SOL

Imagens caídas

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Porque não fazer o contrário? Com as palavras construir e falar de imagens.

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Um Homem não é de Ferro! - O capitalismo, a Paranóia e o Sexo (ou a falta dele)

Senhoras e senhores, está aberta a caça ao peru do ano! Mais do que encontrar o grande campeão de sucesso da temporada de Verão cinematográfica, vulgo blockbuster, a malta anima-se em descobrir quem vai dar com os burros na água depois de gastar um autêntico rio de milhões de verdinhas, ou seja, quem vai ser o peru com castanhas do ano, mais conhecido no meio do cinema como o turkey.

 

Com o Homem de Ferro, Iron Man, iniciou-se assim a temporada quente dos grandes filmes comerciais. Normalmente esta temporada costuma trazer os eternos pratos requentados, como é o caso do Indiana Jones, iguaria seguinte. No entanto, o filme de abertura não faz parte dessa ementa, pois trata-se da primeira adaptação ao grande ecrã do herói de banda desenhada da Marvel.

Claro que eu não fui ver o filme por vontade própria. Eu só lá pessoa de me meter numa sala de cinema para ver um tipo a voar com uma armadura medieval high-tec e à pancada com os outros! Isso é coisa de putos e de pessoal com gostos cinematográficos muito pouco elaborados. Eu gosto mesmo é de me enfiar numa sala e aborrecer-me até ao tutano, mas depois abrir a boca e soltar umas postas de pescada filosóficas, de fazer inveja a qualquer colega mais distraído.

Mas dizia eu?!...

Ah! Fui ver o filme e, como tenho a mania de ver o filmes em diferentes posições, inclusive de pernas para o ar – confesso que esta não costuma dar muito jeito, nem a mim nem ao pessoal que fica na fila detrás pois não acham piada àqueles números de circo numa sala de cinema, especialmente quando levo as meias rotas – encontrei alguns detalhes interessantes que passo a compartilhar.

Proletários de todos os filmes, uni-vos!

 

Se um extraterrestre resolvesse apreciar algumas sociedades apenas pelas obras publicadas e pelos filmes que produz pensaria que a sociedade americana seria um pouco como um OMO comunista, Marxista mais Marxista não há!

Todos sabemos que toda a organização da sociedade americana está assente numa única pedra, o Capitalismo. Resta saber se as águas que banham essa pedra, de tão agitadas que andam, qualquer dia não a corroem e ainda teremos as esquinas das diversas Wall Streets todas a banhos, como se elas próprias fizessem parte de um blockbuster de Verão. Mas isso é matéria de outras salas, inclusive há aqui uma ao lado que está com uma sessão interessante sobre um Tsunami. Podem ir ver aqui, tem efeitos especiais de primeira água.

 

Bom, se há um sistema baseado no Capitalismo terá que haver pessoas que o alimentem, neste caso o Capitalista. Sabemos, pois vem em todos os manuais marxistas, cujo best-seller é um tal de Capital, que os capitalistas são gente que exploram o seu semelhante, na medida em que não sendo detentores dos alicerces de qualquer sociedade, o trabalho, retiram deste a mais-valia, hoje conhecida popularmente como lucro, e põem-na ao serviço, não da colectividade, mas sim do seu próprio bem-estar individual, isto mais coisa menos coisa, talvez para menos do que para mais.

Ora se virmos qualquer filme americano, o que é encontramos sempre? O Capitalista como o mau da fita, como o tipo que explora todos e que inclusive não tem escrúpulos de mandar contratar qualquer gangster ou grupo terrorista para despachar quem tiver imbuído de ideais de fraternidade social. Nem Lenine nem Karl Marx chegaram tão longe. Vamos a exemplos.

 

Lembram-se do filme uma Mulher de Sonho, com o tibetano Richard Gere e a sorridente Júlia Roberts? O que acontecia, era que o homem andava a comprar empresas falidas, para as fundir, despachar os trabalhadores e depois vendê-las novamente já muito mais magras mas mais valiosas. Mau este capitalista! Mas o que aconteceu? Eis que apareceu uma linda meretriz - daquelas que mesmo a minha avozinha que ia à missa 3 vezes por dia convidaria para tomar chá e, por certo, com quereria casar o neto – que além de andar a fazer compras por Rodeo Drive resolveu dar numa de bolchevista, talvez inspirada num Soviet Chic de um Versace, e convenceu o rapaz a ter pena dos trabalhadores. Claro que antes ainda o convidou para umas voltas e uns banhos num jacuzzi, que isto já se sabe, um homem não se convence de qualquer maneira. O certo é que o Capitalista mau ficou bom, fez uma trapaça nos outros capitalistas maus, e houve um final feliz, para ele que ficou com uma Cinderela cheia de curvas e para o pessoal trabalhador. É o que se pode chamar um autêntico sindicalismo glamouroso Se a CGTP ou a UGT tivessem assim as pernas da Júlia e o imaginário dos argumentistas de Hollywood neste momento a Ministra da Educação e Mário Nogueira já estariam numa ilha a beber Margaritas e os profes portugueses estariam todos felizes a comer perdizes.

 

Wall Street, o filme, não teve um final tão feliz para o Capitalista Michael Douglas, que também queria fundir – no fundir é que este o ganho – pois não teve redenção e ficou mau como as cobras até ao último momento. Moral da história, foi pró anjinhos e na paz do senhor ficaram os trabalhadores das companhias de aviação, onde trabalhava o pai do protagonista que safou tudo. Digamos que aqui foi um socialismo mais nepotista, a lembrar paisagens tão nossas.

Bom, mas voltando ao mote da questão, o filme Iron Man. Mais uma vez Karl Mark baixou sobre os argumentistas. Ora vejamos, tínhamos uma menino rico capitalista, dono de um império que fabricava armas, que só queria o lucro e destruir tudo o que fosse para aumentar o seu mercado – isto lembra um outro filme já exibido nesta Sala – mas que um dia viu a luz, neste caso a sombra de uma caverna e resolveu desistir de tudo, não queria fabricar mais armas. Dedicou-se a causas mais nobres, construir um modelito em ferro que o levasse a ficar assim como uma espécie de Madre Teresa com acabamentos de M. Tatcher, ou seja, bom com os pobres e os oprimidos mas duro como o aço na queda e sempre pronto para um arraial de porrada.

 

Não importa se esta decisão do capitalista, agora bom, era mais uma das suas excentricidades, nem que milhares de trabalhadores fossem para a rua porque a fábrica fecharia. Ele agora é bom e está ao lado dos oprimidos, isso é que é importante. Mas estes devaneios só podem sair de um capitalista Old Money, filhinho do papá, porque os New Money, como suaram as estopinhas para lá chegar e não tiveram nenhuma herança que lhe facilitasse a vida, vão resistir, não largam o osso, e vão querer segurar a fábrica. Logo o que vamos ter? Um capitalista regenerado, de porte aristocrático, e um capitalista igual a si mesmo, novo-rico e ambicioso, que depois de ter sido ele a fazer o império para o menino do papá, não o quer largar, nem que para isso tenha que se associar aos ainda mais maus, uma gente lá dos Orientes. Assim, eis que surge, qual tragédia grega, uma luta entre iguais, pseudo-pai e pseudo-filho a disputarem a sua criação. Ainda dizem que o cinema comercial é pimba. Isto é Shakespear e do bom! Otelo de aço!

Com isto revelei um pouco o final do filme, mas também ninguém que me lê – se é que ainda alguém está a ler neste momento - o vai ver, a não ser um certo doido azul que anda por aqui, mas como é capaz de adormecer pelo meio quando o vir em DVD, nem vai reparar.

Para concluir, não deixa de ser interessante que o país anfitrião de todos os capitalismos, encerre nos seus filmes sempre uma moral anti-capitalista. Andará por ali uma má consciência recalcada? Ou será que o socialismo é afinal apenas uma história de encantar e por isso fica melhor na fotografia?

Ó Papão sai de cima do telhado e deixa dormir o menino descansado!

 

Por vezes já nem sei se são os filmes americanos que precisam de medos, se são os próprios americanos que não sabem viver sem eles.

Na história original do Iron Man o tipo despachava Vietcongs. Agora anda às cabeçadas com pessoal com ar de taliban.

Depois da guerra-fria o que seria do cinema sem a Al Quaeda e Associados?

Em tempos cheguei a pensar que afinal os americanos gostavam do comunismo só para terem enredo nos filmes de acção. Quando caiu o muro devem ter-se sentido órfãos. Em quem vamos malhar agora?

Felizmente, ou infelizmente, a História arranjou-lhe sucedâneo à altura, e o terrorismo de cunho islamita tornou-se no herdeiro dos bons vilões sociais. Por vezes temo, que muito do que aconteceu na nossa História recente, tenha sido inspirado em muitos filmes de baixa categoria. Woddy Allen disse, inclusive, que no 11 de Setembro decalcaram apenas o imaginário de um mau blockbuster de Verão.

Mas será que os americanos precisam de ter só um papão no cinema, ou precisam de ter sempre uma paranóia para expurgarem os seus próprios medos, para não falar dos mercados?

 

No filme Iron Man, a determinada altura, quando ele já está bonzinho e a malhar nos maus, ele luta contra o seu próprio armamento, pois os terroristas estão armados com os produtos que ele mesmo tinha fabricado. Ou seja, quem combate a América utiliza também as armas que a América lhe vende. A brincar, a brincar, penso que é este o grande dilema da corrida ao armamento e dos eternos conflitos internacionais. A indústria de armamento, por ser poderosíssima, e estar nas mãos de privados, precisa de mercado para escoar produto, e o seu mercado chama-se Guerra. Penso que é fácil de entender. Resolver é que vai ser mais complicado. Quanto vale num PIB este negócio? Vão até à tal sala que falei acima e vejam o filme que lá está com esta matéria.

 

Não precisamos de Capitalistas Arrependidos, isso é nos filmes, mas precisávamos de governantes que olhassem o problema de frente e, sem medos, disciplinassem e controlassem essa indústria. Há áreas em que o liberalismo tem que ficar à porta, mesmo quando a casa em questão tem o nome de economia de mercado.

Caso contrário, vamos levar a vida a inventar papões. Podem dar muito jeito aos filmes mas confesso que na vida real atrapalham um pouco.

Sexo? Só depois do casamento!

 

Apesar da personagem principal do filme ter alguma piada e alguma originalidade, em relação a outro tipo de heróis - o tipo é cretino, irreverente e não lhe foi dada nenhuma força especial, a não ser a sua inteligência – não consegue, no entanto, escapar ao eterno cliché amoroso da paixão impossível ou não consumada.

C’um raio! Porque será que estes super-heróis nunca podem ser felizes no amor? Há sempre qualquer coisa que se atravessa e nunca os deixa consumar. Começamos a ficar um pouco cansados.

Não venham dizer, que é para criar suspense, tipo Floribela, para ansiarmos muito para que aconteça algo. Está mais que provado que nos filmes de sexo com conversa o pessoal acelera logo o DVD para passar à frente a alta literatura e chegar aos finalmente, por isso não venham com o encher chouriços.

Li uma vez, se não li passo a ler, que um tipo que tem uma loura brasa a atirar-se a ele constantemente e não faz nada, pois pára sempre no último momento, não é cavalheiro nem é tímido, é apenas gay.

 

Sobre os heróis não ponho a mão no fogo, até porque não fui eu que os inventei, mas sobre os argumentistas tenho algumas dúvidas, ai tenho, tenho! Será que pelo facto da donzela nunca acabar nos lençóis do herói não aportará por ali nada de recalcado, do género, se eu não o posso ter, não vai ser a tipa que o vai desfrutar?!

Escrevam eles um dia uma história com um super-herói que goste de sexo alternativo e vão ver como não vai haver pruridos com a consumação, ou muito me engano, ou ele nos primeiros 30 minutos já vai estar na caminha com o louro que é mordomo.

Vamos lá gente, já não há paciência para tanta castidade. Mesmo superes, eles têm direito ao amor. Vamos lá ver, um homem não é de ferro!

 

 No final disto, quem chegou aqui, é capaz de perguntar, e o filme, que tal é o filme?

Bom, lembram-se daquela velha piada super machista sobre as mulheres, em que se dizia que elas são como os CD’s, por quase de uma ou duas músicas boas, temos que gramar com o disco todo? É algo assim, tem boas cenas mas temos que levar com o filme todo, o que sendo mais de 2 horas nem sempre apetece.

               

Robert Downey Jr. vai bem, fazendo dele mesmo, como sempre. Boémio, irreverente e tal, vai fazendo das suas.

Gwyneth Paltrow está ali de sopeira. Isto de estar nos 40 e com uma família para sustentar é o que dá, há que se fazer à vida e aproveitar o que lhe aparece, mesmo que sejam papeis que qualquer candidata a pin up faria. É assim minha menina, a vida custa a todos!

Jeff Bridges, vem fazer o eterno vilão do actor consagrado. Não pode haver um grande actor que não tenha feito um grande vilão num filme de super-heróis. Vem em todos os manuais.

Por falar em manuais, vamos lá ver se o prontuário que contém as receitas de sucesso de Verão acertou e não produziu algo que vá azedar nas bilheteiras.

Posted: domingo, 4 de Maio de 2008 18:50 por bp63

Comentários

bp63 said:

Um cheirinho.

[YouTube:vhgzIM-9lfA]

# Maio 4, 2008 19:18

bp63 said:

Algumas ecplicações.

[YouTube:TB4loah_sXw]

# Maio 4, 2008 19:40

KURIOSO said:

Não tenho coragem!

Amanhã é dia de trabalho...e eu já não tenho 20 anos (nem quarenta...).

Abraço,

Kurioso

# Maio 4, 2008 23:18

PSCGF said:

Bp :-)))

Eu vinha pôr as estrelas e fujir ...rsss

Primeiro porque é cinema , segundo porque é longo, terceiro porque é um tipo de filme que ODEIO .

Mas bem comportadinha li tudinho e voilá ! O que eu encontre? Eu transcrevo:

"

Bom, lembram-se daquela velha piada super machista sobre as mulheres, em que se dizia que elas são como os CD?s, por quase de uma ou duas músicas boas, temos que gramar com o disco todo? "

È super machista , mas tu conheces a dita tão bem que a introduziste no post e depois sou eu que começo ...rsss

E ainda mais ...

"Gwyneth Paltrow está ali de sopeira. Isto de estar nos 40 e com uma família para sustentar é o que dá, há que se fazer à vida e aproveitar o que lhe aparece",

Sopeira ??? Estar nos 40 ???

Eu nem digo mais nada ..rssss

Beijinhos

Paula

# Maio 4, 2008 23:51

bp63 said:

Kurioso

:)

Boa semana de trabalho.

Abraço

# Maio 5, 2008 0:19

bp63 said:

Paula

First, isto não é um post sobre cinema, ou pelo menos se o é, é de pernas para o ar. Ora vamos lá ler isto tudo novamente, como penitência feminista :)

A piada era mesmo um isco, eu sabia que ia ser mordida.

Machista até ao tutano, é verdade, mas não deixa de ser uma boa piada e acho que ilustra o filme, por causa de umas boas cenas temo que gramar...

A piada sobre a Gwyneth Paltrow  é uma ironia, é um grito contra a opressão machista de Hollywood que atira as mulheres de 40 para papeis menores. Eu aqui a defender as damas e ainda levo com isto!!! O que tenho que fazer para convencer que estava precisamente do lado vosso lado? Pôr-me a queimar soutiens, os da Gwyneth, na avenida da liberdade?

Vou deitar, sou um incompreendido pelo mundo das mulheres!!!! Olha para mim a "Calimerizar"!

# Maio 5, 2008 0:27

bluewater68 said:

bp63,

tu bem tentas que as mulheres te ergam uma estátua, mas está difícil :))

Nos exemplos que apresentas, some-se um mais moderno e mais adaptado às preocupações actuais (http://www.imdb.com/title/tt0313737/). Nesse, o capitalista rende-se à advogada com causas nobres e viradas para o meio ambiente.

Entretanto, o certo doido azul anda completamente a torcer o nariz a estes filmes. Primeiro, posso estar enganado, mas nos pouco segundos que vi da apresentação, não existem cenas assim muito ao género do Transformers? a firma dos efeitos especiais será a mesma? Depois, vem a pergunta para 5000?. Sabes dizer-me quantos super-heróis faltam retratar no cinema? Eu já nem ligo para as versões II, III e IV. Só gostava mesmo de saber quantos é que faltam retratar. É que estou tão fartinho destas adaptações que nem imaginas. Não sei se é influência de ter visto o filme com o Christian Bale, mas o "Batman Begins" é talvez uma das melhores adaptações que já foi feita. Estou a dizer isto mas sei que vou ver este, sobretudo pelo que li aqui, que me deixou bastante curioso.

"Por vezes já nem sei se são os filmes americanos que precisam de medos, se são os próprios americanos que não sabem viver sem eles". Medos e violência. Estou a preparar um texto sobre a parte da violência.

"precisam de ter sempre uma paranóia para expurgarem os seus próprios medos". Aponto o "Soma de todos os medos" pois serve sempre para eu me interrogar como algo semelhante ainda não aconteceu.

"Apesar da personagem principal do filme ter alguma piada e alguma originalidade" algo que se deve sobretudo ao actor escolhido?

"Porque será que estes super-heróis nunca podem ser felizes no amor?" Lembrei-me do Homem Aranha. Esse talvez represente o gajo mais frustrado ou o mais imbecil. Até mete raiva. Bem, o Super-Homem não era melhor. E não são só imprevistos que impedem a coisa. É eles pensarem que isso irá ser um ponto fraco para eles. Sim. Eles dão a ideia errada que se preocupam com a cara metade, mas é mentira. Eles estão é preocupados que a cara-metade seja raptada pelo arqui-inimigo, e por causa disso, sejam obrigados a revelar os seus segredos ou a serem seus escravos para sempre.

Gwyneth Paltrow. Acho que até teve sorte. Foi para casa gozar a gravidez e aparece agora num filme que até poderá ser um êxito de bilheteira (sabes alguns números?). Se vires, ela até tem feito um filme por ano. Mas o pico da carreira deve ter ocorrido em 1998 com o  "Shakespeare in Love" e em 1999 com o "The Talented Mr. Ripley". Ela, é aquilo que chama: «coisinha desenchavida, que não aquece nem arrefece». Em 2000, juntá-la com o canastrão do Ben Affleck, deve ter resultado num dos pares que mais sono causou. Sim, eu não gosto dela, reconheço :))

Abraço

# Maio 5, 2008 11:22

bluewater68 said:

Desculpa, e ao falar da Gwyneth até me esqueci do que queria dizer.

"é um grito contra a opressão machista de Hollywood que atira as mulheres de 40 para papeis menores". Vou analisar isto com mais calma e tentar arranjar uns exemplos. Acho que aqui o problema é mesmo por ser a Gwyneth. A Michelle Pfeiffer serve para contrariar essa afirmação? Aos 40 (http://www.imdb.com/title/tt0140379/) e (http://www.imdb.com/title/tt0160916/)

Glenn Close aos 40 (http://www.imdb.com/title/tt0094947/)

Cate Blanchett, rés vés Campo de Ourique nos 40 (http://www.imdb.com/title/tt0414055/)

# Maio 5, 2008 11:33

bp63 said:

Blue, ora vamos lá ver se não me perco.

Pois quanto à doidice azul de já começar a ficar saturado de tanto super-heroi, já somos dois. Começa a ser muito do mesmo.

Normalmente tento fazer uma coisa, que é procurar no meio das explosões uma outra leitura para o filme, porque realmente podem ver-se as coisas de maneira diferente (inclusive de pernas para o ar). Penso que o cinema comercial, a brincar, a brincar deixa transparecer alguma coisa. Basta analisarmos com mais detalhe o conjunto de filmes de sucesso de uma determinada época e temos ali um retrato interessante das sociedades e dos seus medos. É um pouco como a FC, apesar de tratar do futuro retrata apenas os medos do presente.

Quando vi os Transformers comecei a fazer um texto sobre as idiossincrasias americanas, pois achei que estavam lá todas no filme (o mal que vem de fora e que começa no deserto, os subúrbios clean a esconder coisas mais complicadas, a obesidade e a informáticas,  etc). Depois abandonei porque precisava de rever cenas e não estava ainda em DVD, Quando saiu em já não tinha oportunidade.

Acho a sociedade americana uma das sociedades mais interessantes do ponto de vista da cultura económica e os filmes são o seu principal espelho. Por isso tento ver os filmes de pernas para o ar. Mesmo aquela coisa abjecta chamada Rambo tinha muito que se lhe dissesse naqueles anos Reagan.

O filme não é muito parecido com os Transformers, é algo entre um Batman e Bate-chapas. A piada deriva toda do estilo que o actor imprimiu à personagem. Deixamos de ter o tonho para termos o playboy. O final acaba por ter piada porque acaba por ser uma certa irreverência a todos os finais dos filmes de super-herois.

Não sei se está a ter muito sucesso porque estreou também lá no dia 2. Para já, só com um fds já está em 2º no ranking de 2008 e em 1º nos fds de 2008, com os seus 100 milhões de abertura. A única coisa que dá para comparar é no ranking de FDS de estreia ao longo dos tempos, ficou em 10º. Para já não bateu nenhum record a não ser o de fds de 2008, mas aí não é difícil porque é a primeira grande estreia.

Abraço

# Maio 5, 2008 20:23

chabeli said:

ora ora...será que não dá???

[youtube:H5qmQwImP0Q]

:)

Coloquei o comentário no outro post...sou mesmo inteligente!!!

# Maio 5, 2008 21:19

chabeli said:

# Maio 5, 2008 21:21

bp63 said:

Isso das mulheres e dos 40 é mesmo um drama, são elas que os dizerem. ficam reféns de filmes com pouca projecção.

Os exemplos que apontaste servem para provar isso. A Michael teve um retiro enorme porque deixou de ter bons papeis. Esses filmes são mesmo coisa de 2ª na sua carreira.

A Glenn Close iden.

Começam a aparecer apenas em papeis secundários.

A Cate é um pouco excepção mas ela vem de uma outra linha do cinema mais denso e menos star.

Os produtores não gostam das mulheres de 40, velhas demais para serem namoradas e novas para serem mães e avós.

Quanto à Gwyneth Paltrow confesso que também não vai muito com a minha preferêcia. Tem algo de nim. :)

# Maio 5, 2008 21:26

bp63 said:

Chabelli

Bora lá então à dança!

Boa música.

Já vi o comentário trocado.

# Maio 5, 2008 21:31

bluewater68 said:

Humm, outro,

Susan Sarandon, aos 45 (http://www.imdb.com/title/tt0103074/) Um grande filme. E nem foi realizado pelo marido dela.

Entretanto, hoje tenho direito a Hot Fuzz. Quanto ao "funeral" espero conseguir comprá-lo na FNAC. O homem do Clube de DVD já disse que não o vai adquirir. Toino.

# Maio 5, 2008 21:37

Meduarda said:

bp,

Como sempre um post a ler e reler...e reler...

Capitalismo, Marxismo...para mim não existem diferenças ( só no nome ).

Quanto aos filmes é um capitalismo contra outro.

bjs

Eduarda

# Maio 5, 2008 21:41

bp63 said:

Sim, há actrizes que conseguem furar e aparecem em bons filmes, mas a maioria faz uma certa travessia no deserto. Coisa que não sucede com os homens.

Michelle voltou agora, Kim Basinger quase que desapareceu, K. Turner evaporou-se e engordou, Sharon Stone não acerta uma, e muitas horas que fazem apenas a via sacra dos telefilmes.

Sabes que andei à procura da M. num Funeral e também não vi. Mas aqui no video clube tem. Será que saiu só para aluger? Acho que já não se faz disso.

# Maio 5, 2008 21:52

bp63 said:

Eduarda

Mas há algumas diferenças, nem que seja na cor. O certo é que os pobres de um e de outro são pobres na mesma.

Mas a grande massa dos filmes é precisamente capitalista, ou não fosse o sistema da massa :)

Bjs

# Maio 5, 2008 21:54

PSCGF said:

BLUE :-))))) Thank you ...rsss

Isto é dificil de explicar ao Bp :-))))

Pronto Bp.:-)

Fiz a minha penitência e li tudo direitinho e de pernas para o ar...

E é um post sobre cinema !!! Tu queres embelezar a situação ... Mas é.:-)))

Bem ... Mas do que li , parece-me que fazes uma critica ao cinema americano por usar sempre os mesmos temas de fundo : O capitalista que fica generoso. Os maus e os Super herois , A falta de sexo ao vivo e a cores nos filmes e os Super herois que não passam a vias de facto...

Era isto que querias que eu comenta-se ? Estás a arranjar problemas :-))))

Primeiro eu considero que andas a ver os filmes errados ...rssss

Filmes de Super herois e afins , não é  de longe o meu cinama preferido. Eu adoro ver belos romances passados para o cinema e biografias ou hitórias veridicas. E necessito saber que existe ali uma realidade palpavel.

O sexo no cinema , neste caso nos filmes com Super Herois ... Eu penso que se perderia toda a magia :-)) Um super heroi não pode ser humano , consequentemente nada de sexo. Ok?

Depois existe ali uma afirmação descriminatória :-))) Até os Super herois não escapam ! Segundo as tuas palavras se eles fizessem par com um elemento do mesmo sexo , todos exigiam a consumação do acto sexual ???  Bp :-))) Tu deves ser o terror dos argumentistas ... se eles e ouvem ...rsss

Quanto aos capitalistas ... O que queres que eles escrevam ??? Eles são um pais capitalista e obviamente retratam a sua sociedade :-)) . E existem filmes excelentes nessa area . Adoro todos os filmes que envolvam casos em tribunais e empresas.

Agora imagina que a industria cinematografica estava neste "cantinho" ...Aí sim irias ter uns filmes bem divertidos.

E não faças ar de calimero que eu não me esqueço das tuas desculpas para chamares de velhas aquelas lindissimas actrizes com 40 anos.

Beijinhos

Paula

Bem , penso que  

# Maio 6, 2008 0:32

pessoalissimo said:

Nada mais a acrescentar perante tão excelente quanto curiosa análise sociológica da sociedade americana e dos seus super-heróis! Eu suspeito que eles se consideram a si próprios como a encarnação desses super-heróis, os salvadores do mundo, os combatentes da maldade do mundo, os protectores da bondade humana?

O seu superego é tão super que rapidamente se transformam em heróis de si próprios.

As minhas frases favoritas:

?É o que se pode chamar um autêntico sindicalismo glamouroso ? Se a CGTP ou a UGT tivessem assim as pernas da Júlia e o imaginário dos argumentistas de Hollywood neste momento a Ministra da Educação e Mário Nogueira já estariam numa ilha a beber Margaritas e os profes portugueses estariam todos felizes a comer perdizes.?

Eu acho que lhes bastaria ter o teu imaginário.

?não deixa de ser interessante que o país anfitrião de todos os capitalismos, encerre nos seus filmes sempre uma moral anti-capitalista. Andará por ali uma má consciência recalcada? Ou será que o socialismo é afinal apenas uma história de encantar e por isso fica melhor na fotografia??

É pá, eu acho que é mesmo má consciência. E direi mais, o que eles queriam sei eu, o melhor dos dois mundos: uma forte economia de mercado e um povo culto e pacífico. Ou não?

?Não precisamos de Capitalistas Arrependidos, isso é nos filmes, mas precisávamos de governantes que olhassem o problema de frente e, sem medos, disciplinassem e controlassem essa indústria. Há áreas em que o liberalismo tem que ficar à porta, mesmo quando a casa em questão tem o nome de economia de mercado.?

Finalmente, uma tirada pró sério, uma mensagem sublimar. E não é que concordo contigo? :))

Abraço

Ps - Não há como ter um filho com bom gosto, mas beneficiarmos de mais um post à maneira.

# Maio 6, 2008 1:17

bp63 said:

Tinha um erro de palmatória ("cujo o") e ninguém me disse nada!!!

Foi uma gralha por não ter apagado o "o" que estava na primeira versão da frase (olha ele a descupar-se!!!!).

# Maio 6, 2008 14:04

pessoalissimo said:

:)

Se o meu amigo me pagar (bem, claro) para lhe corrigir as gralhas, garanto-lhe que lhe descubro, só neste post, mais vinte gralhas.

O orçamento é gratuito!

Abraço

# Maio 6, 2008 17:07

portocego said:

Olá bp63,

Uma das coisas que acho com levado interesse nos postes é a referência a outros poste relacionados com o tema,que funciona como economia de tempo e complemento da informação.É só clicar, ir espreitar se ainda não visitou e continuar.

Informação não falta em jeito de interpretação e sobre o cinema, americano, neste caso, que aqui comenta com especial proveito para gente, menos cinéfila como eu,

e que lá vai indo "à boleia".

Mas, o importante a reter, está aqui limpinho sem osso, com todas as leitura de entrelinhas das sociedades, projectadas nesse espelho  que é o cinema, quando bem feito e o americano parece que é.

Mas, diria eu, é o malabarismo das "verdinhas", ou os jogos do capital, vista ele a indumentária plebeia ou aristocrata e passei pelo continente que passear.

Resumindo, os postes do bp63 e associados continuam com elevada objectividade.

Claro e as piadas do bp63, mas sempre as mulheres a pagar a factura...!Hummm!

abraço,

Daniela

# Maio 6, 2008 17:37

pessoalissimo said:

Mas que fique claro, eu acho que as tuas gralhas são um dos factores que dão charme aos teus posts.

Por isso proponho que as deixes em paz que nós já aprendemos a apreciá-las, a vê-las como fazendo parte da tua idiossincrasia literária, ou mais prosaicamente, do teu modo de escrever.

Não fiques paranóico como as gralhas como os americanos com os seus super-heróis!

Abraço

# Maio 6, 2008 18:34

bp63 said:

Paula

Mesmo sem acertarmos contas noutras latitudes:))

2 notas:

- Não acho que eles retratam sempre a sociedade, por vezes retratam um certo imaginário que eles gostavam de ser ou de ter. Daí talvez a má consciência.

- Eu não chamei velhas às mulheres de 40 anos, disse que a vida custa muito para ela pelos lados lá do cinema e que as consideram velhas, o que é diferente.

Eu nunca mais me vou livrar desta cruz de machista, nunca mais!

?Mas que mal fiz eu a Deus, para merecer semelhante castigo?  Smile

Beijos e ainda bem que viste o filme de pernas para o ar, é que há filmes que só podem ser vistos assim, isto se a senhoras não tiverem de saias, claro, porque aí já ninguém vê o filme? ok, eu vou embora

# Maio 6, 2008 20:16

bp63 said:

Fernando

Quanto ao facto de eles querem mesmo uma sociedade cheia e farta mas com cultura e paz, duvido disso.

Eu acho que eles querem uma sociedade tal e qual como ela é, só assim se explica alguns resultados eleitorais. O que não querem é ver a crueza das coisas. Sempre é melhor sonhar que o cowboy caminha em direcção a um pôr-do-sol com a sua miúda, e não ter que ver que ele dizimou foi a populaça toda quando entrou no saloon.

Penso que essa do sol na eira e chuva no nabal é mais um sonho europeu e de uma certa esquerda rive gauche, que gostava de ter o bonito do mercado mas com uma socialização da cultura e da distribuição da riqueza.

O meu eterno pessimismo diz que a coisa não vai lá, pois sempre que convivi com locais que tiveram os 2 sistemas, pelo menos no momento de transacção, pude verificar que ficaram com o pior que havia dos 2 e nunca o melhor. Triste, mas é.

Olha que não só as frases mais sérias que são a sério, a brincar tento muito vezes puxar para assuntos sérios. Daí ir buscar estes filmes de ?cóboiada?.

Abraço

# Maio 6, 2008 20:25

bp63 said:

Gralhas?! São tantas assim?

Acho que vou ficar deprimido. Eu passo as minhas passas do Algarve a tentar eliminá-las, mas este maldito cérebro que me projecta uma imagem quando está lá outra, só atrapalha. Já não me bastava ter um cérebro de homem, em que nos falta tudo e mais alguma coisa (menos a inteligência, claro!), que ainda tinha ter uma dislexia qualquer que além de me fazer trocar sílabas e concordâncias, me oculta palavras na leitura ou põe outras.

Podes crer que fico paranóico.

No prédio quando começam ouvir uns urros, tipo King Kong, sou eu que estou a corrigir um texto.

Tem uma coisa interessante, as pessoas que lêem o meu texto logo de inicio lêem uma versão que o centésimo leitor nunca irá ler.

Mas são mesmo mais de vinte? Crying

# Maio 6, 2008 20:35

bp63 said:

Mas uma coisas são as gralhas, outros os erros grosseiros e aquele era um deles. Acontece-me muito ao apgar uma ideia deixar lá ficar restos de letras!!!

# Maio 6, 2008 20:41

bp63 said:

Daniela

Realmente a boleia do links é óptima. Lemos umas coisas e ainda nos oferecem o caminho para ir ver outras. O problema é que vamos e já não voltamos.

A piada das mulheres era  uma piada-provocação.

Mesmo sendo machista, e é muito, não deixa de ter alguma graça e além disso assentava como uma luva no filme. Tentei não a colocar. Mas eu vinha embalado de um outro post e foi superior a mim.

Qualquer dia, em lugar da estátua, tenho é uma espera à porta, e cheira-me que não vou ficar num lindo estado

Abraço

# Maio 6, 2008 20:42

portocego said:

Como não sou grande artista em emboscadas terei que arranjar outra solução Porque não colocar a piada no sexo oposto? Claro! Já está.

Bp63, eu 64, não de nascimento mas de existência, a reinar desta maneira! Quem diria? Olhe, paciência...)

# Maio 7, 2008 12:06

desabafosdaminda said:

ufa... cheguei ao fim!!!

li e gostei...

reli e gostei inda mais...

sem tempo agora!

mas ameaço voltar... este post que fala de cinema tem sumo!

beijocas...

minda

# Maio 7, 2008 13:24

Humana said:

BP

Bem! Consegui ler tudo, mas para a próxima prefiro ler o dicionário ou a lista telefónica:))))

Depois da tua explanação, do Blue, da Paula, do Fernando....  fiquei sem forças para comentar.

E ainda a Meduarda diz ler e reler e reler?!... Uf!

Bjinhos

Mulher

# Maio 7, 2008 21:20

KURIOSO said:

bp,

Afinal foram só 15 minutos (incluindo os videos, mas sem os links).

O problema é que fiquei bem mais tempo a magicar na coisa.

Cinema ou Política? Ou não há um sem a outra?

Entre Capitalismo e Marxismo, eu, que sou um simples assalariado, não tenho dúvidas. E, não tendo dúvidas, é claro que sou tendencioso.

Um facto e uma opinião:

Facto: os países marxistas tendem a construir muros para os seus povos não saírem; os países capitalistas tendem a construir muros para os outros povos não entrarem.

Opinião: nas sociedades marxistas tenta convencer-se os pobres que são ricos; nas sociedades capitalistas diz-se aos pobres que são pobres, mas ALGUNS podem ser ricos.

Ao cinema como à vida, pode aplicar-se a frase "não é bem assim". Nós vemos os americanos a criticarem o capitalismo, e pensamos "não é bem assim". Vemos os cubanos a elogiarem o marxismo, e pensamos exactamente o mesmo.

Por vezes, a autocrítica é uma forma inteligente de gerar simpatia.

Abraço,

Kurioso

Nota para o Fernando: nada de andar aí a catar os erros da malta, senão ainda viramos todos paranoicos.  

# Maio 7, 2008 22:49

KURIOSO said:

Ah! Esqueci-me do sexo (a idade não perdoa...).

Desde o tempo de Sansão que as mulheres roubam aos homens quaisquer pequenos poderes que eles possam ter.

Além disso, um Super Heroi em pelo devia ser giro.

Mas parece que alguns gostam. Andava por aí uma história acerca do Homem Invisivel não falar com o Super Homem, por causa de uma cena de praia com a Mulher Aranha...

Kurioso

# Maio 7, 2008 22:59

bp63 said:

Daniela

A vida é mesmo uma reinação, de 63, ano colheita, a 64, medida de grau, há tempos para todas a piadas.

# Maio 8, 2008 0:17

bp63 said:

Minda

Será um post com 100% ou apenas uma mistura diluida de polpa.

Pelo tempo que demora a ler há que ter conservantes.

Beijo

# Maio 8, 2008 0:19

bp63 said:

Vamos lá Humana

A lista telefónica não terá tantas gralhas, pois não?

Espera-se.

Bjs

# Maio 8, 2008 0:20

bp63 said:

Kurioso

Com tanto Capitalismo e Marxismo, será que foram os 15 minutos que abalaram o mundo (bloguiano)?

Ná! Nem o monitor, quanto mais o mundo. Talvez um pouco as pupilas.

Isto das comparações Marx vs Capital é sempre complicado, especialmente porque o fazemos sempre instalado neste lado onde o vento da liberdade permite dizer tudo, inclusive mal do sistema que nos gere, o que é um autêntico tesouro.

O problema é mesmo os muros, sejam eles para não deixar entrar, ou sair.

Quanto a esta dicotomia, penso que há espaço entre uma coisa e outra. Costumo dizer que gosto do mercado, e que para mim é como uma vaca, pode ter uma boa teta, mas não convém andar por aí à solta, precisa de um bom pastor. Caso contrário a vaca vai destruindo tudo, come o que não deve e deixa de dar leite.

Mas não deixa de ter piada o cinema americano tido e criado no seio do capitalismo, e dependendo dele como oxigénio, depois fazer sempre um retrato amargo dele mesmo. Parece quase freudiano, de querer matar o pai. Talvez seja mesmo o problema de auto-retrato. Ou será que para se sobreviver na selva tem que ser mesmo mau?

Do pós-marxismo vi uma coisa que chocou muito nos diferentes sistemas que já visitei: parece que a única herança que ficou no final de tudo foi o de explorar o próximo, precisamente o contrário da filosofia mãe.

Isso de já se esquecer do sexo é que não está com nada!!!

Qual é essa do homem invisível que não sei?

Abraço

# Maio 8, 2008 0:37

pessoalissimo said:

Caro BPessimista!

Eu percebi o teu ponto de vista e uma parte de mim leva-me a aceitar alguns dos teus argumentos. Mas não posso deixar de ouvir o que a outra parte (a mais insistente) me diz. Eis o que, sem grande rigor, gostaria de acrescentar:

A democracia americana é muito imperfeita. Como aliás, quase todas as democracias. É imperfeita porque baseada desde há muitos anos em dois partidos que se degladiam entre si. Há pouco espaço para outros olhares sobre a sociedade americana. Talvez por isso, votem tão poucos americanos em eleições nacionais.

A história do EUA foi feita, é certo, de muita violência, mas também de muita energia, rasgo humanista e coragem cívica. Contra a lei do mais forte que prevaleceu ali mais de um século depois da independência tem vindo, desde os seus primórdios, a opor-se os movimentos cívicos defensores da legalidade e da justiça.

Mas os EUA tiveram a sorte de sendo uma grande nação, terem a língua inglesa do seu lado e de terem massificado um tipo de cultura que se tornou dominante. O seu famoso  empreendorismo está em declínio e estão já a surgir outras culturas dominantes. A queda abrupta do dólar americano e o fracasso das suas políticas monetaristas muito dificilmente serão compensadas no futuro por um presidente Democrata. Isto se se confirmar a sua eleição, o que não é ainda certo, dada a indefinição entre Hillary e Obama.

Nessa altura já será tarde e o imperialismo americano ainda reinante, mas em agonia será substituído, espero, por diversos poderes regionais e pelo reforço dos poderes das grandes instituições internacionais. A paz poderá ser finalmente um desígnio a concretizar-se em grandes regiões do mundo e a pobreza e fome endémicas poderão ser definitivamente afastadas. Eu creio profundamente nisso.

.

E com isto ainda não falei do raio do filme, qual é? :)

.

Uma nota ainda: as tuas famosas gralhas não são afinal assim tantas! Eu é que na minha miopia descobri gralhas onde afinal havia palavras e frases bem compostas. Afinal, o paranóico serei eu! Estava só a tentar sacar-te algum? :)

Abraço

# Maio 8, 2008 1:20

chabeli said:

vou voltar

Um presente ;)

http://www.65anosdecinema.pro.br/index.htm

Abraço ( quero uma musica em troca...) Vale?

Chábeli

# Maio 8, 2008 13:01

jota40 said:

Caro BP

Isto agora pecou de estaca.

O Bp e o Blue estão com uma "pica" tremenda.

Vamos lá ver quem escreve mais !

Uma visita aos dois blogues, uff!!!

Mas como eu não quero ficar atrás dos outros amigos da comunidade, li, não reli, tudo até ao último ponto.

Houve uma altura que estive tentado a utilizar a técnica do "pernas para o ar", mas aguentei firme.

Não vou entrar em grandes comentários, para não repetir os anteriores.

Retirei algumas ilações:

A original possibilidade de arranjarem uma Júlia Roberts ( mas não a actual ) para mediadora nas reuniões da consertação social. Os acôrdos eram rápidamente alcançados. Já não havia manif. pelas ruas da capital.

Poderia ser uma espécie de Ministra do Entendimento.

Os americanos gostam de fabricar Super Heróis? Mas eles são os Polícias do Mundo, porque não os Super...!!

Os 40 anos !  Sopeira ! isso aí foi um pouco mais complicado. Arranjou uma guerra desnecessária e depois sofre as consequências ! Mas o BP gosta dessas provocações, não é ?

Quanto aos Super Heróis, que .... se ficam pelos entretanto ..., salvo erro o SuperHomem também enrolava, quando chegava o momento. Nunca vi nada de coisas adiantadas, mas também eram filmes mais virados para a gente jovem e noutra época.

Para fechar, o BP escreve com rara imaginação, não sei o que não seria de experimentar um de "argumentista" num filme, mesmo que fosse numa espécie de "Tarzan do 5º.Esquerdo"

Fique bem e divirta-se

# Maio 8, 2008 16:02

gomes2000 said:

olá pb (desculpa bp),

isto das pernas para o ar..

18 minutos com todos os comentários!!!

Primeiro, gostava de ver numa sessão de cinema, (principalmente naqueles que não prestam mesmo), as meias rotas de um espectador no cimo da cadeira. Espero "reconhecer-te" um dia... numa sala, por aí. Ou haverão muitos? Tiram os sapatos, e tudo?! Tenho mesmo que ir ao cinema!!!!!!!!!!

Acrescento que as mulheres de 40 são consideradas velhas "lá nos lados do cinema" porque os homens espectadores as acham velhas para certos papeis. E claro que também já não ficam bem certos papeis, assim como não acho piada a um Indiana Jones gordo ou velhote.

Também não discuto a qualidade artística de algumas velhotas, porque com certeza já viste excelentes interpretações.

Quanto às mulheres, desconfio que haverão alguns Cd's tão bons que até se ouvem as músicas todas e depois... replay!! Mas não preciso de nenhuma, por isso. Tens que procurar melhor, mudas de opinião.

Quanto ao filme, huuuuuuuuuuuuummmmm... acho que também já não ia ver e convenceste-me a não ir.

Sexo com super-heróis? Realmente, esse desenho do post... então a Cat Girl está ali a fazer o quê?! (estou a brincar contigo)

Então, agora que o Vietnam já não lembra a ninguém, tem que se preparar as mentes da nova geração. Não estou a ver o Super Homem a voar numa floresta a lutar vietcongs. Mesmo esse herói, e já é velhinho se adequa mais a nos dias actuais a combater meia dúzia de terroristas e a voar com misseis ou retirar bombas de aviões!

Com certeza, mais uma década e o inimigo será outro, uma outra raça. Não me atrevo a dizer mais.

A guerra fria não acabou (é o que eu penso), esteve  ou está dissimulada. E o mundo da espionagem deve saber isso. Eu sou a 007 cá em casa, por isso, digo isso.

É o meu feitio.... de mulher a chegar aos 40!!!!! E vou ser uma velhota "muita fixe"!!! Aturem-me... ah ah

Beijinhos, gostei!

# Maio 8, 2008 23:09

gomes2000 said:

Como conseguem ter tempo????!!!!!!!!!!

Crying Confused

# Maio 8, 2008 23:31

josefadobidos said:

Excelente post, com multi opções de debate:

O moderno ?colonialismo? americano, e sua deformação de carácter, como país, ou leia-se: ?olhem para o que digo, mas não olhem para o que faço?, ou ainda, ? o tio Sam sofre de esquizofrenia paranóide??;

A eterna "guerra das rosas bloguista", ou a ansiedade das mulheres, ou ainda ?somos umas chatas, sim?, mas não temos que nos subestimar por causa disso (vejam bem que não são os homens que nos subestimam);

O sexo não é para super herois?. Eles estão sempre com aquelas roupinhas imaculadas? as suas capas esvoaçantes, sempre à coca do perigo? não, eles não poderiam.

O alter ego americano é assexuado, eunuco, morto. Então não se estava mesmo a ver????

Agora os filmes ?mastiga deita fora?? são como as revistas cor de rosa, não vale a pena avaliar a qualidade porque não é isso que está em causa. Tudo depende do estado de espirito, e ás vezes até sabe bem, e eu gosto. Não pelo que valem mas pelo que fazem sentir: descontracção intelectual e aconchego físico. Ás vezes, é bom.

Quanto aos actores em particular, não gosto do Robert Downey Jr, dos filmes que vi com ele, só gostei do Chaplin, apenas porque sou fã de filmes biográficos (grande cusca).

A Gwyneth é boa actriz, gosto dela, embora perceba o que dizem? um certo ar de sonsa, próprio de filha única do papá, mas fez divinamente de Sylvia Plath (outra biografia), está muito bem no ?talentoso Mr ripley?, ?shakespeare in love?, ?tenenbaums? e no ?seven? (grande filme)?

Jeff Bridges?. Bem, sou suspeita, porque sou fã. Gosto dele, pronto! É extremamente versátil e fica bem em todos os papeis. Desde tótó no ?espelho com duas faces? a mau da fita no ?vanishing?? o rei pescador é um bocado aborrecido, mas no ?fearless? é quase tão fabuloso como de irmão Baker. Gosto mesmo.

Mas ainda gosto mais dos teus posts!!!!

Beijos

jo

# Maio 9, 2008 15:39

gattopardo said:

Como sempre gostei muito de cinema, como é que me escapa um blogue deste.? sem o capitalismo não haveria cinema. E no caso americano, o cinema é o próprio capitalismo na sua versão popular. e é um capitalismo simpático pois todos ou quase todos ganham com isso. Ao contrário do capitalismo especulativo que apodrece a economia, ao contrário do capitalismo do armamento que assassina e destroi nações, ao contrário do capitalismo desportivo que aniquila o espirito do desporto, e ao contrário do velhinho e cinico capitalismo versus proletariado, muito enraizado neste pais que enriquece meia duzia e empobrece milhoes com os seus famosos ordenados, o capiltalismo do cinema pelo menos produz sonhos e que eu saiba distribui bem os seus lucros. E não pede muito. em troca de meia duzia de euros vende sonhos e ilusões, realidades e ficções. Diverte, ensina, alerta e encaminha. Não polui e não destroi. Tem um senão: a capacidade de influenciar, e isso´pode ser perigoso. Mas de resto: é um saudavel capiltalismo.

abraço ( e parabéns por este excelente espaço de divulgação )

# Maio 9, 2008 16:14

rubicao said:

Boa composição, um bocadinho extensa, porém, jocosa.

Da próxima faz metade e põe (continua) será menos prolixo.

Respeitosas saudações,

Rubicão.

# Maio 9, 2008 19:09

bp63 said:

Caro pessoalíssimo

Agora digo eu ?compreendo o teu ponto de vista? mas?

Ao ler o teu comentário lembrou-me um outro filme ?O declínio do império americano? (acho que teve uma sequela há bem pouco). Mais pelo título do que pelo conteúdo, embora o filme também o aborde.

Mas tal e qual como o Brasil, que é a eterna potência mundial adiada, o declínio do império americano está anunciada há muito e não há meio de acontecer.

Como tu bem dizes, é uma terra de violência criminosa e de luta sociais, é um autêntico caldeirão onde o gansgter se mistura com o sindicalista (?Há lodo no cais? mostrava esse lado, embora seja preciso dar um certo desconto porque o Kazan estava numa de amem com o Mcartney), tudo porque o poder do capital é imenso.

Comungo das ideias que fizeste passar, menos de uma, que vai entrar em declínio. Se vai, já está há muito tempo, mas é desse declínio que a sociedade americana vive. A decadência é umas das portas de entrada do Tio Sam. Viva Las vegas!

Por isso digo que a sociedade americana é a sociedade mais rica culturalmente. Esta minha ideia faz, por vezes, determinados senhores doutos terem quase enfartes do miocárdio cultural. Mas acho que sim, que eles têm uma cultura imensa? do nada. Os princípios culturais deles assentem basicamente em 2 pilares: Money e o homem básico. A partir daí tudo é possível. Como explicar que não tendo gastronomia seja a american food o padrão internacional? Como explicar que não tendo aristocracia sejam eles que tenham as pessoas mais veneradas do mundo, as stars? Tudo porque se borrifaram nos manuais do velho continente e construírem um modelo dirigido directamente ao mais básico do ser humano. Em lugar de criarem um pé para o sapato xpto que vai à vernissage, criaram o pé para a pantufa (chinelo). À vernissage não vamos todos, e quem vai, vai apenas algumas vezes. À pantufa vamos todos os dias. Criaram modelos que vão directamente ao coração, ao estômago, às mãos, aos pés, aos olhos e porque não, ao pénis. Só depois é que passa pelo cérebro, mas já moldado pelo que os outros órgãos sentiram.

Como é que uma cultura assim vai entrar em declínio? Não, vai é cilindrar todas as culturas emergentes com o seu way of life. Mesmo quando o seu modelo económico está no charco. As tais culturas regionais que falas vão aparecer sim, mas à sua sombra. Basta ver o que está a acontecer na Ásia. Sempre que dão um passo em frente nos modelos macroeconómicos ficam mais perto de Manhatan, ainda que a milhas de distância.

Mas não ligues, só os tais delírios?

Abraço

# Maio 9, 2008 19:48

bp63 said:

Chabelli

Obrigado pelo presente. Vai já ser memorizado.

Eis então a pagamento :)

[YouTube:p9LJ57TlPmw]

Abraço

# Maio 9, 2008 21:19

bp63 said:

Jota40

Essa da Ministra do Entendimento acho que devia ser uma boa ideia. Tipo embaixadora da boa vontade.

Já conheci algumas. Tinham a faculdade de tanto distribuírem sorrisos e simpatia, o pessoal perdia-se no que queria fazer. O problema é quando passava o efeito hipnotizador tudo ficava pior e com mais garra para levantar problemas.

Sobre a "pica" já vem de longe, mas além do pernas para o ar pode aí servir-se em doses mínimas, um pouquinho todos os dias para não cansar  :)

Quanto à guerra é apenas uma brincadeira, mas também era uma ironia sobre o facto de quando ficam com mais idade os papéis bons começam a rarear. Não tinha numa indirecta para as mulheres dos 40. Até porque essa casa para mim é intocável. O meu telhado de vidro também anda por lá.

Abraço e obrigado pelas sua amáveis pelas palavras

# Maio 9, 2008 21:31

pessoalissimo said:

Caro Bp

Bem, a tua resposta mereceu-me uma leitura atenta, obrigou-me a reflectir.

Mas antes de contra-argumentar, deixa que te diga que houve aí alguns mal entendidos.

Começo por eles:

- Eu disse que o que tinha entrado em declínio era o ?seu famoso  empreendorismo? e o seu modelo de gestão dos conflitos internacionais, e que vulgarmente designamos por ?imperialismo americano?. Não a sua cultura de massas (de que o cinema é um dos seus pilares) nem o seu ?way of life?;

- E disse que ?o imperialismo americano ainda reinante, mas em agonia será substituído, espero, por diversos poderes regionais??. Não me referi a culturas regionais. Que também existem e continuarão a existir, incluindo nelas a cultura de massas americana.

Agora as questões importantes:

- É verdade que os EUA são uma sociedade culturalmente rica, no sentido que aqui trouxeste, uma cultura dirigida aos instintos e desejos mais básicos do ser humano. Mas não só, isso seria demasiado redutor e empobrecedor do trabalho de milhares de excelentes artistas plásticos, músicos, escritores? Muitos artistas americanos estão na vanguarda das ideias e da comunicação nas suas diversas manifestações.

- Que fique claro, eu admiro os americanos. Mas não todos, nem muito menos muitas das suas formas de intervir nos areópagos internacionais, detesto a sua arrogância e estupidez a roçar a boçalidade. O caso da guerra no Iraque é paradigmática dessa postura sobranceira sobre a comunidade internacional. Acabaram por ficar mais uma vez mal na fotografia. No Afeganistão a situação não é muito melhor. Não é por acaso que os soviéticos tiveram que retirar de lá ao fim de alguns anos de guerra suja contra os talibans.

- Eu percebo quando referes o mimetismo das estruturas macro-económicas na Ásia. As multinacionais (ainda me lembro da palavra de ordem do prec: ?abaixo as multinacionais!?), as join-ventures, as empresas participadas por capitais mistos e outras formas de difusão do capital vieram para ficar. É o capitalismo global que aí está, bem longe do capitalismo que deu origem ao modelo de way of live dos ?bons tempos? dos EUA. Hoje o capital não tem nome nem rosto, sobram meia dúzia de empresas mundiais onde o ?dono? é uma pessoa conhecida do grande público, a Microsoft é uma delas. E a esse capitalismo global sucederá um capital-socialismo, onde as mais valias (ou lucros) serão reinvestidas no desenvolvimento das empresas e em iniciativas locais ou regionais de interesse comum. Também já existem empresas a funcionar assim.

Se um dia (eu acredito nisso) conseguirmos pôr fim ao capital especulativo e à grande corrupção (de colarinho branco) estaremos a caminhar para esse novo modelo social. Se calhar há países que já tem o trabalho de casa bastante adiantado, poderia citar alguns.

Como se lá chega? Através da EDUCAÇÃO, da FORMAÇÃO profissional (mas também da formação pessoal e cívica), da aprendizagem ao longo da vida, do empreendorismo individual e social, do desenvolvimento das tecnologias de informação, de Estado Sociais fortes, de uma fiscalidade eficiente e eficaz?

Bem, isto tem pano para mangas, digo o resto noutro post teu. Se calhar eu é que ando a delirar. :)

?

Este post era para falar de cinema, não era? :)

# Maio 9, 2008 22:02

bp63 said:

Gomes

?Acrescento que as mulheres de 40 são consideradas velhas "lá nos lados do cinema" porque os homens espectadores as acham velhas para certos papeis. E claro que também já não ficam bem certos papeis, assim como não acho piada a um Indiana Jones gordo ou velhote.

Também não discuto a qualidade artística de algumas velhotas, porque com certeza já viste excelentes interpretações.?

Engraçado este comentário. Acabo de rever um filme, Diário de um Escândalo, que se liga a isto. Por 2 motivos antagónicos. O primeiro é que protagonizado por 2 mulheres não jovens e elas arrasam completamente. A energia da interpretação delas, quase que sai ecrã fora. Excelente. Talvez elas, Cate Blanch e Judie Dench, aos 20 ou 30 nunca iriam ser belas como foram neste filme.

O outro motivo tem a ver com uma frase dita do filme, todos nos deixemos seduzir por alguém mais jovem. Ou seja a juventude é uma espécie de maçã que nos vai perseguir a vida toda, como se fosse uma ponte para nos afastar de uma outra que tem a palavra fim.

Sendo o cinema uma arte da projecção, em todos os sentidos, projectam-nos imagens e projectamo-nos nós mesmo nas imagens que vemos, é então natural uma aptencência por imagens mais jovens. Como o homem é um animal mais dado ao corpo (lá venho eu com o sexismo) prefere então os ícones mais jovens para representar a sedução. Daí a proliferação de actrizes jovens e a ausência de grandes papeis para actrizes maduras em grandes filmes, de grande produção, começam a ser condicionadas para papeis mais jovens.

Nos actores talvez isso não seja notório porque talvez as mulheres não tenham tanto no corpo o factor sedução, mas sim no carisma ou lá o que lhe chamam. Mas não é o cinema que tem este estigma, a moda e a publicidade. Em jeito de piada poderia quase dizer, que ser mulher é uma profissão de desgaste rápido. Lá me vai cair o Carmo e a Trindade!!!!

Mas também é notória que a menina também já não está pelo ajustes em ver o avô da Heide a fazer piruetas. Prefere uma aragem mais fresca lá para os lados de Indiana, não é? Olhe somos todos farinhas do mesmo saco, é o que é!

Com esta conversa já nem sei o que discutíamos?

Ah, os super-heróis?!  Não sei talvez o problema deles seja aquele fatinho apertado de Lycra que todos usam. Além de não dar muito jeito, deixa escapar um gosto bastante duvidoso. Não admira que o sexo depois fique à porta.

Quem disse que com 40 se é velho/a? No outro dia disseram-me que só os quarentões é que andam sempre com essas coisas da velhice das idades. Quando entra os 50 já ninguém pensa no assunto. Espero para ver.

Beijo

# Maio 9, 2008 23:28

bp63 said:

Ah, gomes,

e sobre o tempo

Eu também me faço essa pergunta. Mas penso que é só uma questão de oportunidades. Quanto tempo as pessoas passam a ver TV? Eu não passo, a não ser um filmito.

O meu ecrã do mundo mudou.

# Maio 9, 2008 23:36

bp63 said:

Jo

Sobre o colonialismo americano parece-me que no que respondi ao Pessoalíssimo já mandei as minhas pinceladas. A grande invasão americana. Até nisso Bush é burro, pois ainda pensa que com invasões bélicas é que se ganham territórios. Ensinaram-lhe mal a lição, pois o sistema deles não precisa de andar 1 cm que seja para fora dos seus domínios. Basta um estalar dos dedos em Wall Street e já há um terramoto no mundo. Abrir 2 Macdonald?s em pleno deserto e deitou abaixo milénios de muralhas históricas.

Sobre a chatas, gosto de te ver a assumir as próprias idiossincrasias , penso que é um sinal de superioridade. Saber que há muita coisa que não funciona da forma que se quer, é meio caminho andado para que isso seja apenas um feitio e não um defeito.

Claro que com aquelas suas capas esvoaçantes poderiam lá ter sexo, aquilo está mais para uma ?parade? qualquer.

?O alter ego americano é assexuado, eunuco, morto.? Um dia vou fazer um post sobre este facto, esta gente não faz filhos só tem sobrinhos e amigos. Isto merece ir ao divã do Psico BP. Mas não será para já, senão também cansa.  

? filmes mastiga deita fora? valem mas pelo que fazem sentir: descontracção intelectual e aconchego físico.?  Concordo plenamente. São as tais nossas pantufas e mantinha nas pernas, o nosso cafoné. Como eu disse acima, são filmes que vão primeiros aos sentidos e depois ao pensamento. Mas quando vão ao pensamento já está tudo estragado porque já vêm bêbados pelos sentidos. Mas a vida é feito disto, de comer tremoços e beber uma cerveja numa tarde à beira mar. Ainda que depois se vá jantar um lavagante suado, o prazer do tremoço foi bom. Não podemos comer muitos, porque fazem mal. Eu acho que ando a comer demais por força das circunstâncias.

O Robert Downey Jr, acho-lhe sempre piada, especialmente porque faz um pouco de ele próprio. Penso que é assim uma espécie de Jack Nicholson.

A Gwyneth já nem me lembra que tinha feito o Seven. Mas é mesmo sonsa.

Sobre o Jeff Bridges acrescentaria Tucker, o Homem e o seu sonho (dos bons tempos do Coppola) e o Texasville (alguém se lembra dele no Last Picture show ? belo filme!)

Beijo

# Maio 9, 2008 23:59

bp63 said:

gattopardo

Claro que é o capitalismo que suporta todo o cinema americano, mesmo o independente.

Talvez um dos problemas do cinema europeu é não terem percebido o mercado, que é um conjunto variado de mercados.

Se é um capitalismo simpático e doce, não sei. Ao que consta já houve muito produtor que deu um tiro na cabeça lá para os lados de Hollywood.

Mas concordo, o seu principal produto é vender ilusões.

Abraço

# Maio 10, 2008 0:04

bp63 said:

obrigado rubicão

Quanto ao ser extenso penso que já é um mal que se entranhou. Mas anoto a sua critica.

Sobre cortar, já me lembrei disso mas como fiquei um pouco saturado das coisas por episódios...

Agora como não publico frequentemente, podem ir lendo aos poucos, como seu eu estivesse a publicar por partes. Eu, por vezes, faço isso com alguns compadres aqui da blogosfera que também são fabricantes de lençóis.

Abraço

# Maio 10, 2008 0:10

bp63 said:

Pessoalíssimo

Era mesmo para falar de cinema? Quando alguém se põe a ver um filme de pernas para o ar, dá no que dá.

Para que não fique dúvidas, eu também gosto muito da cultura americana. E não acho que ela seja só aquilo que eu referi. Tem a mexer, senão mesmo a comandar, toda uma onda enorme de artistas, desde escritores a pintores, cineastas, etc. Não duvido disso nem ponho isso em causa. Mas nesse campo não se distingue dos outros, a não ser pela dimensão e mais uma vez pelo mercado.

Onde se distinguem é pela forma como fazem cultura meanstream  e transformam em meanstream aquilo que tem uma ausência de cultura e daí resulta um fenómeno cultural.

Até os motéis pestilentos, que qualquer ASAE fechava logo, são autênticos ícones culturais, não só para eles, mas para o mundo.  

Mas mesmo no outro tipo de arte ou cultura, dita séria, é o mercado que manda e voltamos a estar novamente dentro do jogo do way of life.

Percebo daquilo que não gostas nos americanos, porque eu também não gosto de muita coisa. Mas por vezes há que ver o enquadramento histórico das coisas. A guerra-fria era uma questão de sobrevivência do modelo. Um sopro de socialismo ali e tudo ruía como um baralho de cartas.

Agora sobre esse teu mundo novo, queria mesmo pensar que poderia vir a ser assim. Mas tenho muitas dúvidas. Vejo um caminhar num sentido contrário. Mesmo a Europa, berço de uma certa democracia verdadeira, do bem-estar, do consumo e da liberdade, começa a fazer recuos. Mas penso que uma questão de sobrevivência económica.

Cada vez mais as empresas sem rosto vão dando a cara. Mas se calhar é o meu tal pessimismo acidental. Isto vai mesmo mudar, disso estou certo. Mas a jangada de pedra que outro falava vejo-a aproximar-se cada vez mais do continente a norte.

Estamos a entrar numa esfera em que a economia de mercado e a tecnologia vão entrar em choque. Porquê? Cada vez mais há menos mercado (trabalho) e mais tecnologia (oferta de produtos). O que vamos fazer? Quase que me apetecia citar esse grande poeta chamado Abrunhosa? deve ser mesmo delírio da noite!!

Por falar em Delírio espero abordar isto um dia nos meus tais PDF?s.

Já agora, tenho curtido bué os teus comentários! (a linguagem é só para ver se dou o tal ar mais jovem que o pessoal dos 40 bem precisa)

Abraço

# Maio 10, 2008 0:30

pessoalissimo said:

:))

Claro que a minha "visão" do mundo não é para hoje, nem sequer para amanhã.

Se tu (achas que) és um pessimista acidental eu sou um optimista crónico ou incorrigivel. O que é muito pior, pois estou, mais que tu, sujeito aos efeitos das desilusões.

Todavia, acho que ultrapassei isso, já vão anos. Hoje em dia, as minhas ilusões/convicções situam-se no plano das ideias, da ideologia. Sobre o ser humano não tenho ilusões, mas também não vejo nele o animal perdido na selva que li algures num livro de Saramago. Se anda perdido é de si próprio.

Bem, este fim-de-semana vai estar solarengo, temos de aproveitar.

Este SOL é, às vezes, um bocado doentio.

Abraço

# Maio 10, 2008 0:47

pessoalissimo said:

Ainda uma nota para terminar mesmo :)

Eu quando tinha 40 (aí, que saudades!) não andava aqui encafuado a escrever, andava a viver a vida. Mas lembro-me que passei um período interessante em que escrevi poesia e outras coisas.

Também não havia esta tecnologia que nos permite hoje interagir de uma forma tão extraordinária.

Como a vida mudou nos últimos vinte anos! Só agora me dou conta.

Abraço

# Maio 10, 2008 0:52

gomes2000 said:

óh bp, sobre o tempo...

a maioria das vezes tenho "pratos" ou "roupas" como monitor......... é "à pobre" mesmo!!!

E tens razão, somos todos farinha do mesmo saco. Um Indiana velhinho ou um Ben Affleck flácido a fazer de Homem sem medo... Naaaaaa.

Mas, não mencionaste heroínas no post... porque será?! Só mesmo aquela pendura no desenho é que aparece...

Depois queixas-te das "meninas"... ai ai.

Beijinhos, bom fim de semana

# Maio 10, 2008 0:52

bp63 said:

Pessoalíssimo, o optimista

Que sorte andar por aí o Sol. Por aqui tudo muito cinzento.

Quanto aos 40, foi nesta casa que resolvi abrir todas as divisões de uma certa loucura. Não me encafuei, como diz a canção, já cheirei, provei, usei todos os sentidos. A escrita é apenas um refúgio, pequeno, que guarda para mim mesmo. O Sol é mais uma janela que abri na casa. Só isso. Um dia vem uma ventania e fecha-a.

Abraço

# Maio 10, 2008 21:51

bp63 said:

Gomes

Não mencionei heroínas porque não as há, realmente femininas. As que existem são apenas prolongamentos das fantasias masculinas, nada mais.

Eu não me queixo das meninas, elas tratam-me sempre muito bem. Aqui e fora daqui. Podes crer... há quem diga que é mesmo só "mimo calimerizado"

Beijo

# Maio 10, 2008 21:53

MarAzul2007 said:

Caro amigo BP63,

Como não vi os filmes agradeço-lhe desvendar um pouco dos mesmos.

Grande verdade essaque afirma: "A indústria de armamento, por ser poderosíssima, e estar nas mãos de privados, precisa de mercado para escoar produto, e o seu mercado chama-se Guerra."

Mas atenção que esta indústria não está só na mão de privados, também está na mão de empresas estatais em muitos países. E muitos dos cientistas que desenvolvem novas armas rabalham para os estados em instalações militares.

Nunca tinha pensado no cinema americano sobre essa perspectiva do capitalismo, mas uma coisa é certa regra geral eles fazem filmes para gerar lucros, e alguns bem fabulosos logo nos primeiros dias de estreia.

Concordo consigo, esse filme é capaz memso de zaedar nas bilheteiras.

Um abraço e votos de um bom fim de semana,

MarAzul2007

# Maio 10, 2008 22:27

gomes2000 said:

Atrás de um grande Super Herói, deveria estar uma grande mulher... Mas são irreais, por isso.

Quanto ao Calerimizado, penso que tem mais a haver com o facto de se notar a léguas que não és mau rapaz! Por muito que satirizes...

Bom Domingo

# Maio 11, 2008 0:24

rubicao said:

Bp63,

Bem visto a tua réplica. Gostei.

um abraço,

Rubicão.

# Maio 11, 2008 9:54

Luana said:

Bem, tu não existes. Eu nem preciso de ir ao cinema nem ler sobre politica internacional para ficar ao par de tudo.

Cada vez estou a ficar com menos paciencia para grandes temas a não ser que sejam contados, como tu o fazes, com graça e sentido de humor. Assim, vale a pena. A vida é para ser vivida até ao limite. Muitas vezes esquecemos que viver assim é ter qualidade de vida, paz interior e estrada para andar (ou bons trilhos!).

Um beijinho

Luana

# Maio 11, 2008 18:36

bp63 said:

Caro Marazul

É bem verdade o que disse, que muitas vezes o fabrico de armamento está mão do próprio Estado, mas normalmente nesses países o próprio estado comporta-se como os próprios privados, porque isso virou para ele também um grande negócio. Mas se ao menos nos países de maior produção, a parte economicista fosse mais controlada talvez se pudesse melhorar um pouco o mundo.

Abraço

# Maio 11, 2008 19:25

bp63 said:

Gomes

Ui... essa dos bons rapazes...por vezes é cada tombo!

:)

beijo

# Maio 11, 2008 19:26

bp63 said:

Obrigado rubricao

Boa semana de trabalho

Abraço

# Maio 11, 2008 19:27

bp63 said:

Luana

Gosto dessa, da estrada para andar. Nisso és uma mulheres de armas, ou não andassem por aí umas timberland que eu cá sei.

Já agora, que tal um passeio em saltos altos? :)

Parecias que estavas a advinhar o meu próximo post.

Beijo

# Maio 11, 2008 19:30

josefadobidos said:

"Sobre a chatas, gosto de te ver a assumir as próprias idiossincrasias , penso que é um sinal de superioridade. Saber que há muita coisa que não funciona da forma que se quer, é meio caminho andado para que isso seja apenas um feitio e não um defeito."

ando com isto engulhado... não sei se percebi.... não sinto que tenha sinais de superioridade ou se o termo me "brotoejou".

beijo

# Maio 12, 2008 23:55

bluewater68 said:

:))) Tirado de uma notícia do SOL

#

Gwyneth, de 35 anos, mãe de duas crianças, disse ter perdido «todo o interesse em fazer filmes».

A protagonista de filmes como Shakespeare In Love (1998) e O Talentoso Mr. Ripley (1999) já tinha feito uma pausa após o nascimento da sua primeira filha, Apple, em 2004.

O retiro provisório estendeu-se até 2006, quando nasceu seu segundo filho, Moses. Gwyneth afirma que tem pensado em não regressar ao mundo do cinema. «Pensei muito na reforma, pois já não tenho interesse em voltar a representar», assinalou.

#

Comentários:

reforma??? Ela nao tem 35 anos...?

Mundo justo este....

MariaGomes, em 2008-05-09 10:53:29

.

nem percamos mais palavras: sem querer ofender ninguém, ela era uma CABRA.

Horus, em 2008-05-08 21:06:16

.

Tenho pena porque era boa.Mas também tinha muita vaidade..Há mais e melhor..

Nandez, em 2008-05-08 20:59:59

.

Ela subiu às custas do Brad Pitt, com aquele ar de lorpa sonsinha, nos 7 pecados mortais. Lambisgóia sem valor, sempre se tentou vender a grande preço, nada valendo. O que dizer? Que leve saudades, que é coisa que cá não deixa.

Horus, em 2008-05-08 20:56:27

.

Ela perdeu o interesse ou perdeu ofertas de trabalho?

scarlsc, em 2008-05-08 17:41:30

# Maio 13, 2008 9:53

desabafosdaminda said:

Carissimo bepezissimo? ( o tema é de respeito, logo tratamento VIP)

Gosto imenso de cinema mas tenho muita falta de apetência, para os comentar. E isto é mesmo a ser muito meiguinha com a minha pessoa, porque esqueço títulos, nomes de actores, e sei lá mais o quê! Uma trenga total!

Mas sei distinguir entre um filme feito para a inteligência e um filme feito para encher os cofres? e estes podem ser renhaunhau 2, 3 ou 4? patranhada parte II ou porradaquebaste, todas as reprises que quiseres que, principalmente em épocas de férias escolares, é receita garantida.

*

Os filmes de que gosto, são do tipo ?deixa cá pensar?, mas ás vezes o cansaço é tanto que lá um do género ?partir o coco a rir e não pensar?? pelos filhos já fui desencaminhada para todo o tipo de filmes manhosos (para o meu gosto!); longe vai o tempo em que me deleitava com os filhos animados? esses sim, eu adoro!

*

O que dizes sobre a filmografia americana tem-me feito cansar muitos dos meus pobres neurónios (ou já devo escrever neurônios?); de facto sempre me deu que pensar porque carga de água, aquelas pessoas intrinsecamente egoístas e agressivas enquanto povo, conseguem ter um alto sentido de auto critica e fazer filmes, que são sucessos de bilheteira, onde isso e retratado?

E porque li nessas cartilhas de esquerda, e sei do que gosta o capitalismo (e até tou sempre a dizer aos belmiros e quejandos desta parca: ah, o que tu queres sei eu!!!), isto é querem lucros e mais lucros, cada vez mais sem olhar a como nem a quem?

Por isso penso: estes filmes correspondem a uma linha de pensamento ou, pelo contrário, é um modo de captar as atenções de um certo público e tornar a ganhar, isto é, ganhar em todas as frentes, não perder nichos de mercado?

Assusta-me muito que se esteja aceitar como normal as mensagens veiculadas por estes filmes: É NATURAL BATER, MATAR, TORTURAR? é até tido como legitimo e necessário se eu FOR BOM e o outro o MAU! (e quem define quem é quem? EU!)

Ah, amigo! Tinhas dúvidas de que o charme de uma mulher consiga demover a maldade do homem?

Eheheh?

*

Os americanos são um povo cheio de medos e fantasmas: toda a sua vivência se pauta pelos medos: de monstros, de  ETs, de comunistas, de terroristas, só estando dependente da época nesta nossa Era? isso passa para o cinema e das salas de cinemas para as vivências, e das vivências para as salas de cinema? Ufa!!!

E o clima de medos se mantêm! Um clima favorável a certas políticas, que vai permitir aos senhores das guerras e que vendem artefactos de pseudo defesa manterem os seus chorudos negócios!

*

Ah, e essas dos heróis sem amor consumado? Coitados? mas isso ainda vem daquela imagem religiosa de que o amor é pecado (já diz o nosso ComSenso!!!) e que um herói tem q se manter celibatário e resistir a voz das sereias para ser mais macho!

*

E ganhei-te em lençolix?

E continua neste ritmo que eu gosto tanto de te ler?

Ando a ler tudo atrasado mas leio!

Beijocas para herói: castas!

Minda

# Maio 13, 2008 13:25

bp63 said:

Jo

a superioridade é apenas um estado de espirito elevado, relativamente à auto-critica, coisa que muitas vezes não temos e parece-me que a menina tem. Não ir aos encontrões à procura de uma Culpa, casada ou solteira tanto faz, e ficar logo por casa, é preciso ter uma bonita ginástica intelectual. É esta a superioridade que te devolvo, simples mas é isso.

Não conheço a tua altura fisica mas a mental anda lá bem por cima.

Beijo sem brotoejas

Beijo

# Maio 13, 2008 20:22

bp63 said:

Olha Blue

Sabes que mais, ela faz bem. O cinema não perde grande coisa e ela sempre fica mais descansada.

Realmente o papel dela neste filme foi mesmo o de ir lá ganhar umas croas para as fraldas e já está.

Quem me dera poder fazer o mesmo... ai não me apetece mais fazer... vou reformar-me!!!

Já diz a canção que uns são filhas da santa, e outros são filhos da outra... realidade.

Abraço

# Maio 13, 2008 20:25

bp63 said:

Minda

A menina veio atrasada mas com garra. Com tanta que vou ter que deixar isto para depois, com mais tempo.

Há mesmo muito coisa aqui para (de)bater.

Voltarei aos teus comentários

Beijos

# Maio 13, 2008 20:26

josefadobidos said:

Ah! Ainda bem que não estavas a dizer que tava com a mania que sou boa. É que não é mania... sou mesmo boa!!!! eh, eh, eh.... é 1,71 de bondade!

beijos e ainda bem que me desbrotoejaste! É que apesar de andar na ginástica, há momentos que me sinto um vidrinho... mas já passou. Obrigada.

beijo

# Maio 13, 2008 21:48

josefadobidos said:

A sério... foi mesmo bom ter dito o que me afligiu. E que bom teres respondido.

Ás vezes não me sinto assim tão segura como pelos vistos pareço. Tento apenas não fazer fugas pra frente, mas olhar de frente. É isso.

bj

# Maio 13, 2008 22:00

bp63 said:

Jo

Mas a fuga para a frente nem sempre é má, além de por vezes ser a única saída, é também um forma de não ficarmos parados.

Bjs

# Maio 15, 2008 23:19

josefadobidos said:

E que mal tem em ficarmos parados, se for isso que precisamos para sabermos de nós?

Bjs

# Maio 15, 2008 23:54

bp63 said:

Não tem mal nenhum, pelo contrário, só que também não tem fugir para a frente. O importante é não ficar adormecido.

Bjs

# Maio 16, 2008 18:32

bp63 said:

Cara Mindissima

Estive hesitante em responder aqui ou com base no teu comentário fazer um post, pela importância da matéria que ele encerra. Mas como diz o outro, o tempo ruge, e vai ter que ser mesmo  aqui

?Mas sei distinguir entre um filme feito para a inteligência e um filme feito para encher os cofres??  

Sabes? Olha eu não sei. Porque muitas vezes tudo se confundem. Há filmes para encher os cofres que aportam uma mais que inteligência e outros supostamente inteligentes não enchem os cofres nem o cérebro de ninguém. Tenho em mim que muitas vezes quando se querem inteligentes dão com os burros na água.

Olha dou-te uma sugestão vê os filmes a Vila do M. Night Shyamalan e a Guerra dos Mundos, do Spielberg. São 2 filmes comerciais, um mais do que outro, mas 2 grandes obras e 2 grandes ensaios sobre o medo (a sua manipulação fascista, a Vila, e o ventre da guerra/terrorismo, A Guerra dos mundos). Sem nunca o referirem o 11 de Setembro e o respectivo pós está lá todo. Mas são filmes para encher cofres. Tenta ver se tiveres possibilidade.

Há sempre mais qualquer coisa para além dos efeitos especiais.

?Os filmes de que gosto, são do tipo ?deixa cá pensar?, mas ás vezes o cansaço é tanto que lá um do género ?partir o coco a rir e não pensar???  posi Minda é que os filmes que querem fazer pensar força muita a coisa e depois acabamos por nem pensar nem ver. Já agora, o prazer não pode ter inteligência? O rir, o divertir, o chorar baba e ranho não são também sensações sublimes do homem?

?longe vai o tempo em que me deleitava com os filhos animados? esses sim, eu adoro!? Mas olha que esses são mesmo feitos para encher os cofres, aquilo é calculado ao fotograma.

Tens razão os americanos têm um grande sentido autocrítico, porque que o emerge é a nata deles. Se virmos o amrericano Zé povinho não vê nada mais além do que o bar do bairro e hambúrguer no prato. Mas esses não fazem filmes, nem livros, etc.

Uma coisa que me chocou na América na primeira vez, foi que o atraso cultural e social na maioria da população. Claro que a classe culta NY de Woddy Allen está muito melhor que nós, mas eles representam muito pouco, o problema é que ao serem muitos milhões, até os poucos são muitos.

?Por isso penso: estes filmes correspondem a uma linha de pensamento ou, pelo contrário, é um modo de captar as atenções de um certo público e tornar a ganhar, isto é, ganhar em todas as frentes, não perder nichos de mercado??

Claro que os filmes querem os lucros como toda a sociedade. Mas há uma coisa que não nos podemos esquecer o cinema é um empreendimento muito caro. Pode ser uma obra de arte, mas custa imenso, logo nunca nos podemos esquecer do lado económico da coisa. É bem haver filmes que possam dar muitos lucros, para outros mais experimentais poderem também aparecer

?E o clima de medos se mantêm! Um clima favorável a certas políticas, que vai permitir aos senhores das guerras e que vendem artefactos de pseudo defesa manterem os seus chorudos negócios!?

Concordo, por isso volto a dizer vê os filmes que te falei especialmente a Vila fala precisamente da usurpação do medo.

?Ah, e essas dos heróis sem amor consumado? Coitados? mas isso ainda vem daquela imagem religiosa de que o amor é pecado (já diz o nosso ComSenso!!!) e que um herói tem q se manter celibatário e resistir a voz das sereias para ser mais macho!?

É capaz de ter razão. Começo logo na BD infantil ao se criarem sempre sobrinhos e nunca filhos.

Agora sendo um bocado intelectual, alguém disse que o orgasmo é o que temos mais próximo da morte. Será porque há uma morte (e um renascer) o herói não a pode ter?

Adorava um partir-te a cabeça (salvo seja!) a discutir tudo isto, especialmente esta dicotomia cinema inteligente e cinema de cofres.

Beijo grande

PS (não reli isto, deve ter gralhas aos molhos)

# Maio 16, 2008 19:08
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