EDITORIAL Somos uma publicação com um único compromisso, o leitor. Ok, pronto, está muito batido, mas fica sempre bem na abertura de qualquer publicação. O que queriam que dissesse? Que o compromisso verdadeiro é com os nossos accionistas e que isto tem que dar lucro senão fecham-nos a porta? Neste caso até nem mentimos porque nos alojamos, qual parasita, num tal Imagens Caídas, que por sua vez está alojado numa Comunidade, que está alojada num Jornal e por aí fora, qual cadeia expansionista. Com uma redacção imensa, cheia de colaboradores de alto renome virtual, procuramos trazer todos os meses uma suma do que vai andar por aí na 7ª arte. Já agora, como se voltaram a eleger as novas 7 maravilhas do mundo, porque não fazer o mesmo com as artes? Porque raio o cinema vem sempre em último? Será por causa daquela eterna discussão de arte versus indústria? Somo uma revista gratuita, apesar de não ser distribuída no metro, a menos que queira levar o seu notebook debaixo do braço. Como qualquer publicação gratuita todas noticias são mini, daquelas que depois de ler a chamada da capa já não tem nada para ler. Para evitar isso, e para ser ainda mais mini, fizemos mesmo só a capa. Aqui estamos, então! |
MAMMA MIA que filme! Meryl Streep a cantar Dance Queen? Esperem por Agosto de 2008 e verão. A grande senhora do cinema vai participar na adaptação do Musical Mamma Mia, baseado nas canções do ABBA. A história do musical gira em torno da tentativa da noiva Sophie de descobrir a identidade de seu pai. Criada pela mãe rebelde, Donna (Meryl), numa ilha grega, a filha convida para seu casamento três homens que podem ser seu pai (Pierce Brosnan, Colin Firth e outro que não sei). Não seria melhor fazer teste de ADN? Este é daqueles projectos que pago para ver. Ou resulta num belo produto kitch, tipo Hairspray, com alguma piada, ou então temos um flop monumental. De qualquer forma lá estarei nas primeiras filas para o ver. Não sei se com um pacote de pipocas ou um saco para o enjoo.  | Sex and the City: The Movie Parece que a senhora BCBG Saraha Jessica Parker e a senhora Kim Cattral se entenderam e o filme vem mesmo aí. Eram muitas amigas, muitas amigas, mas no fim da série as coisas azedaram porque havia a proposta de um filme e a dona Kim descobriu que o seu cachet era muito menor do que o da dona Jessica. Dizem as más-línguas que o ambiente entre elas deixou ter o perfume chic das griffes e ficou mais com som de facas afiadas. Mas tudo isto são águas passadas e voltamos ter as 3 mosqueteiras, que como sempre são 4, nas suas aventuras de predadoras modernas a aviar o Sexo e não fazer nenhum pela Cidade Baseado na obra de Candice Bushnell, o bom gosto e a futilidade volta a inundar NY, como se esse fosse o retrato da mulher moderna
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Senhor dos anéis já ressuscitou Para todos os que sentiram órfãos do Senhores dos Anéis parece que há boas noticias. O Hobbit, novamente baseado na obra do J.R.R. Tolkien, sempre vai para a frente. Melhor do que isto é que Peter Jackson está por detrás do processo. Contrariando a expectativas parece que ele apenas será o produtor. Dado o seu envolvimento em 2 projectos TinTim e Lovely Bones, se ele realizasse o Hobbit o projecto iria atrasar muito e o Anéis começavam a arrefecer. Nestas coisas de mercado convém estar tudo sempre muito quentinho. Para tal convidaram o Sam Raimi, o maestro do Homem-Aranha, mas ele umas vezes diz que sim outras diz que não. Deve ser influência do inconstante aracnídeo. Mais uma vez o livro será partido em 2 filmes rodados simultaneamente. Como parece não haver vida para além do Senhor Anelado, Elijah Wood já foi oferecer os seus préstimos e tudo indica que o vamos ver outra vez minorca com patinhas grandes. Qualquer dia temos que levar o menino Frodo à psicanálise, como foi o Anthony Perkins por causa do Psico.  | Ultimato again Um dos mais promissores realizadores dos últimos tempos, o inglês Paul Greengrass (Voo 93 e Ultimato), começou a rodar em Espanha aquele que poderá ser um dos filmes mais interessantes do próximo futuro. Se estrear ainda em 2008, pois anteciparam as filmagens, pode estar para o ano na corrida para os prémios da praxe. Tanto mais que conta à cabeça com Matt Damon. O filme, que adapta o livro Imperial Life in the Emerald City: Inside Iraq's Green Zone, aborda a invasão do Iraque, nomeadamente o pós queda de Saddam Hussein e a caótica situação resultante. Matt é Damon um oficial que procura por indícios de armas de destruição em massa. Tem também uma menina Amy Ryan que será uma correspondente do New York Times enviada a Bagdad para investigar a alegação do governo dos EUA de que Saddam escondia as tais armas. Ou muito me engano ou já sabemos o final, eles não vão encontrar nada. Oh, quelle surprise! Estes americanos sem um Vietnam não nada no cinema
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Blair Witch à solta em NY É talvez o projecto mais aguardado. Cloverfield foi filmado em absoluto segredo pois muito pouca coisa passou cá para fora. Começaram a aparecer umas imagens na net que mostrava um registo vídeo, com uma máquina doméstica, de um ataque que NY estava a ser sujeita, sem ninguém perceber. A uma determinada altura via-se a estátua da liberdade a saltar e a cair no meio da cidade. Há quem fale numa alegoria ao 11 de Setembro. Todo filmado por câmaras de vídeo portáteis, o filme pretende recriar o que sentiriam as pessoas, nomeadamente um grupo de amigos que estão numa festa, quando vêem a cidade a ser atacada. Até ao momento só se sabe que vão ser uns monstros mas ninguém tem ideia do que é, nem se sabe se o filme os irá revelar ou se pretende demonstrar através das imagens o que é o sentimento de pânico urbano perante um ataque. Estreia a 24 de Janeiro em Portugal, uma semana depois dos EUA. Será o primeiro grande sucesso de 2008 ou a maior decepção?
| Fujam que vem aí mais feijões Como na velha anedota, 2008 está cheio de bis, tris e por aí fora. Para quem gosta de pratos requentados aqui está a lista do volta a baralhar e a dar de novo: o Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal o Batman - O Cavaleiro das Trevas o As Crónicas de Nárnia: O Príncipe Caspian o Rambo 4 o O Incrível Hulk 2 o Ficheiros secretos 2 o Múmia 3 o Hellboy 2 o Bond 22 o Harry Potter e o Enigma do Príncipe o Madagascar 2 o Star Trek (não sei quantos) Ora vamos lá ver quantos destes filmes vão valer a pena uma deslocação às salas? Por mim muito poucos. E quantos flops vão haver? Aposto já no Rambo, Hellboy e Ficheiros Secretos.  |
Clássico – The Misfits Sempre que vemos uma lista dos melhores filmes de todos os tempos ou quando alguém refere um clássico, quase sempre fica esquecido aquele que é seguramente a melhor obra de John Huston e um dos mais belos e deprimentes registos sobre a solidão acompanhada de personagens em decadência. De 1963, Os Inadaptados contou com o registo final de 3 estrelas cadentes de Hollywood, Clark Gable, Marilyn Monroe e Montgomery Clift. Clark e Marilyn morreram após o filme, Clift só veio a fazer 3 filmes depois. Curiosamente Gable interpretou um cowboy chamado Gay Langland. Se ele soubesse o que isso veio a significar, em lugar de caçar cavalos no deserto, tinha ido pastar gado para Brockeback Mountain.  | A Ferver Amacadord será sempre Amacord, o eterno de Fellini. Como qualquer filme europeu da época (1973) o sexo não podia faltar. Como a acção se passa na Itália fascista dos anos 30 essa problemática é sempre mais sugerida ou recalcada do que mostrada. No entanto, 2 cenas fizeram furor, a da masturbação dos rapazes e, esta sim, a do assedio da tabaqueira. Um jovem rapaz resolve ir comprar um simples maço de tabaco, na altura sem lei nem ASAE, e dirige-se à tabacaria local onde uma robusta senhora o espera. De portas fechadas uma grande Mama Roma fecha a porta e avança para o rapaz, digamos que com uma boa amizade de peito.
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Garganta Funda o Nicolau Brayner extraordinariamente vai participar num filme português este ano, contrariando o seu afastamento desde há muito. o Woddy Allen estreou o seu novo blockbuster de Inverno. Ainda não foi desta que trabalhou com Arnold Schwarzenegger, o que para muito não se percebe, dado que ultimamente tem sido um Exterminador Implacável com a paciência dos fãs resistentes. o Aproxima-se a nomeação dos Óscares e prevê-se mais um escândalo com a possível não nomeação de um filme português este ano. Isto só se compreende face aos lobbys poderosos das cinematografias do Bangladesh e Burkina Fasso. o Os custos da cerimonia de entrega do Globos de Ouro foram de tal forma elevadíssimos que os produtores quase na ruína esperam um perdão do BCP.
| Sopa de Estrelinhas Normalmente atribui-se estrelinhas aos filmes que se viram (espera-se, embora muitas vezes duvido disso). Aqui na PRIMEIRINHA somos originais. Vamos classificar os filmes que ainda não vimos, segundo a expectativa que eles geram: Expiação - ** Nome de Código: Cloverfield - *** Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street - **** Sedução, Conspiração - *** Rambo 4 - ·
Apostamos no Barbeiro. Tim Burton não costuma desiludir. Mesmo quando não está inspirado não é mau. Expiação deve ser mais um pastelão em bicos de pés para os Óscares. Rambo 4 fenómeno difícil de explicar, assim como qualquer zombie.
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Jogos de Poder – A Dama e os Vagabundos A comédia política não é um género que abunde, e quando existe entra sempre mais no domínio da palhaçada ou da comédia romântica. Neste aspecto Jogos de Poder tem alguma originalidade ao nos trazer uma perspectiva de um facto pseudo conhecido, o papel do EUA na retirada das tropas Soviéticas do Afeganistão, com um certo tom irónico. Os diálogos acutilantes abundam, em parte servido por um bom argumento e por um triângulo de actores Tom Hanks, Julia Roberts e Philip Seymour Hoffman, não tivessem todos eles já um Óscar, ou mais, no bolso e já tínhamos aqui a rapaziada para agradecer à mãe e ao cão, especialmente na área do secundários. Mesmo assim… Todavia Mike Nichols não nos traz um grande filme. Na linha do Escândalos do Canditato, apresenta os meandros da política e mostra que a forma como as coisas se cozinham estão muito longe dos padrões de ética dos manuais e do politicamente correcto das campanhas, mas falta-lha alguma garra para ir mais longe. É curioso que num filme para cinema se note alguns tiques de telefilme e que num produto televisivo, como Anjos na América, ele tenha apresentado um grande produto de excelência cinematográfica, talvez das melhores mini-séries feitas nos últimos anos. Mas não deixa de ser divertido os jogos de cintura e o sentir que tudo pode, ou foi, manipulado. Em determinado momento do fillme, quando um agente de Israel diz que jamais se aliaria ao Egipto e Arábia Saudita por estes treinarem as pessoas que os estavam a matar, um americano respondeu que não via razão para isso, porque eles também os treinavam. A História não foi assim, mas deve ter por ali coisas a roçar alguma verosimilhança. No entanto, não esconde que o importante era a América derrotar os Soviéticos e o resto que se lixasse. Esse resto, que domina os 5 minutos finais, é a grande espinha do filme e da verdadeira História recente, o 11 de Setembro tem ali uma aragem fria e de morte. Afinal que monstros criaram com esta brincadeira? Fizeram bem as coisas mas no fim lixaram tudo. Dizem eles.
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ULTIMA HORA: O actor Brad Renfro, de 25 anos, foi encontrado morto ontem, dia 15, na sua casa em Los Angeles. Até ao momento desconhece-se a causa da morte, mas o seu passado com problemas nas drogas não deixa muita dúvidas.
Sem uma carreira muito interessante foi mais um baby star que depois não venceu. Com pouco mais de 10 anos fez o miúdo perturbado testemunha de um crime no do Cliente, com a Susan Susan Sarandon e o Tommy Lee Jones. |