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Imagens caídas

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Porque não fazer o contrário? Com as palavras construir e falar de imagens.

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Pedaços Delirantes de Futuro - Quem Faz um Filho Fá-lo por Gosto

O futuro é já amanhã?! Não, o futuro começa hoje. Por muito que sejam encontrados novos caminhos, e o futuro vai estar cheio deles, eles começaram já a ser traçados neste nosso tempo.

Pensar que podemos vir a encontrar e traçar perspectivas é no fundo uma mera extensão das nossas angústias e dos nossos sonhos actuais. O Futuro, tal como o vemos, é uma paisagem acelerada dos passos que agora desenhamos. Quase todas as projecções de ficção científica foram sempre um redesenhar do que se vivia no momento. Talvez por isso, com o andar do tempo, em lugar nos parecerem mais reais elas acabam por trazer um ridículo quase burlesco.

Assim, com base nestes pressupostos, inicio mais uma série, a PDF.

 

Com Pedaços Delirantes de Futuro pretendo (oh maldita pretensão!) fazer um exercício amador sobre aquilo que podem ser os nossos cenários futuros, tendo em conta tudo aquilo que andamos a semear aqui neste nosso imenso cantinho.

Não sei se é para rir, se é para chorar. Talvez seja mesmo só para delirar.

Ano: 2034

Marty e Mag chegaram radiantes. Finalmente tinham feito aquilo que há muito ansiavam. Depois de muito pensar, foram nesse dia ao BioLab e depositaram respectivamente os espermatozóides e o óvulo de cada um. Agora era só chegar a casa e configurar o resto do processo. Porque quem faz um filho, além do gosto, tem que ter algum trabalho, ainda que simplificado com os novos sinais do tempo.  

Chegaram a casa relativamente cedo, mas não foram logo tratar do assunto. Prefiram primeiro relaxar um pouco e comer qualquer coisa. O computador central da casa detectou-os à chegada, abriu-lhe a porta e acendeu-lhe as luzes.

- Bem-vindos Marty e Mag, espero que tenham tido um bom dia – ouviram da voz do computador. – A temperatura da casa está a 23 graus. Têm 13 mails  e 2 video-mensagens novas. Faltam 2 horas, 17 minutos e 12 segundos para começar o vosso programa preferido, caso não estejam disponíveis o mesmo será gravado automaticamente.

- Lembra-me para configurar outra voz ao computador, já estou farta de ouvir esta sonsa todos os dias – comentou Mag.

- O que queres? – perguntou Marty na cozinha, junto ao pequeno painel do Frigodry, um aparelho que juntava o frigorifico e despensa, onde todos os produtos estão arrumados em pequenas prateleiras, nomeadamente em pequenos pacotes, geridos electronicamente.

- Qualquer coisa ligeira, coloca-me apenas 500 calorias – respondeu Mag enquanto ligava o ecrã-parede da sala com uma imagem de uma janela virada para um jardim tropical com um som intenso de chuva.

- Proteínas?

- Sim, mas vegetal, que já comi uma tablete com proteína animal ao almoço.

- Algum sabor especial?

- Não sei, acho que me apetecia assim algo suave, olha, põe peru vapor com manga.

- Temo que manga já não haja, temos que comprar. Também pedes sempre tudo com manga.

- Realmente é viciante, acho que tenho que fazer um pequeno programa de desintoxicação. Vou marcar uma consulta.

- Queres sólido ou líquido?

- Liquido, não estou para grandes mastigações.

 

Marty digitou os códigos representativos das escolhas, teve sorte ainda havia o sabor de manga, e de 2 pequenas torneiras na porta do Frigodry correu um liquido espesso que encheu 2 copos. Chegou à sala, Mag estava sentada no sofá envolvente, que adquiria diversas formas à medida das pessoas. Marty sentou-se, cada um bebeu o seu copo.

- Chuva? Estás muito bucólica – comentou Marty ao ver a chuva virtual a bater na janela que tinha sido criada automaticamente e onde se podia desfrutar de um bonito jardim tropical.

- Já estou cansada de tanto tempo seco, tenho saudades da chuva. Além disso o som da chuva é uma música terna.

Marty e Mag foram depressa para a cama, queriam começar a tratar do assunto o mais depressa possível. Despiram-se e deitaram-se nuns lençóis térmicos, que aquecem ou arrefecem consoante a temperatura do ambiente, de forma a manter o corpo sempre com o calor adequado.

- Queres o comando light ou voice? – perguntou Marty quando ligou a Web Light Pro, uma versão de internet projectada, que derivava do computador central da casa.

- O voice não, senão não podemos falar entre nós. Já sabes que ele depois baralha tudo. Além disso faz-me sentir ridícula, lembra-me aqueles filmes de ficção científica do século passado em que as pessoas falavam para os computadores de uma forma amestrada.

Um holograma de um teclado foi projectado junto à cama. Ao fundo, num ecrã projectado da WLP, surgiu uma página do BioLab.

- Não seria melhor utilizar antes os óculos? – perguntou Marty.

- Não, quero que isto seja partilhado. Com os óculos ainda adormeces como o costume e eu penso que estás a ver o mesmo que eu e tu estás é ver para dentro.

 

Marty accionou a opção Baby Config e uma bela mulher, mais que perfeita, com a sigla BioLab inscrita num vestido vermelho de cetim, surgiu no ecrã. Com uma voz sedutora começou a fazer o inquérito.

- Bem-vindo ao Baby Config do BioLab! Digite o código do seu programa de procriação diferida.

- Sabes qual é? – perguntou Marty.

- Eu não. Não foste tu que ficaste com ele?

- Não.

- Passa-me aí o MultiCard, deve ter ficado registado aí.

Mag apanha uma espécie de cartão de crédito, um pouco maior, e passa-o a Marty, que faz aparecer um pequeno ecrã no cartão. Só que, para sua surpresa, em lugar do código eis que lhe aparece a imagem da sua sogra com um ar muito espantado.

- Toma, é a tua mãe.

- Era só o que faltava. Mamã estás a ouvir-me?

- Mag estás aí? – fala a mãe de Mag no pequeno monitor do cartão.

- Estou mamã, eu estou a vê-la.

- Ai filha, eu nunca mais me entendo com estas modernices. Não te vejo. Não podemos falar por um videofone?

- Mamã agora não é muito apropriado. Eu depois ligo mais tarde. Ouviu?

 

- Ouvir ainda oiço, só que não te vejo. Mas está bem, depois liga-me que eu preciso que me ajudes aqui numa coisa, o computador não se cala a dizer que está na hora de tomar o medicamento para os nervos e eu não o consigo desligar. Agora é que eu estou nervosa.

- E porque não toma o medicamento?

- Porque acabei ontem.

- Ah, se calhar foi o Marty que programou mal a prescrição. Mamã ainda tem a caixa do medicamento?

- Tenho, guardo sempre até comprar outra.

- Então faça assim, pegue na caixa e meta lá umas aspirinas, coloque no mesmo sítio do armário onde estava o medicamento dos nervos, feche a porta e conte até 10. Depois abra novamente o armário e tire de lá uma aspirina. O computador assim cala-se.

- Mas vou ter que tomar uma aspirina mesmo sem querer?

- Não mamã, o sistema não é assim tão inteligente, basta tirar o comprimido da caixa.

- Olha, eu por via das dúvidas vou tomar, até porque com toda esta algazarra já me começa a doer a cabeça. Não fui feita para estas modernices. Mesmo assim depois liga-me.

- Está mamã, eu ligo. Pega – disse Mag entregando de novo o MultiCard a Marty. – Estas coisas de pôr telemóvel num cartão que tem tudo e mais alguma coisa, é o que dá. No outro dia estava a pagar uma conta e no meio da transacção recebo uma ligação de uma colega. Foi giríssimo, a cara da Clair a dizer alô no meio da máquina!

 

Marty pega de novo no cartão, que agora acumula quase todas as funcionalidades diárias de uma pessoa, telemóvel, cartão de crédito, cartão de identificação pessoal e de local, chaves e ainda uma base de dados para recolher todos os dados que se precisam, desde as facturas das compras até dados de um laboratório. Quando tentou digitar o código, que encontrou armazenado no cartão, no pequeno monitor virtual projectado ao pé da cama a sessão da página do BioLab, ao fundo, já estava cancelada, pelo que teve que começar de novo.

- Obrigado por ter escolhido os nossos serviços para a concepção diferida do vosso filho. Vamos dar inicio ao processo de programação. Responda a todas as questões. Se precisar de algum tempo para reflectir seleccione a opção Pause. Se precisar de mais esclarecimento sobre algumas características do vosso filho seleccione Help Baby. Obrigada.

- Qual o sexo que desejam? Masculino digite 1, Feminino digite 2.

 

- Então sempre, vamos pelo rapaz? – perguntou Marty. – Estaticamente há mais mulheres, assim será melhor contrapor.

- Sim, mas essa tendência vai ser invertida, desde que começou a procriação diferida, há cerca de 10 anos, a escolha passou a ser maioritariamente sexo masculino. Assim, daqui a 20 e tal anos, quando crescer e passar agir directamente no mundo, estará em concorrência maior com uma camada maior de homens, logo ser mulher vai ter vantagem.

- Mas havia tanta coisa que eu gostava de fazer com ele.

- Ai Marty, que bota-de-elástico! Hoje em dia rapazes e rapariga fazem as mesmas coisas. Vais ver que mesmo com uma menina não te vão faltar coisas para fazer.

- Principalmente a ti, que queres uma companhia para ir às compras. Bom, mas sobre as perspectivas de futuro és capaz de ter razão. Vamos escolher então a opção 2

- Se desejarem que o vosso filho seja concebido apenas com as combinações possíveis do vosso genoma, escolher opção 1, se optarem pela possibilidade de haver manipulações genéticas, escolher opção 2. Se desejarem saber mais sobre o programa de procriação geneticamente modificada, escolham a opção Help Baby.

 

- Marty isto nem tem discussão, quero a opção 2. Para alguma coisa há a ciência, para melhoramos as gerações futuras.

- Mas não era melhor ter um filho que fosse mesmo só nosso?

- E vai ser, mas com alguns melhoramentos. Além do mais é o que toda a gente faz, embora ninguém o assuma. Todos dizem que os filhinhos são só com os dados deles, que não houve modificação, mas depois é ver, só crianças perfeitas, todas lindas, louras e de olhos azuis ao lado de pais bem latinos.

- Bom, mais uma vontade à futura mamã.    

- Agora vamos escolher as principais características físicas do filho. Vão ser apresentadas várias imagens, escolha a que for a vossa preferida. Para ver a evolução da característica escolhida ao longo do tempo escolha a opção Time. Caso ela não seja do vosso agrado no processo de crescimento, seleccione Back e voltem a fazer a escolha.

 

Marty e Mag passaram uma boa hora a fazer combinações de cabelos, cor de olhos, estrutura do rosto, alturas e outras características. Pelo meio acabaram por brincar com aquilo e fizeram uma série de combinações estranhas como se estivessem a conceber um cartoon.

- Não achas que está loura demais? – perguntou Marty ao ver o protótipo da sua filha.

- Está provado que as pessoas louras têm mais hipótese de sucesso, desde crianças. Deve ser uma questão de luz, são mais cativantes.

- Parece-me um pouco xenófoba essa consideração.

- Que disparate! É apenas uma constatação. Lembra-te do nosso tempo em que era tudo natural, quem eram sempre os mais queridinhos da turma? A malta mais loura. Uma pessoa mais morena é como as mulheres há uns anos atrás, com igual nível de competência tem que demonstrar muito mais para chegar lá.

- Mas isso é preconceito.

- Sei lá o que é, mas a vida é assim.

- Mas se daqui a uns tempos tudo for louro os morenos vão ser mais cobiçados, é uma questão de mercado, quando a oferta é menor sobe o valor.

- Deixa-te disso, acho que é uma coisa morfológica. Vê quem vende melhor, os modelos louros ou os morenos?

- Mas nós não somos louros, não vai dar nas vistas?

-Eu tenho uma tia que é muito loura, há sempre um gene perdido na família.

- O quê a tua tia Lídia? Olha logo quem, ilustrava perfeitamente as antigas anedotas de louras.

 

No final optaram pelo mais evidente, olhos e cabelos claros, pele branca mas não muito clara, por causa do efeito das radiações, e uma boa altura. Não repararam que a sua menina iria ser igual a tantas outras que também já tinham sido fabricadas, nem tão pouco que tinha um rosto muito familiar, não com eles, mas uma estrela de cinema que estava muito na moda. Pena que essa mesma estrela também era virtual.

- Qual a sexualidade que preferem para o seu filho? Heterossexual escolha 1, Homossexual escolha 2, Bissexual escolha 3. Alertamos que esta escolha tem apenas uma taxa de sucesso de 70%, outros factores externos poderão determinar esta condição.

 

- Nesta não me levas, muita modernidade, muita modernidade mas prefiro que seja hetro – avisou Marty.

- Também concordo, apesar de depender da profissão que possa vir a ter. Se fosse artista talvez ser homo lhe fizesse bem, têm uma sensibilidade diferente e são tão divertidos.

- Mas escolhemos uma rapariga, não um rapaz. Não me parece que as mulheres gay sejam assim tão sensíveis.

- Que quadrado que és Marty. Olha que normalmente as lesbo são mulheres de sucesso.

- Sim, mas hetro é melhor, sempre terá as coisas mais facilitadas.

- Concordo, até porque agora com esta possibilidade de programação a homossexualidade está em vias de extinção, pois ninguém escolhe essa opção. Daqui a uns a anos vão ser uns bichos raros, só mesmo aqueles que acabam por ser por outros motivos.

- Engraçado que numa altura em que parecia que o preconceito estava vencido, tudo voltou ao princípio.

- Em seguida vamos apresentar todas as doenças potencialmente hereditárias do vosso código genético. Confirme ou modifique as percentagens.

 

Esta era uma opção que já podiam ter posto de preenchimento automático. Colocaram tudo a zeros. Esqueceram-se que existem doenças que são importantes para fortalecer o organismo perante outras ameaças. Ficou uma criança completamente clean mas muito pouco imune.

- Fiquei um bocado deprimida. Nem sabia que era portadora de tanta doença. Grava-me esses dados que vou apresentar isso ao meu médico, vou ter que fazer alguma coisa.

- Ter probabilidade não significa ter. Não comeces já com as tuas coisas.

- Nós somos de uma geração que nasceu com todos os defeitos, por isso temos que nos cuidar.

- Sim querida, especialmente a cabecinha.

- A apetência para uma profissão depende em 63% das competências adquiridas durante o processo de crescimento. No entanto pode determinar desde já alguma das apetências natas através do desenvolvimento de um conjunto de inteligências. Distribua os 100 pontos pelas diversas inteligências apresentadas.

 

- Eu aqui nesta matéria tenho algumas dúvidas – observou Marty. - Ao estarmos a forçar determinadas vocações podemos estar a afastar outras que seriam natas

- Sim, mas convém tomar já algumas precauções. Já viste se dá para uma daquelas coisas que não tem aplicação, o que não falta agora são profissões a acabar.

- A tecnologia está a ser um pau de 2 bicos, está a estourar com imensas profissões.

- Artista, por exemplo, só mesmo para filhos de pais ricos. Os computadores fazem tudo e cada um virou o seu próprio artista. Olha eu, que sempre quis ser actriz, se tivesse seguido esse sonho o que é que eu hoje fazia?

- Fazias apenas a voz, pois hoje em dia as grandes vedetas são todas digitais.

- E mesmo a voz é uma questão de tempo pois já há reproduções muito boas. Então o que fazemos?

- Vamos fazer uma distribuição equitativa, depois quando crescer executamos outros programas.

- Sim, mas vamos privilegiar a inteligência matemática, que potencia qualquer coisa.

- Chegou ao fim do Config Baby, as suas escolhas irão ser avaliadas e dentro de 24h serão contactados para definirem o momento da fecundação. A BioLab informa que caso prefira a gestação externa poderá contactar o nosso departamento New Mother para esse efeito. Obrigada pela sua preferência.    

 

- Isso não quero, quero ser eu a gerar a nossa criança.

- Também não queria, quero que ela comece a crescer à moda antiga. Aliás essa técnica das crianças geradas externamente ainda não está muito aperfeiçoada, já houve casos que correram mal.

- Penso que a BioLab nem tem cá essa técnica, acho que manda para fora para serem geradas noutros laboratórios.

- Esse programa é mesmo só para VIP’s que não querem perder a linha.

- Acho que também é utilizado pelas super executivas, que assim não perdem tempo. Mas eu não, eu quero sentir a criança cá dentro, sentir a barriga a crescer.

- Até porque vais ter uma barriguinha super gira.

Marty faz uma festa na barriga de Mag, deu-lhe um beijo como se a criança já lá estivesse. Riram-se e abraçaram-se.

 

Martim e Margarida uniram a nudez dos abraços e nem repararam como os lençóis começaram a baixar automaticamente a temperatura, para fazer face ao calor elevado que detectaram nos seus corpos entrelaçados. Fizeram amor como há muito não faziam. Afinal não era para menos, tinham acabado de fazer um filho, e com muito gosto.

Posted: segunda-feira, 24 de Março de 2008 19:39 por bp63

Comentários

bp63 said:

Apesar desta ideia dos PDF já andar a ruminar há algum tempo, como preâmbulo de uma outra coisa muito mais antiga ( 2 Faces) a estrutura da historieta que está por base deste Delirio, o fazer um filho à la carte, surgiu-me depois de ler um post do Bluewater:

http://sol.sapo.pt/blogs/bluewater68/archive/2007/10/25/Posso_2D00_lhe-dizer-que-o-seu-filho-ser_E100_-homossexual_3F00_.aspx

# Março 24, 2008 20:10

gomes2000 said:

olá bp,

também não sei se chore, se ria.

É que nada do que imaginaste me parece assim tão estranho num futuro (espero eu) daqui a algumas dezenas de anos. As várias opções na concepção lembraram-me as vezes que ligo para um certo serviço de tv por cabo e me "passo" com as opções... Mas olha, não sei se conheces o Aldus Huxley, já escreveu algo do género: os bebés cresciam em caminhas com uns altifalantes e uma música com a letra própria; e assim ficavam logo com os "cursos" e as personalidades definidas para serem ou um jogador de futebol, ou um carpinteiro, ... Felicito pelo menos o teu final onde ainda houve alguma troca de toque físico ou fluidos, "cena" habitualmente cortada na parte de concepção no futuro/ tudo in vitro, só!!!! Não sendo uma crítica ao teu texto, comento também a parte das crianças "perfeitas" serem todas loiras, de pele branca, olhos azuis, ... iguais!!! Aí será mesmo para chorar, sabes?! A falta de chuvinha verdadeira também.

Agooooooora... uma cozinha imaculada, já agora onde eu pudesse continuar a ter o prazer de cozinhar ou não fazer nenhum e saborear essa arrumação que eu imaginei aqui.. Hum, isso era bom. E um sofá que se adequa às formas e medidas?! Parecem-me boas ideias.. Mas não queria um computador a "ver" tudo!! Agora podias fazer a continuação, quem sabe, e esse frigorífico inteligente e outras modernices podiam dar para o torto num magnífico filme de terror!!!!

Estas palavras: alterações genéticas e afins, assustam-me um bocadinho. Mas, 5 estrelas! Escreves muito muito bem. Uma boa "cabeça"! Beijinhos, boa semana

# Março 24, 2008 21:18

bp63 said:

Gomes

Sobre Aldous acho que li em jovem o Admirável Mundo Novo, mas não me recordo muito do livro, para não dizer nada.

Lembro mais tarde de ver em televisão um filme (série) baseada na obra. Péssima,

Sobre o método de criação dos bebés tentei não ir muito longe, até porque isto só está em 2034, altura em que muitos de nós ainda andamos por cá. Penso que mais tarde será diferente.

A ideia será um step by step até chegar a uma imaginário de 2100 e tal.

Quanto às crianças serem todas louras e olhos azuis é apenas uma critica ao facto de cada vez mais haver uma padronização dos gostos, inclusive da beleza.

Eu também gostava de ter assim uma cozinha, que só se desmanchava quando fosse para amar, para celebrar o cozinhar. Para o trivial podia ser mesmo tudo automático,  pois matamos os nossos dias enfiados nela.

Boa semana.

Beijo

# Março 24, 2008 22:48

portocego said:

UFFFFFFFFFFF!Bp63.Que susto, estava a ver que o sistema informático não parava de intervir....! Pois lembra-se de cada uma!Mas olhe,bp, vistas bem as coisas com a ansia de facilitismo, em especial de oiginalidade,quem sabe se esta fixão não virá ainda a ser realidade. Claro que em 2034 já nem cá estou por isso nem tenho que fazer mais uma formação em informática,por todas as razões. E será que fazia?

Divertiu-me grandemente, mais uma vez.

Abraço,

Daniela

# Março 25, 2008 10:35

Anahory said:

Olá

Primeiro que tudo muitos e muitos parabéns pela imaginção e pela forma como elaborou e escreveu este texto.

Eu diria que era mais para chorar do que para rir se o futuro fosse assim.

De qualquer forma já não estarei cá neste ano de 2034.

Beijos

Kiki

# Março 25, 2008 14:24

bluewater68 said:

bp63,

desta vez vou ser muito resumido, pelo simples facto de ter adorado o que li e porque pouco mais há a acrescentar ou comentar. Mesmo assim, ainda apresento uns tópicos para discutir (mal seria se não o fizesse :))

- "foram nesse dia ao BioLab e depositaram respectivamente os espermatozóides e o óvulo de cada um. Agora era só chegar a casa e configurar o resto do processo."

aqui eu juntava tudo num só. Ou eles configuravam tudo no local, uma vez que já lá estavam e até teriam técnicos para os ajudar nas dúvidas, ou um serviço de encomendas viria recolher as doações a casa. Em 2036, a casa-de-banho, graças à nanotecnologia, robótica e avanços da medicina, já terá um armário de medicamentos que será um autêntico SAP, capaz até de realizar pequenas cirurgias, incluindo a recolha de um óvulo ou sangue para análise.

- "Lembra-me para configurar outra voz ao computador, já estou farta de ouvir esta sonsa todos os dias"

Nada de especial. Fez-me lembrar a voz entranhante do HAL

- "um aparelho que juntava o frigorifico e despensa"

Nesta descrição e da sala, notei a falta de multimédia. Em particular, de notícias. Dev ser o meu vício a funcionar. Essa cozinha deveria estar repleta de ecrãns que mostrariam as notícias de todo o mundo. E esse aparelho, teria de ter um ecrãn, para se ir assistindo às notícias enquanto se preparava o batido.

Aliás, nem seriam muitos monitores na cozinha. As notícias seriam mostradas por um holograma de um apresentador.

- "Temo que manga já não haja, temos que comprar."

Então? mais uma preocupação para os donos da casa. Ao chegar ao ponto de encomenda, o aparelho efectuaria sozinho a encomenda e pagamento dos produtos em falta. A entrega seria automática, através de ligação da casa ao exterior, onde a conecção apenas seria possível por fornecedor autorizado.

- "Um holograma de um teclado foi projectado junto à cama."

Eliminava o teclado em holograma. Isso é coisa que irá desaparececer em 2015. Em 2036 iria mais para umas luvas, do tipo das usadas pelo Tom Cruise no "Minority Report"

- "Em seguida vamos apresentar todas as doenças potencialmente hereditárias do vosso código genético"

Aqui, os donos da casa, numa única visita à casa-de-banho, já saberiam todos os problemas que os afectariam na actualidade e quais poderiam provocar problemas mais tarde. Lembrei-me da cena do filme "A Ilha" onde o actor principal, após urinar, recebe a indicação de ter níveis altos de gordura e por isso estar obrigado a dieta nesse dia.

.

E para quem ia ser resumido...

Abraço

# Março 25, 2008 15:04

bp63 said:

Oh Daniela

Se calhar 2034 não é assim tão longe e muita futurices estarão aí dentro em breve.

E porque não estar cá ainda em 2034? Mas aí a a informática vai estar de tal forma evoluida que é ela que se adapta às pessoas.

Abraço

# Março 25, 2008 18:53

bp63 said:

Oh Daniela

Se calhar 2034 não é assim tão longe e muita futurices estarão aí dentro em breve.

E porque não estar cá ainda em 2034? Mas aí a a informática vai estar de tal forma evoluida que é ela que se adapta às pessoas.

Abraço

# Março 25, 2008 18:56

bp63 said:

Kiki

Que é isso de já não andar por cá em 2034? Claro que anda. Se calhar a escrever blogues em pensamento e um computador a captar. Era bom não era?

Beijo

# Março 25, 2008 18:58

bp63 said:

Blu

Vou ver se sou resumido eu :)

Acontece que 2034 não é muito distante e será mais um futuro de conportamentos e máquinas.

Vi as tuas sugestões. Algumas delas realmente já podiam ser incorporadas neste ambiente, mas  outras terão que ser mais para a frente. Não esqueças que o objectivo é chegar ao tal ano 2100 e tal para depois e lançar uma nova narrativa. Muitas das coisas que falaste poderão aparecer.

Por exemplo tinha programado para a cena das doenças (umas das próximas) eles fazerem tudo com o computador domestico, inclusive análises ao sangue o que vai criar uma geração de pré-hipocondriacos. Mas isto serãos outros cenários.

Abraço

# Março 25, 2008 19:04

desabafosdaminda said:

Bêpê, meu bichinho?

Você beem (lembrei-me da conversa com a eeu, lembras-te?) tem uma mente deliciosamente rocambolesca!!!

Descreves de forma fantástica a perigosa doença dos nossos dias, com tendência a virar pandemia nos anos mais próximos, o Síndrome da Perfeição Plena!!!

Nesta época, e não se avizinham melhoras bem antes pelo contrário, temos que ser perfeitos em tudo? e a doença inicialmente contraída pelas mulheres de classes sociais mais elevadas está perigosamente a espalhar-se por todas as classes sociais, por todos os níveis etários, por todos os sexos?

A tua descrição do fazer de um filho nos anos vindouros é deliciosamente perigosa: Vê lá se o Bill Portões te lê e inventa um processador a medida?

E como ele é todo puritano se calhar até vai acabar com a parte maravilhosa de que ?quem faz um filho fá-lo por gosto? e já agora que quem não os faça, o faça com gosto também!!!

AMEI!!

beijos

# Março 25, 2008 20:45

pessoalissimo said:

?Quem faz um filho, fá-lo por gosto?

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Nem sempre, meu amigo? Nem sempre!

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Os teus PDF (eu a princípio julguei que ias passar a enviar os teus posts em pdf, como será daqui a uns anos, mas equivoquei-me) são mesmo delirantes. E ao estilo bem portuga! Só falta mesmo alguém escrever a história final - podias ser tu também com o apoio técnico e científico do BW ? arranjar um produtor e contratar um realizador. Não são precisos artistas de carne e osso, podem ser bonecos insufláveis manipulados digitalmente.

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Quando no teu PDF aparece a a menina Mag a falar em mudar a voz do computador lembrei-me logo da mudança de voz que fiz no meu GPS quando o comprei. E estamos em 2008!

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Parece-me que com as dietas malucas que aí vem à base de proteínas vegetais, os humanos ainda vão ficar sem dentes daqui a algumas gerações. Para chupar não vão precisar de dentes para nada.

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E também me parece que nesse tempo já não teremos as caixinhas de medicamentos como actualmente. Como sabes já se fala das doses individuais à medida das necessidades prescritas. Cada casa do futuro passará, então, a dispor de um tubo standartizado ligado ao INFARMED de onde passarão a ser enviadas as doses de medicamento, solicitadas através do preenchimento de um formulário automático.

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Gostava de ter lido o teu Help Baby. Acredito que terá instruções interessantes para os futuros casais.

Mas como já referi num post meu sobre manuais de instruções, poucos o irão ler, perdendo-se assim uma boa oportunidade de melhorar ainda mais a espécie humana.

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Notei que as mulheres parecem ter nessa época um ainda maior ascendente sobre os homens, pelo que o futuro governo mundial deve recomendar a procriação de 2/3 de homens e 1/3 de mulheres. Como elas irão ficar com os melhores empregos, aos homens restará passar o tempo no ginásio para melhorarem cada vez mais a qualidade dos seus genes.

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Uma bela (propositada?) homenagem a Arthur Charles Clarke (falecido à dias no Sri Lanka), o grande pioneiro da ficção científica, que eu tanto admiro

Estás outra vez de parabéns!

Abração

Fernando

# Março 25, 2008 22:29

bp63 said:

Minda

Acho que tenho uma mente demasiado perversa :)

e um pouco louca depois em´é que dá.

Mas tentei brincar um pouco com os nossos medos.

Acho que as pessoas vão deixar o gosto para outras coisas e o filho para o acto de fabricar. Já se nota hoje no crescimento das crianças, com os pais a fazerem tudo por manual social e poouco pelo sentimento de fazer.

Sinais dos tempos. Mas estamos sempre a tempo de mudar.

Beijos

# Março 25, 2008 23:01

bp63 said:

Fernando

Como já disse ao Blue haveria muitas coisas que se poderiam imaginar e ir até mais longe, mas não quis gastar os cartuxos todos, pois a evolução será faseada.

Tanto mais que neste pretendi misturar avanços tecnológico com ainda pequenos detalhes rocambolesco do nosso dia a dia, tal e como acontece agora, numa época já high tech mas onde se dá espaço para coisas banais. Neste Delírio a figura da sogra servia para isso, para a fazer colidir o futuro com as suas rotinas de tempos passados.

Mas voltarei um dia, a esta carga e a outras.

Inté

Abraço

# Março 25, 2008 23:05

bp63 said:

ATÉ JÁ!

Travel  Paradise

# Março 26, 2008 9:35

chabeli said:

olá

Venho apenas retribuir a tua gentileza...obrigada.

Deixo aqui dois presentes, duas cantoras que aprecio muito: LHASA

          [youtube:AOLg_XY2cWA]

# Março 26, 2008 21:20

chabeli said:

Outra : Yasmin Levi

Vale a pena : La judearia

       [youtube:3PpOPFcyK-4]

Um abraço

Com calma voltarei, tu mereces! Escreves muito bem!

Chábeli

# Março 26, 2008 21:24

chabeli said:

mais outra, lizz

[youtube:wlqaM3SfD0E]

# Março 26, 2008 21:33

chabeli said:

Fim...

Adoro...

           [youtube:QLARILDfsRY]

# Março 26, 2008 21:36

lunaalexa said:

Olá,

Muitos parabéns pela magnifica imaginação!!!

Não devo estar por cá nessa altura, mas se estiver lembrar-me-ei deste delirante texto, excepto de tiver alzheimer ehehhehehheh

Beijocas

Lunalaexa

# Março 28, 2008 21:09

KURIOSO said:

bp,

Ficção cientifica de borla? Tou nessa. Fico à espera dos próximos capítulos.

Acerca das mutações genéticas dois comentários:

Induzidas - cientistas conseguiram acrescentar duas costelas nos porcos para darem mais costeletas. Não acrescentaram mais porque os bichos vergavam...

Autónomas - os yuppies que eu encontro nas Amoreiras à hora do almoço, são tão iguais que parecem saídos do BioLab. Mesma maneira de falar, mesmo corte de cabelo, mesmo fato, mesmos sapatos. Até parecem ter a mesma cara. Só que, ao contrário da história, são todos morenos.

Ah! E eu conto cá estar em 2034. Talvez não para fazer filhos, mas seguramente para apreciar o ecran janela.

Abraço,

Kurioso

# Março 28, 2008 23:14

Humana said:

Olá BP

Como sempre, gostei da história.

Assusta-me o futuro mais as suas tecnologias. Acredito que venha a ser mais ou menos como o descreveste, mas o homem tanto fará evoluir a tecnologia, que ainda lhe perde o controlo, e depois «é que vão ser elas!»

Também li o «Admirável Mundo Novo» e vi a versão cinematográfica, da qual não gostei.

Gostei da idéia de fazer um filho 1º e fazer amor depois.

Gosto deste tempo presente e gostava que em vez de continuarmos determinada evolução, parássemos ou regredíssemos.

# Março 29, 2008 18:59

Humana said:

Olá BP (outra vez)

um pequeno acéscimo :)))))

Um grande beijinho

Mulher

# Março 29, 2008 19:01

desabafosdaminda said:

e adoro a tua mente perversa e a tua fantastica loucura...

rsrs

beijos

minda

# Março 29, 2008 22:14

PSCGF said:

Bem...

Que dizer ? :-))

Sou fã incondicional destas imagens que aqui nos dá a conhecer ...

Adorei toda a construção do futuro e acredito que o mesmo estará muito proximo destas palavras...

Alias penso que só existem dois caminhos :

Aquele que aqui transcreves-te ou em contrapartida o retrocesso para a Natureza .

Penso que a evolução humana neste planeta só tem duas vias , a via cientifica ou se tivermos a infelicidade da Natureza nos supreender e nos castigar pelos erros cometidos sejam eles climaticos , alimenticios  , industriais ou bélicos... Se ela nos castigar poderemos tentar voltar á cultura biológica em massa , á abolição das manipulações alimenticias étc etc .

O retorno á essência humana  e consequentemente á essência da Natureza . Mas só se apanharmos um grande susto :-)))

Se tudo correr bem , apresentas-te aqui o futuro . Um futuro que está já a espreitar a esquina do nosso tempo.

Beijinhos

Paula

# Março 31, 2008 21:47

MarAzul2007 said:

Caro BP 63,

Esse aparelho Frigody onde é que se vende? Preciso de uma máquina dessas. Não preciso de mais máquina nenhuma desta história.

Que imaginação! Gostei dessa de enganar o computador. Às vezes tem de ser mesmo.

Um forte abraço sem chuva,

MarAzul2007

# Abril 8, 2008 19:28

JAMES said:

Olá ?bp?

Palavras ara quê?!!!

SIMPLESMENTE DELICIOSO este teu post!!!!

Um Abraço e boas férias!

James

# Abril 10, 2008 19:45

JAMES said:

ERRATA:

...PALAVRAS, PARA QUÊ ?!!!

# Abril 10, 2008 19:46

anatarouca said:

BP63,

os meus três filhos foram feitos à moda antiga e com muito gosto! Com tanto gosto que, da segunda vez, em vez de um fiz dois ao mesmo tempo!:)

Adorei o texto, como sempre consegue que o leitor fique agarrado ao texto até chegar ao fim. Não sou grande fã de ficção científica mas este mundo já parece tão provável, tão perto!

Este pedaço foi mesmo escrito com uma imaginação delirante! Fico de olho no segundo pedaço.

Bjs

Ana T.

# Abril 10, 2008 19:47

antoniogamito said:

será que o futuro a deus pertence?

lendo o texto, parece bem que não.

bom fim de semana.

# Abril 11, 2008 17:11

bp63 said:

Chabeli

Obrigado pelas músicas. Bem bonitas. A última já não vim a tempo para ouvir porque o video já foi retirado.

# Abril 12, 2008 14:26

bp63 said:

Lunaalexa

Vamos pensar todos que ainda vamos cá estar, mesmo que ot exto já tenha sido passado a pó digital.

# Abril 12, 2008 14:26

bp63 said:

Kurioso

realmente já anda por aí uma espécie cinda do biolab.

Se calhar até mais do que uma, a ver:

Seminários - Como aquela gente veste toda de igual o eterno fato cinzento com camisa branca (vá lá pode-se perder a cabeça e colocar uma azul) e dizem todas as mesmas coisas, emoldurados em powerpoints.

Jet-Set - Ai como são todas louras, todas iguais!

Abraço

# Abril 12, 2008 14:30

bp63 said:

Humana

O futuro tem sempre estes deliruios todos do presente. Normalmente quando chegamos lá não é nada disto e ainda bem.

Bjs

# Abril 12, 2008 14:32

bp63 said:

Minda

Olha que a minha mente perversa pode ser mesmo muito perversa .... ah, ah, ah, (isto é para ser lido/ouvido com eco)

~

Bjs

# Abril 12, 2008 14:33

bp63 said:

Paula

Também acho que vai haver um retorno à natureza, mas será daqui a muito tempo, quando muita coisa tiver sido dizimada, qunaod não houver alternativa. Aliás será um dos assuntos de um próximo PDF, se lá chegar.

Beijo

# Abril 12, 2008 14:37

bp63 said:

Marazul

Eu se tivesse aquele aparelho e um outro que o abastecesse era uma homem feliz. O que eu não poupava em nervos.

Abraço

# Abril 12, 2008 14:39

bp63 said:

James

Não eram bem férias, mas de qualquer forma obrigado.

Abraço.

# Abril 12, 2008 14:41

bp63 said:

Olá Ana.

Tenho uma dúvida para estes meus PDF. Como irão ser as histórias infantis no futuro?

Ainda haverá o prazer do papel ou teremos uma espécie de baby tv que tudo dita?

Bjs

# Abril 12, 2008 14:42

bp63 said:

Antoniogamito

Penso que o futuro pertence a todos, inclusivé a Deus, para os que acreditam.

Eu acredito que pertence mais às criaturas que Deus criou. É uma obra da sua obra.

Abraço

# Abril 12, 2008 14:44

anatarouca said:

Bp63,

possivelmente vamos ter leitores de e-book, que já são uma realidade, com animações, música, hologramas das personagens que se projectam no espaço ou na parede... se calhar os contadores de histórias também vão estar dentro do e-book, a contar histórias ao deitar! Desde que os pais não se demitam das suas funções...

Mas deixo a ficção científica para quem sabe!

Beijos

Ana

# Abril 13, 2008 23:35

bp63 said:

Ana

Acho que vou agarrar algumas destas ideias para uma próxima.

Beijos

# Abril 14, 2008 0:24

adri said:

Ola BP63,

A criatividade e a imaginação foram potenciadas ao limite, neste seu post.

Parabéns,

# Abril 14, 2008 20:10
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