- Não, não gostei. Foi péssimo. O que aconteceria se um dia nós déssemos essa resposta? Patins e ala que se faz tarde. Então porque teimam em fazer uma pergunta, quando já sabem a resposta? Para os mais maldosos não pensem que estou apenas a falar num assunto de lençóis, não dos meus posts mas daqueles em que os corpos se envolvem num longo abraço, etc e tal. Também se aplica aí, é certo, mas não nos faltam ocasiões em que a pergunta também aparece. Quando? - Quando nos oferecem a grava ou camisola que elas acharam giríssimas e que era a nossa cara. O problema é que nós fizemos uma plástica entre aquilo que elas pensam que é a nossa cara e a que efectivamente temos. - Quando nos preparam um prato com todo o carinho - uma receita nova que vi na televisão - e depois aquilo sai para o torto, para não dizer para o azedo. - Quando nos levam a passear a um local especial, que fica mesmo a caminho duma boa rua de compras. Aqui voltamos a ter um problema grave. Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega. Vamos às combinações: . - Não gostar e mentir – Não dá certo, as mulheres nascem com um aparelho especial para detectar algumas mentiras dos homens e esta é uma delas. Ainda não vem nos manuais de anatomia, porque é um dos grandes mistérios da humanidade, mas qualquer cientista afirma que sim, eles não sabem é qual. Deve ser uma vesícula-radar ou qualquer coisa do género. Se se mentir numa situação destas elas vão logo dizer - eu já sabia, eu já sabia que estavas a fazer o frete. Pronto, acabou, daqui já não levas mais. . - Não gostar e dizer a verdade – Morte do artista. Se for numa situação de cama há estalo e depois choro pela certa. Se for numa outra, uns gestos bruscos em tirar a prenda das mãos ou o prato da mesa, umas portas a bater com força e uma penúria total de boa disposição, ao nível de uma prisão perpétua, está garantida. Mas aqui entre nós, que elas não nos ouvem… ok, eu sei que elas ouvem e bem, é outro dos radares morfológicos femininos. Não sei por compram aparelhos para fazer escutas telefónicas, qualquer mulher a pouco mais de 50m capta tudo, não só do que alguém disse, mas do que um batalhão inteiro falou, inclusive é outra coisa que vem nos livros e no tal cortex, elas podem prestar atenção a milhentas coisas ao mesmo tempo… mas dizia eu, que comer e não gostar, ou dizer que não se gosta, não é sinceridade é má educação. Portanto esta hipótese está fora de questão, antes a mentira e a ironia delas por saberem que estamos a mentir. . Gostar e dizer a verdade – Quando se gosta é mesmo a melhor e a única situação. Mas atenção nada de exageros, porque se floreiam muito a coisa volta a dar para o torto, fazem uma birrinha a dizerem que as estamos a gozar, que não as levamos a sério, etc. Claro que uma birrinha na cama tem sempre um final feliz, com o desculpa meu xuxuzinho, o menino fez dódoi, vou dar beijinho, etc e tal e tal. . Gostar e mentir – Bom, esta ou vem de algum cavalheiro com poucos princípios, que tem prazer em torrar a paciência aos outros, neste caso às outras, ou então como um último recurso para um outro fim. Qual? Imagine que o tal prato foi uma receita da mãe dela e que o cavalheiro não pode com a velha, perdão, a senhora, então é melhor deitar a baixo a iguaria não venha ainda a dita lá para casa fazê-la. Sim, porque a seguir a dizer que se gostava muito, vinha logo o - mas mãe ainda faz melhor, qualquer dia convida-a para te fazer esse petisco. . Bom, estão a ver a cena, é uma mentira, não piedosa, bem pelo contrário, mas por uma boa causa, a nossa paz de espirito. |