SOL

Imagens caídas

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Porque não fazer o contrário? Com as palavras construir e falar de imagens.

News

Sexo no Cinema - Episódio 6 - Fast Food

 Body Heat

Kathleen Turner a pôr gelo na banheira com William Hurt no Body Heat (Noites Escaldantes) de Lawrence Kasdan (1981)

A saga continua. Sem grandes conversas mais 2 tipo de Cenas de Sexo no Cinema. Desta vez dedicado à fast food. Primeiro porque se atiram a ela como cães a bofes e depois porque aquilo normalmente dá sempre indigestão.

Esfomeados

 Sliver

Sliver

Pior que marinheiros num bordel depois de meses em alto mar. Pior ainda?! Pior que ex-presidiário na sua primeira noite de liberdade, após cumprir uma longa pena de 20 anos. Pior que tudo isto, ou seja, com umas ganas de comer um manjar inteiro todo de uma vez.

Muitas das cenas de sexo do cinema enfermam deste síndrome, o de mostrar uma vontade exacerbada das partes em cumprir o seu contrato.

Qual acto banal, qual coisa simples, o sexo, meus senhores e minhas senhoras, é algo transcendente de eros, executado por homens sedentos e viris e por mulheres cheias de apetite, a demonstrar-nos que nós, os pobres mortais anónimos, praticamos uma coisa miserável e insossa quando comparada com as acrobacias de luta livre praticada pelos ilustre da tela. Digamos que eles praticam um combate completo de Wrestling enquanto nós apenas treinamos uma simples sessão de pilatos. Quando comparados com a fúria dos actos deles, os nossos quase que poderiam figurar, se filmados, num filme da Disney. Claro que os mais fanfarrões já estão neste momento a comentar, só se fores tu, que eu cá comigo ainda faço autênticos tsunamis todas a noites. Ai, como se gosta tanto de mentir sobre este assunto, até mesmo em pensamento! Bom, já que falamos nisto, vamos lá por os pontos nos is, eu estou a falar em abstracto e numa análise sobre terceiros, evidentemente. Sim, porque eu nesta minha vidinha sou também um cinéfilo energético, qual King Kong a trepar pela Naomi Watts, o que ando é a disfarçar. Ora ia lá eu ficar mal na fotografia. Isto de escrever nos blogues é como ser actor numa telenovela ainda nos confundem. Ò sr, bp63 gosto muito do seu programa, especialmente das suas performances. Pena que o meu Tonho não faça o mesmo, se bem que eu agora já não posso muito com essas coisas, sou uma mulher muito doente, ainda ontem tive o dia todo deitada com falta de ar. Felizmente que tive a companhia da D. Fátima e da D. Júlia, que são muito boas pessoas. O mau é que a Júlia e a Rita dão ao mesmo tempo, não há direito. Lá no seu blogue é que podia dar um jeitinho…

Voltando ao assunto e ao furacão sexual. Não há nada como apresentar uma boa cena sexual cheia de energia para o filme aquecer. Pára tudo. Interessa lá se aquilo era importante para a narrativa. O assassino que espere, que agora é altura de calcinhas para baixo, a menina loura de serviço deitada em cima da secretária e zás – quem foi o cretino que pôs estes pisa-papéis de adereço aqui em cima? Quase que me iam furando as costas. Já não me bastava ter que aturar um gajo com mau hálito e passadote, que isto de ser loura tem sempre estas contrariedades, temos sempre que servir de pestisco aos galãs que já estão com as botas descaídas. Se não se toma cuidado com tanta pressa, um homem não vê onde põe as mãos, para não lhe chamar coisa pior, e cai numa esparrela. Veja-se o caso de Harrison Ford em Presumível Inocente, foi com tanta sede ao pote da Greta Scacchi, que perdeu o norte e acabou de Procurador a Procurado. Ainda por cima nem foram precisos cães faroleiros para detectar os vestígios de Harrison no local do crime. Bastou procurar cromossomas na greta, perdão na Greta. Este foi o meu momento de homenagem ao grande poeta Quim Barreiros.

O problema é que depois quando põem as malas no chão, aquela primeira coisa que fazem depois do acto arrebatador e a segunda depois de chegarem a casa, não fica muita energia para a narrativa. E se nas cenas sem diálogo, ou antes, de diálogo monossílabo, havia bastante pujança, nas conversas seguintes tudo fica muito frouxo.

Vejamos o caso de Sliver, Violação de Privacidade, em que Alec Baldwin depois de espreitar a vizinha, atirou-se a ela, à Sharon Stone, como gatos a bofes, e não lhe perdoou nada, nem sequer uma visita ao seu condomínio das traseiras (hoje estou mesmo muito Quim). Claro que com o furacão Stone da altura, 1993, não era difícil qualquer homem ficar à beira do vulcão, neste caso do Videotape. Só que passada a performance, ele ficava a andar por ali, no joguinho do espreita ó vídeo, feito um paspalhão sem chama nenhuma. Quando abria a boca tinha mais efeito que um xanax.

Já a famosa f.u.c.k of century (palavras do Michael Douglas, não minhas) em Instinto Fatal, não deixou margem para dúvidas. Aquilo foi mesmo para nos meter inveja. E à mulher do Michael também, na altura uma srª Douglas qualquer sem Zetas nenhuns. Parece que o entusiasmo foi tanto entre o ganda Miguel e miss Pedra, que quando houve o clássico Cut os actores baralharam-se um pouco e quase que trocaram o t pelo m. Diz-se que foi a primeira cena de sexo explícito não explícito. Para mim foram apenas balelas para vender o filme, mas conhecendo a Sharon como eu conheço (íntimos, trocamos mails semanais todos os dias) não meto as mãos no fogo por ninguém, até porque ambos dispensaram a célebre tapadinha negra (não sei se há versões coloridas), uma espécie de pano velcro (ui, o que deve doer ao tirar!) que os actores põe nas partes genitais para não haver contacto entre as ditas. Cheira-me que com tanta fricção algumas bandeiras negras deverão ser erguidas durante muitas filmagens.

Por falar em fogo, lembram-se das Noites Escaldantes da saudosa Kathelen Turner e do William Hurt, lá pelo ano 1981, filmado pelo Lawrence Kasdan em boa forma? As cenas escaldavam mesmo, tanto que acabaram por ter que se meter numa banheira com gelo (se a memória não me falha, ou estarei a confundir refrigerações?). Mas também a canícula lá para os lados da Florida era muito forte e a Catarina dava mesmo umas Voltas ao pastelão Guilherme Ferido. Não admira, com as curvas delas qualquer um se espalhava ao largo, por muito ABS que tivesse. Mesmo hoje, em que as curvas dela já deixaram de fazer parto do Grande Circuito Internacional, basta a senhora abrir a boca e explode mais sexualidade naquela voz do que em toda a colecção da Boazonas e Gostosas, consta que tem 6 volumes (consta-me, só isso).

Claro que tanto amor só podia acabar mal, mas isso é tema de outra caixinha mais abaixo.

Tenho em mim que este tipo de cenas, fortes e arrebatadoras, com figurões cheio de testosterona a rebentar pelo poros e mademoseilles mais esfomeadas do que uma activista do greenpeace em greve de fome, são apenas para representar uma eterna fantasia sexual masculina da mulher fatal ninfomaníaca, que todos os homens (bem, quase todos) esperam em encontrar um dia.

Claro que depois também há uma projecção do autor no papel masculino, criando uma espécie de alter-ego bastante competente. Quem é que vai imaginar que encontra uma louraça esfomeadíssima e depois não tem sustento para tanta riqueza? Ninguém, ora já que o filme é meu (do realizador, claro) eu faço a fantasia como eu quero. Até porque estragava a festa. Vejam como eles, os realizadores, incham quando apresentam a sua obra numa sessão de estreia e o herói é um Rambo da competência erótica. Estão a ver, estão ver, aquele ali é uma personagem mas podia ser eu, fui eu o que criei à minha semelhança.

Se o sexo já é uma coisa enérgica (vamos esquecer os tântricos para não adormecermos) então neste tipo de cenas é o reactor de uma central nuclear á beira de um colapso. Bom, para ser mais politicamente correcto será melhor utilizar uma eco-metáfora, digamos assim que o pessoal neste tipo de cenas é como um esquilo depois de tomar redbull (alguém se lembra do Pular a cerca?). Avassalados pela força do desejo, mais que uma dádiva, são uma autêntica Fúria de Deus.

Ponham lá os olhinhos neste tipo de cenas, divirtam-se, mas não tentem repetir em casa, pelo menos todos os dias, ou ainda acabam a noite estendidos numa caminha branca, num longo corredor a serem medidos arterialmente por uma senhora também de branco. Só que esta, garanto, não será loura e nem terá um busto XXL. Bom, loura ainda poderá ser, mas de XXL só deve ter uma seringa para espetar no peito em caso de emergência.

Qualquer Dia Acaba Mal – Mau Sexo

 Matadorr

Matador

Tanto amor qualquer dia ainda acaba mal. Costumava dizer-se em tempos. Pois bem, muitas das cenas de sexo são apenas um interlúdio para que a coisa engrosse (malta, sem 2ºs sentidos) lá mais para o final e tudo descambe num banho, pouco sensual e um tanto avermelhado.

Estas cenas normalmente derivam quase sempre das cenas referidas na classificação anterior, a tal dos esfomeados, o pessoal começa com muita vontade, e como tem à sua disposição um autêntico manjar, há que comer bem e depressa. O problema é que quando a esmola é grande o pobre desconfia, mas só desconfiamos nós, espectadores espertos que não andamos aqui a apanhar bonés, pois o tansinho (maioritariamente) ou a tansinha (menos vezes) nem dão pela coisa, a não ser quando vêm algo grande a ser-lhe espetado nas entranhas. Uma coisa lhe posso garantir, dessa penetração acutilante vão sair muitos ais, mas de prazer é que não são, ai não são, não!

Esta terapia de choque, do primeiro pimba e depois pumba é típica dos filmes de terror. Vamos lá, até faz sentido, ao fim ao cabo estamos a falar de 2 tipos de excitação típicas que animam a rapaziada: uma de eros, para provocar uns ais mas sustenidos, outra de temor, com uns ais mais agudos.

No que respeita a sensações há 2 tipos de filmes, o que relaxam e os que excitam.

Nos que relaxam temos os clássicos dramas e as comédias, e aqueles que nem sendo uma coisa nem outra, de tão aborrecidos que são acabam por nos provocar uma boa soneca e saímos de lá como novos.

Nos que excitam temos então os eróticos e afins (incluir aqueles como não quer a coisa lá vão mostrando umas cenitas no meio das introspecções existenciais), os de terror e afins (incluir os triller a fingir que querem mostrar muito a densidade psico de um psico, quando apenas nos querem assustar com as suas aberrações sanguinárias), a cowboiada (com muitas explosões, tiroteios e efeitos especiais á la carte). Claro que também temos os excitantes involuntários, que são aqueles filmes com argumentos tão complicados que saímos de lá irritados por não termos percebido nada (alguém me pode explicar qual é o resultado final do Matrix III, temos um jogo de Deus ou apenas uma brincadeira de gajos que tomaram LSD a mais?).  

O medo é excitante (se não fosse quem ia ver filmes de terror?), logo vamos juntar o pessoal noutras brincadeiras e aumenta-se o seu grau de excite, que assim se junta o útil ao agradável. Tenho para mim uma outra teoria - se calhar é sempre a mesma, mas como o pessoal que lê (será que leiem?) já perdeu a noção do que ficou escrito para trás, tal é o emaranhado de palavras e ideias, que nem repara -  por causa das classificações dos filmes o pessoal corta-se um bocado nas cenas apimentadas, lá para o lado states, mas vontade não lhe falta. Assim, quando se apanham com um filme de terror nas mãos, e como sabem que este leva logo com um NC17 na testa, no mínimo, há que aproveitar e fazer aquilo que andou escondido e apetecido nos outros filmes, perdido por 100 perdido por 1000. No meu post sobre Sexo, Sangue Suor e Lágrimas já andei à volta disto (este gajo só pode ser tarado, sempre a falar do mesmo).

Voltemos às cenas. Comecemos pelo Hostel, vendo a baba que corria pelos beiços dos rapazes americanos, para saltarem para cima de umas piquenas parolas e boazonas europeias, já se sabia que mais tarde ou mais cedo haveria outra coisa para escorrer do seu próprio corpo, e que não seria propriamente nenhum liquido fálico (esta não sei se não ficou ao nível de uma piada de caserna, ainda que, como o português é mais elaborado, será mais de uma caserna de oficiais da Marinha, tipo, assim, submarinos do Paulo Portas). Mas em conclusão, até é um filme com moral, se os rapazes trataram as meninas como carne para canhão, eles próprios acabaram com os focinhos pendurados como num talho (para quem não viu o filme, não é totalmente figura de estilo). Não há nada como uma boa moral de um bom filme, Disney ensinou-nos isto e a regra tem que ser respeitada, mesmo que o ambiente esteja tão distante do mundo Disney como um vegetariano super vega está de um Big Mac.

Um pouco na fantasia, o filme acaba por denunciar a imagem que os americanos têm da Europa e especialmente das mulheres, é tudo uma cambada de galdérias ninfomaníacas a quererem regabofe e que eles, salvadores da pátria, estão cá para satisfazer os apetites das donzelas, que os machos europeus não têm competência para tal. Ou seja, que as nossas mulheres são uma espécie de Iraque Sex-Shop. O problema é que tal como nas terras do Oriente, os meninos deram-se mal e não contaram com os danos cu-laterais, vísceras-frontais and so one, so one.

Mas há coisas menos horripilantes. Será? O Império dos Sentidos, 1976, também era muita paixão e tal e depois acabou com todo o material, não pendurado num talho, mas numa espécie de frutaria, ou seja com a fruta na mão da vendedora depois de arrancada ao chão que a alimentava. Depois admiram-se que a Lorena Bobbit, lá para o ano de 1993, tivesse cortado o pénis do seu marido, John Wayne Bobbit. Isto há gente que não pode ir ao cinema. Se tivesse ido ver o Silêncio dos Inocentes, o que fazia? Um modelo do Galliano com a pele do menino Bobbit? Bem vistas as coisas sempre foi melhor a imitação do Império, pois assim o John Wayne pôde voltar a disparar, graças ao avanço da ciência cirúrgica. Consta que virou actor porno. Espero que leve sempre para o plateau de rodagem um kit suplente não vá a coisa correr mal e alguma actriz ficar com uma peça extra – olha, eu quase que jurava que antes de sair de casa não tinha pilinha.

Outra coisa interessante nestas cenas, que mais tarde ou mais cedo dão para o torto, é que maioritariamente as vitimas são homens. Ok, vamos lá esquecer os filmes puros de terror, que isso da loura com as mamocas ao léu a fugir de uma faca depois de ter apreciado uma outra palavra (inglesa) foneticamente quase igual, já está mais que batido. Pronto lá vem ele com a cena do homem ser objecto sexual. Deve ser trauma. Quer o quê? Que o convidem para o calendário da Elite Model? Melhor seria para um da Michelin, assim como assim pneuzito já sabe o que é.

Assim de repente, para contrariar esta tese, só me lembro da tadinha da Glen Close, na Atracção Fatal, em que acabou por ser ela a pagar o pato, neste caso o coelho. De resto é sempre o maralhal de barba rija a arcar com o prejuízo. Está bem que se diverte primeiro à grande e à francesa, mas também não era preciso levar a coisa tão a peito. C’um ca tano, afinal somos o sexo forte ou não? Teríamos que ser nós e não elas, depois de todas as cavalgadas, a seguir no cavalo em direcção ao pôr-do-sol, pois estamos mais preparados para isso. Acabarmos picados, e caipirinha nem sempre apetece, enquanto as damas seguem lindas no seu descapotável, pois isto de subir para um cavalo com saia travada não é assim tão fácil, não há direito. Tivemos o trabalho quase todo e depois, além de ficarmos com salários em atraso, a patroa ainda no manda fazer um recado dentro duma caixa de pinho. É melhor fazer delete deste parágrafo, que tenho leitoras por aqui e não quero acabar com o meu blogue a ser triturado com um picador de gelo.

Ai que saudades que tenho da Catherine Tramell a ilustrar tão bem este tipo de cena com a sua excelente abertura… falo cena inicial do Instinto Fatal, claro.

Mas pronto, para terminar em paz com todas as partes, refiro a cena final do Matador, aquela em que Assumpta Serna e Nacho Martínez, se espraiam todos numa arena improvisada e, onde sobre a luz do eclipse, ela dá a estocada final enquanto ele a estrangula (ou será ao contrário?) e vão os 2 desta para melhor. Paz à sua alma. Espera-me em cielo por favor, dizia a canção final. Eu cá dizia, vá tu andando que eu já lá vou ter, depois de despachar a leitura destes blogues todos que tenho aqui entre mãos

… Afinal não terminei. É que para fechar tinha que deixar umas palavritas sobre 2 filmes que são um ex libris nesta categoria. Salô ou 120 dias de Sodoma e a Laranja Mecânica. Aqui o sexo além de ser mau é uma transgressão constante suportada por uma orgia de violência fascista. O sexo forçado como símbolo da barbárie social. O que sei é que, depois de ver filmes como estes, a nossa libido foi de férias para um mosteiro do Tibete e tem overbooking no avião na viagem de regresso.

E com estas me despeço até ao próximo programa.

Posted: domingo, 9 de Setembro de 2007 19:57 por bp63

Comentários

dissidencias said:

Olá colega Brad Pitt,

estava a pensar que tipo de comentário é que poderia aqui deixar no episódio nº6 do Sexo no Cinema, porque isto de ser o primeiro tem os seus inconvenientes. É que todos os teus leitores/as que vierem visitar o teu post deparar-se-ão de imediato com este meu comentário, a não ser, claro, que o resolvas apagar. Os teus amigos/as, leitores/as ao depararem-se com este infeliz comentário pensarão duas vezes de hão-de continuar ou não a ser teus amigos/as / leitores/as porque ficarão logo a pensar que deves ser maluco da cabeça, para teres um amigo e leitor assim como eu, que escreve comentários sem conteúdo nenhum... comentários estúpidos... comentários apalermados... comentários onde a única coisa que se aproveita é o ponto final do fim do comentário, porque simboliza que o comentário terminou... chegou ao fim... e isso é bom (para quem já está farto de ler o comentário). Mas, só para chatear essa gente, eu vou terminar este meu comentário palerma com um ponto de exclamação e não com um ponto final, hehehehehehe  :-)  

Gostei muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito deste episódio, principalmente da cena da "cambada de galdérias ninfomaníacas". Desejo-te muito sucesso para a tua vida pessoal, profissional, afectiva, relacional, intelectual, cultural, cerebral, cinéfila, ninfomaníaca e centésimal.

Um abraço deste teu amigo maluco!  

dissidencias

# Setembro 9, 2007 21:59

bp63 said:

Ora Dissid

Estás à vontade para fazer os comentários como entenderes, mesmo esse que bem ilustra o encher-chouriços da nossa comunicação social (até parece que estava a ouvir um directo daqueles do jornal das 8 à parta da família Maddie onde nada acontece mas que há dizer algumas palavras, pois já lhe pagaram ajudas de custo para irem até ao Algarve o Jornalista não pode ficar de mãos a abanar).

Não te aflijas por ser o primeiro, tanto mais que o pessoal já não chega aqui. Duvido mesmo que já leiam os últimos parágrafos do post, quanto mais os comentários. Os mais resistentes quando chegam à parte dos comentários já estão cansados que o que querem é tomar um chá de camomila e partir para parte incerta. Basta ver as reacções, ainda te arriscas a levar o troféu do the single coment.

Abraço

Bp63

# Setembro 9, 2007 23:21

pessoalissimo said:

(Este é o second coment, tenho direito a brinde?)

Porra! De fast food este post não tem nada, pois demora que tempos a degerir e ainda fica a moer no estomago.

Vocês conjugaram-se para bater todos os recordes, os do tamanho dos posts e dos comentários (esta é para ti, dissi!) Já não bastava o BW e o DISSI escreverem aquelas enormidades para chineses lerem, tinhas de vir tu também escrever um enorme lençol de fino linho, perdão, de fina prosa!

Assim, não há pachorra! Se eu já apreciava pouco o cinema chato  comprido(quem diria?) e sobretudo os seus críticos/comentadores, agora veio a prova de fogo.

Claro que não li tudo, terei de apresentar as minhas sentidas desculpas ao autor de tão trabalhoso post, mas é óbvio de não podia deixar de manifestar o meu respeito porquem dedica tamanha atenção, estudo e dedicação à dessicação da sétima arte.

Bom... Com esta conversa toda já não tenho tempo nem espaço para comentar o teu post, será uma indignidade da minha parte, mas prometo e garanto que se os teus próximos posts respeitarem a dimensão adequada e correcta e proporcionar rápida leitura (tipo fast food) virei aqui muitas vezes ler e ocmentar com gosto!!!

...

Olha, amigo, afinal o meu coment também ficou assim pró grandito e afinal não disse nada, hein!

Abração

Fernando

# Setembro 10, 2007 0:59

Nemesis said:

Olá bp63

Cansados, não, mas expulsos da cadeira pelo resto dos familiares que também querem ir à net, como me aconteceu a mim agora, tive que ler o teu post em duas pernadas. (pernadas? de que filme é que me terá vindo esta palavra, depois de tal viagem neste alguidar do sexo desmembrante?).

E depois, é tal a vertigem que são para ler duas e três vezes até apanhar a sensação de ter a coisa toda - o que gera novas filas de familiares a sugerir que os deixem ir só ali um bocadinho ao mail. isto porque comprei um pc novo. Entre outros prazeres, para conseguir descarregar os teus posts sem ter que reiniciar a máquina duas ou três vezes :)

Eu bem queria conseguir portar-me bem como comentadora mas já deves estar a pensar que moro numa cena tipo música do coração, com para aí 13 crianças todas vestidas com roupa laranja, amarela e verde de batiks africanos (é a actualização à modernidade) em fila a berrar que querem ir ao utube ao numseiquantos5 e ao hotmail e que o segundo post (se ninguém comentou entretanto) é  pior a amendoa que a sineta e quem cá vier comentar fica logo com a imagem que por aqui só dão celerados e mães em delírio de valium/wodka e isto é tipo alpendre de filme americano com três ou quatro adultos de meia-idade de colete de couro e cérebro frito pelos mais diversos excessos a mandar-te piropos enquanto as motocicletas brilham por entra as sombras das árvores e o luar?

Que queres, os teus posts aceleram-me os neuro-transmissores...

beijos

nemesis

# Setembro 10, 2007 1:03

bp63 said:

Meu caro pessoalíssimo

Longe de mi chamá-lo à atenção, mas estou a ver que para a próxima no mínimo tenho que lhe marcar falta de material.

É que o menino não anda a estudar bem a lição.

Ora vejamos, veio dizer que o meu post estava em concorrência com os do BW e o Dissi, para decidir quem fazia o maior lençol.

Então este meu postezinho apenas tem 2.986 palavras e 13.651 caracteres. Se analisasse com a devida atenção, por exemplo o Episodio 2, teria visto 5.162 palavras e 23.898 caracteres. Mesmo o episodio 5, dos mais curtos, tem 3.519 palavras e 15.850 caracteres, ainda assim superior a este.

Tem andado desatento a estas questões, pois tenho vindo a mingar no relambório. A diminuir assim qualquer ainda definho.

Queixa-se que são longos. Mas em contrapartida têm poucas fotografias. Vendo as fotos e o nome dos filmes, a bold (para se identificar melhor) tem o resumo da matéria dada. Já pode estudar o suficiente para dar para o 10 e ir à prova oral.

Piadas à parte achei muita piada ao seu comentário, que na boa verdade o diga, tem 222 palavras e 1061 caracteres, estando assim muito acima do padrão normal, o que feito os descontos é capaz de dar para Satisfaz + Smile

Abraço

# Setembro 10, 2007 20:44

bp63 said:

Nemesis

Ora eu nunca tido um comentário Bretcheneano, em que se fizesse do acto de espectador/leitor do meu post um cenário que acabasse ele por fazer parte do próprio post.  Estou-me a lembrar daquelas velhas peças, em a dado altura alguém do público se levantava e dizia de sua sentença. Só que isso não era a sério meus meninos (para o casa de haver menos letrados na sala em drama de Bretch) era a fingir, ele também era um actor.

Assim se passa com o comentário da Nemesis, que não é nad amenos que um hetrónimo meu que escrevi aqui também para mostrar o que sucede do outro lado de do monitor.

Se calhar não fui feliz na comparação, devia ter chamado a Rosa Púrpura do Cairo ou Último Grande Herói. Enquadrava-se mais no ambiente.

Beijo e não quero bulha ao computador, sou um homem de paz. Longe de mim provocar uma arritmia familiar. Já vou ser excomungado pelo teor pouco-vergonhoso dos meus post, o que não serei por perturbar o sossego do sagrado lar, especialmente se imaginar lindas criancinhas de laço na cabeça a cantar ?cantando e rindo??

Bp63

# Setembro 10, 2007 20:59

MarAzul2007 said:

Caro amigo BP63,

Ler um post destes cansa pra caraças...Também deve ter sido uma trabalhera das grandes faze-lo.

Essa homenagem ao Quim Barreiros é merecida.E à Sharon Stone é muito mais que merecida, mas falou aí de um filme que foi um espanto na época, o Noites Escaldantes,imperdível.

E vou ficar por aqui, que os seus posts são verdadeiras enciclopédias bloguisticas.Bem feitas claro.

1 abraço

# Setembro 10, 2007 22:41

bp63 said:

Caro Marazul

Obrigado. Espero que não tenha ficado muito cansado. Um conselho vá tomando em doses leves para não apanhar uma intoxicação. Dizem que o corpo adapta-se a qualquer veneno, dependo da quantidade que vai ingerindo, logo não vai ser muito difícil ganhar tolerância a nível de paciência para ler isto Smile

Quanto ao Noites Escaldantes foi realmente um grande filme. O tempo é  mau amigo dos filmes e este acabou por ficar um pouco esquecido, mas para a época era um must.

Lembro-me que até suei a ver o filme? bom também estava bem acompanhado, tinha 18 anos, aquelas coisas.

1 abraço

Bp63

# Setembro 10, 2007 23:02

pessoalissimo said:

Chiça!

Já levei nas orelhas! E que bem dadas! Eu que sou professor, levei uma lição. Toma lá e embrulha!

Vá lá, o autor deste blogue é magnânimo, deu-me nota positiva. Obrigado, amigo, mas se calhar não mereço tanto. Até porque só começei a ter notas verdadeiramente positivas na escola em... Bem, é melhor não dizer, ia ficar mal visto! E eu prezo a minha (boa) imagem.

Um abraço para si. Não o incomodarei mais até se dignar começar a escrever um máximo de 2000 palavras por post e, mesmo assim...

Fernando

# Setembro 11, 2007 1:50

Nemesis said:

Põe-te a levantar suspeitas que eu sou um heterónimo teu, põe-te, e vais ver a linda fama de larilas com que acabas neste astro escaldante onde eu já me fartei de falar de homens...

agora, que o teu dialecto, para alentejano, me desperta uma intensa e estranha sensação de "ó elvas, ó elvas, estadio do bessa à vista", é um facto insofismável.

beijos

nemesis

# Setembro 11, 2007 12:09

bp63 said:

Pois é Fernando, sabendo que é professor não deixei de brincar com isso.

Não comece a faltar e a fazer exigências de puto reguila (com então um máximo de 2.000 plavras, ein?) senão vai chumbar por faltas.

Venha sempre, aproveite as ?novas oportunidades? deste blogue e seja um diplomado em imagem-ó-mania.

A sério, com muitas ou poucas palavras terei sempre todo o gosto em ler os seus comentários ( e os seus postes tb).

1 abraço

Bp63

# Setembro 11, 2007 20:44

bp63 said:

Ó minha cara amiga Nemesis

Então eu lá do alto dos meus 40 anos (bem que preferia ser do baixo dos 20, mas enfim) vou estar preocupado com o que pensam duma brincadeira inocente. Já não tenho que provar nada a ninguém.

Além dos mais há muitos machões que escrevem como se fossem mulheres, Chico Buarque por exemplo, só não tem heterónimo feminino, mas muito dos seus poemas são de um ponto de vista da mulher.

Mesmo com todo esta displicência toda, não significa que esteja já disponível para ouvir todas as alarvidades que passam pela cabeça e boca das pessoas. Mas adiante que isso é outro departamento

Agora fiquei foi a saber que a menina anda por aí feita uma doida alucinada no falatório sobre os homens. Eu que leio os seus postes todos nunca tinha reparado (distraído!). Deve andar a mandar as bocas aí nos postes alheios. A mim nunca me calhou nada, que assim sempre ia com o meu ego másculo um pouco mais brilhante (para não utilizar um outro termo que possa causar segundos sentidos).

Quanto ao meu sotaque posso dizer que sou um cidadão do mundo. Seria mais Ó Elvas, Ó Elvas, Foz à vista, sou contrabandista de imagens boas e trago no meito algumas vezes Lisboa. Tem piada o estado do Bessa, porque realmente é uma das minhas vistas de passagem quando quero fazer um mergulho.

Beijos

Bp63

# Setembro 11, 2007 20:59

bluewater68 said:

bp63,

estes teus textos estão cada vez mais refinados. O facto de já mencionarem o Quim Barreiros, em nada os diminui na sua qualidade. Venham mais tiradas dessas, que estão bem metidas.

Vou abordar apenas umas pequenas partes do teu texto, sob pena de fazer um comentário ainda maior.

Quando dizes "Não há nada como apresentar uma boa cena sexual cheia de energia para o filme aquecer", eu lembrei-me de um filme recente, cuja qualidade nem vou aqui mencionar (eu sou boa boca em relação ao cinema e vejo quase tudo, nem que seja para dizer que não gostei), o "Crank". Esse filme, o que nao tem falta é de acção. Afinal, o herói tinha de ter ssempre elevados os níveis de adrenalina, sob pena de morrer. Então não é que no meio de tanta acção e aquecimento, ainda arranjam uma queca pública e com elevado nível? neste caso, nem sei como o filme não derreteu.

(até simpatizo com esse actor pelos papéis noutros filmes, em particular, no "Porcos e Diamantes")

...

Dizes que: "Cheira-me que com tanta fricção algumas bandeiras negras deverão ser erguidas durante muitas filmagens."

Uma questão interessante e sobre a qual já me questionei várias vezes. Mas vamos lá pensar da seguinte forma. Será que pode haver condições para que tal acontecimento ocorra, tendo em conta que estão dezenas de pessoas a olhar, com muitas luzes apontadas e microfones em cima da cabeça?

...

A propósito da Naomi Watts, vi o Véu Pintado. Descobri duas coisas. Que a Cólera é uma doença lixada e que eu não saberia como ocupar o tempo numa China longínqua. Além disso, descobri que fiquei a simpatizar muito com a Naomi Watts graças a este filme.

...

Aqui, não é uma questão de tamanho. Existe mesmo muita qualidade. E a qualidade aprecia-se por partes. á li o teu texto por diversas vezes e vou sempre destacando aspectos diferentes.

Abraço

P.C: Ficou combinado que a Maresia ficava com os P.S. e eu com os P.C. (Post Comment). Faço-te o convite a testares o alinhamento à esquerda num próximo texto. Ajuda e muito à leitura

# Setembro 11, 2007 22:08

Piquita said:

APÊLO URGENTISSIMO

Meu estimado Amigo e Mano

Bp63

Como sabes estou em Espanha há mais de um mês e, por isso, na altura própria, informei a nossa Ilustre colega e amiga Meiadeleite que não poderia continuar a dar a minha colaboração na Organização do 1º Encontro de Blogueres do ?SOL?.

Ontem e hoje fui surpreendido com apelos constantes da Meiadeleite e doutros membros do Sol, pois o número de inscrições para o evento estava em número muito diminuto.

A pedido da Meiadeleite (que tem sido uma escrava do evento) estou a escrever a diversas amigas e amigos, a solicitar que façam um esforço para AINDA se inscreverem.

Além dos amigos comuns, existem os que fizeram parte duma lista que foi tornada pública. em tempo oportuno. Nessa lista encontrei o teu prestigiado nome.

Deste modo, agradeço-te que te inscrevas ?COM URGÊNCIA?  no Blogue do Encontro.

http://sol.sapo.pt/blogs/encontrodeblogues/archive/2007/05/25/INSCRI_C700D500_ES.aspx

Lê com atenção o que a nossa colega Meiadeleite escreve e, se puderes alia-te ao desespero dela.

O blogue dela é:

http://sol.sapo.pt/blogs/meiadeleite/default.aspx

Se não puderes ir ao Encontro, pelo menos escreve-lhe um comentário a justificar.

Um abraço para ti.

Deixa-me oferecer-te um PPS

Clica abaixo:

http://autorescatolicos.org/ppa237.pps

# Setembro 12, 2007 8:38

bp63 said:

A minha presença na lista inicial, que foi feita com base nos comentários que fomos deixando, deveu-se apenas ao facto de ter mostrado interesse no encontro, como aliás ainda tenho.

No entanto sempre salvaguardei que havia muita distância para que tal pudesse corresponder a um sim. Como eu temia não consigo contornar uma série de obstáculos.

Já tive oportunidade de referir isso à meiadeleite e a outros elementos.

Abraço

Bp63

# Setembro 12, 2007 20:25

bp63 said:

BW

A introdução do Quim no assunto deve-se ao facto de pensar que muitas pessoas devem achar que aquilo que vou dizendo por aqui é uma coisa semelhante à lírica brejeira do homem do bigode.

Quanto ao Crank, claro que eu não fui ver nem vi ainda, não é um filme para o meu nível. O que é isso de ir ver um filme de pancadaria, americano e com actores de segunda? ? (fui agora ver quando passava no Premium mas só volta a passar em Outubro, chiça, escapou-me quando passou em Agosto e Setembro, mas isto é para dizer em voz baixa).

O cinema deve ser visto em todos os seus géneros, mesmo os que à partida sugerem menos interesse. Por vezes é neste últimos que estão as grandes surpresas. E por falar em boas surpresas a Naomi Watts foi para mim a grande revelação de King Kong. Se o filme não fosse tão bom ela seria o próprio filme. De qualquer forma consegue roubar todas as cenas em que participa, inclusive quando contracena com o macaco.

Peter Jackson sofreu o síndrome do ?pós grande sucesso? e não lhe reconheceram o grande filme que fez, ou melhor, os 3 grandes filmes que fez num só. KK consegue-se dividir em 3 partes, o filme de acção e aventura pura e simples, o filme retrato de época e o filme de romance. Inclusive em termos de narrativa também tem 3 partes. No fundo voltou a fazer uma trilogia só que dentro do próprio filme.

As piadas que eu estava em cima a fazer sobre o Crank, no fundo é o comportamento normal preconceituoso sobre os géneros e que impede as pessoas de verem para além do estereótipo definido. KK tem na sua essência, muito de Wells, Ford, Minelli, Cukor, Copolla e Spielberg, mas sobretudo a mestria do Peter Jackson em recriar imaginários. A NY pós-depressão e a selva perdida são reconstituições magnificas. Vale a pena ver os documentários extra do DVD especial pois, por exemplo, conseguem fazer crer que a ilha existia mesmo.

Para terminar algo menos sério e sobre as bandeiras. É assim, se o mastro tiver mesmo que ser mostrado, claro que o ter aquela gente toda a volta deve inibir e o Hulk (do post anterior) não aparece, aliás já referi isso dizendo que quem o conseguisse merecia o Oscar.

Agora quando é suposto não aparecer e quando se está a fazer esforço para não deixar a colega atrapalhada, duvido que a fricção mecânica não faça das suas. O bicho homem é ainda um animal muito pouco controlado em determinadas situações.

Um abraço

# Setembro 12, 2007 21:52

Annnna said:

Bom dia Ultimate

Gostei da presença do Quim (boy)

E puxa o texto à esquerda como refere o Blue lê-se melhor.

Um beijo enorme

Annnna

# Setembro 13, 2007 8:39

bp63 said:

Olha a Annnnnnnnnita

Com então gosta do Quinzinho BB (Bigodes brejeiro)?

Vou passar a alinhar. Se os Mestres assim o dizem.

Beijo

bp(98)- sp tem mais força

# Setembro 13, 2007 23:35
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