Dona Branca, a troika e a tangaDona Branca foi a famosa “Banqueira do Povo” que causou um enorme escândalo financeiro nos anos 1980.
O empréstimo que concedia era rigorosamente estudado e concedido a juros elevados atingindo valores até metade do depósito, facilitado pelo facto de normalmente os clientes não procederem ao levantamento do dinheiro facultando assim a sustentação e o aumento desse valor.
Recentemente apareceu uma “nova Dona Branca” rotulada de troika, também denominado de “ajuda externa”, com empréstimo de dinheiro vivo, em tranches, mas com juros elevadíssimos e comissões exorbitantes que nos levarão num futuro próximo a adquirir tangas especiais, pouco elásticas ou rígidas, que por isso dificultarão em muito a nossa liberdade de movimento, pela dificuldade de serem ajustadas, o que logo deixará de garantir qualquer segurança e conforto.
Portugal vai pagar quase 35 mil milhões em juros e comissões à troika, Europa e Fundo Monetário Internacional, o que corresponde actualmente ao módico valor de 66% da riqueza criada em Portugal no ano de 2011.
A Europa actual (por onde andará Durão Barroso?) não apresenta avanços concretos por falta de ideias; as promessas são vagas, incoerentes, ilógicas e desconexas e as instituições comunitárias e nomeadamente o eixo Berlim-Paris não conseguem, nem nunca conseguirão (a especulação de mercados não deixará!) deter a cavalgada que cada vez mais acerrima e problematiza as dividas dos países europeus mais pobres e por isso mais frágeis.
Sem crescimento, com a recessão a generalizar-se pela Europa, nomeadamente nos nossos parceiros comerciais, Portugal arrisca-se a crescer ainda menos, prolongando a recessão e a estagnação, imobilizando ainda mais a nossa já parada economia, e claro, para “honrar” o pagamento a tempo e horas das suas dívidas, serão pedidos novos e novos (e velhos) sacrifícios, nada mais que “roubos” efectuados sempre e sempre aos mesmos.
Portugal, sem soberania, no futuro vai tornar-se num poço que não terá fundo, por onde se perderá toda a nossa altivez, nobreza, decência e dignidade, num jogo onde os culpados cada vez mais estão impunes…Por onde anda Camões com os seus Lusíadas?
Segundo o diário económico de 4 de Maio de 2011 o aumento do preço da electricidade é dado adquirido com um agravamento de 3,8%, que poderá aumentar ainda mais a partir de Janeiro de 2012, com a subida entre 13% a 23%, dependendo da taxa do IVA em que será inserida. Numa altura de crise em que as nossas carteiras começam a ficar demasiado leves, leva-me a reviver na prática a história dos ancestrais mais recentes da nossa árvore genealógica, nomeadamente os nossos avós ou bisavós. Nessa época, porque não havia audiovisuais, na escuridão da noite, com ou sem lua cheia, tudo era discutido, falado, lido (das poucas actividades culturais) à luz dos candeeiros de petróleo ou das velas e muito mais raramente com geradores que excepcionalmente os mesmos acendiam sempre a pensar na poupança das suas parcas economias. São tempos antigos que perduram na nossa memória como antecedentes históricos de uma realidade não muito longínqua que existiu no nosso Portugal, mas que desejávamos que não voltassem. No entanto os aumentos que atrás referi, levam-nos a meditar se aspectos dessa vida não poderão e deverão ser recuperados, através de um sacrifício que seja tentar abolir progressivamente da nossa memória os candeeiros, as lâmpadas, as luzes, mesmo as de poupança, a televisão, a internet, os jogos, no fundo tudo o que gaste energia, começando a viver à margem do que vai acontecendo no mundo e mesmo no nosso país (será a altura ideal de recuperar os aparelhos de rádio que funcionem a pilhas). Eu já assim comecei: Quase não tenho lido, nem escrito. A minha pilha de livros que está "por ler" aumenta consideravelmente e ainda bem que tenho estantes suficientes para os guardar, deixá-los encher de pó, envelhecer o papel, terem o odor da velhice, tendo no entanto que as futuras gerações poderão não vir a ter as condições adequadas de luminosidade para lerem, já que tudo se conjuga para que essa escuridão ainda seja perdulária no tempo, a não ser que voltemos a ter trocas comerciais de objecto por objecto, coisa por coisa, fim por fim. E porque não um apagão que apague as luzes das cidades, ficando tudo em escuridão deixando-nos no entanto um interruptor que em qualquer altura possa ser accionado, possibilitando a esperança de que a luz possa a qualquer momento ser de novo manuseada e aparecer. Isto é esperança, porque há quem continue a pensar que ela “é a ultima a morrer”… Não adianta no entanto apertar o botão do interruptor se o escuro continuar a ser escuro no futuro. A cidade pode continuar a ficar sombria mesmo que se esteja em altura de lua cheia. Aí há que pensar, ponderar e apostar em manter uma vela sobre a mesa e dessa maneira jogar às cartas ou conversar. A luz da vela pese a sua própria intimidade e aproximação que faz das pessoas, pode ser sinal da falta de resolução do nosso futuro e das gerações que aí virão: Aí não chegará a época dos nossos recentes antepassados…Iremos então muito mais alem no tempo!...
Os consultores do FMI, merecem ser recebidos com pompa e circunstância, mostrando-lhes que a educação que desde há séculos o povo português é pautado e comedido, continua pese muitos inconvenientes, a manter.
Portugal é sem dúvida um belo e bonito país à beira mar plantado, com muita coisa que se pode mostrar aos consultores, desde norte a sul, através de um roteiro, que nem necessita de ser estudado, já que tanta coisa agradável e apetecível há para observar e ver, provar e saborear. Só por aí os consultores vão desde logo questionar se o nosso país tem necessidade de integrar a comunidade económica europeia e ter o euro e não o escudo, não fosse a tremenda teimosia de alguns países europeus, como a Alemanha, que tendo ganho biliões com a mudança da moeda dos seus países, querem agora provar que não prestamos para nada. Levem-nos a passear ao Gerês, se possível a um observatório de lobos e cavalos selvagens; passem por Mirandela para poderem provar a óptima posta mirandesa para atestarem que Portugal tem pastagens que facultam uma carne de vitela e novilho de raça de tão alta qualidade e que mantivemos pese o corte das cotas deste tipo de mercado. Não se esqueçam de passar pela foz do Douro com a sua linda paisagem ou dar uma volta de cruzeiro no mesmo rio; será o bastante para compreenderem que o norte do país tem condições excepcionais para que o turismo possa singrar. Esqueçam que o excesso de betão das inúmeras auto-estradas por onde vão passar derivou de corrupção, desvios de dinheiro e favorecimentos ilícitos. E o vinho do Porto ou o verde exportado para todo o mundo, herdades nas mãos de estrangeiros, pelo que a exportação acaba por não ser tão elevada se as mesmas quintas pertencessem na sua maioria a portugueses. Venham por aí abaixo até à Serra da Estrela e provem o queijo…mas que queijo ou vejam a raça canina do mesmo nome, ou as lagoas e de certeza que vão declarar nos seus relatórios que poucos países são mais ricos que o nosso. Depois vão até ao litoral, Nazaré, por aí abaixo, não esquecendo Sintra com os pastéis da Piriquita (hum…tão bom) e vejam em Sesimbra os pescadores a não poderem pescar mais que as cotas permitidas pela comunidade, o tão belo peixe que nas nossas águas existe e perdura em excesso sem a possibilidade de extinção, mas também sem possibilidade de ser pescado. Façam uma viagem de avião pela TAP até aos Açores e Madeira e apreciem a sua fruta, as suas paisagens, as suas praias, a sua flora, a vegetação, os picos, os vulcões; esqueçam que são paraísos fiscais, em que a pobreza é extrema, mas a riqueza é enorme, ou seja dar a César o que é de César, ou um Jardim a quem se chame Alberto. Também pelo Alentejo, observem herdades abandonadas, devido à proibição parcial do desenvolvimento da agricultura preterida em favor doutros países mais pequenos como a Holanda…deixem-nos lavrar, arar, cultivar e daqui a uns anos quando cá voltarem hão-de ver tudo verdejante, culturas de cereais e legumes em sobra e muitos animais de pasto, suficientes para uma alimentação racional e razoável para a população em geral. Já nem quero falar da área da restauração, das praias maravilhosas em toda a nossa costa, dos monumentos inesquecíveis que ficam na retina de quem por uma vez na vida olha para eles. MAS, os consultores também recordam e sabem que muitos subsídios foram dados ao nosso país, para a formação das pessoas, para o progresso da educação, para a organização e desenvolvimento da investigação cientifica, para a modernização da agricultura, das pescas, da indústria, do comércio, do turismo rural, das barragens, do vinho, do leite… Mas esse dinheiro como vós melhor que ninguém saberão perfeitamente, foi aproveitado, não para a expansão da economia global do nosso país, mas para proveito próprio de algumas pessoas, que preferiram construir habitações familiares, nomeadamente segunda e terceira habitação em praias a pensarem no escurecimento e bronzeamento da pele ou em serras para poderem admirar o branco da neve, luxos em grandes viagens para conhecerem esse mundo “nunca dantes descoberto”, aquisição de carros de topo que as nossas estradas esburacadas apenas permitem evidenciar a sua beleza, excesso de construção de auto-estradas sem carros, pontes de qualidade duvidosa, aeroportos sem aviões para aterrar, dinheiro depositado em paraísos fiscais…e por aí fora… Quando cá vieram a segunda vez deviam ter tido os olhos mais abertos, mas compreendo que ainda não conheciam o nosso clima ameno. Talvez tivessem evitado muitas negociatas financeiras, impedido a traficância efectuada na bolsa da Lisboa, que permitiram que alguns bancos se tivessem enchido de dinheiro (penso que já conhecem a verdadeira história do BPN, factura que os portugueses estão a pagar a peso de ouro), as fraudes nos concursos públicos, o adiamento dos prazos de finalização de obras para que o estado pudesse pagar mais uns “milhõezinhos” de euros, os túneis desnecessários, o número de intermediários para aprovação de projectos dúbios e ambíguos Aí sim estou à vontade para vos dizer que falharam: Não fizeram bem o trabalho de casa, puseram-se a dormir à sombra de uma bananeira da nossa Madeira ou de um ananaseiro de uma das ilhas dos Açores. Esqueceram-se que sempre existem astutos habilidosos, engenhosos, os chamados popularmente de aldrabões. Esqueceram-se de fiscalizar os subsídios, controlar os gastos, verificar as contas e inspeccionar a execução do produto final. Acabaram com a siderurgia nacional, com as cotas do nosso leite (talvez as nossas vacas fossem demasiado leiteiras), retiraram o bom que tínhamos, não controlaram o que nos deram ou emprestaram e agora não produzimos nada, temos de importar quase tudo, até submarinos alemães “em segunda mão” (foi por isso que acabaram com a nossa cota naval), e conseguiram também à nossa custa ir enriquecendo a Alemanha, que tanto nos devia agradecer doutros modos pois somos pequenos, mas grandes o suficiente para apoiarmos a destruição de um muro (que há quem chame de Berlim, eu ainda hoje o chamo da morte e assassinato). Eu sei que vocês sabem senhores consultores, contabilistas e fiscalistas, que vieram do FMI examinar as nossas contas, aclararem as nossas dificuldades e esclarecerem como resolver todos estes problemas que provocaram o deficit que ainda qualquer português de bom senso tem dificuldade em perceber como foi possível. Desculpem as minhas palavras, confessem que sabem que também falharam. Olhem então para o nosso país doutra forma, para este povo que na sua maioria para além de pacato é ordeiro, pacífico e sociável, é optimista e acredita em si mesmo e nas suas potencialidades, desde que a Europa nos dê paz, concórdia e que passe definitivamente a acreditar e a admitir que afinal o cenário embora seja negro, o povo português é trabalhador e sabe inovar nos momentos difíceis. Facultem-nos essa oportunidade porque a queremos segurar, e desejamos mostrar o que na realidade valemos (desde o período ancestral) porque os portugueses têm talento, são empreendedores, desfrutam de ideias, que vão ser aproveitadas de certeza para mudar a Europa para melhor! Mas não falhem novamente na fiscalização das contas, porque a culpa passa a ter um dono muito importante…Vocês
 Acabei de ler dois livros que tratam temas semelhantes, um mais humorístico “A vida em surdina” de David Lodge e outro mais técnico “Vejo uma voz” de Oliver Sacks.
Ambos focam uma viagem ao mundo da cegueira e da surdez. Acabam por ser um manifesto sobre a capacidade física e psíquica diária do ser humano e a sua adaptação a circunstâncias que a força de vontade, o temperamento, a educação, a resignação, a tolerância, a conformação e a paciência acabam por ser os aspectos válidos que equilibram ou não a atitude psíquica e também física que orientam a postura do dia-a-dia. Este fim-de-semana foi rico em acontecimentos políticos: O Congresso do partido socialista em Matosinhos, do partido social-democrata da Madeira e a apresentação do cabeça de lista desses mesmos partidos nomeadamente em Lisboa e Porto. Uma das poucas referências nacionais que concorreu nas eleições para a presidência da república sem apoios dos partidos e que conseguiu na altura agregar à sua volta uma “multidão” eleitoral, cansada da tortura diária do fenómeno político que nas últimas décadas foi afundando lentamente este barco denominado Portugal, que tudo detinha para atracar em bom porto, acaba por se saber ser candidato por um dos partidos por Lisboa. Não está em causa a pessoa em si, mas os métodos utilizados pelos partidos políticos, que mais uma vez demonstram a forma mais simples de se tentar angariar votos neste país, fenómeno mais importante que tentar a resolução dos problemas que cada vez mais afectam a população portuguesa. Ainda por cima tudo se faz e continua a fazer numa altura de grave crise em que se espreita a bancarrota das nossas finanças e para cúmulo os partidos políticos não se conseguem entender quantos às exigências da Europa (só falta alguém do FMI ou do BCE chegar e impor as sua regras como finalizadas e impostas, o que na minha óptica seria mais uma vergonha nacional). Por isso mesmo, sem dúvida que a surdez parece ser cómica e a cegueira poderá mesmo vir a ser trágica. Foi por isso que recordo essas duas obras de literatura recentemente lidas: Um dos livros apresenta momentos hilariantes, principalmente à custa da deficiência auditiva que cria a um professor universitário momentos de grande embaraço, tendo em conta os males entendidos que provoca. Apesar disso tudo é aparentemente muito simples, as personagens não podem ser mais humanas e a escrita é clara e sem floreados, embora de um rigor extraordinário. David Lodge, que sabe descrever as dores mais comuns dos seres humanos, como a solidão, a incompreensão, a velhice, o desespero, consegue também contrapor a esperança, o amor e uma espécie de ternura nada sentimental mas poderosa. É essa mesma esperança que os portugueses procuram neste momento; a surdez não é cómica, só se for uma farsa, ou um embuste. É isso que estamos acostumados a ouvir no nosso dia-a-dia, mas esperemos com o optimismo que apesar de tudo ainda é apanágio do povo português, que aos poucos se possa subtilmente fazer a viragem necessária, para a democracia absoluta que ainda não temos.
Esta obra ajuda-nos a isso: escrita em tom satírico, permite-nos rir das pessoas, mas de modo a servirmo-nos disso para ver as coisas através de um novo ângulo.
O “rating” é uma opinião sobre a capacidade de um país poder saldar os seus compromissos financeiros, sendo a avaliação feita por empresas especializadas, as agências (são três as de maior visibilidade) que emitem apreciações através de letras e sinais aritméticos que apontam para a capacidade dos países atenderem ou não os seus compromissos financeiros.A escala no mínimo, significa alta probabilidade de não pagamento das dívidas dentro do prazo acordado e no topo total, capacidade de pagamento. As mesmas têm sido no entanto ao longo dos últimos anos, acusadas de falharem na avaliação credível e independente de vários investimentos, como exemplos mais significativos: Islândia entrou em bancarrota quando tinha uma avaliação elevada; a crise financeira nos Estados Unidos começou precisamente quando as avaliações das empresas eram elevadas; nada disseram sobre o risco de insolvência do Dubai; actuação displicente na avaliação de solvabilidade de várias empresas, nomeadamente nos Estados Unidos da América, que acabaram por originar falência... Afinal por onde ficamos? Onde impera a credibilidade dessas agências e/ou a sua independência? O que pretendem estas agências de rating? O que move estas estruturas? Alguém consegue compreender a realidade actual destas empresas que supostamente fazem a avaliação do risco das dívidas dos países, funcionando ilogicamente como mentores daquilo que poderá até mesmo desfazer um país? Em resposta a estas questões, as agências alegam que as apreciações que dão são apenas opiniões que os mercados podem ou não aceitar. Todos sabemos que cada vez mais o lucro não conhece barreiras intercontinentais; por isso quando uma agência desta importância se baseia em meras opiniões, palpites ou comentários de análise que são tratados como meros números, levantam a dúvida o seu objectivo final. O exemplo de Portugal é significativo: Num determinado dia o rating desce porque Portugal vai pedir ajuda ao FMI, no outro desce porque Portugal ainda não pediu ajuda ao FMI. Permitam-me a indiscrição, mas tenho, como português, de questionar o que sabem ou percebem os técnicos que vivem em Nova Iorque ou noutra cidade americana, quando sentados numa qualquer cadeira em frente a um insignificante computador que “taser” números, sobre a nossa economia, as poupanças de custos, o investimento, mais, o nosso labor, ou o nosso valor em nos sacrificarmos por causa própria, a nossa capacidade em nos organizarmos para pagar aquilo que eventualmente devemos. O que não sabem de certeza é que somos um povo aventureiro, repleto de força, animo e energia nomeadamente nos momentos difíceis e que tal como afirmou Camões, permitiu-nos avançar para a aventura por “esses mares nunca antes navegados”. Em nome do lucro têm sido atingidos os países que as mesmas consideram o alvo mais fácil de atingir, seguindo-se posteriormente os que menos esperam (se calhar até a própria Alemanha, até porque Hitler, no passado, também falhou). Existem cada vez mais censuras a nível mundial às agências de rating. As instituições europeias têm que acordar do seu sono profundo (já chega de facilitismo e adormecimento económico pessoal), porque se alguns lideres europeus começam em surdina a criticar as agências de rating, têm obrigação de elevar o tom de voz, gritar se for caso disso, para que seja ultrapassado a falta de vontade ou a capacidade para alterar definitivamente as regras e as estruturas do sistema financeiro internacional. Hoje um dos responsáveis duma das agências afirmou “as autoridades portuguesas disseram que têm vários mecanismos através dos quais podem angariar dinheiro”…então, como ficamos? Que definitivamente seja ultrapassada a incompetência de quem faz os cálculos por interesse próprio e assim, sim, que nada seja estranho
Peniche ontem, hoje e amanhã  | | “Ontem” |
O forte de Peniche começou a ser edificado no império de D. João II, mas só no reinado de D. Sebastião a sua configuração tomou a forma definitiva tal como o vimos hoje. Até ao século XIX cumpriu a sua função militar, mas posteriormente durante as invasões francesas e inglesas começou a servir de presídio. Em 1928 o forte foi usado como sanatório para tuberculosos, mas em 1934 foi reconvertido num presídio de presos políticos do regime salazarista, função que manteve até 25 de Abril de 1974. É um dos símbolos mais emblemáticos da resistência antifascista, onde se praticavam torturas e atrocidades não consentâneas com os direitos da pessoa enquanto ser humano.
Apesar de se tratar de uma das prisões de mais alta segurança do antigo regime, tal como o Tarrafal, dela se conseguiram evadir grandes personalidades que lutaram pela liberdade de todos nós, nomeadamente Álvaro Cunhal, Jaime Serra e Francisco Soares entre outros; impressiona-me pensar como foi isto possível conhecendo a localização, a estrutura e as condições em que os presos se encontravam; só a força pela liberdade, pela injustiça e arbitrariedade podem explicar a luta pela sobrevivência razão que levaram estes homens a esse tremendo risco.  | | “Hoje” |
No espaço da fortaleza, em fase incipiente (norma em Portugal, em que quase tudo não passa do incipiente), existe um esboço de reconstituição das memórias dessa resistência e algumas actividades culturais de divulgação pública espaçadas no tempo, de uma das mais terríveis épocas da história do Portugal contemporâneo.  | | “Amanhã” |
Não há futuro sem memória, por isso torna-se imprescindível que as gerações vindouras tenham um legado que lhes dê a percepção correcta que ajude esse futuro a ser enfrentado com coragem, dando força, energia, alento, ânimo e fôlego para que a “história não possa ser reescrita”; basta pensar no holocausto ou nas várias guerras da actualidade que assolam o mundo, que levam à violência extrema em prisões dispersas por esses países, onde a violência é feroz, selvagem e desumana (imagens de autentico terrorismo que alguma comunicação social tem mostrado) num desrespeito total pela dimensão humana e contrária à luta pela defesa dos direitos humanos que alguma classe política tanto propala e apregoa mas que a realidade desmente. Portugal não é excepção…

Siddhartha descreveu o Nirvana como um estado de calma, paz, pureza de pensamentos, libertação, transgressão física, elevação espiritual e o acordar à realidade. O Karma é descrito como o conjunto de acções no "além" em que se pode receber um mal em intensidade equivalente ao mal praticado em vida ou um bem em energia equivalente ao bem provocado enquanto vivo, correspondendo às boas acções.
Acabei de ler o livro "Maldito Karma" de David Safier em que a protagonista principal Kim Lange teve uma morte fatídica...acordando com seis patas, uma cabeça enorme e duas antenas; devido ao seu passado de mau Karma, passou a ser uma formiga.
Na sua vida como formiga descobriu que precisava de acumular "bom Karma", o que foi conseguindo; depois de ter reincarnado em porquinho da India, em bezerro e em minhoca conseguiu finalmente atingir o Nirvana, percebendo que "a vida lhe fora devolvida".
Após a leitura deste descontraido romance dei por mim a meditar sobre a Karma e a politica em Portugal, onde o engenho, a habilidade, a subtileza e o talento que levam ao esquecimento real dos verdadeiros problemas do país está demasiado intrinseco no poder. Este cada vez mais se encontra afastado das verdadeiras pretensões do povo, que apenas deseja ter uma vida de trabalho, conforto e bem-estar, num ambiente que deva ser pacífico e constructivo numa base vincada de diálogo.
Mas a minha reflexão ponderada perturbou-me pelo incómodo de pensar que com a actual classe política, fechada sobre si própria, de costas voltadas para o povo, afastados do bom Karma, se não poderão provocar no futuro, o aparecimento de verdadeiros exercitos de formigas, mais poderosos que os de Hittler que pela sua violência, continuam ainda muito vincados na memória escrita.
Tivemos há alguns anos internado na unidade de cuidados intensivos polivalente um doente que apesar de jovem sofria de problemas cardiacos graves, razão pela qual fazia medicação, entre os quais um fármaco para evitar a coagulação do sangue que poderia originar embolia nalguns orgãos do corpo humano e consequentemente a morte.
Eis senão que um dia deu entrada no Hospital com uma forte dor abdominal, cujo estudo clinico laboratorial e complementar evidenciou e comprovou existir uma embolia arterial no intestino, situação muito grave já que leva à destruição de grande parte do intestino irrigado por essa arteria.
Equacionado sobre os medicamentos que fazia em ambulatorio, referiu ter parado um determinado fármaco, que o médico lhe tinha dito ser fundamental tomar para evitar determinado tipo de problemas, entre os quais, precisamente aquilo que veio a acontecer.
Apesar de ter receita para levantar na farmácia, decidiu não comprar esse e outros medicamentos segundo afirmou por falta de dinheiro, já que precisava do mesmo para se alimentar.
Tinha também como antecedentes pessoais hábitos alcoolicos e outros hábitos (toxicodependencia?).
Teve de ser operado de emergencia tendo sido retirado toda a extensão do intestino delgado; esteve ligado ao ventilador durante semanas, tendo no entanto sobrevivido.
Poder-se-à considerar uma forma de suicidio sustentado pelos actos, esquecimento da sua própria pessoa, um descuido pese as recomendações médicas, ou então dificuldades económicas que confirmam a impossibilidade de gastar dinheiro na compra dos medicamentos?
Prevejo, sem ser futurista, que as questões levantadas possam vir a ser prejudicadas pela crise actual, já que os medicamentos são por norma caros, e a prevenção e profilaxia de doenças ou suas complicações acabam por passar para segundo plano, não evitando o aparecimento de doenças futuras que irão custar ao erário público milhares de milhões de euros, mais um adjuvante para agravar a crise de tão dificil controle.
Trata-se de uma sentença inédita em Portugal. Um médico de Avis foi identificado pelo Ministério Público e acusado do crime de difamação contra um jornalista da revista Sábado. O tribunal condenou o autor dos comentários injuriosos a 40 mil euros de indemnização e a 133 dias de prisão. O caso teve início quando o blogger, médico e autor do blogue Médico Explica Medicina a Intelectuais, escreveu um post em que comentava a prática jornalística de Fernando Esteves, da revista Sábado, numa notícia baseada em relatórios da Inspecção Geral de Autoridade de Saúde que davam conta de casos de agressões de profissionais de saúde a doentes. «Será que o nojo em figura de gente, a que Lutero chamaria por certo burro-papa, teve acesso privilegiado aos processos da IGAS e assim soube que desses tais 3 ilícitos todos foram praticados por médicos e todos foram considerados agressões?», escreveu o autor do post. O jornalista reagiu por e-mail ao blogger, mensagem entretanto divulgada também no blogue, e que acabou por ser enviada à direcção da Sábado. Quando os insultos se repetiram noutros posts, Fernando Esteves decidiu interpor uma acção judicial contra o autor anónimo. O Ministério Público iniciou uma investigação e, através do IP cedido pela PT, conseguiu identificar o blogger e deduzir acusação, tendo o médico sido constituído arguido pelo crime de difamação. Nesta quarta-feira, a juíza Joana Ferrer Antunes sentenciou o caso após cinco sessões de julgamento e condenou o médico a 40 mil euros de indemnização e a 133 dias de prisão. Pode ler-se na sentença que «O arguido, pela sua capacidade, pelo discernimento que tem e em face das circunstâncias concretas da situação, podia e devia ter agido de outro modo, não podendo o tribunal esquecer-se que se trata de um médico. Por isso, não se ter mantido no exercício correcto dos seus direitos merece reprovação e censura da ordem jurídica», É a «primeira vez na história jurídica portuguesa que um blogger anónimo é identificado e condenado». É uma sentença inédita em Portugal, fazendo a partir deste momento jurisprudência que pode ou não ser uma ameaça futura. A questão que se deverá levantar perante esta condenação é que com a jurisprudência formada, até que ponto a nossa liberdade de expressão na facebook não passa a estar controlada, havendo o perigo da nossa liberdade de expressão passar a ser fiscalizada e inspeccionada?.
Um homem manteve sequestrada uma mulher numa dependencia de um Banco no Porto. A refem foi ferida e o sequestrador deixou um elemento do INEM entrar na dependencia bancária. Pouco depois foi capturado.
Dois homens que passavam na rua estranharam a presença de um casal de namorados no interior do Banco, já que o sequestrador estava abraçado à mulher e quando se aperceberam da existencia de sangue no chão chamaram a polícia. Nessa altura o sequestrador ainda tentou saír mas estes barraram-lhe o caminho.
Quando a polícia chegou, um negociador tentou convencer durante uma hora o sequestrador a deixar a mulher saír. Mais tarde com a mulher ferida gravemente e posteriormente inanimada, sob a ameaça de arma branca o seqestrador deixou um elemento do INEM entrar, que não era mais que um policia disfarçado com aquela farda, que acabou por dominar o ladrão.
Este facto originou desconforto no seio da Instituição, nomeadamente porque é função das equipas do INEM auxiliarem as vitimas que necessitam de ajuda médica quer sejam assassinos ou vitimas inocentes.
Será que não é desvirtuar o próprio socorrismo, já que as equipas médicas de maneira nehuma devem deixar de fazer aquilo que lhes compete dentro das suas próprias competencias?
Sejamos calculistas
Poderei trabalhar na construção civil, laborando actualmente na edificação de um prédio com cujo projecto não concordo, mas apesar disso devo ter a dignidade e a nobreza de agir, executar e diligenciar dentro das minhas obrigações profissionais para que esse mesmo prédio seja bem construído, sólido, robusto, resistente e que não venha a enfermar de problemas futuros;
Poderei ser funcionário de uma fábrica de mecatrónica, integrando uma equipa que executa um programa de investimento com o qual discordo e disso dei conhecimento, mas é minha obrigação moral e ética, dar o melhor de mim mesmo para que o mesmo possa progredir, prosperar e crescer, para no seu final a equipa poder afirmar que singrou, tendo prosseguido esse caminho, em que a colaboração afincada permite que a empresa atinja os objectivos e propósitos a que se sujeitou na sua missão, ajudando assim a haver um planeta diferente, sem a austeridade que não desejamos.
Mesmo que não concordemos com determinados caminhos, é nossa obrigação, primeiro tentar ser ouvidos e escutados na perspectiva de um trilho dever não ser tão sinuoso. Falhada essa possibilidade, devemos ter a capacidade, a faculdade e a inteligência de superar, corresponder e ultrapassar se possível a eficácia e eficiência que de nós é esperada, quer tenhamos ou não sido ouvidos. Deverá fazer parte do nosso ego evidenciar que sendo um ser com consciência, assertivos à meditação, à reflexão e à ponderação, abrindo a alma à critica embora não sendo ouvidos, nem escutados, de certeza que alguém nos observa seja cá ou lá, pelo que a nossa firmeza deverá será ainda mais sã, robusta, forte, sendo esse o ideal beneficio para a empresa, instituição, país ou comunidade e sempre para nós. É a tranquilidade da nossa consciência, “auto-self” que não nos pode levar a sermos cúmplices do maldizer, da desacreditação, do amaldiçoamento, da calúnia ou da difamação: Teremos o nosso ego tranquilo; Acreditemos!

Acabei de ler a obra de Saul Bellow “As Aventuras de Augie March”. Na minha óptica trata-se de um livro extraordinário e que pese as suas mais de 700 páginas, apresenta uma prosa que nos leva como que a “tragá-lo” o mais rapidamente possível. É no fundo uma saga extraordinária de um simpático personagem, errante no mundo da época da Grande Depressão, com uma história expressiva, satírica, alegre ou amarga, mas de tal maneira arrebatadora, que parece que alguém nos está a contar a mesma no calor de uma lareira…os mesmo enxertos de vida em que todos nós nos revimos como um “pedaço de nós próprios”.

Diz António Gedeão na sua primorosa obra, Pedra Filosofal, que “o sonho sendo aquela constante de vida tão concreta e definida, há quem não saiba que esse sonho comanda a vida…” Nas suas lindas e poéticas palavras, considera o sonho como “uma bússola” que nos orienta através de um longo caminho que temos de percorrer ao longo da nossa vida, ou não fossemos descendentes de descobridores e aventureiros além-mar. Na vida real, porém, tudo acaba por ser menos poético, porque os próprios contornos entre o sonho, o acaso ou a realidade poderão ser tão distintos como “a tal pedra cinzenta…”, que é citada no mesmo poema. O sonho poderá ser na realidade a “estrada” que conduz ao conhecimento do nosso subconsciente; a sua importância pode ser observada nomeadamente numa perspectiva psicopedagógica: o sonho não comanda a vida? Não nos faz acreditar num mundo melhor? Não nos dá ânimo (ou desânimo) quando vamos diariamente para a nossa labuta profissional?
Ter um sonho faz com que a vida possa parecer interessante; o problema é que devido aos nossos breves despertares, as imagens podem ser desconexas, por vezes dúbias nas suas intenções, de pseudoimaginação descoordenada e incoerente. O sonho pode ser uma forma de fugir da realidade, dando uma ilusória sensação de liberdade, a possibilidade aparente de idealização das coisas, objectos, visões ou sentimentos, uma forma de visionar e querer ter forças, para poder, no nosso imaginário, ser transformado em realidade. Mas a realidade tem limites, o sonho não. Sonhar é bom; mau é não saber diferenciar sonho de realidade. Shakespeare escreveu que somos feitos da mesma matéria de que são feitos os sonhos…mas essa realidade não tem significado prático por falta de agregação, na relação da essência com a realidade.
Stefan Klein, biofisico alemão considerado por António Damásio, como “o mais importante escritor sobre Neurociência, na Alemanha” tentou provar através de inúmeras experiências que o acaso não só faz parte da nossa vida, como determina a maioria das decisões, acontecimentos, identidade e consequentemente a maneira de estar no mundo (por mais cruel que este seja). Se assim é, deveremos então tirar o maior partido desse mesmo acaso, estando o mais atento possível, passando a contar com ele como se o mesmo fosse algo de planeado. Mas sonhar e por aí ficar, não saber aproveitar o acaso para se perceber que se poderão atingir determinados objectivos na vida do dia-a-dia, é não haver a percepção correcta da realidade, podendo levar a entendimentos paranóicos, que embora com atenção aos estímulos, estabelecerão vínculos erróneos na relação com o exterior. Por isso Jung acreditava que a simbologia dos sonhos, podendo expressar um desejo interno de compreensão, aparecia para ser entendidos, podendo ser adaptados à realidade. Na minha perspectiva quem comanda a vida não são os sonhos, somos nós próprios: entendê-los é importante, mas saber distingui-los dos objectivos da vida, que são aqueles que devemos saber conduzir com eficácia e sabedoria no caminho certo, a bem da nossa família, de nós próprios e da sociedade em geral, é o caminho que me leva a poder afirmar que o sonho, o acaso e a realidade estão interligados na sua função, não como um meio mas como um fim.

Da galeria dos padrões rústicos apresentados em As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis, destaca-se a figura do velho médico rural João Semana. Pese as aparências de homem endurecido, de que o mesmo apresentava orgulho em ostentar, era um homem bondoso, benévolo, dedicado e abnegado, que expunha os seus conhecimentos com valor e virtude para fazer o bem dentro da tradição humanística da época. Foi essa obra que na verdade deu a conhecer a personagem João Semana, hoje mediaticamente ligada aos médicos, nomeadamente quando considerados “beneméritos”, por frequentemente exercerem junto das populações mais carenciadas, uma vontade e disponibilidade permanente, num mundo que cada vez mais se tornou individualista. Ainda há quem com grandeza de espírito e humildade, consiga recuperar o humanismo, a ética e os valores Hipocráticos que infelizmente nas últimas décadas têm passado para segundo plano, ao qual também não tem sido alheia a própria evolução tecnológica. É que a “cumplicidade” entre o médico e o doente tem vindo a ser progressivamente substituída pelos exames laboratoriais e radiológicos, cada vez de maior sostificação, provocando aquilo que poderemos considerar como o contraponto entre o velho João Semana e o médico técnico, que distancia, separa e afasta o médico sempre com a sua (às vezes falsa) pressa, confinado desmesuradamente nos relatórios “aconchegados”, que por vezes ditam a lei diagnóstica errada. Esta separação leva muitas vezes a não se ouvir o próprio doente: os problemas clínicos atenuam-se com o saber ouvir, o saber estar, o saber compreender. A existência de uma relação em que o médico acaba por poder ter o papel de confidente e amigo, significa no fundo a aproximação da identidade aos princípios de Hipócrates que devemos continuar a respeitar (para isso se faz o Juramento quando se termina o curso de medicina) salvaguardando os aspectos que digam respeito à liberdade do ser humano. Assim continuará o João Semana a ser uma realidade nos dias de hoje, desde que o médico e o doente se adaptem às novas certezas que consagram o cumprimento do papel de fazer bem, respeitando a integridade física e psíquica do ser humano considerada principalmente através da sua autonomia.
Ser médico, enfermeiro, professor, técnico, administrativo ou outro numa instituição pública ou empresarial do estado é, ao contrário do pensamento em voga, similar ao sacrifício de muitos outros portugueses em funções privadas.
No entanto, hoje em dia, em resposta à pergunta de qual o exercício profissional, deixou de ser estimulante afirmar ser funcionário público. Em causa encontra-se nomeadamente o estereótipo do ser inútil, que apenas cumpre horário, divagando pelo tempo e inventando a melhor maneira de o passar, conseguindo as promoções, fáceis, por antiguidade, sem concursos desprovidos de significado qualitativo. É sem dúvida uma herança do estado novo como representação ideológica e simbólica do antigamente. No entanto são estes “servidores do estado” que desde 1974, contas feitas entre aumentos salariais e inflação viram os seus ordenados aumentarem … 0%, confirmo por extenso zero por cento. Nem tudo está bem nem poderia estar; passaram no entanto cerca de 26 anos que se deu a revolução dos cravos, que temos assistido a um país que de demasiado politizado se tem esquecido que a falta de aumento da produtividade, de diminuição da despesa, da receita e das exportações entre outros aspectos económicos não são culpabilização única do que se denomina público, porque se verifica um forte componente privado, o que na minha óptica não permite aos mesmos a depreciação, nem o estereótipo da imagem clássica do funcionário redundante. Há que reabilitar a imagem e aproximá-la da realidade; todos concordaremos com o ditado de que “em todas as profissões há de tudo”; também nas empresas públicas existem muitos profissionais que dão tudo o que podem ao país muitas vezes fora dos seus horários normais de trabalho, têm orgulho no seu desempenho, são responsáveis por acções e atitudes solidariedade social, ajudam a sociedade em geral. O desmerecimento de perda de qualidade de vida com os injustos cortes salariais englobados no orçamento, o facto de serem considerados peões de uma máquina indiferente, malévola e desavinda permite-me afirmar que é altura de se fazer a reabilitação dessa falsa imagem.
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