Ultimato no Estádio do Dragão ? A bomba vai estourar (TIFAMI)
Depois da temática dos meus 2 últimos post’s, sexo e política, tinha que mudar de rumo. Até porque face ao cocktail explosivo que estes 2 temas produzem ainda acabava com a minha vida exposta num tablóide qualquer. Assim, voltei aos meus TIFAMI’s (Trailers Imaginários de Filmes Ainda Mais Imaginários).
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Desta vez voltei-me para um género maldito. O filme de acção. Se quase todos os géneros menores já foram retirados do limbo da qualidade (talvez por influência do santo padre), o da acção ainda por lá permanece, quase que solitariamente. A intelingenzia considerar um filme de acção como um bom filme é pior do que lhe arrancar um dente a sangue frio.
Penso que todos os géneros são validos. Basta que cumpram os seus requisitos com eficácia.
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O momento de inspiração não foi o melhor, é certo. Parto também de um velho cliché (lá vem o desgraçado que lhe raptam a família e em que os maus o obrigam a fazer coisas más) do aparente “na hora errada e no local errado” estar o homem certo. Não é original, é certo, como também o não são as personagens estereotipadas. Mas se virmos quase todos os filmes embarcam nesta linha convencional de repetir fórmulas. Vamos lá ver se a minha não explode.
E por falar em explodir…
SINOPSE:
Octávio, um simples empregado bancário a viver no Algarve, vai até ao Porto com a família para verem o encontro decisivo de futebol Portugal-Inglaterra para o apuramento do mundial. Para pouparem nos custos, e depois lhe terem oferecido o bilhete e a estada de uma noite, não regista a entrada da sua família no hotel. Subitamente a sua família desaparece mas ninguém o leva a sério, tanto mais que a polícia está demasiado ocupada em garantir a segurança do jogo.
Octávio vê-se, assim, perdido e solitário nas mãos de um misterioso homem que obriga ir ao estádio disparar uma máquina fotográfica. Entretanto a polícia descobre os planos de um ataque bombista no estádio, no seu quarto. Com uma fuga de informação, é noticiado no próprio estádio a notícia da bomba. Instala-se o pânico. Octávio reconhece um dos raptores da sua família e tenta persegui-lo, a polícia reconhece-o a ele como o homem da bomba e persegue-o também. Nesta luta contra o tempo, para salvar a sua família e escapar à perseguição policial, Octávio começa a desconfiar que há muito mais do que o rebentar duma bomba. Afinal, porquê ele para executar semelhante tarefa? O que se esconde por detrás de tão sinistro plano? Ele era o denotador ou um simples isco?
Cena 1: Banco. Interior. Dia.
Pequena agência bancária. Octávio e um colega estão recuados a falar.
Colega: Eu não posso ir. A minha sogra adoeceu e a minha mulher nunca me perdoaria. Fica com o bilhete.
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Octávio 38 anos, bancário em Albufeira. |
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Octávio: Não posso entrar em despesas, e ir de do Algarve ao Porto ainda é um bocado.
Colega: Não é nada, eu ofereço-te o bilhete, mais, até te ofereço a noite no hotel, já que tenho tudo pago e não posso cancelar. Só pagas a viagem do teu bolso. Toma!
Fade out (dissolução da imagem). Ecrã negro.
· | Um pequeno gesto pode mudar tudo | · . · . · . · . · . · . · . |
Grande plano das mãos do colega a passar o bilhete do jogo a Octávio.
Colega: O raio da velha até a quinar me tinha que lixar a vida!
Cena 2: Sala de Octávio. Interior. Entardecer.
Octávio, Lurdes, sua mulher, e Diogo, o filho, estão no centro da sala.
Lurdes: Tavinho, como vais assim para o Porto? Ainda por cima o Di faz ano no Domingo.
Octávio: Mas ele vai também.
Lurdes: Mas só tens um bilhete.
Octávio: Lá tento arranjar outro. Vai ser um jogo único, não podemos perder. Sempre sonhei ver um Portugal-Inglaterra, é a eterna desforra.
Lurdes: E eu, fico cá? Nem pensar, a ir vamos todos. Vocês vão lá para o jogo que eu vou visitar umas coisas.
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Diogo 10 anos, filho de Octávio |
Diogo: Vais ver a casa da música.
Lurdes: Qual música, qual quê. Deve lá haver muito bom shopping para eu bater solas.
Octávio: Temos um problema, o quarto do hotel, já está pago mas só tem reserva para uma pessoa.
Lurdes: Ah não, não vamos entrar em mais despesas, já basta a gasolina. Está reservado para uma pessoa e está muito bem, num hotel onde cabe um cabem três. Sabem lá eles.
Cena 3: Porta do Hotel. Exterior. Dia.
Octávio, Lurdes, e Diogo estão no carro à porta do hotel.
Octávio: Rapaziada o plano é o seguinte, eu entro, faço o check-in e subo para o quarto. Depois telefono e digo-vos qual o nº do quarto e onde é o elevador. Depois vocês entram e com toda a naturalidade, dirigem-se ao elevador e sobem. Compreendido?
Diogo: E qual é o plano B? Tem sempre que haver um plano alternativo.
Octávio e Lurdes olham-se mutuamente.
Cena 4: Recepção do Hotel. Interior. Dia.
Octávio, junto ao balcão de recepção, aceita o cartão-chave e dirige-se ao elevador.
Lurdes e Diogo entram no hall e encaminham-se para elevador.
Cena 5: Quarto do Hotel. Interior. Dia.
Lurdes verifica o quarto. Octávio cheira uma garrafa de gin do mini-bar.
Octávio: Indecente, já está aberta.
Diogo enrola-se no cortinado e atira-se para cima da cama.
Diogo: (Grita) Super-man!.
O reposteiro vem abaixo. Octávio entorna o gin na camisa. Lurdes corre atrás de Diogo para lhe bater. Fade out. Plano da porta. Batem à porta. Octávio faz sinal para Lurdes e Diogo se esconderem na casa de banho. Octávio abre a porta. Entra a empregada.
Octávio: Tive aqui um pequeno acidente. Se calhar o melhor era mudar de quarto.
A empregada abana a cabeça, mostrando um olhar reprovador. Ecrã negro.
· | Um pequeno acidente pode mudar tudo | · . · . · . · . · . · . · . |
Octávio entra no quarto. Vê tudo revolvido. Há coisas partidas.
Octávio: (Chama) Lurdes, Diogo!
Octávio procura-os na casa de banho.
Cena 6: Quarto do Hotel. Interior. Dia.
Dois Polícias verificam o quarto. Octávio está sentado na cama. Um polícia olha para um medicamento na mesa.
Polícia 1: Diz aqui que a ingestão deste medicamento com álcool provoca alucinações.
Octávio: Eu não bebi nada.
Polícia 2: Não parece, pelo cheiro que está aqui.
Cena 7: Montagem dos depoimentos do pessoal do hotel
Grande plano dos empregados, que fazem o depoimento.
Recepcionista: Ele entrou no hotel sozinho, aliás a reserva é só para uma pessoa. Não entrou mais ninguém. Não vi mulher nenhuma, nem criança.
Empregada: Eu fui ao quarto e não estava lá ninguém. O que vi foi uma grande rebaldaria e um cheiro a álcool que enjoava. Cá para mim está com os copos
Cena 8: Lobby do Hotel. Interior. Dia.
Octávio: (Grita) Eu não estou louco. Eu entrei aqui com a minha mulher e com o meu filho. Alguém entrou no quarto e eles desapareceram.
Polícia 2: (ao telemóvel) O que faço? O gajo diz que a mulher e o filho desapareceram do quarto. No hotel dizem que o tipo entrou sozinho e que nunca viram ninguém. Tresanda a copos, que tolhe!
Comissário: (grande plano, do outro lado da linha) Tomem nota da ocorrência e venham daí. Temos a cidade a abarrotar de ingleses cheios de cerveja no buxo e com vontade de armar confusão ainda antes do jogo.
Cena 9: Porta do hotel e ruas do Porto. Exterior. Entardecer.
Octávio está dentro do carro. Passa uma carrinha. Por um pequeno instante, Octávio vê uma mão no vidro traseiro da carrinha e a cara do seu filho, que parece gritar.
Octávio arranca e persegue a carrinha. Há uma perseguição por algumas ruas estreitas do Porto.
Cena 10: Avenida da Boavista. Exterior. Entardecer.
O carro de Octávio está parado e ele está dentro do carro. Um carro da polícia está junto. Um polícia fala pela rádio.
Polícia 3: (fala via rádio) O fulano diz que ia a seguir um carro onde estava a mulher e o filho, que foram raptados. Mas nós só o vimos a ele a açapar.
Comissário: (grande plano, do outro lado da linha) Outra vez! Já começa a ser demais. É um alucinado que só veio para nos complicar a vida. Como se já não tivéssemos muito que fazer com a inglesada. Multem o gajo e comecem a dirigir-se para a zona do estádio que já está a ferver.
Cena 11: Castelo do Queijo. Exterior. Entardecer.
Octávio está fora do carro. Olha o mar enquanto atende o telemóvel.
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BP 35 anos, personagem misteriosa que define as regras do jogo a Octávio. |
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BP: (voz off) Está a gostar do jogo?
Octávio: (Grita) Que palhaçada é esta? Quem são vocês? Eu quero a minha mulher e o meu filho de volta. Não tenho nada para vos dar, não tenho onde cair morto.
BP: (voz off) Tem, tem. Tem muito sítio para cair morto, especialmente se não se portar bem. Senhor Octávio, o jogo vai começar agora
· | Até que ponto jogamos o jogo que não pedimos para jogar? | · . · . · . · . · . · . · . |
Octávio: (Grita) São loucos, só podem ser. O que acontece quando disparar a máquina, rebenta uma bomba?
BP: (voz off) Não pense caro amigo, que o seu papel não é ser pensador. O seu papel é ser um peão cumpridor para que a sua rainha e o seu pequeno príncipe não tenham xeque-mate antes de tempo.
Cena 12: Estádio. Exterior. Noite.
O Estádio está cheio. Ouvem-se cânticos de claques. Picado sobre Octávio no meio da multidão. Aproximação do plano até se ver que tem um máquina fotográfica na mão. Close-up da cara de Octávio, vê-se que está a suar. Grande plano da máquina fotográfica. Vê-se um dedo, a tremer, a tentar pressionar um botão. Pressiona. Ecrã negro. Ouve-se um grande estrondo. Plano do fogo-de-artifício a rebentar no céu.
Cena 13: Quarto de hotel. Interior. Noite.
Polícias remexem o quarto. Encontram diversos papéis.
Policia 1: (ao rádio) Parece que temos aqui coisa da grossa. Tudo indica que são planos para bombas… Onde? Acho que é o estádio do Dragão.
Cena 14: Estádio. Exterior. Noite.
O Estádio continua animado. No ecrã gigante surge uma jornalista.
Jornalista 1: (no ecran gigante) Uma notícia de última fora. Segundo fontes policiais existe uma ameaça de bomba no Estádio de Dragão onde dentro de momentos começa o jogo da selecção nacional frente à Inglaterra. Segundo as mesmas fontes, não se trata de uma brincadeira, visto terem sido encontrados planos do ataque num quarto de hotel do Porto.
Confusão no estádio. As pessoas correm descontroladamente. Octávio corre também. Quando se aproxima de uma escada vê uma cara a olhá-lo. Flash-back da imagem dessa mesma cara a conduzir a carrinha que viu levar o filho e que ele perseguiu. Começa a correr atrás dele. Um polícia reconhece Octávio como o lunático procurado e avisa rádio e corre também atrás dele.
Cena 15: Porta do Estádio. Exterior. Noite.
As pessoas correm para fora do estádio. Uma jornalista está à porta a relatar o que se passa.
Jornalista 2: (fala para uma câmara) Como podem ver está instalado o pânico. A situação está fora de controlo. As pessoas fogem sem norte (um homem gordo vem a correr descontroladamente em direcção à jornalista, dá-lhe um encontrão, ela sai disparada para fora do plano, e choca contra a câmara).
Cena 16: Arredores do Estádio. Exterior. Noite.
Dois jovens olham duas bonitas motos que estão estacionadas. Têm os capacetes nas mãos
Jovem 1: (olhando para a moto) C’a fixe meu, são cá umas máquinas! Nunca tinha acelerado tanto numa cena desta.
Jovem 2: (limpando uma moto) Eu não te disse? São umas bombas do caraças. Bom, agora vamos pô-las direitinhas no stand antes que o meu pai dê por falta delas ou lhe aconteça alguma coisa.
O raptor e o Octávio aproximam-se dois 2 jovens. O Raptor agarra o jovem 1 no ar, que já estava em cima da mota, e atira-o para alguns metros de distância. Arranca com a moto. Octávio chega também. Olha para a moto e para o jovem 2. Este, a tremer, entrega-lhe o capacete.
Jovem 2: (nervoso) É melhor levar, sempre é mais seguro.
Cena 17: Centro Comercial. Interior. Noite.
As 2 motos correm pelo centro comercial. As pessoas desviam-se. Um casal de idade olha para a correria das motos
Senhora: (olhando para as motos que quase os atropelaram) O que eles fazem para promoverem estes espaços.
Na praça da alimentação as motos circulam entre mesas. As pessoas vão afastando mesas e cadeiras. A perseguição continua.
Cena 18: Local não identificado. Interior. Noite.
Grande Plano de BP.
BP: (fala ao telemóvel) Caro Octávio Nunes, acho que não percebeu bem em que tabuleiro se está a movimentar. Um peão não mexe no cavalo.
Octávio: (Grita) Com tanta gente para fazer isto, porquê eu? Porquê?
· | Porque somos escolhidos? | · . · . · . · . · . · . · . |
Cena 19: Casa dos raptores. Interior. Noite.
Octávio entra numa sala onde está Diogo amarrado e solta-o.
Octávio: (enquanto solta o filho) E a tua mãe, onde está?
Diogo: Não sabes como ela é? Nunca se cala. Mesmo com a boca tapada o banzé era tanto que os bandidos levaram-na para outro lugar.
Octávio: Começo a pensar seriamente se não seria melhor deixá-la ficar.
Diogo: Vou-lhe contar que disseste isso, aí vou, vou.
Cena 20: Edifício da Alfândega do Porto. Interior. Dia.
Octávio e Diogo entram numa sala onde estão muitos computadores.
Diogo: Mas o que vamos fazer aqui?
Octávio: Mudar as regras do jogo. Se queremos salvar a tua mãe tenho que conquistar a torre.
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Sónia 28 anos, assistente |
Sónia: (aparecendo de repente) Precisam de ajuda?
Octávio e Diogo olham Sónia com ar preocupado.
Octávio tira um pen-drive de um computador e mete-a num bolso.
Octávio: Finalmente a coisa vai pegar fogo.
Sónia: (em grande plano) Não basta querer. É preciso ter força para isso. O dinheiro arde mais fácil do que se pensa.
Cena 21: Cais da Alfândega do Porto. Exterior. Dia.
Octávio e Diogo correm ao longo do cais. Alguém os persegue.
Octávio: (enquanto corre) Vês aquele barco ali, consegues saltar?
Diogo: Pai, eu não vou conseguir.
Octávio: Queres que eu diga a toda a gente que foste uma marquinhas e não conseguiste saltar?
Diogo: E tu queres que eu diga a Albufeira inteira que em casa te chamam de Tavinho?
Octávio e Diogo preparam-se para saltar para um barco de passeios turísticos no Douro.
Octávio: (antes de saltar) Diogo, já me esquecia, muitos parabéns.
Saltam ambos. Gritam.
Cena 22: Barcos no Rio Douro. Exterior. Dia.
Octávio dirige um dos barcos de passeio do Douro a toda a velocidade. É perseguido por um outro barco. Os passageiros olham espantados para tudo. O barco dá grandes saltos. Uma senhora enjoada vomita.
Passageira: (olhando para a senhora que vomita) Ai, Guilherme eu bem te disse para irmos antes passear até ao Bom Jesus de Braga. A mãezinha vai aqui, que não pode. Ela já não tem idade para isto.
Cena 23: Rua de Gaia, junto às Caves. Exterior. Dia.
Octávio dá uma pancada num polícia que cai por terra.
Diogo: (com as mãos na cabeça olha o polícia) Eu não acredito! Primeiro aquela cena que dizes que vais explodir, depois roubas e raptas um barco, agora afiambras num polícia. Eu não quero passar as minhas tardes de domingo a visitar-se na prisa. Dá tão bons filmes a essa hora.
Octávio: (começando a afastar-se) Mantém-te com ele. Quando ele acordar, pede-lhe ajuda. Diz-lhe que és o filho do alucinado, o tal que não existia. Agora vou salvar uma rainha em troca de uma torre.
Cena 24: Em cima da ponte D. Luis. Exterior. Dia.
Octávio e Diogo estão em cima da ponte. Octávio tem uma pen-drive na mão, suspensa sobre o rio.
Octávio: (olhando a pen-drive) Acho que fiz um xeque-mate à sua torre. A regra não existe, mas agora sou eu quem escreve o jogo.
Cena 25: Jardim. Exterior. Dia.
BP num jardim olha o rio Douro
BP: (fechando um telemóvel) As regras de um jogo são para manter até ao fim. Sempre. Porquê é que estes idiotas não aprendem isto, se é tão simples. Porquê?
Grande plano de uma explosão, não se identificando o quê.
· | Porquê eu? | · . · . · . · . · . · . · . |
· | Porque o verdadeiro jogo começa no fim | · . · . · . · . · . · . · . |
Está aí alguém? Conseguiram chegar até ao fim?
Eu sei que há produtos com efeitos soporíferos melhores. Mas, convenhamos, são mais caros, fazem mal à saúde e até precisam de receita médica. Os meus TIFAMI não, são de borla, de livre acesso e não fazem muito mal. Ok, a receita do oftalmologista é capaz de aumentar, mas também há que dar algum dinheiro a ganhar aos homens/mulheres. Afinal estudaram tanto.
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Por último, um desafio. O que está por detrás de todo este jogo? Não acreditem em tudo o que parece (mais um vez). Há algumas pistas no Trailer. Só vos posso dizer que o desenlace final tem muito a ver com uma notícia que andou a ser falada por aí há alguns tempos, neste verão (não é o caso Maddie). Aliás foi a partir dessa notícia que me ocorreu a ideia.
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O que será, será?????