SOL

Imagens caídas

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Porque não fazer o contrário? Com as palavras construir e falar de imagens.

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NBC - Os Novos Broncos Cultos ou as e-Cinderelas dos Novos Tempos

… Pegou no nome do artista e fez a célebre pesquisa no Google, que transforma qualquer analfabeto em determinado assunto, num autêntico professor Catedrático. Ana costumava dizer que nunca se viu tanto ignorante culto como agora com a Internet e em especial com o Google.

- Antigamente, com excepção dos ignorantes atrevidos, só falava de um assunto quem sabia, agora basta dar-lhes 10 minutos de avanço e já vêm a falar como autênticos conhecedores de Matisse, ainda que o máximo de pintura que viram foram os rabiscos dos seus filhos na escola – dizia ela, do alto da sua cultura, quando começava a ver meio mundo a falar do que não dominava só porque andou a pesquisar na Internet.

- In numa coisa que ainda não é coisa e que tenta contar as aventuras de um Mensageiro.

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Realmente a personagem tem um pouco de razão, ou não fosse eu íntimo do seu autor, digamos que temos a mesma pele, já que a alma é coisa que as heteronomias ditam.

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Mas a Internet, com os seus milagrosos motores de pesquisa, veio dar origem a uma nova raça de gente informada, os

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N B C

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Novos Broncos Cultos

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Num país com um alto valor de iletracia, nunca se viu tanta gente informada, tanta gente a opinar sobre tudo. É certo que sempre fomos os melhores treinadores de bancada do mundo, basta entrar num táxi ou navegar por uma série de blogues, a versão mais electrónica desta particularidade bem portuguesa, mas se antigamente tudo não passava de palpites grosseiros, agora é vê-los a recitar, de galo, relatórios, indicadores, análises e por aí fora.

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NBC

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Nesse aspecto o governo pode orgulhar-se, o Plano Tecnológico já deu os seus primeiros frutos. Se antigamente, numa qualquer reunião de classe média, imaginem qual, só o Francês administrativo ou Inglês técnico de elevadores se atrevia a mandar uns bitates sobre Matisse ou Visconti, hoje qualquer portuga fala de Bergman, da arte impressionista ou até mesmo da arquitectura cinética de Calatrava (as últimas 4 palavras demoram-me 5 minutos a escrever pois fui fazer uma rapidinha ao Google), desde que a conversa não demore mais do que um quarto de hora.

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- Engraçado, mas nunca se viu tanta gente bronca a falar de tudo. O mais grave é que falam com uma certeza como se fossem detentores reais do verdadeiro conhecimento – dizia no outro dia um senhor, ao meu lado, numa esplanada, de cachimbo na boca e com um velho livro na mão, enquanto ouvia uns jovens a falar de uns assuntos que pesquisaram na net.

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A observação real, acima descrita, revela uma problema muito grave ainda latente na sociedade portuguesa. As elites e a sua má relação com as democratizações em massa, mesmo que de conhecimento se trate.

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Vou contar uma estórinha, para ver se adormeço esta gente.

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brasão

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Há não muito tempo, havia uma casta diferente. Tinham começado com brasões, sempre muito assinalados, mas eram as suas propriedades, carros, festas, para não falar da educação e da posição social, enfim dos estilos de vida, que marcavam a dita discrepância. Eles chegavam e ofuscavam logo pela diferença. Ao longe, um povo cinzento, olhava-os, ora com inveja, por também desejar o mesmo varandim, ora com irritação, silenciosa, por achar que era injusta a desigualdade.

Eles, educadamente, acenavam. Um regime acenava também por eles.

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Mas um Abril primaveril trouxe novos ventos. E vieram tribos ciganas, saltimbancos sem eira nem beira, que ao passar de noite a fronteira dos cifrões, conseguiram mais riqueza do que a elite e, assim, conquistar um novo estatuto. Primeiramente postos de lado, não era o dinheiro que lhes comprava o gosto, foram finalmente aceites, afinal tudo se aprende e até mesmo o New Money consegue entrar num salão sem tropeçar no tapete.      

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A casta estava agora mais diluída, mas mesmo assim ainda mantinham uma certa diferença, a elegância. Havia toda uma classe média, já que a Nova Alta era para esquecer, que por muito que pudessem frequentar os mesmos locais jamais poderiam ombrear no aspecto. Eles não iam lá fora comprar no Harrods, nem mesmo em saldo.

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Elegância

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Não deve ter sido num Abril, mas sim em muitos, mas eis que os ventos da Europa sopraram neste rectângulo e com eles, mais uma vez a fronteira foi saltada, vieram nuestros hermanos, que com as suas lojas de roupa barata, digamos que uma espécie fast-wear, mas com bom corte e tecidos modernos, puseram toda a gente, ou pelo menos uma boa parte, vestidinhas como se tivessem a sair do Faubourg-Saint-Honoré em época de saldos.

E a elegância da elite passou agora a ser uma coisa mais difícil de detectar, dizem alguns especialistas, que só com análise laboratorial poderemos ver a diferença, tanto mais que a própria elite passou a frequentar essas catedrais FF, Fast Fashion. Sim, porque apesar de ainda haver uns Teixeiras e Tal, o money também se democratizou e está escasso, como em qualquer boa lei económica.

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Não. Não pode ser! Gritavam desesperados por quase já não haver nada que os distinguisse, além de pequenos adornos, como cachimbos, laços, pérolas, etc.

Mas não, havia uma outra coisa que o distinguia, a cultura. Enraizados nas boas bibliotecas de família, nos bons colégios, nas exposições e nos museus que beberam por essas viagens fora, conseguiam, num qualquer evento, mostrar que ainda estavam os pontos acima.

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.                  net

Mas eis que uma nova tempestade se aproxima, desta vez electrónica. A Internet.

Como autentico e-tsunami, nada ficou de fora. De um momento para o outro a informação chegou a toda a gente, pela distância de um simples click. Hoje tudo sabemos. Eis então a entrada triunfal dos

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Novos Broncos Cultos

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Qual colégio suíço, qual rato de biblioteca, qual intelectual comentador televisivo. Damos 10 minutos de avanço, e temos qualquer Bronco a falar durante um quarto de hora sobre qualquer assunto, como se toda a sua vida fosse respirada à volta de tão eruditas matérias.

Especialistas em rapidinhas culturais, aviam qualquer enciclopédia com visões ultra-sónicas, que muitas das vezes se traduzem apenas num copy paste apressado.

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                 Abobora e a net

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Mas atenção, não se esqueçam que só têm 15 minutos para mostrarem o que valem. Findo o prazo, qual gata-borralheira moderna, tudo volta ao normal, pelo que há que recolher à intimidade do seu lar cultural. Claro que, para os outros, foi feito um brilharete.

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Mas não pensem que estou a falar do camarote, a agitar as jóias só para o povo ver. Afinal quem sou eu, se não também um NBC?

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É certo, que não me dou muito bem com o copy e paste, com excepção das imagens, mas pronto, isso são manias minhas.

 

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PP (Post Post):

VBC- Velho Bronco Culto, por contraponto aos NBC, eram aqueles antigos broncos que liam apenas um livro e falavam dele sempre até à exaustão, a propósito de tudo e de nada.

Posted: domingo, 28 de Outubro de 2007 18:17 por bp63

Comentários

bluewater68 said:

bp63,

desculpa mas eu quero ter direito ao título máximo de NBC. E podemos fazer uma prova para ver quem ganha.

Como mencionaste as elites, digo-te que têm toda a razão para se sentirem ameaçados. Afinal, antes da Net era preciso ir à biblioteca ou ter acesso a publicações de edição reduzida. Agora, com um simples clique, existe acesso a tudo. Uma maravilha.

Eu na música sempre fui muito elitista. Quando estava em Lisboa havia uma rádio (não sei se era a XFm) que lá passava coisas que só poucos ouviam. O meu maior receio era quando uma música ia parar à RFM. Era o princípio do fim. Bons velhos tempos em que eu era o único a ouvir Morcheeba ou Lamb. Um dia, a RFM descobriu uns temas deles e...pimba, toma lá isto 7 vezes por dia. Adiante.

Eu acho uma maravilha que existam muitos e muitos NBC. É sinal que a Net vai abrindo novos horizontes.

E digo-te mais. Antes muitos NBC do que pseudo intelectuais, prepotentes e intragáveis que julgam ser os donos e senhores da verdade. Esses, face ao acréscimo de NBC bem que se podiam enfiar num buraco para de lá nunca mais sairem.

Abraço

# Outubro 28, 2007 19:09

Nemesis said:

Cada vez gosto mais de toda a gente que se dedica à nobre actividade de re-pensar esta miséria de mundo em que estamos com sinceras vontades de o melhorar. Novos broncos, velhos intelectuais, analfabetos, tanto me faz. Gosto deles todos.

E melhorá-lo só segundo nossa imagem e opinião, já está visto que não funciona. Precisamos mesmo dum mundo onde caibamos todos, com as nossas diferenças e semelhanças, as nossas realidades e os nossos sonhos, as nossas valências, saberes, necessidades e gostos.

Desde que consigamos perceber que se somos tantos e tão doidos, temos que investir em levar uma coisa a sério - uma ética comum que proteja de facto os direitos elementares de cada, uma ética universal que assegure a cada ser humano valer o mesmo que todos os outros independentemente de tudo o resto e ter respeitados os seus direitos.

Apetece-me apagar este comentário e continuar tranquilamente a fazer o jantar. Já apaguei alguns, hoje. Hmmm, não, este fica com um beijinho para cada um de vocês.

nemesis

# Outubro 28, 2007 20:15

bp63 said:

O estado febril não me deixa responder a muito mais.

Apenas uma palavra, para um pequeno esclarecimento:

CARICATURA.

Na qual me incluo.

bp63

# Outubro 28, 2007 20:44

bluewater68 said:

bp63,

eu acho que isso estava implícito com «Afinal quem sou eu, se não também um NBC». Olha que eu leio os teus textos do princípio ao fim e com muita atenção :)

Mas volto para dizer o seguinte: As melhoras, pois parece que isso está forte e feio.

E o Benfica está a jogar com 10 e cheira-me a empate.

Nemesis, desejo um excelente início de semana.

# Outubro 28, 2007 21:02

Nemesis said:

Mando-te aqui umas vibrações concentradíssimas de boas melhoras (aposto que não mataste a galinha).

Podia enviar-te umas fotos dumas louraças para acelerar o processo da febre, mas sabe-se lá nos posts desvairados em que isso podia redundar, mais vale estar quietinha e esperar que essa gripe passe.

Entretanto, aqui vai a título de aspirina (já é a segunda que mando hoje, por isso não te assustes, se alguém cantar isto debaixo da tua janela esta noite, não sou eu, é ela... a febre)

[YouTube:cxkrlolvru0]

beijos

nurse nemesis

(obrigada e um início de semana cheio de sunshine para si aí nos Algarves, Blue)

# Outubro 28, 2007 21:49

OlindaGil said:

Olá Bp63

Fartei-me de rir com os novos broncos cultos. Boa imagem, sim senhor, mas é melhor assim porque graças ao google sempre vão aprendendo coisas novas.

Beijinhos

# Outubro 28, 2007 22:03

camionista said:

Ora bem... vamos lá a ver se consigo dizer qualquer coisa original, ou, no mínimo, sem recorrer ao copy&paste.

Sabe qual é o mal do dito? Para além da desonestidade, há outro ainda pior. É quando é feito de olhos fechados. Em tal caso, há os 'leitores' que de qualquer forma não iriam ler, e há o prevaricador que nem aproveitou o tempo da operação manhosa para se cultivar.

E o BW pôs o dedo na ferida, isto é, no outro lado da questão: os donos de toda a culturas e de todas a verdades, omniscientes e empertigados, construindo à sua volta muralhas de sabedoria, do alto das quais atiram sobre nós, deslumbrados com tanta fartura à nossa disposição, as setas venenosas da sua retórica balofa e impenetrável.

Mas deixe-me dizer-lhe uma coisa ao ouvido: a maior parte de nós, quando escuta com atenção, consegue distinguir se o sábio é mesmo sapiente, ou se trata apenas de um emplumado cultor da sua própria imagem.

José Pacheco Pereira tratou recentemente esta questão no seu Abrupto (12/9/2007), um texto que merece a pena ser lido (é necessário percorrer a página até chegar à data indicada):

ESTÁ A INTERNET A MATAR A NOSSA CULTURA?

E fê-lo de uma forma insuspeita e desempoeirada, como é seu hábito.

As questões ali colocadas são as pertinentes. JPP não se monta em pedestais.

E tem a honestidade de não dar as respostas, tal como nenhum de nós as pode dar.

??????????

Em conclusão, a cultura, tal como a democracia, são coisas óptimas, mas apenas para pessoas como nós, os iluminados. É pena deixá-las ao alcance de qualquer um (isto diria um dos tais do alto da muralha).

# Outubro 28, 2007 22:39

Melita said:

bp63,

Gostei, é uma realidade.

Recordo que tive professores que nos deixavam fazer cábulas, porque dizizm eles..."enquanto as fazem e teem de resumir...aprendem" rs Na época não entendia o racíocinio...hoje sei qu era uma verdade.

As cábulas eram feitas depois de ler para resumir...

No copy&paste...creio que o resultado final não é igual...(na maioria dos casos).

Tb sou uma NBC das imagens...nos textos já não pq os que faço copy é porque é no momento o que quero "dizer";)

Um beijo.Votos de boa semana

# Outubro 28, 2007 22:58

portocego said:

"presunção e água benta cada um toma a que quer!"

Ora bemmmm!Já cá faltava a populaça.....

Mas também não é bem assim...É que, o tal choque tecnológico ainda não permite que, qualquer NBC que se prese, tenha acesso ao Google..

Quando o choque acontecer para todos...vai ser um choque em cadeia..., então sim, vamos ter os camponeses com o portátil pendurado nas alfaias para consultar o Google sobre os novos produtos híbridos e transgênicos...que encham os celeiros mais depressa..

Felizmente o choque deve ser só na outra encarnação...na qual eu nem sequer acredito...

Tanto melhor! como diz o outro.

Parabéns pela imaginação. Excelente sátira!

Um abraço e boa semana,

Daniela

# Outubro 29, 2007 0:59

josefadobidos said:

Creio que sou uma nbc, mas acho bom que haja cada vez mais nbc's. Sempre nos fica alguma coisa nas cabeças e é uma forma tão boa como qualquer outra, para aprender coisas novas e assim prevenir alzheimer. Claro que não é tão prestigioso como a cultura enraizada, mas paciência, o prestígio hoje em dia também anda pelas ruas da amargura, por isso...curiosa a ideia do sentimento de ameaça que os eruditos sentem por causa dos broncos. Não devia ser assim, porque já se sabe que "quem nasceu para tostão nunca chega a cinco reis"...bem.. agora com os euros, não sei se o provérbio ainda valerá...

bjs e melhoras

jo

# Outubro 29, 2007 1:34

Annnna said:

E Vivam os NBC URRA URRA eheheheheh

Gostei da leitura clara e correcta.

Um beijo enorme

Annnna

# Outubro 29, 2007 8:52

bp63 said:

Antes de mais um pequeno esclarecimento.

Quando resolvi fazer este texto foi a pensar numa caricatura sobre os novos tempo da informação e da cultura, onde neste autêntico caldeirão de Clyddno Eiddyn, o tal procurado por Mervin (olha aqui o NBC a mostrar-se), que é a NET, onde tudo se diz e tudo se transmite.

Nesse âmbito achei piada ao facto das elites, nestas caso as intelectuais, estarem a perder mais esse baluarte da diferença entre os mortais, e vai dai resolvi brincar com tema, procurando também esboçar um caricatura de toda esta nova gente bem informada que anda por aí.

Juro, que não pensei de imediato nas pessoas do Blogues, onde encontro na maioria das vezes, um esforço para se mostrar algo próprio, ainda que partindo de informação já editada, mas este é o princípio básico de qualquer tratamento de informação.

Foi com estranheza que vi as pessoas assumirem isto como uma leitura satírica sobre os blogues, porque não é. Pelo menos ainda não o é. Já que o Post faz parte de uma trilogia (meu Deus, lá vem ele com as trilogias, que depois não o são. Será que não se pode exterminar?) sobre as novas formas de informação.

# Outubro 29, 2007 11:52

bp63 said:

BW

Lamento muito mas não vais levar o titulo, nem pouco mais ou menos.

Basta ler os teus Post para ver que entrasses na corrida havia dopping pelo meio.

O NBC não é aquele tipo que escreve no blogue, arriscando ideias, cruzando informação, investigando, relançando debates, etc. Esse, no máximo, seria um NC, Novo Culto, por agora ter tido acesso à nova riqueza que é a informação presente na net.

Costumo utilizar o NBC em conversa amiga, como uma piada entre as partes, quando se está a falar de qualquer coisa e há uma pessoa que pára, fica calada, vai num instante pesquisar e volta como uma doutoral resposta. Mesmo assim, não acho que seja este também o NBC, apenas o dizemos na brincadeira entre nós.

Para mim o verdadeiro NBC, é aquele que antes, em qualquer conversa dizia sempre ?ai sim? Que engraçado, não sabia?. Mas que agora tem sempre uma resposta e vem com um estudo qualquer do que viu na net e que diz isto e aquilo, quando nem sequer era isso que estava em causa, ou afirma convictamente qualquer e-boato como se fosse a mais das cátedras informação.

Mas a designação até é carinhosa, pois eu acho que é importante quem antes estava calado, agora poder botar faladura. Chegámos à verdadeira democracia das palavras.

Falaste na elites, e a caricatura era mais sobre esses, pois quer a minha personagem quer o tal intelectual da esplanada, estão um pouco chocados sobre isso. Antigamente eles falavam sempre do seu camarote presidencial da cultura. Hoje eles podem falar, mas há sempre alguém que lhes pode fazer frente, sem ter varrido os mesmos pergaminhos que eles varreram. Pergaminhos esses que não eram de acesso comum.

Se há coisa em que eu sou pela democracia total, igualitária, é no conhecimento. Ele deve ser de livre de acesso, sem elitismos. Só assim as sociedades poderão evoluir.

Abraço

PS: O Benfica safou-se e a febre resolveu fazer amizade comigo, não se foi embora mas também não chateia muito.

# Outubro 29, 2007 12:14

bp63 said:

Nemesis

Mais do que serenatas acho que ouvi autênticos carrilhões na minha cabeça. E não foi do vídeo, pois de tão naif, o máximo que poderia ouvir era uma doce cantata pardalosca.

Mas a coisa vai.

Ao ler o teu comentário, veio-me à ideia aquela velha música do Carlos Mendes, a Festa da Vida, ?Que venham todos de vontade /  Sem se lembrarem de saudade / Venham os novos e os velhos / Mas que nenhum me dê conselhos? .

Realmente precisamos de todos, e se calhar para ouvir conselhos, para fazermos algo de diferente. Mesmo os NBC que venham, apesar de não aportarem muitas ideias, ou quase nenhumas, a vida também é feita com eles (nós), nem que seja para relembrar uma coisa que já ficou esquecida.

A única coisa, confesso, que não vou tendo paciência e ver as pessoas, dotadas de instrumentos novos e toda uma babilónia de informação, continuarem a ser Velhos do Restelo, num contínuo bota a baixo idiossincrático. Nunca mais nos libertamos do velho táxi, onde ainda mal no sentámos e já estamos a ouvir que o fazia falta era um novo Salazar, que isto é uma pouca-vergonha.

Mas pronto, se tiverem que vir para a Festa, que venham também. Só espero é que fiquem numa outra ponta da mesa e que eu já tenha bebido uns bons copos de tinto quando eles ?butarem faladura?.

Beijo

# Outubro 29, 2007 12:28

bp63 said:

Olinda

Fico feliz por ter rido, pois o objectivo era mesmo brincar com esta nova situação do acesso ao conhecimento. Sem dramas.

Ainda por cima conclui que é bom que vão ao Google porque sempre aprendem. Isso mesmo. Numa frase curta acertou na mouche.

Beijos

# Outubro 29, 2007 12:33

bp63 said:

Caminiosta

Antes de mais, obrigado pelo seu grande e pertinente comentário.

Tocou em quase todos pontos essências da caricatura, o Copy e paste, as elites e a democracia da informação.

Sobre o Copy e Paste o mesmo não tem que ser mau. Já li muita coisa por aqui que foi copiada de outras publicações e que, assim, as trouxeram para este espaço. Isso é bom porque nos permite aceder a outros olhares, sempre que os autores sejam referidos. O que chateia por vezes é a overdose desses copy que já nada acrescentam ao assunto, pois são enciclopédicos, e para isso íamos lá ao original. Mas tudo bem, cada um faz o que quer. Só acho pena porque não traga nada de novo, para bem da própria pessoa que teve o trabalho todo para fazer aquilo.

Por exemplo nós ligamos muito ao facto de copiarmos textos e não ligamos ao facto de copiarmos imagens. Podem parecer lágrimas de crocodilo, mas sempre que copio uma imagem para ilustrar um texto meu fico um pouco constrangido. Estou a utilizar algo que não sei quem é. Por isso inicialmente não as colocava. Mas pronto, vamos ter que viver com isto, porque um texto fica menos pesado se tiver uns bonecos.

Quanto às elites, plenamente de acordo. Ninguém pode ser dono de uma cultura, achando que só eles podem aceder. Mas há muita gente que fica agora incomodada por todos terem acesso a tudo, pelo menos em teoria.

O seu comentário satírico, sobre a democracia e a cultura, no final podia mesmo ser incluído no meu post como um acrescento ao meu intelectual de esplanada. Ou não?

Quanto ao Post do JPP vou tentar lê-lo quando a cabeça andar melhor e, se ainda for oportuno, colocar aqui uma achega.

Abraço

Bp63

# Outubro 29, 2007 12:51

bp63 said:

Melita

É bom fazer cábulas. Utilizá-las é que nem tanto.

Tive um professor que dizia que mesmo utilizá-las não era mau, desde que fosse só em socorro, pois tinha a virtude de ir pesquisar no sito certo e de ter bons reflexos para não ser apanhado.

Mas copiarmos dos outros não é mau. Se isso for para nos enriquecer e transmitir. Só acho que é mau quando fazemos apenas para brilhar com o trabalho dos outros. Felizmente que por aqui, Sol, tenho visto muito pouco isso. Ou será que ando distraído?

Sobre as imagens temos os 2 o mesmo problema, mas pronto, ninguém é perfeito Smile,

Beijo e boa semana também

# Outubro 29, 2007 12:56

bp63 said:

Daniela

?então sim, vamos ter os camponeses com o portátil pendurado nas alfaias para consultar o Google sobre os novos produtos híbridos e transgênicos...que encham os celeiros mais depressa?

Adorei esta imagem. É qualquer coisa. Acho que a vou piratear (olha o NBC, se calhar aqui é mais o NLC, os Novos Ladrões Cultos) para uma das minhas histórias.

Para outra encarnação? Não sei, olhe que em Portugal somos sempre pioneiros em tecnologia. Não compramos pão nem livros mas temos telemóveis 3 G.

Abraço

# Outubro 29, 2007 14:02

bp63 said:

Jo

Não creio que seja uma NBC. Será alguém que se vai enriquecendo através do novo mundo que nos foi posto à frente e isso, se é pecado, és dos bons.

Uma coisa que acho graça é que, mesmo os tais da cultura enraizada, os que chegarem a 5 reis, por vezes falam e nós, os pobre leigos, para não dizer nbc, conseguimos ver tão depressa que aquilo que estão a falar também está tão mal sedimentado. Afinal, por vezes, também há um pouquinho de bronquinho entre eles.

E não precisamos de ir tão longe, mesmo nalgumas peças jornalísticas, profissionais, vemos com cada coisa!!! Dai este caldeirão virtual ser tão bom, ajuda-nos a ser mais verdadeiros. Só é preciso tomar alguns cuidados, como os caldos de galinha, que a Nemesis me andava a tentar vender Smile.

Obrigados pelas melhoras, que vão indo a pouco e pouco.

Bjs

# Outubro 29, 2007 14:15

bp63 said:

Annna

Si la vie est un cadeaux informative porque não desembrulhá-lo todos os dias, com toda a gana que nos dá?

Viva!!!

Beijos

P63

# Outubro 29, 2007 14:19

josefadobidos said:

Isso mesmo, os eruditos são também broncos, o conhecimento não pode nem deve servir para descriminar ninguém. Uma certa vez, estava um "colega" meu que tinha a fama de ser erudito a prelectar as suas elaboradas teorias, que nós estávamos a "papar" como sempre, e eis quando entra um outro erudito que ouve parte do que ele estava a dizer. Num ápice "desmanchou-lhe o arranjinho", afinal o outro estava a vender uma "banha da cobra" intelectual! O que importa não é o vestido, mas a qualidade do tecido, já dizia a minha avó!

bjs e continuação de melhoras

# Outubro 29, 2007 15:01

bp63 said:

Jo

Essa sua história fez-me lembrar uma outra.

A mim cansam-me as pessoas que já leram todos os livros, viram todas as exposições, paparam todos os filmes, já estiveram em todos os lugares etc. Parece que todo o tempo do mundo foi para fazer isso.

Considero-me uma pessoa mediana na cultura, terei mais alguma nalguns aspectos, fruto de algumas vivências que tive que me levaram a alguns lugares e a ver algumas coisas que não são tão comuns, mas noutra terei menos, como qualquer pessoa, penso que todos nós temos essa particularidade. Afinal somos o que vivemos.

Uma vez, eu estava a falar dessas pequenas particularidades, mais numa de acrescentar qualquer coisa em contraponto ao que se estava a dizer, e uma dessas pessoas tais eruditas, não parava, já lá tinha estado, já tinha lido e por aí fora. Comecei a desconfiar porque era muita coincidência. Então, para testar, e como imaginação é coisa que vai havendo, resolvi inventar algumas coisas. Qual não foi o meu espanto que a dita pessoa já tinha visto aquilo que eu falava, cheguei a inventar um monumento em Paris, e lido livros que não existiam. Claro que não disse nada, ficou para mim, apenas para lhe tirar o retrato, deixei-o fluir e mostrar as suas lindas penas de pavão.

Beijo e obrigado pelas melhoras, que vão indo.

# Outubro 29, 2007 15:23

Luana said:

Olá amigo

Adorei o teu texto. São factos e histórias verdadeiras que nos fazem sentir e perceber melhor que vivemos num mundo do "imediato".

Não sei se é mau ou bom mas a verdade é que tenho saudades do tempo em que precisava de fazer um trabalho (à mão, claro) e precisava de ir à Gulbenkian (biblioteca itinerante) procurar obras para consultar. Também não me esqueço que era preciso citar a fonte e a página!!!!

Beijinhos

Luana

# Outubro 29, 2007 19:00

portocego said:

Mãos à obra!!Cá estarei para ler e comentar!

Pois! Não pensei nessa capacidade nata dos portugueses para estabelecer prioridades... É que o meu telemóvel não é um 3G.. É isso!

Abraço

Daniela

# Outubro 29, 2007 19:45

bp63 said:

Luana

Bons olhos a vejam. Realmente focaste num ponto-chave "o imediato". Vivemos numa sociedade do imediato, logo a própria cultura também irá ser assim.

Não sei se é bom ou mau, mas que trouxe uma grande revolução e um acesso generalizado da informação, isso trouxe. Se é bom não sei, mas muito mau não deve ser de certeza.

beijinhos

# Outubro 30, 2007 11:44

bp63 said:

Ai Daniela

Não imagina como são as prioridades deste povo. Por isso a ideia dos computadores nos tractores não vai estar muito longe.

Abraço

# Outubro 30, 2007 11:46

pessoalissimo said:

Caro BP63

Tu e as tuas siglas! Não as contei mas retenho de memória mais de uma dezena desde que comecei a visitar o teu blogue. É que eu embirro com siglas (não particularmente com as tuas, tão cheias de graça!) pois sou obrigado a lidar com elas todos os dias, tenho até aqui ao lado do teclado uma pastinha com duas folhinhas cheias de siglas para quando me esqueço de alguma lá ir consultar.

?

Claro que também sou um NBC! E não me envergonho disso! Afinal sempre lutei no passado pela democratização no acesso à cultura e aos bens culturais. E se o povo miúdo ainda não consegue aceder aos produtos culturais de alto custo (óperas, espectáculos musicais, livros, manuais académicos, e-books, etc., então que usem os produtos de baixo ou nulo custo, como o Google, a Wikipédia, o Youtube, a Wikiquote (coletânea de citações), o Ciberdúvidas, o Babylon (tradutor de línguas), etc.

E que pirateiem as ideias de outros, as utilizem e reutilizem. Refiro-me, claro, às que estão disponíveis graciosamente pelos muitos altruístas deste mundo. Nada disso me faz confusão.

Até apoio concursos de tv onde se dariam prémios chorudos a quem conseguisse obter informação credível sobre o Dalay Lama ou o Jerry Lewis no prazo de quinze segundos.

Vivam os NBCs!!!

As melhoras para ti.

Fernando

Ps ? apesar disso que escrevi ainda sou rato de biblioteca, daquelas que cheiram a mofo e tem livros do séc. XIX. Sou um dos felizes contemplados por viver em três paradigmas temporais: 1º - da caneta de pena (tinta permanente); 2º - da caneta esferógrafica; 3º - da caneta digital. E tive até há pouco tempo em casa, uma máquina de escrever QWERT completamente manual (desmontava todos os anos os arames dos caracteres para os limpar e usava vezes sem conta o mesmo rolo de fita absorvente para correcção dos erros). Usei alguns anos uma máquina de escrever semi-automática eléctrica e tive o meu primeiro computador em 95. Um fantástico IBM com processador a 25 MHZ e 4 MB de memória!

# Outubro 30, 2007 16:37

bp63 said:

Fernando

Eu sei que abuso das siglas, mas o que é que posso fazer, é uma coisa superior a mim, gosto logo de baptizar uma coisa. A acho que depois daí para a frente é muito mais fácil referir-se a ela. Ou ponho uma sigla ou um nome chamativo. Faço isso com tudo. Até com pessoas (isto só mesmo com chicote). Tenho este péssimo defeito, a somar a tantos outros.

Mas parecendo que não as siglas ou nicknames dão logo um enquadramento e facilitam a memorização. Já viste, dizer ?aqueles tipos que nunca se cultivaram mas agora vão à net e sabem tudo? ou dizer NBC? Não é muito mais fácil. Nesse aspecto sou muito anglo-saxónico e pouco francófono, que gostam de ?barroquear? tudo. Olha mais uma, barroquear (tornar barroco toda e qualquer descrição, dizendo um rendilhado de palavras).

Eu tenho que começar a apontar isto, qualquer dia registo uma patente e fico rico. Ai o que eu fazia se eu fosse Deus, perdão, rico por um dia. Smile

Lá vêem vocês só porque utilizam a internet como instrumento de trabalho ou cultivação pensar que são NBC?s. Uma coisa é procurar um tema, pesquisar, analisar e depois escrever ou falar sobre ele, isso é o que fazem a maioria das pessoas que andam por aqui. Outra coisa é ir num instante ali ao Google e Wiki beber umas coisas e depois mandar uns bitates, isto é um NBC.

Já disse ao Blue que não lhe dava o título, e ao Fernando também não dou. Não pense que por agora o senhor ter um aberto um concurso público para fazer de Deus por um dia, que pode tudo. Cheira-me que esse concurso ainda vai ser pior do que o do fuutro Museu em frente a minha casa, estoira sempre. Não deve dar jeito.

Retomando, eu é que inventei o NBC, que sou o presidente da junta, e não o distribuo o dito por dá cá aquela palha.

Tenho dito.

Abraço

# Outubro 30, 2007 21:59

KURIOSO said:

Olá BP,

Análise brilhante. Divertida, mas profunda.

Duas achegas:

Apesar das roupas iguais, distinguem-se pelas mãos. Repare.

Saber não é sinónimo de perceber, e findos os tais 15 minutos, a tinta começa a escorrer.

Mas que o santo GOOGLE dá um jeitão para tirar dúvidas ou encontrar uma data, lá isso dá...

Abraço,

Kurioso

# Outubro 30, 2007 23:59

bp63 said:

Kurioso

Eu fiz um retrato grosseiro. Claro que a elite se destingue do resto da maralha por muitas outras coisas. Mesmo ambos com um fato Armani, vai haver ali um toque especial que os distingue.

E o Google é a nossa catedral. Amén.

Abraço.

bp63

# Outubro 31, 2007 22:33

desabafosdaminda said:

Tudo na vida tem um lado perverso?

Se a democratização nos trás, por um lado tudo aquilo porque lutei (e luto): a liberdade de expressão, a liberdade de acesso aos bens de consumo, à saúde, à educação e á cultura, a liberdade de amar e ser amado também trás a liberdade de se manipular, de criar uma estupidificação em massa, de se explorar as vaidades e as ignorâncias alheias.

A democratização do acesso aos recursos, Rede incluída facilitou muito a vida a todos nós, os que termos curiosidades do saber, mas também a todos aqueles que só se preocupam com as fachadas, com o verniz?

Contudo nem tudo mudou assim tanto?

*

A cultura, foi desde há muito um modo de ?separar as águas?, um modo de distinguir quem tinha dinheiro para aceder a ela de quem não tinha, quem tinha dinheiro para pôr os filhos a estudar daqueles que não tinham como alternativa senão pô-los a trabalhar, mesmo que a contragosto.

Depois, pouco a pouco, a democratização de acesso aos meios veio normalizando os níveis culturais, e podemos encontrar licenciados, mestres e doutorados oriundos de todos os estratos sociais.

Contudo, em minha opinião, isto não é sinónimo de cultura nem de grandes sabedorias: é sinónimo de que se teve a teimosia e a persistência de chegar ao fim da linha, frequentemente às custas dos enormes sacrifícios dos babados progenitores.

*

A iliteracia em Portugal (se calhar nos outros países também, mas tenho o bom senso de não falar do que desconheço) vai muito para além da falta de escolarização? e vai daí, além dos NBC,

também há os BA (Broncos Assumidos, que são aqueles que alto e bom som se gabam de terem fugido da escola, tal qual feito de João Prestes das Índias),

os BNA (Broncos Não Assumidos que são aqueles que nem sequer vão ao Google, que ficam com cara de parvos, qualquer que seja o tema de conversa que distancie de bola, telenovela ou o caso Mcain? e que, acrescente-se para se ser justo e fiel, tinham obrigação de saber mais?)

and at last but not the least aqueles que, considerando-se pertencentes a elite iluminada nos dão lições empoladas com muitas palavras rebuscadas que nós, apesar de medianamente cultos, nunca ouvimos falar? são os tais que se dão mal com as massas (não os raviolis nem as do BCP!) são os pertencentes à  CCCPM&A (classe com capacidade para ministros & afins)?

*

E porque os dedinhos me estão a puxar para a malvadez , vou ficar por aqui.

Que é isto? Estou de acordo contigo?

Vou já saltar para o novo post para te poder dar ?tau-tau?

*

Gosto muito do que escreves

Beijinhos

minda

nota: desta vez não troquei as ?mães??

# Novembro 1, 2007 12:13

bp63 said:

Minda

A democracia é isso mesmo. É banalizar as coisas pelo seu acesso a todos. Isso também traz coisas negativas como disseste. Por isso dizemos que a democracia é o pior sistema, com excepção de todos os outros.

É importante que as pessoas tenham acesso mesmo que fique diminuída a qualidade da informação, isso acontece sempre que há massificação.

Não tem nada a ver, mas eu acho que sim. Por vezes as pessoas queixam-se que a fruta de hoje não tem qualidade, que está tudo cheio disto e daquilo. Mas hoje toda a gente gosta de chegar ao supermercado e ter todo o tipo de fruta todo o ano. Antigamente era melhor a qualidade mas tínhamos só as sazonais e mesmo assim alguma fruta, a melhor, só alguns a podiam comer. Alguém quer voltar ao antigamente? Não. Vão aparecendo nichos como a biológica, a da terra, mas só da para meia dúzia que a vê, que pode ir lá. O resto vai mesmo comer da espanhola e olé.

Realmente a cultura era e é uma forma de distinção. Os tais licenciados de final de linha que não tinham apetência, acabam por cair no mesmo rol dos que antigamente não tinham. O nível subiu mas a verdadeira cultura também. Porquê? Porque hoje toda a gente vai o Google e tal e diz as mesmas coisas. Quem se vai distinguir? Quem procurou um pouco mais, na net ou não, e acaba por ter então a verdadeira cultura.

Mas insisto é importante que venham todos. Aquela imagem que já foi referida dos agricultores de computadores portáteis é importante que chegue.

Adorei as tuas novas classificações. Ainda vamos fazer uma tese sobre isto. Para depois virmos num link do google e sermos citados.

Não, não houve troca de ?mães?

Um beijo

# Novembro 1, 2007 22:18
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