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Imagens caídas

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Porque não fazer o contrário? Com as palavras construir e falar de imagens.

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Os 7 Pecados Mortais das Perguntas das Mulheres

7 Perguntas inocentes? As mulheres podem não se aperceber, mas por vezes fazem um conjunto de perguntas que só não provocam enfartes mais amiúde porque afinal o coração do homem ainda é robusto. Ou não fosse ele um órgão musculoso. Afinal músculos é coisa de homem.

A seguir passo a apresentar as 7 perguntas que eu considero mortais e que me põe à beira de um ataque de nervos, qual prisioneiro com pena capital antes da sua execução.

Com este post quase que vou fazer um Harakiri. Sabendo eu que uma boa parte do meu Blogue é lido pelas mulheres, pelo menos são as mais comentadeiras, facto aliás já registado por um ilustre comentador masculino, vir aqui dizer o que digo é estar mesmo a pedi-las.

Cheira-me que o servidor do sol vai ter um crash com tantas edições de perfil para mudar os favoritos. Então estrelinhas no posts só vou mesmo ter as do céu e quando não está nublado, isto se elas não rezarem aos Deuses da Chuva e passe a viver numa autêntica tempestade tropical.

Mas tudo isto é para bem da humanidade, para nos conhecermos melhor e para nos darmos todos melhor, abraçados, fogueiras na praia e cantar belas canções como Linda Linda, esta balada que te dou.

 loira

Não notas nada em mim?

Penso que será a pergunta mais típica das mulheres. Esta pergunta costuma surgir em 2 tipo de cenários:

1º - Chegam ao pé de nós, normalmente radiantes, dão uma volta discreta, fazem alguns gestos estudados, que normalmente nos levam a pensar, hoje está assim bocado esquisita, e depois atacam com a pergunta;

2º - Depois de já terem mexido em não sei quantas coisas, depois de já terem puxado alguns assuntos, amuadas atiram a pergunta, qual rajada de metralhadora.

A minha reacção é logo de alarme. Onde é que falhei? De repente vejo-me naqueles passatempos de descobrir as 7 diferenças. Em segundos, fixo-a seriamente e tento ir buscar uma imagem passada e depois descobrir o que está diferente com a actual. Tudo isto numa luta contra o tempo. Não posso demorar mais do que 30 segundos. Normalmente não chego lá e eis que faço uma fuga para a frente:

- Apesar de estares diferente para mim és sempre igual. Mas estás muito melhor.

E fico à espera que venham pistas tipo “é gira a cor do cabelo, não é?” ou “andava a namorar este relógio há tanto tempo”, para eu depois eu contra-atacar. Claro, que a maioria das vezes a pista não vem e aí atiro o palpite que funciona quase sempre:

- Esse penteado fica-te muito melhor.

Com o meu rigor científico, funciona 90% das vezes. Por isso homens, já sabem, ataquem sempre no penteado que não deve andar muito longe disso.

A coisa pode piorar se elas fizerem uma outra pergunta:

- Tive hesitante, gostas mais do tom asa de corvo ou violino?

Morte do artista pois nunca iremos saber por qual é que ela optou e vamos dar sempre o palpite errado. O melhor é:

- Os 2 querida, em ti qualquer um seria bom.

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Ouviste o que eu te disse?

Ainda estamos a remoer na cabeça toda uma série de planos de trabalho e elas, sem pedirem licença, zás, atravessam-se com uma conversa com mais voltas do que um novelo de tricotar da avozinha. Nem temos tempo de respirar, falam, falam, falam, e nós, hum, hum hum. Claro que isto vai estorricar no momento em que no meio da chuva de palavras cair uma pergunta simples e nós hum, hum. Vem então a tal pergunta mortal. Normalmente tento-me safar com:

- Ouvi, mas não percebi muito bem.

Umas vezes funciona, outras vezes azeda ainda mais a coisa e sai uma nova pergunta, já num tom mais cáustico.

- O que é não percebeste? Se eu te estava a dizer que a parede está suja e se podias comprar a tinta amanhã.

Isto causou-me graves danos durante anos. Foi motivo para muita discussão desnecessária. Mais tarde li um livro “Por que é que os homens nunca ouvem nada e as mulheres não sabem ler os mapas de estrada” e percebi tudo, está lá bem explicadinho, tintim por tintim. Afinal parece que é uma questão de hemisférios cerebrais, eu bem sabia que isto tinha muita ciência por detrás, em que as mulheres têm uma necessidade nata de falar e os homens uma necessidade de ficarem calados. O que faz sentido, se um fala o outro baixa as orelhas. Daí a harmonia do universo.

No meu rigor científico os italianos são um caso especial, têm então um córtex igual ao das mulheres porque eles ficarem calados é coisa rara. Quando se passeia por qualquer viela de Roma é assistir a um comício no mercado do peixe em cada domicílio. Prego?

Além disso, esta característica córtexiana das mulheres, em falar e falar, permite-me concluir uma coisa, Deus é homem. Se fosse mulher teria lá aguentado toda esta eternidade em silêncio. (Pessoalíssimo está resolvido o enigma!).

Mas como eu não sabia que os doutores já tinham estudado o assunto e que afinal eu não tinha nenhum tipo de atraso mental, fui desenvolvendo algumas técnicas que aconselho:

  • Primeira regra, façam um esforço e escutem algumas palavras finais ou pelo meio;
  • Evitem os hum hum, substituam-nos pelas palavras que ouviram e construam frases simples de concordância, como “realmente é chato”, “ela nunca foi grande coisa” ou mesmo “já tinha pensado nisso”;
  • Quando ela faz a tal pergunta simples, a primeira antes da mortal, volte atrás, ensaie umas coisas à volta das tais palavras que ouviu e depois diga “desculpa, perguntavas o quê?”. Funciona sempre.

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Que idade me dás?

Outra pergunta aterradora. Tanto mais que se tivermos a sorte de acertar na idade vai ficar chateada na mesma porque não lhe tirámos nenhuns pozinhos. Aviso à navegação, qualquer resposta que se dê vamos ficar entalados.

Se damos a mais, nem é preciso explicar. Se ela não nos der um corte de relações imediato, por certo, vai sair dali super chateada e vai entrar na primeira loja de roupa juvenil e tentar comprar o primeiro top XS que lhe aparecer. Só não o compra porque vai rebentá-lo na cabine de provas. Mas uma ida a um cabeleireiro e a uma esteticista não perdem por esperar. O marido e os filhos quando a virem entrar em casa só não chamam a polícia por invasão de domicílio porque a pergunta “Que tal estou?” vai identificá-la. As crianças zarpam logo para não terem que responder, ficando assim o pobre do marido em pânico, a consultar a agenda e a desmarcar todos os eventos sociais que tinha em carteira.

Se damos a idade exacta, ficará ainda um pouco deprimida por todos os cremes e pinturas não lhe terem surtido efeito ao não terem criado uma aparência mais jovem. Vai entrar na primeira perfumaria e renovar todo stock, mudando de marca.

Se lhe damos menos, tudo bem, mas se for muito menos, acha que a estivemos a gozar, que temos pena dela e reage conforme a primeira situação. Se for mais convencida e com a mania que é eternamente jovem aceitará de bom grado a idade que lhe demos e ainda reforçará mais a convicção de que ainda está ali para as curvas, indo também a correr comprar outro top XS. Não o rebenta porque nem sequer o vai experimentar.

Eu tenho uma técnica matemática para resolver isto. Olho para as mãos e pescoço e se achar que tem 50, tiro-lhe um 5 anos, que é o que ela deve ter, mas como sei que não se deve dizer a idade exacta baixo 2 ou 3 anos. Assim faço sempre uma redução de 7/8 anos. Ficam sempre felizes e eu faço um brilharete.

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                                 marlene

O que achas dela?

Esta pergunta surge quando antes já houve uma apreciação não muita boa ou se boa, pelo menos irónica, sobre uma figura do sexo feminino.

- Ou já criticaram a sai curtíssima da jovem que passou,

- ou já fizeram o retrato à exuberância da loura da mesa do lado,

- ou então, disseram bem, do tipo, para idade está muito boa, cuida-se muito bem, tem um vestido lindíssimo, também pudera!.

Qualquer que seja a resposta a coisa nunca corre bem.

Quando a apreciação dela é negativa, se a confirmamos ela faz logo um encolher de ombros, como quem diz, tanga, ia lá uma homem não apreciar aquilo. Se não a confirmamos então o caldo entorna de vez - sois todos iguais, basta ver uma mula de saias e já está tudo bem, só vêem carne.

Quando a apreciação dela é positiva, confirmar é que não pode ser. Temos que dar a volta ao assunto, pois dizer que a mulher em causa está mal fazemos figura de tansos, mas dizer que ela está muito boa é arrasar com a nossa companhia feminina e contarmos imediatamente com o rosto mais carrancudo durante uns tempos. Para não falar das piadinhas - ai era boa, olha vai pedir a ela que te faça. O melhor é dizer que não está mal e procurar algum defeito na outra, tipo, sim mas se não fossem as plásticas, ou então, tira-lhe aquela produção toda e vais ver como fica, não te chega aos calcanhares.

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O que gostas mais, deste verde seco ou de verde pinho?

Outra pergunta que durante anos me fez pensar em mim como um daltónico compulsivo. Lá vinha a blusa de seda num tom bege fechado, a saia bege caqui, a tinta para o quarto do miúdo azul primaveril ou celestial, para não falar do tal cabelo asa de corvo.

Um tormento. Eu só via beje, azul e preto, nada mais.

Foi preciso ler o tal livro para saber que afinal os homens vêem um número reduzido de cores (máximo 256) porque apenas temos um cromossoma X, que é o responsável pela percepção das cores. As mulheres como têm XX, logo 2, não se contentam só em duplicar, como ainda aumentam exponencialmente as combinações atirando-se para ordem dos milhares ou dos milhões, já nem sei.

Alguém me consegue explicar a diferença entre branco nenúfar e um branco miosótis?

Nesta não tenho mesmo nenhum esquema para nos safarmos. É mesmo fazer um dó li tá, quem está livre, livre está e zás, dizer qualquer uma e fé em Deus.

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Eu não te disse?

Depois de tomarmos a opção errada esta pergunta sarcástica é da praxe. Certo que muitas vezes elas deram palpites, mas só isso. Nunca uma resposta objectiva, tipo, faz isto ou aquilo. Acontece que depois de termos tomado uma opção solitária somos acusados de não termos seguidos os conselhos delas. Quais Conselhos?

A situação mais exemplificativa é das viagens e os célebres cruzamentos, os tais que têm a boa sinalética portuguesa, em que nunca sabemos para que lado virar. À boa maneira masculina, que nunca perguntamos nada a ninguém, homem que é homem não anda feito mariquinhas logo na primeira esquina a perguntar - ouça lá podia dizer-me onde fica? - somos muitas vezes confrontados com um cruzamento, agora uma lindíssima rotunda, em que, entre a buzinadela do parceiro colado a nós, e os berros da criançada no assento detrás, temos rapidamente que decidir, por ali ou por aqui.

Claro que passados uns metros, depois da opção, a parceira, ainda com o mapa de pernas para o ar, diz serenamente, não sei se não devias ter ido pelo outro lado. Quando se chega ao falso destino e damos com o nariz na porta, qual é perguntinha, qual é?

- Eu não te disse que tinha sido melhor ir pelo outro lado?

Bom, e para quem tem GPS, não pensem já que se vão livrar, porque na primeira oportunidade que o aparelho falhar, por não estar actualizado, ou porque baralhou os circuitos, sabem o que vão ouvir?

- Eu não te disse que ias gastar dinheiro desnecessário nessa geringonça?

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Gostaste?

- Não, não gostei. Foi péssimo.

O que aconteceria se um dia nós déssemos essa resposta? Patins e ala que se faz tarde. Então porque teimam em fazer uma pergunta, quando já sabem a resposta?

Para os mais maldosos não pensem que estou apenas a falar num assunto de lençóis, não dos meus posts mas daqueles em que os corpos se envolvem num longo abraço, etc e tal. Também se aplica aí, é certo, mas não nos faltam ocasiões em que a pergunta também aparece. Quando?

- Quando nos oferecem a grava ou camisola que elas acharam giríssimas e que era a nossa cara. O problema é que nós fizemos uma plástica entre aquilo que elas pensam que é a nossa cara e a que efectivamente temos.

- Quando nos preparam um prato com todo o carinho - uma receita nova que vi na televisão - e depois aquilo sai para o torto, para não dizer para o azedo.

- Quando nos levam a passear a um local especial, que fica mesmo a caminho duma boa rua de compras.

Aqui voltamos a ter um problema grave. Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega. Vamos às combinações:

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- Não gostar e mentir – Não dá certo, as mulheres nascem com um aparelho especial para detectar algumas mentiras dos homens e esta é uma delas. Ainda não vem nos manuais de anatomia, porque é um dos grandes mistérios da humanidade, mas qualquer cientista afirma que sim, eles não sabem é qual. Deve ser uma vesícula-radar ou qualquer coisa do género. Se se mentir numa situação destas elas vão logo dizer - eu já sabia, eu já sabia que estavas a fazer o frete. Pronto, acabou, daqui já não levas mais.

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- Não gostar e dizer a verdade – Morte do artista. Se for numa situação de cama há estalo e depois choro pela certa. Se for numa outra, uns gestos bruscos em tirar a prenda das mãos ou o prato da mesa, umas portas a bater com força e uma penúria total de boa disposição, ao nível de uma prisão perpétua, está garantida.

Mas aqui entre nós, que elas não nos ouvem… ok, eu sei que elas ouvem e bem, é outro dos radares morfológicos femininos. Não sei por compram aparelhos para fazer escutas telefónicas, qualquer mulher a pouco mais de 50m capta tudo, não só do que alguém disse, mas do que um batalhão inteiro falou, inclusive é outra coisa que vem nos livros e no tal cortex, elas podem prestar atenção a milhentas coisas ao mesmo tempo… mas dizia eu, que comer e não gostar, ou dizer que não se gosta, não é sinceridade é má educação. Portanto esta hipótese está fora de questão, antes a mentira e a ironia delas por saberem que estamos a mentir.

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Gostar e dizer a verdade – Quando se gosta é mesmo a melhor e a única situação. Mas atenção nada de exageros, porque se floreiam muito a coisa volta a dar para o torto, fazem uma birrinha a dizerem que as estamos a gozar, que não as levamos a sério, etc. Claro que uma birrinha na cama tem sempre um final feliz, com o desculpa meu xuxuzinho, o menino fez dódoi, vou dar beijinho, etc e tal e tal.

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Gostar e mentir – Bom, esta ou vem de algum cavalheiro com poucos princípios, que tem prazer em torrar a paciência aos outros, neste caso às outras, ou então como um último recurso para um outro fim. Qual?

Imagine que o tal prato foi uma receita da mãe dela e que o cavalheiro não pode com a velha, perdão, a senhora, então é melhor deitar a baixo a iguaria não venha ainda a dita lá para casa fazê-la. Sim, porque a seguir a dizer que se gostava muito, vinha logo o - mas mãe ainda faz melhor, qualquer dia convida-a para te fazer esse petisco.

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Bom, estão a ver a cena, é uma mentira, não piedosa, bem pelo contrário, mas por uma boa causa, a nossa paz de espirito.

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O que disse acima, apesar de ser uma certa sátira irónica, não deixa de contemplar e realçar algumas das características da sensibilidade feminina face à bronquice da percepção masculina. Pode parecer que não, mas por detrás está um certo elogio ao complexo e misterioso universo feminino (olha eu a limpar-me!!).

Posted: quarta-feira, 31 de Outubro de 2007 22:24 por bp63

Comentários

maresia said:

AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH A... (Estou farta de me rir, literalmente, à gargalhada. [5 estrelas porque não posso dar mais]

Algumas coisas a anotar:

- não te preocupes, eu também não imagino qual seja o tom asa de corvo...

- hum, hum... ;)

- E podes sempre começar a resposta por: ora tu deves ser "rapariga" para...

e por último:

- Tens a lição bem estudada!

Beijos e Bom Feriado,

Maresia

P.s. - se alguém me estivesse a ver a ler este Post, a situação seria idêntica á de ir a conduzir o carro e a ouvir "O Pedro Tojal a acordar Portugal" há uns anos atrás, em que algumas vezes tive que o encostar, pois não conseguia conduzir de tanto rir.

Parabéns pelo post!

# Outubro 31, 2007 23:21

KURIOSO said:

Depois de uma reunião de condominio, nada como umas boas gargalhadas.

Até a minha mulher quis saber o que era.

"O que é que estás a ver?", não devia constar da lista?

Quando eu digo que olho para uma mulher, da mesma maneira que olho para uma moto, ela tem dificuldade em acreditar.

Parabéns.

Kurioso

# Outubro 31, 2007 23:47

pessoalissimo said:

Caríssimo Bp63

Hoje parece que venho a boas horas para ler um post acabado de enfornar (ainda vem com aquele horroroso cheiro a tinta da impressora virtual do SOL) e o meu comentário não vai ficar contaminado pela quase sempre enorme lista de comentários femininos que tenho de ler antes de escrever o meu.

E tiro-te o chapéu (se o tivesse, claro) por este excelente momento de boa disposição que nos trouxeste depois de um dia cansativo e trabalhoso, em vésperas de feriado. Um daqueles raros posts 6 estrelas que não são contemplados pelo sistema informático do SOL mas que estão destinados aos textos que merecem ser guardados numa selectíssima lista de favoritos, que relemos de vês em quando.

Mas há aí um pró-quós que temos de esclarecer:

1 - ?Deus é homem. Se fosse mulher teria lá aguentado toda esta eternidade em silêncio.? ? Esta frase é mortal! Vai ser a tua morte como artista das imagens caídas e das palavras levantadas. E vão passar ?séculos? antes que consigas voltar a ter o crédito DELAS. Por julgas que não pus lá isso no meu blogue?

2 - Este post era suposto ser ?only for man? com imensas e boas dicas para estes, todas de boa e apurada ciência. Mas quer-me cá parecer que quem te vai ?agradecer? são ELAS. Veremos!

3 ? Porquê só SETE pecados mortais? Só para fixar melhor o título? Ou porque tens preguiça de falar de tantos outros como, por exemplo:

Por onde andaste hoje?

Tentei ligar-te toda a noite, que se passa com o teu tlm?

Gostas do sabor do peixe?

Porque é que a tua mãe olha assim para mim?

Que filme vamos ver hoje?

Onde tinhas a cabeça quando combinámos??

E mais aqui a do Kurioso e tantas outras

?

Belos trabalhos em que te meteste. Só espero que já estejas curado do estado febril para não teres recaídas.

Talvez volte depois de ler o que ELAS dizem?

Olha, bom feriado. Amanhã é Dia dos Cemitérios.

(Abraço de compaixão)

Fernando

# Novembro 1, 2007 0:34

eeu said:

Ora aqui está um post edificante !

Educativo e elucidativo, uma preciosa contribuição para a disseminação da práctica da tolerância para com as óbvias (e não são ?!) diferenças entre os homens e as mulheres.

Mulheres, aprendam, este post foi escrito para nós !

É assim que funciona a mente masculina, mais coisa menos coisa. Se não querenmos ouvir mentiras (ou meias verdades), já sabemos as perguntas a evitar... rsss

Por outro lado, será um prazer fazê-las e dedicar-se a perceber todas as conexões aqui descritas que o cérebro masculino vai fazendo para se safar da situação ! rsss

eeu

Ps- Eeu vou mas volto, bp63. já tinha ansiado por uma boa oportunidade para jogar consigo em casa (na sua, na sua)... e além disso a esta hora a minha cabeça não dá para mais. Vamos ver se amanhã ainda concordo com o que acabei de escrever... rss

# Novembro 1, 2007 2:01

bp63 said:

Antes de tudo, uma pequena explicação e um pedido de desculpas.

A ideia de post surgiu porque fui recentemente confrontado com uma situação semelhante e tive que explodir.

Estive um dia inteiro frente a uma colega, como costumo estar, e nada de especial a conversa do costume. No final do dia entra uma outra colega muito rapidamente para pegar nos papéis e, quase sem olhar, disse logo ? Ah, a menina está com penteado novo.

Resposta dela ? Bolas, estava a ver que ninguém me dizia nada.

Fiquei entalado mas mesmo assim respondi ? Olha portaste-te muito bem porque não me fizeste a pergunta assassina do não notas nada?

Vai daí, tive que explicar o que eram perguntas assassinas.

Vim para casa e rascunhei algumas ideias. Ficou parado. Com a publicação recente dos post da JosefadeÓbidos, as diferenças dos homens e mulheres, pensei, agora é que vai ser.

Mas fim uma coisa que nunca tinha feito, despejei tudo num final de tarde e?

Agora as desculpas

Por manifesta falta de disposição, publiquei quase que directamente, apenas o reli uma vez. Claro que saiu com todas as gralhas.

A edição de um post para mim, disléxico desconchavado, tem que ter 7 vidas, como os gatos. Ler, reler, voltar a ler, gritar alto. Mesmo assim deixo sempre passar umas concordâncias, umas vírgulas desconexas e por aí fora.

Já fiz mais uma revisão, está um bocadinho melhor, mas ainda deve ir qualquer coisa.

Desculpas, então.

# Novembro 1, 2007 9:47

bp63 said:

Maresia

Obrigado pelos conselhos.

Quanto ao rir e as figuras que fazemos, vou contar a figura que os vossos comentários me fizeram.

Andar, às 3 da manhã, de gatas num escritrório à procura de um brufen 600. Explico:

Estava eu por volta das 3 da matina a beber um chá para tomar uma pastilha. Enquanto bebia vim ver o post e comecei a ler os comentários. Como me comecei a rir com as vossas coisas, distrai-me do que estava a fazer, olhei e já não vi o comprimido em cima da secretária, nem me lembrava do ter tomado. Será que caiu? Será que o tomei? Não me lembro. Toca a andar à procura dele, pela secretária, pelo chão. Não o encontrei, fui para a cama e esperar o resultado do efeito ou não efeito. Felizmente tinha tomado, porque surtiu efeito. Ou então foram os vossos comentários.

Bom feriado.

Beijos

# Novembro 1, 2007 9:55

bp63 said:

Ó Kurioso

Se eu tivesse dito aqui essa da moto e das mulheres, então é que o dia de finados tinha sido feito mesmo para mim.

Realmente depois de uma reunião de condomínio é preciso mesmo um descanso do guerreiro, porque aí as perguntas não são mortais mas os comentários é que costumam ser.

Bom feriado.

# Novembro 1, 2007 10:01

bp63 said:

Fernando

Para já ainda não sou uma alma penada que se levantou de um cemitério depois de ELAS me terem feito uma qualquer reza virtual para que um vírus explosivo saísse deste PC (por falar nisto, já vi esta ideia estúpida num filme qualquer).

Até aqui tudo bem. Sobrevivi.

Essa de Deus para mim é o comentário mais assassino do post. Mas ri-me imenso quando o escrevi e lembrei-me logo da tua série de post?s. Se calhar já há uma anedota sobre isso e nem é original. Confesso que quando a escrevi a ideia foi mesmo porque a pensei e não porque me lembrei de a ter lido. Mas como diz a Nemesis com esta idade já é difícil saber o que é original em nós.

Por falar em rir, ao escrever também me ri muito. E isso é bom. Gosto quando um texto me faz rir a mim mesmo. Sou como aquele escritor erótico, não sei quem, que rasgava as folhas quando escrevia e aquilo não o excitava. Salvaguardadas as devidas distâncias, nem eu sou escritor, nem ando aqui numa de priapismo literário.

Quanto às outras questões, sei que há muitas mais. Mas achei que estas resumiam o melhor desta essência da relação homem mulher, até porque muitas delas estão associadas a particularidades biológicas da mulher e do homem.

Ok, confesso, 7 é um número bonito e também não estava com paciência para mais. Talvez num 2º volume.

Inclusive cortei uma pergunta que para mim também é mortal, mas por ser tão específica à minha pessoa achei que não fazia sentido:

- Em que ginásio é que andas mesmo?

Isto põe-me nu numa praça em pleno comício. Percebo logo que me tiraram as medidas e que não gostaram. Como se eu andasse num ginásio para tratar de bíceps. À boa maneira alentejana quero lá saber das máquinas, quero é espraiar-me numa piscina, num jacuzi, e receber umas baforadas turcas. Nada mais.

Será que elas vão agradecer? Parece que a eeu já disse que sim.

Abraço

Bp63

# Novembro 1, 2007 10:22

bp63 said:

Eeu

Aguardo a guerra das rosas. Já tirei as armas do armário, limpei-as e estão preparada. Inclusive já as coloquei naquela caixa preta acolchoada, para depois a menina, antes de virarmos as costas e contar os passos da praxe, escolher a que melhor lhe servirá para o duelo.

Pelo que escreveu começo a suspeitar que fiz um mau serviço aos homens. Sendo a fêmea um ser que já sabe demais, imagino agora, que ficaram a conhecer alguns dos curto-circuitos masculinos e as suas formas de desenvencilhar.

Estou mesmo a ver, vão fazer as perguntas, uma a uma, e vão sentar-se num lindo sofá a ver os suores dos seus queridos maridos, amantes, namorados, amigos, colegas, etc.

Ora vamos lá ver como ele se desembrulha.

Aguardo então.

# Novembro 1, 2007 10:32

Talina said:

Olá bp

(olha eu a limpar-me!!).E  fazes muitíssimo bem. :))A sensibilidade feminina é tão simples de contentar basta um gesto, uma flor...bem repara que estou a falar das que tem sensibilidade e não das interesseiras que só pensam no cheque e outras coisas que tais que também as há...

Estou a brincar, valeu! já me ri um bom bocado, obrigado por isso.

Um bom feriado

Abraços de sincera amizade Talina

# Novembro 1, 2007 12:32

Nemesis said:

tchhhh...É assim que funciona a mente masculina? Mais coisa menos coisa? Não acredito...

desculpa, Bp, desculpa eeu, desculpem todos. A relação entre homens e mulheres não é um pinball com sete elásticos e uma bola de metal. Não é o amor entre o rato, o queijo e o arame da ratoeira.  Não é nada disso.

Eu também li o tal livrinho. Sim, deu mesmo jeito para algumas situações (desconfio que estou muito femininamente a cruzar posts e comentários e a fazer uma espécie de espetada de blogs, mas acho que o Bp me consegue seguir, bem como o resto das "comentadeiras"):

Para não amuar na situação típica e de facto oposta da descompressão masculina passar pelo silêncio e pela "inactividade" dos jogos de consola e a feminina não ter outro remédio, na maioria das vezes, senão passar pelo saco das molas, cesto da roupa, o congelador e a escova da sanita e inverter logo o silêncio para um "estás aí ou moro sozinha?". Eu tenho uma descompressão masculina, se me deixarem. Os meus filhos todos sabem que é quando eu chego a casa e me sento para descomprimir que está na hora de pedir para passar uma semana a fazer vela no mar do norte ou partir como groupie em digressão com os "durty ghetto boys".

Para abandonar a suspeita de que fazem secretamente lobotomias a todos os empregados de café e restaurante homens, que só conseguem atender uma mesa de cada vez e fazem escalas constantes no balcão entre pedidos e trocos. As mulheres dão visivelmente melhor conta de serviços que impliquem fazer várias coisas ao mesmo tempo. Vem no livro que é assim e eu acredito por questões de saúde, uma vez que o nosso coração também deve ter mais sinapses e menos músculos.

E para suportar a incorrigível mania masculina de nos tirarem as ferramentas da mão, na maioria das vezes sem sequer pedir... Muitas vezes para fazer mal e devagar aquilo que a gente tinha resolvido em menos que nada sem partir o parafuso nem moer a rosca.

Ainda ontem me aconteceu. Fui jantar com umas amigas. Éramos sete mulheres e dois homens, que vieram depois. O saca-rolhas avariou na segunda garrafa de vinho - uma das asas ficou solta - e vieram-mo trazer enfiado até ao fim na rolha para eu a tirar (elas sabem que eu tenho jeito para essas coisas). A rolha saiu direitinha, também, era só puxar no sentido certo. Quando abrimos a terceira, e ma passaram para as mãos de saca-rolhas enfiado até ao fim, já estava um homem sentado ao meu lado. E escuso de contar o resto da estória, até porque não sei o que é que ele foi fazer para a cozinha com a garrafa, depois de fazer umas danças esquisitas à volta da mesa com ela no meio das pernas. Mas voltou com ela aberta. Que foi o que importou, no fundo. E dançava lindamente.

Enfim, penteados: Não são os homens que não reparam nos penteados. É toda a gente. Há pessoas observadoras. Há pessoas que não são observadoras. E depois há os motivos. É mais fácil dar nas vistas duma conhecida que nos inveja o cabelo liso e  compara constantemente connosco a sua própria beleza se fizermos uma franja a direito, do que do nosso homem que, de nos conhecer tão bem, já nem tem distância para achar que estamos mais bonitas ou mais feias ou sequer diferentes.

Não me lembro dessa estória das cores. Se calhar não li o livro todo :)mas isso é mesmo assim? Noutro lado qualquer li que isso é cultural e que assim como temos o verde pinho, o verde oliva, o verde azeitona, o verde maio e o verde musgo, o verde malva e o verde viridiano, para ficar por aqui, os esquimós, conhecem quatrocentos tons de branco diferentes. Tu deves conhecer o verde oliva, o verde azinheira, o castanho cortiça e uma estrondosa gama de amarelos :)

Também não vejo grande diferença na questão do gostaste. Não penses que só vocês é que têm dificuldades. Uma mulher pode ficar a olhar sem saber mesmo o que há-de fazer frente a alguns presentes...

Que é que se faz ao presente dumas cuecas comestíveis? Será melhor enfia-las na cabeça e rir muito, vesti-las em cima das calças, guarnecer o bolo de aniversário com elas, ir a correr enfia-las por baixo da roupa e arriscar sofrer aquilo e ficarmos com as cuecas mais ridículas do mundo enfiadas para nada por o termos chamado ao serviço na hora errada do bio-ritmo, ou vesti-las, usa-las, despi-las e devolve-las?...(continuar a olha-las como a um mistério insondável, ao fim de três anos na gaveta, sem saber exactamente de que maneira é que se desiludiu alguém?).

O "eu não te disse" já quase dispensa comentários... Se os homens sofressem menos lavagens ao cérebro para terem o seu valor avaliado na tal proporção da pontaria da moca na cabeça do tigre, não sentiam essa necessidade compulsiva de fazer de conta que têm tudo controlado e de continuar a fingir que não se perderam mesmo depois de terem passado sete vezes pela mesma rotunda com o morris mini azul turquesa acidentado na relva. Mas também, ao fim dessas sete vezes qualquer mulher está a beira dum ataque de nervos.

Mas, como tudo na vida, é preciso saber compreender que grande parte disso foram maldades condicionadoras que nos fizeram na infância e que eles na verdade nunca crescem. Tal como nós.

Beijo

nemesis

# Novembro 1, 2007 13:31

Nemesis said:

Saiu um grande lençol? E ainda não estava tudo. Não sei como desapareceu esta parte (ando a seguir os teus bons conselhos, Bp):

No tal livro vem que os homens em geral têm uma necessidade profunda de resolver os problemas às mulheres, porque foram educados para se auto-avaliarem e serem avaliados na proporção dessa capacidade de resolver os problemas que surgem, seja dar uma mocada na cabeça do tigre ou abrir uma garrafa de vinho. Por isso ficam tão stressados se lhes contarem um problema que eles não possam resolver. E não aguentam que uma rolha parta a meio em frente a sete mulheres.

outro beijo

nemesis

# Novembro 1, 2007 13:52

pessoalissimo said:

Não resisti? Ó Nemesis, que mazinha! ?partir o parafuso e moer a rosca? Já agora porque não substituir a lâmpada, ficar electrocutado e criar um curto-circuito no bairro? Acha que somos capazes disso, não???

Olhe, já me ri um bocado a imaginar essa dança da garrafa, desconhecia esse estilo. Ainda por cima sem par!

Mas tem toda a razão com o último prarágrafo (tínhamos de estar de acordo m alguma coisa), isto é tudo (quase tudo) fruto da educação que tivemos.

?

Por último, porque o post tem dono e ele não me vai permitir qualquer tipo de protagonismo, acrescenta lá os seguintes pecados à tua short list:

- Já foste buscar o miúdo ao infantário? (pergunta feita à hora da bola depois de um tipo se ter sentado no sofá com uma caixa de bejecas e um grupo de amigos)

- Hoje a minha mãe vem cá jantar a casa, podes fazer-lhe companhia enquanto vou com o míudo ver o filme?

- Já pensaste onde vamos este fim-de-semana?

Ou esta verdadeiramente assassina: - Gostas de mim???

?

E depois há ainda aquelas frases curtas e cortantes com facas, do género:

- Explica lá isso outra vez (ou ?nunca me tinhas dito isso??)!

Pronto, já me calei!

Fernando

# Novembro 1, 2007 14:10

bp63 said:

Talina

Eis então o ramo de flores para me limpar.

Não sei o que lhe diga da sensibilidade feminina. Realmente um pequeno gesto, sejam flores ou o põe a cabeça aqui no meu colo, pode marcar a diferença. Mas por vezes é difícil de compreender o que vai por detrás do tal click que preciso do tal gesto e o momento para o gesto.

É que as mulheres quando nós estamos a ir já elas estão de regresso e prontas a parti de novo.

Abraço e bom fim-de-semana

# Novembro 1, 2007 16:53

bp63 said:

Nemesis

Tchhhhh? digo eu.

Eu vou lá ter forças para comentar semelhante lençol.

2 pequenas notinhas para abrir:

1ª ? Ainda bem que leste o livro.

2ª ? Confessa lá que ao menos esboçou um sorriso.

Vamos ao livro: Por que é que os homens nunca ouvem nada e as mulheres não sabem ler os mapas de estrada, de Allan e Barbara Pease.

Construí as perguntas a partir do meu imaginário e fui buscar ao livro as referências explicativas, um bocado aligeiradas, ao porquê de determinados comportamentos. Fui assim buscar aqueles dados que falam e assentam em morfologias próprias do homem e da mulher.

As generalizações são perigosas, mas são muito úteis para fazermos retratos sobre nós mesmos. Eu não sou um homem comum, tu não és uma mulher comum e por aí fora, assim como quase toda a gente. Porquê? Porque não garantimos a totalidade dos comportamentos padrão. O que não impede que depois eu, tu e todos tenhamos algumas dessas características padrão. Claro que é a quantidade de vezes que essa característica se repete que depois vai determinar o modelo padrão. Mas por que raio estou aqui a dar uma lição de estatística? Adiante.

Toda a gente tem descompressão e o tal descanso do guerreiro, chegar a casa e pachá no sofá. Mas que o pachá da mulher é mais rápido e pronto para avançar para outra batalha, acho que é. Digo mais, mesmo nascidos em Miranda do Corvo ou Edimburgo, há um pequeno alentejano escondido em cada homem.

Não há lobotomia, somos mesmos mais atados em conseguir fazer várias coisas ao mesmo tempo. Também acreditas que sim. Nesse aspecto, a nível profissional, devo ser um bocado feminino pois consigo fazer frente a várias batalhas ao mesmo tempo. Na vida pessoal nem tanto.

Logo se somos mais atados morfologicamente é natural que não se consiga responder às vossas solicitações imediatas, daí, depois, a vossa tal falta de paciência: Não há pachorra, ainda não trataste disso?

Essa da garrafa está muito boa. A mim, numa situação parecida, já me mereceu uma boca um pouco brejeira que me arruinou a noite. Não adianta explicar qual comentário porque já o vi em várias anedotas e filmes.

Não venhas com essa história que é uma questão de ser observador. Ou então, por norma os homens são menos. Conseguimos ver muito menos os detalhes por certo, voltamos à morfologia, não conseguimos gerir toda uma série de coisas e confundimos as cores, logo não notamos tanto as modificações.

Lembras-te da cena do livro em que um casal vai a um festa e ele ao fim de meia-hora ainda só cumprimentou os donos de casa e não viu mais ninguém, e ela em 5 minutos já sabe de cor os vestidos todos que estão na sala. Vais dizer-me que não és assim. Certo, há muitas mulheres que não são assim, como também há homens que são uns cuscas e fofoquerios, que ainda lá mal chegaram e já sabem tudo. Mas o certo é que a maioria não é assim.

Por isso minha cara, a dos penteados é mesmo assim, não conseguimos perceber as modificações. Tanto mais que não dominamos a alta técnica por detrás de um grande penteado. Sei lá se teve kjlklklkl ou ioiooikjkj, para mim o cabelo está liso ou encaracolado.

Olha que a história das cores é verdadeira. Está lá no livro, ligeiramente, mas na net há coisas com maior detalhe. Arma-te em NBC, como eu me armei, e vais ver que tenho razão.

Com o ?gostaste?, claro que vocês também não apreciam muita coisa que os homens dão, se calhar a maioria, só que nem temos tempo de fazer a pergunta, porque a vossa reacção é tão imediata, e com um comentário bem liminar, que nós dizemos logo, ok já vi que não gostaste. Nem tempo de chegar à outra.

Olha que não é lavagem ao cérebro o de não queremos perguntar a direcção. Já andamos há 2 gerações a ter uma educação unisexo e continua assim. Deve ser uma teimosia que vem nos genes.

Muita coisa é de educação, mas há outras que deriva de sermos diferentes. Escrevi isso no post da Josefa, retirado do livro.

Mais, não sei se te lembras eles até advogam que devia haver nas escolas uma disciplina para falar das relações homem mulher e não andarmos eternamente a aprender o comportamento dos ratos.

Dizes que o pensamento dos homens não é assim como eu o descrevi. Claro que não, aquilo é uma caricatura, mas que tem contornos parecidos tem, ou não seja esse o pressuposto da caricatura.

A caricatura é sempre uma boa forma de olharmos para os nossos traços mais característicos, estão sempre exagerados mas faz-nos bem.

Continua a abrir as garrafas que só te fica bem. Eu não me sinto incomodado quando uma mulher toma essa tarefa, embora raramente isso aconteça.

Beijo

# Novembro 1, 2007 17:43

bp63 said:

Ó Fernando

Não tens que calar, e quanto ao protagonismo é uma boa altura para a vingança de quando eu entro por um post a dentro e começo para ali a comentar arrasando o propósito do texto do autor.

Quanto às frases, estou a apontá-las todas. Depois não te admires se as vires escarrapachadas nalguma historieta qualquer, daquelas com mais de 2.000 palavras.

Já disse que eu sou um Robin Post.

Abraço

Bp63

# Novembro 1, 2007 17:47

bp63 said:

[YouTube:XBkFGNlIcPY]

Você pode me ver

Do jeito que quiser

Eu não vou fazer esforço

Prá te contrariar

De tantas mil maneiras

Que eu posso ser

Estou certa que uma delas

Vai te agradar...

Porque eu sou feita pro amor

Da cabeça aos pés

E não faço outra coisa

Do que me doar

Se causei alguma dor

Não foi por querer

Nunca tive a intenção

De te machucar...

Porque eu gosto é de rosas

E rosas, de rosas

Acompanhadas de um bilhete

Me deixam nervosa...

Toda mulher gosta de rosas

E rosas, de rosas

Muitas vezes são vermelhas

Mas sempre são rosas...

Se teu santo por acaso

Não bater com o meu

Eu retomo o meu caminho

E nada a declarar

Meia culpa cada um

Que vá cuidar do seu

Se for só um arranhão

Eu não vou nem soprar...

Porque eu sou feita pro amor

Da cabeça aos pés

E não faço outra coisa

Do que me doar

Se causei alguma dor

Não foi por querer

Nunca tive a intenção

De te machucar

# Novembro 1, 2007 18:01

eeu said:

Ah, mas relendo o que escrevi acho que escrevi muito bem (e isso é coisa que continua a espantar-me...)

Guerra das Rosas ? Eeu só pretendia um jogo amigável, Bp63...

À guerra eeu já respondi no post da Josefa, ora vá lá ver.

Aqui acrescento que para mim essa é uma guerra travada na intimidade, preferencialmente, com o tratado de paz assinado à partida.

E é um prazer a escolha de armas e os corpetes e cinta-ligas a fazerem de estojo... rss

Já socialmente não é tanto uma questão de guerra de rosas (para mim), e sim de discussão contrutiva sobre as diferenças (e as semelhanças) entre quaisquer pessoas, onde o importante é reconhecer o direito à dignidade que todos temos.

E tenho-as com o mesmo fervor sobre qualquer situação

em que veja algum tipo de injustiça...

É claro que como mulher percebo imediatamente as injustiças que sofremos ! E lembrei-me de quando eeu e o meu irmão chegamos à adolescência e o meu pai resolveu ter connosco uma conversa séria (ai que medo !) sobre a mesada. E veio com o discurso de que ía dar uma mesada maior ao meu irmão porque como homem ele precisava ter dinheiro para convidar umas raparigas para sair (!!!)...

E como eeu sempre fui assim, destravada nas minhas ideias, disse-lhe que se o caso era esse, então eu exigia uma mesada igual: para gastar no salão de beleza e nas lojas, para ficar apetitosa o suficiente para arranjar um homem que me convidasse para sair a suas expensas !

Com uma formação destas, como não se exaltar ?!

Gosto muito destas discussões mas hoje abstenho-me. De resto o que podia discutir aqui já foi brilhantemente discutido. (E eeu fiquei à toca porque estava com preguiça mental e por isso só voltei agora ! rss )

Acho que o Fernando ficou decepcionado. Ele foi espicaçar-me lá no meu post à espera de ver o circo pegar fogo, acho eeu... rsss (ora vá lá ver)

Mas neste circo eeu prefiro juntar-me à turma dos palhaços. Vamos, Bp63, está na hora de entrarmos em palco !

eeu    

# Novembro 1, 2007 18:43

Nemesis said:

Bp63:

Confesso que esbocei mais do que um sorriso. Esqueci-me de dizer? Estás a ver? As coisas ao contrário também se passam na mesma. Já entro por este blogue a dentro como se estivesse em casa. Já sabes que adorei e me fartei de rir e é por isso que me esqueço de dizer. e também já sabes que ou escrevo um lençol ou fico sem palavras.

Beijo

nemesis

# Novembro 1, 2007 19:26

bp63 said:

Eeu

Eu já tinha o palco montando e aberto, inclusive já desviados os sofás.

Viesse uma guerra ou um jogo as armas eram livres.

Por acaso acabo de vir lá da sua casa, virtual diga-se, e achei piada ao que acharam que se estava a passar aqui. Por um lado um desvendar da alma masculina, por outro uma campanha anti-feminista. Nem uma coisa nem outra. Há muito mais para além do que foi apresentado sobre a rapaziada. Nem imagina (se não houver pelo menos que fiquem na dúvida). E anti-feminista não creio, primeiro porque ainda não percebi completamente o que é o feminismo para ser anti, e depois porque na entrelinhas do que escrevi, quem sabe, sabe que está ali um beijo de homenagem à forma como as mulheres no vão colorindo a vida. Escondido, é certo, mas está.

Essa das mesadas está boa, no sentido de ter piada. Pode não ser correcta, mas que é uma medida original, é. Imaginava mais essa cena num daqueles filmes antigos portugueses, de uma Lisboa marialva, de donzelas castas e jovens debutantes nos leitos do prazer feminino.

Como já aqui se disse, uma grande parte vem da forma como nos ensinaram a olhar e outra vem da forma como somos constituídos.

Mas tenho em mim que a forma como fomos educados não é desculpa, as pessoas evoluem. A mim nunca ninguém me ensinou a fazer qualquer tarefa doméstica ou prestar qualquer auxílio feminino. Crescer, estudar e procurar um emprego. Num entanto mal pus o pé na estrada da vida a dois, tudo mudou. Dividi tarefas, aprendi coisas, cresci. Hoje sou uma pessoa auto-suficiente (não falo de afectos). Só está ao pé de mim quem quer a minha pessoa, não para me fazer o quer que seja.

Não tive a educação mas evolui. Agora uma coisa, não pense que sou um ?fadinho do lar?. Detesto tarefas domésticas. Ou seja, evolui mas não entranhei. Porquê? Porque não estou fadado para isto, já não é a educação mas sim os meus genes, ou lá o que é, a funcionar.

Mas o que é que isto tem a ver com o comentário e o jogo? Nada.

Bom fica o casino ou circo aberto. Se posso escolher, deixo o palhaço e prefiro ser o homem que vende os bilhetes. Não vá isto ficar mau e sempre fico a massa.

Bp63

# Novembro 1, 2007 21:58

bp63 said:

Nemesis

Eu já sei que a menina entra por aqui a dentro, diz o que tem a dizer, se for preciso senta as pessoas, e só não dá um jeitinho na sala, nem nas torneiras avariadas porque não tem tempo. Mi casa es su casa.

Cuidado, é que eu um dia posso estar nu, ou pelo menos de toalha enrolada, que é mais decente e sempre faz lembrar uma cena daquelas sitcom americanas.

Beijo

# Novembro 1, 2007 22:02

bluewater68 said:

bp63,

a ligação à net que tenho disponível neste fds prolongado pelo Centro do país, permite-me apenas dizer: adorei ou fantástico.

Abraço

# Novembro 1, 2007 22:05

bp63 said:

BW

Isto de andar pelo centro do pais com a net às costas tem que se lhe diga.

Depois não querem que eu diga que o Plano tecnológico já chegou.

Abraço e boas viagens

bp63

# Novembro 1, 2007 22:21

eeu said:

Ah, agora eeu volto para a guerra das rosas sim !!!

"Detesto tarefas domésticas. Ou seja, evolui mas não entranhei. Porquê? Porque não estou fadado para isto, já não é a educação mas sim os meus genes, ou lá o que é, a funcionar." -diz você no seu comentário ao meu.

E quantas mulheres você acha que gostam de tarefas domésticas ? E quantas você acha que são fadadas para isso ?! E quem lhe disse que isso estava entranhado nos genes femininos ?!!!

G'anda lata ! Boa desculpa para se esquivar ! Mas não cola, ora faça lá a pesquisa entre as mulheres que conhece para ver quantas sentem nasceram para as tarefas domésticas !

E as obsessivas/compulsivas não contam para a estatística !

It's just a dirty job, but somebody have to do it ! Porquê nós ?!

eeu

# Novembro 1, 2007 22:53

bp63 said:

Eeu

Por acaso eu até conheço algumas, não muitas, que gostam. Mas também posso adiantar que conheço alguns homens, aqui ainda mais raro, ok, tiro o plural.

Mas não é isso que está em questão.

Eu não disse que vocês estão fadadas. O que eu disse é que a educação não é tudo. Não basta os homens começarem a ser educados de uma maneira diferente para depois ficar tudo bem.  Pode-se educar um homem a ser macho à moda antiga mas se esbarrar numa mulher que se afirme e queira dividir com ele todas as tarefas vai ser chamado à pedra e vai aprender. O que não quer disser que a assuma interiormente. Se tiver inteligências no domínio das tarefas vai correr tudo bem, se não as tiver vai fazer porque tem que fazer, mas nunca será bom a fazê-lo. Daí os genes. Não falei de vocês.

Há muita coisa ou tarefa dita masculina para a qual não me sinto nada fadado. E também não foi por uma questão de educação. É o tal maldito gene que me impede de ter determinado tipo de inteligências, como a espacial, que faz de mim um desastre sempre que tento manipular algum objecto com mecânica. Nestas coisas acredito muito pouca na educação. Acho que é mais uma questão da cabeça, mas da parte anatómica e não da psico.

Concordo consigo que a maioria das mulheres não gosta das tarefas domésticas, apesar de ter sido educada para isso. O que vem no sentido do que eu estava a dizer. A educação não basta. Ajuda mas não é tudo. A questão é se elas pelas tais características que têm, de uma forma geral, se adaptam mais a essas desgraçadas tarefas que ninguém gosta. Não é que tragam um gene que as põe logo, mal larguem o biberão, de ventoinhas ligadas para a cozinha e tábua de passar a ferro. Não acho que ninguém, especialmente neste mundo moderno, tem apetência natural para as secas dos trabalhos rotineiros de casa, especialmente quando se trabalha fora. É só saber se há ou não as tais características diferenciadoras? Mas isso não me põe o corpinho de fora para o trabalho como já disse.

O que eu vejo, por vezes, em situações informais de não obrigação, elas com um simples gestos fazem as coisas melhor do que eu, sem pedir nada. Dobrar uma camisola simplesmente.

Se calhar há que ir mais atrás e ver quais são as apetências desenvolvidas por cada um em função das inteligências natas. Porque é que as mulheres desenvolvem mais um tipo de inteligência e o homens outra? Isto não significa que não haja excepções.

Hoje em dia praticamente não há barreiras para o acesso feminino a profissões, mas o que assistimos é que algumas continuam no domínio masculino, não porque haja qualquer segregação mas porque elas não aparecem a concorrer. Ex: Controladores de Tráfego aéreo em que a entrada é por concurso publico.

Acho que já me espalhei o suficiente. Mas note, da parte das mulheres, fiz perguntas não afirmações. Só afirmo o meu lado e não é em nome dos homens, apesar da brincadeira do post.

Claro que o livro que citei tem lá as respostas a estas questões - o homem fez-se para guerrear e caçar e a mulher para proteger a família na caverna, mais coisa menos coisa. Mesmo assim não subscrevo isso directamente, por isso as perguntas.

Apanhei a primeira rosa. Já está na boca. Pode começar o tango.

Bp63

# Novembro 1, 2007 23:37

tendergirl said:

Boa noite bp63!

Esta é a minha primeira visita ao teu blogue mas olha que fiquei fâ... Valeu a pena ter ficado curiosa com o título do post. Outra característica das mulheres, se bem as conheces (e parece-me que sim pela "rodagem" que imprimiste à lição)!

Para contrariar um bocadinho aquilo que dissesete, não vou falar muito (não é que não me apetecesse). Vou dizer simplesmente que se pudesse te daria um firmamento inteiro de estrelas fulgente mais uma lua diabolicamente prenhe por este texto que me fez rir a bom rir à frente do computador.

Está muito bem visto, sim senhor e não consigo rebater nada. Tem uma vantagem... Sabes qual é? Sendo tu tão conhecedor da psicologia feminina, concerteza saberás conviver bem com as mulheres, numa de paz, respeito e condescendência... ou não?

Outra coisa positiva... teres mostrado a psicologia masculina associada a esta questão. Para melhor "dialogarmos" nada como melhor "nos conhecermos" uns aos outros...

Um beijo grande.

Tender

PS.- Vou voltar mais vezes.:-)

# Novembro 1, 2007 23:38

eeu said:

Bem, bp63, limpaste-te bem... rsss

Ficou reforçada a sua habilidade para se safar de questões belicosas, sem dúvida.

Até estava a ver, enquanto lia, as ligações eléctricas e as faíscas que se íam produzindo entre os neurônios enquanto o seu cérebro elaborava a resposta ! rsss

It takes two to tango... e eeu não nego fogo.

eeu

# Novembro 2, 2007 0:05

bp63 said:

Obrigado tendergirl por ter vindo e pelos elogios.

Quanto ao conhecer bem as mulheres... Olhe que não, olhe que não.

Mas haverá alguém que conhecerá bem as mulheres? Duvido. Então na psicologia é que estamos conversados. O pessoalíssimo fala em mistério feminino. Eu concordo.

Eu brinquei com estereótipos de ambas as partes, o que não deixa de haver uma certa verdade no meio daquilo. Mas tanto o homem com a mulher estão muito para além disso, embora a rapaziada seja mais aberta no jogo do que as meninas e de vez em quando perdemos em casa. Mas celebramos sempre a derrota na mesma.

Mas uma coisa tens razão, dou-me bem com elas de uma forma geral. Não tenho razão de queixa, nem elas de mim (olha o convencido).

Volta então, que está perdoada Smile

Bp63

# Novembro 2, 2007 0:13

bp63 said:

eeu

Alguém já disse aqui que eu sou labiríntico. E isto ainda não é nada.

Mas não fez faísca, que eu tenho as ideias muito ordenadas (deixa-me rir!).

Aliás quem está já de camisa negra e rosa boca não pode fazer faísca senão em lugar do tango ainda sai uma marcha popular com fogo de artifício

# Novembro 2, 2007 0:18

dissidencias said:

Olá Brad Pitt,

Mas que tratado sobre as mulheres... Já houve quem tentasse fazer uma espécie de tratado sobre as mulheres, inclusive aqui na comunidade Sol... Mas nenhum chega sequer aos calcanhares deste teu Tratado. Penso mesmo que esta coisa dos hemisférios cerebrais vai ser afectado pelas alterações climáticas, provocando mesmo o degelo das zonas mais geladas e insensíveis do hemisfério masculino, pelo que se prevê um aumento brutla do nível de homossexualidade masculina nos próximos tempos. As mulheres, pelo contrário, verão os seus hemisférios ficar rijos e hirtos como uma barra de ferro, fruto da acção devastadora, provocada pelas novelas da Globo. É que os hemisférios femininos têm a sua ligação ao globo, ou é melhor dizer... à TV Globo???

um abraço de admiração pela tua  obra magnifica aqui  na comunidade Sol.

dissidencias

# Novembro 2, 2007 0:30

josefadobidos said:

Antes de mais, espero que já esteja recuperado da sua situação ?viral? e a seguir deixe-me dar-lhe um abraço virtual que serve para o felicitar pelo brilhante, e principalmente afectuoso texto que nos trouxe.

Gostava de devolver os ?mimos?, e por isso digo, que os nossos ?7 pecados mortais? em forma de perguntas, e realço ? todos eles ? pretendem 2 objectivos: 1º - dizer-lhes como são importantes para nós e saber se somos correspondidas no que sentimos. Penso que é isso e nada mais. Não adianta estrebuchar, lutar, concorrer, népia! A coisa é simples: nós também somos inseguras e queremos saber. Claro que era mais simples e menos ameaçador para todos se disséssemos simplesmente: ?sinto-me insegura, porque meti na cabeça que achas a Lurdes mais bonita do que eu? sei que provavelmente é uma parvoíce, mas ando com este medo??, isto dito olhos nos olhos, o mais que conseguíssemos, tornaria tudo mais simples, mas na prática não funciona assim?e lá andamos nós a alimentar as inseguranças e os medos uns dos outros? é a vida, o que havemos de fazer?

A realidade não cai do céu, vinda de um Deus silencioso ou verborreico, mas sim do dia a dia e das nossas vontades (como me respondeu o pessoalíssimo no post em que ele era Deus). Parece-me que a ideia do tal livro, de disciplinar academicamente o relacionamento entre sexos, é excelente e que com os ratos não vamos a lado nenhum, mais valia fazermos primeiro um estudo, cuja pergunta principal seria: - porque continuamos todos a enfiar a cabeça na areia como as avestruzes? Acho que os ratos deviam ser definitivamente deixados em paz.

O que a nemesis diz: ?Mas, como tudo na vida, é preciso saber compreender que grande parte disso foram maldades condicionadoras que nos fizeram na infância e que eles na verdade nunca crescem. Tal como nós?, é amargamente verdade, mas ?I have a dream?, e acredito que esse crescimento e o encontro se fará e não digo, para fechar esse sonho ? ?e foram felizes para sempre?, mas digo que quando quisermos, o sonho acaba, acordamos, olhamos uns para os outros e dizemos: ?bora lá!?. Não pode ser de repente, mas todos os dias um bocadinho.

Bp63, quando digo lá no meu texto, que nos podemos abraçar, a ideia não será, ficarmos com ar de múmia, tipo personagens de filme lamechas, sentados em praias à volta das fogueiras, a ouvir o Armando Gama.

Mas porque acredito, que podemos abraçar-nos realmente, ficar com a nossa verdadeira cara (mesmo que achemos que é parva, e o penteado novo que nos faz ficar inseguras, a nós e aos nossos homens) e combinarmos o que queremos ouvir de música de fundo. (não resisti à provocação, bp63, mas compreendo que a ideia é ?violenta?, também eu, quando acabei de escrever o ?post das pazes?, o publiquei e o li, pensei: ?não andarei a ler romances demais??).

Quanto ás diferenças, independentemente das suas origens, existem realmente, e é verdade que conheço tonalidades de cores, (que me costumam dizer, que não lembram ao mafarrico), como o branco magnólia ou o amarelo citrino, até ao limite do ?azul cueca? e do ?rosa lavabo?. Mas gostamos uns dos outros. Precisamos uns dos outros. Se nascemos das costas de alguém ou das costas uns dos outros, isso para mim é irrelevante, até porque sabemos todos que verdadeiramente nascemos de uma relação homem ? mulher (já sei que é obvio, perdoem-me, gosto de escrever coisas obvias).

O resto (leia-se as peúgas, as rolhas e afins) é como ?as coisinhas pretas à volta do amarelo? do ovo que cai ao chão: é para disfarçar, como as tais avestruzes enfiadas na areia, pensando elas que se não vêem os outros, os outros também não as vêem a elas. Cromas das avestruzes.

Escrevi tanto, foi um abuso, que espero que me perdoe, está bem?

beijinhos

jo

Ainda o PP (desculpe, desculpe) ? A imagem da nemesis da ?dança da rolha?, foi uma imagem muitíssimo engraçada, mas também muito bonita. A mim, enterneceu-me também essa descrição.

Ando muito mais enternecida, se calhar a falta da nicotina está a derreter-me alguma parte do cérebro, que muito provavelmente já não me fazia falta.

obrigada

# Novembro 2, 2007 1:17

josefadobidos said:

Não resisto, não resisto: "As mulheres são um mistério". Os homens também são um mistério. É recíproco. Absolutamente. Agora, é verdade que nós ás vezes temos a mania de insistir naquela frase "conheço-te de gingeira", pra meter medo... mas é mentira :-)

beijos

jo

# Novembro 2, 2007 1:35

Nemesis said:

Será a rosa da guerra ainda parente daquela rosa que é "l'important"?

ó Jo

Estou a ter alucinações ou já é para aí a terceira vez que fala das coisinhas pretas em volta do ovo que cai ao chão? É alguma daquelas on going jokes que toda a gente percebe menos a croma da nemesis? Pergunta retórica :)

Por falar na dança da garrafa, devo dizer que o homem me pediu: "queres-me passar essa garrafa?" como se a considerasse sua obrigação e eu passei, nunca me faço rogada a menos que tema pela saúde do material, e que não só dançava lindamente, o que é literal, e dançou com todas, como arrumou a louça e tivemos (entre nós, mulheres) o seguinte comentário: este homem tem o coração aberto.

lá vai mais cruzamento de blogues (sim, eu tenho andado lá mas não me tenho dito nada) - essa é mesmo uma condição sine qua non para crescermos de facto e sermos capazes de nos entendermos uns com os outros.

Pena é os corações serem como as nozes.

beijos

[YouTube:9YJaaVAQ5lE]

# Novembro 2, 2007 4:27

josefadobidos said:

ó nemesis, que música, que homem, que letra. Parece-me que também a nemesis tem o coração cheio de flores coloridas. Ainda bem. Esta canção do matogrosso é arrepiante e linda e o matogrosso é um exemplo da complexidade dos homens. (os corações como nozes, nemesis? talvez, talvez)

Acredite que ri quase até ás lágrimas, com o seu comentário do homem a dançar por causa da rolha. Quanto ao ovo: há uma adivinha que existe desde os meus tempos de menina que pergunta assim: "qual é coisa qual é ela, cai no chão, fica amarela?" Resposta, o ovo. Mais tarde, fez-se a sequela humorística da mesma: "qual é coisa, qual é ela, cai no chão fica amarela, com coisinhas pretas à volta?" (cá está), cuja resposta é: o ovo, as coisinhas pretas é só para despistar. Pronto, como parece que ando sempre a apoiar-me nas "coisinhas pretas" para dizer que somos avestruzes, já fica a saber o que lhe está por trás.

O bp63 desculpe está conversinha, mas o que é que quer? trata-nos bem e depois é isto! (nem pense que esta sua "obra à mulher" levará as mulheres daqui. Se a ideia foi essa, esqueça lá isso.

Obrigada e bom fim de semana

beijinhos

jo

# Novembro 2, 2007 8:59

Annnna said:

Eheheheh adorei

Mas acredita que algumas das questões tb são muitas vezes produzidas por boquinhas masculinas LOLOLOLOL

Um beijo enorme

Annnna

# Novembro 2, 2007 9:00

pessoalissimo said:

JO (desculpa lá, Bp63)

Tenho de meter aqui uma colherada de "especialista" em cores. Como alguns já sabem sou professor, professor de Artes Visuais, embora actualmente destacado noutras funções educativas.

E enquanto dei aulas fazia-me impressão a facilidade feminina (das minhas alunas) em trabalhar com as cores, em misturar e harmonizar os mais diversos gradientes cromáticos. Isto em comparação com aquilo que a maior parte dos rapazes fazia, que se limitavam a usar uma paleta de cores muito curta, quase só com recurso às cores básicas. Agora acho que sei porquê. Terá a ver com a tal "sensibilidade feminina" que está nos genes da maior parte das mulheres e que, independentemente da educação que tiveram as leva a fazer as coisas de uma maneira diferente da maior parte dos homens (ressalvo aqui a ideia do modelo-padrão que o dono deste blogue já referiu, haverá sempre excepções a esta regra, os gays e as lésbicas são uma delas, mas não só). Voltarei a este tema da paleta de cores mais tarde quando tiver concluido uma breve investigação sobre isso.

...

Ainda sobre os "mistérios" do homem e da mulher. Claro que há mistérios (pequenos segredos guardados na alma de cada um) mas são mistérios individuais, cada um terá os seus. Os dos homens serão mais simples e básicos devido fundamentalmente à sua falta de aptidão para os tais "gradientes" e para fazer romance, se formos a ver, nós homens somos seres muito simples, que reagimos menos com as emoções do que com... nem digo, não vale a pena. Wink

...

Uma nota para o dono deste blogue:

- Quando fechares este post faz um print disto e escreve um pequeno tratado, um livrinho do tipo "help desk" para ajudar uns tantos que andam por aí perdidos à procura do melhor entendimento com eles/elas. Ainda ganhas uns euros. Que achas?

Abração

Fernando

# Novembro 2, 2007 10:56

Nemesis said:

Jo

Os corações são mesmo como as nozes. Não há talvez, nem coração aberto que não tenha sido partido. Deus nos livre de termos encontro marcado com o destino para sermos o quebra-noz. Mas esse deve ser um outro inevitável up-grade do crescimento, não só porque temos que ser uns para os outros :), tb porque já ouvi várias vezes dizer que ninguém cresce enquanto não tiver a coragem de ser mau.

beijo

nemesis

# Novembro 2, 2007 11:31

bp63 said:

Dissi

Tratado? Isto era apenas o meu pequeno rol de perguntas atormentadas com um pequeno manual de sobrevivência para partir e usar em caso de necessidade. Essa dos hemisférios tem muito que se lhe diga, dado que ainda é uma zona quase que inexplorada, especialmente a feminina, já que a masculino, pelo que descobri nos livros, ó rapaz, aquilo é mesmo muito plano. Somos básicos qb.

Isso do degelo provocar alterações da sexualidade ou ligação à Globo, acaba por ir dar ao mesmo, pois passa tudo a ser um longo folhetim rosa, ou será folhos rosa com debruado carmim (não me perguntes que cor esta porque não faço ideia)?

Abraço

Bp63

# Novembro 2, 2007 15:56

bp63 said:

Annna

Venham daí então as questões levantadas pelos homens.

Além do - Ainda não estás pronta?

Não me ocorre mais nenhuma.

beijo

# Novembro 2, 2007 16:05

bp63 said:

Pronto agora entrei na zona dos BC, dos Blogues Cruzados, Jo - Nemesis, com mais a colherada do Pessoalissimo.

Querem saber uma coisa?

Estive eu com tanto trabalho a gastar os poucos neurónios, os poucos nas tais poucas zonas que temos, para criar todo um Tratado (a expressão não é minha, não vem com coisas) e zás, vem-me um facto pela porta lateral e rouba-me tudo. O quê?

A famosa dança da garrafa. Ninguém fala de outra coisa.

O pior é que já não é primeira vez que me sucede algo assim. Ainda no outro dia criei tudo um enredo enovelado sobre uma misteriosa vida de uma Maria e zás, borrifaram-se para aquilo tudo, quiseram lá saber o que se escondia naquele mistério, nada. Apenas falaram do cágado Salgueiro.

It?s an injustice, it?s!!! Crying

(como é bom ser Calimero)

# Novembro 2, 2007 16:16

bp63 said:

Jo

Estou com imensa dificuldade em responder-lhe. Não porque a leitura do que escreveu não tivesse sido agradável e de fácil percepção, mas pelo cruzamento de linhas que tudo isto teve.

Vou tentar não me perder.

Independentemente de todos os bocados de cérebro (que imagem tão terrível, deve ser do Halloween) que cada um tem ou não, a ligação das pessoas, e em particular a ligação homem-mulher, dá-se pelos afectos. Podem vir com os vossos medos e nós com as arrogantes seguranças, mas vai haver sempre um momento em que se põe o pé no travão e o homem lobo vira um cordeiro com olhinhos a manso a pedir uma festinha e a mulher avestruz vira uma coelhinha a pedir um colo de abraços. Não há qualquer relação, seja ela qual for, em que todas as faíscas dos hemisférios a chocar não sejam afogadas, nalgum momento, pelo afecto. Nem mesmo um engate puro e duro, acredito, que não tenha por uns breves momentos algum calor de entrega. Já o Variações dizia que ?o amor não é o tempo, nem é o tempo que o faz, vem que o amor é o momento em que em me dou e em que tu te dás?.

Assim é mesmo esse longo abraço de afecto que nos faz sempre falta. E pode ser mesmo numa praia com caras lamechas a ouvir o Armando Gama. Quantas vezes já não dei por mim a rir, e a partilhar esse sorriso com alguém, por uma música pirosa naquele momento ter sido um detalhe único e secreto entre os dois.

Concordo com a Nemesis que há muitos maldades da infância que moldaram as coisas. Mas também acho que já crescemos o suficiente e tivemos oportunidades de empacotar essas maldades e mandá-las sem remetente para o Burkina-Faso. Porque não o fizemos? Porque há uma alma de nós, física, que grita de maneira diferente.

Daí em concordar com os tais autores, é preciso de deixar de estudar os restos para se conhecer melhor o homem-mulher e a partir dai construir uma outra forma de estar para fazer face à vida moderna. Mas não pode ser por imposição do politicamente correcto. Tem que vir de dentro. Não é lá pelo facto do homem ter hormonas que o fazem sair para caçar e guerrear, que eu tenha que sair porta fora todos os dias esmurrar uns não sei quantos e voltar a casa, arrotar e pôr os pés em cima da mesa e gritar, ?então o jantar não vem?? para a doce donzela, que face às suas hormonas e constituição supostamente está mais adaptada para cuidar da casa. Afinal já evoluímos muito, carago! E a vida não é assim. Desde que o homem abandonou a caverna para criar novos caminhos, começou a abandonar as suas características mais morfológicas e adquirir as sociais. É por aí que temos que ir.

E agora uma puxão de orelhas.

Não pense que a falta de nicotina está a derreter uma parte do cérebro que lhe está a fazer falta, é precisamente o contrário, está é a desnublar uma parte dele deixando mais limpo para entrar essa ternura. A mesma que depois gera os afectos.

Beijo

Bp63

PP1: Obrigado pela dica do ?eu conheço-te de gingeira?, fico mais descansado, embora eu tenha ouvido mais outras versões ?homens, todos iguais, basta conhecer um e já está tudo visto?

PP2: Entrem sempre e fiquem à vontade, como diz o BW, só não sirvo cafés. No meu caso não é por não ter máquina, é mais porque o tal hemisfério cerebral não me permite.

# Novembro 2, 2007 17:02

bp63 said:

Nemesis

O Vídeo do Ney foi para te limpares da dança da garrafa que já está mais conhecido do que o meu ex-estado febril na blogoesfera?

Adoro esta canção e tive a feliz oportunidade de o ver cantar, penso que num espectáculo semelhante dada aquela toca na cabeça não me ser estranha.

Os quebra-nozes, acho que os piores, se calhar, são aqueles que nem sabem que o são, os involuntários.

Essa do ninguém crescer enquanto não tiver a coragem ser mau, pensava que era só a nível profissional, mas pelos vistos também pode ser a nível pessoal. E se calhar quem o disse tem razão.

beijo

# Novembro 2, 2007 17:15

bp63 said:

Pessoalíssimo

Ainda bem que sedimentaste a tal teoria das cores, não viesse o pessoal a pensar que inventei só para me limpar da minha cretinice perante elas.

Imprimir isto? Este post pode não recordista de comentários, mas de caracteres é.

Mas fazer um apanhado das ideias dos comentários em contraponto ao que está disto no post original é capaz de ser uma boa. Mas as minhas férias forças estão a acabar e o meu tempo vai começar a ser uma miragem.

Abraço

Bp63

# Novembro 2, 2007 17:20

portocego said:

Olá bp63!

Mais um bom poste que desta feita tem a virtualidade de confirmarmos que os meninos lêem todos pela mesma cartilha...só que se esqueceu de multiplicar as perguntas por sete, pelo menos....também se esqueceu de confessar que quem suscita as perguntas são os homens, porque...?? porque não se antecipam...

Um pequeno exemplo:

1ª - Sim, querida! Ias dizer alguma coisa?

2ª - Ah!! Cada vez está mais nova!!hum..hum..

Etc...

Agora, se Deus fosse mulher acabava com o silêncio...

Olhe que não era má ideia! É que assim, podia ser que se fizesse ouvir mais facilmente...

Parabéns por mais uma excelente "criação", afinal com coisas tão simples como as pertinentes e "originais" questões que os homens dizem que as mulheres colocam...Será???

Um abraço e um bom fim de semana,

Daniela

# Novembro 2, 2007 17:34

crisruas said:

Olha, isto está o máximo! Mas esqueceste-te daquela que é fatal: achas que estou mais gorda? Ou não notas que estou mais magra? ehehehehehehehehehehe!

Beijos (adorei este post)

Cristina

# Novembro 2, 2007 17:52

ifabiao said:

Ennaaaa!!Temos aqui um licenciado em psicologia feminina aplicada!

Não escapou~um único pormenor.Já pensaste em dar aulas a particulares? Se o fizeres inscrevo o meu marido!

:-)

Bjs

# Novembro 2, 2007 18:39

bp63 said:

Daniela

Finalmente alguém a confessar aquela máxima que já ouvi várias vezes, "vocês são todos iguais...".

É certo que as coisas se resolviam com uma antecipação, mas como vamos nós conseguir isso se as mulheres estão sempre mais à frente, quando falássemos já era fora de tempo, tal é o nosso despiste.

Não sei se as perguntas são tão simples quanto isso. Para nós geram respostas muito complexas.

Abraço e bom fim-de-semana

Bp63

# Novembro 2, 2007 18:44

Luana said:

Ora muito bem, li o post e fui rindo, rindo, que até tenho dores no peito!

Com a minha provecta idade, já tinha percebido algumas coisas e já tinha lido alguma literatura básica sobre esses temas. Na fase em que as mulheres querem um engate, lêem tudo àcerca dos homens. No momento da vida em que me encontro é diferente. Já não faço nenhuma das sete perguntas. Agora só faço afirmações. Por exemplo:

- Vou andar a pé e não sei a que horas volto.

- Por favor, passa-me a barra grande de chocolate.

- Olha, quando saíres passa no supermercado e traz-me mais amendoins.

- Ainda não me apetece dormir. Dormi a sesta.

-Não me apetece. Fico aqui a ler o meu livrinho e a ver a telenovela. Vai tu se te apetece e diverte-te muito.

Amigo: isto são só dois ou três exemplos. Não penses que é melhor entrar nesta fase. Os homens quando t~em uma mulher destas em casa, ficam logo a ver as cores todas e a saber distinguir as tais nuances do branco.

beijinhos

Luana

# Novembro 2, 2007 18:50

bp63 said:

Crisruas

É imperdoável ter-me esquecido dessa pergunta. Que falha.

Já a ouvi centenas de vezes e é das tais que me deixam petrificado, porque normalmente vem de alguém em que não se nota a redução de um grama, ou então o contrário, vemos a acumulação de mais uns kilitos.

Mas essa é daquelas que eu tiro de letra, porque normalmente é antecedida de uma conversa sobre peso e aí vou logo de caras: Tenho notado, estás mais magra não estás?

O problema é quando me espeto, pois é uma mulher conscienciosa com a balança e sabe que tem uns bons quilos a mais. Aí a minha miopia salva-me, mesmo que não tenha óculos - Sabes eu não vejo muito bem.

Mas vou registá-la para um próximo volume. Foi uma falha muito grande ao deixar essa essa pergunta de fora.

Beijo

# Novembro 2, 2007 18:55

bp63 said:

ifabião

Realmente a ideia de uma escolinha não era má.

Temo é que as classes começassem na dissecação psicossocial das tais perguntas e acabassem numa discussão da? qualidade gráfica das fotos das entrevistadas na Maxmen? e se calhar num bar já a altas horas.

Bjs

# Novembro 2, 2007 19:05

bp63 said:

Luana só te digo uma coisa.

Arrumaste comigo com aquela frase:  ? Os homens quando têm uma mulher destas em casa, ficam logo a ver as cores todas e a saber distinguir as tais nuances do branco.?

5 estrelas

(Engasguei-me ao rir, por estar a rilhar uma maçã)

beijo

# Novembro 2, 2007 19:08

bp63 said:

PONTO DA SITUAÇÃO:

Uma brincadeira simples já vai em mais de 50 comentários e em 270 visitas (para os outros pode ser pouco, mas para mim não é). Tudo isto num post meu que ainda não tem 48 horas.

Uma coisa é certa, sendo isto um post com um carga aparentemente machista e tentando virar do avesso alguns dos universos femininos, foram ELAS que entraram por aqui, se divertiram e disseram de sua justiça.

Os homens, salvo raras excepções, cortaram-se.

Como sempre foram elas que deram o corpo ao manifesto e se puseram na linha da frente. Dá que pensar. Um dos tais córtex também há-de revelar que elas têm mais sentido de humor.

Com tudo o que já se escreveu o Post inicial é apenas um tronco desnudado se ficasse sem os comentários.

Até já me deu uma ideia para uma peça de teatro. Uma aula para homens, com um pseudo e convencido psicólogo de alma feminina a apresentar uns powerpoints a uma plateia de pais de família ou seus pretendentes. Enquanto ele muito convencido vai explicando as perguntas e as situações os alunos vão colocando as suas próprias ideias e apreciações.

Mas, twist, a aula afinal é um filme que um grupo de mulheres está a ver sobre os homens e o que é que eles supostamente pensam delas. Elas comentam e arruínam completamente as ideias deles. O Final? Seria uma surpresa.

Era giro? Mas eu não tenho tempo.

Levanto-me, meto a mão no peito e num tom de voz colocada à Teatro nacional, anos 50, digo: EU NÃO TENHO TEMPO, EU NÃO TENHO TEMPO

# Novembro 2, 2007 19:25

antoniogamito said:

olá.

li, gostei e fiquei esclarecido.

só não conto ainda as milhentas perguntas que a minha querida mulher me faz.

vou fazê-lo mais tarde.

bom fim de semana.

antonio gamito

# Novembro 2, 2007 19:27

bp63 said:

Ó António

eu  a falar da ausência masculina e aparecer um elemento para marcar um ponto. Será que ainda vamos a tempo de conseguir um empate, no mínimo.

Aguardo as perguntas.

bom fim-de-semana

bp3

# Novembro 2, 2007 19:30

leonoretta said:

ola

o teu post é deveras polémico mas nada mais do que isso. não é o fim do mundo. o fim do mundo seria tu dizeres que se todos os chineses combinassem dar um salto nós em portugal teriamos um maremoto e ai eu hoje ja nao iria ao cinema.

olha... nunca fiz, nem nunca hei-se fazer esste tipo de perguntas que muito enunciaste e muito bem comentaste. ironia e humor, sinal de inteligencia que eu aprecio. mas sabes porque nao faço essas perguntas? porque a maior parte das respostas masculinas ainda sao mais idiotas que as perguntas femininas

beijinhos.

# Novembro 3, 2007 9:36

bp63 said:

Olá leonoretta

Sabes, eu acho que é polémico mas é uma coisa muito soft, senão teria levando pancada de meia-noite. Assim, só levei uns tabefes ligeiros, quase que festinhas.

Também espero que não haja maremoto porque uma sessão de cinema também me espera. Preciso de uma Invasão de ar novo e de horizontes para além destas paredes reais e virtuais.

Sobre a idiotice das respostas masculinas não posso falar pelos outros. Sei que as minhas às vezes não trazem lá grande sabedoria, ai não trazem não.

Ainda bem que gostaste do meu comentário lá na tua casa. Era o que eu pensava.

Beijos

# Novembro 3, 2007 12:16

desabafosdaminda said:

Bp

Olha amigo, as perguntas nunca são inocentes, nem as das crianças?

As dos homens ? unh!

As das mulheres nem se fala?

E esta? Ela está de acordo comigo? Uma ela de acordo comigo?

Unh, aí tem?.

*

E estava eu toda feliz a ler ??para bem da humanidade, para nos conhecermos melhor e para nos darmos todos melhor, abraçados, fogueiras na praia e cantar belas canções?? quando cheguei ao Armando Gama (armando gama? Bêpêzinho, poupa-me, que coisa tão má, tão pouco romântica, estragaste-me logo o cenário todo...!)

*

E passado o parêntesis, vamos lá?

Nós somos de facto, tenho que aceitar como certo para ser objectiva, muito, muito complicadas!

E que me perdoem as minhas companheiras de mapa genético, somos sado-masoquistas!

1.

Se nós já sabemos que os homens são pouco observadores ?

Porque raio insistimos nas perguntas da praxe tipo ?não notas nada em mim??, fazendo o pobre suar as estopinhas para descobrir qual a diferença, ficar de boca seca e mãos molhadas, porque já sabe o que lhe espera: na melhor das hipóteses umas lágrimas rosto abaixo, na pior das hipóteses ameaças mais ou menos veladas de que vamos chamar a mãe?

Porque raio nós não chegamos ao pé deles e dizemos ? olha amor, mudei a cor do cabelo de ?. para ?.. custou-me x, mais y para as cócegas que me fizeram no couro cabeludo para ficar relaxadinha para ti? gostas?? ?

Haverá algum homem no seu perfeito estado de saúde mental que não diga: ?ah, sim já tinha notado, estás linda! como sempre aliás?

2.

Toda a gente sabe (vem no tal livro de que aqui falas) que os homens têm um cérebro monotarefa, isto é, se estão a ver a bola, ou a descalçar os sapatos não conseguem pensar em mais nada.

Pois meninas, isto não é defeito é feitio. Nada a fazer. Se os queremos na nossa vida temos que condescender com estes pequenos senãos do seu mapa genético.

Nós somos de facto, e grosso modo, muito mais tagarelas: tagarelamos porque sim e porque não, falamos de tudo e todos com a maior desenvoltura.

Confesso, que ás vezes até a mim mesma me canso e dou por mim a dizer (de novo a falar) cala-te minda, ufa!!

Mas porque raio nós insistimos em que eles nos oiçam?

Pois se eles não têm como, falta-lhes aquela ligação entre os hemisférios cerebrais que nós temos?

Temos que assumir que na diferença é que está a graça e que por isso devemos começar por dizer:

? queridinho, podes dar-me um minuto da tua atenção? Senta aqui? enquanto me ouves eu dou-te uns miminhos??

Haverá algum homem no seu perfeito estado de saúde mental que não diga: ?ah, claro minha querida!

3.

Essa da idade? Meninas? poupem-se? há perguntas que não se fazem se não se querem ouvir respostas que não se querem?

E tenho dito.

4.

Esta é aquela pergunta que só se faz quando se quer por uma passadeira debaixo dos pés de alguém e, depois de ele ufano ter lá posto o primeiro pé e se prepara para pôr o segundo? eh,eh,eh leva um puxão e zás? cai de quatro?

E pobres, caem sempre?

E como dizes ? Qualquer que seja a resposta a coisa nunca corre bem? porque era esse mesmo o objectivo (maldadezinas femininas, estás a ver?)

Por mais que vocês se esforcem?

5.

As escolhas? As cores? Amigo aqui estou 200% contigo?

Em vez do um-do-li-tá porque não ofereces este livrinho a todas as mulheres que conheces?

vocês não são nada práticos!

6.

Esta do ?eu não te disse?? é universal amiguinho?

Nesta ficamos empatados? Talvez mude o tom de voz (o timbre muda de certeza).

Mas porque raio vocês homens têm tantos problemas em fazer uma perguntinha básica como : é por aqui para??

Costumo dizer aos homens com quem lido: têm medo que vos desapareça alguma peça se perguntarem o caminho?

Mas reconheço: somos muito mais trengas na orientação e somos muito avessas, de um modo geral acrescente-se à adesão as novas tecnologias?

7. Gostaste?

Meninas? esta é como a outra.

Parem de fazer perguntas estúpidas e desnecessárias!!!!

Até vos fica mal? Então não são capazes de ver dentro do olhinho dele?

Que raio de insegurança é esta? Claro que gostou!

E sim, estou a falar dos assuntos de lençóis? não dos teus post mas daqueles com que se embrulham e se afagam os corpos?

Porque em todas as outras situações manda o bom senso e boa educação que se diga sempre que se gosta?

(como sou bastante transparente, e fica-me tudo estampado na cara, tenho um truque neste particular: quando me oferecem algo, rasgo um sincero sorriso de agradecimento, dou uns bons beijos ou abraços, conforme as circunstâncias, mas... antes de abrir o embrulho! Assim, não corro riscos? podes copiar que não me importo!)

*

As mulheres de um modo geral são estupidamente inseguras: não sei explicar porquê, afinal sou mulher, mas achamos sempre que vocês homens gostam mais do tipo da vizinha do que do nosso?

Ora se fossemos capazes de pensar friamente iríamos perceber que olhar não tira pedaço! Afinal nós também olhamos?

Mas conselho aos homens: aprendam a olhar sem dar nas vistas?  

*

Beijinho, beijinho

minda

# Novembro 3, 2007 23:16

bp63 said:

Minda

Se o meu post é um "Tratado" (como alguém disse) sobre a sobrevivência masculina, então o teu será um Regulamento de Aplicação para os Estados-Membros Femininos.

Podiam ser vendidos em conjunto, um em folhas azuis e o outro em lindas folhas cor-de-rosa, embrulhados os 2 em 2 fitas com grandes laçarotes de ambas as cores.

Voltarei para re-comentar com mais detalhe.

beijo

# Novembro 4, 2007 9:59

bp63 said:

Minda

Pois bem para mim foi um autêntico curso acelerado.

Fiquei a saber umas coisas.

Mas olha que não foste a 1ª a concordar, se vires neste rol de desabafos que estão por aí acima há muito quem concorde.

Quanto ao Armando Gama a ideia inicial era escrever o José Cid com Na Cabana junto à praia, mas achei que o Armandinho ainda ficava melhor (pior) para dar assim uma ideia de postal ilustrado, daqueles tão bem filmados nos folhetins da nossa TV.

Quanto às soluções, além de me ter rido imenso gostei das sugestões dadas ponto por ponto. Claro que se a pergunta já vier embrulhada numa resposta e com um miminho pelo meio não há homem que resista, já só queremos um colinho para ronronar (não confundir com roncar, que é o que muitos fazem)

A da passadeira está de morte. Eu bem que suspeitava que ali tinha coisa. E nós a cair que nem uns patinhos. Acho que nunca dei uma resposta que agradasse. Agora percebo porquê.

Sobre o livro não tenho encaixe financeiro para o oferecer a quem gostaria que o lesse. Mas uma coisa é certa, os digníssimos autores já têm uma boa parcela de lucros em direitos de autor à minha custa, pois ao que eu falei dele levou a que muita gente comprasse. Tenho inclusive um colega que lhe mudou a vida (palavras dele), pois já não tinha paciência para tanta discussão lá em casa por coisas de nada e com a leitura em conjunto do casal, além de se terem fartado rir com as figuras que faziam , corrigirem algumas coisas ou pelo menos já não as levam tanto sério.

Bom, isso foi na altura, agora não sei como é. Conhecendo eu como conheço não lhe devem faltar momentos para ele exagerar todas as ?deficiências? que o livro nos atribui.

Essa da prenda já apontei. Vou fazer sempre a festa antes de abrir. Porque é que não me tinha lembrado disso antes? Vão os beijinhos e os abraços todos antes. Depois abro. Mesmo que não goste já está tudo satisfeito com tamanha simpatia. E nem tenho que fingir pois fico sempre contente com o acto de receber, logo estou a demonstrar a verdade.

Mas olha que os homens também têm alguma insegurança. Com uma agravante, temos que demonstrar o contrário.

E isso do olhar sem dar nas vistas é quase como me pedir um macaquinho que não dê saltos por amendoim. Não conseguimos.

O livro diz que é por causa da nossa visão em profundidade e não em lateralidade.

Mas vou tentar. Como? Vou dizer primeiro, olha ali um avião a deitar fumo. Enquanto ela o procura vou então espreitando. O problema é que com a tal visão lateral que elas têm tenho que dizer que o avião está por detrás, o que, cheira-me, não vai resultar.

Beijinhos e obrigado pela lição.

Bp63

# Novembro 4, 2007 19:20

MarAzul2007 said:

Caro amigo BP63,

Isto é simplesmente um dos melhores posts que alguém alguma vez escreveu aqui no SOL sobre as mulheres. Nota 20.

E olhe siga o conselho da Ifabião, abra uma escola, tem aqui uma oportunidade de negócio.

E já agora lanço um desafio a elas todas? E quais são as sete perguntas dos homens?

Um abraço azul

P.S.Estou certo que este post é um dos maiores sucessos editoriais dos últimos tempos.

# Novembro 4, 2007 20:21

bp63 said:

Obrigado Mar Azul

É apenas uma brincadeira com uma pequena reflexão sobre as nossas diferenças e as suas causas morfológicas.

Gostei do desafio. Venham as perguntas delas. Será que têm coragem? Elas nem precisam de as desenvolver. Basta dizer quais são. Eu faço-lhes o filme.

Abraço

# Novembro 4, 2007 23:06

Annnna said:

Bom dia bom dia,

Passei para desejar uma excelente semana.

Um beijo enorme

Annnna

# Novembro 5, 2007 8:48

desabafosdaminda said:

Bêpêe

Nota prévia: essa do livro a meias agradou-me. Agora toda a gente escreve livros, porque não nós, einh? E essa ideia dos lacinhos, é uma boa técnica de márquetingue!

*

Nós as mulheres somos assim: gostamos muito de ser compreensivas, concordantes e cordatas?.  O pior será na hora dos vamos ver? (sim, reparei que várias estavam de acordo contigo; como não estar? O que escreveste são caricaturas das nossas maneiras de estar na vida e é pela leitura das caricaturas que nós vamos evoluindo:)

*

No que se refere ao livro que também li e recomendei (também quero a minha percentagem dos lucros?) ajudou-me sinceramente a perceber muita coisa dentro da minha cabeça e dentro da cabeça alheia. Ajudou-me principalmente a perceber a cabeça dos meus filhos.

*

Se os homens são inseguros? Claro que são, isso eu sei muito bem: só tenho filhos, casei duas vezes, ?

São inseguros, tanto como nós, mas como dizes com a agravante de terem que se mostrar fortes e não poderem chorar? o que alivia tanto!

A ver se nós conseguimos fazer dos nossos filhos homens e mulheres mais seguros e mais felizes.

Sinceramente às vezes suspeito que não: aquilo que foi errado na nossa educação familiar, que nos truncou muita da nossa criatividade e espontaneidade, está a sociedade e o desemprego a fazer a esta geração?.

Não falemos em tristezas?

Beijocas

minda

# Novembro 5, 2007 17:29

desabafosdaminda said:

mar azul

(desculpa bepezinho, mas esta tem de ter resposta)

ufa!!! seria uma cansêra escolher de entre milhares as 7 mais!!!

eheh

bjs

minda

# Novembro 5, 2007 17:31

bp63 said:

Pois bem Annnnnnnna

Uma boa semannnnnnnnnnnna também para a menina.

beijo

bp63

# Novembro 5, 2007 23:39

bp63 said:

Minda

Moral da história a insegurança das mulheres resulta numa avestruz, correm, fazem alarido e na hora H enfiam a cabeça na areia, a dos homens resulta numa tartaruga, construir uma carapaça bem forte e quando aflito encolher a cabeça.

Pelo que li, afinal parece que a gerações falham sempre, ou por uma culpa, ou por outra. Se calhar por isso é que são gerações, falham e crescem para perpetuar a esperança na próxima.

Só uma nota sobre a conversa cruzada, isso de serem milhentas é desculpa por não conseguir apresentar uma lista sintética e exemplificativa Smile

beijo

# Novembro 5, 2007 23:45

Annnna said:

Ler estes comentários todos parece que estamos a precorrer a A1 eheheh São Ennnnnnormesssssssssssssss lolololol

# Novembro 6, 2007 12:01

desabafosdaminda said:

dizes tu:  

"Só uma nota sobre a conversa cruzada, isso de serem milhentas é desculpa por não conseguir apresentar uma lista sintética e exemplificativa"

digo eu:

eheheh, fui topada!

beijocas

# Novembro 6, 2007 15:58

bp63 said:

Afinal parece que também consigo por uma passadeira debaixos de lindos pezinhos ainda não assentes.

beijo

# Novembro 6, 2007 18:19

bp63 said:

Annna

Mas cuidado com as curvas. Tendo em conta a tudo o que foi dito podem ser muito perigosas.

beijo

# Novembro 6, 2007 18:20

gomes2000 said:

O post está fantástico.

E sim, lembrei-me logo da reacção do meu marido quando lhe faço uma das tais questões!

E ri-me.

Beijos,

Gomes

# Novembro 13, 2007 15:14

Lucat said:

Puxa BP, estou há 2h a ler só os comentários... ufff...

Afinal os 7 pecados não são os religiosos :)) e eu aflita a pensar que o da gula ía ser a matar!

Aqui vai a resposta ao seu post que A-D-O-R-E-I e subscrevo (apesar de pertencer à ala feminina):

"As 7 perguntas que fazem o homem parecer um menino perdido da Terra do Nunca"... ou... "Porque raio há sempre um Peter Pan na nossa vida quando achamos mais piada ao Capitão Gancho"?:

1 - Viste as minhas chaves?

2 - Liga-me aí do teu telemóvel que não sei onde pus o meu!

3 - Sabes se aquela camisa das riscas está lavada?

4 - O que é o jantar?

5 - Podes ir dizer aos teus filhos (que também são dele...) para falarem mais baixo?

6 - Mais um par de sapatos para quê?

7 - Estás com essa cara porquê? Foi alguma coisa que eu disse?

Um abraço.

Vou-me divertindo, à grande, por aqui. O BP tem um humor dos diabos!

Lu

# Dezembro 21, 2008 20:06

bp63 said:

Lu

Sabe que por vezes são os comentários que fazem um post, e neste aqui eles ganharam uma vida própria e foram os verdadeiros protagonista.

Quanto às suas perguntas, na mouche!

Penso que há uma que é caracteristica dos homens quando abrem a porta do frigorifico:

- Onde está a manteiga?

E, depois de ele já ter visto e revisto e nada, ela vem, e sem olhar, mete a mão e diz:

- Está aqui, parece que és cego.

Abraço

# Dezembro 21, 2008 20:50

Galadriel said:

Que  engraçado! Não  havia  pensado  nisso.

Prestarei  mais  atenção  nessas  coisa,para  que  meu  marido  não   venha  a dedicar-me  uma  listinha  dessas....rs...

Ri  muito.....é  por  aí,nem  sempre  nos  damos  conta  de nossas  esquisitices!

Parabéns!

# Fevereiro 20, 2009 2:22
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