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Imagens caídas

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Porque não fazer o contrário? Com as palavras construir e falar de imagens.

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Ultimato no Estádio do Dragão ? A bomba vai estourar (TIFAMI)

Depois da temática dos meus 2 últimos post’s, sexo e política, tinha que mudar de rumo. Até porque face ao cocktail explosivo que estes 2 temas produzem ainda acabava com a minha vida exposta num tablóide qualquer. Assim, voltei aos meus TIFAMI’s (Trailers Imaginários de Filmes Ainda Mais Imaginários).

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Desta vez voltei-me para um género maldito. O filme de acção. Se quase todos os géneros menores já foram retirados do limbo da qualidade (talvez por influência do santo padre), o da acção ainda por lá permanece, quase que solitariamente. A intelingenzia considerar um filme de acção como um bom filme é pior do que lhe arrancar um dente a sangue frio.  

Penso que todos os géneros são validos. Basta que cumpram os seus requisitos com eficácia.

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O momento de inspiração não foi o melhor, é certo. Parto também de um velho cliché (lá vem o desgraçado que lhe raptam a família e em que os maus o obrigam a fazer coisas más) do aparente “na hora errada e no local errado” estar o homem certo. Não é original, é certo, como também o não são as personagens estereotipadas. Mas se virmos quase todos os filmes embarcam nesta linha convencional de repetir fórmulas. Vamos lá ver se a minha não explode.

E por falar em explodir…

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Porquê Eu?

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SINOPSE:

Octávio, um simples empregado bancário a viver no Algarve, vai até ao Porto com a família para verem o encontro decisivo de futebol Portugal-Inglaterra para o apuramento do mundial. Para pouparem nos custos, e depois lhe terem oferecido o bilhete e a estada de uma noite, não regista a entrada da sua família no hotel. Subitamente a sua família desaparece mas ninguém o leva a sério, tanto mais que a polícia está demasiado ocupada em garantir a segurança do jogo.

Octávio vê-se, assim, perdido e solitário nas mãos de um misterioso homem que obriga ir ao estádio disparar uma máquina fotográfica. Entretanto a polícia descobre os planos de um ataque bombista no estádio, no seu quarto. Com uma fuga de informação, é noticiado no próprio estádio a notícia da bomba. Instala-se o pânico. Octávio reconhece um dos raptores da sua família e tenta persegui-lo, a polícia reconhece-o a ele como o homem da bomba e persegue-o também. Nesta luta contra o tempo, para salvar a sua família e escapar à perseguição policial, Octávio começa a desconfiar que há muito mais do que o rebentar duma bomba. Afinal, porquê ele para executar semelhante tarefa? O que se esconde por detrás de tão sinistro plano? Ele era o denotador ou um simples isco?

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Cena 1: Banco. Interior. Dia.

Pequena agência bancária. Octávio e um colega estão recuados a falar.

Colega: Eu não posso ir. A minha sogra adoeceu e a minha mulher nunca me perdoaria. Fica com o bilhete.

Octávio 

Octávio 38 anos, bancário em Albufeira.

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Octávio: Não posso entrar em despesas, e ir de do Algarve ao Porto ainda é um bocado.

Colega: Não é nada, eu ofereço-te o bilhete, mais, até te ofereço a noite no hotel, já que tenho tudo pago e não posso cancelar. Só pagas a viagem do teu bolso. Toma!  

Fade out (dissolução da imagem). Ecrã negro.

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Um pequeno gesto pode mudar tudo

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Grande plano das mãos do colega a passar o bilhete do jogo a Octávio.

Colega: O raio da velha até a quinar me tinha que lixar a vida!  

Cena 2: Sala de Octávio. Interior. Entardecer.

Octávio, Lurdes, sua mulher, e Diogo, o filho, estão no centro da sala.

Lurdes: Tavinho, como vais assim para o Porto? Ainda por cima o Di faz ano no Domingo.

Octávio: Mas ele vai também.

Lurdes: Mas só tens um bilhete.  

Octávio: Lá tento arranjar outro. Vai ser um jogo único, não podemos perder. Sempre sonhei ver um Portugal-Inglaterra, é a eterna desforra.

Lurdes: E eu, fico cá? Nem pensar, a ir vamos todos. Vocês vão lá para o jogo que eu vou visitar umas coisas.

 Diogo

Diogo 10 anos, filho de Octávio

Diogo: Vais ver a casa da música.

Lurdes: Qual música, qual quê. Deve lá haver muito bom shopping para eu bater solas.

Octávio: Temos um problema, o quarto do hotel, já está pago mas só tem reserva para uma pessoa.

Lurdes: Ah não, não vamos entrar em mais despesas, já basta a gasolina. Está reservado para uma pessoa e está muito bem, num hotel onde cabe um cabem três. Sabem lá eles.

Cena 3: Porta do Hotel. Exterior. Dia.

Octávio, Lurdes, e Diogo estão no carro à porta do hotel.

Octávio: Rapaziada o plano é o seguinte, eu entro, faço o check-in e subo para o quarto. Depois telefono e digo-vos qual o nº do quarto e onde é o elevador. Depois vocês entram e com toda a naturalidade, dirigem-se ao elevador e sobem. Compreendido?

Diogo: E qual é o plano B? Tem sempre que haver um plano alternativo.

Octávio e Lurdes olham-se mutuamente.

Cena 4: Recepção do Hotel. Interior. Dia.

Octávio, junto ao balcão de recepção, aceita o cartão-chave e dirige-se ao elevador.

Lurdes e Diogo entram no hall e encaminham-se para elevador.

Cena 5: Quarto do Hotel. Interior. Dia.

Lurdes verifica o quarto. Octávio cheira uma garrafa de gin do mini-bar.

Octávio: Indecente, já está aberta.

 Diogo enrola-se no cortinado e atira-se para cima da cama.

Diogo: (Grita) Super-man!.

O reposteiro vem abaixo. Octávio entorna o gin na camisa. Lurdes corre atrás de Diogo para lhe bater. Fade out. Plano da porta. Batem à porta. Octávio faz sinal para Lurdes e Diogo se esconderem na casa de banho. Octávio abre a porta. Entra a empregada.

Octávio: Tive aqui um pequeno acidente. Se calhar o melhor era mudar de quarto.

A empregada abana a cabeça, mostrando um olhar reprovador. Ecrã negro.

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Um pequeno acidente pode mudar tudo

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Octávio entra no quarto. Vê tudo revolvido. Há coisas partidas.

Octávio: (Chama) Lurdes, Diogo!

Octávio procura-os na casa de banho.

Cena 6: Quarto do Hotel. Interior. Dia.

Dois Polícias verificam o quarto. Octávio está sentado na cama. Um polícia olha para um medicamento na mesa.

Polícia 1: Diz aqui que a ingestão deste medicamento com álcool provoca alucinações.

Octávio: Eu não bebi nada.

Polícia 2: Não parece, pelo cheiro que está aqui.

Cena 7: Montagem dos depoimentos do pessoal do hotel

Grande plano dos empregados, que fazem o depoimento.

Recepcionista: Ele entrou no hotel sozinho, aliás a reserva é só para uma pessoa. Não entrou mais ninguém. Não vi mulher nenhuma, nem criança.

Empregada: Eu fui ao quarto e não estava lá ninguém. O que vi foi uma grande rebaldaria e um cheiro a álcool que enjoava. Cá para mim está com os copos

Cena 8: Lobby do Hotel. Interior. Dia.

Octávio: (Grita) Eu não estou louco. Eu entrei aqui com a minha mulher e com o meu filho. Alguém entrou no quarto e eles desapareceram.

Polícia 2: (ao telemóvel) O que faço? O gajo diz que a mulher e o filho desapareceram do quarto. No hotel dizem que o tipo entrou sozinho e que nunca viram ninguém. Tresanda a copos, que tolhe!

Comissário: (grande plano, do outro lado da linha) Tomem nota da ocorrência e venham daí. Temos a cidade a abarrotar de ingleses cheios de cerveja no buxo e com vontade de armar confusão ainda antes do jogo.

Cena 9: Porta do hotel e ruas do Porto. Exterior. Entardecer.

Octávio está dentro do carro. Passa uma carrinha. Por um pequeno instante, Octávio vê uma mão no vidro traseiro da carrinha e a cara do seu filho, que parece gritar.

Octávio arranca e persegue a carrinha. Há uma perseguição por algumas ruas estreitas do Porto.

Cena 10: Avenida da Boavista. Exterior. Entardecer.

O carro de Octávio está parado e ele está dentro do carro. Um carro da polícia está junto. Um polícia fala pela rádio.

Polícia 3: (fala via rádio) O fulano diz que ia a seguir um carro onde estava a mulher e o filho, que foram raptados. Mas nós só o vimos a ele a açapar.

Comissário: (grande plano, do outro lado da linha) Outra vez! Já começa a ser demais. É um alucinado que só veio para nos complicar a vida. Como se já não tivéssemos muito que fazer com a inglesada. Multem o gajo e comecem a dirigir-se para a zona do estádio que já está a ferver.

Cena 11: Castelo do Queijo. Exterior. Entardecer.

Octávio está fora do carro. Olha o mar enquanto atende o telemóvel.

 BP

BP 35 anos, personagem misteriosa que define as regras do jogo a Octávio.

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BP: (voz off) Está a gostar do jogo?

Octávio: (Grita) Que palhaçada é esta? Quem são vocês? Eu quero a minha mulher e o meu filho de volta. Não tenho nada para vos dar, não tenho onde cair morto.

BP: (voz off) Tem, tem. Tem muito sítio para cair morto, especialmente se não se portar bem. Senhor Octávio, o jogo vai começar agora

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Até que ponto jogamos o jogo que não pedimos para jogar?

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Octávio: (Grita) São loucos, só podem ser. O que acontece quando disparar a máquina, rebenta uma bomba?

BP: (voz off) Não pense caro amigo, que o seu papel não é ser pensador. O seu papel é ser um peão cumpridor para que a sua rainha e o seu pequeno príncipe não tenham xeque-mate antes de tempo.

Cena 12: Estádio. Exterior. Noite.

O Estádio está cheio. Ouvem-se cânticos de claques. Picado sobre Octávio no meio da multidão. Aproximação do plano até se ver que tem um máquina fotográfica na mão. Close-up da cara de Octávio, vê-se que está a suar. Grande plano da máquina fotográfica. Vê-se um dedo, a tremer, a tentar pressionar um botão. Pressiona. Ecrã negro. Ouve-se um grande estrondo. Plano do fogo-de-artifício a rebentar no céu.

Cena 13: Quarto de hotel. Interior. Noite.

Polícias remexem o quarto. Encontram diversos papéis.

Policia 1: (ao rádio) Parece que temos aqui coisa da grossa. Tudo indica que são planos para bombas… Onde? Acho que é o estádio do Dragão.

Cena 14: Estádio. Exterior. Noite.

O Estádio continua animado. No ecrã gigante surge uma jornalista.

Jornalista 1: (no ecran gigante) Uma notícia de última fora. Segundo fontes policiais existe uma ameaça de bomba no Estádio de Dragão onde dentro de momentos começa o jogo da selecção nacional frente à Inglaterra. Segundo as mesmas fontes, não se trata de uma brincadeira, visto terem sido encontrados planos do ataque num quarto de hotel do Porto.

Confusão no estádio. As pessoas correm descontroladamente. Octávio corre também. Quando se aproxima de uma escada vê uma cara a olhá-lo. Flash-back da imagem dessa mesma cara a conduzir a carrinha que viu levar o filho e que ele perseguiu. Começa a correr atrás dele. Um polícia reconhece Octávio como o lunático procurado e avisa rádio e corre também atrás dele.

Cena 15: Porta do Estádio. Exterior. Noite.

As pessoas correm para fora do estádio. Uma jornalista está à porta a relatar o que se passa.

Jornalista 2: (fala para uma câmara) Como podem ver está instalado o pânico. A situação está fora de controlo. As pessoas fogem sem norte (um homem gordo vem a correr descontroladamente em direcção à jornalista, dá-lhe um encontrão, ela sai disparada para fora do plano, e choca contra a câmara).

Cena 16: Arredores do Estádio. Exterior. Noite.

Dois jovens olham duas bonitas motos que estão estacionadas. Têm os capacetes nas mãos

Jovem 1: (olhando para a moto) C’a fixe meu, são cá umas máquinas! Nunca tinha acelerado tanto numa cena desta. 

Jovem 2: (limpando uma moto) Eu não te disse? São umas bombas do caraças. Bom, agora vamos pô-las direitinhas no stand antes que o meu pai dê por falta delas ou lhe aconteça alguma coisa.

O raptor e o Octávio aproximam-se dois 2 jovens. O Raptor agarra o jovem 1 no ar, que já estava em cima da mota, e atira-o para alguns metros de distância. Arranca com a moto. Octávio chega também. Olha para a moto e para o jovem 2. Este, a tremer, entrega-lhe o capacete.

Jovem 2: (nervoso) É melhor levar, sempre é mais seguro.

Cena 17: Centro Comercial. Interior. Noite.

As 2 motos correm pelo centro comercial. As pessoas desviam-se. Um casal de idade olha para a correria das motos

Senhora: (olhando para as motos que quase os atropelaram) O que eles fazem para promoverem estes espaços. 

Na praça da alimentação as motos circulam entre mesas. As pessoas vão afastando mesas e cadeiras. A perseguição continua.

Cena 18: Local não identificado. Interior. Noite.

Grande Plano de BP.

BP: (fala ao telemóvel) Caro Octávio Nunes, acho que não percebeu bem em que tabuleiro se está a movimentar. Um peão não mexe no cavalo. 

Octávio: (Grita) Com tanta gente para fazer isto, porquê eu? Porquê?

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Porque somos escolhidos?

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Cena 19: Casa dos raptores. Interior. Noite.

Octávio entra numa sala onde está Diogo amarrado e solta-o.

Octávio: (enquanto solta o filho) E a tua mãe, onde está? 

Diogo: Não sabes como ela é? Nunca se cala. Mesmo com a boca tapada o banzé era tanto que os bandidos levaram-na para outro lugar. 

Octávio: Começo a pensar seriamente se não seria melhor deixá-la ficar. 

Diogo: Vou-lhe contar que disseste isso, aí vou, vou.

Cena 20: Edifício da Alfândega do Porto. Interior. Dia.

Octávio e Diogo entram numa sala onde estão muitos computadores.

Diogo: Mas o que vamos fazer aqui?

Octávio: Mudar as regras do jogo. Se queremos salvar a tua mãe tenho que conquistar a torre.  

 Sonia

Sónia 28 anos, assistente

Sónia: (aparecendo de repente) Precisam de ajuda? 

Octávio e Diogo olham Sónia com ar preocupado.

Octávio tira um pen-drive de um computador e mete-a num bolso.

Octávio: Finalmente a coisa vai pegar fogo. 

Sónia: (em grande plano) Não basta querer. É preciso ter força para isso. O dinheiro arde mais fácil do que se pensa.

Cena 21: Cais da Alfândega do Porto. Exterior. Dia.

Octávio e Diogo correm ao longo do cais. Alguém os persegue.

Octávio: (enquanto corre) Vês aquele barco ali, consegues saltar? 

Diogo: Pai, eu não vou conseguir. 

Octávio: Queres que eu diga a toda a gente que foste uma marquinhas e não conseguiste saltar? 

Diogo: E tu queres que eu diga a Albufeira inteira que em casa te chamam de Tavinho?

Octávio e Diogo preparam-se para saltar para um barco de passeios turísticos no Douro.

Octávio: (antes de saltar) Diogo, já me esquecia, muitos parabéns. 

Saltam ambos. Gritam.

Cena 22: Barcos no Rio Douro. Exterior. Dia.

Octávio dirige um dos barcos de passeio do Douro a toda a velocidade. É perseguido por um outro barco. Os passageiros olham espantados para tudo. O barco dá grandes saltos. Uma senhora enjoada vomita.

Passageira: (olhando para a senhora que vomita) Ai, Guilherme eu bem te disse para irmos antes passear até ao Bom Jesus de Braga. A mãezinha vai aqui, que não pode. Ela já não tem idade para isto.

Cena 23: Rua de Gaia, junto às Caves. Exterior. Dia.

Octávio dá uma pancada num polícia que cai por terra.

Diogo: (com as mãos na cabeça olha o polícia) Eu não acredito! Primeiro aquela cena que dizes que vais explodir, depois roubas e raptas um barco, agora afiambras num polícia. Eu não quero passar as minhas tardes de domingo a visitar-se na prisa. Dá tão bons filmes a essa hora.  

Octávio: (começando a afastar-se) Mantém-te com ele. Quando ele acordar, pede-lhe ajuda. Diz-lhe que és o filho do alucinado, o tal que não existia. Agora vou salvar uma rainha em troca de uma torre.

Cena 24: Em cima da ponte D. Luis. Exterior. Dia.

Octávio e Diogo estão em cima da ponte. Octávio tem uma pen-drive na mão, suspensa sobre o rio.

Octávio: (olhando a pen-drive) Acho que fiz um xeque-mate à sua torre. A regra não existe, mas agora sou eu quem escreve o jogo.

Cena 25: Jardim. Exterior. Dia.

BP num jardim olha o rio Douro

BP: (fechando um telemóvel) As regras de um jogo são para manter até ao fim. Sempre. Porquê é que estes idiotas não aprendem isto, se é tão simples. Porquê?

Grande plano de uma explosão, não se identificando o quê.

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Porquê eu?

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Porque o verdadeiro jogo começa no fim

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Está aí alguém? Conseguiram chegar até ao fim?

Eu sei que há produtos com efeitos soporíferos melhores. Mas, convenhamos, são mais caros, fazem mal à saúde e até precisam de receita médica. Os meus TIFAMI não, são de borla, de livre acesso e não fazem muito mal. Ok, a receita do oftalmologista é capaz de aumentar, mas também há que dar algum dinheiro a ganhar aos homens/mulheres. Afinal estudaram tanto.

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Por último, um desafio. O que está por detrás de todo este jogo? Não acreditem em tudo o que parece (mais um vez). Há algumas pistas no Trailer. Só vos posso dizer que o desenlace final tem muito a ver com uma notícia que andou a ser falada por aí há alguns tempos, neste verão (não é o caso Maddie). Aliás foi a partir dessa notícia que me ocorreu a ideia.

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O que será, será?????

Posted: quinta-feira, 20 de Setembro de 2007 22:19 por bp63

Comentários

bluewater68 said:

bp63,

começo por transcrever:

«Octávio vê-se, assim, perdido e solitário nas mãos de um misterioso homem que obriga ir ao estádio disparar uma máquina fotográfica. Entretanto a polícia descobre os planos de um ataque bombista no estádio, no seu quarto. Com uma fuga de informação, é noticiado no próprio estádio a notícia da bomba. Instala-se o pânico. Octávio reconhece um dos raptores da sua família e tenta persegui-lo, a polícia reconhece-o a ele como o homem da bomba e persegue-o também. Nesta luta contra o tempo, para salvar a sua família e escapar à perseguição policial, Octávio começa a desconfiar que há muito mais do que o rebentar duma bomba. Afinal, porquê ele para executar semelhante tarefa? O que se esconde por detrás de tão sinistro plano? Ele era o denotador ou um simples isco?»

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O homem é obrigado a ir disparar uma máquina fotográfica? então e se ele fosse obrigado a disparar contra um ministro que se encontrava na bancada, assim tipo sniper?

Deste texto:

# «que obriga ir ao estádio disparar uma máquina fotográfica» - 'Firewall' (http://www.imdb.com/title/tt0408345/)?

# «a polícia descobre os planos de um ataque bombista no estádio, no seu quarto» - 'Arlington Road' (http://www.imdb.com/title/tt0137363/)?

# «é noticiado no próprio estádio a notícia da bomba. Instala-se o pânico» - 'The Sum of All Fears' (http://www.imdb.com/title/tt0164184/)?

# «Octávio reconhece um dos raptores da sua família e tenta persegui-lo» - 50.000 pessoas a fugirem em pânico do Estádio do Dragão e ele ainda consegue fazer uma perseguição entre as pessoas? hummmmmmmm (nariz muito torcido)

# «Afinal, porquê ele para executar semelhante tarefa?» - 'Nick of Time' (http://www.imdb.com/title/tt0113972/)?

...

«Deve lá haver muito bom shopping para eu bater solas», bp63, algarvia que se preze não bate solas :)

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«BP: (voz off) Está a gostar do jogo?»

então o vilão bonitão apenas diz isto e logo de seguida o morcão do bancário pergunta e diz: «Quem são vocês? Eu quero a minha mulher e o meu filho de volta. Não tenho nada para vos dar, não tenho onde cair morto.». Não seria necessário o vilão ter dito algo mais?

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«Pressiona. Ecrã negro. Ouve-se um grande estrondo. Plano do fogo-de-artifício a rebentar no céu.» - gostei. É a parte em que damos um pulo na cadeira

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«Octávio dirige um dos barcos de passeio do Douro a toda a velocidade. É perseguido por um outro barco. Os passageiros olham espantados para tudo. O barco dá grandes saltos.», bp63, estamos a falar dos barcos do Douro ou de uns que vieram do Miami Vice?

...

E nisto perdi-me. Então a Lurdes não tem direito a foto e a Sónia, que apenas diz uma fala aparece em grande plano? (e a propósito, quem é?)

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E como perdi o rasto à Lurdes e lembrando-me do filme: 'Collateral Damage' (http://www.imdb.com/title/tt0233469/), só posso dizer que ela será afinal a cabecilha de toda a operação.

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Bp63, cheguei ao fim do teu texto com muito gosto e espero que não te importes com as minhas notas.

Abraço

# Setembro 21, 2007 9:55

bp63 said:

Antes de responder aos comentários (se é que vai haver plural) só uma pequena nota como surgiu a ideia do que está escrito acima.

Um facto muito falado neste Verão chamou-me à atenção por ter contornos de conspiração cinematográfica. Partindo desse facto, como desenlace final, achei que se podia construir um filme ao contrário, ir inventando situações para trás que o justificassem.

Assim, numa viagem de férias para o Alentejo, para distrair o filho resolvi ir-lhe contando a história, à medida que ia encontrando ideias. Para isso andei sempre à volta dos estereótipos das situações normais dos filmes de acção. Não pretendi ser muito original, como avisei, a não ser no desfecho final, aqui não contado por ser um trailer.

bp63

# Setembro 21, 2007 19:35

bp63 said:

Pois é BW!

Sobre a originalidade comentei logo de início, que recorri à velha fórmula de ir misturando situações já apresentadas.

Mas comecemos pelo início do teu comentário.

?O homem é obrigado a ir disparar uma máquina fotográfica? então e se ele fosse obrigado a disparar contra um ministro que se encontrava na bancada, assim tipo sniper??

Alguma originalidade nisto, penso. Não pretendem que ele execute uma tarefa perigosa, mas sim uma coisa muito aparente simples. Claro que ele desconfia, assim como o espectador, que o disparar a máquina fotográfica fará accionar qualquer coisa. Será? Se fosse para ser sniper eles não iam arriscar com um amador. Será que o objectivo deles é mesmo que ele accione qualquer coisa no estádio?

A comparação com os filmes que referes é sempre possível. São uma referência, como são muitos mais. O caso do rapto de família é uma constante, quer na ficção, quer, infelizmente, na vida real. A diferença com este é que eles não querem tirar partido de uma mais valia dele, como é hábito, pois qualquer um pode disparar uma máquina fotográfica.

Os planos descobertos? Será que são mesmo verdadeiros? Porque não uma encenação?

O pânico no estádio não tem nada a ver com o filme a Soma de todos os Medos, porque aí era uma tragédia em curso. Aqui, à partida, é apenas o facto de um determinado jornalismo não ficar calado quando deve e não medir as consequências dos seus actos.

Reconhecer alguém no meio da multidão. Isto é apenas a eterna coincidência dos filmes. Podem haver milhões em NY mas as 2 rivais vão-se encontrar na Time Square em frente um do outro. A probabilidade estatística nos filmes de acção é sempre um conto de fadas. Além disso, ele estava a ser controlado pelo outro, é natural que desse com a vista nele.

Os Minutos contados que referiste foi realmente um filme que me veio à ideia, inclusive quando contava a história no carro mudei várias coisas para não ficar muito próximo dele.

«Deve lá haver muito bom shopping para eu bater solas», bp63, algarvia que se preze não bate solas ?  Mas quem disse que a mulher é Algarvia. Vive lá há algum tempo.

?Não seria necessário o vilão ter dito algo mais??

E diz, só que isto é supostamente o guião do trailer, logo não tem os diálogos todos. Mesmo numa cena apresentam-se só algumas falas relevantes. Entre elas há coisas que não são ditas. C?um raio eu quero que isto fique parecido a um trailer e não a um "enxerto" do filme. Andas a ver muitos trailers de filmes portugueses onde por vezes se assiste à cena completa Smile

Os barcos são mesmo os pequenos barcos (a imitar os antigos rabelos) que circulam no Douro. Sempre imaginei que seria muito mais divertido se aquilo tivesse alguma bulina. Como em qualquer filme de acção a palavra EXAGERO é sempre dominante.

A foto. A Lurdes só aparece no início e no fim, por isso não tem foto. A Sony?a tem porque ela vai ter protagonismo. No trailer não é revelado porque iria começar a dar pistas demais sobre o desenlace final.

Quanto à Lurdes vir a ser a grande vilã? no comments!!!!

Eis a minha defesa. Senhores jurados venha de lá então a sentença.

Claro que gostei das notas. Senão não tinha escrito este mini lençol de comentário.

Abraço

Bp63

# Setembro 21, 2007 20:06

bluewater68 said:

Smile bp63, eu é que agradeço teres tido paciência para as minhas notas intrometidas, mas quando toca a cinema, é difícil ficar calado.

Só te digo uma coisa, grande pai que soube entreter o filho de uma forma singular e cheia de imaginação. Também um dia espero conseguir entreter a minha filha desta forma. Para quê um leitor portátil de DVD quando podemos narrar um filme?

Abraço

P.C. (o famoso Post Comment), mas quem é a tipa da foto?

# Setembro 21, 2007 20:33

bp63 said:

Bom, BW, eu é que se não tiver os teus comentários marco falta e abro processo disciplinar.

Claro que o facto de me ser chamado copião, ou muito me engano, ainda se arrisca a ter uma personagem num próximo tifami com algum nome azulado.

A tipa é a Megam Fox.

http://www.imdb.com/name/nm1083271/

Chamou-me à atenção no filme Transformers onde personificou a eterna boazona da escola, que namora o desportista mor mas que se acaba por deixar seduzir pelo idiota do bairro. Tem andado perdida por série de TV?s. Mas enche muito bem o ecrã. Achei-a uma espécie de Kim Basinger versão morena, ou seja, quando aparece ninguém liga muito se não é boa actriz porque é impossível não olhar para ela. Atrai.

Vamos ver como evolui na cena cinematográfica.

Como precisava de alguém com um olhar fascinante que deixasse alguma dúvida do seu verdadeiro  carácter lembrei-me dela.

Abraço

Bp63

# Setembro 21, 2007 21:08

bluewater68 said:

bp63, agora é que vou fazer um comentário completamente fora do contexto deste post, mas que se relaciona o teu último comentário. Podemos passar isto para MP se quiseres.

Não conhecia a mocinha pois ainda estou à espera que os Transformers saia em DVD. Ela, apesar de um rosto belo, parece um rosto que geralmente é associado a filmes de comédia que gozam com filmes de terror, ou então, típica de uma série. É muito bela para a série, mas quando passa para o cinema não funciona. Acho que foi exactamente isso que disseste.

A minha questão passa mesmo pela nova coqueluche do Spielberg e que entra nos Transformers. O tipo tem futuro? numa entrevista em que o ouvi falar, achei-o absolutamente intragável: sou tão bom que posso explodir!

Uma nova versão do Richard Dreifus?

(desculpa isto fora do contexto)

# Setembro 21, 2007 21:24

bp63 said:

Não tem problema. Assim como assim ninguém lê os comentários?

Penso que falas no Shia LaBeouf. O rapaz está em toda a força, inclusive vai ser o filho do Indiana Jones. Caiu nas graças do Spielberg.

Eu viu-o no Transformers e no Paranóia. Em ambos os casos vai muito bem, mas não se pode adiantar muito porque as personagens são muito parecidas. O trapalhão que gosta da boazona e que se mete em caldeirada grossa. No Paranóia faz um ligeiro desvio mas mesmo assim não larga o estereótipo. De qualquer forma, quem faz bem o serviço não merece castigo. E mesmo como Zé Idiota não fica muito histriónico, ou seja mantém um certo equilíbrio. Acho mesmo que tem um tempo de comédia muito bom. Faz-me lembrar um pouco o Tom Hanks no início quando todos o achavam palhaço.

De qualquer forma ainda tem pouco trabalho. Pode descambar e ficar agarrado a determinados maneirismos e não evoluir. Ele tem uma cara que não é muito versátil. Mas também o Jack Nicholson tinha e não deixou de ser o monstro da representação que é.

Eu até o escolhi como o príncipe de Macramé no meu TIFAMI anterior por ter aquele ar de idiota.

Transformers foi um filme crucificado como sempre, só porque encaixa no tal género menor.

Do ponto de vista de produção é exemplar. Do ponto de vista de narrativa está sem falhas. Quanto á originalidade do argumento, é aquilo que digo também do meu TIFAMI, agarra-se á velha fórmula e pronto, vai em piloto automático. Agora tem uma coisa diferente, tem alguns diálogos muito interessantes e estão ali representadas todas as idiossincrasias americanas. A América de Bush está ali toda caricaturada. Temos é que estar atentos.

Bp63

# Setembro 21, 2007 21:45

poetacomalma said:

A assistente Sónia de 28 anos é uma brasa...

ui...!

Boa escolha...

Quanto ao enredo... No comments!

Temos escritor com imaginação e resmas de criatividade!

Um abraço forte!

Poetinha

# Setembro 22, 2007 11:57

bp63 said:

Poetinha

It's a Sony'a.

Abraço

# Setembro 22, 2007 12:27

avomilu said:

bp63

Amigo, mas que grande imaginação, deves te dedicar a escrever argumentos, não sei a tua profissão, mas que se está a perder uma pessoa que podia escrever para um filme ao telenovela, lá isso está.

Gostei muito do que li, espero que continui, para saber o resto que se vai passar.

Um beijo amigo milu

# Setembro 22, 2007 16:42

bp63 said:

Obrigado avó.

A minha profissão não tem nada a ver com a escrita, ou pelo menos com a escrita criativa, porque escrever todos nós escrevemos, nem que seja no livro de cheques (agora nem isso).

Um beijo especial.

bp63

# Setembro 22, 2007 17:01

camionista said:

Caro Amigo:

O camionista não comentou no seu post anterior. Isso não que dizer que não o tenha visitado por várias vezes, primeiro o texto-base, e depois os sucessivos comentários. Estive para meter-me mas lembrei-me de um conselho da minha avó, que me dizia 'Cala-te, tareco, senão levas nas beiças!'. Naquele tempo, ainda as avós corrigiam os desmandos da criançada irrequieta e imprudente.

Caro amigo bp63, a ideia difusa que inicialmente fazemos uns dos outros vai clareando com estes contactos. Gostei do que vi. Não vou detalhar, como já disse, mas tudo quanto V. afirmou é partilhável.

Por isso lhe agradeço.

P.S.: E olhe que há lençóis que vale a pena guardar na gaveta, para mais tarde desdobrar de novo.  

# Setembro 22, 2007 20:56

camionista said:

Volto para dizer que aguardo ansiosamente o desenlace (ou será ainda a continuação?) deste trailer.

Veja só o que sucedeu, não há muito tempo, num dos locais da acção, o cais de Gaia:

[YouTube:hdP4gBJgHuo]

[YouTube:uGTy1Na-PFc]

[YouTube:3vpyM6cuxpI]

# Setembro 22, 2007 21:10

Nemesis said:

Cá venho eu, patentear a minha ignorância sobre duas coisas: Ambas cosa mentale ;)

Primeiro: Não faço a mínima das ideias do que se passa no estádio do dragão. Raramente leio os jornais porque não acredito em nada do que lá diz e desgraças chegam-me as minhas e as dos amigos. Quando leio, salto a parte em que se fala de futebol. Percebi que era qualquer coisa com futebol, quartos de hotel, fotos, pen drivers e chantagem. Não me admirava nada se tivesse a ver com as histórias mafiosas dos gangs da noite, já que há uns tempos se falou muito nisso por aí e o estádio do dragão andava sempre metido, na figura do chefe da claque dos ultras.

a minha segunda ignorância é como se metem filmes do Youtube num post (quanto mais num comentário.)Adorava às vezes partilhar uma música ou um vídeo :/

Bp63 - Para quem não sabe nada de escrita criativa, tens a escola toda! Não me digas que também usas a lista telefónica!!! (Lá estou eu a ter um tremendo dejá vu - estrutural, não relativamente às tuas mirabolantes ideias :).

Um dia destes descobrimos que estamos todos ligados por intermédia pessoa, como nas telenovelas :)

Beijo

nemesis

# Setembro 22, 2007 23:09

pessoalissimo said:

EHEHEH!

Vim aqui por mero acaso (?), como que por descargo de conciência e o que vejo? CINEMA, CINEMA e MAIS CINEMA!!! E um trailer de um filme à boa maneira portuga.

PROMETO: Eu quando for grande, vou-me esforçar mais para descobrir estes enredos, já estou como a Nemesis, fala-se de futebol e aparece a máfia toda! Pois não havia de ser, com tanto dinheiro a escorrer pelas bancadas dos estádios.

A sério: prometo vir aqui reler tudo isto com a atenção devida, quando me conseguir libertar de um maldito post que era para ser um simples desabafo de alma e está a trnsformar-se num inferno para mim.

Já agora: esse tipo que costuma vir aqui logo que publicas sobre cinema, um tal BW, o gajo é apanhadinho, não é? O que ele foi descobrir, Deus meu!

Abraço

# Setembro 23, 2007 0:24

bp63 said:

Camioniosta

?Liberdade, Liberdade abre asas sobre nós?

Mesmo levando nos beiços (e eu tenho levado tanto) os blogues são um espaço de liberdade de opinião. Venham daí essas ideias.

Acho engraçado o que refere ?a ideia difusa que inicialmente fazemos uns dos outros vai clareando com estes contactos?.

O propósito deste meu blogue era construir imagens com palavras (está na declaração de princípios, daí inicialmente nem sequer colocar nenhuma imagem mesmo, agora já fiz essa cedência e modernizei-me, mas o principio é sempre o mesmo, são as palavras que mandam).

Pensei sempre na construção de imagens a partir de ideias e de coisas. Nunca me passou pela cabeça a construção de imagens das pessoas. Mas o que é certo é que isso vem acontecendo. Começo aos poucos a ter alguma imagem das pessoas que andam por aqui.

Pensei que ia escrevendo por aqui idiotices minhas, mas que seria sempre tudo muito frio. Nunca pensei que começasse a haver laços entre as ?personagens? que circulam neste espaço. Até que ponto a realidade não irá depois desfazer isso?

Já deixei a pergunta num comentário no seu post, muito engraçado sobre os blogues e o e encontro.

Quanto aos vídeos, talvez venham a ser inserts na Oporto Productions

Abraço

Bp63

# Setembro 23, 2007 12:03

bp63 said:

Nemesis

Quanto ao ponto 1 já expliquei em mensagem privada. É só a menina seguir as instruções. As tais que os atrasados do davinci nunca seguem Smile.

Sobre o ponto 2, caiem que nem patinhos. Fala-se de futebol, estádio do dragão e tal e pronto embarcam logo nas máfias do futebol, clack?s.

O giro de um filme (e especialmente de um trailer) é ele apontar inicialmente para um caminho e afinal ser outro. Se escolhi um jogo de Portugal e não um de clubes foi precisamente para afastar logo todas as hipóteses de Carolinas Salgados versão XIX.

O Estádio de Dragão só aparece porque a acção é no Porto (por que raio tem que ser sempre em Lisboa?) e porque arquitectonicamente é uma bela peça para figurar num filme (imaginem a ser passado no united colors of beneton de Alvalade, nem a mestria colorida de um Almodôvar aguentaria).

Mesmo muito criativa (???) que possa ter sido a escrita ninguém apontou nenhum caminho potencial. Será que leram bem. Tou tão deprimido [:?(]

Quanto às telenovelas, isso era piada ou era uma deixa misteriosa para eu ficar a matutar sobre quem se esconde por detrás de Nemesis? A minha vizinha, a amiga da amiga da amiga da prima, ou uma serial killer de chave de parafusos em riste?

O engraçado disto das telenovelas é que o meu próximo TIFAMI (se tiver pachorra e entretanto não desistir) será mesmo para abordar o folhetim, essa forma de narrativa tão sui generis. E sabes que titulo vai ter?

Simplesmente Maria.

Ele há coincidências!

Beijo

Bp3

# Setembro 23, 2007 12:54

bp63 said:

Pessoalíssimo

Com que então um trailer à boa maneira portuga? Fiquei de rastos. Já marquei 10 sessões (é mais barato porque oferecem 1 sessão de borla, só pago 9) de psicanálise cinematográfica. Eu que sempre achei que os trailers dos filmes portugueses são algo do outro mundo, que imprimem em nós uma vontade enorme de desertar para as Berlengas, vem agora o meu caro amigo dizer que pareço isso. Pior do que isto só o comentário da Nemesis no seu post (também depois eu vinguei-me com uma confusão de idades, quando quero também sou muito mauzinho) sobre as minhas incapacidades.

Liberte-se então lá da eternidade do seu post. É assim, começamos com brincadeiras, uns sobre as pedras de um muro, outros sobre pedras filosofais, e depois cai-nos o raio da construção em cima.

Quando ler então o trailer (se o ler, pois não o quero traumatizado para o resto da vida, por amor de Deus, depois ainda o vou ter que ver num telejornal como mais um caso de não  passagem na junta médica, mas agora pelo facto de ter lido demais os meus post?s alucinados) não se fixe muito no mundo de futebol. Há mais vida do que se passa entre pontapés numa bola, ainda que em Portugal nos queiram fazer crer do contrário.

Sabe que mais, vou deixar aqui, num comentário a seguir, uma breve descrição da primeira e da última cena do tal suposto filme para ver se ficam com algumas pistas e se libertam da Salgadicegate.  

Assim, pode ser que o outro tal apanhadinho (que dá pelo nome de BW) venha também a correr e a desmontar isto. Deve ser do sol algarvio. Bom, mas por aqui a norte a coisa também não vai melhor, a julgar por mim. Devemos ter sido plasmados por um meteorito hollywoodesco. Já dizia a minha avó, com tanta geringonça lá em cima, qualquer dia cai-nos o céu na cabeça.

Abraço.

Bp63

# Setembro 23, 2007 13:17

bp63 said:

Resumo da 1ª Cena do filme

Uma senhora, com um carrinho de compras, passa em frente de um grande Outdoor que anuncia: ?Banco Sem Fronteiras ? Venha fazer da fome a próxima fronteira a abolir? .

A senhora entra no banco e dirige-se ao balcão. Octávio atende-a.

- Gostaria de fazer uma transferência de 10 euros para a conta do tal Banco sem Fronteiras, não é muito mas sempre deve dar alguma coisa para acabar com a fome no mundo, nem que seja uns kilitos de arroz.

- Com certeza minha senhora ? responde Octávio, que faz de seguida a transferência.

Depois de executar a tarefa o colega entra em cena e oferece-lhe o bilhete do jogo (começa aqui a 1ª cena do trailer)

Resumo da última cena do Filme.

Crianças africanas correm numa estrada de terra. Ouve-se uma música de raiz africana. Vê-se vários camiões com a sigla BwB (Bank without Borders) cheios de sacos a percorrem a estrada. As crianças fazem a festa e correm conjuntamente. Aviões largam também comida na savana. Numa aldeia filas de pessoas recebem mantimentos.

Ouve-se em voz off as notícias em vários línguas do mundo a dizer: ?Depois de ter recebido um misterioso fundo de 1 bilião de dólares, o Banco sem Fronteiras renasceu e lançou uma das maiores campanhas mundiais de combate à fome distribuindo toneladas de alimentos e medicamentos a populações carenciadas?

Pronto, com mais este petit rien vamos lá ver se o pessoal larga a paranóia do futebol e perspectiva que há muita coisa por detrás de um simples disparar de uma máquina fotográfica num estádio e m noite de futebol.

Isto já está quase um folhetim. Só mesmo com tratamento médico. Pode ser que o BwF também me ceda a mim umas pastilhas.

Bp63

# Setembro 23, 2007 13:36

anatarouca said:

BP63,

excelente como sempre...li até ao fim sim senhor. Espero o desfecho.

Bjs

Ana T.

# Setembro 24, 2007 14:39

Nemesis said:

Bp63,

o teu último comentário evocou em mim não a memória dum caso nacional ou internacional, mas a memória duma cena espantosa num filme de Mohsen Makhmalbaf, "a caminho de kandahar", em que homens afegãos mutilados pelas minas, depois de esperarem semanas, meses, anos,  fazem uma corrida no deserto apoiados nas muletas para chegar primeiro ao sítio onde vão cair pernas artificiais, que foram atiradas dum helicoptero da cruz vermelha e vêm a cair de para-quedas... quem não fizer tenção de ver o filme pode consultar uma sinopse muito detalhada aqui, com fotos

http://www.universohq.com/cinema/rc07122001_01.cfm

caso contrário, pode-vos estragar a surpresa (embora a mim não me incomode nada saber o fim dos filmes de antemão, sei que incomoda muita gente).

É um filme a não perder...

Beijo

nemesis

# Setembro 24, 2007 19:54

josefadobidos said:

Olá, Bp63:

Vim visitar o seu blogue, gostei do enredo e fiquei curiosa com o final...não faço ideia de qual a notícia de verão que refere, mas fiquei com a impressão que aquela insistência do colega em oferecer o bilhete e o hotel e tudo... não sei... parece-me oportuno demais, por isso aposto que o colega está "metido nisto"!!! E que actriz teria escolhido para representar "a mulher"? É q tb fiquei com a impressão de que não há fotografia, pq denunciaria o final do enredo...tipo...imagine se escolhesse a Glenn Close...Pronto!!! via-se logo!!! quero com isto dizer que a mulher não estará inocente. Vá...volte lá com o final!!!

Obrigada

Jo

# Setembro 25, 2007 15:12

pessoalissimo said:

Bp63

Volto aqui por puro respeito à minha ?palavra de honra? de que voltava, quando aqui vim a primeira vez.

É que, sabe, não sou lá muito bom a jogar xadrez, ainda me lembro das vezes que tentava capturar a Rainha com um movimento diagonal de Torre, tal a ânsia de a trazer para junto de mim?

Li e reli o trailer e os resumos das 1ª e última cena, há aqui algumas incoerências, não sei se minhas, se do guionista: - então como é que o nosso Tadinho, perdão, Tavinho, depois de ter mudado de quarto, lá volta sem chave? ? e como é que, num tão reduzido espaço de tempo (sendo que espaço e tempo significam aqui a mesma coisa), o Tavinho vai para o novo quarto e volta ao primeiro, descobrindo que o resto da família tinha desaparecido.

Pois? se isto é o trailer de um filme de acção, onde é suposto a história ser básica e de leitura simples, como seria com um policial?

Mas há qualquer coisa neste Portugal-Inglaterra que não me agrada? e que terá a ver com a tal notícia que correu nos jornais em pleno Verão. Só que não sei qual é?

Vá lá? As dicas que deixou parece que não chegam, afinal qual era a "famosa" notícia?

E desta vez não prometo voltar, só ler o desenlace (fatal?).

Um abraço

Fernando

# Setembro 26, 2007 1:01

Nemesis said:

Para mim, houve três casos fora do vulgar, este Verão. A notícia mais estrondosa (Caso Maddie excluído), por ser tão invulgar, foi a da senhora que fez desaparecer o marido para lhe ficar com o dinheiro. Não sei pormenores, vi várias fotos da pessoa em causa com a notícia que mandou o filho vender tudo nas capas das revistas expostas nos quiosques. É uma loura anafada que por acaso tem cara (e corpo) de muita gula e ganância. Como me recuso a ver televisão e não gasto um tostão nessas revistas de escândalos, não sei muito bem o que é que se passou. Portanto não excluo a hipótese de ser este, mas também não me parece a priori ter algo a ver.

outro caso que me chamou a atenção foi uma estória com dois russos a quem telefonaram para encomendar um assassínio.Bom, lendo o trailer ao contrário, do fim para o princípio, não me parece nada que a senhora Lurdes tenha algo de mafiosa, russo só se for o cabelo do BP e não encontrei grandes incongruências, aliás só uma. Octávio abre a porta à empregada, esta entra no quarto e faz uma cara de reprovação po haver álcool entornado e depois o Octávio de quem nunca foi dito que tinha saído é que volta a entrar no quarto para dar com a falta da mulher e filho.. Mais nada, para além dos saltos súbitos de cena onde faltam uma cena que explique como é que o tavinho dá com o filho, mas infere-se que a perseguição na moto tenha corrido bem e sobretudo, que raio de sala de computadores é aquela e que informações sobre "a torre" é que estão na pen-drive? A tipa que entra lá não me parece ter grande relevãncia a não ser a frase "o dinheiro arde mais depressa do que se pensa"...

A explosão faz crer que o Tavinho e o Diogo explodiram em pleno Rio Douro e não ouvi falar de nenhuma explosão num barco. A terceira notícia policial que achei interessante teve a ver com os irmãos franceses ou belgas que assassinaram o dono dum barco para lhe ficar com ele.

Voltando à primeira e à última cena, banco sem fronteiras, Octávio é bancário, transferência bancária misteriosa na última cena, pen drive, entra a Sónia, "agora é que isto vai pegar fogo", "o dinheiro arde mais depressa do que se pensa", conquistar a torre para salvar a rainha, o cavalo, o peão, a torre é a Sónia (os homens também precisam de boas desculpas para dar facadas no matrimónio). Se a torre é a Sónia, há um rei para além do BP que é cavalo. Porquê o Tavinho no estádio? Para quê pôr a polícia atrás dele? Ele ter feito a transferência inicial tem alguma importância? ou poder voltar a fazer a transferência bancária?

Para mim a maior questão é saber porque cargas de água é feita essa transferência, que distribui dinheiro aos esfomeados, não o guarda. Logo só deve ter sido ou uma vingança ou uma chantagem - do tavinho. Também me faz lembrar o Hugo Chavez, que encomenda serviços aods países e paga com bens à população.

Continuo às escuras.

beijo

nemesis

# Setembro 26, 2007 11:50

Nemesis said:

Para mim, houve três casos fora do vulgar, este Verão. A notícia mais estrondosa (Caso Maddie excluído), por ser tão invulgar, foi a da senhora que fez desaparecer o marido para lhe ficar com o dinheiro. Não sei pormenores, vi várias fotos da pessoa em causa com a notícia que mandou o filho vender tudo nas capas das revistas expostas nos quiosques. É uma loura anafada que por acaso tem cara (e corpo) de muita gula e ganância. Como me recuso a ver televisão e não gasto um tostão nessas revistas de escândalos, não sei muito bem o que é que se passou. Portanto não excluo a hipótese de ser este, mas também não me parece a priori ter algo a ver.

outro caso que me chamou a atenção foi uma estória com dois russos a quem telefonaram para encomendar um assassínio.Bom, lendo o trailer ao contrário, do fim para o princípio, não me parece nada que a senhora Lurdes tenha algo de mafiosa, russo só se for o cabelo do BP e não encontrei grandes incongruências, aliás só uma. Octávio abre a porta à empregada, esta entra no quarto e faz uma cara de reprovação po haver álcool entornado e depois o Octávio de quem nunca foi dito que tinha saído é que volta a entrar no quarto para dar com a falta da mulher e filho.. Mais nada, para além dos saltos súbitos de cena onde faltam uma cena que explique como é que o tavinho dá com o filho, mas infere-se que a perseguição na moto tenha corrido bem e sobretudo, que raio de sala de computadores é aquela e que informações sobre "a torre" é que estão na pen-drive? A tipa que entra lá não me parece ter grande relevãncia a não ser a frase "o dinheiro arde mais depressa do que se pensa"...

A explosão faz crer que o Tavinho e o Diogo explodiram em pleno Rio Douro e não ouvi falar de nenhuma explosão num barco. A terceira notícia policial que achei interessante teve a ver com os irmãos franceses ou belgas que assassinaram o dono dum barco para lhe ficar com ele.

Voltando à primeira e à última cena, banco sem fronteiras, Octávio é bancário, transferência bancária misteriosa na última cena, pen drive, entra a Sónia, "agora é que isto vai pegar fogo", "o dinheiro arde mais depressa do que se pensa", conquistar a torre para salvar a rainha, o cavalo, o peão, a torre é a Sónia (os homens também precisam de boas desculpas para dar facadas no matrimónio). Se a torre é a Sónia, há um rei para além do BP que é cavalo. Porquê o Tavinho no estádio? Para quê pôr a polícia atrás dele? Ele ter feito a transferência inicial tem alguma importância? ou poder voltar a fazer a transferência bancária?

Para mim a maior questão é saber porque cargas de água é feita essa transferência, que distribui dinheiro aos esfomeados, não o guarda. Logo só deve ter sido ou uma vingança ou uma chantagem - do tavinho. Também me faz lembrar o Hugo Chavez, que encomenda serviços aods países e paga com bens à população.

Continuo às escuras.

beijo

nemesis

# Setembro 26, 2007 11:51

dissidencias said:

Olá Brad Pitt,

Este teu TIFAMI anda vai dar muito que falar, não pelas auto-propaladas qualidades soporíferas, mas porque te estás a meter com a mafia do norte... carago... Mas gostei dos personagens, principalmente da Sonia, que deveria aparecer mais vezes no filme. Se isto é um trailer... imagino o filme inteiro...

Tu és mesmo amante de cinema, não és? ès um bom guionista e também darás um bom realizador, caso ainda não o sejas...

Infelizmente, no verão "desligo", e quando regresso em Setembro à vida, parece que chego noutro planeta... Ha, é verdade... Eu sou de outro planeta... já quase me esquecia disso.

Abraço, muitos parabéns e tenta levar o projecto para diante, porque és um talento.

dissidencias

# Setembro 27, 2007 11:56

pessoalissimo said:

A NEMESIS está a esforçar-se, não se pode negar... Mas como ela diz, continuamos às escuras. EHEHEH!

Eu, como já disse, percebo pouco de xadrez, e de jogos de xadrez na política, ainda menos.

Espero que essa mudez signifique que estás a preparar um add-on a este TIFAMI. Vê lá se a bomba não te rebenta nas mãos, seria uma enorme perda para esta comunidade.

E vou-me!

Fernando

# Setembro 27, 2007 15:54

bp63 said:

Ana T

Mas o desfecho vai vir num cinema perto de si.

Bjs

Bp63

# Setembro 28, 2007 21:33

bp63 said:

Ora, ora Nemesis

?Quando queremos conquistar uma fortaleza ou arranjamos uma grande cavalo de Tróia, para nos metermos lá dentro, ou espantamos os cavalos quando o rei e rainha vêm fazer um piquenique fora do castelo.? ? BP, numa fala não mostrada no trailer.

Eu vou para fora uns dias e sou apanhado num autêntico tratado de suposições. Vejo que a menina se esforçou e nalgumas coisas já anda perto. Excepto no facto principal.

Vamos por partes.

A tal senhora do jet set que despachou o marido (supostamente, porque até trânsito em julgado ela é mais inocente que a madre Teresa, embora esta já nem esta seja assim tão inocente, pelo que dizem) é realmente um bom ponto de partida. Touché. Ou seja, uma senhora que arma uma cilada ao marido é sempre um bom princípio, neste caso um bom fim, excepto para ele. Mas já o BW tinha tocado no assunto. Só que isto não é o assunto principal, é apenas uma forma de?

A cena do quarto. Octávio sai para ir tratar da mudança do quarto na recepção. Demora algum tempo. Quando volta a família já não está lá (alô Pessoalíssimo, é esta a sequência, por isso ele pode voltar a entrar no quarto). Mais tarde ele vai lembrar-se que ainda antes de sair recebeu uma chamada da recepção para ir tratar de um assunto da sua reserva. Ou seja, ele já estava para sair para tratar da mudança de quarto, mas mesmo assim alguém ainda lhe liga. Porquê? Porque ele tinha mesmo que sair do quarto, independentemente da sua vontade para que alguém entrasse lá e lhe raptasse a família.

O Encontro como filho resulta da perseguição com a mota que termina numa luta corpo a corpo. O bandido foge mas deixa cair um objecto. Um PDA com GPS. Analisa o histórico e verifica que ele partiu várias vezes do mesmo ponto. Faz o percurso e chega a casa onde está o filho.

Quando leio o último parágrafo vejo que andas lá muito perto. Falta aí um click.

A Sónia é apenas a assistente dum evento que está a decorrer no tal edifício de onde eles saltam. A notícia deriva de um acontecimento desse espaço, de conspirações, dinheiros, sistemas informáticos.

A rapariga tem direito a foto porque ela vai ter alguma participação, e supostamente vai ajudá-lo.

Quanto ao futebol, ao estádio e à perseguição policial, vou apresentar aqui umas teorias:

- A nível médico, quando temos uma dor podemos provocar uma outra dor num outro local para fazer esquecer, aliviar, a primeira.

- A nível militar podemos criar uma batalha e perder um número de soldados para proteger uma outra parte onde estejam civis ou outros soldados mais importantes.

- A nível de caça podemos arranjar uma presa para tirar as feras do ninho que queremos atacar.

Ou seja, tudo se resume à estratégia de deslocar o focus principal. Será que ninguém viu a série Die Hard?

Mais um esforço e estás quase lá. Ora pensemos. Há gente que conspira em tudo, para ganhar lugares, para fazer milhões. Hoje em dia as conspirações, por muitas encontros secretos que se façam há sempre depois uma cheirinho tecno com a informática a fazer das suas. Claro que num filme o pobre Tavinho, o nosso herói acidental,  vai dar a volta a tudo e tornar pessoas mais felizes com um gesto. Ele vai reverter o veneno dos outros em refresco para os carenciados.

O amor é fogo que arde sem se ver, dizia o poeta. Aqui, o dinheiro também.

Beijos

Bp63

# Setembro 28, 2007 22:35

bp63 said:

Cara Josefa

Tem razão em tudo o que disse.

A oferta foi boa demais, bilhete e hotel tudo de borla.

A dona Lurdes é ignorada propositadamente. Mesmo no tal filme imaginário ela vai sendo afastada da narrativa pois foi transferida de "prisão" por ser uma gralha falante. Só que nem tudo é aquilo que aparenta. E acho que já percebeu muito bem isso.

Quanto ao final ele está na minha cabeça, mas também pode ser como nas telenovelas, o público acaba por influenciar o resultado.

Bom, eu já descrevi mesmo a última cena.

Abraço

Bp63

# Setembro 28, 2007 22:42

bp63 said:

Caro Fernando

Depois da tortura que é ir vivendo nas agruras deste país (e se calhar dos outros também!) penso que lhe (te) criei mais uma. Vir ler os meus post?s.

?Tá bem mulher, deixe lá isso de ir pagar uma penitência a Fátima, vai tu se queres, que eu entre aqui no Blogue do Bp63 e já pago os meus pecados todos. Ora deixa-me lá ver este aqui do estádio e da bomba, que já lá fiz um promessa de voltar, e assim tenho a minha penitência do mês cumprida. A continuar assim na próxima Quaresma não preciso jejuar.?

Quanto à cena do quarto com que tanto implicaram já esclareci, no comentário à Nemesis. Mas c?um raio isto de arranjar coerência num filme de acção não é fácil.

Por falar em filmes de acção, se gostar vá ver o Ultimato. Está muito bem feito com um argumento muito inteligente. Claro que tem lá todas as incoerências do mundo. Mas é um bom espectáculo, além de na brincadeira denunciar a forma como se fabricam determinadas coisas nos States.

(Ó BW se estás a ler isto vais ver, quando vires o filme, o que são coincidências de encontrarem pessoas no meio da multidão, mesmos no maior labirinto do mundo eles encontram sempre a pessoa que querem, na maior perseguição.)

Eu sei que isto está a ter muitas voltas para quem pensa que um filme de acção é sempre básico. Mas não é. Felizmente que aparecem muitos filmes que já constroem bons argumentos. A minha pretensão era criar um com bastantes voltas no enredo. Isto de pretensão e água benta, cada um toma a que quer.

Mas se o Fernando acha que isto está com complexidade, então um dia se eu editasse uma coisa que escrevi (não é de acção) e o lesse então é que ia pensar que sou passado de todo, tal é a teia das situações envolvidas. Felizmente para si, e se calhar para o mundo literário, a coisa não irá sair da gaveta, ou eu não me chamasse B&#?!$% P$&?* (acabei de construir o anagrama do meu nome).

Volte, e volte mesmo. Que faço sempre uma boa absolvição.

Abraço.

Bp63

# Setembro 28, 2007 23:06

bp63 said:

Dissi

Antes de tudo parabéns pela primeira emissão. Além da piada, parabéns pela coragem da exposição e de ousares criar por um método extrameeeeeeeeeente difícil, que é o registo dramático de imagens, vulgo representação em vídeo. Aos poucos aparece uma forma de apareceram coisas, quer sejam pelas palavras, quer sejam pela imagem.

Não tenho medo das máfias, não porque seja um fortalhaço (olha para mim já esconder-me debaixo da mesa) mas porque tudo é apenas um fait divers para uma outra situação mais complexas em que aparecem outras máfias que não do norte.

Não sou guionista nem realizador. Vou realizando as palermices da minha vida apenas, mas aí sem guião, até porque se o houvesse seria mais para um filme daqueles em que ninguém entende nada.

Abraço

Bp63

# Setembro 28, 2007 23:20

josefadobidos said:

Bp63:

Peço-lhe que não faça como nas novelas, o público não deve influenciar. Na minha opinião, o criador é que sabe e mais nada.

Os meus palpites resultam de um passado de consumo desenfreado de livros da Colecção Vampiro Gigante: poirot, miss marple e tal (e da paranoia que se vai ganhando neste mundo doido).

A sua história tem um enredo policial. Gosto muito e a sua maneira de escrever é sinuosa, fantástica. Faça o seu "salto mortal" de criador!!!! Fico à espera.

Beijinhos

jo

# Setembro 28, 2007 23:33

Nemesis said:

B&#?!$% P$&?*:

Eu adoro estas coisas. Aviso já que passei vários anos da minha infância a tentar descobrir um quebra-cabeças, até que a pessoa que mo propôs confessou não ter solução (essas coisas não se deviam fazer a crianças obssessivas como eu). E neste caso, hmmmmm... tens a certeza que a tua dislexia não voltou a atacar? É que, ou tens um nome deveras estranho e que ninguém mais tem, ou o que propões como anagrama é portuguêsmente impossível, porque todos os poucos nomes de sete letras começados por B com vogal na penúltima letra repetem a vogal algures no meio.

quanto a esforçar-me... não acho que me tenha esforçado assim tanto. Podia fazer uma pesquisa em condições, mas não tenho tempo e ainda bem, porque, sabes como é, "menina X. pastor não entra".

Beijo

nemesis

(foste para fora? Pensei que cada vez que aqui vinhas ficavas a contar até 100 =)

# Setembro 29, 2007 1:38

pessoalissimo said:

Olá B&#?!$% P$&?*, aliás "Braúlio Pires":

Confesso que, apesar de ateu, preferia ir fazer penitência a Fátima, que insistir em vir aqui sem mais mada para dizer...

Vá lá... diz lá mais qualquer coisa do teu TIFAMI, talvez o BW e a NEMESIS, que tanto se tem esforçado, possam finalmente descobrir o guião deste historia e descrever aqui o enredo deste enmaranhado novelístico. Eu por mim, desisto.

Ah! Como cheguei ao teu nome? Somei 2+2 e deu 4. Fácil! Errado? Se calhar... Mas juro que fiz tudo direitinho, a investigação decorreu conforme as melhores metodologias, se falhou é porque não nos deste (mais uma vez) os dados todos para lá chegarmos.

Abraço

assin: F§%#&#@* F§%%§?%&

# Setembro 29, 2007 12:48

Nemesis said:

oh! Acho que se fez luz! Mas não consigo encontrar o raio da notícia, nem sei se a li aqui, no público on line ou no "destak"... à a estória dos jornalistas e do narco-tráfico na Guiné-Bissau, certo?

beijo

nemesis

# Setembro 29, 2007 13:44

bp63 said:

Jo

Olhe que um salto mortal na minha idade pode ser fatal. Logo eu que ando tão mal da coluna. Ainda no outro dia tive umas dores horríveis, que depois só me passaram tomando? isto já para não falar das terríveis dores de cabeça que me assaltam? e assim se faz uma conversa tão portuguesa. Já reparou que o clube português das conversas de rua é o FGD? Futebol, Governo e Doenças.  Faça-se um bocadinho cusca e verá que nunca saímos disto.

Mas no seu comentário fez-me uma partida, pois virou o bico ao prego. Agora fui eu que fiquei curioso com o que será o tal ?salto mortal do autor?.

Bjs

Bp63

# Setembro 29, 2007 15:16

bp63 said:

Nemesis

Eu já pus o Pessoalíssimo quase a ir a Fátima a pé, não sei se para se ver livre da praga dos meus post?s se para decifrar o mistério do TIFAMI. Agora, com tanto empenho teu a decifrar enigmas, quer do filme, quer do nome, ainda provoco uma entrada súbita tua numa qualquer urgência com um ?ataquinho de obcessionite? aguda ?eu quero a solução, eu vou encontrar a solução?.

Bom quanto ao enigma do nome, era mesmo uma brincadeira, mas posso adiantar que não fui mauzinho a criar algo que sem solução. Tem solução, tanto que um espertinho do sul logo a seguir vem todo convencido que encontrou a solução. Dever ser influência dos eriçados ares marítimos daquela vila (?).

Voltaste atrás no enigma da notícia. Já estiveste mais perto. Relê o último parte do teu comentário de dia 26 que andas perto e vê o que eu respondi.

Bp63

# Setembro 29, 2007 15:28

bp63 said:

Fernando

Não me podias arranjar um nome melhor? Assim uma coisa tipo Bernardo Pinot acho que fazia mais pendant com a minha pessoa. Agora essa coisa abrasileirada, até parece que nasci no tempo das telenovelas. Ao menos o Dissi ainda me pôs Brad Pitt.

Acho mesmo que vou dar mais pistas, ou pelos menos repescar as que já enumerei porque o pessoal está perdido.

Ábração, né!

Já agora, quem é que pediu um porto Ferreira?

Bp63

# Setembro 29, 2007 15:45

bp63 said:

Ora vamos lá pôr ordem nas pistas, eis algumas peças chave

- Isco (Bomba, estádio, futebol)

- Noticia de Verão

- Edifício da Alfândega do Porto

- Dinheiro

- Bancos

- Sociedades Secretas

- Traição

- Conspiração

- Assistente de evento

- Torre (versão clássica: edifício, fortificação. intransponível que esconde o tesouro; versão moderna: sistema com super protecções que alberga informação que se pode traduzir em dinheiro)

Numa luta pela torre, A pede a B que vicie a regras do jogo e para o qual deve contratar C, mas B trai A e solicita a C que faça explodir a torre. C vicia as regras do jogo para A, faz explodir a torre mas também trai B e resolve roubar o tesouro da torre primeiro. Para isso arranja seduz D, que trai E ao empurrá-lo para uma cilada para ser usado como isco. O problema é depois de perceber que era isco, E resolve trair o jogo de C e o tesouro vai parar às mãos de F dono de uma outra torre, mas esta com fins humanitários.

Confusos?

Isto está pior do que uma soap ópera.

Bp63

# Setembro 29, 2007 16:05

josefadobidos said:

Bp63:

Conversa à portuguesa, conheço bem, e vou responder-lhe o melhor que sei:

"e a mim? doi-me tanto as costas que estou aqui que nem me posso mexer...sobem-me uns calores por mim acima que latejam na cabeça, olhe pode não acreditar, mas parece que me saltam os olhos fora; já não há remédio que me faça nada; de vez em quando tenho que ir pró hospital e só me passa a soro!

e agora com o cair da folha? costumo cair à cama, os médicos dizem que é dos nervos, mas eu nunca tive nervos, eu tenho é uma doença muito grande metida nos ossos!!!

É a vida, temos que aguentar, e cara alegre, o que é que se há-de fazer? E olhe que eu não sou de me queixar!"

Nunca viu um bom salto mortal? É aquele momento que em qualquer número, é o mais esperado, que mostra verdadeiro talento do executor(sem salto mortal, fica-se na dúvida); o executor vira o mundo de "pernas para o ar" o público prende a respiração ... no fim... um suspiro de alívio e uma grande salva de palmas...em pé!!!

Beijo

Jo

# Setembro 29, 2007 18:43

josefadobidos said:

Espero que não leve a mal a resposta. Estou a brincar consigo, ok?

# Setembro 29, 2007 18:44

portocego said:

A pergunta que faço é a mim própria: Como é que tu Maria Daniela conseguiste estar colada no ecran a ler este lençol...e a correr ao lado dos personagens come se fosse um deles? Resposta:Parabéns Bp63 pela imaginação.

Agora, o acontecimento  deste verão?? para as confusões e invenções que certo jornalismo ou pseudo -jornalismo.. faz para vender imagens e notícias frenéticas, qualquer apito, carolina, uma festa de caridade...et. et... podia ter servido.

Mas quero a versão do Bp63. depois desta corrida mereço!!!

# Setembro 29, 2007 18:52

Nemesis said:

Raios!!! E eu que estava tão certa de ter dado com a notícia inspiradora deste action soap... Ainda por cima acabo de falhar redondamente a minha primeira tentativa de tofu caseiro... A "conspiração invernal que assola o país" ataca de novo, dói-me o joelho esquerdo, tenho duas mesas de confusão para arrumar e acho que me vai cair o céu em cima da cabeça... Como se tudo isto não bastasse acabo de perder o único Bráulinho que conheci na minha vida toda! Era o que faltava agora se ainda por cima te pões a dar saltos mortais de criador. Poupa-me!

beijo

nemesis

# Setembro 29, 2007 21:39

Nemesis said:

Numa luta pela informação convertível em dinheiro que está alojada no sistema informático dum banco, A  pede a B que vicie as regras do jogo e para o qual deve contratar C (BP?), mas B trai A e solicita a

C que faça explodir o banco (de dados?). C vicia as regras do jogo para A, faz explodir o sistema mas também trai B e resolve roubar o tesouro da torre primeiro. Para isso seduz D(a mulher de Octávio? o colega de Octávio?), que trai Octávio ao empurrá-lo para uma cilada para ser usado como isco. O problema é que, depois de perceber que era isco, Octávio resolve trair o jogo de C e o tesouro vai parar às mãos de F dono de um outro sistema, mas este com fins humanitários.

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/empresas/pt/desarrollo/1026615.html

se não for desta, é aqui que capitulo.

beijo

nemesis

# Setembro 29, 2007 23:46

bp63 said:

Quase, quase Bingo!

Já está no patamar de entrada. Já tens a chave, falta meter na fechadura do facto principal.

Amanhã volto

bjs

bp63

# Setembro 30, 2007 0:11

pessoalissimo said:

EHEH!!!

Força, Nemesis! Defenda a honra do nosso convento, abra o raio da porta para deixar entrar o TIFAMI com todas as imagens em palavras. Que pena não podermos ver o filme em formato digital. Ou será que vamos ver?

...

# Setembro 30, 2007 1:26

bp63 said:

Cara Jo

Espero que esta vos vá encontrar bem de saúde, bem como a todos os seus, que eu cá vou indo na graça de Deus.

Ultimamente não tenho passado muito bem, mas também com a idade já não se pode esperar muito. Além de uma dor numa perna, que me deve ter sido passada pela minha vizinha Nemesis, não sei se conhece, uma que anda à beira de um esgotamento para encontrar a chave, antes encontrasse o dinheiro que bem nos dava jeito a todos, tenho também esta maldita tosse que nunca mais me passa. As minhas visitas agora é à farmácia e ao doutor, que não desfazendo, é uma jóia de pessoa. Só ele para me compreender.

Como se não bastasse tenho agora que dar um salto mortal e mostrar que sou mesmo um criador. Sei que a coluna não vai aguentar, mas já comprei uma colecção de coletes, a última moda, acho até que já desfilaram na Moda Lisboa, para o que der e vier.

Despeço-me desejando tudo de bom à Jo e a todos os seus. Se não ouvir falar mais de mim, foi porque o salto correu mal. Se correr bem pode ser que consiga uns milhões na venda dos direitos de autor e aí convida-o para um chazinho, que o meu fígado já não aguenta mais do que uma aguinha quente.

Este que vos estima

Bp63

# Setembro 30, 2007 9:50

bp63 said:

A propósito do meu último comentário, o director do Sol publicou um artigo na revista muito engraçado, pois continha diálogos perfeitamente alucinantes, que todos nós já ouvimos ao virar da esquina.

O artigo foi publicado também no seu blogue:

http://sol.sapo.pt/blogs/jas/archive/2007/07/28/Di_E100_logo.aspx

# Setembro 30, 2007 9:56

bp63 said:

Pois bem Maria Daniela

Folgo que tenha ficado colada ao ecrã.

Quando os ?Amaricanos? me comprarem os direitos e produzirem a fita sempre podem contar com mais 1 espectador.

O problema é que se eu puser aqui o final, vai ser ao contrário, não vai lá porque já sabe a história toda. Claro que também podia optar sempre por aquela solução, em que a Daniela (posso tratar assim?) vai toda catita ao cinema ver o filme e mal ele comece manda logo a boca em voz alta:

- Não se preocupem muito que a bomba não vai explodir, no fim o gajo só vai é fazer um desvio de massa. Eu até sei quem foi o palerma que escreveu isto.

Provavelmente sairia de lá fuzilada, nem que fosse com os olhares. Ou até mesmo com um balde de pipocas enfiado na cabeça, que há sempre um espectador mais passado dos carretos, que fica transtornado quando lhe tiram o rebuçado da surpresa do fim.

Quanto às hipóteses que deu, caiu na esparrela do futebol e foi logo para os apitos e carolinas. Eu não fui tão longe, não porque não ache o Godfhater um bom filme, mas porque queria uma coisa mais leve e que não fosse para Maiores de 18. Afinal temos um puto na fita. Estou a morder-me todo para não fazer um velho trocadilho brejeiro entre o puto na fita e a fita da? sei lá, abelhinha e do mel, isto é melhor parar por aqui antes que me estenda de vez

Não deixe de ficar colada. (para ler com sotaque brasileiro) Vem aí o grande final. Porquê eu? Não perca o próximo capítulo!

Bp63

# Setembro 30, 2007 10:24

bp63 said:

GRAND FINAL

ANTEPENÚLTIMA CENA DO FILME (Resumo):

Octávio sabe que se introduzir o software, que tem na pen-drive, no computador portátil o mesmo irá accionar o mecanismo da bomba que está pronta a explodir na casa onde está todo o sistema informático. Ele olha para a casa pela última vez. Sabe que não tem alternativa. Insere a pen e faz OK na mensagem que lhe parece. Nesse momento lembra-se que afinal a sua mulher também está na casa.

Vê-se uma enorme explosão. A casa arde. Octávio grita:

- Não!

PENÚLTIMA CENA (Resumo):

- Não! ? grita Octávio.

De repente levanta-se da cama.

- O que foi? ? Pergunta Lurdes, levantando-se também da cama, ao seu lado.

- Tive um enorme pesadelo, sonhei que fomos para o Porto, e que tu e o Diogo foram raptados. Depois fui acusado de querer pôr uma bomba no estádio do Dragão, andei fugido, consegui resgatar o Diogo e dar cabo dos planos dos bandidos. No fim, quando já tinha tudo na minha mão fiz explodir uma casa para acabar com eles, só que tu estavas lá dentro.

- Ena que filme! Deixa lá, foi só um sonho. No entanto não deixo de notar que mesmo em sonhos me despachaste.

- As coisas que um homem vai buscar!

- Pronto, volta a deitar-te que ainda é cedo, pode ser que sonhes com coisas melhores.

Octávio fecha os olhos e volta a adormecer.

ÚLTIMA CENA (Resumo ? já descrita num comentário anterior)

Novo sonho do Octávio.

Crianças africanas correm numa estrada de terra. Ouve-se uma música de raiz africana. Vê-se vários camiões com a sigla BwB (Bank without Borders) cheios de sacos a percorrem a estrada. As crianças fazem a festa e correm conjuntamente. Aviões largam também comida na savana. Numa aldeia filas de pessoas recebem mantimentos.

# Setembro 30, 2007 10:55

bp63 said:

E que tal o salto mortal?

Foi triplo. Estou aqui com a coluna num oito.

Confessem lá, se leram os comentários por ordem, que neste momento estão com um melão de todo o tamanho. Afinal tanta coisa, tanto mistério para quê? Era tudo um sonho.

Fui mauzinho.

Por causa de uma coisa como esta, no filme ?Testemunha de um crime (Body Double)? do Brian de Palma quase que tive para partir a cadeira do cinema. Toda aquela tensão e afinal o gajo, a personagem principal, só estava a rodar um filme, e tudo o que vimos fazia parte do filme. É uma frustração.

Também por causa de uma brincadeira desta uma colega minha rasgou-me uma coisa que escrevi ao 17 anos, porque depois de muitas voltas, na historieta que escrevi, tudo era um sonho do protagonista e nada se resolvia pois acordava e o desenlace do sonho era interrompido. Disse-me que não tinha o direito de fazer isso, que tinha andado toda entusiasmada a ler aquilo e que não se podia tirar o rebuçado final. Como não havia computadores a historieta foi para o galheiro e ela deixou-me de falar. Claro que eu também berrei com ela quando vi aquilo rasgado e dissemos coisas não muito próprias, enfim, criancices.

Por causa deste episódio lembrei-me de fazer isto, de ser mauzinho.

Mas é mentira o que escrevi acima, o desenlace da história não é um sonho, está mesmo muito próximo do que a Nemesis apontou.

Neste momento, penso que há uma debanda do pessoal a fazer delete da caixa dos favoritos (se é que estava nalgum) ou a por o meu endereço no Child Patrol para que o acesso fique interdito para sempre

Smile

Bp63

# Setembro 30, 2007 11:22

Nemesis said:

Estimadíssimo:

Esgotamento, eu? O amigo olhe, que eu venho aqui por prazer, não por penitência e quem corre por gosto não cansa...

Mas não sei se reparou (esses olhares-frechada rápida, de quem pensa mais rápido do que lê, na auto-suficiência do seu charme infinito arriscam-se a saltar por cima de muitos pormenores) que eu já capitulei.

E sublinho:

Sei lá por que cargas de água ELE.

Ou seja, pela parte que me toca, venha daí esse mortal. Até o pode dar sem rede, que eu cá estou

para o amparar.

beijos da sua mais assídua vizinha

nemesis

# Setembro 30, 2007 11:34

pessoalissimo said:

Ai a P****!!!

Andas então a mangar connosco! E com o esforço da grande e esforçada Nemesis. Se pudesse punha-te as mãos em cima! E não era para te acariciar.

Partiste a cadeira no cinema? Eu partia-te todo.

Ai, pobre Nemesis, nesta altura já lhe deu um enfarte ou um ataque de nervos.

Já te deletei da minha lista de favoritos.

Nem te desejo um bom domingo.

Vou-me sem saudades...

Afinal não passo de um pobre avatar. Sniff, sniff

# Setembro 30, 2007 11:43

Nemesis said:

Mas que é isto?

já uma mulher não pode ir à cozinha a meio dum comentário fazer um batido ?

Ainda bem que era a brincar. É que tirava-te mesmo dos favoritos...

nemesis

# Setembro 30, 2007 11:48

bp63 said:

Nemesis

Se ainda sobrevives posso então entregar a chave do automóvel por finalmente quase teres aberto a porta. Só não abriste totalmente por pequenos detalhes, que só podem estar na mão do ficcionista (olha eu já a armar-me em professor doutor autor) . Mas a notícia era essa mesmo, com mais umas coisitas.

Olhando para o que se passou com tudo aquilo, neste Agosto do ano da graça de 2007, achei que havia algo de romanesco em todo aquele ambiente. Uma sociedade secreta, um mestre feiticeiro, um delfim que quer voar por conta própria e se revolta, uma luta do Mestre e do Aprendiz, uma chamada da cavalaria de ambos os lados e por fim um sistema informático que não funciona na hora H, levando a que um empresário desbocado disse mesmo que tinha havido conspiração. Ora isto, sendo realidade, é bem melhor do que qualquer ficção. Ainda por cima a envolver muitos milhões.

O filme (a ideia) está construído em 3 partes âncoras:

1ª ? A bomba ? tudo parece levar a querer que ele foi escolhido para fazer um atentado no estádio por alguma organização secreta. A policia cai na armadilha e desvia toda a segurança para a caça ao homem, abrindo assim flancos num outro evento importante que está a acontecer (onde está a torre).

2ª ? Caçar o caçador ? Mesmo depois de ter o filho, só lhe resta antecipar-se no jogo e conseguir chegar ao xeque-mate antes do adversário, para isso preciso também ele de entrar na torre e ficar na posse dos elementos que compunham a conspiração.

3ª ? Conspiração ? O filme irá ter 6 ?twistes? sobre as origens e os motivos. O primeiro é quando se percebe que o objectivo não é a bomba no estádio. Os 2º, 3º e 4º são as conspirações e traições que se vão acontecendo. O Presidente só queria boicotar o sistema para subverter a votação dos accionistas do banco, mas um empresário também administrador engendra um outro plano aproveitando a entrada no sistema que é criar a descredibilização através das acções (o tal explodir a torre), e fazer uma operação de bolsa. Mas o pirata informático resolve ainda ir mais longe e aproveita para fazer umas transferências. Octávio´(5º) consegue cortar isso e a transferência vai para uma conta que ele tinha na cabeça e que vai dar alegrias a muito gente. O último, já toda a gente viu, que é o facto de ele ver quem realmente o tramou. Mas atenção que há uma surpresa na sedução, não é feita por quem estão todos a pensar além de haver mais um elemento traidor.

Nemesis, ora vai lá então refazer o tofu finalmente em paz. O pessoal até aparece ai para provar, depois deste esforço todo já se come qualquer coisa.

Se bem com todos estas voltas acho que neste momento estás mais em vias de entrar por um MacDonald?s a dentro e pedires uma carrada de Big Mac?s para toda a família. Arranjar um colesterol bem elevado para pensares noutra coisa que não em notícias de jornais e ideias malucas de trailers de um tipo não menos doido.

Com isto tudo, acabei por comprometer a minha fortuna em poder vender os direitos da ideia, agora basta vir aqui e fazer copy e paste e o mundo inteiro pode criar uma história parecida. Se bem que há pequenos detalhes não revelados. Enfim, sou um mãos-largas, esbanjo assim uma fortuna.

Não sei se não devia por isto tudo apenas em Mensagem Privada para todos os que passaram por aqui.

Beijo

Bp63

# Setembro 30, 2007 13:05

Nemesis said:

Bp63

Não te preocupes com o copypaste, os copyrights e outras copisses, porque donde essa veio há mais e quem fala assim de certeza que não está a morrer de fome :)

Além de que todos os jogos são como o sexo (mais do ponto de vista das mulheres, claro, é-me difícil outro) - o que interessa são os preliminares - o final em si depende na proporção directa deles e nada seria sem eles.

neste caso, tens razão, a estória real dispensa qualquer fantasia, por mais surreal que seja. Com heróis da revolução destes, não admira que andemos todos a chá...

Obrigada por uma caça divertida, obrigada por teres sabido prolongar o mistério até ao momento exacto e quanto ao macDonalds, não apresenta qualquer risco para o meu colesterol. Salvo comer peixe de vez em quando para poder conviver com o resto dos comuns mortais, sou vegetariana.

Não vou voltar tão depressa ao Tofu caseiro... Tem que ficar para outro dia o almoço da confraternização dos decifradores de mistérios.

Dá demasiado que fazer para conseguir arriscar outro Waterloo culinário em menos de 24 horas.

Só há uma coisa que não compreendi - porquê ele? - mas talvez seja melhor assim. Fica de semente para outra vez.

beijos

nemesis

# Setembro 30, 2007 13:52

bp63 said:

Relendo tudo o que ficou escrito nos comentários, quase que daria um outro filme. Pelo menos, um divertido pequeno livro de apontamentos daria de certeza.

Obrigado a todos os que participaram e tornaram estimulante esta caça ao tesouro do ?Fim?.

E claro a Nemesis vai levar as chaves deste magnífico e estupendo? Automóvel.

Até ao próximo TIFAMI.

Como bombom vou publicar um post brinde

Inté pessoal.

Bp63

# Setembro 30, 2007 16:42

pessoalissimo said:

Oi, BP63

Então agora distribuis prémios virtuais?

E ainda vamos ter um brinde extra, nada mau.

Não sei porquê, mas acho que qualquer dia ainda havemos de ver este filme cheio de acção, suspense e reviralvoltas nas melhores salas de cinema nacional. Será desta que o cinema português arranca? Com um filme ao melhor estilo "amaricano", mas com portugas em loucas perseguições de automóvel e helicoptero e antigos revolucionários à mistura.

Muito bem, BP! Ficamos à espera do brinde e... Já agora, para quando o lançamento do filme a sério?

Abraço

Fernando

# Setembro 30, 2007 17:02

josefadobidos said:

Bp63:

Recebi a sua carta o que muito me agradou, lamento não estar em casa quando o carteiro chegou com a correspondência, mas tinha ido com a minha vizinha a um sítio. Não sei se poderei dizer isto por carta, mas o marido dela tem outra, um malvado que não sabe dar valor àquilo que tem. Sabe quem é a minha vizinha, aquela que é prima da sua costureira de calças, a Jorgete. Hoje fui com ela a uma senhora que faz trabalhos, mas o meu amigo pela sua saúde (que não é muita, eu sei), nunca comente isto com ninguém.

Fomos a uma senhora muito boa a fazer trabalhos, e se lhe conto isto é porque penso que ela também o poderia ajudar. Foi ela que me tratou da ?espinhela? caída, aqui há uns anos e olhe que os médicos já me tinham dado como inválida pró resto da vida. Tenho a certeza que é esse o seu problema, vai ver. E olhe que essa tosse, não quero assustá-lo, mas não deve ser nada bom. O marido de uma amiga minha, tinha uma tosse dessas, que arrastava há uns tempos, os médicos diziam que era alergias e o que ele tinha era um encosto dum espírito que tinha caído nele. Foi também a tal senhora que o curou e olhe que ele nem acreditava em nada disso, tiveram que empenhar o ouro todo para pagar o trabalho, mas o que interessa é a saúde, que quando morrermos fica cá tudo.

Uma pessoa pensa que essas coisas não existem, mas o diabo tece-as, senhor Bp63, ?agente? é que pensa que não. Não sei se é muito boa ideia dar o tal salto mortal, que o meu amigo ainda se rebenta, mas olhe, quem não arrisca não petisca, sei lá o que lhe hei-de dizer.

Se quiser que marque para a tal senhora, avise-me e traga também a sua vizinha que perdeu a chave e que lhe dói a perna, tudo isso deve ter tratamento. Ela trata os dois e ainda faz um preço bom por serem dois e irem da minha parte, que sou cliente antiga.

Vieram-me agora aqui dizer que o meu amigo estava a ser entrevistado na televisão por causa de um filme que fez, não sabia que era artista, o filme deve ser interessante, afinal o título do filme é que é o ?Salto Mortal?, tenho de ir ver isso. Mas estavam a dizer que ia para Hollywood, que recebeu um prémio.

Bem, querido amigo, agora apanhou-me desprevenida, vossemecê na televisão, por esta é que eu não esperava. Diga qualquer coisa antes de ir pra América.

Com votos de melhoras,

Jo

PS 1 ? Adorei a saída do sonho. E a reviravolta depois do sonho que não era sonho. Salva de palmas para o salto mortal criativo. Em pé. Jo.

PS 2 ? desculpe o comprimento do comentário, mas estava a divertir-me tanto que foi difícil parar. Adorei o post da conversa acerca de doenças. É assim, sem tirar nem pôr.

# Outubro 1, 2007 1:21
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