SOL

Imagens caídas

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Porque não fazer o contrário? Com as palavras construir e falar de imagens.

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Sexo no Cinema - Episodio 5 - (1ª Vez, Ao vivo e a Cores)

 sonhadores

Os Sonhadores de Bernardo Bertolucci

 

Primeiro era só um post, depois virou Trilogia, mais tarde uma Trilogia moderninha, dividida em 5 partes, e agora vai mesmo para Série, tipo o Twin Peaks.

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Da releitura dos anteriores post’s (à procura do Graal da santa gralha) pude verificar que estão mesmo muito grandes e sua leitura pode provocar graves danos:

  • Crises de Epilepsia de tanto tempo a olharem para o ecrã;
  • Idas ao oftalmologista por demasiado cansaço nos olhos;
  • Aquecimento global, por se imprimirem as páginas para ler melhor

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Como sou amigo resolvi diminuir o tipo de cenas por post (não é para fazer render o peixe, nem porque ande com pouco tempo, não, juro) e desta vez só trazer 2 das 10 que ainda faltam (lembram-se? Já foram vítimas de 5, não contando com as insinuações, nus e fotos assombradas. Qualquer dia ainda me aparecem para pagar as facturas de algumas clínicas de desintoxicação).

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Assim desta vez vamos tratar de 2 novos tipo de cenitas, que estão nas antípodas uma da outra.

A 1ª fala daquela cenas inocentes (quando o são) quando o pessoal se deixa perder no lençol de Eros com boa companhia.

A 2ª, no extremo oposto, fala de uma nova tendência do cinema moderno de vanguarda, que quer ser ousado e experimental, mostrando todo o detalhe do acto sexual, ao mesmo nível do que o comer sardinha assada numa reportagem sobre arraiais populares, ou seja, tudo muito bem explícito para que ninguém fique com dúvidas e tenha que ter aulas de apoio.

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1ª vez -

Mr Robison

 Primeira Noite

Não há vez como a primeira. Dizem, que eu nestas coisas nem confirmo nem desminto, só falo na presença do meu advogado. Ok, ele já está aqui, então digo que não há vez como a primeira, a segunda, a terceira, e por aí fora. O que interessa são vezes.

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Mais uma vez tenho que ser sexista. Não por opção minha, mas porque cine oblige. Se olharmos com atenção podemos ver que mais uma vez são os homens que dão o corpo ao manifesto. Já repararam quanta vezes mostraram realmente uma cena de sexo que retratasse a 1ª vez de uma senhora/rapariga? Muito poucas. São mais raras do que… podia pôr aquela eterna piada do que politico honesto, mas confesso que está tão batida que até aborrece, não que eles tenham ficado mais honestos… digamos que são mais raras do que roupa vestível na Moda Lisboa. E mesmo quando há cena com uma donzela a deixar de o ser, é sempre tão subtil que o máximo que vemos é apenas uma carinha inocente soltar um grito e depois a imagem/plano lá vai para o riacho e vemos a florzinha a deslizar pelo rio abaixo. Lembro-me apenas do Amante, do Jean-Jacques Annaud's, baseado no livro da Marguerite Duras, em que a pequena não deixou nenhum ponto de vista sem ser visto até ao fim.

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Agora, quando se trata dos muchachos, não faltam filmes para falar do assunto. O problema é que quando se trata da 1ª vez ficamos logo atolados numa enchente de filmes idiotas de adolescentes obcecados com o sexo (bom, parece que não são só eles, não é? Este quarentão não fala de outra coisa, os visitantes não param de cá vir ler e até a Comissão Europeia é com o doce falar dos corpos que faz promoção do cinema, lembram-se do Let’s come togheter). Raramente estes filmes conseguem ir mais além do que a alarvidade buçal da matéria. Eu sei que um adolescente pensa 7 vezes em sexo em cada 5 segundos que passam, mas daí a não sairmos do eterno espumar cada vez que se aproxima um pedaço de tornozelo feminino no raio de 5 km’s. Qualquer dia, com tanta excitação, metem os pés pelas mãos, para não dizer outras coisas, e ainda acabam no tal talho, tipo Hostel, será que estes miúdos não vão ao cinema? Para quem anda distraído apenas posso dizer que o American Pie merecia ser votado ao lado do Taj Mahal, quando comparado com as outras obras que andam por aí sobre a mesma temática. Será que tenho que vos relembrar de Porky’s again?

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Mas nem sempre foi assim, o senhor cientologia, Tom Cruise, lui-même, protagonizou uma boa cena num filme minimamente inteligente sobre o assunto, especialmente porque a Rebecca De Mornay sabia muito bem o seu papel, oh se sabia! Chamava-se Negócio Arriscado, vem lá do ano 1983 (que quota que sou em ir buscar estes filmes). Já que falei do Tom, lembro-me de um outro filme dele, o  All the Right Moves, de novo o ano 1983 (parece que o rapaz tirou esse ano para a brincadeira dos lençóis) em que também executava uma boa cena da 1ª vez, desta vez com dose dupla, a menina também estava a começar no despertar das florezinhas rio abaixo.  O realizador é que foi um pouco distraído e não fez bem o trabalho de casa, deixando algumas coisas à mostra, especialmente algumas partes menos próprias do Tom, que apareceram a cumprimentar num plano muito rápido, de tal forma que uma amiga minha comprou na altura um leitor de vídeo de propósito para poder fazer pause e avanço em slowmotion para verificar bem a matéria em causa, nas velhinhas cassetes vídeo.

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Não se podia falar da 1ª vez sem referir a famosa Mrs. Robinson no The Graduate – A 1ª Noite, do Mike Nichols, de 1967. Com aquele ar embasbacado, Dustin Hoffman lá foi cativando a srª Robinson, de tal forma que a mulher começou a fumar mais que o Marlboro man e vestir e despir collants por dar cá aquela palha – Are you Secducting me Mrs Robinson?. Claro que depois a cenita é meia chocha e quase que dá para dormir, acho que a Anne Bancroft também deve ter sentido a mesma coisa, tem uma cara de aborrecida. Mesmo assim fez furor na altura. Se compararmos com o que veio a seguir em Kids ou Ken Park, bem que hoje em dia o Dustin e a Anne podiam ir repetir a cena numa roda infantil que ninguém reparava.

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Mas cenas aborrecidas da 1ª vez não é uma questão temporal, pois ainda há bem pouco tempo o filme Virgem aos 40 mostrou um bem digna de nos fazer querer pensar nos discursos de Jorge Sampaio para nos excitarmos um pouco. Foi eleita como uma das 10 piores cenas de sexo de sempre. Um dia destes digo as outras (ok, não vale a pena irem já tomar valium 10 para não arrancarem os cabelos por tanto post sobre sexo, ainda por cima às fatias, tipo bolo para 40 convidados, pensem que há overdoses piores como as de novelas de criancinhas a fazerem-se de idiotas sob as ordens de idiotas a fazerem criancices).

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Para falar sobre uma 1ª vez especial tenho que dar um salto a Itália e ir buscar o meu eterno Amacord, do Maestro Fellini. A cena da tabaqueira fica para a história, com o pobre rapaz a entrar para comprar um macito e a taberneira (ou tabaqueira) uma autêntica Mama Roma a fazê-lo aterrar no seu envolvente e eloquente (e ponham muita eloquência nisto) busto, que quase o sufoca... não sei se propriamente de prazer. Não chegou a ser uma 1ªvez completa, que a senhora não teve para muitas contemplações e o máximo que o rapaz sentiu foi um apêndice a ser esmagado, o seu nariz. Uma coisa é certa, depois de sair o rapaz ou ficou traumatizado, e sempre que vê umas mamocas tira o crucifico, uma estaca  e um molho de alhos, ou então ficou de tal forma viciado nas dimensões lunares que quando vê a Pammela Anderson manda-a fazer uma operação e pôr mais uns kilitos de silicone, para ficar mais à sua medida.

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Não saímos de Itália e podemos ver Malena, do Giuseppe Tornatore's, esse mesmo o do Cinema Paraíso, em que um jovem de 13 anos vai fantasiando ardentes cenas com uma viúva de guerra, vizinha, baseadas nos filmes favoritos dele. Só mesmo um italiano para por um rapazito nessas figuras. O filme nos EUA foi amputado para 92 minutos dos seus 106, ou sejam comeram os 14 minutos em que o miúdo realmente petiscava alguma coisa, ou pelos imaginava que manjava.

Uma coisa constante neste tipo de cenas dos rapazes é que maioritariamente são feitas quase sempre com mulheres mais velhas. Porque será? Andarás Édipo por aqui a navegar, como quem não quer a coisa, meu malandreco?

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Com um pé em Itália e outro em França, os Sonhadores do Bernardo Bertullici, também no traz uma perspectiva engraçada. O Bernardinho voltou em grande forma pois se por um lado fez um filme à moda antiga, daqueles em que as personagens vivem angustiados entre a discrepância existencialista e displicência sexualista (Quem existe no meu interior profundo? Onde está o nosso eu social? Bom, vamos despirmo-nos e metermo-nos na banheira, fazer umas brincadeira e talvez encontremos a resposta), por outro lado trouxe toda uma narrativa actual, dinâmica, não ficando mergulhado em técnicas passadas.

Ele agarrou em 3 pombinhos burgueses e cruzou-os entre as utopias de um Maio de 68 e as fantasias íntimas e obscuras de cada um. Digamos que enquanto nas ruas havia toda uma rebeldia, os 2 rapazes e 1 rapariga faziam a rebaldaria em casa. No meio de toda essa desbunda, a menina, que nós pensávamos que aviava orgias como quem colecciona cromos de jogadores de futebol, acaba por ter um momento com o amigo americano em que ficamos a saber que só naquela altura poderia fazer par com a Simone e cantar a Desfolhada. Temos assim o 1º Twist sexual da história do cinema. Minto, na Amante do Tenente Francês (quem é suficientemente cota para se lembrar deste filme extraordinário), o Jeremy Irons também ficava de cara à banda, depois de ter sucumbindo à perdição de uma Merly Streep (magnifica no papel) que supostamente era a “galdéria” lá da terra por se ter metido com um oficial e pouco cavalheiro das terras da haut cousine, e verificar que afinal não havia outro e tinha sido ele a vaporizar o primeiro perfume de homem.

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Voltando aos Sonhadores, e relativamente aos rapazes, não há nenhuma referência à sua virgindade, mas se virmos o seu comportamento, quer no campo das batalhas sociais, quer no campo dos seus próprios fantasmas, podemos dizer que experimentaram pela 1ª vez um conjunto de novas sensações, ainda que não se esteja a falar propriamente das que habitam normalmente da cintura para baixo.

A sério, Sonhadores, é um grande filme, em que a utopia de um tempo é desconstruida pela vivência dos fantasmas de uma geração burguesa, que atira tijolos nas ruas mas edifica muros em casa, quando supostamente os quer deitar abaixo. Afinal as revoluções fazem-se primeiro nas cabeças.

 

Ao vivo e a Cores

Sexo Real

 ken park

Se quando falei das cenas do cinema erótico e as tipifiquei como “Quando for grande quero ser Porno”, a deste género, sexo real, quase que podia ser “Sou grande, sou porno mas sou intelectual”.

A rapaziada querendo surpreender e ser cada vez mais ousada - não é todos os dias que uma cena com margarina consegue uma hecatombe, (Alô, Alô, Último Tango, aquele abraço! ) - teve que lançar mãos, e outras partes, a novos métodos, começando a mostrar o que só o hardcore fazia, claro que sempre com uma áurea de dúvida metódica para depois ser discutida em tertúlias e suplementos culturais. Compreende-se, hoje em dia qualquer puto em 10 minutos de web vê mais coisas que o seu pai em 35 minutos de Internet no trabalho. Assim, há que apimentar bem as coisas, mostrar tudo para que não fique a dúvida, de forma a que pelo menos o pai vá ao cinema com a senhora sua esposa ver o filme e, além de poder discutir os contornos depressivos agrários do protagonista, passar, assim a precisar, na semana seguinte, de gastar somente 30 horas a navegar, até porque há uns despachos para dar, que o papéis amontoam-se na secretária. Claro que antes do pai ir ver, já o puto fez o download do filme, criou uma montagem com a cara dos professores e pôs a circular net (engraçado acho que vi o filme mas não me lembro dessas caras, comentará mais tarde o pai quando vir o filme no youtube).

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Tecnicamente cenas de sexo explícito são aquelas em que mostram cenas com sexo real. Sexo real!!! Tretas! Para mim, e analisando todas as cenas que foram consideradas de sexo explicito (com excepção do filmes porno, que são doutro campeonato) o que se pode concluir é que elas são assim tipificadas quando o Sr. Pirilau entra em cena vestido a rigor, ou seja, quando ele assume a sua verdadeira dimensão de um The Hulk  - para quem não viu o filme, o Eric Bana, perante uma excitação forte fica com as hormonas aos saltos, muda de cor, verde (vamos considerar o verde apenas como uma eco maneira de ver o vermelho), começa a crescer, a crescer, não cabendo assim na roupa, e a ficar muito mauzinho, mesmo muito mauzinho de tanta força (espero que esta metáfora cinematográfica tenha saído mais levezinha do que uma descrição brejeira de um certo priapismo) - assim, tenho mais uma teoria macaca a juntar às outras:

- para a classificação de sexo explícito no cinema é necessário um medidor chamado Pilómetro.

Assim teríamos as Cenas de Sexo Explícito (CSE) divididas na seguinte escala:

  • 0 - Nada (tudo escondidinho para não ferir audiências);
  • 1/20 – Baixa (aparece alguma coisa mas é mais do “Querida encolhi os miúdos” do que propriamente do Hulk);
  • 21/50 -  Mediana (o Hulk já dar um ar da sua graça mas sempre disfarçado pela iluminação ténue);
  • 51/90 – Elevada ( o Hulk em toda a sua fúria e dimensão);
  • 90/100 – Explosiva (o Hulk a terminar com a sua explosão de raiva final)

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Querem ver como tenho razão? Vejamos a seguinte cena:

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Estão 2 actrizes envolvidas numa cena tórrida, tipo Mulholland Drive, do David Lynch, mas com muito mais acção e menos deambulações cognitivas. Então, se as senhoras no meio de tanto rigor técnico se envolvessem mesmo e passassem para o domínio do real, o que é que iriam dizer quando vissem a cena? Que grandes actrizes, que capacidade técnica! Agora imaginem que chega o actor e entra também na brincadeira (ok, vamos lá pôr uma das actrizes fora para isto não virar um deboche total). Se no meio da brincadeira, o senhor deixar que o seu Mr. Hulk comece a emergir, e se o realizador não for pudico e o deixar também dar um ar da sua graça num plano, o que é que se diz? Que o filme tem uma cena de sexo explicito. Aquilo até eu fazia, que não represento nada, embora, com o nada que sei, se entrasse no Morangos com Açúcar ficaria logo ao nível de um Laurence Olivier. Estão a ver, na cena anterior era excelência técnica, nesta é apenas sexo explícito.

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Qual grande actor, qual grande desempenho. Grande o quê? O homem só fez a obrigação dele. Pois é, não imaginam as horas de treino, os anos de conservatório, o estado de concentração, que são preciso para que um verdadeiro actor compartilhe a cena com o seu Hulk mais intimo, no meio de um amontoado de gente de olhos esbugalhados a segurar projectores, cabos e microfones, e ainda por cima com um gajo a gritar Corta! Qualquer um em lugar de pôr cá para fora o Hulk ficava logo como um anjinho barroco a sair duma praia na Antártida. Qual método, qual Shakespeare, qual Beckett! Fazer uma cena com o seu hulkzinho de estimação devia no mínimo ter nomeação para Óscar em 5 anos consecutivos - se o gajo fala disto assim é porque sabe, cá para mim é um actor de filmes porno disfarçado de bloguer. Pois, então tirem o cavalinho da chuva que a minha maior aproximação do sexo com uma câmara foi quando me tiraram uma foto nuzinho no meio de um cobertor, tinha 5 meses acho eu.

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Os calhamaços mandam que Calígula, de 1979, seja um dos primeiros filmes com esta classificação de CSE, há outros anteriores mas são filmes mais marginais. Do que eu me lembro, mais tarde quando o vi (sim, porque eu não andei a enganar porteiros de cinema com a idade) e segundo o Pilómetro não havia por lá nada que se pudesse dizer que o pessoal estava animado. E por falar em animação, foi coisa que faltou a Robert de Niro e a Gerard Depardieu na célebre cena com a prostituta no filme 1900, do Bernardo Bertoluci. A rapariga bem que tem tentou esticar a “animação” dos rapazes, mas nada os Hulkalizou. Bom, se o tivessem conseguido, teríamos então a primeira e a única cena de sexo explícito de 2 grandes stars, pois o Nardinho não cortou o plano e pôs tudo a nu, pelo menos cá na Europa, que nos States foi à tesoura.

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Um que não costuma vir nas referências do SE (Sexo Explícito) é o Império dos Sentidos, de 1976. É certo que o Pilómetro apresenta sempre uma temperatura baixa, mas penso que será mais por uma questão de dimensão cultural (cultural, estão a ver? Outra metáfora) do oriente, do que não ter força para obter um Hulk, ainda que júnior. Bem vistas as coisas, este filme até contraria a minha tese, dado que uma das cenas mais explícitas é aquela em que a senhora brinca com uma espécie de ovos que não vão à cozinha. Depois admiram-se que o bispo de Braga tenha dito, quando passou na RTP2, que aprendeu mais em 15 minutos de filme do que em toda a sua vida. Cada um sabe de si. Mas acho que estava enganado, com o que aprendeu nem se quer dava para ir à oral. Claro que isto se passou há cerca de 15 anos. Hoje bastava referir 10 minutos de net e já estava passado com distinção.

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Mas deixemo-nos de coisas, foi em 1986, com o Diabo no Corpo, do Marco Bellocchio, que a Maruschka Detmers inaugurou aquilo que é o ex libris de qualquer filme que se quer moderno sobre o sexo. Fazer um fellatio e já está. Ai, vou fazer um filme niilista sobre o espectro sexual. E tem bro... perdão fellatio? Claro, sou um realizador moderno. Ok, então temos filme, temos festival, temos palmarés. Faz, mas faz assim um plano bem longo, não é que seja para fazer uma exploração sexual da cena, não, é apenas para homenagear esse grande mestre Manoel de Oliveira.

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Meus amigos, a partir daqui foi um ver se te avias. The Piano Teacher, Intimidade, Lie With Me, Pola X, Romance e The Pornographer, são alguns dos exemplos em que o cinema Olímpia aparecia vestido de Cahiers do Cinema. E como isto do sexo no cinema é como o trapezista no circo, mais difícil ainda, esticou-se a corda, neste caso o desgraçado do Hulk até à raiva final, ou seja… como irei encontrar uma metáfora?... o Hulk depois da sua transformação XXL  acaba por exaurir-se num tamanho S, depois de uma certa explosão líquida de lava albina (espero que ninguém tenha já fechado o post e apresentado uma queixa ao provedor da Comunidade).

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Assim 9 Canções, Ken Park e Shortbus não deixaram mesmo nada para imaginar e não só provaram que a minha teoria do Pilómetro está certa, como rebentaram com a escala, fazendo o mercúrio transbordar. No Ken Park até parecia que a numa primeira fase tínhamos apenas o hulkzinho debaixo da roupa interior, mas para o fim foi tudo às ortigas e toca o pessoal todo a ir fazer uma cura para o Meco, que tem muito bons ares. Então no Shortbus nem se fala, acho que a Linda Lovelace (para a malta mais nova, e que não quer ir já ao Google, é actriz do Garganta Funda, filme porno de culto do ano 1972) se o visse, achava que as fitas que tinha andado a fazer durante anos eram apenas remakes do Música no Coração.

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Com esta história do Pilómetro mais uma vez é o homem que dá o corpo ao manifesto. Já viram as vezes que já repeti isto ao longo da série? Afinal nós é que somos o objecto sexual do cinema. Andaram a feministas a queimar soutiens para quê? Se cá os zézinhos é que pagam sempre o pato. Para a próxima vamos nós para a rua e queimamos umas gravatas, de preferência da colecção de Maximiano Rodrigues, que sempre se contribui para a limpeza ambiental do bom gosto.

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E tudo  gente, que ainda há um sol para apanhar… acho eu.

 

 

 

 

Posted: terça-feira, 28 de Agosto de 2007 16:45 por bp63

Comentários

Luana said:

Eu não tenho capacidade para comentar o teu post porque acho que tu escreves ainda mais depressa do que pensas.

Tens muito humor e muita piada. Pessoas como tu deviam tomar conta do humor em Portugal!!! Tu e o Dissidências e mais dois ou três do nosso grupo, podiam e deviam fazer disto a vossa vida.

Vais lá estar no dia 16 portanto fico à espera do minuto dourado da tua vida.

Beijinhos

Luana

# Agosto 28, 2007 21:05

Amonium said:

Épá...ehhh,...eu...ehhh,...bom,...ora...pois,...ehhh,...mas,...ehhh,... sabes que...

Um abraço, aqui do Amonium.

# Agosto 29, 2007 0:59

anatarouca said:

Bp63,

excelente como sempre. Este blogue já é para mim de leitura obrigatória. Saio sempre a rir (e por isso a ganhar!)

Bjs

Ana T.

# Setembro 3, 2007 14:10

Nemesis said:

Olá

Já cá vim ler e fiz com amor e carinho um comentário que até tava inspirado mas que partiu para o limbo dos comentários (um que o Santo Papa ainda não aboliu) porque a minha ligação à net anda com problemas de intermitência.

Talvez desta me deixe dizer que gostei mesmo da teoria do pilómetro. É engraçado passar a pensar, quando nas cenas de sexo as virmos todas objectos e eles todos sujeitos, que escondida está uma pila, tipo tartaruguinha, a recusar-se a sair em público da sua introspecçãozinha. Ou a expor a pujança dum pepino de conserva. Hmmm. Ou as linhas exótica dum bumerangue.

beijo

nemesis

# Setembro 3, 2007 14:53

bluewater68 said:

Bp63,

eu não quero ser redutor ao escrever um: bom post. Neste caso, classifico o teu texto com todos os adjectivos dignificantes que possam existir, mas não vou adiantar grande coisa, pelo simples facto de não ser possível ser mais exaustivo do que já foste. Dou-te os parabéns pela tua memória e por teres lembrado de tantos e tão bons exemplos.

Sobre a primeira vez, ao ler o texto, lembrei-me de uma cena que me ficou na memória. No grande, em todos os sentidos, "Era uma vez na América", havia uma rapariga no bairro que a troco de um bolo com creme (ou chantilly), facultava aos rapazes a sua primeira vez. Um deles, lá foi comprar o bolo e aguardou à porta da menina, enquanto ela acabava de tomar banho. A cena do miúdo a olhar para o bolo e a começar a tirar pequenos pedaços de chantilly é impar. Entre ter a primeira vez ou comer o bolo, a decisão foi fácil.

Abraço

# Setembro 3, 2007 17:37

Annnna said:

Ultimate

MAIS UM EXCELENTE TEXTO, gostei mesmo muito.

Um beijo enorme

Annnna

# Setembro 5, 2007 9:51

bp63 said:

?Eu não tenho capacidade para comentar o teu post?

Quem diria Luana! Em 3 parágrafos  a menina levantou uma série de questões engraçadas.

1 º - ?acho que tu escreves ainda mais depressa do que pensas?

Não sei o que a menina atlântica quis dizer com isto, mas tocou num ponto fraco meu. Por vezes escrevo mais rápido do que o pensamento, especialmente na relação pensamento teclas, e as gralhas e os erros nascem em catadupa. O problema é que com a minha dislexia, quando releio à procura dos disparates ortográficos, sou pior que míope à procura arroz num campo de trigo. Ainda por cima como tenha as ideias organizadas e memorizadas, olho e não vejo o erro. Só passado algum tempo é que volto e olho para a frase e acho que não está lá muito bem.

Mas fiquei contente por me teres chamado o Lucky Luke da blogueria, disparo mais rápido do que a própria sombra? das palavras.

2º - ?Tens muito humor e muita piada. Pessoas como tu deviam tomar conta do humor em Portugal!!! Tu e o Dissidências e mais dois ou três do nosso grupo, podiam e deviam fazer disto a vossa vida.?

Pois é! Isto é complicado. Engraçado, porque sempre achei que tinha uma escrita muito séria, talvez um pouco melodramática. Com o tempo fui ficando azedo com a vida mas mais irónico com as palavras. Descobri-me (talvez vocês descobriram) a ter alguma piada só aqui no Sol.

Meteres-me no mesmo pacote do Dissidências é complicado. Ele é humorista, amador ou não, tem uma escrita virada para o humor. Joga muito bem com o non sense e a provocação. Ele estica a fronteira do humor até ao limite, o que faz dele um humorista a sério. Eu fico pela aproximação. Não querendo ser analista em causa própria, penso que o meu humor é mais acidental. Vou falando de umas coisas, gosto de caricaturar com palavras, e resultam situações engraçadas. Mas quando escrevo não penso que vou ser engraçado. Acho muito difícil a escrita do humor. Alguém disse que fazer chorar é fácil, rir não.

Quanto ao encontro, se calhar (ainda sem certezas) podes já ir preparado o lenço de linho branco para chorares amargamente? não devo ir. A vida tem destas coisas, mas está um pouco complicado. Talvez numa próxima. És uma das personagens da esfera blogueriana que eu gostava de conhecer.

Beijo

Bp63

# Setembro 5, 2007 21:47

bp63 said:

Amomium

Espero que isso não tenha sido fruto de ficar engasgado com as palavras que escrevi.

Há que ter essa respiração serena para ganhar forças para continuar a novela.

Não quero ficar a meio.

Abraço

Bp63

# Setembro 5, 2007 21:53

bp63 said:

Ana T

Com essa da leitura obrigatória é que me tramou, fez lembrar-me os programas escolares. Por acaso teria piada?

- Ora vamos lá ver, o sumário da aula de hoje é o Post ?1ª vez ao vivo e a cores? de bp63

- Sôtora quem é esse tal bp63?

- Sei lá, é um idiota qualquer que lhe acharam piada e agora a MLR resolveu inclui-lo como leitura obrigatório.

- Ó chavala, tá calada que o mano fala bué de sexo.

- Isso não é verdade também fala muito de cinema.

- Sim, mas sempre a dar na moca.

- Esteja calado não seja impertinente e grosseiro! Aliás, a Dr.ª Ana T. lê sempre o blogue, todos os dias, e diz que ri muito.

- Ó sôtora, a minha avó também ri muito quando vê as Chiquititas e nem por isso elas fazem parte do programa escolar.

- Tenha calma minha menina, por este andar ainda vamos ter Morangos como disciplina obrigatória até ao 12º ano.

E pronto, foi mais um momento de idiotice ensolarada.

Um beijo Ana.

Bp63

# Setembro 5, 2007 22:35

bp63 said:

A Nemesis

Voltou do Olimpo mas pelos vistos com o limbo às costas.  

Já me aconteceu também perder todo um longo comentário porque a net por vezes tem aqueles buracos negros que atraiem para lá a matéria que arduamente teclamos. A partir daí escrevo primeiro em Word e depois passo para os comentários. Claro que isto é a teoria, na prática nem sempre o faço.

Mas pior que isso foi o que me aconteceu com este post. No início das férias, numa bela noite de verão resolvi espraiar-me na escrita e iniciei o post. Movido pelo relax de um bom luar alentejano a coisa saiu-me inspirada. Como o computador não era meu, resolvi meti meter uma password no texto, mas por cumulo da idiotice (e da probabilidade também) ao teclar a palavra chave cometi o mesmo erro, quer na 1ª introdução, quer na confirmação (devo ter tocado numa tecla sem querer). Moral da história, nunca mais consegui abrir o ficheiro. Tive que rescrever tudo de novo.

Quanto ao pilómetro e só mais uma teoria maluca, mas que dava pano para mangas, ai se dava. Sabias que nos EUA o facto de aparecer o dito, mesmo que em tartaruga, e de ser bem visto num plano é o suficiente para que a classificação suba logo para um NC17.  E mesmo esta classificação só apareceu por causa do Henry e June, com a nossa Maria de Medeiros e Uma Thurman, pois antigamente levava logo um R (interdito a menores de 18) ou um X (porno).

É por isso que o pessoal logo que perde o amor à camisola (neste caso os boxers) vai em frente, perdido por 100 perdido por 1000, e depois aparecem fenómenos como o Ken Park.

Um beijo

Bp63

# Setembro 5, 2007 22:58

bp63 said:

Pois é BW

Afinal a tal minha boa memória de que falas não é assim tão boa. O teu comentário veio desmascarar a sua fraqueza ?queijeriana?.

Claro que eu podia agora aqui inventar, dizendo que não referi a cena do Era uma Vez na América, porque o facto não se consuma, bla bla bla.

Mas confesso? e vou bater em mim? como fui eu esquecer-me da cena que tão bem descreves? Além de ser um dos meus filmes favoritos (figura mesmo no meu Top Tem) revi essa cena há pouco em DVD. Como pude esquecê-la? Tenho que ir já para um divã e fazer psicanálise de regressão para explicar este fenómeno.

Realmente a cena é um mimo no filme e põe a nu uma coisa interessante, que é a sexualidade precoce forçada pelo ambiente exterior. Há um tempo certo para tudo e para o sexo muito mais. Mais do que uma preparação hormonal é necessário toda uma cabeça formada para que a parte física que vai nascer não seja afogada por uma não preparação psicológica. O facto de o miúdo ter preferido comer o bolo revela isso, afinal ele ainda era um miúdo e o homem que queriam fazer dele ainda não tinha nascido. Mas também revela franqueza com ele próprio. Venha mas é de lá esse chantilly que a menina pode esperar. Pena que muitos rapazes e raparigas não tenham a honestidade que ele teve e partam para situações pouco esclarecidas e desejadas, apenas porque o grupo com que convivem assim o empurra. Mas esta conversa levar-nos-ia muito longe.

Mas o meu esquecimento não ficou só em xeque aqui. Quando falei das cenas do tipo ?2 em 1?  não referi aquela que considero a cena mais forte de masturbação apresentada alguma vez no cinema (fora da pornografia) , aquela em que um rapaz, além de executar o acto até ao fim (com o plano fixo e não esconder nada), ainda põe um garrote à volta do pescoço criando um momento de asfixia. Confesso que é mesmo uma daquelas cenas de pontapé no estômago. Não sabemos de saímos, se ficamos.

Mas fizeste muito bem em trazer o Era uma vez na América, aliás a ideia é essa mesmo, que nos comentários tragam novos filmes que ilustrem as situações. Pois a minha memória também é traiçoeira, como a língua? a portuguesa, não a minha, que sou um rapaz de bons modos.

Um abraço.

Bp63

# Setembro 5, 2007 23:20

bp63 said:

Obrigado ANNNNNA

Então essas férias fizeram crescer os NNNN?

Ainda bem que voltou a consumir ultimate. Pode não andar mais depressa, mas ficamos mais felizes por pensar que sim.

Um beijo

Bp63

# Setembro 5, 2007 23:22

anatarouca said:

Bp63,

esta cena da "leitura obrigatória" com diálogos "bué expressivos" também está um mimo!

Bjs

Ana T.

# Setembro 6, 2007 13:01

dissidencias said:

Olá grande Brad Pitt,

Venho eu de férias, ainda com o sal do mar agarrado à pele, pois conserva-nos melhor do que muitos cremes caros que os metrossexuais têm a mania de aplicar sobre a sua delicada pele... (Cambada de mariconços...), e deparo-me com uma sequela do "Sexo no Cinema", parte 5, que promete, logo no início, diminuir o tipo de cenas por post. Pensei logo para comigo: "Ena pá, com esta contenção, qualquer dia o tipo ainda é convidado pelo meu vizinho, o bispo de Braga, para pregar aos fiéis bracarenses sobre o sua reaproximação junto da Santa Madre Igreja, já que das habituais 15 cenas de sexo, já conseguiu passar para apenas duas... tudo à custa de muita oração, penitência e mortificação corporal, com a ajuda de uma armadilha para ursos espetada na coxa e de um chicote de cabedal".

Claro que esmoreci... eu que aqui venho somente pelo sexo, para ver se realmente o Brad Pitt ultrapassou o meu recorde de visualização média de 3 filmes porno-eróticos/dia durante os meus 35 anos de existência sempre a pensar em sexo... e ser confrontado com um aviso de que apenas vou poder assistir a duas cenas...

Mas mal comecei a ler e as ver as imagens a cores desta espécie de "crónica do cine-sexo" , o meu Hulk ganhou logo novo fôlego, nova vida... e deliciou-se com a rememorialização de excitantes cenas de filmes mais ou menos intelectuais no sexo.

QUanto ao "Último Tango em Paris", devo dizer que depois da cena de sexo anal com a Romy Schneider, Marlon Brando esfregou-se num naco de pão ainda mais duro do que o seu Hulk, e deu-o de comer à sua colega atriz para que ela retemperasse as energias. Afinal, a margarina não serve só para facilitar a penetração... Também a podemos usar para barrar no pão...

QUanto so comentário da Luana e ao teu contra-comentário, devo-vos elucidar que estão ambos enganados a meu respeito, pois eu mais não sou do que um tipo que apenas faz copy past dos escritos do Woody Allen da internet... (como sabem, o Woody escreve muito sobre a realidade politica e social portuguesa). Aliás, até sou mesmo excêntrico e neurótico como ele, e também gosto de gajas novas e boas, tal como ele...

Querem ver eu a escrever uma coisa original? Então cá vai... Bem, de momento não me ocorre escrever nada de original, porque a originalidade não é comigo... Dá muito trabalho ser original e teria que me inscrever nas finanças para poder começar a exercer a actividade de originador de coisas originais e, assim, começar a pagar impostos por ser original... o que não deixaria, certamente de ser original, num país onde todos fogem aos impostos...

Um grande abraço e não faltes ao Encontro... Vá lá... A malta promete que te leva lá a sensual Magali Noel, actriz principal do Amarcord de Fellini... que deve estar já na casa dos 70 anos, mas ainda operacional para dar autógrafos nos Hulk's dos seus fãs...

dissidencias

# Setembro 7, 2007 1:01

bp63 said:

obrigado Ana.

Beijos

# Setembro 8, 2007 9:15

bp63 said:

Dissidências

Convém começar a tirar o sal, senão a coisa ainda pode ficar temperada demais e acabar num churrasco de vizinho, daqueles de música bem alta, gente gorda refastelada em minúsculas cadeiras de praia, a comer peças de carne bem untadas em pratos de plástico, a beberem sumolis e minis, com uma matilha de cães a olharem com o rabo abanar, os ossos tardam em voar para a relva, e com as katias, as vanessas e os rubens numa autêntica correria louca. Isto seria a versão neo-realista. Numa outra, mais ao nível do ambiente do post, acabaria tudo nu a dançar o baile dos passarinhos.

Não, há bispo que me faça encolher (relativamente ao Hulk quase todos me o fazem desaparecer, não encontro muita libido naquelas saias). A diminuição do volume das cenas foi só para ser como uma caixa de bombons, em que o chocolate está repartido para se ir prolongando o prazer.

Ai o Woddy Allen! Será que ele também não fará copy e paste? Se calhar do próprio Dissidências e aí ficaríamos com uma pescadinha de rabo da boca, que confesso não é algo que tenha muito boa imagem. Se calhar era bom que o fizesse, pois o último livro dele não me agradou muito.

A originalidade afinal o que é? Já nem os génios o são, quanto mais estes tristes palermas como nós. Será que eu não copiei este comentário de um outro já feito, talvez até daqueles que se re-comentam a eles próprios para subir na vida? dos rankings solarengos.

Quanto à minha presença, ela está difícil. Mas já que me querem dar uma italianada então prefiro a Mamma Roma da Anna Magnani, com aqueles olhos grandes e um regaço para esconder qualquer um.

[YouTube:uZrI2BRe0k4]

[YouTube:bdS0rgOnyt0]

Abraço

Bp63

# Setembro 8, 2007 9:45
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