SOL

Que futuro?

Finalmente parece que se acabou o pesadelo de sentir que temos uma personagem "legitimada" pelo voto dos portuguesinhos, a dilacerar a Pátria, e, cínicamente, desculpabilizar os seus crimes com a oposição, que por acaso até parece que não existe, de fraca que é.

A personagem pediu a demissão, e vamos a votos...

Ao mesmo tempo, e porque o país não tem mais modo de se sustentar, oficializou-se um pedido de ajuda que devia ter sido feito há 37 anos, quando estes senhores tomaram o poder... Nessa altura, em que tinhamos as finanças equilibradas e Portugal era uma Nação próspera e prometedora, alguém devia ter dito: "não estraguem Portugal". Principalmente, se fosse português. E essa teria sido a ajuda-chave. Obviamente que aos estrangeiros, então, convinha mais um país fraco e pequenino, que um Império em progresso acelerado, e vencedor!

Mas não houve quem o fizesse com sucesso, e chegámos ao que chegámos, com dois clubes de ineptos e desonestos a desgovernarem o país à vez: o PS, e o PSD.

Mas agora, a agonia desta Pátria moribunda por lhe haverem consumido e roubado o dinheiro que outro a ajudou a ganhar em tempos que já lá vão, encontra-se perante a pobreza de os portugueses em breve virem a ter que escolher um, entre dois bandos de malfeitores e gatunos, para (des)governarem a Pátria: o PPD, ou o PS. E não há leader's que se oponham a esta situação criminosa.

Constatando a pobreza de políticos que vivemos, um grupo de 47 "personalidades", quiçá adivinhando empates eleitorais, e impasses políticos, que a eles também não convêm, por fazerem parte da "situação", terá apelado em carta aberta que não li nem me interessou ler, ao entendimento entre estes partidos. Como se isso resolvesse alguma coisa. Apenas ajudará à continuidade de um sistema que provou não servir para Portugal!

O mal de Portugal, é a falta de Estadistas. Vivemos dominados por lobistas "de vão de escada", que todos os dias chegam à política (aos partidos políticos) para se servirem e governarem, e não para servir.

Esqueceu-se, neste jardim à beira-mar plantado, o que significa a palavra servir. O que interessa, para "maus" e "bons", é sobreviver. A qualquer preço. Vivemos num regime de salteadores, travestidos de políticos.

O futuro de Portugal, com ou sem ajudas externas, não passa, de facto, por aqui.

Estamos no ocaso de um regime de quase 40 anos, que asfixiou Portugal com a cleptocracia, a amoralidade, a incompetência, o aborto e as homossexualidades como prioridade, sem conteúdo ideológico que não seja o do roubo puro e descarado. Os ladrões que nos desgovernam, eles próprios, também não sabem bem para onde conseguem ir, tamanha é a desordem.

O futuro de Portugal, com ou sem ajudas externas, passa necessariamente por uma estrepitante vassourada no sistema, e em quem o suporta, e pela instalação de uma nova ordem política nacional que não passa por partidos políticos, ou democracias mais ou menos liberais.

Hoje, como em Maio de 1926, a Nação tem que revoltar-se, e impôr uma verdadeira ditadura humanista de inspiração Cristã, que saneie a Pátria do cancro maçónico e republicano, sem ideais, corrupto, e incompetente. Em 1926, os militares tomaram o poder, e, dois anos depois, foram buscar um Lente de Coimbra, que resgatou Portugal. Nestes tempos de amargura, passo pela tristeza de constatar a minha impotência para encontrar a fórmula da salvação. A minha impotência, como cidadão isolado que sou, para despoletar uma verdadeira revolução de regeneração pátria.

Apenas sei que, a continuar com esta gente alternando no poder, nada de bom poderá acontecer à nossa Pátria, para insulto à sua História de Nação plurissecular. Não podemos continuar assim.

Será que não existem portugueses competentes, altruístas, e patriotas, para resgatar a Nação deste "polvo" que nos corroi?

Mais do que de dinheiro, Portugal precisa de um Estadista, pela sua sobrevivência. E isso passará, provavelmente, pelo encontro de todos os Portugueses de bem numa plataforma que escorrace de vez os traidores, e imponha o único regime em que Portugal consegue viver e progredir: um regime autoritário, humanista, e de inspiração cristã, que saiba colocar a palavra patriotismo em primeiro lugar.

A História de Portugal provou até à saciedade que o progresso da nossa Nação não passa por liberalismos mais ou menos cleptocratas, mas sim por regimes de autoridade. Como aquele que El-Rei D. Carlos pretendia instaurar como reacção contra o rotativismo dos partidos dos interesses, que então, como hoje, destruíam a essência Nacional a pouco e pouco, quase até à morte da Pátria. Nessa altura, a maçonaria e a carbonária, mataram-nos o Rei. Em 25 de Abril de 1974, a mesma maçonaria aliada ao comunismo, matou o futuro do Império, com a descolonização criminosa, e a quimera que anestesiou os portugueses, e que se chamava de democracia!

Pobre pátria esta que tem um povo que se deixa convencer por ladrões, que lhe oferecem "bacalhau a pataco"!...

A inteligência e clarividência dos Portugueses tem que regressar, em nome do futuro de Portugal. O momento, não é para brincadeiras!

Socialistas facciosos, ou a patifaria político-partidária?

Indignam-se alguns socialistas, por o Primeiro-Ministro que temos haver sido porventura como que uma virgem ingénua, vítima da inveja das oposições, ou seja, daquela a que chamam de “ patifaria político-partidária”.

Esquecem estes senhores de que os campeões não da patifaria, mas da velhacaria político partidária são os seus comparsas socialistas, como a história o tem vindo a provar.

Há no entanto mais. Dão a entender esses socialistas e afins que o Primeiro-Ministro será uma dessas pobres virgens brancas, que terá sido, no “Caso Freeport”,  vítima da conspiração oposicionista, uma vez quenão foi pronunciado neste extenso Processo que fechou, ao que parece, quando melhor convinha à dita virgem...

Pergunto eu a quem me lê, porque será que os senhores Magistrados, após tanto tempo de instrução do Processo, acabaram por fechá-lo à pressa, sem poderem ter feito vinte e tal perguntas a sua excelência “a virgem”. Ter-lhes-á o Senhor Procurador Geral da República travado o passo? Ele diz que não. Terá sido outro o travão? Não sabemos. Será apenas conversa para os senhores investigadores poderem ficar de bem com Deus e com o Diabo? É possível.

O que é verdade, é que o Bacharel Pinto de Sousa, de virgem, não tem nada, antes por contrário, e que para além do caso Freeport, lhe são apontadas mais uma série de irregularidades, entre as quais destaco a pretensa Licenciatura (não acreditada pela Ordem dos Engenheiros), que demonstra a sua mesquinhez de carácter, já que qualquer pessoa sabe que ninguém honesto se Licencia em Engenharia, ou seja no que for, com testes enviados por Fax, nem com curricula ridículos e feitos “à medida”!

Ficaram de facto perguntas por fazer ao Primeiro-Ministro. Não sabemos se intencionalmente, ou não. E o facto de haverem ficado perguntas por fazer, associado à sua prática moral, dá-nos o direito de desconfiar que Sua Excelência a virgem, o não é. Antes por contrário. É aquilo a que chamaríamos de “mulher do Mundo”!

Quem não deve, não teme. Assim sendo, o que Pinto de Sousa deveria ter feito, era exigir ser ouvido, para que tudo se esclarecesse. Justamente o contrário do que fez. Fechou-se num silêncio ensurdecedor, apenas quebrado por miseráveis declarações de vitimização. Não chegou. E eu tenho o direito de desconfiar do Engenheiro Técnico Pinto de Sousa, que com o seu amigo Armando Vara parece ser um “habilidoso”, que se vai deslocando por este lamaçal de corrupção, fugindo, enquanto está no poder, à sua responsabilidade de jurídicamente provar que é inocente nos casos em que é acusado. Trata-se de gente que vive de expedientes.

Não basta, de facto, de vez em quando fazer um discurso com voz de falsete e amigo dos Gay, afirmando-se vítima de cabalas. Há que ter uma conduta igual à de milhares, senão milhões de cidadãos Portugueses, relativamente aos quais ninguém tem a coragem de duvidar da sua honestidade, simplesmente porque a sua conduta é transparente e intocável. A conduta do “Zezito”, de facto, não o é! E eu que vivo num regime de liberdades que não pedi, tenho o direito de desconfiar que a figura, como muitas outras, é desonesta!

CARTA A UM HERÓI ESTÚPIDO

"...não há outro problema hoje de mais importância do que criar uma alma portuguesa. A antiga alma nacional, mesmo que ainda existisse, já não servia. É preciso, para que haja um Portugal Novo, haver uma Nova Alma Portuguesa.


Para que possa haver uma política nacional, uma cultura nacional, qualquer coisa nacional, seja o que for, o primeiro passo a dar é espiritual, é criar aquela fonte nacional donde essas coisas todas, depois, inevitavelmente partirão.

"Ora o dever de todo o homem que representa qualquer coisa nacional, hoje, é o de, afastado de toda a malandragem que faz política, prestar o seu auxílio, pequeno que seja, a essa criação de Portugal…


".... cada acto, cada gesto que um português hoje faça, e tenda a conservar, apoiar ou animar as forças dissolventes da nossa sociedade, que são os restos dos partidos monárquicos e quase todos os políticos republicanos, qualquer gesto, digo, que tenda a conferir a essa turba-multa de escroques e de imbecis um milímetro espiritual de prestígio, não só vale pelo facto maléfico de prestar auxílio a gente inteiramente desprezível e anti-patriótica (o que já de si é mau), mas pesa sobretudo porque contraria, ou tende a contrariar a obscura acção daqueles que, por muito amar a Pátria, querem ter Pátria para amar.


Isto, que aqui está, não é nada. Ponha no nosso passado olhos de homem que cumpriu o seu dever. Isto, que aí vê, satisfá-lo? Isto satisfaz alguém que não coma disto? ou que não seja um pobre instrumento nas mãos dos políticos? ...."


Fernando Pessoa, in "Carta a um Herói Estúpido", ed. Ática (Babel), Lisboa 2010.

Nota: Fernando Pessoa não recebeu o Prémio Nobel.

José Saramago: Na morte de um homem mau

 

Morreu um homem amargo e mau, incapaz de sorrir, que se esforçava por tornar a sua Pátria amarga, como ele.

José Saramago, era de facto um homem mau. Provava-o a sua cara vincada incapaz de exprimir um sorriso, prova-o a sua escrita prenhe de ódio e crítica aos valores mais normais e caros à civilização que o viu nascer, valores esses que ele, com as suas ideias, suas declarações e sua obra,  renegou em Lanzarote. Será que no fundo, Saramago, para além do seu marcado azedume e soberba, tinha valores? Nunca o saberemos.

Repito, José Saramago era um homem mau. Que o digam os seus colegas, que em pleno período revolucionário foram vítimas de saneamentos selvagens. O homem, nessa época, tinha o “estribo nos dentes”, e era imparável algoz como sub-director do Diário de Notícias. Tinha por desporto arruinar a vida de quem não era comunista como ele.

Foram 87 anos de infecundidade, travestida de um aparente sucesso, revelado pelos livros que vendeu, e pela matreira estratégia de marketing que o conduziu ao Prémio Nobel, em detrimento de outros escritores Lusos, genuinamente com mais categoria e menos maldade crónica do que ele. Penso, por exemplo, no insuspeito Torga.

Tentei ler dois livros dessa personagem, para com honestidade poder dizer que, para além de não gostar dele como pessoa, o não considerava como um bom escritor, e que ofendia na sua essência a cultura Cristã da nossa Grei. Consegui apenas ler um, e o início de outro. A sua escrita, para além de ser incorrecta, era amrga como as cascas dos limões mais amargos. A sua originalidade era, afinal, o sinistro das suas ideias; o que, convenhamos, é pouco original. É mais fácil ser sinistro, provocador e mau, do que ter categoria, e valor. Saramago optou pelo mau caminho, como sempre, o mais fácil. E teve aparentemente sorte, na Terra, que a eternidade pouco lhe reservará.

Fiquei contente quando ameaçou (apenas ameaçou, porque na realidade a sua vaidade não lho permtia praticar), nunca mais pisar solo Pátrio. Uma figura como ele, é melhor estar longe da Pátria que em má hora o viu nascer. Afinal de que serve a este Portugal destroçado, um Iberistra convicto, ainda para mais, estalinista? Teria ficado bem por essas ilhas perdidas de Espanha, não fosse uma série de lacaios da cultura dominante “chorarem” por ele, por aqui por terras lusas, alimentando-lhe a sua profunda soberba.

Para além da sua obra escrita, de qualidade duvidosa e brilhantemente catapultada por apuradas técnicas comerciais  que lhe conseguiram um Prémio Nobel da Literatura, (prémio com cada vez menos prestígio devido à carga política que contém), nada deixou em herança, para além de certamente muito dinheiro, o que é um contrasenso para um qualquer estalinista como ele. Mas a sua existência foi um perfeito logro. Foi uma existência desnecessária.

Saramago afastou-se da Pátria, e estou certo de que a Pátria, no seu todo mais puro, que não no folclore da "inteligentzia", não teve saudades dele. Foi uma bandeira da esquerda ortodoxa, e também da esquerda ambígua, essa do Primeiro-Ministro que nos desgoverna. Dessa mesma esquerda que decidiu usar o nosso dinheiro, para trazer em avião da Força Aérea Portuguesa, os seus restos inanimados para Portugal, a expensas de todos nós, e infamemente coberto com a Bandeira Nacional. Um Iberista, coberto com a Bandeira Nacional, que Saramago ofendeu vezes incontáveis, na essência da sua obra, e no veneno das suas declarações públicas. Era um relapso. Um indesejável.

Um homem que voluntariamente se afastou da sua Pátria, comentando-a de uma forma negativa no Estrangeiro, não é digno de nela entrar cadáver, coberto com a sua Bandeira. A bandeira de Saramago, era a do ódio, da arrogância, e da maldade praticada.

Mas os símbolos Nacionais estão hoje nas mãos de quem estão, e a representação das “vontades” Nacionais, está subordinada a quem está: à esquerda, tão sinistra como foi Saramago. Assim sendo, as homenagens que lhe fazem, incluindo os exagerados e ilegítimos dois dias de Luto Nacional, valem o que valem, e são apenas um acto de pura “camaradagem”, na verdadeira acepção da palavra. Quem nos desgoverna, pode cometer as maiores atrocidades, que ao povo profundo só resta pagar, e calar. Até ver.

Amanhã, Sarmago mergulhará pela terceira vez nas chamas. A primeira, terá sido quando nasceu, e ao longo de toda a sua vida, retrato que foi de ódio e maldade pela sua imagem espelhados e espalhados; a segunda, terá sido quando o seu corpo ficou irremediavelmente inanimado, e estou certo de que entrou no Inferno, a confraternizar com o seu amigo Satanás; a terceira, amanhã, será quando o seu corpo inerte e sem alma, entrar para ser definitivamente destruído, no Crematório do Alto de S. João.

Será um maravilhoso e completo Auto de Fé. O Homem e a sua obra venenosa, serão queimados definitivamente nas chamas da terra, que nas da eternidade já o foram no dia em que morreu.

De Saramago recordaremos um homem que não sabia rir, que gostava certamente muito de dinheiro, e que o terá ganho, que era mau e vaidoso, e que o provou ao longo da sua vida, que quis viver longe da sua Pátria por a ela não saber ter amor, e que foi homenageado por meia dúzia de palhaços esquerdistas, “compagnons de route” coniventes com um dos últimos fósseis estalinistas, que ilustrava uma forma de estar na vida e na política sem alma, amoral, e que globalmente contribuiu para a destruição de toda uma Pátria, e suas tradições.

 Ocorreu ontem, quando soube que este cavalheiro de triste figura tinha morrido, que estaria por certo  no inferno, sentado com Rosa Coutinho, também lá entrado há poucos dias, à espera de Mário Soares e Almeida Santos, para os quatro juntos jogarem uma animada e bem “quente” partida de sueca...

O País está mais limpo. Um dos maiores expoentes do ódio e da maldade, desapareceu da superfície da Terra. Espero que a Casa dos Bicos, um dia possa ter melhor função, do que albergar a memória de tão pérfida personagem. As suas letras, estou certo de que cairão no esquecimento, ao contrário das de Camões, Torga ou Pessoa, entre muitos outros.

Apesar de tudo, e porque sou Católico (e porque a raiva não é pecado), que Deus tenha compaixão de tão grande pobreza, mas que se lembre fundamentalmente de nós , de todos os Portugueses íntegros que tentamos sobreviver com dificulade, neste Portugal governado pelos amigalhaços do extinto, que apesar do luto em que fingem estar, mas que na verdade não sabem viver, continuam a todo o custo a viver o enorme bacanal que arruina Portugal...

No fundo, no fundo, e porque as palavras as leva o vento, que Deus tenha piedade de tão grande pobreza! Cabe-nos perdoar. Mas não temos que esquecer!

Notas a propósito de um "patriótico" discurso de António Barreto, nas comemorações oficiais (do sistema), do 10 de Junho

Após o "patriótico" discurso de António Barreto nas comemorações oficiais do 10 de Junho, em que se não cansou de exortar os antigos Combatentes, veio um Coronel na reforma do Exército Português, ex-combatente no Ultramar, e ao que sei, pessoa de bem, mas aparentemente incauto, sugerir públicamente que se apresentasse esse senhor Barreto, atendendo ao seu "patriotismo", como candidato suprapartidário à Presidência da República. Penso que esse senhor Coronel não tem razão  na apreciação que faz do Senhor António Barreto, nem naquilo que para ele propõe.

O Senhor António Barreto, sempre foi um esquerdista, sempre foi um homem desse Abril que desrespeitou os verdadeiros militares, e que levou o país à penúria.

À semelhança de muitos outros esquerdistas, por coincidência ou não, quase todos Soaristas, está agora preocupado com a situação a que o País foi conduzido (pelos seus "compagnons de route"), e afirma preocupar-se - lágrimas de crocodilo - com o Estado da Pátria, mostrando um estranho desvelo relativamente aos antigos combatentes, e fá-lo misturando a Guerra do Ultramar com a Flandres, Aljubarrota, o Iraque ou o Afeganistão. Na Flandres, fomos uma espécie de D. Quixotes da República Maçónica - metemo-nos onde não devíamos, não obstante o heroísmo daqueles que por lá se bateram; em Aljubarrota, fomos heróis Portugueses de facto, na luta pela nossa independência face a Castela; no Iraque ou no Afeganistão, somos uma espécie de mercenários que vão lutar pelos interesses não se sabe bem de quem; no Ultramar, travámos uma luta heróica de treze anos contra os interesses estrangeiros, corporizados em meia dúzia de terroristas, que em 25 de Abril, excepto na Guiné, já haviam perdido a guerra. Portámo-nos como canalhas! Não falou pois o senhor Barreto de coisas comparáveis, quiçá as mais semelhantes, pelo seu espírito Nacional, sejam Aljubarrota e a guerra de defesa do nosso Ultramar! Enfim, um discurso assim feito, serve para todos os gostos. O seu esquerdismo "blasé" fica então atenuado, procurando além do mais agradar a gregos e a troianos. Acresce que afirma de um modo “discreto”, a sua preferência pelos militares “que ajudaram a fundar o Estado Democrático” (sic), ou seja, por aqueles que de uma forma inequívoca traíram a sua (nossa) Pátria, vendendo-a a retalho, e conduzindo-a à banca rota. Prefere certamente Rosa Coutinho, a um qualquer herói do Ultramar, como por exemplo o Tenente Oliveira e Carmo, que tivemos a oportunidade nós de homenagear nas verdadeiras comemorações patrióticas do 10 de Junho.

O verdadeiro palco de Homenagem aos Combatentes do Ultramar, é um sítio muito místico e especial, é o Forte do Bom Sucesso, como certamente saberá esse senhor Coronel, (e acredito que o frequente pelo menos nos 10 de Junho), onde todos os anos um número apreciável de bons Portugueses se junta, não para distribuir condecorações, ou para fazer discursos hipócritas, porque desenquadrados, mas para homenagear quem com honra e garbo deu a vida pela Pátria, em territórios que eram nossos por direito, e que nos foram roubados com a anuência e/ou ajuda clara dos Senhores Antónios Barretos e Mários Soares a que temos direito. Mas isto, a Imprensa não mostra, porque não convém!

Penso que esse senhor Coronel se terá enganado na pessoa, e se terá deixado levar por um palavroso qualquer, que só agora, passados 36 anos da desgraça a que fomos conduzidos,  faz um discurso pseudo-patriótico, talvez porque isso comece a ser "bonito", comece a ser moda. Onde esteve o senhor António Barreto até esta data? A dormir? A filosofar, enquanto a Pátria definhava? No dia 25 de Abril, ou na Descolonização, levantou alguma vez a voz em nome da Pátria? Obviamente que não. Ele era um “homem de esquerda”!

Esse senhor é do sistema, e portanto não serve. Pior, teve responsabilidades, creio até que governativas, num qualquer desgoverno socialista dos que se sucederam à data negra do 25 de Abril.

Penso que a sua sugestão de catapultar esta figurinha para a Chefia do Estado, peca por precipitação, ou por desinformação, ou por distracção. Não pode ser outra coisa, uma vez que sei esse Coronel haver defendido, como bom militar, a Pátria no Ultramar, e inclusivamente haver sido saneado após o 25 de Abril.

Acresce que esse senhor Barreto, se não estou em erro, ou foi refractário, ou desertor, facto que como Militar que é, concordará que agrava o seu passado, não o tornando recomendável como Chefe de Estado "alternativo" a estes vermes que nos desgovernam, ainda que estivesse verdadeiramente arrependido do passado vergonhoso que tem! É que le não é uma alternativa, é mais do mesmo!

A verdadeira homenagem aos Combatentes do Ultramar, faz-se, como acima disse, frente ao Forte do Bom Sucesso, junto a Monumento próprio, onde aliás Mário Soares foi vaiado, numa tentativa hipócrita de ele também fingir querer homenagear aqueles que traiu quando descolonizou. É aí que eu estou também todos os 10 de Junho, pois que, apesar de não ter idade para ter sido combatente, me sinto bem, me sinto entre os “meus”, aqueles que acima de tudo nunca tiveram a tentação, uma vez que fosse, de trair a Pátria. Antes pelo contrário!

Estamos todos fartos desta gente de Abril, e se o Senhor Cavaco obviamente não serve, não será um indivíduo ainda mais tenebroso que ele, que vai servir... Quem, seria, não sei. Mas nem Cavaco, nem qualquer um dos que se apresentam, sejam de esquerda, de direita, ou de "extrema"-direita, nem o Sr. Barreto, servem. Disso, estou eu seguro. Isto já não vai lá com “panos moles"! Precisamos de Portuguesismo puro, e de competência, precisamos de um Estadista! E esses, aparecem como apareceu o nosso Salazar: uma vez, de vez em quando. E não se fazem avisar, nem são pavões de palanque.

Nos tempos que correm, temos que ter todos muito cuidado. É que toda esta canalha está a tentar afinar pelo diapasão linguístico dos bons portugueses. Talvez para abandonar o barco, quando e se ele se afundar de vez, sem ter que se afogar no mar de miséria que eles próprios criaram… É que eles não têm estofo de Heróis! E é de Heróis que precisamos, nem que seja para recordar!

Estes homenzinhos são palavrosos, e como tal, perigosos. São aliás, como acima disse, quasi todos Soaristas, o que de per si é um péssimo cartão de visita, como se concordará.

São assim, estas vozes "preocupadas" e "Patrióticas" que de vez em quando ouvimos, vozes de burro. E essas, como diz o Povo, não chegam ao céu...

António Barreto, esse senhor Coronel que me perdoe, não serve. Não serve, nem para motorista de um ministrozeco qualquer deste sistema! Quanto mais, para Chefe de Estado!

Precisamos de mais, e diferente. Sem isso, continuaremos neste sistema que nos empobrece, nos desanima e nos atordoa, facto que para ninguém é bom. Nem para nós, nem para a Pátria que amamos. A bem da Nação!

Tenente Oliveira e Carmo, um Herói Português na Índia Portuguesa

Em vésperas do 10 de Junho, homenagear Oliveira e Carmo, um Herói Português
Concluiu o curso secundário no Liceu Pedro Nunes em 1954, tendo ingressado na Escola do Exército em Outubro do mesmo ano para efectuar os estudos preparatórios ao ingresso na Escola Naval. Promovido a
Guarda-marinha em 1 de Maio de 1958, embarcou em vários navios, Concluiu o curso secundário no Liceu Pedro Nunes em 1954, tendo ingressado na Escola do Exército em Outubro do mesmo ano para efectuar os estudos preparatórios ao ingresso na Escola Naval. Promovido a Guarda-marinha em 1 de Maio de 1958, embarcou em vários navios, tendo também prestado serviço na Superintendência dos Serviços da Armada e no Comando da Flotilha de Patrulhas. Foi promovido a Segundo-Tenente no último dia daquele ano.
Serviu a bordo dos patrulhas “Boavista” e “Porto Santo” e na fragata “Pêro Escobar”, onde o seu elevado brio, o seu inquestionável sentido das responsabilidades e do dever e o seu exemplar aprumo militar
foram alvo dos maiores elogios. Nomeado comandante da lancha de fiscalização “Vega”, a prestar serviço em Diu, para ali partiu no Verão de 1961.
Naquele território, à semelhança dos restantes que faziam parte da Índia Portuguesa, pairava desde há muito a ameaça de anexação pela poderosa União Indiana. A temida invasão acabaria por se concretizar,
de forma esmagadora, na madrugada de 18 de Dezembro de 1961. O combate extremamente desigual que se desenrolou constituiu o ponto culminante da curta carreira de Oliveira e Carmo, que no seu abnegado
heroísmo viria a escrever uma das mais gloriosas páginas da nossa História Naval. O COMBATE Tendo saído de Diu em 17 de Dezembro, a “Vega” fundeou frente a Nagoá às 22H00 desse dia. Na
madrugada do dia 18, por volta das 01H40, foram ouvidos tiros em terra pela praça de serviço. Alertado, o Comandante manda ocupar postos de combate e suspender*.
Dirigiu-se então a lancha na direcção de um contacto radar não identificado que navegava a cerca de 12 milhas da costa. Por volta das 04H00, esse navio, visualmente identificado como um cruzador, lançou
granadas iluminantes e abriu fogo de metralhadora pesada sobre a “Vega”, que retirou para Diu e fundeou.
Ás 06H15 suspendeu e aproximou-se novamente do cruzador, onde foi vista, içada no mastro, a bandeira da União Indiana. A lancha regressou ao fundeadouro e Oliveira e Carmo fardou-se de branco para,
segundo afirmou, morrer com mais honra. Às 07H00 foram avistados aviões a jacto efectuando bombardeamento sobre terra. O Comandante reuniu a guarnição e leu-lhes as ordens do Estado-Maior da Armada, segundo as quais a lancha deveria combater até ao último cartucho.
Cerca das 07H30 aproximaram-se dois aviões para bombardear a Fortaleza e Oliveira e Carmo mandou abrir fogo sobre eles com a peça de 20 mm (um dos aparelhos acabaria por ser atingido e obrigado a
aterrar). Estes, na turalmente, ripostaram. Agilmente manobrada pelo seu comandante, a “Vega” esquivou-se às primeiras rajadas.
No entanto, um novo ataque, desta vez com fogo cruzado, matou o marinheiro artilheiro António Ferreira e cortou pelas coxas as pernas de Oliveira e Carmo que, ainda com vida, retirou do bolso e beijou as
fotografias da mulher e do filho pequeno. Deflagrara entretanto um violento incêndio, que rapidamente se propagou à casa da máquina e à ponte. A peça foi abandonada, em virtude do seu reduto se ter tornado intransitável devido aos buracos causados pelos projécteis inimigos e pelo incêndio, que já grassava no convés. A guarnição tentou então arriar o bote para evacuar o Comandante, mas um novo ataque aéreo feriu
mortalmente Oliveira e Carmo, tendo também sido atingidos três marinheiros (um deles, marinheiro artilheiro Fernandes Jardino, com a perna esquerda cortada pela canela, viria a falecer no trânsito para terra).
Com o bote inutilizado e a lancha completamente tomada pelas chamas, viram-se os sobreviventes obrigados a nadar em direcção a terra, agarrando-se os feridos a uma balsa. Sacudida pelas explosões das
suas próprias munições, a “Vega” acabaria por se afundar, arrastando consigo o corpo do seu heróico Comandante.
Oliveira e Carmo foi, a título póstumo, condecorado com a Medalha de Valor Militar com Palma, agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada e promovido por distinção ao
posto de Capitão-Tenente. Foi patrono do curso 1962/1967 da Escola Naval. * Levantar o ferro CONDECORAÇÃO A TÍTULO PÓSTUMO O. D. A. Nº172 de 3-2-1962 Ordem Militar da Torre e Espada
Considerando os excepcionais dotes de nobreza, de carácter e de bravura revelados pelo segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo no comando da lancha de fiscalização Vega nas águas de Diu,
no dia 18 de Dezembro de 1961; Considerando o exemplo que deu aos seus homens, mantendo a mais lúcida coragem, mesmo depois de ter as pernas cortadas por uma rajada inimiga, após uma acção brilhante nas proximidades do Castelo de Diu;
Considerando que a sua conduta honra as tradições heróicas da nossa história e é um exemplo para quantos têm por missão sagrada a defesa da nossa pátria; Usando da faculdade que me confere o Decreto nº 16449, de 30 de Janeiro de 1929, nos termos do artigo nº 44 do Regulamento das Ordens Portuguesas e do artigo 1º do Decreto nº 21220, de 22 de Abril de 1932:
Hei por bem conceder, a título póstumo, o grau de comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, de Valor, Lealdade e Mérito, ao segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo.
PROMOÇÃO A TÍTULO PÓSTUMO
Decreto-Lei nº 44972, de 11 de Abril O/A. Nº 9, de 17-4-1963
O segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo, em 18 de Dezembro de 1961, nas águas do Estado da Índia Portuguesa, revelando acrisolado amor pátrio, alta consciência do dever e elevadas
virtudes militares, crificou gloriosa e heroicamente a sua vida em defesa da pátria. O Decreto-Lei nº 28210, de 23 de Novembro de 1937, apenas prevê que seja feita de grau em grau hierárquico a
promoção por distinção dos oficiais da Armada; no entanto, a extraordinária e exemplar acção do segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo contra o inimigo externo, premiada com a comenda da Ordem Militar da Torre e Espada e a medalha de ouro de valor militar com palma, situa-se entre os mais edificantes feitos de armas que a nossa história regista e justifica, por isso, que a Nação o reconheça de forma excepcional. Nestes termos: Usando da faculdade conferida pela 1ª parte do nº 2º do artigo 109º da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo único. É promovido, por distinção, a título póstumo, ao posto de capitão-tenente o segundotenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo.
Publique-se Almirante Américo de Deus Rodrigues Thomaz 

QUANDO O GOVERNO DE PORTUGAL HOMENAGEAVA OS SEUS HERÓIS E NÃO OS SEUS TRAIDORES

Teresa(o) e Helena(o) - um muito obrigado ao Presidente Cavaco

Soube-se hoje pela manhã que duas indivíduas do sexo feminino (mas que pelos vistos a ele renegam), se uniram legalmente pelos laços do casamento.
Todos sabemos que em Portugal já vale tudo, desde a vigarice, passando pela incompetência, até à miséria moral.
E é de miséria moral que se trata, quando se fala em CASAMENTO entre (indivíduos ou indivíduas) do mesmo sexo.
Este acto de miséria moral, há muito que está escrito na agenda política da esquerda, ansiosa que está por contribuir para o labor da destruição do tecido social nacional, já que pouco mais há a destruir nesta Pátria aviltada.
Hoje casam legalmente duas indivíduas certamente desequilibradas, ou provocadoras. Podia não ter sido hoje, e tê-lo sido de aqui a algum tempo mais. Mas sua Excelência, o Presidente de Boliqueime, entendeu que na sua agenda moral havia assuntos mais importantes do que o Veto à lei iníqua. Afinal, sua Excelência não é um qulquer "pregador", é uma autoridade "em números".
É certo que a Lei poderia passar mais tarde, depois de devolvida ao Parlamento, e aprovada pela maioria de esquerda - e certamente com algumas abstenções em pelo menos um dos partidos ditos de direita. Mas foi aplicada hoje e já, porque um Presidente mal preparado socialmente, entendeu não ser relevante marcar uma posição ética, que corresponderia à vontade da maioria do eleitorado que o fez chegar a Belém...
O Presidente diz-se católico, mas hoje foi como que o "Ministro" de um acto anti-católico e vergonhoso. O Presidente, que parece ser bom em números, é muito fraco em ética e em moral, é muito fraco no reconhecimento da vontade da maioria daqueles que lhe deram o "poleiro". Ou seja, é mal agradecido para com os muitos Católicos que nele votaram, e que publicamente se encontram revoltados com a atitude indigna que tomou.
É este o mal das Repúblicas. Permitem a qualquer indivíduo sem preparação, ascender ao mais alto cargo nacional: a Chefia do Estado. Está feito, passemos a um próximo episódio. A falta de inteireza do homem de Boliqueime, foi hoje consumada: porque não vetou a lei, "abençoou" sem necessidade uma aberração, aberração essa que poderia ser ainda mais adiada, ou, com sorte, não permitida.
Se a Pátria está mal economicamente, com os políticos que tem, dir-se-ia que está muito pior moral e eticamente. Mas foi isto, pelos vistos, que os Portugueses escolheram.
Aqueles que procuramos ser correctos, ter uma boa conduta moral, ser honestos e trabalhadores, não temos mais que pagar impostos, e calar. É que se ninguém pagasse Impostos, o senhor de Boliqueime poderia ter de voltar para a bomba de gasolina do Pai, para honradamente ajudar a abastecer as viaturas dos veraneantes que calhassem passar por uma povoação algarvia em tempos chamada de Poço de Boliqueime...
Mas isso nos tempos "democráticos" que correm, é apenas uma fábula. A fábula do menino que se extasiou com a cidade, mas que, por não estar preparado para nela ser alguém, teve que voltar à aldeia...
Ía eu no outro dia pela rua, e ouvi dizer a uma adolescente que estava apaixonada pelo animal lá de casa, e que com ele queria casar, porque vivia num país livre. Apeteceu-me dizer-lhe para esperar (pouco), que em breve isso poderá vir a ser possível. E com a aprovação tácita do Presidente da República, mesmo que se auto-intitulasse católico. A criatura olhou para mim com uns olhos ao mesmo tempo de felicidade, e de descrença. Seria possível ir tão longe, e constituir uma familia feliz, com o periquito por quem se apaixonara?...
Hoje, existe plena liberdade de acesso a tudo, e a todos os lugares. Mesmo que se não esteja preparado. É o Portugal que nos impingiram em Abril de há quasi 40 anos! É o exemplo que damos aos nossos filhos, que serão os homens de amanhã.
Ao meu filho, não! Asseguro! Porque le há-de saber bem quem tem sido a canalha que tem vindo a destruir a Pátria Lusíada nos últimos tempos! E saberá, como o Pai, dizer: NÃO!

Rosa Coutinho - na morte de um canalha

Poucas palavras para tão grande canalha.
Morreu ontem um traidor à Pátria da pior espécie. E afirmo-o depois de morto, como o afirmei enquanto era vivo, enquanto o afirmo relativamente a todos os "obreiros" ainda vivos ou já no inferno, da descolonização e do 25 de Abril de má memória! Muitas vezes se devem baixar bandeiras perante a morte. Mas não é este o caso.
Com Rosa Coutinho, que infelizmente não conseguimos ver julgado e condenado em vida por crimes de genocídio contra a humanidade pelos seus "feitos" em Angola, gostaríamos também de ver Almeida Santos, e Mário Soares entre muitos outros. E quanto antes.
Esta gente destruíu a Pátria, e colocou o nosso Ultramar na fome e na guerra civil. É muito grave.
Ficarão todos na história de Portugal pelas piores razões: destruiram a Pátria, e contrbuíram para a morte e desgraça de muitos Portugueses de todas as raças e credos. Foram quiçá ainda piores que Miguel de Vasconcelos!
A justiça de Deus, é incomensurável face à justiça humana, hoje tão falha de eficácia e de ética.
Estou certo de que Rosa Coutinho, o Almirante de sorriso alvar e provocatório, arde hoje, junto a muitos outros traidores e criminosos, nas chamas de Satanás, seu particular amigo!
Eles vão indo. Mas a história, essa, não o esquecerá jamais! Os seus nomes ficarão escritos a vermelho. Vermelho de sangue, vermelho de marxismo, vermelho de sofrimento.

O Veto, o homem de Boliqueime, e o Papa

O Presidente de Boliqueime, que foi eleito não pelos seus dotes culturais ou políticos, que os não tem, mas porque os Portugueses já estavam fartos do enfadonho e tortuoso Soares, está a revelar-se, para além de inculto, espertalhão e com pouca coragem.

De facto, ao não exercer "por razões de estado" a sua opção de veto à lei do casamento de invertidos, mostrou muita falta de coerência na sua ética pessoal, e nos valores cristãos que afirma abraçar.

Esteve à espera da visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI, bajulou-o, com a sua esposa "lambuzou-lhe" o anel, e acabou por, em termos católicos, mal o Papa partiu, comportar-se como uma espécie de Judas. Não levou os princípios até ao fim, em nome de um argumento vazio. SUJOU-SE por pouco.

Quem tem os seus valores bem firmes, não prescinde por nada deles.

Foi o mesmo Bento XVI que o homem de Boliqueime bajulou, que afirmou claramente em Fátima que o casamento era indissolúvel, e um acto entre homem e mulher. Esperar-se-ia do homem de Boliqueime que vetasse a Lei, mesmo que a canalha do Parlamento a voltasse a aprovar. Um Homem a sério, leva os seus princípios até às últimas consequências. E em matéria de valores morais e éticos, não se cede, nem por "razões de estado", sejam elas quais forem.

O homem de Boliqueime, contrariando a vontade do meio milhão de pessoas que em Fátima receberam o Papa, mais aqueles que por qualquer razão não puderam ir, mas que o seguiram pela televisão (os "shares" provam que não foram poucos), cedeu ao lobby gay. Não correspondeu aos valores da plataforma de portugueses que nele votou. Cometeu um acto grave, em matéria de principios.

Como alguém disse em tempos, creio que Vasco Pulido Valente, Cavaco saíu de Boliqueime, mas Boliqueime não saíu de Cavaco. O Presidente mostrou ser pequenino, e frágil na aplicação dos valores supremos da civilização cristã. Assim sendo, não merece os votos de muitos dos que nele votaram.

Nas próximas eleições presidenciais, quando fôr para escolher entre Cavaco e outro ou outros candidatos que defendem abertamente as propostas da esquerda gay-maçónica, não vale a pena sujar-nos na fraude que está provado serem as eleições.

Os Portugueses votam em programas, em valores, e os candidatos, por interesse próprio, quando se vêem no poder, exercem os seus cargos de acordo com os seus interesses, e não com os daqueles que neles votaram. Não interessava ao homem de boliqueime marcar uma posição radical, vetando a Lei. Assim, com umas palavras bonitas, deu o seu avale àqueles que querem destruir a sociedade, com mais esta aberração. NÃO SOUBE MARCAR UMA POSIÇÃO RADICAL. E a mensagem do Catolicismo, é radical, não é moldável.

Para mim, hoje, o senhor de boliqueime, vale o mesmo que o poeta Alegre, ou que o "médico sem fronteiras". São todos fruto da "cultura dominante", são todos fruta de Abril, não têm os meus princípios. NÃO ME SERVEM.

Cavaco não terá o meu voto. Como não terá o de muitos outros portugueses como eu. Porque o Poço de Boliqueime, na sua pequenez, não saíu de facto do seu interior. Não conhece a expressão COERÊNCIA DE VALORES. E para mim, está tudo dito. Os meus valores e os meus princípios, não se coadunam com o voto útil numa qualquer alma pobre de boliqueime.

São todos iguais, estes homens que "nasceram" em Abril! E este senhor de boliqueime, se não fosse Abril, limitar-se-ia a ser um bom técnico de contas, ou economista. Não tem de facto craveira de Estadista. E é de Estadistas, que Portugal necessita!

 

Bento XVI no Terreiro do Paço

Assisti ontem a uma profunda e tocante cerimónia no Terreiro do Paço, local pleno de sinistros simbolismos Maçónicos. Mais concretamente, assisti à Celebração da Santa Missa, pelo Papa Bento XVI que por estes dias nos honra a todos os Portugueses, com a sua visita a estas tão maltratadas Terras de Santa Maria.
Terá esse local sido escolhido pelo seu forte simbolismo Maçónico, ou por outras razões? Nunca o poderemos saber! Houve quem se insurgisse contra a escolha do local, presidido ao centro pelo Rei maldito, e ele próprio com as ruas adjacentes, uma pujante afirmação de simbologia Maçónica. A minha leitura é, por esta vez porém ligeiramente diferente da de outros Amigos meus.
Tenho de facto uma leitura simultâneamente paralela, e diferente: que ambiente melhor para "destruir" a Maçonaria, que aquele que se viveu ontem nessa espécie de Templo Maçónico, pleno de Maçons nos lugares "VIP", com seus ares macambúzios, mas completamente "abafados" pelo Espírito Santo que desceu sobre essa mesma Praça Maçónica, sobre os milhares e milhares de almas fiéis e não Maçónicas que assistiram à Santa Missa, o bom fundo da Alma Lusíada,  que se quiz juntar ao Sucessor de Pedro numa afirmação do mais puro Catolicismo desta Nação Fidelíssima?
Como sabemos existem pelo mundo fora, e também em Portugal, não poucos templos religiosos plenos de simbologia Maçónica; aliás, como é conhecido, desde a Idade Média que os pedreiros-livres faziam questão de deixar as suas "marcas" , umas mais fortes, outras mais discretas, nos templos que construíam e que depois se destinavam ao Culto Divino.
Não sei se houve alguma intenção sinistra por detrás do local escolhido para a celebração. Acredito que possa ter havido, (Estado e Igreja estão minados pelos fumos de Satanás), como aliás o próprio Santo Padre o admitiu em relação à Igreja, em discurso no avião, ainda antes de aterrar em Portugal. 
Estou certo no entanto de que se a houve -acredito que possa ter sido coincidência- o Espírito Santo se encarregou de fazer falir a intenção.
E a manifestação foi belíssima, e nela podemos encontrar também outros simbolismos que nos são caros: a partida das Caravelas, a Evangelização dos Povos Lusíadas que nos encarregámos de converter, o Cristo Rei em fundo, construído em agradecimento por Salazar, de uma forma sábia, ter salvo a Pátria Lusa de entrar na Segunda Guerra Mundial.
Enfim, há que estar alerta com os "Mestres do Supremo Arquitecto". Eles estão aí, e ao lado de Satanás, não se cansam de atacar a Deus. Mas estou cada vez mais certo de que a Virgem Maria e o Anjo de Portugal, protejem a nossa Pátria do assalto definitivo dessa gente sinistra.
E assim, vejo as coisas de outro modo: que gozo me deu ontem participar nessa maravilhosa Cerimónia, num fundo de rituais Maçónicos, vencidos pela força da Fé de um Povo, inspirado por nada mais do que pelo Espírito Santo. Uma vez mais, vencêmo-los!
Mas é só uma batalha, que a guerra ainda não está ganha. Há ainda muito a fazer, temos que rezar muito por este pobre povo enganado e vlipendiado, à semelhança da sua Pátria Secular, que contra tudo e contra todos, se bem que moribunda, insiste em não desfalecer, e ressurge pujante nos momentos mais incríveis, e quasi sempre ligada ao Santo Nome de Deus.
Ontem foram invocados pelo Santo Padre, em frente ao Rei maldito, os nomes de não poucos Santos Portugueses ligados à nossa gesta, e à nossa Independência. Destaco a invocação de São Nuno de Santa Maria, aquela espécie de guerreiro e monge que é rara, e só aparece de vez em quando.
Parto agora mesmo para Fátima, para rezar à Virgem, junto ao Papa, por muitas intenções, onde a nossa querida Pátria está obviamente incluída. (Hossana, Rainha de Portugal...)
E estou certo de que a Virgem protectora, com o Anjo de Portugal que nos proteje contínuamente, nos não desamparará, nestes tempos de provação, por muito que os sinistros Maçons tentem destruir e apropiar-se dos nossos Valores mais sagrados: Deus, Pátria, Rei e Família. Eis aquilo que eles atacam, e o nosso Povo se encarregará de defender não nas urnas de voto, porque ilegítimas, mas na vida comum, santificando-se nela própria, e através do trabalho.
Que Deus seja Louvado, que o Papa deixe em Portugal a sua melhor e maior mensagem de Fé, para que as Almas de todos nós sejam impregnadas pelo espírito Santo, neste Império do Espírito Santo que foi de facto Portugal, e que agora se limita a viver de recordações!

Convite, por Padre Pedro Quintela

Já lhe conhecia a voz dos seus tempos da TSF. Agora, sempre que oiço no carro a Antena2, com o desejo, sem mais, de ouvir música clássica, sai-me sempre ao caminho essa mesma voz, facilmente reconhecível pela contínua ambição de debitar opinião sobre tudo. E se lhe falta o génio dos mestres transborda-lhe na voz o sentido doutrinário/sanguinário própria dos reaccionários de esquerda: propaganda dos seus, obnubilamento dos outros (para quando musica de Arvo Part, Penderecki, Gorecki?, porquê o apagamento da biografia dos compositores das suas convicções religiosas, dos antigos a Stravinsky e Falla?), referências continuamente venenosas e ácidas no que se refere à Igreja Católica.
Hoje excedeu-se. Sobre um cónego do Porto, músico afamado neste país pequeno, tratou de dizer logo, com todas as letras, que é suspeito de pedofilia. E pronto, está lançado o anátema. Sem sequer o caso estar a ser julgado em tribunal, eis que o juiz da Antena2 lançou o seu veredicto.
Daí o meu convite. Não a que se eleve à altura das coisas do espírito, que só são belas, perduravelmente belas, se o são no espírito de verdade. Não apenas a que refira, ou convide os seus correligionários a referir, com igual gosto e languidez os nomes de toda a rapaziada envolvida no processo da Casa Pia, oficiais do estado e outros. Mas parece-me que seria saudável, no entanto, para sabermos com que linhas nos cosemos, que se referi-se às dificuldades de Eugénio de Andrade, nome maior da sensibilidade pederasta da nossa terra, ou de Lagoa Henriques – esse da estátua do Pessoa no Chiado - que se divertia com os seus modelos meninos, ou ainda uma palavrinha sobre o João César Monteiro e o seu documentário sobre a Sophia, e o modo obcecado como filma a criança sua filha (à venda na FNAC!) ou à literatura pedófila do Partido Radical Italiano, inspirador dos rapazes do Bloco. Que cite, ainda, Daniel Cohn-Bendit, avatar da cultura libertária de 68, inimigo vencedor do perigoso católico Rocco Buttiglionne na primeira equipa de Barroso (lembram-se?), dinossauro do actual parlamento europeu, e os seus elogios das suas próprias praticas pedófilas. Ou então, se quiser ser mais cosmopolita, ele que nos fale dos passeios de Roland Barthes, esse do Estruturalismo e da Semiótica pela Africa sariana em turismo sexual avant la lettre, ou das aventuras de Paul Bowles na Tanger da sua depravação, mais a Beat Generation sua convidada para o calor marroquino. Que desenvolva os tópicos do Michel Foucault justificando a libertação de todas as censuras sexuais burguesas, e que nos fale ainda do Gide mentor de toda a cultura pedófila e, indo um pouquinho mais atrás, que nos refira o barão von Gloeden e as suas celebres fotografias dos garotos da Itália pobre e, de novo, do Norte Africa apaixonante para essa gente obcecada por meninos. Gostaria também de ouvir duas palavras sobre o Presidente pedófilo Teixeira Gomes, nos 150 anos do seu nascimento, esse que também escolheu para terminar os seus dias a Argélia. E que não se julgue que são coisas perdidas no tempo. O poeta candidato a Belém escolheu para anunciar a sua candidatura a cidade de Portimão, num misto de homenagem ao Presidente escritor e à ética republicana. E pronto, se quiser ser generoso agradeceria, ainda, que nos descobrisse um pouco do mundo das artes nos dias que correm, e basta ficar por Lisboa. Ele que nos fale da gente da musica, do teatro, do cinema, e por aí fora, desses que são livres dos preconceitos cristãos.
E já agora, se quer falar dos padres pedófilos, que não se esqueça de referir que o estudo americano sobre estas misérias, o único até agora de natureza científica, aponta que 90% desses famigerados é homossexual. Sim, desse género de gente que não se deve discriminar, segundo as mais recentes conquistas da legislação portuguesa.
Poderá soar-lhe a ‘chinês’ mas, ainda assim, seria bom que ele dissesse que esses padres são gente muito longe do hábito de ir regular e fielmente ao confessionário, que não são devotos do terço, que desprezam a via sacra e a vida dos santos, que detestam e levantam a voz contra o Papa, contra o Papa do dia, e que embora um Papa suceda ao outro não sucede eles amarem o magistério e a sua doutrina. Que é gente, ainda, sem devoção à Virgem Maria e que sofrem muito por causa da proibição da ordenação das mulheres. Que tendem a considerar o celibato uma imposição antiquada e que são muito tolerantes no que se refere ao aborto. E que, se por vezes, essa gente perversa e perdida vive na Igreja, em versão reaccionária, também lhe são reconhecíveis os tiques: ritualismo extremo (=narcisismo pedante), falta de compromisso com os pobres e a missão, acusação contínua à hierarquia de ceder, eles cuja rigidez exterior revela um mundo pulsional febril. Finalmente, seria curioso que se pronunciasse sobre o facto de a pedofilia ser escandalosa ‘apenas’ no mundo cristão, na tradição cristã. Que se arrisque a fazer um prognostico sobre o que irá suceder daqui a cinquenta anos, nesta estrada estonteante que caminha de causa fracturante em causa fracturante…
E pronto, por aqui ficam estas ideias soltas, sugestões escritas apressadamente, ao correr da pena, com um lamurio final: pobre de Cristo, como sempre e uma vez mais humilhado e ofendido nas traições/perversões dos seus. Gente ‘velha’ esta, tão velha como o golpe nocturno do primeiro discípulo sacerdote perverso. Pobre do vigário de Cristo, cujo coração tem de ser do tamanho católico da misericórdia de Cristo, ou o Senhor não lhe pediria tanto! Pobres de Cristo, os humilhados e ofendidos que só o poder do mesmo Senhor poderá ressuscitar de tamanha ferida. Pobres, ainda, esses pobres de Cristo – os cristãos simplesmente cristãos - que levam sobre o seu coração a dor atroz de tudo isto mas que não puderam jamais ceder aos gritos da multidão, como habitualmente aviltada e acovardada.

Sexta-Feira Santa de 2010

Vivemos hoje a sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor.

A Sua morte na Cruz, para ressuscitar gloriosamente ao 3º dia, no Domingo de Páscoa.

É tempo de reflexão Cristã, ao mesmo tempo em que pensamos nos múltiplos ataques a que a Igreja e o Santo Padre têm vindo a ser sujeitos nos últimos tempos, não sem esquecer as perseguições a que ainda hoje, um pouco por todo o Mundo, a Igreja neste Século XXI, ainda é sujeita.

Vivemos uma época aparentemente  infértil para a religião e para a Fé, em que muitas pessoas, que há já muitos anos têm vindo a preparar o caminho, se aproveitam dos meios que têm à sua disposição, para desferir os mais ignóbeis ataques à Igreja. Esquecem a perenidade e universalidade desta mesma Igreja, que não cairá certamente vítima destes ataques, perpetrados fundamentalmente, e sabe-se bem que sim. pelas forças Maçónicas apostadas em destruir a Igreja e a Família, como célula fundamental da sociedade.

Estamos certos de que no passado a Igreja foi submetida a mais violentos ataques, e resistiu. E sabemos também que é em momentos de crise, que a Igreja cresce.

O terreno é aparentemente fértil, em Portugal, sabêmo-lo bem, para os ataques à tradição; não quer isto dizer que os objectivos consigam ser atingidos em pleno. Tão pouco no Mundo, já que esta campanha é Mundial, e a nossa Fé, a nossa Igreja, é pela Graça de Deus mais forte que todos os seus inimigos!

É tempo de nos unirmos em torno do Santo Padre, e de rezarmos fervorosamente por ele, e pela salvação do Mundo.

Imploremos, de uma forma especial no próximo dia 13 em Fátima, à Santíssima Virgem, pela salvação do Mundo, e pela  salvação de Portugal, outrora "Terra de Santa Maria" e "Nação Fidelíssima".

Os tempos de crise, são sempre tempos ricos para quem tem convicções. Que nos unamos todos aqueles que as temos, e que rezemos pela Igreja em todo o Mundo, que sofre, que é ofendida e vilipendiada, que é perseguida pura e simplesmente por ser depositária da verdade. Apesar de, por ser ela constituída por homens, ser constituída por pecadores, e não por seres perfeitos e infalíveis. Apenas o Santo Padre é infalível. E pela graça de Deus, para desespero de muitos, forte e implacável na defesa da Fé e na da Igreja que chefia..

Que rezemos também intensamente pelo Santo Padre que em breve nos visitará, que o acompanhemos, e que nos não esqueçamos de implorar a Deus pela salvação deste Portugal a saque e amoral em que vivemos, para que possa em breve recuperar o rumo perdido, e atingir a redenção de que tanto carece. 

Domingo, celebraremos a Ressureição do Senhor, contra tudo e contra todos. Recordaremos um ano mais, tempos muito tristes e difíceis da História da Igreja, em que o Filho de Deus se entregou para remissão dos nossos pecados. Recordaremos pois tempos de glória, em que se cumpriram as Escrituras, de um modo radical.

Que em breve possamos agradecer a Deus um Mundo melhorado, o fim das perseguições, sejam elas de que tipo forem, à Igreja, e um Portugal redimido e mais Católico!

A Fé move montanhas! Que a nossa Fé seja forte e coerente, para que sejamos dignos de ser olhados por Deus! Somos de facto um Povo de pecadores, porque não somos Santos. Mas a Paixão de Cristo e o seu aprofundar consciente, merecem que nos esforcemos todos por ser melhores. Os Católicos devem dar o exemplo! A Igreja é de facto Caminho de Salvação. E a Páscoa e a sua mensagem, são sempre tempos de renascimento, tempo de boas notícias. Estamos certos de que elas virão. Para tristeza dos nossos inimigos...

O que eles eram, antes e depois de terem destruído a Pátria: um bando de canalhas

Quando Durão era o Zé Manel


O 25 de Abril a pode ter apanhado as pessoas desprevenidas ou ocupadas, mas o que foram fazer nos dias, meses e anos seguintes foi já da sua inteira responsabilidade.   
Ou irresponsabilidade? 

A pergunta correcta é "onde é que estava no pós 25 de Abril"? 

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  • Durão Barroso, como se vê, era um marxista ferrenho e maoísta fanático;
  • Jorge Coelho foi actor na UDP;
  • Catalina Pestana bloqueou a ponte 25 de Abril.

Texto de Maria Henrique Espada

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A 11 de Março de 1975, Catalina Pestana e vários colegas do MES (Movimento de Esquerda Socialista), acharam que o mundo ia acabar e foram para a sede do partido, na Av. D. Carlos, em Lisboa. 

Foi lá que Catalina e um camarada receberam a ordem: "Vão invadir a margem sul." 

E os dois lá foram, directos à Ponte 25 de Abril, a bordo de um Honda 600 azul. 

O colega de aventura guiava e Catalina, que nem megafone tinha, gritava, cabeça fora da janela: "Camaradas, é preciso unirmo-nos, estão a invadir os ralis." 

Na ponte, dá-se finalmente o que Catalina designa como "a iluminação". 

Um dos dois diz: "Vamos bloquear a ponte." Atravessam a viatura no sentido norte-sul e passaram a pé para o outro lado. 

Conseguem parar um camião e pedem ao condutor:

"Camarada, atravessa o camião aqui, é preciso impedir que passe a reacção."

"Nós não éramos ninguém, éramos uns mangericos, mas ele atravessou mesmo o camião." 

Dez minutos depois havia vários camiões atravessados, estava feito o bloqueio. 

Catalina Pestana ainda hoje se ri quando lembra o episódio:

"Aquilo era uma festa. Se um génio me desse hoje mais dez anos de vida, em troca daqueles dois que vivi a seguir ao 25 de Abril, eu não trocava." 

A ex-Provedora da casa Pia concorreu, pelo MES, às eleições para a Constituinte, em 1975, como número nove por Setúbal, dada a sua ligação à margem sul (não a invasão, mas o facto de ter dado aulas no liceu).

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O partido teve um resultado lamentável, não elegendo ninguém, nem sequer o cabeça de lista por Lisboa: Eduardo Ferro Rodrigues. 

E percebe-se porquê, como explica o futuro secretário-geral do PS: 

"Tínhamos sessões com centenas de pessoas, mas dizíamos que era só para esclarecer e nunca fazíamos apelo ao voto, que votassem em quem quisessem. No final, as pessoas, espantadas, vinham-nos perguntar: "Mas então não querem que a gente vote?!"" 

Ainda bem que não votaram - o embaixador português junto da OCDE reconhece que, na altura, esteve do lado errado da História: 

"Vendo à distância, houve forças com que não estávamos que tiveram um papel fundamental para que a coisa não acabasse mal. Soares, Melo Antunes, Eanes, não eram pessoas que admirássemos." 

O MES é um bom ponto de partida para detectar activistas políticos com futuro promissor, já que o seu primeiro resultado eleitoral é inversamente proporcional ao sucesso dos seus membros. 

Deu dois secretários-gerais do PS (Jorge Sampaio e Ferro Rodrigues), um Presidente da República (Sampaio) e exibe um invejável palmarés de ministros: 

  • Vieira da Silva e
  • Augusto Santos Silva, no actual elenco de José Sócrates,
  • David Justino,
  • Alberto Martins,
  • João Cravinho ou
  • Augusto Mateus. 

Sampaio foi primeiro a sair, assustado com os caminhos do líder Augusto Mateus, que, lembra outro ex-membro, Joel Hasse Ferreira, hoje eurodeputado pelo PS, queria “cavalgar o processo revolucionário a de forma a ultrapassar o PCP”. 

O MES foi extinto em 1978, num mega-jantar no Mercado do Povo, em que foi notada a ausência de Mateus. 

Apesar dos destinos políticos diferentes, alguma lastro ficou. 

Quando, enquanto líder da oposição, foi questionado sobre se se aproveitava alguém do Governo de Durão Barroso, Ferro fez uma ressalva: “Talvez o ministro da Educação, que foi meu camarada.” “Achei-lhe graça”, ri David Justino. 

Ser actor, e político, ao mesmo tempo, foi algo que Jorge Coelho não aprendeu no PS, mas na UDP, com passagem anterior pelo CCRML (Comités Comunistas Revolucionários Marxistas-Leninistas). 

A que também pertenceu Mariano Gago, actual ministro da Ciência e Ensino Superior, que na altura liderou a Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico. 

Os CCRML integram a UDP, em finais de 1974, e o agora CEO da Mota-Engil segue o movimento. 

À época, ser actor era importante por outros motivos que não a arte: assim se levava a revolução ao povo. 

E Coelho também tentou a sua invasão da margem sul por vias pacíficas, no Barreiro, em Almada, desempenhando peças de Brecht e Luís de Stau Monteiro. 

Na peça Sua Excelência, deste último, fez de Sua Excelência. 

Na UDP encontrou vários jornalistas com quem mais tarde se cruzaria como político: estiveram lá

  • António Peres Metello ("Isso é uma outra encarnação minha"),
  • José Manuel Fernandes, director do Público, ou
  • Henrique Monteiro, director do Expresso.
  • João Carlos Espada, director do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, colunista do Expresso, agora um liberal convicto, e "besta negra" da esquerda.
  • Manuel Braga da Cruz, reitor da Católica, por sinal, andou pelo MES.
  • António Vitorino não andava a longe. Esteve na FSP (Frente Socialista Popular), a cisão do PS protagonizada por Manuel Serra, ele próprio cinde, e junta-se a alguns ex-MES no MSU (Movimento Socialista Unificado), onde também está Braga da Cruz. 

Uma testemunha das negociações, Hasse Ferreira, conta que, aos 18 anos, Vitorino marcava pelo discurso e não só: “Era um cabelo... Muito, muito, muito cabelo, comprido, castanho.” 

Se Coelho era actor, Nuno Ribeiro da Silva, ex-secretário de Estado da Energia de Cavaco Silva e presidente da Endesa Portugal, era cantor. Cantava no GAC, Grupo de Acção Cultural-Vozes na luta, ligado à UDP, onde dominava a voz de José Mário Branco.

Cantaram por todo o país, em auditórios, em greves e em acções de rua, no estrangeiro (Franco, em Espanha, correu-os a gás lacrimogéneo) e no festival da canção.

O empresário entoava: "A cantiga é uma arma e eu não sabia, tudo depende da bala e da pontaria."

Mas o entusiasmo era maior que a consequência.

José Mário Branco, num espectáculo no centro de reabilitação de Alcoitão, entusiasmou-se fez um discurso, e instou a assistência a cantar a Internacional, "de pé e punho erguido".

Fez-se silêncio: estavam umas centenas de pessoas em cadeiras de rodas a ouvi-lo.

Ribeiro da Silva tem uma "relação cordial com esses tempos."

Quando foi para o Governo e perguntavam "quem era o fedelho", contava também o currículo político: "Andámos, gostámos e foi giríssimo."

Mas nunca militou em nenhum partido, nem no PSD, a cujo governo foi parar por influência do amigo do Técnico Carlos Pimenta, um JSD de primeira hora, que lhe chamava "um marginal esquerdista". 

Henrique Monteiro da OCMLP e depois da UDP, “a defender só coisas erradas e parvoíces que ainda hoje estamos a pagar.

“Que mil flores desabrochem”, de Mao, era uma frase levada a sério, demasiado a sério. Henrique não apreciava a falta de sentido de humor. Apresentou um colega baixinho que ia intervir, dizendo “agora vai falar o maior marxista-leninista vivo” e ninguém se riu.

Mas se a OCMLP (Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa), em Lisboa, contava pouco na extrema-esquerda – dominava o animado MRPP – a norte, no Porto, era um peso-pesado. Ao ponto de enxotar a concorrência. 

Como sabe Alberto Martins, líder parlamentar do PS, na altura no MES. 

Pedro Baptista, o líder da OCMLP na altura (e hoje candidato à distrital socialista do Porto), conta:

“Começámos a preparar cerco ao Palácio de Cristal, (onde o CDS de Freitas do Amaral tinha marcado o seu congresso) um mês antes, e marcámos para as quatro da tarde.

Quando chegámos, estava lá o Alberto Martins, mais uns, anteciparam-se e tinham chegado às três.

Mas eram meia dúzia, as pessoas ficaram connosco, fomos nós que fizemos o boicote.”

O ex-líder da OCMLP manteve sempre, apesar disso, uma relação cordial com Alberto Martins. 

Também há experiências infelizes. 

O advogado Ricardo Sá Fernandes tem algumas boas memórias do MDP-CDE (O Movimento Democrático Português-Comissão Democrática Eleitoral) – chegou a discursar num comício com o Campo Pequeno cheio, e foi o mais jovem candidato à Constituinte, com 21 anos, a idade mínima, feitos dois dias antes do prazo. 

Era o número dez da lista por Lisboa, seguido de Artur Jorge, futuro treinador de futebol. 

Mas predominam as más memórias. 

Quando os trabalhadores do República invadiram o jornal e expulsaram o director, Raul Rego, Ricardo foi à sede. 

Na entrada, de um lado, havia os comunicados com a posição oficial do partido, de neutralidade. 

Do outro, um molho de caricaturas de Mário Soares, com uma mão no rabo e dizendo: "Ai que me deram no Rego." 

Sá Fernandes passou-se: "Disse-lhes, vocês são uns hipócritas". Já tivera pistas anteriores da hipocrisia: “Na direcção estava o Francisco Pereira de Moura, um católico progressista, e José Manuel Tengarrinha, mas quem mandava era o Lino de Carvalho e o Vítor Dias, que eram funcionários do PCP e estavam ali numa espécie de comissão de serviço!" Saiu no início de 1976. 

José Lamego também tem histórias desagradáveis para contar do pós-25 de Abril. 

Ele, que era um símbolo do partido - tinha 19 anos quando derrubou o pide que atingiu o estudante José António Ribeiro dos Santos, na faculdade de Direito e levou uma bala numa perna e foi submetido a uma das mais longas torturas de sono da Pide, durante 16 dias consecutivos - deixou o MRPP (Movimento Reogarnizativo do Partido do Proletariado) quando chegavam Durão Barroso e Ana Gomes, em finais de 1974. 

"O Verão de desse ano já foi um delírio absoluto, de sectarismo, lutas de rua, as brigadas…" Ainda assim, manteve boas relações com o MR, sobretudo com alguns jovens, mas sempre os achou com falta de humor e excesso de “excitabilidade”. 

Num café de Coimbra, disse “por piada a uns miúdos do MR", que a sétima esquadra americana estava prestes a desembarcar na praia da Figueirinha, perto de Setúbal. Minúscula, por sinal. 

Uns dias depois, viu o general Costa Gomes desmentir na RTP que a Nato estivesse com intenções de intervir em águas territoriais portuguesas. 

"Nunca mais disse piadas." 

Uns vão, outros vêem. 

Ana Gomes estivera nos CAC (Comités de Luta Anticoloniais) antes do 25 de Abril, e chegara a fazer comunicados, na garagem dos pais, com Maria José Morgado, antes do 25 de Abril, "nuns copiadores mal-amanhados", e, em Novembro de 1974, em Novembro, "eles chamaram-me, queriam tomar o poder ao PCP em Direito". 

Assistiu à chegada de Durão Barroso: "Numa assembleia geral da faculdade, foi a primeira vez em que ele apareceu, fez um discurso tão empolgante que alguém disse logo, "peguem nesse miúdo". 

Acabou na direcção da associação". 

Que Ana Gomes também integrou. 

Passou a ir nas tais brigadas de que Lamego não apreciava. 

Na noite em que morreu Alexandrino de Sousa, afogado no Tejo junto ao Terreiro do Paço, Ana teve sorte: saíram duas brigadas de colagem de cartazes (que às vezes acabavam em batalhas campais com brigadas de outros movimentos). 

Ana ia na outra. 

Na de Alexandrino, ia uma ex-namorada de Durão: “Estávamos a colar cartazes e chegou um grupo com carrinhas, barras de ferro, da UEC. Foram-nos empurrando até ao rio, à tareia.” 

Alexandrino não sabia nadar. 

Quanto a Durão, recorda-o assim. “Muito culto, e na faculdade incendiava as audiências. É muito curioso vê-lo agora com um discurso institucional.” 

Margarida Sousa Uva, a futura mulher de Durão Barroso, não foi para ao MRPP por afinidade, mas por convicção. 

Foi Lamego que lhe aprovou a entrada sem a conhecer, com uma recomendação de Saldanha Sanches: "É linda como uma virgem de Boticelli." 

Garcia Pereira foi advogado do caso da morte de Alexandrino de Sousa. Só ele se mantém do MRPP. 

Até Fernando Rosas, outro histórico do MRPP, emigrou para outras bandas. 

João Soares, que nunca foi do MRPP, era solidário na pancadaria: "Tudo o que era acção directa ele alinhava connosco", recorda Lamego, que o reencontraria no PS. 

Como reencontraria Ana Gomes, que criticou a sua ida para o Iraque, como representante português na administração provisória. 

Hoje não se falam. 

Coisas de família – política, entenda-se.

No início deste ano, a procuradora Maria José Morgado descreveu-se assim ao El País: "Éramos um grupelho de universitários. Eu era uma marrona maoísta, uma criatura absurda". 

E ainda: "Arquétipos estúpidos e lunáticos. Queríamos tomar o poder e globalizá-lo. Ainda bem que não o tomámos” 

Olhando para a actual classe política, muita gente conheceu muita gente no pós 25 de Abril. 

Há duas hipóteses de explicação: ou o país é mesmo pequeno, ou a extrema esquerda foi grande. 

E à direita? À direita havia menos gente, menos movimentos e menos animação. 

Pedro Santana Lopes fundou o MID (Movimento Independente de Direito), na Faculdade de Direito, onde também esteve Nuno Rogeiro. 

Paulo Portas militava, imberbe e sem idade para aventuras, na JSD. 

Na direita vista como mais radical, pontuava o MDLP (Movimento Democrático de Libertação de Portugal), que agregou os spinolistas, onde esteve José Miguel Júdice, com vinte e poucos anos, e que já passara pelo MFP (Movimento Federalista Português), que defendeu uma solução federalista para o problema colónia. 

Foi preso a 28 de Setembro de 74, e novamente no 11 de Março. 

Durante o gonçalvismo, foi para Espanha um ano, e “fazia trabalhos políticos ou jurídicos, consultas” para o movimento. 

Não lamenta nada: “Não. O que fiz fi-lo com grande idealismo, se voltasse a ter aquela idade voltava a fazer o mesmo. É bom ser-se radical quando se é novo, é mau é ser-se radical quando se é velho.” JBA

Mário Soares: um "Padrinho" Português?

Mário Soares GOVERNANDO-SE.

Contos Proibidos - Memórias de um PS desconhecido, do seu ex-companheiro de partido Rui Mateus.

O livro, que noutra democracia europeia daria escândalo e inquérito judicial veio a público nos últimos meses do segundo mandato presidencial de Soares e foi ignorado pelos poderes da República.

Em síntese, que diz Mateus ?

Que, após ganhar as primeiras presidenciais, 1986, Soares fundou com alguns amigos políticos um grupo empresarial destinado a usar os fundos financeiros remanescentes da campanha.

Que a esse grupo competia canalizar apoios monetários antes dirigidos ao PS, tanto mais que Soares detestava quem lhe sucedeu no partido, Vítor Constâncio (um anti-soarista) e procurava uma dócil alternativa a essa liderança.

Que um dos objectivos da recolha de dinheiros era para financiar a reeleição de Soares.

Que, não podendo presidir ao grupo por razões óbvias, Soares colocou os amigos como testas-de-ferro, embora reunisse amiúde com eles para orientar a estratégia das empresas, tanto em Belém como nas suas residências particulares.

Que, no exercício do seu "magistério de influência" (palavras suas noutro contexto), convocou alguns magnatas internacionais - Rupert Murdoch, Sílvio Berlusconi, Robert Maxwell e Stanley Ho - para o visitarem na Presidência da República e se associarem ao grupo, a troco de avultadas quantias que pagariam para facilitação dos seus investimentos em Portugal.

Note-se que o "Presidente de todos os portugueses" não convidou os empresários a investir na economia nacional, mas apenas no seu grupo, apesar dos contribuintes suportarem despesas de estada.

Que moral tem um país para criticar Avelino Ferreira Torres, Isaltino Morais, Valentim Loureiro ou Fátima Felgueiras se acha normal uma candidatura presidencial manchada por estas revelações ?

E que foi feito dos negócios do Presidente Soares ?

Pela relevância do tema, ficará para próximo desenvolvimento.

.publicado a 10 de Setembro de 2005, na Grande Reportagem nº 244.

A rede de negócios que Soares dirigiu enquanto Presidente foi sedeada na empresa Emaudio, agrupando um núcleo de próximos seus, dos quais António Almeida Santos eterna ponte entre política e vida económica, Carlos Melancia seu ex-ministro, e o próprio filho, João.

A figura central era Rui Mateus, que detinha 60 mil acções da Fundação de Relações Internacionais (subtraída por Soares à influência do PS após abandonar a sua liderança), as quais eram do Presidente mas de que fizera o outro fiel depositário na sua permanência em Belém, relata Mateus em Contos Proibidos.

Soares controlaria assim a Emaudio pelo seu principal testa-de-ferro no grupo empresarial.

Diz Mateus que o Presidente queria investir nos média: daí o convite inicial para Sílvio Berlusconi (o grande senhor da TV italiana, mas ainda longe de conquistar o governo) visitar Belém.

Acordou-se a sua entrada com 40% numa empresa em que o grupo de Soares reteria o resto, mas tudo se gorou por divergências no investimento.

Soares tentou então a sorte com Rupert Murdoch, que chegou a Lisboa munido de um memorando interno sobre a associação a "amigos íntimos e apoiantes do Presidente Soares", com vista a "garantir o controlo de interesses nos média favoráveis ao Presidente Soares e, assumimos, apoiar a sua reeleição".

Interpôs-se porém outro magnata, Robert Maxwell, arqui-rival de Murdoch, que invocou em Belém credenciais socialistas. Soares daria ordem para se fazer o negócio com este.

O empresário inglês passou a enviar à Emaudio 30 mil euros mensais.

Apesar de os projectos tardarem, a equipa de Soares garantira o seu "mensalão".

Só há quatro anos foi criminalizado o tráfico de influências em Portugal, com a adesão à Convenção Penal Europeia contra a Corrupção.

Mas a ética política é um valor permanente, e as suas violações não prescrevem.

Daí a actualidade destes factos, com a recandidatura de Soares.

O então Presidente ficaria aliás nervoso com a entrada em cena das autoridades judiciais, episódio a merecer análise própria.

.publicado a 17 de Setembro de 2005, na Grande Reportagem nº 245.

A empresa Emaudio, dirigida na sombra pelo Presidente Soares, arrancou pouco após a sua eleição e, segundo Rui Mateus em Contos Proibidos, contava "com muitas dezenas de milhares de contos "oferecidos" por (Robert) Maxwell (...) consideráveis valores oriundos do "ex-MASP" e uma importante contribuição de uma empresa próxima de Almeida Santos."

Ao nomear governador de Macau um homem da Emaudio, Carlos Melancia, Soares permite juntar no território administração pública e negócios privados.

Acena-se a Maxwell a entrega da estação pública de TV local, com a promessa de fabulosas receitas publicitárias. Mas, face a dificuldades técnicas, o inglês, tido por Mateus como "um dos grandes vigaristas internacionais", recua. 

O esquema vem a público, e Soares acusa os gestores da Emaudio de lhe causarem perda de popularidade, anuncia-lhes alterações ao projecto e exige a Mateus as acções de que é depositário e permitem controlar a empresa.

O testa-de-ferro, fiel soarista, será cilindrado - tal como há semanas sucedeu noutro contexto a Manuel Alegre.

Mas antes resiste, recusando devolver as acções e esperando a reformulação do negócio.

E, quando uma empresa reclama por não ter contrapartida dos 50 mil contos (250 mil euros) pagos para obter um contrato na construção do novo aeroporto de Macau, Mateus propõe o envio do fax a Melancia exigindo a devolução da verba.

O Governador cala-se. Almeida Santos leva a mensagem a Soares, que também se cala.

Então Mateus dá o documento a 'O Independente, daqui nascendo o escândalo do fax de Macau".

Em plena visita de Estado a Marrocos, ao saber que o Ministério Público está a revistar a sede da Emaudio,

O Presidente envia de urgência a Lisboa Almeida Santos (membro da sua comitiva) para minimizar os estragos. Mas o processo é inevitável.

Se Melancia acaba absolvido, Mateus e colegas são condenados como corruptores.

Uma das revelações mais curiosas do seu livro é que o suborno (sob o eufemismo de dádiva pública") não se destinou de facto a Melancia mas "à Emaudio ou a quem o Presidente da República decidisse".

Quem afinal devia ser réu ?

Os factos nem parecem muito difíceis de confirmar, ou desmentir, e no entanto é mais fácil, mais confortável, ignorá-los, não se confia na justiça ou porque não se acredita que funcione em tempo útil, ou por que se tem medo que funcione, em vida e as dúvidas, os boatos, os rumores, a 'fama  persistem.

E é assim, passo a passo, que lentamente se vai destruindo de vez a confiança dos portugueses nas instituições.

Por incúria, por medo, por desleixo, até por arrogância, porventura de fantasmas e até... da própria sombra.

Como adenda, e perdoe-se o sarcasmo, pois que é preciso por as coisas no seu devido lugar, talvez conviesse meditar no generoso silêncio dedicado ao conteúdo destes artigos de Vieira, e ao livro de Mateus, por parte de alguns dos e (ste) ticistas do regime quando comparado com a, também ela generosa, campanha em curso contra alguns 'antros' anónimos de pensamento livre e desalinhado...

O próprio "Pai da Democracia", afirmou já no fim do seu Mandato, e quando o escândalo rebentou, que quando saísse de Belém se pronunciaria sobre estes factos. Pura mentira. Pois se a figura está envolvida nesta burla até aos ossos...

Ou, será que as coisas já evoluíram tanto, tanto, que agora só existem depois de serem tratadas em blog ?

É que a Grande Reportagem tem uma tiragem superior a 100.000 exemplares e nós ainda não...

Entretanto, por essas e por outras, os soaristas até gozam, e impudoradamente, nem sequer se preocupam...

Como adenda suplementar convém frisar que o problema não é novo, ou sequer isolado, antes é estrutural e crónico.

Atente-se na GALP e nas maravilhas que por lá se passa (ra) m.

No mínimo, os factos - 'estranhos' - mereceriam uma investigação apurada, judicial e jornalística, no entanto...

*O Polvo,

.publicado a 24 de Setembro de 2005, na Grande Reportagem nº 246. por Joaquim Vieira.

Ao investigar o caso de corrupção na base do "fax de Macau", o Ministério Público entreviu a dimensão da rede dos negócios então dirigidos pelo Presidente Soares desde Belém.

A investigação foi encabeçada por António Rodrigues Maximiano,

Procurador-geral adjunto da República, que a dada altura se confrontou com a eventualidade de inquirir o próprio Soares.

Questão demasiado sensível, que Maximiano colocou ao então Procurador-geral da República, Narciso da Cunha Rodrigues. Dar esse passo era abrir a Caixa de Pandora, implicando uma investigação ao financiamento dos partidos políticos, não só do PS mas também do PSD - há quase uma década repartindo os governos entre si.

A previsão era catastrófica: operação "mãos limpas" à italiana, colapso do regime, república dos Juízes.

Cunha Rodrigues, envolvido em conciliábulos com Soares em Belém, optou pela versão mínima: deixar de fora o Presidente e limitar o caso a apurar se o governador de Macau, Carlos Melancia, recebera um suborno de 250 mil euros.

Entretanto, já Robert Maxwel abandonara a parceria com o grupo empresarial de Soares, explicando a decisão em carta ao próprio Presidente. Mas logo a seguir surge Stanley Ho a querer associar-se ao grupo soarista,

intenção que segundo relata Rui Mateus em Contos Proibidos, o magnata dos casinos de Macau lhe comunica "após consulta ao Presidente da República, que ele sintomaticamente apelida de boss.

Só que Mateus cai em desgraça, e Ho negociará o seu apoio com o próprio Soares, durante uma "presidência aberta" que este efectua na Guarda. Acrescenta Mateus no livro que o grupo de Soares queria ligar-se a Ho e à Interfina (uma empresa portuguesa arregimentada por Almeida Santos) no gigantesco projecto de assoreamento e desenvolvimento urbanístico da baía da Praia Grande, em Macau, lançado ainda por Melancia, e onde estavam previstos lucros de milhões de contos".

Com estas operações, esclarece ainda Mateus, o Presidente fortalecia uma nova instituição: a Fundação Mário Soares. Inverosímil ?

Nada foi desmentido pelos envolvidos, nem nunca será.

*O Polvo, conclusão*

publicado a 1 de Outubro de 2005, na Grande Reportagem nº 247 Por Joaquim Vieira.

As revelações de Rui Mateus sobre os negócios do Presidente Soares, em Contos Proibidos, tiveram impacto político nulo e nenhuns efeitos.

Em vez de investigar práticas porventura ilícitas de um Chefe de Estado, os jornalistas preferiram crucificar o autor pela "traição" a Soares (uma tese académica elaborada por Estrela Serrano, ex-assessora de imprensa em Belém, revelou as estratégias de sedução do Presidente sobre uma comunicação social que sempre o tratou com indulgência.)

Da parte dos soaristas, imperou a lei do silêncio: comentar o tema era dar o flanco a uma fragilidade imprevisível. Quando o livro saiu, a RTP procurou um dos visados para um frente-a-frente com Mateus - todos recusaram.

A omertá mantém-se: o desejo dos apoiantes de Soares é varrer para debaixo do tapete esta história (i) moral da III República, e o próprio, se interrogado sobre o assunto, dirá que não fala sobre minudências, mas sobre os grandes problemas da Nação.

Com a questão esquecida, Soares terminou em glória uma histórica carreira política, mas o anúncio da sua recandidatura veio acordar velhos fantasmas. O mandatário, Vasco Vieira de Almeida, foi o autor do acordo entre a Emaudio e Robert Maxwell.

Na cerimónia do Altis, viram-se figuras centrais dos negócios soaristas, como Almeida Santos ou Ilídio Pinho, que o Presidente fizera aliar a Maxwell.  Dos notáveis próximos da candidatura do "pai da pátria", há também homens da administração de Macau sob a tutela de Soares, como António Vitorino e Jorge Coelho, actuais eminências pardas do PS, ou Carlos Monjardino, conselheiro para a gestão dos fundos soaristas e presidente de uma fundação formada com os dinheiros de Stanley Ho.

Outros ex-"macaenses" influentes são o ministro da Justiça Alberto Costa, que, como director do Gabinete da Justiça do território, interveio para minorar os estragos entre o soarismo e a Emaudio, ou o presidente da CGD por nomeação de Sócrates, que o Governador Melancia pôs à frente das obras do aeroporto de Macau.

Será o Polvo apenas uma teoria de conspiração ?

E depois, Macau, sempre Macau...

2005-10-27 - 02:45:00 Joaquim Vieira, despedido Joaquim Vieira, director da 'Grande Reportagem', detida pelo grupo Controlinveste, foi despedido.  O jornalista foi igualmente informado de que a revista será fechada. 

As razões de tais medidas são desconhecidas. Recorde-se que Vieira tem vindo a escrever sobre o polémico livro de Rui Mateus, onde se aludia a ligações do PS de Soares ao caso Emáudio.

Vivemos evolvidos nos tentáculos de um polvo, cujo "Padrinho" é o "Pai da Democracia". Em nome dessa democracia que o transformou de um desconhecido miserável numa espécie de Senador deste regime da traição, Portugal recuou mais de 3 décads, e é hoje uma espécie de "pé-descalço", afundado numa crise ímpar, e em que cada vez há mais gente com dificuldades, enquanto que os membros dessa Máfia vão enriquecendo em poder, vaidade, e bens materiais.

Não dfuvidamos de que alguém ganhou dinheiro com a "Descolonização exemplar"; e com a entrega de Macau? Quem ganhou no processo de transição? Esse tem um nome claro. É um bandalho chamado Mário Soares.

Para quando o julgamento dos responsáveis, e a recuperação da Pátria?...

A família Soares, ou como também pode existir Máfia não Calabresa em Portugal...

Excelente resenha sobre o Soarismo, a que está contida  nos Contos Proibidos de Rui Mateus.

Ainda em Portugal acompanhei muito de perto todo esse processo através da saudosa Helena Sanches Osório do Independente que tornou público o que viria a ser conhecido como o "fax de Macau", cuja autenticidade sempre se contestou e que  terá sido, segundo alguns, um documento forjado para desviar a atenção em relação aos reais implicados, dentre eles, Mario Soares. Pela denúncia, Helena Sanches Osório foi ameaçada de morte através de cartas anonimas enviadas para o jornal , de bilhetes deixados no pára-brisas do seu carro. Sua família não foi igualmente poupada. Encontrei-me com ela a meio do caminho entre Porto e Lisboa para receber um envelope amarelo, lacrado com a recomendação de dar conhecimento público do seu conteúdo caso alguma coisa lhe acontecesse. Isso às vésperas de Helena ser ouvida no Tribunal da Boa Hora. Ou seja, os carapaus sentaram-se todos no banquinho mas os tubarões foram protegidos.

Quando João Soares sofreu o acidente aéreo ao regressar de Angola, Mario Soares encontrava-se em visita de Estado a Hungria mas apressou-se a encomendar a uma proeminente figura feminina do PS que se deslocasse ao local do acidente e tratasse de limpar os vestígios da grande quantidade de  marfim que vinha a bordo e, que , segundo alguns, terá sido a causa da queda do avião. E assim, enquanto João Soares era transferido para um hospital na Africa do Sul, o marfim a bordo era recuperado e colocado a salvo.

E o que dizer das negociatas entre Mario Soares e Carlucci para impedir que o "comunismo tomasse conta de Portugal"? Quanto terá levado Mario Soares nesse "esforço patriótico"de jamais se ter aliado a Cunhal?

E o Antonio Vitorino com as suas perninhas curtinhas atravessando a Europa carregando malas cheias de dinheiro recolhido nos casinos de Stanley Ho?? E quem pag ou as obras da casa que hoje alberga a Fundação Mario Soares ali em frente a São Bento ? Stanley Ho!! O mesmo que ganharia logo a seguir a concessão para a exploração do jogo no Casino Estoril.

Almeida Santos? Esse andou pelo Minho recolhendo financiamentos para a campanha do Jorge Sampaio. Um industrial textil de São Martinho do Campo doou , na época, o que seria hoje equivalente a 250 mil euros. Terminada a campanha, Jorge Sampaio eleito, o tal industrial , convidado para o evento da posse, dirige-se ao presidente  e lembra-o da doação feita. Jorge Sampaio nega tê-la recebido, o industrial não se conforma, aperta Almeida Santos e descobre que o dinheiro tinha ido parar nos cofres do Partido Socialista para futuras campanhas. Ameaça fazer uma denúncia sobre isso mas é neutralizado pelos socialistas de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Braga. Engraçado é que todos esses socialistas ascenderam na hierarquia do PS. Ou seja, favores prestados, favores pagos.

O poder da família Soares  ainda hoje é enorme. Mesmo no recente escandalo lá apareceu o tal engomadinho da PT, o tal que serviu de testa-de ferro : sobrinho de Mario Soares!!

Não tenhamos ilusões: em países como Portugal onde se mantém a mentalidade da Corte de D.João VI, o silêncio vale ouro e os amigos do Rei serão sempre protegidos. Cem anos de República e nada mudou.

A História fará justiça. Nada como o tempo, o grande escultor, para dar forma a tudo. Acho que a História de Portugal desde a véspera do 25 de abril está muito mal contada e pior, parece que nenhum Historiador se mostra disposto a contá-la.

Eulalia Moreno - Sao Paulo

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