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Santo Agostinho dizia "O mais difícil, é combater a Douta Ignorância"

Publicação: 14 Junho 09 03:11 | carlosrebola 

Na Reserva Ecológica Nacional do Zambujal, em terrenos baldios sob administração das autarquias continua-se a destruir o património geológico e paleontológico e a preservar-se no local, o lixo e os milhares de metros cúbicos de alcatrão provenientes das obras de saneamento da Câmara Municipal de Cantanhede, aqui é que a Câmara deveria hastear com pompa e circunstância a bandeira ECO XXI e num monte de lixo a fazer de palanque defender as boas práticas ambientais reconhecidas aqui, pelo hastear da bandeira ECOXXI.

(clicar nas imagens para ampliar)


Esta amonite há mais de 140 milhões que "repousava" neste local que já foi um mar de águas tropicais azuis e pouco profundas, paraíso usufruído por criaturas não humanas. Esta amonite podia ser observada e estudada no seu meio natural, como uma extensão aberta do "Museu da Pedra" (paradoxalmente um museu da pedra sem um único geólogo, é verdade que tem licenciados em história que provavelmente consideram que não havendo nestas "pedras" qualquer inscrição ou símbolos feitos pelo homem, não são documentos são calhaus sem importância, isto é provado pela ausência de interesse e passividade perante a destruição sistemática). Perante esta amonite ninguém podia ficar indiferente à paisagem envolvente que nos leva ao sonho, que nos abre horizontes e nos faz reflectir sobre o que somos, donde viemos e qual será o nosso papel ou missão neste ponto e tempo, da nossa caminhada humana.



É prodigiosa a "Douta Ignorância"!!!
pois deve ser motivo de orgulho em poucos segundos conseguir desfazer em fragmentos inúteis o que levou milhões de anos a fazer.


O tempo como o sentimos e conhecemos, foi estrada dos seres humanos, com o comprimento de algumas centenas de milhares de anos, nesta caminhada chegamos ao século XXI, e o homem evoluiu e caracterizou este tempo de progresso, da tecnologia, da informação e do conhecimento.Mas sem qualquer respeito pela Mãe Natureza e pelos nossos antepassados que a tratavam com carinho, estão a destruir esta rica herança que os que nos antecederam preservaram. Uma vergonha que emerge do abandono dos valores humanos que nos diferenciavam dos animais irracionais.



Isto, já era ..., talvez no futuro se possa ver em vitrinas, posters e prateleiras de museus, o que é tido como defesa e preservação do ambiente e património, até dá prémios...


Após afastamento da blogosfera por motivos alheios á minha vontade, pelo que peço desculpas aos visitantes e amigos que aqui vieram e não viram nada de novo e também aos que esperavam uma visita minha e não a tiveram, também andam por aí a roubar o cobre que transporta as conversas telefónicas e a "banda larga" e de vez em quando também fico isolado, pois destroem as pontes e constroem muros. Recomeço hoje e com mágoa por verificar que destruíram uma das maiores amonites que durante muitos milhões de anos jazia nos afloramentos que Câmara Municipal deveria classificar de interesse público ao menos com a mesma facilidade com que classifica um armazém (ver acta da Assembleia Municipal N.º 06/08 de 09/12/08, ponto 2), que talvez não chegue a durar mais que um milhão de anos. Sustentabilidade e noções socioculturais, que estão na moda defenderem.
O Provérbio: - "A cabeça do ignorante é uma esponja seca"

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