Le Grand Final - OSCARITOS 2008 - Desta já nos safámos!
Abram alas e, já agora, as garrafas de champanhe. Vistam a melhor roupinha e façam a festa. Desmarquem já as consultas nos vossos psiquiatras. Percam a cabeça e façam uma chuva de flores da vossa janela – bom, se passar alguém que muito estimem, disfarçadamente, deixem cair também o vaso, todo vão pensar que eram apenas as rosas que estavam estragadas. - Os Oscaritos 2008 acabaram!
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O que é demais também enjoa e neste caso, por pouco, não tínhamos já um caso de verdadeira intoxicação alimentar cinematográfica.
Assim, fica aqui então a última fornada destes prémios que já fazem tremer a indústria da 7ª arte, ainda que ela própria não saiba e pense que se trata apenas de mais um efeito especial criado para os próximos filmes portugueses, que estão a arrasar bilheteiras em todo o mundo.
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CATEGORIAS de Realização
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Posso filmar a minha gata a dormir que ninguém diz mal de mim | Clint Eastwood em Flags of Our Fathers - As Bandeiras dos Nossos Pais e as Cartas de Iwo Jima, pelo síndrome de quem ousar tecer uma consideração menos favorável a um dos seus filmes é sinónimo de ser um parolo e não perceber nada de cinema. Ou muito me engano ou o homem vai começar a fazer cada vez mais grandes sequeiros e os festivais todos de pé. |
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Posso adormecer a minha gata com os meus últimos filmes mas também ninguém diz mal de mim | Woody Allen em Scoop, pela aura intelectual de qualidade que também adquiriu, pois mesmo quando se espalha ao comprido numa história policial sem pés nem cabeça, ainda é referido com elevação em conversas só para impressionar. Por falar em Scoop, aqui fica um (furo jornalístico), vi este filme quase ao lado do actual Ministro das Finanças. Com tanta acção, cheira-me que não lhe devem ter faltado momentos para ele introspeccionar o OE. |
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Cada macaco no seu galho ou não se pode ser bom em tudo | Robert de Niro em O Bom Pastor, por insistir em realizar quando ele o que faz bem é representar. Ainda por cima perdeu uma oportunidade para brilhar no The Departed. Jack Nicilson chamou-lhe um figo e, antes que o mestre Scorcese adiasse a rodagem por causa do compincha Ronaldo de Niro estar occupado, deitou a mão ao papel principal. O resto já é História. |
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Já temos Manoel de Oliveira Ou Não há vida fora dos Casinos | Steven Soderbergh em O Bom Alemão por insistir em continuar na seca dos filmes que se arrastam na narrativa, sempre que sai da temática ofuscante dos casinos do Ocean. Será que durante filmagens dos diversos casinos o homem ficou viciado e depois quando sai de lá fica com a ressaca da abstinência e baralha os circuitos? Para tornar a coisa mais soporífera leva sempre o amiguinho Clooney, que com o seu ar blasé nos dá sempre uns largos minutos para pôr o sono em dia. |
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Como assassinar todo um mito em 10 minutos | Manoel de Oliveira em Belle Toujours por em breves minutos destruir todo o charme da perversidade da Catherine Deneuve na Belle du Jour, e ter transformado todo um mito do pecado, criado por Buñuel, num bocejo angelical. A dona de casa que durante as horas mortas do dia dava umas curvas valentes, aparece aqui numa longuíssima recta de chá e bolinhos. Ainda não estou refeito desta destruição do meu imaginário juvenil. O que me falta agora fazer, uma versão do Garganta Funda e pôr a Linda Lovelace com o mesmo interesse sexual duma ida ao parlamento de uma ministra qualquer? |
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Meto-me nos copos e depois é isto | Mel Gibson em Apocalypto por continuar com as bebedeiras mesmo quando está a filmar, pois só assim se explica as imagens que apresentou. Alguém lhe devia explicar que o vinho é apenas sangue na mensagem de Cristo, e mesmo aí em sentido figurado, para ver se ele deixa de encher os planos com tantas cenas sanguinárias. Cá para mim é apenas desculpa para lhe matar a sede do tintol com que deve andar sempre. |
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Cá para mim estagiou nas Obras Publicas | Sam Raimi em O Homem Aranha 3 por ter derrapado e elevado o orçamento do filme ao maior de sempre e depois não ter apresentado serviço que justificasse. Não sei se ele recebeu algumas comissões, mas suspeito que houve marosca na facturação dos fornecedores, afinal as melhores coisinhas que o filme apresenta são digitais e para isso só são precisas toneladas de bytes, nada mais. Ó Sam esse prédio que se destrói é digital, ouviste? Não é preciso pagar os vidros e as vigas ao construtor civil que entrou pela porta a dentro da produção. |
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Faltei às aulas de realização e direcção de actores | Steven Shainberg em Fur - Um Retrato Imaginário de Diane Arbus, não só por ter feito uma coisa que não se percebe o objectivo (É thriller? É drama? É Biográfico? É fantástico? É uma seca?) como também por ter posto a Nicole Kidman completamente perdida num papel em que tinha tudo para brilhar. Isso não se faz à menina, está nos contratos que ela tem que ser sempre soberba, mesmo que seja a ler lista telefónica. |
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Se Oliver Stone conseguiu porque não eu? | Brian de Palma em Censurado por começar já a fazer a eterna expiação dos americanos com as malditas guerras que criam nas terras dos outros. Sempre a boa consciência americana. Fazes bem homem, os Democratas vêm aí e convém reservar já lugar na fila da frente. |
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CATEGORIAS de Filme
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Joe Berardo e as Assembleias de Accionistas | Um Trunfo na Manga por toda a overdose de tiroteios e cacetadas que se dão do principio ao fim entre tudo e todos, não se sabendo o que é que afinal vai ficar de pé. No fundo, por mostrar que entre amigos, inimigos e policiais afinal há uma coisa em comum, resolver tudo à pancada e escaqueirar tudo, num final onde se pode dizer que ninguém sai vivo. Este pessoal a querer levar a melhor e a passar a perna uns aos outros faz de qualquer ninho de víboras um autêntico berçário. |
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Mandem chamar a ASAE | Ratatui por ir contra o politicamente correcto e ter posto ratos na alta cozinha parisiense, demonstrando assim que a maioria das bifanas das tascas portuguesas são afinal um produto sofisticado da nouvelle cuisine. É voz corrente que a PIXAR já foi objecto de operação da ASAE. Foram apreendidos vários gigabytes fora de prazo. |
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Para a próxima é melhor irem a um aterro sanitário Ou Homenagem por Homenagem antes o Olympia | Grindhouse e Planeta Terror, por tanto querem homenagear o cinema lixo acabam por se confundir com ele próprio. Ó rapaziada não é pelo facto de vocês estarem nostálgicos da vossa idade da borbulha em que iam a salas imundas ver filmes abaixo de cão, que vamos ter que gramar filmes homenagem a esse género. Já imaginaram se o João Botelho resolve também homenagear o finado cinema Olympia e as suas sessões contínuas e faz um filme tipo “As Boazonas ao Ataque”. O quê, o Corrupção não anda longe disso? Bom, então imaginem o António Pedro Vasconcelos com um filme de Galdérias de Luxo… O Call Girl é isso? Ok, calo-me já. Vou já ao próximo aterro sanitário buscar umas bobines. Acção! |
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Onde é que eu já visto isto Ou Mas para que é que levantei o rabiosque do sofá? | Os Simpsons - O Filme e Mr. Bean em Férias por nos terem trazido aquilo que já estávamos fartos de ver na televisão e ainda pagámos por cima. A técnica de baralhar e dar de novo só demonstra que a economia capitalista está fina como o alho e que nós, consumidores papalvos como sempre, a comer tudo, pois o segredo está no molho. Não, na pasta! Mesmo muita pasta e da verdinha, que tem mais vitaminas. |
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Vamos deixar os Casinos e abrir um Banco Comercial em Portugal | Ocean's 13 por demonstrar que os vigaristas ainda conseguem ser mais burlões quando se vigarizam uns aos outros. A julgar por todas os golpes que montam, em que levam sempre a melhor, mesmo perante os olhos atentos de quem supostamente devia controlar, esta rapaziada devia abrir um banco por cá no burgo. Assim como assim, mantinham-se no ramo, mas ficavam com mais prestígio. |
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Presidência Portuguesa da EU | O Labirinto do Fauno por mostrar que quando os caminhos da politica real são bastante cruéis, nada melhor do que criar um mundo paralelo em que, apesar de labiríntico, podemos sempre criar a ilusão de que tudo está bem e que somos os maiores. Pena que quando o feitiço acaba as abóboras tomem conta da cena conjuntamente com os melões, na cabeça. |
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E nem foi preciso chamar o INEM | Morte num Funeral por mostrar que mesmo sem chamadas para o INEM e sem fechos nas urgências a morte é ainda um assunto que põe toda a gente à bulha, sejam parentes, sejam ministros. Não sei se as alucinações de um familiar no filme, que depois de acidentalmente tomar uns speeds acaba nu e só em cima de um telhado, não seriam já uma premunição de algo que se viria a passar num funeral recente da vida politica portuguesa, chamado remodelação. |
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Serpentes a bordo do ano | Ghost Rider, mesmo não tendo serpentes, mesmo não tendo aviões, consegue o mesmo nível básico e abominável do filme ex-libris do vómito cinematográfico. Será que a idiotice também estava na BD em que o filme foi inspirado ou foi mesmo distracção ao fazerem o filme? Parece que Nicolas Cage devia estar com os copos quando aceitou o filme, ou então, levou tanto a sério o método, que não era ele mas sim o seu fantasma a fazer o filme. |
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Feira de Carcavelos | Epic Movie por, a pretexto de fazer um gozo aos filmes recentes, acaba por ser uma imitação foleira de todos os grandes sucessos recentes. Sempre pensei que a qualquer momento acenderiam as luzes, desligariam o filme e recolheram à pressa as bobines para se pisgarem, pois vinha aí a policia. |
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Reality Show para gente culta | Em Busca da Felicidade por trazer de volta o melodrama e podemos chorar baba e ranho aos assistir às amarguras de um pobre pai que quer sustentar um filho vendendo máquinas de costura. Tudo isto sem ter que ligar à TVI, sem ter um directo ao domingo com a Júlia Pinheiro aos berros e sem termos os tímpanos feridos com uma qualquer vedeta a cantar pela causa do pobre homem. Só por isso este filme devia ser canonizado. |
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Não se podia mandar um email? | Cartas de Iwo Jima, não só por ter elevado a filme aquilo que podia ser um prólogo do outro filme das Bandeiras, como também por se pensar que bastava a um americano pôr uns tantos a falar japonês no meio da batalha e num registo muito denso para se ter o outro lado da guerra. Não será por eu pôr umas espanholas com castanholas ali para os lados de Alcobaça que fico com uma perspectiva dos nuestros hermanos a levaram nos queixos na batalha de Aljubarrota. |
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Toy’s’us em saldos | Bratz, o Filme por nos fazer ter saudades das prateleiras dos Toy’s’us em que as famigeradas bonecas estavam dentro de caixas, amarradas e MUDAS. |
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A Ministra que sabia de menos | À Noite no Museu por ter mostrado que os Museus, afinal, podem ter vida e até bem divertida, contrariando uma regra portuguesa, não escrita, em que cultura tem que cheirar a mofo. |
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Congresso Partidário | A Invasão, por finalmente esclarecer que aqueles políticos que querem que as pessoas sejam apenas uma carneirada que aceita tudo o que eles ditam, sem poder de decisão, estão afinal contaminados com um vírus vindo do outro planeta. Aconselho a que num próximo congresso se monte uma rulote dos Médicos sem Fronteiras para se dar uma vacina aos militantes. |
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Portugal Galderice SA | Call Girl e Corrupção, por, como filmes portugueses de maior sucesso (lembram-se também do Crime do Padre?), darem um lindo retrato da mulher portuguesa. Qualquer estrangeiro que assista a estas fitas vai ficar a pensar que por cá só há gajas para a reinação, daquelas que, em saltos altos, fazem da posição horizontal a posição indicada para subir na vertical. Ei, senhores realizadores importantes, isto por cá tem mulheres mais interessantes do que essas fatais tiradas do imaginário dos filmes dos anos 50, sabiam? Há por aí muita fêmea que, também de saltos altos, vai chegando ao topo pelas posições técnicas que toma, técnica esta que não tem propriamente as cores dos lençóis de cetim. Cá para mim o pessoal das filmagens têm umas certas fantasias com as assistentes e depois arranjam estes argumentos para lhe mandarem umas indirectas, tipo “vá lá, larga esses papéis e vem destruir a minha vida, na cama”. O problema é que elas têm mais que fazer na vida e os gajos não se cansam. E nós comemos com os filmes! |
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1 Big Mac por favor! | Geração Fast Food por voltar a falar mais do mesmo. Ok, aquilo faz mal, ok aquilo só tem colesterol, ok aquilo é uma americanice. Estes rebates de consciência americanos já são uma constante, agora passamos a ter assim uma espécie Vietnam até para a comida. Fica-lhes bem este acto de contrição sobre os seus pecados. Desconfio que não deve ter faltado umas boas pizzas e uns Big Mac enquanto o pessoal estava a rodar o filme. Dizer mal sim, mas o pessoal precisa de aviar o trabalho rapidamente e não há tempo a perder. Ou pensam que faziam uma longa pausa para ir comer um bom peixe grelhado com brócolos? |
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Michelin ou a recauchutagem do ano | Die Hard 4.0 - Viver ou Morrer por nos trazer de volta o famigerado John McClane como se tivesse saído duma Corporacion Dermoestetica qualquer, onde provavelmente fez companhia a Lili Caneças, aliás moça da sua geração. Valho-nos o Santo António dos Cavaleiros, que o rapaz, mesmo barrigudo, está uns furos acima do compadre Stallone. Fez um esforço e deu conta do recado. Presumo que no fim de cada gravação lá tinha que tratar duma luxação, tomar um comprimidos para a memória, fazer umas análises, etc, para se conseguir colocar ainda de pé no dia seguinte. |
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Mais um pouco e temos a Casa Pia | Lições de Condução por nos ter trazido uma velhota toda prá frentex que resolve desencaminhar Rupert Grint (o Ron de Harry Potter) e fazer com que o rapaz largue a varinha dos feitiços e se atire à vida. Felizmente que a senhora fez isto lá pelas terras de sua Magestade, porque cá era capaz de acabar também enrolada num processo. Bom, uma coisa é certa o processo ainda iria ficar mais enrolado do que ela própria e tudo acabaria a ser arquivado, enquanto ela tirava lições de conduções à porte de um liceu qualquer nas Bahamas. |
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Pronto, eu que me estava a portar tão bem, para rematar eis que desdobrei mais um lençol. The final cut!