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Imagens caídas

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Porque não fazer o contrário? Com as palavras construir e falar de imagens.

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Pornografia na Historinha, é como Salazar com Farinha.

Para quem nunca viu um filme pornográfico – como eu sou inocente! – passo a explicar a sua estrutura base: genérico manhoso, truca-truca, qualquer coisa no meio, truca-truca, mais uma cenita que ninguém vê, novo truca-truca, diálogo rapidíssimo, truca-truca a três, imagens de uma paisagem a correr e um truca-truca tudo ao molho. Mais coisa menos coisa, não passamos disto.

Pondo estas cenas em acção seria uma coisa do género: dona de casa, desesperada com os calores e com a canalização da banca da cozinha, chama o picheleiro, o homem mal tem tempo de pousar a caixa das ferramentas e já a fêmea, loura platinada, está a ter um ataque epiléptico nudista sobre ele. Refeita da reparação da canalização, sai para a rua para apanhar ar fresco nas trombas bronzeadas junto à piscina, e zás, depara com um jardineiro maroto com quem resolve brincar às montadas. Como mulher moderna, mal a vizinha entra em casa para pedir salsa, ela avia-a de outros condimentos. Com tanta ginástica efervescente resolve tomar um banho para relaxar e zás, contenta-se com ela mesmo. Para terminar, resolve chamar o elenco todo para uma festinha encalorada na sala de estar, fazendo assim uma surpresa ao marido, que ao entrar fica todo baboso com a iniciativa da sua mulherzinha para manter a chama do casamento viva.

 

Bom, mas o que me traz aqui não é propriamente fazer um workshop sobre o género da indústria cinematográfica que mais faz pelo ambiente - pois o nível de emissões de dióxido de carbono é baixíssimo, com guarda-roupa quase nulo, decors da família do realizador e quase toda a energia a provir do trabalho corporal - mas sim falar sobre o telefilme passado na SIC sobre Salazar. É que a diferença entre aquilo e um filme porno não é nenhuma. Senão vejamos:

Tudo o que vimos sobre o homem foi apenas um pretexto para ir mostrando as cenas de cama com as damas do salão. Salazar disse qualquer coisinha e pronto começou por saltar para os braços de uma dita escritora jornalista francesa, depois um flash-back e o rapaz faz umas escapadelas para se atirar a uma moçoila da terra, à irmã e a uma filha da madrinha. Já adulto quer ler o horóscopo e pimba, cai na laia da bruxa de serviço, uma Soraya Chaves ao nível do seu melhor nível, muita cama e boas coxas, nem sequer um beijo lésbico faltou para compor o ramalhete do imaginário machista de qualquer filme porno. Depois vem uma condessa, marquesa, duquesa, ou lá o que era. Por fim, volta aos braços da francesa mas, qual machão, dá-lhe um anel e põe-na a andar. Ora digam lá, se isto não é quase igual à historinha da dona de casa desesperadamente acesa?

 

Outra característica do filme porno é concentrar todo o seu objecto narrativo no sexo, exacerbando-o, ampliando-o nas suas imagens. Tudo o que está à volta desaparece, é apenas um adesivo minúsculo para colar as cenas entre si. Foi isso que aconteceu no telefilme, Salazar ficou despido de qualquer conteúdo a não ser a de um engatatão que teve lindas mulheres ao seus pés a torto e a direito. Com um bocado de jeito quase que podíamos dizer que Salazar foi um homem mundano, ultra-moderno, vanguardista até, especialmente com o sexo feminino. Penso que qualquer jovem moçoila dos nossos dias, que tenha por aí 20 anos, ficou com vontade de ter também um Salazar para si, um homem que amava e compreendia as mulheres como ninguém, além de ser super charmoso. Ora, se há coisa que todos sabemos, foi qual o lugar real em que Salazar colocou as mulheres e como ele lutou contra toda a forma de evolução de costumes.

A série não pretendia fazer um retrato político da figura mas sim aportar um olhar sobre a sua intimidade. O problema é que a intimidade, qual espelho, deve devolver também a vida pública e o seu tempo. Basta olharmos para qualquer peça de ficção vinda lá de fora e vemos que por muito intimista que seja o enredo nunca deixa de fazer um retrato de toda uma época – Benjamin Buton, por exemplo, mesmo sendo uma fantasia intimista sobre uma personagem e os seus desamores, não deixa de nos mostrar as paisagens do século XX americano.

 

Salazar é capaz de ser a personagem mais fascinante do nosso luso século XX, não propriamente pelas suas qualidades como estadista visionário, mas por todos os contornos romanescos que ele encerra, nomeadamente o lado mais negro do ser português. Por isso, salivei com esta possibilidade de finalmente podermos ter uma perspectiva mais psicológica da sua entidade: que traumas, que rancores, que agruras construiu ele para que a sua visão de pátria e mundo fosse uma coisa tão cinzenta, limitada e enclausurada?

Não bastava o mau argumento, uma oportunidade única que se perdeu, ainda tivemos que levar com erros técnicos a rodo, nomeadamente no adereços e decors - apresentar um brinquedo dos anos 30, um carro de bombeiros, em que era notório as peças de plástico é não ter tido o mínimo de rigor – e na caracterização – não basta pôr uma pasta de latex e pó branco na cara para dar um ar envelhecido, há que ter cuidado com a iluminação para que as rugas surtam efeito e não pareçam que o actor caiu dentro da tigela da farinha.

O elenco apesar de esforçado tinha grandes erros de casting. Diogo Morgado até pode ir bem em telenovelas, mas faltava-lhe corpo na voz e na postura para encarnar uma personagem com tal dimensão. Nunca deixou de ser o actor a tentar ser Salazar.

 

As mulheres, apesar de lindas, ficaram-se pelo estereótipo de mulheres fatais. É impressionante que a ficção portuguesa nunca mais larga estes cromos de um certo cinema, que já está lá longe, quando retrata as mulheres. Será que não conseguem filmar a mulher portuguesa sem cair no eterno cliché? Basta ver alguma coisa da ficção espanhola, bem aqui ao lado, e vemos como eles filmam as mulheres, carnais, temperamentais, faladoras, perdidas, lutadoras, enfim femininas, e não caricaturas de fantasias de um certo imaginário marialva intelectual. Salazar a frequentar festas em que uma Soraya aparece de boquilha e com uma serpente só pode ser mesmo um exercício surrealista!

No fim, só uma personagem cumpriu o propósito, Dona Maria. Margarida Carpinteiro com o seu olhar e o seu silêncio foi o grande retrato de uma certa época. Manipuladora, sombria, serviçal, alma estéril de uma pátria perdida.

Afinal, não é só quando se põem mamocas ao saltos e pilocas pujentes que se constrói pornografia. Basta que se corte o essencial para se focar e exagerar o objecto primário do deleite, que não sendo real se pretende passar por tal, e se coloque farinha, tal e qual como a péssima maquilhagem, a ocultar a escuridão que emerge da pele da História. No fundo, farinha para os nossos olhos.

Posted: quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009 20:15 por bp63
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Comentários

bluewater68 said:

Bp63,

e aproveitar o Adam Sandler para a indústria porno? :)

Dois pormenores.

«o telefilme passado na SIC sobre Salazar» SIC!? Está tudo dito, não? Lembra-te que aquelas crónicas que eu tenho escrito são sempre em torno de acontecimentos da SIC.

«Salazar a frequentar festas em que uma Soraya aparece de boquilha e com uma serpente» :) É pá, eu ando a perder estas pérolas.

O que é Nacional é bom? Talvez não tivesse sido má ideia entregar a produção do filme aos responsáveis pela série "Conta-me como foi".

Abraço

# Fevereiro 11, 2009 20:51

camionista said:

O telefilme não me convenceu. E agora o meu amigo ajudou-me a perceber porquê.

# Fevereiro 11, 2009 20:52

bluewater68 said:

:))) Bem, o Salazar é o que está a dar.

Ó Paula, esteve tudo a assistir a essa série?

«Hoje na rádio, alem de entrevistarem o Zézé Camarinha» :) Esse homem é um senhor

# Fevereiro 11, 2009 21:09

PSCGF said:

:) :)

Eu mal vi este post no mail , reclamei com o dono ! :) :)

Ora eu  a tentar fazer um post mais ou menos e vem logo este senhor a fazer um post tipo lençol , todo direitinho e bem escrito! :)

O meu post está com bruxedo ! Não sai ! :)

Bp, já volto ...E andamos os dois a ver o mesmo ! :):)

Isto é mau sinal...:) :)

Beijinhos

Paula

# Fevereiro 11, 2009 21:28

bp63 said:

Blue

A falar que o dizes, mas esse tal Adam vejo-o sempre como uma coisa do género, uns furitos acima de actor porno. Nunca larga aquele ar buçal, mesmo quando as comédias até têm alguma originalidade, como a do clix (?).

Quanto ao filme do Salazar, digo-te uma coisa, mais um bocadinho e era uma coisa perfeitamente hilariante. Se ao menos tivessem sido irónicos, tinham feito ali uma coisa com muita piada. Salazar armado em Camarinha.

Abraço

# Fevereiro 11, 2009 21:33

bp63 said:

camionista

Penso que não convenceu ninguém, nem os seus admiradores nem os detractores, foi assim uma coisa tipo telefilme da Caras.

Abraço

# Fevereiro 11, 2009 21:34

bp63 said:

Paula

Com que então a fazer espionagem bloguiana?!Será que foi assim uma espécie de telepatia assombrada pela alma do dito cujo.

Venha lá de esse post, para zurzir nele :)

Beijo

# Fevereiro 11, 2009 21:36

chinezzinha said:

Gostei da comparação.

Boa crónica.

Beijo

# Fevereiro 11, 2009 22:09

portocego said:

BP63

Respirei de alívio, quando li o seu poste. Como não sou grande entendida em técnicas cinematográficas, como só vi o segundo episódio, porque me alertaram com algum entusiasmo, eu estava a ficar preocupada com o meu desapontamento sobre o que vi (que mau...) e acima de tudo pela ausência de mensagem.

No final ensaiei uma mudança de assunto para não ter que desapontar ninguém com a minha desilusão.

Abraço,

# Fevereiro 11, 2009 22:44

bp63 said:

Obrigado Chinezzinha pela visita e comentário

Bj

# Fevereiro 12, 2009 0:39

bp63 said:

Daniela

Pois não há com que se preocupar, aquilo foi mesmo a versão Corin Tellado do Salazar. Todo um tempo foi reduzido a postais ilustrados do dia dos namorados. Nada mais.

Mas se houve quem gostasse, pronto, já não se dão as bobines por perdidas :)

Abraço

# Fevereiro 12, 2009 0:41

Annnna said:

Meu querido Ultimate

Concordo plenamente com este Post e com o facto de apenas Margarida Carpinteiro ter encarnado o papel de D. Maria, com cabeça tronco e membros de resto foi tudo muito mau, eu como tu, tinha esperança no conteudo mas a esperança morreu assim que vi o Diogo Morgado CINZENTO (eu pessoalmente não gosto dele como actor)e as maquilhadoras também não devem gostar eheheheh Wink

Um beijo enorme

Annnna

# Fevereiro 12, 2009 10:31

trout said:

FIQUEI  MESMO MUITO BARALHADO !

como é que a mesma pessoa que diz que  o Rourke é um canastrão ,e que o  Sandler tem um ar "buçal "  ,se digna sequer a ver de relance as peripécias sexuais do salazar ? ? e ainda por cima a escrever sobre isso  ???e sem ser sequer o  Bruno  Ganz a desempenhar o papel ???

estou abismado !!! :))

# Fevereiro 12, 2009 12:33

trout said:

FIQUEI  MESMO MUITO BARALHADO !

como é que a mesma pessoa que diz que  o Rourke é um canastrão ,e que o  Sandler tem um ar "buçal "  ,se digna sequer a ver de relance as peripécias sexuais do salazar ? ? e ainda por cima a escrever sobre isso  ???e sem ser sequer o  Bruno  Ganz a desempenhar o papel ???

estou abismado !!! :))

# Fevereiro 12, 2009 12:34

gomes2000 said:

olá bp,

tens toda a razão em todas as palavras deste texto. Não compreendi a pessima maquilhagem pois pensei que já estivessem mais evoluídos com esses pormenores. A época foi mal aproveitada, e, sendo a intenção só esta - a sexual, poderiam ter aproveitado melhor muito do que estes anos nos teriam para oferecer em pormenores.

Falo só mais naqueles aspecto que falaste das mulheres que aparecem nos filmes espanhois; se em alguns, aparecem reais mas exageradamente ridículas no limite, noutros aparecem como são; suam, não acordam lindas e maquilhadas e outros pormenores que não fazem mesmo nem um bocadinho parte do imaginário masculino, mas fazem parte do quotidiano de muitos.

Mas achei um piadão à "vontade" em falar nestas senhoras que desfilaram pela cama com o ditador. A D. Maria - excelente. Aliás, o primeiro papel da Margarida penso que foi na Vila Faia e já na altura se destacou. É uma excelente artista, e até nunca foi muito bonita nem dotada de grandes mamocas. Nesta série, quis-se sombria, fiel, como tão bem o fez.

Beijinhos, boa semana

# Fevereiro 12, 2009 12:40

trout said:

assim a nível global.... há a alta cultura ,a baixa cultura .a fusão das duas ,cá há a cultura do meio

# Fevereiro 12, 2009 12:54

trout said:

mas era um grande sedutor !!!

F o deu bem PORTUGAL ,e ainda hoje há quem se lembre com lágrima saudosa no rosto envelhecido das f odas que ele deu nisto

# Fevereiro 12, 2009 13:09

trout said:

descobriu o ponto  G e os que estão antes dele o  A o  B    

# Fevereiro 12, 2009 13:22

bp63 said:

Annnnnnnnnnnita

Pois o rapaz parecia que tinha caído dentro de um pote de pó. É que no processo de envelhecimento não basta ter o latex e o pó. Há saber tratar isso.

Se fossem ao cinema antigo, sem meios, podiam constatar que o processo de envelhecimento era muito feito com base na iluminação. As sombras produzidas na cara ajudavam a aprofundar a idade.

Mas não, fiam-se nos meios sofisticados e depois é o que se vê.

Beijo

# Fevereiro 12, 2009 18:01

bp63 said:

Gomes

No que respeita à maquilhagem era mesmo um desastre (como disse acima), agora quanto à representação das mulheres tem muito que se lhe diga.

O facto de elas aparecerem lindas não tira nada à postura da personagem, as mulheres, mesmo quando queriam parecer rude sempre tiveram glamour no cinema (veja-se o casa das donnas do neo-realismo italiano). Todos sabíamos que a Sophia Lauren e Anna Magnani não se levantavam da cama assim. Mas o importante é quando abrem a boca, aí devem ser mulheres normais, e não esta coisa de a cada frase terem que dar uma tirada fatal, como se estivem a ler um romance existencialista.

A beleza pode ser artificial, é bom que seja (Penélope Cruz no Volver estava bela mas conseguiu mostrar uma mulher suburbana de origem rural), agora a postura e os diálogos têm que ser convincentes.

Beijo

# Fevereiro 12, 2009 18:09

bp63 said:

Trout

Começar pelo final, pela boa tirada do fornicanco que o homem fez sobre o país acabar por explicar que agora se tenha que levar com os ditas quecas do tipo. Boa ligação de ideias.

E mais que um ponto G foi um ponto F que andou por detrás disto tudo, F do Fado e tal, F de de todo o acto sexual involuntário que nos aconteceu!!!

Quanto ao Adam, ao canastrão, a telenovela do Salazar e as fusões culturais, voltarei mais tarde, é que ainda estou a tomar calmantes para me inspirar :)

Abraço

# Fevereiro 12, 2009 18:18

bp63 said:

Pois é Trout

Não vale a pena ficar baralhado.

Isto anda tudo ligado, a boa arte, a má arte, e as coisas nem carne nem peixe. Tudo se prende com a atitude e, no meu caso, ela é sempre de abertura para o que quer que seja. Já vi muita coisa, em nome de um certo nível intelectual, chata, pretensiosa e sem valor nenhum, e outras coisas, básicas, mainstream, POPularuchas, com um nível do caraças. Penso que o importante é sempre a atitude com que se parte para as coisas, quando como tremoços com uma cervejinha não vou com a mesma postura gastonómica com degusto magré de pato.

O Mike e o Adam podem ser canastrões, na minha pequena opinião, mas fazem um género que acho muito bem que aconteça. O que não significa que não veja até alguns filmes deles, apesar de alguns me causarem dor de dentes. Porque não?

Assistir à pepineira do Salazar até pode ser divertido. Podemos aprender com tudo. Lembro-me de Tarantino, que ao ser empregado de clube de vídeo, viu tudo o que era gore e trash. Penso que o influenciou e aprendeu com o que viu. No fim, fundiu aquilo e fez um género dele, que também não tem que ser sempre excelente (o último era bem mau, para mim, pois acabou por repetir uma formula que já era má).

Até um concerto do Tony Carreira pode ser divertido (apesar de provocar alguns estragos auditivos), tudo depende da forma como se encara. Afinal as coisas mais básicas têm o seu quê de complexidade. O neo-realismo italiano provou isso e Andy Warhol (raios parta, nunca sei como se escreve o nome do homem) também.

A lata da soupa é apenas um olhar, nada mais. Por falar nisso tenho que ir olhar para a minha, que não é de lata, e que se está a queimar.

# Fevereiro 12, 2009 20:22

KURIOSO said:

Bp,

Parece ser um lugar comum que o ?poder? é afrodisíaco. Para quem o detém, e para quem os rodeia. Há todo um imaginário à volta dos homens poderosos e das suas conquistas (e, sinal dos tempos, à volta das mulheres poderosas?).

Ora tendo sido Salazar um dos homens mais poderosos de Portugal, e por tanto tempo, o filão não poderia ficar por explorar.

O facto de tudo aquilo ser inverosímil, é absolutamente irrelevante. Um homem poderoso TEM QUE TER um montão de ?gajas boas?.

O mais engraçado é que a história colhe apoios dos dois lados da barreira. Os homens pensam que se tivessem aquele poder não havia dama que resistisse. As mulheres pensam que por mais poderoso que um homem seja, sempre se vergará ao encanto feminino.

E a SIC sabe disso?

Abraço,

Kurioso  

# Fevereiro 12, 2009 21:42

Lucat said:

Olá BP.

Pelos vistos o facto de não ver praticamente televisão acaba por ser uma vantagem :)) Não vi os episódios e, a avaliar pela opinião da maioria dos comentaristas, não perdi grande coisa. Mas confesso que as aventuras sexuais do Salazar não são tema que me atraia! Credo!!

Ah, e também não gosto muito das interpretações do Diogo Morgado :))

Um abraço,

Luísa

# Fevereiro 12, 2009 23:08

bp63 said:

Kurioso

O Poder é afrodisiaco porque o sexo também é poder. Tal e qual como o dinheiro, o poder gera poder. Os homens com o sexo tentam aumentá-lo (ao poder, claro)e as mulheres ao verem que o poder se verga sobre elas ainda mais poderosas ficam. Confesso que esta minha frase não ficou lá muito boa, a quantidade de trocadilhos brejeiros que se podem fazer com ela dá quase para fazer uma canção do Quim Barreiros.

Mesmo assim, com esse isco do poder parece que o filme não foi poderoso para ninguém.

Abraço

# Fevereiro 12, 2009 23:38

bp63 said:

Luisa

Realmente é uma vantagem, não embrutecemos tanto. Mas de vez em quando dá vontate de ficar um bocadinho brutinho para descontraír. O problema é a ressaca. Ainda por cima vem em alta definição e não há gorosan que resista.

Abraço

# Fevereiro 12, 2009 23:40

ahbruto said:

Caro bp63

Cá está uma critica de fazer inveja a muito profissional!

Aliás,isto sim é uma critica,não tem nada a ver com as baboseiras que se lêm por aí,acerca destas obras primas audio visuais que até um ceguinho percebe que não prestam para nada.

os meus parabéns

ahbruto

# Fevereiro 13, 2009 21:27

bp63 said:

Obrigado ahbruto pelas palavras

Critica? Foi apenas um desabafo aos trambolhões depois  dos pinotes ao ver aquilo.

Abraço

# Fevereiro 14, 2009 10:03

OlindaGil said:

Olá Bp63

Não vi o filme mas bastou-me o teu texto para não ter curiosidade em conhecê-lo.

Obrigada pelo resumo e crítica.

Beijinhos

# Fevereiro 15, 2009 16:48

bp63 said:

Olinda

Realmente não se perdeu grande coisa, então para uma pessoa ligada à História devia ser mesmo surreal.

Beijo

# Fevereiro 15, 2009 21:27

blogueoliveiramartins said:

Eu nem vi o filme. O seu anúncio, já me provocava vómitos. Está hoje na moda - porque vende - escrever todo o tipo de coisas sobre Salazar. Coisas bem escritas, e coisas mal escritas. Deste modo, também houve um conjunto de oportunistas que decidiu "pornografar" sobre Salazar...

É triste, a pobreza a que chegámos. Bastou-me ler o seu post, muito bem escrito, para constatar que não me era necessário ver o filme; antes pelo contrário. Salazar pode ter tido muitos defeitos. Mas também teve grandes virtudes. E foi senão o melhor, o mais credível Estadista do século XX português. Eu por mim, considero-o uma figura ímpar. E nesta fase de pobreza moral e mental em que vivemos, estes cavalheiros, como outros, em vez de tentarem pela positiva analisar de uma forma objectiva Salazar, preferiram fazer uma burla utilizando o seu bom nome; mereciam ser processados. Mas no fundo, no fundo, é que não há quasi nada de mal a dizer sobre Salazar. (E Salazar não era um Deus, era um homem comum, com características muito especiais, e a meu ver extremamente positivas). E por isso, fazem-se invenções baratas, e ordinárias. Perante tudo isto, e salvo opinião contrária que me convença que estou errado, Viva Salazar! E obrigado pelo seu post. Elucidou-me, e estava muito bem extruturado! António de Noronha de Oliveira Martins

# Maio 9, 2009 23:10

blogueoliveiramartins said:

PS Eu escrevi sobre Salazar e o Salazarismo. Se tiver paciência, dê um "um pulo" ao meu blogue, que esteve adormecido, e que tenho intenções de reavivar agora. Se tiver tempo... Um beijo, António

# Maio 9, 2009 23:22
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