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Muitos gestores e chefes de equipa, deparam-se no seu
dia-a-dia, com variadíssimas questões que têm que ser discutidas ou resolvidas
e que influenciam todo o conjunto. Trabalhar em grupo, tem este lado positivo
ou negativo, conforme a atitude que escolhemos. O que um elemento faz (ou deixa
de fazer) influencia toda a equipa no cumprimento ou não dos objectivos
traçados.
A complexidade leva-nos por vezes a perder o lado bom do ser
humano. Como tal, de uma forma simples, vou enumerar alguns pontos que são
essenciais para ganhar e gerir uma equipa. O cumprimentos destes pontos, pode
levá-lo a usufruir de um melhor ambiente de trabalho, maior cumprimento dos
objectivos e melhor satisfação pessoal.
Leia e esforce-se para passar algumas das próximas ideias à
sua equipa. Alguns vão achar boa reflexão, outros vão estar mais renitentes,
mas é primordial tentar envolver todos.
Logicamente, nem sempre se aplica uma ou outra teoria e
dependendo dos casos, poderá haver alguns itens que podem ser devidamente
acrescentados.
Adoptar a postura
correcta
Todos já passámos por situações em que temos que lidar no
nosso meio profissional, com pessoas carrancudas, maldispostas e muito pouco
simpáticas. O que sentimos ao lado delas? Parece que o trabalho não flui.
Muitos de nós sentem-se contaminados por aquele estado de espírito, o que pode
ter um efeito em cadeia.
Antes de entrar no seu local de trabalho, pense que o seu
mau humor não contribui de maneira nenhuma para a sua satisfação no trabalho.
Sorria, os seus superiores, colegas e subordinados vão gostar.
Divertimento
O trabalho é um local onde reina a seriedade e deve
continuar a sê-lo. Não pense que divertimento é colar papéis nas costas do seu
colega ou atirar clipes. Mediante os trabalhos que são executados e os locais
disponíveis, podem ser criados jogos e brincadeiras (5 minutos podem render
muitas horas de bom trabalho) que ajudam a criar boa-disposição e dar ânimo
para enfrentar as vicissitudes e contrariedades que vão aparecendo.
Disponibilidade
Existem dois tipos de clientes na generalidade das
organizações: cliente externo (o consumidor) e clientes internos (por exemplo,
outros departamentos). Ou seja, a maioria de nós, lida com clientes. A
importância de saber lidar com quem precisa de nós ou com quem depende a venda
dos nossos produtos é crucial. Por vezes, ligar de um departamento de uma
empresa para outro é um verdadeiro sacrifício. Seja pela demora no atendimento
da chamada ou pela forma desinteressada que demonstram com o nosso problema,
sentimos que existe uma grande parede à nossa frente.
Não seja assim. Se ligam para si, ou lhe colocam uma questão
sobre determinado assunto, acredite, essa pessoa precisa mesmo da sua ajuda. A
sua disponibilidade vai mudar o dia dessa pessoa e com certeza vai melhorar e
muito o seu ego. Sentir-se útil é óptimo.
Ouvir e ser ouvido
Quando se gere uma equipa, existe algo que é essencial entre
todos: comunicação. Sem ela, como se pode trabalhar? Como se organizam? É
indispensável a todos os profissionais. Lembre-se que só existe comunicação
quando temos um emissor, receptor e mensagem. O conteúdo desta última deve ser
compreensível para todos, para que não haja falhas futuras.
Elogiar e criticar
Quando se tem um cargo de chefia, saber elogiar e criticar,
é essencial para manter os níveis de motivação dos elogiados em alta,
aumentando-lhes a vontade de querer conquistar ainda mais espaço de mediatismo
profissional. Elogie em grupo, todos gostamos de ter um bocadinho de orgulho.
Criticar é necessário para se poder acertar agulhas e ajustar esforços. Durante
a crítica deve-se ser explícito em relação ao que é necessário alterar, e ouvir
as possíveis sugestões do subordinado. A crítica não pode servir para se dar um
“raspanete”, mas sim, para ajudar na evolução do subordinado. Nunca, critique
uma pessoa em grupo, ou um departamento com toda a empresa. Ninguém gosta de
ver o seu orgulho ferido ou sentir que o seu trabalho é posto em causa à frente
dos colegas.
Definição dos objectivos
Todas as equipas, têm objectivos. O mercado de trabalho já
se habituou a essa pressão e está generalizada a todas as profissões, de formas
diferentes, mas todos sentem. Um chefe não deve decidir quais os objectivos que
pretende da equipa e transmiti-los. Os objectivos, tal como algumas decisões de
gestão, devem ser debatidos e decididos entre a equipa, elevando assim a
responsabilidade de cada um. Obviamente, o responsável pela equipa, dito chefe,
deve ter definido previamente, quais os objectivos que acha preponderantes e os
limites que devem ficar definidos, cabendo-lhe a “negociação” com a equipa.