SOL

Imagens caídas

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Porque não fazer o contrário? Com as palavras construir e falar de imagens.

News

Extra, Extra: Terramoto em Lisboa

O TERRAMOTO

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terramoto

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A multiplicação de blogues com supostos Mensageiros era uma constante. Agora todos queriam vir denunciar algo, abrir a boca e falar de conspirações governamentais, de grandes fraudes que se escondiam, de segredos de pé de chinelo de gente conhecida. No entanto, a sua falsidade era relativamente fácil de ser detectada, pois além de não corresponder às características habituais das denúncias do Mensageiro, tudo acabava por cair por terra pela sua inconsistência e falta de provas. Tudo ficava no reino do boato. Mesmo assim a comunicação social, na ânsia de trazer sempre factos novos, ia dando algum relevo, pelo que se ia instalando uma certa onda de sobressalto e de agitação a nível nacional.

        Ontem tinha surgido mais um blogue da série Fúria de Deus, com o número 66. A linguagem utilizada e a forma como se apresentou tudo parecia crer que fosse mais um intervenção do dito Mensageiro, que criava blogues sucessivos com sequências numéricas no fim do nome, e que era já uma referência, pois tinha publicado 5 grandes denúncias, todas verdadeiras e que tinham posto o país a seus pés. O problema é que desta vez não vinha revelar mais um crime público, mas sim fazer um aviso. Preconizava um grande terramoto para hoje, em Lisboa e arredores.

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cidade vazia 

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São 08.00 H, as televisões passam imagens do início do dia nas diversas cidades do país, em especiais de informação. Há uma nota dominante, as ruas apesar de não estarem desertas apresentam muito menos trânsito. Apesar de ser Junho parece um dia do mês de Agosto. Algumas pessoas são entrevistadas. Todas, aparentemente, parecem rejeitar as previsões do falso Mensageiro, no entanto não deixam de transparecer alguma reserva. Nos estúdios dos diversos canais, analistas de todos os géneros falam do fenómeno. Uma especialista em linguagem fala do conteúdo da mensagem do blogue e sugere que o post do Terramoto foi escrito pela mesma pessoa, ou seja pelo verdadeiro Mensageiro. De repente o mundo parece estar um pouco louco, já se atesta a veracidade de quem não sabe quem é.

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A partir das nove muitas lojas permanecem fechadas. Em contrapartida as igrejas apresentam uma afluência extraordinária de pessoas. Desde o início da noite de ontem que se tinha vindo a notar uma concentração de pessoas nos espaços abertos, como jardins e parques. Com o evoluir da madrugada e princípio da manhã o bloco de pessoas foi aumentando. Trazem velas, fazem vigílias.

- É um sinal do fim do mundo – grita freneticamente uma senhora quando vê a câmara de televisão voltada para ela.

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Júlio Sarmento não dormiu muito bem, não porque a histeria com o terramoto o tivesse perturbado muito, mas porque o jantar da noite passado não lhe tinha assentado bem. Comer qualquer coisa a despachar, já tarde, numa praça da alimentação de um centro comercial normalmente não dá bom resultado. Estranhou chegar à cozinha e não ver já o café feito. A sua empregada costumava chegar mais cedo e preparar-lhe o pequeno-almoço. Por certo tinha ficado com medo da catástrofe anunciada. Com esta confusão toda ainda ia chegar tarde ao Ministério. Não é que um assessor de um ministro tivesse horas para chegar, mas como tinha marcado um encontro com uns jornalistas para passar umas informações havia que dar boa imagem.

- Sr. Doutor? – ouviu Júlio no outro lado do telemóvel quando pegou nele, depois ter feito uma pequena busca pela casa ao ouvir o seu som. Era a sua empregada.

- Sim, Emília, bom dia.

- Bom dia. Sr. Doutor, peço desculpa mas não tive coragem para ir trabalhar. Ainda por cima o sr. Doutor mora aí numa zona cheia de prédios e logo num 8º andar. Não arrisquei.

- Não me diga que acreditou nessa balela?

- Eu cá não sei, mas pela via das dúvidas fiquei, tenho muito medo destas coisas. O homem não se enganou em nada até agora. Olhe, depois pode descontar-me o dia.

- Mas na sua casa não lhe vai acontecer nada?

- E eu lá fiquei em casa! Viemos todos aqui para um descampado que tenho em frente à casa. Olhe parece um acampamento, veio tanta gente. Estamos aqui desde ontem è noite, trouxemos uns cobertores, uns fogareiros, uns frangos e aqui estamos à espera.

- Mas já viu que ainda não aconteceu nada?

- Ainda é cedo. Só depois da meia-noite é que descanso.

- Pronto Emília, tenha um bom dia de piquenique. Amanhã falamos.

- Senhor doutor saia daí, não fique nessa casa. Olhe quem o avisa…

- Está bem Emília, estou avisado. Até amanhã.

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tsunami 

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O melhor seria tomar qualquer coisa no café por baixo do prédio. Ideia não muito brilhante. Chegou lá e estava fechado.

- Eu não acredito, estes broncos também ficaram com medo da treta do terramoto.

Andou mais um pouco e encontrou uma pequena pastelaria. Não tinha muita gente e os poucos que estavam não tiravam os olhos da televisão. Passavam imagens junto à beira-mar, pois alguém tinha falado que se via uma onda gigante ao longe. Os técnicos de imagem bem tentavam fazer zoom mas não se vislumbrava nada.

- O quê? Já vamos num tsunami? – perguntou Júlio a rir, enquanto dava a primeira trinca num croissant.

- Sim, agora estão a dizer que se avista uma onda gigante – respondeu o homem que estava por detrás do balcão, enquanto limpava o mesmo sempre com os olhos postos no televisor.

Júlio começou também a prestar alguma atenção às imagens que passavam. Estranhou que as pessoas tivessem ido em massa para junto da praia à espera da onda gigante, com máquinas fotográficas e telemóveis em punho, como se esperassem o regresso duma caravela quinhentista depois de ter descoberto novos mundos. Realmente as autoridades não deviam estar a dar muita importância, senão não permitiam aquele reboliço todo junto ao mar, achava ele.

- Olha! – gritou um homem bem alvoraçado, de umas mesas do meio da sala, pondo-se de pé como se a sua equipa do coração tivesse marcado um golo no último minuto.

Todos ficaram presos à imagem que era transmitida na televisão. Ao longe, junto à linha de horizonte marítima, uma outra linha mais grossa e irregular aparentava surgir também.

- Parece mesmo aquilo, só pode ser a onda – garantia o mesmo homem que se tinha empolgado há pouco.

- Tenham cuidado, que esses fenómenos são normais – disse Júlio, mas ninguém lhe deu muita importância. – O calor cria esse efeito no mar.

Júlio deixou o pequeno grupo colado ao televisor e saiu da pastelaria. Ia apanhar o metro, mas pensou melhor, talvez um táxi não fosse nada mau, andar por debaixo de chão naquele dia não devia ser uma boa escolha. Afinal, se todos os dias há um pequena probabilidade de haver um terramoto, porque não haveria de haver hoje? Até, digamos, com uma probabilidade um pouquinho maior. Falar das coisas, atrai.

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telejornal 

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Extracto de um Serviço Noticioso num Canal de TV

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Plano médio do jornalista pivot, com um slide de um terramoto como fundo.

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Pivot: Ainda que ninguém o queira admitir é certo que as pessoas acabaram por ser influenciadas pelo anúncio na Internet do terramoto por um suposto Mensageiro. Mesmo depois das autoridades terem afirmado que não há nenhum indício técnico que vá ocorrer qualquer catástrofe natural, mesmo depois de peritos terem dito que o blogue era falso, as pessoas sentiram-se intranquilas com a tragédia anunciada. (mostra avenidas quase vazias, locução segue em off). As cidades acordaram com menos trânsito, menos pessoas, menos estabelecimentos abertos. Por um motivo ou outro, o que é certo, é que há menos pessoas a comparecer ao emprego. Este ambiente mais tranquilo contrasta com uma certa confusão que se foi instalando nalguns lugares. (mostra imagens de pessoas a querem entrar num estádio) Em várias localidades populares forçaram a entrada em campos de futebol por no relvado se sentirem seguros.

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Imagem de um popular no campo de futebol.

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Popular 1: Eu não acredito muito nestas coisas, mas convém tomar precauções. Isto aqui parece seguro, quanto muito caiem as bancadas, mas no relvado não há problemas. Há pessoas que foram para as igrejas rezar. Olhe, ainda levam com um santo na cabeça se aquilo desabar. No campo de futebol é que se está bem.

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Começa a passar imagens de populares junto à praia.

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Pivot (em off, mostra imagem de pessoas num parque): Desde o inicio da noite de ontem que várias pessoas se juntaram em parques e jardins e aí foram ficando em vigília. Nalguns casos chegou a ser um motivo para confraternização. (mostra imagens de pessoas à beira-mar) Para piorar a confusão, o facto de ter aparecido uma mancha sobre a linha de horizonte do mar levou a que se levantasse a suspeita de um tsunami, e em lugar das pessoas se colocarem em pontos altos, correram para junto da praia. Temos neste momento a nossa colega Mariana Pinto em directo. Mariana como é o ambiente aí? Já está aí alguma autoridade?

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A emissão passa para um directo na praia.

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Mariana: Não Gabriel, ainda não chegou por aqui nenhuma autoridade. Nem que seja para afastar esta pequena multidão que ocorreu até aqui para ver a onda gigante. As pessoas estão um pouco divididas entre o acreditar que realmente se vai passar qualquer coisa e apenas assistir a todo este acontecimento. Há pouco falei com antigo pescador que me garantiu que se trata mesmo de uma onda mas que se vai desfazer até chegar à praia. Para conhecer melhor o que está acontecer vamos ouvir alguns do presentes… O senhor por favor… (aproxima-se de um popular que está de telemóvel na mão) Porque está aqui?

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Popular 2: Vim ver. Ouvi dizer que vinha aí uma onda gigante e vim ver.

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Mariana: Mas não tem medo? Não seria melhor ir para um sítio mais alto?

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Popular 2: Quando ela tiver perto, fujo. Corro bem, mas antes ainda quero tirar umas fotografias. Este meu telemóvel tem uma câmara muito boa.

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Mariana: Mas pode não ter tempo para fugir.

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Popular 2: Tenho, aliás se não tivesse a menina também não estava aqui, pois não? Ainda vai ter mais dificuldade em correr do que eu, com esses fios todos.

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Mariana: Não acha estranho que há mais de meia hora que se avistou a mancha e ainda não se passou nada?

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Popular 2: Isto demora, parece que está perto mas não está. Cá para mim ainda se esborracha toda antes de chegar aqui, apenas vai dar uma maré-cheia instantânea.

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Mariana: Como podem ver, é com este espírito com que se espera a dita onda gigante. Até ao momento nenhuma autoridade confirmou o fenómeno mas os populares não arredam pé. Uma grande parte deles faltou ao trabalho por causa do terramoto mas agora não querem perder um Tsunami, que normalmente só estão habituados a ver nas notícias lá de fora ou em efeitos especiais no cinema. É tudo por aqui, Gabriel.

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Emissão para o estúdio.

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Pivot: Obrigado Mariana. Chegou neste momento à redacção, agora que são onze horas em ponto, um mail do Mensageiro, supostamente do verdadeiro, e em que desmente o blogue e o aviso de terramoto. Fontes peritas na análise da informação do Mensageiro também já comunicaram que parece ser genuíno este novo mail. Parece que estão desfeitas as dúvidas sobre a brincadeira do terramoto. Será que tudo vai voltar à normalidade?

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 piquenique

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- Esqueci-me do molho barbecue para temperar os frangos – lamentou Emília quando abriu a tupperware com os ditos animais já desmanchados. Voltou a fechá-la e colocou-a junto ao grelhador portátil que tinham trazido. Olhou à volta para ver se avistava o seu neto. Tinha que o chamar rapidamente. – Ruben!

 O neto devia estar perdido na pequena multidão que tinha invadido aquele velho descampado, onde os miúdos costumavam jogar futebol ao final da tarde, e que agora estava transformado numa espécie de arraial e acampamento improvisado. Mantas e sacos-camas espalhados indiciavam que tinham passado ali a noite. Agora, pela manhã, era o cheiro de café com leite, aquecido em pequenos fogões de campanha, que marcava o cenário. Rádios e televisões portáteis faziam-se ouvir. Mas a novidade eram os computadores portáteis que alguns tinham levado e com o qual mantinham o contacto com o mundo através da Internet. Quem assistia de fora quase que dizia que aquelas pessoas se tinham juntado para comemorar um santo padroeiro e não para se refugiarem de um terramoto anunciado, tal e qual como tinha sido sugerido pelo suposto Mensageiro. Tinham trazido extensões eléctricas das casas mais próximas para ligarem luzes durante a noite. Havia mesmo quem dissesse que afinal estavam a tirar directamente dum poste de electricidade que estava li perto. As luzes já se tinham apagado e agora, durante o dia, eram televisões e aparelhos de música que funcionavam.

- Ruben, faz um favor à avó, vai lá a casa e traz-me o molho para temperar os frangos que ficou em cima da mesa – pediu Emília quando o seu neto se aproximou.

- E se a casa me cai em cima? – argumentou o neto.

- Não cai nada, isto costuma dar sempre um sinal antes. Se a avó não fosse tão pesada ia lá eu, mas com esta idade já não posso, tu vais num pé e vens noutro, que eu sei.

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Ruben foi e veio rapidíssimo, o medo do terramoto começar e ele não estar no campo fez com que batesse todo um record no trajecto que já houvera percorrido muitas vezes quando ia jogar à bola. Nunca tinha sido tão veloz, a sua própria avó comentou – Se fosses tão rápido assim como quando te chamo para vir jantar, o jantar nunca arrefecia.

O outro neto de Emília, o mais velho, não despegava do computador. Se soubesse não lho tinha comprado, não vê outra coisa, costumava dizer a avó.

- Sandro, desliga-me essa coisa que eu preciso da extensão para ligar o grelhador –pediu Emília. – Quero assar os frangos, que já são onze horas e daqui a pouco o teu avô começa a ficar com fome.

- Ó avó mesmo agora o liguei, tive este tempo todo com a bateria – respondeu-lhe Sandro, um rapaz adolescente, dos seus 15 anos. – Asse no fogareiro.

- Não asso nada que isso dá uma trabalheira enorme. Vou aproveitar o eléctrico.

- Só mais um bocado. Quero ver aqui mais umas coisas.

- Não me interessa, nem mais um minuto. Ainda vem para aí o terramoto e apanha-nos sem comer. Não há nada pior do que uma tragédia nos apanhar de barriga vazia. Depois são dois males.

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frango 

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Ouviram-se alguns gritos no acampamento que pareciam dizer qualquer coisa como falso.

- O que estão para ali a dizer? – perguntou Emília perante os gritos, virando-se depois para uma vizinha para ser esclarecida. – Ó Ester o que estão para aí a gritar? – mas esta apenas encolheu os ombros, pois também não tinha percebido o porquê da gritaria.

- É falso – esclareceu o neto, continuando a olhar para o computador. – Está aqui na net. Afinal a previsão do terramoto é falsa, não foi o verdadeiro Mensageiro que publicou aquilo. Ele próprio já fez um desmentido.

- Ai minha nossa senhora, ainda bem, que alivio!

- Avó podemos ir para casa? – perguntou o pequeno Ruben já cansado de tanta diversão, pois a noite para ele tinha sido longa, uma festa completa, com a dormida ao relento no meio de toda aquela gente, dormida essa que não tinha chegado a existir de tanta excitação.

-Não senhora. Vou assar os frangos e vamos comer. Não saio daqui sem despachar os frangos. Até porque mesmo a dizerem que é falso nunca se sabe, vamos dar umas horitas e ver se nada abana.

Posted: domingo, 7 de Outubro de 2007 14:47 por bp63

Comentários

Nemesis said:

É extraordinário. Depois diz que não és labiríntico...

O que mais me agrada é o contraste qiue faz entre uma linha de conto fantástico, e pelo meio, sempre, um toque de conversa comezinha.

Uma coincidência... Conheço aquela onda. Precisamente aquela. Já a usei para qualquer coisa, relacionada com tsunamis, alarmes e o fim dos tempos...

hmmmm nem sei que mais dizer a não ser que está muito bom como sempre.

beijo

nemesis

# Outubro 7, 2007 16:17

Piquita said:

Verdadeiramente extraordinário.

Palavra de jornalista e escritor.

Tanto trabalho que teve.

Afinal não se viu o tremor de terra, mas sentiu-se que alguma coisa treme em Lisboa e que Lisboa já arrasta o resto do País.

Realmente adivinha-se uma catástrofe...medonha, certamente.

Mas, bom amigo, o Marquês de Pombal já não está entre nós e para a hecatombe que se adivinha, ai.ai.ai...serão precisos muitos como ele.

Parabéns e um abraço

# Outubro 7, 2007 18:02

RosaBrava said:

Também conheço aquela onda... :)

Recorda-se quem escreveu isto:"..Apanhar imagens, apanhar pedaços. Retalhos dos outros, aos poucos, cortes de mim.

Afinal, se calhar não sou assim tanto um sujeito como outros. Um pouco mais louco, talvez."

Gostei de o ler... especialmente da junção de temas... e não tema, vai haver terramotos, sim... mas talvez de palavras, de atitudes... num País que afinal é de "tremer pouco"!

Um abraço carinhoso

Otília

# Outubro 7, 2007 18:22

bp63 said:

Nemesis

Pois é, labiríntico! Ando mesmo a matutar nisto.

Então se visses todo o resto de onde isto foi tirado, o que não irias dizer sobre o labirinto de ideias. Quase que é preciso um manual de instrucções.

Sim, porque isto não é um conto. É apenas um capítulo, o 34, de uma coisa que se calhar não vai ser coisa, como tantas outras na minha vida. Mas pelo menos vou tentado e já dizia o poeta Navegar é preciso.

Quanto à ondinha se calhar vou ter que a tirar, afinal ela está a ser mais protagonista do que o texto. Isto ainda vai ficar conhecido como a ?ondinha de todos?

Beijo

Bp63

# Outubro 7, 2007 20:02

bp63 said:

Piquita

Ainda bem que voltou.

Especialmente para mim, pois levo logo um elogio do ?diabos?, salvo seja.

O trabalho disto não foi muito. O grande esforço está no corpo de onde isto foi tirado.

Resolvi publicar este, não sei muito bem porquê. Apesar de formarem um todo e resolverem um mistério, quase todos os capítulos podem ter uma leitura isolada.

Quanto a terramotos bem que precisamos de alguns. Os economistas ultra liberais dizem que os terramotos fazem bem às sociedades porque provocam crescimento económico (especialmente nos bolsos dos construtores civis).

Pessoalmente acho que fazem falta alguns terramotos nas ideias. Nem que seja para trazerem ao cima os Marqueses de pombal do Pensamento.

Obrigado e Abraço.

Hasta luego

Bp63

# Outubro 7, 2007 20:11

bp63 said:

Olá Otília Brava

Mais uma para a colecção da ondinha Smile

Engraçado, quando reproduziu o texto do comentário, distraído como sou, pensei:

- Tem piada, quase que podia ser escrito por mim.

Só depois é que reli e vi que as palavras eram mesmo minhas e fazem parte do meu ?about? aqui do blogue.

Obrigado por as ter trazido.

Realmente este país ?treme? pouco e quando o faz, lá vêm os velhos do Restelo para trazerem de volta as caravelas para o estaleiro em lugar de as deixarem ir procurar novos mundos neste mundo que envelhece rapidamente. Navegar é preciso, mesmo a tremer no meio das tempestades (hoje além de muito Pessoano estou um pouco repetitivo, deve ser por ser domingo fim de tarde, chiça, até nos verbos estou repetitivo).

Um abraço ao seu jeito

Bp63

# Outubro 7, 2007 20:21

eeu said:

Que delícia de texto !

Lembro-me aquando da "onda gigante", ter tido uma secreta esperança de finalmente ser testemunha, e quiçá vítima, de um acontecimento verdadeiramente grandioso... afinal só me restou o vulgar prazer de chupar umas asinhas. (rsss)

eeu

# Outubro 8, 2007 13:28

desabafosdaminda said:

olá, bp63

para que não se derramem lágrimas em vão!

aqui estou...

devo confessar que sou, um pouco preguiçosa; isso faz com que, passe e repasse pelos blogs de que gosto, mas depois... ai, dá-me uma lazêra... e na boto nada por escrito...

pronto... hoje resolvi-me...

pensei cá pra mim... o homem tem razão...

então ele visita-me, leva-me um lindo e perfumado ramo de flores e eu nada?

por isso resolvi retornar a visita (boas maneiras ficam bem a toda a gente....

beijoca

minda

# Outubro 8, 2007 15:54

pessoalissimo said:

Ei!

Mas que se passa aqui?

Uma pessoa está três dias fora e o autor deste blogue, pumba, lança dois posts novos. E de cortar respiração!

Bem... Agora não tenho tempo, mas depois tenho de vir aqui ler isto com atenção, não ponhas já aí outro.

Até já

Fernando

ps - agora reparo que este blogue está a ficar muito feminino, refiro-me aos comentários, claro. Horas de me ir embora? AH AH!

# Outubro 8, 2007 19:21

bp63 said:

Eeu

Afinal estava lá. Será que a minha TeVê  não o captou? Ao menos que lhe tenha sabido bem a asinha. Seria da Guia?

Abraço

Bp63

# Outubro 8, 2007 21:55

bp63 said:

Ó se dona Minda

Tenho muito prazer em tê-la na minha casa. Pena ?na têri? avisado ?quê tinha? preparado uma orelhinha de coentrada pr?á gente petiscar.

Com essa da preguiça já somos 2. De vez em quando também me dá uma sornice e ando aqui de sostra, pico aqui pico ali e na digo nada.

Apesar de ser dos elementos mais antigos andei muito tempo por aqui sem dizer nada, ou a dizer muito pouco. Mesmo sabendo que isso dava uns tais pontos para a coluna do lado direito. Mas como não tinha nada para dizer de especial ficava calado. Olhe, agora deve ser trauma, porque faço cada lençol nos comentários que há muitos que já nem me podem aturar. Mas como tudo, tem dias.

Mas pode vir sempre e não tem que comentar. Eu vou sentir o seu perfume na passagem.

Beijo

Bp63

# Outubro 8, 2007 22:03

bp63 said:

Fernando

Eu cá sou assim, por vezes dá-me a neura e vingo-me nas teclas. Mas também este último não foi trabalhoso porque já estava feito, foi só requentá-lo para poder ter uma leitura isolada, coisa que até não teria muito. Fechei na gaveta uns poucos de parágrafos que iam trazer alguma confusão por precisarem de parágrafos de outros ?terramotos?.

Achei piada àquela referência do mulherio. Não desande já que depois não sei se dou conta do recado. Além disso já dizia alguém ?bendito sois vós entre as mulheres?.

Falando a sério. Também já tinha notado um pouco isso, que maioritariamente são mulheres que comentam. Será que na leitura sem comentários haverá mais homens? Será que o eterno gosto de falar das mulheres levam a fazer mais comentários?

Será que tenho uma escrita feminina (ou muito me engano ou a Nemesis vem já por aí abaixo a desancar nisto)?

Analisando o que tenho escrito, não vejo que o universo seja muito feminino mas assentam em 2 coisas talvez poucas masculinas:

- Muita escrita o que implica também muita leitura (aqui vai ser a Ana T que vai mandar vir porque já discutimos isto);

- Assunto muito colaterais, pouco directos (nunca vim aqui queixar-me do Benfica, do governo, do país e por aí fora)

Não sei se edite este post-comment, porque acho que se houver comentários posteriores nunca mais hão-de ser sobre o meu Terramoto.

Abraço

Bp63

# Outubro 8, 2007 22:20

Nemesis said:

Querias uns tataus, não era? Nem penses...

(Algo me diz que, o mulherio, te andamos a estragar com mimos :)

beijo

nemesis

# Outubro 9, 2007 1:02

eeu said:

"Não O captou ?"

Eu sou uma fêmea !

eeu

ps- era da Guia, sim, que eu estava no Algarve...

# Outubro 9, 2007 15:59

unroyal said:

Eu acredito em muita coisa. Em África é quase obrigatório acreditar em coisas místicas que a inteligência do homem não lhe permite acreditar... é cultural acho.

# Outubro 9, 2007 18:17

bp63 said:

Nemesis

Ai esse eterno mimo das mulheres, que só elas sabem dar. Como diz o Julio Machado Vaz, o mimo nunca é demais.

Sempre achei que me davam mimo por ter assim um ar de tolo desprotegido. Afinal não. Aqui ninguém conhece as minhas "bentinhas" e elas dão na mesma, ou pelo menos dizem que dão.

beijo

bp63

# Outubro 9, 2007 20:40

bp63 said:

eeu

Não a captou?

Está feita a emenda. Esta coisa dos nicks ainda vai ser a minha perdição. Qualquer dia ainda troco tudo.

Pois por estar no Algarve é que eu fiz referência à Guia. Por falar nisso já ia um franguinho da dita.

bp63

# Outubro 9, 2007 20:43

bp63 said:

unroyal

É bom acreditar. Já dizia o poeta que é preciso acreditar.

Quanto à mistica já não sou muito de embarcar nessa onda. Deve ser um limite meu. Tento cientificar logo tudo.

Sei que em África e não só, veja-se o caso do Brasil, há uma energia muito especial na forma como as pessoas acreditam. É mesmo uma questão cultural.

Mesmo na Europa os Latinos seguem mais esse caminho. Se calhar por estarmos mais perto de Africa ou termos uma ligação mais forte.

Abraço

bp63

# Outubro 9, 2007 20:48

podeserumaquestaosexual said:

Boa noite BP63

Gostei da história. Fantástica.

Agora se não te der muito trabalho, arranja lá um terramoto, mesmo assim pequenino,na parte final da coisa, só para ver como é que a malta se desenrascava.

Principalmente a Protecção Civil, os Gabinetes de Crise, o Governo, até a Oposição, as urgencias dos Hospitais...

Só um tremorzinho de terra. Pronto só mesmo uma coisinha que mal se note. Era só, cá por coisas...

Um abraço

Eugénio Moura Inês

# Outubro 9, 2007 23:35

bluewater68 said:

bp63,

se fosse para eleger (e não sei se isso é pertinente) diria que esta ficção baseada em factos verídicos teria sido a melhor aqui produzida, dentro da sua categoria, claro está.

Lembro-me, há muitos anos, e ainda sem Internet ou outras modernices, de haver um qualquer vidente que previu um terramoto para Lisboa numa determinada data. Creio que calhou a um Domingo. É verdade que andámos preocupados nesse dia. Afinal, poderia vir a concretizar-se. Nunca se sabe. Mesmo para um Domingo, as ruas ainda estavam mais vazias que o habitual.

Quanto à onda, esqueci-me de mencionar esse incidente quando este ano fez aniversário. Esse ano foi para esquecer no que respeita a tesourinhos deprimentes para o Algarve. As pessoas foram realmente expulsas da praia, porém, ficaram todas a vir o que poderia acontecer uns metros mais atrás, na zona das dunas ou das falésias. Hoje, graças ao fatídico Tsunami, a situação poderia ter tido contornos terríveis. Por um lado teríamos a GNR a dizer para todos sairem da praia. Nesse caso, as pessoas ao lembrarem-se do outro Tsunami poderiam entrar em pânico e só iriam parar na Serra de Monchique, isto com muitos atropelos e carros empurrados para a berma.

Por outro lado, aquele Tsunami trouxe mais informação às pessoas. Hoje saberiam que se avistassem uma onda daquele tamanho na linha do horizonte, esta teria proporções bíblicas quando chegasse a terra e nem que estivessem na Foia teriam hipótese de se salvarem. Além disso, com aquele tamanho, a onda nem um minuto iria demorar a chegar a terra. Mas foi realmente caricato ver as pessoas nas dunas, perfeitamente seguras, à espera que a dita onda chegasse até eles.

Por fim, a imagem do portuga a sobreviver em tempo de catástrofe está divinal. Eu diria qe antes de irem para o campo de futebol ainda seriam capazes de preparar um cozidinho ou uma feijoadazinha.

Quanto à feminilidade dos comentários, será que este blogue está a tomar a forma de uma SIC Mulher?

Abraço

# Outubro 10, 2007 19:19

Nedra said:

Se a terra começa a tremer esta ficção .... é uma aflição

# Outubro 10, 2007 19:29

bp63 said:

Caro Eugénio

Obrigado pelo comentário.

Quanto ao terramoto, posso dizer-lhe que na ?historieta? onde este aparente conto está inserido, vai acontecer um terramoto, mesmo sem a terra tremer. Vai andar toda a gente a sentir que lhes pode fugir a terra debaixo dos pés, pelos abanões que o tal Mensageiro resolve provocar.

Mas posso pensar num Terramoto ? O Regresso, em que o frango vai mesmo abanar.

Abraço

Bp63

# Outubro 10, 2007 20:31

MarAzul2007 said:

Caro amigo BP63,

Mas que grande filme e por episódios. Eu não sei o que faz, mas deve estar a perder-se um argumentista na indústria do cinema. Amigo BP63, continue que cá esperamso os próximos capitúlos e olhe pense em contactar alguém do cinema.

Não arranjes mais terramotos, pois isto já está tudo a ir abaixo (a economia).

Um abraço azul

# Outubro 10, 2007 21:23

bp63 said:

Bw

Comentar o que achamos, seja classificar ou não, é, além de uma liberdade nata, a vocação principal dos comentários. Caso contrário eles não existiam.

Quanto a ser o melhor texto, agradeço. Adianto apenas que foi a primeira coisa que publiquei aqui cujo origem não tem nada a ver com o blogue. Todos os outros textos foram feitos para este blogue, alguns em tempo record como o anterior post, que fiz para rematar e colocar as pistas do TIFAMI todas no lugar certo.

Normalmente quando escrevo misturo ficção com pequenos detalhes que vou encontrando. Estão inclusive aqui no texto algumas referências pessoais, que quem conhece pode identificar.

A ideia da onda só me ocorreu a meio deste capítulo, que pretendia ilustrar uma outra coisa. Aí lembrei-me daquela cena do Algarve, em que eu fiquei estupefacto a ver as pessoas de máquina fotográfica junto à beira-mar à espera da onda. Deviam pensar que era uma daquelas ondas do futebol. Como tu bem dizes, foi preciso a tragédia do Tsunami asiático para terem a noção do perigo que aquilo representa. Claro que eu não sou mais esperto do que aqueles que lá se meteram a ver ondinha, eu só não ficava lá porque veja mais filmes de efeitos especiais.

Quanto à cena dos frangos, foi inspirada na cena que vi na televisão sobre a menina que foi raptada na maternidade e que depois apareceu, em que as pessoas foram em romaria ver a menina, não a viram, mas comeram frango assado e laranjada, aliás escrevi um post sobre isto (A menina apareceu, o povo também e o Salazar Amém!).

Com que então vamos tendo por aqui uma versão da SIC ?Gaja?. Mas eu nunca mudei a casa, se calhar mudo todos os dias (post?s), nunca Oprah?ei nada com a lágrima no canto do olho, nem fiz passagem de modelos, não sei como poderá ser.

Mas por mim, tudo bem. ?Benham? elas!

Abraço

Bp63

# Outubro 10, 2007 21:35

bp63 said:

Nedra

Se a terra começar a tremer, deixamos de ter ficção e passamos a ter uma fricção entre muitas autoridades e um povo por vezes sem norte, sem sul, e sabe lá mais o quê.

bp63

# Outubro 10, 2007 21:41

bp63 said:

Obrigado MarAzul

Quanto ao que faço, pode crer que não tem mesmo nada a ver com o que escrevo por aqui. Bom, é certo que também faço os meus ?filmes? de vez em quando, até porque, sem eles, seria muito cinzenta toda a actividade laboral. Não consigo sobreviver sem criatividade, seja ela para aplicar onde quer que seja.

Dedicar-me ao cinema? Não sei, sabe que para esses lados o mar não é mesmo nada azul. A coisa aqui está preta, como dizia a canção do Chico. Cinema precisa de mercado e o nosso é muito pequeno. Não deve faltar por aí quem estudou a área, saiba escrever e realizar e não tem que fazer. Ia agora eu meter-me onde não sou chamado.

Sobre os terramotos, os meus são muito pacíficos. Sabe que há economistas que dizem que um terramoto faz bem à economia de um país, cria crescimento e desenvolvimento.

Enfim, cada um, cada qual.

Abraço azul sem ser de maremoto.

Bp63

# Outubro 10, 2007 21:50

Talina said:

Oi Caro amigo bp

Se isto continuar assim como está, não tenhas dúvidas que vai dar terremoto pela certa, anda para aí muita fricção...

Abraços de sincera amizade Talina

# Outubro 11, 2007 1:07

pessoalissimo said:

Bp63

Só agora consegui ler este relambório, perdão, esta história trágico-cómica. E o que se pode dizer?

Em primeiro lugar esclareco que não li nenhum comentário, voltarei mais tarde...

Que o BP é eximio a escrever trilers à moda portuga, lá isso é!

E fiquei com uma enorme dúvida: afinal aquilo abana ou não abana?

Vai haver uma segunda parte? Só pode!!!

Não nos podes deixar nesta indefinição. Até porque o dito Mensageiro não é de confiança, há ali qualquer coisa no comportamento do dito que soa a falso, além dos falsos posts que ele edita.

Mas tudo isto fez-me surgir a ideia de que com as novas tecnologias informáticas e a facilidade com que os boatos podem circular através da net e da comunicação social, bem podiam começar a aparecer aí umas seitas apocalípticas com um bom domínio do fenomeno da comunicação a criar o pânico no mundo.

Uma versão actualizada do Bin Laden e da Al-Qaeda.

É que a propensão para o pânico e a curiosidade mórbida por fenómenos estranhos está a aumentar a olhos vistos...

Fico à espera da continuação.

Fernando

# Outubro 11, 2007 11:40

bp63 said:

Talina

Espero apenas que dê um terramoto dos bons, daqueles em que as coisas levam um abanão e depois cresce tudo de novo mais bonito.

G. Abraço

Bp63

# Outubro 11, 2007 21:31

bp63 said:

Fernandissimo

Logo um homem que já me impôs um limite de caracteres por post, venho eu pespegar-lhe uma seca ?terramotorial?.

Conseguiu chegar ao fim sem lhe cair nenhum calisco na testa e isso já é muito bom.

Quanto à dúvida se abana ou não, digamos que a coisa já está a abanar, mas de uma outra forma. O Mensageiro não é de confiança? Parece que o homem tem andado a dizer umas verdades, daí o pessoal até num terramoto acreditar.

Uma segunda parte e continuação? É capaz de ser um bocado complicado. Pois publicar aqui 250 páginas A4, com 40 capítulos, é capaz de provocar uma overdose. Penso que o meu amigo era capaz até de dar entrada numa urgência ao ver um lençol com semelhante dimensão.

Mas prometo voltar com mais uma historinha capítulo, daquelas que se podem ler isoladamente.

No fundo ando aqui a vender a banha da cobra, ou então, tipo dealer, ando a viciar a malta para depois quando editar o livro (ai como é bom sonhar!) já ter estes clientes dependentes. Estou mesmo a ver o pessoal num corredor escuro da Fnac a pedir uma dose de BP-Mensageiro ? ?Sabe não é para mim, é para uma amiga minha que tenho lá em casa muito doentinha. Eu depois trago a receita?.

Abraço

Bp63

# Outubro 11, 2007 22:02

josefadobidos said:

Bp63:

Mais uma vez, adorei a sua história sem apocalipse (se fosse apocalíptica não poderia ter frangos e se tivesse e fosse apocalíptica, creio que teria que ser a preto e branco com música italiana de fundo... num apocalipse penso que jamais as crianças se poderiam chamar ruben e sandro).

Em relação a sermos na maioria mulheres... ainda bem para si. Por mim continuo, com todo o gosto, a vir cá ler as suas histórias, e a ver os seus saltos mortais de criador.

Jo

# Outubro 12, 2007 0:52

pessoalissimo said:

Pronto, já percebi! Isto é o capitulo "não sei quantos" do livro que você vai editar e publicar na próxima Feira do Livro do Porto (ou Gaia?).

E claro que eu vou lá estar, não houvera!

Depois diga quando é, aqui a malta sulista, elitista e liberal organiza uma excursão... Levamos as filhoses e os frangos, você põe o binho na mesa, tá?

Abração!

Fernando

ps - E fica descansado, as gajas do SOL vão lá estar TODAS!!! Ah Ah Ah!

# Outubro 12, 2007 16:37

bp63 said:

Jo

Acho que apanhou bem o meandro da questão. Afinal se tudo foi apresentado num cenário de neo-realismo apalhaçado, por certo que nunca poderia haver apocalipse.

Era apenas um pequeno instantâneo daquilo que somos, das pequenas figuras dos nossos quotidianos, com um enredo policial ali pelo meio, embora nesta parte não esteja muito presente.

Não tem salto mortal, apenas um ?numerizito? de equilibrismo.

Bp63

# Outubro 12, 2007 19:59

bp63 said:

Ó Fernando

Fique descansado que não precisa de vir por aí acima com o clã feminino. Não porque eu não o desejasse, mas porque a minha ?alentejanice? nunca mais me vai deixar partir para a fase de limar as arestas das palavras e depurar melhor as ideias, para depois entrar na aventura de bater à porta das editoras.

Gaveta, minha querida, cheguei!

Mas o sonho é sempre possível, até porque o mais difícil está feito. Escrever tudo, ainda que em bruto. Bruto. Como eu.

Abraço

Bp63

# Outubro 12, 2007 20:05
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