SOL

Imagens caídas

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Porque não fazer o contrário? Com as palavras construir e falar de imagens.

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Talentos Anónimos Reunidos (TAR) ? Ou o dia em que The Blog Killed The Newspaper Star

“Tinha uma vida sexual ainda mais pobre do que o pessoal que anda a escrever nos blogues…”, mais palavra menos palavra li isto num semanário de referência, no último Verão. Aparentemente trata-se apenas de uma caricatura feita pelo jornalista, tão legítima como eu escrever uma coisa aqui do tipo “andava mais alcoólico do que um jornalista no Bairro Alto após o fecho da edição”. Enfim, baboseiras que se escrevem, enquanto se brincam com alguns estereótipos que se vão criando.

jornalista

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Se numa primeira fase pensei, ok, bola fora, ou então, que o pobre do jornalista devia andar recalcado com algum bloguer seu vizinho que não o deixa dormir com os gemidos provenientes do seu andar, depois comecei a ver que a coisa era mais complexa. Porquê?

Estando de férias sou um leitor compulsivo de tudo o que é imprensa e, mesmo quando não consigo dar a vazão aos kilos de papel que adquiro, vou dando uma leitura em diagonal pelos diversos tipos de publicações, assim tipo analista importante. Nessa minha peregrinação pelos media comecei a reparar que havia alfinetadas sobre os blogues, quando não mesmo alguma desconsideração, a torto e a direito.

Mas que raio? Que têm os pobre homens e mulheres que escrevem nos jornais contra os pobres homens e mulheres que escrevem nos blogues?

“Os jornais, especialmente os diários, estão condenados. Uma das razões são os blogues…” – citando de memoria uma ideia que a Clara Ferreira Alves, em tempos, no programa Eixo do Mal da SIC Notícias, deixou passar.

Começou-se a fazer luz. Como podem os jornalistas dizer bem daqueles que vão vestir o capucho negro para abrir o cadafalso que os levará à extinção.

Eles que estudaram, se especializaram e que têm a sua vida profissional dependente da avaliação diária do seu trabalho, têm pela frente um conjunto de amadores que, sem formação directa e sem precisar disto para viver, emergem todos os dias criando informação que começa a ser consumida com maior fervor do que aquela que é originária dos ditos especialistas.

blog

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Senhoras e Senhoras depois dos NBC, (Novos Broncos Cultos ) está aberta a guerra dos SCT (Senhores do Conhecimento Técnico) contra os TAR (Talentos Anónimos Reunidos). – Tragam já um aparelho de reanimação para o Pessoalíssimo!

Há muito, muito tempo, eram os talentos umas crianças, que brincavam escondidos num jardim, bem debaixo da terra do esquecimento. Queriam emergir, queriam ver a luz do dia do reconhecimento, os aplausos da primavera, só que a força das plantas do Senhores do Conhecimento Técnico já instaladas, não só o ignoravam como construíam uma autêntica fortaleza sombria que empurrava ainda mais a semente do Talento Anónimo Reunido lá para baixo.

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Um dia, uma luz electrónica veio instalar-se no jardim. E sem que as plantas do Conhecimento se apercebessem, as sementes começaram a romper e fazer as suas primeiras aparições no jardim. E tudo este vento luminoso levou!

Milhares e milhares de TAR germinaram e vieram transformar o jardim, outrora circunspecto e elitista, num festival de cores.

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blogs   

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Vieram poetas, jornalistas, escritores, gourmets, críticos, analistas, pintores, toda a trupe apareceu para colorir. Como que por geração espontânea, sem terem criado o mínimo de raízes, todos quiseram colorir o seu espaço no jardim. Não importava se a cor estava bem feita, se tinha sentido, era importante fazê-la e que fosse vista. Como era bom ser um TAR.

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Numa primeira fase os SCT acharam piada, debruçaram inclusive o seu douto conhecimento sobre os talentos espalhados agora no jardim. Muitos deles utilizaram a mesma forma de semente para também brilharem nestas novas cores

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Mas aos poucos os SCT começaram a ficar sem espaço e as suas raízes, apesar de verdadeiras e trabalhadas, acabaram por começar a desfazer-se. Antes que fosse tarde era necessário salvar o seu jardim. Para isso só havia uma solução, a guerra com o mesmo tipo de cores.

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Quem sairá vencedor?

Historinha à parte, o que é certo que é que os blogues vieram roubar um espaço que antes era de uma certa elite, elite essa que foi quem estudou e quem trabalhou para ter esse caminho.

Apesar de boa parte dos blogues se limitar a atirar para o ar pinceladas de um quase vazio, o seu espaço passou a ser uma referência e não deixa de se impor cada vez mais perante um universo ansioso por novas formas de comunicação.

Hoje qualquer, carpinteiro ou engenheiro agrónomo, senta-se ao computador e por um instantes pode ser uma verdadeira star num ramo artístico qualquer. Mais do que o acto de actuar, tem um palco para ser visto. Inclusive até os aplausos consegue ouvir, através dos comentários e do nº de visitas.

Mas começa-se a ir mais longe. O espaço para o debate começa a fugir dos meios tradicionais e a centrar-se no mundo da blogosfera.

Digamos que despertamos o professor Marcelo que há em cada um de nós.

A própria investigação começar a ter os blogues como pontos de partida. Aceitando a máxima de onde há fumo há fogo, alguns dos assuntos que marcaram a actualidade derivaram do muito que foi falado no espaço da blogoesfera.

jornais

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Se o jornais irão acabar dentro em breve, e eu penso que vão, não será por certo por culpa dos blogues, mas sim porque as novas formas de comunicação são mais rápidas do que a feitura de uma publicação tradicional. As notícias evoluem a uma rapidez alucinante para esperarem 24 horas para serem lidas.

É certo que o cinema não matou o teatro e que o vídeo não matou a rádio, mas também é certo que os colocaram num pedestal muito mais baixo do que aquele que tiveram em tempos.

Será que a Internet também o vai conseguir com os jornais? Especialistas dizem que sim. Eu apenas escrevo para ver.

Com este post trago aqui o capitulo 2 dos universos pessoais da internet, iniciado com os NBC. Falta-me agora a última parte, as máscaras.

Irei deixar cai alguma?

Para terminar, e em resposta ao senhor que escreveu a frase inicial deste post, deixo aqui uma homenagem à Revista portuguesa, dizendo, em tom jocoso, de calças à risca, mãos nos bolsos e barriga espetada:

- Ó meu, isso de ser bem pobre só se for lá na tua rua, que anda assim bem paradinha, pois na minha há mais movimento do que na 2ª circular em hora de ponta. 

Claro que esta imagem nunca chegará aos calcanhares de uma versão feminina, de mão na anca e caravela na cabeça. Enfim, cenários que a Revista tece!

Posted: sexta-feira, 16 de Novembro de 2007 22:58 por bp63
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Comentários

bluewater68 said:

bp63, tenho uns links catitas a este respeito. Vou procurá-los e amanhã volto aqui para a devida abordagem a este assunto.

Olha, achas que eu feche aquela m****? :))

# Novembro 16, 2007 23:33

bp63 said:

Não deixa estar. Mesmo no meio da m**** pode nascer uma flor... bom, não é bem assim mas a ideia é mais ou menos essa.

É sempre bom ver as moscas a voar :)

# Novembro 16, 2007 23:38

KURIOSO said:

Olá BP,

Não sei se os blogs vão acabar com os jornais, mas que são bem mais interessantes e VIVOS, lá isso são.

Além disso, a interactividade e ausência de distância tornam este meio imbatível.

O anonimato também ajuda a quebrar as inibições.

Como diria o outro: primeiro estranha-se, depois entranha-se...

Abraço,

Kurioso

PS. Mas entendo que a verdadeira comunicação entre seres humanos deve ser feita "cara a cara".

# Novembro 17, 2007 0:08

bp63 said:

Kurioso

Realmente entranha-se. No fundo transforma-nos a nós, anónimos no mundo, também em peças de xadrez da comunicação.

Sobre o cara a cara, vai ser um pouco a temática do post que encerra a trilogia sobre a net. Será que aqui damos mesmo a verdadeira cara?

Abraço

bp63

# Novembro 17, 2007 0:17

Nemesis said:

voltarei :)

beijo

nemesis

# Novembro 17, 2007 0:18

OlindaGil said:

Olá amigo Bp63

Muitas vezes as críticas vêm daqueles que mais deviam aproveitar a blogosfera para mostrarem aquilo que valem. Se são tão bons no papel também o deveriam ser virtualmente, até porque aqui têm milhares e milhares de possíveis leitores, infelizmente não são os mais lidos nem os que escrevem melhor...

E isso dói.

Beijinhos

# Novembro 17, 2007 11:56

MartaAlexandraDuarte said:

É absolutamente incrível cada vez mais assistir a reacções políticas ou jetsetianas como "E agora o que é que os blogues vão dizer disto?" ... Power to the people. But use it wisely. ;o)

Bom fim de semana!

# Novembro 17, 2007 12:03

eeu said:

Bp63

A questão que colocaste lembrou-me as vozes indignadas dos actores com formação e tradição quando os manequins começaram a ganhar espaço na Televisão.

De repente deixaram de ser os grandes e especialíssimos protagonistas e viram-se ultrapassados por talentos naturais sem formação que ainda por cima eram muito mais bonitos !

Compreende-se a frustração...

Hoje percebe-se que ser actor requer acima de tudo um talento natural e até já há directores que preferem trabalhar com actores sem formação porque entendem que estes não têm os vícios (e limitações) que uma (má) formação implica.

Quando entrei aqui e descobri algumas pessoas -principalmente os mais jovens- que escrevem maravilhosamente bem, pensei que isto seria também uma espécie de Academia das Estrelas para revelação de novos talentos. São uma minoria, sim, mas vêem-se enfim revelados, quando antes as possibilidades de isso acontecer seriam muito mas muito limitadas.

Quando fiz Belas Artes percebia-se da parte de alguns professores uma resistência em passar a informação realmente útil por temerem ser ultrapassados pela frescura do nosso talento.

Quanto à vida sexual, enfio a carapuça porque neste momento estou em standby e não posso avaliar como me comportarei quando estiver activa... rsss

Mas parece-me que quando amamos e estamos satisfeitos, sorrimos e celebramos a satisfação de todos. Por isso não me parece que a vida sexual de quem faz esse tipo de piada seja melhor do que a de quem aqui anda...

eeu

# Novembro 17, 2007 12:57

Fotoimagem2 said:

Os jornais permanecerão até o povo se cansar de os ler sem poder opinar.

Boas leituras.

# Novembro 17, 2007 13:02

bp63 said:

Nemesis

O Voltarei parece estar a tornar-se um clássico.

Será que anda aqui uma reminiscência dos Anjos?

beijo

# Novembro 17, 2007 13:05

bp63 said:

Olinda

Eu concordo com o que escreve, mas o problema é que enquanto nós podemos vir para aqui construir ideias e depois irmos no outro dia trabalhar nas nossas coisas, onde somos remunerados, eles não. Vivem daquilo que expõem e se o vão expor num outro suporte, free, como vão ser remunerados?

Há sempre um principio económico por detrás de tudo, por muito que nos doa.

Ainda que nem sempre comente, gosto muito ler o seu talento lá na sua casa.

Beijo

Bp63

# Novembro 17, 2007 13:14

bp63 said:

Marta Alexandre

Há mesmo um power to the people, nem sempre utilizado da melhor maneira. Muitos pensam, porque têm palco, que podem dizer o que lhe vai na cabeça sem consequências de maior. Daí essa tal reacção das pessoas. Há um certo medo do outro power com as consequências do que se passa por aqui na blogoesfera. De tanto se falar uma coisa começa a ser verdadeira, ainda que mentira. Esse é o perigo.

Bom fim-de-semana.

Bp63

# Novembro 17, 2007 13:18

bp63 said:

Eeu.

Foste buscar realmente uma situação interessante. A dos actores. Eu sei que é doloroso, para quem estuda e investiu numa carreira ver chegar alguém que nada fez e só porque tem uma boa cara vai em frente. Estamos habituados a estar sempre escudados nos cordões Académicos. Lá fora isso não é bem assim. Muitas das grandes actrizes actuais começaram por modelos ou outras profissões extra-acting.

Ora esqueceram-se que a primeira característica de um actor é a sua parte plástica, ou seja o seu corpo. A fotógenia, a telegenia e por aí fora são determinantes. Porque o que ele vai fazer é um boneco. Nessa medida modelos e a gente bonita trazem já esse adianto. Claro que os que não tem talento vão desaparecer, mas um actor que consiga aprender umas coisas e tenha um palminho de cara vai ter a porta aberta.

A velha questão de não revelar e de ter medo dos mais novos lembra-me sempre aquele magnifico filme All about Eve. Está lá tudo.

Já para não falar da questão mais antiga, a do feiticeiro que tudo guardava e só passava ao seu delfim, apenas a um, que sabia que ia perpetuar também o seu nome.

Penso que em Portugal há um outro problema que é a falta de espaço, somos um mercado muito pequeno. A este propósito o director do Sol, o José António Saraiva, escreveu um excelente artigo na revista TABU há algum tempo, inimigos à portuguesa. Deve estar em post. Afina está:

http://sol.sapo.pt/blogs/jas/archive/2007/01/27/Inimigos-_E000_-portuguesa.aspx

Quanto ao sexo, apesar de todas as brincadeiras, só levamos a sério a sexualidade dos outros quando a nossa não anda lá muito bem. Quando se anda nas nuvens quem é que se importa com as voltas que cada um dá no seu próprio colchão? Embora a frivolidade seja uma coisa que se entranha em todos nós, por muito que se lute.

Mas corroborando a tua ideia, uma amiga costuma dizer:

- Quando vejo alguém muito preocupado com o que cada um anda a fazer na cama, vejo logo que essa pessoa, por estar tão azeda, deve andar mesmo com muita falta de cama.

bp63

# Novembro 17, 2007 13:45

bp63 said:

Fotoimagem

Não sei se as pessoas, de uma forma geral, querem comentar. Sei é que elas cada vez mais querem conteúdos mais rápidos e mais curtos. Daí o sucesso dos jornais grátis que são meramente uns jornais de "gordas", não há lá nada para além dos títulos

bp63

# Novembro 17, 2007 13:49

bluewater68 said:

bp63,

começo pelos links.

"Os jornalistas e os blogues" (Paulo Querido,  Expresso) - http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/69357 (imperdível)

"Blogar ou não blogar, eis a questão" (Filipe Caetano, PortugalDiario) - http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=793756

No SOL

"Blogues" (Elda) - http://sol.sapo.pt/blogs/elda/archive/2006/12/18/Blogues.aspx

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Havia também neste SOL um texto interessante sobre este assunto, mas após muito pesquisar não o encontrei.

Há pouco falavas da questão comercial. Num futuro próximo é provável que a era digital esteja perfeitamente enquadrada e disponível para todos. Assim, quer a partir de casa, quer a partir da rua, com telélés 3G, teremos acesso aos jornais em formato digital, mediante um pagamento feito de forma banalizada, sem cartões de crédito ou inscrições complicadas. Esse acto irá ser tão banal como agora é entrar num quiosque para comprar um conjunto de folhas com notícias.

Ainda sobre os jornalistas e os blogues, é curioso que há uns anos atrás, o momento de fama do cidadão comum sucedia quando era publicado o resumo da sua carta enviada para a Redacção. Era o único momento em que o Zé Povinho ganhava voz. Hoje, com os blogues, essas Cartas dos Leitores caiem em segundo plano e perdem o interesse ou o a importância que tinham.

Hoje, todos escrevem num blogue e todos podem tecer as suas críticas sem haver sequer um número máximo de palavras (era o teu fim e o meu :))

E este todos leva-me a outra questão. Quando os blogues surgiram, era poucos a escrever. Assim, haveriam muitos a ler. Hoje, todos escrevem, todos querem ter o seu espaço próprio. Porém, não é possível escrever e continuar a ler em quantidade. Ou seja, a tendência natural é que os blogues percam leitores em quantidade. Haverá sim uma filtragem muito importante por aqueles que lêem blogues. Como o tempo é um bem cada vez mais importante e escasso, apenas irão ler os que realmente têm sumo, evitando a navegação de forma errática e anulando as visitas em muitos outros blogues.

Em tempos, eu pensei escrever sobre este assunto e ainda alinhavei vários parágrafos.

Assim, desculpa se este for a Mãe de todos os comentários, mas transcrevo um parágrafo que se enquadra no teu texto. Os links irei colocá-los no fim, já que isto vem do WORD.

Abraço

******************************

Sobre a questão dos bloggers serem uma ameaça aos próprios jornalistas

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Considerando a tal terceira camada da cebola que o PRD refere, é um facto que os blogues do cidadão anónimo apenas expressam opiniões ou são uma compilação de notícias, construída a partir dos meios jornalísticos.

Mas nada impede que o cidadão comum investigue um assunto por sua conta e risco. Ao publicar esses dados no seu blogue estará a juntar uma notícia e uma opinião, constituindo uma concorrência ao meio jornalístico. Neste momento, cada um é livre de publicar artigos ou mesmo notícias, através de um simples clique.

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Mas vejam este caso. Em 03/04/2007, meiadeleite publica o texto ?Jean-Pierre Bemba em Lisboa: uma perna partida ou algo mais? (Mais aqui), onde afirma «?muito estranhei as notícias vindas a lume na BBC e em outros meios de comunicação internacional?». Apesar de se ter baseado em meios de comunicação internacionais para executar esse texto, também haviam fontes nacionais sobre o mesmo assunto em Diário Digital, Sic Online e Jornal Digital.

No Sábado seguinte, no Expresso, o artigo de Miguel Sousa Tavares abordava este ?caso? Bemba. Na página 39 do mesmo semanário, vinha também um artigo sobre o Bemba.

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Longe de mim querer afirmar que o texto da meiadeleite se sobrepôs a estes artigos do Expresso ou que possa ter sido um caso de concorrência a estes jornalistas. No entanto, eu pedia a todos que lessem o texto de meiadeleite e que dessem a sua opinião. Para mim, o texto está excelente em termos de informação.

Então, o que seria se o blogue de meiadeleite tivesse milhares de visitas? Poderiam os seus artigos efectuar concorrência directa a artigos publicados por profissionais do jornalismo?

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Um outro caso. Em quantos blogues são feitas críticas de cinema? Críticas feitas pelo cidadão comum, que não recebe qualquer pagamento. A maioria das críticas de cinema que eu leio nos jornais, é absolutamente intragável. Parece que esses críticos são pagos pelas palavras que escrevem e por isso, enchem colunas onde falam de tudo e mais alguma coisa e muito pouco sobre o filme em questão. Se um cidadão comum for ver um filme, escrever uma crítica e publicá-la com um simples clique no seu blogue, caso esse blogue tenha muitas visitas, não fará concorrência directa aos críticos que são pagos para escrever nos jornais?

Um exemplo de alguém anónimo que na minha opinião faz óptimas críticas de cinema (só não tem é muitas visitas), aqui.

http://sol.sapo.pt/blogs/meiadeleite/archive/2007/04/03/Jean_2D00_Pierre-Bemba-em-Lisboa_3A00_-uma-perna-partida-ou-algo-mais.aspx

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=269227

http://jornaldigital.com/noticias.php?noticia=14028

http://sol.sapo.pt/blogs/bp63/archive/2007/03/11/Anatomia-de-um-filme-_2D00_-Labirinto-_E900_-dos-tais_2C00_-Fascimo-nunca-mais_2100_.aspx (este link só podia ser para o teu blogue Smile)

# Novembro 17, 2007 14:27

bp63 said:

BW

Não sei se vou conseguir comentar tudo de uma vez.

Já li o que estava nos links (o do PRD já tinha lido).

Comecemos por uma questão muito simples.

Onde estamos sentados? Na comunidade SOL, que está ela própria dentro de um projecto jornalístico ligado à venda de um semanário: SOL. Caricato não é?

Afinal é um jornal que nos alberga e que nos dá vida, o que parece contrariar o cenário que pintei no post. Penso que foi uma atitude inteligente por parte deles. Se não os podes vencer, junta-te a eles e, se possível, mete-os no teu quintal que assim sempre os podes ver melhor.

Não sei o que tiveram em mente quando perspectivaram esta comunidade de blogue dentro de um projecto jornalístico, mas alguma coisa viram que tinham a ganhar. Assim, numa primeira fase parece que todos temos a ganhar. Mas até quando?

O facto dos jornais poderem passar para outros suportes não mudam as coisas, pois a Internet habituou o pessoal não só à partilha de informação como também ao aceso grátis. Mesmo que um jornal passa a vir por telemóvel, vai ser um minoria porque o restante vai ver o que essa minoria fez com essa informação, ou seja disponibilizou-a.

É o que se passa hoje com a música. Até se pode baixar uma música a pagar, mas a partir do momento que o teu amigo tem, basta tu fazeres copy e paste e voltas a ter a mesma música sem ele perder.

O mundo da digitalização trouxe uma revolução cujo impacto ainda não medimos, só brincamos. O copiar e obter um novo original é algo que não nos passava pela cabeça há meia dúzia de anos. A partir daqui está comprometido o ciclo económico das coisas.

O caos chegou à musica, começa a estar nos filmes mas vai alargar-se. Os jornais e os medias vão ser as próximos vitimas. A TV generalista vai ir por água abaixo em meia dúzia de tempos (embora a de bom gosto já tenha ido).

Uma história caricata. Eu sabia que há uns tempos tinha saído uma notícia qualquer numa revista ou num jornal e precisava de esclarecer uma coisa. Pesquisei e não encontrei nada nas páginas electrónicas das publicações. Acabei por encontrar essa referência num blogue. Começamos a deslocar as nossas fontes de informação.

O problema dos blogues é que geram muita pouca informação, na maior parte das vezes reproduzem. Quando reproduzem bem ou citam a fonte tudo bem. Quando reproduzem mal ou ficam eles como fonte de um trabalho alheio começa a complicação. Nada existe se não aparecer na TV. Talvez hoje seja, nada existe se não tiver na NET, mesmo que de uma forma errada.

O que dizes da proliferação de blogues e das leituras dos mesmos, com uma diminuição á medida que aumenta a oferta, é verdade. Faz parte das regras de qualquer mercado, mesmo que não económico. Isto aqui é também um mercado. Mas é por caso deste detalhe de não haver tempo para ler tudo e começarmos a segregar, que o perigo para o jornais e afins aparece. Se andamos mais por aqui, e isto implica muito tempo para leitura, logo ficamos com menos tempo para ler outros suportes. Qual vamos escolher? O mais barato e de borla, a net. O problema é que não há almoços de borla e o conhecimento vai ficar mais pobre.

Quantos conteúdos verdadeiramente válidos encontramos?

Penso voltar para continuar a comentar.

Abraço.

# Novembro 17, 2007 15:32

portocego said:

"Onde estamos sentados? Na comunidade SOL, que está ela própria dentro de um projecto jornalístico ligado à venda de um semanário: SOL. Caricato não é?"

É!! Desculpe usar esta  deixa..

Mais uma vez o BP63, constrói aqui um poste com toda a oportunidade que merece uma boa reflexão. Eu penso que a blogosfera não será uma ameaça real para a imprensa clássica, porque desde logo os utilizadores da Internet ainda são uma minoria e os mais velhos continuam a comprar o jornal, principalmente determinadas referências. Os mais novos que são os que têm mais acesso à Internet , também foram sempre, salvo uma elite muito restrita, quem menos comprava e compra jornais. No meu espaço familiar a informática entrou há algum tempo, no entanto, continua a assinar-se revistas e a comprar-se jornais, principalmente semanários e um ou outro diário por razões profissionais.

O problema novo é o aumento da oferta de jornais, até já gratuitos?eles podem dar muitos postos de trabalho mas a sua saída e a publicidade que veiculam não dá para cobrir vencimentos, muito menos compatíveis com os níveis técnicos dos seus profissionais.  Penso que, mais uma vez, independentemente deste ?boom? dos blogues, não houve  neste sector da formação em Comunicação Socil ,  planeamento no ensino e respectivas saídas, muito menos a médio e a longo prazos.

Bom, a blogosfera tem interesses diversos mas, nesta comunidade objectivamente. falando, a concorrência é com os colunistas clássicos e famosos que agora têm em todos ?nós? um concorrente sério? he,he,he?Mas, falando mais sério, é verdade que há por aqui uns tantos que são verdadeiros concorrentes como os melhores colunistas que encontramos nalguns outros espaços online ou em papel. Eu própria tenho username nalguns deles e desde que entrei aqui , porque tenho o meu próprio espaço não sou tão assídua nos outros, é que aqui há blogues muito bons e multitemáticos, ?dentro de casa?. É cómodo não é? De repente até parece que formamos a ?classe  blogersol? ou dos "TAR" e que, como tal a defendemos.

Desta vez, abusei..

Um abraço

Daniela

# Novembro 17, 2007 21:49

bp63 said:

BW

Realmente o acesso é que determina tudo.

Depois do acesso à informação por todos e não de uma elite (tema do meu primeiro post), temos agora o acesso à exposição (era o objectivo deste). Antigamente só uma elite mostrava o seu trabalho intelectual, hoje qualquer um pode ser aquilo que entender e fazer a sua mostra.. Não preciso que alguma entidade superior lhe dispense meia dúzia de linhas.

É a tal velha carta dos leitores. Meia dúzia de linha numa página que só os próprios liam. Agora é palco do mundo. Qualquer um pinta-se como quer e mostra-se. Muitas vezes o mostrar-se é um acto solitário, quase que só a ele próprio. Vejo os meus primeiros posts e estão tão lá tão sozinhos, sem ninguém os ter visto (quase). Mesmo assim eles existem.

Esta invasão de anónimos num mundo que era só de alguns, lembra-me a chegada das televisões privadas em que de repente deixámos de ver sempre as mesmas figuras a comentar tudo e todos e começamos a ver o povo a falar dele mesmo. Não foram falar de grandes coisas, é certo, foram mais falar da vizinha que queria perdão ou do amor que queriam reencontrar. O certo é que eles vieram. Quando olhamos para isso não gostamos e não gostámos do país. O problema é que nos tinham vendido uma ideia de país errado, um pais de gente inteligente e de bom gosto. Afinal não éramos assim.

Os reality shows mostraram mais do país que somos do que os programas do António Barreto (sem desprimor para os ditos), que acaba apenas por ser uma visão estudiosa deste lugar.

Mas sobre este paralelismo não queria avançar muito dado que se cruza um pouco com o post com vou encerrar esta problemática das gentes cibernéticas, e talvez outros fins de ciclo.

Será que agora os Blogues vão ser também um retrato do que somos, ou pelo menos da comunidade virtual?

Engraçado teres trazido o post da critica ao filme Labirinto de Fauno. Na altura andava a ensaiar uma nova forma de olhar os filmes. Acho que não tive muito sucesso. Mas ainda hoje quando acabo de ver um filme, se gostei, tento varrer mentalmente alguns desses indicadores.

# Novembro 17, 2007 23:02

bp63 said:

Gosto da Daniela ?abusadora?

Falou de 2 questões bem interessantes. Quem tem acesso à net e os jornais gratuitos.

O acesso à net é ainda feito por gente muito jovem. Eu não sou e ando por aqui.

Quando comecei a navegar tinha 30 anos. Mas altura também se pensava que eram só putos. Verifiquei que não, que havia gente adulta. Agora que tenho 40 e tal ainda há a mesma ideia, mas o pessoal da minha geração anda tudo já por estas ondas.

Bom, nem todo. Mas os que não andam também não lêem jornais, quanto muito a Bola. Porque o problema está aí, é que o mercado de quem lê jornais é o mesmo que têm apetência por estas coisas. É uma classe média não muito alargada que procura informação e vai procurar novos suportes. Ficam de fora muito poucos que só lêem jornais e não ligam à net, essa sim uma geração mais velha.

No outro dia alguém dizia que os jornais gratuitos tinham a mais-valia de terem posto as pessoas a lerem jornais. Fraca ideia. Puseram as pessoas a passar os olhos por alguma coisa que se aproxima de informação. O pior é que numa primeira fase roubam leitores ao jornais de excelência mas numa segunda fase não criam a apetência pela leitura, pois se não lhes for dado não voltam a comprar os de antigamente. Para mim são autênticos eucaliptos que também vão contribuir para o fecho dos jornais clássicos.

Abraço e abuse.

Bp63

# Novembro 17, 2007 23:16

PSCGF said:

Oi Bp63

Comecei um blog num acesso de raiva .

Assim poderia expressar na escrita anonima as minhas poucas frustações e dúvidas .

Sobre a capa do anonimato poderia escrever , escrever , sem me comprometer.

Rápidamente descobri que não era assim...

A raiva não move montanhas , não acrescenta nada a não ser frustação .

Apaguei os primeiros posts.Penso que me serviram de terapia .

Um diário poderia ser encontrado, o blog só se eu assim deseja-se.

Não sou escritora .A minha formação exige que leia e continue a ler ,tal como a escrever.

Os blogues para mim são um meio de conhecer e absorver opiniões e ideias diversificadas e livres de qualquer direcção editorial .

Tenho uma vida ocupadissima , com muito pouco tempo . O meu dia é gerido ao segundo .Mas existem durante as 24 horas tempo destinado a passar por aqui e tempo destinado á leitura , dita de papel. Não existe um dia que não compre 2 jornais , não existe um dia que não leia, nem que seja uma página do livro de cabeceira.

Não existe um dia que não leia um artigo num manual profissional em papel e depois no dia seguinte o consulte online.

Vivo com um computador portatil e um telemovel. Mas não prescindo do papel.

É como as fotografias que guardo no pc da máquina fotográfica digital ,que não tenho tempo de imprimir e apreciar ,contráriamente aquelas que uma amiga minha fotografa me oferece . Não são fotografias digitais , esperei mais tempo para as observar, mas eu adoro-as.

Existe lugar e espaço para todos . Na diversidade está a qualidade.

Um blog é um blog .

Um jornal é um jornal.

O problema é que se um jornalista sem qualidade lê um bom blog  , vem á superficie um mal muito português : a inveja ....

Quem é realmente bom naquilo que faz , seja em que sector fôr ,não tem tempo para essas considerações , muito menos para arranjar estereotipos para os bloguers.

Se esse senhor imagina-se o quanto errado está !

Até seria divertido ver a sua cara de espanto...

Até breve

PSCGF

# Novembro 18, 2007 1:15

portocego said:

Mas o Bp63 ainda é um jovem...

Sabe eu comecei a teclar no computador estava nos 40 e tal e foi bichinho que entrou até hoje que já lá vão mais uns 20. E sabe que mais, contribui logo para o desemprego porque quando me deram um computador  dispensei logo o trabalho da dactilografia.

Foi aí também que comecei a escrevinhar, outras coisas que não só ofícios e informações técnicas.

Foi uma revolução...em que as pessoas da minha geração tiveram dificuldade em alinhar.Depois foi a internet. Bom desenvolver projectos sem ter só que consultar calhamaços técnicos, antes, pesquisar na Internet...e por aí...Hoje os blogues...com esta dinâmica de interagir sem rostos mas com a alma da comunicação escrita em tempo recorde...que bom ainda assistir e poder usufruir desta oportunidade.Nem tudo é mau.Há que saber aproveitar.

Volto a confirmar o que disse,  sentar no sofá ou na esplanada à beira mar a ler o jornal, tem um sabor especial, mesmo podendo já hoje levar-se o computador para a mesa...

Os jornais gratuitos...O meu cara metade fecha os vidros do carro...eu é que lhe digo: aceita lá! é o ganha pão dos distribuidores!Depois, tenho o trabalho de os arrumar no local certo...e pouco mais.

Finalmente, produtos de qualidade seja em que área for, tem sempre clientela. Pode é estar mais distribuída, devido à concorrência mas isso são apenas as leis do mercado.

São horas de descansar.

Um bom domingo.Eu vou estar de serviço..

# Novembro 18, 2007 1:38

bp63 said:

PSGF

Eu também acho que um jornal é um jornal e um blog é um blog.

O problema é o tempo. Como ele não é elástico vamos tomando opções e escolhendo o que é mais imediato. Dai poder haver a tal eliminação, para já parcial.

Vejamos o caso da rádio. Ela não acabou mas hoje praticamente só ouvimos rádio no carro. Mesmo em casa quando não podemos estar atento à imagem ligamos a televisão e vamos acompanhando o som.

Penso que com os jornais vai acontecer o mesmo, numa esplanada, numa praia vamos gostar de folhear o jornal, mas se calhar em casa vamos deixar de o fazer.

Eu também ainda compro jornais. Mas eu não sou um caso típico, como se calhar a PSC? também não é, e o problema é que as empresas precisam de mercados típicos, grandes e não linhas marginais porque não há rentabilidade.

Voltei a dar uma vista de olhos sobre o seu blogue. Já lá tinha ido e deixado uma farpa sobre a infidelidade mas a PSC não se picou.

Gostei de li pelos seus post?s. Mais uma mulher para eu ir espreitar. Será que isto é uma conspiração feminina? Será que elas se uniram para nos tramar, arranjando blogues interessantes para ler? Nunca na vida tinha lido tanta prosa feminina.

Continue. Vai ter que ter mais visibilidade. Vou fazendo uma campanha.

Abraço

Bp63

# Novembro 18, 2007 10:49

bp63 said:

Portocego

Ai, eu sou um jovem! Vou printar e fazer uma moldura para sempre que estiver com a neura olhar para a frase.

No comentário que fiz acima acabei por responder um pouco também ao seu. Ou seja, os jornais vão existir mas vão ficando um fenómeno marginal para situações especiais do nosso dia-a-dia. A questão está até que ponto as empresas aguentarão esse tipo de mercado marginal?

Evoluir para novos suportes será o caminho, mas aí deixamos de ter o jornal tradicional.

Tudo isto foi uma revolução muito rápida, se olharmos a nossa vida há 20 anos vimos que ela era tão primitiva. Como podíamos viver assim, sem computadores pessoais, sem net e sem telemóveis?

O que estará ainda para vir?

Comungo da ideia do seu marido sobre os jornais gratuitos apesar de por vezes também os ler. Aquilo para mim são folhetos tipo supermercado, que por acaso trazem algumas dicas de notícias. Mas há que nos adaptarmos aos novos tempos.

Abraço e bom trabalho.

# Novembro 18, 2007 11:02

pessoalissimo said:

BP

Meu bom amigo! Temos então aqui a segunda parte de uma trilogia, qual Guerra das Estrelas! O teu universo fílmico continua a deixar o perfume pelos teus textos. Ainda bem!

Sobre os blogues, os bloguers, os jornais e os jornalistas muito se pode dizer e escrever, há mesmo quem ande já por aí a fazer investigação fundamental, tu serás um deles? Wink

Depois de ler este post e alguns comentários não posso deixar de concordar que são universos diferentes, os blogues e os jornais, o que os une é apenas a escrita e o desejo de comunicação. Mas a informação será sempre dos jornais, sobretudo e, cada vez mais, dos jornais e tv online, seja nos computadores seja nos futuros telemóveis ou smartfones como agora se designam os telelés inteligentes.

Os jornalistas do futuro (e os actuais) terão de se adaptar a essas novas realidades comunicacionais que apelam cada vez mais à interactividade, mesmo os jornais online já lá tem um espaço nas notícias para os comentários dos seus leitores (vide SOL e PUBLICO online, entre outros).

E chegados aqui tenho de referir os blogues, porque aderi à blogosfera.

Na verdade nunca tinha pensado muito nisso, a minha adesão aconteceu um pouco por arrastamento, só agora começo a assimilar as consequências, eu não tinha qualquer ambição de vir a ter o que tenho hoje, uma legião (pequena, é certo, mas fiel) de visitantes e de comentadores dos meus textos.

E assim, tenho de reconhecer que existem dois tipos de bloguers, os que escrevem e ponto final e os que escrevem, como tu e eu, a pensar na interactividade com os seus visitantes, na inter-comunicação entre os bloguers. E isso é algo de fundamentalmente diferente, que separa claramente os jornais e jornalistas dos que escrevem na blogosfera, como nós.

Por isso, continuo a ler os jornais de referência e a vir aqui comunicar as minhas ideias e reflexões com os que me visitam, vejo isto como uma grande tertúlia, onde as amizades (virtuais) se forjam a partir das palavras que são ditas e dos debates que são travados, adoro um bom debate. Há o reverso da medalha, os conflitos intestinos, as confusões resultantes das palavras mal escritas ou mal compreendidas, dos ataques pessoais ou de grupo, mas eu, e felizmente muitos de nós, estamos nas antípodas disso.

Venha então a Guerra entre os SCT e os (S)TAR  (Simples Talentos Anónimos Reunidos), eu acho que ficará na história da blogosfera como uma simples guerra de siglas, as Siglas do BP63 (afinal não precisei de aparelho de reanimação :)).

Se calhar fui confuso, como o sou sempre que escrevo de manhã, talvez volte para acrescentar alguma lenha?

Abraço

Fernando

# Novembro 18, 2007 12:10

pessoalissimo said:

Voltei (num intervalo) para deixar aqui um extracto do poema "As portas que Abril abriu", de ARY DOS SANTOS, lembrei-me dele quando li este post, não sei porquê.

.

(...)

E então operários mineiros

pescadores e ganhões

marçanos e carpinteiros

empregados dos balcões

mulheres a dias pedreiros

reformados sem pensões

dactilógrafos carteiros

e outras muitas profissões

souberam que o seu dinheiro

era presa dos patrões.

A seu lado também estavam

jornalistas que escreviam

actores que se desdobravam

cientistas que aprendiam

poetas que estrebuchavam

cantores que não se vendiam

mas enquanto estes lutavam

é certo que não sentiam

a fome com que apertavam

os cintos dos que os ouviam.

.

Porém cantar é ternura

escrever constrói liberdade

e não há coisa mais pura

do que dizer a verdade.

. (...)

# Novembro 18, 2007 12:24

bp63 said:

Fernando

2 notas que abrangem todo o teu comentário.

A GUERRA

Trata-se apenas de uma provocação minha. Não há guerra nenhuma. Resultou de uma constatação que há uma certa animosidade sempre que os jornalistas falam dos blogues anónimos, uma certa depreciação. Como quem diz, NÓS e os gajinhos. Até porque muito do que se escreve nem sequer anda na esfera do jornalismo, mas sim num outro tipo de escrita. Mas que eles por vezes falam por cima da burra, falam. Daí tentar arranjar uma explicação provocatória.

OS NOVOS MODELOS

Os blogues são um novo modelo de comunicação. Se parte de escrita criativa (poesia, ficção, critica, etc) conseguem igualar em termos de objectivo aos pares não anónimos e profissionais, independentemente da qualidade, na parte da escrita jornalística ainda não é bem assim, porque normalmente os blogues comentam ou aportam algumas ideias, mas não criam factos (a não ser os boatos). Assim a noticia ainda é criada pelos jornalistas. Os blogues acabam por expandi-la apenas. Já há excepções com blogues a criarem eles o facto, ou pelo menos a não deixar cair no esquecimento algo que não foi aprofundado pelos media, mas ainda não é generalidade.

Assim porquê esta ?guerra?? Não tenho respostas. A única coisa que eu avanço é apenas uma questão de tempo e de espaço. Havendo mais espaço para os anónimos, o tempo que dedicamos à informação profissional começa a ser menor. Logo vamos pelo caminho mais fácil que é o acesso free e digital das coisas.

Mesmo que haja uma evolução para o digital do mundo profissional ele terá que ter uma contrapartida financeira. O problema é que as pessoas não estão disponíveis para pagar isso. Gostava de saber qual o sucesso dos jornais electrónicos a pagar.

Ainda que se pague, basta um pagar que depois dá aos outros. O tal velho principio da partilha da net. E por aí fora.

Não quero acabar com os jornalistas. São muito importantes. Apenas tenho algumas dúvidas e acho que o modelo clássico vai acabar. Vão ser necessários novos caminhos.

Todos somos importantes, como diz o Ary.

Abraço

# Novembro 18, 2007 13:56

bp63 said:

Ainda mais 1 notas ao Fernando

Escrever num blogue. Porque escrevemos?

Também me pergunto isso. Não sei porque vim. Apeteceu-me abrir uma janela. Mais do que deixar sair o meu olhar queria que houvesse também o olhar dos outros. Escrever só para mim, já fiz durante muito tempo. No fundo pusemos a gaveta interactiva.

Essa dos (S)TAR foi de mestre. 1-0 ganha o pessoalíssimo.

# Novembro 18, 2007 14:30

Nemesis said:

É terrível quando se comenta já com tanto comentário e tudo dito... Ou talvez não. É um descanso para o teclado :)

Acho que ninguém falou ainda da importância fundamental que tem a net activar exponencialmente aquilo que toda a cultura escrita já tinha começado:

A nossa capacidade de reflectirmos sobre nós mesmos como colectivo e não como indivíduos isolados e em interacção, ou seja, dialeticamente. Aquela bolsa de pensamento colectivo expresso, legível  e em acelerada evolução de que falava Teilhard de Chardin - a noosfera. Não estou a afirmar que concordo com este autor como modelo de referência para mim, estou só a referir-me ao conceito de noosfera.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teilhard_de_Chardin

Não que toda a gente tenha acesso e não que haja acesso a toda a informação ou que a parte que um acede tenha alguma coisa a ver com a parte da informação a que outro acede.

Mas isso é assim também para a realidade e para a nossa fruição de nós próprios.

Pronto, anunciei uma coisa muito importante e se calhar ninguém acha, mas senti-me bem a participar com um comentário neste post que, de tudo o que escreveste, e sabes como gosto de ler-te,   foi dos meus favoritos até agora.

Beijo

nemesis

# Novembro 18, 2007 15:52

bp63 said:

Nemi

Sempre tão profunda e eu sempre tão limitado em conseguir acompanhar.

?A nossa capacidade de reflectirmos sobre nós mesmos como colectivo e não como indivíduos isolados e em interacção, ou seja, dialecticamente?

Penso que mais uma vez foi ao centro da mouche para descrever o que está para além destes blogues.

Por vezes cheguei achar que isto eram Chats com algum conteúdo. Escaldado que estava do chats não via com muito bons olhos isto de publicar e comentar. Depois percebi como estava errado. Precisamente pela tal interactividade de ideias que podem resultar de uma ideia principal, que é o post. Acho que foi o Blue que disse que os comentários são mais valiosos do que o próprio post.

Com esta nova forma de discussão, vejo assim a deslocação das tertúlias, e daqueles pólos de agregação de pensamento, que se estavam a esbater, por cada um ficar nas suas cavernas domésticas com a TV ligada, para este universo de debate, mais universal, mais democrático, criando assim os tais pólos de pensamento, ou bolsas colectivas, chamados de noosfera, que muito bem trouxeste para o debate.

Alguém disse que o homem sai da caverna para descobrir o mundo e que agora, milhares de anos depois, voltou à caverna para o continuar a descobrir. Se a Net é de novo a nossa caverna, então além do mundo que descobrimos (descobri agora mesmo, por ti, o Teilhard de Chardin) está também aquilo que podemos crescer em termos de pensamento.

Fica-me a dúvida sobre a verdade do pensamento. Não que se esteja a dizer mentiras, mas pelo facto da imagem que se cria através dos pensamentos poder não ser aquela que o espelho da caverna devolve. Mas já estou a entrar no universo do meu último post, perdão, próximo post.

Beijo

Bp63

# Novembro 18, 2007 17:59

PSCGF said:

Obrigado Bp63.

Vou tentar não desistir . Não se tratará propriamente de desistência , mas de falta de tempo .

Mas tal como disse, eu sirvo-me do blog como expressão de algumas das fustrações com que me deparo.

Agora estou a aprender a interagir e trocar ideias .Estou a adorar ... Vamos ver é se eu consigo arranjar tempo .

Mas quando gosto de algo arranjo sempre tempo e aí inclui-se toda a leitura e agora para minha supresa , tambem esta nova leitura.

Vou dar uma volta com calma por aqui ...

PSCGF

# Novembro 18, 2007 18:47

bp63 said:

PSCGF (este nickname mata-me a escrever)

Ai o tempo, esse grande carrasco.

Vamos sempre arranjando algum, mas aí vem o tal problema, para dedicar tempo a novos projectos vamos retirar tempo a outras coisas, normalmente àquelas que terão menos novidade, ou então ao nosso descanso, que é o que me acontece a mim.

Mas quem muito dorme pouco aprende... apesar de eu amar dormir.

bp63

# Novembro 18, 2007 19:11

eeu said:

Bp

O Edumar publicou um post muito interessante acerca de blogues, é outra perspectiva.

http://sol.sapo.pt/blogs/edumar/archive/2007/11/18/Bloguistas-premiados-em-Berlim.aspx?CommentPosted=true#commentmessage

eeu

# Novembro 18, 2007 20:25

pessoalissimo said:

BP

Volto aqui porque depois de ler o teu contra-comentário, ou lá como se chama a isto de o dono do blogue andar a comentar os comentários aos seus posts (isto já faz lembrar os famigerados chats, só que com uma escrita mais elaborada, o tempo de assimilação é muito maior), a ?guerra? de que falas entre jornalistas e bloguers não faz mesmo sentido nenhum.

Eu digo que não faz sentido, mas é para mim, para esses e outros jornalistas que escrevem essas coisas, fará sentido. O que quero dizer é que os blogues e outras formas de interactividade não podiam deixar de um dia começar a acontecer, por um motivo muito simples: a democratização do acesso à educação, à cultura e à tecnologia levou muita gente, incluindo os NBCs, a libertar esse natural desejo de comunicar globalmente. A blogosfera é só um instrumento para esse enorme desejo de comunicação. Um dia a blogosfera será completamente globalizada e não espartilhada por comunidades, poderá ser organizada por áreas temáticas, já aqui temos alguns bons exemplos, tu és um deles.

Como referes, o que temos aqui são inúmeras pequenas e médias tertúlias reunidas à volta da ?mesa? (o blogue) a trocar umas palavras e umas ideias sobre os mais diversos temas dos seus interesses. Assim, as pessoas dão aqui natural vazão à sua criatividade da escrita ou simples desejo de comunicação não verbal, repara que as mulheres são eximias nisto, são tão boas num e noutro registo, é um trabalhão acompanhar o ritmo delas, além disso estão aqui em grande maioria. :)

O tempo das Tertúlias poéticas, políticas e académicas, de meados do séc. XX, à volta de um chá ou de um café acabou. No seu lugar temos a blogosfera. Espero que ela resista à bolha que está a crescer a uma velocidade assustadora. O tempo (ou a falta dele) de que falas teria de ser multiplicado por mil para podermos acorrer a todas as ?necessidades?, uma opção de momento inviável.

Se calhar, por isso, já não faça pesquisa de novos bloguers e posts há imenso tempo!

Abraço (e desculpa o tempo que te roubei?)

Fernando

# Novembro 19, 2007 0:54

Luana said:

Amigo

Na realidade, eu já sabia que tu eras homem de muita categoria mas este post ia-me matando, como se diz nos Açores. Se o Pessoalissimo puder dispensar a ventilação, passa-me cá a coisa!!!

Gostei, sim senhor! Mesmo não sendo uma das mais fiéis senti defendida a minha honra de bloguer que até gosto de ser.

Tudo o que dizes é verdade e não vou repetir-te. Gostei muito. Escreves muito bem, argumentas magistralmente e colocaste os pontos nos iiiiissss a esses jornalistas de meia-tigela que por aí andam. Não tenho a mão na anca mas vou pôr.

Mete-te no avião e anda cá que ainda fazemos juntos uma grande guerra para nos divertirmos com o jornalismo lusitano.

Beijinhos

Luana

# Novembro 19, 2007 2:10

bp63 said:

Uma outra perspectiva dos blogues

bp63

# Novembro 19, 2007 21:50

bp63 said:

eeu

Já li. Entre algumas interessantes fui lá descobrir uma coisa muito importante para mim, aquele olhar sobre a Bielorussia. Estive lá  nos anos 90 e foi algo que me deixou muito triste.

bp63

# Novembro 19, 2007 21:58

bp63 said:

Fernando

Também comecei a limitar um pouco as minhas visitas em casas novas. Ver o que anda nos espaços de quem "conheço" já me leva muito tempo. Especialmente com estas mulheres Smile todas que fazem post sempre cheios de ideias e sentidos múltiplos (o que eu podia brincar com esta palavra!), o que pressupõe tempo para analisar.

Mas realmente há um novo espaço de conversa. Tanto pode ser a conversa mole, que também faz falta, como algo mais enriquecedor. O Chat ganhou uma outra roupagem. O debate de ideias.

Vejamos este post. Se eu tivesse tempo podia apanhar todos os comentários que fizeram aqui juntar ao meu post e daria algo bastante diferente e muito mais completo. Lembro-me do comentário que fiz ao filme da Jodie Foster. No fim depois dos comentários já escrevia toda uma outra análise. O filme para mim já tinha um outro olhar.

Abraço.

# Novembro 19, 2007 22:06

bp63 said:

Luana

Vamos deixar os jornalistas quietinhas a fazer o trabalho deles, mesmo aqueles que se põem em bico de pés.

Agora eu metia-me mesmo era no avião para fazer a paz. Olhando para essa paisagens só poderia mesmo abrir o peito para entrar a força tranquila que vem dessa luz imensa de azul e verde.

Se alguém chega aí para a guerra, por certo que morre nos braço da paz.

Beijinho

# Novembro 19, 2007 22:10

bp63 said:

Recado à Nemi:

Acho piada dizeres que este texto foi o que mais gostaste.

Quando o acabei quase que tive para o apagar, por ter ficado tão insatisfeito. Daquelas coisas que se lê, olha e sente-se que falta muito do que queria dizer.

?E a lúcida palavra que eu queria dizer, transforma-se num sopro em pura intuição?  - Oswaldo Montenegro.

Beijo

# Novembro 19, 2007 22:16

bp63 said:

O blogue da miuda da Bielorusssia.

http://ak-bara.livejournal.com/?skip=120

# Novembro 19, 2007 22:21

pessoalissimo said:

Caro BP

Um dia que metas "férias" no teu blogue (também terá esse direito, não pode ser só deveres) devias fazer o apanhado do que andaste (tu e muitos de nós) a escrever no teu blogue, tens aqui material para muita coisa, qualidade não te falta para o usares da melhor maneira, és um homem das palavras... As escritas e as subentendidas. Eu já comecei a fazer isso no meu, tenho algumas ideias do que poderia fazer, não sei é se tenho tempo, só mesmo metendo "férias" aqui.

Abraço

Fernando

# Novembro 19, 2007 22:56

pessoalissimo said:

Ah! E no meu próximo post não tenho chá e castanhas, mas tenho chouriço e vinho tinto, para eles e champanhe e bolinhos, para elas. Estás convidado a aparecer Wink

...

# Novembro 19, 2007 22:59

desabafosdaminda said:

Olá bepezinho

Tenho andado fujona e toma... quando volto ou revolto para comentar o teu post ia tendo um piripaque... taaaaaaaanta geeeeeeeeeente! e eu que sou tímida (acredita que é verdade) assustei-me.

*

Por já ter sido dita tanta coisa com que concordo em absoluto vou só deixar aqui duas "bocas":

1- Os bloguers não andam a "roubar" trabalho a ninguém, o mesmo não se pode dizer dos modelos e afins em relação aos actores... esses estão mesmo a competir pelo mesmo espaço... só, muitas vezes, com as competências físicas!

2- As novidades, e posso incluir os blogues nas novidades criam sempre SUSTOS a quem já está! Por isso é normal que os jornalistas estejam a reagir mal, até porque alguns não têm formação nem boas qualificações: esses têm razões para terem MEDO? medo do seu futuro.

*

O Pss referiu-se às tertúlias? e compara-as com os blogues? comentário para cá, comentário para lá? ah, mas uma tertúlia mesmo, um bate-boca em torno das mesas da Trindade, unh, unh, pensava-se muito melhor?

Mas o tal famigerado tempo (o que se mede em segundos e nanossegundos do corre-corre do nosso dia-a-dia e o outro?. que se mede em anos passados por nós) impede-nos de podermos manter estes saborosos rituais da nossa juventude, da minha pelo menos.

E OS JORNAIS VÃO MORRER?

Só se quiserem, se não souberem alterar esquemas de funcionamento e de chegada ao público? há que inovar, e alguns já começaram a dar alguns passos!

Beijinhos

Minda

# Novembro 19, 2007 23:00

desabafosdaminda said:

Ò Pss, p_ _ _ _!

(desculpa lá bepezinho, mas ele está a pedi-las)

Não perdes esse mchismo nem a lei da rolha!

Então porque carga de água a gente não havia de querer o vimnho tinto e o chouriço, e os homens não haviam de querer os bolinhos?

tenho dito!

minda

# Novembro 19, 2007 23:03

pessoalissimo said:

Bp

(desculpa, afinal a guerra continua...)

Mas as ladies da cidade comem chouriço e vinho tinto? QUE HORROR!!! Sad

# Novembro 19, 2007 23:10

bp63 said:

Ó gente

Lá por causa disso eu bebo o champanhe e como os bolos. Já não ligo muito a essas coisas, como assim gosto de tinto e champanhe. Olha o melhor é uma sangria que mistura tudo.

Mas deixa-me dizer-te uma coisa (fernando) é chiquerrimo as senhoras beberem um copo (de pé alto) de vinho tinto. Você não vê o sexo e a cidade? Aprende-se tanto, mas tanto!!!!

# Novembro 20, 2007 0:13

eeu said:

Mas que coisa ridícula !

Os homens comem choutiço e bebem tintol e arrotam e falam alto e as ladies comem bolinhos e bebem champagne pois claro, com o dedo espetadinho e ficam caladinhas como se espera delas... pleeease !

eeu  

# Novembro 20, 2007 9:44

Annnna said:

Ultimate

Devo referir que estive meia hora sentadinha aqui, trouxew o tricot e li tudinho,e gostei muito tanto do Post como dos comentários bem pertinentes, agora vou até outra freguesia eheheheh.

Um beijo enorme

Annnna

# Novembro 20, 2007 16:53

bp63 said:

Pessoalissimo

O dia que eu meta férias!!! por vezes parece surreal.

Abraço

# Novembro 20, 2007 19:44

bp63 said:

Minda

Um coment muito flash.

Os blgogues não soubam trabalho, mas roubam 2 coisas importantez, tempo e atenção. Quem passa algum tempo por aqui não vai passar noutro tipo de coisas. Esse é o dilema.

O resto são apenas divagações minhas sobre estes novos tempos e as novas formas que as pessoas têm para se comunicar. Como vamos evoluir nelas?

beijo

bp63

# Novembro 20, 2007 19:48

bp63 said:

eeu

Eu bebo vinho tinto e champanhe. Como fico? Não  estico o dedo mas também não arroto (faço por isso)?

bp63

# Novembro 20, 2007 19:50

bp63 said:

Annna

Espero que a menina se tenha sentido bem, tenho o aquecimento ligado por isso nem apanhou nenhum resfriado.

Para a próxima oferece um cafezinho (que eu não sou somítico como o tal do Algarve).

beijos

# Novembro 20, 2007 19:53

eeu said:

Bp

É mesa farta e todos a servir-se ao seu bel-prazer e a desfrutar o prazer de uma boa conversa...

Senhores e senhoras chiquérrimas com os limites que o chic lhes dá, bem entendido.

É que o Pessoalíssimo é tão careta ! Nem parece que tem um filho heavy-metal ! rsss

Mas eeu já lhe disse no blog dele que a guerra dos sexos só vem à tona quando se insiste em delimitar fronteiras. Tem que ser fluido, como ondas que invadem e se recolhem...

eeu

# Novembro 20, 2007 20:07

MarAzul2007 said:

Caro amigo BP63,

GANDA POST! Feito por um talentoso bloguer, o BP 63. Eu não li os comentários, mas de certeza que o Pessoalíssimo não precisa de um aparelho de reanimação.

O BP63 é das imaginações mais brilhantes da blogoesfera.

Essa designação dos TAR, é que talvez devesse ser alterada, só por uma razão simples e espero que ninguém fique ofendido com a anedota. Dantes diziam que a unidade de medida da inteligência era o TAR. O grau mais baixo é o miliTAR. E agora vou pirar-me daqui antes que venha aí algum tiro.

Um abraço

# Novembro 20, 2007 20:17

bp63 said:

A guerra dos sexos é como a pimenta. Faz mal, mas por vezes, um tudo nada, torna as coisas mais engraçadas.

# Novembro 20, 2007 20:18

bp63 said:

Neste tempo sem tempo

Caro Mar Azur, obrigado pelas suas palavras.

Sobre o TAR fiquei a saber mais umas coisas. Acho que ninguém leva a mal.

Mas até tem piada afinal a malta dos blogues são unidades de inteligência. O que um Mar Azul foi descobrir!!!

Abraço

# Novembro 20, 2007 21:32

desabafosdaminda said:

bp

paseei aquii de fugida a caminho do teu proxino post...

gostei daquela de a guerra dos sexos ser como a pimenta...

se quiseres falar comigo, estou na porta ao lado!

até já

minda

# Novembro 22, 2007 18:43
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