Mafia do "Expresso". Tenho a pequena impressão, mas eu sou um pouco de tiques, quanto a estas "impressões", que não recebeu um pagamento milionário, do "Polvo" que governa o Estado Português, e há décadas desbarata a Coisa Pública, ao ponto de nos ter tornado num protetorado da Goldman Sachs, tutelado por uns gajos falhados dessa instituição, chamados António Borges -- que o Demo tenha --, Carlos Moedas, e a medíocre Maria Luís Albuquerque, "Miss Swaps". Às tantas, o Pedro Miguel Cruz não recebeu nada, mas a verdade é que resolveu criar um monumento, naquela linhagem gnóstica de Pessoa,  em que "Deus quer, o homem sonha, e a obra nasce".

Até aqui, creio que estamos em concordância, por que a estrutura organigramática do seu trabalho assenta numa interatividade oscilatória entre dois pólos, o pântano político, e o pântano empresarial. Segunda a boa regra portuguesa, a coisa está consumada, esgota-se na sua leitura literal, e, na Net, onde a rapidez tem a velocidade do Rápido, já deveria ter tido consequências práticas, mas perdeu-se nos entrefolhos, como seria de esperar.

Para mim, que tenho formação científica, uma investigação deste género não se pode, nem deve, arrumar em qualquer gaveta, mas, aparentemente, já está, onde se prova que São Tomás de Aquino tinha razão, quando afirmava que, sendo a consultoria cara, ou grátis, acabaria sempre arquivada, e é bom saber que um teólogo do séc. XIII continua atual, dado a resistência ao progresso da coisa portuguesa, mais se podendo hoje, alargadamente, dizer que existe noutros centros, como num idêntico trabalho, sobre os drones, no Paquistão, que cresceram abissalmente, desde que o agente da Ultradireita Americana, Obama começou a andar entretido com as fotos de Natal da fêmea, a dar brutos linguados no cão de água português.


Vamos agora à exegese profunda: sendo epidérmico o trabalho de Pedro Miguel Cruz, já seria, num país normal, por si só, explosivo. A coisa, todavia, não explode, pela mais elementar das razões: o dedo que poderia carregar na gatilho é justamente o alvo potencial de tal tiro, e o tema morre por aqui, se não for a Opinião Pública a tomá-lo em mãos: resume-se numa frase, o estar constituído um organigrama que mostra, interativamente, que nomes da Política infestam os meios empresariais e vice versa. Digamos que, enquanto silogismo, é um encadear de premissas que aguarda, do seu visitante uma conclusão, aqual, nunca tendo lugar, nada acrescenta a umas velhas palavras de Almada Negreiros, quando afirmava que todas as ideias que haveriam de salvar o Mundo já estavam enunciadas, só faltava era salvá-lo... Tinha toda a razão.

Mergulhando no sentido da derme, e desculpem lá o tique da metalinguagem do modelo, há duas variáveis internas de análise (político/empresa), associadas a duas equações diferenciais, cujo comportamento e soluções conduziu ao atual estado das coisas. Pouco nos é dito sobre o devir interno, e apenas temos um ponto de partida e um ponto de chegada, o que, volto a ressalvar, na perspetiva da moralização de um Estado -- se estivéssemos num Estado e não num quintal de interesses rasteiros -- já seria mais do que suficiente para chamar à pedra todos os nomes envolvidos naquele polvo asqueroso, e aplicar-lhes sanções, já que entre um país que chegou ao limite da sua sustentabilidade, e aquela permanente circulação de piolhos, alguma penalização teria de acontecer.

Na voz dos mais radicais, continua a circular uma certa palavra de ordem que é: bastava abater um que os outros imediatamente debandavam, embora a coisa não seja assim tão simples, e até tenhamos mecanismo de regularização legal, que, uma vez aplicados, os permitiria apanhar numa só rede, e de uma só vez. Infelizmente, continuamos a deixar que subam, que grimpem, e ocupem os mais altos cargos do Estado, a começar pela vergonha nacional, que está no Palácio de Belém, e vindo por aí abaixo, por todos os postos chave do remanescente do tecido económico, dos baluartes da banca, da cultura, e, sobretudo, acima de tudo, dos palcos de intoxicação da Opinião Pública. Apenas como exemplo, falaria da FLAD, um órgão gerido por criminosos culturais que permitiu, durante décadas, que a linguagem de criação nacional fosse tomada de assalto e gangrenada por indivíduos a soldo da mediocracia americana. Como sempre, até no servir falhámos, e a coisa cotrreu mal, com os derradeiros episódios, do agente da CIA, Rui Machete, que foi corrido de lá, e também a sua sucessora, Maria de Lurdes Rodrigues, pessoa que dispensa quaisquer comentários...

Ao nível da derme, dizia, não basta enunciar a teia de relações entre políticos e empresas, mas tornar-se-ia fundamental perspetivar os fundamentos de causalidade que foram motor de construção e manutenção dessa rede, e, aqui, chegaríamos aos fundamentos da "Coisa", o lugar topológico em que ela se alicerça, antes de lançar os tentáculos, ou seja, associar cada um daqueles nomes de políticos à sede de poder que foi o seu berço, caindo, naquilo que o formidável trabalho de Pedro Miguel Cruz não pode, não pôde, e não poderia abordar, posto que nenhum daqueles nomes está ali por acaso: são filhos do antro do crime em que a Maçonaria séria se tornou -- como recentemente António Arnaut avisou, usando palavras diretas do Rito: "o Mestre não pode mais ascender na escadaria" (porque os patamares superiores foram ocupados por criminosos), como o prova o atual Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, Fernando Lima, associado à coisa mais tenebrosa que já assombrou, depois do Casa Pia, a Democracia Portuguesa, o BPN, como atual condutor da "Galilei", a sociedade de mafiosos que substituiu a sigla SLN. De facto, retomando as palavras de António Arnaut, "não mais o Mestre poderia ascender na escadaria". Pudera...

O resto são titãs da concorrência, na sujidade e obscenidade: Opus Dei, Opus Gay, Opusdófila e toda a tessitura que percorre as diferentes mafias que ainda conseguem sustentar um simulacro de país, assente nos dinheiros turvos das mafias que nos utilizam os territórios, a do Futebol -- que até o Panteão quer agora colonizar... -- a da droga, a dos corpos, a da prostituição, a dos órgãos, a da pedofilia e aquela que ninguém ousa nomear, porque demasiado perigosa, a do plutónio. Num nível ainda mais profundo, está aquela camada geológica que agora constitui o neofascismo europeu, cujos adeptos e membros se encontram transversalmente em todo o espetro político, e vão tomar a Europa de assalto, nos próximos meses. Como dizia uma voz profética, no dia em que esta corja cair e tudo se galambizar, vocês vão então ver o que é a realidade...

Para que este texto não seja técnico e demasiado sério, uma coda de humor: o "Eco Sistema" de Pedro Miguel Ramos, um profundo trabalho de análise da decadência das relações num Estado em vias de se tornar pária, Portugal, deveria estabelecer imediatas parcerias com aqueles muito falados servidores de televisões por cabos, MEOs, ZONs, Vodafones e afins, para que as boxes já trouxessem integrado o organigrama: da cada vez que aparecesse um comentador, de tom e voz salvífica, apresentar mais uma "solução", incluindo velhinhas, funcionários públicos, cortes hospitalares, de segurança e de educação, para "salvar" o país que arruinou, a box tinha um piloto automático que a faria mudar automaticamente de canal. Confesso que seria difícil, e, às tantas, acabaria num daqueles que acabei, por exclusão de partes, por tanto visualizar, em Cabo Verde, a CNN... chinesa, imaginem.
As voltas que o Mundo dá.
Deve ser por isso que ele é mundo...



(Quarteto de pedido de despertar imediato da Opinião Pública Portuguesa, em homenagem a Pedro Miguel Cruz, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


A Prova Geral de Abcesso
21 Dezembro 13 02:10 | Arrebenta | 1 Comentário(s)   

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Detesto repetir títulos, e acho que já escrevi um texto com este nome, mas não faz mal. fica à pala daqueles porcos, como o Catroga, que acumulam duas reformas, e ninguém lhes diz nada.

A verdade é que estamos a caminho do fim de 2013, e o país se transformou numa paródia, mas daquelas boas, de antigamente, misto de teatro de revista com "Casa dos Segredos". Economicamente, estamos a sofrer um verdadeiro "milagre económico", já que parece que estamos a crescer às centésimas de coisa nenhuma, o que é um autêntico prodígio. A Banca está sólida e segura, e assenta na venda de Mirós de terceira linha, que um gajo, profundamente doente, Oliveira e Costa, comprava, com a mesma falta de gosto do Berardo. Parece que aquela m**** vai valer 97 000 000 €, numa época em que se podem comprar Picassos por 100€, o que deve fazer parte da Retoma. O Deficit subiu ao empíreo, e está, estavelmente, com todas as manobras de falsificação daquela figura de segunda ordem, Maria Luís Albuquerque, agente do agente da Goldman Sachs, Carlos Moedas, na zona dos 5,5%, de onde nunca sairá, como Keynes, ensinava, com a agravante de que deficits de 5%, no tempo de Maynard Keynes, estavam então associados a crescimento económico, e não à agonia de um estado nação, como o que está a acontecer a Portugal. Se recordarmos as centésimas de Vítor Constâncio, que andavam sempre por volta dos 6 vírgula oitenta e tal, o homem era um vidente e um profeta.

Todavia, uma das minhas razões de provocação natalícia é vir aqui saudar o novo partido político, que, desculpem-me o desabafo e a imodéstia é o partido político da minha vida, já que reúne tudo o que execro: os Gatos Fedorentos, a Pilar del Rio, viúva de profissão, e um gajo, que nem sempre escreve mal, mas "consta-se de que" tem uma formação académica arrelvada, "mestrado", sem "licenciatura", ou vice versa. Eu, como dupont et dupont, acrescentaria: nada de espantar, já que o Daniel Oliveira, o verdadeiro, até tem coluna no "Expresso". Para o ramalhete deste "partido" estar perfeito, só lá faltam a Clara Ferreira Alves e a Clara Pinto Correia, o Galamba, e, ah, sim, a Teresa Guilherme. Mal se coliguem com o "Aurora Dourada", lá darão os típicos 0.67% do M.R.P.P. Estamos, pois, de parabéns, e em contraciclo com as tendências europeias, que apontam para o neofascismo. Dado o perfil dos protagonistas, e pensando bem, talvez nem haja contradição.

Contudo, tudo isto são trocos, quando comparados com a Prova Geral de A(b)cesso, que nos deram algumas das mais excelentes imagens televisivas dos últimos tempos, só comparáveis com a invasão da escadaria das Cortes pelos polícias: falo, obviamente, dos professores em fúria, uma ira irada de uma classe altamente escolarizada, a chamar imbecil ao traste que lhe puseram como Ministro. Não vou perorar aqui muito sobre o Ministério da Educação, já que mil vezes repeti ser a pasta -- a par com a da Cultura -- de mais fácil ocupação, na Cauda da Europa: qualquer um pode, e, quando qualquer um pode, qualquer um quer, e lá vai.

Nuno Crato, um traste, educado no enveroxhismo albanês, sabe o que é "qualidade", já que a Universidade de Tirana, no tempo em que a Albânia era o paraíso na terra, tinha gerado alguns dos maiores intelectuais e académicos do séc. XX. Muitos ainda por aí andam, embora não se dê por eles, exceto pelo Nuno Crato, que, como o Senhor Santo Espírito, está presente entre nós. Duvida dos Politécnicos e das Escolas Superiores de Educação, e tem razão, porque a sua fêmea dá, ou lá deu, aulas.

Mas, melhor do que isso, muito se fala do "Eduquês", coisa que passa por ser a obra prima da criatura, e é texto que nunca li, nem lerei, pelo que, dado isso, e como é usual em mim, estou amplamente à vontade para criticar. Excluídos os reparos ortográficos que se lhe pudessem fazer, derivados da ainda não aplicação do Accordo Ortográphico, convém que nos debrucemos sobre a substância, já que nos é mais cómoda do que os atos.

Dado o anterior, na página 5, escreve o ogre, "Tampouco as ideias associadas à pedagogia romântica são novas", sendo que "tampouco" é uma forma reforçada de afirmar "nem" ou "também não". Assim sendo, e dada a frase anterior, existe um escusado esforço de estilo, que eu apodaria de assaloiado, já que a frase completa rezava assim: "O epíteto de «romântico», aliás, não é novo em pedagogia teórica. Vejam-se, por exemplo, os textos sobre a «escola centrada na criança» de G. Stanley Hall (1844–1924), professor de John Dewey (1859–1952) em Johns Hopkins, e de outros. Tampouco as ideias associadas à pedagogia romântica são novas", a qual, reescrita corretamente, de acordo com a linha ortodoxa da Prova Geral de A(b)cesso, deveria ser assim reformulada: "O epíteto de «romântico», aliás, não é novo em pedagogia teórica (DOIS PONTOS) Vejam-se, por exemplo, os textos sobre a «escola centrada na criança» (VÍRGULA) de G. Stanley Hall (1844–1924), professor de John Dewey (1859–1952) (VÍRGULA) em Johns Hopkins, e de (o "e de" é redundante, bastando escrever OUTROS...) outros. Tampouco as ideias associadas à pedagogia romântica são novas", pelo que passamos à reformulação, versão dois, invertendo a posição da partícula de objeção, "aliás", só para poupar uma vírgula, uma virgulazinha: "Aliás, o epíteto de «romântico» não é novo em pedagogia teórica; vejam-se, por exemplo, os textos sobre a «escola centrada na criança», de G. Stanley Hall (1844–1924), professor de John Dewey (1859–1952), em Johns Hopkins, e outros, do mesmo modo que não são novas as ideias associadas à pedagogia romântica". Dado o anterior, temos 4 erros de pontuação, um regionalismo associado a "tampouco", que pode ser fletido numa forma sintaticamente mais simples, e estilisticamente menos rebuscada. Digamos que o Crato cometia aqui 4 erros e 3/4, numa pontuação benévola, já que estou muito generoso, dada a proximidade do Natal.

Passando para a página 6, depara-se-nos o seguinte: "Vale a pena ler alguns dos documentos destes pensadores para perceber que a «escola nova» vai pouco além dessas propostas velhas", onde falta uma vírgula, já que o "para" introduz um segmento explicativo da frase. Estilisticamente, já que o eixo retórico, e argumentativo, assenta na antinomia entre "nova" e "velha", convém que se faça uma inversão da adjetivação, evitando que o texto assuma uma vulgaridade associada a "propostas velhas". No campo das ideias, como o sr. Nuno Crato deveria saber, não há propostas velhas, isso era do tempo da mãezinha dele, e referia-se a tentar baixar os preços em metadiálogos do baixo ventre, com a defunta Marreca de Monsanto, pelo que a frase, corretamente reescrita, digamos, reescrita no nível adequado de expressão de um Ministro da Educação e da Ciência de um país minimamente civilizado, deveria vir assim: "Vale a pena ler alguns dos documentos destes pensadores (VÍRGULA) para perceber que a «escola nova» vai pouco além dessas obsoletas posições", de onde, aos 4 erros e 3/4, anteriores, passamos para 5, por falta de pontuação, e acrescentado mais 1/4, por causa da disparidade do nível de língua, logo passamos a SEIS erros.

Ainda na página seis, encontramos mais um pouco do eduquês do traste: "Há ideias diferentes e muitas vezes contraditórias. Mas há, como veremos, um conjunto de ideias chave que foram defendidas umas vezes por uns outras por outros, umas vezes expressamente outras de forma subentendida e que estão subjacentes ao essencial do discurso educativo dominante".

Creio não ser necessário apontar que a falta de pontuação torna o texto confuso, já que há uma tentativa de explicação e de repartição de responsabilidades explicativas que tem de ser assegurada por uma adequada pontuação, e hierarquização: "Há ideias diferentes e muitas vezes contraditórias. Mas há, como veremos, um conjunto de ideias chave que foram defendidas (VÍRGULA) umas vezes por uns, outras (VÍRGULA) por outros, umas vezes expressamente (VÍRGULA) outras (VÍRGULA) de forma subentendida (VÍRGULA) e que estão subjacentes ao essencial do discurso educativo dominante".

Claro que isto das vírgulas precisa de explicação, embora pudéssemos passar, quase sem elas todas. Há a vírgula que surge, e tem de surgir, porque, entre o ator da frase e a ação elidimos o verbo actante, e há a vírgula que estabelece um seccionamento da parte final da frase, posto que ela não está conectada com a secção intermédia do exposto, mas remetida para um sujeito dominante, remoto, com que o parágrafo foi iniciado. Reescrita a frase, viria então assim: "Há ideias diferentes e muitas vezes contraditórias" (até aqui, deveria haver vírgula antes do "e", já que o verbo "haver" está a atuar simultaneamente em duas secções de igual importância semântica: "há ideias diferentes"/"há ideias muitas vezes contraditórias". Então, assim sendo, "há ideias diferentes, e muitas vezes contraditórias. Mas, como veremos, há um conjunto de ideias chave que, umas vezes, foram expressamente defendidas por alguns; por outros, de forma subentendida, e que estão subjacentes ao essencial do discurso educativo dominante".

Pronto, creio que já chega. Como prometido, nunca li, nem lerei, o "Eduquês", pelo que estou plenamente habilitado para o arruinar, e bastaram-me duas páginas de escrita do Sr. Ministro da Educação e Ciência, o protoalbanês Nuno Crato, já que, tudo somado, temos SEIS erros de pontuação, mais CINCO de seguida. Se juntarmos a má estruturação sintática das frases, e sendo benévolos, dava DOZE erros, em duas páginas.

Parece que os probadores da prova provada reprovavam com dez calinadas.

Coisa injusta, com um "ministro" que dá doze, em duas páginas... É evidente que, feitas as contas, tal como ele as gosta de fazer, se, em duas páginas dá 12 erros, sendo o PDF dessa m**** do "Eduquêsocupador de 14 páginas, suponho que, por uma regra de três simples, também conhecida por princípio da aplicação da proporcionalidade direta, se encontrei 12 erros em duas páginas, haverá um pressuposto de suspiro estatístico que me deixará supor existirem, nessas 14 páginas, 84 ERROS, o que é insustentável, para quem tutela a Educação, não acham?... Claro que a isto poderiam ser acrescentadas algumas pérolas, como citar, como referência, David Justino, o vereador do pelouro da educação, ou cultura, ou lá o que era, do escroque, Isaltino de Morais, o que já diz tudo, quase tudo, ou um pouco mais do que tudo, mas isto é o país que temos, e do qual, como diz o ilustre analfabeto, Passos Coelhos, devemos, e rapidamente, emigrar.

Nada mais quero acrescentar, desejando umas festas felizes a todos, e esperando um ótimo 2014... já sem Nuno Crato.


("Eduquês" é sinónimo de mandar o Nuno Crato levar delicadamente na peida, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
As histórias da Joaninha, enquanto carochinha, seguidas de umas brutas chancelleradas de Machete, à moda de uma Troika Tea Partyda
11 Novembro 13 11:41 | Arrebenta | (Comments Off)   

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Tanto quanto  me lembro, Portugal foi palco de uma luta feroz entre uma das últimas rainhas com horizontes, que tanto tinha de visão, como de P***, Carlota Joaquina de Bórbon y Bórbon, filha de Carlos IV, de Maria Luísa de Bourbon-Parma, e de Godoy (cavalo do bom, que comia o pai e a mãe...) -- na altura em que as p***s ainda se podiam candidatar a rainhas, e não a ficar como meras apresentadoras de "trash", nas televisões públicas e privadas -- e o filho, Pedro de Bragança, depois, Imperador do Brasil.

A luta não foi por causa da tutela do Dinis Maria, mas por que o Senhor D. Pedro queria impor em Portugal, tal como fez no Brasil, uma coisa chamada Separação dos Poderes, que tem uma praça única, no Mundo, na fantástica Brasília -- um dos poucos sítios em que ainda me sinto em casa --, com o mesmo nome.

Como toda a gente sabe, o chamado 25 de abril foi uma agitação política que permitiu tirar uns cangalhos dos seus poleiros de Estado, para lá colocar uma série de outros, quiçá piores, porque não descolaram, até hoje, procriaram e infestaram a sociedade inteira. Trocando mutilados por pobres, pusémos uns territórios ultramarinos -- Portugal é dos poucos estados europeus que não tem territórios ultramarinos... -- nas mãos de algumas famílias honradas, como a Dos Santos, e seguimos para a primeira bancarrota. Também houve uns sobressaltos, do lado das Finanças, mas o Saloio de Boliqueime encarregou-se de repor tudo, em pior, durante os dez anos em que esteve a arruinar Portugal, como Primeiro Ministro. Coisas que lá vão, embora tendo deixado doloroso rasto, como o que estamos presentemente a viver.

Quanto aos Tribunais, como se sabe, não sofreram a lavagem que deveriam, e continuaram a manter a sua velha forma, que vinha da Santa Inquisição, e depois sofreu um aggiornamento, transformando-os em Tribunais Plenários, no qual a vítima era sumariamente condenada, sem direito de defesa, às ordens do Maior Português de Sempre, até chegar ao estado presente, em que as condenações são como o boletim meteorológico, e têm oscilações, entre a freira que é condenada por não pagar bilhete e a prescrição do homicídio dos hemofílicos pela Leonor Beleza, assim, muito só por alto.

Passados estes anos turbulentos, emergiu uma coisa chamada FMI, que era uma espécie de porquinho das moedas internacional, que, sempre que um país estava aflito, se partia, para dar umas moeditas ao desgraçado, com a condição de que, se se sentisse pior, ficava a dever dois porquinhos das moedas cheios, a quem lhe dera o primeiro...

O FMI, entre muitas coisas, foi um dos rostos que os países ditos "civilizados" tinham de manter oprimidos por dívidas monumentais os chamados países do Terceiro Mundo. Com a Globalização, tudo passou a ser Terceiro Mundo, e uma alma boa lembrou-se de que a escravização colonial (financeira) dos territórios ricos em recursos podia -- et pour quoi pas? -- ser estendida à decrépita Europa. O processo não teve nada de especial, e caímos que nem patinhos, porque, ao colocar nas mãos do Banco Central Europeu, através do Tratado de Lisboa, também conhecido por Tratado do "Porreiro-Pá", ou Tratado de Bilderberg, a gestão, ou amordaçamento financeiro dos estados europeus, retirava-lhes qualquer autonomia na chamada Política Monetária, que correspondia a dar uns jeitos nos valores das moedas, jogar com flutuações cambiais, ou fazer injeções locais de capitais, para permitir que corressemos decentemente.

Chegada a praga Obama, uma alma, ou várias, almas boas lembraram-se de que, estando amordaçados, agrilhoados, com sapatos de cimento, e subservientes todas as economias clássicas do Velho Continente, por que não aplicar-lhes as receita de décadas atrás, de as arruinar, enquanto estados, utilizando um espantoso cavalo do tróia, essas estranhas organizações transnacionais e sem rosto, Troikas, FMI, Bancos Mundiais, Goldman Sachs, Agências de Rating, que passaram, em estados impotentes para se defenderem, a permitir a ingestão de órgãos financeiros externos nas suas políticas nacionais mais estruturantes e estruturais?...

O resultado está à vista: um, após outro, os países europeus estão a cair em situações de pobreza extrema, caciquismo, extremismo de desigualdade social, excentricidades de cristianos ronaldos a par com bairros, vilas, cidades, inteiros, caídos na miséria, festas da Baía de Luanda e beach parties de Moscovo, onde nem praia há, exceto os arenais da Mafia da coca, dos corpos e do Futebol.

Confessemos que a coisa foi bem preparada, estudada, e aplicada. Evidentemente que, dentro das "fronteiras" fictícias destes espaços pilhados, era necessário manter enterteiners bem pagos, marcelos, sócrates, p***s ferreiras alves, anões de Fafe, medinas carreiras e tantos outros, para "explicarem" ao povinho, hipnotizado, como a coisa era boa. Claro que o nosso típico pendor masoquista tornou este ajuntamento de pessoas, que D. Afonso Henrique teria, hoje, vergonha de revisitar, em um dos palcos ideais para a "experiência", que se traduz numa única frase: como injectar numa crisálida indefesa, os ovos do mosquito parasita, que o vão devorar em vida, para depois sair em liberdade de infetar as populações em redor?...

A crisálida indefesa é a Europa, transformada num estado global, em vias de se tornar terceiro mundistas, enquanto o Obama e amigos tentam salvar um estado outrora sério, e agora à beira de uma bancarrora monumental.

É curioso que, com tantas brilhantes cabeças, tantas teodoras, tantos ulrichs, tantos cabrões como o catroga, tantos outros, andem a olhar para números como 3%, enquanto os seus patrões americanos se dão ao luxo de terem desvios de contas da ordem dos quatrilões, todos eles nas mãos especuladoras da China, da Rússia e de estados pária, como a Arábia Saudita, ninho do terrorismo, ninguém tenha dado uma punhada na mesa e dito "basta".

O meu desconhecimento da teia global leva-me a descer aos patamares da porcalhota: cito Vítor Constâncio, um dos maiores canalhas da contemporaneidade; o traidor da pátria, Durão Barroso, um agente do Tea Party, depois de ter sido agente de Mao Tse Tung, e que hoje se descaiu -- obviamente por vingança, por que a criatura realmente não presta -- depois de ter sido criticado por andar a pressionar o Tribunal Constitucional, lembrar que talvez o Tribunal não fosse o que pensávamos, já que tinha lá dentro um Machete júnior... Como podem imaginar, isso são trocos, para quem já tem um Machete sénior, nos Negócios Estrangeiros (!), onde já deu vastas provas de que, apesar de agente da CIA, como o Amado, e tantos outros, também serve Angola, a China e tudo o que estiver à mão.


Para terminar como comecei, Carlota Joaquina tinha razão: era o tempo das p***s, e os poderes nunca deveriam ter sido separados, mantendo-se a lógica do absolutismo, e juntando aos três poderes o poder da Finança, que é hoje primordial: todos os outros não passam de meros bobos da Corte.

O pai macheta no Governo, enquanto o filho chancerella no Constitucional, e o neto lá será um Dinis Maria: é normal, só que ligeiramente, muito ligeiramente, mais discreto do que na Coreia do Norte.

A esperança, mas esta é um boutade críptica, é que a Joaninha, muito conhecida pela sua ombridade, já que nos belos tempos da passa ficava incomodada com os procuradores todos envolvidos em festas nebulosas de haxe, e os seguranças cá fora, a vigiar, sem saberem o refustedo que ia lá dentro, ponha um pouco de ordem nesta coisa, e olhem que eu até gosto dela, senão, sinceramente, só mesmo os militares, e já vêm atrasados, muito atrasados, meus amigos, muito atrasados...


(Quarteto chancerelle de machete, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
A Batalha de Lampedusa, enquanto parte suja da Guerra preta de Obama ao negro, seguida de um Tea Party de badalhocas
28 Outubro 13 11:26 | Arrebenta | (Comments Off)   

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Imagem do Kaos, e dedicada ao Kaos, que anda noutra daquelas fases de achar que o Mundo devia mudar: ó homem, nem os teus bonecos nem os meus textos o mudarão, só que eu escrevo para chatear,e tu ainda acreditas que alguma cois vai mudar. Deixa-te disso, e cria...



Já várias vezes escreve esta frase, e voltarei a ela quantas vezes for necessária: a Europa, um continente desgastado pelo tempo e pela inércia, nunca se conseguiu libertar de uma coisa dramática, chamada o Complexo de Maio de 68, um período que deve ter tido muita graça, mas que, ao ser vivido pela juventude de muitas pessoas, decerto sinceras, decentes e esperançosas, as impregnou da pior sensação que pode acontecer a qualquer comunidade, que é o convencimento -- a segunda síndroma -- de estar no Fim da História.

Basta ouvir a segurança, a jactância, a estupidez natural de Antónios Barretos, Nunos Cratos, Durões Barrosos, e seus congéneres europeus, para perceber que essa gentinha acha que apenas houve uma juventude, a juventude deles, e os outros que se amanhem. Para mal de todos nós, o Tempo, essa dramática consequência do Segundo Princípio da Termodinâmica, existe, não sei se enquanto entidade ontológica, mas enquanto sistema dissipativo da Realidade: todos os Lou Reeds deste Mundo morrem, até para mim, que não sabia que ele existia, como morreram os seus equivalentes, no meu imaginário, Bernstein ou Karajan, o que quer dizer que esses arruaceiros de maio de 68 começaram a ter cabelos brancos, vozes com catarro, e a ascender, uns, por direito próprio, outros, pelo Princípio de Peter, aos lugares verdadeiramente decisórios do Mundo, e, até aí, tudo bem, não se lhes tivesse metido na cabeça que os teriam, um dia, de os abandonar, como sempre aconteceu, ao longo da História.

A III República Francesa afundou-se assim, no célebre trocadilho, em que se perguntava por que é que todos os lugares políticos estavam ocupados por homens de 80 anos, sendo que a resposta é que estavam, por que os de 90 já tinham morrido... A situação presente é muito semelhante, com o risco agravado de que os de 80 agora ainda estão na casa dos 60 e dos 70, e a esperança de vida, (in)felizmente, aumentou. Por outro lado, enquanto a III República era meramente senil, estes cavalheiros e cavalheiras acham que detêm as chaves e a verdade suprema do Fim da História, ou seja, a sua sobrevivência não é meramente biológica, é determinante, e cruelmente, ideológica, esquecendo-se de que a sua ideologia envelheceu, e de que gerações mais novas, porventura infinitamente mais aptas, estão ansiosas para que eles abandonem a teia blindada em que se instalaram. Mas não abandonam, e criaram autênticas vedações eletrificadas, para evitar que os arranquem de lá.

Os cavalheiros que gritavam por sex, drugs and rock-and-roll são hoje os piores censores das f**** dos outros, os moralistas do teste do álcool e os Comissários Europeus para o Ultraliberalismo, o Desemprego e as reformas aos 70 anos.

Gostaria de os ver, em maio de 68, a reagir a uns Fascistas,  Sociais-Fascistas e Capitalistas que lhes dissessem que tinham de largar o Che Guevara, o Fidel e o Mao Tse Tung, e iam ter de alombar com trabalho mal remunerado, até ao fim das artroses, em vez de uns charros, uns LSDs e umas gajas que davam brutas gerais, em parties lésbicas e sem preservativo.

Este é, grosso modo, o trauma pós traumático da Europa politraumatizada, que se tornou numa adolescente decrépita, ou, pior do que isso, naquilo que a minha avó designava de velha gaiteira.

A História real é mais dura, brutal e nada tem de romântico: a ultradireita americana, uma coisa que não me perguntem o que é, mas governa ininterruptamente os Estados Unidos, pelo menos, desde o fim da II Guerra Mundial, apenas tem na cabeça uma coisa: a posse dos recursos naturais, e do ouro negro, que (ainda) move o Mundo, o petróleo.

Perante isto, nunca recuaram em nada: em 68, imaginaram uma revolta de barbudos piolhosos, e gajas todas úmidas, em Berkeley, que imediatamente alastrou à Europa, França, sobretudo, que ainda era branca e não lepeniana, e levou De Gaulle a ter de declarar o Estado de Sítio, e a colocar os tanques em redor de Paris. O regime colapsou, e instalou-se essa primavera florida, que o fez -- De Gaulle -- a abandonar o que realmente preocupava a América: o ir convencer os desertos árabes a passar a transacionar o petróleo em francos e marcos, em vez de dólares. Esta é a dura história do Maio de 68, e tudo o resto são Woodstsocks, para entreter punhetas velhas.

Nada disto é extraordinário, e voltou a repetir-se, quando o Xá virou o petróleo persa numa direção autónoma: imediatamente os financiadores de obamas da altura agarraram num velho asqueroso, que estava em Paris, onde toda a m**** se aloja, incluindo a Maria de Medeiros, o Ferro Rodrigues e o Carrilho, correram com o Shashim, Rehza Pahlevi II, e impuseram uma teocracia, como nem na Idade Média se vira, se viu e se vê. As vítimas restantes foram caindo, uma a uma, sempre com o mesmo pretexto, mas revigorado: o grande amigo do Ocidente, Saddam Hussein caiu, no dia em que decidiu que poderia vender petróleo pago em em euros, em vez de dólares, e seguiram-se as "primaveras árabes", um dos mais colossais embustes do séc. XXI, em que velhos facínoras, urânicos, pedófilos e caciques, apadrinhados pelo Ocidente, como Kadafi, foram apeados pelas forças da Sombra, sempre que lhes passava tirar o petróleo das mãos dos senhores dos dólares.

Nos entrementes, os Cohen-Bandit envelheceram, e tornaram-se, por todo o lado, em Cohen Bandidos.

Quem manda agora na Europa, em puro estado de delírio masturbatório, são estes mesmos canalhas que acham que a sua juventude foi a última da História, e o derradeiro doce que lhes deram foi pôr um preto a presidir à América, convictos de que estavam a assistir a um lutherkingismo afinal chegado: não estavam, estavam era a ser vigarizados, porque o sobressalto americano teria, realmente, acontecido, se houvesse um presidente afro-não-sei-das-quantas a ser eleito, no tempo do Luther King, e não passado meio século, para gáudio, satisfação e autocomplacência de ambas as partes.

Metaforicamente, as sombras que governam a América e o Mundo davam-lhes o derradeiro doce, e, em contrapartida, passavam a ter rédea solta para fazer tudo o que não se tinham atrevido a fazer até então. Creio que Marx -- e este é um texto de alguém para quem Marx é uma grelha analítica, como qualquer outra, brilhante, nuns pontos, e miserável, em tantos outros -- ficaria horrorizado com o que nos está a acontecer: isto não é o declínio do Capitalismo, é Metropolis, de Fritz Lang, mas sem catacumbas de esperança.

Para os Senis de 68, houve uma primavera no Magreb. Não houve: criou-se, no Magreb, uma fronteira de Fundamentalismo, que, diariamente, instigada por Obama, um emplastro de vaidade, e os seus promotores do "Tea Party", está a INVADIR a Europa, enquanto tenta destruir o Euro e o Iluminismo.

O "sonho" de Obama é uma Europa de "auroras douradas".
 
Tecnicamente, depois de um período de longuíssima pseudopaz, as fronteiras marítimas da Europa, chamadas Lampedusa, ou as que ainda aí estarão para vir, estão a ser violadas, numa manobra surdamente orquestrada, tal as fronteiras terrestres do México, que, dia após dia, despejam nas ruas da gigantesca favela americana milhares, milhões de desgraçados, em busca de um mundo melhor, que mais não é do que a coutada falida de uns quantos senis, que se barricaram, para viver, até aos 80, os únicos 20 anos que reconheceram a alguém, os SEUS (deles) 20 anos.

O fim disto disto será uma guerra civil generalizada, e uma Europa fragmentada de regimes totalitários.

Mergulhados na sua imbecilidade, descobriram que o "Tea Party", de Obama, os estava a escutar, numa guerra para além de suja, e que a América, num mundo multipolar, acabará por entregar a Europa à sua deriva, conquanto, agora, tem coisas bem mais preocupantes pela frente, como um Estado Mafioso, a Rússia, que nunca evoluiu, desde Ivan, o Terrível, e um estado de atropelos, a China, onde se procria como coelhos, e se vive, abaixo das elites, como escravos, a fazer-lhes frente e concorrência. Para o Senhor Barroso, ou o Senhor Barreto, ou a "anarquista" Lurdes Rodrigues e o Albanês, Crato, se a China se metamorfoseou assim, é porque deve ser bom, e toca de embarcar.

Apenas aqui, dou razão aos cavalheiros de Bilderberg: há gente a mais, para recursos a menos, e cada vez mais os recursos a menos estão mais nas mãos de gente que vale cada vez menos. Assim, por alto, com o deficit americano -- uma ficcção de números que não têm qualquer palpabilidade real -- e também está nas mãos dos Chineses e dos criminosos terroristas sauditas, a tal Guerra do Sirão aparece, e desaparece, dos Órgãos de Intoxicação Social. Como se aprendeu com as Grandes Guerras, os ensaios gerais fazem-se sempre ao lado, como em Mozambique, e na África do Sul, os futuros Zimbabwés, mal o velhinho Madiba feche os olhos.

Claro que nada disto nos diz respeito, porque ainda conseguimos estar em graus de intoxicação inferiores: um sádico, que representa culturalmente (!) Portugal em Paris, tal como Relvas representa, culturalmente (!) Portugal, no Brasil. Num país assim, tudo é possível, como haver casamentos de conveniência, com violência doméstica, com uma gaja, que alegadamente estava sempre bêbeda -- e isso costuma dar vice reitorias na Lusófona -- e caía nas moitas. Mas quais moitas, senhor Manuel, de dia, Maria, de noite, se a moralidade mandou rapar todas as moitas de Portugal, não fosse alguém ver lá o solzinho a dançar. Ela caía, e ficava cheia de nódoas negras, por causa das moitas???... Só se for do Bois de Boulogne, onde os representantes portugueses não são conhecidos de vista, e vão ter com altas travecas de salto alto, prostitutos curdos e rapazitos de la racaille, que, por 50 euros, lhes mijam na boca.

Um luxo.



(Quarteto do ó Bárbara arredonda a saia, Ó Barbara arredonda-a bem, Ó Bárbara arredonda a saia, olha o Dinis que ela tem, escarrapachado no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")



Da desaparição de Oliveira e Costa, e do seu entendimento, quer como causa natural, ou cousa mais devida a milagre da Fé
27 Setembro 13 12:28 | Arrebenta | 13 Comentário(s)   

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Imagem do Kaos

Não, não venho falar das decisões do Tribunal Constitucional, porque, como toda a gente já percebeu, trata-se de estalinistas puros, seguidores do camarada Álvaro Cunhal, e dispostos às mais amplas liberdades democráticas, ao serviço da Classe Operária, e rumo ao Comunismo.

Assim sendo, preocupa-me muito mais o inexplicável desaparecimento de Oliveira e Costa, que não sei se deverei enquadrar na Ovnilogia, se naquela sequência de fenómenos entrocamentados, que levam pastorinhas analfabetas a ver o solzinho a dançar, e mulheres de mau porte a apresentarem-se como a defunta mãe de Cristo, em lugares de azinheiras, cheias de melgas e moléstias de raiz.

A coisa preocupa-me, porque, tendo uma formação científica, sei que duas coisas, pelo menos num patamar supraquântico, não podem ocupar o mesmo lugar, ao mesmo tempo, nem deixar de estar, ao mesmo tempo, no lugar em que estavam. Entenda-se que a desaparição de Oliveira e Costa é aquilo que poderíamos designar por desaparição polifónica, já que não foi apenas o corpo que se foi, mas também a moléstia que o corroía, e essa história de estarem todos com um cancro, quando são condenados, é uma coisa que cheira demasiado mal, diria, mesmo, que cheira muito a Clara Ferreira Alves, já para não encarrilhar ainda mais a coisa.

Além disso, a desaparição de Oliveira e Costa, e do seu cancro, num tempo em que atravessamos uma zona de forte contenção orçamental, é totalmente insuportável, e creio que poderá ter graves implicações no orçamento de 2014, o tal que a sopeira da Universidade Moderna -- Pólo de Setúbal, de tráfico de armas, mulheres e droga -- vai tentar fazer passar, antes de ser demitida, por mais uma escandaleira, daquelas de caixão à cova. Falta pouco :-)

Sendo lúcidos, a desaparição de Oliveira e Costa tem um custo diferenciado, como o José Gomes Ferreira poderia explicar melhor do que eu, do daa desaparição de Oliveira e Costa mais o cancro de Oliveira e Costa. Como se sabe, nestas coisas, quando é para cortar, é mesmo a sério, como se fez com o Borges, onde se achou que, entre manter dois cancros vivos, era melhor despachar dois cancros mortos, sendo que continua por apurar quem matou quem, se foi o cancro que levou o Borges, se foi o Borges que levou o cancro. Tenho a minha opinião, muito pessoal, mas, para quem me conhece, escuso de gastar o teclado a escrever, porque vocês chegam lá, por vós sós...

A coisa agrava-se, mas aqui acho que é já a minha imaginação a funcionar, se também desapareceu com o Oliveira e Costa, e o cancro do Oliveira e Costa, a pulseira do Oliveira e Costa, embora me cheire que, no estado de debilidade em que ele se encontrava, o artelho nem pulseira eletrónica suportaria, e seria cruel submeter a penitência um homem em tão adiantado estado de sofrimento, pelo que o melhor foi mesmo deixá-lo andar a apanhar ar, como nós apanhámos com o buraco de 9 000 000 000 € que ele, e o seu gang, Dias Loureiro, Duarte Lima, Rui Machete, Meira Fernandes,  Abdul Vakil, Patricia, Maria e Aníbal Cavaco Silva, a Fundação Luso Americana para colocar os Amigos, o Catroga, o Cadilhe, o alqaedista Abdul Rahman El-Assir, (iam todos para as caçadas do decadente Borbón de España, e depois repartiam-se, uns, para as gajas, os outros, para os putos, os ativos, e os que podiam, que o Cavaco já nem com a língua...).

Continuando nesta sofística, acho que recuperar a pulseira eletrónica de Oliveira e Costa permitiria começar a constituir um fundo de poupança para os bombeiros que perderam as viaturas nos fogos medonhos deste verão, típicos de quando o país está em mudança de ciclo político. Temo, por exemplo, que Oliveira e Costa tenha sido apanhado numa vaga de fogo, quando andava, pelo Caramulo, a buscar inspiração para comprar mais quadros de terceira ordem de gajos imitadores de assinaturas de pintores clássicos. Parece que ele gostava muito de Miró, porque o tinham ensinado a mirar, e adorava moedas do Euro 2004, porque era a cunhagem comemorativa do ponto mais alto -- tirando a nomeação de Rui Machete para os Negócios Traseir... perdão, estrangeiros - do poder da Rede Pedófila que governa Portugal: o senhor Carlos Cruz trazer para Portugal a maior máscara de estupidez humana da nossa contemporaneidade, o Futebol, a troco de uns cus e paus de putos, que depois lá desapareciam, no imenso, vastíssimo, adamastoreano, Mar da Coca.

Era um tempo de desaparições: desaparecia o Padre Frederico, "culpado" de ter morto um "teen" de 15 anos, quando toda a gente sabe que os pedófilos não matam "teens" a não ser através da "pequena morte", coisa que muito agradava ao Bispo resignatário do Funchal, que, mesmo senil, aceitava que lhe os levassem à boca, como o Eurico de Melo, ou, num pouco de elitismo histórico, o Cardeal Rei D. Henrique, já completamente cesarinado e sem dentes, tinha de ser aleitado por moçoilas de bigode, de peitos fartos e c***s ainda placentadas de parto recente. Coisas belas que a História feia apagou.

Para que esta divagação não seja totalmente negativa, devemos pensar que, muito mais do que o país das desaparições, como as da escritura da casa do Sócrates, do Cavaco, dos swaps, das gravações do Casa Pia, do Freeport, do Portucale, enfim, de tanta coisa inútil, somos, sobretudo, o país das aparições, e hoje, dia 27, por quê continuarmos no negativismo, e não nos colocarmos, já, todos, de joelhos, e começarmos a arrastar as rótulas pelas nacionais acima -- que as autoestradas estão caras -- para tentar chegar a tempo ao maior espaço de economia paralela, ainda aberto do país, Fátima, altar do Mundo, onde, entre lencinhos brancos, (alguns de ejaculações recentes dos parques de aviamento de casados...), e o hino pederasta de António Botto, "avé, avé, maria", Oliveira e Costa reaparecerá, ressuscitado, e curado da neoplasia, com uma auréola nos cornos, e uma pulseira no pé, no meio de uma bruta dança rap, do solzinho.

Não acreditem em nada disto: lá aparecerá, antes das autárquicas de domingo, porque uma desaparição, nesta altura, poderia ter efeitos colaterais fatais, ou, então, é por que, se a pulseira eletrónica lhe era pesada, já o passaporte eletrónico lhe foi leve: lá nos encontraremos, possivelmente, na Ilha do Sal, durante o "réveilon", que o Mundo é curto, curtíssimo, um porta a porta, tão vizinho, que nem vocês podem imaginar :-)


(Quarteto das desaparições, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
SIRÃO: o retrato preto de obama ao negro
10 Setembro 13 12:08 | Arrebenta | 15 Comentário(s)   

Imagem do Kaos


Acho que devo ser dos poucos vegetais europeus que, ainda a criatura não tinha sido eleita, e já eu lhe tinha feito o retrato futuro. Como sou generoso, em vez de Obama, sempre fui um acérrimo defensor de Sarah Palin, já que acho que não devemos guardar o bom só para nós, e era a altura certa de a América poder usufruir de uma Clara Pinto Correia, ou de uma Clara Ferreira Alves, em vez de sermos egoístas, e querermos continuar a gozar, solitariamente, de tais tesouros. A América não entendeu assim, não percebeu que Sarah Palin era a sua quinta essência, tal como Salazar foi a nossa, durante quarenta anos, e o Saloio do Aníbal cumpriu mais vinte. Cada povo tem o que merece, e a América ficou em situação de carência, no dia em que cometeu o ato mais racista de que há memória na sua história: eleger um presidente por causa de uma cor de pele.

Se isto não é o racismo, então, onde é que está o racismo?...

Sociologicamente, a coisa ainda foi pior, porque, num país cheia de raças e etnias, resolveram dar a sala oval a um tipo que pretendia ser porta voz, se não me falha o número, de 15% da população, mais ou menos, aquilo que Cavaco representa, entre nós, sinal de que até estamos avançados, vanguardistas e superpotentes. Teria sido mais complicado colocar na Casa Branca um riqueño, ou um mexicano, não fosse a enorme massa de clandestinos, desempregados, párias e excluídos, pensar que iam ter uma voz ativa, e desatar a invadir aquilo tudo, por ali dentro, estendendo a favela, que hoje é Berverly Hills, a toda a América.

Quiseram Obama, e lá tiveram Obama, sem se darem conta de uma coisa extraordinaríssima, que era a de ser a primeira vez que o Presidente Americano era eleito por escrutinadores... não americanos.

Obama foi o voto dos Senis de Sessenta e Oito, dos Utopistas da Sanita, dos Escandinavos, das feministas queima sutiãs, da paneleiragem internacional, do Fufão Global, da Grande Nação Monhé, dos blocos esquerdizados de toda a parte, das ratas úmidas de Che Guevara, das masturbações da Ana Drago, das pielas da Ana Gomes, dos feiticeiros do Quénia, da Oprah, dos solitários do charro, e dos barbas brancas da velha balada dos dentes amarelos, enfim, no fundo, uma enorme maré negra, que estava à espera de votar, desde que a Europa tinha metido na cabeça de que o supra sumo da libertação americana seria ter, em Washington, uma coisa mestiça, tipo propaganda da Benetton, dentes brancos, vaidade ótima, e vazio total.

Nos bastidores, NSA, CIA, FBI, Ultradireita, Fundamentalistas, Racistas, Ku-Klux-Klan, Goldman Sachs, Citibank, Morgan Bank e uma porrada de parentes, o enorme Tea Party Americano, esfregou as mãos, sentou-se calmamente à mesa, mandou vir o bule, e serviu a bebida de Catarina de Bragança, com um suspiro de alívio, do pronto, já está, já caíram todos...

Vou fazer um pequeno parêntesis, porque neste texto, assumidamente assertivo, há uma dúvida que ainda se me põe: a de o gajo saber que foi uma peça insignificante de uma jogada magistral, ou continua no seu coxo we can, que a plateia sombria que o apoia, can, can, aliás cancan, francês, inventou, e inclino-me mais para a segunda hipótese, a de que ele só vai acordar, quando o Mundo se vir imerso numa coisa sem paralelo. Creio que nisto tudo, só Israel, por natureza própria, um estado que sabe, que mais tarde ou mais cedo, terá de lutar contra uma ordem de extermínio global, percebeu quem era o bicho, e que bichos realmente estavam por detrás dele, e aqui tiro o chapéu ao estado judaico: lá terá de ser.

A Síria não interessa nem ao menino Jesus, tanto que, se interessasse, ele tinha nascido lá, e não mais abaixo, na Galileia, filho do adultério de uma mulher de carpinteiro, mal coberta, e de uma "pombinha", daquela que pingam leite, rija, e de pintelheira negra, e como a Síria não interessa a ninguém, deram-na à França, num texto que escrevi há uns tempos, onde os Patriarcas do Oriente, reunidos em Paris, cruamente definiram a situação: havia que destruir, para depois virem as empresas de reconstrução, e um povo arruinado ficar endividado ad aeternum, aos beneméritos do costume. Afora isso, é a capital do Califado, o Reino de Ugarit, um dos berços da Escrita, Palmyra, Émesa, a Terra dos Cruzados e de Saladino e um monte de ninharias dessas: nada que se compare às barrigas de aluguer de Cristiano Ronaldo.

Quanto às armas químicas, deve ser a primeira vez, neste cenário, em que TODA a gente tem a certeza de que existem, porque toda a gente guardou os recibos, com a agravante de que estão lá as do Assad -- um gajo simpático, nas palavras de Duarte de Bragança, o que prova que a oligofrenia não tem fronteiras, nem limites... -- mais as do Saddam Hussein, que as retirou, antes da forte encornada do Bush filho, e mais as que estão na mão dos terroristas da zona, Hamas, Ezbollah, Al Qaeda, "rebeldes" infiltrados e uma batelada de sonhadores das 11 000 virgens. A única coisa certa nisto tudo, é que não vai haver virgens para tantos que lá vão ficar, a não ser que a Pilar del Rio cosa a c*** com fio de sola de sapateiro, e se ofereça, como voluntária, para acolher os milhões de esfomeados que ali vão morrer, e milhões é um número que se arrisca a aproximar da realidade.

O xadrez é muito complexo: a Turquia, ávida, sonha com a divisão da Síria, uma coisa que já devia ter sido feita, aquando da Guerra do Iraque, para resolver o problema curdo, criando um estado tampão, com retalhos do que ficar do cataclismo, e isso não é mau, já que Alepo, que nunca soube ser uma cidade síria, era a segunda cidade do assassinado Império Otomano, e, portanto, está perante uma oportunidade única, enquanto potência regional, de ver as suas fronteiras, pela primeira vez num século, alargadas. Não foi por acaso que foi lançado a 21 de agosto, o livro Manizkert, 1071, que tenho aqui na cabeceira, mas esta é apenas uma boutade para eruditos, portanto, vamos continuar.

Como toda a gente percebeu, exceto Obama, a Síria chama-se Irão, como muito bem percebeu o meu amigo de Facebook, cujo nome não convém pôr aqui, ex-Chefe dos Guardas da Imperatriz Farah Diba Pahlevi, e o Irão é uma Nação Persa, desde há milénios, indevidamente ocupada por uma religião estranha, sufocante, que lhe escolheu o território, para sede de um fundamentalismo atroz, apadrinhado pela clássica estupidez francesa, que julga que os criminosos exilados são sempre "intelectuais". São, são, e saiu-lhes cara a brincadeira, tal qual como no Egito.

Ora quem soletra Irão está a dizer, por outras palavras, Israel, o primeiro lugar onde o escarumba Obama vai perceber que não há guerrinhas do toca e foge, e vai ficar agarrado à corrente, talqualmente aqueles que metem os dedos diretamente na tomada. Sinceramente, preferia acabar o texto já aqui, porque esgotei o meu capital de humor, sobre uma coisa que não vai ter graça nenhuma, e ficaria pelas negociações que o caneco já andou a fazer pela Islândia e Escandinávia, para garantir um corredor aéreo de ataque, pelo Pólo Norte, que ponha os saloios da Base das Lajes de fora, e pelo grande atentado que deve estar aí a vir, para galvanizar a opinião pública.

Todavia, quero deixar uma palavra de carinho, para os pacifistas -- os do costume -- que decidiram sair para a rua, depois de 100 000 mortos e 7 000 000 de pessoas que perderam a casa, para não falar das gerações liquidadas, a estrebucharem nos horrores dos químicos, e da escola que perderão, para sempre. Os pacifistas, depois, vão-lhe dar aulas, como o Papa Francisquinho vai ser padrinho -- e alimentar -- todas as barrigas queridinhas, que impediu de abortar, em sessões de sexphone, para ainda aumentar mais a poluição humana no Mundo.

Há um lema da História Contemporânea que diz que os Americanos são sempre derrotados, e transformam os seus campos de batalha em enormes pântanos de irresolubilidade. Este vai ser espantoso, porque vai brilhar no escuro, como previu Arthur C. Clarke: uma grande metrópole será destruída, nuclearmente, nos primeiros anos da segunda década do séc. XXI. É melhor não entrarmos num sistema de apostas, e fazer de conta que errou, embora tenha uma vantagem: a de que já não tenhamos de ir a Fukushima para poder tirar umas fotozinhas de radioatividade.

Como já disse, estou muito longe do humor. Fizeram-lhe bem a cama, e a ratoeira foi brilhantemente montada, para todos os idealistas das "cores de pele": um primeiro mandato para destruir o Euro, e o segundo, para carregar no botão de uma guerra nuclear. Na verdade, estou seriamente incomodado por, e com, um mundo à beira da guerra, da guerra suja, da guerra total, durante um tempo sem políticos, regido por seitas, mafias, e como disse o totó do Vaticano, nas mãos mais evidentes da indústria do armamento. Talvez Obama fique "zangado", quando vir de que modo vai marcar o seu nome na História, e aqui voltamos à base: com Sarah Palin, nunca haveria guerra na Síria, porque ela nem sabe onde isso fica. Este finge que sabe, enquanto o Tea Party vai estar de costas viradas para a aurora boreal nuclear, e vai continuar a fazer girar o bule, e o açúcar na chávena, com um comentário à altura do acontecimento, realmente, nós nunca deveríamos ter deixado um preto chegar à frente dos destinos da América, não acham?... Acho que não devemos deixar que se repita, durante os próximos cem anos.
Mais uma chávena, por favor.

O cinismo absoluto, infelizmente, é capaz destas frases, e de ter estas formas, pois é, e tem mesmo.



(Quarteto do armagedão, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" em "The Braganza Mothers")
História escatológica de um governo que se tinha borrado todo, pelas pernas abaixo, na forma de "swaps" e "bloggers" de m**** (Em homenagem ao 90º aniversário do nascimento de Mário Cesariny de Vasconcellos)
10 Agosto 13 02:24 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Imagem do Kaos, e dedicado a um dos "nòbeles" portugueses, Mário Cesariny de Vasconcellos, que hoje faria 90 anos, e à grande pintora e poetisa, Manuela BaPtista, que me relembrou a data




Uma das mais célebres "horizontales" portuguesas, Clara Ferreira Alves, escreveu, faz uns anitos, um texto, miserável, irado e ressentido, no qual definia Blogues e Blogosfera, e venho aqui recordá-lo: "A blogosfera é um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações. Mas, sem querer estar aqui a analisar a blogosfera e as suas implicações, nem a evidente vantagem dessa existência e da qualidade e liberdade que revela por vezes, destituindo do seu posto informativo os jornais e televisões aprisionados em formatos e vícios, o resíduo principal de tudo isto é que os jornais mudaram, e muito, e mudaram muito rapidamente. Parafraseando Pessoa na hora da morte, We know not what tomorrow will bring".

Para quem me conhece, e acho que me conhecem suficientemente bem, imediatamente dei uma resposta à "horizontale", não lhe chamando "horizontale", o que era redundante, e Vasco Pulido Valente já tinha feito, muito mais sinteticamente, no seu clássico retrato da caricatura "jornalística": "Clara Ferreira Alves, uma Santanete".

Como a boa educação me o não permitia, e porque ela adoraria, não a mandei para o c******, mas pu-la em órbita nos arredores do mesmo, já que Sartre, ou Camus, já não me lembro, definia o Inferno como um lugar onde ficávamos, com eles bem à mão de semear, confinados à impossibilidade de satisfazer todos os desejos que tínhamos tido, durante a vida. Foi assim que tratei a "horizontale", ("A Rainha da Sucata") numa recolha de textos que já esqueci.

Acontece que, como diz a voz do povo, "com o tempo, todas se tornam sérias", e a verdade é que, relido 7 anos depois, começo a perceber que a "horizontale" tinha toda a razão. A Blogosfera está cheia de gatos, sim, e de vários outros tipos de animais, abutres, corvos, milhafres, hienas, bonobos, piolhos, ratos, baratas, escolopendras e é um autêntico jardim zoológico, no qual ela não se insere, porque o blogue continua a ser grátis, e ela continua a preferir o seu, certinho, ao fim do mês, para fazer os fretes ao cocainómano de Bilbelberg, Balsemão, um dos rostos da destruição de Portugal, de quem ela é uma simples mulheres a dias, fraquinha, e vagamente letrada.

Também é claro que em cada blogger "existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso", só à espera de ocasião, para se tornar em vice presidente da bancada do PSD, como aquele gordo, do "Blasfémias", ou em Secretário de Estado, como aquele Pedro Lomba, que parece um marsupilami, ou um lémure, em vias de extinção, de Madagáscar. Sobre o "onanismo literário" destes seres, abstenho-me de tecer considerções, porque estão senhoras -- que ainda as há, a ler-me --, portanto vamos imaginar que o Lomba, o Poiares e o Gordo do "Blasfémias" não batiam pívias, mas se limitavam, como muito bem escreveu a "horizontale", a escrever "maus versos para a gaveta", para evitarem "ejaculações" públicas.

De facto, a mulher era extraordinária, no seu visionarismo, e parecia um autêntico Darwin, já a escrever sobre a Evolução da Blogesfera. Esqueceu-se de dizer que não era uma evolução, mas uma involução, com algumas mutações de pormenor, como a do Lomba ser vesgo para dentro, depois de uma ou duas gerações em que eles eram vesgos para fora, como o Medeiros Ferreira. Para mim, que não sou politólogo, desconheço se ser vesgo para dentro ou vesgo para fora tem consequências políticas, mas deverá certamente estar associado com a breve inversão da polaridade magnética do Sol.

A verdade é que isto tudo já nos pôs todos a ver o solzinho a dançar, e a dança do solzinho é, em pleno séc. XXI, uma espécie de dança da chuva, em que os interesses mafiosos que regem Portugal estão a conseguir fazer com que chova todos os dias, verão incluído.

Para o português de Lineu, onde, no Algarve estão as melhores praias do Mundo, e o Rio Minho é o rio mais rico do Universo, e o Queijo da Serra não ter par na Orbe inteira, o Porto é o melhor destino turístico do ano (!), e a Joana Vasconcellos é uma revolucionária, única, e inimitável, que nunca soube que já existia, pelo Mundo inteiro, a "Recycled Art", muito antes das suas bostadas, a Crise só veio aprofundar o nosso atávico autismo, aquele "venha cá para dentro, cada vez mais para dentro, e esqueça que existe o lá fora", que foi o grande sonho de Salazar, agora realizado, durante a fase terminal do II Cavaquismo. Está tudo numa boa, desde que consiga pagar o empréstimo para o filho ir drogar-se com uma gajas, para Paredes de Coura, ou acabar em círculos de masturbação de ecstasy com os amigos, no "Sudoeste", para, no dia seguinte "já não se lembrar de nada, nem das mãos pegajosas, das ejaculações suadas dos amigos.

A história dos "swaps" é um entretimento estival, já que se percebe que é como o sarampo: todos os quadrantes políticos o tiveram em meninos, e, mal um cu novo se sentava em São Bento, imediatamente uma romaria de swapeiros, com o andor, os lencinhos brancos e o solzinho dançante, vinha acitibancar-se, amorganar-se, goldmann sexar-se, dar uma barcklaycada, ou renovar uma renovada. Só o Bagão Félix é que "não se lembra", mas, como toda a gente sabe, a memória é como aquilo que o Mega Ferreira tem entre as pernas, não tende para ser longa, e, muito menos inconveniente.

Para mim, que, como é costume, estou a assistir a esta palhaçada de bancada, estou a adorar o Passos Coelho vir a correr, da Manta Rota, ou lá que m**** é aquela, onde ele se vai bronzear, de mão dada com a Mãe Negra, que os anos não estão a poupar, e cada vez mais se parece com a SUA Mandela. (Um dia chegará em que a mulher poderá ser acusada de ter desviado um menor, como aquele que foi violado, quando andava a distribuir publicidade, embora não fosse menor, e lhe tivesse sabido bem a piçada: veio de lá com menos panfletos e com o cu a pingar, uma espécie de poia, à poiares maduro, pelo que já soa no meio "gay"...), e o Coelho lá veio do esgoto dos Algarves, para impedir que a paneleira da Portas pusesse na rua a Albuquerque, uma gaja metida nesta m**** até ao pescoço, e a quem o Saloio de Boliqueime promoveu, para ser brevemente demitida ,em plena VIII e IX Avaliações da Troika, como já indicam todos os sites de apostas da Net, onde a loura frígida é carimbada de datas certas para a queda.

Por mim, que sou mais cínico, aposto que ela já estava demitida no passado, e não no futuro, mas, como se diz, previsões, só depois da demissão.

Voltando à base, isto é muito, mas muito, mau, porque, finalmente, depois de anos de escrita clandestina, em que os bloggers, da "horizontale", praticavam o "onanismo literário", afirmando e reafirmando que, há muito, Portugal não era governado por ninguém, mas por rostos de interesses na Sombra -- como Cândida Almeida, uma amiga do "Sistema", finalmente resolveu verdadear, depois de zangadas as comadres, ao falar do "Freeport" e do BPN, o banco do Cavaco, da Patrícia e de... todos -- os bloggers apropriaram-se da cavidade do Poder. Tudo isto, todavia, não é mais do que um longínquo subúrbio da realidade, e faz-me lembrar a cara daquele tio, ou meio tio, ou pró tio, do Sócrates -- que os tempos tornaram sério (!) -- a virar-se para as televisões e a exclamar, com ar de gozo, "quê!?... offshores!?... Já chegaram aí?...", com aquele tom de voz, de tadinhos, que ingénuos que vós sois, e somos...

Na verdade, nesta fase de coma induzido, Portugal está a ser governados por agentes da CIA e da NSA, como Luís Amado, Rui Machete e o escondidinho Borges, e pelos tais bloggers, talqualmente a "horizontale" os descreveu: onanistas, com ejaculações precoces, e que reduziram o Estado a "posts": todos os dias fazem um post, como a Agustina, antigamente, obrava uma lombada em cada Natal, e, depois, vão-se embora, lombar um pouco, deixando a caixa de comentários aberta, para ver se vem alguma ideia, uma simples ideiazinha, que sirva para governar, q.b., no dia seguinte, e no outro a seguir. Geralmente, vem um qualquer disparate novo, e o Palhaço de Belém assina por baixo, e promulga, para, imediatamente a seguir, vir o Constitucional dizer que vivemos fora da Lei.

Sim, é verdade, estamos a viver completamente à margem da Lei, e creio que esse é o único Programa de Governo atual. Deste, e sendo profeta, atrever-me-ia a dizer que, também do seguinte. 

Ao contrário da "horizontale", que estava naquele estado de etlização de Fernando Pessoa, no Hospital Saint Louis, I know very well what tomorrow will bring...


(Quarteto do Colapso Civilizacional, à espera da guerra civil no Egito, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers" -- em merecida pausa estival)
Retrato do Sr. Aníbal, depois de morto
11 Julho 13 01:30 | Arrebenta | 4 Comentário(s)   

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Imagem do Kaos

Creio que já o citei uma vez aqui, mas há um artigo do "Dictionnaire des Byzarres", em que se fala de Salazar, depois da cadeirinha, que me parece fabuloso, por ser o retrato, visto de fora, do teatro de revista de Portugal, no final do Salazarismo. Dizem os autores que, depois da queda de Catalazete, houve um grupo de personalidades próximas do cadáver, que lhe reuniam Conselhos de Ministros fantasma, em redor dele, e lhe fizeram crer, até ao fim, que estava na Presidência do Conselho de Ministros.

A situação que vivemos é equiparável a essa, mas numa escala substancialmente mais vasta: desde 2006 que não temos Presidente da República, e, ao longo dos últimos dois anos, a coisa foi-se degradando, já que fomos deixando de ter Primeiro-ministro, Ministro da Economia, Palhaço da Cultura, Ministro das Finanças, Ministro dos Negócios Estrangeiros, e, no momento em que escrevo este texto, há uma situação extraordinária, em que já que só temos dois apoios: a Suricata da Assembleia "Nacional", e o seu penoso vender de trapos de segunda mão, na classe executiva das viagens oficiais, e a única Ministra que restou, a das Finanças, que, curiosamente, devia estar, não nomeada, mas presa.

Que me lembre, um cenário destes só no tempo em que o Zezé Camarinha conseguia fazer gajas abaixo dos 70, e já lá vai uma eternidade. Agora, só beijos na Teresa Guilherme, e desejos ocultos pelo Macau, como todos os marialvas, que percorrem as mulheres todas, porque não há nenhuma que não odeiem.

O ponto de vista do Cavaco , evidentemente, é o do Saudosismo. É um coração cheio de saudade, que tem um Cabeça de Abóbora dentro de sei, e uma Maria, da parte de fora. (Uma das visitas mais extraordinárias que ocorreu, nos nossos contadores, foi a "Presidência da República" à procura de "caricaturas da Cavaca". Evidentemente, e com a nossa conhecida caridade, redirecionámo-los para a Galeria de Horrores da Maria de Centro Esquerda). Há lá matéria para fazer sonhar qualquer Darwin, e um milhão de argumentos para desmentir o "Inteligent Design": Maria Cavaco Silva é fruto de um "Silly Design", e assim entrará para a História, apoiada por um fabuloso banco de imagens, pago pelos nossos impostos.

Cavaco rege-se por um Saudosismo, o que é uma coisa belíssima, já que conseguiu respirar aquela atmosfera de mofo velho, que vinha do Cerejeira, quando as forças vivas da Nação aplaudiam o Chefe do Governo, e lhe desejavam muitas "propriedades", pedindo ao Almirante Américo Thomaz que se candidatasse pela enésima vez, durante a tomada de posse do Cardeal Patriarca do Oriente e das Índias, título glorioso, que merecia melhor destino do que uma salva de palmas osteoporótica, de uma parte do País que assumiu, claramente, que está demente.

Depois do SEU Cerejeira, Aníbal de Boliqueime sonha agora com a sua A.N.P. (Ação Nacional Popular), uma espécie de Partido para apoiar a "Situação" (Ele e os cangalhos amigos), e o resto exilado, ou na prisão. Jerónimo de Sousa deveria estar em Peniche, e o Bloco de Esquerda com uma picareta espetada na cabeça, como o Estaline mandou fazer com o Trotsky, durante o exílio mexicano. Essa A.N.P. poderá ser constituída por qualquer coisa, qualquer coisinha, qualquer coiseca, que até pode meter o P.S., na forma de Seguro, uma coisa inenarrável, abaixo de Coelho, e o desastre de Portas, que, antes do segundo tiro no pé, de Cavaco, foi o primeiro tiro no pé, da semana.

A Maria, através da Senhora de Fátima, disse-lhe, "a minha esposa comunicou-me..." (de acordo com a fórmula oficlal), que assim poderiam entrar numa espécie de máquina do tempo, e fazer aquilo com que o Aníbal sempre mais sonhou: que nunca tivesse havido o 25 de abril, e ele pudesse ter prosseguido a sua miserável carreira de burocrata do Salazarismo, até Deus o levar para junto de si.

Angola voltará a ser nossa, haverá desmembrados da Guiné, e o Vítor Rosas irá exiladinho para Timor, o porco!...

Até aqui, o texto foi ligeiramente humorístico: agora, vem a verdade. Já defendi, com aquela transição frágil que separa a hipótese da tese, que há muito estamos a servir de palco de experiências para uma coisa a nível global, que conjuga tudo: a pseudo "primavera árabe" que foi o nome que a Ultradireira America, Obama, portanto, deu ao degradar das relações entre os países europeus e o Magreb. Espera-se a queda do Egito, para verificar o horror todo, que está por detrás, que talvez faça a Síria parecer uma praia das Caraíbas. Essa é outras das terríveis frases antigas, e premonotórias:  "Quando o Egito cair..."; por outro lado, Snowden ainda mal abriu a boca, e já o anormal americano se pôs a falar de "bróculos", como o Aníbal fala de "abóboras".

Nós vamos pagar isso caríssimo, com uma coisa que pode ser uma guerra, ou a dissolução da Ordem Mundial, gerida pelo frágil equilíbrio da Segunda Guerra Mundial, uma coisa obsoleta, para os que vão ser contemporâneos da III Guerra do Golfo, o "soft name" suave da Terceira Guerra Mundial.

Por cá, e por que o teatro de revista ultrapassou "irrevogavelmente" toda a sátira que atravessa os meus textos, e por que é altura de começarnos, realmente a ter medo, queira isso dizer o que quiser, vamos concluir esta meditação sem rumo. Bem, bem, só a Maria Luís Albuquerque, -- que devia estar presa -- e que continua a negar os "swaps" que assinou. Já era assim, nos tempos do polo da "Moderna", em Setúbal, ("Uma coisa horrível, que metia mulheres, armas e drogas..."), e assim continuará a ser, per saecula saeculorum, até que a ponham na rua; a Laura "Bouche", que abriu a saison de mamar casados, no Algarve -- três meses de trabalho intenso, aí, fadista :-) --, o João Galamba, que vai passar a noite a roer as unhas, e a tentar convencer o Seguro a aceitar, para poder ir já para Secretário de Estado da Administração Interna, e dar imediata ordem de prisão aos seus adversários ideológicos, e..., e.... e... e aquela belíssima imagem de Paulo Portas a meter a hóstia na boca, pela mãozinha do Cardeal Patriarca.

Felizes hóstias que não se vêm, senão lá tinha de limpar as bordas com o lenço branco que a mãe, ou a criada velha e porca, já não me lembro, que o trouxe ao colo. Lá longe, em casa, no Largo do Caldas, há a prece: “Que volte cedo, e bem!” (Malhas que o Império tece!) Jaz morto e apodrece, o menino querido da sua mãe.

P*** que o pariu!...

(Quarteto de temporum fine comoedia, no "Arrebenta Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers") 
 
O render das lêndeas, enquanto o Brasil dá o Segundo Grito do Ipiranga, seguido do faz ó, ó, nené, meu menino Gaspar, e tenta, ao menos, dormir uma noite seguida que seja, tá?... :-)
02 Julho 13 02:02 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   

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Imagem do Kaos, e dedicado ao Kaos, sem o oual esta fabulosa imagem não me teria inspirado, e à Kaotica, coitada, que está acusada de tentar demolir (!) a Ponte 25 de  Abril (Deus vos pague, que o Carlos Moedas até os trocos me tirou...) 


No tempo do "Quitoso", um produto ainda mais tradicional do que os pastéis de Belém, do oligofrénico Álvaro Santos Pereira, havia duas espécies de seres, derivadas do descanso, ao Sétimo Dia, de Deus Pai: os piolhos e as lêndeas.

De acordo com Darwin, pessoa que não frequento, as lêndeas devinham em piolhos, os quais, procriando, geravam a segunda geração de lêndeas, e por aí fora, até Jassé, como está na longuíssima linhagem do "Génesis, V", e a história acabava aqui (Acho que já me enganei, mas isso é totalmente irrelevante nos meus textos, como sabem).

Todavia, se formos pelo lado do "Intelligent Design", teoria que frequento, venero e pratico, tal como Bush, o Marco Feliciano, Barack & Michelle Obama, Winnie Mandela e o Papa Francisquinho, no Início, Deus criou as coisas talqualmente queria, e assim ficaram, talqualmente, para sempre. No séc. XIII, São Tomás, ainda levanta uma certa dúvida, "sobre, sendo a lêndea, lêndea, e tendo uma forma adequada à sua própria enteléquia, e não estando provado que tivesse sexo, como os anjos (Questão XXV, 4), se põe a questão de poder devir piolho, e assim se manter, mas já numa outra forma, sexuada".

Ora, como sou maior frequentador das obras primas de José Rodrigues dos Santos, e de alguns fragmentos de  Clara Pinto Correia, sobretudo do MEU livro de cabeceira, "Adeus, Princesa" -- tenho todas marcadas aquelas páginas em que ela contava como os alemães da Base de Beja lhe pousavam, todas as noites, na pista de aterragem, muitas vezes, às escuras, e sem rodas, nos aviões, só com os eixos todos espetados, a seco -- pouco me intreressa a "Summa Theologica", e vamos já ao problema, do ponto de vista do "Intelligent Design", para explicar a situação de Vítor Gaspar, notoriamente, um piolho, do fracassado Monetarismo, do criminoso Milton Friedman, e a brusca transição para o estado de lêndea, da Maria Luís Albuquerque.

Para que percebam o meu orgulho neste "study case", hoje, dia 1 de julho do ano da desgraça portuguesa de 2013, este epifenómeno não só derrota Darwin, já que deveria ser o piolho a suceder à lêndea, e não o seu inverso, responde a S. Tomás de Aquino, porque acho que o homenzinho não sabe o que é sexo, e, se sabe, ainda é pior, porque isso aponta para as piores parafilias olheirentas dos clubes SM de Berlim, de quem ele tanto gosta (de Berlim, não dos clubes...), e se ele não sabe o que é sexo, a lêndea que lhe sucedeu também tem ar de frígida, o que está para o sexo como os mamutes estão para a gélida tundra da Sibéria.

Acho deselegante tratar por "lêndea" uma senhora que ainda não tomou posse como Ministra das Finanças da Cloaca Portuguesa, de maneira que vou procurar um nível ainda mais baixo, para me poder sentir à vontade, e exprimir todas as coisas santas que por ela sinto.

O problema geral destas gajas que deram aulas na "Lusíada", depois de serem, elas próprias, fruto da mesma, é que, depois, resvalaram, sem transição, para a "Moderna", ("Uma coisa horrível, que metia armas, armas e droga", nas palavras do Reitor Xexé), e só não caíram na "Independente" porque já tinha sido exterminada, no tempo do Apóstolo Sócrates, das bordas baixas, e dos altíssimos comentários, como brevemente será exterminada a "Lusófona".

E uma primeira pergunta, que não é tomista, é como é que ela se aguentou, entre 1991 e 2006, a dar aulas, em Setúbal, numa "coisa horrível, que metia armas, droga e mulheres"?...

A hipótese ingénua, que é a minha, que parto sempre da presunção da inocência, é que dedicava a totalidade do seu tempo de investigação à nobre academia, pelo que nunca teve tempo de saber o que rodava em volta. O Pinto da Costa, entre outros, dizem, também sofre disso portanto, deve ser natural.

Cumpre-me acrescentar que conheci várias gentes honradas que davam aulas na "Moderna", e nem cursos tinham, porque o importante nestas universidades, para lá dar aulas, não é ter habilitações, mas ser, sim, detentor de quotas de propriedade, -- foi assim que o Fernando Santos se safou para Reitor, e a "Vice Reitora" -- Money, Money, Money -- dessa vez, só teve de abrir residualmente as pernas -- o que é, foi e será, sempre, uma mais valia para a qualidade académica, como fica à vista.

Todavia, a travessia do deserto de Maria Luís Albuquerque, foi, mesmo, a "Lusíada", de onde saíram os 18 membros do desastroso Governo de Durão Barroso, e muita da infeção de Passos Coelho.

Não diz quanto tempo lá esteve, mas esteve o tempo suficiente para ter o brilhante aluno Passos Coelho, que era por lá tão visto como Sócrates, pela "Independente". Para que não digam que apenas pratico o sarcasmo, porei aqui um pouco de écloga, e recordarei os tempos em que a pastora foi laudada pela sua ovelha: dizia a ovelha, ou o Coelho, como quiserem, que "das poucas vezes que lá fora, sempre encontrara nas palavras dela cousa muita que não percebera, por vezes, patavina, o que deveria fazer dela senhora de altos saberes", e logo a chamou, pelo Princípio de Peter, para a Governação; quanto à Pastora Albuqueka, das poucas vezes que o viu, entre os prados, os riachos e o frescor da Junqueira, "logo ali sentiu que o génio era pouco, pelo que haveria de ir longe", ou pelo Princípio de Peter, chegar a Primeiro ministro, para que ela, pelo mesmo princípio, hoje chegasse a Ministra de Estado e da desgraça financeira.

Não, não foram eles que subiram, foi o Estado que se degradou, a este ponto.

O problema das "swaps" é marginal, porque, sendo o termo estrangeiro, o crime, em teoria, foi praticado no "estrangeiro", de onde se perceba que a Maria Luís Albuquerque, que devia estar presa, por lesar o Estado, não tenha dado conta da coisa, de tão entranhada que estava a contaminar a Refer, muito conhecida por posicionar cônsules paneleiros, em Bruxelas (peço desculpa por esta direta, mas fica para quem a perceber...), e a semear "swaps", "swapinhos" e "swapões". É, portanto, inocente, e, como mentiram o Teixeira dos Santos e o Sonâmbulo do Monetarismo, só ela falou verdade, e, pelo princípio de quem melhor mente sempre vencerá, já foi promovida.

Quero neste momento da exposição, voltar ao "Intelligente Design" e ao seu papel fulcral, em todo este processo de epifania: se bem repararem, O Pedro Lomba, um lorpa dos blogues, que vai fazer propaganda da estupidez do Governo moribundo, e que é vesgo para dentro, como o Medeiros Ferreira é vesgo para fora..., bom, adiante..., já me ia perder... portanto, tendes de verificar que há uma linha condutora, que vai da "Suricata" Assunção Esteves até Maria Luís Albuquerque: a primeira é profundamente estúpida, e tem de pintar o cabelo de louro, para cumprir o ditado de que todas as louras são burras; a segunda é naturalmente esperta, espertalhona, pelo que o cabelito lhe tombou, naturalmente, para aquela cor. Como não existe "naturalmente" nos desígnios de Deus, eu explicarei que, à luz do Design Inteligente, Deus fez um ensaio geral com a Assunção Esteves, para culminar na forma perfeita da Albuqueka das Finanças (Sei que também poderíamos darwinar a coisa, mas já chega de desgostos, por hoje)

Sei que estão à espera de pormenores, e eu vou dar-vos: sim, não estou certo disso, mas ela é afeta à Opus Dei, e, pelo que, uma vez que já escrevi isto aqui, imediatamente vai passar a ser verdade, independentemente de ser verdadeiro, já podeis começar a espalhar a boa nova, com o testemundo jeová íntimo, que cada um transporta dentro de vós. Sim, ela é da Opus Dei, e aquela frieza de olhar, que a distingue das olheiras do Gaspar, não se deve apenas a uma avançadíssima calcificação da c***, mas a um esforço enorme para que a penitência de arame farpado, que tem permanentemente atada em redor da perna direita, a não rasgue muito, sempre que está a mentir nas comissões parlamentares, não fosse esvair-se em sangue, entre dois "swaps", e com o Galamba a ver, desejoso de lamber uma gaja menstruada.

O segundo patamar de metaverdade vão gostar de ouvir menos, porque esta saída estratégica do sonâmbulo não foi estratégica, foi uma arte da fuga, mesmo à rasquinha, porque o que aí vem é francamente mau, muito pior do que tudo o que já vimos ao longo destes dois anos de destruição da identidade, do tecido, da economia e da coesão nacional: quando se abrir a caixa de pandora do que foram os fabulosos golpes milionários negociados por esta cadela e cadelas afins, podemos mergulhar numa coisa idêntica à crise do "subprime", que afundou a América no pântano obamista da Goldman Sachs, e da escumalha vomitada de lá, o Borges, o Moedas, o Gaspar, e a lêndea Maria Luís Albuquerque.

O a seguir, vai ser muito, muito, mau, e é já este mês.

O terceiro patamar é mais pessoal, e prende-se com uma coisa que eu pensei nunca ter de assumir, que é uma misoginia, a juntar-se à minha típica misantropia, ideosincrática, porque houve um tempo em que eu acreditei em que a presença das mulheres, em certos postos, suavizaria a brutalidade tipicamente masculina dos mesmos. Erro crasso, porque mais vale uma besta bruta do que uma víbora rancorosa, e temos exemplos desgastantes, na Rafeira da Alemanha de Leste, Merkel, um exemplo de estupidez, teimosia e impiedade; na Pilar del Rio, uma cavalgadura ferozmente apostada na necrofilia, e na faturação do logro do seu cadáver, e neste Albuqueka, que vocês vão ver quem é, quando ela se juntar à "Miss Fardas" -- anda doente, e quem a vê de perto já reconhece alguns sinais do Sarcoma de Kaposi...-- para divulgar a carnificina que vai sofrer a Nação Portuguesa. Infelizmente, como diziam os Gregos, há coisas que, não sendo humanas, apenas poderão ser cumpridas por Harpias, como a nova Lêndea das Finanças.

O quarto patamar, sendo o pior, diz respeito a todos nós: se Portugal já não tinha Presidente da República, agora, passou a ter um posludium, com a equipa governamental mais limitada e medíocre de sempre: Passos Coelho, e a sua nova "preta" loura, Maria Luís Albuquerque, o Piolho de Belém, e alguns apêndices, como o anormal da Economia, que ainda não sabe que o Governo caiu, Dias Loureiro e Miguel Relvas, que continuam a aconselhar, telefonicamente, o "Presidente", e o "Primeiro ministro". Novidade, novidade, é mesmo o Brasil a soltar o Segundo Grito do Ipiranga, contra esse lixo tóxico, chamado "Futebol", é a lêndea, Maria de Boliqueime, que, entre tantos presépios, recebeu uma revelação: a de que, como Sara, irá conceber, em breve um filho de Aníbal, para compensar o descrédito em que a Patrícia anda, depois do escândalo do BPN.

Esperemos que nesta gravidez nervosa, que o Professor Lobo Antunes já pensou, e avisou, poder tratar-se de uma "coisa má" nos ovários, o "Professor" de Boliqueime possa ter tempo de voltar a nascer dez, vinte, ou trinta, vezes.

Isto está muito mau, amiguinhos, e é igual ao último grupinho que Hitler reuniu no bunker de Berlim, já os Aliados caminhavam sobre as ruínas fumegantes: a lêndea Albuqueka, vos garanto, não será de vida longa.


(Quarteto da Goldman Sachs continua a decidir da ruína de Portugal, no "Arrebenta SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers") 



Nota: este texto marca igualmente a efeméride do dia negro -- noite de 2 de julho de 2007 -- em que o primeiro "The Braganza Mothers" teve de ser desativado, mercê de uma intriga de serralho de ralé da pior espécie, que só encostada à parede e fuzilada sumariamente... 
Um bandalho chamado Nuno Enver Ohxha Crato
15 Junho 13 02:04 | Arrebenta | 3 Comentário(s)   

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A Albânia é um pequeno país dos Balcãs, essencialmente montanhoso, com uma história conturbada, que poderíamos fazer recuar até onde quiséssemos, mas eu vou fazer situar na fase que me convém, a da "Viúva Alegre", de Franz Léhar, que se passa lá mais ou menos dentro e ao lado, com protagonistas que não se distinguem muito, a não ser nos pelos da barba.

Tirando as praias, que começam agora a ser exploradas, e as montanhas, onde se criavam águias, para fazer almôndegas contaminadas do Lidl, a Albânia especializou-se em ditaduras, a começar pela ditadura de papelão, de Mussolini, que, à falta de poder construir um império, como o cabrão do Hitler, anexava quintais, e berlusconizava-os, avant la lettre: os miseráveis exemplos da Líbia, da deposição do Negus, da Abissínia, e a viagenzinha adriática à costa albanesa, para ir fazer a saudação fascista, aos abutres e falcões, que pairavam, lá no alto, e não perceberam nada do que estava a suceder.

Os cadáveres de Yalta, ao contrário da Grécia, que esteve para cair nas mãos do demente Estaline, facto a que se opôs Churchill, premonitório, que a estava a reservar para a Alemanha de Leste, da Porteira Merkel, de hoje, entregaram a Albânia à esponja vermelhusca da Cortina de Ferro.

Depois de séculos de horror, ali sucedidos, era só mais um, e veio, para ficar.

Em 1944, já uma águia de asas serradas rasava o solo, um tal de Enver Ohxha, coisa que parece uma marca de esponjas metálicas para arruinar frigideiras, mas não era: era uma espécie de Grande Timnoeiro, um Cavaco das serras, que durou mais de 40 anos, o que o tornou no Maior Albanês de Sempre, e que a primeira coisa que fez foi condenar à morte todos os milhares que se lhe opunham, coisa tradicional na área, já que vinha das crueldades balacânicas e otomânicas, desde a pré história, o período mais glorioso da área, retomado em força, como revivalismo de atraso, mal a Guerra terminou.

O Enver Oxhxa era um gajo porreiro, tipo Mobutu, Pinochet, ou Amadinejadh.

Se o Drácula mandava empalar os inimigos com um pau espetado pelo cu acima, o que devia ser chato, porque foi o único que conseguiu correr com um dos mais célebres bissexuais da História, Mehemet II, o Grande, que, apesar de ter cu, e gostar da fruta, achava que certos extremos não eram convenientes, mas... acho que já me perdi, ah, sim, estava a elogiar Enver Oxhxa, um gajo de vistas largas, comos os burros, quando havia burros, e palas, para lhes porem nos olhos, para só verem o caminho da Grande Marcha.

Como não lhe chegasse o Estalinismo, mal esse gajo -- um dos maiores criminosos da História -- fechou ou olhos, e foi arder para o Inferno -- dizem que foi ele o porteiro de Saramago, tal como S. Pedro fez questão de abrir, pessoalmente, a porta à Lúcia, que tinha visto a Senhora... -- a Albânia sentiu-se órfã, e resolveu dar um salto em frente, adotando os modos e costumes do cacique do Império do Meio, o Camarada Mao Tse Tung. Premonitoriamente, parece que o enclave albanês foi comprado com largos milhões, tal como a EDP e aquelas coisas patrimoniais que o Segundo Cavaquismo, e os seus traidores da Pátria, Mexia, Granadeiro e Catroga, entregou aos Orientais.

Desse ponto de vista, a Albânia era, realmente, um estado de vanguarda. Consta que nela, tal como com Lavoisier, nada se criava, nada se perdia, tudo se transformava, a começar pelas solas dos sapatos, que, quando já estavam demasiado gastas para proteger os pés, serviam de alimento, na frigideira, ou de fricassé, para ortodoxos os seguidores do Livrinho Vermelho.

Ao contrário dos ayatollahs, que mandam cortar mãos, braços e outras coisas, Enver Ohxha era mais radical, e mandava cortar o mal pela raiz, eliminando o corpo todo. Tirana, uma cidadezinha proviciana, foi completamente demolida, e substituída por blocos de habitação do tipo de Chernobyl, depois da explosão da central nuclear.

Esta m**** durou décadas, e, tal como na Coreia do Norte, como vivia completamente isolada do exterior, com a sua miséria exclusivamente financiada pela China do assassino Mao Tse Tung, e com um rendimento per capita estável, já que a pobreza aumentava, mas os executados do regime eram em cada vez maior número, a coisa dava ela por ela, e ninguém sabia o que se passava no exterior, já que não havia exterior, só o paraíso albanês.

Para o Camarada Enever Oxhxa, e para os seus seguidores, que se dedicaram às matemáticas, a Albânia era uma Fita de Möbius, já que só tinha uma face, o seu miserável umbigo do fronteiras adentro. 

Entretanto, por cá, nas boticas dos gajos que não faziam os cursos, mas passavam o tempo nos cafés, a sanear professores, e a roubar mobiliários de reitorias, para melhorar as condições de trabalho dos MRPPs, e lá indo progredindo, à Relvas e à Sócrates, entre "aptos" e "não aptos", como o pelintra da Cova da Piedade, Durão Barroso, o vanguardista, e traidor comunista, Pacheco Pereira, o Fernando Rosas, que, dizem as más línguas, tanto trabalhava para o Mao como para a PIDE, o José Manuel Fernandes, que depois se aburguesou -- como todos -- no "Público", mais o camarada Saldanha Sanches, de cujo gabinete, diariamente, até à sua morte, saíam as diretivas para a mailing list dos técnicos oficiais de contas contornarem a lei, e burlarem o Estado, e a célebre justiça com rimel, Maria José Morgado, rival nos olhos betumados, da sua conterrânea Cândida Almeida. Também havia os simpatizantes, não praticantes, como Balsemão, a Sombra de Portugal.

Nestas boticas, então, assim como no Vaticano hoje se discute a pureza do Dogma, e a virgindade da Jacintinha, também se discutia a pureza do Marxismo-Leninismo, tendo-se chegado a um momento em que a Albânia se declarou ser o suprasumo da coisa, tal como aquela gaja que quer ser comida por 100 000 homens, para fazer inveja à Clara Ferreira Alves e à Clara Pinto Correia. Ainda acabará vice reitora, mas isso extravasa os limites deste texto.

A Albânia era calma, polida e civilizada: tinha de se pedir licença ao estado para comprar um frigorífico, e havia listas de espera de 20 anos, com um per capita de frigoríficos de 1 por cada 100 000 habitantes, o mesmo sucedendo com as máquinas de escrever, antepassadas dos notebooks, que, por mais que se pagassem, continuavam a ser prorpiedade do Estado. Aliás, tudo era propriedade do Estado, entre o que havia, e, sobretudo, a miragem do que não havia.

Judicialmente, eram justos, utilizando um argumento para o réu, que sobreviveu, até aos nossos dias e paragens: "sente-se e fique quieto, que nós sabemos mais do que você".

E sabiam, aliás, todos eles eram uns... sabidos.

Para que a coisa não entornasse, assim como 1 em cada 10 Portugueses era informador da PIDE, também 10 em cada 1 dos Albaneses era informador da Sigurimi, uma coisinha jeitosa, feita à imagem e semelhança do KGB, da NKVD, da MGB, e da Stasi, de Angela Merkel. 

Na Sigurimi, como na PIDE, amarrava-se, de mãos e pés, por um mês e meio, e surrava-se, com um cinto, os punhos ou botas cardadas, por períodos de duas ou três horas, em cada dois ou três dias, para não cansar muito o torturador. Ficava-se de pé, em caixões de um metro por oito metros, em  solitárias de cinco dias, respeitando-se os fins de semana, que eram reservados a sessões de espancamento até que se assinasse uma "confissão"; havia outros, com mais sorte, que, para evitarem ser abrangidos pela nova Lei do Arrendamento, da neanderthalense Assunção Cristas, ficavam confinados, por mais de um ano, em celas subterrâneas de três metros quadrados. A tortura física e psicológica era boa, e saudável, incluindo acorrentamentos a cadeiras, espancamentos e choques elétricos, à moda do Silva Pais. De vez em quando mostravam-lhes a bala que os ia matar e adoravam pô-los a ouvir os motores dos carros que levavam as vítimas para as execuções que antecederiam as deles. Existiam seis instituições para presos políticos e catorze campos de trabalho forçado, onde prisioneiros políticos e criminosos comuns trabalhavam juntos.

O Artigo 47º, do Código Criminal Albanês, era muito generoso, e dizia que a “fuga para fora do Estado, assim como a recusa em retornar à pátria por uma pessoa que foi enviada para trabalhar ou teve permissão de viajar temporariamente para fora do Estado” constitui um crime de traição punível com uma sentença mínima de dez anos ou até mesmo a morte.

Jeitosos. 

Não fosse alguém querer fugir do Paraíso, até havia uma cerca eletrificada de metal, a uma distância entre 600 metros e um quilómetro, da fronteira nacional. Qualquer pessoa, que a tocasse, não só correria o risco de eletrocussão, mas também acionaria os alarmes e as sirenes que alertariam os guardas estacionados em intervalos de, aproximadamente, quilómetro´a quilómetro. Dois metros de solo, em cada lado da cerca, estavam permanentemente desmatados, a fim de que se marcassem, bem visíveis, as pegadas de fugitivos ou infiltradores. A área entre a cerca e a fronteira estava ainda fechada com armadilhas simpáticas, como anéis de arame, ratoeiras de ruídos, de finos pedaços de tiras de metal, atados a duas ripas de madeira com pedras, e recipientes de lata que faziam ruídos, mal pisados, bem como faróis ativados por contacto, que iluminassem, durante a noite, os possíveis fugitivos. Estima-se que havia aproximadamente 32 000 pessoas detidas, lá pelos idos de 1985, altura em que Cavaco Silva começou a destruir a Nação Portuguesa.

 A verdade é que, com tais comodidades, quem é que não poderia deixar de adorar este regime?...

Não me vou alongar mais, porque realmente havia, e convinha perguntar ao camarada Nuno Crato, onde é que ele estava, no tempo destes 32 000 presos políticos, de 1985, e no Massacre de Tianamen, de 1989?...

Possivelmente, estava a ter aulas de "Matematiquês", para escrever mais umas lorpices, bem pagas, no pasquim do "Expresso".

Só Deus sabe em que rastos então andaria, já que o primo-sobrinho-trineto em 2º grau, elevado à segunda potência, do 1.º Barão e 1.º Visconde, da raiz quadrada de Nossa Senhora da Luz, já pairava, pela mão do Polvo de Sócrates e Figo -- qualquer coisinha servia, não é?... -- como administrador do Taguspark (2010), depois de o Palhaço Aníbal de Boliqueime o ter agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique (!) (2008).

De revolucionário só se lhe conhece o ter deixado crescer a barba, o que era estritamente proibido no seu paraíso albanês, e ter assim ficado com ar de chibo luciferino, caracterização que lhe assenta substancialmente bem. Tudo o resto é um protofascismo progressivamente emeregente, nos atos e pensamentos.

Passando um bocadinho ao campo das metareflexões, estas afinidades eletivas políticas têm-se em novo, e deixam marcas para toda a vida, ou, como se costuma dizer, é como a droga, parece ter havido cura, mas não há, há é intervalos entre recaídas.

Hoje, dia 15 de junho de 2013, o camarada Nuno Enver Oxhxa Crato, um badochas, que ocupa, com indignidade, um dos raros cargos que qualquer um pode ocupar, neste país, o de Ministro da Educação, teve uma dessas recaídas e mostrou quem realmente é: um cidadão venal e indigno de ocupar qualquer lugar numa sociedade livre e democrática.

Crato: um escravo, uma ideologia, uma prisão.
 
Nós, habitantes de um país que se recusa, depois de tantas e tantas vergonhas, do protetorado da Troika, da Goldman Sachs, de Angola, e dos Chineses -- que voltaram, para colonizar este seu novo território -- estamos, em massa, a dizer "NÃO", ao Camarada Nuno Enver Oxhxa Crato

Aconselhamo-lo a ir apanhar na peida, ao pé do seu primo Kim Jong-un, quando começarem a voar mísseis ardentes, pelas ruas de Lisboa, e do país inteiro.


(Quarteto do vai levar no pacote albanês, na Coreia do Norte, meu bandalho, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers") 

Fábula da semana em que "Miss Fardas" foi a Bilderberg, acompanhada pela sua valise de carton, António José Seguro
05 Junho 13 12:15 | Arrebenta | 7 Comentário(s)   

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Toda a gente sabe que as teorias da conspiração só são teorias da conspiração até se descobrir que o não são, ou, evitando o trocadilho, quando aquilo que nos parecia um delírio se revela ser a mais concreta das realidades.

Essa história de Bilderberg, que começou por andar pelo anedotário, começou agora a fazer parte do horário, e na escala da descarada. Como defende Estulin -- e a Margarida Rebelo Pinto, honra lhe seja feita... -- não há acasos, ou seja, toda esta porcaria que parece desordem não é mais do que uma fase da Nova Ordem, em formato de pronto a vestir, com direito a toilette de manhã, tarde e noite.

Naquela fase cavernosa em que Portugal andou a votar, através de SMS de valor acrescentado quem era o Maior Português de Sempre, e chegou àquela triste conclusão, devia ter sido imediatamente lançado um debate para se eleger o Português Mais Sinistro de Sempre.

Não vos quero influenciar, mas o meu voto ia para Pinto Balsemão, o político há mais tempo na sombra desta decrepitude, a que chamamos "Democracia".

Contas feitas, se Salazar lá esteve uns quarenta anos, este para lá caminha, e pode ter prolongamento, se o Clube assim o decidir. À sua pobre maneira, é um Kissinger português, uma coisa de aldeia, com algum pedigrée, vindo de D. Pedro IV ter ido à c*** a uma sopeira, e deveria ter ficado por aí, não fosse o país estar contaminado por meio século de falta de opinião pública, e o cavalheiro ter encontrado uma receita mágica que era ainda conseguir poupar a esse povo, por mais meio século, o esforço de pensar, inventado o "Expresso", que punha as questões, orientava o debate, abafava os contraditórios, e impunha as conclusões.

Aparentemente, porque já era de família, também o "Expresso", depois, foi à c*** a tudo o que estava à mão, e foram nascendo algumas SIC bastardias, umas "Caras", umas "Ativas", uns "Jornais de Letras", umas "Visões", e toda a casta de mobiliário folheante dos cabeleireiros de bairro, que não frequento, nem os cabeleireiros, nem a matéria a folhear, obviamente.

Até aqui tudo bem, porque o papel higiénico, como dizia Gutenberg, divide-se entre o impresso e o não impresso, e eu gosto do branco, ao contrário do pão, que prefiro integral, não fosse o papel higiénico ter tomado uma tal escala que nos começou a impedir de respirar, e, sobretudo, essa sofreguidão de impedir o pensamento livre tivesse tornado um país distorcido num amontoado de gente ainda mais distorcida e esclerosada, tipo Somália, na época dos piratas hibernarem.

No princípio, já que temos sempre de voltar lá, era o secretismo. Na fase em que estamos, é tudo à descarada, desde os olhinhos ávidos da Teresa Guilherme, passando pelo branqueamento de capitais de todos os subterrâneos russos, através do Mourinho, até desaguar nesta porcaria de Bilderberg, que começou por ser uma anedota, mas acabou numa perigosíssima peregrinação.

Enquanto o Mundo inteiro, o das Sombras, ali se reúne, para retirar o pouco de luz que ainda resta ao Mundo que a tem, o Balsemão vai, penosamente -- tanto quanto lhe permite o furo de coca, pelo qual ainda respira, como os cachalotes -- levar os seus pastorinhos anuais, para ver que tipo de solzinho irá dançar, na próxima "saison", no miserável quintal português. Como dizem os crentes, alguma coisa de importante deve mesmo andar a acontecer por aqui, porque não há a mesma preocupação de muitos outros terreiros, com a escala mínima de Portugal, a levar, ano após ano, os seus beatificados, para que recebam qualquer coisa da mão do próprio Senhor.

Nos últimos anos, a coisa bateu certo: Barroso foi, e Kissinger colocou-o como o supra-sumo da nulidade, para Obama ter tempo de destruir o Euro e a Europa. A seguir, a romaria levou Sócrates e Santana, que logo foram Primeiros Palhaços de Portugal. Houve uns interregnos, com Rui Rio, que deverá ir substituir o lambedor de c***s de pretas, como líder do P.S.D., e o Tição, que reinará no Sul Mouro, como António Costa. Pelo meio, Clara Ferreira Alves, a ver se arranjava homem e RTP, mas o Relvas foi-se embora e a Isabel dos Santos resolveu trocar a nacionalidade portuguesa pela russa, porque aquilo vai explodir, e os impostos são mais baixos. E sendo que mais vale uma discoteca em Moscovo do que o bordel da RTP, em Lisboa, a Ferreira Alves preferiu a sua estabilidade de "horizontale", no novo coio do "Canal Q": aparentemente, o seu topo da base já foi pelo cano. Temos pena: houve pernas que, abrindo menos, conseguiram mais.

Agora, vem a parte negra.

Como é sabido, é das regras de Bilderberg que os seus pares interajam interpares, ou seja, um pouco como o Cavaco continuou a apoiar o Duarte Lima e a Beleza, e depois o Relvas recebe, recebeu e recebia, na sua casa, da Rua da Junqueira, já que o Aníbal o não podia fazer diretamente, o escroque, "Conselheiro de Estado (!)", Dias Loureiro.

À margem da Lei, Bilderberg é como as Termas do Vimeiro, depois de lá se banharem, todos perdem os crimes, e passam a meros agentes da Estratégia Global.

Para mim, que sou certeiro nas lotarias negras, pensei que este ano fosse a vez de João Galamba, mas o galambismo fica para depois, como vos irei explicar, ou melhor, aguarda, na retaguarda, que as hostes marchem para as tricheiras, através da Santíssimo Trindade, Vítor, Pai; João, Filho, e a Pombinha do Espírito Galamba, e não pensem que me desviei do assunto, porque, este ano, Balsemão, o Português Mais Sinistro de Sempre, leva, por arrasto, Paulo Portas, uma víbora luminosa, que o demónio dotou com o dom da palavra, e a Vénus Vulgar, com o dom da mamada, e como esta gente não se desloca, nunca, sem criados nem camareiros, enturmaram com o merceeiro António José Seguro, o típico parolo, cara de seminarista, que se percebe que nunca irá muito alto, mas poderá servir de cobertor a quem mais alto queira por ele ascender.

Senil, Balsemão já nem esconde o que procura para Portugal. A morte política de Passos Coelho vai na agenda secreta, e o seu sucessor já está na calha, só que o sucedido só vai perceber, no último instante o que lhe sucedeu. Não percebi -- mas também não chego para tudo -- se Cavaco irá ser empalhado, e exposto, como Lenine, no Mausoléu da Quinta da Coelha, ou se a questão turca se sobreporá ao que fazer com o Cadáver de Boliqueime, embora isso me preocupe pouco, porque a romaria só tem três sentidos: ou é o povinho da Favela PSD que vai enturmar num Governo chefiado pelo Maior Demagogo... bom, maior, não sei, talvez um ex-aequo com o Professor Marcelo, e com o PSD, desvitalizado, a reboque, numa rui risada; ou o povão do Centrão que está preparado para votar, à justinha, no ar, à justinha, do António José Seguras o quê, e segura muita coisa, como as piranhas de extrema-direita, de cariz galambista, que só estão à espera de que lhes abram a porta, como aqueles cães assassinos, que são fechados, semanas, em quartos escuros, para virem cegos de ira e carnificina, ou, se a coisa não funcionar, a velha solução do Tio Soares, um casamento entre pederastas do Largo do Caldas e pedófilos do Largo do Rato.

Creio que seria o governo ideal para Portugal, e, para mim, já teve um efeito profilático e terapêutico: fiquei, hoje, com a absoluta certeza dos sítios onde NÃO irei votar, nas próximas eleições.

Para o ano, se a "branca" ainda o não tiver feito estoirar, talvez Balsemão convide Jerónimo de Sousa. No fundo, este mundo é tão pequeno, e tão escassa a nossa finitude, que nada me espantaria...

(Quarteto da "Fardas" vai mamar em Bilderberg, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")
Cavaco Silva, uma decadência começada no significante, arrastada pelo significado e afundada no referente
02 Junho 13 02:33 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   

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Não gosto muito de repetir textos, mas vou começar este com um problema de gestalt agravado, que tem a ver com um epifenómeno da sociedade portuguesa, que se instalou no Palácio de Belém.

Curiosamente, não sei se por respeito, se por aquela típica subserviência, herdada de uma sociedade tornada mentalmente diminuída, por quarenta longos anos de exposição ao Salazarismo, mais os antecedentes de séculos de Inquisição, mais uma certa estupidez atávica, que desagua nas gravideses neanderthalezas da Assunção Cristas, inúmeros intervenientes aparecem, num espaço que frequento muito pouco, o televisivo, a falar do "Sr. Presidente da República".

Já há dias escrevi que tenho de fazer um enorme esforço para perceber a quem se estão a referir, e depois, faço como aquelas pessoas ligeiramente alzheimerizadas, que é dar uma volta ao bilhar longo das referências, para me tentar situar.

Geralmente começo por associar Presidente a Presidência da República; depois, penso em Belém, sobretudo no Jardim, onde atacavam os irmãos mais novos, que o Carlos Cruz consumia, e os mais velhos, que o Portas enfiava no descapotável, e, depois, só com a evocação mental daqueles fabulosos pinheiros mansos que protegem a Real Barraca, é que me lembro de que aquilo está ocupado, e lá faço mais um esforço, para me lembrar de por quem, até chegar ao... "Professor" Cavaco Silva.

Como disse, a história terminaria aqui, como mais um epifenómeno da saloiice nacional, se, ultimamente, também não me estivesse a dar aquilo que eu designaria de "branca do segundo grau", ou seja, estarem a falar do "Professor" Cavaco Silva, e eu não me lembrar de ter tido, ou sequer, da existência, em território nacional, de alguém com esse nome, e lá voltar a dar a volta, se é professor, deve dar aulas nalguma escola, e não me vem nada à cabeça, até que, de repente, se me faz luz, e percebo de quem estão a falar: um tal de Aníbal Cavaco Silva, que dava aulas na Nova, aliás, não dava, e tinha um processo disciplinar em cima, por só lá ir sacar o dinheiro do fim do mês, e que, depois, foi safado por outro anormal, da mesma cepa do atual Ministro da "Economia", que não era Dos Santos, mas mais alto, (De Deus) Pinheiro, e o favor foi pago com pôr-nos a envergonhar Portugal, como Comissário Europeu, depois de preencher várias vagas do Vazio, como a sua célebre passagem pelos Negócios Estrangeiros, a quem a velha guarda francesa logo titulou como "Le Minstre Portugais des Affaires Étrangères est étranger à ses affaires..." (ponham no Google tradutor, que aposto que já não vão mais além do lá, lá, lá, das letras do Justin Bieber, ou das prosas menores do Ricardo Araújo Pereira, para fazerem rir velhinhas da Festa do "Avante" e esclerosados do "Expresso"...)

Evidentemente que toda esta minha prosa se insere nos 25 anos de integração de Portugal no Espaço Económico Europeu, a maior parte dos quais foi ocupada por uma criatura que não tinha a mais pequena noção de decência, nem a estatura democrática para ocupar o que quer que fosse, a não ser um talhão de cobertor das feiras, em Boliqueime, para não interromper a tradição de vendas horizontais, que já vinha do pai, que defendia, com a tacha arreganhada, que "o filho era o maior homem de Portugal". Garanto que não era, porque ele dá pelos ombros dos pretos jogadores de basquete do Benfica, por exemplo, e quem tiver dúvidas, vá ao "Colombo" vê-los, nos dias em que saem dos treinos.

A gravidade da situação, do ponto de vista Saussurreano, porque tudo é linguagem, e, depois, língua, é que o velho problema da arbitrariedade da conexão entre o significante e o significado se agravou, no caso da Presidência da República Portuguesa, porque ela se desproveu completamente de significado, e, só por um esforço de associação, lá se consegue colar, com algum cuspo, àquela vergonha do Aníbal. Agora, a história da deriva do significante "Professor" Cavaco Silva ainda me parece mais complexa. Tanto quanto ouvi, das raras vezes que ia à Nova, punham-no a fiscalizar exames -- esta contaram-me recentemente... --, e ele lá ia, com aquele andar de lêndea, colado às paredes, num anfiteatro cheio de Relvas, a copiar, e voltava-se de repente, a pensar que ia surpreender qualquer coisa, arreganhava a beiçana molhada, e não surpreendia nada, exceto as risadas que provocava e as babas que projetava contra as paredes.

Um dia virá em que Reitor descerrará uma placa a dizer "Cavaco babou-se aqui"...

O problema do significado creio que tem uma explicação simples, já que basta vir para a rua, e ouvir chamar ao Aníbal tudo menos "Professor": o Português comum associou-lhe uma série de epítetos melhores, do jargão de esquina, "palhaço", "vigarista", "ladrão", "cabrão", e o clássico "filho da P***", que assenta na maioria dos detentores de cargos políticos.

De facto, enquanto "Professor", Cavaco Silva ensinou-nos todos os velhos truques da baixaria e da golpada, ou seja, sendo nós idiossincraticamente já...assim, não nos precisou de ensinar nada, apenas passar o diploma daquilo que já éramos, tal como Salazar fez, nos seus tempos áureos. Para mim, que nunca me revi em nenhuma das duas figuras, sigo, mais atentamente, que todos os apoiantes do Cavaco Governante acabaram na prisão, uns por desvio de fundos, outros por crimes de sangue, outros por ineficácia do Sistema Judicial, outros, de burla agravada, e, os piores, por terem provocado uma bancarrota em Portugal, chamada BPN, que nós tivémos de pagar, pela pressão que os seus acionistas privados, hoje chamados "Galilei", fizeram sobre o alarve da altura, José Sócrates, para empurrar o buraco bilionário para a alçada do Estado, sob a velha métrica do "é privado, quando dá lucro, e passa a estatal, quando/mal se converte em prejuízo".

Dos 25 anos de integração europeia, mais de 10 foram vividos sob a tutela de um escroque, Cavaco Silva, que foi distribuindo pelos amigos os fundo estruturais, que nunca reformaram o país de Salazar, e o converteram  na Cauda da Europa do Espaço Comum.

Não satisfeito, voltou, apoiado pelos dinheiros sujos da SLN e da Opus Dei, e esteve mais 7 anos (até ao dia de hoje), a gangrenar o tecido social, cultural e económico da Nação.

A jeito de contas, que o "Dona Coisinha", o tal António Barreto, que esteve sempre em tudo o que era sujo, e quer ser agora o putativo (entre o significado, "presumível", e a proximidade, mais correta, com... "P***") substituto do Cavaco, a jeito de contas, dizia, o Aníbal ocupou cerca de 70% do nosso tempo de integração europeia.

Ora, 70% é muito tempo.


Como dizia o outro, se não roubou, deixou que se roubasse, e ao deixar que se roubasse, atirou-nos para a bancarrota.

É sua especialidade ter ataques, agora, mais controlados pelos comprimidos do Conselheiro de Estado (!) Lobo Antunes -- uma espécie de Rasputine da hemofilia neurológica do doente de Boliqueime -- e cremos que o seu período seguinte poderá ter de passar por exorcismos mansos do cómico Bergoglio Francisquinho, para ver se acalma, como sugerido pela brilhante imagem do nosso "Kaos", e aqui entramos na terceira parte do Signo Linguístico: já expus a minha incomodidade, relativamente ao significante, ao caráter degenerativamente dúbio do significado, mas sobra agora a parte pior, o referente, a carcaça Cavaco Silva, um sistema termodinâmico em falência, com a monitorização neurológica irreversivelmente afetada. Um pequeno desvio, e o referente abre a fossa, para falar de vaquinhas, presépios, nabos, abóboras, santinhas de províncias, do cinema São Jorge, ou do "Cüpernico". Em sua defesa pouco mais disse do que ter de nascer duas vezes, embora, dado o estado de degradação da coisa, e se o quisermos indexar ao instante em que começou a gangrenar Portugal, talvez tenhamos de regressar ao Tempo de Planck, 593124(27) x 10 levantado a - 44, o que, tendo em conta a idade cronológica da múmia, 73 anos, e a ter de nascer duas vezes, dava, se não me engano, 146 invernos, daqueles sinistros, ou seja, para apagar a sua influência, dado que, abaixo do Tempo de Planck, nada se sabe, e as Leis, quer as Comunitárias, quer as da Cândida Almeida, quer as da Física, quer as do Senso Comum, deixam de ter qualquer significado, e seria necessário percorrer 593124(27)x10 ^44+146 anos, o que dava uma colossal quantidade de tempo.

Entretanto, se não parado agora, por um exercício de cidadania, já terá tido tempo de destruir, 100 000, a obra ancestral de Afonso Henriques.

Creio que já nem o tiro de misericórdia que se dava nas jumentas velhas ele agora merece.




(Quarteto de Saussure, à la quântica, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


Os cidadãos de Portugal pedem aos "cidadões" de Boliqueime que reúnam urgentemente um "Concelho" de Estado que os devolva à sua sarjeta natal, a bem da Nação
15 Maio 13 11:56 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do Kaos


A Cultura é tudo aquilo que fica, depois de nos esquecermos do que aprendemos, dizia um velho rodapé de um jornal já extinto -- (não, não era ao "Expresso")...

Durante muito tempo, ou seja, até hoje, reiteradamente sofri de um problema de confusão percetiva, que sempre julguei ser mau, até descobrir que era bom, que era o de, nos pormenores da nossa mundana vida, que também a tenho, de cada vez que alguém se me dirigia como "O Sr. Engenheiro", eu olhar para trás, com medo de ter passado inadvertidamente à frente de alguém, que estivesse ali na bicha (salvo seja).

Com o tempo, esse grande escultor, tal defeito gestaltiano transpôs-se para a Política, e acontece que, de cada vez que alguém se refere -- e são muitos, desde o Jerónimo de Pericoxe à Paneleira da Miss "Fardas" -- ao "Sr. Presidente da República", eu tenho de pensar duas vezes, no que será isso, do Presidente da República, ou, mais precisamente, em QUEM será o Presidente da República.

Tecnicamente, o último Presidente da República que Portugal teve chamava-se Mário Soares, e toureou, que nem um valente, um arrivista de Boliqueime, cuja vida tinha sido interregnada por um evento que ele nunca deglutiu muito bem, chamado 25 de abril, uma data que se interpôs entre os tempos em que andava, na bomba do pai, a snifar "gasóil", como as crianças da Favela do  Vidigal, e o dia em que resolveu trair o Centrão, para se tornar no Cancro da Democracia Portuguesa.

Como não tinha espaço nela, nada melhor do que destruí-la.

Tenho de dizer que Cavaco Silva, o ódio de estimação da minha vida de cidadão, cumpriu exemplarmente o seu papel, e atrever-me-ia, mesmo, a dizer que, de entre os "cidadões" Salazar e Aníbal, o Aníbal ainda conseguiu ser mais Português, porque o de Santa Comba tinha uma sapiência, com todos os defeitos, substancialmente acima do nível da taberna, em que se move o Vacão de Boliqueime e a respetiva Boca da Servidão, totalmente identificados com os patamares dos mourinhos, ronaldos e joanas vasconcelos, do nosso quotidiano.

Este texto é para ser breve, e encomiástico, para fazer jus à imagem do "Kaos", que devia ter vindo ontem, quando a Saloia fez sair da Gruta das Aparições a Sétima Avaliação da Troika. A verdade é que o Aníbal, que está na fase terminal, consegue superar-se a si mesmo, e, hoje, foi para as quintas, fazer a apologia das hortas, e sentir um ar mais refrescado... --- é melhor parar, que já estou a garretear para aqui... -- esquecendo-se de que era Presidente da República de um estado urbanizado, por muito que lhe custe enfiar isso na sua cabeça de saloio.

Fez bem, como ilustrado, em defender a Educação, e falar em Cultura, que, semanticamente, tanto nos serve para as batatas como para o "Livro de Horas" do Rei D. Manuel. A minha cultura, como a de muitos cidadãos portugueses, passa pela segunda. A dele, com um pequeno esforço, escava na primeira, onde enturma com outros "cidadões", como o Cristiano, que lhe foi dar um bilhete, para "você" (!), ele, Aníbal, ir ver o Futebol (!).

Mesma prateleira, mesma linguagem, o Aníbal deve ter-se babado, fez aquele típico gesto de língua, que tantas vezes faz, para caçar o perdigoto da beiçana, e lá terá ido ver o jogo, que desconheço qual, e ainda bem que desconheço.

A Cultura dos "Cidadões" é uma coisa que os adoradores do Camarada Enver Hoxha, como Nuno Crato, acabarão por integrar nos programas de (an)alfabetização, como os antecessores do vereador Justino integraram, quando se tratou do Nobel da Marcenaria, José Saramago, ou das tirinhas do Esteves Cardoso. Em Literatura, como em tudo, estamos por tudo.

Em Melgaço, as Termas eram boas para os diabéticos, mais propriamente, para os "cidadões" diabéticos, ávidos de Educação e Cultura. Felizmente que a minha cultura nunca passou por Melgaço, que, onomatopaicamente, me faz sempre lembrar uma melga que se descuidou e acabou a sua cidadania, num copito de bagaço.

Para que o texto não seja totalmente destrutivo, temos de reconhecer que o Saloio está a fazer progressos: já não fala só de vaquinhas, nem de abóboras, já conseguiu descer o nível aos pastorinhos da trissomia-21, e, hoje, voltou à Lenda, invocando S. Jorge. Creio que, para o seu patamar "cultural", S. Jorge seja aquela ruína mandada reconstruir por Salazar, na acrópole de Lisboa, e o Dragão aquele antro de oligofrénicos, onde Pinto da Costa manda celebrar as Bacanais. Com um pouco de sorte, antes do "Concelho" de Estado de segunda, talvez divirja pelas Fábulas de La Fontaine, ou pelas máximas latinas: "Em boca fechada não entra mosca" (Tutum silentium praemium).
Em nome dos "cidadões" portugueses, se implora que esse "Concelho" de Estado seja como as Cortes antigas, que punham e depunham o Rei.

No caso deste cangalho, que o remeta, de vez, ao silêncio.

(Quarteto dos "cidadões", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")


Berlim, ou a história de um Muro que caiu ao contrário, seguido da Santa com Cara de Saloia, que punha a Troika a ver o solzinho a dançar, ó, ó, se punha, a Troika... e não só... :-)
15 Maio 13 12:25 | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Imagem do Kaos


Para quem tenha a memória curta, ou ande entretido com as anomalias futebolísticas, no dia 9 de novembro de 1989, perante o desmoronar da ficção do "Leste", o Muro de Berlim foi desmantelado. 

Para os mágicos, imersos no pensamento iluminista, nos quais me incluo, foi um grande passo para a liberdade dos povos, e um enorme salto, na História da Humanidade.

Ainda para mim, colecionista, nefelibata e homem de "recuerdos", tenho ali um fragmento, protegido por acrílico, entre um catálogo de Max Ernst e as Catedrais dos Plantagenetas, um fragmento do Muro, testemunho que me trouxeram do lugar onde não estive, embora esses lugares não tenham sítio, mas espaço no imaginário coletivo, e ele aqui está.

Sou muito mau para contas, e nem sei quantos anos passaram, desde esse dia inesquecível, em que os Alemães de Lá se juntavam aos Alemães de Cá. O custo financeiro da reunificação foi um esforço brutal, que deveria fazer lembrar ao Estado Alemão que ninguém deveria ser obrigado a pagar os seus acidentes históricos, e creio que isso é um bom argumento para lhes perguntar agora quanto custou, e se também cortaram nos pensionistas, para poderem voltar a ouvir Bach, em Leipzig.

A queda do Muro era uma metáfora do fracasso das ideologias, enquanto condutoras da História: a imaginação, o livre arbítrio e a capacidade de guiar sem cartilha, como Voltaire ensinava, atiravam para o caixote de lixo dos eventos a história de um gajo que maltratava a mulher, Marx, mas, em contrapartida, fornecera uma formidável grelha hermenêutica para os processos das más práticas sociais.

Acabou em Sibérias, Gulags e degolados.

O mau Capitalismo -- como se o houvesse bom -- ficava entregue a si mesmo, e o mundo civilizado, gerido por criminosos da estirpe de Reagan, Thatcher, Cavaco ou João Paulo II, já não se precisava de se revestir das rosas promissoras das sociais democracias nórdicas e podia avançar, livremente, para as mazelas dos sem abrigo, dos bancos especuladores e dos colchões da ultramiséria, da albanesa de Calcutá.

Desde então, o mau mais não fez do que tornar-se péssimo.

Como se costuma dizer, muitas vezes o que mantém vivo um adversário é a oposição. Desaparecida a oposição, engorda, cria varizes, e acaba em AVCs. O Capitalismo presente está nessa avançada fase de calcificação do útero, que nem Marx poderia ter previsto, mas a estupidez humana, infinita, muito para lá dos infinitos de Pascal, conseguiu refinar.

Historicamente, e já que o Tempo colocou o patamar de reflexão necessário para as primeiras notas de rodapé, o que verificamos é que os vencidos da queda do Muro, travestidos de todas as formas e cores, se implantaram por toda a parte, e estão a gangrenar o Mundo. A Europa, sempre velha nessas cavalidades, dá o exemplo: não há um único cão, que tenha lido o célebre "Livrinho Vermelho", do Camarada Mao, que não esteja agora bem empoleirado, num camarote qualquer do Liberalismo, do Ultraliberalismo, ou do simples deixa-andar. O exemplo acabado é o renegado, o do curso do Apto e Não Apto, Durão Barroso, o ladrão dos móveis da Reitoria, que chegou a Presidente da Comissão Europeia. Não fosse o cargo morganático, e nominalmente indicado pelo Príncipe das Trevas, Kissinger, responsável pela ascensão e ruína do Pós Guerra, e poderíamos estranhar, mas, hoje em dia, já não estranhamos nada, absolutamente nada.

Merkel, uma cadela de Leste, habituada a conduzir carros em forma de cartuchos de amendoim do tempo da minha avó, e a roer côdeas de pastor protestatnte, cujo único alimento eram as côdeas e a mulher do pastor, quando para isso lhe dava, aparece agora, na sua biografia renegada, como chefe  de propaganda do ranço germano-soviético, herdado da Guerra Fria.

Das erste Leben der Angela M.”, uma promissora boa m****, apresenta a rafeira como secretária para a propaganda e agitação (!) da juventude do faz de conta, do lado de lá. Se fosse de cá, era tão bom como ter gerido a Mocidade Portuguesa, ou ser a Menina Goebbels, do austríaco de má memória.

Acho tão maravilhoso que nem comento, já que insiro isso na história do iate do Garcia Pereira, "que gosta de espairecer", ou nas biografias do Cunhal, de outro maoísta renegado e obsceno, Pacheco Pereira. O Maoísmo também fica bem ao vigarista Jorge Coelho, assenta que nem uma luva na Maria José Morgado, no Henrique Monteiro, do "Expresso", e de uns tantos outros cromos afins, para já não falar do pior de todos, o "Apto" Nuno Crato, para quem o Paraíso estava na Albânia maoísta.

Ele que meta o Camarada Henver Hosha na peida, e volte a vender o cu no "Tagus Park", já que quem vende o cu uma vez, vende duas ou três.

A verdade é que os cromos somos todos nós, que engolimos a pílula sem perceber o que lá estava agora, porque esta gente nunca se tratou, nunca se retratou, e só piorou, ou seja, o Muro de Berlim, que supostamente, tinha caído de cá para lá, subrepticiamente veio a mostrar-se que tinha era caído de... lá para cá, já que esta enorme lista de renegados, que tratou de ocupar todos os postos chave do Ocidente tem, como programa uma sinização da Europa, ou seja, importar para as sociedades burguesas do Hemisfério Capitalista o velho modelo de uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, que traduzia a miséria típica das sociedades devastadas pelas múmias leninistas, estalinistas e maoístas.

Não nos faltava mais nada do que termos, no início do séc. XXI, de papar com os padrões de nivelamento por baixo, do Camarada Mao, ou com os padrões de miséria do Camarada Brejnev, com novas Nomenklaturas, por cima, sustentadas por bancos ao serviço de retortos arrependidos.

Torna-se claro que chegou a hora de os povos livres do Ocidente correrem com essa corja toda, e virem para a rua fazer fogueiras com os restos embalsamados do Lenine, senão, qualquer dia, andamos todos de Livrinho Vermelho na mão, a conduzir trotinettes de Berlim-Leste e a saudar o Camarada Jung-Il, como Grande Líder da reforma do Estado.

Felizmente, há luar, e nós, por cá, como Salazar dizia, somos mais modestos: temos a sétima avaliação da Troika a ser benzida em Fátima, como diz o Alarve de Boliqueime, o que nos abre enormes janelas de esperança. Não sendo eu sabedor do Dogma, e ignorante das hierarquias, tendo a sétima sido avalizada pela Santa com Cara de Saloia, a oitava já deverá passar pelas asas do Espírito Santo, e a nona por Deus Pai, e não havendo nada de mais alto, e tendo isto descido a um nível destes, não será de estranhar que apareça um daqueles que se passou, há 100 anos, e abateu o Sidónio, a inspirar-se, para nos acabar, de vez, com esta vergonha e este pesadelo.



(Afinal o Muro de Berlim era... para nos proteger, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

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