
As nuvens pairavam no céu
Que tempo intimidador...
E eu que nem tinha trazido chapéu
Achei mesmo assutador !

Desconhecia o passeio da marginal
Sua paisagem e seus frequentadores
Qual não foi o meu espanto....
Quando por "ela" morri de amores !

Fiquei sentada numa esplanada
Desfrutando da vista ideal
Acabei por ficar espantada
Com a chuvada torrencial.

De regresso a Oeiras, parámos para almoçar
Tudo parecia indicar, que o passeio estava apenas a começar.

A caminho da peninha
O tempo arrefeceu
Ou seria apenas impressão minha ?

Apesar do frio cortante
A vista era mesmo deslumbrante....!

Para o Guinho nos dirigimos
Seria com pressa de fugirmos.........
...dos nossos secretos desejos ?!?

A contemplar o mar
Peguei numa mão abandonada
Eu nem podia acreditar
Como me sentia amada !
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A areia, o sol e o mar
Foram minhas únicas testemunhas
Para mais me alegrar
Nada mais me estava a faltar!

A beleza da sinceridade
Nunca deixa de me encantar
E é com total honestidade
Que me compremeto amar

Sinto que sobrevivi,
Renasci
E contemplo agora...
Todo o percurso que percorri!
Neste preciso instante
Tornei-me num novo ser errante.