Trabalhar entre a vida e a morte: "KAROSHI"
VIVEMOS numa sociedade contemporânea exigente, vertiginosa, alucinante e inclemente que veio transformar radicalmente a vida das pessoas.
Passámos a ser os actores principais num mundo de stress e angústias, onde se vive a um ritmo acelerado com uma propensão alucinante, num estado de insatisfação constante (e crescente), sem haver tempo para coisas tão indispensáveis como saborearmos o bom que a vida nos pode dar ou "convivermos" com aquilo que nos permita a felicidade espiritual e extrinseca.
A ocupação é contínua, estamos atarefados e entregues ao "vazio mundano". Temos dificuldade em gerir as 24 horas de cada dia, seriam necessárias o dobro das horas e sempre num ritmo frenético que quase nos leva ao esgotamento físico e psíquico.
No Japão esse excesso de actividade ligado ao stress ocupacional deu origem a uma nova palavra "Karoshi" que significa "morte por sobrecarga de trabalho", que se reflecte clinicamente por morte súbita, ataque cardiaco e acidente vascular cerebral.
Segundo reza a história o aparecimento desse termo significou alívio para muitas viuvas, filhos e familiares os quais então não sabiam o porquê da razão das mortes, provocando os processos indemnizatórios que então se iniciaram.
Vivemos num mundo moderno em que a competição é intensa, ao qual nos teremos de adaptar. Precisamos de uma nova inteligência para saber lidar com estas mudanças, que nos amplie a visão, nos permita reagir aos problemas com destreza, astucia, arte e engenho, reflectidamente e sem stress.
Precisamos da adequação das vias neurológicas sensitivas e motoras ao novo mundo, para que possa ser possível o reaparecimento do entusiasmo estável e do relaxamento firme através de uma maior harmonia com o nosso ego, com o meio ambiente e a natureza que nos rodeia, permitindo aquilo que todos nós desejamos, ou seja, o retorno ao essencial da vida.