Um Prato de te Prender - A Feitiçaria ao virar da cozinha
Qual Houdini, qual Merlin, juntar um naco de nada com uma pitada de tudo e criar um pedaço de sabores que desperte os sentidos, transformando, assim, lugares banais em cenários de sedução, eis um processo ao alcance de qualquer um através da entrada no simples e grande palácio moderno da alquimia, a cozinha.
Não sabendo sequer estrelar um ovo (como é poética esta imagem na língua portuguesa, ao contrário das outras línguas que os tipificam como fritos), não sei muito bem porquê, ou se calhar até sei, atirei-me ao mundo dos ingredientes alimentares e descobri uma nova paixão, a gastronomia. Mais do que prová-la, a grande magia está na sua criação, a relembrar processos antigos de alquimia, em que à procura de uma pedra filosofal, misturamos tudo e nasce um novo todo. É talvez o processo que ainda temos mais perto da magia ou da feitiçaria. Não só pelo processo químico da transformação das coisas, mas também pelo prazer e enfeitiçamento que depois o seu resultado aporta. Um processo de fusão nuclear pode ser um grande acto de transformação de energia, mas duvido que alguém após tal soberba tarefa lhe apeteça tomar um aromatizado café e cair nos braços de alguém, a não ser que se tenha como colega cientista alguma bomba retirada de um filme de adolescentes com as hormonas ainda mais explosivas do que a própria fusão.

Quando se ouvia dizer que um homem se conquistava pelo estômago, ou que bastava uns quantos jantares para ele cair que nem um patinho, estamos nada mais, nada menos do que a associar a culinária a um processo de bruxaria. Umas pitadas de pimenta, umas gotas de vinagre balsâmico e zás, ele já está no papo!
Afinal as bruxas existem, só que em lugar de atarracadas e de verruga no nariz, têm umas longas pernas em saltos altos e um lindo sinal realçado com uma make-up comprada à pressa no El Corte Inglês.
Claro que numa sociedade moderna e com a mulher no mesmo patamar, as bruxas passaram a ter também uma voz grossa, barba e cheiro a after-shave, ou seja, entrámos também na era dos feiticeiros gourmet. Diga-se de passagem que com bastante sucesso, pois apesar de toda a evolução ainda há um toque machista nas mentalidades e um homem surpreender uma mulher na cozinha é, quase sempre, um estoiro muito maior do que no cenário contrário.
Mas tudo isto porquê? Tudo isto em nome de uma coisa muito simples que é a sedução, no fundo o único processo que faz mover o relacionamento pessoal privado de uma forma subliminar, quase que secreta. Digamos que a sedução mora quase sempre num castelo secreto, que todos conhecem e frequentam, mas ninguém assume que lá vai. Quem não gosta de ser seduzido, quem não quer seduzir?
Assim neste jogo secreto, se em lugar de muitos aceleradelas no motor da última super máquina adquirida, versão masculina, ou de muitas horas de salão de beleza, versão feminina (bom num cenário mais pós-moderno e alternativo podíamos inverter isto), voltássemos ao processo antigo da alquimia dos sabores, penso que os resultados seriam muito melhores.
A propósito de uma bonita canção da Ive Mendes, Castiçais, e de uma má interpretação minha da letra, ela falava de um trato de te prender e eu percebia um prato de te prender, surgiu-me a ideia de falar um pouco de sedução através da mesa. Não sugiro propriamente os castiçais da canção, porque a determinada altura podem atrapalhar os ânimos ou mesmo até provocar uma vinda não apropriada dos bombeiros a casa, pois entre vários fogos por certo que estamos mais preocupados com aqueles que nos dão mais prazer.

Assim, para contrabalançar as idiotices do meu último post, em que a sedução é vista como uma fatia de carne no talho, eis um novo conjunto de idiotices mas num outro sentido, em que a sedução começa com a fatia de sabores que vamos fabricar. Apesar de estar escrito numa perspectiva masculina, pode também ser visto numa posição contrária, afinal homens e mulheres todos gostamos de ser seduzidos. A chave do mistério é que muda, não por género, mas por pessoa.

Há uma regra principal que deve estar presente na escolha do prato a elaborar, não devemos fazer aquilo que mais gostamos ou que melhor sabemos fazer – ai, vou-te fazer um petisco dos meus, que vais ver! – devemos fazer algo que vai ao encontro do gosto da pessoa que queremos cativar. Espera-se que já se conheça um pouco dela, mas se não se conhecer tente saber que tipo de coisas gosta. Com isto não faça o erro fatal, fazer o seu prato preferido, pois provavelmente ela já o comeu muitas vezes e a probabilidade de ter alguém que o faça divinamente, a mãe, é muita e vai ser fatal na comparação. Não se esqueça que o importante é surpreender. Assim, escolha algo que domine e onde possa ter alguma imaginação, mas que contenha ingredientes que a “vitima” aprecie.
Outra coisa a ter em conta é a leveza do prato. Não escolha nada pesado, muito forte em sabores e calorias, pois isso leva a uma única vontade pós repasto, refastelar no sofá, tomar uma água das pedras e que ninguém nos chateie. Mas também não tente nada demasiado leve e pouco substancial, porque isso também não aporta nenhuma energia e já se sabe que as consequências da sedução são altamente consumidoras de índices energéticos.
Para esta ocasião escolhi um prato que leva frango, uma invenção minha a partir de um prato alentejano, pois a menos que seja vegetariana, a probabilidade de gostar de frango é grande, dado que a maioria das pessoas gostam desta avezinha. A grande vantagem deste prato é que é muito fácil de cozinhar, não é muito calórico e é bastante perfumado sem que se fique a “conversar” com os aromas o resto da noite.
Prato:
4 peitos de frango; 500 grs tomate triturado (não confundir com polpa), de preferência natural mas na falta há boas marcas italianas; 125 grs de nata de soja; agriões (embalagem); 1 cebola pequena; 4 dentes de alho; azeite e sal qb; pimenta e orégãos qb (opcional).
Acompanhamento:
4 batatas médias; 100 grs de espargos silvestres (em alternativa alho francês, parte mais verde); 3 ovos; 125 grs de nata de soja; 1 cebola pequena; 2 dentes de alho; azeite, sal e salsa.
Vamos começar pelo prato principal. Podem fazer uma versão mais light e cozer previamente os peitos de frango, assim quando entrarem no prato principal já libertaram toda a gordura. Um conselho, esqueçam os frangos do campo, da quinta, e mais não sei quê, o bom é mesmo frango de supermercado do mais normalzinho, pois é mais macio e o molho vai torná-lo suculento.
Corta-se o frango em cubos grandes (serão pequenos para a situação alternativa mais abaixo) e coloca-se num tacho juntamente com a cebola picada e o alho fatiado (não tenham medo do alho porque ao não fritar não vai dar mau hálito). Rega-se com um pouco de azeite e vai ao lume. Com esta forma de colocar logo tudo, evita-se os refogados fortes, as cebolas e o alho queimados, que são na maioria das vezes responsável pelo sentir pesado após as refeições. Deixe cozinhar um pouco o frango, sem nunca o fritar. Junte o tomate triturado, tempere com sal a gosto, e cozinhe lentamente. A meio da cozedura junte um pouco de água para não ficar um sabor intenso de tomate e tornar o molho mais diluído.
Entretanto prepare os agriões. Não seja preguiçoso(a) ao despejar directamente do pacote para o tacho. Seleccione apenas as folhas e os talos mais finos. Vai ver que será compensado por essa tarefa durante o jantar, pois além de ficar mais saboroso não é incomodativo a comer, logo terá melhor ambiente. Depois de bem lavados, apesar da embalagem dizer que estão prontos a serem consumidos é melhor lavar, guarde para os juntar ao frango quando o processo já estiver no fim, pois o agrião coze imediatamente.
Quando o frango já estiver quase cozinhado, cerca de 30 m, junte metade de uma embalagem de natas de soja. Além de não ser gorduroso, logo menos enjoativo do que as natas, vai dar um sabor mais aveludado e menos intenso ao tomate. Mexa bem e cozinhe durante 5 minutos, findo o prazo, junte os agriões. Atenção, não atire para lá os agriões, como quem despeja palha na manjedoura, pois assim eles vão criar um ninho embaraçado e depois torna-se difícil de servir. Vá colocando aos poucos e mexendo sempre. Deixe cozinhar mais 5 minutos.
Pronto, antes de desligar o fogão junte um tudo-nada de pimenta moída no momento e um pouco de orégãos. Se não tiver a certeza que a pessoa tolera bem estes sabores, nem souber dosear, pois é uma ínfima quantidade, não arrisque, não coloque estes temperos. O prato sobrevive bem sem eles, era apenas para dar um certo toque perfumado ao molho de tomate. Não se esqueça que o importante é uma refeição leve para que haja lugar a outros perfumes.
Se estivéssemos a falar de uma refeição para crianças bastaria fazer um ninho com batatas fritas e o manjar estava pronto. Mas como não vai haver crianças, ou a menos que a outra parte seja louca pelo colesterol dos hidratos de carbono fritos, convém preparar um bom acompanhamento.
Assim descasque as batatas, corte-as em cubos e coza-as em água abundante com um pedra de sal. Não deixe cozinhar muito as batatas porque ao entrarem no preparado final vão-se desfazer. Prepare os espargos, cortando apenas a parte tenra. Não utilize espargos de conserva pois nada sabem. Caso não encontre espargos naturais, em alternativa utilize a parte verde do alho-francês, sem ser a rama de cima, cortada em pedaços miudinhos (convém escaldá-los primeiro pois são de cozedura mais difícil do que os espargos). Mas faça um esforço para ter uns bons espargos.

Coloque na frigideira a cebola e o alho conjuntamente com azeite e leve ao lume. Não se esqueça que deitar a cebola em azeite quente, pouco acrescenta no sabor e só vai fazer mal. Logo que a cebola comece a alourar junte os espargos e deixe saltear um pouco (5-10 minutos), tempere a gosto. Neste intervalo de tempo aproveite e bata os ovos e perfume-os com um pouco de salsa picada e uma pitada de sal.
Quando os espargos estiverem quase cozinhados, junto as natas de soja (o resto da embalagem utilizada no frango) e deixe cozinhar um pouco (2/3 minutos). Junte as batatas cozidas e mexa bem para as envolver no molho com espargos. Finalmente junte os ovos batidos e envolva tudo. Deixe cozinhar um pouco, para cozer o ovo, mas sem queimar. As batatas querem-se suculentas, não tipo tortilha.
Se quiser mesmo fazer um brilharete enforme depois estas batatas em pequenas formas para quando for servir elas terem um aspecto bonito e geométrico no prato e não propriamente um aspecto de uma orgia de batatas com ovos. Mas isso fica ao cuidado de cada um. Normalmente eu não estou para essas coisas, mas fica o conselho.
Na mesa coloque um rechauffe com velas para manter as travessas quentes.

Um prato só irá prender se todo o cenário que se montar - não tirar segundas interpretações da palavra atrás - estiver à altura. A importância de um prato depende, em grande parte, do ambiente. Tremoços comidos numa situação muito especial podem saber a caviar. Em contrapartida fillet-mignon comido numa praça de alimentação não passará de uns meros torresmos.
Todos os cenários são possíveis e tudo pode ser construído. A única regra imutável é que todas as pessoas são diferentes e há que ter isso sempre em conta.
Mas numa tentativa de enquadrar o prato em causa, devemos separar logo as águas:
- É a uma pessoa que estamos a descobrir agora e nunca se consumou nada mais do que uma primeira abordagem sedutora (Premiere)?
ou
- É uma pessoa a quem já demos muitos, e queremos apenas surpreender ou reacender o processo de sedução (Reprise)
Em função disso estamos mais ou menos à vontade para ousar.
Este cenário tem alguns problemas, dado que temos que conciliar a presença de uma pessoa no nosso espaço enquanto temos que preparar a paparoca. Como não devemos ter a comida toda pronta, além de não ser agradável requentar, dá a ideia de pré-compra, não podemos ir para a sala fazer companhia. Em contrapartida deixar a pessoa sozinha na sala enquanto se ultimam as coisas é colocar o potencial de sedução junto a um aparelho de arrefecimento rápido. Vai começar a reparar em todos os pormenores e sobrevalorizar tudo aquilo que não gosta. Assim, o melhor é fazer com que ela transite um pouco entre a sala e a cozinha, mas para isso tem que preparar o ambiente primeiro.
Na sala, arrume tudo o que anda por lá fora do lugar, menos os livros. Livros desarrumados dão um bom ar, é sinal que é uma pessoa interessada, culta e atenta às coisas. Se for do género de ter bibelots por tudo e por nada, especialmente daqueles que lhe oferecem, arrume isso tudo, pois a probabilidade de perguntar o porquê daquilo é grande e depois não terá uma explicação interessante para dar, pelo contrário, ainda acaba a falar da mãe, da tia ou, ainda pior, de uma ex. Deixe apenas aqueles objectos que comprou em viagem, sempre pode ser um bom tema de conversa.
É importante que a pessoa o veja na cozinha em acção, mas para isso terá que a preparar primeiro. Vá limpando tudo enquanto cozinha, assim quando ela entrar irá ver um espaço agradável. Lembre-se da sensação de quando vai à casa de banho num restaurante e vê uma cozinha pouco agradável. Mais do que perder o apetite quer é logo sair dali para fora. Não arrisque, tenha tudo impecável.

Quando a pessoa chegar, tenha quase tudo pronto (o frango já pode estar pronto pois uma breve aquecimento não lhe faz mal), convide-a a entrar na cozinha enquanto ultima as coisas. Se ela for do género fadinha do lar e que quer é começar a ajudar, não deixe. Faça ver que naquela noite ela é a estrela, está ali para ser servida. Um tatau carinhoso na mão se ela insistir é bonito, quebra o gelo e mantém a sua postura decisiva de não a querer incomodar com trabalho.
Há que pôr a mesa. Ela poderá já estar posta com antecedência mas aqui, ao contrário da cozinha, se a deixar participar tem toda a vantagem. Primeiro, porque a deixa ganhar à-vontade com as suas coisas ao mexer nelas, logo cria um clima mais cúmplice, depois porque assim deixa com que ela dê um toque especial na mesa, ou seja, o ambiente passar a ter também tem algo dela. Para esta situação funcionar precisa de já ter tudo separado para não haver um grande remexer nas coisas, inclusive pode ter consequências desagradáveis. Além disso ainda pode aproveitar esse tempo para mudar de roupa e tomar um banho rápido, pois vir directamente da cozinha para a mesa é algo fatal na sedução. Coloque uma música agradável, procure uma coisa que ela não conheça para fazer mais uma descoberta. Deixe-a dar o toque final na mesa enquanto dá um salto ao quarto para se arrumar.
Não demore muito tempo pois não esqueça o factor de arrefecimento que é a solidão de uma pessoa num espaço que não é seu. Tome um banho rápido, não seque a cabeça, e vista algo prático que esteja de acordo com a sua (seu), convidada (o). Nada pior do que um estar como se tivesse a tomar posse de um Conselho de Administração e outro como se estivesse a fazer bricolage ao domingo.
Quando chegar à sala, comece então o jantar. Antes cuide da iluminação, não conceba nada de muito artificial ou a lembrar engates de mau gosto. Uma luz límpida é a melhor solução, mesmo que ponha por lá umas velitas. Não exagere em entradas e aperitivos. Nessa noite só há 2 protagonistas, a pessoa convidada e o seu cardápio. Desligue a música, faça a pessoa sentir que o que quer é mesmo ouvi-la, só a ela – A melhor música neste jantar é a nossa conversa.
Sirva um bom vinho, tinto de preferência, em grandes copos. Esqueça a etiqueta e coloque o vinho nos maiores copos de pé alto que tiver. Nunca insista em servir mais vinho quando a pessoa já disse que não queria. Além de dar uma imagem de a querer emborrachar para algo mais, o vinho em excesso provoca má disposição.
Não se pretende uma refeição para encher o bandulho e ficar tudo com vontade de dormir no sofá. Pelo contrário. Coma-se então com moderação, a pessoa não tem que se entupir para apreciar a sua comida. Grandes sobremesas só servem para depois o pessoal precisar de água das pedras para desenjoar. Sirva uma coisa simples, umas ameixas de Elvas (máximo 2 por pessoa) com um iogurte batido, é simples, é fácil e fecha bem a refeição.
Esteja atento aos detalhes da pessoa, ela não tem que ser como realmente nós pensávamos que era. No fim não se esqueça de 2 coisas muito importante, o mistério de cada pessoa é único, bem como o seu tempo. Não acabar enrolado com ela no final da noite não significa que o processo de sedução tenha falhado. Apenas quer dizer que tudo tem o seu tempo, apesar das suas hormonas lhe estarem a berrar do contrário.
Este cenário implica que as barreiras já caíram e agora querem encontrar novos caminhos na estrada da sedução. Assim há que pôr uma certa dose de loucura na forma como vão saborear o prato que preparou com tanto carinho. Assim, nada melhor que uma Pajama Party para que os sentidos fiquem ao rubro.
Ao contrário do primeiro cenário, aqui tudo tem que estar montado previamente. Inclusive a forma como cozinhou. Lembram-se de ter dito que o frango se podia partir de 2 maneiras, pois bem para este cenário ele terá que estar em cubo pequenas pois é para ser comido sem faca.
Na sala estenda um edredão sobre a carpete, na parte da sala de estar, cubra-o com um lençol colorido liso, de preferência com uma cor quente. Coloque ao lado uma pequena mesa de apoio. Na mesa da sala de jantar arranje um desfile de velas salteado, atenção aos aromas porque pode ficar enjoativo. O melhor é haver só uma com aromas e todas as outras neutras. Nunca ponha velas perto do ninho que esteve a preparar por uma questão de segurança. Ali a única coisa que deve incendiar é o desejo entre as 2 partes.
Prepara o quarto de banho para um banho de imersão. Coloque lá também velinhas se gostar disso.
Quando a sua convidada entrar, arrase-a logo e leve-a para a sala e mostre o ninho que lhe preparou. Antes de ela dizer qualquer coisa ofereça-lhe umas peças de roupa interior e diga-lhe que vai ser aquele o seu traje de gala dessa noite. Neste ponto é preciso muito cuidado pois oferecer algo que faça a pessoa sentir-se desconfortável é meio caminho andado para tudo arrefecer como uma panela de sopa em pleno Antárctico.

As mulheres tem a vida facilitada pois sabem comprar muito melhor este tipo de roupa aos homens, mas mesmo assim podemos tentar. Não se esqueçam que em qualquer loja de linjerie há sempre umas meninas simpáticas para nos ajudar. Comecem por fazer o trabalho de casa, vão à gaveta e tirem notas dos tamanhos que ela usa. Se não tiverem acesso à gaveta tentem na loja arranjar alguém que se assemelhe e depois indiquem à menina. Não comprem nada que a faça sentir ridícula naquele momento. Um pouco de bom senso e alguma imaginação sexy fazem o resto.
Mas mulheres também devem ter cuidado. Ponham de lado as cuecas trombinhas e os fios dentais de striper, que eles não vão achar muito piada. Já agora também não ofereçam boxers largos pois ao estarem sentados no chão não vão ser muito práticos para a arrumação da anatomia. Além disso, com o calor que se espera surgir durante a degustação, pode ser complicado sair alguma coisa porta fora e misturar-se com a comida.
Antes de ela se vestir a rigor, conduza-a para o banho que lhe preparou. Diga-lhe que já vai fazer companhia. Deixe-a relaxar todo o tempo, enquanto ultima os seus pratos. Quanto tiver terminado tudo na cozinha, junte-se ao banho, mas não demore por lá. Se as coisas ficarem mais atrevidas, diga que a comida está a arrefecer. É que se forem longe demais todo o resto perde a piada.
Vista-se também só com roupa interior que comprou, e que ela desconhece, e dirijam-se os 2 para o piquenique na sala. Coloque um DVD que vocês já viram e reviram e que ambos gostam. Serve para criar uma iluminação especial com a projecção da luz nos corpos, e, ao mesmo tempo, haver ali uma partilha de algo que ambos gostam. Se ninguém se sentir ferido na sensibilidade, pode inclusive pôr um filme erótico, mas é preciso ter cuidado porque pode deitar tudo a perder.
Utilize a pequena mesa de apoio. Coloque a comida num único prato grande, use um marcador, e vão saboreando lentamente a comida. Pode substituir o vinho tinto por champanhe.
Não vou entrar em detalhes que este blogue não é propriamente para maiores de 18. O resto depende da imaginação de cada um e do despertar dos sentidos.
Com todos estes delírios pode ser que ninguém fique preso, mas por certo criaram um tempo em que a Sedução entrou um pouco pela janela dos dias cinzentos em que esmagamos a nossa vivência.
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Quem pensou que já se tinha livrado dos Óscares, aviso que esse prato eu gosto de servir frio.