SOL

Imagens caídas

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Porque não fazer o contrário? Com as palavras construir e falar de imagens.

News

United Colors of Reveillon - Menu de Tradições

A tradição já não é o que era. Mas que tradição? Se fizermos caso de todas as tradições o mais certo é arriscarmo-nos a ficar completamente doidos, pois há uma panóplia de usos completamente avassaladora, muitos deles em sentido contrário um dos outros. Cumprir tradições é, por vezes, mais caótico do que ir a um centro comercial em véspera de Natal. A somar à tradição temos ainda a superstição para compor o ramalhete e formar uma aliança dourada, que além de complicar ainda vem criar uma dose de penalização para os não cumpridores.

***

A noite de 31 de Dezembro, a famosa passagem de ano, em português mais conhecida por reveillon, é um autêntico painel demonstrativo desta santa aliança, em que subir a cadeiras, deglutir passas, bater em panelas, vestir roupa interior de uma determinada cor, são apenas a ponte de um iceberg que teima em incendiar o mundo inteiro nessa data.

***

O pior disto tudo é que não há uma norma, tipo Código Civil das Tradições, que nos ajude a sair deste calvário. Mesmo um regulamentozinho já nos safava.

***

Para verem que não estou a mentir, façam uma pequena leitura (sim, porque já não vai havendo paciência para leituras profundas de tão grandes lençóis) no mapa mundi dos reveillons. A pesquisa original é de um senhor chamado Marcelo Duarte e pode ser lida aqui. Os comentários posteriores são do idiota de serviço, que mais uma vez faz análise de pacotilha.

***

Festa

***

Áustria

“Os austríacos têm o hábito de jogar chumbo derretido num copo com água no momento em que o relógio soa zero hora de um novo ano. As figuras que surgem quando o chumbo esfria, são guardadas pelas pessoas como um amuleto que irá ajudar na realização dos pedidos feitos na passagem do ano.”

Será que ainda mantêm esta tradição? Será que ainda não ouviram falar dos efeitos do chumbo no ar? Será que a cimeira de Bali não proibiu os reveillons na Áustria?

Imaginem esta tradição em Portugal: “Anda depressa comer as passas”, “Agora não posso, tenho que ir derreter um bocado de chumbo”, “Ai que a minha Vanessa já entornou o chumbo no Michael!”, “Valha-nos Deus que se acabou o chumbo! Será que posso utilizar este aqui do dente?”, bom, já para não falar da urgências que deviam de entupir com tanta queimadura chumbada.

Melhor seria que começassem a derreter cera, sempre podiam aproveitar as figuras para oferecer à Madame Tussaud.

*

China

“Na China, o ano-novo é celebrado durante seis semanas entre os meses de Janeiro e Fevereiro. Tradicionalmente, nesse período os chineses fazem uma bela faxina em suas casas para espantar os maus espíritos e atrair boa sorte. Eles também costumam pagar todas as dívidas contraídas. Na noite da véspera do novo ano, todas as luzes ficam acesas para representar calor humano, amizade e reconciliação.”

Estes chineses, por serem pequenos, tinham logo que fazer a coisa em grande, 6 semanas. Quase que tenho um colapso nervoso só de pensar repetir o dia 31 durante mês e meio. Não havia paciência nem fígado que aguentasse. Gostei daquilo da faxina, seria um bom princípio para se aplicar todas as semanas quando a preguiça invade este humilde lar. Ou será a preguiça já um mau espírito? Uma coisa é certa, cheira-me que por debaixo de meu tapete a sorte não anda grande coisa.

Agrada-me a cena de pagar as dívidas todas, pena que algumas pessoas que conheço não sejam chinesas.

*

Colômbia

“Os colombianos pegam uma mala e dão a volta em torno de suas casas, despedindo-se de todos que cruzam seu caminho. Isto atrai um ano de aventura.”

Gostava de ver isto cá. Já não bastava a correria para ir comer as passas, senão agora ainda termos que levar com os encontrões do pessoal a passear a mala em tudo o que era passeio. Deviam parecer os carrinhos de choque da feira. Depreendo que a mala vá vazia, assim tipo mudança de casa em telenovela, senão no fim da viagem a única aventura que vão atrair será numa cama a recuperar o fôlego, a menos que cheirem umas boas folhas de coca, coisa que, suspeito, deve estar no raiz da tradição em causa.

*

Coreia do Sul

“A população segue o calendário lunar. A virada é marcada por uma visita a parentes e vizinhos mais velhos. As pessoas se curvam diante deles numa forma de expressar respeito aos seus ancestrais.”

Por cá, não falta pessoal que cumpra esta tradição o ano inteiro. Devem chegar ao final do ano com graves problemas na coluna, de tanta curvatura.

*

Dinamarca

“Depois de uma ceia à base de peixes e batatas, os dinamarqueses aguardam ansiosamente pela meia-noite. Quando o relógio está preste a soar doze badaladas, todos na família sobem em cadeiras. Assim que dá meia-noite, pulam da cadeira para o novo ano e brindam com champanhe. Também é costume colocar um pote de arroz bem doce nos estábulos para os gnomos. Assim, evita-se que eles incomodem no ano seguinte.”

Uma ceia de batatas e peixe!!! Rica ceia! Como se estes dinamarqueses soubessem cozinhar alguma coisa além de salmão fumado. Já tentaram comer comida dinamarquesa? Eu, o melhor que lá vi foi sempre uma esquina do MacDonald’s.

Aquela histeria das cadeiras não é novidade, lembro-me de isso acontecer por cá. A minha avó é que não gostava muito, quando via a parte mais pesada da sua querida família a querer cumprir a tradição, especialmente porque se lembrava sempre que no dia seguinte tinha mais umas cadeirazitas para mandar compor.

O arroz doce para os gnomos!!! Cheira-me que os gnomos têm nome de rapaziada mais nova, que depois de irem comemorar no meio da palha as entradas ficam sempre com muito apetite. Ou será que andei a ver muitos filmes suecos dos anos 70, de qualidade duvidosa?

*

Equador

“Monta-se um boneco com fogos de artifício, que é aceso à meia-noite.”

Por cá fogos de artifício não faltam, com bonecada ou sem ela, mas isto é só até vir a ASAE e verificar que os bonecos não têm a sigla CE e o fogo não cumpre as regras europeias de intensidade luminosa.

*

Escócia

“Na Escócia, um dos costumes mais tradicionais da festa de ano-novo é a de homens e mulheres, que nunca se viram, se beijarem na boca. Soma-se a isso o ainda mais tradicional hábito de beber uísque em toda e qualquer comemoração e está garantido um dos reveillons mais animados da Europa.“

Ora já tenho aqui um destino preferido para ir passar o ano novo. Gosto destes escoceses, têm imaginação. Calimero como sou, teria que ter cuidado pois havia de me calhar logo a Magda Patalógica lá do sítio.

Se calhar, melhor do que viajar seria fazer aqui uma espécie de corrente, daquelas coisas idiotas que nos mandam por mail, tipo mande a não sei quantos amigos e será feliz, para instituir esta tradição em Portugal. Passem a palavra e o beijo já neste final de ano. Penso que iríamos tirar muito mais proveito do que os escoceses, não só porque as nossas mulheres são mais bonitas, como também para eles, com o whisky todo que têm no bucho, beijar uma pessoa ou um cavalo deve ser a mesma coisa.

*

França

“Na França, as pessoas costumam preparar ostras e diversos outros frutos do mar para a ceia de ano-novo.”

Pronto, na França é assim, super chique, super sei lá. Qual malas a correr, qual cadeiras empoleiradas, qual beijocas rançosas. Isso é povo, muito povo. O pessoal come umas ostras do melhorio, petisca umas lagostas geniais e bebe imensa champanhota. Ai, Paris c’est toujours Paris!

*

Hungria

“A ceia tem sempre carne de porco. Como esse animal fuça para frente, acredita-se que, ao comê-lo, a vida seguirá na mesma direcção.”

Anda o pessoal sempre a rogar pragas aos políticos por este país estar como está e afinal a culpa de tudo é a malta pôr-se a comer umas santolas, caranguejos e afins no reveillon, em lugar de saciar-se com uma boa carne de porco à alentejana. Porque teimamos em comer bichos que não andam para à frente?

Já sabem, mandem o marisco às urtigas e voltem aos rojões bem fortes e aos enchidos em grande. Pode ser que ainda antes de amanhecer precisem de muita água das pedras e compensan, mas finalmente este Portugal começa a andar para à frente. Vamos lá, minha gente, é para o bem da Nação.

Para já, devíamos instituir a carne de porco à alentejana e os rojões á moda do Minho como prato nacional dos membros do Governo, 365 dias por ano. Por via da dúvidas este ano é melhor que sejam 366.

*

Itália

“As fitas verdes dadas no reveillon trazem boa sorte.”

Não sei não, mas isto em Portugal soava logo a lagartagem e a tradição mudava de cor não sei quantas vezes. Será que não conseguimos olhar para as coisas sem sermos logo dizimados pela clubite?

*

Japão

“No dia 31, é realizada a cerimónia Joya no kane. Uma pessoa, na ocasião, toca o tímbalo 108 vezes, que serve para expurgar os pecados e os desejos mundanos. A primeira refeição do novo ano inclui um pote de ozoni, sopa de cereais, bolinho de arroz e caldo feito com massa de soja.”

Ora se eu já estou pronto para apanhar o avião para a Escócia, também já estou trancado a sete chaves para nunca me apanharem no Japão. Tocarem-me um tímbalo 108 vezes expurgava-me, sim, toda e qualquer boa disposição possível e o único desejo que me assaltaria, alimentado pela a minha explosiva e ressonante dor de cabeça, era o de estrangular o tocador com laivos de autismo, o que, confesse-se, não seria um sentimento muito nobre para começar o ano.

Bem vistas as coisas e olhando para o que eles comem no dia seguinte, compreende-se o porquê do massacre timbalano, o pessoal precisa mesmo de ficar atordoado para comer aquela tralha da ementa que lhes é presente na primeira refeição do novo ano.

*

Líbano

Come-se apenas comida branca, como arroz.

A sorte é que não neva por lá, senão o pessoal ficava cá com uma barriga de água.

A ser verdade esta tradição percebo porque me anda a ocorrer muita “mala pata”, tanto quanto me lembro o meu repasto tem sempre muitos tons escuros. Este ano está decidido, vou comer arroz de coco e algodão doce a noite inteira. Assim, para o ano ninguém me segura com tanta sorte. Já me estou a ver a ser o próximo excêntrico. Mandem de imediato fechar a Quinta Avenida que quero ir lá gastar uns trocos.

Por falar em NY, o pessoal de elite deve conhecer bem esta tradição pois não há super festa em que não se coma, aspire, umas boas linhas brancas.

*

Líbia

Após as orações na mesquita, cada família mata uma ovelha e doa metade aos pobres.

Ora aqui está uma tradição solidária. Bem que a podíamos adoptar, só que substituíamos o carneiro por porco, a ver por causa da Hungria, porque um animal que fuça para a frente é melhor do que um que se lamenta, mééé, por tudo e por nada. E de lamentações já estamos cheios.

Agora a questão de 1 família, supostamente rica, dar metade a uma pobre levanta, por cá, 2 problemas. O primeiro será matemático, pois é capaz de não haver famílias ricas suficientes para cobrir todas as pobres. O segundo é mais uma dúvida, não se estaria a dar o que se anda a tirar o ano inteiro?

*

Malásia

“Os muçulmanos não varrem a casa, porque isso significaria tirar algo de dentro dela. O facto traria má sorte ao longo do novo ano.”

Vá lá gente perceber isto. Tão perto, quase vizinhos, e uns, os chineses, limpam que se fartam, outros, os malaios, não mexem uma palha. Vamos lá ver se esta gente se entende. Afinal de contas, limpamos ou não limpamos?

É por estas e por outras que eu acho que os Deuses se devem rebolar a rir com os comportamentos tradicionais, executados por nós humanos em nome deles ou de outra força qualquer superior. Cheira-me que devem fazer lá umas matinées bem animadas com a exposição de todos estes rituais supersticiosos. Será em Powerpoint?

*

Panamá

“Os desejos para o próximo ano são escritos em pequenos papéis, conforme vão sendo realizados, os panamenhos queimam os bilhetes.”

Olha outros a estragarem a camada do ozono. Ó pessoal não façam queimadas! Sugestão, escrevam os desejos em papel comestível e comam-nos quando se realizar. A ver pela amostra deve ser bem melhor do que muitas refeições tradicionais de ano novo.

Melhor, em jeito do filme The Pillow Book, do Peter Greenaway, escrevam os desejos no corpo de alguém que gostem e depois façam o mesmo uso da boca como se fosse o papel. Vão ver que é muito mais divertido. Além disso, tem a vantagem de no caso de os desejos não se realizarem haver vontade para se comerem também, que não estamos em tempo de desperdícios.

*

Portugal

“Uma das manias dos portugueses é sair às janelas de casas batendo panelas para festejar a chegada do novo ano. Só não convém chamá-los de "paneleiros", pois isso significa o mesmo que "bicha" para nós.”

Ai, como estes brasileiros gostam de nós! Sempre com mimos para o povo irmão.

Sei que há esta mania irritante de fazer barulho mas penso que é uma espécie quase em vias de extinção. Que eu me lembre nunca vi esse tipo de “paneleiros” na rua no dia 31.

Onde teríamos ido buscar esta mania de fazer chavascal com a lataria gastronómica, ainda por cima com um solfejo tão desafinado? Começo a ter saudades do tocador japonês. Espero, ao menos, que o pessoal utilize umas boas litradas de Fairy antes de sair para a rua. Não me apetecia nada, além de da barulheira, ter que levar com o cheiro dos refogados queimados.

*

Taiwan

“Como a palavra peixe tem o mesmo som de abundância em chinês, ele é a estrela da refeição dos taiwaneses na chegada do novo ano.”

Isto é só porque ainda não chegaram por lá as quotas de pesca da UE. Quando chegarem vão ver que a palavra soa mais a “chiça que é caro e não há” do que a fartura. O melhor seria encontrar já outra palavra para fazerem a estrela do novo ano, tipo Big Mac. Vão ver como ela daqui a uns tempos soa a abundância na tradição chinesa.

*

Turquia

“Três pedras de sal grosso são colocadas em um saco com turquesas. O amuleto é colocado sobre a porta de entrada e actua para que maus fluidos não impregnem a casa”

Tenho uma tia que, por certo, é conhecedora desta tradição em absoluto. Ela faz ainda melhor, coloca os próprios sacos bem escondidos dentro das refeições que prepara. Depois da refeição o único fluído que entra mesmo lá em casa é a água, litros e litros de água. Estou mesmo a ver os maus fluidos a querem entrar e ficarem imediatamente hipertensos. Zarpam logo, que nem gente grande, numa ambulância fluida, sim, com chás de cidreira.

Perante tanta tradição, o melhor seria arranjar um pouporri, tipo:

.

Arranjamos duas salas da casa, de preferência o nosso quarto e outra divisão, numa faz-se uma faxina muito grande, noutra não tocamos nem numa palha. Assim, à boa maneira portuguesa, compensamos a coisa para os dois lados e dá para o que der e vier. Depois vamos ao estábulo, deixamos lá um arroz doce, com um coração em canela, que os nossos gnomos são muito românticos depois de se enrolarem na palha, e matamos um porco. Metemos metade do porco numa mala, damos meia volta à casa com ele e ofertamos depois a um pobre. Na volta curvamo-nos perante a mulher mais bonita que encontramos na rua e convidamo-la para vir até casa passar o reveillon (a parte feminina fará o mesmo perante o melhor exemplar varão que encontrar). Cozinhamos finalmente a outra metade do porco com algum peixe e temperada com muito sal, em pequenos sacos de papel que contêm os desejos para o próximo ano, e cobríamos tudo com muito coco, farinha, arroz, leite ou qualquer outra coisa branca. Na falta de um ingrediente alvo serve algodão em rama, como assim, depois de cozinhar porco com peixe, já ninguém irá notar a diferença. Quando for meia-noite tiramos a tampa da panela onde está o porco e batemos com ela 108 vezes numa janela, enquanto beijamos a mulher. Desta forma haverá um boneco com fogo de artifício, nós próprios, que ficamos a ver estrelas com todas as bofetadas que a senhora nos vai dar, parte por não poder ouvir mais as paneladas, parte por estar sufocada com os beijos arrebatadores. O chumbo não sei se irá derreter, mas que vai subir vai, pelo menos no termómetro quando a febre começar a subir depois de tanto espalhafato. 

*

Pela amostra em causa há que ter cuidado com as tradições. O melhor é tomá-las com conta peso e medida, pois o seu excesso faz mal à saúde. Devia até haver uma advertência por parte do governo, com letras bem grandes em todos os calendários.

Senão vejamos estas 3 Cenas Cortadas (fixem este nome) de reveillon, em que a tradição faz pior do que a nicotina.

***

festa2 

***

1 - As passas fazem mal às costelas

- Vamos lá avozinha, coma as 12 passas que está mesmo a dar a meia-noite.

- Mas eu não gosto, nem vou conseguir – responde a avó olhando para as passas que já lhe puseram na palma da mão.

- Qual não gosta, qual quê?! Coma, que é para dar sorte.

A avó, a custo, lá começou a comer as 12 passas. Não se sabe se por dificuldade em engolir uma dúzia de uvas secas à velocidade supersónica das badaladas, se pelo susto de ver o neto a estatelar-se de cima de uma cadeira, engasgou-se.

- Acudam que a avó está sufocar – gritou uma das netas quando a pobre senhora começou a ficar roxa com uma sultana entalada na garganta.

Jaime, um neto bem robusto, estudante de enfermagem mais dato a cantorias, afastou toda a gente e fez a manobra de Heimlich. Ele sabia do assunto, andava a estudar para isso. Com toda a sua força apertou a avó. A senhora soltou um grito enorme. Não foi de alívio.

Na urgência do hospital o médico teve muito dificuldade em perceber porque é que a pobre senhora teimava em lhe dizer que o motivo de ter uma costela fracturada tinha sido uma passa da meia-noite.

***

2 – Baixar as calças não é tradição

- Ouve, é como eu te digo, deves vestir umas cuecas vermelhas, para trazer muita felicidade e que sejam o mais curtas possíveis, que é para trazer fortuna, pois o tamanho é inversamente proporcional ao dinheiro.

Manuel nem ouvia bem o que amiga lhe estava a dizer, ao olhar para aquelas strings vermelhas só se lembrava que se vestisse aquilo iria ficar pior do que um strip masculino em despedida de solteira.

- Não tenhas problemas, assim como assim, não vais andar a mostrar as cuecas a ninguém nessa noite.

Contrafeito Manuel lá vestiu a tanguinha vermelha. O ano que terminava tinha sido mesmo muito azarado e precisava de uma onda de sorte. Primeiro sentiu-se muito desconfortável, com aquela linha a passar no sitio onde gostava menos que passasse alguma coisa, mas aos poucos, como tudo na vida, foi-se habituando e lá para o fim da noite já ninguém o segurava com os grandes saltos dançarinos que exibia olimpicamente. Tantos saltos deu que acabou por dar um jeito numa perna, o que lhe provocou imensas dores.

   No entanto, a dor maior foi quando, ao ter que ir ao hospital por causa da perna, teve que baixar as calças e a enfermeira assistiu em primeira fila à exibição da sua tanguinha secreta em cetim vermelho, a sobressair no meio de um pneus adiposos já bem acentuados. Consta que todo o pessoal da urgência passou todo por lá.

***

3. Branco mais branco nem sempre há

- Sabes que com um vestido preto numa me comprometo. Fica sempre bem.

- Qual preto, qual quê? Imaginem entrar num novo ano já de preto, isso só atrai maus fluidos.

- Mas eu sempre vesti.

- Por isso é que a tua vida está como está. Veste-te toda de branco que isso dá boa sorte. Não vês os brasileiros, todos de branco a chamarem as energias positivas?

- Sim, mas nem por isso vivem bem.

- Mas são felizes, é uma gente para cima.

- Mas eu só tenho roupa branca de Verão e agora faz tanto frio.

- Que nada! Levas o tal vestido branco giríssimo que tens, pões uma aquela pashmina de lã rosa e vais muito bem.

Laura não achava muito boa ideia ir vestida como nos trópicos quando por cá fazia um frio de gelar, mas acabou por aceitar o conselho da amiga. Afinal a sua vida andava, há uns anos a esta parte, mesmo para trás que bem precisava de muita luz para ela avançar.

Não sabe se foi pelo vestido branco, se foi pelas taças de champanhe que bebeu para combater o frio, o que é certo é que se divertiu imensa naquele final de ano.

O mesmo não pôde dizer, passados uns dias, quando se viu pouco tempo depois numa cama com uma pneumonia muito complicada durante 2 semanas, causada pelo frio que sofreu toda aquela noite. Logo ela que tinha gozado com uma colega que em tempos apanhou uma hipotermia quando teimou em desfilar numa escola de samba no Carnaval da Mealhada, vestida como se tivesse no sambódromo.

***

festa3 

***

Sejam livres. Façam todas as tradições que vos derem na real gana, inclusive a de não fazer nenhuma.

Boas cores em 2008

Posted: sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007 21:47 por bp63

Comentários

KURIOSO said:

Caro BP63,

Passar por aqui é gargalhada certa.

Todo o post é uma delícia, mas a tanguinha vermelha é de mestre.

Um BOM 2008 para si...e que a inspiração não lhe falte.

Abraço,

Kurioso

# Dezembro 28, 2007 22:22

bp63 said:

Kurioso

Cuidado com as gargalhadas e as passas.

Bom, inspiração bem preciso e tempo também, mas o menino Jesus não fez um 2008 com mais dias para mim. Certo que este anos vai pôr mais 1 dia, mas é é para mim e para tudo o que me consome, logo o saldo volta a ser quase zero.

Bom ano também para si.

Abraço

# Dezembro 29, 2007 0:33

josefadobidos said:

Esta tarde comentei Jesus redentor e à noite esta Festa colorida. Gosto deste ?golpe de rins? na minha mente. Fico com o cérebro ás voltas, o que ás vezes até pode ser bom. Vamos lá:

Os meus hábitos na Passagem de Ano variam consoante o local onde estou. Normalmente sigo as regras se for convidada e não invadirem muito aquilo que considero aceitável para mim. Se for anfitriã, normalmente sou paneleira, porque as crianças gostam e diz-se que assim se afastam os maus agoiros e o ano velho, por isso faço gala nisso. E é uma festa, de facto. Damos gritos selváticos e tudo.

Já comi passas e pedi desejos, já vesti cuecas azul-cueca, já subi para cima da cadeira. Dependendo do estado de alma, deixo-me levar pela espécie de alegria (é mais uma agitação eufórica) que nos contagia todos a essa hora, mas há uma coisa que sei: faça o que fizer, seja onde for, é boa a sensação de renascimento que surge com o Ano Novo. Os dias passam úteis e feriados, mas nesta altura exalta-se a esperança e isso é que conta. É bom. Creio que toda a construção supersticiosa serve para purificar dentro do possível, esse renascimento.

Então, apesar da descrença e do cepticismo científico, surge aquela vozinha, que me diz:

Vá? pelo sim e pelo não? Porque não?

Por isso, este ano está decidido, alinho nesse pout pourri, tirando a parte das bofetadas, ás quais espero que o cavalheiro em questão me poupe.

Se me permite acrescento ainda uma coisita à festa, porque me parece ter tudo a ver:

[YouTube:dcLMH8pwusw]

Se Deus quiser, o bluewater há-de levar também a aula de Disco que ele descobriu e que muito jeitinho vai fazer, para correr melhor aquela parte da mala e dos beijos :)

Agradeço-lhe muito ter excluído liminarmente as ostras francesas, que não suporto.

Desejo muitas cores também para si. Creio que este ano vai ser bom. Ainda não o conheço, mas já gosto dele!

Beijos

jo

# Dezembro 29, 2007 0:42

josefadobidos said:

Com tanto paleio, até me esqueci do mais importante:

O post está muito bom, como sempre. Fico contente por voltar o sentido de humor, que já fazia saudades.

# Dezembro 29, 2007 0:51

bp63 said:

JO

A cair de sono e sem tempo para recomentar como devia, apenas digo:

É um must terminar o dia com o reis da Naif Music e ir dormir inocentemente a pensar num Happy New Year.

Beijo (voltarei a comentar)

# Dezembro 29, 2007 0:53

bp63 said:

A Josefadeóbidos fez-me este desafio. Como tenho aqui um post fresquinho e quando puser outro já a oportunidade não faz sentido, resolvi pô-lo como comentário. Até porque está relacionado com o que está escrito acima.

1 ? 5 Bens materiais QUE TIVE NO PASSADO, que já não tenho, e sinto saudades ou nostalgia por eles

- Não sou nada saudosista. Materialmente não há nada que me faça ter saudades. O material evolui e tudo o que vem é melhor. Bom, se me lembrar da minha máquina corporal já começo a ter saudades de há 20 anos atrás.

- O que me fazia falta era algumas pessoas e momentos, mas isso já não conta.

2 ? 5 Bens materiais QUE POSSUO ACTUALMENTE, que mais gosto e sem os quais não consigo viver (por ordem de importância)

- Internet ? Confesso seu ?internetólico?. Já tive para começar a frequentar os internautas anónimos. Quando ando uns tempos sem net, em viagem, só tenho vontade de ir a uma esquina e procurar um dealer para me vender uns míseros megabytes de tráfego

- Telemóvel ? Pergunto-me como viva antes de o ter. Quando me esqueço dele e dou pela sua falta, sinto-me como alguém que se esqueceu de vestir e de um momento para o outro se vê nu na rua. A somar isto até parece que fico com falta de ar. Parece que o mundo vai acabar e ninguém me pode telefonar a avisar.

- Filmes ? Não tenho todos os que queria. Tenho muitos que ainda não vi nem sei se vou ver. Mas gosto de os ter. De olhar para eles e saber que dentro da caixa está ali um pedaço de ilusão.

- Casa ? O meu canto. Talvez seja um sinal de velhice mas cada vez mais preciso deste ninho em que me sinto livre e sereno. Isto se não começar a dar problemas e trabalho, pois aí troco logo o meu reino por um hotel, qual Beatriz Costa.

- Cartão de Crédito e Débito ? O mundo inteiro ali na palma da mão. Viajar tornou-se menos cansativo e perigoso, embora quando em Itália me limparam tudo vi o perigo que é um cartão nas mãos erradas.

3 ? 5 Bens materiais QUE PENSO ADQUIRIR nos próximos 5 anos

- Carro ? Como pão para a boca. O meu resolver sucumbir com o ano de 2007 vítima de uma estranha gripe das aves raras das oficinas ranhosas.

- Plasma ? Tenho resistido à espera de mais evolução na qualidade e menos nos preços. Como quero um bem grande, para ficar com meia sensação de cinema, tenho que ter cuidado. Bom, como o caixote enorme que ainda tenho tem muita qualidade de imagem a coisa vai sendo superada, mas sinto que há algo que chama por mim. Será chuva, será gente? Mal entro na FNAC os pezinhos parecem que me conduzem logo para lá

- Brinquedos tecnológicos ? Não sei o quê, mas sei que não vou resistir a uma geringonça tecnológica nova que aparecer. Esta eterna mania de ser um puto que não cresce, sai-me cara.

- Filmes ? Mais e mais DVD?s, até aparecer outro suporte tecnológico mais apetecível e começar de novo. Tenho sacos de VHS para levar para o ecoponto. Será que ainda se juntam aos DVD?s.

- Bilhete de avião ? é uma espécie de terapia, ainda que da última vez foi mais uma epidemia. Mesmo assim, muito tempo sem levantar voo a vida fica chata e irritante. É bom pisar o solo de outras terras. Todos os nossos problemas ficam suspensos.  

4 ? 5 Bens materiais QUE GOSTEI DE OFERECER a 5 pessoas diferentes

Estou a ficar muito bruto. Acho que perdi um pouco o gosto de oferecer. Talvez pelo tempo que não tenho, talvez, vindo do universo Dickens, por um Ebenezer Scrooge ter baixado sobre mim. Não consigo encontrar 5 coisas.

- Um livro feito por mim ? Fiz um pequeno livro com escritos que gostava e ofereci como símbolo de um tempo e de uma relação

- Discos que gravei e que ilustram afectos ? a pensar na pessoa escrevia um guião com músicas.  

- Coisas de nada ? o que mais gosto de comprar, pode estar na prateleira de um supermercado, numa lojeca qualquer, numa pastelaria. Algo que sei que faz falta e que a pessoa gostava de ter ou experimentar.

5 ? 5 Bens materiais QUE SONHO TER mas que sei que não vou adquirir (ou uma espécie de masoquismo mágico)

- Uma sala de cinema para mim ? Não porque queira ver o cinema sozinho, pelo contrário, mas porque cada vez menos me apetece enfrentar as barafundas dos centros comerciais (onde estão as melhores salas) para ver um filme. Quando comprei o projector e o sistema de som pensei que ia conseguir, mas ainda não está bem. Montar tudo na sala de estar não é a mesma coisa que ter uma sala própria.

-  Uma casa envidraçada sobre uma falésia, para escrever sempre em frente ao mar. Ando mesmo a ver muitos filmes.

As outras 3 basta-me ter em 3 sexta-feiras  à noite 5 X e 2  **. Aí a magia vinha sem o masoquismo.

6 ? 1 Bem (de qualquer categoria) que VOU DESEJAR A TODOS OS QUE ME ESTÃO A LER

Podia falar, em jeito de miss, em Paz e amor, mas se calhar as tais 5 x e 2 ** faziam-vos mais jeito. Não? Assim seja. Tchim tchim, aos vossos sonhos!

E agora faço um desafio tipo buffet, quem quiser vir aqui leve e fique desafiado nestes 6 itens.

# Dezembro 29, 2007 15:38

bp63 said:

Jo

Ainda a propósito do seu comentário e das tradições. Não imagina as coisas que já fiz e inventei para o dia 31. Não cheguei à do fio dental, mas já pintei a manta de toda a maneira e feitio. Sou um ?experimentalista?. O que mais gostava era eu inventar as minhas próprias tradições e depois ver que havia seguidores e levavam aquilo muito a sério.

Ultimamente estou a desintoxicar-me e aos poucos vou abandonando as coisas, mas de mansinho não vá o ano novo chatear-se e pregar-me alguma partida. O final deste ano não me correu muito bem, tenho que rever o que aboli o ano passado para voltar a repor.

A das passas foi a primeira a ir ao charco. Não fazia sentir ter que engolir 12 coisas de seguida a uma velocidade assustadora. Não queria propriamente acabar com uma costela partida.

Boas tradições e bons resultados.

Beijo

Bp63

# Dezembro 29, 2007 15:50

eeu said:

Bp

Ler o teu post com a música da Jo no fundo foi uma viagem ! rss

Eu adapto-me a todas as tradições e invento mais algumas, o importante é estarmos todos a dar gargalhadas com as figuras que fazemos. Isso é um bom presságio.

Mau presságio é: korrôr ! Esta gentinha não táver o ridículo que parece ? Eu sou imenso fina, táver, não esboço mais cum meio sorriso para não estragar o botox e ficar imenso nova na fotografia. (Ou para toda a gente ver que eu sou uma pessoa de respeito !)

Ah, e calcinhas vermelhas são paixão, rosa são amor, brancas são paz, amarelas dinheiro, etc etc -por isso no Brasil há muito quem use várias sobrepostas (um esforço adicional se o tal beijo provocar um fogo de artifício mútuo... rss)

Bem, 2008 cores para ti !

eeu

# Dezembro 29, 2007 16:03

Nemesis said:

Eu juro que já cá vim abalançar-me a comentar tão portentoso post e fico-me sempre naquela... sem palavras. É que um destes só pode dar lençol. E a Jo, com o seu desafio quebra-correntes tirou-me o fio de tempo dental de dentro das calças.

Acho que já não estou a dizer coisa com coisa, para começar. Vou por agora acabar e deixar aqui as minhas tuas cinco estrelas e volto amanhã para as tradições.

Este nosso voltarei não começa a enervar-te?

beijos

nemesis

# Dezembro 29, 2007 20:24

bluewater68 said:

bp63,

é estranho chegar ao fim do teu texto e apenas me identificar com a frase final "inclusive a de não fazer nenhuma" :)

Quando morava em Lisboa, achava bizarro que muitos viessem para a janela fazer chavascal a bater em panelas. Pobres espíritos que houvessem na redondeza (isto é comentário de quem morava junto ao cemit´rio do Alto S. João).

Subir para uma cadeira? não me ponho a fazer uma coisa que não entendo o objectivo.

Comer 12 passas de enfiada? Credo! ao fim de duas já estava a por todas na boca e a tentar mastigá-las como se fosse uma enorme pastilha elástica. E saltar depois da cadeira com passas na boca? é mesmo desafiar o perigo.

Brindes é mesmo porque tem de ser. É o tal dedo de altura de espumante no copo e já está bom.

Cuecas azuis e afins? é mesmo o que a mão apanhar primeiro da gaveta.

Depois, existem outros aspectos caricatos. Ainda a propósito daqueles que comem as passas consoante as badaladas. Afinal, quando é que se dá a passagem de ano? é pela televisão? pela rádio? digo isto porque são muitas as situações onde existem desfasamentos. É que sucede de tudo. Até mesmo aparecer o novo ano e ainda estar tudo à espera das badaladas.

Depois, são os choros. O alcoól nunca interfere nisso. Nãããã. Rara é a vez em que ninguém chora. É por isto, é por aquilo. Vêm os abraços e toca de abrir as torneiras.

Falas em tradição. Será que a noite da Passagem de Ano, por tradição, tem de ser divertida? Essa, para

mim, foi sempre a grande questão. Tinha noites divertidissimas ao longo do ano. A Passagem de Ano, ou era assim assim ou era uma boa treta. Quanto mais se pensa que algo tem de ser o máximo, o mais certo é correr mal?

E porque um ano tem de ser bom face ao anterior? parece que passa a meia-noite e tudo de mal irá desaparecer. 00:01 Ehhh loucura, viva o novo ano. Ainda só passou um minuto da meia-noite e já se espera tudo diferente. Será que não é exagero tentar que 365 dias (bisextos à parte) sejam melhores que os anteriores? não seria melhor se reduzíssemos isto para trimestres?

E a tradição é passar onde? uma vez, ainda não haviam telemóveis (1987?), iamos fazer a passagem de ano num apartamento em Albufeira (mal imaginava eu que anos mais tarde...). Ainda não havia a auto-estrada e tinhamos combinado juntar o grupo em Alcácer do Sal. No meio de grandes peripécias por causa de uma amiga com carro, que tinha ido nesse dia a Castelo Branco, e nós sem maneira de saber por estava tão atrasada, só nos pusémos a caminho muito tarde. Resultado? uma Passagem de Ano no IC1, a cerca de 30Km de Albufeira. Passar o ano inteiro a combinar isto ou aquilo, para depois ser assim?

E as promessas de Fim de Ano? mas alguém leva isso a sério?

.

Sem querer enervar a Nemesis (mas acho que lhe dou razão), direi um: talvez volte :))

E a conversa está animada no blogue da josefdobidos. Fala-se de casas em vidro junto à praia e de salas privativas de cinema.

Abraço

# Dezembro 29, 2007 22:50

bp63 said:

Ó EEU

Essa de por calcinha de tudo o que é cor não levará a anulação uma das outras, além de poderem provocar faísca?

Quase que faz lembrar a velha anedota, pois com tanta faisca e volume a senhora ainda vai perguntar:

- Isso é mesmo tudo tradição ou é apenas animação por me ver?

Bom ano com muitas cores e tradições. As melhores são as que inventamos.

Acho que este ano vou inventar não fazer nenhuma.

# Dezembro 30, 2007 0:02

bp63 said:

Nemi

Deixa lá que os lençóis são para se irem destapando aos poucos. Fica mais sexy.

Confesso que essa do voltarei já começa a ser uma perseguição. Começa a ser A MINHA LENDA (Esta é para o blue adivinhar).

Mas enerva mais quando se comportam como políticos, prometem voltar e zás de frosques!

Beijo

# Dezembro 30, 2007 0:05

bp63 said:

BW

Como já disse o que mais gosto é de inventar uma tradição e depois dizer que na minha terra é assim. O giro é que o pessoal leva a sério e no outro já me falam daquilo.

Durante muito tempo, quando estava em guerra com o Natal, a noite de passagem de ano era a minha noite. Achava o Natal uma coisa para baixo, deprimento, sempre a pensar no passado e nas pessoas que faltavam, enquanto que o ano novo era uma noite de futuro, de renovação.

Hoje considero o natal, pela tal festa de comunhão entre as pessoas, e o reveillon é mais uma noite em que se me der na veneta nem me levanto do sofá. Claro que gosto sempre de beber um bom champanhe, mas de preferência logo à refeição. Quando chega a meia-noite já não estou para aí virado.

Mas o importante é estar bem. E pensar que na tal casa de vidro ainda estaria melhor!!!

Abraço com todas as tradições a zero.

Ah, o mistério das horas também sempre me intrigou. Qual a passagem de ano certa, a da SIC ou da RTP. Se fôr a da RTP, qual o momento, na televisão da sala (powerbox com delate) ou da cozinha (TV cabo normal?

Não maneira de encontrar explicação.

# Dezembro 30, 2007 0:14

eeu said:

Ah... a senhora. Mae West, that old lady: is there a gun in your pocket or are you happy to see me ? rss

Ó calimero, claro que não anula ! O importante é acreditar, pois claro !

E olha que a Mae nisso era uma Deusa ! Pois quando era boa era óptima, mas quando era má, era melhor ainda !

Aprendamos com ela...

eeu

# Dezembro 30, 2007 0:34

bp63 said:

Mae West, Mae West... se calhar sobre as tradições dizia o mesmo que dizia sobre os diamantes, quando uma outra exlamou Oh meu Deus, perante as joias que ela levava:

- Não ponhas Deus nisto que ele não fez nada por isto.

Um tributo:

[YouTube:ckTQ1C1w0hU]

# Dezembro 30, 2007 11:24

Nemesis said:

:)

A frase que mais me agradou da Mae West foi "Peel me a grape..." Que doida...

Tradições... afinal, não há muito a dizer.- Já tou a ver o Blue a recusar-se a subir a cadeiras ou entalar-se com passas e a usar as primeiras cuecas que lhe aparecerem, tu a ficares refasteladinho no sofá a comer chocolates e a ver filmes com louraças (ligo-te sempre ao chocolate, deve ser por ambos me produzirem endorfinas, o chocolate porque sim e tu porque me consegues fazer rir não sei quantas vezes no mesmo post), a Eeu luzindo uma lingerie parecida com os chapéus do chapeleiro maluco da Alice no país das maravilhas, a Jo divertidíssima a compor musica com os sons musicais diferentes que fazem os génios a sair-lhe das lâmpadas, o Pessoalíssimo de garrafa de champanhe na mão a tentar ler o livro de instruções de funcionamento do saca-rolhas anti furo no tecto de design dinamarquês que uma blogger nossa conhecida do célebre gang dos consumidores de literatura de duvidosa qualidade lhe ofereceu pelo Natal, a Minda a dançar e a cantar de felicidade em cima de uma robusta cadeira que nem comprou na Ikea nem foi montada por ela mesma em cinco minutos, o Kurioso a olhar nos olhos e a apertar a mão do seu amor eterno e a pensar: " n~a i ´´w ýw bia swy wn 2007?", a avomilu a contemplar extasiada o fogo de artifício cósmico e a planear as cores com que vai pintar 2008, o MUSICANDO de auscultadores a abanar a cabeça como doido com um som novo que descobriu e a deixar passar as badaladas sem dar por nada... a nemesis a lembrar-se como estava estúpidamente triste, constipada e enregelada na última passagem de ano, enquanto tira o gelado do congelador e ouve todos a chamar por ela na sala, porque é meia-noite.

Eu é que te dou os frosques :)

Beijos

nemesis

# Dezembro 30, 2007 17:36

bp63 said:

Nemi

Já passei todo o tipo de passagens de ano, em multidão, só, de pé, deitado, alegre, triste, rijo, doente, cheio de tradições, sem nenhumas, conforme os ares que se me dá. Agora a comer chocolate nunca passei. Apesar de gostar não sou grande comedor de chocolate. Andará por aí uma subtil imagem caída de um fulano com uns kilos a mais?

Quanto ao resto fica uma boa imagem do que pode ser um reivellon virtual. Nele, posso então descascar muita coisa mas, nessa hora, chocolate e uvas é que não vai ser.

Beijo

# Dezembro 30, 2007 18:17

Nemesis said:

Tens uns kilos a mais, Bp? ops, desculpa, não queria ferir susceptibilidades com a estória do chocolate, mas sabes, dentro dos limites da humana esmagabilidade, o peso excessivo nunca incomodou o mulherio, o pessoal costuma queixar-se mais é da falta dele :)

Desde que te divirtas, virtualiza para aí o teu Reveillon. Eu vou estar por perto do computador para te dar umas beijocas e uns abraços virtuais de bom ano novo.

Beijo

# Dezembro 30, 2007 18:54

bluewater68 said:

bp63, num dos avisos por Email eu era capaz de jurar que tinha lido um comentário teu onde mencionavas o filme que tinhas ido ver ontem. Calculo que tenha sido o do Will Smith.

Se for esse o caso, s.f.f. diz-me da tua justiça e diz-me se corresponde a isto:

http://sol.sapo.pt/blogs/quarca/archive/2007/12/29/Eu-sou-a-Lenda.aspx

E gostei da descrição da Nemesis. Eu, reconheço, faria mesmo o papel de Mr. Scrooge :)

# Dezembro 30, 2007 19:27

bp63 said:

Nemi

É que quando ouço alguém falar de pessoas a comer chocolate vem-me sempre à ideia aquela imagem cinematográfica americana de obesos refastelados passivamente em sofás de salas caóticas a lambuzarem-se em barras do dito cujo. Depois fico logo com o radar no ar, será que estou a caminhar para lá, mesmo sem comer (muito) chocolate? Enfim, obsessões cinéfilas.

Essa da falta de, não se preocuparem muito com, não me convence. Isso é só nos primeiros tempos, depois começam, vamos lá ver se essa barriguita começa a não ter mais protagonismos que outras partes, etc e tal.

Falando sério, não tenho problema com pesos. Cada um deve sentir o peso ideal para si. Eu não me dou muito bem com uns kilos a mais porque sempre fui magro e acho que a carga óssea não foi preparada para isso. É tudo uma questão de engenharia.

Beijos

# Dezembro 30, 2007 20:35

bp63 said:

Blue

Eu vi essa crítica e até fiquei de passar por lá para dizer qualquer coisa.

O filme não me desiludiu muito porque já estava à espera daquilo. Afinal estamos perante um filme catástrofe com todos os seus rodriguinhos. Mesmo assim tem alguns pontos muitos bons ou pelo menos bons:

- Will Smith ? leva o filme às costas sem problema nenhum. Tem carisma e força para aguentar cenas e cenas de pouco mais que monólogos. Consegue-nos transmitir a sensação de angustia e de solidão.

- Nova Yorque deserta e pós-caos ? excelentes imagens da cidade que nunca dorme mas que passou a dormir de vez. Boa fotografia, cenografia e efeitos especiais

- Narrativa perceptível ? apesar do filme se centrar no pós, não deixa de ir mostrando o que se passou antes, o que leva a um certo fio condutor. Na minha opinião devia ter explorado mais a parte pré-pandemia do que a da vampiragem, mas é meramente um gosto pessoal.

- Espectador isolado ? o espectador é sempre posto ao nível do cientista, não sabemos mais do que ele. A sensação de isolamento do mundo está sempre presente. O que está para alem de Manhatan? Só sabemos no fim.

Pontos fracos:

- A vampiragem ? se as primeiras cenas ainda têm algo de hitchockiano, depressa aquilo resvala para o excesso de digitalização e não estamos muito longe de um qualquer filme de terror moderno, com ataques assustadores e repugnantes de zoombies.

- Incoerências científicas ? eu sei que é cinema mas falta muito rigor. Por certo não nascia erva no meio das avenidas. Tudo aquilo estaria inundado e cheio de ratos e afins. Continua a ter electricidade como se a cidade continuasse a ser abastecida, bem como combustível (embora ai enquanto houvesse carros parados bastava ele escolher um);

- Final ? Muito melo e moralista para meu gosto. Mas sobre isto não adianto muito.

Em resumo a primeira parte esta boa mas depois o filme descai, por facilitação comercial, e temos mais comboyada do que outra coisa. Tinha preferido o ritmo da 1ª parte, a deambulação dele, cortada com os flash-backs do que realmente se passou anteriormente. Mas isto é só o meu gosto. Mesmo menos arrojado e mais perigoso em termos de interpretações ideológicas continuo a preferir Invasion da Nicole kidman, que aborda uma temática parecida, um virus a controlar/abater a espécie humana.

Um filme tem sempre que ser avaliado dentro do género. Como produto de blockbuster de catástrofe aterrorizante não está mau. Muitos furos acima do 28 dias depois.

# Dezembro 30, 2007 20:35

gomes2000 said:

Bem bp63

venho atrasada também! Já disseram tudo!!!

Fartei-me de rir com os seus comentários às diversas tradições. Na Colômbia, não devem fazer essas voltinhas com a mala a prédios?!...

Bem, obrigada pelo post e pelos conhecimentos que vou adquirindo.

Pessoalmente, vou festejar em casa, com um belo jantar, um bom vinho, música e quando chegar à meia-noite já não deve "entrar" o champanhe mas como as 12 passas. Não me ponho em cima de cadeiras, nem bato em panelas mas farto-me de rir com a barulheira.

A melhor passagem de ano que tive, foi festejada 5 vezes, uma a cada hora, depois da original à meia-noite! E havia direito a beijinhos, passas, gritos de Ano Novo, tudo! Eh Eh

Um Excelente Ano Novo

# Dezembro 31, 2007 14:58

bp63 said:

Gomes

Nunca ninguém disse tudo. Há sempre um petit rien para acrescentar.

Gostei dessa passagem 5 vezes, felizmente que há gente com imaginação.

Na noite de 1999 para 2000, sugeri uma coisa do género, começarmos a festejar a entrada do milénio de hora à hora, por cada país que ia entrando no novo século. Começavamos ao meio dia com a Austrália e e terminávamos às 8 ou 9 da manhã com Los Angeles. Como sempre não arranjei ninguém que alinhasse. Pelo contrário ficaram em pânico com a ideia. Era uma vez na vida.

O importante é celebrar, com vontade e da forma que se quiser.

Um ano 5 estrelas e up grade para gomes2008.

Beijo

bp63

# Dezembro 31, 2007 16:04

Luana said:

Tu és um mestre a dar ideias. Adorei ler e rir com o que escreveste.

Vou passar o reveillon em casa mas, a passar fora, seria em Paris. Agrada-me a ideia dos frutos do mar. Os outros programas não são nada que preste.

Aqui na ilha também não há "paneleiros" nem ninguém recebe o Ano Novo com material de cozinha. Gosto do petisco que fizeste com todas as tradições mas como dá muito trabalho, vou ficar aqui com a minha mãe, comer uma salada e uma fatia de bolo de laranja com chá. Enquanto isso, vou namorar com a televisão.

Um beijo

Luana

# Dezembro 31, 2007 18:55

camionista said:

O meu amigo é uma verdadeira enciclopédia do bom humor.

Merece um Excelente Ano de 2008.

# Dezembro 31, 2007 19:08

bp63 said:

Luana

Todos os namoros são bons, basta ter o coração quente.

Come uma fatia de bolo de laranja por mim, pequena, por causa das calorias, e mesmo com chá ergue bem alto a chávena e dá um sorriso, eu sei que dás muitos, à tua mãe. O 2008 vai ficar mais bonito.

E um dia Paris, quem sabe!

Beijos

# Dezembro 31, 2007 19:45

bp63 said:

Camionista

Isto de enciclopédias tem  muito que se lhe diga, porque eu quando vou lá espreitar as suas fotos vou fazendo um pequeno album do bom gosto.

Exclententes caminhos para percorrer, com rodas e com alma.

Abraço

# Dezembro 31, 2007 19:47

portocego said:

Olá e uma excelente Noite seja lá com que tradição for...

Gostei desta lista quase exaustiva de tradições da passagem do ano.Como se costuma dizer " havia para todos os gostos"...

Sou mesmo uma provinciana convicta, porque, tendo eu já passado a maior parte da minha vida a ouvir bater panelas, aqui na cidade,o que eu ainda lembro com aquela nostalgia, é o grupo de jovens que percorriam a freguesia com acordeão e cantares, fazendo bailaricos numa e noutra casa de família, comendo chouriço tirado do fumeiro e assado na brasa, com broa de milho e trigo. Á meia-noite, atiravam-se foguetes e a festa continuava até ser dia.

Então, brindemos a todas as tradições e a todos os povos!!!

Que 2008 seja mais justo e fraterno para todos.

Abraço,

Daniela

# Dezembro 31, 2007 20:51

bp63 said:

Para todos

[YouTube:qKoJtJu8njY]

# Janeiro 1, 2008 1:48

josefadobidos said:

Obrigada, Bp63

Sim, é bonita.

Bom Ano

Beijo

Jo

# Janeiro 1, 2008 12:05

angelical said:

bp63

O que dizer deste maravilhoso post com uma viagem por tantos países com as suas tradições ? e com tantos comentários tão bons, de tantos bloguistas famosos, esta pobre Angelical com asas ,mas que não vôa, só pode dizer parabens para todos.

Que o ANO TE SORRIA COM MUITA LUZ E ,MUITA PAZ SÃO OS VOTOA DA ANGELICAL.

# Janeiro 1, 2008 12:17

bp63 said:

Bom ano Daniela.

O seu comentário fez-me reflectir sobre as verdadeiras tradições. Onde estão as que fazíamos quando éramos crianças? Afinal agora comemos passas, subimos cadeiras, vestimos roupa interior de cor, mas o que é que isto tem de português? Se calhar nada. Rimo-nos dos colombianos por andarem com uma mala, mas no fundo eles andam com a sua nacionalidade. Nós andamos cosmopolitas.

Lembro-me, da minha infância, na noite do dia 31 deitarmos fora uma peça de roupa velha, já sem uso, para que entrassem coisas novas. Mantenho esse costume. Até porque me dá jeito, sempre faço uma limpeza.

Abraço

bp63  

# Janeiro 1, 2008 12:33

bp63 said:

Jo

Tem que ser assim... é bonita, é bonita e é bonita.

Que o ano também seja assim.

beijo

# Janeiro 1, 2008 12:34

bp63 said:

Angelical

Dizer tudo. Mesmo com palavras simples como a que escreveu.

Se o ano tiver sorrisos, terás luz, paz e tudo mais.

Um ano com muitos sorrisos.

# Janeiro 1, 2008 12:37

avomilu said:

bp63

Amigo, tudo que escreves gosto sempre, então este post está de 50 estrelas, a tu imaginação não tem limites, fiquei a conhecer as passagem de anos em muitos países muito bom.  Agradeço também o teu grito no meu GRITO, todos precisamos de gritar, talvez o mundo oiça tantas injustiças.

Um beijoo amigo da milu

# Janeiro 1, 2008 17:12

bp63 said:

Obrigado Vó.

Isso é que são estrelas, pareço uma constelação.

Mas há que referir que o levantamento incial foi feito por um escritor (?) brasileiro, cujo link deixei ficar.

Um bom ano com muita VOZ.

beijo

# Janeiro 1, 2008 18:53

MarAzul2007 said:

Caro BP63,

Cada país tem a sua tradição. A sua volta ao mundo do ano novo está espectacular e muito bem feita como sempre.

Um bom ano para si.

Um forte abraço

[YouTube:1eOu-jVuuxo]

# Janeiro 1, 2008 19:10

bp63 said:

Marazul

Cada tradição, cada cor, cada mar, cada barco. Um bom ano com isso tudo e

é preciso mesmo a new resolution in the new year.

abraço

bp63

# Janeiro 1, 2008 19:28

pessoalissimo said:

Olha, BP, a minha TRADIÇÃO é adormecer antes das doze badaladas e das doze passas. Pois é, desta vez passei-me, bebi umas taças de champ a mais antes da hora marcada e pronto... Daí a pouco estava com uma mantinha nas pernas e o comando na mão a assistir aos Fedorentos. Depois veio um intervalo e estes tem um efeito soporifero maior que os programas que a tv transmite, pelo menos para mim. Portanto...

Este post está com aquela qualidade a que j´s nos habituaste, acrescido da centelha de humor e boa disposição própria de um fechar de cena e preparar para abrir outra, a eterna esperança num ano melhor.

Que 2008 te traga muita coisa boa!

Fernando

# Janeiro 1, 2008 22:56

PSCGF said:

Oi BP,

Espero que este 2008 tenha nascido cheio de cores para ti.

Beijinhos

Paula

# Janeiro 2, 2008 0:00

bp63 said:

A tradição de dormir. Faltava-me esta. Penso ue foi a única que nunca fiz. Mas não deve ser má, pelo menos estamos em paz.

Um 2008 com muitas estrelas. Todas.

Abraço

# Janeiro 2, 2008 0:02

bp63 said:

Paula

Vou pensar que sim que há muita cor por ai. Para já só vejo o cinzento do trabalho que me espera. Para mim a grande meia-noite não foi a de ontem, mas sim a de hoje. E não sei se vai ser no bom sentido. Esperemos que não. Viva a renovação e o novo ano!

Bom ano, bem cheio.

beijos

# Janeiro 2, 2008 0:04

PSCGF said:

Ups!!

Ouvi falar de cinzento ... impossivel.

Amanhã , aliás hoje já estou e estarei a trabalhar ...

Se não me destrair pelo Sol...

MAs cinzento não . Estou preocupada , stressada , com vontade de amanhã mandar "pastar" alguns ,mas nunca ,  nunca alguem ou alguma situação me irá pôr o dia cinzento...

Por isso vamos deixar o cinzento em casa amanhã e barafustar , stressar mas a cores.

Beijinhos

Paula

# Janeiro 2, 2008 0:13

PSCGF said:

Bp,

Sorry os erros de escrita :)

"distrair"

e o resto nem li...

Paula

# Janeiro 2, 2008 0:15

chabeli said:

Aqui, estou de volta. Temendo menos o futuro e procurando viver, suficientemente, o presente.

Vim só deixar estas palavras. Volto mais tarde

Até já

Abraço

Chábeli

# Janeiro 2, 2008 14:32

bp63 said:

Paula

O dia realmente amanheceu muito cinzento mas lá fiz um esforço e começou por aparecer cor. Não sei se por isso mas o sol ainda me veio comprimentar.

Realmente trenho que comprar um plasma para stressar a cores e em alta definição.

Beijo

# Janeiro 2, 2008 21:59

bp63 said:

Chabeli

Se fizermos bem o presente não há muito que temer o futuro, a não ser que os outros o desfaçam.

Obrigado pelas palavras.

Quanto o voltarei é talvez o meu Hit Parade das palavras. Acho que qualquer dia vou compor uma canção chamada Voltarei Smile

Abraço

# Janeiro 2, 2008 22:03

gomes2000 said:

Sabe bp63,

as passas estavam esgotadas. Comi duas tâmaras! Não gostei nada.

Fiquei pelo vinho, e a ver os gatinhos. Passagem de ano caseira...

Beijinhos

# Janeiro 2, 2008 23:30

bp63 said:

gomes

Aqui em casa as passas sobram sempre, niguém lhe pega. Prá proximo envio algumas :)

Beijo

# Janeiro 2, 2008 23:35

chabeli said:

Bp

Aqui estou de volta.

Gosto muito de te ler "Calimero". Mas tu és um Calimero com um sentido de humor, no mínimo contagiante. Na verdade, para além de escreveres com esse "travo" gostoso, tens um sentido critico que se eleva, quando conjugado com a criatividade.

Olha fico por aqui, pois posso correr o risco de adocicar demasiado ( o comentário, claro) e tal como escreveu, Eugénio de Andrade as palavras são o sal da língua.

Bom ano e sobretudo viagens, muitas e boas...

Abraço colorido

Chábeli

# Janeiro 4, 2008 16:10

XXI said:

Gostei muito destas informações e dos comentários às mesmas.

Um BOM ANO!!!

Maria Romã

# Janeiro 4, 2008 16:37

desabafosdaminda said:

Gostei do percurso tipo ? passeio turístico? de época de ano novo: já que com o meu salário nunca o poderei fazer, vou apreciando assim!

Não sou nada dada a grandes festejos, nem grandes exuberâncias nestas alturas festivas, mas adapto-me com facilidade ao meio em que estou, mas o que aprecio mesmo é uma boa companhia, se o pretexto for a passagem de ano, seja!

*

Pronto, em relação às várias tradições que referes não gostei nada da dos chineses: aquilo de eu ter que fazer a faxina a casa, nah, não me agradou memo nada!!!

*

Quanto à tua mala pata, unh? acho que o teu problema não é esse. Aqui a utópica acha que tu tens utopias demasiado utópicas e passo a explicar: experimenta não quereres ficar rico e essas coisas assim, experimenta pedires coisas mais prosaicas, tipo, conseguir dormir 8 horas por noite, não ver a cara do patrão por 8 dias, gozar mesmo férias, passear na Avenida dos Aliados, ?, e vais ver que deixas de ser Calimero!

Beijos

Minda

# Janeiro 5, 2008 18:30

bp63 said:

Chabeli

Gosto desse sal das palavras do Eugénio. No meu caso penso que por vezes ponho sal a mais e ainda causo alguma hipertensão em quem me lê.

Com tanto sal sabe bem um docinho.

abraço in color

# Janeiro 6, 2008 19:27

bp63 said:

e bom ano de 2008

(chabeli)

# Janeiro 6, 2008 19:28

bp63 said:

Obrigado MariaRomã

Um bom ano, cheio de todas as boas cores

# Janeiro 6, 2008 19:29

bp63 said:

Minda

Eu não quero ficar rico... só queria era ter a paz de espirito que alguns ricos têm por conseguir pôr as coisas no seu lugar, ou melhor por mandarem pôr.

As coisas prosaicas são boas, mas depois vêm as outras que nunca foram encomendadas estragar a festa. Se tivesse dinheiro ao menos comprava uma máquina bem potente para trancar a porta e não as deixar entrar.

Mas o Calimero é só por causa do mimo. No fundo lá vou indo tentando encarar as coisas da melhor maneira e lutar por conseguir amanhão um dia mais bonito (este espirito normalmente morre logo após 2/3 horas depois de acordar, mas pronto!).

Beijinhos

# Janeiro 6, 2008 19:34

desabafosdaminda said:

claro que todos gostamos de ter ataqwes de calimerice: é um dos modos que inventamos de ser mimados...

e claro que todos vamos fazendo pela vida, por levantat a cabeça... quem por aqui anda nestes blogues acaba por os usar como um meio de o fazer!

beijinhos

minda

# Janeiro 8, 2008 14:45

desabafosdaminda said:

e é claro que eu hoje tou com um ataque de "acerta na tecla ao lado, p...!"

beijocas

minda

# Janeiro 8, 2008 19:52
Para comentar necessita de estar registado