SOL

Agosto 2007 - Posts

A noute e a importância do nome Amélia

A primeira vez que ouvi pronunciar noute em vez de noite foi à D. Amélia, a mãe do Luís. Achei esquisito e disse à minha mãe que a mãe do Luís dizia boa noute e não boa noite. - Pois diz filho. Talvez seja porque nunca foi à escola. Admirei-me de a D. Amélia não saber ler mas...

O mundo em minha casa (que mundo!)

O caso da menina inglesa mostra toda a sofreguidão dos noticieiros. No Sol havia há pedaço 206 títulos indexados ao triste caso. Títulos, não notícias, porque a grossa maioria é boataria gratuita. Leio salteadamente alguns dos títulos. É aflitiva a nulidade noticiosa e mental naquele rol de nada.
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Geometria variável

« Actores anónimos (e subitamente célebres) de 'fait-divers', como os McCann. Actores políticos, como Marques Mendes e Luís Filipe Menezes. Actores financeiros, como Jardim Gonçalves e Teixeira Pinto. A geometria é variável ? e assimétrica. Os primeiros são descartáveis... »
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Alegadamente

Abstraindo para já do triste caso da menina atentai à gramática. "A Polícia Judiciária transmitiu...": ora o verbo 'transmitir', sendo transitivo, pede complemento directo; mas lendo pergunto: transmitiu o quê? Há ali algum complemento?
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Dos transgénicos (neol.)

O Pancadas era um sujeito intratável. No seu local de trabalho constantemente implicava por causa de portas abertas. Alguém que passasse uma porta e a não fechasse era logo alvo de áspero ralhete; acto contínuo a porta deixada aberta pagava as favas sendo fechada à bruta. Numa dessas vezes armou-se ele em lutador de karaté...

Dos perdigueiros

Quando a menina desapareceu apreciei muito uma reportagem da filha da presidente da Câmara de Felgueiras sobre as maneiras de um raptor se escapar de Portugal às escondidas. Hoje vejo a notícia da detenção iminente dum inglês que se mudou para Exeter, amigo do casal (tudo factos altamente suspeitos, quiçá incriminatórios)... Fico apenas a pensar: porque não vão imediatamente os farejadores lá encurralar a presa? Ou será que só sabem espantar a caça...
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Brisas de 84

No princípio de Julho de 84, com as férias grandes a perder de vista e com juvenil desejo de descoberta e aventura que bebera talvez dos livros d' Os Cinco, propus à malta da rua irmos para à praia. O projecto tinha inclusivamente um plano para fugirmos às bichas da ponte: ir de autocarro a Belém apanhar o barco da Trafaria: daí para São João da Caparica podia ir-se a pé; poupava-se no transporte. Secretamente este plano recordava-me à passagem a velha praia da minha infância mai' recuada que a marcha do progresso tornara imprópria.

Plim plim, Xabreeegas!

Trocando os algarismos à data da fotografia... Já posso ir à Rua do Açúcar. Às vacinas...