Estou no WORDPRESS, mas isso não impede que...

Eu brincava assim...

Publicação: quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007 14:16 por bluewater68
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Comentários

 

bfolsc said:

Obrigado por um excelente artigo. Revi momentos, brincadeiras e jogos. Cheguei mesmo a sentir as velhas emoções. Curiosamente conheci bem essa parada (a minha primeira namorada vivia lá) mas isso são contas de outro rosário.

um abraço

Bruno

Janeiro 17, 2007 14:55
 

bluewater68 said:

'bfolsc',

este é um dos casos em que se aplica a velha máxima: "O mundo é muito pequeno".

Janeiro 17, 2007 15:11
 

EuniceTavares said:

Olá Blue!!

Fizeste-me recordar algumas brincadeiras minhas de infância. Que saudades. Já não bastavam os desenhos animados de que temos falado no meu blogue, agora falamos de brincadeiras. Isto dá assim uma certa nostalgia.

Mas como sou menina, não aderia muito ao desporto rei, mas era adepta de brincar aos Jogos Sem Fronteiras, algo que eu ADORAVA ver na tv. Não perdia um e estava sempre a torcer pelos nossos verdinhos, que por acaso até se sairam sempre muito bem!

Jogava imenso Monopólio também e às pedrinhas, sentada nos passeios das casas com os meus amiguinhos. Eramos só três e éramos inseparáveis. Havia um jogo também inventado por nós que envolvia longos passeios de bicicleta em que desaparecíamos durante 2 ou 3 horas (algo que fazia os nossos pais entrar em parafusos)...

Fantástico Blue! Muito obrigada por este momento! Beijinhos grandes para ti e StarStarStarStarStar

Janeiro 17, 2007 15:14
 

bluewater68 said:

'eunicetavares',

neste caso, acho que tivemos uma infância feliz e por isso, esta é uma boa nostalgia.

Eu vou aproveitando para ir 'enriquecendo' a história. Já que falaste no jogo das pedrinhas, eu também tenho algo semelhante. Das primeiras vezes que fui brincar para o jardim, estava com um amigo a brincar aos guindastes. Os braços faziam de gruas e tínhamos que içar umas pedras da calçada. Por azar, tive um acidente de trabalho, a pedra soltou-se da minha mão e foi cair na cabeça desse amigo que estava agachado a preparar mais umas pedras. Ele teve que ir para o Posto para lhe coserem a cabeça e eu escondi-me em casa dentro de uma despensa à espera que não me encontrassem Smile

Janeiro 17, 2007 16:54
 

Anahory said:

Olá BW

Também eu na minha infância e apesar de viver em Lisboa, brincava na rua. Perto da minha casa existiam dois jardins (nada mau para uma cidade como Lisboa em que o jardins são tão raros). O da Igreja de Fátima e o do Campo Pequeno. Este último tinha além do Jardim um Parque com baloiços.

Claro que como eramos raparigas, as brincadeiras eram diferentes. Uma das preferidas era andarmos de bicicleta. Tinhamos um grupo que incluia eu a minha irmã dois vizinhos do nosso prédio (a Mariana e o Francisco) e três primos (1 rapariga e 2 rapazes).

Além de andarmos de bicicleta, brincarmos nos baloiços, também tinhamos a mania de fazermos de "cinco" ou de "sete" descobrindo coisas novas, seguindo pessoas....

Estas brincadeiras deram origem a algumas confusões.

Claro que também havia os tradicionais jogos dentro de casa.

Foram os belos anos e da minha infância guardo momentos e memórias maravilhosas.

Que bom este teu post que nos levou à nossa infância...

Beijos

Kiki

Janeiro 17, 2007 17:15
 

meiadeleite said:

Amigo Bluewater,

Quanto à qualidade, nem digo mais nada. Nem é preciso...

Nasci em Lisboa mas mudei para o subúrbio antes de começar a 2ª classe, da Ajuda onde morava a olhar o rio pouco me lembro a não ser dos aromas da casa dos vizinhos portugueses da Índia, para onde ia brincar. Também me lembro do quartel e dos soldados sentados à janela. Lembro-me dos navios em que o meu pai partia e que eu via do alto de um sexto andar.

Depois no subúrbio fiz poucos amigos, as batalhas e a pancadaria foram sobretudo com os meus dois irmãos, que suportavam as casinhas e as bonecas para a seguir virem os índios e os cowboys. Cada um tinha uma árvore, uma ameixeira e chegada a época as dores de barriga eram obrigatórias. O sabor das ameixas amarelas quentes do SOL...

Mas é em Sintra que guardo a minha infância. Casa de avós, tios e tias. Acordar numa das casas que constituem o casario da Vila Velha, ver o castelo e o palácio ao mesmo tempo, em camarote VIP... Brincar com os miúdos da rua, que muito de vez em quando revejo. A casa na Estefânia perto da praça e as galinhas que se compravam vivas e que insistiam em correr sem cabeça! A casa na encosta da serra, o meu quarto com vista para o castelo e para o mar, tudo verde, numa mansarda. A colher de pau que ainda guardo e que fazia a marmelada e a laranja azeda. Galinhas na capoeira, fazer vinho, o meu carreiro dos morangos, o nascimento dos pintos, a estrumeira, a minha árvore, as nêsperas, as castanhas e as duas árvores de ginjas que eu assaltava na Primavera. Tinha o meu sacho e uma espada de madeira feita só para mim. Tinha direito a beber café de saco ao pequeno-almoço e os morangos silvestres guardavam-se para a minha sobremesa. Fui uma princesa.

meiadeleite

Janeiro 17, 2007 17:19
 

EuniceTavares said:

Blue, parece que tivemos uma infância feliz! É bom recordar momentos felizes. Podemos tirar muitas lições para o Presente!

Mas acidentes de "trabalho" como esse também acontecem. Eu também tive alguns. Um deles foi na brincadeira das bicicletas. Ia eu toda contente a descer uma rua em velocidade vertiginosa quando os travões falham e eu vou contra um muro de uma casa... Apesar de magoada, só me ria... ainda hoje me rio de muitas das minhas asneiras de criança. Era usual também chegar a casa com gatinhos bebés.. o que a minha mãe também não achava grande piada... e fazer bolinhos de terra e água... era giro Big Smile

Beijinhos

Janeiro 17, 2007 17:45
 

ifabiao said:

Que saudades!Como vivia num beco sem saída e tinha como vizinhos os meus 4 tios paternos tinha montes de primos para brincar: saltar à corda, o rei manda, cartola, mamã dá licenca, mata, lobo mau, escondidas, etc, etc.Mais tarde descobrimos o prazer do jogo das palavras, da batalha naval, do monopólio.Agora, as brincadeiras deram lugar ao trabalho, mas de vez em quando, muito raramente, ainda arranjamos com quem jogar um "Taboo" ou ao "Trivial Pursuit" numa noite fria de inverno.

Bjks

Janeiro 17, 2007 18:51
 

sandrassm said:

Bonito registo da sua infancia bluewater. A minha tambem tinha as brincadeiras de rua, jogar as pedrinhas, jogos com bola, cantar as musicas da eurovisao, enfim, inumeras. e tinha as de casa sobretudo quando estava a chover, com as bonecas, a servir de modelos para os vestidos que lhes fazia com as minhas amigas. Hoje nao se ve as criancas na rua, nao sei porque. Creio que se divertem doutra forma. e tambem noto que ha muito menos criancas. no meu tempo havia muitas e as vezes brincavamos todos juntos. tambem brincava aos detectives, tipo 'cinco' ou os 'sete'.

Janeiro 17, 2007 18:53
 

bluewater68 said:

'Kiki',

além desses 'cinco' e 'sete', fizeste-me lembrar de duas séries que causaram furor. Uma foi o "Verão Azul". A outra, creio que era francesa e a sua acção decorria num castelo (não me lembro mesmo do nome desta série).

E como tu e a Eunice falam de bicicletas, resta-me acrescentar que eu não possuia bicicleta. Assim, tinha que andar sempre a pedir para dar uma voltinha o que era desagradável. O tal vizinho tinha uma "Choper", horrível, mas era a única que tinha 5 mudanças e por isso, era muito disputada. Outro do meu prédio tinha uma "Pasteleira" enorme, onde ele nem conseguia chegar com os pés ao chão. É incrível como hoje se compram nos Hipermercados bicletas de montanha por tuta e meia.

Janeiro 17, 2007 19:06
 

EuniceTavares said:

Ah mas a minha não era de montanha... era antiguita, da minha irmã e, no início, mal chegava ao chão também... mas divertia-me imenso na mesma!

O Ifabiao fez-me recordar um jogo com que eu delirava, apesar de muito simples, que era o jogo das palavras. Adorava jogar isso! Gostava sempre de arranjar palavras diferentes e usávamos até muitas categorias para o grau de dificuldade aumentar... ihihih... Gostava tanto que até na ultima semana de aulas (antes do Natal), usei esse jogo para fazer revisão do vocabulário numa aula de alemão. Os alunos adoraram claro e foi interessante usar uma actividade tão antiga para algo tão actual.

Beijinhos

Janeiro 17, 2007 19:20
 

Blanco said:

Olá blue

Lembrar a infância quando ela foi feliz é tão revigorante, que bom este registo. Como sou filha única e a única mulher da familia, os meus companheiros eram os meus primos, e como tal, jogávamos ao "bilas", futebol, corridas de bicicleta à volta da Pç João do Rio, depois íamos todos para casa dos meus tios para comer um bom lanche porque tínhamos que "repor" as energias.

Quando estava em minha casa e não tinha os meus primos, tinha um grupinho da minha rua só de "meninas" e aí as brincadeiras eram mais comedidas, mas sempre relembradas com tanta alegria, quando nos juntamos todas, pois ficámos amigas para a vida.

Que bom lembrar esses tempos de infância e adolescência tão felizes.

Obrigada blue

Janeiro 17, 2007 19:29
 

oliveirinhadaserra said:

fizeste-me relembrar a minha juventude. também brinquei com alguns dos jogos que mencionas-te. das várias brincadeiras, lá estava o espaço 1999. era o mote para muitas brincadeiras. em casa, havia a canasta, o king, etc. mas o principal, era um jogo que consistia na união do petróleo, do monopólio e da bolsa, para ser mais competitivo e durar muito mais. tantas madrugadas com amigos, a jogar. infelizmente, agora os miúdos preferem isolar-se em casa, com os computadores. era tão mais saudável, cultivavam-se as amizades, discutia-se sobre tudo e mais alguma coisas. era o gosto de saber mais, para fazer boa figura junto dos amigos. que saudades. obrigado, por provocares estas boas recordações. abraços

Janeiro 17, 2007 19:57
 

amargura said:

Boa noite,

É sempre bom voltar aqui e descobrir imensas coisas que fazem recordar.

Na minha infância houve espaço para brincar na rua, talvez por ter vivido numa enorme cidade onde eu era estrangeira. Lembro-me de ir com o meu pai (que odeio espaços fechados) aos diversos parques onde havia escorregas e areia para brincar, mas não o podia fazer para não me sujar - ficava ali com o meu pai a ver os pombos!

Não joguei muito, salvo às Damas (em que me tornei bastante boa). Sempre adorei ler, por isso, devorava livros. E a música, eram os discos de vinil, que o meu pai me oferecia no Natal.

Foi assim ... Não sei o que é sujar-me ... Contudo, os meus filhos sabem! Graças a Deus!!!

Bem-haja pelo tema profundo que apresentou neste seu maravilhoso post.

Beijinhos

Janeiro 17, 2007 20:25
 

bluewater68 said:

'meiadeleite',

ao ler o teu comentário fico mesmo com a ideia de teres feito muitas brincadeiras tipo os 'cinco' e os 'sete' na serra de Sintra. Pelo menos é sempre esta ideia preconcebida que eu tenho quando oiço falar desse lugar. Acho que é um local fantástico para a aventura e para despertar toda a imaginação dos mais novos. E pelo que percebo até te davas bem no meio na natureza. Nessa altura, tal como disseste uma vez, ?ainda não tinha medo que a natureza invadisse a casa?.

?ifabiao?,

Algo que eu penso que as pessoas não consideram hoje em dia quando compram uma casa é se à volta existe um lugar onde as crianças possam brincar à vontade. Eu, onde moro actualmente não tenho essa facilidade. Terei que agarrar na minha filha e procurar um jardim onde ela possa brincar com outras crianças. A alternativa é ir para casa de vizinhos e ficar entre quatro paredes. Por isso, becos como esse que mencionou são mesmo oásis no meio das cidades. Saber que os filhos podem estar a brincar na rua em frente à casa, num sítio onde não passam carros, deixa qualquer pai descansado.

Hoje em dia vão surgindo os ditos condomínios fechados. O problema é que não estão ao alcance de todas as bolsas.

?sandrassm?,

A versão masculina das bonecas era o dito ?Action Men?. Um boneco articulável, com um tronco tipo Rambo, cabelo de recruta, com montes de fardas, camuflados e armas. E em consequência da época, os ?Action Men? dessa altura tinham todos barba, tipo aqueles soldados que se viam nas imagens do 25 de Abril.

Hoje em dia não se vêm crianças na rua, porque os tempos são outros e as pessoas têm cada vez mais medo. Com as histórias que se ouvem de raptos de crianças ou de pedófilia, quem é que se sente à vontade em saber que os filhos estão sozinhos a brincar na rua? E as zonas onde se consegue comprar uma casa com preços aceitáveis, não primam por terem lugares onde se possa brincar em segurança. Aliás, os arranjos exteriores são sempre uma dor de cabeça. Nunca são concluídos. Por fim, será que as crianças de hoje, passam o tempo em frente aos computadores, a jogar Playstation ou a ver TVCabo?

?eunicetavares?

Se nesse tempo alguém visse as bicicletas que existem hoje, poderia pensar que estava na presença de uma nave espacial. Mudanças, só mesmo nas bicicletas da volta a Portugal.

Outro aspecto interessante foi esse jogo que tu fizeste. Devia existir uma preocupação em transmitir para as gerações seguintes todos os jogos que nos acompanharam na infância. E até fazer adaptações com imaginação, como foi o que sucedeu nessa aula.

Janeiro 17, 2007 21:01
 

bluewater68 said:

?blanco?,

Por várias vezes pensei em fazer este texto, mas outros iam-se colocando à frente. Há-de vir aqui alguém que possivelmente não se identificará com este texto, pelo facto de não ter tido uma infância feliz. Porém, de um modo geral, todos nós fomos felizes na nossa infância e juventude. Quando temos problemas, devíamos tentar recordar a nossa infância, pois nesse tempo, os problemas tinham uma dimensão muito reduzida e a vida era bastante simples. Recordar a infância é muito bom para ?limpar? a cabeça.

E aqueles que não foram felizes na infância, espero que tenham encontrado a merecida felicidade na fase adulta.

?oliveirinhadaserra?,

Nós éramos mesmo fanáticos pelo ?Espaço 1999?. Depois, lembro-me do ?Galáctica?. Acho que tentámos fazer um jogo de tabuleiro com essa série. Porém, inventámos regras tão complexas que tornavam aquilo num pesadelo. Outro aspecto interessante era as regras. Parecia que não sabíamos ler e que nos esquecíamos de algum ponto importante. Depois, alguém lia esse ponto de outra forma e gerava-se uma discussão de uma hora. Isto era comum quando alguém, supostamente, estava prestes a terminar o jogo.

E quanto ao saudável, até menciono um aspecto que creio ter lido num texto aqui no SOL. Nesse tempo, as correrias eliminavam qualquer doce ou gordura que fosse comido em excesso. O pão barrado de Tulicreme não ficava acumulado em nenhum lado.

?amargura?,

Nada de Banda Desenhada?

O teu comentário fez-me lembrar um anúncio que eu aprecio. Creio que é da Skip. É qualquer coisa do género: ?venha sujar-se com os seus filhos? e fazia o apelo para os pais irem passar um dia a Monsanto. Nesse aspecto, o ?sujar? dos filhos é mesmo visto como algo bastante saudável, pois é sinal que andaram a gastar energias na rua.

Estou curioso para ver como vai ser com a Princesa Jr. É que a Princesa Mor sai do sério quando vê nódoas na roupa. Quero ver como irá reagir quando a pequenina lhe aparecer à frente cheia de lama Smile

Janeiro 17, 2007 21:39
 

manuelaalves said:

Bluewater

Achei lindissimo o seu texto. Senti a nostalgia dos bons velhos tempos (tambem gostei muito do espaco 1999 - embora imagine que fosse um pouco mais velha do que o bluewater).

Lembrei-me da minha propria infancia, um pouco diferente da do bluewater. Mas nao consigo esquecer os veroes de tres meses: dois meses passados literalmente dentro de agua (o impacto do cloro foi tal que aos 19 anos um medico me disse que estava proibida - ainda hoje sinto os impactos disso), e um mes passado a jogar matraquilos e damas. Inesquecivel.!!!

Mas o tempo nao volta, as familias e os primos desagregam-se, os avos morrem... e a vida tem que continuar.

Beijinhos e obrigada por esta linda historia verdadeira,

manuelaalves

Janeiro 17, 2007 21:42
 

sandrassm said:

é verdade sim, hoje os tempos sao outros, ha mais violencia, raptos, e simplesmente nao é seguro as crianças brincarem na rua, mas julgo haverem parques infantis. Mesmo assim sempre me disseram para nao falar com estranhos, nem aceitar presentes de ninguem.

Janeiro 17, 2007 21:43
 

sentadaemcimadomuro said:

Que saudades da minha infancia...

Muito embora tenha nascido em Lisboa, aos 4 anos de idade fui viver para Mem-Martins, para um agradável bairro de vivendas virado para a Serra de Sintra.

Brincávamos na rua, onde não passavam carros, a não ser os dos nossos pais.

Entre dois postes de electricidade, montámos em permanência uma rede de badminton ( que servia tambem para volley ) e passávamos dias inteiros a "treinar".

Como meia duzia de sortudos tinham piscina, os jardins enchiam-se de Verão com as nossas brincadeiras aquáticas.

Quando chegava o Natal, e porque quase todos tinham pinheiros no quintal, competíamos na melhor decoração.

Era uma autentica Maria Rapaz, fazia grandes corridas de bicicleta, tendo mesmo uma delas acabado em cima de silvas ( daquelas que dão amoras ) e com cento e cinquenta mil picos espetados pelo corpo.

Com as bicicletas fazíamos kilometros para apanhar caracóis que vendíamos pelos cafés e restaurantes, e mesmo uma vez ou outra nos aventurámos até á Base Aérea nº 1, onde eu sonhava com o dia em que iria ser paraquedista! Belos tempos sem duvida. Sempre que revejo os meus amigos de infância os nossos olhos brilham porque ainda ouvimos ao longe as nossas risadas. Felicidade muita!

Janeiro 17, 2007 21:52
 

bluewater68 said:

?manuelaalves?,

Esses três meses de férias podiam fugir num ápice como parecer uma eternidade. Em Agosto era habitual a maioria dos amigos ausentar-se com os pais para a ?terra?. Por isso, com a falta de elementos para a maioria dos jogos, estava sempre desejoso que o Agosto acabasse.

Infelizmente o tempo não volta e a vida tem que continuar. Daquele grupo enorme de amigos, só mantenho contacto com um. Dos outros, não faço a mínima ideia do que lhes aconteceu mas creio que estejam todos bem. Mas acredite, o que me causa mais tristeza é não ver qualquer continuação ou transmissão de brincadeiras para gerações seguintes. Aquela Parada já não tem crianças.

?sentadaemcimadomuro?,

Uma bela descrição do que foi a tua infância. No parque de estacionamento do cemitério, chegámos a jogar ténis. Na altura, o número de carros era pequeno, quando comprado com a quantidade de carros que actualmente invadiu aquela zona. Volley com rede foi algo que não tentámos. Engraçado, o Basquetebol também não tinha sucesso, apesar de ser um desporto muito comum noutros lugares. E essa dos quilómetros percorridos de bicicleta faz-me mesmo lembrar o ?Verão Azul?. Adorava essa série.

[YouTube:b4P5xX4euQg]

Janeiro 17, 2007 22:30
 

zerozero said:

Olá Blue

  Li o post mas não os comentários que antecedem.

  Revejo-me praticamente em todas as brincadeiras que referiste.

  Respondendo ao teu convite, vou tentar descrever uma "brincadeira" (entre aspas fica melhor) que fazíamos, teria eu cerca de 10 anos.

  A "brincadeira" era um pouco radical, por isso a relato aqui, e consistia no seguinte:

  No cimo de uma descida íngreme, com cerca de 30 metros de comprimento e 3 metros de largura, perfilavam-se dois miúdos, cada um na sua bicicleta. A "pista", digamos assim, era ladeada por muros dos dois lados e terminava num sólido portão de madeira.

  O objectivo da "brincadeira" era muito simples: chegar sozinho ao final da descida, o que significava que era necessário derrubar o adversário e, para esse fim, todos os meios eram válidos, ou seja, o adversário podia ser pontapeado, encostado ao muro, qualquer coisa valia, desde que o oponente caísse e não chegasse ao final.

  O vencedor, além da efémera glória da vitória, não ganhava nada, pelo contrário, teria de ser hábil no manejo da bicicleta, porque a descida era muito íngreme, rapidamente se ganhando grande velocidade, pelo que havia que travar rapidamente porque senão, em vez de uma medalha, o vencedor embatia com violência no sólido portão de madeira.

  É claro que esta "brincadeira" provocava lesões (provenientes dos pontapés, das quedas, dos embates nos muros e no portão) mas não me recordo de nada de muito grave.

  Esta "brincadeira" não durou muito tempo porque as crianças também não são parvas e rapidamente perceberam (em especial, os perdedores) que, afinal, a "brincadeira"... não tinha muita piada.

  Um abraço.

Zero

Janeiro 17, 2007 22:49
 

MssN said:

BW:

Este teu artigo sobre as tuas brincadeiras de criança com link para as minhas divagações pela rua da alegria e a serra de Valongo deixou-me comovida. Obrigada meu amigo.

Tenho um irmão mais novo dois anos e aprendi a tocar o arco e a jogar às caricas que era um jogo muito bom para casa quando chovia.

Beijo

Janeiro 17, 2007 23:34
 

meiadeleite said:

Esqueci-me de uma coisa. No Espaço 1999, eu era a Maia, que se transformava no que queria e podia sempre escapar. A minha melhor amiga era o Alan e a mais gordinha do grupo o Comandante!

Beijinho, meiadeleite

Janeiro 18, 2007 0:02
 

manuelaalves said:

Bluewater,

Gostava tanto dos dois meses, como do um mes passado na 'terra'

Sabe hoje ainda brincam, mas a vida e as brincadeiras sao na escola. Os pais ja nao estao em casa, ja nao ha avos, o local de residencia 'e so para dormir...tudo o resto se passa na escola.

Zerozero

A sua brincadeira fez-me lembrar outra, tb perigosa. Num dos anos e nesse mes de verao 'o grupo' descobriu uma especie de "carocha", sem motor, mas com a tecnica de todos conseguiamos faze-lo andar 200 ou 300m ... nao imagina a sencacao de "conduzir" aos doze anos. Mas, quando hoje penso nos riscos...ninguem conseguia fazer parar o carro ate ele parar mesmo :)

Janeiro 18, 2007 0:18
 

chinezzinha said:

A minha infância foi bem saudável com verde sempre ao meu redor. Numa quinta linda  que já não tenho mas da qual tenho saudades imensas.

Tomar banho num tanque que tinha água da mina, a beber aquela água tão boa, comer fruta das árvores a ver o meu tio à caça lá no monte...

As minhas amigas eram todas menininhas da aldeia e jogámos ao mata, às casinhas, à patela, a fugir do grupo dos rapazes a que o meu irmão pertencia e que nos corriam à pedrada e nós fazíamos o mesmo com eles. rss

Eu e o meu irmão a lançarmos pêras ao rabo da nossa caseira que era muito má connosco. Era uma ladra. Ela e o marido.

Que saudades me deram agora...

Depois mudámos para a cidade e tudo deixou de ter graça. Não podíamos brincar na rua. Estávamos sempre em casa com a nossa mãe. Mas sempre esperávamos o fim-de-semana para irmos para a quinta e estar com os nossos amigos.

Bons tempos aqueles!

Janeiro 18, 2007 2:19
 

manuelaalves said:

correcao ao erro: nao 'e sencacao, mas sim sensacao

Janeiro 18, 2007 8:47
 

JATavares said:

Viva BW

Será que as crianças eram quase todas do sexo masculino porque as meninas não tinham autorização para virem para a rua bricarem.

Eu brincava do outro lado do rio e lembro-me que também éramos só rapazes. Que aventuras por aqueles pinhais (que hoje são de betão), para lá do Lavradio, e que banhos nas praias doTejo onde hoje também não podemos tocar na água de pestilenta que vai!

Nós fazíamos os nossos brinquedos e "armas de guerra".

A partir de latas de sardinha faziam-se comboios giríssimos.

De rodas velhas de bicicletas fazíamos arcos que nos obrigavam a correr sem parar para os sabermpos conduzir.

De caricas, lá chamavam-se fichas, faziam-se colecções e muitos jogos, as mais difíceis de encontrar tinham valores dobrados.

de cabnas colhidas nos canaviais fazíamos pequenas barraquinhas para podermos imiter os índios que se viam á noite no Bonnanza.

Os bilhetes de autocarro e de comhboio também não eram deitados fora, davam para se jogar ao bilhete.

Câmaras de ar dos carros, depois de remendadas, davam prestigiosas boias que nos permtiam navegar nas águas do Tejo.

As fisgas eram construídas a partir de câmaras de ar de velhas bicicletas e os cabos eram cuidadosamente cortados nas árvores de madeira rija.

Sem instrumentos jogavam-se inúmeros jogos que no fundo consistiam apenas em correr.

Em pequenos grupos assltavamos as quintas de onde roubávamos a fruta, no Verão, única maneira de a comermos, pois os operários da CUF não ganhavam para comprarem fruta para os filhos.

Enfim, hoje os tempos são outros, nas ruas não se vêm crianças a brincar, falta a alegria das suas correrias e das patifarias que sempre fazem, o mundo ficou só de velhos e adultos sisudos!

Um tal mundo triste levou-me hoje a copiar para um post um poema de Pessoa sobre a alegria, é uma reflexão interessante que o convido a ler, se tiver tempo, claro.

Um abraço

José tavares

Janeiro 18, 2007 10:22
 

JATavares said:

Estive a ler o que escrevi e , confesso, tenho de lhe pedir desculpa por tanto erro!

É o que dá, entusiasmarmo-nos e começarmos a escrever á pressa.

Não dá para apagar nem corrigir e também não vale a pena escrever tudo de novo.

Para próxima terei mais cuidado.

José Tavares

Janeiro 18, 2007 10:34
 

HelderFraguas said:

Que post maravilhoso sobre uma parte importantíssima da vida: a infância. É extraordinário e é um prazer ler.

Dei por mim a sorrir, a acenar confirmando algumas realidades comuns...

Nasci em 1966.

Em todas as infâncias, dessa geração, há um Fanã, o subbutteo, as futeboladas e o espaço 1999. No meu caso, o cubo de Rubik e o skate só surgiram na pré-adolescência.

Janeiro 18, 2007 11:28
 

JATavares said:

BW.

Do outro lado do Rio, no caso dos jogos de futebol, o procedimento era idêntico: dois craques faziam a escolha das suas equipas alternando, uma a uma, as suas preferências. Para o fim iam ficando os mais azelhas e, invariavelmente, os dois piores ficavam à baliza, que era onde ninguém queria estar.

Tenho de confessar que, as mais das vezes, também eu era remetido para a baliza o que me desagradava bastante.

Vingava-me na escola, onde ia ficando sempre na frente! Qual rato de biblioteca!

Felizmente, naquela zona,  a malta não se perdia muito com o futebol e, os outros jogos e aventuras ocupavam-nos muito mais.

Não posso também deixar de lembrar que, naquele tempo, férias grandes, eram férias grande: começavam em finais de Junho e iam até aos princípios de Outubro. Os miúdos tinham tempo para brincar e conviver uns com os outros. Reduzindo-se as férias grandes ao mês de Agosto, as crianças de agora já não são donas do seu tempo e da sua infância. Quando ficam livres da escola têm de levantar arraiais e ir com os papás para as férias no Algarve, nunca convivem com os seus pares.

Um abraço

José Tavares

Janeiro 18, 2007 11:36
 

poetacomalma said:

Amigo bluewater68,

Este post é muito interessante e levou-me a pensar na minha infância... Que é eterna, não?

Antigamente a vida era mais simples e tudo tinha outro sabor...

Mesmo sem internet, nem telemóveis e jogos...

O lugar para a imaginação era maior e tinha outra dimensão...

Abraço!

O amigo,

poeta

Janeiro 18, 2007 11:50
 

bluewater68 said:

'zero',

essa 'brincadeira' era mesmo radical. Mas é um exemplo típico de brincadeiras de miúdos onde existe uma prova onde se tenta ver quem é o mais forte ou o mais 'homenzinho'. Lá na Parada, os heróis da bicicleta eram os que conseguiam descer a Av. Afonso III sem travar. Bom, se perdessem o controlo da bicicleta, com a velocidade a que circulavam, seria muito difícil voltarem a levantar-se.

'MssN',

eu tinha visto o teu texto e gostei bastante de o ler. Ultimamente, tenho procurado fazer links para textos aqui no SOL. É uma forma de criar interacção entre blogues e também, mostrar que um tema pode ser falado de formas muito diferentes.

O jogo das caricas também pode ser feito na praia. Constroi-se uma pista e dá para fazer uma corridas engraçadas.

'zero' e 'manuelaalves',

lembrei-me de outra importante. As descidas tinham de ser usadas para os famosos 'carrinhos de rolamentos'. No tal sítio do supermercado onde jogávamos às escondidas, haviam umas descidas grandes e inclinadas que eram usadas para experimentar esse carrinhos. Mais tarde, os carrinhos foram substituídos pelo Skate.

O problema dessas descidas é que podiam proporcionar quedas valentes, com enormes arranhões e calças rasgadas.

'chinezzinha',

esse foi um aspecto pouco focado aqui. Quase todos tiveram uma infância passada na cidade, que não é comparável em termos da liberdade que o campo proporciona. Nesse aspecto, a tua mudança para a cidade deve ter sido um choque grande. Por vezes as pessoas preferem morar num R/C apenas para poderem ter um quintal nas traseiras onde as crianças possam brincar sossegadas.

Janeiro 18, 2007 12:28
 

euseiquasetudo said:

Caro Blue

...e tu ainda me dizes que os meus posts são longos? eh eh eh...o problem é que os meus não têm (raios!) fotos, o que os torna, provavélmente, "maçudos" de ler...

gostei muito de ler este post....TODAS  as brincadeiras que contaste também eu as tinha com os meus amigos de infância, o que foi engraçado!

os rúfias, etc...estavam todos lá, em Tomar!

Aqui na Nazaré os miudos ainda, por agora, brincam na rua à noite...em certas zonas!...penso que devido à pequenez cá do sitio e à topografia do local, ainda dá para "tomar conta" dos miudos...que ficam quase sempre por perto!...na minha rua, até as 10 da noite, estão sempre uns 10 aos "saltos"!

Noutras zonas, porém,  a "coisa" já não é igual...e há uma situação que me preocupa...é que vejo muitos adolescentes (15, 16 e 17 anos) par-a-par com os mais miudos, de 10 e 11 anos...não gosto!...em vez de "saudavél" e inocente brincadeira, a coisa parece-se mais com "trocas de segredos" na calada da noite...

abraço,

DCII

Janeiro 18, 2007 13:18
 

bluewater68 said:

'jatavares',

ali naquela Parada, as crianças eram quase todas do sexo masculino porque efectivamente, os pais não conseguiam ter meninas. As poucas meninas que haviam, não se reuniam para brincar na rua.

O que diz, é a prova que a imaginação não tem limites e que o engenho permite às crianças construir os seus brinquedos. Sobre as colecções de fichas, eu esqueci-me de mencionar as colecções de cromos. Eram as tais que todos faziam, todos pediam dinheiro para comprar mais carteiras para ver se saía um cromo novo, todos faziam trocas, mas eram raros os que alguma vez conseguiam acabar uma colecção.

E nos jogos de futebol, fez-me lembrar um aspecto importante. Ninguém queria ficar à baliza e o que ficava, dava sempre ares de amuo ou de não se esforçar o suficiente.

E outro aspecto muito importante que mencionou. Por causa destes calendários escolares modernos, todos são obrigados a tirar férias em Agosto, facto que não beneficia ninguém. Nem os pais conseguem descansar de forma merecida, nem as crianças têm tempo para brincar com os amigos. Este ano, pela primeira vez vou entrar nesse esquema e já estou a entrar em parafuso, isto pelo facto do infantário estar fechado em Agosto. Sempre tirei férias em Junho e o Algarve nessa altura é um paraíso.

'helderfraguas',

nasceu em 66 e eu em 68 e isso leva-me a falar de uma questão muito importante da infância, os grupos e as idades. Dois anos de diferença na infância é quase o equivalente entre separar os homenzinhos das crianças. O grupo dos mais velhos, que só tinham um diferença de dois ou três anos, era visto como o grupo onde todos queriam estar. E quem, por algum motivo de interesse, conseguisse entrar nesse grupo, ficava logo a olhar de cima para baixo para os restantes. De Verão, era um previlégio tirar o L123 para ir para a praia de S. João da Caparica. O problema era conseguir ir com o grupo dos mais velhos, pois eles não gostavam da ideia de poderem ter que tomar conta dos mais novos.

'poetacomalma',

penso que a infância deveria ser eterna. E tal como disse a Blanco, devíamos tentar recordar a nossa infância, pois nesse tempo, os problemas tinham uma dimensão muito reduzida e a vida era bastante simples. Recordar a infância é muito bom para ?limpar? a cabeça. Eu ainda apanhei a invasão dos Spectrum, mas isso foi algo que nunca atingiu a dimensão que as consolas de jogo têm actualmente na vida das crianças.

Janeiro 18, 2007 15:45
 

fumanchu said:

Olá BW, adorei o post e venho aqui falar da minha infancia e adolescencia que foi passada na Amadora bem junto ao, agora perigoso, Bairro da santa filomena. Como todas as crianças da altura jogavamos pião, berlinde ao bate pé, futebol às corrida de caricas e tantas outras bricandeiras. Há uma que me recordo com bastante saudade, que era a ida ao Palacio De Queluz, em que um grupo de 30 miudos de ambos os sexos e de raças muito diferentes, se juntavam para irmos a pé até ao Palcio de Queluz. Entravamos pelo esgoto e saiamos em pleno Jardim do Palacio, onde iamos ver os cavalinhos e depois comer laranjas e figos da india. Numa dessas passeatas fomos todos de "saco", pois o local estava a ser a residencia oficial da Rainha da Inglaterra e nós sem saber de nada lá entramos e mesmo a meio do "lanche" aparece a GNR com um dispositivo que fazia impressão. Adorei toda a minha infancia ainda hoje alguns de nós nos reunimos para contar histórias da altura, a unica tristeza que tenho é de 2 deles já terem morreram e de outros 3 estarem a comprir penas de prisão.

Janeiro 18, 2007 18:11
 

bluewater68 said:

'euseiquasetudo',

eu só não queria era ter aqui um concorrente à altura em termos de textos grandes Smile Sobre as tuas imagens eu já nem te digo nada. Mas ainda abordando a questão do tamanho, que pelos vistos conta, ainda hoje alguém disse "Post´s exageradamente compridos (a meu ver !!!) que até fazem arder os olhos". Bom, é um posto de vista, sem dúvida. Mas, será que há um padrão de tamanho dos textos? até dois parágrafos ainda é aceitável, mas maior que isso já faz doer a vista? é que eu às vezes, só com um parágrafo já fico como os olhos em bico. Isto do tamanho é muito complicado.

Isto da 'segurança' das zonas dependerá sem dúvida da pequenez do sítio ou da topografia do local. O mais seguro para os pais talvez sejam os tais condomínios privados. Mas esta Parada que eu mencionei, os becos que 'ifabiao' mencionou e esses bairros que tu falas, desde que os pais possam vir à janela e consigam ver o que os pequenos andam a fazer, é o suficiente para ficarem descansados.

'fumanchu',

gostei muito de ler a sua história sobre essa brincadeira 'terrorista' que ia causando um incidente diplomático entre Portugal e a Inglaterra.

Do meu grupo, infelizmente, já houve um que morreu num estúpido acidente de mota a caminho da concentraçao de Jerez. Do grupo dos rúfias, nunca mais soube nada deles. Dois deles, sei que estiveram metidos na droga e quase a ir desta para melhor.

Janeiro 18, 2007 19:38
 

katar said:

Olá amigo,

Brincadeiras? Nunca deixei de brincar, talves seja isso o meu problema ou não. Vivo na descontracção do momento.

De petiz eu e todos aqueles que continuam a persistir num grupo onde nos chateiamos e nos reconciliamos á volta de um bom whisky faziamos das nossas aos vizinhos que teimam em não nos querer por perto. não tenho saudades visto que continuamos a infernizar quem não nos quer por perto.

Abraço

Janeiro 18, 2007 19:52
 

unroyal said:

Mr Blue,

O teu blogue é realmente uma revista! Este post é fantástico, falas de infância e de improviso e fizeste com que me lembrasse do que se inventava para brincar em Angola, sou alguns anos mais novo que tu e a minha infância em Luanda não foi há muito tempo, lembro-me de fazermos carros com latas de refrigerante, leite ou óleo de cozinha; também jogámos hóquei com sticks feitos com partes de estores e madeira (a bola eram latas 'comprimidas' tipo hóquei de gelo); o futebol na falta de bolas com câmara jogava-se com bolas feitas de pano e sacos de plástico, basquetebol com arco feito com jantes de bicicleta... tenho muitas saudades desse tempo em que me contentava com pouco e era muito feliz.

P.S.: Nunca mais serei dos primeiros a comentar aqui, o teu espaço está muito concorrido, agora que tenho menos tempo... Ó BW acho que devias pensar em colocar publicidade aqui.

Janeiro 18, 2007 23:32
 

dissidencias said:

Amigo BlueWater,

Infelizmente, hoje em dia as crianças e jovens passam os tempos livres em ambientes institucionalizados, porque, ao contrário do nosso tempo, em que brincávamos em espaços públicos, na actualidade  espaços públicos seguros raream, o que associado ao  individualismo crescente, "mata" a chamada comunidade de bairro.

Comigo também o futebol era obrigatório até ao dia em que parti o pulso esquerdo... Também relembro os jogos de tabuleiro, como o Monopólio. Brincava aos indios e cowboys, com os meus amigos, com acampamentos e tudo. Mas o que mais gozo me dava fazer eram pequenos videos carregados de estupidez, em conjunto com o meu melhor amigo que, por acaso, vive actualmente no Algarve.

Um abraço

dissidencias

PS: Vim visitar a tua casa para a acabar de comentar o post anterior, e deparo-me com um novo post e perdi-me por aqui... o que também é bom...

Janeiro 19, 2007 1:09
 

HeLeNa said:

Amigo bluewater,

Dei por mim, a recordar a minha infância... não muito longínqua. Eu era a "maria rapaz" da aldeia, a minha brincadeira teria forçosamente que conter uma bola!! futebol, basquetebol, andebol... gostava muito de andar de biciclete, e dar umas quantas quedas (tenho nos joelhos umas quantas cicatrizes)

Um dos meus passatempos preferidos já quando adolescente era "roubar" a mota do meu pai e dar umas curvas, ele bem me escondia a chave, mas a certa altura arranjei uma e foi andar até apanhar um susto - ia eu descansadinha, quando de repente após uma curva dou por mim frente a frente com a GNR!!! a partir daí só andava por caminhos de cabras...

Ainda hoje dou por mim de vez em quando a jogar à bola com os meus sobrinhos!! - SAUDADE! SAUDADE!!

bjs

Janeiro 19, 2007 10:41
 

Arden said:

Quem me dera recordar-me assim tão bem da minha infância. Mais um POst 5 estrelas

Janeiro 19, 2007 15:03
 

avomilu said:

avomilu

Querido Bluewatwer, já tinha saudes de si, adorei o seu artigo, como sempre tudo que escreve de grande nívei.Sobre a minha infancia fui relativamente feliz, visto que fui para um colégio interno,mas dento do possível fui feliz. Embora o meu Entardecer sou mais feliz,muito feliz porque com esta idade ainda me maravilho com o computador, e sei saber como já escrevi dez posts. Beijos da avomilu, que o muito o tem maçado a fazer perguntas chatas, beijos,beijos  Milu

Janeiro 19, 2007 21:36
 

ensinasola said:

Tenho um neto de 4 anos. Posso observar as brincadeiras dele, que são iguais às das crianças que foram o pai e a tia (meus filhos). Joga à bola, corre...

Mas há uma diferença: manuseia o rato do computador como muitos adultos não conseguem e hoje dei com ele a encontrar o GoogleEarth ao clicar no ícone do ambiente de trabalho o que permitiu que lhe mostrássemos a nossa casa e a dos pais. Além disso entretem-se muito com jogos didácticos próprios para a idade dele (letras, números) e explora alguns sites com jogos infantis.

Isto mostra que as crianças têm possibilidades que não há muito tempo não existiam.

Ah! Conheço muito bem a Parada do Alto de S. João. Durante 2 anos passei lá diariamente a caminho da Patrício Prazeres. Na altura ainda não tinha tantos carros.

Janeiro 20, 2007 22:14
 

XXI said:

Bluewater68 , "Les Galapiats" (pequenos vagabundos), será?

Identifico-me em grande parte com as brincadeiras que aqui foram enumeradas. Vivia na província numa pequena vila, com grandes pátios a proporcionarem-me o convívio sadio, depois das aulas e nas férias incluindo os tais três meses da praxe de que tanto se fala e critica hoje. Os espaços são extremamente importantes e, julgo poder afirmar que a geração actual tem o grande ?handicap? de ser criada entre quatro paredes.

Joguei à bola que adorava, badmington, mata, macaca, ....e, claro está que os jogos eram participados por rapazes e raparigas, raramente havia lugar a separações, não fazia sentido. Até porque morávamos no mesmo prédio na mesma rua...

Nos filmes além do ?Espaço 1999?, ?Sandokan?, e outros com a suas aventuras semanais alimentavam a nossa imaginação.

Obrigada por nos ter levado nesta ?viagem? ao mundo da infância e adolescência de todos nós e de cada um em particular.

Maria Romã

Janeiro 20, 2007 23:09
 

AJSM said:

Caro bluewater

Os tempos da minha infância eram outros, educado numa cidade de província, por família (tios) muito rigorosa e austera, nada do que descreves se passou comigo - foi mesmo casa-escola-casa. Mas pronto... Conheço perfeitamente a Parada pois trabalhei na P.Couceiro. Da televisão lembro-me de todas as séries que referiste (ainda me lembro dos 5-3, à Coreia). Vê lá se a série de que não te lembravas é esta...

[YouTube:x-z5FmShuWU]

Pequenos vagabundos, que podes encontrar aqui.

http://www.misteriojuvenil.com/vagabundos_Home.htm

Grande Abraço

Armando

Janeiro 20, 2007 23:12
 

sarah said:

a infância traduz-se na ternura dos tempos.

infelizmente não tenho aventuras nem brincadeiras para aqui relatar. mas fico maravilhada com todas as histórias aqui descritas.

até ...

Janeiro 20, 2007 23:30
 

higicout said:

-QUO VADIS BLUEWATER!?

Tenho seguido com muita atenção os "post`s" que você tem publicado e a qualidade é tanta que me leva a perguntar: "Para onde vais Bluewater?".

Recordações de infância...Tão longe que elas estão.

Mas é sempre tão bom recordar.

As maiores felicidades e que chegue a bom porto.

Janeiro 21, 2007 12:01
 

bluewater68 said:

'higicout',

muito obrigado pelas suas palavras.

Não sei para onde vou, mas sei que estou a gostar muito deste SOL e de todos os membros que compõem esta comunidade. Por isso, espero ficar por aqui durante muito tempo e espero que continue a ser leitor dos meus textos.

'sarah',

sem aventuras nem brincadeiras? bom, fico contente por ter gostado das minhas aventuras de infância, as quais, espero repetir algumas quando a minha Princesa Jr. for maior.

'AJSM',

muito obrigado pelo link e pelo vídeo. Era exactamente essa série. Na altura, todos ficávamos 'vidrados' aos ver os episódios. E para aquele tempo, essa série conseguia ter um ar de super-produção, nada que se compare a séries actuais quando tentam representar aventuras dos cinco ou dos sete.

É engraçado. Eu só me lembrava do castelo e de haver uma menina, mas já não fazia ideia que a série se chamava 'os pequenos vagabundos'. O que será feito desses pequenos actores?

Para quem não conhecia essa zona, era fácil fazer confusão entre a Paiva Couceiro e a Parada. Eram muitos os que se enfiavam nessa Paiva Couceiro, quando afinal pretendiam chegar à Parada. Isto não vem a propósito, mas à mudanças que funcionam. A esquadra foi derrubada e agora desenvolve-se uma avenida em direcção às Olaias, que veio facilitar bastante o trânsito nessa zona.

'XXI',

também lhe agradeço essa indicação, pois era mesmo essa série que eu gostava muito e que agora já não me lembrava do nome.

Ali na Parada, acredite que não era um problema sexista na participação dos jogos. O problema era mesmo não haver meninas. Quando havia uma festa de aniversário e alguém trazia colegas de escola, os restantes ficavam encostados à parede, completamente em estado de transe sem saber o que fazer Smile

O Sandokan também era uma série bastante apreciada.

Como diz e muito bem, nesse tempo havia sem dúvida um convívio sadio entre todos.

Janeiro 21, 2007 14:31
 

nunopoiares said:

Meu amigo,

Como é bom ter recordações...

O Homem é feito disso mesmo, de pequenos fragmentos que marcam a Vida e que são lições para o presente e o futuro...

Um abraço com muita amizade,

NP

Janeiro 21, 2007 15:43
 

sarah said:

tive uma infância na cidade ... nunca brinquei na rua, ia a jardins ou parques, brincava nos baloiços com mano e primos ... era uma menina muito pacata e calminha, nada de aventuras ou rebeldias.

até ...

Janeiro 21, 2007 16:07
 

bluewater68 said:

'ensinasola',

esse é um aspecto que também mostra uma realidade diferente em relação ao que existia na minha infância. Talvez o 'normal' hoje em dia sejam as consolas de jogos e os computadores. E se pensarmos daqui a 50 anos, nem seremos capazes de adivinhar o que serão os brinquedos ou as brincadeiras desse futuro. O que eu considero importante é que não se percam os ditos jogos tradicionais.

E é uma verdade que isto da informática é cada vez mais assimilado em idades muito precoces.

Essa invasão dos carros na Parada é uma tristeza. Assumiu-se como 'normal' os carros estacionarem nos passeios.

'avomilu',

nada de 'maçar' ou de perguntas chatas. Eu é que fico feliz por saber que de alguma forma a consegui ajudar nestes assuntos da informática. E quanto ao colégio interno, também deve ter tido as suas brincadeiras de criança.

'arden',

nesse aspecto, reconheço que me lembro de tudo como se fosse hoje. E muito mais haveria para contar. Talvez conte no futuro, em pequenos textos.

'HeLeNa' e 'Dissidencias',

como mencionaram 'mazelas' de brincadeiras associadas ao futebol, também vou contar a minha.

Uma vez, estava a correr isolado para a baliza e era importante marcar golo. Para não fazer o chamado pontapé tipo 'bico' na bola, onde esta pode ir parar a qualquer lugar, tive a brilhante ideia de tentar rematar com a parte de lado do pé. Assim, em plena corrida, rodei a perna de lado e fiz o remate. Bom, dei um enorme jeito à perna, que passado um mês ainda coxeava. A sensação que tinha era que precisava de aprender de novo a andar.

E quem se estatelava no dito empredado da calçada portuguesa, também não ficava muito bem.

'unroyal',

do que eu li em comentários teus no teu blogue, acho que és mesmo fã da NBA. Por isso, a pergunta que eu faço é: no teu caso o basquetebol vencia em popularidade o futebol? é que naquela Parada, o basquetebol nunca acontecia. No entanto, até é um desporto que não requer grandes meios. O tal aro, como dizes, coloca-se de forma fácil em qualquer sítio e o espaço para jogar nem é tão grande como o necessáro para jogar à bola.

E uma vez creio termos tentado jogar basebol.

''Katar',

sobre isso só posso dizer que faz muito bem. E não considero um problema, muito pelo contrário. A verdade é nunca nos deviamos esquecer do tempo em que fomos crianças. Eu tenho pena de não manter o contacto com todos aqueles com que eu brincava. A vida tem tendência a separar cada um para o seu lado.

Janeiro 21, 2007 18:11
 

Central said:

Caro Blue

Para mim nada melhor do que uma futebolada , na eira, até ao pôr do sol, mesmo que isso implicasse, por vezes,  uma valente repreensão ao chegar a casa.

Sair pelos campos circundantes da aldeia, tendo como destino laranjais, figos da índia, nozes....

Abraço

Janeiro 21, 2007 19:04
 

recardenense said:

Olá BW.

Cada época teve as suas brincadeiras. As minhas foram muito diferentes, devido ao local, uma aldeia e por vezes na vila. No meu tempo, em Portugal ainda não havia berlindes. Lembro-me de eu e o Manel Alegre, ir-mos munidos de pregos, sentar-mo-nos, no capacho de arame da entrada do Hospital de Águeda, para sacar os berlindes brancos de mármore, que prefaziam o nome daquele hospital. Depois o meu pai, que nessa altura estava em Lourenço Marques, mandou-me um saquinho com berlindes lindos e ás cores como as do "arco-íris". Foi uma loucura. Jogávamos muito ao botão. Eu tinha cá uma sacada deles. Ás vêzes a minha mãe recorria a esse saco, quando precisava dum botão. O pião. Cêdo, os comecei a fazer, pois o meu pai tinha um torno mecânico, a pedal, visto ele ser marceneiro. Fiz muitos em "bucho", pois ali não entrava o bico dos outros. ´Cheguei até a vender alguns aos outros.

Era o jogo das escondidas. Também fiz uma mota em madeira, que levava duas pessoas. Um Domingo ao descer-mos a ladeira, quem nos parou foi o poste de pau,da electricidade Em Recardães haviam 4 casas com electicidade, uma delas era a do meu avô Rino. Isto tudo até aos 11 anos, pois depois acabaram-se as brincadeiras, pois passaram a ser outras. Quando cheguei a L. M. o que estava na moda eram os carros de rolamentos.

Sobre a passagem onde fala do "Desastre do avião da TAP, no Funchal". Nesse dia, fui para Milão, via Geneve num avião da Suiss-Air e estava no Hotel a jantar e o empregado diz. Você é português, olhe para a televisão. Estavam a dar imagens do acidente.

Um mês depois, vésperas de Natal, regressei a Portugal num avião da TAP e nesse dia estava em casa a jantar e a nossa televisão deu o desastre dum avião Suiço no mesmo aeroporto. Coincidências.

Um abraço. humberto

Janeiro 22, 2007 19:20
 

paulavale said:

É tão bom recordar a  infância...

Não me deixavam vir p a rua, mas ela me chamava sempre...

Gostava de lêr, muito mesmo... principalmente encima do ramo de uma arvora ou na beira de uma janela...

Que bom recordar...

Ob BW

Bjs

PV

Janeiro 23, 2007 0:36
 

patana said:

Caro Bluewater,

Após o seu comentário no meu post decidi vir ver o seu acerca da sua infância. Também eu tive uma infância superfeliz. Vivi no centro de Lisboa até casar e morava num pátio onde brincávamos à vontade. Também brincava nos Jardins Públicos da Praça da Alegria e do Campo de Santana. Bons tempos!

Os famosos 3 meses de Verão em que 1 era passado na terra dos avós com as idas à boleia para a piscina a 5 km e os bailes da aldeias em redor em que se ia km a pé ou à boleia pelo meio dos pinhais (isto já com 15 /16 anos). E quando regressavamos dos mesmos iamos ao pão quente e um ia buscar manteiga, o outro melância, o outro sumo, o outro leite e faziamos lanches no meio do largo da aldeia!

Tenho pena da minha filha já não poder viver momentos destes devido ao perigo que ronda e também porque hoje em dia as crianças começam a perder a inocência mais cedo.

Cumprimentos,

Patana

Fevereiro 13, 2007 22:14
 

Annnna said:

Adorei meu caro Bluewater

a minha infancia foi muito pacata (infancia de menina) vivia num prédio em que só havia meninas(não sei se foram os meus pais que escolheram eheheh para nos proteger a mim e à minha irmã) brincavamos todas, uma das brincadeiras era fazer de telefonistas eheheh tinhamos um clube CLARO QUE EU ERA A CHEFE era o clube da pedra preta e tinhamos tarefas a cumprir . Adorava quando chegava o Verão e ia passar um mês com os meus avós maternos na Beira Baixa, o meu querido avô já falecido, tinha o hábito de me pesar quando chegava e voltava a pesar-me quando acabava as férias e EU TINHA OBRIGATÓRIAMENTE de ENGORDAR eheheheh que era sinal de ter sido bem tratada, enfim TENHO SAUDADES.

Um beijo

Annnna

Fevereiro 21, 2007 17:42
 

Nemesis said:

Blue:

Descobri este post agora por acaso e tenho poucas probabilidades de vir a ser lida no meu comentário, mas não quero deixar de dizer que tive uma infância parecidíssima. Também haviam montes de trios de meninos e alguns pares. Pouquíssimas meninas, e não podiam sair de casa. Eu e a minha irmã podíamos. Havia rufias e alfinetes nas pontas das balas dos canudos (nós usávamos esferográficas velhas). Havia brincadeiras sazonais, fases de io-io, de patins e skate (aquando dos campeonatos de hókey) , de pião, de sameirinhas, (não usávamos berlindes, mas caricas com cores de equipas desenhadas em círculos de papel e coladas dentro e depois postas a correr com um piparote  dado entre o dedo médio e o polegar em pistas desenhadas com uma tabuinha na areia do parque. Eram os desterros das calças, a nossa maior dor de cabeça com as mães e a seguir à fase das sameirinhas toda a gente tinha joelheiras nas calças).

E muito mais. Adorei este post, fez-me bem le-lo e também ler muitos dos comentários (também fui engordada à força nas férias de verão). Há muito para pensar sobre isso. Vou ter que voltar e ler algumas coisas com mais atenção, hoje esgotou-se o meu tempo de sol...

abraço

nemesis

Outubro 26, 2007 14:51
 

anajasmin said:

Prometido é devido e aqui estou eu...

Fiquei espantadissima, o teu texto está simplesmente maravilhoso.

Fizeste-me recordar o Espaço 1999 que tanto adorava ver e o Jogos sem Fronteiras.

Parabéns e obrigado pelo convite.

Voltarei.

Ana jasmin

Janeiro 17, 2008 22:11
 

Ma Ke Jeto, Mosso said:

Sim, j? adquiri o primeiro livro da colec??o ? Blake & Mortimer ?, lan?ado pelo P?blico na sua edi??o

Outubro 24, 2008 21:00
 

CostaBrites said:

Caro BlueWater,

Depois de lhe agradecer as Boas-Festas fui casualmente "apanhado" por estas suas memórias de infância, que achei um mimo!...

Também brinquei na rua como muita gente da minha geração em época anterior à sua (quando eu era miúdo já havia hóquei em patins, mas não havia televisão...).

Quando estive na tropa, ia passar fins de semana a casa de um primo que morava na Rua Barão de Sabrosa e passava ali pela Praça Paiva Couceiro, a caminho da Penha de França, onde morou uma namorada minha. Que palpitantes recordações, Deus meu!...

Uma época luminosa pelo fervor da juventude ensombrada, não tenhamos dúvidas, pelo fantasma da guerra (que me tocou de raspão mas que me incomodou imenso).

Isto foi muito antes do período que caracteriza aqui, maravilhoso, como fica tão bem dito, com tanta eloquência, nestas suas coloridas memórias.

Parabéns por ter podido brincar na rua e sinceros votos de que os seus netos possam também fazê-lo.

Abraço

C. Brites

Dezembro 23, 2008 20:06
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About bluewater68

 
Biografia Marafada
De forma abreviada posso dizer que em Lisboa, era assim que eu brincava. Mais tarde, divorciei-me da 7ª Arte e nunca mais fui ao cinema. Sempre tive certezas nas minhas escolhas académicas e profissionais. Para cortar com um dos vícios, tive que tirar a vesícula. E este foi, sem sombra de dúvida, um dos dias mais felizes da minha vida. Reconheço, tenho fobias. Gosto de andar. Não sei se gosto de Caracóis. Sei que gosto de Sardinhas. Já lá vai o tempo em que saía à noite, e sobretudo, não complico na forma de ver a vida.
 
Coisas do Ma Ke Jeto, Mosso

O Blogue: O Ma Ke Jeto, Mosso foi criado em Outubro de 2006. Depois de já ter ouvido falar bastante 'dessa coisa dos blogues', experimentei abrir um espaço onde iria escrever sobre tudo, sobre nada, mas sobretudo, onde iria escrever. Apesar da diversidade dos assuntos focados, o autor reconhece que os temas relacionados com Política Internacional, são os que lhe dão mais incentivo a escrever.

Bluewater68: Há muitos anos, andava eu a tentar criar uma conta num site. Depois de inúmeras tentativas, recebia sempre o aviso que o nickname pretendido já estava ocupado. Já com pouca paciência, ficou uma mistura entre a cor favorita, o elemento favorito e o ano da colheita (sim, este magano já entrou nos ?entas?).

Avatar: É uma imagem do personagem Earl Hickey, interpretada pelo actor Jason Lee, na série ?O Meu Nome é Earl?

 
5 Filmes

American Beauty

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5 Músicas

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(em construção)

 
5 Estrelas

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Felicity Huffman

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